Estudante de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Webdesigner freelancer, pesquisador do CNPq e coordenador do cineclube Cinema no Teatro.
Webdesigner autodidata, trabalhou nas empresas S1 Soluções e Rádio Terra FM, atualmente é diretor de arte online e webdesigner na INGG web ideas.
Estão abertas até o dia 31 de março as inscrições para a Mostra Audiovisual da Região Tocantina, evento promovido pelo projeto Cinema no Teatro. Os critérios de inscrições são bastante simples, basta que seja um produto audiovisual produzido na região nos últimos dois anos. Podem ser inscritos curtas, vídeo de bolso, videoclipe, médias e longas-metragens, de qualquer temática, com qualquer duração.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas inteiramente online, os interessados devem enviar um email para cinemanoteatro@gmail.com com a ficha técnica do seu filme, incluindo duração e uma breve sinopse, em seguida a equipe entrará em contato com os inscritos. A mostra não faz restrição ao número de obras inscritas por pessoas.
Na última exibição de agosto, e encerrando a programação de filmes cubanos, o Cinema no Teatro exibe o documentário Suíte Havana, filme de enorme sucesso de público e de crítica em Cuba, onde alguns setores se surpreenderam pelo fato de o governo de Fidel Castro ter permitido a exibição de um trabalho que mostra de maneira tão realista as dificuldades do cotidiano dos moradores da bela e decadente capital cubana.
Suíte Havana (Suite Habana) - Cuba, 2003
Direção: Fernando Perez
Duração: 84 min
Documentário
Classificação indicativa: LIVRE
Sinopse:
Uma diversidade de rostos e lugares misturam-se às histórias de várias figuras anônimas neste documentário musical sobre Havana, capital cubana. Cada uma das pessoas representa a curiosa multiplicidade dos grupos sociais que vivem hoje na cidade. Os dez personagens reais representam na película as próprias vidas sem entrevistas, diálogos ou narração. Um jovem bailarino, uma senhora vendedora de amendoins, uma criança com síndrome de Down, um médico que sonha em ser ator, entre outros. No final, cada um dos protagonistas é apresentado com seu nome, idade e sonhos, num panorama da cidade onde um dia é sempre igual ao outro, com poucas diferenças. As profissões, os costumes, os ritos e as idiossincrasias de um povo que exibe alegria, apesar das dificuldades.
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Exibição: dia 27 de agosto, às 19h, no Cinema no Teatro. Entrada franca!
No dia 20 de agosto, o Cinema no Teatro exibe o filme Guantanamera, segunda parceria entre os diretores Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabío. Uma comédia que se passa em Cuba, quando uma grave crise de combustível se abate sobre a ilha. O transporte de defuntos se torna um problema, e Afonso na tentativa de recuperar seu prestígio, formula um intrincado plano para resolver a situação.
Guantanamera (Guantanamera) – Cuba, 1995
Direção: Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío
Duração: 101 min
Drama/comédia
Classificação indicativa: 14+
SInopse:
Georgina é uma bela cubana que vive para o lar. Aposentou-se do cargo de professora quando teve problemas ao expressar-se livremente na universidade. Dedica-se às tarefas de casa e a agradar o difícil Adolfo. O marido tirano é um burocrata que sonha sobressair com sua mais nova idéia: rodízio de carros para economizar combustível no transporte dos mortos que vão ser enterrados em outras cidades. Chegando a Cuba depois de muitas décadas, tia Yoyita está encantada em rever a sobrinha Gina e o músico Candido, amor de sua adolescência. Mas a emoção é demais! Caberá a ela inaugurar o tortuoso sistema de trocas de carros funerários imaginado por Adolfo, que lembra a troca de cavalos das diligências no Velho Oeste. Na viagem de Guantanamo a Havana, entre muitos desencontros, Gina reencontra Mariano, chofer de caminhão namorador, que foi seu aluno na faculdade.
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Exibição: dia 20 de agosto, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. Entrada franca!
No dia 13 de agosto, o Cinema no Teatro exibe o filme Morango e Chocolate, o primeiro filme cubano indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e vencedor de inúmeros prêmios internacionais. Em parceria com Juan Carlos Tabío, Tomás Gutiérrez Alea (Guantanamera) aborda, com talento e sensibilidade, temas como tolerância e discriminação.
Morango e Chocolate (Fresa y Chocolate) – Cuba, 1994
Direção: Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío
Duração: 105 min
Drama/comédia
Classificação indicativa: 16+
Sinopse:
David, um rapaz universitário, comunista, que tem consciência o tempo todo de que está tendo a oportunidade de fazer faculdade graças à revolução cubana, aproxima-se de Diego, um sujeito que é a essência de tudo o que o regime condena: homossexual assumido, defensor arraigado do direito básico de não seguir a cartilha imposta pelos donos do poder, do partido único, crítico inabalável do governo de Fidel, leitor e admirador de escritores estrangeiros que não seguem o modelo traçado pelo socialismo cubano. A princípio, David é convencido por Miguel, um colega comunista fidelíssimo ao regime, a aproveitar a aproximação com Diego para obter informações sobre suas atividades clandestinas, contra-revolucionárias, entreguistas, imperialistas (tais como: querer organizar uma exposição de esculturas de figuras religiosas, santos e quetais, e ter em casa revistas e uísque estrangeiros). Com o tempo, a amizade entre os dois vai se solidificando, embora David continue fiel à sua ideologia.
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Exibição: dia 13 de agosto, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. Entrada franca!
O Cinema no Teatro dedicará todo o mês de agosto ao cinema cubano. E abrindo as exibições do mês, apresentaremos um clássico, Memórias do Subdesenvolvimento, um dos mais importantes documentários latino-americanos e um dos principais registros que o cinema cubano produziu sobre sua revolução socialista.
Memorias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo) - Cuba, 1968
Direção: Tomás Gutiérrez Alea
Duração: 97 min
Documentário, P&B
Classificação indicativa: LIVRE
Sinopse:
Retrato lúcido e poético de Cuba no começo dos anos 60, Memórias do Subdesenvolvimento é considerado um clássico do cinema latino-americano. O mestre Tomás Gutiérrez Alea oferece um olhar ao mesmo tempo carinhoso e crítico sobre os rumos da revolução de Fidel Castro, narrado pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se vê subitamente sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem migrar para os Estados Unidos. Ao acompanhar Sérgio, o espectador é convidado a passear pelas ruas da capital cubana e a encontrar personagens reais, num filme que mistura com habilidade recursos da ficção e do documentário.
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Exibição: dia 06 de agosto, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. Entrada franca!
Encerrando a programação de maio, o Cinema no Teatro exibe, com exclusividade, o novíssimo documentário “Rock Brasília – Era de Ouro”. Vencedor na categoria melhor documentário no Festival de Paulínia 2011 e filme de abertura do Festival de Brasília, o longa de Vladimir Carvalho apresenta a construção culturtal e ideológica da Capital Federal em busca de um lugar de destaque no cenário nacional na década de 1980, época que surgiram grupos como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, desempenhando o papel de heróis da história ao superar os empecílhos e conquistar o grande desafio do reconhecimento.
“Rock Brasília – Era de Ouro” conta com imagens do arquivo do diretor gravadas desde 1980 e entrevistas com Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá – do Legião Urbana -, Dinho Ouro Preto, Fê eFlávio Lemos – do Capital Inicial – e Philippe Seabra, do Plebe Rude, além de Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, e Caetano Veloso.
Rock Brasília – Era de Ouro, Brasil, 2012
Direção: Vladimir Carvalho
Duração: 111min
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse:
Com imagens de arquivo, filmadas por Vladimir Carvalho desde o final dos anos 1980, o documentário encerra uma trilogia sobre a construção cultural e ideológica da capital federal. Traz as bandas de Brasília – Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude – que fizeram a trajetória clássica do herói: vencer empecilhos e ir atrás de um grande desafio que era a conquista de um lugar na cultura nacional. Eles fazem parte da primeira geração de filhos de intelectuais, diplomatas e políticos que começou a surgir nos anos 1980.
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Exibição: dia 04 de junho, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
No dia 21 de maio, o Cinema no Teatro exibe o documentário “When You’re Strange”, sobre a banda de Rock The Doors. Escrito e dirigido por Tom DiCillo, traz pela primeira vez o material do filme de Jim Morrison ”HWY: An American Pastoral” de 1969, publicamente divulgado.
When You’re Strange – Um Filme Sobre The Doors, Estados Unidos, 2010
Diretor: Tom DiCillo
Duração: 86min
Narração: Johnny Depp
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Um olhar sobre a banda The Doors, com destaque ao vocalista, Jim Morrison (1943-1971), desde a formação do grupo em 1965, quando estrearam no palco e lançaram o primeiro álbum, até a fatídica morte do cantor, após anos de uso exagerado de álcool e drogas. Ao longo do turbulento percurso, vemos cenas de arquivo com ensaios, shows e os momentos mais íntimos da banda, incluindo um show em Miami, que resultou na prisão de Morrison, acusado por obscenidade. Seu amor pelos holofotes, o desejo de se tornar um poeta e seu humor movido a álcool mostram a personalidade do astro, que variava nos altos e baixos, colecionando sucessos, escândalos e fracassos. A música da banda, que encantou toda uma geração, até hoje ainda pode ser escutada em todos os lugares do mundo.
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Exibição: dia 21 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
No dia 14 de maio, o Cinema no Teatro exibe o filme “Botinada! A Origem do Punk no Brasil“, documentário que narra as origens do movimento punk no Brasil, do seu surgimento até o paradeiro de alguns de seus principais protagonistas.
Botinada! A Origem do Punk no Brasil, 2006, Brasil
Direção: Gastão Moreira
Duração: 110min
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse:
Botinada narra as origens do punk rock no Brasil, sua primeira fase (1976 – 1984) e o paradeiro de seus protagonistas. Foram 4 anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez. Foi por causa do punk que eu descobri que poderia montar uma banda, tocar e compor. Poderia basicamente qualquer coisa. Até mesmo arriscar fazer um documentário.
Resolvo então me concentrar na turbulenta chegada do movimento por aqui. Parto para a pesquisa. Começo a rastrear os entrevistáveis. Quem são? Onde estão? O que eles fazem hoje em dia? Me pego diante de uma insolúvel espécie de gincana norteado por pistas falsas. Todo o material que encontro está em condições precárias: fitas de vídeo mofadas e jornais caindo aos pedaços. Não poderia ser diferente. Vou atrás de todos os vestígios, tento juntar o máximo de material possível antes que seja tarde. Os punks me recebem muito bem. Eles transbordam emoção e sinceridade nos depoimentos. Depois de duas décadas, conseguem o distanciamento necessário pra ver toda essa história com bom humor. Os ricos detalhes permanecem num arquivo empoeirado na memória. Botinada traz à tona essa incrível história contada pelos punks que vivenciaram de corpo, alma e jaqueta de couro essa caótica jornada.
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Exibição: dia 14 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar
Maio será oficialmente o mês do rock no Cinema no Teatro. Do metal ao rock nacional, para agradar a todos os gostos.
A programação se inicia no dia 7 de maio, com o documentário “Global Metal”, filme explora as tendências e as influências de diferentes culturas do Heavy Metal. Os diretores viajaram por países asiáticos, pelo Oriente Médio e pela América do Sul mostrando como o Heavy Metal atinge os jovens que crescem em lugares culturas tão diferentes. Não irá faltar Iron Maden, Metallica, Sepultura, Max Cavalera dentre outras bandas clássicas do metal.
Global Metal – A Jornada Continua, 2008, Canadá
Direção: Sam Dunn, Scot McFadyen
Duração: 93min
Classificação indicativa: LIVRE
Sinopse:
O documentário “Global Metal”, dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn. Os dois diretores são os mesmos responsáveis pelo documentário “Metal: A Headbanger’s Journey”, lançado no Brasil em 2007. Nesse novo filme os diretores viajaram por países asiáticos, pelo Oriente Médio e pela América do Sul mostrando como o Heavy Metal atinge os jovens que crescem em culturas tão diferentes. Há cenas do filme gravadas inclusive no Brasil e na capa do DVD o diretor Sam Dunn aparece com uma camiseta com a estampa do clássico álbum “Beneath the Remains”, do Sepultura. “Nós quisemos ir para países que tinham uma história interessante sobre como o Metal surgiu e que tipo de impacto isso causou”, comentou Dunn. “Obviamente teve vários países que não pudemos ir, mas os que escolhemos dão uma boa visão de países muçulmanos, cristãos, budistas e garotos crescendo em diferentes ambientes econômicos. Isso foi importante, tocar naquela diversidade”.
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Exibição: Dia 07 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
O Cinema no Teatro apresenta, nesta segunda, dia 09, o documentário “A arte de ser Pifeiros”, que retrata a forma de ser e de viver de uma comunidade de quebradeiras de coco babaçu, fincada no sertão de Amarante do Maranhão. A comunidade de pifeiros concentra uma população que tem sua renda familiar com base na quebra do babaçu, sobressaindo-se às atividades econômicas desenvolvidas no município estão ligadas à agropecuária.
A Arte de Ser Pifeiros
Direção e roteiro: Zezé Barros e Vanusa Babaçu e Ailson Machado
Produção: Zezé Barros, Vanusa Babaçu
Fotografia e direção de câmera: Zezé Barros, Vanusa Babaçu, Frank Medeiros e Isabel Lima
Trilha sonora: ‘Sinfonia em Extinção’ e ‘Extermínio’ de Deusamar Matos; ‘Poema Cantiga de Quebradeira’ de Lília Diniz
Edição: Frank Medeiros
Gênero: documentário
Exibição: dia 09 de abril, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar