Desde 2005 – quando encaminhava ao meu segundo ano de Jornalismo – não pensava em criar um ambiente virtual com muitas modificações, autores e/ou estrutura de um projeto que pretendia apenas alçar pessoas do mesmo interesse – como já dizia Mark Zuckerberg. Mas, como um foguete, o blog chegou à infância com seus sete anos, já engatinha de maneira independente e requer, às vezes, um novo combustível. Desde segunda-feira, portanto, o De Repente conta com mais uma figura em potencial do jornalismo: Thiago Araújo, um dos novos profissionais que vão cuidar de Mídia Social da Editora Abril. Um antigo leitor – segundo o próprio – que vai compartilhar, a partir desta semana, projetos e práticas relacionadas à cultura digital.
Nesta sexta-feira, o Facebook deu o passo mais importante de sua história, desde sua criação, em fevereiro de 2004, ao estrear no mercado financeiro com a maior oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, a Bolsa do setor de tecnologia. Ao arrecadar cerca de 16 bilhões de dólares, a empresa teve seu valor de mercado elevado para 104 bilhões. Agora, a rede social criada para deixar o mundo mais aberto e conectado, utilizada hoje por quase um bilhão de pessoas em todo o planeta, não será a mesma: investidores vão exigir evolução constante e a rede social terá de atender às altas expectativas para mantê-los satisfeitos. Oportunidades de crescimento não faltam.
Há alguns meses, a maior rede social do mundo conheceu – de maneira tardia – um filão nada desprezível: o mundo móvel, afinal, preveem dez entre dez estudos, é para lá que migram a internet e os usuários. Em março, o site revelou que quase 50% da base de cadastrados na rede (488 milhões de usuários) acessaram o Facebook a partir de um dispositivo móvel. Ao saber desta cifra, a empresa tratou de rechear seu serviço de anúncios. Hoje, um bloco de publicidade com quatro seções é exibido na página dedicada aos dispositivos móveis. Resultado: uma nova fonte de receita à Zuckerberg e sua equipe.
Apesar do vultoso resultado, o FB carece de inovações para aperfeiçoar a experiência do maior interessado no jogo, o consumidor final. Usuários dos aplicativos disponíveis para os dispositivos móveis de Apple (iPad e iPhone) reclamam constantemente da lentidão do serviço, além do consumo, em excesso, da bateria. Sabendo das fragilidades – e do crescimento do acesso móvel à rede -, Zuckerberg tratou de se movimentar: além de gastar um bilhão de dólares para adquirir o Instagram, o jovem CEO contratou, na última terça-feira, os criadores do Lightbox, aplicativo de fotos para smartphones com sistema Android. A iniciativa, aqui, é evidente: agregar inteligência móvel, até então inexistente, à sua empresa.
Outra estratégia que não merece ser ignorada é a possível criação de seu próprio smartphone, alimentada constantemente por rumores provenientes da indústria de tecnologia. A hipótese que mais desperta expectativa é uma integração intensa com o Skype, principal serviço de telefonia via internet que, desde julho, possui uma parceria de vídeochamadas com a rede social.
A vantagem é: com um celular próprio, o usuário recorreria facilmente à agenda de contatos do Facebook, uma medida prática que certamente agradaria a muita gente. Para usá-lo ainda mais, o empresa forneceria a seus cadastrados facilidades para usar o Instagram, aplicativo de personalização de fotos, ampliando assim o título de maior repositório de imagens do planeta mais de 300 milhões de conteúdos publicados diariamente.
A cereja que Zuckerberg apresentaria a seus consumidores está no recurso de geolocalização. Ao contratar os principais executivos e funcionários do Gowalla – maior rival do Foursquare no segmento – a rede social acrescenta um incremento importante: sua localização geográfica; dar a chance aos usuários de fazer isso a partir de um celular, um dispositivo móvel por excelência – e com seu próprio nome -, pode ser um passo lógico. Os ingredientes estão na rede. Falta saber agora o que Zuckerberg vai preparar a seus clientes. Os investidores estão de olho.
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Foto: CrashMedios.
Conforme prometido, abaixo a discussão que promovi durante o 1º Seminário de Redes Sociais do Comunique-se, realizado na última quinta-feira no bairro de Jardins, em São Paulo. Na ocasião, além da minha participação, o evento contou com a presença de amigos, como os jornalistas Alec Duarte e André Rosa, além de Ricardo Sangion (Facebook) e Felix Ximenes (Google).
Confira também outras palestras ministradas – e caso queira entrar em contato, fique à vontade:
Nesta quinta-feira, participo do 1º Seminário de Redes Sociais do site Comunique-se, que será realizado em um hotel no bairro Jardins, em São Paulo. Na ocasião, falarei sobre a participação do Jornalismo em outras plataformas, além da importância – cada vez maior – da tecnologia na profissão, tema que, por sinal, foi debatido pelo articulista Nelson de Sá na edição impressa da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (só para assinantes).
Além das discussões que trarei ao evento – outras palestras ministradas podem ser vistas no Slideshare -, participam amigos como os jornalistas Alec Duarte e André Rosa, além de Ricardo Sangion (Facebook) e Felix Ximenes (Google). Infelizmente, o evento não será gratuito, mas disponibilizarei o conteúdo no blog.
Dias após o Facebook anunciar a compra, por 1 bilhão de dólares, do híbrido de aplicativo e rede social Instagram, o rival Google+ tratou de apresentar a seus usuários a nova interface do serviço. É a primeira grande reforma visual desde seu lançamento, em junho de 2011, de um produto que recebe cada vez mais atenção dentro da gigante de buscas. Trata-se, sobretudo, de uma aposta correta ao escolher um visual que se adapta facilmente em navegadores de dispositivos móveis com telas sensíveis ao toque.
Entre as modificações já disponíveis a uma parcela de usuários – que já somam 170 milhões de perfis, segundo o Google –, destaque para a faixa dinâmica disponível à esquerda da tela, que permite arrastar ou remover recursos (fotos, círculos, página do usuário, entre outros) e rearranjá-los na ordem desejada pelo usuário. Note, na imagem acima, que os ícones estão totalmente adaptados ao toque de um dedo na tela. O Google, portanto, acerta ao recriar um produto que é concebido para se adaptar a todas as plataformas de distribuição – smartphones, tablets e computadores.
Outra funcionalidade que ganhou mais destaque na ferramenta é o Hangout, espécie de chat em vídeo, que permite a conversa de até dez amigos. Agora, o produto ganhou uma página específica, que reúne todas as videoconferências realizadas por seus usuários.
A seção lateral à direita da página é dedicada a uma nova coluna, com todos os contatos do Gtalk, serviço de mensagens instantâneas da companhia. Seu uso, aqui, é semelhante ao do concorrente Facebook. Além disso, a empresa demonstrou preocupação com o crescimento de imagens postadas por usuários e tratou de ampliar as dimensões das fotos a serem exibidas. A iniciativa, neste caso, é deixar o Google+ mais “visual”.
Com a reforma, o Google+ se descola definitivamente do visual Diaspora, concebido como uma alternativa ao Facebook, mas que, até hoje, não prosperou. Assim Vic Gundotra, vice-presidente sênior do Google e pai do Google+, definiu as mudanças. “Essa versão é mais fácil de ser utilizada e mais atraente, mas o mais importante é que vão no sentido de oferecer um Google+ mais simples e belo.”
Com nomeação de sua majestade, a rainha, o governo britânico lançou uma cartilha de boas práticas para o design. A iniciativa, que parte do novo portal beta do governo, pretende não ser uma listagem de práticas ruins, mas um guia para processos mais estruturados e com foco na usabilidade e conforto dos usuários.
Em fase “alpha”, a cartilha pode sofrer alterações ao longo do tempo, já que os conceitos que regem o design, em especial o design para web, mudam constantemente.
Usando HTML5 e conceitos como “faça menos”, difundidos por nomes criativos como o de John Maeda (As Leis da Simplicidade), a cartilha traz inúmeros exemplos para as etapas iniciais do processo de criação, como mapeamento das necessidades, organização dos dados, contexto, etc.
E o governo se meter no design alheio é algo positivo? Qualquer partilha de conhecimento, em especial algo que agregue valor à produção cultural e melhore a experiência dos usuários é mais que bem-vinda.
Além da interface simples, que privilegia a busca e a navegação confortável para acessar os serviços mais comuns do Estado, o Gov.UK confia em um design responsivo, ou seja, que funciona de maneira inteligente em um navegador de notebook, smartphone e tablet.
A resposta imediata para oferecer uma experiência agradável em um smartphone ou tablet seria: construa um aplicativo. A ideia, porém, enfrenta dois pontos cruciais, a dificuldade de se programar para sistemas operacionais diferentes e a pluralidade de dispositivos. Duas linguagens para estruturação de conteúdo na web podem acabar com essas barreiras: HTML5 e CSS3. Com o suporte dessas linguagens, um design responsivo pode ser estruturado. Dessa maneira, a forma do conteúdo não tem o mesmo peso que anteriormente, já que ele será adaptável a cada situação (resoluções de tela, capacidade de banda, entre outros itens).
Por oferecer uma compatibilidade vasta, HTML5 e CSS3 não encontram dificuldades em trabalhar nos dispositivos móveis, como acontece com programas como o Flash, que inclusive teve o desenvolvimento de sua versão móvel abandonado pela Adobe . Para Marcotte, que contribui no “A list apart“, a principal iniciativa do design responsivo é trocar uma grade fixa por uma versão fluida. Sem entrar muito em detalhes técnicos e dos códigos, uma das formas para se realizar esse trabalho é não pensar em larguras como pixels, mas como porcentagem. Isso facilita, por exemplo, o desenho de uma grade que se adeque perfeitamente a diferentes situações.
Além de driblar as dificuldades com diferentes resoluções, um design responsivo permite que o conteúdo seja trabalhado uma única vez e com um desempenho muito maior do que feeds de RSS inseridos em um aplicativo. Outra vantagem, principalmente no uso de HTML5, é a construção de um ambiente praticamente idêntico ao de um aplicativo, mas que por estar hospedado em um domínio web, não precisa passar pelo crivo e aprovação das lojas, nem mesmo a restrições impostas pelos que detêm o controle do sistema operacional.
Também é possível elencar benefícios como o uso de sistemas de métricas próprios para a análise de dados, inserção e controle de anúncios. Além disso, anula-se a necessidade de atualização de versões, como acontece nos aplicativos da forma como os conhecemos hoje.
Página do Gov.UK chegou a mim via Dani Osvald
Nesta segunda-feira, o Facebook deu mais um passo que mostra que o serviço quer ser mais do que uma rede social. Por 1 bilhão de dólares, o serviço de Mark Zuckerberg arrematou o Instagram, aplicativo para as plataformas móveis iOS e Android que personaliza fotos. Já fiz um longo comentário em meu blog no site de VEJA, que revela dois objetivos que não merecem ser desprezados: a empresa agrega uma inteligência móvel imprescindível na batalha virtual contra o Google, além de incentivar engajamento à rede social, uma vez que os usuários do Instagram são fiéis ao serviço. A negociação, contudo, também levanta questões no mínimo auspiciosas.
Criado em outubro de 2010 e disponível hoje em nove idiomas, inclusive em português, o Instagram conta com uma base de mais de 30 milhões de usuários cadastrados – cifra que deve subir rapidamente, graças ao recente lançamento da versão do programa para dispositivos com o sistema operacional Android, do Google. Seu habitat, portanto, é o mercado móvel, segmento que o Facebook valoriza cada vez mais – afinal, preveem dez entre dez estudos, é para lá que migram a internet e os usuários: só em 2011, a rede social foi acessada a partir de dispositivos móveis por mais de 430 milhões de usuários (51,1% da base de cadastrados). A aquisição, portanto, é um investimento na fidelização da clientela.
Por outro lado, ao comprar o Instagram por uma cifra considerada elevada, Mark Zuckerberg dá excessivo valor ao mercado dos aplicativos – já se comenta novamente em uma nova bolha virtual. O argumento, no caso, é claudicante: cada funcionário do Instagram vale, hoje, 76 milhões de dólares – a empresa conta atualmente com apenas 13 profissionais. Soma-se a isso a ausência de um modelo de negócio que faça do produto rentável.
Sem entrar no mérito da negociação, o Facebook consegue, mais uma vez, aliar uma valiosa ferramenta a seu espaço virtual – e muita audiência, é claro. Vai oferecer, assim, uma espécie de bônus a anunciantes e a futuros investidores, interessados na abertura de capital da companhia, que se aproxima. Os investidores vão exigir crescimento constante: o Facebook mostra que está de olho nisso. A próxima tática pode ser lançada nos próximos meses: há uma certa expectativa para o incremento de seu mecanismo de busca – um recurso ignorado pela rede – e até um smartphone.
Foto: Korean Doll.
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As redes sociais já não servem apenas para conectar pessoas
Na última semana, a versão digital da publicação americana The Business Week revelou que o Facebook planeja aprimorar seu mecanismo de buscas. O objetivo é estimular os mais de 845 milhões de cadastrados a pesquisar com maior eficiência atualizações de amigos, fotos e vídeos – hoje, uma tarefa nada fácil de realizar na rede social.
De acordo com a publicação, mais de 20 desenvolvedores trabalham para apresentar a nova versão da ferramenta. O time é liderado por Lars Rasmussen, ex-engenheiro do Google, conhecido por conceber o Wave, fracassado serviço do gigante de buscas que pretendia unir mensagens instantâneas, e-mail, armazenagem de documentos e recursos de rede social em um pacote integrado. O Wave durou pouco mais de um ano. Agora, à frente do projeto do Facebook, Rasmussen pode abrir mais um capítulo na batalha virtual entre a rede e o Google.
Hoje, pesquisar na malha virtual é a atividade mais executada por usuários da internet – e, por ora, buscar na web é sinônimo de visitas ao Google. A empresa detém 90% do mercado e só não é líder em poucos países, caso da China, onde o local Baidu reina soberano. Para o Facebook, desbravar esse setor é ampliar seu poder sobre consumidores, acenando a futuros investidores (a empresa se prepara para lançar ações na bolsa de valores, vale lembrar) que tem condições reais de gerar (muito) lucro.
Embora a publicidade seja sua maior fonte de receita atualmente, são os usuários – e suas informações – a maior joia da rede de Mark Zuckerberg. Na tentativa de fidelizá-los, o jovem CEO quer evitar que seus usuários deixem a rede social para pesquisar no Google. Para iniciar essa tarefa, o Facebook conta com um aliado de peso, a Microsoft, detentora de 1,6% das ações da rede social. Um dos principais produtos da gigante do software é o buscador Bing, o segundo mais popular no mundo.
A iniciativa da rede, portanto, pode elevar seu mecanismo de buscas ao patamar desejado por seu maior rival: a busca social. Antes hierarquizados por algoritmos, os resultados de pesquisas passariam a receber influência do compartilhamento proveniente da rede social – estratégia que o Google tenta incorporar desde junho, quando lançou a plataforma Google+. É a fatia preciosa da rede que ainda não tem dono.
Foto: Kamilmolendys.
Pedimos desculpas, mas tivemos um problema grave com nosso servidor. Além de perder todos os nossos dados, também perderam nosso backup por incompetência. Ficaremos dedicados nos próximos dias a recuperar os dados que forem possíveis, além de reativar todas as funções … Continue reading
O Google apresentou na última terça-feira o Google+, mais novo e ambicioso projeto para desbravar terrenos, digamos, mais sociais. O serviço, projetado para que o usuário compartilhe conteúdos com pessoas específicas – em círculos, no caso – acerta ao reproduzir ideias desenvolvidas em outros serviços populares, como Twitter, Facebook e Skype. Mas a falta de um recurso exclusivo coloca em xeque seu uso. Indefinidamente, não há – por ora – motivos reais para o usuário migrar parte de seu tempo – e conteúdo – ao Google+.
Para provocar gritaria on-line, a gigante de buscas usou da velha estratégia de divulgação de seus novos serviços: escassos convites foram distribuídos, disputados virtualmente a tapas. A ferramenta, que não é descrita pela empresa como uma rede social, propõe uma nova maneira de compartilhamento de conteúdo a partir de recursos já disponíveis no Google, como o Maps e o Chat. A grande aposta da empresa é dar maior relevância a um recurso pouco usado em outros produtos similares no mercado – entenda-se aqui Facebook. A seção Grupos, presente na maior rede social do mundo, possui pouca visibilidade. O Google+ prega privacidade às informações do usuário. Cabe a ele, no caso, escolher o que vai exibir e com quem vai compartilhar o conteúdo em um espaço denominado de círculos (circles, em inglês).
Seu apelo estético é algo sem precedentes na história da empresa: apesar de estar apenas em uma única versão, em inglês, o serviço é belo, totalmente intuitivo e prático. A barra superior fixada à página do usuário, exibida quando estiver em qualquer ferramenta do Google, é outro atrativo: em tempo real, notificações do próprio Google+ aparecem no topo (imagem abaixo), provocando a ideia de que se trata uma rede dinâmica – e recheada de amigos, claro.
Mas nem todas as inovações apresentadas brotaram da cabeça dos desenvolvedores e engenheiros do Google. O projeto acerta ao apresentar recursos de sucesso em empresas de sucesso, como Twitter, Facebook e o próprio Skype, adquirido recentemente pela Microsoft. Não é por acaso que sua função Stream guarda semelhanças com a linha do tempo (timeline) do Twitter – copiada, por sua vez, na atual estrutura do Facebook, chamado de Feed de notícias (lista de atualizações dos amigos). A barra lateral à esquerda, que apresenta os grupos (chamados de Circles), é idêntica a da rede de Zuckerberg. O Hangout, por sua vez, recurso que permite realizar videoconferências com até dez pessoas, é a aposta do Google frente ao modelo pago apresentado no Skype. Talvez aqui seja possível delimitar os rivais do novo projeto da gigante de buscas: Facebook e Microsoft – parceiros em vários projetos, por sinal. O Google+ é a ferramenta mais eficiente e intuitiva para compartilhar documentos e arquivos com diferentes grupos de trabalho.
A lista de problemas, no entanto, é grande. Até o momento, o Google não disponibilizou URL´s customizáveis, artifício que permite ao usuário buscar de forma mais eficiente um usuário na rede. Twitter e Facebook usam deste artifício. A decisão de manter suas API´s fechadas também é outro fator determinante para seu crescimento: uma vez públicas, desenvolvedores independentes poderiam criar serviços úteis atrelados ao Google+. Especula-se que essa característica seja o fato de catapultar o Facebook como maior rede social do planeta. A estratégia permite que o site se renove à medida que mais terceiros criam jogos, enquetes e outras aplicações de interação.
É difícil vaticinar se o novo projeto da gigante de buscas irá arrancar pessoas do Facebook, Twitter ou Orkut. Mas, a isca para pescá-los o Google, por ora, não tem. Falta o ‘plus’ ao Google+.
O Facebook lançou, nesta quinta-feira, o Facebook Camera, recurso que aperfeiçoa o compartilhamento de imagens entre os usuários da rede social. O serviço, gratuito e disponível apenas aos dispositivos móveis com sistemas operacionais iOS, da Apple, é mais uma tentativa de incorporar recursos do Instagram – adquirido em abril por 1 bilhão de dólares – e deixar o serviço ainda mais visual. Os brasileiros, contudo, precisam esperar mais um pouco: o Facebook Camera estará disponível por aqui nos próximos dias.
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O aplicativo permite a publicação de fotos em alta resolução e facilita o compartilhamento desses conteúdos. Os usuários poderão selecionar quais imagens devem ser compartilhadas – até então era possível apenas postar uma a uma.
Além disso, o Facebook Camera possui recuros de edição de imagens e oferece 15 filtros – quatro a menos do que oferece o Instagram. Hoje, o Instagram, disponível para as plataformas móveis iOS, da Apple, e Android, do Google, possui mais de 50 milhões de usuários.
Com a iniciativa, a rede social criada por Mark Zuckerberg em fevereiro de 2004 tenta ampliar sua hegemonia no segmento. A rede já é o maior repositório de fotos do planeta – 300 milhões de imagens são publicadas diariamente.
Aos 24 anos, Bel Pesce acaba de colocar mais uma estrela em seu breve – porém brilhante – currículo, que inclui passagens pela Microsoft e Google e a criação da própria empresa, a Lemon, responsável por um aplicativo que controla gastos pessoais. Em apenas uma semana, o livro lançado por Bel, A Menina do Vale, alcançou a marca de 100.000 downloads.
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Dividida em 18 capítulos, a obra oferece conselhos a futuros empreendedores. As orientações foram lapidadas pela experiência de Bel no Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia, e também no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde a brasileira se graduou em engenharia elétrica, ciências da computação, administração, economia e matemática.
Até agora, diz a autora, o que mais impressiona nos downloads de A Menina do Vale é a diversidade dos interessados no assunto. “Recebi mensagens de jovens que estão no ensino médio e também de pessoas com 50 ou 60, que querem mudar de vida. Todos procuram conselhos”, diz.
O livro A Menina do Vale pode ser baixado no site oficial da brasileira ou no Iba, loja on-line de livros, jornais e revistas da Abril Mídia, divisão da Editora Abril, que publica VEJA.
Artistas, esportistas, educadores e produtores de todas essas áreas que recorrem a leis de incentivo fiscal para concretizar seus projetos ganham um importante aliado nesta terça-feira. Um advogado e quatro publicitários paulistanos – entre eles Pablo Ribeiro, um dos cofundadores do movimento Euvotodistrital, modelo que aproxima o eleitor do seu representante no Congresso –, lançam o Quero Incentivar, site que apresenta ao público projetos já aprovados em leis de incentivo fiscal nas esferas federal, estadual e municipal e que buscam captar os recursos necessários à sua realização junto a pessoas físicas e jurídicas.
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O projeto é inspirado no Kickstarter, maior site do mundo de crowdfunding, o financiamento coletivo na internet. A diferença, como dito, é que, para aparecer na vitrine virtual do Quero Incentivar, todos os projetos precisam ter sido aprovados por leis de incentivo fiscal – que permitem, aos doadores, abater do Imposto de Renda parte do valor destinado à obra ou ação escolhida. Mantém-se a política segundo a qual burocratas decidem quais projetos podem se beneficar da renúncia fiscal, mas amplia-se a qualquer cidadão o direito de escolher quais merecem vingar.
Esse é justamente o objetivo do Quero Incentivar: dar maior visibilidade às boas ideias. Dados do Ministério da Cultura relativos à Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet) revelam que, dos cerca de 10.000 projetos aprovados pelo MinC por ano, apenas 20% conseguem recursos.
É muito provável que boa parte daqueles 80% não mereça mesmo sair do papel. Os que merecem, contudo, ganham mais chances de virar realidade com ajuda do Quero Incentivar. E do cidadão.
Na última sexta-feira, o Facebook deu o passo mais importante de sua história (depois, é claro, de sua criação, em fevereiro de 2004), ao lançar ações na bolsa de valores, na maior oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Nasdaq, a bolsa do setor de tecnologia. Agora, a rede, utilizada por quase um bilhão de pessoas em todo o planeta, terá que se movimentar constantemente para atender às altas expectativas de seus investidores. Oportunidades de crescimento não faltam.
Há alguns meses, o Facebook reconheceu que sua plataforma caminha para o mundo móvel. Afinal, é para lá, preveem dez entre dez analistas, que se dirigem a internet e seus usuários. Em março, o site revelou que quase 50% da base de cadastrados (488 milhões de usuários) acessavam a rede a partir de um dispositivo móvel. Com a informação em mãos, a empresa tratou de rechear seu serviço de anúncios. Hoje, um bloco de publicidade com quatro seções é exibido na página dedicada aos dispositivos móveis. Em resumo, Mark Zuckerberg, CEO e criador do Facebook, conta com nova fonte de receita.
Há muito o que avançar, contudo. Usuários dos aplicativos para dispositivos móveis da Apple (iPad e iPhone) reclamam da lentidão do serviço, além do consumo excessivo da bateria. Zuckerberg reagiu rápido: além de gastar 1 bilhão de dólares na aquisição do Instagram, contratou, na última terça-feira, os criadores do Lightbox, aplicativo de fotos para smartphones com sistema Android, para aperfeiçoar a experiência móvel de seus usuários. O objetivo é agregar inteligência móvel, até então quase inexistente, à empresa.
Outra estratégia que não pode ser ignorada é a possível criação de smartphone próprio. O assunto é constantemente alimentado por rumores provenientes da indústria de tecnologia. A hipótese que mais desperta expectativa é uma integração com o Skype, principal serviço de telefonia via internet, que, desde julho de 2011, mantém uma parceria de videochamadas com a rede social.
A vantagem é clara: com o celular do Facebook em mãos, o usuário recorreria facilmente à agenda de contatos da rede social, uma praticidade que agradaria muita gente. Para incentivar ainda mais o uso do dispositivo, a empresa forneceria a seus cadastrados facilidades para usar o Instagram, aplicativo de personalização de fotos, que recebe diariamente 300 milhões de imagens.
Mas a cereja que Zuckerberg colocaria no bolo do Facebook é o recurso de geolocalização. Ao contratar os principais executivos e funcionários do Gowalla – maior rival do Foursquare no segmento –, a rede social faz um importante incremento em seu ambiente: dá ao usuário a chance de fazer postagens a partir do celular indicando sua exata localização.
As alternativas estão dadas. Falta saber agora o que Zuckerberg vai preparar a seus clientes. Os investidores estão de olhos (bem) abertos.
O Facebook lançou nesta quarta-feira três filtros para as fotos publicadas na rede. A partir de agora, usuário poderão personalizar imagens a partir de câmeras de smartphones com o aplicativo do Facebook. Os filtros são sépia, preto e branco (imagem acima).
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A inclusão dos filtros nos aplicativos da rede social são a primeira ação do Facebook para agregar a seu sistema a inteligência do Instagram, adquirido em abril por nada menos do que 1 bilhão de dólares. O Instagram, disponível para as plataformas móveis iOS, da Apple, e Android, do Google, possui mais de 50 milhões de usuários e oferece 19 filtros que ajudam o usuário a editar imagens.
Dessa forma, o Facebook cumpre um objetivo traçado no primeiro semestre de 2011. Na época, circulou a informação de que a rede social já tinha um time dedicado a criar uma ferramenta que fizesse frente ao Instagram. Aparentemente, foi mais fácil comprá-lo.
Depois de apresentar crescimento invejável nos primeiros meses de 2012, o Pinterest, espécie de mural virtual de fotos, começou a dar os primeiros sinais de fadiga. Segundo dados divulgados pelo site de métricas não-oficial AppData, o número de usuários da rede caiu 25% em um mês.
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Helpdesk: Aprenda a usar o Pinterest
De acordo com o serviço, que analisa a interação de aplicativos conectados ao Facebook (para usar o Pinterest é necessário possuir uma conta no Facebook ou no Twitter), em abril, 8,3 milhões de usuários acessaram o site de imagens por meio da rede social, ante 11,3 milhões em março. A queda, contudo, é natural.
Ainda que tenha se tornado, em março, a terceira rede social de maior popularidade nos Estados Unidos, com 104 milhões de visitas únicas – atrás apenas de Facebook (7 bilhões) e Twitter (182 milhões) –, o Pinterest ainda parece viver, em boa medida, de visitantes que estiveram no site como meros observadores. Por pura curiosidade, criaram perfiis, visitaram a página em algumas oportunidades, mas se voltaram novamente a outras plataformas.
O Pinterest, portanto, não conseguiu reter a atenção total do usuário por culpa de seu próprio ecossistema. Por ora, terá dois caminhos a trilhar. Ou amplia a oferta de formatos de conteúdo oferecidos a seus usuários, tornando-se, quem sabe, um gigante a competir com Facebook, ou segue na atual trilha, atendendo necessidades específicas de seu público, apaixonado por organizar o mundo à moda dos antigos quadros de cortiça, em que eram pregados fotos e anotações.
Foto: ThinkStock.
Os consumidores que costumam recorrer a serviços de entrega de comida para sobreviver ganharão em breve um aliado. No próximo mês, o RestauranteWeb – maior serviço de delivery on-line de alimentos do Brasil, que reúne mais de 2.000 estabelecimentos e atende 300.000 cadastrados no país – vai começar a testar o primeiro serviço do país capaz de monitorar, em tempo real, a localização da refeição durante a entrega.
Um equipamento de GPS desenvolvido pela empresa rastreia a posição do entregador, da saída do estabelecimento até a casa do consumidor. Quando a refeição estiver bem perto do destino, uma mensagem de texto (SMS) informará o faminto cliente. Todo o trajeto e o movimento do entregador poderão ser acompanhados no painel de controle do site.
O recurso – já disponível na Dinamarca, sede da JustEat, controladora do RestauranteWeb – será testado em maio em cinco estabelecimentos de São Paulo, que concentra 70% dos usuários do site brasileiro. A empresa espera usar a ferramenta para alavancar vendas: o objetivo é atingir a marca de 125.000 pedidos mensais até o fim de 2012, 25% a mais do que o registrado no ano passado. Mais um dado do RestauranteWeb: em média, o brasileiro gasta 45 reais por uma refeição no serviço.
Foto: ThinkStock.
Duas semanas após anunciar a compra do aplicativo de fotos Instagram, o Facebook revelou, nesta segunda-feira, dados que pretendem encantar futuros investidores, interessados na abertura de capital da companhia, prevista para maio. Segundo documento enviado à Securities and Exchange Comission (SEC), comissão reguladora do mercado de capitais dos EUA, a rede social criada em 2004 alcançou, em março, a marca de 901 milhões de usuários ativos (pessoas cadastradas que acessaram o serviço ao menos uma vez no mês) – um acréscimo de 41% em relação ao mesmo período de 2011 (680 milhões). O site se aproxima, assim, da marca de 1 bilhão de pessoas conectadas. O documento revela também que o número de cadastrados no Brasil cresceu 180% no último ano, maior crescimento registrado no período, chegando à marca de 45 milhões em março.
De acordo com o relatório, a rede registra, a cada dia, 3,2 bilhões de comentários e “likes” (uso do botão “Curtir”) e promove 125 bilhões de conexões – ou amizades – entre usuários. Esses cadastrados publicam diariamente no Facebook 300 milhões de fotos, ampliando sua hegemonia como maior repositório de imagens do planeta. Está, portanto, à frente de serviços especializados em fotos, como Flickr, Yahoo e Google Photos, antigo Picasa.
Mark Zuckerberg, fundador e CEO da empresa, também aproveitou para detalhar o lucro da empresa no primeiro trimestre de 2012: 1,058 bilhão de dólares, ante 731 milhões do mesmo período de 2011. Um detalhe: resultado medido no início deste ano é inferior ao registrado no último trimestre do ano passado: 1,13 bilhão de dólares.
Pela primeira vez, o Facebook tomou do Google o posto de site mais visitado do Brasil. A proeza foi realizada por dois dias consecutivos, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pela empresa de métricas Experian Hitwise. Não foram divulgados números absolutos de visitas.
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De acordo com o relatório, a maior rede social do mundo foi responsável por 10,86% de todas as visitas feitas por usuários brasileiros de internet no último sábado, dia 14, e 10,98% no domingo. Os valores são ligeiramente superiores aos obtidos pelo gigante de busca: 10,85% e 10,55%, respectivamente.
Ainda de acordo com o levantamento,o Facebook já havia superado o Google outras três oportunidades – mas nunca em dias consecutivos. Os registros anteriores eram dos dias 1º e 8, dois domingos, e 6, uma sexta-feira.
Nos últimos seis meses, o Facebook registrou um acréscimo de 86,73% no número de visitas realizadas por usuários. “Os picos de participação em visitas apresentados pelo Facebook em relação aos demais sites na internet ocorrem aos fins de semana e feriados, fato que coincide com o aumento das visitas à categoria de Redes Sociais e Fóruns”, explica a Hitwise, em comunicado oficial.
Nesta segunda-feira, a rede social baseada em geolocalização Foursquare comemorou pelo segundo ano consecutivo o “Foursquare Day”, data escolhida por seus usuários para homenagear o serviço. Para aproveitar o momento de festa, seus fundadores revelaram números grandiosos: a rede acaba de ultrapassar a marca de 20 milhões de cadastrados – marca que coloca o produto na mira de tiro das grandes empresas de tecnologia, sedentes por uma nova aquisição.
Criado em março de 2009 por Dennis Crowley e Naveen Selvadurai, a rede viu seu público crescer 33% nos últimos quatro meses, um feito para um produto que só pode ser usado a partir de um dispositivo móvel com acesso à internet. Segundo informações da própria empresa, os cadastrados já realizaram mais de dois bilhões de check-ins (correspondente a um tweet). É o mais robusto registro já alcançado por uma rede social baseada em geolocalização, fator que pode fazê-lo rivalizar (nesse quesito, é claro) com o Facebook, que, em dezembro, contratou os principais executivos e funcionários do Gowalla – até então maior rival do Foursquare.
A plataforma acrescenta localização geográfica às ações dos consumidores digitais – cabe a eles escolher se querem avisar seus seguidores em que locais estão. Atento a esse hábito, o Foursquare apresenta, desde março de 2011, um indicador que revela hábitos de amigos, além de sugerir locais (restaurantes, redes de café, bares, entre outros) mais populares próximos do usuário. Trata-se, sobretudo, de uma boa estratégia para atrair o mercado publicitário à rede.
Muitas empresas já enxergam a atividade como isca para se aproximar de potenciais consumidores. Há algum tempo, estabelecimentos oferecem descontos aos clientes que mais produzem check-ins a partir de suas lojas – recomendando esses estabelecimentos aos amigos de Foursquare. A atualização elevou o valor de mercado do serviço: estima-se que já tenha superado 600 milhões de dólares, mais da metade do valor que o Facebook pagou pelo Instagram na semana passada.
Desde sua criação, contudo, apenas um gigante demonstrou interesse em adquirí-lo: em 2010, o Yahoo! ofereceu mais de 100 milhões de dólares pela empresa. A proposta foi rejeitada. Dois anos depois, a empresa amadureceu, ganhou um modelo de negócio e introduziu um estímulo para que seus usuários visitem a rede diariamente: informar seu paradeiro. Falta saber, agora, qual será o destino a seguir: permanecer independente e conviver ao lado dos gigantes da internet ou ser comprado por um deles.