Patrícia Pirota
Estes são pequenos retalhos meus...
Fique à vontade para costurá-los com sua imaginação...
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@pedrosander @luaragf @obatomdeclarice Own... *_* Eu AMO Drummond! Amo! Vou até comprar a Bravo, que há tempos não compro. Obrigada! =)4 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@dignidadencaqui =D Eu acabei de ver... Ia deixar um comentário lá no facebook mesmo, mas quem diz que achei onde escrever?! =P7 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@dignidadencaqui Sua querida! Obrigada por curtir a página no Facebook. ;*7 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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Ainda MininaMá.: Tirinhas de Sabedoria... http://t.co/Wl6rYoDK
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Eis o que tem pra hoje: Leituras de MininaMá #11: http://t.co/U2Keolr17 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@pedrosander @obatomdeclarice @luaragf @psychobooks @giuufernandes @Clicia_Godoy Obrigada! É ótimo o vídeo! =)9 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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Por demais de feliz com a vitória do Phillip Phillips. =D Agora é só esperar o cd. o/29 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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The best american idol EVER: @PPhillipsAI11 : Home http://t.co/WqW9wwf729 hours ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@taryzottino 'Magina! De nada. =)4 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@juinana Bom dia coisa mais nhóin de minha vida. =*4 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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Bom dia, gente bonita! E um bom dia especial pra você, que também acordou sendo chamada de ditadora no Youtube. =D4 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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'Bora dormir. Beijo procês que ficam. o/5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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[So cute! *_* A real idol: @PPhillipsAI11 ] Phillip Phillips: We've Got Tonight - Top 3 - AMERICAN IDOL SEASON 11: http://t.co/8XteG0kY5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@carlarenata_ Mas o que acontece com a gente, hein?! Estamos fazendo tudo errado mesmo. =P5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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Eu podia estar no Rock'a Palloza, eu podia estar no BarFly, mas eu estou na cama, tuitando e corrigindo prova. "Êta vida besta, meu deus!"5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@Joliee Own... 'Brigada sua linda! Saudades docê. A gente tem que marcar de se ver, hein. =*5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@_hille É nessas horas que as bigornas seriam providenciais. =P5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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Olha eu lá n' @obatomdeclarice *_* http://t.co/M39ThIGq5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
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@juinana @Liacfreitas Ah, mas 'cê já vai? =/ Bom sono, Ju! =*5 days ago from web | Reply, Retweet, Favorite
Posts
May 24, 08:15 PM
May 07, 08:00 AM
| Imagem daqui |
Falha
Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muy faceiro caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora pra outra, pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas não a ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hra do cansaço, é preciso ter cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrar um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, generosas e abrir suas portas, devem nos querer fazer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto, podem surpreender.
Falhas. Agradeça as suas, que é o que humaniza você, e nos fascina.
Ficha técnica: MEDEIROS, Martha. Montanha Russa. Porto Alegre: L&PM, 2009 p. 58-59.
Beijo procês!
Tenham todos uma excelente semana!
May 06, 04:18 PM
Ao contrário do último Post Its - no qual eu comemorava a marca de 6 posts seguidos -, no de hoje eu tenho que pedir desculpas pelo sumiço de um mês.
Pois é... Um mês passa rápido. Principalmente um mês em que o fim do bimestre me toma todas as forças do mundo.
Mas... Nada de desculpas e reclamações! Brindemos a minha volta, a chegada de novos amigos [porque aqui no Ainda MininaMá eu não tenho leitores, tenho amigos] e a querida companhia dos velhos amigos.
'Bora pra mais um Post Its, estrupicinhos?
Companhia Musical [Porque hoje é dia de Philip Phillips, aquela delícia!]
1. Somebody that I used to know - dueto com a Elise
3. Superstition
4. Movin' out
Descobri esse Tumblr graças a fofa da Luara, do Isaac Sabe, que me mandou o link por e-mail. Pra quem gosta de Neil Gaiman, é um prato cheio!
Tudo o que vem acontecendo na Nobody's land da internet tem me incomodado bastante. Mas hoje eu não vou falar sobre isso não. Hoje eu vou convidar você pra ler esse post da Ju, lá n'O batom de Clarice. Assino embaixo e bato palmas!
A Raquel, dona fofa do Da Editora, fez um post bem bacana falando sobre como podemos considerar um clássico como sendo um clássico. Gostei muito da forma como ela abordou esse assunto que, convenhamos, é pra lá de espinhoso.
Complementando a discussão levantada pela Raquel, a Ju Gervason fez um vídeo lá na delícia do canal dela no Youtube falando sobre Preconceito Literário.
Aline Aimée, Little Doll House, é uma das pessoas mais fofas desse mundo virtual, e a Bonita vive dando dicas de coisinhas fofas que ela compra por aí. Sempre que tem um post desses eu fico me corroendo de vontade de ter também.
Mas dessas vez ela passou dos limites! Veja se não dá vontade de ter dois, três de cada um desses bloquinhos fofos?! E o melhor! Dá pra comprá-los aqui no Brasil mesmo!
Corre lá pra ver!
Acho que já elogiei por diversas vezes a escrita da dona Gabriela Ventura, Quinas e Cantos, por aqui, né? Ela escreve sempre muito bem, e dessa vez essa quebrou a banca!
Adorei o texto, e me identifiquei mais do que deveria....
Eu ando viciada em seriados. Mais do que deveria, na verdade. E um dos que mais tem chamado minha atenção é essa produção linda do "Once Upon a Time".
A querida da Lia, Quero morar em uma livraria, fez um post bem bacana sobre a série, cheio de imagens lindas. 'Bora lá conferir?
Já falei que acho uma graça tudo o que a Samanta Flôor desenha, né? Então, pra encerrar o Post Its de hoje, 'bora de mais uma fofura feita por ela.
| Imagem daqui |
Beijo procês!
April 02, 07:00 AM
| Fonte: Casmurro |
Eu sei, há momentos em que parece que nada mais faz sentido. Há momentos em que mergulhamos fundo na dor, e não conseguimos nos salvar. Há momentos em que a esperança não basta e não salva.
É em momentos como esses que essa crônica do fofíssimo Antonio Prata se torna indispensável!
Eu juro
"Você está passando por um momento difícil? Calma. Vai passar.
Olhe, não fique assim, não, vai passar. Eu sei como dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar pra se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").
Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores e a vida.
Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.
A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, esse chumbo na garganta, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é uma bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar."
Referência: PRATA, Antonio. Adulterado. São Paulo: Moderna, 2009 p. 113-115
Tenham uma ótima semana!
Beijo procês!
March 31, 12:35 PM
Eis que nessa semana eu consegui a incrível marca de seis [eu disse SEIS!] posts! Praticamente um milagre! E pra comemorar, 'bora pra mais um Post its?
Companhia Musical [Porque hoje é sábado]
Eu gosto por demais do blog da Raquel, o Da Editora. Ele é cheio de informações, super bem escrito e, de quebra, sua dona é uma querida!
Nesse post, ela compilou alguns dos vídeos mais fofos sobre livros e literatura. Diversão garantida pra esse sábado [ou pra qualquer outro dia da semana].
Por falar em vídeos e livros, eu adorei a ideia desse vídeo, do Marcos Felipe. É simples, mas é genial. Porque concordemos que a leitura tem o poder não só de transformar, mas também de salvar nossas vidas.
Niege Borges é uma ilustradora brasileira que tem criatividade e talento incríveis! Os pôsters com ilustrações de danças de filmes e seriados são algumas das artes mais legais. Super recomendado pra quem gosta de arte e coisas bonitas.
Encontrei esse vídeo lá no delícia de blog De Marcela para Ana. É um vídeo falando sobre os esteriótipos e clichês franceses feito por um francês. É uma fofura de vídeo!
Além disso, é bem bacana pra questionarmos essa nossa mania de separar as pessoas em caixinhas pré-determinadas. Afinal, quando é com os outros, tudo bem. Mas e quando é com a gente?
O Rascunho talvez seja uma das melhores publicações literárias dos dias de hoje. Feito em formato de jornal, possui resenhas pra lá de bem escritas e seções pra todos os gostos.
Feito pela Gazeta do Povo, jornal de Curitiba, ele pode ser lido no site ou impresso. Quando eu morava em Curitiba [ah, que saudade...], ele era distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública [no centro]. Não sei se ainda é, mas se você mora em Curitiba vale dar uma olhada.
Se você não tem a sorte de morar naquela cidade linda, ainda tem a opção de assinar ou acessar no site. Nesses tempos em que publicar sinopse virou sinônimo de resenha, é sempre bom ter uma publicação confiável de qualidade.
Ps: A Ju, d'O batom de Clarice, já falou dele lá no canal dela no Youtube.
Eu sei que as coisas andam cada vez piores, e que 'tá cheio de gente dizendo que não adianta fazer nada, mas daí a gente vê uma iniciativa como A Hora do Planeta, e para pra pensar que, talvez, lá no fundo, a humanidade ainda possa provar que se diferencia do resto dos animais por seu raciocínio.
Penso que não custa nada ficar uma horinha sem assistir tv, acessar a internet ou qualquer outra coisa que envolva energia elétrica.
Aproveitemos pra sentar na varanda e contemplar o céu, pensar na vida, fazer planos, resoluções ou só ficar abraçadinho com aqueles que amamos.
'Bora participar também?
Que eu sou fã declarada de Carlos Ruas todo mundo sabe. E nessa semana ele conseguiu ser ainda mais genial, ao fazer sua homenagem ao mestre de nosso humor: Chico Anysio.
Perder um gênio como Chico Anysio é triste, e a única coisa capaz de nos confortar é saber que os gênios nunca morrem de verdade, pois sua obra manterá sua alma viva através da eternidade.
Um viva pra Chico, e um viva para Carlos Ruas!
| Fonte: Um Sábado Qualquer [Carlos Ruas] |
Tenham um ótimo fim de semana!
Um beijo procês!
March 29, 08:00 AM
Eu já falei muito de música por aqui, mas de uns tempos pra cá passei a dar mais atenção aos livros que aos discos... Durante muito tempo respirei música, fosse cantando, produzindo, ouvindo e isso se refletia no blog. Continuo respirando música, e, como ideia pra post anda em falta, resolvi ressuscitar essa tag e apresentar algumas bandas e músicas das quais mais gosto. Posts bem rapidinhos, com um Top 5 básico, só pra não deixar a música o samba morrer aqui no blog.
E pra voltar em grande estilo, a banda de hoje é a minha número 1. Não, não são os Beatles nem os Stones. Não é Chico Buarque. Hoje eu vou falar dos caras que abriram meus ouvidos pra um tantão de coisa que eu sequer conhecia.
| Fonte: O Bando do Velho Jack |
O Bando do Velho Jack é uma banda daqui de Campo Grande, Mato Grosso DO SUL [E não, eu não conheço Cuiabá, porque fica longe pra diabo daqui!]. Formada por integrantes de várias partes do país, que acabaram vindo parar aqui no interiorrr, o Bando é uma das melhores misturas sonoras do rock'n roll.
Me lembro do primeiro show que assisti, lá pros idos de 2000. Ficava pensando "Caraca! O que é isso!". Acho que foi a primeira banda de verdade que tive o prazer de ver no palco. Ah sim, eles tocaram no mesmo dia que o Engenheiros do Havaí, mas veja bem, Bando é muito melhor que Humberto Gessinger e sua chatice... [Peço desculpas aos fãs do Engenheiros, mas não há comparação possível entre a energia do Bando no palco e a apatia do Humberto, minha gente!].
Depois de um tempo [e de muita encheção de saco], acabei fazendo parte da equipe de produção, vendendo camisetas e cds nos shows, e aí começou a amizade. Hoje eu tenho uma consideração enorme por esses cinco caras [agora seis, com o novo baterista, seja muitíssimo bem-vindo Adriel!] que ajudaram a formar meu gosto musical. Os trato como amigos, e sinto que a recíproca é verdadeira.
Sempre que me encontro com eles, fico pensando se a sensação que tenho é a mesma que as pessoas que são próximas a grandes astros da música tem: um misto de respeito, amizade e "Caraca! Quanta sorte de estar ao lado desses caras!".
Não, eles não fazem shows pelo mundo e nem tem reconhecimento internacional, mas isso por conta de voltas do destino, porque talento os caras tem de sobra.
Dá uma espiada na biografia disponível lá no site deles:
Em 1995, quatro músicos e amigos se uniram para tocar e ouvir juntos o rock’n’roll dos anos de 1950, 1960 e 1970. O resultado não poderia ser diferente. Surge uma das bandas mais importantes do cenário do rock sul-mato-grossense:O Bando do Velho Jack, formado, inicialmente por Alex Batata (guitarra e voz), João Bosco (bateria), Marcos Yallouz (baixo) e Fábio Brum (guitarra). Os dois primeiros, ex-integrantes do grupo de heavy metal Alta Tensão, e os dois últimos, da Blues Band.
Com composições próprias e interpretando sucessos de bandas clássicas do rock, o Bando inicia carreira apresentando-se em bares e eventos em Campo Grande e interior de Mato Grosso do Sul. Em fevereiro de 1997, acontece primeira mudança na composição: Fábio Brum é substituído por Fábio Terra. Em junho, outra mudança, mas que deixou marcas tristes: o vocalista e guitarrista, Alex Batata, é assassinado enquanto estava à espera da esposa na saída de seu trabalho.
Demorou um tempo para que o grupo voltasse à ativa. Com o apoio dos fãs, iniciam uma nova fase, com a entrada dos músicos Rodrigo Tozzette (guitarra e vocal) e Gilson Júnior (teclados). Em 2000, Gilson deixa o grupo e é substituído por Alex Cavalheri.
Desde então, O Bando do Velho Jack é composto por: Rodrigo Tozzette, Fábio Terra, Marcos Yallouz, João Bosco e Alex Cavalheri. Sob a influência de grupos como Grand Funk Railroad, Doobie Brothers, Free, Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd, Black Oak Arkansas ou os brasileiros Mutantes, Peso, Casa das Máquinas, Tutti Fruti, Made in Brazil, o grupo reúne estilos diferentes e um trabalho de qualidade traduzido pelos inúmeros shows realizados em Mato Grosso do Sul e outros estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, e pelos cinco CDs produzidos ao longo de sua carreira.
Uma das coisas que mais gosto é que, nos shows, além das músicas próprias, eles também tocam versões de músicas de outras bandas. Muitas vezes, eu acabo preferindo a versão do Bando que a original, mas dizem as más línguas que é porque eu sou fã demais. ;)
Agora deixo vocês com meu Top 5 [É só clicar no nome da música pra ser direcionado ao Youtube]. Impossível escolher só cinco, mas, 'bora deixar assim... Lá no site, dá pra baixar/comprar os cds da banda e conhecer um pouco mais da história.
Beijo procês!
March 28, 07:00 AM
| Fonte: Record |
Eu adoro tudo o que envolva a Rússia e a antiga URSS. Sou apaixonada pela cultura desse povo, e fico impressionada com o modo como a história do Leste Europeu influenciou tão positivamente sua literatura, transformando-a na melhor do planeta, depois de Machado de Assis [isso, é claro, na minha humilde opinião].
Isto posto, confesso que já comecei o livro esperando uma narrativa maravilhosa, mesmo sabendo que o autor, Tom Rob Smith, era inglês, e não russo. O bom é que eu também adoro Literatura Inglesa, que coloco como a terceira melhor do planeta [Sim! Hoje eu estou hiperbólica!]. Assim, minha esperança de que o livro seria ótimo continuou firme e forte.
Eu não sou a maior fã de suspenses ou thrillers, confesso. Minha leitura de suspense se resume a Edgar Allan Poe e alguns outros escritores de literatura fantástica. Além disso, sou uma leitora meio chata pra lançamentos. Dessa forma, quando digo que achei o Criança 44 excepcional, você deve levar em consideração que ele passou - com louvor - na avaliação de uma chata de galochas.
Desde a primeira página, minha vontade era de não largar o livro nunca mais na vida. Queria por todo custo saber o que aconteceria na próxima página, no próximo parágrafo. Tanto, que por diversos dias dormi com ele na mão, pois me forçava a ler até o sono me nocautear.
Nem grifar e destacar as frases das quais gostei mais eu consegui, pois não queria parar a leitura. E grifar me tomaria o tempo de saber o que aconteceria em seguida.
Como sempre, eu não gosto de contar a história do livro. Sobre isso, penso que seja melhor ler a sinopse, pois tenho medo de dar informações que sejam peças-chave da narrativa.
A personagem principal do livro é Liev Demidov, agente do governo. A construção de Liev e de tudo o que acontece ao seu redor me lembrou muito "O Processo", do Kafka. Uma coisa meio surreal, meio "Oi? Como assim?!". Claro que, levando em consideração os traços culturais da Rússia stalinista, tudo o que ocorre é absolutamente justificável.Oi? O que ocorre? É claro que não vou contar, né minha gente!
As demais personagens do livro não são exatamente planas, não se enquadram em esteriótipos, ao menos no meu olhar, não acostumado a narrativas de suspense. São personagens surpreendentes, das quais temos raiva ou pelas quais sentimos compaixão.
E isso é uma das coisas que mais gosto em um livro, me sentir próxima das personagens, vivendo ao seu lado. E que triste viver numa Rússia devastada pela loucura de Stálin. Que triste sentir o cheiro das botas cozinhando, dos pés congelando no frio, das mortes injustificáveis...
Duvido que, ao ler, você também não vá sentir o frio e a fome que senti. Por diversas vezes me vi com o corpo gelado, mesmo fazendo mais de 30° por aqui. A narrativa é minuciosa, mas não enfadonha. Todos os detalhes vão sendo revelados na hora certa, com a meticulosidade de um assassino.
Por falar em assassino, quando, no final, descobri quem era, quase tive um faniquito. Eu nunca chegaria a esse raciocínio! Nunca suspeitaria da possibilidade de ser aquele homem o assassino cruel de mais de 44 crianças... Mais genial ainda é a explicação do porquê dos assassinatos...
No final, a história ficou em mim como se fosse um quebra-cabeças com peças do Criminal Minds e d'O Processo. A recuperação histórica feita por Tom Rob Smith é imprescindível para que se compreenda, e, principalmente, se viva todo aquele período no qual o enredo está ambientado.
É, sem sombra de dúvidas, um livro de tirar o fôlego. Um livro que nos faz agradecer por vivermos onde e como vivemos.
Por vários dias, depois de terminar o livro, eu senti a comida mais saborosa, e até agradeci o sol que queimava minha pele. Porque sou dessas que toma a realidade do outro pra si...
E a realidade de Criança 44, talvez por ser tão verdadeira, é muito dolorida. Dolorida até mesmo pro meu coração de gengibre...
“Romance de estreia que vem colecionando críticas fabulosas.” USA Today
União Soviética, 1953. A mão de ferro de Stalin nunca esteve tão impiedosa. Em seu governo, o líder opressor faz o povo acreditar que o país está livre dos crimes. Mas quando o corpo de um menino é encontrado nos trilhos de uma ferrovia, o agente Liev Demidov se surpreende ao saber que a família da criança está convencida de que houve um assassinato. Demidov recebe ordens para ignorar o caso, mas se vê determinado a ir atrás do criminoso, mesmo sabendo que poderá se tornar um inimigo do Estado.
Eu não sou a maior fã de suspenses ou thrillers, confesso. Minha leitura de suspense se resume a Edgar Allan Poe e alguns outros escritores de literatura fantástica. Além disso, sou uma leitora meio chata pra lançamentos. Dessa forma, quando digo que achei o Criança 44 excepcional, você deve levar em consideração que ele passou - com louvor - na avaliação de uma chata de galochas.
Desde a primeira página, minha vontade era de não largar o livro nunca mais na vida. Queria por todo custo saber o que aconteceria na próxima página, no próximo parágrafo. Tanto, que por diversos dias dormi com ele na mão, pois me forçava a ler até o sono me nocautear.
Nem grifar e destacar as frases das quais gostei mais eu consegui, pois não queria parar a leitura. E grifar me tomaria o tempo de saber o que aconteceria em seguida.
Como sempre, eu não gosto de contar a história do livro. Sobre isso, penso que seja melhor ler a sinopse, pois tenho medo de dar informações que sejam peças-chave da narrativa.
A personagem principal do livro é Liev Demidov, agente do governo. A construção de Liev e de tudo o que acontece ao seu redor me lembrou muito "O Processo", do Kafka. Uma coisa meio surreal, meio "Oi? Como assim?!". Claro que, levando em consideração os traços culturais da Rússia stalinista, tudo o que ocorre é absolutamente justificável.
As demais personagens do livro não são exatamente planas, não se enquadram em esteriótipos, ao menos no meu olhar, não acostumado a narrativas de suspense. São personagens surpreendentes, das quais temos raiva ou pelas quais sentimos compaixão.
E isso é uma das coisas que mais gosto em um livro, me sentir próxima das personagens, vivendo ao seu lado. E que triste viver numa Rússia devastada pela loucura de Stálin. Que triste sentir o cheiro das botas cozinhando, dos pés congelando no frio, das mortes injustificáveis...
Duvido que, ao ler, você também não vá sentir o frio e a fome que senti. Por diversas vezes me vi com o corpo gelado, mesmo fazendo mais de 30° por aqui. A narrativa é minuciosa, mas não enfadonha. Todos os detalhes vão sendo revelados na hora certa, com a meticulosidade de um assassino.
Por falar em assassino, quando, no final, descobri quem era, quase tive um faniquito. Eu nunca chegaria a esse raciocínio! Nunca suspeitaria da possibilidade de ser aquele homem o assassino cruel de mais de 44 crianças... Mais genial ainda é a explicação do porquê dos assassinatos...
No final, a história ficou em mim como se fosse um quebra-cabeças com peças do Criminal Minds e d'O Processo. A recuperação histórica feita por Tom Rob Smith é imprescindível para que se compreenda, e, principalmente, se viva todo aquele período no qual o enredo está ambientado.
É, sem sombra de dúvidas, um livro de tirar o fôlego. Um livro que nos faz agradecer por vivermos onde e como vivemos.
Por vários dias, depois de terminar o livro, eu senti a comida mais saborosa, e até agradeci o sol que queimava minha pele. Porque sou dessas que toma a realidade do outro pra si...
E a realidade de Criança 44, talvez por ser tão verdadeira, é muito dolorida. Dolorida até mesmo pro meu coração de gengibre...
Informações Técnicas:
SMITH, Tom Rob. Criança 44. Rio de Janeiro: Bestbolso, 2011.
Sinopse disponível no site da Editora:
“Thriller formidável: original e fascinante da primeira à última página.” Scott Turow
“Tom Rob Smith reproduz uma época na qual a justiça não existia e o futuro de famílias inocentes estava nas mãos de criminosos egoístas.” Washington Post Book World“Romance de estreia que vem colecionando críticas fabulosas.” USA Today
União Soviética, 1953. A mão de ferro de Stalin nunca esteve tão impiedosa. Em seu governo, o líder opressor faz o povo acreditar que o país está livre dos crimes. Mas quando o corpo de um menino é encontrado nos trilhos de uma ferrovia, o agente Liev Demidov se surpreende ao saber que a família da criança está convencida de que houve um assassinato. Demidov recebe ordens para ignorar o caso, mas se vê determinado a ir atrás do criminoso, mesmo sabendo que poderá se tornar um inimigo do Estado.
Um beijo procês!
Ps: Para ler a Ficha de Leitura do Desafio Literário é só clicar no link abaixo.
Tema: Serial Killer
Mês: Março
Um pouco sobre o mim
Eu sou a: Patrícia Pirota
Moro em: Campo Grande - MS
Na net, você me encontra (Blog ou Site):
Neste mês, eu li:
Título: Criança 44
Autor do livro: Tom Rob Smith
Editora: Bestbolso
Nº de páginas: 419
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi o contraste do sangue com a neve e o cinza.
O livro é sobre uma investigação sobre mortes de crianças na Rússia, em 1950. Ou então sobre como os governos são capazes de destruir uma sociedade.
Eu escolhi este livro porque ele fala da Rússia. E eu adoro tudo relacionada à cultura russa.
A leitura foi sem fôlego, rápida, surpreendente.
O personagem que eu gostaria de dar uma surra daquelas bem dadas: o cretino do Vassíli.
O trecho do livro que merece destaque: "[...] havia algo na própria arquitetura do prédio que deixava as pessoas inquietas, como se o medo fizesse parte do projeto" [p. 76]
A nota que eu dou para o livro: 5- Adorei.
March 27, 07:00 AM
| Sabe quando é a sua cara? ;) |
Veja só... Nesse fim de semana saí na sexta-feira pra ouvir a melhor banda do mundo, também conhecida como O Bando do Velho Jack. Como sempre, saí sozinha, com a intenção de ouvir um bom rock'n roll e tomar uma cervejinha.
Sei, já prevejo alguém se indagando: "Mas ela tem coragem de sair sozinha?!" E eu explico... Tenho mais de 10 anos de vida noturna[olha lá, não vá entender essa parada de modo errado, hein!] em CG. Boa parte desse tempo passei trabalhando com música. Isso me garante que, não importa onde eu vá [em bares de rock é claro!], eu vou conhecer, no mínimo, os donos do bar, os músicos e uma dúzia de pessoas. Assim, eu posso até sair sozinha, mas acabo não ficando sozinha...
Sei, já prevejo alguém se indagando: "Mas ela tem coragem de sair sozinha?!" E eu explico... Tenho mais de 10 anos de vida noturna
Enfim... O que acontece é que, quando saio pra ver a banda, nada mais importa além da banda. Ah, sim! A cerveja, é claro! Mas abafa o caso, que pode ter aluno lendo esse post. Fico ali, completamente absorta, envolvida pela música. Danço, canto, bebo sem olhar pro lado. Resultado: nem adianta o cara mais gato do bar olhar porque... eu não vou ver!
Agora, temos uma situação nova: com a lei anti-fumo, nos é relegado um cantinho para que exerçamos nosso direito ao vício fora do bar. Pois bem... eu vou lá e fico com a cabeça na música que toca lá dentro. Nessa hora, se o cara pediu o isqueiro emprestado, eu imagino que é porque ele precisa de um isqueiro e não o que eu descubro depois [com o meu detector de paqueras mais lerdo que internet discada]: que ele queria mesmo era puxar conversa.
Agora me diz... Como demônios eu iria saber?!
O problema mesmo é quando o cara é direto e, via de regra, inconveniente. Esses dias um carinha chegou, me pediu o isqueiro, e disse que havia me observado a noite toda [Nessa hora, já imaginei um episódio de CSI com o cara tentando esconder meu corpo depois de morto!]. Disse que eu ia, sozinha, beber minha cerveja, e achou estranho [Estranho seria eu ir num bar e beber Toddynho, né estrupício!]. No fim, perguntou qual era minha intenção.
Primeiro, perguntei se ele era um psicopata. Ele riu. Depois, eu disse que a minha intenção era das melhores, e, realmente essa: a de tomar minha cerveja e curtir a música sozinha. E enfatizei bem a palavra SOZINHA. Não contente, o cidadão queria meu telefone, e foi chegando mais perto, numa distância absurdamente inaceitável pra estranhos com cara de louco, quando um conhecido veio falar comigo e eu já o abracei como se não houvesse amanhã, ou, até o cara se tocar e ir embora dali...
'Tá bom, eu confesso. Sei que tem gente aí agora dizendo que eu só não me empolguei porque não gostei do cara. Sim! Sou culpada. O cara não fazia o meu tipo. E, mesmo que fizesse... eu falo sério quando digo que o que me importa é a música.
Até hoje não entendo qual é o problema de escutar minha música e tomar minha cerveja sozinha... Se eu fosse homem, alguém acharia estranho? Provavelmente não... [Nem a pau que começarei uma discussão feminista nesse momento! Deixemos isso pra outro post...]
Oi? Ah, sim, é verdade... Acabei fugindo do assunto da paquera. 'Tá vendo como nem falar sobre isso eu sei?!
Se bem que, no fim da noite, acabei conhecendo um rapaz. Ele pediu o isqueiro e se apresentou, mas já eram 4 da manhã, e o departamento de registros de nomes do meu cérebro já estava fechado. Lembro que era moreno, tinha a barba por fazer, e um sorriso daqueles... Ô se lembro! Mas não lembro do nome e, na hora, nem me toquei que ele pegar na minha mão e segurá-la enquanto me devolvia o isqueiro era paquera. Pois é.. Agora eu vejo o quanto é claro, mas na hora, meu bem...
Quem sabe na próxima sexta eu encontro com ele. E, dessa vez, eu é que vou pedir o isqueiro! Mas... vai que ele também não sabe paquerar?!
É... Vida de solteira é assim...
E você, sabe paquerar? Conta pra mim, vai!
Beijo procês!
March 26, 07:00 AM
| Fonte: Folha de São Paulo |
Essa crônica é ótima pra estapear com luva de pelica aqueles que dizem que Machado nunca se importou com os problemas de seu país. O que de fato ocorreu foi que os leitores de sua época [e de tantas outras épocas, na verdade] não tinham a capacidade de abstrair de sua galhofa as críticas sociais.
Durante o Modernismo, Machado foi severamente criticado por não ter tomado partido nas discussões sobre o Abolicionismo. A verdade é que Joaquim não queria fazer parte de cotas sociais, não queria ser lido e reconhecido pela cor de sua pele, não queria que tivessem pena de suas doenças.
Penso que não é preciso gritar aos quatro ventos nossas opiniões; principalmente quando isso é feito apenas pra chamar a atenção. Especialmente quando nem se acredita naquilo que se grita.
Ter opinião crítica não é fazer balbúrdia. Ter opinião é saber colocar-se no mundo, coisa que Machado fez mais e melhor que muito representante do Pau Brasil...
Abolição e Liberdade
Bons dias!
Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário for, que tôda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.
No golpe do meio (coup du milieu, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que acompanhando as idéias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas idéias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não podiam roubar sem pecado.
Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembléia que correspondesse ao ato que acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração.
Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo. No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
- Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que...
- Oh! meu senhô! fico. - ...Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos...
- Artura não qué dizê nada, não, senhô...
- Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.
- Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.
Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí pra cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.
O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes da abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dêle teve notícia; que esse escravo tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposições) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.
Boas noites. (19/maio/1888)
Referência: ASSIS, Machado. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 2003 p. 23-25
Que tenhamos todos uma excelente semana!
Beijo procês!
March 25, 11:56 AM
Estamos de volta com nosso Post Its que, sim, deveria ter saído na sexta-feira [ou há alguns bons dias...], mas né... A pessoa aqui anda tão atordoada que até perdeu a noção de dia da semana!
O Página 17 é um blog que foi criado há um bom tempo por mim e dois queridos amigos, Senhores Aris e Degu. Daí que a gente foi seguindo outros caminhos e o pobre blog acabou abandonado.
O bom é que num belo dia de férias, resolvemos ressuscitar o projeto e chamar mais dois parceiros pra completar, Senhores Xis e Super [Não, ninguém tem nome de verdade nessa turma, só nome de herói].
O blog é pra falar de nossas opiniões a respeito de livros, filmes, quadrinhos, enfim... tudo o que consumimos dessa tal "indústria cultural" [discípula de Adorno feelings...]. 'Bora lá conhecer?
Porque é sempre bom parar e descansar um pouquinho a cada 360 quilômetros, né minha gente?
3. Procrastinadores Anônimos
Eu adoro tudo o que a Gabriela Ventura, do Quinas e Cantos, escreve. Ela escreve como ninguém, e de um jeito que não tem como se cansar. Minha única e eterna reclamação é que ela escreve pouco, afinal, ela quer dominar o mundo e faz milhões de coisas ao mesmo tempo. ;)
Assim que li essa história sobre os procrastinadores, fiquei com vontade de espalhar pelo mundo, porque é genial. Super vale a leitura! Não só do texto, como do blog todo.
4. Eu te dedico
Infelizmente, a memória pras bandas de cá anda falhando mais do que devia, o que quer dizer que não lembro onde vi esse link. Mas o importante é que ele é uma delícia!
É um Tumblr com fotos e transcrições de dedicatórias feitas em livros. Não sei vocês, mas eu adoro escarafunchar a vida alheia através de objetos. Tenho cá pra mim que eles falam enquanto seus donos calam.
Enfim, link ótimo pros curiosos e bookaholics de plantão.
5. Enquete e sorteio n'O batom de Clarice
A querida da Ju, O batom de Clarice, está fazendo uma enquete sobre alguns aspectos do blog, e ainda vai sortear um marcador de páginas fofíssimo pra quem participar. Corre lá que é só por uma semaninha!
6. Mulheres que leem são perigosas
E ainda falando na Ju, ela criou uma tag muito bacana no blog, a "Mulheres que leem são perigosas", na qual ela posta fotos de mulheres lendo. A #1 foi com a querida Tati Feltrin, do Tiny little things, e a #2 é comigo!
Ps: As fotos que estão lá são da autoria da minha querida amiga Jolie, pra conferir o talento dela é só clicar aqui.
7. Quase Nada, Fábio Moon e Gabriel Bá
E os quadrinistas de hoje dispensam apresentações, de tanto que já os citei e elogiei por aqui.
| Fonte: 10 Pãezinhos |
Um beijo procês!
March 12, 07:00 AM
| Fonte |
Eis que Março chegou e eu ainda não havia feito um post sequer... Nesse 2012 a vida anda me cobrando muito, e por vezes demais acabo por perder a esperança.
E é por isso que hoje trago esse texto de Domingos Pellegrini, que fala exatamente desse sentimento que não podemos perder, pois se não o tivermos, a vida fica dura e pesada além da conta pra nossos ombros suportarem.
Espero que, mesmo nos sentindo como o "amigo" do texto, ainda tenhamos a capacidade de sermos como o pai...
Tenham todos uma excelente semana!
De pai para filho
- Pai, por que a gente existe?
- Pra melhorar. Aliás, perguntaram ao Dalai Lama qual a melhor religião, ele respondeu que a melhor religião é toda aquela que te melhora.
- Isso porque você é otimista, né, pai. Mas um amigo meu, que é pessimista, diz que toda religião é enganação e que a existência não tem finalidade nem sentido.
- Então não é teu amigo.
- Ele diz que a gente não melhora, não, pai, tanto que, por exemplo, sempre existiu e sempre vai existir guerra...
- ... enquanto existir gente que pensa como teu amigo. Mas Nelson Mandela foi preso porque pregava a luta armada e até o terrorismo contra o racismo, e saiu da prisão, quase trinta anos depois, falando em perdão e convivência, e com isso acabou com a guerra civil na África do Sul.
- Meu amigo também diz que sempre vai haver corrupção, e que o ser humano é corrupto por natureza.
- Também é o único ser, nesse planeta, que cuida dos feridos, e também o único que faz arte, cultiva a beleza e pratica a solidariedade.
- Mas meu amigo diz que essa história de responsabilidade social das empresas, por exemplo, é só disfarce pra ganhar simpatia do público e continuar tendo o máximo lucro possível.
- Só que as empresas solidárias sobrevivem, e as outras, mesmo com muito lucro, morrem. Solidariedade não é tática, filho, é espírito, e o espírito sempre vence. Na Segunda Guerra, os nazistas conquistaram vários países, até a França, e aí, entre eles, e a Inglaterra, havia apenas o Canal da Mancha e a aviação da Inglaterra, com muito menos aviões e armas. Mas os pilotos ingleses foram para o céu com o espírito de luta e sacrifício, não com espírito de conquista como os nazistas, e muitos morreram mas causaram tanto estrago que Hitler adiou a invasão para sempre.
- E no fim a vitória foi das democracias, mas meu amigo diz que a democracia é só disfarce para a ditadura do capital, os ricos mandando no Governo e na Justiça.
- Não enquanto houver gente que acredita na justiça e luta por ela. Aqui no Brasil um advogado católico, Sobral Pinto, defendeu o líder comunista Luiz Carlos Prestes, usando para isso os direitos dos animais, pois até isso negavam ao prisioneiro, e ele acabou solto. E agora mesmo tem gente lutando no Brasil para melhorar a Justiça, para ser menos lenta e para promotores continuarem a investigar a corrupção.
- Mas meu amigo diz que não adianta lutar porque os corruptos ganham sempre.
- Já eu vejo que perdem sempre. Começam perdendo respeito, depois perdem o sono, perdem a saúde, perdem o poder, tudo porque começaram perdendo a alma. Corrupção é, antes de tudo, carência de inteligência.
- Mas meu amigo diz que não tem jeito porque cai um corrupto, cresce outro que estava na sombra daquele.
- Os homens honestos, ao contrário, não se reproduzem nas sombras, mas na claridade, através dos bons exemplos. Você não vê que o povo mais pobre é quem mais paga as contas em dia?
- Não será por bobeira, pai?
- É por crença, filho. Acreditam em ser bons, fazer o certo e viver bem consigo e com os outros. Mas você não tinha hora no dentista? Então vai pensando que, na Idade Média, gente enlouquecia de dor de dente, e mesmo os ricos não podiam pagar um dentista porque nem existia dentista. Hoje, temos serviço odontológico de graça pela saúde pública. Alguma coisa melhorou, não?
- Pai, você devia dar aulas no meu colégio.
- Aula do quê?
- De esperança.
Referência: PINTO, Manuel da Costa (Organização e Apresentação). Crônica Brasileira Contemporânea. São Paulo: Moderna, 2005 p. 214-216.
Beijo procês!
February 27, 07:00 AM
| Fonte |
Ao ler a biografia de Clarice Lispector, primorosamente escrita por Benjamin Moser [cuja pseudoresenha você pode ler aqui], me deparei com inúmeras passagens que me fizeram parar, grifar, anotar, refletir, chorar... E uma das passagens que mais me marcou foi esse excerto de uma carta que ela escreveu para sua irmã Tânia, em janeiro de 1947.
Embora seja de uma tristeza sem igual, as palavras de Clarice, nessa carta, me fizeram renascer para alguns sentimentos que eu considerava adormecidos... Ela, como sempre, me fez pensar se estou indo pelo caminho certo, se estou seguindo o meu caminho.
Penso que nos importamos tanto com o mundo ao nosso redor, que, por tantas vezes, acabamos nos esquecendo do mundo dentro de nós. Por isso, e pela beleza de sempre, trouxe esse pedacinho de Clarice para compartilhar com vocês...
Carta de Clarice Lispector à sua irmã, Tânia (janeiro de 1947)
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. [...] Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. [...] Pretendia apenas lhe contar o meu novo caráter, ou falta de caráter. [...] Querida, quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e o interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma num boi? assim fiquei eu... em que pese a dura comparação... Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que você nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. [...] Uma amiga, um dia desses, encheu-se de coragem, como ela disse, e me perguntou: você era muito diferente, não era? Ela disse que me achava ardente e vibrante, e que quando me encontrou agora, se disse: ou essa calma excessiva é uma atitude ou então ela mudou tanto que parece quase irreconhecível. Uma outra pessoa disse que eu me movo com a lassidão de mulher de cinquenta anos. [...] o que pode acontecer com uma pessoa que fez pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó vital de uma pessoa deve ser respeitado. Ouça: respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver."
Referência: MOSER, Benjamin (Tradução de José Geraldo Couto). Clarice, .São Paulo: Cosac Naif, 2011 p. 302
Ps: A cópia do texto foi feita literalmente, assim, a edição é de responsabilidade de Benjamin Moser. No entanto, os grifos são todos meus, não existindo na versão orginal.
Tenham uma excelente semana!
Um beijo procês!
February 25, 06:00 AM
| Fonte: Cosac Naif |
Eis que chegou a hora de eu me entregar à biografia de dona Clarice Lispector, apaixonadamente narrada por Benjamin Moser...
"Lendo relatos de diferentes momentos de sua vida, é difícil acreditar que se refiram à mesma pessoa" [p. 15]
Comprei o livro há algum tempo, e havia lido alguns capítulos esparsos, mas tenho que confessar que ainda não tinha tido coragem de me entregar à leitura da primeira à última página. Tinha medo de ser sugada pela vida assim como o sou pelas obras de Clarice. Felizmente o meu medo se tornou realidade, e eu me joguei nos braços do furacão clariceano...
"O leitor de Clarice Lispector vê uma alma virada pelo avesso" [p. 17]
Eu não sou a mais apaixonada por biografias. A característica que mais faz com que eu me afaste desse tipo de leitura é a ânsia por objetividade e cronologia que a maioria dos escritores desse estilo persegue.
O que percebi em grande parte das biografias que li é uma necessidade de se criar um "calendário" da vida do artista, jogando fatos e ligando as obras com alguns acontecimentos. No entanto, a obra de Benjamin Moser passa longe dessas biografias enciclopédicas. Ela exala literatura, e não cronologia.
"'Meu drama é que sou livre', ela escreveu mais tarde" [301]
É certo que tudo é exposto em ordem cronológica, mas é uma ordem quase clariceana: que subverte o tempo, mescla elementos, faz ligações entrecortadas. As palavras de Moser mostram o gigante respeito que esse estudioso tem por Clarice; e até mesmo me arrisco a dizer que ele escreve como se estivesse o tempo todo em posição de reverência ao "Monstro Sagrado".
Gostei muito da forma como ele costurou a vida e os sentimentos da mulher Clarice com as obras da escritora. Muitas vezes, saber o que se passava enquanto um autor escreveu sua obra nos ajuda a sentir melhor essa obra. Não, não quis dizer entender, mas sentir mesmo. Porque a vida não explica a Literatura. A vida apenas nos dá as sensações para que compreendamos as palavras.
"Ela se debateria ao longo de toda a vida entre a necessidade de pertencer e a tenaz insistência em manter-se à parte" [p. 22]
Um dos momentos mais tristes do livro é o capítulo em que Moser trata da vida da família de Clarice na Europa. Deus do céu, como eu chorei. Chorava de tristeza, de medo, de revolta. Aliás, o pano de fundo histórico foi muito bem colocado. Não são apenas passagens de enciclopédia, mas sim acontecimentos que ajudam a situar a vida e a obra de Clarice dentro do resto do mundo.
Mundo esse no qual ela sempre foi uma estrangeira. É impressionante perceber como um dos maiores desejos de Clarice era o de pertencer. E embora nunca tenha tido essa sensação de pertencimento, hoje ela pertence a nós. Quero dizer, cada palavra de Clarice vive dentro de cada um de seus leitores. Hoje ela pertence ao mundo daqueles que, ao contrário do que ela queria, são monstros sagrados...
"Clarice escreveu em sua coluna: Com o tempo, sobretudo nos últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de 'solidão de não pertencer' começou a me invadir como heras num muro" [p. 501]
Benjamin fez um trabalho lindo, permeado pela delicadeza daquele que fala de alguém a quem tem profunda admiração. E nós, que também admiramos a escritora Clarice, podemos, através das delicadas palavras de Moser, admirar a mulher Clarice...
Ps: Aproveito pra indicar os vídeos que a Ju, d'O batom de Clarice, fez sobre Clarice Lispector. São lindos, e, assim como o livro de Moser, repletos de admiração. Os vídeos são esses daqui: Enfim, Clarice e Mais Clarice.
Informações Técnicas: MOSER, Benjamin (Tradução de José Geraldo Couto) . Clarice, . São Paulo: Cosac Naif, 2011.
Sinopse disponível no site da editora: Com o título Clarice, (lê-se “Clarice vírgula”), a Cosac Naify publica a mais completa biografia de Clarice Lispector, escrita pelo norte-americano Benjamin Moser. Resenhada com destaque pela imprensa estrangeira, como o jornal The New York Times e a revista The Economist, a obra revela, pela primeira vez, aspectos fundamentais na trajetória da escritora, desde a origem miserável e violenta na Ucrânia – para onde o autor viajou – ao reconhecimento crítico. A partir dessa pesquisa inédita, Moser tece relações entre a vida e a obra da brasileira – assim fazia questão de ser reconhecida – numa narrativa envolvente. O livro tem aberto os olhos internacionais para a literatura de Clarice Lispector, até agora restrita a alguns meios.
Escritor, crítico, editor e tradutor, Benjamin Moser nasceu em Houston, em 1976. Graduado em história, fala seis línguas, entre elas o português, que aperfeiçoou durante uma estadia no Rio de Janeiro. É colunista da Harper's Magazine e colaborador do The New York Review of Books.
Beijo procês!
Ps: Para ler a Ficha de Leitura do Desafio Literário é só clicar no link abaixo.
Tema: Nome Próprio
Mês: Fevereiro
Um pouco sobre o mim
Eu sou a: Patrícia Pirota
Moro em: Campo Grande - MS
Na net, você me encontra (Blog ou Site):
Neste mês, eu li:
Título: Clarice,
Autor do livro: Benjamin Moser
Editora: Cosac Naif
Nº de páginas: 748
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi a necessidade de fechar os olhos e sentir a vida junto com Clarice.
O livro é sobre vida e obra de Clarice Lispector.
Eu escolhi este livro porque eu estava adiando a leitura há meses... Quando vi o tema do Desafio, achei que era a hora de, enfim, enfrentar o enigma.
A leitura foi um misto de emoções...
O personagem que eu gostaria de me tornar era a Joana, personagem de "Perto do coração selvagem", do qual Moser faz diversas análises durante o livro.
O trecho do livro que merece destaque: "Clarice escreveu em sua coluna: Com o tempo, sobretudo nos últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de 'solidão de não pertencer' começou a me invadir como heras num muro" [p. 501]
A nota que eu dou para o livro: 5- Adorei.
February 24, 03:35 PM
Eis que depois de uma longa tempestade de volta às aulas, voltamos com nossa programação semanal dos Post its! E s'imbora pra eles, que o tempo urge, e o Carnaval já se foi, ou seja, a vida, no Brasil, definitivamente começou...
Companhia Musical
[Porque hoje é dia de Velha Guarda da Portela, em homenagem ao Carnaval que teve seu fim...]
- Volta - com Marisa Monte
- Esta melodia - com Marisa Monte
- Lenço/Gafieira - com Zeca Pagodinho
- Foi um rio que passou em minha vida - com [o mestre] Paulinho da Viola
- O mistério do samba (Parte 1) [Filme em homenagem à Velha Guarda da Portela]
Sorteio recheadíssimo feito pelas mãe e filha mais queridas da blogosfera! Juliana [O Batom de Clarice] e Margareth Gervason [Unhas sempre coloridas]. Corre lá que ainda dá tempo de participar! É até o dia 26.
Por falar em sorteios e gente querida, a Lia, do Quero morar em uma livraria, está sorteando nada mais nada menos que um moleskine lindo do Snoopy e uma ecobag lindona do livro "The Great Gatsby", além de marcadores fofíssimos feitos por ela. 'Bora lá, que o sorteio vai até o final do mês!
Por falar em sorteios e gente querida, a Lia, do Quero morar em uma livraria, está sorteando nada mais nada menos que um moleskine lindo do Snoopy e uma ecobag lindona do livro "The Great Gatsby", além de marcadores fofíssimos feitos por ela. 'Bora lá, que o sorteio vai até o final do mês!
2. Capas de quinta
Eu já devo ter dito que acho a Luara, do Isaac Sabe, uma das criaturas mais fofas desse mundo virtual... Por falar em fofura, além de ter um blog todo cheio de coisas bacanas, que vão desde dicas de livros até decoração, ela mantem essa tag, a Capas de Quinta, na qual ela comenta sobre capas lindonas de livros.
Recomendo uma visitinha com calma, porque, definitivamente, não dá pra ir no Isaac Sabe e ler um post só.
Eu já devo ter dito que acho a Luara, do Isaac Sabe, uma das criaturas mais fofas desse mundo virtual... Por falar em fofura, além de ter um blog todo cheio de coisas bacanas, que vão desde dicas de livros até decoração, ela mantem essa tag, a Capas de Quinta, na qual ela comenta sobre capas lindonas de livros.
Recomendo uma visitinha com calma, porque, definitivamente, não dá pra ir no Isaac Sabe e ler um post só.
Essa é uma das animações mais incríveis que já vi nessa vida! É uma historinha sobre livros, que vai além, muito muito além das estantes e bibliotecas. Já vi mais de uma vez, e não consegui cansar, de tão fofo que é!
Eu sou uma daquelas pessoas que adora ver a vida alheia através de seus objetos. Passo horas vendo decorações de casas de gente de verdade [não gosto daqueles editoriais de revista; me parecem sem vida demais], tags do tipo "What's in your bag", fotos de bibliotecas e escritórios pessoais...
Talvez seja por isso que achei esse projeto do Jason Travis tão incrível. Ele aborda pessoas na rua, e tira uma foto de seus rostos e do conteúdo de suas bolsas. É bacana ver o quanto acabamos nos parecendo com os objetos que possuímos...
Eu admiro por demais a Julia Petit. Seus vídeos são meu guia na hora de pensar em makes e penteados diferentes. E, apesar de não saber fazer muita coisa, os tutoriais dela me fazem pensar "Yes, I can!"...
Acho ótimo o fato de ela ser um ícone de moda e beleza e, ao mesmo tempo, ser tão gente boa e coerente. Digo coerente, pois o que mais vemos nesse mundo da beleza e, principalmente dos blogs que se propõem a falar de moda e beleza, é a falta de coerência [e, 1bora combinar, a falta de noção também...].
Nessa entrevista ela fala sobre internet, blogs, publicidade e afins. Boa pra quem está inserida na blogosfera, e também pra quem está apenas acompanhando.
6. Algo errado na educação
Não lembro como cheguei a esse vídeo... Fato é que o Pirulla falou muita coisa que eu guardo engasgada por anos...
Nos últimos dias passei por situações que me deixaram muito triste, e me obrigaram a pensar em outras formas de ganhar a vida se eu não quiser enlouquecer antes dos 40. Sim, é triste, mas é verdade...
O bacana do vídeo, além do modo como ele bota a boca no trombone, são as indicações de outros vídeos que ele faz, como os do Mario Sérgio Cortella, a quem admiro bastante...
Não lembro como cheguei a esse vídeo... Fato é que o Pirulla falou muita coisa que eu guardo engasgada por anos...
Nos últimos dias passei por situações que me deixaram muito triste, e me obrigaram a pensar em outras formas de ganhar a vida se eu não quiser enlouquecer antes dos 40. Sim, é triste, mas é verdade...
O bacana do vídeo, além do modo como ele bota a boca no trombone, são as indicações de outros vídeos que ele faz, como os do Mario Sérgio Cortella, a quem admiro bastante...
O [menina não pode] é um blog com quadrinhos e ilustrações da Libu. Ela não fala muito sobre si mesma no blog, mas fala por demais nas ilustrações.
O desenho é uma graça, e eu adoro a paleta de cores e as técnicas que ela usa. Quanto à temática, ela fala sobre coisas da nossa vida de mulherzinha, sempre com um jeitinho engraçado e fofo ao mesmo tempo.
Recomendo dicumforça, e deixo aqui duas tirinhas tiradas lá do blog dela.
Um beijo procês!
February 15, 06:00 AM
| Fonte: Intrínseca |
Enfim, eu li Pequena Abelha. Esse foi mais um daqueles livros lidos por uma conspiração do universo. Eu já estava desesperada pra lê-lo desde que vi esse vídeo de dona Ju [O Batom de Clarice], no qual ela recomenda dicumforça a leitura. E então o João fez um sorteio lá no Fósforo [blog ótimo, aliás, que super vale a visita!], e, pela primeira vez nesse mundo virtual, eu ganhei. Assim, não tinha como não ler. E, como previa a Ju, não há como esquecer da leitura.
"Não podemos escolher onde começar e onde parar. Nossas histórias é que são contadoras de nós" [p. 138]
Chris Cleave fez um trabalho primoroso, digno de ser colocado na minha prateleira de reler sempre que puder. Digno de ser estudado, revivido, revisitado.
Eu me lembro de quando o livro foi lançado. Dei de cara com ele na livraria, achei a capa de uma beleza sem igual, mas ele estava na estante dos super lançamentos da última semana, o que me fez ficar com os dois pés atrás [sim! Eu tenho problemas com lançamentos super badalados! Como diria a fofa da Luara, me julguem!]...
"[...] compreendi que não é pelos mortos que choramos. Choramos por nós mesmos, e eu não merecia ter pena de mim mesma" [p. 103]
O tempo passou e eu me esqueci dele, até a Ju declarar amor eterno por Abelhinha... Como confio nas opiniões de minha quase irmã ;), fiquei esperando que o livro caísse do céu, visto que estava em plena época de falência terminal. E eis que ele caiu "das nuvens", e me levou pra um lugar bem, bem longe da casa dos anjos...
"Eu era uma mulher moderna e a frustração era algo que eu compreendia mais que o medo" [p. 113]
Enquanto lia Pequena Abelha, não mais concebia o fato de haver vida fora das páginas do livro. Eu me apeguei a cada personagem, senti por eles ternura, raiva, estranhamento, simpatia, carinho, amor...
Eu quis muito sair pra passear vestida de Batman; quase me matei de vontade de ensinar a Yvette a falar como gente; senti uma vontade desesperadora de dizer pra Abelhinha que tudo ficaria bem, apesar de eu saber e sentir que, na vida, não é sempre assim...
"Sou o tipo de pessoa que precisa saber do que está falando. Não posso apenas escrever um discurso cheio de palavras vazias" [p. 165]
O estilo narrativo de Cleave contribui pra sensação de estarmos sentadas, numa sala, conversando com Sarah e Abelhinha. É como se pudéssemos ouvir cada uma das palavras, cada um de seus sorrisos e cada uma de suas muitas lágrimas. Como se compartilhássemos de sua dor, de suas histórias, de suas cicatrizes...
"Faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: 'Eu sobrevivi!'" [p. 17]
Cada capítulo é narrado por uma das duas personagens principais. Sarah e Abelhinha vão tecendo sua manta, e nos convidando a sentar com elas em torno da lareira de seus sentimentos, ouvir suas histórias, e - por que não? - compartilhar as nossas...
Pequena Abelha é um livro pra ser vivido, e não apenas lido. Caso o leitor não se entregue ao livro, a leitura não valerá a pena, pois é essa entrega que faz com que o livro se torne ainda mais especial. Essa presença nossa na história, e essa presença da história em nós...
"Palavras tristes são apenas uma outra forma de beleza. Uma história triste quer dizer: essa contadora de histórias está viva" [p. 17]
Se eu recomendo a leitura? Mais do que recomendo! Mas devo avisar que não há volta... Uma vez dentro do mundo de Abelhinha, não há mais como voltar, e nem como esquecer...
Informações Técnicas: CLEAVE, Chris. Pequena Abelha. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2010.
Sinopse disponível no site da editora: Não queremos lhe contar o que acontece nesse livro.
É realmente uma história especial, e não queremos estragá-la.
Ainda assim, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte:
Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa fazer uma escolha que envolve vida ou morte. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa... Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como a narrativa se desenrola.
Pequena Abelha é o segundo livro de Chris Cleave. Finalista do Prêmio Costa de 2008 como Melhor Obra de Ficção, foi indicado ao Prêmio Commonwealth Writers' como Melhor Livro de 2009.
Um beijo procês!
Ps: Para ler a ficha de leitura do Desafio Literário, é só clicar no link abaixo.
Tema: Nome Próprio
Mês: Fevereiro
Um pouco sobre o mim
Eu sou a: Patrícia Pirota
Moro em: Campo Grande - MS
Na net, você me encontra (Blog ou Site):
Neste mês, eu li:
Título: Pequena Abelha
Autor do livro: Chris Cleave
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 267
O livro é sobre histórias, memórias, vida e paz...
Eu escolhi este livro porque eu já estava louca pra ler, daí calhou de eu ganhá-lo num sorteio [do blog Fósforo], e de ele chegar no mês certinho do desafio.
A leitura foi deliciosa! Cheia de idas e vindas, de lágrimas, de sorrisos e de palavras e imagens que me confortaram o coração de gengibre.
O trecho do livro que merece destaque: "Palavras tristes são apenas uma outra forma de beleza. Uma história triste quer dizer: essa contadora de histórias está viva" [p. 17]
A nota que eu dou para o livro: 5- Adorei.
February 14, 06:00 AM
| Fonte |
É bem provável que a maioria de vocês já tenha notado que o meu sumiço da vida virtual começou assim que as aulas voltaram. Nada mais natural, afinal, eu estava acostumada com a vida boa de não ter obrigação nenhuma [além de tomar banho, comer e dormir], e, de repente não mais que de repente, tive que encarar o batente de novo...
Ando cansadíssima, cansadérrima... Peguei turmas novas de 6° ano, na disciplina de Português, o que quer dizer que preciso pensar no planejamento, criar aulas, me adaptar à realidade dos meus monstrinhos menores... Assim como para eles tudo é novidade, pra mim também...
Eu passei mais de 75% da minha vida docente lecionando para o Ensino Médio. Sabia de cor e salteado [será que alguém ainda usa essa expressão?!] todo o conteúdo, todas as manhas, as birras, as sem-vergonhices dos meus monstros adolescentes.
Dar aula para o Ensino Médio é quase como fazer um show ou uma peça por dia. Haja criatividade e desempenho pra fazer aqueles diabinhos se interessarem um cadinho que seja por Subordinadas, Sintaxe, Camões, Sermões, Parnasianismo e os milhares de "ismos" literários...
Com eles, a parada é meio que "pé na porta e soco na cara", porque a galera do Ensino Médio não gosta de professor fofinho, bonzinho e bobinho. Eles gostam é de ser ameaçados [no bom sentido, é claro!]. Gostam de professores carne de pescoço, que os desafiam e que os fazem ficar quietos só com a nossa presença.
Eu me considerava tranquila e confortável na arte de lecionar, até que há dois anos eu enfrentei minhas primeiras turmas de Ensino Fundamental II. No primeiro ano eu quase enlouqueci, mas assim, enlouquecer dicumforça! Não conseguia corresponder às expectativas da escola [uma instituição seríssima de ensino daqui da cidade], não conseguia criar vínculo com os alunos - afinal, professores de Ensino Médio não criam vínculos! -, não conseguia viver feliz em sala... Quase que eu abandono minha profissão pela segunda vez.
| Fonte |
Mas daí que eu tive a minha versão de fada madrinha, a senhora dona coordenadora, que me ajudou a enfrentar essa fase, que me deu força e compartilhou um cadinho de sua sabedoria comigo. Foi quando eu descobri que as diferenças entre Fundamental II e Médio são abismais!
No Fundamental II eles precisam de alguém que lhes diga o quê, quando e como fazer alguma coisa; mas tudo tem que ser dito da forma mais carinhosa e disciplinadora possível. Dá pra entender? Pois é, se é difícil entender, imagina fazer?!
No começo, eu não sabia direito como conviver com eles, afinal, não tinha sido "treinada" pra ser amorosa com as crianças. Eu ainda tinha a mentalidade de que o professor tinha que manter distância, pois, do contrário, a sala viraria uma bagunça.
Mas hoje, até o conceito de bagunça eu revi. Eu descobri que, muitas vezes, o que nós consideramos bagunça, é apenas o jeito cheio de energia que eles tem de se expressar. Confesso que há dias em que eu precisaria enfiar o dedo numa tomada 220 pra conseguir acompanhar os pestinhas, mas, ao menos, aprendi que seus abraços e beijos são naturais.
O 6° ano ainda está me ensinando muita coisa, como, por exemplo, que cinco anos no Ensino Fundamental I não são o suficiente pra eles aprenderem o que é parágrafo, letra maiúscula e todas essas outras coisas que nós usamos sem nem nos darmos conta. Eles precisam que seja dito quando se tem que "pular linha" no caderno, e quantas linhas são necessárias. Eles precisam que a gente "dê um visto" na agenda, pra não esquecerem de fazer a tarefa. Eles precisam não só de disciplina, mas de carinho também.
Não vou dizer que é fácil, mas é recompensador ver os pestinhas se desenvolvendo... E é por eles e para eles que passo tanto tempo debruçada em livros e sites, tentando criar aulas melhores, e ser uma professora melhor...
Frequentemente, eu escuto que eu estou desperdiçando meu talento no Ensino Fundamental. Inclusive, escutei isso numa entrevista que fiz recentemente, pra uma das escolas mais conceituadas da cidade, na qual, se quisesse, teria pego turmas de Ensino Médio com um salário astronômico.
| Fonte |
Mas já havia começado o bimestre, e, pra ganhar o salário "das estrelas" eu teria que sair da escola em que estou, e deixar a coordenadora e meus monstrinhos na mão. Confesso que fiquei tentada, afinal, trabalharia menos da metade pra ganhar o mesmo salário. Estaria no "meu ambiente" de Ensino Médio. Faria parte do time dos professores reconhecidos.
Só que não consegui. Não consegui pensar em despontar uma instituição que aposta em mim há dois anos. Não consegui não pensar na carinha de tristeza das fofuras do 6° ano ao saberem que a professora os abandonaria. Não consegui carregar essa culpa comigo.
Fico muito triste quando ouço por aí que professor de Ensino Fundamental não tem valor... Afinal, todos nós que estamos nesse barco, somos a base da educação dessas crianças. Temos um trabalho do cão pra ensiná-las não apenas Classes de Palavras e Funções de 1° grau, mas também como se comportar, como escrever corretamente no caderno, como falar com educação com o colega.
Eu espero ser valorizada como profissional [embora isso ande bastante difícil...], independentemente da série em que eu esteja lecionando. Além disso, esses dois anos no Ensino Fundamental me ensinaram tanto ou mais do que meus 10 anos no Ensino Médio.
E dá pra ver que, quando o assunto é minha profissão, eu esqueço da vida, né?
O que era pra ser um post falando sobre a volta às aulas, virou uma falação sem fim sobre tantas outras coisas...
De qualquer forma, tentarei conciliar meu lado workaholic com as funções do blog e do canal no Youtube. Aleluia que os feriados estão aí, lépidos e faceiros!
Quero aproveitar, e desejar um feliz retorno às aulas tanto pros colegas professores que me leem [Ju, beijo especial procê!], quanto praqueles que ainda são alunos.
Que seja um ano especial, cheio de aprendizado pra todos nós!
Um beijo procês!
Ps: Ao clicar na palavra "fonte", abaixo das figuras, você é redirecionado para as páginas das quais retirei as imagens.
February 13, 06:00 AM
Relendo uns pedacinhos do livro "Só para mulheres", de dona Clarice, encontrei esse texto, no qual ela fala sobre a necessidade de uma mulher cuidar das palavras que saem de sua boca.
Infelizmente, cada dia mais vemos por aí pessoas com os lábios lindamente maquiados, através dos quais jorram cobras e lagartos...
Penso que precisamos prestar mais atenção naquilo que falamos e naquilo que é realmente importante. De nada adianta estar "na moda" e não ter ideias pra defender. Como diria minha [e, provavelmente todas] avó: "Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento"...
Que tenhamos uma excelente semana, livre de cobras e lagartos!.
Para não bobear
Quando você era criança nunca leu a história de uma princesa linda, linda, mas - por maldição de fada ruim - que não abria a boca sem que desta lhe saíssem sapos, lagartos e ratinhos?
Pois o modo moderno de saírem "cobras e lagartos" da boca linda de uma jovem é o de dizer muita bobagem com os lábios perfeitamente maquiados. Só que isso não acontece por maldição de fada ruim, e sim por ignorância, por falta de instrução. Uma dessas "princesas" modernas, ouvindo uma conversa sobre Hemingway, perguntou: "Qual é o último filme em que ele trabalhou?"
Ler é um hábito que todo mundo devia ter. Não se quer dizer com isso que todos leiam "coisas difíceis". Mesmo uma revista bem informada - e bem lida - pode ser uma fonte de culturazinha que pelo menos evita "cobras e lagartos".
Informações Técnicas: LISPECTOR, Clarice (Organização de Aparecida Maria Nunes). Só para mulheres. Rio de Janeiro: Rocco, 2008 p. 06
Um beijo procês!
February 12, 03:01 PM
| Fonte: 10 Pãezinhos |
Meus amores,
Sei que ando ausente do blog e do Youtube. Ninguém sente mais minha falta neles dois do que eu mesma... Mas as aulas começaram, e eu voltei pros braços da minha faceta workaholic de ser. Além disso, como estava acostumada com a vida boa das férias, tenho me sentido mais cansada do que nunca, de modo que não consigo encontrar coragem para atualizar meus muquifinhos.
Esse post é só pra avisar que estou viva embora em estado de cansaço terminal e que logo volto pra colocar as coisas em dia.
Quero aproveitar e agradecer aos novos leitores e também aos velhos leitores. Muito obrigada pela presença, pelos comentários e pelo carinho. Esse blog não teria a menor graça se não fossem vocês, estrupicinhos!
Espero que todos tenham uma excelente semana!
Um beijo especial procês, da Patrícia, a fantasminha camarada!
February 08, 06:00 AM
"Do amor e outros demônios" foi a minha quarta leitura do ano, feita na primeira semana de 2012. Levei uma madrugada para devorá-lo. E até hoje (um mês depois), ainda não consegui digeri-lo...
"Vivo espantado de estar vivo..." [p. 55]
Ele me tomou avassaladoramente, assim como a raiva e a loucura tomaram Sierva Maria. A cada linha do romance, do sempre genial García Márquez, eu sentia como se algo dentro de mim estivesse sendo arrancado. Como se meu coração estivesse sendo colocado no lugar de onde nunca deveria ter saído.
Ao terminar o livro - lá pelas 3 horas da manhã - eu não conseguia me mexer. Fiquei, com o livro fechado sobre o peito, as mãos o agarrando, enquanto chorava como uma criança que perdera suas crenças inocentes.
A história de Garcia Márquez é absurdamente bem amarrada. Todas as personagens [e não são poucas, viu... Penso que ele resolveu repatriar um terço da população da China pros seus romances, porque olha... Vai ter personagem assim lá em Cem anos de Solidão, minha gente...] são bem demarcadas e bem construídas. Eu odiei praticamente todas! Mas não é odiozinho assim, pequeno... Não é raivinha. É ódio, dicumforça!
"Ela lhe perguntou num daqueles dias se era verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia. - É verdade - respondeu ele -, mas é melhor não acreditares." [p. 75]
Os pais de Sierva Maria são, de longe, os que mais tive vontade de matar. Mas não matar com um tirozinho bobo, não! Matar com requintes e melindres de crueldade, isso sim... #oalberguefeelings
O que mais me marcou na leitura foram as sensações que ela me despertou. Fazia muito, mas muito tempo que um livro não me estraçalhava dessa forma, como se eu fosse uma boneca de pano na boca de um cão feroz.
"A opressão do anoitecer ocupou o mundo" [p. 87]
Não vou me ater a contar o enredo do livro, pois acho que a sinopse fala por si. Penso que o mais importante é falar sobre como o livro agiu em mim...
Por isso, vou reproduzir abaixo um pedaço do rascunho que escrevi a mão logo que terminei de ler "Do amor...". Em algumas partes, mal consigo compreender minha letra, de tão fora de mim que ainda estava... Praticamente um "querido diário"...
"Tomo a liberdade de começar pelo fim... Ao terminar de ler o livro, meu peito doía como se algo o estivesse comprimindo. Minha boca estava amarga, meus olhos cansados e meus ombros pesavam muito mais que a mão de uma criança.
Ainda não sei dizer se García Márquez expurgou meus demônios ou acordou-os todos...Sinto minha alma pesada e triste. Vejo nas sombras meus medos, meus fantasmas.
Agora são 3 da manhã. Reza a lenda que é o horário dos demônios. Talvez seja. Talvez eu precisasse que a porta fosse aberta para que eles me abandonassem.
Escrevo como que para me salvar da sensação da loucura. Escrevo como que para me lavar das minhas dores. Escrevo por medo de me abandonar a mim mesma.
O livro que começou prometendo ser mais um romance latino-americano, com todas as suas cores, todos os seus cheiros e todo o seu gosto amargo, terminou sendo o meu golpe de misericórdia. Tenho vontade de andar quilômetros, só pra ver se a exaustão física sossega minha alma que sangra sua ferida em carne viva..."
Pois é... Um pouco exagerado, eu confesso. Mas foi exatamente assim que me senti logo depois de ler o livro. Agora me sinto mais calma, como se, realmente, eu tivesse expurgado meus demônios. Embora acredite que ganhei a companhia de alguns outros. Mas, no fim das contas, penso que é melhor ter amor e demônios do que ser fadado a cem anos de solidão...
"- Como estamos longe! - suspirou ele.
- De quê?
- De nós mesmos." [p. 142]
Informações técnicas: MÁRQUEZ, Gabriel García. Do amor e outros demônios. Rio de Janeiro: Record, 2009.
Sinopse da contracapa do livro [pois, por incrível que pareça, não há sinopse no site da editora]: [...] Do amor e outros demônios vem assim de uma inspiração de quase meio século. Mas sua história vai além. García Márquez viaja até fins do século XVIII, em pleno vice-reinado da Colômbia, esta ainda uma colônia da Espanha, para compor uma história de amor, cercada de sortilégio e feitiçaria, culminando num processo instaurado pela Inquisição. Mais uma vez um tema eternizado na literatura mundial - um dos desejos que elege as paixões e atinge as raízes mais profundas do ser humano: o amor.
Com um misto de religiosidade cristã e rituais africanos, a narrativa poética de García Márquez revela os laços que envolvem uma adolescente, filha única de um marquês, crescida no convívio de escravos e orixás, e um padre espanhol, incumbido de exorcizar os demônios que se acredita terem possuído a meninazinha, cujos cabelos jamais foram cortados em promessa atá a noite de seu casamento.
No cenário opressivo da sociedade colonial, do convento fantasmagórico, do manicômio de mulheres e da casa-grande em decadência, movem-se estranhas figuras dominadas por um cruel fanatismo - o segundo marquês de Casalduero, dom Ygnacio de Alfaro y Dueñas; a marquesa, dona Olalla de Mendonza; Bernarda Cabrera; Dominga de Adviento; Abrenuncio... [...] Ao unir a jovem Sierva María de Todos los Ángeles e o padre Cayetano Delaura em momentos de terno sossego e ardente volúpia, o mestre do realismo fantástico cria uma história com a força e a pungência de um drama de nossos dias.
Ps: Eu também falei do livro nesse vídeo aqui, ó: Leituras de MininaMá #5
Um beijo procês!
February 06, 06:00 AM
Num dia de férias, em que eu, Aris e Super estávamos passeando pela livraria, encontrei essa citação na primeira página do livro O ano da leitura mágica, de Nina Sankovitch.
Me apaixonei! Pela citação e pelo livro... Como já estava falida, não pude trazer o livro pra morar comigo, mas guardei a citação comigo. Resolvi compartilhá-la com vocês, pois, apesar de pequena, achei de uma inspiração revigorante!
Espero que nossa semana seja também um machado para nos quebrar o congelado da alma...
"Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."
Franz Kafka, Carta para Oskar Pollak, 27 de janeiro de 1904.
| Fonte: Menos um na Estante |
Informações técnicas: O ano da leitura mágica. Rio de Janeiro: Leya, 2011
Um beijo procês!
February 13, 04:46 PM
| Fonte: Editora Martins Fontes |
Ao me deparar com o tema do primeiro mês do Desafio Literário, senti um certo estranhamento. Pra falar bem a verdade, senti foi mesmo um baita desconforto. Fiquei imaginando como demônios eu leria e gostaria de um livro classificado como "Literatura Gastronômica"...
Como ainda estava inebriada pela literatura latino-americana, por conta do Señor García Márquez, acabei escolhendo o livro da mexicana Julia Laura Esquivel. Escolhi assim, no susto, no escuro.
E essa delícia de livro me tirou do escuro. Ouso dizer que ele será um dos melhores e mais fortes livros lidos em 2012. Sim, ainda estamos em Janeiro, mas penso que não esquecerei tão cedo todas as sensações, emoções, lágrimas e sorrisos [praticamente uma novela mexicana!] que esse livro me causou...
Não consigo escolher algo que tenha me marcado mais... Não sei se foram os sabores que eu imaginava sentir cada vez que lia as descrições das comidas de Tita; se foi o cheiro das rosas, quando Gertrudis tornou-se uma alma livre e um corpo em brasa; se foi o ódio que eu sentia escorrer de meus olhos cada vez que Mamãe Elena era... ela mesma; ou se foram as lágrimas que brotavam dos meus olhos sem pedir licença, cada vez que eu via a história de Tita se confundir com a história de minha família.
O livro retrata toda a força da alma feminina que perdura durante tantas gerações e por tantas localidades. Em "Como água para chocolate", não importa a geografia, pois as mulheres ali retratadas podemos ser eu, você, nossas mães e avós.
Eu li o livro em uma noite. Ia virando cada página, com uma sofreguidão que há muito não me tomava conta. A cada página eu queria matar a maldita da Rosaura, sentir o cheiro da cozinha de Tita e dar uma surra em Mamãe Elena.
Aliás, penso que Julia Laura Esquivel fez escola com Garcia Márquez, viu... Não sei se foi a proximidade entre uma leitura e outra, se é a temática latino-americana, mas vi muita coisa em comum entre ambos os livros [Falo aqui de "Do amor e outros demônios", cuja resenha sairá na quarta-feira]. Principalmente a capacidade de criar personagens detestáveis. Ah, sim! Esquivel também tem uma veia meio serial killer ali, mas não vou contar muito senão estrago o seu paladar, digo, sua leitura.
O livro é triste, mas ao mesmo tempo nos conforta. Não sei se me confortou pelo fato de eu ter alguém com quem compartilhar minhas dores, pois me senti acompanhada durante toda a leitura.
Não é uma história previsível, ao contrário, é cheia de reviravoltas, e, principalmente, feita de pessoas de carne e osso, das quais nunca podemos prever o próximo movimento.
No fim das contas, ler "Como água para chocolate" foi como experimentar uma comida que eu não conhecia. Primeiro veio o estranhamento, e depois o prazer que sempre temos ao nos render ao novo...
Informações Técnicas
ESQUIVEL, Laura. Como água para chocolate. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
Sinopse da Editora: "Neste surpreendente romance que tem como subtítulo Romance em fascículos mensais com receitas, amores e remédios caseiros, tudo gira em torno da cozinha. Cada capítulo é aberto com uma extraordinária (e perfeitamente realizável) receita, em torno da qual não só se aglutinam os comensais que as consomem como também se cozinham e coalham amores e desamores, risos e prantos (sobretudo risos)."
Um beijo procês!
Ps: Clique no link abaixo para ler a Ficha de Leitura do Desafio Literário.
Ps2: Um muito obrigada à Tábata, Dona Happy Batatinha, que me avisou, de forma fofa e educada, sobre o meu erro com o nome da autora. 'Brigadão, viu!
Ps2: Um muito obrigada à Tábata, Dona Happy Batatinha, que me avisou, de forma fofa e educada, sobre o meu erro com o nome da autora. 'Brigadão, viu!
Ficha de Leitura
Tema: Literatura GastronômicaMês: Janeiro
Um pouco sobre mim
Eu sou a: Patrícia Pirota
Moro em: Campo Grande - MS
Na net, você me encontra:
Blog Ainda Minina
Twitter @patriciapirota
Neste mês, eu li:
Título: Como água para chocolate
Autor do livro:
Editora: Martins Fontes
Nº de páginas: 205
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção... foram as cores fortes; elas me lembraram as obras da Frida Kahlo.
O livro é sobre... as escolhas que temos que fazer na vida, e sobre os sentimentos que nos carregam nos braços quando as tomamos. Além disso, é sobre como podemos continuar sendo quem somos apesar de tudo ao nosso redor querer que mudemos nossa essência.
Eu escolhi este livro porque... depois de ler Garcia Marquéz, me deu vontade de continuar lendo literatura latino americana.
A leitura foi... feita em um fôlego só, na verdade, quase sem fôlego.
O personagem que eu gostaria de matar é Rosaura. Porque ela era uma mulher sem nenhum pingo de personalidade, e que queria perpetuar os absurdos de sua mãe.
O trecho do livro que merece destaque: "Afinal, qualquer coisa pode ser verdade ou mentira, dependendo de que a gente acredite nas coisas verdadeiramente ou não" (p. 105)
A nota que eu dou para o livro: 5 - Adorei!
January 30, 04:51 PM
Essa é a primeira crônica do livro Bons Dias!, do querido Bruxo do Cosme Velho. E hoje, nem vou me estender muito na introdução, porque diante de tanta genialidade, só me resta calar e aprender...
5 de abril de 1888
BONS DIAS!
Hão de reconhecer que sou bem criado. Podia entrar aqui, chapéu à banda, e ir logo dizendo o que me parecesse; depois ia-me embora, para voltar na outra semana. Mas não, senhor; chego à porta, e o meu primeiro cuidado é dar-lhe os bons dias. Agora, se o leitor não me disser a mesma coisa, em resposta, é porque é um grande malcriado, um grosseirão de borla e capelo; ficando, todavia, entendido que há leitor e leitor, e que eu, explicando-me com tão nobre franqueza, não me refiro ao leitor, que está agora com este papel na mão, mas ao seu vizinho. Ora bem!
Feito esse comprimento, que não é do estilo, mas é honesto, declaro que não apresento programa. Depois de um recente discurso proferido no Beethoven, acho perigoso que uma pessoa diga claramente o que é que vai fazer; o melhor é fazer calado. Nisto pareço-me com o príncipe (sempre é bom parecer-se com príncipes, em alguma coisa, dá certa dignidade e faz lembrar um sujeito muito alto e louro, parecidíssimo com o imperador, que há cerca de trinta anos ia a todas as festas da Capela Imperial, pour étonner le bourgeois; os fiéis levavam olhar para um e para outro, e a compará-os admirados, e ele teso, grave, movendo a cabeça à maneira de Sua Majestade. São gostos.) de Bismarck. O Príncipe de Bismarck tem feito de tudo sem programa público; a única orelha que o ouviu, foi a do finado Imperador, - e talvez só a direita, com ordem de o não repetir à esquerda. O parlamento e o país viram só o resto.
Deus fez programa, é verdade (E Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, para que presida etc Gênese, I, 26); mas é preciso ler esse programa com muita cautela. Rigorosamente, era um modo de persuadir ao homem a alta linhagem de seu nariz. Sem aquele texto, nunca o homem atribuiria ao criador nem a sua gaforinha, nem a sua fraude. É certo que a fraude, e, a rigor, a gaforinha são obra do diabo, segundo as melhores interpretações; mas não é menos certo que essa opinião é só dos homens bons; os maus creem-se filhos do céu - tudo por causa do versículo da Escritura.
Portanto, bico calado. No mais é o que se está vendo; cá virei uma vez por semana, com o meu chapéu na mão, e os bons dias na boca. Se lhes disser já, que não tenho papas na língua, não me tomem por homem despachado, que vem dizer coisas amargas aos outros. Não, senhor; não tenho papas na língua, e é pra vir a tê-las que escrevo. Se as tivesse, engolia-as e estava acabado. Mas aqui está o que é; eu sou um pobre relojoeiro que, cansado de ver que os relógios deste mundo não marcam a mesma hora, descri do ofício. A única explicação dos relógios era serem iguaizinhos, sem discrepância; desde que discrepam, fica-se sem saber nada, porque tão certo pode ser o meu relógio, como o do meu barbeiro.
Um exemplo. O Partido Liberal, segundo li, estava encasacado e pronto pra sair, com o relógio na mão, porque a hora pingava. Faltava-lhe só o chapéu, que seria o chapéu Dantas ou o chapéu Saraiva (ambos da Chapelaria Aristocrata); era só pô-lo na cabeça, e sair. Nisto passa o carro do paço com outra pessoa, e ele descobre que ou o seu relógio estava adiantado, ou o de Sua Alteza é que se atrasara. Quem os porá de acordo?
Foi por essas e outras que descri do ofício; e, na alternativa de ir à fava ou ser escritor, preferi o segundo alvitre; é mais fácil e vexa menos. Aqui me terão, portanto, com certeza até a chegada do Bendegó, mas provavelmente até a escolha do Sr. Guaí, e talvez mais tarde. Não digo mais nada para os não aborrecer, e porque já me chamaram para o almoço.
Talvez o que aí fica, saia muito curtinho depois de impresso. Como eu não tenho o hábito de periódicos, não posso calcular entre a letra de mão e a letra de forma. Se aqui estivesse o meu amigo Fulano (não ponho o nome, para que cada um tome para si essa lembrança delicada), diria agora que ele só pode calcular com letras de câmbio - trocadilho que fede como o diabo. Já falei três vezes no diabo em tão poucas linhas; e mais esta, quatro; é demais.
BOAS NOITES.
ASSIS, Machado. (Introdução e Notas de John Gledson) Bons Dias! São Paulo: Editora Hucitec, 1997 p. 35-38
Um beijo procês!
January 27, 04:34 PM
E eis que depois de três lindas semanas postando certinho, Lady Murphy veio me visitar e eu deixei de postar a semana toda. Não vou ficar aqui de blábláblá tomando seu tempo, estrupicinho querido, pra explicar minha ausência. Porque né, ninguém merece!
Então 'bora lá pro Post its dessa semana...
Companhia Musical [Porque hoje é dia de Bêbados Habilidosos, banda de blues daqui de Campo Grande, formada por músicos queridíssimos e absurdamente talentosos]
Essa imagem é uma das mais lindas que já vi na blogosfera. Na verdade, a história por trás dela a torna ainda mais bonita. É sobre o rabino Yossi Raichik, e como ele ajudou as crianças do acidente de Chernobyl.
Vi lá no Menos um na Estante, da Márcia Lira, que é um blog muito bacana sobre o mundo literário.
Eu adoro os posts "Estantes de Quinta" do blog Bibliophile! E esse é um dos que mais gostei, afinal de contas, são as estantes do gênio Neil Gaiman. Tem como não amar?
E dona Ju Gervason, d'O batom de Clarice, fez um dos vídeos mais lindos já feitos sobre Clarice Lispector...
Durante o vídeo, Ju fala sobre a sua relação com a obra de Clarice. Fala do seu amor, dos seus sentimentos, dos seus trabalhos sobre ela.
Não assista ao vídeo esperando resenhas. Não. Ela faz mais do que isso. Ela compartilha sua paixão literária enquanto mostra, um a um, os livros escritos e publicados por Clarice. Assista e se apaixone.
Você gosta de Harry Potter? [Oi? Você não gosta de Harry Potter? Então pule esse post it e vá direto pro cinco. ;)] Você gosta de marcadores de páginas? Então você PRECISA fazer uma visitinha a essa página do Potterish!
Nela, estão disponíveis para impressão mais de quinze tipos de marcadores com ilustrações tanto dos livros quanto dos filmes. Todos lindos!
Descobri o link em um dos Marcadores de Quinta, do blog Happy Batatinha. Aliás, essa seção do blog da Tábata é um paraíso pra quem gosta de marcadores! Vale a pena conferir!
Achei essa ideia da Camila Kehl, do blog Livros Abertos, muito boa! Praticamente uma seção de utilidade pública!
Na tag "E-commerce", ela se propôs a contar sua experiência com compras de livros em lojas virtuais. Os posts são completíssimos e bastante úteis.
Nessa época em que os livros andam mais baratos nas prateleiras virtuais do que nas estantes reais, é sempre bom saber em quem confiar, né não?
Aliás, além da tag, o blog [descoberto n'O batom de Clarice] também é ótimo e vale a visita!
Não é novidade pra ninguém que eu sou apaixonada pelo Casa Chaucha, né minha gente? Um dos blogs sobre decoração mais lindos do mundo, e que me faz ter comichões de decorar até aquele cantinho mais escondido da casa.
Esses dias entrei na tag Epacios de Trabajo, e fiquei enlouquecida pra ter um escritório bem lindo, cheio de coisas fofas. Por enquanto, fico na vontade...
Se você está procurando ideias pra deixar seu cantinho de trabalho ou seu escritório mais bonitos, corre lá pra ver as lindezas que eles disponibilizaram...
O PhD [Piled Higher and Deeper] Comics é o tipo de tirinha perfeita pra quem vive ou já viveu dentro do caos que é o mundo acadêmico!
Criado por Jorge Cham [PhD em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford], o PhD Comics conta com um desenho bacana, e situações que retratam de forma bem humorada as dores e delícias de fazer parte da academia.
As tirinhas são em inglês, e nessa página estão todas listadas com nome e por ordem cronológica.
| "Piled Higher and Deeper" by Jorge Cham www.phdcomics.com |
Um beijo procês!