Mauro Siqueira
Assistente editorial, escritor, colunista do site O BULE, colaborador da livraria Blooks, fomentador e instigador de redes sociais e entediado nas horas vagas
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mas só amanhã... RT @NandaMeloo: Como boa procrastinadora que sou, vou fundar o partido PPAT: Partido das Pessoas Que Adiam Tudo.
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VITROLA DA RAPADURA: Bob Dylan está completando nesta quinta-feira, 24/05, 71 anos de puro folk. Parabéns Mr. Dylan! http://t.co/0i2rLgnG
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I'm at Ediouro Publicações w/ @raquelbelem [pic]: http://t.co/gxY8yMJd
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Baby board books, featuring stories by Shakespeare, Jane Austen, Charlotte Bronte - adorable! http://t.co/Lnd77R3j via @pinterest
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É muito alegria pra um dia só!
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Estou em Vezpa Pizzas (Rio de Janeiro, RJ) http://t.co/WzgTTib6
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Estou em Kaikan Sol da Paz (Rio de Janeiro, RJ) http://t.co/9hKX1j6U
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Estou em Prefeitura do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ) http://t.co/6YFBVtlp
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Estou em Santander Ediouro (Rio de Janeiro) http://t.co/OxkvunS1
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I just ousted @leo_harrison as the mayor of restaurante 3° andar - Gastroservice on @foursquare! http://t.co/FAGVRwJR
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Estou em restaurante 3° andar - Gastroservice http://t.co/eEH7uEog
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@doalf @alissondahora senhores preciso ir dormir estou um velho
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quer dizer, então, que tempurá é português e não japa. Pode, produção?
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@alissondahora @doalf retinas tão fatigadas...
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@doalf porra, jura que anda lendo os Sacconi e Napoleão Mendes da vida?
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“Está tudo bem?” — Tânia perguntou, do lado de fora.
Zero de resposta, apenas o som da escovação. De súbito, abriu a porta, Tânia no caminho, empurrada no sofá, Túlio apenas abriu a porta e saiu...
Sem entender nada e chocada com a reação do namorado, o olhar de Tânia se perdia na porta aberta; do banheiro, a torneira ainda aberta, sentiu um cheiro forte, levantou-se e quando entrou suas pernas reagiram antes e tremiam sem controle. A louça agradável e aconchegante digna de uma revista de decoração das paredes manchada de sangue; no chão, antes impoluto e combinando perfeitamente com o restante do ambiente, poças de uma coloração amarelada e viscosa, um cheio acre em todo o lugar — a torneira aberta, tubos inteiros de creme dental usados, a sua escova largada dentro da pia...
“Que merda é essa?...” — foi o que Tânia conseguiu dizer.
“É onde a moça trabalha, o que eu posso fazer se o único momento que ela pode é lá!? Antes eu não fosse educado e ficasse com o livro...” — respondeu ele a namorada, antes de sair e perguntar se também não queria algo da rua. “Só cigarros” — disse ela, ainda achando tudo estranho.
O bar não era nenhum desses inferninhos ou lugares de reputação ambígua que permeiam o cinema e a literatura. O local não estava cheio àquela hora, na mesa de sinuca, dois funcionários do lugar arrumavam as tudo, nem música havia. Túlio vasculhou o lugar e aproximou-se da moça do caixa e perguntou quem era ***
“Sou eu.” — respondeu com um sorriso. Túlio abriu a mochila e já ia entregando o livro quando *** pegou no seu braço e disse, espere, aceite uma cerveja como agradecimento.
Sentaram-se no bar mesmo...
“Sabe, quase morri quando descobri que perdi esse livro... você fuma? Se importa? Foi um presente muito especial...”
“Ele é muito... bonito...” — Túlio não se interessava por livro, mal chegara a olhá-lo, apenas viu quando *** deixou sobre o banco o metrô, ele chegou a dizer: “Moça, seu livro!”, mas a porta fechara, prendendo a voz no vagão, por sorte, no livro um guardanapo daquele bar marcava as páginas 122 e 123.
“É um livro raro, você sabia? Antigo... mais velho que nossas idades somadas. Qual a sua idade?” — perguntou de surpresa.
“Trinta e um...” — respondeu por impulso.
“É muito mais velho que a nossa idade somada! — ela falava como um gato se movia, era tão sexy que Túlio começava a se incomodar de estar ali, a cerveja nem na metade e *** já pedira outra.
“...é mesmo um peso diferente… Comprei de um professor, estava precisando de grana, um viciado, pobre coitado... Feltro, letras douradas, edição limitada, erro na folha de rosto, dedicatória; ainda em bom estado, as páginas amareladas, o preço ainda em réis anotado no canto direito superior, com uma caligrafia feminina que ele não quis apagar... disse que era de alguém importante. Não sei... O que você acha?”
“Olha, também não sei... Escuta, tenho de ir, obrigado pela cerveja...”
“Espere, deixa só te contar umas das histórias que envolvem esse livro...”
Túlio que se levantava, voltou a se sentar, afinal, que mal havia? A cerveja era boa e aquele decote...
Não sabe o que veio primeiro: o susto, o grito ou o sobressalto ao ouvir a porta irromper com Túlio passando e gritando “Socorro” por ela. Nua, Tânia viu o namorado ser algemado no chão da sala por dois policiais e dali se arrastado, um terceiro se aproximar dela e dizer: “Desculpe senhora.” e dali sair sem dizerem mais nada. Apoplética, Tânia, novamente, não sabia como reagir naquele dia, ficou ali imóvel se ver nada e tendo somente o livro nas mãos.
De maneira alguma era a chuva.
Tremiam sob a marquise estreita de um velho prédio no Centro, dos tempos de calçadas mais estreitas, ruas de paralelepípedos.
— Tudo isso aqui era dos jesuítas...
— Que merda, hein?...
— Por que? Se não fossem eles, talvez a cidade nem existisse.
— Nãããooo, garoto, to falando da Chuva!!!
— Ah tá...
Mas de maneira alguma era a chuva.
Resolveram sair daquele jeito mesmo, o tempo muito fechado, aquele abafado, apesar do vento... A urgência do encontro contrastava com o receio do que poderia sair dali — não muito. Tinham razão... o discurso não batia, ambos queriam a mesma coisa, mas não batia...
— A.
— B.
— Cinza.
—Fúcsia.
— Boca Juniors.
— River Plate.
— O Cortázar de Rayuela.
— O Cortázar de Historias de cronopios y de famas.
Mesmo assim seguiam tentando um entendimento, afinal de conto só o encontro já significava alguma coisa, apesar de travarem cadaum monólogo a dois (...) [continua um dia]
"Defenestrar: v. (a1958) 1 t.d. atirar (alguém ou algo) janela afora, violentamente." Me veio certinho, à mente, o verbete do dicionário...
Em algum momento da semana passada comecei a ler o novo do Miguel Sanches Neto... gostando muito. Não o lia há muito tempo.
http://www.shahid.com.br
Acessem também: www.killing-travis.blogspot.com
Spaceblooks 2011
A ficção científica em órbita no Rio
Escritor e roteirista britânico Rob Shearman (Doctor Who)
é um dos destaques dos bate-papos que reúnem fãs do sci-fi,
de 30/05 a 1/06 na Blooks Livraria
Evento único no Rio de Janeiro que discute ficção científica e suas conexões com a TV, o cinema e outras mídias, o Space Blooks invade, de novo, um dos lugares mais plurais da cidade: a Blooks Livraria.
Com curadoria de Octavio Aragão, doutor em Artes Visuais (UFRJ) e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, a segunda edição do encontro traz a cidade, de novo, para o centro do universo de alienígenas, mundos paralelos e fenômenos inexplicáveis que conquista uma crescente legião de fãs.
Este ano, o Space Blooks ganhou mais uma noite e um convidado internacional: Rob Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo, e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who. “A maior parte dos seriados tem seu pé bem plantado em conceitos de Sci-Fi, vide os fenômenos Lost, Heroes, Fringe e The 4400. Mais do que o cinema, a TV é hoje o principal veículo pelo qual a ficção científica chega ao consumidor, formatando gostos e visões de futuro. Ter um roteirista do gênero e escritor premiado falando sobre seu processo de trabalho na TV inglesa será um presente para todos nós”, comemora Octavio Aragão.
A programação, claro, tem prata da casa: Lúcio Manfredi, de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial) - autores de mashups que ousaram lançar mão de obras do “bruxo do Cosme Velho” em romances polêmicos, que mexeram com o panorama literário no final do ano passado. Além deles, Gérson Lodi-Ribeiro faz a noite de autógrafos do seu A Guardiã da Memória (Draco), no terceiro e último dia do evento. A Draco aproveita e lança, também, Space Opera, antologia com textos de diversos autores brasileiros sobre naves espaciais, alienígenas e armas futuristas.
PROGRAMAÇÃO/SERVIÇO
30/05: “Mashup de Assis” – Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e Os Discos Voadores (Leya), e Pedro Vieira, de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tara Editorial).
31/05: “Ficção Científica na TV” – Robert Shearman, escritor britânico vencedor do World Fantasy Awards, finalista do prestigiado prêmio Hugo e um dos roteiristas da série cult britânica Doctor Who.
01/06: Lançamentos - A Guardiã da Memória, romance de Gérson Lodi-Ribeiro, e Space Opera, antologia de autores brasileiros: ambos da Editora Draco.
space blooks 2011
Data: 30 e 31/05 e 01/06, às 19h.
Local: Blooks Livraria – Praia de Botafogo 316, Botafogo (Unibanco Arteplex) - (21) 2559-8776 / Grátis.
blooks.com.br - diariamente, durante todo o mês de maio, posts especiais sobre Sci-Fi. Às sextas-feiras, filmes.
facebook.com/blookslivraria & twitter.com/Blooks - para curtir e acompanhar.
Realização: Blooks Livraria
Curadoria: Octavio Aragão
Assessoria de Imprensa: Jaciara Rodrigues - (21) 8121-2474 :: rjaciara@uol.com.br
1. The Runaways - Cherry Bomb
Nada mais justo do que inciar esse post com aquelas que inciaram tudo para as bandas de rock femino. Joan Jett (considerada pela Billboard uma das maiores guitarristas de todos os tempos) e Cherrie Currie no Runaways duraram pouco, mas ecoaram, influenciaram as gerações seguintes.
2. Luscious Jackson - Naked Eye
Ahhh anos 90! Muita diversidade, MTV, consolidação da Internet, surgimento do mp3 e no final da década o Napster... Antes disso tudo troquei muita fita K-7 e fui a muitas festas e numa fita e numa festa conheci aquela que se tornou a 1ª banda do selo Grand Royal dos Bestie Boys. De imediato fui tomado pela voz "cool" de Jill Cunniff e depois o clip muito bacaninha.
3. Warpaint - Elephants
Leaders Of Men
Born from some mother's womb,
Just like any other room.
Made a promise for a new life.
Made a victim out of your life.
When your time's on the door,
And it drips to the floor,
And you feel you can touch,
All the noise is too much,
And the seeds that are sown,
Are no longer your own.
Just a minor operation,
To force a final ultimatum.
Thousand words are spoken loud,
Reach the dumb to fool the crowd.
When you walk down the street,
And the sound's not so sweet,
And you wish you could hide,
Maybe go for a ride,
To some peep show arcade,
Where the future's not made.
A nightmare situation,
Infiltrate imagination,
Smacks of past Holy wars,
By the wall with broken laws.
The leaders of men,
Born out of your frustration.
The leaders of men,
Just a strange infatuation.
The leaders of men,
Made a promise for a new life.
No saviour for our sakes,
To twist the internees of hate,
Self induced manipulation,
To crush all thoughts of mass salvation.
"Eu percebi algo de estranho antes de Peter e por isso parei... das pequenas colinas que levavam ao centro psiquiátrico Krombach vi algo que destoava de tudo ali. As pegadas sobreviventes à neve eram fundas, a distância entre uma e outra era pouca, tortas e vacilantes, sinais claros de que seu dono cambaleava ao deixá-las. Segui-las foi inevitável. A cada passo, meu coração se elevava dentro no peito, o frio já não era sentido, de Peter eu ouvia a respiração ofegante e no vasto daquele cenário branco, víamos a trilha completa que as pegadas faziam: próximo à cerca do Hospício. Uma mancha escura borrava o branco, no fundo do vale. Corremos. Um homem emborcado na neve. Congelamos. Não sei quanto tempo ficamos em silêncio, o chapéu caído, não víamos o rosto do homem emborcado na neve, um grosso casaco de feltro. Foi Peter quem agiu primeiro, com a vara que não abandonava e que antes era uma espada de pirata, e agora servia para verificarmos com cautela quem era aquele homem-da-neve. Eu, há dois passos dele e com a mão no seu ombro, tremia. Com a ponta da vara, Peter cutucou a sola do sapato do homem... Nada. Outras tentativas... Nada. Notei que as mãos do homem estavam encobertas pelo peito; Peter, então tentou empurrando com mais força a vara nas costas do caído... Nada. Decidimos virá-lo.
Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink
The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run
Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come
And i never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the mind
Struck from a great height by someone who should know better than that
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come
Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?
'Cause here they come
The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run (Here they come)
The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run
Por esses dias me deparei com um blog de tirinhas "En Dosis Diarias" (Doses Diárias), do chileno Alberto Montt, gostei muito do traço, das cores e, lógico, do humor. Muito da graça de uma tirinha está em dizer muito em muito pouco, os limites gráficos da Imprensa meio que tornaram padrão as tiras com 3, 4 quadros. Montt o faz em apenas um, na maioria, não que ele seja o único ou o melhor, mas a concisão me impressionou.
E um humor ácido para esses novos tempos...
Fora esses exemplos, há muitos sobre Deus e o Diabo, Batman e Robin, ursos polares e pinguins e em especial de um personagem que oscila entre o bem e o mal - marcada pela auréola e o par de chifres - que solta frases aforísticas ácidas.
Vale fazer o ctrl + d no blog de Alberto Montt e torcer que algum jornal traduza as tiras para o grande público... se bem que nem precisa! Com o próprio site e as possibilidades de multiplicação da obra do chileno, mas não seria ruim. :)
ms
Deixo os links do BLOG e do TWITTER do artista.
"You like a little chaos
We like a little thrill..."
O amor entre o pedreiro José María e a diarista Rosa surge à primeira vista, em um supermercado em Buenos Aires. Mas o temperamento explosivo dele coloca tudo a perder quando, dominado pela raiva, José espanca até a morte o capataz do canteiro de obras em que trabalha e com quem tinha uma rixa. Sem ter para onde ir, ele se esconde na mansão em que a namorada trabalha, sem que ninguém note sua presença. A partir disso, a história toma um rumo inusitado, e o protagonista se transforma em um voyer com impulsos assassinos, mas para quem é impossível não torcer.Link de origem
| Para ler a matéria, basta clicar na imagem |
Neste mês, na 6ª edição da revista Crase, em matéria assinada por Vinícius Baião, dei lá uns pequenos pitacos junto do Ramon Mello sobre a relação entre a literatura produzida hoje e a Internet.
Num texto objetivo, Baião traça um panorama dessa deliciosa(?) tensão que não parece ter fim. Afinal a literatura na rede é ruim? É só para rede? É ponto de partida... Leia a reportagem busque alguma resposta e conheça a revista, que é nova e promete bastante.
"O lábio fica torto quando ela sorri de algo que descrê. Surgem aquelas covinhas no canto esquerdo da maçã do rosto. Já fiz muito, muito por aquele instante do rosto dela – mentir, inclusive. Hoje é diferente, conto a verdade. Digo que eu nunca soube desse lugar; ela faz as refeições ali quase que religiosamente aos finais de semana, mesmo não morando mais no bairro. Mas não me defendo da acusação inaudita de que a estou seguindo e desisto daquele assunto. “E a sua casa?”, pergunto. “Vendi”, responde sem saudade na voz, num tom metálico. (...)"
Não sei se o projeto vingará, já que as doações para a realização do filme ainda estão bem longe do que pedem seus realizadores. Eu, assim como muita gente, detesta essa fonte - ainda mais em e-mail's com cor vermelha. Boa parte das razões de não gostar são técnicas mesmo, como usabilidade... outras por puro hype! :P
Gostaria de ver esse doc feito e comparar com o feito em homenagem àquela que é a mais popular família tipográfica: a helvética. É demais! E após a exibição fiquei procurando exemplos em todos os lugares :)
Deixo para vocês o trailer de ambos.
"Comic Sans or the most hated font in the world"
Comic Sans: Documentary Teaser from Anthony Meadows on Vimeo.
e
"Helvetica - the film"
Amigos, gostaria de lembrá-los que é só até sábado a vídeo instalação "Há muitas noites na noite", homenagem sobre "Poema Sujo". O evento foi concebido pelo grande cineasta Silvio Tendler.
Participo humildemente no 'prato' 4, ao lado de nomes como Dau Bastos, Amir Haddad, Camila Pitanga, Márcio-André e outros.
Vexo só de contar que participei... melhor, que venci a timidez - mesmo que o vídeo diga o contrário :)
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Por Marcia Barbieri
O rio é um mar pequeno, infinito e tenebroso. Cavalos marinhos devorando submarinos de todas as cores e mastigando cadáveres frescos. Carvalhos sentimentais. Cardumes de olhos me olham. Espiões. Peixes esperando serem fisgados.
Relembrar é estranho... É viver duplamente o que deveria ser subtraído da memória. Reencarnações. Engulo estranhas pílulas brancas. Não se compra a paz. A sanidade num frasco de vidro. Medley. Duzentos anos para decompor. Tarja preta.O divã é um culto intelectual às emoções mortas. Lazaro e suas roupas em farrapos.- O que você está sentindo?Moscas mortas. É o que eu vejo toda vez que fecho os olhos. O perolado das moscas mortas. Varejeiras. - Conte mais. O que mais você vê?- Redes resgatando enguias. Cristo mergulhado em ódio e silêncio. Sinestesias. Mantos revestindo pedras. Sanguessugas cobrindo meu corpo. - E a sua infância? Qual o cheiro da sua infância?- Vísceras frescas. Leitos. Vidas submersas. Chuvas e escombros de janeiro. Velas queimando sobre carne. Diálogos escorregando entre os vãos obscuro da portas.- E a morte? Você tem medo da morte?- Não. Penso na morte como números cabalísticos. Inevitável. Roda da fortuna.- A morte não te surpreende?- A morte, algumas vezes, não é surpreendente. Não chega feito um batedor de carteiras. Vem mansa e certa, como a correnteza... Como uivos em noite de lua plena. Como o suicídio previsível dos desesperados. - E a sua mãe, gostaria de falar dela?- A minha mãe estava na beira do rio comigo no colo, não me recordo nitidamente, acho que meu irmão brincava um pouco mais distante, aí então...- Pode continuar.- ... foi então que ela perdeu os sentidos, a vida perdeu o sentido. Eu puxei-a pelos cabelos e gritei, gritei, gritei, mas a correnteza foi levando, levando... Ainda sinto seus cabelos escorregando entre meus dedos finos e enrugados, sua vida se tornando fluida e transparente.
Era um aquário, depois virou rio, depois virou mar.- E o mar? O mar é apenas um rio grande, infinito e tenebroso. Tão somente... Campos ceifados.
O rio é um mar pequeno, infinito e tenebroso. Cavalos marinhos devorando submarinos de todas as cores e mastigando cadáveres frescos. Carvalhos sentimentais. Cardumes de olhos me olham. Espiões. Peixes esperando serem fisgados.
Relembrar é estranho... É viver duplamente o que deveria ser subtraído da memória. Reencarnações. Engulo estranhas pílulas brancas. Não se compra a paz. A sanidade num frasco de vidro. Medley. Duzentos anos para decompor. Tarja preta.
EPÍGRAFE:
Your heroes for ghosts (…)
And did you exchange.
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Ela morre no final. Você está maluco? Como é que você começa a história contando o final? A pessoa ali do outro lado não quer saber o final da história logo na primeira linha. Que falta de consideração! Acabar assim com a diversão dos outros... Diversão? Então ler a nossa história é um mero passatempo? E por que não seria? Ou você tem a cara-de-pau de dizer para a pessoa ali do outro lado que ler a nossa história é um caminho de transcendência de algum tipo, uma espécie de busca por verdades ou revelações existenciais, ou blá blá blá, blá bargh, acho que vou vomitar... Vai nada. E não acho nada também. Vamos continuar a contar a história. Continuar? Você já estragou. Não estraguei não. A pessoa ali do outro lado não sabe como ela morreu, não sabe por que ela morreu, não sabe quando ela morreu, não sabe onde ela morreu... Só sabe que ela morreu. Então escreva uma nota jornalística, um obituário, sei lá, porque não é assim que se começa uma novela. Novela? Ah, você está mesmo de palhaçada. A gente nem ia escrever uma novela. No máximo um conto, uma crônica, ou seja lá que tipo híbrido se escreve hoje em dia. Você vai ou não continuar? Tudo bem, eu continuo. Certo. Ela era muito, mas muito gostosa. Que maravilha! E ainda reclama de mim. Esta é a sua descrição abre aspas literária fecha aspas para os atributos físicos da personagem? Sim. Penso que é melhor deixar para a pessoa ali do outro lado os detalhes, faz bem para exercitar a imaginação. Bem o escambau. Devemos descrever os pormenores, sempre. Basta dizer que ela é bem parecida com a Rosario Dawson. Ah não, não! Se é para fazer deste jeito, que ela seja parecida com a Eva Green. Eu prefiro a Rosario. E eu a Eva. Mas elas são bem diferentes, assim confunde a pessoa ali do outro lado. Pelo menos as duas são gostosas pra cacete, como você queria. É verdade. Vamos adiar então esses detalhes sobre os atributos físicos dela. E o que você sugere? Vamos contar como e quando ela morreu. Ela morreu no finalzinho da tarde, na Voluntários da Pátria, em Botafogo, no Rio de Janeiro, ao sair de uma igreja. Levou um tiro, uma bala perdida. A polícia e os traficantes brincavam de faroeste caboclo, como de costume. Até aí nada demais, bem comezinho. Aliás, você é um péssimo narrador, nem sabe contar uma história, êta resuminho chinfrim! E ainda se esqueceu de dizer que ela estava vestida de noiva, que saía da igreja chorando tanto que mal podia enxergar um palmo diante do nariz, que talvez até morresse atropelada se não tivesse levado aquele tiro. Atropelada? Por quem? Pelo quê? Um trânsito desgraçado, tudo parado, os motoristas deitados debaixo dos carros para não serem alvejados no meio daquele tiroteio todo. Tem razão. Pobre coitada. Largada no altar pelo noivo e morta três minutos depois. Hum... Talvez a pessoa ali do outro lado não acredite na gente. Por quê? Porque só agora me dei conta de que já dissemos que ela era gostosa, muito gostosa. Quem vai acreditar que o noivo a largou? Ué, mas ser gostosa é o único motivo para estar com uma mulher? E não é? Claro que não! Mas é um bom motivo, um motivo bem forte, diga-se de passagem. Eu sabia que esse negócio de dois narradores para contar uma única história não daria certo. Assim a gente não vai terminar nunca. E eu que queria contar sobre toda a sua vida, desde a infância até o último suspiro no asfalto naquele finzinho de tarde. Último suspiro? Nem deu tempo para um último suspiro. O tiro foi na cabeça. Está vendo? Não dá. Que autor idiota tem uma idéia idiota de ter dois narradores numa mesma história, sendo um deles também idiota... Você está insinuando que eu sou idiota? Bem, não estou falando de mim. Tem mais alguém aqui? Tem, a pessoa ali do outro lado, e que já deve estar com ódio da gente. Pelo menos somos narradores sem nome, vai sobrar xingamento para o autor. Ele já está acostumado. Vive naquele mundinho de fantasia dele. Que mandem ele... Você sabe. É, sei. E a história? O que a gente faz com ela? Continuamos? Não sei, perdi o fio da narrativa. Que fio? A gente destruiu qualquer possibilidade narrativa aqui. Sim, destruímos a narrativa, para falar a verdade. A pessoa ali do outro lado talvez queira saber por que o noivo largou a gostosa no altar. Pelo menos podemos dizer por que, não? Talvez. Mas tenho um plano. Qual? Não vamos dizer. Não? Não. Por quê? É simples. Destruímos a narrativa, certo? Certo. Não temos nome, certo? Certo. Então. Não satisfazendo a curiosidade da pessoa ali do outro lado, desviaremos a atenção para o autor. Ele será o culpado pelo fracasso da narrativa. Belo plano. Bem perverso. É, eu sei. Mas temos um outro problema. Qual? Como terminaremos isto aqui? Com um ponto final. Ou reticências. Reticências não, o autor poderia se vingar fazendo com que a gente voltasse num outro texto, uma continuação, e já vimos que a gente não consegue trabalhar em parceria. Mas então é só escrever ponto final e pronto? E pronto não, só ponto final. Não estou gostando... O que você sugere? Vamos deixar com o autor. Como? A gente espera. Uma hora ele terá que parar, terá que sair, ir ao banheiro, atender um telefonema, comer, dormir, o que for. Ele é resistente, pode demorar... É verdade, mas a gente pode enrolar. Como? Hum... Deixa eu ver... Já sei. Fala! A gente pode, pelo menos, tentar decidir se ela se parecia com a Rosario ou com a Eva. Já não importa mais. Ei, escuta! Que foi? Parece que o telefone está tocando. Bendito seja o Nosso Senhor! Que isso? Não vai me dizer que é religioso? Era só o que me faltava, um narrador religioso... Não sou não. Sou agnóstico. Estou pouco me lixando. Mas nessas horas a gente apela. Ele não foi atender. Mas vai. Como você sabe? Eu sei porque vou lembrá-lo de que pode ser aquela mulher que ele está querendo, você sabe... Ah, sim. Claro. Gostosa pra cacete. Bem gostosa. Ela me lembra aquela atriz... Rosario? Não, seu besta! Nem Eva. Aquela. Esqueci o nome. Acho que se chama Scarlett. Sim, ela mesma. Scarlett Johansson. Podíamos ter escolhido el
Se pudesse entender, não escreveria. Estava cansado, um bocado cansado mesmo, embora contente. Contente porque depois de três meses eu poderia encontrar outra vez com Benedita, que é boa e eu amo. Contente por poder ficar longe de toda aquela correria do banco, daquele dinheiro todo, daqueles clientes todos, de todas aquelas gravatas coloridas e daqueles ternos bem e mal talhados. Estava feliz porque Benedita escrevia poesia e me esperava e era sexta-feira e o trem... o trem estava por vir, e me levar pro oeste, onde ela, Benedita, me esperava, com seu vestido vermelho, elefantes indianos desenhados e a bíblia aberta sobre o criado-mudo.
Publicação: sim.
no Rio de Janeiro, às 19h30.
Estava deitada, dormia imersa no REM, quando a porta rangeu de leve, forçada por mão matreira. Um corpo levitou e ganhou o interior da casa sem fazer ruído algum. Não podia vê-lo, apenas sentir seu hálito quente bafejando-lhe a nuca. Enquanto a presença do outro crescia dentro do seu sono, tentava, em vão, reencontrar a voz, os braços e as pernas inutilizados pelo pânico.
- Tenho.
- Desse jeito, vocês vão me fechar toda a porta e aí como é que os fregueses vão entrar? – Grita o seu Mariano atrás do balcão. Os pêlos do meu braço se arrepiam. Como é que pode? É a mesma frase que ele gritava pra gente trinta anos atrás, quando nos sentávamos ali na porta, toda a molecada, depois do futebol, pra tomar um refrigerante qualquer em copos descartáveis que ele nos dava pra não ter de lavar tantos copos depois.
Eles não nos tinham percebido e nós, a eles, também não, entretanto, com o barulho da batida, os meninos do outro bairro, nossos maiores inimigos, que estavam jogando futebol justo ali, na esquina da próxima rua, pararam com a bola e foram ver o que tinha acontecido. Era muita sorte pra eles. Eu ali, no meio do bairro deles, caído no chão e com a perna quebrada. Nem em seus maiores delírios eles imaginavam um milagre desses, nem em suas orações mais fervorosas eles tinham coragem de pedir a Deus que realizasse tamanho milagre, e, no entanto, era eu mesmo lá. Foram se aproximando devagar, feito hienas, feito ratos, feito vermes. Não sentia medo, há poucos dias tinha assistido ao filme Warriors, Guerreiros da Noite na televisão e estava pronto para morrer representando minha Gang. Não fechei os olhos ou tremi, contudo num determinado momento eles pararam, ficaram todos quietos no meio da rua. Eu não entendi. Esperava a surra, a depredação, o linchamento, a morte e nada disso vinha. Então olhei pra trás e lá estava Ele, a testa sangrando, mas imenso, com um pedaço de pau enorme na mão. Depois de alguns minutos um dos meninos gritou:
- Vem pra você ver o que te acontece.
Ele fez mais uma ameaça com o pedaço de pau e o menino saiu correndo em disparada. Então se abaixou e me pegou por baixo dos braços, de frente e me sorriu esse mesmo sorriso de agora e... por Deus... não pude entender mais nada e chorei... chorei... chorei... como nunca tinha chorado nem na frente do espelho e muito menos na frente de quem quer que fosse.
*** ***
*** ***
Uma viagem esplêndida (conto)
EPÍGRAFE:
>>> Manicômio é um livro de Rogers Silva. Será publicado em julho de 2012. Há muita, mas muita música em todas as suas histórias. Acima, a trilha sonora de mais dois contos. Mais músicas virão por aí, em outro post sobre o assunto.
*** ***
*** ***
TRECHO: "À noite inteira, a mesma canção:
*** ***
TRECHO: "Escutou, de quase todos, cada um à sua maneira, para não ir. Que ficasse mais um pouquinho. Quando João Marcos saía, um mulato com cabelo black power cantava uma música que não ouvira nos luaisanteriores:
*** ***
*** ***
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Há quanto tempo você não lê um Jorge Amado? Sabe aquela coisa de um dos maiores escritores brasileiros e tal. Não basta achar o cara genial e não basta ler uma única vez. Navegação de cabotagem, do escritor baiano, está com nova edição, em destaque na vitrine e merece ser lido. Não só por ser obra de um dos maiores
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Uma ótima surpresa e uma boa novidade foram reveladas com a primeira audição do segundo álbum da americana Julia Holter, Ekstasis, lançado pelo selo independente RVNG. O disco é uma pérola sonora e deixa uma marca definitiva na memória auditiva. Agulha pousada no vinil, em 45 RPM, logo na primeira música, Marienbad, se escuta os acordes graves de um violoncelo
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Não sou, como sempre acabo lembrando, um especialista em história em quadrinhos. Sou, provavelmente, um especialista em coisa alguma. Acontece que a Blooks é uma referência em HQ e é difícil passar por lá e ficar imune às publicações cada vez mais interessantes que aparecem por lá. Ontem foi a vez de Dora, do argentino Ignacio Minaverry. Dora faz parte
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Lembro que muitos anos atrás, muitos mesmo, Recife, onde eu morava, foi surpreendida por uma exposição do trabalho do fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. Digo surpreendida porque naquele tempo esse tipo de exposição, de grandes nome assim, não costumava frequentar a cidade. Lá estive acompanhado por alguns amigos da faculdade, diante daquelas fotografias míticas. Fazíamos Comunicação na época. Fotografia nos deslumbrava.
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Outro dia passei pelo esqueleto do Maracanã. E a gente se pergunta se depois dessa reforma o Maracanã ainda será o Maracanã ou alguma outra coisa no seu lugar, contando uma outra história. Mas existe essa marca, esse Maracanã imaginário que vai se impor a qualquer suposto Maracanã de concreto que atenda às exigências da FIFA. Muito antes dessa reviravolta
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Hoje é dia de comemorar todas as cores, todos os gostos, sensações, sentimentos e sonhos! Hoje é dia de abrir os olhos da imaginação e descobrir as inúmeras possibilidades de existir e colocar em prática tudo aquilo que acreditamos ser bom para a nossa vida e para o mundo. Você tem fome de que? Você tem sede de que? Você
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O título que trazemos hoje para os pequenos que curtem a Blooks é curiosamente de um diretor de cinema (mais um livro escrito por diretor de cinema! Dê uma olhada no post de ontem), o francês Michel Ocelot, responsável pelas animações Kiriku e a Feiticeira e Azur e Asmar. E é esse último que nos chama a atenção e se faz merecedor de
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Amo muito o cinema. Eu mesmo ainda não sei muita coisa: se, porexemplo, meu trabalho corresponderá exatamente à concepção que tenho,ao sistema de hipóteses com que me defronto atualmente. Além do mais,as tentações são muitas: a tentação dos lugares-comuns, das idéiasartísticas dos outros. Em geral, na verdade, é tão fácil rodar uma cena demodo requintado, de efeito, para arrancar aplausos…Mas
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O escritor mexicano Carlos Fuentes faleceu e aqui o recordamos na excelente entrevista (em inglês) que ele concedeu à Paris Review em 1981, 30 anos atrás. INTERVIEWER In your earlier works you focus on the life of Mexico after the 1910-1920 Revolution. That is your Mexico, and I can see you in those works as a Mexican writer. But after
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Vendo um disco da Carole King na seção de CDs da Blooks eu, sem maldade, me perguntei se alguém ainda se interessa por esse tipo de música? Se um disco com tantos anos ainda vende. Tive essa resposta no show do Crosby, Stills and Nash, no domingo, quando os três companheiros de estrada lançaram sobre nós um repertório impecável e
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