Olá!
Quem mantém esta página de Origami sou eu, Norberto Akio Kawakami. Um paulistano que encontrou o seu amor em Belo Horizonte.
Esta página tem como principal objetivo, difundir a arte do Origami, criar um grupo de origamistas mineiros e unir os grupos brasileiros para uma Convenção Nacional. Para tanto, procuro falar sobre tudo aquilo que sei e que estou ainda a aprender.
A primeira vez que tomei contato com o origami foi quando a minha mãe me ensinou a fazer o barquinho. Naquela época eu tinha uns 5 anos e gostei tanto que enchia a bacia ou o tanque com água e ficava horas e horas brincando com eles. Daí foi um passo para aprender o pássaro que bate as asas e depois o tsuru lá pelos meus 8 anos.
O meu interesse pelas dobraduras ficou adormecido por vários anos e renasceu em 2000 enquanto namorava a minha atual esposa.
Nestes anos todos até hoje, já evoluí muito. Para quem só sabia fazer barquinho, pássaro e tsuru, conseguir fazer uma Rosa Kawasaki, utilizar a técnica do wet-folding, origami modular, fazer origamis complexos do Yoshino Issei e arriscar a fazer oribanas, já são grandes avanços. Mas não param por aí. Sei que tenho muito a aprender ainda.
E foi com a idéia de compartilhar a trilha que já passei e a que estou caminhando que pensei em criar este blog: Origami - Transformando Papel em Arte.
Espero que com o resultado deste blog, haja o aumento da comunidade de origamistas no Brasil. Se você se interessou em participar deste grupo e quiser entrar em contato, basta escrever-me.
Abraços.
Texto original Origami Lobo de Hideo Komatsu do blog Origami - Transformando Papel em Arte
O Lobo é professor, precussor de novas idéias. Ele sai, aprende e volta ao seu clã para ensinar o que aprendeu.
O Lobo quando encontra e escolhe uma parceira geralmente é para o resto da vida, é ligado á família, embora mantenha um caráter individualista e solitário.
O Lobo partilha sua energia de cura com os demais. A energia desse animal nos ensina a buscarmos de nossa verdadeira matilha, nosso clã, família ou escolher um(a) companheiro(a) que possa acompanhar esse seu novo ciclo. Mas também importa, acima de tudo, é isolar-se de forma que possa escutar sua voz interior. Fonte: Terra Mística
Eu me identifico muito com esse animal e já estava procurando algum modelo em origami para dobrar. Foi então que, por coincidência, o modelo de autoria do origamista Hideo Komatsu estava sugerido para um desafio no grupo Origami Kawakami.
Eu demorei por volta de 4 horas para terminá-lo e foi bastante divertido e instrutivo dobrá-lo. É um modelo de nível intermediário a avançado e seria um dos modelos que eu indicaria a quem quisesse evoluir nas dobras, pois possui muitas manobras que são bastante úteis ao longo da experiência com o origami.
Inicialmente eu pensei em usar o papel TANT branco no tamanho 35x35cm, mas percebi que para o modelo ficar ainda mais bonito era necessário tingir o papel. Foi o que eu fiz. Usei tinta acrílica fosca nas cores preto e branco e fiz uma mistura cinza. Depois de ter analizado o diagrama, localizei onde era a região da cabeça, dorso e cauda do animal e tingi essas partes. É basicamente na diagonal vertical do quadrado.
Iniciei as dobras somente depois do papel estar seco e o resultado foi esta da foto abaixo.
Cada vez mais considero o papel TANT como um dos melhores papéis que já usei no origami. O modelo tem várias sobreposições de papel que se eu tivesse usado qualquer outro, muito provavelmente o modelo não conseguiria ficar como está na foto. Quando um papel não segura bem as dobras, a tendência é que quanto mais sobreposições vão acontecendo, as dobras cedem e o modelo nunca fica na posição que você quer. Neste caso em específico, as pernas do lobo estariam se afastando.
Caso você queira tentar dobrar, o diagrama está na Origami Tanteidan Magazine n.99 ou se você não tiver acesso ao mesmo, pode tentar através do vídeo abaixo.
Veja o Vídeo Origamo Lobo de Hideo Komatsu
Finalizando, ao utilizar um quadrado de 35x35cm, o modelo ficou com o tamanho de 20cm de comprimento, 5cm de largura e 7cm de altura.
Boas dobras.
Texto original 2012 é o Ano do Dragão do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Este é o 1º texto de 2012! Como vocês passaram o ano? Aqui festamos bastante…
Este ano, segundo o horóscopo chinês, será o Ano do Dragão e começará em 23 de janeiro de 2012. Para quem tiver curiosidade de ver como é a sua comemoração, a mesma acontecerá nos dias 21 e 22 de janeiro no bairro da Liberdade em São Paulo. Nas festas do ano novo chinês costuma-se ter a tradicional dança do Dragão que afasta o mal e traz a sorte para o ano vindouro.
Veja a Dança do Dragão no ano Novo Chinês
Nessa festa acontece também a dança do Leão que como na dança do Dragão, tem o simbolismo de afastar o mal e trazer sorte e fortuna no ano novo.
Veja a Dança do Leão no Ano Novo Chinês
Em ambas culturas são figuras míticas e são considerados os seres mais mágicos e espirituais já imaginados. Na Europa medieval, os dragões eram considerados maléficos e sempre retratados como bestas ferozes – se você viu o filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, você entendeu. Imaginava-se que causavam destruição e terror por onde passavam, mas apesar disso atraíam admiração de diversas pessoas. Eles tem a forma réptil com asas semelhantes ao do morcego. Possuem cauda longa e cospem fogo.
Ancient Dragon 1.1 de Satoshi Kamiya
Por outro lado, o dragão oriental é considerado como um ser supremo de extrema sabedoria. Sendo gentis e amáveis, protegem os fracos e por isso são venerados e não temidos como são os dragões ocidentais. São considerados protetores dos rios e mares, principalmente por quem vive próximo deles. Estes dragões tem o formato de uma serpente, mas com patas. Apesar de não possuírem asas, também podem voar.
Sabendo que existem diferenças entre um dragão ocidental e oriental, eu creio que para representar 2012 como sendo o Ano do Dragão, temos que dobrar um dragão oriental. Afinal de contas, é através do zodíaco chinês que sabemos quais são os animais de cada ano.
Assim, a minha recomendação recai sobre um modelo que gosto bastante que é o Eastern Dragon do origamista Joseph Wu. Para dobrá-lo, basta baixar o diagrama no link que acabei de deixar.
Para quem gosta de desafios e tiver o livro Origami from Copy Paper A4 volume 2 de Kunihiko Kasahara, veja o diagrama que está na página 74. É mais um modelo de dragão oriental bacana. Se você precisar de ajuda, veja o vídeo para dobrá-lo.
Veja o Vídeo Chinese Dragon – Kunihiko Kasahara
As explicações iniciais do vídeo são para se obter o papel a ser dobrado, mas de uma forma bem simples basta que você tenha uma tira retangular na proporção de 1:11 para dobrar esse modelo. Pule para o instante 4:00 e veja que ela inicia as dobras já com os quadrados marcados. Ou seja, você tem que ter seus 11 quadrados marcados em seu retângulo para acompanhar as instruções que ela lhe passará. Simples assim.
Boas dobras e desdobramentos para 2012.
Texto original Estrelas de Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Como o Natal está chegando, algumas pessoas tem perguntado sobre alguns modelos de estrelas de origami. Eu, particularmente gosto muito da estrela dimensional que já escrevi por aqui há alguns anos, mas percebi que ela é uma das poucas que vi.
Para compensar este fato, hoje vou sugerir algumas estrelas que podem servir de ornamento na sua árvore de natal.
Esta estrela é feita através de uma técnica chamada knotology. Essa técnica foi criada pelo origamista Heinz Strobl e utiliza várias fitas que vão se entrelaçando para formar figuras. Caso tenha curiosidade, veja a foto com alguns modelos no flickr.
Aqui no caso desta estrela, utilizaremos uma fita longa que ao atarmos o nó – daí o nome da técnica – fazemos surgir um pentágono. O tamanho da estrela depende principalmente da largura da fita e quanto mais larga, mais longa a fita terá que ser para que a estrela fique mais “redonda”. Ao mesmo tempo que mais comprida, menor deve ser a gramatura do papel, caso contrário, depois de enrolarmos o pentágono várias vezes, fica-se quase impossível dar o formato tridimensional se o papel for grosso.
Veja o vídeo “Como hacer estrellitas de papel”
Para colocarmos esta estrela como ornamento, podemos usar um papel vermelho laminado podendo usá-la como substituição das tradicionais bolas que ficam penduradas nos galhos. Isto fica especialmente melhor se fizermos para uma árvore de tamanho mediano, pois assim as estrelas não precisarão ser muito grandes. Para pendurar, pode-se usar uma linha dourada e fixá-la no início da confecção do nó que gerará o pentágono inicial dessa estrela.
A estrela de Davi normalmente tem pouco a ver com o Natal. Mas uma estrela de 6 pontas pode ser usada como ornamento na árvore ao usarmos um papel dourado ou prateado. O interessante desta estrela é que apesar dela ter 6 pontas, iniciamos as dobras com um quadrado, ao invés de um hexágono como poderiamos pensar.
Aqui não temos dificuldade até o passo final em que devemos desfazer um pouco as dobras de uma das pontas da estrela para que possamos formar a última. Nada que um vídeo não possa ajudar.
Veja o vídeo “How to Make an Origami Star of David”
Veja como ficou a minha estrela na foto abaixo.
Ao contrário de sua versão popular que é feita com 6 módulos, esta estrela de autoria do John Montroll é dobrada a partir de um único quadrado. Esta estrela é a mais difícil das 3 que mostro aqui e é necessário ter um pouco de experiência no origami para conseguir dobrá-la. O diagrama dela pode ser baixado no link Omega Star e o mesmo foi diagramado pelo origamista Frantisek Grebenicek.
Caso tenha dificuldade em conseguir terminá-la, aconselho a ver o vídeo abaixo e ir acompanhando a leitura do diagrama simultaneamente. Assim, conseguimos entender o ponto em que se teve dificuldade. Desta forma, aos poucos conseguimos destravar a leitura de diagramas em geral.
Veja o vídeo “Origami Omega Star by John Montroll”
Gostaram destes origamis?
Texto original Origami de Árvore de Natal do blog Origami - Transformando Papel em Arte
O Natal está chegando e fazer uma árvore de natal em origami é bem legal. Pesquisando sobre alguns modelos, encontrei uma que gostei por ter detalhes que se parecem bastante com a dos pinheiros. Infelizmente o seu autor – Francesco Guarnieri – nos disponibilizou apenas o Crease Pattern (CP) do seu modelo Abete 3, mas é uma ótima oportunidade para tentarmos aprender um pouco mais sobre como decifrar o padrão de dobras. O que mostrarei aqui NÃO é um diagrama. São algumas dicas para se obter o CP, mas vocês vão perceber que ao fazer o mapa de dobras dessa forma, será fácil dobrar esta árvore de natal.
Para começar a fazer o modelo, eu preferi usar os tamanhos 7,5×7,5cm, 10x10cm, 12x12cm e 15x15cm nos quadrados para fazer os 4 octógonos – veja o texto Como Fazer um Octógono a Partir de um Quadrado – das folhas e um octógono de 15x15cm para o caule. Isto me resultou num pinheirinho bem bacana de 11cm de altura. Para quem quiser saber o papel que usei para a da foto acima, são os da linha Origami nas cores 1010 e 1015 da Diamond Papers.
Lembrem-se que caso queiram fazer uma árvore maior, é possível fazê-la com mais módulos das folhas e ir aumentando o tamanho do quadrado. Por exemplo, no meu caso eu poderia colocar um de 18x18cm e outro de 21x21cm. E assim por diante. Reparem que se eu fizer uma árvore maior, o tamanho do caule também tem que aumentar e é sempre a do quadrado maior utilizado nas folhas. E ainda, a gramatura do papel começa a ter importância quanto maior for a árvore.
Olhando para o modelo do Abete 3 – clique o link que deixei – você verá que são apenas 2 octógonos apresentados. Vamos começar pelo mais simples que é o Crease Pattern do caule. Para deixar claro, a linha contínua é uma dobra montanha. A linha tracejada é uma dobra vale. As linhas preta ou vermelha são marcas já visíveis no papel. As linhas verdes são as que você ainda tem que executar.
Depois de você obter o seu octógono, você pode fazer as dobras vale que saem dos vértices – encontro de 2 lados – opostos que são algumas das diagonais do octógono. As dobras montanha são as que saem da metade do lado e vão para o lado oposto. Repare que nestas dobras, sempre fazemos com que o octógono seja dividido pela metade.
Passo 1 – para completar as dobras do caule, fazemos a dobra 1/4 do lado até atingir a diagonal. Aí fazemos a dobra 1/8, também até atingir a diagonal.
Passo 2 – agora basta repetir essas dobras por toda a volta do octógono.
Antes de iniciar as dobras das folhas, você deve ter feito as mesmas dobras vale das diagonais e dobras montanhas que partem do lado. Aquelas mesmas do caule e que dividiam o seu octógono pela metade. Lembra?
Como podem perceber no CP original, as folhas possuem mais dobras diferentes, mas mesmo assim é possível “adivinhar” algumas referências. A primeira coisa que reparei foi que as dobras se iniciaram com os 2 octógonos centrais. A partir daí, foi descobrir como fazê-los.
Passo 1 – o 1º octógono central a ser dobrado é levando o lado até a linha da dobra central que é paralela a esse mesmo lado. Faça essa dobra vale até atingir as dobras diagonais.
Passo 2 – repita isso com todos os outros lados e vire para o outro lado do papel. Repare que neste lado, as dobras se invertem. O que é vale do outro lado, é montanha deste lado. Isso é meio óbvio, mas sempre vale a pena lembrar.
Passo 3 – o 2º octógono central é obtido através da referência dos lados do último octógono dobrado. Repare que uma dobra diagonal cruza exatamente ao meio de cada lado. Essas são as referências para dobrarmos os lados deste 2º octógono. Vejam a figura.
Passo 4 – agora é fazer as dobras em V a partir dos vértices deste 2º octógono. Para fazê-lo, basta fazer uma dobra vale que parte do vértice fazendo com que a marca que está na metade do lado alcance a dobra diagonal do lado direito. Essa dobra é repetida do lado esquerdo, assim teremos o V de cabeça-para-baixo.
Passo 5 – Repita isso em todos os vértices e depois vire para o outro lado. Repetindo novamente para não esquecer, o que é vale do outro lado, é montanha neste.
Passo 6 – Agora iremos usar as dobras V como referência para finalizar o CP. Basta fazer coincidir o lado do octógono até uma das dobras adjacentes. Basta reparar que quando a dobra inicia pelo lado do octógono, as dobras formam um V de cabeça-para-baixo. Quando a dobra inicia pelo vértice, forma um V normal.
Passo 7 – repita as dobras em toda a volta do octógono e assim o CP está completo. A dobra que falta só aparecerá quando executarmos todas as dobras.
Passo 8 – a sequência para fazer a forma das folhas é efetuando as dobras dos octógonos centrais primeiro. Essas dobras farão com que o módulo fique tridimensional. A forma é parecida com a de um guarda-chuva. É um pouco difícil porque temos que fazer o papel se sobrepor.
Passo 9 – com a figura parecendo um guarda-chuva, agora basta criar suas pontas. Para tanto, é necessário executar as dobras do triângulo que está no lado e suas dobras adjacentes. Quando fizer, você reparará que os lados maiores desse triângulo ficarão unidos e as dobras adjacentes criarão uma trava. Repita o mesmo em toda a volta que você terá as pontas das folhas do pinheiro.
Se você executou todos os passos anteriores, meus parabéns. Ao tentar fazê-los, você já começou a assimilar um pouco de como decifrar um CP. Não é uma ciência exata, porque depende principalmente da experiência que você tem com o origami. E quanto mais tentar dobrá-los, mais experiência você terá para decifrar o próximo…
De qualquer forma, se você não conseguiu entender algum passo, deixo aqui o vídeo que a Sara Adams fez – por coincidência, ela publicou enquanto eu estava escrevendo este texto – mas ele só será realmente uma ajuda, se você tiver tentado dobrar o CP antes.
Como em quaquer vídeo, ter uma pessoa que faz as dobras antes, facilita muito dobrar um modelo específico, mas eles vão te deixando cada vez mais dependente de alguém para dobrar, principalmente se você for um principiante. Quebrar a cabeça faz parte de qualquer aprendizado, seja ele qual for.
Se você gostou de dobrar esta árvore de natal, volte ao flickr do Francesco Guarnieri e tente decifrar as dezenas de modelos que ele apresenta por lá. Um dos que recomendo é o Fiori Geometrico que já dobramos no Grupo Origami Beagá. Eles são uma boa diversão e um bom exercício na compreensão dos CPs.
Texto original Como Fazer um Octógono a Partir de um Quadrado? do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Algumas vezes é necessário ter uma forma diferente do quadrado para fazer alguns modelos de origami. Hoje eu lhes direi como fazer um octógono a partir de um quadrado.
Existe uma classe de figuras geométricas na matemática que são chamados de polígonos regulares. Polígono é tão somente uma figura fechada desenhada a partir de algumas linhas retas. Por exemplo, um triângulo é formado por 3 linhas; um retângulo, quadrado, losango por 4; um pentágono por 5… e um octógono por 8 linhas. Quando dizemos que eles são regulares, significa que os ângulos internos desses polígonos e o tamanho dos lados são todos iguais. Assim são o triângulo equilátero, o quadrado, o pentágono regular, …, o octógono regular.
Como no origami é mais comum termos um quadrado em mãos, saber um procedimento para obter outras formas regulares a partir dele acaba sendo mais prático. Para fazermos o nosso octógono regular, precisamos inicialmente dobrar a base preliminar ou quadrada.
Isso é fácil. Vejam só no diagrama abaixo…
Existem vários métodos possíveis para dobrar a base preliminar. Escolhi este por ser um dos mais fáceis e rápidos, além do que, é sempre interessante conhecer uma nova forma de dobrar uma base.
Agora falta pouco. O que precisamos fazer é definir onde teremos que cortar para que o quadrado resulte num octógono. Para conseguirmos as marcas, basta pegarmos o lado fechado da base quadrada e levarmos o lado direito até o vinco central vertical. Repetimos o mesmo com o lado esquerdo. Com isto teremos 2 vincos na parte aberta. Essas serão as marcas necessárias para fazermos o recorte. Vejam a linha vermelha na figura abaixo…
Agora o que faremos é fazer um corte nessa linha. Não use uma tesoura. Eu prefiro usar um estilete e régua neste momento para ter precisão no corte, afinal são várias camadas de papel para serem cortadas.
Depois de cortar, tada… basta desfazer as dobras que temos o octógono desejado. Fácil, né?
Texto original Filhote de Cão: Tingindo Papel no Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Uma coisa muito interessante que aprendi lá no Congresso LatinoAmericano de Origami foi o tingimento de papel. O Eric Madrigal nos apresentou toda a teoria e prática em sua oficina, já que ele é especialista em tingir papéis para os origamis que dobra. Para vocês terem uma ideia de como ele faz isso, visitem a página dele no flickr.
Uma coisa bastante importante é a diferença entre pintar e tingir o papel. Normalmente confundimos um e outro, afinal de contas, em ambos damos colorações ao papel que antes não existiam.
Quando pintamos, o que fazemos é adicionar uma camada de tinta ao papel no que resulta no aumento da gramatura do mesmo. Neste processo, o miolo do papel fica intacto, e se o papel rachar durante o processo das dobras, a sua cor inicial ficará aparente. Este é um efeito indesejado na maioria das vezes, pois dá uma aparência mal-acabada ao origami.
Por outro lado, quando tingimos, fazemos com que os pigmentos das tintas penetrem no miolo do papel. Neste processo, o papel, mesmo ao rachar, não apresentará aquela aparência rasgada tão aparente. As tintas que são normalmente usadas aqui são as que são solúveis em água. Isto porque o papel em sua composição utiliza adesivo que é solúvel. Assim, ao tingirmos, o próprio papel passará a absorver as cores em seu interior.
A forma mais eficiente que consegui tingir foi diluindo bastante a tinta acrílica fosca em água. A proporção foi de 1:5, ou seja, para uma porção de tinta, usei 5 de água. Vejam como ficou…
No filhote da esquerda, dilui menos a tinta e fiz apenas uns borrões com o pincel. No da direita, pintei por quase toda a superfície do papel com a tinta mais diluída. Em ambos, gostei bastante do resultado. O papel que usei foi um sulfite salmão na gramatura 80g/m². Neste caso em que o papel tem baixa gramatura, o ideal é dobrar o modelo só depois que o papel estiver bem seco, caso contrário ele pode rasgar. Ou se você quiser utilizar um papel com maior gramatura – acima de 150g/m² – você pode se beneficiar da umidade da tinta e usar a técnica da dobra úmida – wet folding.
Para aqueles que gostaram do modelo e quiserem se aventurar a dobrá-lo, vou avisando que esse modelo é viciante… Já dobrei mais de 15 deles… e ainda contando…
Origami Puppy Dog – Autor: Edwin Corrie
Divirtam-se criando a sua matilha de filhotes malhados.
Texto original Máscara de Vampiro do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Depois de um longo tempo, estou de volta. Foi uma pausa para pensar e digerir o que foi o 2º Congresso LatinoAmericano de Origami que este ano aconteceu em Santiago – Chile e organizado pelo OrigamiChile.
Andei pensando acerca do que o Eric Madrigal disse sobre a criação numa das conversas que tivemos. O que ele havia dito é que precisamos incentivar o impulso de criação nas pessoas que gostam de dobrar. E incentivar a criar não apenas aquelas criações complexas que já nos acostumamos a ver pela internet, mas também figuras básicas e intermediárias que atinjam um público amplo – o exemplo que ele me deu foi a revista da Nippon Origami Association – NOA – que publica mensalmente dezenas de diagramas de figuras do cotidiano da cultura japonesa.
Nesses dias fiquei pensando em como fazer isso. E como eu só consigo mostrar um caminho se eu próprio for percorrê-lo, acabei tentando criar algumas figuras.
Como é difícil gerar esse impulso de criação do nada, o que fiz foi escolher uma das figuras que gosto de dobrar muito – é a Máscara de Pã de Kunihiko Kasahara que já sei dobrar decor – e comecei a alterar algumas dobras dela. No origami original, não há troca de cor, mas eu acabei incluindo mais essa intenção na criação. Dessa forma, já consegui fazer algumas máscaras diferentes e ontem me veio a ideia de fazer uma máscara de vampiro, inspirado pelo dia das bruxas. O resultado foi este aqui da foto abaixo…
Reparem que os dentes do vampiro ficaram de outra cor. Sem esse detalhe, eu creio que a máscara não seria tão bacana.
Reforçando o que já disse, o fato bastante interessante é que para criar, não precisamos nos focar naqueles modelos ultra-complexos, nem ao menos nos preocupar em quão realista o modelo irá ficar. O foco está em criar algo e se deleitar com essa atividade. Tendo incutido esse impulso em si, aí sim, podemos nos envolver em criar algo mais complexo, se este for o seu desejo. Se não for, também está tudo bem. Veja lá na revista NOA – como foi sugerido pelo Eric – o quanto há de coisa legal e repare que a maioria deles não passa do nível intermediário de dificuldade.
Essa foi a minha primeira abordagem para a criação e tenho esperança que dessa forma eu consiga mostrar caminhos para que hajam mais criadores de origami no Brasil.
Texto original Origami Transformando Papel em Arte Repaginado do blog Origami - Transformando Papel em Arte
E aí pessoal? Beleza?
Demorei um pouco para escrever por aqui porque estive dando uma repaginada aqui no blog. O design anterior estava no ar desde 2007 sofrendo várias alterações desde então que o transformaram num frankeinstein – gente boa, mas difícil de ser compreendido – hehehe.
Então resolvi adotar este tema mais clean e ir mais direto ao assunto que é a difusão do origami através das redes sociais. Gostei dele porque já integra o twitter e o facebook – as duas redes mais populares aqui no Brasil – o que facilitou o meu trabalho de integração.
Para quem assina o meu blog e o lê apenas pelo rss-feed, está aí a imagem de como ficou. Aproveite para dar uma visita e ver na íntegra como o blog está mais bacana.
Agora deixando de lado esse papo pseudo-técnico-nada-origami, trouxe da minha viagem lá para Santiago uma bagagem bastante legal. Tem muitas ideias novas que às vezes fico meio paralisado porque não quero perder nada e fico sem saber o que olhar primeiro. Mas está tudo aqui arquivado nos origamis que fiz na capital chilena e também na minha memória. Dessa forma, escreverei por aqui nos próximos dias o que aprendi por lá.
Por enquanto é isso. Aproveitem para explorar a cara nova do blog e se tiverem algum problema, por favor, avisem-me através da página de contato.
Valeu!
Texto original 2º Congresso LatinoAmericano de Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Daqui a alguns dias embarcarei para Santiago – Chile. É lá que acontecerá o 2º Congresso LatinoAmericano de Origami. Espero trazer algumas novidades e novas ideias acerca tanto do origami em si quanto da organização de um evento desse porte.
As novidades de origami estarei divulgando aqui e se o wi-fi do hotel colaborar, publicarei algumas fotos no meu flickr e talvez 1 post lá em Santiago para dar uma ideia do evento para quem ficar no Brasil.
Depois do encontro, já tenho uma surpresa que ficou no ‘forno’ estes dias e estará no ar logo que eu voltar. Garanto que irão gostar…
Enfim, hoje foi só para dizer que estou arrumando as malas e tentando controlar a ansiedade. Sem falar que nem sei o que colocar na bagagem – além de papel é claro – porque lá tá fazendo muuuuuito frio e aqui a temperatura tá em torno dos 25ºC. Já dá para perceber que vou virar um picolé…né?
Texto original Como Encontrar Diagramas de Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Já faz mais de 10 anos que coleciono livros de origami. Esses de papel mesmo que para mim, não tem nada que substitua isso. Atualmente, as tentativas de transformá-los no formato eletrônico são todas infrutíferas porque insistem em colocar o DRM nos arquivos. Aí, você que comprou o ebook se ferra quando, num dia, a plataforma é descontinuada. Sem DRM, os ebooks são ok e os compro quando tenho oportunidade.
Nesses 10 anos já tenho mais de 150 livros de origami. E com isso vem um problema: como saber quais modelos estão nos livros? Em realidade, eu não sei, não. E nem me importo muito em saber. Por que?
Porque existe a internet.
Hoje estava querendo dobrar um barco a vela. Para facilitar as minhas buscas na rede, procurei pela palavra em inglês sailboat. Entretanto, não busquei no oráculo, não, porque apesar de ter resposta para quase tudo, não é a melhor ferramenta neste caso. Isso porque eu quero encontrar um modelo que esteja nalgum dos meus livros.
Para testar, fiz uma busca por origami sailboat no Google e obtive mais de 500mil resultados. Consultando apenas os 10 primeiros, nenhum deles me apresentou o nome do autor e muito menos de qual livro eles eram. Sendo que alguns deles mostravam um modelo tradicional sem citar isso.
Quando quero buscar por um modelo, eu procuro no Origami Database. Esse site funciona da mesma forma que um Wiki, ou seja, são os próprios visitantes que alimentam a informação que está contida lá. Atualmente estão cadastrados mais de 44mil modelos que estão em mais de 3mil livros. É um trabalho que vem crescendo a cada dia e que distribui prêmios a quem participa. Leia como ganhar prêmios ajudando o Origami Database.
Ali, eu posso buscar por nome do modelo, autor e título do livro. Fiz a busca por sailboat e o resultado foi de cerca de 180 modelos. Em todos eles estavam indicados o nome do autor e em qual livro e página o modelo aparece.
Aí ficou fácil. Bastou procurar na lista, quais livros eu tinha. Dentre os vários resultados, escolhi o Sailboat do origamista Philip Shen que está no livro Origami from Around the World. Clique aí no link que deixei que você verá o diagrama no Google Books.
Uma forma bem interessante é pesquisar no Google Books e ver se é possível visualizar o diagrama do modelo por lá. Para tanto, basta pesquisar pelo título do livro e se houver visualização do conteúdo, pesquisar pelo nome do modelo.
Caso o origami que procura tiver poucos passos, é possível que o diagrama esteja inteiro se a sua sorte estiver a seu favor.
Bem, na internet existem centenas e centenas de diagramas disponíveis. Entretanto, são poucos os repositórios que nos dão ferramentas decentes de busca.
Eu uso o Origami.com desde os primórdios e sempre admirei a quantidade de material que consta lá, além de tudo estar facilmente acessível. Tudo organizado em nível de dificuldade e também por nome do autor. Fácil demais.
Espero que essas ferramentas lhes ajudem a dobrar mais, mesmo que os modelos estejam em livros que não temos acesso fisicamente, pois a internet está aí para ajudar. E tudo legalmente.
Boa caçada e muitas dobras.
Texto original Grupo Origami Kawakami também no Facebook do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Como vocês já devem saber, o Grupo Origami Kawakami foi criado em julho de 2007 para ajudar quem fosse fazer o Curso de Origami Online - aliás, você sabia que esse curso está constantemente disponível aqui no blog?
Inicialmente, o grupo foi feito no Google e a troca de mensagens é até hoje através de emails. Ele cresceu bastante, contando atualmente com mais de 2100 participantes, inclusive possuindo um blog que é o Origami Kawakami – Aprendendo Origami e Dobradura onde o objetivo inicial era ser uma referência de modelos que foram indicados e dobrados pelos participantes no Projeto Calendário.
Com a recente popularização do Facebook, criei mais um canal para esse grupo. Assim, o Origami Kawakami surgiu por lá em março de 2011 e já conta com mais de 300 integrantes. Agora, quem gosta de interagir via e-mail tem o seu espaço e quem gosta do Facebook, também. Afinal, são públicos bem diferentes e cada um interagindo a seu modo.
Foi com a ideia de mesclar a informação entre esses 2 ambientes que resolvi dar mais um objetivo ao blog do grupo: a de mostrar modelos que cada qual estivesse interessado em algum momento. Assim, o grupo via e-mail saberia o que o do Facebook estava dobrando e vice-versa. Para deixar claro esse pequeno acréscimo nos objetivos daquele blog, resolvi mudar o seu visual.
Se você quiser participar via Email, inscreva-se através deste formulário, lembrando de informar um endereço válido.
| Participe do grupo Origami Kawakami |
| E-mail: |
| Visite este grupo! |
Se você quiser participar via Facebook, basta ir à página Origami Kawakami no Facebook e solicitar a sua participação.
E se você quiser ver o que estamos dobrando, visite o blog Origami Kawakami – Aprendendo Origami e Dobradura.
Participe e dê pitacos à vontade. Simples assim.
Texto original Aviões no Dia dos Pais do blog Origami - Transformando Papel em Arte
O dia dos pais está chegando e você ainda não conseguiu se decidir o que dar a ele?
Se ele for aficcionado por aviões como eu, uma boa sugestão que tenho é fazer uma coleção de aviões de origami. Mas não daqueles que são para ser lançados e voar, mas sim aviões que são réplicas dos originais ou ao menos parecido com eles. Com um pouco de esforço e dedicação, você conseguirá dobrar esses modelos tranquilamente. Lembrando que se não houvesse algum trabalho, o presente seria sem valor, não é mesmo?
A 1ª sugestão é dobrar um stealth figher ou avião de combate camuflado.
Veja como dobrar um Stealth Fighter
O 2º é um pouco mais trabalhoso, mas o resultado compensa. Esse é uma avião de combate que está no canal do British Origami Society – BOS. O ideal é usar um papel de gramatura de 90 g/m², pois os mais finos não darão o acabamento desejado, como o modelo ficando ‘molenga’. Entretanto, isso dificultará um pouco as dobras finais. Para executá-las, uma espátula é bastante útil.
Veja como dobrar um Jet Fighter – Parte 1
Veja como dobrar um Jet Fighter – Parte 2
O 3º é o F18 – Hornet. Ele é dobrado a partir de uma nota de dólar, mas se você não tiver, não se preocupe. Aconselho até que se faça com um papel maior inicialmente para treinar. Imprima a nota de um dólar e um papel A4 coincidindo a frente e o verso dela. As imagens estão no links que eu acabei de deixar. Esse é um origami um pouco mais difícil que os anteriores, mas mais por causa dos detalhes da nota que devem ser seguidos que pela complexidade das dobras.
Veja como dobrar o F18 – Hornet – Parte 1
Veja como dobrar F18 – Hornet – Parte 2
Veja como dobrar F18 – Hornet – Parte 3
E para finalizar, mostro o modelo F14 – Tomcat. Esse é o meu preferido devido o mesmo ter a geometria variável – heim?! – calma… isso só quer dizer que a asa desse avião se move automaticamente para melhorar a aerodinâmica conforme a velocidade do voo aumenta. Nesse origami, vemos que o avião tem 4 asas – 2 maiores na frente e 2 menores na cauda. Quando o avião vai atingindo velocidades supersônicas, as asas frontais vão recuando para trás até coincidirem com as 2 asas da cauda dando um formato triangular nas asas. Mas no modelo de origami, isso não é aparente.
Veja como dobrar o F14 – TomCat
E então, o que acharam desses modelos de avião?
Texto original Harry Potter Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Como vocês devem saber, a saga do bruxo Harry Potter está para acabar. Eu gostei da série pelos detalhes que ela apresentou como os retratos com movimento, seres mitológicos – unicórnio, hippogrifo, fênix, centauros, dragões, elfos, duendes… -, corujas como mensageiras, quadros com personagens vivos, etc…
Para comemorar o fim dessa era, podemos adaptar alguns origamis para representar elementos e personagens desses filmes.
O 1º deles que podemos fazer é o Pomo de Ouro. Essa é uma pequena bola com asas e que voa rápido. Ela é usada numa partida de quadribol e a sua captura determina o final da partida com o time que a capturou ganhando 150 pontos.
Origami Harry Potter – Pomo de Ouro
O 2º origami que podemos adaptar é o Dementador. Esses são os guardiões que cercam a Prisão de Azkaban para que caso alguém tente escapar, sugam a alma do fugitivo.
Origami Harry Potter – Dementador
A 3ª adaptação possível é a carta grito. Para vocês lembrarem, essa carta é aquela que o Roney recebe a bronca de sua mãe quando ele e o Harry pegam o carro voador emprestado. Isso acontece em Harry Potter e a Câmara Secreta. Para a adaptação, dobramos o Kissing Lips e o colocamos num cartão que abre e fecha.
Origami Harry Potter – Carta Grito
Para vocês conseguirem dobrar a boca que abre e fecha, basta acompanhar o vídeo abaixo
E então, vocês tem mais algumas ideias para adaptar origamis ao universo Harry Potter?
Texto original Colorindo Papel para Origami do blog Origami - Transformando Papel em Arte
No Encontro Internacional de Origami em São Paulo, na palestra do Aldo Marcell, pudemos aprender como colorir o papel nas cores apropriadas do modelo que queremos dobrar. Um dos modelos que ele dobrou para demonstrar a técnica foi o Colibri.
A técnica aplicada nesse caso foi colorir cada uma das faces do papel com tinta acrílica Acrilex. Essa marca foi sugerida pelo próprio Aldo Marcell pois ele já obtem resultados superiores segundo sua própria experiência.
Nos meus testes, estou usando um kit Art Kids Acrilex de tinta acrílica fosca. Esse kit vem com 6 cores – preto, azul turquesa, branco, vermelho fogo, verde musgo e amarelo ouro – que para experimentação é muito bom, além de ser barato. Para quem quiser ver a paleta completa de cores, basta clicar o link que acabei de deixar.
Neste exemplo, eu dobrei a flor Cosmos que aprendi com o Aldo Marcell depois das oficinas daquele encontro. Como essa flor não faz uso da troca de cor, é necessário que o centro do papel seja de uma cor diferente para que a mesma fique com o efeito desejado. Como escolhi dobrar a flor na cor azul, preferi usar um papel nessa cor e apenas colorir o seu centro. Se você quiser, pode usar um papel branco e colorir toda a superfície do mesmo. Colorindo inicialmente a cor das pétalas e deixando a região central em branco. Depois da tinta secar, aí basta colorir o centro. Se essa cor ultrapassar um pouco sobre a outra, não será problema, já que dará um efeito interessante de sobreposição de cores.
Um detalhe importante está na gramatura do papel. Como a tinta é a base de água, o melhor é que o papel tenha gramatura de cerca de 90g/m². Abaixo disso, o papel racha facilmente se a tinta não estiver totalmente seca.
E então, gostaram do resultado?
Texto original Encontro Internacional de Origami – Eu Fui do blog Origami - Transformando Papel em Arte
Eu participei do Encontro Internacional de Origami apenas no feriadão de Corpus Christi. Mas mesmo assim, foi muito bom. Foram 4 dias de muitas dobras e esticadas em alguns bares com destaque ao Empanada’s Bar.
Como em todo encontro de origamistas, o volume da troca de informação é tão grande que ficamos várias semanas digerindo e tentando lembrar de todas as idéias e dobras que foram trocadas. São várias técnicas novas e vieses diferentes de encarar o origami que ficamos perplexos com tanta novidade num mesmo lugar. Foi muito bom reencontrar as pessoas que conhecíamos de outros encontros, conhecer novas pessoas e fomentar essa troca que é tão gratificante participar. Brevemente escreverei alguns textos por aqui sobre o que aprendi.
Na quinta tivemos a palestra de Aldo Marcell. Ali conhecemos um pouco mais da história de suas criações e de como a falta de recursos fez com que ele criasse seus próprios modelos e materiais para dobrar.
Na sexta participei da oficina de Oribana com a Veronica Jamkojian que nos contou um pouco do que é o Ikebana – arranjo floral japonês – e de como podemos adaptar a suas técnicas para o origami.
E logo depois tivemos a oficina do Leonardo Vinícius com modelos de movimento que são bastante atrativos para as crianças.
No sábado eu participei da oficina do Colibri de Aldo Marcell. Foi uma oficina razoavelmente simples para um modelo bastante bonito. Na foto temos o próprio Aldo preparando o papel nas cores desejadas para dobrar esse pássaro. Como poderão desconfiar, a finalização desse modelo é através da técnica de wet-folding.
Depois foi a vez da Eva Duarte apresentar um ponto de vista bastante interessante. Ela nos apresentou diversas obras artísticas com suas respectivas releituras e nos mostrou ideias de como utilizar o origami como uma linguagem artística própria através de suas releituras das obras da pintora Beatriz Milhazes.
No domingo ainda participei da outra oficina do Aldo Marcell que nos ensinou a flor Zinia Elegans. Da mesma forma que essa flor é bonita, é difícil de ser dobrada de forma satisfatória. Eu mesmo já dobrei 6 e nenhuma delas ficou realmente bonita. Além de ser dobrada com a técnica do wet-folding, o tamanho e a escolha do papel são bastante importantes.
Tudo isso aconteceu e muito mais no final de semana seguinte. Sem falar das esticadas depois do encontro – onde dobramos mais – e do passeio pelo bairro da Liberdade que o Tico Volpato organizou…
Enfim, um feriadão com muitas dobras e risadas muito mais. Eu só tenho que agradecer a todos os que participaram, aos grupos Orisampa e Orkontro Origami São Paulo e principalmente a Vania Passos e ao Tico Volpato por fazerem tudo acontecer de forma tão bacana.
Se você ficou curioso em ver as demais fotos, basta clicar em fotos do Encontro Internacional de Origami em São Paulo.