All of my social pieces. All the places, all the words. Workaholic, Readaholic and Musicaholic. Future PR.
E nem se fosse um mar de rosas. Nem se fossem plumas, nem louros. Ainda se fossem pessoas, pensamentos. Mas são antíteses e crases. Estão ao contrário, estão às avessas. São ambiguidade e não entendem se bem e se mal. São linhas tênues sinuosas que descem a serra sem freio. Estão em neblina densa e continuam a cair.
A metrópole me engole num surto megalomaníaco. Queria tempo para sobrecarregar-me da melancolia da incerteza diária. Para acordar e ver no que dá. Para acordar com o destino volúvel e impreciso de dias de chuva. De minutos de silêncio, de tempo e de timbre. De massa, anteposta ao portal que se fecha sobre minhas costas, viro e me deparo com quatorze por metro quadrado, eu inspiro. Ele se move,
Debruçou sobre a janela para sentir o vento que vinha do final da rua, perto do 378, perto da cerejeira carregada que fazia jus ao nome de sua rua ladrilhada. Sentia o sopro chacoalhar-lhe os cabelos do segundo andar de sua casa assobradada, de fachada lilás e portas e janelas brancas. Olhou de volta para as malas prontas, postas ao pé da porta que dava para o closet. Olhou de novo para o pé da
E de repente a gente sente que tudo do que era feito nosso alicerce ruiu, mas que cada vez que olhamos pra baixo, novas ripas são colocadas no lugar. Estamos seguindo em frente e aprendendo a caminhar. E ao vento, eu grito a vida não sai do meu pensamento. Escolhas, encolhas e encruzilhadas. Não tememos mais a morte, tememos a sorte de estarmos vivos. A cada suspiro, contamos e estamos um
Meu Ser está,mas eu, em ser, estou longe.O Eu, em querer ser, está onde o ser-estando gostaria de estar.E estou.No estado que estou,em ter algo e estar em algum lugar,estou na vontade.Quero ir, mas não posso. Então estou.Meu Ser-Estar continuaparado na Sala de Estar.E estou, de novo,aqui, no estar, mas lá, no ser.
Entrei em todos os espaços que me cabiam.Tentei ser tão maleável quanto tentaram me deformar,mas quebrei e reconstruí.Tive pressa de tudo,tive preguiça do mundo.E quis sumire quis transparecer calma.Medi o tamanho da angústia em borboletas no estômago.Medi o tamanho do medoem olhares confusos.Pedi afago,perdi certeza.E por desencargo,arfandoe em brando e bom somsorri.
Eu me levanto e o Tempo passa por mim.É como se corresse, Ele corre de mim. Como se ficasse esperando sentado a minha frente, velando meu sono, ele para. E quando acordo ele corre, se esconde e não vejo ele passar enfim. A noite chega e reluto a deitar, ainda procuro o Tempo, ainda quero vê-lo antes de apagar. E tudo pára de novo no Universo todo em volta do meu umbigo. Meu próprio
Se fumasse, acenderia um cigarro agora. Dedicaria cada segundo e paladar àquele singular objeto cilíndrico. Aspiraria a fumaça até sentir chegar aos pulmões e depois soltaria deliberadamente embaçando o ambiente. Faria charme ao segurá-lo entre os dedos e o levaria delicadamente a boca, apreciando cada trago do veneno disfarçado de status e auto-confiança.Se fumasse, fumaria com pressa e ânsia
E a gente protege o coração como se protegesse um filho.A gente cobre para que não passe frio,e a gente tranca ele em casa para que nunca se machuque.Mas então os filhos cresceme querem se ferir e tomarem conta do próprio destino,e o coração faz o mesmo,cego, sai se apaixonandoe o cérebro apesar de estar por cimaé pego de surpresa e sucumbee sofre com a insensatez rebelde de um órgão que deveria
Às vezes me baixa uma senhora com preceitos antigos e regras respeitosas datadas dos 1900. Por onde anda meu corselet?Às vezes porém fico desfocada no breu da falta de pensamentos escritos. Sou um nada na imensidão do ócio, do imprevisto metódico.E depois de tanta firula, depois de tanto rodeio, vou embora pensar em algo a menos pra ser mais feliz.
Já sinto saudades tuas,mas a eternidade lhe fará bem.Mestre das palavras ditas e escritasque deixava no ar como se fossem sonhos,como se fossem sombras que bailavam sem ter fim.Era como se todos os dias fossem hojee todas as vezes fossem agora.Teus jeitos de dizer o que queriaprovocavam em todos o que você bem sabia:O bem-estar; e de repente todas aquelas aulas se tornavam a sua.A eternidade de
Fechara um livro pela última vez por suas mãos. Pronto a desfrutar a eternidade das histórias que sabia de cor. Drummond disse: "Penetra surdamente no reino das palavras" e ele foi, morrer-viver no encantamento. Viver de contos, romances. Padecer no céu do silêncio gritado de tantos amores e dores sufocadas nas páginas que tanto lera.Morrer já não era medo, era descanso e descaso com quem o
E ingenuamente pensava e desejava que aquelas estrofes haviam sido escritas para mim. Aquele homem de voz rouca que sensualmente sussurrava tão belas palavras em meus ouvidos transportava minha mente para junto dele, eu sentia que logo meu corpo cederia as sensações criadas por minha fértil imaginação alimentada por melodia branda e provocativa. Certa de que estava entorpecida de vinho, me
Não, não e não!Maneira errada de se começar do zero.Repudia-me o fato de começar erradoe quebrar a linha envolta nos pensamentos.Não há, enfimuma aura a prova de balas passando por mim,só o acaso; E a bala perdida me atingee íngreme caio e íngreme desço em direção ao desconhecidoe então subo ao pico do susto e o sopro me atinge.Morri? Não, mas padeci estranha entre o não-visto e o o mais remoto
O céu estava dramaticamente cinza, preparando-se para desabar. E eu dentro do carro, parada no trânsito, no meio da metrópole cheia de sombras. Lou Reed tocava no rádio chiado pela interferência das antenas. Minha pressa se misturava com a ansiedade de chegar em casa. Meus olhos percorriam sem razão os primeiros pingos que caiam sobre o vidro deixando rastros por onde passavam. De um tom chumbo
Sábia a mente que se deixa esquecer do que mais lhe aborrece.Sábios os feitos feitos por vontade e projeção.Sábias palavras ao vento que caem e germinam no chão do lirismo.Sábios que escutam mais do que falam e sabem mais do que dizem.Sábios e sãos aqueles que mesmo sem querer são maestros do tempoe sabem dar tom ao passar do tempo tecendo rugas e expressões.Sábio é o tempo, que passa, esquece e
Faltam palavras escritas.Faltam as faladas, caladas no canto.Canto desafinando o tom,desafiando o som que se propaga.Ando mais eu e menos o que não quero ser,ando tomando caminhos e rumos sinceros.Ando mostrando os dentes até pra quem não merece,mas não me apetece enfim, saber se é bom ou ruim o que sente o indivíduo.Tenho mais vidae menos rancor.Tenho mais core menos tédio.Penso mais do que
Eu gostaria de todos os dias poder olhar para fora e ver mais do que um céu azul.Eu gostaria que nem todos os pensamentos fossem mais do que pensamentos em certa hora do dia.Eu gostaria de não exigir tantos “gostaria” de tantas formas diferentes.Mas o que eu gostaria mesmo é que tudo saísse exatamente do jeito que eu gostaria.
| "Pitanga" (2011) |
| Etta James - At Last .mp3 | ||
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| ELLA FITZGERALD - SOMEONE TO WATCH OVER ME .mp3 | ||
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| A Change Is Gonna Come - Otis Redding .mp3 | ||
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| Ray Charles - I've Got a Woman .mp3 | ||
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| Nat King Cole - L-O-V-E .mp3 | ||
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| Aretha Franklin - Chain of Fools .mp3 | ||
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| Nina Simone - I Put A Spell On You - I Put A Spell On You .mp3 | ||
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"Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita"
"We gonna come together, we gonna celebrateWe gonna gather round, like it's your birthdayI don't wanna know, just what I'm gonna doI don't care where your going, I'm coming along with you..."
Aee! Demorou, mas chegamos ao final de uma série de 3 posts com minhas cenas favoritas de filmes com música/dança. Let's see it?! Uhul!
Essa é a parte 2 de 3 das cenas favoritas com música/dança:
Resolvi fazer uma seleção com as cenas de música/dança que mais gosto dos filmes que assisti. Obviamente que esquecerei de alguns, mas se alguém quiser acrescentar mais alguns, deixe um comentário que eu atualizo aqui e coloco os créditos. Algumas pessoas me ajudaram via Twitter, então citarei elas por aqui também. Vamos ao que interessa?
Vou começar com os clássicos okay?
Singing in the rain - Gene Kelly
Too Hot To Handle - Fred Astaire and Ginger Rogers
(Difícil escolher uma só dessa dupla, são incríveis!)
Scent of Woman - Al Pacino e Gabrielle Anwar (Sugestão de @Darcio_Martins)
Dirty Dancing - Patrick Swayze and Jennifer Grey
Minha tara por neo surf-music é gigaaante. A sensação de ligar o mp3, fechar os olhos e sentir que está em alguma praia delícia por aí curtindo um sonzinho e um solzinho mesmo estando dentro de um ônibus lotado é ótima!
Quando digo Neo surf-music me refiro a nova leva de bons garotos, fofos e surfistas como Jack Johnson...eu também amo old school, tipo Beach Boys, que é maravilhoso, mas hoje quero falar mesmo é dos Neo...opa! haha
Vou começar pelo mais crááássico, o Jack Johnson:
Sim, esse moço charmoso e muito, muito talentoso.Ele já foi surfista profissional, quase morreu em um acidente e resolveu se dedicar a música. Sorte a nossa, que ainda podemos ver o bonitão sem camisa praticando o surf como hobby ao som de seus incríveis 5 álbuns de estúdio. Além disso ele também é engajado em projetos socio-ambientais e cineasta formado na Califórnia...oh my, perfeito.
Ah, sabe aquela música do Charlie Brown Jr. que fala "meu escritório é na praia...", então, o do Jack é mesmo e advinha onde?!! No Hawaii, claro!
Mas deixando a vida do cara de lado (sim, ele é casado e tem 2 filhos), vamos falar de música...porque nos interessa deveras. Violões. Em resumo, é isso. Muitas cordas compõe suas baladas propícias para um dia na praia deserta. Com uma voz suave e rouquinha que é uma delícia de ouvir...ele também se engaja em algumas músicas e falar de problemas mundiais em geral, mas na maioria das vezes é mais Peace&Love mesmo.
Ele ainda compos a trilha sonora do filme "Courious George", um desenho animado infantil fofo que só vendo!
Minha música favorita ever dele é Banana Pancakes, se puder, entro na igreja (ou na praia) ao som dela quando casar.
Se quiserem saber mais sobre o Jack Johnson: Wikipédia neele!
E, claro, o site do moçoilo: http://www.jackjohnsonmusic.com
Nosso próximo bom moço é o Donavon Frankenreiter:
Com esse nome um pouquinho difícil de se decorar, o californiano é surfista profissional e amigo do peito do Jack Johnson. Eu pouco sei sobre a vida do Donavon e também não me interessa, já que a música dele é incríveeel! Todo na paz, arrisco dizer que o Donavon é o mais soft de todos...um Bob Dylan no meio do Slayer sabe? Puxa muito mais pra calmaria do que pro Surf-pop do seu amigo Jack.
Tem três álbuns de estúdio lançados.
Minha música favorita do Donavon é Free, que ele toca o JJ:
Um pouquinho (bem pouquinho mesmo viu?) no Wikipédia.
O Donavon oficial: http://www.donavonf.com
Eu poderia falar do G-Love, do Ben Harper (que já rolou anteriormente aqui), do Dave Mathews Band e até do Jason Mraz...mas vou deixar só esse dois que pra mim são os mais-mais. Se você sabe mais algum, deixa o coment aqui..que eu edito a bodega aqui e ponho!
Afinal, sua opinião é muito importante para nossas melhorias!
hehe
Enjoooy!
Mandei esse texto para a revista...mas curti tanto que resolvi postar aqui também.
Há 8 anos eu era uma guriazinha (quase) inocente de apenas 11 anos. Não me lembro muito daquele ano, só que as Torres Gêmeas do World Trade Center caíram e que eu não tinha nem bunda, nem peito e nem nada. Não que hoje, no auge de meus 19 anos, seja muito mais experiente, mas pelo menos estou mais encorpada.
Sempre tive curiosidade de ler a TPM, mas me faltavam oportunidades, já que nos consultórios médicos e cabeleireiras só tinham aquelas velhas revistas com táticas perfeitas para se perder 10 quilos em 2 dias, e olha que eu sei bem do que estou falando porque minha mãe é cabeleireira. Cresci dentro do salão ouvindo as mulheres reclamarem, ora porque seus cabelos eram muito encaracolados, ora porque eram muito lisos. Reclamavam dos maridos, dos filhos, da celulite, de serem mal-amadas, de serem pressionadas, de serem abandonadas, de não saberem cozinhar. Minha mãe costuma dizer que com o passar dos anos, ela não é só cabeleireira, mas passou a exercer a profissão de terapeuta, conselheira e, convenhamos, depois de 35 anos fazendo isso, não dá pra duvidar.
Pois bem, dessa vez consegui ler a TPM e, quem diria, pela mão de um homem, meu chefe. Já comecei com a edição de aniversário!Uma das principais matérias que queria ler (além, claro, do lindo-tudo-de-bom-healthy-educado Rodrigo Santoro) era sobre a culpa. Como disse anteriormente, ouvi muitas queixas de culpa e proferi várias como mulher perfeitamente imperfeita que sou. Sou, me sinto e sempre serei culpada e, me desculpe (olha ela aí!) mas acho que não me livrarei da bendita tão cedo. As minhas culpas, no momento, variam de não ir na academia, passando por não ter entrado na faculdade ainda, até me comprometer a ajudar mais em casa. O fato é que, como foi dito na reportagem, a culpa vem do pecado e o pecado veio da mulher, horrível! Nos sentimos culpadas por sermos bem sucedidas, por ganhar mais que o marido, ou seja, quando deveríamos nos sentir maravilhosas, nos sentimos um lixo. E não adianta dizer que é só coisa de homem machista porque todo mundo sabe que tem um tanto de mulheres machistas por aí também, daquelas que acham certo marido bater na mulher, caso ela tenha deixado de fazer janta, daquelas que ainda acham que prazer sexual é coisa de homem e que mulher só serve mesmo é pra ceder o “espaço” que o cara precisa para se satisfazer e se sentem culpadas e sujas por, algum dia, terem sentido um pouquinho de prazer. As mulheres “modernas” se sentem muito mais culpadas porque fogem do padrão casa-comida-roupa-lavada-filho-na-escola ou porque são muitas em uma só. Eu defendo a modernidade, mas acho que estou me sentindo um pouquinho culpada, caso tenha ofendido o modo de vida de alguém.
Depois da sessão desabafo, gostaria mesmo é de dar os parabéns pelo aniversário e principalmente pela qualidade e sinceridade das matérias, a cada página é um chacoalhão para largarmos a culpa de não termos emagrecido 2 quilos para o verão ou de não seguirmos as regras de como deixar nossos namorados loucos na cama. TPM é a revista de como ser você mesma, ainda bem, porque ultimamente temos esquecido como sermos mais nós do que quem querem que sejamos. Deu pra entender?
Raquel