Estudante de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Webdesigner freelancer, pesquisador do CNPq e coordenador do cineclube Cinema no Teatro.
Encerrando a programação de maio, o Cinema no Teatro exibe, com exclusividade, o novíssimo documentário “Rock Brasília – Era de Ouro”. Vencedor na categoria melhor documentário no Festival de Paulínia 2011 e filme de abertura do Festival de Brasília, o longa de Vladimir Carvalho apresenta a construção culturtal e ideológica da Capital Federal em busca de um lugar de destaque no cenário nacional na década de 1980, época que surgiram grupos como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, desempenhando o papel de heróis da história ao superar os empecílhos e conquistar o grande desafio do reconhecimento.
“Rock Brasília – Era de Ouro” conta com imagens do arquivo do diretor gravadas desde 1980 e entrevistas com Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá – do Legião Urbana -, Dinho Ouro Preto, Fê eFlávio Lemos – do Capital Inicial – e Philippe Seabra, do Plebe Rude, além de Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, e Caetano Veloso.
Rock Brasília – Era de Ouro, Brasil, 2012
Direção: Vladimir Carvalho
Duração: 111min
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse:
Com imagens de arquivo, filmadas por Vladimir Carvalho desde o final dos anos 1980, o documentário encerra uma trilogia sobre a construção cultural e ideológica da capital federal. Traz as bandas de Brasília – Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude – que fizeram a trajetória clássica do herói: vencer empecilhos e ir atrás de um grande desafio que era a conquista de um lugar na cultura nacional. Eles fazem parte da primeira geração de filhos de intelectuais, diplomatas e políticos que começou a surgir nos anos 1980.
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Exibição: dia 28 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
No dia 21 de maio, o Cinema no Teatro exibe o documentário “When You’re Strange”, sobre a banda de Rock The Doors. Escrito e dirigido por Tom DiCillo, traz pela primeira vez o material do filme de Jim Morrison ”HWY: An American Pastoral” de 1969, publicamente divulgado.
When You’re Strange – Um Filme Sobre The Doors, Estados Unidos, 2010
Diretor: Tom DiCillo
Duração: 86min
Narração: Johnny Depp
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Um olhar sobre a banda The Doors, com destaque ao vocalista, Jim Morrison (1943-1971), desde a formação do grupo em 1965, quando estrearam no palco e lançaram o primeiro álbum, até a fatídica morte do cantor, após anos de uso exagerado de álcool e drogas. Ao longo do turbulento percurso, vemos cenas de arquivo com ensaios, shows e os momentos mais íntimos da banda, incluindo um show em Miami, que resultou na prisão de Morrison, acusado por obscenidade. Seu amor pelos holofotes, o desejo de se tornar um poeta e seu humor movido a álcool mostram a personalidade do astro, que variava nos altos e baixos, colecionando sucessos, escândalos e fracassos. A música da banda, que encantou toda uma geração, até hoje ainda pode ser escutada em todos os lugares do mundo.
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Exibição: dia 21 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
No dia 14 de maio, o Cinema no Teatro exibe o filme “Botinada! A Origem do Punk no Brasil“, documentário que narra as origens do movimento punk no Brasil, do seu surgimento até o paradeiro de alguns de seus principais protagonistas.
Botinada! A Origem do Punk no Brasil, 2006, Brasil
Direção: Gastão Moreira
Duração: 110min
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse:
Botinada narra as origens do punk rock no Brasil, sua primeira fase (1976 – 1984) e o paradeiro de seus protagonistas. Foram 4 anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez. Foi por causa do punk que eu descobri que poderia montar uma banda, tocar e compor. Poderia basicamente qualquer coisa. Até mesmo arriscar fazer um documentário.
Resolvo então me concentrar na turbulenta chegada do movimento por aqui. Parto para a pesquisa. Começo a rastrear os entrevistáveis. Quem são? Onde estão? O que eles fazem hoje em dia? Me pego diante de uma insolúvel espécie de gincana norteado por pistas falsas. Todo o material que encontro está em condições precárias: fitas de vídeo mofadas e jornais caindo aos pedaços. Não poderia ser diferente. Vou atrás de todos os vestígios, tento juntar o máximo de material possível antes que seja tarde. Os punks me recebem muito bem. Eles transbordam emoção e sinceridade nos depoimentos. Depois de duas décadas, conseguem o distanciamento necessário pra ver toda essa história com bom humor. Os ricos detalhes permanecem num arquivo empoeirado na memória. Botinada traz à tona essa incrível história contada pelos punks que vivenciaram de corpo, alma e jaqueta de couro essa caótica jornada.
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Exibição: dia 14 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar
Maio será oficialmente o mês do rock no Cinema no Teatro. Do metal ao rock nacional, para agradar a todos os gostos.
A programação se inicia no dia 7 de maio, com o documentário “Global Metal”, filme explora as tendências e as influências de diferentes culturas do Heavy Metal. Os diretores viajaram por países asiáticos, pelo Oriente Médio e pela América do Sul mostrando como o Heavy Metal atinge os jovens que crescem em lugares culturas tão diferentes. Não irá faltar Iron Maden, Metallica, Sepultura, Max Cavalera dentre outras bandas clássicas do metal.
Global Metal – A Jornada Continua, 2008, Canadá
Direção: Sam Dunn, Scot McFadyen
Duração: 93min
Classificação indicativa: LIVRE
Sinopse:
O documentário “Global Metal”, dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn. Os dois diretores são os mesmos responsáveis pelo documentário “Metal: A Headbanger’s Journey”, lançado no Brasil em 2007. Nesse novo filme os diretores viajaram por países asiáticos, pelo Oriente Médio e pela América do Sul mostrando como o Heavy Metal atinge os jovens que crescem em culturas tão diferentes. Há cenas do filme gravadas inclusive no Brasil e na capa do DVD o diretor Sam Dunn aparece com uma camiseta com a estampa do clássico álbum “Beneath the Remains”, do Sepultura. “Nós quisemos ir para países que tinham uma história interessante sobre como o Metal surgiu e que tipo de impacto isso causou”, comentou Dunn. “Obviamente teve vários países que não pudemos ir, mas os que escolhemos dão uma boa visão de países muçulmanos, cristãos, budistas e garotos crescendo em diferentes ambientes econômicos. Isso foi importante, tocar naquela diversidade”.
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Exibição: Dia 07 de maio, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar. ENTRADA FRANCA!
O Cinema no Teatro apresenta, nesta segunda, dia 09, o documentário “A arte de ser Pifeiros”, que retrata a forma de ser e de viver de uma comunidade de quebradeiras de coco babaçu, fincada no sertão de Amarante do Maranhão. A comunidade de pifeiros concentra uma população que tem sua renda familiar com base na quebra do babaçu, sobressaindo-se às atividades econômicas desenvolvidas no município estão ligadas à agropecuária.
A Arte de Ser Pifeiros
Direção e roteiro: Zezé Barros e Vanusa Babaçu e Ailson Machado
Produção: Zezé Barros, Vanusa Babaçu
Fotografia e direção de câmera: Zezé Barros, Vanusa Babaçu, Frank Medeiros e Isabel Lima
Trilha sonora: ‘Sinfonia em Extinção’ e ‘Extermínio’ de Deusamar Matos; ‘Poema Cantiga de Quebradeira’ de Lília Diniz
Edição: Frank Medeiros
Gênero: documentário
Exibição: dia 09 de abril, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar
O Cinema no Teatro apresenta, nesta segunda, um programa com quatro curta-metragens, que apresentam quatro visões particulares sobre o índio, dos anos 1960 até a virada do milênio. Ãgtux traz, com um olhar sensível, as questões de terra que envolvem a nação Maxacali, de Minas Gerais. Jornada Kamayurá narra com delicadeza um dia na pequena nação de mesmo nome. Bubula, O Cara Vermelha retrata Jesco von Puttkamer, cinegrafista das expedições dos irmãos Villas Bôas, com impressionantes registros de primeiros contatos com tribos indígenas. E Mato Eles?, filme seminal de Sérgio Bianchi, revela sua ironia ácida e provocativa ao investigar as últimas etnias existentes no Paraná no final da década de 1970.
Ãgtux de Tania Anaya, 2005
Experimental, Colorido, 22 min.
Sinopse: A etnia Maxakali habita o Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Donos de um notável refinamento plástico e sonoro, os maxakalis vivem sob uma sombra de miséria amplamente divulgada pela mídia. O filme busca o que falta nas notícias: a riqueza dos grafismos, da língua e da vida cotidiana. Ãgtux significa “contar histórias”.
Bubula, O Cara Vermelha de Luiz Eduardo Jorge, GO, 1999
Documentário, Colorido/PB, 29 min.
Sinopse: A trajetória documental do cineasta e fotógrafo Jesco von Puttkamer, em que ele revisita sua obra cinematográfica construída no decorrer de quatro décadas com grupos indígenas da Amazônia brasileira.
Jornada Kamayurá de Heinz Forthmann – RJ, 1966
Documentário, Colorido, 12 min.
Sinopse: No Alto Xingu, próximo à Lagoa de Ipaivu, vivem os índios da tribo Kamayurá. Pela manhã, os homens vão à caça, as meninas colhem frutos e os meninos pegam gafanhotos. À tarde, os homens dedicam-se à cultura do algodão, observados pelos meninos. As mulheres reservam a maior parte do tempo aos cuidados da família. Ao entardecer trocam impressões sobre o dia. À noitinha tocam flauta, cantam e dançam. Um dia na vida cordial e bem-humorada dos Kamayurá.
Mato Eles? de Sergio Bianchi, 1983
Documentário, Colorido, 34 min.
Sinopse: A Funai é um orgão de proteção indígena ou uma indústria de extração de madeira? O último índio da tribo Xetá deve ser tombado pelo patrimônio histórico? Você é a favor de que o extermínio indígena no Brasil seja imediato (vala comum) ou gradativo? É melhor negócio comprar a terra indígena e retirar a madeira, ou denunciar quem faz isso?
Exibição: dia 26 de março, às 29h, no Teatro Ferreira Gullar.
O Cinema no Teatro apresenta hoje, 19 de março, um documentário musical sobre a turnê que Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Velloso fizeram em 1976 em comemoração aos dez anos de suas carreiras. Reconstituição dos dramáticos acontecimentos que envolveram o grupo com a prisão de Gilberto Gil em Florianópolis por porte de maconha. Versão integral pela primeira vez exibida sem os cortes da Censura Federal.
Os Doces Bárbaros
Direção: Jom Tob Azulay
Roteiro: Jom Tob Azulay, Isabel Câmara, Guilherme Araújo, Eunice Gutman e Jorge Saldanha
Ano de lançamento: 1978
Duração: 103 min e 55 seg
País de origem: Brasil
Documentário
Sinopse: O documentário dirigido por Jom Tob Azulay registra a turnê de shows “Os Doces Bárbaros”, que aconteceu em 1976 em comemoração aos dez anos de carreira individual de Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Foi uma turnê de sucesso que se iniciou por São Paulo e passou por Campinas e Curitiba, mas foi interrompida por um incidente policial em Florianópolis, envolvendo Gil e um flagrantede maconha. Ainda em plena ditadura militar, o caso tomou proporções desmedidas, levando Gil à prisão, julgamento e internamento em clínica de desintoxicação. O filme registra depoimentos dos geniais baianos, cenas de bastidores, o julgamento de Gil e impagáveis números musicais. Versão integral sem os cortes da Censura Federal.
Exibição: dia 19 de março, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar
Classificação indicativa: 12+
Convocamos todos os amantes do cinema a participar do bloco de carnaval do projeto Cinema no Teatro. Você só precisa escolher uma fantasia inspirada em algum personagem do cinema, ou usar uma camisa de filme e cair na diversão.
O bloco sairá no dia 20, segunda-feira, e a concentração será na praça Mané Garrincha, às 16h. Traga a sua alegria e junte-se a nós!
Viva o cinema e viva o carnaval!
O Cinema no Teatro retoma as suas atividades nesta segunda, dia 13 de fevereiro de 2012, e em clima de carnaval traz aos seus espectadores um documentário sobre a vida e carreira da nossa eterna bombshell, Carmen Miranda. “Bananas is my Business” , dirigido por Helena Solberg, conta a extraordinária história da estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo.
Carmen Miranda: Bananas is my Business
Direção: Helena Solberg
Roteiro: Helena Solberg
Ano de lançamento: 1994
País de origem: Brasil
Depoimentos: Aurora Miranda, Caribé da Rocha, Aloysio de Oliveira, Synval Silva, Laurindo de Almeida, Cesar Romero, Alice Faye, Ted e Jeanne Allan, Rita Moreno, Cassio Barsante, Jorge Guinle, Raul Smandek
Documentário / 91min / Colorido
Sinopse:
Carmen Miranda, nascida em Portugal e criada no Brasil, foi uma artista de imenso talento. Já famosa na América do Sul, em 1939 ela é descoberta por Lee Shubert que a leva para os Estados Unidos, onde ela se torna “The Brazilian Bombshell”. Carmen Miranda permanece como a mais famosa brasileira a conquistar as telas do cinema. No entanto, para os norte-americanos era mais conhecida como uma figura caricata que carregava um enorme cacho de bananas na cabeça. O filme tenta resgatá-la dessa trama, devolvendo-lhe o que há de mais fundamental: sua identidade.
Trailer:
Exibição: dia 13 de fevereiro, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar! ENTRADA FRANCA!
O Cinema No Teatro exibe hoje, dia 14 de novembro, a última sessão de 2011. O projeto entrará em recesso e retornará somente no ano que vem (divulgaremos aqui a data do retorno assim que for definida).
Para fechar as exibições do ano, será apresentado o documentário Um Lugar ao Sol, do diretor pernambucano Gabriel Mascaro. O filme reúne depoimentos de moradores de luxuosas coberturas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor conseguiu acesso aos moradores através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro, foram catalogados 125 donos de coberturas. Desses, apenas 8 cederam entrevista. O documentário oferece um rico debate sobre desejo, visibilidade, altura, status e poder. É um filme que reflete sobre a classe dominante brasileira e a verticalização das cidades, abordando o imaginário sócio-cultural de um grupo pouco problematizado na cinematografia nacional. (Meu Cinema Brasileiro)
Um Lugar ao Sol
Direção: Gabriel Mascaro
Roteiro: Gabriel Mascaro
Ano de lançamento: 2009
País de origem: Brasil
Documentário / 71min / Colorido
Sinopse:
Moradores de luxuosas coberturas de prédios de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo abrem seus apartamentos para revelar anseios, desejos, reflexões, incertezas e medos e promover um debate sobre visibilidade, insegurança, status e poder. A partir de um livro que mapeia a elite brasileira, o diretor obteve acesso aos moradores das coberturas. No livro, estão catalogados 125 proprietários, dos quais apenas oito deram entrevistas.
Trailer:
Exibição: dia 14 de novembro, às 19h, no Teatro Ferreira Gullar