fernanda obregon
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isso porque ela náo provou o BOLO DE PÃO DE MEL RECHEADO COM DOCE DE LEITE _
O Café Girondino foi inaugurado no início do século XX, quando os tílburis e os bondes puxados por burros ainda circulavam nas ruas de São Paulo. Hoje o Café também é bar e restaurante, uma opção chamosa e histórica para quem está no centro antigo da cidade.
Tendo como vista o Mosteiro São Bento, o Café Girondino fica a poucos metros da Ladeira Porto Geral. Aproveitei para conhecer o lugar depois das minhas últimas comprinhas na Ladeira.
Como fui sozinha, não fazia idéia do que pedir, então perguntei para o garçom (como sempre faço) qual era a especialidade da casa. Sem titubear, ele respondeu que o Café Girondino tem o melhor arroz doce de São Paulo.
Eu nem estava com tanta fome, mas como não experimentar?
Pedi junto um chazinho preto para quebrar o doce.
Impossível descrever. O arroz é consistente, parece quase um pudim. Um leve toque de casca de laranja torna o sabor mais azedinho. Mesmo com a consistencia firme ele é leve, não da vontade de parar de comer.
Gostei tanto do que duas moças na mesa ao lado comentaram entre elas que devia ser muito bom o que eu estava comendo (Harry e Sally feelings). Eu escutei e respondi que era o arroz doce e que elas PRECISAVAM experimentar. Elas gostaram tanto que os dois caras da mesa de trás pediram também. Contaminei o café inteiro com a febre do arroz!!! :)
Eles não deviam nem ter cobrado o meu, tamanha a propaganda que eu fiz.
Mas confesso que não me dei por satisfeita.
O balcão de doces do Café Girondino vale mais umas dez visitas:
Não experimentei nada salgado, mas todo dia 29 é servido o “nhoque da sorte”. Tentador.
O ambiente é amplo e charmoso, um contraste gritante com a confusão e feiúra da ladeira e da Rua 25 de Março.
Tem um boneco sentado no teto do Café.
Eu tenho medo dele.
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Para mim, as melhores bijuterias na Ladeira Porto Geral são as da loja Iris Bijoux, que ficam no Porto Geral Shopping, bem no alto da Ladeira.
Já andei a rua com calma, entrei nos edifícios, visitei lojinhas minúsculas no sexto andar à procura de tesouros escondidos, mas hoje em dia vou direto na Iris Bijoux. Lá os preços não são nuoooosa que pechincha mas os artigos têm bom gosto (alguns) e acabamento bom.
O colar da foto ali em cima custou R$30, por exemplo (a maçã tem 1,5cm e o cordão é comprido).
Gosto de lá também porque fica bem na porta do metrô, então dá pra entrar e sair sem ter que esbarrar muito na multidão que se acotovela pelas ruas.
A Iris Bijoux é a loja 100 do Shopping e fica à direita de quem entra.
Nos sábados ela fecha as 16h e eles levam isso muito a sério.
Um dia eu nem notei que já tinha dado o horário e continuava olhando tudo bem tranquila, até que uma japonesa chegou com um conjunto de colar e brincos de coração de strass vermelho e me entregou: “Esse bonito, vende bem. Você leva esse. Caixa ali, só paga. Obrigada”.
As vendedoras não tem paciência com gente como eu, que olha tudo por 30min e leva só um colar, mas é só fingir que nem está se sentindo coagida e continuar olhando.
*Esse post eu estava devendo pra Flora, que trabalha comigo e inveja muito o meu colar de maçãzinha da Iris Bijoux. :)
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A vista do alto do Terraço Itália não é somente a mais impressionante de São Paulo, mas uma das mais incríveis do mundo. São poucas cidades no planeta em que você consegue subir no alto de um edifício de 45 andares e ver a cidade se espalhar até onde a vista alcança.
De noite a impressão que temos ao ver as luzes da cidade se espalharem aos nossos pés é que estamos diante de um tapete de estrelas.
O Edifício Itália, sede do CircoloItaliano, foi construído nos anos 60. Seu terraço divide-se em três ambientes: restaurante, piano bar e jantar dançante. Como a vista é simplesmente arrebatadora, estar lá no alto já é suficiente para mim, sem necessidade do jantar luxuoso nem da bandinha tocando músicas para o pessoal mais velho balançar o esqueleto.
Costumo ficar no piano bar, curtindo a música e o transe natural em que entramos nesse lugar maravilhoso.
Sentar perto da janela é imprescindível, obviamente.
Desculpem as fotos um pouco tremidas, o lugar tem a iluminação fraca para ajudar no clima intimista, o que fica lindo mas dificulta muito fotografar sem flash nem tripé.
Todo mundo que eu levo no Terraço Itália fica chocado com a beleza do lugar. É possível ficar horas só curtindo a vista, o piano e a companhia.
No andar do restaurante, adoro ficar olhando através do vidro as pessoas jantando, imaginando diálogos românticos. :) Sem dúvida nenhuma é um dos lugares mais românticos da cidade.
Entre as personalidades que já visitaram o lugar, destaque para a Rainha Elisabeth II:
O terraço está aberto para visitação durante o dia, mas a noite é cobrada uma taxa de R$20 pela visita se você não consumir nada. Apesar de o restaurante ser bem caro – geralmente acima de R$100 por pessoa – o piano bar tem petiscos e drinks muito bons com preços razoáveis, vale a pena pedir alguma coisa.
É possível ver as ondas do Edifício Copan, projetado pro Oscar Niemeyer, de um ângulo especial.
E ao longe, as antenas coloridas da Avenida Paulista.
Hoje em dia infelizmente o parapeito do Terraço Itália foi reforçado por um vidro grosso, que ameniza o problema do vento constante e gelado, mas atrapalha muito nas fotos.
As fotos deste post foram tiradas antes da colocação do vidro.
Todas as vezes que eu fui no Terraço tive experiências incríveis, com amigos especiais. Sempre que alguém novo chega à cidade é o primeiro lugar em que eu penso em ir.
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adoooooro as análises do Yub em cima das celebridades
As notícias (e vídeos) estão fervendo na internet.
http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/html/2011/10/zilu_mulher_de_zeze_di_camargo_minimiza_crise_da_dupla_202559.html
O que está sendo espalhado é que a dupla Zeze Di Camargo e Luciano terminou. Então, resolvi ver os Ciclos que cada um vive, numerologicamente falando.
Zeze Di Camargo nasceu 17/08/1962. Portanto, neste ano de 2011, vive o Ano Pessoal 2. É ele mesmo... o que tende a revelar vários ajustes a serem feitos em todas as parcerias que a pessoa se envolve: profissional, afetiva, etc.
Como se não bastasse, está no 4oTrimestre simbolizado pelo 6. Sim, estes que venho exemplificando aqui no Blog, como o Ano Pessoal 6 de Felipão e também de Kléber Gladiador.
Ou seja, Zeze Di Camargo vem desde o início do ano com essa possibilidade de separação, rompimento de parcerias (Ano Pessoal 2). E agora neste último trimestre de 2011, acentua-se essa tendência, uma vez que vive o TRIMESTRE PESSOAL 6.
E Luciano?? Ele nasceu dia 20/01/1973. Ele vive o Ano Pessoal 7. É um ano que pede maiores cuidados com a saúde, incluindo aí a necessidade de mais descanso, retiro, reflexão, interiorização.
Eu costumo dizer que cantor/a não deveria marcar shows em Trimestres de simbologia 7. E em Ano Pessoal, pelo menos, diminuir consideravelmente o número de apresentações. Porque o preço que se paga é caro demais.
Se os artistas tivessem uma consultoria numerológica, evitariam muitos dissabores.
E sabe qual o 4o.Trimestre de 2011 de Luciano?? Ele mesmo... o Trimestre Pessoal 2. O da tendência a rompimentos, desentendimentos e separações.
Um detalhe: tanto o 7 quanto o 2 pedem MUUUITO descanso. Para não correr o risco do corpo obrigar a pessoa a parar, descansar. E Luciano vive o Ano Pessoal 7 e o 4o. Trimestre (outubro, novembro e dezembro) simbolizado pelo 2.
Esperemos que seja apenas um desentendimento entre eles e não uma separação definitiva. Porque eu me emocionei com os filhos de Francisco. E os dois juntos formam uma dupla talentosa... Vamos ver... E desejamos uma recuperação no estado de saúde de Luciano! Descansa, cara. Descansa... Seus ciclos numerológicos mostram essa necessidade...
Beijãozão nocês...
Yub
Av Paulista com Rua Augusta.
Notória esquina simpática e agitada, dia e noite.
Depois da reforma do passeio da avenida, virou ponto de lazer.
Skatistas, ciclistas, casais namorando, violãozinho tocando LEGIÃO…
Até gente fazendo cooper passa por ali.
Nestes degraus e muretas, costumava ficar uma garotada vendo o tempo passar.
Especialmente aos fins de semana.
São Paulo lembra uma cidade do interior.
Mas sábado a caminho do cinema vi uns caras instalando umas grades.
Não entendi por que interferiam na fachada do banco.
Ao voltar, já tinham terminado o serviço.
Então saquei.
Claro, não querem ninguém nestes degraus e muretas, para ficar papeando ou ver o tempo passar.
Preferem o povo longe.
Povo é desordeiro e enfeia a fachada.
Esta é a minha contribuição para hj, o DIA DA DEMOCRACIA.
Essa semana, peguei dois textos pra ler em sequência e, serendipitosamente, eles faziam muito sentido juntos. Vejamos: primeiro, o artigo do Douglas Rushkoff sobre o #occupywallstreet e toda a questão da crise americana, perguntando: “Desde quando o desemprego é um problema?”. Bem, obviamente a pergunta é retórica e não se dirige às pessoas que estão desempregadas (o que seria perverso).
Rushkoff, isso sim, aproveita o gancho do desemprego pra lembrar que “o que nos falta não é emprego, mas uma maneira de distribuir justamente a abundância que geramos com nossas tecnologias, e uma maneira de criar significado num mundo que produz coisas demais.” Antes disso, vai mais longe: “como podemos organizar uma sociedade em torno de outra coisa que não o emprego?”
O ponto de Rushkoff é que a tecnologia permite que as pessoas, entre outras coisas, divirtam umas às outras, ajudem umas às outras a criar sentido (como sempre, o empreendimento mais difícil). Se o dinheiro circular nesse sentido horizontal, a economia seria um tantinho mais saudável.
Infelizmente, o argumento ainda soa mais filosófico do que prático (o que não deveria nos desanimar). No texto seguinte que entrou na minha fila de leitura, o escritor e ensaísta Sam Harris comenta sobre sua experiência com os Kindle Singles, os “livretos” digitais da Amazon de menor extensão e menor preço, criados justamente pra atender uma nova demenda de leitores que não querem gastar tempo para absorver 600 páginas de argumentação em torno de um assunto.
Diz Harris > “Os editores não conseguem cobrar dinheiro suficiente por livros de 60 páginas. Logo, os autores não conseguem se remunerar com eles. Mas os leitores estão começando a perceber que isso não é problema deles. Pior, a maior parte das pessoas acredita que pode dar um pulo no YouTube e assistir a uma conferência com o autor, ou então dar uma espiada no blog dele e, assim, absorver muito do que ele tem a dizer sobre determinado assunto.”
Ou seja: diminuindo-se os intermediários, é preciso contornar a questão da gratuitade para que as relações horizontais (quando nós consumimos conteúdos que nós criamos) sejam viabilizadas também economicamente. Sem excessos, mas economicamente.
***
Imagem: daqui.
As mulheres francesas estão fazendo um movimento para a retirada da escolha Mademoiselle (senhorita) dos formulários administrativos.
Ao preencher um papel ligado à administração do estado, os homens franceses assinalam simplesmente Monsieur (senhor). Termo empregado tanto para os casados como os solteiros.
Na mesma situação, as mulheres devem escolher entre Madame (senhora) para as casadas ou Mademoiselle (senhorita) para as solteiras.
Tenho encontrado na mídia artigos críticos à este movimento. Os argumentos avançados são conhecidos e sempre retirados das gavetas diante de qualquer novidade: “para que se preocupar com detalhes bobos”, “por que não atacar questões mais graves”. E lá vem a lista dos “verdadeiros” problemas: disparidade salarial, situação da mulher nos países árabes…
A linguagem reflete a realidade do mundo e o Mademoiselle é um termo condescendente e um dos símbolo das inegalidades. Por que definir a mulher em função da sua relação com o homem?
Nos Estados Unidos o Ms passou a ser utilizado após uma longa luta feminista. No Canadá o Madame para todas já era corrente, quando em 1976 foi oficialmente eliminado o Mademoiselle. A Alemanha já retirou dos papéis oficiais o Fräulein há muito tempo.
Em artigo recente, jornalista Claire Levenson manda um recado irônico aos defensores do Mademoiselle: o termo não reflete mais nenhuma situação real. Talvez ele seja utilizado, hoje, somente por sedutores que querem dizer à mulher que ela tem uma aparência jovem. Situação totalmente ultrapassada, out e demodée.
Ela povoa meu universo desde criancinha.
Imaginava o sotaque igual ao da minha avó; vovó nordestina, também Maria, e todas as minhas tias, também Marias. E eu também Maria. Somos todas Marias nordestinas.
Me sinto conectada com algumas coisas de forma tão intensa que não dá pra explicar. Maria Bonita, descrita com crueldade por muitos que cruzaram comigo pela vida, sempre me encheu de emoção. Lendo agora sobre ela, dei uma choradinha. O policial que a matou - degolada viva - disse que primeiro tinha pego Lampião, e que ela, muito ferida, se arrastou até o marido e implorou que fosse poupado. Nisso, o polícia a agarrou pelos cabelos e passou uma faca em sua garganta, deixando a cabeça pendurada na pele, e descreveu como foi necessário quebrar o osso e enfiar o dedo no que restava pra descolar as duas partes. O povo do nordeste tem um respeito endeusado por Maria e Lampião, grandes fazedores de justiça. É com essa história que me conecto.
Maria foi a primeira cangaceira. Lampião abriu o precedente para ela. Era um homem diferenciado. Além do bruto mítico, era artesão, poeta, farmacêutico e parteiro. Fez todos os partos da mulher e de outras mulheres, trouxe muitos filhos ao mundo. Foi um dos primeiros homens da região a ter um par de óculos, adorava ler. Era um homem culto.
Há poucos dias descobriu-se que Maria é de janeiro, e não de 8 de março. Grandes probabilidades dela ser caprina, que loucura. Entendo muito mais agora. E Lampião, tudo indica que seja canceriano, do início de julho. Coincidência demais, mais emoção ainda. Eu busco essas coisas e me dá uma felicidade sem igual quando eu sinto e materializa. O meu casal do peito dá liga com o meu eu-casal -- eu cabra ele carangueijo. Só quem vive sabe o encontro espiritual que é, pelo menos com as nossas configurações astrológicas complementares, que não param por aí.
Juntos, modificaram todo um mundo. Transformaram. Maria abriu a porta para que os outros companheiros de Lampião erguessem suas mulheres-guerreiras. E com isso veio Dadá de Corisco, Inacinha de Galo (lindíssima), Durvinha de Moreno...
Sei que Maria largou o primeiro marido pra ficar com Lampião, que passava pela fazenda dos pais dela. Ficou 10 dias hospedado lá, e na volta carregou Maria e suas duas malas. E acrescentou o "Bonita" no nome só de mimo. Ficaram juntos oito anos até serem mortos no mesmo motim policial, e peregrinaram mais muitos anos rodando o Brasil lado a lado sendo exibidos e examinados - apenas suas cabeças cortadas, pois os corpos foram deixados violados no meio do caminho. Na época, achavam que pra ser cangaceiro ou ladrão, havia alguma alteração na composição do homem, uma predisposição. Não acharam nada, obviamente. As cabeças ficaram expostas por anos num museu da Bahia até a família conseguir, na justiça, enterrar seus mortos.
Até hoje é complicado fazer com que familiares e convivas do meu casal ídolo falem sobre aquela época. Eles ainda existem, são centenários, e estão vivos. Mas rola um respeito ali que é coisa de louco, algo que a gente provavelmente nunca vai entender. Não é desse tempo. Poucos falam, e com isso a gente junta as peças e estuda.
Sou profunda admiradora desse povo e dessa história, e sinto que há dentro de mim um pedaço de Maria Bonita.
Hi everybody! It’s that time of year again – time for Plush You!
Plush You! is a HUGE gathering of plush toys put together every year by Kristen Rask of Schmancy. Here’s just a few of the awesome things that were made just for Plush You! this year.
Coffee Pot by Scrumptious Delight
Strong Men by Pink Cheeks Studio
Pacific Giant Octopus by fog and swell
Excellent stuff. If you’re in the Seattle area, be sure to check out the show! You’ll be glad you did.
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Fico feliz de ter amigos assim, que não tem medo de dar beijo na boca na rua.
Senhoras e senhores, esta é a capa da Trip de outubro. Um especial sobre diversidade sexual. Há uns dois meses uma amiga me falou sobre esse tema e até pediu umas sugestões de pauta e enviei. Assim que esbarrar pela revista, vou comprar. Pelos temas que vi na capa, eles fugiram do lugar comum, o que muito me agrada.
Assim que a publicação divulgou sua capa vi muita gente dizendo “nossa, que tapa na cara da sociedade, parabéns Trip” ou então “A Trip fez o que a Globo até hoje não teve coragem de fazer”. Sinceramente, acho que a Trip não deu um tapa na cara da sociedade e muito menos fez o que a Globo nunca teve coragem de fazer. A Trip deu um soco no estômago de todos os gays e fez o que poucos gays tiveram coragem de fazer. Essa edição não é só pra falar com a sociedade heteronormativa, mas pra dar uma bela voadora em tudo aquilo que a massa média LGBT anda fazendo.
O público LGBT hoje conta com duas grandes publicações: a G Magazine e a Junior. A primeira, de conteúdo majoritariamente sexista, com homens de pouca roupa ou nenhuma. Essa publicação tem 13 anos e está sempre por aí desnudando famosos e anônimos, como a Playboy faz para o mundo há anos. A Junior, com poucos anos de banca, é uma revista mais comportada, voltada a um soft porn no máximo e com o enfoque mais jovem, uma espécie de Capricho Gay. Agora pegue todas as publicações. Veja quantas das 33 capas da Junior ou das 163 da G Magazine figuraram um beijo entre dois homens. Vou economizar seu tempo na busca: nenhuma. A G Magazine até publicou um ensaio com Alexandre Frota beijando um rapaz, mas essa foto foi pro interior da revista. É bem mais rotineiro ver trigêmeos nus, ou uma “trilogia do prazer” escancarada do que um beijo como fez a Trip. A Trip não precisou apelar pro sexismo. Não precisou reforçar a ideia do homossexual promíscuo guiado pela libido. A Trip sim respeitou o homossexual. As outras publicações só chumbaram a ideia de sexo-gueto-sexo-diva-sexo-sexo-consumo-diva-sexo.
Você diz que a Trip fez o que a Globo não teve coragem de fazer, mas quantas vezes você já deu um beijo no seu namorado no meio da rua? Nada adianta cobrar uma postura da TV que você não se dispõe a mostrar a sociedade. Quantas vezes você já deu a mão pro seu namorado num restaurante ou tentou não se esconder? A televisão, hoje pelo menos, apesar de todos os chavões em seus humoristicos, coloca o gay numa posição de mínimo respeito em sua teledramaturgia. E você? Se respeita? Respeita a diversidade sexual como um todo? Ou fica com o pensamento que “bissexual não existe, é coisa de homem que não sabe o que quer” ou exclui travestis e transexuais do seu convívio? Sim, porque isso existe no meio LGBT. Então, caros amigos (opa, revista errada), que tal olharmos um pouco mais pro nosso lindo rabinho antes de jogar bosta no ventilador?
Além da beleza da foto, a Trip é corajosa e bate na cara de todos os gays por não colocar esteriótipos ou fetiches. São dois homens. Eles se beijam. E isso basta. Passa a mensagem. A Trip ensina em outubro muito mais do que dizem suas chamadas. Ensina a todo mundo se misturar a população e parar com o pensamento segregado e de coitadismo. Ser gay é um mero detalhe. Ser gay, na verdade, não significa nada. Você é bem mais que com quem você transa ou deixa de transar.
Parabéns a Trip. Parabéns pelo questionamento. Parabéns pela coragem de expor que nós homossexuais não temos a coragem necessária pra mudar tudo. Parabéns por inserir o homossexual no universo. Parabéns por esse soco na boca do meu estômago.
PS: caso algum revoltoso não tenha percebido, uma dica: eu também sou homossexual. A diferença é que não forço uma barra pra me camuflar. Tampouco acho necessário alardear com quem eu transo. Antes de ser gay, sou um monte de outras coisas legais e mais uma cacetada de coisas babacas. E todo mundo é assim. Inclusive os heterossexuais.
Profile
Experience
- May 2010 - PresentConsumer Insight / Talk Inc. ResearchDeveloping online methods for qualitative research: surveys, diaries, online focus groups,, online marketing research communities (OMRCs) and other methods from gathering insights online.
- Apr 2008 - PresentPlanner - Online Research / Box 1824 Planejamento e Marketing.I began working as a Planner Assistant at Box1824 qualitative researches. But suddenly, my job description changed: I started working in a new project inside Box1824 that envolved qualitative research, customers and internet. My job was to help Box1824 to give life to a new way of making research. The project that started in May 2008 became the core business of a new company: TalkInc (February 2010), where I've been working since then.
- Apr 2007 - PresentPlanner Assistant / Duplo M Comunicação e MarketingDesk research, experimental qualitative market research and even a project of mistery client (or mistery shopping).
- Aug 2003 - PresentLanguage Instructor / Wizard Language Education CenterTeaching English for kids, teenagers and adults. The levels were from beginners to advanced. As a language instructor, I learned teaching techniques, improved my knowlege in the English language and had a great fulfillment in seeing people learning.
Education
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2011 - 2013PUC-SPEspecialização in Semiótica Psicanalítica
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2008 - 2008ESPMCurso Intensivo in Pesquisa e Psicologia do Consumidor.
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2000 - 2005Universidade de Caxias do SulBacharel in Comunicação - habilitação Publicidade e PropagandaActivities: _ Estágio em uma pequena agência de publicidade _ Estágio na UCSTV (canal universitário) no setor de Audiovisuais, criando roteiros.
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@alemoa hahhaha saudades eternal deste dia. Cadeee 3 sacolés pelo preço de 1 pq somos bonitas? Kd LEYO MANOS?
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Gente, O NENÊ TÁ ACARICIANDO O GATO. Eu morro e 70% da Internet morre junto!!! http://t.co/k1hZqJ73
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Tô pirando muito assistindo ao documentário Bebês. Tô no minuto 26 apenas.
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Já estou con saudades do carnaval do Rio.
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@sheilazago <3 ainda to cambaleando dos ácaros
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The furniture you own should be a culmination of all diferent people you have been at diferent fonts in your life”.
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Dance sequences from 42nd Street (1933), choreographed by Busby Berkeley.
The French dancers “Joan et Myrtis “, agility and smooth elegance, 1931
Ainda no tema “Duetos solo”, agora uma daquelas apresentações a la Show de Calouros do Sílvio.
É o ápice do canto & represento travesty.
(Dica da Ceci Zaros)
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