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| A Pena e a Lei - Teatro do Jóquei |
A Pena e a Lei e o Movimento Armorial
Comemorando os quarenta anos do Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, apresentamos o espetáculo musical A Pena e a Lei do consagrado autor paraibano. O movimento tem como objetivo criar arte erudita a partir da cultura popular nordestina e abarca as mais diversas manifestações, música, dança, teatro, literatura, cinema, artes plásticas, arquitetura entre outras. Segundo Suassuna, "A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos folhetos do romanceiro popular do nordeste (literatura de cordel), com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares, e com a xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das artes e espetáculos populares com esse mesmo romanceiro relacionados".
Apesar de ter sido escrito em 59, o espetáculo A Pena e a Lei representa bem este movimento e foi o próprio Ariano quem autorizou o diretor Jorge Sorriso a montá-lo, além de entregar uma fita com gravações das músicas presentes no espetáculo. No encontro, que ocorreu em 1995, o escritor paraibano falou sobre o texto e fatos ocorridos em montagens anteriores, o que possibilitou uma criação próxima ao que foi por ele imaginado.
O texto é baseado na cultura popular nordestina, na literatura de cordel, nas festas, mamulengos e nos cantadores. Os personagens, estereotipados e com forte influência da commedia dell'arte e do teatro medieval, representam gente do povo e o jogo de poder entre as diferentes classes sociais. A Pena e a Lei é uma farsa da moralidade, uma tragicomédia, que apresenta a disputa dos homens pelas mulheres e pelos bens materiais, enganando uns aos outros, usando de poderes e outras táticas para alcançarem seus objetivos. Um vale-tudo no qual prevalece o famoso “jeitinho brasileiro”, que nem sempre dá certo.
No primeiro ato os atores interpretam como bonecos de mamulengo e vão atenuando estas características no segundo ato, até que, no terceiro, que se passa após a morte, os atores representam como seres humanos; isto serve “para demonstrar que só com a morte é que nos transformamos em nós mesmos”, de acordo com Suassuna.
O cenário, figurino demais elementos cênicos são baseado no teatro mambembe, com cenários e luzes de fácil transporte, lembrando as encenações circenses. A direção musical ficou a cargo de Marcelo Alonso Neves, indicado ao Prêmio Shell em 2008 com o espetáculo O Homem da Cabeça de Papelão e em 2010 com Cochambranças de Quaderna, também de Suassuna
Sinopse
O espetáculo recria com extrema fidelidade o que foi concebido pelo autor, Ariano Suassuna, com músicas interpretadas ao vivo com instrumentos típicos do nordeste, como a rabeca, e com os atores/cantores contracenando com mamulengos.
Baseado em elementos da cultura popular nordestinas, o musical diverte e provoca reflexões sobre a situação daquele povo, além de possuir canções interpretadas ao vivo e atores/cantores contracenando com mamulengos.
A peça apresenta-se em três atos numa trama de enganos e traições, retratando os valores e a moral do povo sofrido do sertão. Tudo se passa em Taperoá, uma pequena cidade do Nordeste. O primeiro ato, Inconveniência de ter Coragem, é um hilário quadrângulo amoroso entre o negro Benedito, que adora aprontar, a casadeira Marieta, Cabo Rosinha e Vicentão, dois cabras valentes e fortes.
No segundo ato, O Caso do Novilho Furtado, temos Mateus, acusado de ter roubado um novilho do patrão Vicente Borrote. Benedito consegue inocentá-lo apresentando testemunha inconteste: o Padre Antônio, que é surdo, caduco e atrapalhado.
No terceiro ato os personagens chegam diante da Justiça Divina, onde discutem a causa das respectivas mortes, descritas por Benedito e envolvendo lições e críticas de conduta, em que até o Cristo, de novo traído por Judas, é acusado de ter criado toda a confusão do mundo, embora lembre a fé, a esperança e caridade pelas quais os homens se salvam.
Sinopse reduzida
A PENA E A LEI de Ariano Suassuna. Dir. Jorge Ferreira Sorriso. Com Alice Motta, Carlos Albuquerque, Enildo Dellatorre, Fabio Gozzi, Fabio Steinberger, Flávio Ferreira, Henrique Lancaster, Márcio Aguena, Nilson Quirino e Sandro Maciel. Comemorando os 40 anos do Movimento Armorial e seguindo com fidelidade o que foi concebido pelo autor Ariano Suassuna, o espetáculo musical A Pena e a Lei apresenta em três atos “uma farsa da moralidade, uma tragicomédia, que apresenta a disputa dos homens pelas mulheres e pelos bens materiais, enganando uns aos outros”. (85 min) Teatro Municipal do Jóquei. Sex a dom, 20h. R$20,00. Livre. Até 02/10.
Ficha técnica
Autor: Ariano Suassuna
Direção: Jorge Ferreira Sorriso
Assistência de direção e cenário: Inalda Pimentel
Figurino: Christina Augusto e Jhon Santana
Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Preparação Vocal: Fernanda Faria
Produção: Paloma Varejão e Fernanda Faria
Realização: Fluxos Produções
Elenco
Alice Motta
Carlos Albuquerque
Enildo Dellatorre
Fabio Gozzi
Fabio Steinberger
Flávio Ferreira
Henrique Lancaster
Márcio Aguena
Nilson Quirino
Sandro Maciel
Músicos
Violino/rabeca - Jéssica Siúscu
Violoncello - Márcio Rangel
Percussão - Enildo Dellatorre e Flávio Ferreira
Serviço
Local - Teatro Municipal do Jóquei
Endereço - Av. Bartolomeu Mitre, 1110 - Leblon
Estacionamento - Entrada para o teatro: Rua Mário Ribeiro, 410 – Gávea
Tel. da bilheteria: 21 2540-9853
Horários - de sexta a domingo, às 21h
Data - De 02 de setembro a 02 de outubro
Ingresso - R$20,00 (inteira)
Classificação 12 anos
Duração - 85 minutos
Assessoria de imprensa
Norton Tavares
norton@teatrando.com.br