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Mariana Oliveira

relações públicas UFRGS, net-addicted, curiosa, assistente de social media, buscando sentido em tudo. escreva-me: marianarrpp@gmail.com ;)

Profile

Mariana Oliveira

Assistente de Social Media
Public Relations and Communications | Porto Alegre Area, Brazil, BR

Experience

  • Jan 2010 - Present

    Assistente de Social Media Marketing / Cadastra - Search Engines Promotion

  • Jul 2008 - Jan 2010

    Comunicação / Associação Leopoldina Juvenil

  • Jan 2008 - Jun 2008

    Estagiária / EPTC - Empresa Pública de Transporte e Circulação S.A.

  • Dec 2006 - Jan 2008

    Estagiária Comunicação / Projeto Comunicação e Atendimento - UFRGS/Canoas.

  • Jun 2007 - Nov 2007

    Bolsista Pró-reitoria de Extensão / UFRGS

Education

  • 2005 - 2011

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Bacharel in Communication
  • 2002 - 2004

    Escola São Domingos

    2nd

Additional information

Websites:
Interests:
Media, Communication, Research, Internet Networks, PR, Social media.
Assoc.:
UFRGS

Posts

  • March 09, 12:37 AM
  • March 07, 07:37 AM
  • March 10, 02:20 AM
  • March 10, 06:07 AM

    STIHL e o calendário de Outono que as folhas caem naturalmente

    A STIHL, marca de sopradores de folha, lançou recentemente um calendário de Outono pra lá de bacana.

    Estamos falando de o primeiro calendário em que as folhas dos dias caem naturalmente. Enquanto a frase “Fall is coming” anunciava a chegada da estação, as folhas do calendário caiam automaticamente, associando ao Outono, onde as folhas das árvores também fazem o mesmo, deixando uma brecha para a marca promover os seus produtos que realizam todos os tipos de trabalho de varrição, podendo ser utilizado para varrer parques, bosques, ruas, campos de futebol, entre outros.

    Confiram um vídeo demo abaixo. A criação é da Euro RSCG Duesseldorf.

    <embed allowscriptaccess="never" height="425" src="http://www.youtube.com/v/oqDt8syx9Bw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" style="width: 700px; height: 425px;" type="application/x-shockwave-flash" width="700"></embed>

    via

    Google Bookmarks Facebook del.icio.us Live Twitter Technorati Digg LinkedIn StumbleUpon

  • March 09, 10:35 AM

    You Find Me Enchanting, Don’t You?

    I am everything you ever wanted and more. EVVVVERRRRYYTHING. And while I have you under my spell,

    YouloveitwhenIplayvideogamesandwatchsports.

    Youfindmylazynesstobecharming.

    Let’sdothatthingIliketonight,yeah,youknowwhatI’m talkingabout.

    Product Page ($15)

  • March 09, 03:56 PM
  • March 07, 07:04 AM
  • March 09, 04:13 PM

    YouTube - Boris on Fire

    Shared by Ante
    Este é o Boris, o canino que adotamos.
    Ele foi diagnosticado com hidrocefalia, mas ainda não apresenta sintomas.
    Fomos a um neurologista na Veterinária da UFRGS e ele não deu muitas esperanças.
    Falou que um procedimento de drenagem (algo como um caninho da cabeça até o abdômen) só é feito por um professor em Brasília.

    Mesmo eu sendo leigo no assunto, parece evidente certo atraso da medicina veterinária no Brasil. Pelo que pesquisei, trata-se de um procedimento relativamente comum nos EUA.
    Visitaremos alguns outros veterinários para ver o que é possível fazer.
    Se alguém tiver alguma ideia ou contato, qualquer ajuda é válida.

    abraço
    <embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="never" height="344" src="http://www.youtube.com/v/aMFDQMMoAls&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="425"></embed> Este é o Boris, o canino que adotamos.
    Ele foi diagnosticado com hidrocefalia, mas ainda não apresenta sintomas.
    Fomos a um neurologista na Veterinária da UFRGS e ele não deu muitas esperanças.
    Falou que um procedimento de drenagem (algo como um caninho da cabeça até o abdômen) só é feito por um professor em Brasília.

    Mesmo eu sendo leigo no assunto, parece evidente certo atraso da medicina veterinária no Brasil. Pelo que pesquisei, trata-se de um procedimento relativamente comum nos EUA.
    Visitaremos alguns outros veterinários para ver o que é possível fazer.
    Se alguém tiver alguma ideia ou contato, qualquer ajuda é válida.

    abraço
  • March 09, 01:06 PM

    Bateria de celular que carrega com o movimento é patenteada pela Nokia

    Já pensou em dar uma corridinha para recarregar as baterias? A Nokia obteve a patente para uma aplicação capaz de operar esse pequeno milagre – converter o movimento em celular recarregado e pronto para o uso. As informações são do site francês MobiFrance.

    O nome da tecnologia é  Piezoelectric Kinetic Energy Harvester (ou “Coletor Piezoelétrico de Energia Cinética”, em português, segundo o site G1). O sistema é capaz de captar a energia gerada dos movimentos do aparelho feitos pelos usuários e utilizá-la para recarregar o dispositivo móvel automaticamente.

    A energia cinética já é utilizada para carregar a bateria de relógios há algum tempo, mas a Nokia dá um passo adiante, ao tentar colher a energia gerada por todos os movimentos que as baterias estão sujeitas.

    Dois dedões para cima para a ideia.

  • March 08, 11:27 PM

    LOL. Limewire.

    Link: http://www.cristgaming.com/pirate.swf

    A little ditty you won't be able to get out of your head for the rest of the day. You're welcome.

    Read More ›

  • March 09, 08:00 AM

    Gastronomia Pirata

    secret-restaurant

    Imagine um restaurante bem caro, desses que fazem uma culinária ultra refinada e que você só se dá ao luxo de frequentar em ocasiões muito especiais ou quando alguém está bancando.

    A idéia do projeto Stolen, cujo slogan é “inspirado pelos outros, feitos por nós”, é roubar receitas desses restaurantes e serví-las para grupos de até 15 pessoas, sempre às segundas-feiras, em um lugar de Londres. Em troca das refeições os idealizados pedem uma doação mínima.

    Depois da pirataria de música, software e tantas outras coisas, será que chegou a vez da alta gastronomia? Pensando bem, isso não é tão novo assim, afinal todo prato conhecido teve uma origem e o resto é cópia.

    PS: um dos idealizadores se chama Leandro Santos (será que é brasileiro?).

    via

  • March 09, 08:19 AM

    Rosa, laranja, roxo e azul

    Mistura de cores.
    Mistura de texturas.
    Mistura de cenários.
    E um pouco de humor.
    Assim dá para criar ambientes e situações irreais que chegam a ser irônicos.

    Coco Amardeil é a fotógrafa pela qual eu estou apaixonada nessa semana.

    Ela é canadense, mas mora em Paris. Queridinha de várias revistas, como a Elle e Rolling Stone, para as quais, volta e meia, faz editoriais milionários. Também já fotografou para campanhas publicitárias de marcas como Nestlé, Nokia e até as velhas conhecidas Havaianas.

    É difícil de encontrar mais informações sobre a fotógrafa, mas os trabalhos estão todos lá no portfólio dela.






  • March 07, 07:31 PM

    Os sites irão acabar? (parte 2 - a convergência)

    Se pensarmos, do ponto de vista web, em todas as ações de uma empresa (site, ativações em redes sociais, etc) teremos então um conjunto que poderá ser considerado, como o que gosto de chamar de "ambiente de presença online".

    O offline exerce forte influência no que fazemos no mundo virtual. Pense, por exemplo, no processo de encontrabilidade de informações. Onde se inicia uma busca? No mecanismo de busca? Não, em minha opinião. Creio que o processo de busca inicia-se através de uma necessidade, que, como disse, pode se iniciar no mundo offline, no sofá de casa.

    Filmes, bandas, novelas e redes sociais

    Imagine, por exemplo, um filme que está passando na televisão. Ao assistir o filme, e surpreender-se com a atuação de alguma atriz ou identificar-se com o enredo, o usuário poderá acessar a Internet, procurar mais informações sobre o filme, encontrar fóruns, blogs, notícias, sites oficiais, entre outros, que complementam aquelas informações.

    Exemplo Matrix no Youtube

    Imagem 01: resultados para Matrix no Youtube. Muitos trechos do fime, com detalhes comentados por fãs e desenhos relacionados.

    Trata-se de um comportamento comum, pois à medida que um filme ou uma determinada trilogia, por exemplo, evolui, a curiosidade do telespectador continua. Sendo assim, há a continuidade da busca por informações em outras mídias (JENKINS, 2009).

    Exemplo de comunidades do filme Matrix

    Imagem 02: comunidade sobre o filme Matrix. Discussões e vídeos relacionados.

    No caso de uma banda, após um show é comum o fã buscar por fotos, vídeos amadores, áudio, etc. Uma banda que lança um CD com um determinado tema em suas músicas pode divulgar no site informações adicionais sobre o tema, como a maneira como uma determinada letra foi composta, etc. Trata-se de um complemento, uma adição à informação disponibilizada. Gravadoras como a Nuclear Blast, por exemplo, além de promoverem os CDs de seus artistas, possuem canais no Youtube com vídeoclipes da obra lançada:

    Canal da Nuclear Blast Youtube

    Imagem 03: vídeos dos artistas da Nuclear Blast.

    A convergência entre mídias é mais do que uma mudança tecnológica, mas uma relação entre as diversas tecnologias. Na internet, as pessoas subordinam suas experiências individuais para fins comuns. Mesmo nesse processo de encontrabilidade de informações é possível também complementar informações e, nesse caso, a inteligência coletiva refere-se à capacidade que as comunidades virtuais têm de alavancar a expertise combinada (JENKINS, 2009).

    Assim, é natural a convergência entre essas mídias, no entanto, em alguns casos é associada a um planejamento, por parte de diretores e produtores. Na televisão brasileira, pode-se citar vários exemplos. Dentre eles, a novela de Manuel Carlos "Viver a Vida", na rede Globo, que apresenta um ponto de convergência interessante. Uma das personagens possui um blog, que foi inclusive citado em um dos capítulos da novela. Nesse blog, além das palavras da personagem, é possível encontrar também comentários de telespectadores da novela. A personagem que "mantém" o blog, escreve frequentemente sobre as coisas que estão acontecendo em sua vida, de modo que é possível perceber que o blog trabalha como um complemento a informações secundárias que não possuem muita atenção e foco na novela na TV. Nos comentários, os telespectadores provocam a personagem em relação ao tema e expõem suas opiniões.

    Nesse sentido, a convergência pode colaborar e trabalhar a favor do processo de busca também.

    A palavra-chave nasce na necessidade

    Em todo esse processo, é possível perceber que a busca nasce quando existe uma necessidade. Ninguém liga o computador à toa para entrar em algum mecanismo de busca e encontrar algo. Quando se pensa no que é importante para o posicionamento online, para esse ambiente de presença online, é preciso imaginar como as pessoas buscam informações e, como mencionei, o processo pode começar fora do ambiente virtual, em "subúrbios do mundo offline". A busca através de ferramentas e interfaces de busca na web se transforma somente em um intermediário:

    Processo de busca

    Imagem 04: processo de busca onde o mecanismo de busca é um dos intermediários.

    Sendo assim, mesmo quando se projeta ou se imagina como um website, uma comunidade ou um blog pode ser encontrado, um processo inteiro deve ser considerado, e não somente a parte que depende só da internet. Imagine o potencial de estrutura online que um determinado empreendimento imobiliário pode ter, por exemplo. O que busca um jovem casal que procura um apartamento?
    • Informações sobre o local, comércio e lojas próximas ao prédio;
    • Detalhes sobre a vizinhança, histórico do bairro (alagamentos, acidentes, etc); e
    • Se o imóvel está sendo vendido na planta, geralmente os mais criteriosos gostam de ter acesso a detalhes da construção, principalmente sobre encanamento, parte elétrica entre outros detalhes importantes.
    Sendo assim, é possível criar um ambiente de presença que colabore com o cliente em potencial:

    Possibilidades para um empreendimento

    Imagem 05: possibilidades de visibilidade através de alguns recursos online.

    Percebam então, a importância da busca vertical. Ela acaba fazedo todo sentido, pois trará ao empreendimento a encontrabilidade merecida, de modo que também irá convergir com o que não é virtual. Então, haverá complementação e integração das ações online e offline. Penso que esse é o sentido maior de tudo.

    Obs: Para escrever esse post houve uma convergência entre várias ferramentas, algumas offline e outras online. Parte da idealização aconteceu em um café aqui em Porto Alegre, enquanto eu lia o livro que utilizei como referência. Fiz algumas anotações, pesquisas e fui idealizando e organizando as informações mais importantes.

    Livros, anotações e post para o blog

    Todo processo criativo nasce da convergência de diversas fontes de informações. Pensem nisso!
    :)
    abs!

    Referência
    "Cultura da convergência" - Henry Jenkins, 2009
  • March 08, 07:46 AM

    "Like all dreamers I confuse disenchantment with truth."

    ““Like all dreamers I confuse disenchantment with truth.””

    - Jean-Paul Sartre
  • March 08, 07:00 PM

    Nós não precisamos salvar o planeta!

    Shared by Mari
    george carlin = gênio

    George Carlin, comediante, autor e ator norte-americano, foi um dos pimeiros a despontar no humor de crítica social, juntamente com Lenny Bruce. Assista ao vídeo “Save de Planet” e descubra um humor inteligente refinado.

    George CarlinSave the planet (Legendado)

    <embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="never" height="385" src="http://www.youtube.com/v/X_Di4Hh7rK0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" width="480"></embed>

    Abaixo, seguem mais dois excelentes vídeos de George Carlin, ambos devidamente legendados. Este, sem dúvida, é um dos mestres do que chamamos de humor inteligente.

    George CarlinCommon experiences (Legendado)

    <embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="never" height="385" src="http://www.youtube.com/v/jwclDz4j_6k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" width="480"></embed>

    George CarlinReligion is bulshit (Legendado)

    <embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="never" height="385" src="http://www.youtube.com/v/JGwAEhkmsSU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" width="480"></embed>

    George Denis Patrick Carlin faleceu em um hospital de Los Angeles após uma parada cartíaca. De sua família, sobreviveram a segunda mulher e a filha.

    george carlin = gênio
  • March 08, 08:44 AM

    8 de março

    A minha rosa  eu quero em dinheiro, pode ser?

    Helê


  • March 01, 03:01 PM
  • March 05, 07:27 AM

    YouTube Agora Tem Legendas Automáticas para Vídeos em Inglês

    youtube logo july07 YouTube Agora Tem Legendas Automáticas para Vídeos em InglêsO YouTube pode ser considerado um dos maiores sucessos da era Web 2.0, mas se você é deficiente auditivo o site não tem tanto valor assim. Agora as coisas começam a mudar. A Google irá começar a oferecer legendas automáticas para todos os vídeos em inglês do YouTube. Até agora apenas os vídeos de alguns parceiros do YouTube foram legendados com o software de reconhecimento de voz automatizado da Google.

    youtube captions auto YouTube Agora Tem Legendas Automáticas para Vídeos em InglêsSegundo a Google, haverá mais de 700 milhões de pessoas com deficiência auditiva em 2015. Cada vez mais os conteúdos da web vão para o lado dos vídeos, e é interessante ver que a Google está trabalhando para deixar mais desse conteúdo acessível para seus usuários. Graças à tecnologia de tradução da Google, essas legendas também poderão ser traduzidas para mais de 50 idiomas.

    Claro que não será da noite para o dia, vai demorar um pouco para que todos esses vídeos sejam legendados. Afinal, mais de 20 horas de vídeo estão sendo enviados para o YouTube a cada minuto. Mas quando a legenda automática estiver disponível, basta clicar no ícone da legenda (CC) abaixo do vídeo para ligá-la.

    A Google sabe que seus algoritmos de reconhecimento de voz não são perfeitos. Então se você achar algum erro em algum de seus vídeos, você pode baixar a legenda e corrigir facilmente o erro.
    <embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="never" height="385" src="http://www.youtube.com/v/tXZdhMyPHsQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="640"></embed>

    Veja algumas das afirmações da Google sobre as legendas automáticas em seus vídeos do YouTube:

    • Estamos planejando expandir o recurso para incluir mais idiomas, mas atualmente as legendas automáticas são somente para vídeos em inglês.
    • Assim como qualquer aplicativo de reconhecimento de voz, as legendas automáticas precisam de um áudio de boa qualidade e do inglês falado perfeitamente. Vídeos com ruídos no fundo ou com a voz abafada não podem ser legendados. O discurso recente do presidente Obama é um bom exemplo do tipo de áudio que pode ser legendado.
    • As legendas automáticas não são perfeitas e, assim como em qualquer outra transcrição, o dono do vídeo precisa se certificar que elas estão precisas. Em outros casos, o áudio do vídeo pode não estar bom o suficiente para gerar as legendas automáticas. Mas seja paciente, nossa tecnologia de reconhecimento de voz melhora a cada dia.
    • youtube autocaption scale YouTube Agora Tem Legendas Automáticas para Vídeos em InglêsAs legendas automáticas estarão disponíveis para todos que estejam interessados em utilizá-las. Também estamos trabalhando para fornecer este serviço aos vídeos mais antigos que se encaixem nos requisitos acima.

    É uma ótima notícia e com certeza queremos ver o recurso disponível para outros idiomas em breve. Já imaginou assistir uma versão legendada em inglês do video do Jeremias muito louco?

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  • March 05, 04:08 AM

    Pebble Mat

    This Pebble Mat made me look. Not sure how I would feel about having one in my apartment though. Must feel odd to step on it, no?

  • March 06, 08:31 AM

    March 6

    www.weareyoung.co.uk Tweet this!© 2010 Young

Posts

  • March 09, 04:09 PM

    As tags no Twitter como informação contextual de afeto

    Por Alex Primo
    Editor

    Que as tags no Twitter são usadas para categorizar mensagens por assuntos não é nenhuma novidade. Mas o quero comentar aqui é um uso de tags que se tornou bastante popular: a indicação de contextos afetivos.

    O desenvolvimento das hashtags

    A tag (para ser mais exato, hashtag) é um recurso que foi criado de forma espontânea. O sinal # foi usado pela primeira vez para facilitar a organização de mensagens sobre um mesmo tema em 22 de outubro de 2007 por Nate Ritter. Ele criou a tag #sandiegofire nos relatos que vinha fazendo sobre os incêndios em San Diego. No Brasil as tags vêm também sendo muito usadas para cobrir eventos e tragédias (a tag #terremotoSP foi um marco nesse sentido).

    Tagging, que significa etiquetar, é um processo de associação de metadados (dados sobre dados) a textos, imagens, bookmarks, etc. Diferentemente da taxonomia que utiliza vocabulários controlados, qualquer palavra pode ser utilizada como tag. Estas palavras-chave facilitam a recuperação de informações no sistema em sistemas de busca, como o Twitter Search. O próprio Twitter facilita a recuperação de tweets com a mesma etiqueta transformando todas tags em links em suas páginas oficiais.

    Para facilitar o processo de "tagueamento" costuma-se usar etiquetas curtas, que sejam descritivas do assunto em questão. Como se vê ao lado, a inclusão da tag #games circunscreve a mensagem em um tema determinado. Quem tiver interesse nesse assunto pode fazer uma busca sobre essa tag e encontrar tudo o que se está falando no momento sobre ele.

    A importância das tags tornou-se tão grande que o Twitter incorporou em 30 de abril de 2009 a seção Trending Topics (e mais tarde com diversas localizações ) para reunir as etiquetas mais populares em cada instante. O Twitter também passou a publicar uma lista das tags mais usadas em um ano (veja aqui o relatório de 2009).

    Ou seja, de um movimento espontâneo as tags foram oficialmente incorporadas pelo Twitter e hoje contam com toda uma estrutura que facilita a busca e recuperação de mensagens. Politicamente, as tags têm servido como costura virtual para protestos mundiais (como #iranelection) e nacionais (#forasarney, por exemplo). E elas também têm sido usadas como uma forma de interagir sobre conteúdos da mídia de massa (#foradourado).

    Tags e afetos

    Enquanto podemos identificar os usos acima como "formais", um protocolo social para organização e recuperação de informações, um uso menos estruturado das tags ganhou força. Ainda que elas mantenham a função de contextualização, o uso de tags perde a função de folksonomia. Nestes casos, o twitteiro quer demonstrar de forma concisa seu estado emocional naquele momento.

    Enquanto um simples franzir de sobrancelha pode acrescentar informações contextuais a uma frase, indicando raiva ou ironia, as mensagens de puro texto e com poucos caracteres limitam as pistas não-verbais. O uso de emoticons e onomatopéias (hahahaha, AHHHHH!!!) podem viabilizar alguma informação não-verbal, mas eles parecem não ser suficientes. É nesse sentido que #cansei, #sono, #gamei, #morri (indicando uma surpresa, normalmente desagradável) qualificam a mensagem com dados sobre como se sente o interagente. Algumas tags "afetivas" tornaram-se muito populares, tornando-se um padrão dessa categoria, como #prontofalei #muitoamor #euquero #rialto. Apesar de seu uso contínuo, não se pode dizer que os twitteiros estejem visando uma melhor indexação de suas mensagens pessoais.

    Algumas tags indicativas de emoções são repletas de ironia e podem ser difíceis de se compreender em um primeiro momento, como #oiq ("Oi, quê?"). Outras incorporam erros ortográficos intencionalmente: #comofas, por exemplo. De toda forma, os dois exemplos incorporam novos sentidos ao que está sendo dito.

    Este processo diferenciado de tagueamento pretende simplesmente revelar um estado de espírito, um posicionamento afetivo, um contextualização das emoções em jogo. Ainda que não se possa dizer precisamente que trata-se de uma pista não-verbal, já que palavras são usadas na etiqueta, tais tags podem ter um efeito semelhante àquela sobrancelha franzida ou a olhos lacrimejantes (de sono ou tristeza).

    As tags também podem ser usadas como indicação de uma breve opinião sobre o que se escreve na mensagem. Serve como aprovação ou crítica do que diz o texto anterior. Em uma situação de alta limitação de caracteres para a expressão, tags desse tipo revelam o posicionamento do autor diante dos fatos que narra.

    O sinal #, nestes casos, não é um convite para a busca de outras mensagens com a mesma tag. Tampouco é um compromisso com a coletividade, à medida que o interagente não visa agrupar sua mensagem com outras sobre o mesmo tema, facilitando a busca temática. O objetivo nestes casos é expor publicamente um dado afetivo que acrescenta informações ao que acaba de ser escrito, ou que ressignifica o retweet da mensagem de um terceiro.

    Enfim, o uso de tags foi um movimento bottom-up que foi mais tarde instituicionalizado. O uso padronizado dessas etiquetas visam a produção de uma folksonomia cujo finalidade é potencializar a recuperação de informações em um dado contexto temático. Hoje as tags ganham um novo uso cuja importância é apenas local, no interior de uma determinada mensagem. Este novo tipo de procedimento visa apenas qualificar um texto com pistas contextuais de cunho afetivo. Para os que recém estão chegando no Twitter, não se assuste com esta linguagem ainda em construção! #beijomeliga



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    * Tecnologia - InterNey Blogs - InterNey.Net
  • March 02, 11:47 PM

    Você já está conectado à Escola de Redes?

    Você já está conectado à Escola de Redes?

    Por Mariana Oliveira
    Redatora

    Quatro mil pessoas conectadas, interessadas em investigar, estudar e experimentar as redes sociais, compartilhando conhecimento e técnicas de netweaving (articulação e animação de redes sociais). Esse é o propósito da Escola de Redes, ambiente online criado na plataforma Ning e que tem como criador e responsável Augusto de Franco, professor, autor de mais de 20 livros e um dos palestrantes no TEDxSP. A partir do slogan "a escola é a rede" (E=R), a Escola de Redes traz uma posição interessante sobre a discussão acerca das redes sociais:

    A rede social não é uma invenção contemporânea. (...) Seres humanos que se conectam entre si formam redes. O "social" é isso. Ponto. Nos últimos anos, fala-se muito de redes digitais. E fica-se com a impressão de que são as novas tecnologias de informação e comunicação que representam toda essa novidade organizativa. (Uma introdução às Redes Sociais, Augusto de Franco, 2008).

    Concordo. Ainda que nossa vida esteja cada vez mais permeada por tecnologia, percebe-se que a maior parte das discussões atuais sobre as redes sociais se foca nas ferramentas (Twitter, Facebook, MySpace) e seus gigantes números e deixa de lado as relações das pessoas ATRAVÉS da tecnologia: redes sociais não são nada além do que redes de pessoas - online ou offline. E é nesse contexto que se insere a troca de conhecimentos e experiências que a Escola de Redes possibilita a seus membros.

    Um prato cheio para quem gosta de ler sobre o assunto, vale a pena conferir o gigante acervo da Biblioteca E=R, disponível para download: são quase 700 obras de domínio público ou publicadas sob licença Creative Commons. A Biblioteca conta com a própria rede de membros da E=R para traduzir os textos, produzir resenhas e organizá-los em categorias. Contando com essa colaboração, já existem "bibliotecas básicas" para alguns autores fundamentais, como Pierre Lévy, Edgar Morin, Albert Barabási e Duncan Watts; além de seleções temáticas, como a Biblioteca Básica de Democracia. A plataforma da E=R ainda oferece suporte para blogs, fóruns e bate-papos, além de nodos (comunidades) e de um rico acervo de 300 vídeos relacionados.

    CIRS
    Entre os dias 11 e 13 de março, a conexão dos membros da Escola de Redes será ainda maior. Curitiba recebe a CIRS - Conferência Internacional sobre Redes Sociais que, com o tema "Tudo que é sustentável tem padrão de rede", contará com palestras de ninguém menos do que Pierre Lévy, Clay Shirky e Steven Johnson, algumas das maiores "autoridades" quando falamos em cibercultura, redes sociais e web 2.0.

    Além destas três grandes palestras, a CIRS abrigará minicursos (Introdução ao Netweaving e Introdução à Análise de Redes Sociais) e um simpósio que funcionará como "Open Space", onde os membros conectados à Escola de Redes irão definir a pauta e as atividades que serão desenvolvidas na discussão sobre redes sociais e plataformas digitais. Para inscrições, acesse o site da CICI - Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, pois a CIRS é um evento integrado à programação desta, que contará com 70 palestrantes e discutirá soluções globais de inovação para as cidades.



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    * Cibercultura - InterNey Blogs - InterNey.Net
  • February 23, 09:53 AM

    Kindle é para livros, Ipad para revistas e jornais: minha experiência com o Amazon Kindle

    Mesmo sabendo que o iPad seria lançado nas semanas seguintes, decidi voltar com um Kindle na bagagem de uma recente viagem aos Estados Unidos. E já posso confirmar: estou muito satisfeito com esse charmoso leitor de e-books.

    Em julho eu tinha testado o e-reader da Sony, mas não tinha ficado impressionado. Sim, a tecnologia do e-ink realmente me fascinou, mas o pequeno aparato japonês não despertou meus instintos consumistas. A interface, tanto de hardware quanto de software, se mostraram espartanas demais e de usabilidade ruim.

    A sensação de manusear um Kindle pela primeira vez é muito diferente. A Amazon conseguiu alcançar aquele tipo de satisfação à primeira vista que apenas a Apple parecia saber despertar. O aparelho é realmente fino, bonito e muito leve. Agora, para descrever a qualidade da tela basta relatar esta surpresa inicial. Assim que tirei o Kindle da caixa vi que na tela havia umas instruções básicas de como ligar o aparelho. Achei que era um adesivo, como aqueles que normalmente vem grudados em dispositivos digitais. Mas eu estava errado. Não se tratava de uma película com desenhos e ilustrações muito bem impressos: era a própria tela e-ink que já vinha em modo standby. Foi assim que descobri que o Kindle nunca desliga totalmente. Ele fica sempre com uma linda ilustração randômica quando você usa o botão superior para desativá-lo (que na verdade coloca-o em modo "hibernação").

    Os botões do Kindle são muito fáceis de ser acessados, pois situam-se em sua lateral. Por outro lado, o tecladinho para tomar notas e buscar livros na loja virtual é muito ruim de ser usado. Mas em um próximo post farei uma análise detalhada da interface e usabilidade.

    O que quero destacar é o prazer de ler no Kindle. Como a tela não é iluminada por trás (o que exige boas condições de iluminação do ambiente) e tendo em vista a altíssima qualidade dos textos exibidos na tela (saiba mais sobre a tecnologia e-ink), o Kindle revela-se uma aparelho perfeito para longas leituras. Sendo assim, se você é um leitor voraz, você precisa ter um Kindle. É bem verdade que o aparelho é caro (ainda mais se você importá-lo legalmente no site da Amazon). Para ele se pagar você precisa ler muito e aproveitar os descontos das versões online. Mas corra, algumas editoras querem aumentar os preços dos e-books, apesar dos protestos da Amazon.

    Logo que recebi o Kindle, comprei uns livros e assinei revistas e jornais (a Amazon oferece 14 dias gratuitos). Além disso, baixei umas "amostras" de livros, disponíveis para se conhecer um pouco da obra antes de comprá-la. O processo de compra e assinatura de periódicos é rápido e fácil. Os arquivos digitais são rapidamente baixados via rede de celular (cujos custos são pagos pela própria Amazon).

    Enquanto a leitura de livros só merece elogios, a assinatura de revistas e jornais é um caso à parte. As edições dos jornais O Globo e New York Times (que estou pagando pela assinatura), assim como as do jornal Zero Hora e revistas Time e PC Magazine que testei, trazem uma ou outra imagem em preto e branco. Ou seja, elas são constituídas basicamente de texto. É como você estivesse recebendo apenas metade das informações.

    As edições dos jornais normalmente chegam cedinho. Confesso que é bom ler bons colunistas sem ter de abrir enormes folhas de papel jornal. Esse tipo de interface digital adequa-se muito bem à leitura na mesa do café, em aviões e ônibus. Além disso, é ótimo para ler deitado na rede! Por outro lado, a navegação pelos periódicos usando os botões e o pequeno joystick do Kindle é mais trabalhosa. Seria muito bom ter uma tela sensível ao toque (como este leitor da Sony). Mesmo assim, por enquanto vou mantendo minha assinatura digital do Globo. Espero que a Folha lance sua versão para Kindle em breve. Em todo caso, a falta de imagens é um fator que decepciona este blogueiro que insiste em pagar por conteúdo(!). Quanto a isso, algumas reflexões.

    Por que assinar o New York Times se é possível lê-lo gratuitamente na web? Apenas pela comodidade de lê-lo no Kindle. Mesmo assim, o alto preço não compensa. Neste mês já estou cancelando minha assinatura daquele prestigioso jornal. Quem sabe eu volte a assiná-lo no ano que vem, quando seu conteúdo gratuito será podado na web. E talvez eu continue assinando algum grande jornal brasileiro (os jornais gaúchos são dureza!), para poder ler bons colunistas assim que acordo. De toda forma, tenho consciência que o Kindle é para livros, não para periódicos.

    É aí que entro no tema que dá título ao post (apenas agora?!!!). A tela multi-touch do iPad, suas cores vibrantes e a excelente usabilidade serão excelentes para a navegação pelo conteúdo fragmentário de jornais online e para a leitura de revistas muito ilustradas. O Kindle não poderá concorrer. Talvez uma versão nova com a esperada tela e-ink colorida sensível ao toque possa ser tentadora. Mas não acredito que a Amazon consiga vencer nesse terreno.

    Por outro lado, o Kindle ainda é imbatível no mercado de livros digitais, que exigem horas de leitura. Ainda que a Amazon esteja testando um browser para o Kindle, a navegação em puro texto em preto e branco é risível. Apesar da ameaça que a Apple representa, a Amazon precisa investir naquilo que ela faz bem: vender livros e oferecer um excelente leitor de e-books. Talvez o iPad não seja o mesmo sucesso que o iPhone. Talvez esse terceiro dispositivo, que situa-se entre um netbook e um iPod Touch, não consiga convencer os consumidores que eles precisam de mais um aparato em suas mochilhas. A única certeza que temos é que a briga será boa.

    Em resumo: estou muito satisfeito com meu Kindle. Não acredito que o iPad e a iTunes Store consigam vencer a Amazon na área de livros. Por outro lado, o Kindle vai parecer muito, muito velho para a leitura de periódicos. Será que existe espaço para dois vencedores? A Amazon está arriscando muito em tecnologia, onde a Apple é rainha, botando sua loja de livros em perigo? Será que o iPad será uma promessa que não vai convencer? Os consumidores que viverem verão.



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  • February 17, 08:34 AM

    Redes Sociais para crianças: diversão ou preocupação?

    por Mariana Oliveira

    A indústria de propaganda descobriu "tardiamente" que, quando se tem crianças em casa, estas são as principais influenciadoras nos processos de compras da família. As campanhas de brinquedos, por exemplo, eram direcionadas aos pais, e produtos de sucesso como Lego e Barbie foram pioneiros ao criar propagandas tendo como público-alvo quem realmente importava: as crianças.

    No ambiente digital, a maioria das redes sociais online disponíveis atualmente possui foco adulto, exigindo que seus participantes possuam idade suficiente para que possam concordar com os termos de compromisso. Não tão tardiamente(?), existe uma grande expansão no mercado online específico para crianças, que atrai investidores de peso e também incentiva diversas startups. E este mercado oferece espaço para jogos em rede, browsers, redes sociais, aplicativos... tudo isso com a supervisão atenta dos pais:

    Kidzui: navegador para crianças de 3 a 12 anos, com uma interface divertida, colorida e repleta de botões grandes. Apesar de ser em inglês, o Kidzui é intuitivo e disponibiliza mais de um milhão de sites, vídeos e fotos, analisados por uma equipe de 200 pais e professores que "filtram" a internet e tornam segura a navegação. O browser é gratuito e patrocinado pela Mattel, mas existe uma versão paga para os pais que desejarem relatórios detalhados da visitação de seus pimpolhos.

    TotLol: uma versão infantil do Youtube, que reúne vídeos para crianças de até 6 anos. Apesar de ser um projeto recente, o site já conta com diversas animações e vídeos didáticos, escolhidos pelos próprios pais que frequentam a comunidade online.

    Nicktropolis: cidade virtual da Nickelodeon que oferece várias opções de diversão multimídia para os seus "habitantes", como jogos, pets, vídeos exclusivos da Nick e interação com outras crianças.

    FaceChipz: aqui, as crianças têm acesso a diversos recursos, como compartilhamento de fotos, atualizações de status, emoticons, chats, widgets e jogos. Mas o FaceChipz possui o modelo mais inovador até então, pois a rede social para crianças e pré-adolescentes parte de um relacionamento no mundo real. Explicando: os pais cadastram a criança e compram fichas colecionáveis que vêm com um chip que traz um "código de amizade". A criança distribui essas fichas entre seus amigos, que inserem o código ao aceitar o pedido de amizade na rede. Assim, criam-se relacionamentos "seletivos", com base nos existentes offline. O site é recente (novembro de 2009), mas tem grandes chances de cair no gosto da garotada, pois as fichas são coloridas, personalizadas, e se parecem com tazos (alguém mais lembrou disso?).

    Club Penguin: a gigante comunidade virtual, criada em 2005 e comprada pela Disney em 2007 por pelo menos 350 milhões de dólares, merece destaque nesta lista. Com mais de 12 milhões de membros, aqui cada criança vira um pingüim, no melhor estilo MMORPG, e pode personalizar seu avatar, explorar o mundo virtual com outros pinguins e se divertir com jogos. Todo controlado por moderadores, o Club Penguin é gratuito, mas conta com um lucrativo sistema de assinaturas que permite acesso VIP a alguns lugares, compra de acessórios, entre outros.

    "Lugar de criança é na rua"...?
    Redes sociais focadas em crianças suscitam a discussão: será que isso faz bem para o desenvolvimento e sociabilidade das crianças? Pesquisa da National Literacy Trust indica que crianças que utilizam redes sociais e escrevem em blogs são mais confiantes nas suas habilidades, e interagem melhor. Assim como qualquer outra forma de jogos, brinquedos e quebra-cabeças - individuais ou em grupo-, o uso da Internet pode estimular diversas potencialidades, como a inteligência cognitiva, mas as atividades físicas são fundamentais para o desenvolvimento motor da criança. O que se percebe é que existe um "medo das tecnologias" em relação às crianças, como se fossem ficar reclusas e depressivas por causa delas. Entretanto, como diz Sílvio Meira nesta matéria para a Super Interessante, lugar de criança é na Internet! Com tantas alternativas divertidas e seguras, cabe aos pais dar limites que possam equilibrar de maneira saudável todas as brincadeiras.



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  • January 29, 05:29 PM

    A batalha de gigantes no mercado de apps

    por Mariana Oliveira

    Em terra de smartphone, quem tem IPhone é rei. Dezenas de aplicativos, jogos e acessórios são "despejados" no mercado mobile mês após mês, mas o foco das atenções é a AppStore, a loja da Apple. Dirigir remotamente um carro? Fazer tricô? Avisar que o protetor solar precisa ser reaplicado? Procurar o Wally? Bom, estes e centenas de outros aplicativos já estão disponíveis para download. Inovadores, divertidos, úteis, fúteis, não importa: ninguém quer ficar de fora deste mercado promissor, e as marcas mais moderninhas já estão garantindo seu espaço desenvolvendo seus próprios apps.

    Ainda que existam outras lojas de apps, a Apple tem liderança absoluta: em 2009, dados da ComScore indicaram que 99,4% dos aplicativos móveis foram adquiridos na AppStore, com o restante a ser dividido entre Nokia, Google e Palm. Mas este "oceano azul" começa a receber sinais de concorrência das boas: com esta simpática campanha, veiculada há poucas semanas, a Nokia apresenta O maravilhoso mundo da Ovi, divulgando a Ovi Store, loja de aplicativos da empresa.

    Os apps chegaram pra ficar: existem diversas listas reunindo "os melhores", além das que focam em objetivos específicos, como jogos, geolocalizadores, gerenciadores de tarefas... tem aplicativo até para os enólogos de plantão. Inclusive, há uma rede social para os fãs trocarem opiniões e experiências, a AppBoy.

    Este promissor mercado está na mira de milhares de olhos: desenvolvedores, empreendedores, publicitários. A disputa ganhou ainda mais tempero quando, na sexta-feira (22/01), a Nokia anunciou que irá oferecer GPS gratuito para alguns de seus aparelhos (no Brasil, o 5800 e o 6710). A empresa, que está envolvida em uma batalha com a Apple por patentes desde outubro passado, agora arranjou confusão com os fabricantes de GPS. Ainda que mantendo as portas abertas para que outras empresas vendam aplicativos de localização para seus telefones, quem vai concorrer com navegação gratuita da Nokia?

    Até 2009, o reinado de aplicativos era da Apple, mas estima-se que esta fatia reduza de 99,4% para 66% em 2010, principalmente devido ao crescimento exponencial do Android. A concorrência acirrada neste mercado é positiva para os consumidores, pois traz mais opções e maior variedade de benefícios (como GPS gratuito) para os smartphones. Que vença o melhor. :)



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  • January 18, 09:57 AM

    Don't be evil: a crise diplomática do Google

    Don't be evil: a crise diplomática do Google

    por Mariana Oliveira

    Os polêmicos China e Google são os protagonistas de uma emblemática guerra de/por informação entre uma empresa e uma nação-estado, que envolve censura, monopólio, restrições e ataques à privacidade alheia.

    Como foi noticiado em diversos meios, já que a maioria dos jornais e blogs está fazendo intensa cobertura sobre o caso, o Google anunciou a decisão de quebrar o acordo com a China e retirar os mecanismos de censura da ferramenta de busca em território chinês. Logo no início da declaração em seu blog, a empresa avisa que "detectou" uma grande ameaça de ataque proveniente da China, a então chamada Operação Aurora, que ainda envolvia ataques de pishing a ativistas locais usuários do Gmail. E ainda ameaçou: caso não tenha o aval para retirar a censura nos seus resultados, o Google fecha as portas no país. Isso mesmo, Googlebye, como apelidaram os chineses mais abalados com a notícia.

    Muitos desdobramentos ainda estão por vir, inclusive há rumores que estes ataques provêm do governo chinês e/ou do próprio Google(!). E entre diversas análises sobre o caso publicadas na mídia especializada, as opiniões heróico-apaixonadas têm destaque, na linha "finalmente, alguém teve coragem de enfrentar a monstruosidade da China". De fato, a postura da empresa traz à tona a discussão e acaba por revelar outras facetas destas relações diplomáticas, mas bloquear a censura das pesquisas em um país em que o Google nem é líder (30% das buscas) não combateria as históricas fragilidades em termos de direitos humanos que permeiam o país, intensamente retratados pela imprensa mundial durante as Olimpíadas. Mas uma outra corrente crítica argumenta que a briga é de gente grande: o gigante das buscas não irá abandonar este gigante mercado, o que faz disto uma manobra estratégica. That's the good PR!

    Para além desta discussão centrada no governo chinês, o que surpreende é a crise diplomática que o Google vêm enfrentando a partir do crescimento exponencial de seus negócios para mais e mais áreas (já conhecem o projeto Energy?). O departamento de Relações Públicas da empresa deve estar sobrecarregado de trabalho, pois o Google está interferindo nas relações comerciais, editoriais, políticas e até de privacidade de diversos países. Algumas das quais consigo lembrar no momento:

    - Suíça x Google: aqui, o problema é com a privacidade dos cidadãos suíços clicados no Google Street View. A empresa de buscas foi acusada de não obscurecer as fotos de transeuntes e placas de carros, além de colocar as câmeras em determinada altura que contempla imagens de propriedades privadas. A decisão judicial determinou que o Google poderá continuar registrando o país para o Street View, mas atentando para normas mais rígidas de privacidade. Polêmica semelhante também ocorreu no Reino Unido.

    - Alemanha x Google: em entrevista à revista Del Spiegel, a ministra da Justiça do país, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, fez declarações em que demonstrou preocupação na quantidade de dados sobre cidadãos, e anuncia que a empresa está criando um "monopólio gigante", similar ao construído pela Microsoft, o que a coloca na mira das investigações alemãs.

    - Índia x Google: Já no país indiano, a preocupação é com o Google Earth. O governo considera o software um perigoso aliado para ataques terroristas, por oferecer informações por satélite dos possíveis alvos.

    - França x Google: como recentemente tratado aqui no Dossiê, o presidente Sarkozy fez declarações polêmicas sobre o processo de digitalização de obras francesas pelo projeto Google Books. E a briga recém começou, pois o governo francês estuda propostas de criar um "imposto google" sobre as buscas.

    - Brasil x Google: alguém se lembra das extensas batalhas judiciais para revelar dados de possíveis pedófilos no Orkut?

    Pergunto: de fato, quem detém informação detém o poder? Ou também é preciso muito jogo de cintura diplomático e manobras estratégicas (como o caso China?). Uma coisa é certa: nunca nos questionamos tanto sobre a possível criação de um monopólio nas buscas por informação, e como estamos colaborando para isto. Esperamos que o Google siga seu próprio slogan: Don't be evil.



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  • December 21, 11:22 AM

    A França versus Google Books

    por Mariana Oliveira

    Ainda que enfrentando resistência por parte de alianças como a Open Book Alliance (Amazon, Microsoft e Yahoo, juntas!) e dos gigantes do mercado editorial, o Google vêm digitalizando livros há mais de cinco anos, e recentemente firmou um importante acordo com autores, editoras e bibliotecas para a publicação de seus acervos no Google Books.

    O foco das discussões sobre o acesso ao conhecimento está voltado para as plataformas de distribuição: o melhor e-Reader do mercado, as editoras on demand, os e-books e o futuro incerto do livro de papel, a leitura em smartphones. Dentre tantos egos feridos, como autores, gráficas e pequenas editoras, eis que surge mais um grande inimigo: a França!

    Nesta sexta-feira, o Google foi condenado pela Justiça francesa por infringir direitos autorais da editora La Martiniere. O processo corria há três anos e pedia uma indenização de 15 milhões de euros(!), mas a multa aplicada ao gigante das buscas corresponde a 300 mil euros, além de taxas diárias até que todo os fragmentos de livros desta editora sejam retirados do Google Books.

    Pouco antes desta decisão, o presidente Nicolas Sarkozy fez declarações polêmicas sobre a digitalização de livros, ao dizer que não deixaria a herança literária francesa nas mãos de "empresas norte-americanas amigáveis". Uma das providências foi a criação da Polinum, startup planejada para, num futuro próximo, servir de alternativa ao sistema de arquivamento do Google. O projeto de digitalização é uma das prioridades do governo francês em 2010, garantiu o primeiro ministro François Fillon.

    Acesso x Leitura

    O co-fundador do Google, Sergey Brin, diz que os acordos de digitalização de livros são uma vitória para a empresa, mas que "quem realmente ganha é o leitor, pois a enorme riqueza de conhecimentos presente em todos os livros do mundo agora estará ao alcance de todos". Entretanto, este precedente aberto pela Justiça Francesa de condenação do projeto provavelmente prejudicará os planos do Google Books de digitalizar "todas as informações do mundo".

    Tantas batalhas judiciais e o que se percebe é que estas discussões focam no processo de disponibilizar o livro, e não em sua leitura. Caberia refletir sobre a importância de brigar por tanto acesso quando se constata que, segundo o NOP World Reports Worldwide, o índice de leitura da maioria dos países é de menos de 1 hora por dia. Faz sentido tamanho acesso ao objeto-livro e a esta "riqueza", se não soubermos como aproveitá-la?

    Certamente o incentivo a tais hábitos de leitura não é um dever do Google - que, diga-se de passagem, já está fazendo sua parte ao promover esta digitalização. A única maneira de explorar e desfrutar deste conhecimento é ler mais, seja no papel, no e-reader ou no Google Books. Que tal começar por aqui?



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  • December 15, 11:51 AM

    Formspring.me consegue reunir narcisistas e anônimos

    por Alex Primo

    A cada semana uma nova febre acomete o Twitter. O estado febril da vez é o Formspring.me. À primeira vista este sisteminha de perguntas e respostas parece trivial e sem graça. É bem verdade que também pensamos o mesmo do Twitter quando ele surgiu. Mas será que o Formspring.me acabará sendo avaliado em bilhões de dólares daqui a alguns meses? Ou como toda febre passará em breve?

    O grande trunfo deste novo serviço é conseguir juntar duas figuras muito comuns da Web 2.0: o egocêntrico e o anônimo. O primeiro sofre da Síndrome Narcísica, muito comum em nossos tempos. Ele busca incansavelmente uma audiência que o aplauda e que confirme sua existência. Nada como ter um grupo de desconhecidos querendo saber trivialidades sobre a sua pessoa. Para um narcisista, a oportunidade de falar de si é sempre prazerosa. Do outro lado desta breve conversação, um anônimo (ainda que interagentes registrados possam se identificar) dispara perguntas protegido pelo escudo da total invisibilidade. Neste encontro inusitado, onde o ego admira-se diante de um espelho sem imagem, o narcisista exerce sua criatividade em responder simplórias provocações com trocadilhos e filosofias baratas.

    Claro, as perguntas são previamente selecionadas. Nesse sentido, não apenas as respostas nos falam muito sobre quem responde, mas as próprias perguntas escolhidas revelam um pouco do universo que lhe interessa. A prática envolve tanto o lúdico quanto o risco. De qualquer forma, para o narcisista o que menos importa é a pergunta. O que vale é o espaço para se expor.

    Mas não sejamos tão críticos. O Formspring.me pode ser uma brincadeira gostosa, um exercício de autoconhecimento e até mesmo uma ferramenta para professores e empresas receberem o livre feedback de seus públicos.

    Resta saber se este serviço vai conseguir ultrapassar o limite da curiosidade ou se impor como um novo espaço conversacional. Já podemos observar o envio automático de perguntas e respostas para o Twitter. Um fenômeno parecido aconteceu com o Blip.fm , mas hoje ele parece bastante esquecido. Será esse o destino do Formspring.me?



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  • December 14, 07:05 AM

    O lucrativo mercado de aplicativos para o Twitter

    por Mariana Oliveira

    Recentemente, a Business Week publicou uma matéria intitulada "Inside the App Economy", que trata do boom de start-ups com foco em aplicativos para redes sociais e smartphones. Os famigerados Farmville e Mafia Wars, desenvolvidos para o Facebook pela empresa Zynga, são alguns dos bem-sucedidos exemplos dessa nova economia. O Twitter, apesar da plena ascensão e dos mais de 50 mil aplicativos registrados, ainda não é rentável economicamente. O CEO do microblog, Biz Stone, garante que não irá vendê-lo, mas existem muitas especulações sobre possíveis ferramentas de monetização.

    Como já foi pontuado neste blog, a maior parte do sucesso do Twitter é explicada pela arquitetura de participação viabilizada pela abertura de seu sistema, que permitiu a proliferação dos serviços para a plataforma. Mas, assim como aconteceu no Facebook, alguns desenvolvedores de aplicativos descobriram maneiras de gerar sua própria renda, e esta não vai para o bolso do Twitter e sim para as start-ups e os programadores envolvidos. Que mundo injusto, não?

    Alguns passos estão sendo ensaiados para alterar isto. Ciente de que mais de metade do tráfego do Twitter vem de outros aplicativos, o Diretor de Plataforma do microblog, Ryan Sarver, fez alguns considerações importantes na 3ª edição do LeWeb, conferência francesa sobre internet que aconteceu na semana passada.

    Dentre as novidades anunciadas, está a criação de um site especial para os desenvolvedores, com tutoriais, painel de usuário e testes preferenciais. Além disso, a partir de 2010, os desenvolvedores de aplicativos para o Twitter terão acesso ao banco de dados do microblog, o Firehose, que permite acompanhar o tráfego de tempo e livestream dos usuários, dados até então restritos a gigantes como Google e Bing.

    Mas nem tudo são flores: além de não ficar claro se o acesso ao Firehose será gratuito, o Twitter aumentará as taxas dos aplicativos com autenticação segura. Nas palavras de Sarve, o Twitter também planeja um modelo de negócios que faça o dinheiro fluir pela plataforma, permitindo sua participação no sucesso de seus parceiros. Ou seja, quanto mais dinheiro circulando nos aplicativos, mais retorno para o microblog!

    Sendo assim, porque não incentivá-los a produzir melhor? A última das novidades do dia: o lançamento da Chirp, a primeira conferência para desenvolvedores de aplicativos para Twitter, que acontecerá em São Francisco, em 2010. Similar à F8, conferência do Facebook, a Chirp é uma iniciativa que potencializa a indústria de aplicativos, pois reúne centenas de startups e desenvolvedores e propõe a interação de "aprender uns com os outros". Ao mesmo tempo que proporciona esta troca de dados e ferramentas, o evento pode ser uma das maneiras que o Twitter encontrou de gerenciar o que está sendo produzido por aí e até incorporar algumas dessas mudanças (as novas funcionalidades, como o Retweet e as Listas, foram "inspirados" em apps desenvolvidos por terceiros).

    Pelo visto, 2010 promete ser um ano cheio de novidades. Por ora, aqui vai uma excelente compilação de aplicativos para o Twitter.



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  • December 09, 07:23 AM

    Quais e quantas identificações você está mostrando na rede? Flavors.me e lifestreaming

    por Mariana Oliveira

    Facebook, Twitter, Blog, Orkut, LinkedIn, Flickr... Você tem quantos perfis cadastrados pela rede afora? Já perdeu as contas (e as senhas)?

    O que mostramos em cada um deles?

    Vivemos na era do lifestreaming. Sendo assim, percebe-se uma crescente preocupação com a identidade construída nestes ambientes digitais. Os agregadores de conteúdo, como o FriendFeed, e os centralizadores de redes sociais, como o MeAdiciona, são algumas maneiras de "gerenciar" esta imagem. Por meio deles, podemos concentrar nosso sujeito fragmentado online, reunindo as "identidades espalhadas" pela web e as vinculando a um perfil único.

    Para Michel Maffesoli, o social é um complexo explícito de valores plurais, diferentes e diversos, o que resulta na fragmentação do sujeito. Assim, na pós-modernidade, este sujeito é "o ator da era contemporânea, que representa papéis variados em diferentes grupos sociais", e alterna suas identificações de acordo com o ambiente em que está inserido.

    Nesse cenário, é válido apresentar dois projetos interessantes que já estavam em período de testes, mas foram lançados oficialmente por esses dias. O primeiro é o Flavors.me, que promete facilitar a presença online das pessoas. É uma maneira estilosa de personalizar uma página web. Totalmente customizável e com uma interface clean, no estilo Posterous e Tumblr, o Flavors já conquistou os primeiros adeptos.

    É importante pontuar que o Flavors não é um novo FriendFeed, apesar do mesmo princípio de centralização da nossa presença online. Fundado por ex-funcionários do Google e recentemente adquirido pelo Facebook, no FriendFeed podemos acompanhar em tempo real todas as atualizações dos nossos contatos, seja no Twitter, no Delicious ou no Flickr. Já a proposta do Flavors tem um foco minimalista, apenas auxilia na criação de uma página web para chamar de sua: um cartão de visitas virtual, com o seu portfolio de atividades na rede, não oferecendo possibilidades de "seguir" amigos e acompanhar suas atualizações.

    Para além deste foco de centralização, o site Youtego, lançado esta semana, se direciona mais para a parte estética desta construção identitária. Através de uma poderosa ferramenta de visualização, podemos montar um perfil só com imagens que revelam nossas preferências, habilidades, hobbies, o que resulta em um vídeo de apresentação muito agradável visualmente.Veja um exemplo:

    Em processos de seleção, a prática de pesquisar a vida online dos candidatos já é uma realidade, e abre espaço para dúvidas: por estar buscando uma vaga de gerência, será que pega mal publicar as fotos da festa passada no Flickr? Se meu chefe me segue no Twitter, posso exclamar aliviado "ainda bem que é sexta, chega de trabalho!", sem correr o risco de uma repreensão?!!

    Enquanto isso, resta desfrutar das possibilidades estéticas de unificação que a web 2.0 proporciona, como estas apresentações pessoais e cartões de visita cada vez mais interessantes!

    ----

    Para saber mais sobre as expressões identitárias na web, leia este artigo sobre Lifestreaming, de Sandra Bordini.



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  • December 08, 11:06 AM

    Quando um blogueiro se cala

    Os blogs resistem a toda censura. Ditaduras não podem silenciar a voz de blogueiros. Juízes podem tirar blogs do ar; processos podem tentar nos intimidar. Mas a blogosfera não se cala.

    Apenas uma dolorida tendinite pode afastar um blogueiro de seus posts...

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  • December 04, 12:28 PM

    Reflexões sobre o Google Zeitgeist 2009

    por Mariana Oliveira

    Nesta época do ano, entre diversas listas, resoluções e retrospectivas, o Google atrai muitas atenções com o lançamento do relatório de análises das buscas mundiais, o Google Zeitgeist.

    Zeit o quê?
    Em uma tradução aberta do idioma alemão, zeit significa época e geist, espírito: assim, a palavra zeitgeist representaria o clima moral e intelectual de um período de tempo, a partir das particularidades observadas. Disponibilizado anualmente desde 2001, o Zeitgeist traz o ranking das palavras mais buscadas entre suas bilhões de pesquisas. No cruzamento destes dados, é possível identificar padrões e interesses globais, assim como delinear a retrospectiva dos assuntos mais discutidos no ano.

    O espírito de 2009
    O relatório deste ano trouxe Michael Jackson, Twitter e Facebook entre os termos emergentes nas pesquisas, e Barack Obama e Olimpíadas de Pequim entre os decrescentes. Até aí nada além do esperado, mas destacam-se algumas particularidades:

    - Torpedo Grátis como um dos 10 termos mais bombantes de 2009? Pelo visto, a geração SMS, que segundo a consultoria Nielsen envia em média 80 mensagens por dia, está à procura de uma maneira mais barata de sustentar o vício! :)

    - A presença das redes sociais foi constante nas pesquisas de todos os países. Enquanto no Brasil ainda estamos muito ligados ao Orkut, nossos vizinhos estão todos no Facebook: o termo teve o maior crescimento de procura nos países da América Latina (Argentina, Colômbia, Venezuela, Chile, Peru), além de posição de destaque nos países africanos (Quênia, Cingapura, Nígéria). Já o Twitter foi a bola da vez nas buscas no Brasil, Canadá e Estados Unidos.

    - Windows 7 foi o termo que mais bombou na Europa Ocidental, principalmente na Áustria, Suíça, Alemanha - países que fazem parte do seleto grupo escolhido pela Microsoft para receber a edição Family Pack do Windows 7, com três licenças por U$ 149.

    - A polêmica morte de Michael Jackson, que derrubou diversos sites, inclusive o Twitter, teve menos crescimento de buscas na Europa do que a cantora pop Lady Gaga. Na Argentina, o rapper Daddy Yankee também ultrapassou o Rei do Pop nos índices de pesquisa.

    E o Brasil?
    Até 2007, o Google Zeitgeist oferecia o relatório das pesquisas de forma global. A partir do ano passado, estas análises ganharam divisões regionais, possibilitando conferir as tendências de cada país. Considerando que o Google detém 95% das buscas feitas por IPs brasileiros, a análise dos termos mais buscados permite identificar interesses e preferências neste período de tempo. O relatório sobre o Brasil diz que, "do ponto de vista das buscas do Google, os brasileiros interagem via web sobre um tripé: redes sociais (e diversão), serviços e consumo".

    No relatório de 2008, quatro das 10 palavras com maior crescimento na procura estavam relacionadas a jogos on-line; em 2009, tais termos sequer aparecem no mesmo ranking. Entre os emergentes, destaque para três termos relacionados à carreira: Concursos 2009, Emprega SP e ENEM 2009. Será que o brasileiro cansou de jogar Tetris? :)

    Tendências para 2010
    Uma das novidades deste ano é a seção "Mais dados", que convida aos relatórios de tendências de outros 50 países, utilizando a integração com o Google Tradutor. Apresenta também diversas ferramentas de mapeamento de tendências, como o Google Trends, o Hot Trends e o Google Insights (mais sobre este assunto a qualquer momento por aqui).

    Aos interessados pelo assunto, este blog fez um excelente trabalho de compilação e reuniu diversas previsões e tendências para 2010!



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  • December 02, 06:53 AM

    Google cede, Murdoch vence?

    Ontem o Google anunciou em um blog oficial que vai mudar a forma como o Google News funciona. Após uma forte pressão dos jornais online, liderada pelo titã midiático Rupert Murdoch, o Google oferecerá a essas empresas o recurso de bloquear a leitura de mais de 5 notícias em seu agregador. A partir do sexto clique o internauta precisará se cadastrar no jornal online e pagar pelo conteúdo (se essa for a política do periódico). Esse recurso visa satisfazer os jornais que acusavam o Google de roubar seu conteúdo através do agregador Google News que, apesar de não produzir nenhum material original nem manter parcerias comerciais com empresas jornalísticas, lucra com notícias produzidas por terceiros.

    Vale lembrar que Murdoch ameaçava tirar o conteúdo de todos os seus jornais das páginas do Google. Além disso, estaria assinando um acordo com o mecanismo de buscas da Microsoft Bing que passaria a repartir seus lucros com publicidade com os jornais online. Parecia uma jogada de mestre: Bing conquista conteúdo jornalístico que sumiria das páginas do Google. Murdoch e Microsoft juntos em defesa dos lucros das velhas empresas jornalísticas. "Ai, que meda!!!"

    A Declaração de Hamburgo, apoiada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e por jornais como o Estadão e O Globo, defende que a propriedade intelectual do conteúdo criado e veiculado por jornais precisa ser respeitada. Encontre abaixo um resumo da declaração estampada no site do Estadão (será que esse jornaleco vai me processar pela reprodução abaixo?):

    A internet é uma grande oportunidade para o jornalismo profissional - mas apenas se mantiver o equilíbrio econômico-financeiro das empresas jornalísticas nos novos canais de distribuição digitais. Não é o que acontece atualmente.

    Vários agregadores de conteúdo utilizam obras de jornalistas, editores e empresas jornalísticas sem pagar por este uso. No longo prazo, esta prática põe em risco a criação de conteúdos de alta qualidade e o próprio jornalismo independente.

    Por este motivo, precisamos melhorar a proteção da propriedade intelectual na internet. O acesso livre à web não significa necessariamente acesso livre de custos. Discordamos dos que afirmam que a liberdade de informação só será obtida com todos os conteúdos gratuitos.

    O acesso universal aos nossos serviços deverá estar disponível, mas não queremos ser obrigados a ceder a nossa propriedade sem autorização prévia.

    Assim sendo, consideramos necessárias e urgentes medidas para a proteção dos direitos autorais de jornalistas, editores e empresas jornalísticas na internet.

    Não devem existir zonas da internet onde as leis não se aplicam. Os governos e legisladores, em nível nacional e internacional, devem proteger mais eficazmente os conteúdos intelectuais dos autores e produtores. Deve ser proibida a utilização, sem prévia autorização, da propriedade intelectual de terceiros.

    Em última análise, também na rede mundial de internet deve valer o princípio: não há democracia sem jornalismo independente.

    A cobrança pelo conteúdo jornalístico online veiculado nas páginas do Google, para Marcelo Träsel, será um suicídio editorial, tendo em vista que boa parte do tráfego de jornais online iniciam naquele mecanismo de busca e em seus agregadores de conteúdo. Diz ele, "Ao tentarem cobrar das ferramentas de busca por esse serviço público, as empresas estão sequestrando um patrimônio público [o acontecimento em si], impedindo que os cidadãos tenham acesso à sua história". Irônico, Träsel alfineta:

    ...para eles as ferramentas de busca devem pagar para levar leitores aos jornais, porque lucram veiculando anúncios junto aos resultados de buscas. É engraçado, mas não há registro de alguma empresa de mídia propondo dividir os lucros dos anúncios em rádio, jornal e televisão com os entrevistados que fornecem matéria-prima para as notícias com o sacrifício de seu precioso tempo. Aliás, o entrevistado em geral tem de se deslocar até o estúdio por conta própria e muitas vezes não recebe nem um cafezinho.

    Tiago Dória, por sua vez, lembra que não estamos querendo roubar o conteúdo editorial. Estamos doando minutos de nossa valiosa atenção. Logo, em um mercado de abundância, será que as tradicionais estratégias de monetização dos jornais impressos podem fazer sentido na internet? Quem sabe o Murdoch dá uma lida no livro Free? Espero que Chris Anderson cobre bem caro por essa cópia do livro enviada para o dono da News Corporation.

    Para que a cobrança por conteúdo em jornais online funcionasse, todos, eu disse TODOS, aqueles sites precisariam se fechar. O problema é que se um ou outro mantivessem o acesso aberto e gratuito, esses jornais online "furões" ganhariam imensa vantagem competitiva. Como hoje as notícias em diferentes jornais estão cada vez mais iguais, a "técnica jornalística" padronizou os textos, por que vou pagar por um conteúdo que posso encontrar em outro lugar?

    Por outro lado, a análise bem escrita, o jornalismo investigativo e colunistas que tem o que dizer tem um valor diferenciado. Confesso que não me nego a pagar por conteúdo "premium". Em um mercado de abundância, um bom articulista é um produto raro e, sabemos, caro. Quem quiser um aprofundamento, uma análise crítica bem embasada e investigada, aí sim poderia decidir se quer pagar por esse material. Enquanto isso, o jornalismo medíocre pode ficar aí ao lado batendo boca, querendo lucrar muito com suas mesmices.

    Pode-se entender que esse movimento do Google representa uma pequena vitória de Murdoch e seus seguidores. Mas não creio que seja uma grande vitória para o jornalismo e para seus leitores. O mundo mudou e assim também seus mercados. Como sou um otimista, creio que esses flancos abertos abrem oportunidades para novos players (desculpem, odeio esse palavreado)... mais criativos e ousados.

    Enquanto isso, o Murdoch, e seus cãezinhos do Estadão e O Globo, devem estar pensando em como cobrar de nós que compartilhamos no Twitter links para seus jornais online. Quer saber, acho que deveríamos criar um boicote: não envie gratuitamente links no Twitter e em seu blog para esses jornalecos que assinam o Tratado de Hamburgo. Cobre por cada link e o tráfego que você gera para sites jornalísticos!

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    A montagem da foto de Rupert Murdoch foi tirada daqui.



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  • December 01, 06:54 AM

    Ciborgues e a perfeição do corpo

    Estava eu matando tempo no Twitter quando encontro o link do vídeo abaixo. O Cardoso (não aquele rabugento, mas o fundador do saudoso Cardoso Online) dava a entender que as imagens eram grotescas ("Nunca vou me recuperar" ), mas mesmo assim promovia a curiosidade pelo inusitado de seu comentário: "Silicone masculino".

    O vídeo mostra um jovem muito orgulhoso de seus músculos. Simulando uma aula de aeróbica, Rodrigo dança ao som de uma música eletrônica exibindo seu corpo que parece ter sido esculpido por um chargista sem limites. O trapézio nasce de seus ombros como um trabalho equivocado no Photoshop. Seu peito parece ter sofrido a ação do filtro spherize. Mas a desproporcionalidade não foi gerada digitalmente. Tampouco parece fruto de um esforço "natural".

    Em outro vídeo, Rodrigo diz "não estar nem aí" para quem o acusa de tomar bomba. O que lhe importa é que "a mulherada gosta". E ameaça: "Se você facilitar eu pego sua mulher. Porque vocês são uns invejoso [sic]". Já seu perfil no YouTube traz a intrigante confissão: "SEM TREINAR MUSCULACÁO A 2 ANOS [sic], IMAGINA SE TREINASSE". Como então o rapaz consegue manter aquele corpo?

    Não parece haver dúvida que boas doses de anabolizantes foram utilizadas. Ora, esse procedimento parece ser o caminho mais rápido para tal "modelagem" muscular. Mas o intuito deste post não é fazer mais uma alerta sobre os riscos do abuso daquelas substâncias. O que quero aqui colocar em discussão é a relação entre corpo, tecnologia e nossa época.

    As indústrias culturais nos convenceram com o tempo que mulheres devem ser magérrimas como as modelos que estampam capas de revistas femininas. Rostos não podem ter rugas e sinais de expressão. Homens precisam ser malhados, mesmo que não sejam esportistas. Tal imposição midiática acabou desvinculando a estética da saúde. Que importa se uma garota está em processo de desnutrição se está contente por estar magra? Por que preocupar-se com um possível problema cardíaco, se hoje uma exagerada musculatura pode atrair meninas da academia? Nesse cenário, rapazes mais magros que sofrem com pequenos halteres são chamados de "frangotes".

    Mesmo vomitando suas refeições, uma garota sente-se gorda no espelho. Por outro lado, encontra suporte e incentivo de parceiras em sites de Ana e Mia (siglas usadas para disfarçar sites com dicas de incentivo à anorexia e bulimia). Enquanto para ela um corpo esquálido é o objetivo, para ele músculos desproporcionais são o ideal estético. Ela evita comer, ele abusa de suplementos alimentares e injeções de anabolizantes. A primeira pensa que pode emagrecer ainda mais, o segundo acha que seu braço e peito poderiam inflar ainda mais.

    Revistas femininas fazem circular anúncios que pregam um tipo estético que só pode ser alcançado via Photoshop. Cinturas menores que cabeças são exibidas em fotos que, apesar de seu caráter grotesco, incentivam garotas a buscar aquele ideal em seus espelhos. Já as "bombas" são receitadas e vendidas em academias por marombeiros que não possuem nenhuma formação nutricional ou em educação física. Tal como um caricaturista que exagera formas para gerar riso, os fisiculturistas/químicos criam protuberâncias em seus corpos esperando a admiração alheia.

    A busca pela perfeição do corpo tem como meta o protótipo do físico midiático: corpos esquálidos siliconados que roçam em troncos inchados nos episódios de algum BBB. A "perfeição" nas revistas é alcançada digitalmente, mas aqui fora muitas técnicas analógicas nos ajudam a buscar a mesma estética: o vômito provocado para eliminar calorias; injeções de anabolizantes.

    Precisamos reconhecer, a tecnologia nos ajuda a vencer deficiências. Cirurgias plásticas podem ajudar uma garota a ultrapassar certos traumas. Loções podem retardar a calvície. Sessões de laser tem o poder de eliminar manchas, apagar tatuagens mal feitas e depilar pelos indesejados. Próteses dentárias e aparelhos metálicos podem corrigir sorrisos. E a mais básica das vacinas pode fortalecer nossos corpos. Enfim, somos hoje todos ciborgues. Nossos corpos são modificados continuamente. E assim vamos lutando contra a finitude, mantendo-nos jovens enquanto podermos negar a velhice.

    Mas isso pode parecer pouco para quem quer ter um corpo mais que perfeito. Rodrigo é uma prova disso. Ao dançar, bate em seus peitos inchados. Pretende mostrar força. Debocha de seus críticos e gaba-se de não fazer musculação. Por que o esforço se a química pode ser sua aliada? Para que tanto suor se o que importa é a imagem final?

    Quem sabe as TV digitais e suas imagens de alta definição nos ajudem a lembrar que nossos ídolos tem peles manchadas, marcas de expressão e dobras nas cinturas. Talvez não. O detalhe real não contribui para a mitificação. Em breve novas técnicas serão desenvolvidas para borrar a alta definição. O que importa é a fantasia.

    -----

    Saiba mais sobre o tema lendo este excelente artigo de Paula Sibilia: O bisturi de software (Ou como fazer um "corpo belo" virtualizando a carne impura?)



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  • November 27, 06:09 AM

    Ajude a traduzir o TED

    por Mariana Oliveira

    O TEDxSP, conferência independente realizada em São Paulo e inspirada nos moldes do TED, foi certamente um dos assuntos mais comentados de novembro. O evento teve uma excelente cobertura no Twitter e na blogosfera, por meio da tag #tedxsp e de diversos posts sobre o evento (destaque para o liveblog de Cris Dias para o Brainstorm#9).

    Aproveitando este buzz, cabe falar de um outro projeto muito interessante, lançado pelo TED em maio deste ano: o Open Translation Project, em que somos convidados a colocar em prática nossos conhecimentos em outros idiomas, traduzindo as palestras do TED e auxiliando na difusão global dessas ideias.

    Para se tornar um tradutor, é recomendável ter fluência no idioma, mas não são solicitados certificados formais. O projeto oferece suporte para os tradutores, como grupos de discussão (inclusive no Facebook) e dicas de estilo para o texto, e estes voluntários se tornam "perfis" do site, com nome, foto, contatos, como em uma rede social virtual.

    O Open Translation Project já conta com mais de 1300 tradutores voluntários em 59 idiomas, e um total de 3 mil traduções realizadas - sem contar as que estão "em progresso". São disponibilizadas 242 palestras em português, com temas que variam muito, de neurociência e computação a jogos e criatividade.

    A lista completa você confere aqui, inspire-se!



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  • November 25, 07:10 AM

    Quanto vale um amigo em redes sociais na internet?

    "Eu quero ter um milhão de amigos". Quando Roberto Carlos entoava esses versos jamais imaginaria que esse seria um objetivo de muitos interagentes das futuras redes sociais online. Mas cabe perguntar: o que é um amigo, o que é a amizade? A pergunta pode parecer óbvia, mas não encontra consenso na história da filosofia e da sociologia. Na verdade, o entendimento do que é um amigo varia muito de época para época. Será que hoje, em tempos de internet e da circulação dos discursos sobre capital social, amigos (e sua quantidade) passam a ser avaliados em termos utilitários e estratégicos?

    Hoje falamos muito de laços fracos e fortes. Boa parte nem sabe de quem é o canônico texto sobre a força dos laços fracos, mas repete sempre que o mais importante é ter uma boa rede de laços fracos. Estes sim seriam mais vantajosos. Podem nos garantir novas oportunidades de trabalho e lucros mercadológicos. Ser um hub passa a ser um imperativo. Fazer networking (estranho esse verbo to network!) torna-se uma necessidade para quem busca o "sucesso". Intimista e por demais compromissado para nossos tempos, o laço forte parece ser algo do passado. Como nos diz o brilhante sociólogo Bauman, o que importa hoje é a conexão, não o relacionamento. Pois quem conecta também pode desconectar a qualquer momento.

    Além disso, parece que os debates sobre capital social, conceito que se vulgariza, resumem-se agora à sua interpretação mais econômica. Nesse sentido, o acúmulo de "amigos" em sites de redes sociais na internet torna-se uma etapa necessária para alcançar-se vantagens. Em outras palavras, a amizade passa a ser vista fundamentalemnte de forma utilitária.

    Na verdade, o debate sobre amizade e utilidade não é novo. Desde a antiguidade o tema está em pauta. Entre os gregos, a philia é pensada como um relacionamento masculino idealizado, em termos de virtude e justiça. Para Aristóteles, as amizades baseadas no prazer e no interesse não seriam verdadeiras: "amigos que se amam com fundamento na utilidade não se amam por si mesmos".

    Foucault, Epicuro e SênecaJá Epicuro vai afirmar que "Toda amizade é por ela própria desejável; entretanto, ela tem seu começo na utilidade". Por causa dessa defesa, a perspectiva "utilitarista" do epicurismo vai ser muito criticada por outros tantos filósofos que o seguiram, como Sêneca e Cícero. Foucault, por sua vez, vai lembrar que é de Epicuro também a seguinte frase: "Nem é amigo quem busca sempre a utilidade, nem quem nunca a associa à amizade; pois o primeiro faz, com o benefício o tráfico do que se dá em troca, o outro rompe com a boa esperança para o futuro". Foucault passa a defender a proposta epicurista como uma forma de cuidado de si, que tem repercussões no grupo como um excedente voltado para o futuro.

    Montaigne, que vai recuperar uma perspectiva idealista de amizade, lembra de uma frase que teria sido muito repetida por Aristóteles: "Ó amigos, não existem amigos". Montaigne mira as amizades circunstanciais que giram em torno de algum tipo de vantagem. Mais tarde, Nietzsche transmuta a célebre frase colocando a réplica na boca de um tolo: "Ó inimigos, não existem inimigos". Para Nietzsche as amizades não giram apenas em torno da verdade, como pretendiam os gregos. Amigo é aquele que também cala em benefício da manutenção da amizade. Para ele, amigos e inimigos encontram-se articulados. A amizade não se encontra na estreita igualdade. Conforme conclui Derrida, a amizade em Nietzsche depende da diferença, da desproporção, da dissimetria.

    Na pós-modernidade, as relações sociais vem se transformando radicalmente. Não apenas a família passa a conviver menos no lar, mas a própria amizade e as relações amorosas se transmutam. Mesmo no trabalho os relacionamentos tem dificuldade de se fortalecer, em virtude principalmente do sistema de tercerização e serviços de curto prazo. Como nos lembra Putnam, a participação em associações civis e religiosas vem perdendo continuamente a intervenção afetiva de seus membros. Os associados atisfazem-se com o simples assinar de um cheque de anuidade. Até a prática esportiva vem se individualizando: a musculação, a esteira doméstica.

    Com a chegada das mídias sociais, ganhamos novas formas de manter nossos amizades atuais e conhecermos pessoas que tem interesses semelhantes aos nossos. Podemos seguir centenas ou milhares de pessoas através do TweetDeck. A tecnologia nos permite conduzir essa multiplicação de interações, o que seria antes impossível. Por outro lado, como Stefana Broadbent neste vídeo, a maior parte das pessoas na verdade mantém conversações íntimas apenas com um punhado de amigos e/ou familiares.

    Mas o que quero aqui problematizar é: a discussão sobre capital social e a vulgarização das estratégias em mídias sociais está instrumentalizando a percepção da amizade? Retorna com força a visão utilitarista do que é um amigo? O conceito de capital social está se fundamentando na metáfora econômica, num toma-lá-dá-cá interesseiro? O que importa sobretudo é como fazer amigos e influenciar pessoas?

    Este é aapenas um panorada da pesquisa que venho agora conduzido. Seus primeiros resultados teóricos foram apresentados no último simpósio da ABCiber. Assim que tiver o texto final pronto vou disponibilizar ele por aqui. Enquanto isso, gostaria de ouvir seus comentários sobre o tema.

    ---

    PS: As montagens com filósofos que estudam a amizade foram feitas por Laura Andrade.



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  • November 19, 06:42 AM

    Análise da interface de retweet no Twitter

    Finalmente chegou a ferramenta de retweet oficial do Twitter. Ela chegou a ser disponibilizada no início do mês para alguns felizardos, mas foi logo retirada do ar por problemas técnicos.

    Então vamos à análise crítica. É bom encontrar a funcionalidade logo ao lado do reply. Só não gostei do ícone. Enquanto o ícone do reply é curvo e tem movimento, o do retweet é reto e duro. Outro problema é a caixa que aparece logo abaixo do link quando você o clica. Por quê essa confirmação no estilo Microsoft "Tem certeza que quer..."? Ou seja, você precisa de dois cliques para fazer um retweet. Que desperdício.

    Por outro lado, a possibilidade de se apagar um retweet anterior, usando o link "undo" (1), pode ser útil em caso de arrependimento! Para tanto basta visitar a nova página de Retweets (2). A opção estará na aba "Retweets by you" (3), além do avatar das pessoas que retweetaram a mesma mensagem. Isso pode ser interessante para conhecer pessoas com interesses iguais aos seus.

    Já a aba "Your Tweets, retweeted" (4) permite que você veja todas as pessoas que retweetaram cada uma de suas mensagens (5). Você pode clicar nesses avatares e conhecer quem está "aplaudindo" seus tweets! Agora se você é um hub do Twitter, e chega a ter centenas ou milhares de retweets, quantas linhas de avatares você terá?

    O Twitter passa a incluir uma ícone antes do texto retweetado. O lado ruim é que eles evitaram a sigla RT, que se tornou um padrão criado pela própria comunidade. Além disso, o retweet oficial não permite comentários (o que é péssimo) e não aparece em programas de terceiros (TweetDeck, por exemplo). Estará o Twitter querendo competir com esses aplicativos que ajudaram a popularizar o serviço? Suponho que não. Creio que em breve os RTs "oficiais" aparecerão nos programas de terceiros. Contudo, nestes aplicativos o RT é ainda mais fácil e flexível.

    No início, ao dar seu primeiro retweet na interface do Twitter, você pode ter a impresssão que nada funcionou, pois ele não aparece na sua "home". Mas se você visitar a página "profile" você verá que ele lá encontra-se.

    No intuito de dar mais controle aos seus interagentes, o Twitter permite que você evite que retweets de certos seguidores sejam mostrados para você. Este recurso vai na mesma direção do Twitter de evitar que você veja respostas de seus seguidores a pessoas que você não segue.

    Para saber mais sobre as decisões tomadas pela equipe do Twitter no design dessa nova funcionalidade no Twitter (para um recurso já velho na twittosfera!) veja este post do Evan Williams.

    Avaliação final

    Em prol de uma implementação "elegante", o Twitter conseguiu limitar uma funcionalidade há muito utilizada por nós. Enquanto em programas de terceiros o retweet basicamente copia uma mensagem e acresenta "RT @", o que facilita a inclusão de comentários, o Twitter preferiu automatizar totalmente o envio desse tipo de citação direta. Desta forma, substituiu a conhecida abreviatura RT por um íconezinho bobo. Para "facilitar" a vida de novatos incluiu uma caixa de confirmação que antecede o envio do retweet. Ou seja, dois cliques passam a ser necessários para esta simples função. A falta de feedback (um imperativo na área da usabilidade) de envio, já que o RT não aparece na página home, confunde quem faz a citação. O bloqueio de comentários no RT é também um retrocesso, pois discordamos de muito do que retweetamos. Em outras palavras, o comentário antes ou depois de um RT tem a capacidade de ressignificar uma citação.

    Vale lembrar mais uma vez que o RT foi um "protocolo social" inventado pela comunidade. A implementação oficial do Twitter não respeita o processo emergente e limita a prática. Teria sido muito mais útil se o link de retweet funcionasse da mesma forma que o link de reply: uma simples cópia do texto de outrem no campo de update precedido pelo nome do autor da mensagem anterior. Mas por que simplificar se você pode fazer uma implementação mais "elegante". Temo que o Twitter agora assuma uma postura mais "corporativa" em seus novos tempos. Enquanto isso, eu vou usando o TweetDeck!



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  • November 17, 07:51 AM

    Aventure-se no Gmail Labs

    Os acessos ao Dossiê vem crescendo constantemente. Sendo assim, nada mais justo que oferecer aos amigos uma maior periodicidade de posts. Foi nesse sentido que convidei Mariana Oliveira para ser colaboradora deste blog. Encontre a seguir o seu post de "estreia"!
    ------

    por Mariana Oliveira

    O Gmail é um dos carros-chefe do Google desde seu lançamento, nos idos de 2004. Segundo dados da ComScore, o serviço já é o 3º webmail mais usado nos EUA, com 37 milhões de usuários, atrás apenas de Yahoo e Hotmail. Inicialmente restrito a convidados e com selo "beta" até julho, o Gmail cresceu e conquistou a preferência de muitos usuários, por causa de sua interface leve e eficiente.

    No decorrer destes cinco anos, o serviço passou por diversas atualizações, como o aumento da capacidade de armazenamento e dos controles de spam, melhorias na interface e adoção de recursos avançados de conversação. E, como é de praxe no Google, os usuários podem experimentar funcionalidades que ainda estão em fase de teste, no parque de diversão dos nerds: o Google Labs.

    Disponível em português desde março deste ano, o Gmail Labs é um laboratório para testes de recursos úteis e divertidos, que provavelmente serão incorporados ao serviço de webmail. Como exemplo temos o lab Tarefas - que adiciona na caixa de entrada a sua lista de pendências -, que foi "promovido" em julho deste ano e passou a integrar as funções principais do site.

    Alguns dos experimentos mais interessantes:

    - Detecção de Anexo e Cancelamento de Envio: o primeiro detecta a palavra "attach" no corpo do seu e-mail e avisa caso você tenha esquecido de anexar o arquivo, já o segundo permite que você cancele o envio do e-mail em até 10 segundos (isso pode salvar muitos namoros)!

    - Mail Goggles: segundo a própria descrição do Labs, "As mensagens que você envia tarde da noite em fins de semana podem ser úteis, mas você pode acabar se arrependendo delas na manhã seguinte". Em outras palavras, trata-se de uma proteção para o drunk mail: nos sábados e domingos, das 22h às 4h da manhã, você tem que resolver algumas operações matemáticas antes de ser autorizado a enviar seu e-mail. Assim você acaba desistindo, e evita dores de cabeça amanhã! :)

    - Wrong Bob: analisa grupos de pessoas para quem frequentemente mandamos os mesmos e-mails. Por exemplo, se com um determinado grupo de amigos sempre adiciono Bob (o amigo) e não Bob (o chefe), o Lab nos avisa que colocamos o "Bob Errado" e evita que o chefe seja convidado para aquele happy hour pós-expediente...

    - Flickr, Picasa, Youtube, PDF e Google Docs: permite visualizar estes vídeos, documentos, PDFs e fotos sem sair do Gmail.

    - Tradução de Mensagens: possui integração total com o Google Tradutor, o que torna o webmail ainda mais útil e completo.

    - Adicionar Gadgets: permite adicionar Twitter, Google Docs, Google Agenda, entre outros gadgets no webmail, facilitando a vida online dos usuários ao reunir diversas funções em um ambiente só.

    Para ativar o Gmail Labs, clique no tubo de ensaio verde, ao lado da opção "Configurações", no topo superior direito da página. E se você já estiver careca de saber tudo sobre os Labs, a PCMAG oferece um guia não-oficial para usuários de Gmail, com dicas úteis para aproveitar o que o serviço oferece de melhor.



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  • November 12, 07:28 AM

    A internet prejudica as relações sociais?

    "A internet não afasta as pessoas?" Essa é uma das perguntas que mais escuto de jornalistas. Acho muito curioso, pois a questão traz um interessante paradoxo: nunca se interagiu tanto e talvez nunca se tenha escrito tantas missivas, então como a tecnologia pode ter nos afastado uns dos outros?

    A coleção de "amigos" no orkut e o gabar-se pelo alto volume de seguidores no Twitter não seria um sinal de que hoje se valoriza mais a quantidade de conexões do que a qualidade dos laços sociais?

    Essas e outras tantas questões me incentivaram a estudar a amizade e sua atualização em tempos de cibercultura. Esse será o tema de minha fala semana que vem no III Simpósio da ABCiber (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura).

    É justamente nesse contexto que fiquei muito satisfeito ao receber o link para esta interessante palestra do TED sobre relações sociais mediadas por computador. Apesar de grandes listas de contatos (no MSN, orkut, Twitter, etc.), as pessoas de fato interagem ativamente com um pequeno punhado de pessoas. Vale a pena assistir esta curta palestra de Stefana Broadbent.



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  • November 11, 06:44 AM

    Ranking dos blogs brasileiros 2009

    Os dados do ranking de blogs brasileiros que você verá abaixo partiu de demandas de minhas pesquisas sobre a blogosfera nacional. Ao buscar os blogs mais relevantes do país para montar uma amostra confiável, não encontrei um ranking atualizado que pudesse ser utilizado para aquele fim. Na verdade, existem muitos prêmios (Top Blogs, Best Blogs, etc.) que a todo momento são publicados. Contudo, eles são gerados principalmente pelo voto popular e segundo certos interesses comerciais. Encontramos diversas distorções nessas listagens. Tanto é que muitos dos blogs premiados pontuaram muito mal no sistema utilizado pelo ranking que você poderá consultar a seguir.

    Ao recorrermos ao Technorati, Google Blog Search e outros mecanismos online (como BlogPulse, por exemplo), não encontramos uma forma adequada para hierarquizar os blogs mais relevantes do Brasil. Em seguida, nos deparamos com rankings do Twingly, que podem ser separados por idioma. Apesar da equipe nos informar que os rankings eram atualizados diariamente, observeramos a omissão de grandes blogs (como KibeLoco) e a inclusão de blogs já extintos.

    Ao consultarmos Cynara Peixoto, do MundoTecno, que havia publicado rankings em anos anteriores, ela nos disse que não havia produzido o ranking de 2009 e que estava sem tempo para gerá-lo. Foi nesse momento que surgiu nossa pareceria. A Cynara muito gentilmente nos ofereceu acesso ao seu sistema de "rankeamento". Juntamente com minha bolsista de iniciação científica, Laura Andrade, passamos a incluir os dados de cada blog no sistema (nome, URL, feedburner, categoria). Para esta alimentação manual, utilizamos rankings de anos anteriores, listagens recentes de prêmios da blogosfera nacional, listagens de serviços online (como o BlogBlogs, Twingly, entre outros) e informações sobre os blogs mais lidos em grandes condomínios de blogs. Além disso, cadastramos os principais blogs de grandes portais nacionais.

    Os blogs foram então submetidos a um tratamento automatizado de quantificação dos valores de relevância disponíveis na internet: Google Page Rank, backlinks do Google e Yahoo, seguidores no Feedburner (se disponível), e dados do Alexa e Blogblogs. Ao ser cadastrado um blog, o sistema automaticamente reunia esses valores. A partir da seguinte fórmula, o total de pontos foi utilizado para ordenamento dos blogs:

    pontos = ((PR*1000) + google + (yahoo/100)+ (feedreaders/10) + alexa + (blogblogs*10))/100

    Você verá a seguir uma listagem dos 100 blogs que melhor ponturam no sistema de rankeamento utilizado. Logo depois você encontrará listas dos blogs mais relevantes separados em diferentes categorias (tecnologia, variedades, etc.).

    O diferencial deste ranking 2009 é a listagem de blogs segundo sua categoria. Para gerar essas listas utilizamos as categorias incluídas por Cynara em seu sistema. Claro, é sempre difícil categorizar blogs em tipologias, pois muitos deles tratam de diversos assuntos ao mesmo tempo. Nesse sentido, a categoria "variedades" ficou superdimensionada.

    O rankeamento categorizado abaixo pode ser muito útil para que se possa conhecer os blogs mais influentes em cada comunidade de interesse. Vale comentar que o ponto de corte para a listagem a seguir foi a posição 200 no ranking. O número exibido à esquerda do nome de cada blog indica sua posição no ranking geral. (Em tempo, outras categorias foram utilizadas, mas não se encontram listadas abaixo).

    Tecnologia
    1 Interney
    2 Usuário Compulsivo
    4 MacMagazine
    5 Gizmodo BR
    15 Marketing de Busca
    16 Bernabauer
    29 BR-Linux
    35 Meio Bit
    57 Google Discovery
    61 Dossiê Alex Primo
    78 Blog do Inexistent Man
    89 Digital Drops
    100 Tableless
    103 Revolução ETC
    106 Garota sem fio
    107 HitechLive
    113 Usabilidoido
    118 Cybervida
    119 UnderGoogle
    121 Mundo Tecno
    129 Tiago Dória
    150 Techbits
    153 Tech Guru
    154 Tecnoblog
    156 Viu isso?
    159 O velho
    160 Geek Chic
    173 Gigablog
    188 Tecnocracia

    Publicidade e Propaganda
    13 Brainstorm #9
    71 Blue bus
    109 Sim Viral
    194 Aletp

    Política
    14 Ricardo Noblat
    30 Imprensa Marrom
    70 Augusto Nunes
    84 Josias de Souza
    92 Reinaldo Azevedo
    97 Diogo Mainardi
    120 Blog do Claudio Abramo
    124 Luis Nassif
    133 Blog do Fernando Rodrigues
    135 Blog do Sérgio Dávila
    175 Marcos Guterman
    181 Os Hermanos por Ariel Palacios
    183 Fronteira Livre
    186 Brasileiros na América

    Variedades
    3 Sedentário & Hiperativo
    10 Pensar Enlouquece
    11 Cogumelo Louco
    12 Caixa PreTTa
    18 Ah! Tri né!
    21 Criativo de Galochas
    23 Uhull
    24 Liberal, Libertário, Libertino
    25 Festerblog
    32 Quarto Universitário
    38 Lazer
    42 Contraditorium
    44 Ela tá de xico
    45 Blog do Tas
    48 Blog do Catarino
    51 Brogui
    53 Procurando vagas
    54 Um Tudo
    56 Jovem nerd
    59 Lista 10
    62 Anderssauro
    64 Danosse
    66 Sem título ainda por Rafa Barbosa
    67 Não Salvo
    69 Eclipse
    74 Radar on line por Lauro Jardim
    75 Bomba digital
    76 Fiapo de jaca
    77 Nadaver
    82 Fábio P.
    83 Blog do Cardoso
    85 Cris Dias Weblog
    87 Balaio do Kotscho
    88 Quem matou a tangerina?
    94 Papel Pop
    98 Omedi
    99 Bem Legaus
    108 Portal Cab
    110 Tarja Preta
    112 Xpock
    114 O fim da várzea
    126 Diário do Rio de Janeiro
    136 A vida como a vida quer
    138 Ladybug Brasil
    140 Favoritos
    141 Mundo Gump
    149 Jesus, me chicoteia
    151 Novo-Mundo
    163 Dia de Folga
    164 Seu Estranho
    165 Glamurama
    166 O buteco da net
    171 Barbara Gancia
    174 Cláudia Trevisan
    178 Blog da revista
    189 Blog da Metrópole
    192 Fabio Seixas, versão txt
    193 Comunicação de Interesse Público
    196 Ius communicatio
    197 Repórter Net
    101 Update or Die

    Quadrinhos
    7 Melhores do Mundo
    39 Capinaremos
    40 Dr. Pepper
    68 Irmãos Brain
    105 Depósito de Calvin
    146 Manual do Minotauro
    195 Nerdson não vai à escola

    Pessoal e cotidiano
    43 Hedonismos
    47 Enloucrescendo
    50 Cintaliga
    55 Guindaste
    63 Uma dama não comenta
    65 Heresia loira
    81 Blog do Tony Bellotto
    86 Luz de Luma
    127 Substantivolátil
    137 Diário de um PM
    161 Fatorw
    162 Marcelo Rubens Paiva

    Negócios e finanças
    28 Miriam Leitão
    96 Efetividade
    122 Dinheirama
    184 Carreira Solo

    Metablog
    6 Dicas Blogger
    8 Templates Novo Blogger
    46 Códigos Blog
    90 pBlog
    93 Blosque

    Humor
    9 Bobagento
    19 Macacumor
    20 Corto Cabelo e Pinto
    22 Gordo Nerd
    26 Papibakigrafo
    31 Triplo Sentido
    33 Kibeloco
    34 Nadave.net
    36 O Padre Voador
    41 Treta
    49 Praticando Humor
    60 Ao mirante Nelson
    95 Verdade Absoluta
    104 Jacaré Banguela
    116 Cocadaboa
    125 Morróida

    Esporte
    58 De primeira
    72 Blog do Juca
    111 Milton Neves
    117 A bola na bota
    123 Blog do Alberto Helena Jr.
    130 Blog de bola
    131 Charges do esporte por Milton Trajano
    147 Blog do Torero
    180 Bate-pronto

    Arte e Cultura
    128 Smelly Cat
    143 Luiz Zanin
    144 Antonio Prata
    167 Livros e Afins
    190 Blog da foto

    Universo Feminino
    73 Como Faz
    134 Eu capricho
    145 Just Lia
    182 Bombom
    198 Chic

    Universo Masculino
    17 Gravatai Merengue
    91 Revista Papo de Homem
    142 Manual do cafajeste
    152 Palavra de homem
    200 Hypercool

    Não deixe de visitar o ranking no blog MundoTecno. Lá você poderá ver a listagem completa dos blogs. E mais, incluir os dados de seu próprio blog para ver com anda sua relevância na blogosfera nacional!

    E, sim, nós e a Cynara gostaríamos muito de ouvir o seu feedback para que o ranking possa ficar cada vez mais preciso. De nossa parte, gostaríamos de agradecer demais a Cynara pela valiosa parceria que nos propôs. Confiantes que estamos nos processos colaborativos, acreditamos que esse tipo de conduta só amplia nossas formas de intervenção no ciberespaço.

    Em posts seguintes trarei comentários meus e da Laura sobre os dados encontrados.



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  • November 09, 06:53 AM

    O (meu) privilégio de fazer 40 anos em plena cibercultura

    Quando vou a um museu e vejo a arte e os artefatos de outras eras fico muito intrigado ao ver esses produtos de pessoas que viveram muitos séculos e milênios atrás. Como teriam vivenciado os problemas de sua época? E como deve ter sido experimentar as lentas revoluções de outrora?

    Pois neste domingo me tornei um quarentão. Esse tipo de perguntas sempre ganha força em quem chega ao meio da vida (bem, planejo viver mais que isso!). A grande diferença é que os quarenta anos de hoje são muito diferentes daqueles de nossos antepassados. Um homem de quarenta anos era um senhor, o patricarca de uma já numerosa família. O quarentão de hoje ainda se sente jovem e vislumbra a sua frente um futuro a ser vivido intensamente. Apesar do disparar da tecnologia e das imposições do tempo real, a ampliação da expectativa de vida fez distender a percepção de nossa duração. Curioso isso. Se por um lado nosso cotidiano é hoje uma frenética corrida — saltando de uma rua congestionada para outra, de um computador para um laptop/smartphone —, por outro lado estamos tentando frear o avanço da idade. A medicina contemporânea, a ginástica, a moda "jovenzinha" dos quarentões e as cirurgias plásticas ajudam a anestesiar a percepção da idade.

    Confesso, estava louco para fazer 40. Agora que cheguei lá, o que fazer?!! Este primeiro dia de quarta década de minha curta existência tem sido bom. A vida tem me tratado bem. Nunca quebrei um osso, nunca tive uma grave doença, sempre tive familiares e amigos para me dar suporte para a alma. Educação e tecnologias de comunicação nunca me faltaram. Ou seja, não posso reclamar de nada, só agradecer. E muito.

    Antes que isso vire um texto piegas (típico de um senhor que ainda quer se sentir um pré-adolescente), melhor falar um pouco de cibercultura, afinal de contas este não é um blog pessoal auto-reflexivo!

    É um privilégio chegar aos 40 em plena cibercultura. Viver as revoluções informáticas e das tecnologias móveis em sua invenção e popularização. Aos meus futuros netos (será que os terei?!!) poderei dizer que vivi o apogeu da mídia de massa. Assisti Vila Sésamo, Zé Colméia, novelas da Globo e muitas vinhetas diferentes do Fantástico. Acompanhei a criação da MTV e estudei mais tarde como sua linguagem visual transformou a expressão audiovisual. Quando tudo parecia definitivo (e perdido!), eis que usei computadores Apple ][, XT, a versão 6 do sistema operacional do Macintosh, Windows 3.11, aprendi Cobol e achei que a Web nunca pegaria em virtude da maior capacidade e velocidade dos CD-Roms. Joguei muito telejogo, Atari e Odissey. Carreguei pesados Tijorolas na cinta, comprei baterias de tarjas verde e branca e comprei um moderno aparelho de Fax doméstico.

    Hoje tenho um Playstation 3, a tão esperada HDTV, um computador na mochila e outro no bolso (um iPhone, qua ainda acho revolucionário). A cabeça que um dia sentiu-se perdida pela "crise das utopias e falta de referenciais", hoje está cheia de expectativas. Sou testemunha visual, sensorial e cognitiva desta revolução. Vejo lançamentos todos os dias e o sepultamento de padrões e artefatos nos dias seguintes. Nada é sólido, tudo flui nesta modernidade líquida. Onde vamos parar? Hoje isso não importa. É meu primeiro dia após os 40. Não quero estragar a festa neste momento pensando no aquecimento global ou no crescimento das formas de vigilância e controle.

    Quero festejar com você a marcação deste momento rápido no cronômetro. Aproveito para agradecer todos os scraps, tweets e SMS que recebi. Estes quarenta não poderiam ser lembrados de forma melhor, já que os comemoro em plena cibercultura. Uma boa história para contar para os netos de alguém. A história poderá parecer mofada e sem graça para algumas crianças do futuro, ou simplesmente curiosa para os filhos do vizinho. Mas será minha história. A história de meu/nosso tempo.



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    * Tecnologia - InterNey Blogs - InterNey.Net
  • November 04, 12:42 PM

    Análise da interface do novo orkut

    O hype está criado. Para conhecer a nova versão do orkut é preciso conseguir um convite. Nada na Web 2.0 cria tanta expectativa quanto distribuir convites limitados para alguns early adopters. Essa estratégia já batida, mas que ainda funciona muito bem, gera curiosidade e mídia espontânea.

    Você vai lembrar que quando o orkut foi lançado não se podia entrar no sistema sem ser convidado por alguém. Depois, tardiamente, o Google abriu seu pioneiro site de relacionamentos para qualquer interessado, tentando competir com MySpace e Facebook. Mas já era tarde demais. Apenas Brasil e Índia continuavam preferindo o orkut. E o que fazer se estes países começam a ser infiéis? Apresentar novidades, claro.

    Vamos ser sinceros, o orkut tinha parado no tempo. A última mudança de layout (que eu tinha gostado muito) e a inclusão de aplicativos de terceiros (na seção Apps) foi muito aguardada. Contudo, parecia muito pouco e muito tarde para tentar barrar o crescimento do sempre inovador Facebook.

    Apesar de ter começado fechado, permitindo a visualizacão de perfis apenas para colegas de turmas universitárias, o Facebook conseguiu o que parecia impossível: ultrapassar o MySpace nos Estados Unidos. Conseguirá agora bater o orkut no Brasil? A empreitada parece difícil, já que o orkut continua sendo o segundo site mais visitado em nosso país (segundo o site Alexa e terceiro segundo o Ibope). Por outro lado, o Facebook que nem aparecia nos rankings brasileiros agora já figura em 19˚ lugar. Além disso, o site Inside Facebook noticiou em julho deste ano que esse site de relacionamentos havia dobrado sua audiência aqui e na Índia.

    A competição na Web 2.0 deve sempre ser enfrentada com inovações constantes. Por algum motivo no orkut isso demora para acontecer. Desta vez o orkut decidiu oferecer um pacote de mudanças em um único momento. Isso foi pensado como uma "reinauguração". Mas tanto estardalhaço tem lastro? Tire suas conclusões na análise abaixo.

    O que há de mais novo no "novo orkut" é uma série de avanços na área da usabilidade. O layout também mudou, mas nada que vá deixar você de queixo caído.

    Há muito que se esperva a a possibilidade de se customizar a interface do perfil. O orkut não caiu no extremo de permitir a exacerbação do mau gosto como ocorre no MySpace. Por outro lado, a simples possibilidade de escolher a cor do retângulo superior dentre parcas 5 cores pareceu pouco demais (1). Por que não permitir a troca de todo o background, mesmo que apenas alguns papéis de parede estivessem disponíveis? O Google sabe muito bem como fazer isso. Veja-se a experiência do Gmail e do próprio site de relacionamento Joga.com (um orkut de futebol desenvolvido para a Nike). Sendo assim, quem esperava pela possibilidade de customização do orkut vai ficar bastante frustrado.

    Este retângulo superior agrupa uma série de funcionalidades que certamente vai facilitar sua navegação. Links como recados, fotos, vídeos, entre outros, ficam logo abaixo de sua foto (4). Ou seja, o típico menu lateral foi eliminado. O campo de status fica também no topo, para fácil atualização. Essas frases aparecerão listadas em sua página inicial. Será fácil verificar suas flutuações de humor! Será que alguém vai abandonar o Twitter para usar essa funcionalidade do orkut? Acho dífícil. Mesmo assim, foi um acerto destacar esse recurso.

    Também nesse retângulo superior encontra-se um menu onde você pode definir sua "visibilidade" no GTalk (2). (BTW, essa integração do orkut e do GTalk foi fruto das muitas sugestões que eu, Raquel Recuero e Ricardo Araújo demos durante nossa consultoria no Google, na Califórnia, em 2006). Sim, essa barra superior é bastante funcional. Mas seu aspecto estético é espartano.

    Logo abaixo, diversas funcionalidades encontram-se listadas. A sugestão de novos amigos (5), a partir do cruzamento de dados de sua rede social, é um recurso que funciona muito bem no Facebook. A incorporação desse recurso pode facilitar o estabelecimento de novos laços ou até mesmo reencontrar velhos amigos. Bem, é para isso que usamos sites de relacionamentos, não é? Os botões nas laterais dessa e de outras funcionalidades (6) diminui a necessidade de scroll na página, o que é excelente para a usabilidade do site. A possibilidade de se minimizar seções, como a de aniversários (7), é outro recurso que também contrubui para o mesmo fim.

    A principal inovação, no entanto, encontra-se no upload de imagens. Apesar de eu achar o Flickr um dos melhores sites da Web 2.0 (no que toca os recursos disponíveis), a maior parte das pessoas prefere disponibilizar suas fotos em sites de relacionamento. Não é diferente no orkut. Contudo, essa seção sempre foi deficitária. Primeiramente o orkut ofereceria um limite muito pequeno de fotos. Mais tarde, apesar do fim dessa limitação estrita, o upload continuava chato e lento. Agora a equipe do orkut deu um show de usabilidade. Durante meus testes eu selecionei dezenas de imagens que estavam em meu desktop de uma única vez. O grande painel de upload apresenta thumbnails das imagens e apresenta feedback do progresso do envio de cada foto (9). Além disso, no mesmo painel é possível criar novos ábuns, girar imagens (10) e definir quem pode visualizar suas imagens.

    A definição desse tipo de privilégio também merece destaque. O design de interação dessa funcionalidade é primoroso. É muito fácil selecionar grupos de amigos e dentre estes definir quem pode visualizar suas imagens mais comprometedoras (11)! Uma área lateral (12) facilita a visualização desses felizardos. Finalmente, se você desejar, pode enviar um e-mail comunicando essa publicação (13). Espero que este último recurso não se transforme em mais uma forma de spam.

    Enquanto isso, a visualização dos álbuns continua a mesma. Não seria bacana incorporar recursos como o cover flow do iTunes? Muitos sites já incluem esse modo.

    Outra funcionalidade que pode facilitar as interações é um campo destacado em seu perfil para o envio de recados (14). Sendo essa uma das ferramentas mais populares do orkut (e, sinceramente, a única que ainda me faz voltar ao site!), nada mais óbvio do facilitar seu uso e destacá-la em seu perfil. Abaixo desse campo seus visitantes também poderão visualizar todas as atualizações de seu status (15).

    Nem todo o site está no novo layout. Dependendo da opção que você seleciona (Configurações, Gerenciar Amigos ou Apps, por exemplo), você entra no túnel do tempo de visualiza a antiga interface do sistema. Cá entre nós, um erro grosseiro.

    Enfim, fico feliz que o orkut está se mexendo. Mas as inovações não parecem fazer jus a tanto falatório. Fora o novo sistema de upload de fotos e as notáveis melhorias na usabilidade, o orkut ainda parece muito atrás do Facebook, cujos recursos (próprios e de terceiros) não param de evoluir e se multiplicar.

    Certamente eu não estou comemorando o novo orkut com tanta alegria quanto este saltitante rapaz, que de tão orgulhoso de ter ganho um disputado convite decidiu compartilhar sua alegria no YouTube.

    PS: obrigado a minha colega Missila Cardozo pelo convite. Assim que eu tiver convites disponíveis farei um sorteio aqui no blog.

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    * Tecnologia - InterNey Blogs - InterNey.Net
  • October 30, 02:30 PM

    Livro digital gratuito sobre projetos online na Web 2.0

    Gosto muito de projetos abertos, que buscam o compartilhamento de conhecimentos. Esse é justamente o intuito de Paulo Siqueira ao lançar gratuitamente o e-book Web 2.0 - Erros e Acertos - Um Guia prático para o seu projeto online. O pequeno livro, distribuído em formato PDF, oferece um panorama sobre como criar projetos digitais no contexto da Web 2.0. Trata-se de uma boa introdução aos principais temas da área. Além do texto claro e direto, o livro conta com as excelentes ilustrações de Orlando Pedroso.

    Sendo este um projeto de livre circulação, vale também destacar o trabalho de Gabriel Dread (filho do autor) que buscou o apoio de um grande conjunto de blogs para esta divulgação colaborativa.

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  • October 27, 08:15 AM

    Quão real é @realwbonner?

    William Bonner passou a ser notícia. Tornou-se o novo "queridinho" da twittosfera brasileira. Seu número de seguidores não para de crescer. Apesar da seriedade que apresenta no Jornal Nacional e em entrevistas que concede, descobre-se que Bonner tem bom humor e que gosta de twittar.

    Essa recente descoberta das interações no ciberespaço (ele confessa que nunca gostou de mídias sociais) vem sendo motivo de inúmeras matérias em jornais e sites noticiosos. Além disso, Bonner foi entrevistado no programa de Marília Gabriela, que buscou mostrar o lado "mais humano" do jornalista.

    Mas cabe agora perguntar: quão real é o perfil @realwbonner? Durante o programa de Marília Gabriela foi possível constatar que Bonner pode ser divertido, que sabe fazer imitações e canta razoavelmente bem (arriscou dois versos de New York, New York). Mas também descobrimos que seu nome real é William Bonemer Júnior. O sobrenome Bonner foi criado por ele assim que chegou na Globo, para proteger o nome de seu pai, um médico conhecido. Como se vê, desde os primeiros passos no telejornalismo ele já se mostrava consciente do papel público que desempenharia. Podemos então ampliar nossa pergunta: Quanto de Bonemer existe (ou resiste) em Bonner?

    William Bonner é um personagem, que Bonemer Júnior sabe desempenhar muito bem. Por mais que se esforçasse em provar que é uma pessoa comum durante a entrevista à Marília Gabriela, o super-ego Bonner rapidamente tomava as rédeas de Bonemer. Quando falou de seu amor por Fátima Bernardes (cujo nome era quase sempre acompanhado do sobrenome), parecia estar recitando um texto lido em um teleprompter. A naturalidade em algumas falas logo dava lugar ao personagem institucional.

    Vida dura essa de celebridade. Como homem público, editor e apresentador do principal telejornal do país, William Bonner sabe da responsabilidade que carrega em seus ombros. Sabe que sua vida "íntima" é fonte de curiosidade do grande público. E quando a expõe, faz com todo o cuidado. As matérias sobre sua família feliz e perfeita estampam capas da revista Caras. Não há um fio de cabelo fora do lugar, um copo sujo esquecido na mesa auxiliar. Todos sorriem e celebram a vida de uma família de propaganda de margarina.

    Bonner diz na entrevista que toma cuidados no trânsito, pois sabe que uma buzinada sua pode parar em sites de fofocas. E celebra que foi elogiado em tablóides online ao pacientemente esperar que um taxista movesse seu veículo para que ele pudesse manobrar. William é plenamente consciente que seu personagem Bonner precisa ser atualizado a todo momento, que a idolatria que desperta é importante para sua carreira e para a TV Globo. Sabe cultivar essa estrela e conhece bem como lucrar com isso.

    Até mesmo a imitação de Lula no programa de Marília Gabriela é precisamente planejada. Recusa-se a imitar Clodovil, mesmo que o faça em outros momentos. Sabe que o vídeo vazado na rede com essa imitação poderia ter arranhado sua credibilidade. Bonner percebe que esse novo momento em sua carreira é importante. Arrisca momentos descontraídos durante a entrevista e ensaia algum "charminho" ao falsamente recusar cantar e fazer imitações no programa. Claro, logo em seguida (segundos depois) concede uma pitada de Bonemer.

    William, o Bonner, sabe da importância das celebridades na cultura contemporânea. Conta com entusiasmo que esbarrou em Paul McCartney em uma rua americana. Confessa que virou-se maravilhado e lamenta não ter tirado uma foto. A partir desse exemplo prosaico revela ser consciente do papel de estrela que desempenha, da importância disso para sua atuação profissional e que sabe muito bem administrar o personagem.

    Bonemer é hoje aprisionado por Bonner. O primeiro se mostra no privado. O segundo é cultivado publicamente. E @realwbonner é real? Sim, um bonner absolutamente real...enquanto personagem no virtual. William sabe muito bem que os internautas não querem conhecer Bonemer. O que importa é a aura de (pseudo) autenticidade que é gerida profissionalmente por William. A informalidade presente em seus tweets são investimentos no produto Bonner. Parece que essa mercadoria ganhou novo valor na prateleira da mídia massiva.



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    * Tecnologia - InterNey Blogs - InterNey.Net
  • October 22, 03:02 PM

    Introdução à pós-modernidade e à cibercultura

    Uma das maiores honrarias que recebi foi o convite para ser paraninfo da turma de Comunicação Social da UFRGS (2008/1). Achei que nunca receberia esse convite, pois dou aula apenas para alunos da Publicidade e Propaganda.

    Logo percebi a responsabilidade que tinha recebido. O mínimo que poderia fazer seria preparar um discurso que respondesse à expectativa de uma última aula. Decidi, claro, falar sobre o que melhor conheço: a cibercultura.

    Veja abaixo o vídeo desse discurso (em 2 partes), que finalmente consegui enviar para o YouTube (obrigado a Mauro Cavalheiro pela ajuda).






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  • March 10, 02:04 PM

    Fórum presencial – A Bordo da Web 2.0 Corporativa (via @blogabordo)

    O Blog A Bordo da Comunicação tem como finalidade manter os leitores por dentro do mundo da comunicação, principalmente no das Relações Públicas.

    Durante a semana postamos matérias sobre diversos segmentos da comunicação, abrangendo desde mídias e tecnologias até dicas para negócios e profissões.

    Dentro deste contexto da comunicação, no próximo dia 18 de março realizaremos um fórum presencial com o intuito de propiciar um ambiente de compartilhamento sobre temas de grande relevância, buscando discutir questões ligadas à comunicação na atualidade, e com isso contribuir para o desenvolvimento da mesma.

    O primeiro evento organizado pelo A Bordo da Comunicação discutirá Web 2.0 Corporativas, visando a aplicação efetiva dos recursos digitais – especialmente as mídias sociais – nas estratégias de comunicação e ressaltando como essas poderosas ferramentas podem ser utilizadas a fim de resultados eficientes na prática da Web.

    Contaremos com palestras de profissionais e acadêmicos na área de Comunicação Digital como Mauro Segura » Gerente de Comunicação e Marketing da IBM Brasil; Carolina Terra » pesquisadora na temática das novas tecnologias de comunicação e coordenadora de comunicação corporativa do site de e-commerce Mercado Livre – Lígia Dutra » administradora, gestora do e-commerce da NKStore, evangelizadora e representante do byMK, professora da ESPM no curso Passo a passo da inovação no comércio eletrônico e idealizadora do Bate-papo sobre e-commerce; e Gil Gilardelli – Co-fundador da agência Gaia Creative, Justmail do Board da Amanaie e Startupi e coordenador de cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups. Além de uma mesa-redonda para perguntas e debate com os palestrantes.

    O público alvo deste evento são os alunos dos cursos de Comunicação Social de diversas Universidades da Grande São Paulo, profissionais atuantes, agências e empresas ligadas à Comunicação, principalmente Relações Públicas.

    Objetivos

    - Reunir profissionais do mercado e da academia.

    - Discutir sobre as Relações Públicas e “Web 2.0 Corporativas”.

    O Evento:

    A Bordo da Web 2.0 Corporativa

    Programação:

    18 de março de 2010

    14h30 Welcome Coffee

    15h00 Início das palestras

    - Migração da IBM para uma comunicação colaborativa.

    Palestrante: Mauro Segura

    - Blogs Corporativos.

    Palestrante: Carolina Terra

    - E-commerce.

    Palestrante: Lígia Dutra

    - Divulgação da marca na WEB – Como inovar?

    Palestrante: Gil Giardelli

    17h00 Mesa-redonda para perguntas e debate com os palestrantes.

    17h30 Sorteios

    Informações gerais

    Data: 18 de Março de 2010

    Horário: 14h30 às 18h

    Local: Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP – Liberdade – São Paulo/SP. Av. Liberdade, 532 – Liberdade – CEP 01502-001 – São Paulo/SP

    *** Será emitido certificado
    *** O evento é gratuito

    Inscrições

    Realize sua inscrições clicando aqui

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  • March 10, 01:14 PM

    10+ Erros que novatos cometem num twitter corporativo

    Com a febre do twitter e das mídias sociais nos negócios as empresas muitas vezes acham super simples criar uma conta no twitter e sair mandando links e promoções no microblog. Aqui vão 10 dicas dos erros mais comuns cometidos por twitters corporativos. Não cometa os mesmos erros :-)

    1) Pouca atividade:

    Uma estimativa diz que entre 25 a 30% das contas criadas no twitter não tem nenhum tweet ou apenas um. Não é de se surpreender que essas contas não chamem atenção não é mesmo ? Essa inatividade deixa claro que você desistiu do twitter.

    2) Sair seguindo desesperadamente:

    Este é um erro clássico. Vejo muito por ai. Inclusive de agências digitais. Se você sair seguindo muitas pessoas desesperadamente e apenas alguns seguirem de volta vai dar a nítida impressão que você só quer aumentar o número de seguidores. Tenha foco no conteúdo! Através dele você terá seus seguidores. 

    3) Twittar demais:

    Se este é o seu caso saiba que você pode irritar seus seguidores. Agora, já aconteceu comigo de um seguidor estressadinho reclamar que eu estava twittando demais. Mas estava mandando links relevantes sobre mídias sociais e estava seguindo a proposta da minha conta no twitter. Mesmo assim, não escapei de ouvir “Ei, sei que vc está empolgado, mas ta enchendo minha timeline” Fiquei chateado e não respondi… Fica a dica que tudo em excesso é chato e que você também nunca conseguirá agradar a todos.

    4) Muita promoção pessoal:

    Se você só enviar tweets sobre você, sua marca, como você é bom, quantos prêmios ganhou, produtos em ofertas e preços baixo a toda hora, você será considerado um chato, ou pior, desvalorizará sua marca/produto perante seus clientes/seguidores. Tome cuidado, responda perguntas sobre seu produto via direct message, utilize de boas maneiras e seu bom comportamento será percebido entre seus seguidores. Um ou dois tweets sobre seus produtos entre dez ou quinze será aceitável por seus seguidores. Uma outra dica é assumir e indicar com uma hashtag quando estiver fazendo uma promoção, algo do tipo #jabá, #oferta dependendo do caso uma hashtag com o nome ou mote da promoção.

    5) Crie um diálogo:

    Pode ser tentador para uma empresa que acabou de entrar no twitter enviar muitos tweets falando da empresa (acham que dessa maneira estarão justificando o investimento, no caso de designar um profissional apenas para mídias sociais), dos projetos, de seus produtos, site, blog etc etc…

    Vá com calma, escute o que seus seguidores têm a dizer e converse. Responda as perguntas, a dúvida de um frequentemente será a dúvida de outros. Demonstre interesse no que seus seguidores falam e o mais importante, não demore mais de um dia para responder. Responder em algumas horas é um bom diferencial. Demonstra que você tem o twitter para sua empresa planejado, existe alguém para cuidar disso.

    Seu sobrinho não serve. Costumo sempre citar este exemplo do sobrinho hehehe A pessoa que estiver por trás do twitter deve estar a par de tudo o que acontece na empresa. Responder pelo twitter que vai passar para o setor responsável de pouco ou nada adianta.

    6) Não ajudar os outros:

    Agir como um conector ou se dispor a resolver problemas que talvez nem sejam pertinentes a sua empresa ou cargo, pode lhe trazer seguidores fiéis. Seja simpático, ajude no que puder. Se sua empresa não tem determinado produto ou serviço, indique quem tenha. Ou alguém que saiba. Intermedie esse contato. Essa é a parte mais difícil de se fazer. Mas se você resolver ou ajudar a pessoa naquele momento, ela lembrará de você, com certeza. Eu já fiz muito isso e garanto, traz resultados. Se não souber, seja sincero e diga na hora, não fique enrolando.

    7) Não misture negócios com prazer:

    Misturar negócios com prazer pode dar certo depois que sua empresa estiver muito bem estabilizada. A princípio nunca misture. Tenha uma conta pessoal e defina os assuntos particulares ou de lazer para esta conta. Todo o resto que for sobre negócios, envie pela conta corporativa. Senão você estará assumindo que não consegue separar sua vida pessoal dos negócios e isso pode afetar sua credibilidade.

    8) Avatar impessoal

    Sim, a marca e o nome da sua empresa são importantes, mas o twitter ( e as mídias sociais ) são sobre pessoas. As pessoas quando vão falar com uma marca gostam e precisam saber com quem estão falando. Crie um avatar com uma imagem pessoal do responsável pela conta. Ou descreva na Bio quem é o responsável por aquela conta corporativa.

    9) Não desperdice o espaço do seu background

    O twitter permite que você use os espaços ao lado da sua timeline. Nela você pode acrescentar outras redes sociais que a empresa participa, um email de contato, telefone. Utilize este espaço.

    10) Verifique seu twitter com regulariedade

    De nada adianta você ter uma conta no twitter da sua empresa e demorar uma semana para responder uma dúvida de um cliente. No máximo um dia, entendeu ? Crie uma rotina e siga a risca. Quando não poder cumpri-la, avise seus seguidores.

    Eu, sinceramente, não consigo estar no notebook, conectado a internet sem estar logado no twitter. O twitter fica aberto direto. Claro que quando o assunto não é urgente ou no caso de um followfriday normalmente espero acumular alguns para responder a todos num tweet só.

    Escolha um bom client de twitter, veja meu post com dicas aqui.

    Estes 10 passos foram postados no socialmediatoday (em inglês) e no final do post ele pergunta se não está esquecendo de nada. Eu traduzi o post e muitas vezes acrescentei a minha própria opnião. E é o que vou fazer a seguir:

    11) Dê vantagens para seus seguidores.

    Mas cuidado!! O sorteio de prêmios e brindes para metas de seguidores é uma faca de dois gumes. Existem muitas maneiras de se mensurar o sucesso de uma ação no twitter. Tome cuidado em só pensar no número de seguidores. As pessoas podem criar perfis falsos só para ganhar os brindes. Isso não acrescentará em nada para sua conta corporativa.

    Acho bacana ações em que os seguidores interajam com a marca. Sugiram pautas para post no blog, enviem foto, vídeo ou frase em até 140 caracteres de porque merece ganhar o premio, entende ? Assim você estará ouvindo e se relacionando com seus seguidores. Muito mais relevante.

    Só para constar nesse item lembrei do @realwbonner quando perguntava a seus seguidores qual gravata usar no Jornal Nacional, ou de que estado são a maioria dos seus seguidores.

    12) Use o twitter para pesquisa.

    Dê um search pelo nome da sua marca, ou pelo produto que você vende e saiba o que estão falando. As vezes dicas muito úteis podem surgir para você neste simples ato. Pergunte o que pode ser melhorado em seu produto. Não fique apenas pedindo elogios, se tudo estiver certo demais, fique preocupado.

    13) Retuite

    Leia sua timeline, opnie sobre a questão que seus seguidores estão comentando. Tome cuidado apenas para não expressar uma opnião muito polêmica, pois sua opnião representará a opnião da marca ou empresa. Seja responsável. Mas se você ler um tweet que concorda, retuite. Acrescente uma opnião. Lembre-se do conteúdo, que foi citado anteriormente.

    14) Compartilhe informação:

    Se você estiver participando de alguma palestra ou evento, tuite frases que lhe chamam mais a atenção. A ideia de compartilhar informação é um excelente uso do twitter. Da mesma maneira se você descobriu algum macete bacana, ou algum programa bacana que facilita suas tarefas diárias, compartilhe, pode ser útil para outras pessoas também.

    15) Cite sempre suas fontes:

    Peço licença pra citar uma frase que minha mãe sempre me falava que ela ouvia da mãe dela, minha avó: Mentira tem perna curta! Na internet principalmente. Jamais tente se apropriar de um tweet, post em blog, ideia bacana pois inevitavelmente, uma hora ou outra, alguém vai descobrir. Seja transparente. Errou ? Assuma o erro, se possível na hora. É melhor saberem do erro por você do que ouvirem falar de um outro alguém… ai o buzz, o disse que me disse vai aumentando e as consequências para você, podem ser catastróficas.

    Acho que isso, me empolguei né ? Siga-me no twitter @idegasperi e deixe sua opnião ou alguma outra dica que não citei.

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  • March 06, 10:15 AM

    1º dia Circuito 4×1

    Realmente uma pena eu não ter acompanhado o evento pois estava na ultima matéria do módulo da minha pós em Novas Mídias. Mas fico muito feliz pelos comentários que li no twitter a respeito do evento ter sido bacana…

    Assim que der posto outros vídeos e faço meus comentários quando assistir as palestras…

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  • March 04, 07:12 PM

    ROI em Mídias Sociais

    Quando a @missmoura twittou esse vídeo, fiquei curiosa pra assisti-lo. Ainda que a cada dia surjam diversos vídeos e animações com estatísticas sobre Social Media, é difícil ver a palavra ROI (Return On Investment) associada a eles. Isso porque mensuração é um eterno pisar em ovos quando falamos de mídias sociais: alguns garantem a fórmula, com dados e relações precisas; outros desmentem todas, argumentando que relacionamento é algo intangível e subjetivo. Ou seja, que não é pelo número de RTs ou de “Like” no Facebook que conseguiremos medir o quanto o consumidor está engajado em uma campanha ou com uma marca.

    Como as ações de marketing em mídia social têm (relativamente) poucos anos de vida, o terreno ainda não é dos mais fáceis. Ainda que algumas iniciativas bem planejadas se tornem cases de sucesso como estes do vídeo (Ford, Dell, Burger King, Obama), existem muitos cases #fail no meio do caminho (não tão divulgados por aí!). E neste eterno vai-e-vem de dúvidas, Erick Qualman, autor do livro Socialnomics, ainda nos questiona: “Porque estamos tentando medir social media como se fosse qualquer canal tradicional?”

    Confira o vídeo:

    Para os que chegaram aqui querendo uma solução para mensurar ROI em mídias sociais, divirta-se com este post de David Berkowitz com 100 maneiras de medir retorno em Social Media. :)

    

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  • March 04, 10:22 AM

    Alunos da Ciência da Computação criam aplicativos para Mídias Sociais

    Aplicativos para mídias sociais geraram receitas na ordem de 500 milhões de dólares em 2009, com perspectivas de rápido crescimento nos próximos anos. De olho nesse mercado, os alunos da disciplina de Projetos de Computação 2, do curso de Ciência da Computação da UFPel, dedicaram-se ao desenvolvimento de aplicativos e jogos para o popular site de rede social Facebook.
    A disciplina foi cursada no segundo semestre de 2009, ministrada pelo professor Ricardo Matsumura Araújo, do Departamento de Informática. Abordou aspectos técnicos e mercadológicos do desenvolvimento de aplicativos para mídias sociais, com o objetivo de gerar protótipos de aplicações. Ao final da disciplina, Rodrigo Schmidt, engenheiro do Facebook, apresentou a empresa e as diversas oportunidades abertas para os egressos do curso.

    Confira os app’s e suas descrições:

    StoryShare
    Permite a criação de histórias colaborativas, onde cada usuário dá continuidade a um possível ramo de narrativa.
    Desenvolvedores: Gustavo Grana, Rafael Pereira, Robson Dornelles

    Sport Manager
    Permite organizar jogos de futebol e outros esportes com usuários do Facebook.
    Desenvolvedores: Bruno Rodrigues, Eduardo Saffer M., Tiago H. Trojahn

    Vídeos Favoritos
    Permite compartilhar, organizar e avaliar vídeos do YouTube diretamente dentro do Facebook.
    Desenvolvedors: Ivan Weege, Juliano Rodrigues de Almeida

    Império dos Negócios
    Jogo onde o usuário compra, vende e gerencia empresas, competindo com outros jogadores.
    Desenvolvedores: André Augusto Margarin, Gustavo de Souza Meireles

    Valhalla Heroes
    Jogo onde o usuário captura monstros em batalhas e os utiliza para competir com outros jogadores.
    Desenvolvedores: Rafael Medeiros, Tainã Coimbra, William Dias

    Psychomachia
    Aplicativo que permite que o usuário compartilhe virtudes e pecados.
    Desenvolvedor: Bruno Stone

    Monster Tower
    Jogo onde usuários constróem torres com monstros e armadilhas e desafiam outros usuários.
    Desenvolvedores: Moisés Dorneles da Silveira, Pablo Barcellos

    SA App
    Aplicativo para Orkut que permite que usuários organizem excursões.
    Desenvolvedores: Helio W. Caruccio, Paulo Eugenio Ferreira Fernandes, Eduardo Assolan Viola Nicola

    Custom Robot
    Jogo onde os usuários contróem robôs para lutar contra outros usuários.
    Desenvolvedores: Davi Reinke, Bruno Moura, Gustavo Guimarães

    via Diário Popular

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  • March 03, 05:53 AM

    State of Community Management – 2010

    State of Community Management – 2010: From Recognization to Exploration é um documento sobre reconhecimento, criação e gerenciamento de comunidades em estruturas organizacionais. A internet e, especialmente, as mídias sociais trouxeram novas possibilidades e complexificações do ambiente organizacional. Esse documento foi criado a partir de alguns encontros da The Community Roundtable e merece a leitura.

    Um trecho sobre cultura organizacional: “As culturas organizacionais podem ser os centros determinantes de quais iniciativas em mídias sociais e comunidades vão funcionar. Sem uma cultura que aceite conversações emergentes e desburocratizadas, qualquer tentativa de sociabilização será dificultada. Em paralelo, comunidades online podem desenvolver diferentes culturas do que aquelas da organização “container” e podem ser outra fonte de tensão se não forem aceitadas e se as adaptações dos mecanismos e processos não existirem.”

    Para fazer o download é só acessar http://community-roundtable.com/socm-2010/ e preencher um pequeno formulário.

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  • March 02, 08:55 AM
  • March 01, 11:47 AM

    Twitter e o terremoto no Chile.

    Novamente o serviço de microblogging Twitter mostrou sua força e seu poder de comunicação, dessa vez após o terremoto que aconteceu no Chile durante a madrugada do dia 27 de fevereiro 2010.

    Timeline (27/fev):

    3:34 BRT
    O terremoto ocorreu aproximadamente as 3:34 e pelo menos dez minutos depois, segundo o site whatthetrend.com, o tópico “Concepcion” já aparecia com frequência nos posts do twitter, chegando aos Trending Topics (TT) cerca de trinta minutos depois, mas ainda, alguns minutos antes da divulgação pelo twitter do instituto de pesquisa geológica dos EUA – USGS (@earthquake) o registro de um abalo sísmico de 8.5 graus (depois corrigido para 8.8) em Bio-Bio – Chile, postado às 4:05.

    Três minutos antes o USGS (@EQTW) já havia divulgado um reforço de alerta de tsunami para as ilhas do Hawaii.

    4:09 BRT
    Os tópicos “Chile – Reuters”, “Magnitude Earthquake”, “NYT NEWS ALERT”, “Massive 8″ e “Magnitude Quake Hits” disparavam nos TT, impulsionados pelos RT da notícia divulgada pela agência Reuters. Os primeiros jornais divulgam a notícia mas ainda sem dar muito destaque. Aqui no Brasil, só ficou sabendo, quem acompanhou as “notícias recentes” dos principais portais de jornalismo. O portal Terra foi o primeiro a dar destaque, divulgando na página principal, por volta das 6:00.

    4:19 BRT
    Menos de 20 minutos depois de entrarem nos TT, os tópicos já haviam sido definidos no site whatthetrend.com e apartir daí começaram a ser divulgados através do twitter (@wtt). Também começam a serem divulgadas as primeiras listas de usuários que passavam informações específicas sobre o terremoto.

    4:20 BRT
    Informações em espanhol, dos mais variados tipos, surgiam com a busca pela hashtag #Chile através do search.twitter.com, até que usuários mexicanos deram a idéia de se usar a hashtag #TerremotoChile para organizar melhor os posts. Foi também pedido que a hashtag fosse usada apenas para informações específicas sobre situação das localidades, o que fazer após o terremoto, busca por pessoas e notícias sobre novos tremores. Próximo as 5:00 já eram mais de 500 updates por minuto com a hashtag.

    5:09 BRT
    A Cruz Vermelha avisa sobre o terremoto e começa a passar instruções de segurança de como proceder naquele momento e informações sobre localidades e rodovias.  Também aparecem as primeiras fotos, enviadas ao serviço twitpic.com e a divulgação do serviço de indexação de fotos por tag twitcaps.com.

    5:12 BRT
    Começa a ser amplamente divulgado um link para acompanhar a TV Chile ao vivo, através do serviço ustream.com, que em poucos minutos chegou a mais de 6 mil pessoas conectadas ao mesmo tempo. Segundo  o site mashable.com o acessos chegou a 4.35 milhoes naquele dia.

    5:25 BRT
    No chat do stream predominava o espanhol e se perguntava muito sobre a situação das cidades e os serviços inoperantes de luz, água e telecomunicação. Haviam também muitos curiosos, em sua maioria jornalistas, perguntando em inglês sobre o que se falava em espanhol, tanto no chat, quanto no noticiário que estava sendo transmitido.

    5:56 BRT
    A partir das 6:00 os canais CNN Internacional e CNN en español começaram suas coberturas exclusivas.

    6:52 BRT
    Entra no ar o blog http://terremotochile.com/

    Veja um vídeo postado no blog:

    11:03 BRT
    É criada a conta @ayudachile destinada a contatar e localizar familiares e amigos no Chile, também para oferecer e solicitar ajuda de qualquer tipo.

    12:09 BRT
    Por volta do meio dia o google coloca no ar o site http://chilepersonfinder.appspot.com/ para ajudar a localizar pessoas que não se consegue contato.

    23:43 BRT
    No fim do dia também é criada uma lista de desaparecidos no site http://www.tconnections.net/chile/

    A divulgação:

    No início da circulação da notícia sobre o terremoto as informações poderiam ser encontradas através da busca da hashtag #chile no search.twitter.com mas o que se via eram muito mais perguntas que respostas e nas mais variadas línguas. A hashtag #TerremotoChile ajudou a filtrar melhor as informações, só se falava em espanhol e seu uso foi por todo tempo exclusivo para notícias ou pedidos/oferecimentos de ajuda/informação.

    Tanto que demorou aproximadamente 2 horas para a tag entrar nos TT.

    O retweet também foi uma peça chave na filtragem, já que todos os usuários que buscavam #TerremotoChile via search, davam RT nas informações mais importantes. Além de estarem informando aos seus followers, contribuiram para que, no meio de tanta informação, as mais importantes se repetissem na busca e aparecessem mais frequentemente criando destaque.

    O serviço ustream.com foi fundamental tanto para os Chilenos que tiveram seus sistemas de comunicação cortados, quanto para o resto do mundo, que conseguiu acompanhar on-line o noticiário chileno com informações em tempo real.

    Muitas pessoas se dedicaram a filtrar e compartilhar apenas conteúdo sobre o terremoto, como é o caso do twitter @PateandoPiedras, que desde as 4:45 do dia 27 vem fazendo isso. Bastava seguir alguns usuários para se ter toda as principais informações já selecionadas

    A importância de tudo isso:

    O twitter mostrou novamente que é uma importante ferramenta de comunicação na divulgação em “tempo real” de informações. Destacando-se por informar ao mundo o que estava acontecendo em um local que foi devastado por uma tragédia e ficou incomunicável. Se as 5:00 do dia 27/fev você fizesse uma busca pelo termo “terremoto+chile” apareceriam milhões de resultados, mas todos falando de terremotos que já aconteceram no Chile. Se o mesmo termo fosse pesquisado através da busca do site do twitter (search.twitter.com), logo os primeiros resultados informariam que acabara de ocorrer um terremoto no Chile, o numero de pessoas encontradas mortas até o momento, dados sobre os estragos em cada local, fotos e até telefone de embaixadas.

    O twitter foi fundamental durante as três primeiras horas, tanto para os chilenos que estavam sem comunicação tradicional, quanto para o resto do mundo. A primeira notícia sobre a tragédia a ser divulgada na mídia só apareceu meia hora depois. Três horas depois grande parte dos portais dos principais jornais do mundo sequer haviam anunciado.

    Não existem regras ou práticas oficiais definidas para se usar o twitter, mas o respeito e a organização se mostraram presentes no momento necessário, como é o caso da hashtag #TerremotoChile, que foi usada com responsabilidade, separando condolências e especulações de informações úteis. Posteriormente os usuários que já usavam a hashtag #TerremotoChile, por si próprios, transformaram o nome das localidades em hashtags facilitando ainda mais a pesquisa. Telefones, links e notícias foram amplamente divulgados com concisão.

    Artigo enviado pelo leitor Andrei Sanson, muito obrigado cara ! Andrey Sanson é visualista, comerciante, crítico gastronômico e bon vivant. Mantém o blog vjweedman.wordpress.com e utiliza redes sociais há mais de doze anos.

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  • February 26, 10:44 PM
  • February 25, 10:01 PM

    Livro de Cavallini sugere o futuro da comunicação

    Desde crianças, somos ensinados a não julgar um livro pela capa. Entretanto, ao ser apresentada ao Onipresente, esta foi uma atitude que não pude evitar. Não foi, no entanto, a arte minimalista ou o título enigmático – que nas últimas páginas passou a fazer total sentido – que me causaram primeiras impressões fortes, mas sim o modo de licença no qual o livro foi publicado.

    Onipresente foi meu primeiro contato com o Creative Commons e sua interessante proposta de levar conteúdo a todos. É um modelo oposto ao que estamos acostumados a encontrar no mercado – e, em geral, em nossa vida – onde predomina a ideia de propriedade. Aqui, a ideia é dividir boas ideias, e um livro publicado sob esta nova ótica, muito mais colaborativa, só pode ter algo interessante a dizer, pensei.

    Após as primeiras páginas, tive o sentimento de que o Creative Commons poderia, facilmente, ser objeto de estudo do livro – e, de certa forma, ele é, quando o autor aborda as diversas mudanças na comunicação atual, derivadas das mudanças em nossa sociedade, e vice-versa. De certa forma, pode-se dizer que este novo modelo de publicação é um filhote da internet e do impacto que esta tem na vida das pessoas. Mais do que isso, o Creative Commons reafirma uma forte tendência: as pessoas não buscam mais comprar um conteúdo, devorá-lo e guardá-lo no fundo do armário. Elas querem interagir, repassar o conteúdo, gritar para todos o que pensam sobre aquilo e, mais do que nunca, descobrir o que os outros também têm a dizer.

    A TECNOLOGIA E AS MUDANÇAS SOCIAIS

    Um dos assuntos mais interessantes abordados pelo livro trata da evolução tecnológica, como o surgimento da internet, celulares, jogos e outros aparelhos e serviços indispensáveis atualmente; e a paralela transformação social que assistimos nas últimas décadas, principalmente no que diz respeito ao consumo, à atenção e à comunicação.

    Não é por acaso que todas essas mudanças vêm ocorrendo ao mesmo tempo. Como uma bola de neve, a evolução tecnológica cria novos meios de se comunicar, mudando a relação das pessoas com o mundo que as cerca e com elas mesmas. A sociedade acaba, por sua vez, demandando tecnologias ainda mais novas, que preencham suas necessidades e desejos mais futuristas. Assim, um fato alimenta o outro, e um grande ciclo é formado.

    É importante destacar, citando o autor do livro, que “a tecnologia é apenas um suporte para potencializar a mudança”. O crescente número de redes sociais, de comunidades em torno de assuntos comuns, a troca de conteúdo e a interação que encontramos na internet não são frutos únicos da tecnologia, são tendências humanas que verificamos também – e originalmente – fora do ambiente digital.

    A GERAÇÃO Z

    Os jovens que nasceram na década de 1990 possuem características extremamente peculiares. Nascidos em um ambiente totalmente tecnológico, não conhecem o mundo sem internet, celular e controles remotos. Acostumados desde cedo a controlar os gadgets mais modernos e desejados de nossa sociedade, aos 10 anos já dão um banho em qualquer adulto quando o assunto é tecnologia. Aquele executivo do alto escalão de uma multinacional não conhece nem metade dos aplicativos para internet e celular que seu filho maneja de olhos fechados.

    Em contraponto, o excesso de informação, de estímulos, de interação e de veículos de comunicação é responsável por outra forte característica da chamada Geração Z. Ainda que sejam capazes de lidar com os mais diversos e os mais avançados aplicativos, é raro que consigam se aprofundar e manter uma relação íntima com algum deles. Esses jovens fazem um milhão de atividades ao mesmo tempo: assistem a um vídeo no Youtube, conversam no MSN Messenger, estudam para uma prova, ouvem música, fazem downloads de jogos e enviam um SMS para um amigo. Mas, geralmente, grande parte dessas interações acontecem de forma superficial.

    Além disso, suas agendas costumam ser tão cheias quanto à de um adulto. Seus dias são preenchidos por atividades de todos os tipos, e, sempre com pressa, sentem desde cedo a pressão de não ter tempo a perder. Com isso, sua atenção torna-se totalmente fragmentada, dividida entre tantas mídias e estímulos diferentes, e sua tolerância a dedicar tempo a algo que não tenha tanta relevância é praticamente nula, o que significa um grande desafio para o profissional de comunicação.

    UM PROBLEMA DE MÍDIA PARA TODOS

    Não é apenas a Geração Z que possui tais características. Sem dúvida, a fragmentação da atenção é muito intensa para esse jovens, mas toda a sociedade hoje é bombardeada por uma quantidade gigantesca de mensagens de todos os tipos, o tempo todo. Desde meados de 1990, quando entramos na 5ª onda da publicidade no Brasil – marcada pela transição do analógico para o digital, tendo a internet como tecnologia de ruptura – a quantidade de veículos de massa cresceu assustadoramente. Com isso, aumentaram também as opções de entretenimento – salas de cinema, canais de TV aberta e fechada, títulos de jornais e revistas, websites e games, só para exemplificar. Os profissionais de comunicação, até então acostumados à fórmula perfeita e certeira da TV aberta, ou, no máximo, a um anúncio de página simples em revista de grande circulação, começaram a perceber que as regras do jogo estavam mudando.

    Como atingir um consumidor que não está mais presente em apenas um tipo específico de veículo, em determinado horário, todos os dias? Como disputar com tantas mensagens, publicitárias e não publicitárias, e, principalmente, com o grau de interação proposto pela internet? Os profissionais de comunicação perceberam que a partir desse momento seria muito mais trabalhoso atingir o consumidor de forma impactante. O chamado Below The Line começou a ganhar espaço, e, de patinho feio da comunicação, tornou-se objeto de desejo de anunciantes de todos os portes. Ao passo que os veículos de massa buscam cada vez um nível maior de interação, e os meios interativos começam a atingir uma audiência de massa, os termos BTL e ATL acabam fundindo-se, criando um novo conceito: Through The Line (TTL).

    Tornou-se importante, mais do que nunca, conhecer profundamente o consumidor. Em um ambiente tão saturado de informações e atenções tão fragmentadas, o diferencial é a mensagem, e não o meio. Se a mensagem for adequada, desenvolvida sob medida para o perfil que se busca atingir, a escolha dos meios será apenas uma conseqüência, uma parte da mensagem, e tem grandes chances de funcionar.

    Não se trata de comparar a importância da mensagem ou do meio para uma campanha, trata-se de interação, de processo. Sem dúvida, ambos são essenciais para que os objetivos sejam atingidos. Mas ao escolher determinados veículos, ainda que estes possuam grande afinidade com o público-alvo, antes de pensar em uma mensagem pertinente e relevante, pode simplesmente não funcionar. Cada veículo deve ser pensado como uma oportunidade de potencializar a mensagem total. Mensagem e meio devem andar juntos, muito juntos, a ponto de não ser possível separar suas estratégias.

    Dessa forma, é natural que o profissional de mídia seja, cada vez menos, o único responsável pela escolha das mídias e veículos. Primeiro, porque ele foi formado como um negociante de atacado, e essa fórmula não funciona mais. Segundo, porque com a atual importância da mensagem, não é mais possível separar o desenvolvimento criativo, o conceito de uma campanha, da escolha da mídia. Essas decisões precisam ser desenvolvidas em conjunto, e, para isso, o profissional de mídia precisará da ajuda de profissionais com diferentes especializações, principalmente do departamento de criação.

    Em um Plano de Mídia 360 graus ideal, o consumidor deve ser pensado como único. É essencial ter em mente que, independente dos veículos escolhidos e estratégias utilizadas, todos os pontos de contato com a marca contribuirão, de forma positiva ou negativa, para que a mensagem final seja transmitida. Até mesmo a escolha de uma marca por não transmitir qualquer mensagem será entendida pelo consumidor como mensagem. Cada veículo, portanto, tem que ser entendido como uma pequena pecinha, uma parte do todo. Se ele estiver em descompasso ou transmitindo um conteúdo diferente do restante da campanha, será gerado um ruído que atrapalhará o entendimento do consumidor.

    Também deve-se atentar para que cada veículo seja explorado no que oferece de melhor. Por exemplo, a TV oferece um rico recurso audiovisual, enquanto o rádio pode ser utilizado para estimular a imaginação do consumidor. Já a internet, oferece interação, enquanto um game oferece diversão e utilidade. Resumindo, não faria sentido utilizar a TV com o intuito de gerar interação e experiência com a marca, ou usar o rádio para apresentar as características físicas de um novo produto. Como um organismo, cada veículo deve desempenhar sua função, sempre transmitindo a mesma mensagem.

    PROGNÓSTICO

    No acelerado ritmo de desenvolvimento tecnológico em que vivemos e com a crescente demanda por gadgets cada vez mais avançados, é provável que a quantidade de mídias e veículos continue aumentando cada vez mais. Com isso, tendo em vista que o dia continuará tendo as mesmas 24h, a atenção das pessoas será cada vez mais fragmentada.

    A publicidade, que hoje já disputa os precisos minutos de seus consumidores com pessoas comuns sentadas atrás de telas de computador e gerando conteúdo, passará também a competir com todo e qualquer objeto do dia-a-dia. É provável que, em um futuro não muito distante, tudo esteja conectado o tempo todo: pessoas a pessoas, objetos a objetos e pessoas a objetos. Ironicamente, a tecnologia que, para alguns, separava as pessoas, vai unir o mundo como nunca foi visto.

    Se hoje os profissionais de comunicação precisam repensar seus métodos de produção, principalmente dentro das agência, no futuro eles serão forçados a fazê-lo, para sua própria sobrevivência. Qualquer coisa poderá ser uma nova mídia interativa, até mesmo objetos analógicos, e será cada vez mais difícil de encontrar o consumidor.

    Seguindo essa mesma lógica, será também cada vez mais complicado traçar uma estratégia de comunicação certeira, prometer e medir resultados. Mas, por outro lado, quanto maior o risco, maior a possibilidade de um alto retorno. Se essa nova e complexa realidade for devidamente estudada e compreendida, as possibilidades de atingir ótimos resultados serão imensas. Como dito antes, tudo poderá ser uma mídia, e, portanto, tudo poderá ser visto como mais uma oportunidade de impactar o consumidor. Basta que a mensagem seja estrategicamente bem desenvolvida, relevante e sem ruídos. E, é claro, vista um excelente disfarce.

    Para quem se interessar, é possível fazer o download do livro Onipresente, de Ricardo Cavallini, gratuitamente clicando aqui.

    Artigo enviado pela leitora do blog Gabriela Sifuentes que tem 20 anos, mora em São Paulo e é estudante do 7° semestre de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda na ESPM. Tem experiência profissional em eventos, below the line, comunicação visual, criação de materiais promocionais e planejamento online. Com o coração dividido entre rabiscos e letras, busca vagas em direção de arte, BTL e mídias sociais, áreas pelas quais é fascinada.

    Se quiser saber um pouquinho mais, acesse: http://flavors.me/sifuentes

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  • March 12, 03:17 PM

    Se formou? E agora?

    Por Andressa Carrasqueira, formada em Relações Públicas pela UERJ

    Querido leitor, se você, como eu, acabou de se formar, e nenhuma revolução em sua vida aconteceu, não se desespere. Geralmente as opções deste período são:
    "a) ser efetivado no estágio; b) conseguir um emprego de assistente/analista júnior; c) se inscrever em todos os processos de trainee da face da terra; ou d) se tem uma família bem de grana, ficar desempregado até achar alguma parada.

    Claro que existem outras opções como herdar uma fortuna de uma tia distante, ganhar na mega-sena, abrir a própria empresa com uns amigos achando que vai ficar rico no primeiro ano (e por que não?)... Mas, na maioria dos casos, as pessoas ficam entre as quatro primeiras.

    E aí você começa a ficar meio desmotivado, certo? Porque os salários de júnior às vezes são uma mixaria... Porque às vezes, depois de efetivado, você continua sendo tratado como estagiário... Porque os processos de trainee requerem que você ganhe fluência em mais dois idiomas e tenha vivência internacional nos próximos três meses... Porque a agência/site/escritório/qualquer coisa que você abriu com os seus camaradas está dando prejuízo... E por uma série de outros fatores do baixo astral que atingem o recém formado.

    Mas, como eu disse, não se desespere. Muitas vezes existem boas oportunidades à nossa volta, que simplesmente não conseguimos enxergar. E a melhor opção para conseguir melhorar de vida é constituir um bom ciclo de amigos, o famoso networking. Ele começa praticamente quando a gente diz a primeira palavra, que já é suficiente para nos conseguir alguns favores. Tem gente que escracha logo e diz que a vida é um banco de favores. E, sem pudores, é mesmo. Não quer dizer que você sempre vai ajudar alguém pensando no que vai receber em troca, mas você pode ter certeza: essa pessoa vai lembrar de você.

    Além da rede de relacionamento, aliás, muito facilitada nessa época de web 2.0, é muito importante investir em você. Mas investir vai além do MBA, viu gente? Aliás, a Você/SA fez uma reportagem outro dia revelando que o MBA, quando feito sem um objetivo específico para ser aplicado no trabalho, não melhora efetivamente a vida de ninguém. O que eu estou querendo dizer é que existem diversas formas de trabalharmos nosso perfil profissional que vão um pouco além das salas de aula tradicionais. A timidez, por exemplo, pode ser um dos piores empecilhos para quem sonha em se tornar um gestor. Talvez o ideal então seja fazer um curso de teatro antes da pós em gestão empresarial.

    O mais importante neste período da vida, em que somos novos e inexperientes, porém cheios de gás e vontade de crescer, é uma boa auto análise. Descobrir quais são nossos pontos fortes e o que precisamos melhorar, e investir nisso. Um bom curso de oratória pode ser mais importante para um comunicador do que muita teoria por aí. E devemos lembrar sempre de não esquecer os que passam pela nossa vida, para que não sejamos esquecidos também. Profissionalmente essa é uma verdade: uma indicação passa na frente de pilhas de currículos.

    Resumindo: desenvolva suas habilidades, faça amigos, e coloque a cara. Com certeza você vai começar a se sair melhor desde dinâmicas de grupo e entrevistas até situações do dia a dia. E aí, quando você estiver super bem de vida, que que você faz? É só lembrar d’Ocappuccino aqui!

  • March 11, 09:11 AM

    7 Dicas para um Twitter Corporativo.

    Por Massimino Delazeri, formado em Relações Públicas pela UFRGS

    Nestes últimos dias, vários sites publicaram que o Twitter, com menos de 4 anos de idade, chegou a incrível marca de 10 bilhões de mensagens, e que deve chegar as 20 bilhões ainda este ano. Mais surpreendente que isso foi o estudo publicado pelo site especializado em mídia, Brand Republic, relatando que 20% destas mensagens contem referência a produtos, serviços e marcas, dado que afirma a importância da presença corporativa na plataforma.

    Outra pesquisa interessante foi publicada em janeiro, pela empresa de análise em mídia social Sysomos, segundo ela os Estados Unidos representam 50% dos usuários do Twitter, e o Brasil em segundo lugar representa 8,8% dos usuários do serviço.

    http://maquinaweb.files.wordpress.com/2010/01/tabela1.png
    Na segunda coluna desta tabela estão listados os países com maior participação na plataforma, podemos notar que mesmo tendo mais usuários brasileiros o Reino Unido tem maior participação em números de tweets. Comparando com a mesma pesquisa publicada no meio do ano passado notamos um aumento de 2% da participação brasileira na plataforma e uma redução de quase 8% da hegemonia norte americana.

    Depois de ver todos esses números e de ler os textos sobre Twitter corporativo publicado pela Internet Advertising Bureau do Reino Unido resolvi criar uma lista com 7 dicas:

    1 - Não desperdice o espaço do seu background - O twitter permite que você use os espaços ao lado da sua timeline (o fundo da sua página no Twitter). Nela você pode acrescentar outras redes sociais que a empresa participa, um email de contato, telefone, esse espaço deve ser organizado com a identidade visual da empresa, facilitando a identificação. Embora muitas pessoas utilizem outras ferramentas para mandar e receber os tweets em algum momento elas vão acabar entrando na sua pagina no Twitter.

    2 - Avatar - A marca e o nome da sua empresa são importantes, mas o twitter (e as mídias sociais) são sobre pessoas. As pessoas quando vão falar com uma marca gostam e precisam saber com quem estão falando, a dica é descreva na Bio quem é o responsável por aquela conta corporativa, assinar mensagens principalmente no primeiro contato com outros usuários. E nem pensar em deixar o avatar padrão O_o antes mesmo de começar a tweetar você deve definir a imagem que representará a sua marca.

    3 - Faça conversação - Além de servir para espalhar informações e novidades o Twitter serve também para manter um diálogo entre os públicos e a sua marca. Escute o que seus seguidores têm a dizer e converse com eles. Responda as perguntas, a dúvida de um frequentemente será a dúvida de outros. Demonstre interesse no que seus seguidores falam e o mais importante, não demore mais de um dia para responder. Quando os usuários notarem que podem tirar suas dúvidas e entrar em contato direto com a empresa sem toda a formalidade de SAC... E-mail... estreitará a relação deles com a sua marca e ajuda a afirmar como canal de comunicação.

    4- Ofereça conteúdo exclusivo - O que leva uma pessoa a seguir o perfil de um Twitter corporativo e a busca de informações, saber de novidades da empresa em primeira mão, a oferta de conteúdo exclusivo é uma boa fonte para se conseguir seguidores.

    5 - Siga quem te segue - Se alguém está te seguindo é porque está interessado na sua marca, o mínimo que você pode fazer é seguí-lo de volta, pois além de servir como uma ferramenta de atendimento ao cliente, habilitando o envio de Direct Message, você estará se aproximando de seu cliente.

    6 - Mensurar - Pense em uma forma de medir o seu sucesso, assim você pode saber se está andando pelo caminho certo ou se deve replanejar a sua estratégia dentro da plataforma. O número de seguidores já não é uma boa forma de medir o sucesso no Twitter. Os re-tweets podem ser uma boa forma. Sinal que as pessoas gostaram (ou não) do que leram.

    7 - Monitoramento - Sem dúvida a dica mais importante, mesmo que a sua empresas não possua uma vida ativa dentro do Twitter. Você tem a obrigação de fazer o monitoramento. Existem varias ferramentas que facilitam esse serviço, a dica é monitore tudo o que for publicado sobra a sua marca, sobre seus concorrentes, positivo ou negativo, você encontrará informações preciosas.

    Sei que existem outros pontos importantes que devemos dar atenção mas acredito que esses são os 7 mais importantes, aguardo os comentários.

    Quem tiver interesse em acompanhar o fluxo de tweets produzidas em tempo real pode conferir o Gigatweet.
  • March 08, 08:52 AM

    A persuasão como habilidade para Relações Públicas.

    Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

    "Eu sempre fiz assim,
    não é agora que eu vou mudar.
    Faz muitos anos que é assim,
    sempre deu certo, pra que mudar?
    As coisas são assim, acostumei a ser assim.
    O mundo sempre foi assim,
    e assim vai ser, até o fim.
    Não gosto de estudar,
    me dá preguiça reorganizar.
    E agora vem você falar
    num outro jeito de trabalhar!...
    (Bossa da Inércia, da peça-treinamento Acertar é Humano de Alberto Centurião)
    Esse poderia ser um discurso pronto de vários empresários diante de uma proposta de mudanças na comunicação de sua empresa, feita por um Relações Públicas.

    Pense em uma situação como esta: um comércio de médio porte, localizado no centro de uma capital, 50 anos de atuação, o fundador continua no comando, seu filho vai ser o sucessor, as únicas pessoas que fazem compras por lá são as mesmas há uns 20 anos, não existem consumidores novos. A renda da empresa é a mesma ao longo dos anos, nada a mais, nada a menos, é suficiente apenas para pagar os funcionários e as contas. Eis que o filho resolve propor uma reestruturação de imagem, uma nova utilização de linguagem, um novo dinamismo, uma nova conduta de comunicação. Chama um amigo seu, um Relações Públicas, para explicar ao seu pai porque é necessária essa mudança. Adivinha a primeira resposta dele? Eu sempre fiz assim, não é agora que eu vou mudar...

    Você é esse amigo Relações Públicas da história. O primeiro desafio é justamente convencer o dono que ele precisa mudar o ponto de vista, que ele pode criar uma nova forma de se comunicar com os clientes, e que isso pode trazer novos clientes para ele. Uma tarefa nada fácil, já que no pensamento dele é muito mais simples continuar na mesmice do que fazer tanta movimentação que pode dar em nada.

    Um RP precisa saber lidar com as mais diferentes situações, precisa ter habilidades múltiplas e, necessariamente, tem que estar muito bem informado sobre assuntos diversos. Segundo o dicionário online Priberam, persuadir significa obrigar alguém a acreditar ou a executar alguma coisa, ou convencer, induzir, acreditar, convencer. A arte da persuasão entra justamente nesta situação, uma das habilidades que caracterizam este profissional.

    Mais do que convencer aquele proprietário da importância de uma reestrutura de comunicação, a persuasão vai estar presente até no momento da execução do projeto. A convencer os públicos internos sobre os benefícios da mudança, e os demais de que é possível apostar naquela organização. E isto não é algo que se consegue durante uma ou duas semanas, ou apenas com alguns relatos e exemplos, é um trabalho árduo e complexo.

    Para Aristóteles, existem três caminhos para a persuasão (capítulo II do livro Arte Retórica): devemos apelar para a vontade das pessoas, depois para a sensibilidade e, por último, para a sua inteligência. Ou seja, para você, de fato, estar sendo persuasivo deve envolver o emocional e o racional das pessoas. Mas não se engane: essa técnica não pode parecer ser agressiva, invasiva para quem ouve. A prática dela só vai acontecer quando existe confiança entre os envolvidos.

    A persuasão pode ser vista como uma forma de integrar os públicos, e convencê-los do nosso ponto de vista, como uma negociação. Mas partindo, sempre, de um bom planejamento e de práticas simples e aliadas, como a própria gentileza. Deixo como sugestão o vídeo Pratique seu poder de persuasão que contém diversas dicas interessantes, como palavras que devem ser evitadas no momento que você está querendo convencer alguém de alguma coisa:

    <object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DHcjcgwn8Sc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="344" src="http://www.youtube.com/v/DHcjcgwn8Sc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" width="425"></embed></object>

    Obs.: Fica meu abraço para os aniversariantes de hoje, o Mano e o Max. Eles, junto com o Mateus, iniciaram o projeto deste blog e merecem o nosso carinho!
  • March 05, 08:06 PM

    Convergência dos novos saberes de leitura para um novo modelo de relacionamento online/offline.

    Por Danilo Marinho, estudante de Relações Públicas da Escola superior de Relações Públicas de Pernambuco, autor do blog Clube do RP de Pernambuco e colaborador do blog A bordo

    Faz algum tempo que venho me perguntando se, com todo esse aparato tecnológico os livros ainda terão espaços nas prateleiras dos leitores. Estima-se que em 2018 os livros digitais desbancarão as versões impressas dos livros. Nada mais nada menos que a Feira Internacional do Livro de Frankfurt fez essa projeção.

    Em países como o Brasil em que a cultura da leitura ainda parece ser um grande paradoxo, acompanhamos o surgimento de ferramentas que possibilitam o acesso de obras literárias completas com apenas um clique. O crescimento do consumo dessas ferramentas como e-books em 2009 aumentou substancialmente. Se no início do ano o consumo era de 13%, em maio esse número elevou para 35% e, no meio do ano, 48% foi o índice registrado. Dados apresentados na 1ª Feira de Arte e Tecnologia do Recife pela Google.

    Isso pode ser considerado como reflexo da própria evolução dos acontecimentos, um grande Devir Tecnológico. Ao passo que o novo cenário aponta para um modelo print on demand, as oportunidades digitais potencializam os novos padrões de relacionamento entre mercado e consumidor. Se no modelo tradicional, a edição de um livro representa um alto custo para as editoras, como produção e um grande complexo de logística, na web esses custos são reduzidos a quase zero, ainda permitindo a edição em vários formatos. (pdf, jpg, entre outros).

    A produção de conteúdo no formato tradicional, em canal de larga escala, tem um custo acima do que a crise econômica em que estamos passando nos permite. As mídias digitais já possibilitam a transmissão e consumo de dados simultaneamente. O papel passou a ser, a partir daí, uma mídia associada, ou seja, ele será apenas uma referência que fará link com os dados compartilhados na rede. Já está em testes uma fibra ótica capaz de processar 14mil horas de informação em 1 segundo e 2 mil horas de imagem (vídeo) por segundo. Isso representa com nitidez a dimensão do que estamos vivendo em termos de tecnologia.

    Alguns eventos desenham bem esses novos modelos de relacionamento interativo entre o homem e a tecnologia. Pois, nos meios digitais, toda a transmissão é memorável, e isso pode ser um importante aliado, quando aplicado estrategicamente. Dessa forma, se torna relevante o acompanhamento e constante mutação no desenvolvimento de produtos e serviços.

    E mpresas como a Livraria Cultura, já adotaram o relacionamento on-line, como postura e oferece em seu portal, obras exclusivamente para compra via rede. Algumas editoras como a Editora Singular, já se especializaram em lançar obras disponíveis apenas na web. E ainda, algumas dessas empresas também já possuem tecnologia em que, o comprador escolhendo a obra na versão digitalizada, poderá optar pela versão impressa feita na hora. (como caldo de cana!!).
  • March 05, 08:49 PM

    SEO para RP nas eleições 2010.

    Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUCRS

    Hoje volto a falar de SEO – abordei este tema no último post. Ainda faltam alguns meses para as eleições deste ano, porém quero destacar alguns pontos importantes sobre ela e sobre os recursos para otimização de uma página nos mecanismos de busca.

    Creio que muitos de vocês já estão informados sobre algumas mudanças em relação às eleições passadas, como a nova reforma eleitoral que agora permite o marketing político via web, ou seja, os candidatos poderão utilizar sites de relacionamento e redes sociais, como o Twitter, Orkut, Facebook, além de blogs pessoais para se promover. Também é permitido que a pessoa física faça doações através da internet.

    Além dos tradicionais palanques, os candidatos que participarão das eleições neste ano se preparam para o embate no mundo virtual.

    Essa frase é de Vera Chaia, coordenadora e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC-SP, em entrevista à IstoÉ, em agosto de 2009. Ela está certa. Depois da grande campanha on line feita pelo presidente dos EUA, Barack Obama, nas eleições de 2008, o objetivo dos políticos e de seus assessores é conseguir fazer algo semelhante ao americano, mas sabemos que isso não é nada fácil. Exige muito planejamento e esforço. E Vera faz outra ressalva: O hábito do americano é muito diferente do hábito do brasileiro. O uso da internet e a participação política dependem muito da cultura de cada país. Portanto, deve levar alguns anos para que nosso país chegue ao nível dos EUA em se tratando de campanhas políticas virtuais. Uma porque aqui o número de pessoas que acessam a internet é bem menor do que lá e podemos dizer o mesmo da quantidade de pessoas que acompanham a política via web.

    Uma novidade nas eleições de 2010 que poderá ajudar significativamente no sucesso de um candidato na web são as estratégias de SEO – (Search Engine Optimization). Além de ajudar empresas, pode beneficiar também partidos políticos e candidatos. Ao contrário dos links patrocinados (pagos), SEO não é considerado publicidade e pode ser utilizado livremente.

    O bom posicionamento do nome do candidato ou de sua página virtual nos sites de busca (Google, Yahoo!, Bing..) pode dar mais visibilidade a ele - e o melhor de tudo é que para isso não é necessário uma grande verba. Um candidato a deputado estadual ou até mesmo a vereador tem condições de obter bons resultados, se feito um bom trabalho, com a ajuda de um profissional qualificado, é claro. Se a página oficial do candidato possuir palavras prováveis de serem digitadas na hora da busca feita pelo eleitor, ponto! Já terá vantagem sobre os demais concorrentes.

    Outros que poderão obter benefício das estratégias de SEO são aqueles candidatos menos conhecidos, que pouco aparecem na TV ou nas emissoras de rádio. Esses agora têm muitos recursos na web que poderão favorecê-los. Devem procurar profissionais que trabalhem para melhorar sua reputação, sua imagem e seu posicionamento na internet, principalmente no Google, principal fonte de busca dos internautas.

    Sabemos da importância que a internet adquiriu nesses últimos anos. Não podemos ignorar o fato. Devemos usar isso a nosso favor. Para quem gosta dessa área, vale a pena se informar mais e, quem sabe, trabalhar com isso.
  • March 01, 06:25 PM

    A Função Social da Propaganda.

    Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

    Muito se fala da função social do Jornalismo e das Relações Públicas, mas quase nunca é mencionada a Publicidade nesse meio. Alguns até quando questionados sobre o assunto dizem que ela não tem essa função, é o caso do jornalista gaúcho Juremir Machado, que ganhou meu ódio mortal, quando disse á um grupo de estudantes de comunicação social da Famecos, que a propaganda não contribuía em nada para o assunto. Estou aqui para discordar veementemente dessa afirmação, como o fiz ao vivo, mas com argumentos mais sólidos e demonstrar que mesmo que não percebamos a propaganda tem um conscientizador forte, pois mexe com emocional do público, pois mexe com emocional do público.

    Por muitas vezes nos deixamos levar pela estereótipo do publicitário: um cara muito criativo, que faz campanhas do nada, come pizza enquanto trabalha e põe os pés em cima da mesa. Errado. Tudo o que fazemos deriva de muita pesquisa, feeling, estresse e desgaste físico/mental. Não somos o monstro capitalista que todos pregam, movimentamos o dinheiro como qualquer outro setor do mercado da comunicação, é um ciclo, nos completamos. Por muitas vezes agências são procuradas por instituições que não tem a mínima condição de pagar pelos serviços, mas que tem importante papel na sociedade. Sensibilizadas, começam um mutirão, entre agências, produtoras, gráficas e até mesmo mídias para que se gaste o mínimo possível na veiculação de campanha. Essas instituições têm forte apelo social, e a propaganda vem como forma de arrebanhar pessoas que adotem a causa. Propagandas que arrepiam, que emocionam e que vendem, ideias.

    Como acredito que imagens falam mais que palavras, duas campanhas que tiveram forte impacto foram escolhidas para ilustrar o que digo.

    Santa Casa de Misericórdia de São Paulo | Doe Orgãos

    <object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RKNgesty3Qc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="344" src="http://www.youtube.com/v/RKNgesty3Qc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" width="425"></embed></object>

    Essa campanha da Y&R foi feita para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e particularmente me emocionou muito (até por ter uma cadela da mesma raça da utilizada do vídeo). Graças a ela, a doação de órgãos, segundo o hospital, bateu recorde em 3 meses. O aumento chegou a 30%, em 7 meses já haviam alcançado o resultado do ano anterior.

    Greenpeace | Mudanças

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    A publicidade tem o dom da transformação, de abrir os olhos das pessoas e quando é bem explorada faz algo simples se tornar grandioso, como essa campanha do Greenpeace que mexeu com os sentimentos da geração X. Eles que diziam que queriam mudar o mundo mudar o mundo, paz, amor... Onde foi parar tudo isso?! No fundo essa propaganda nos diz: Cadê o espírito revolucionário de vocês? Já repararam que estão fazendo exatamente o contrário do que vocês diziam que queriam?

    Não tem muito que se dizer, basta ver esses dois comerciais, apenas esses dois de milhares outros que existem com o mesmo papel, para nos convencer que a publicidade é sim fator de transformação na sociedade, que nos abre os olhos de forma sadia. Aqui fica minha crítica a quem, como o jornalista citado no início desse texto, não se deu conta que a comunicação é feita por pessoas, pessoas essas que tem seu ideais e que usam toda as ferramentas que tem a mão para divulgá-los, seja com projetos, com denúncias ou com lembretes, de que alguma forma, somos todos um. E nem precisa de muito para se provar, basta comparar índices, como esse da Santa casa.

    E se não estivesse dando certo, porque vemos milhares de propagandas institucionais de ONGs, e instituições sem fins lucrativos no ar todos os dias. Como diz o poeta: cada um no seu quadrado. Todos temos importância na construção do social, afinal, como o nome já diz, somos comunicadores sociais e não comunicadores capitalistas. Geramos a informação que se consome, seja em forma de propaganda ou em forma de texto e desde que o façamos de maneira certa, conseguimos atingir o fim que desejamos.
  • February 26, 06:35 PM

    E-commerce com quem entende > Com a palavra @upalupa.

    Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP

    "Lígia Dutra é administradora, editora do blog UpaLupa, gestora do e-commerce da NKStore, evangelizadora e representante do byMK - rede social brasileira de moda e estilo, colaboradora do Podmak -podcast voltado ao mercado de marketing digital, professora da ESPM no curso Passo a passo da inovação no comércio eletrônico e idealizadora do Bate-papo sobre e-commerce.
    Tudo que sei hoje sobre e-commerce aprendi com a Lígia, nada melhor do que compartilhar com vocês, nesta pequena entrevista um pouco que essa grande profissional, mais conhecida como @upalupa, sabe sobre comércio eletrônico.

    Ocappuccino: O que é e-commerce?

    Lígia: Comercializar produtos/serviços com processos eletronicamente funcionando.
    Também podem conferir com detalhes no vídeo abaixo.

    <object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4FNQOEYcnn8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="344" src="http://www.youtube.com/v/4FNQOEYcnn8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" width="425"></embed></object>

    Ocappuccino: Muitas empresas como Casas Bahia e Magazine Luiza cresceram muito em e-commerce. Quais os motivos que estão fazendo as empresas investir nesta nova tecnologia?

    Lígia: E-commerce é ter uma empresa com processos eletronicamente funcionando e I-commerce é ter um canal de venda na internet as Casas Bahia e Magazine Luiza, assim como outros varejistas vendem pela internet, mas não são necessariamente um e-commerce completo, se algum processo interno ainda for feito de forma analógica, ainda não é um e-commerce.

    Ocappuccino: Essa é a questão, muitos não sabem dessa diferença - vende é e-commerce, como se deve trabalhar esses dois pontos, para que não seja generalizado?

    Lígia: O nome e-commerce já ficou forte e de certa forma vender pela internet (i-commerce) faz parte do e-commerce, mas é só a ponta do iceberg.

    Ocappuccino: Você vê as grandes empresas futuramente fecharem lojas e investirem mais no e-commerce?

    Lígia:
    Não, eu acho que o melhor do mundo é a sinergia que existe entre o online e off-line, uma loja física trás muita credibilidade a marca. As pessoas podem comprar online por ser mais prático, mas principalmente o brasileiro gosta de interagir, conversar, fazer amizades pessoalmente e isso numa loja física é tudo. Vejo que no futuro os processos de compra serão todos feitos online e as lojas físicas irão se tornar grandes pontos de encontro como a livraria cultura é hoje.

    Ocappuccino: Qual é o seu intuito com o Bate-Papo sobre e-commerce? Como surgiu o projeto?

    Lígia: Meu objetivo sempre foi a educação é a minha missão de vida. Há dois anos eu não tinha opções para aprender e ensinar neste mercado, então resolvi criar a minha opção sozinha e deu certo hoje ajudo cerca de 100 pessoas por mês a aprenderem mais sobre o mercado de forma interativa.

    Ocappuccino: Amanhã terá A 22º edição do Bate-papo, pode nos contar as experiências dos anteriores e o que mudou do mundo do e-commerce desde o 1º até o 22º bate-papo?

    Lígia: Poxa, é muita coisa. (risos) Foi muita coisa boa, não sei se mudou o mundo do e-commerce, mas a minha vida mudou da água pro vinho e foi pioneiro também, porque não haviam eventos focados nisso.

    Ocappuccino: Alguma dica para as empresas que pretendem começar esse ramo?

    Lígia: Pé no chão. (risos) Parar de achar q a internet é milagrosa. Se a sua empresa e seu produto forem ruins, o máximo q pode acontecer na internet é piorar a coisa pro seu lado pq mais gente vai saber disso.

    Ocappuccino: Sobre seu curso na ESPM de Inovação no e-commerce, como está a expectativa para começar a ministrar o curso? Está tendo muita demanda?

    Lígia: Dia 08 darei minha primeira aula e a procura é grande sim, graças a Deus. Estou na expectativa para fazer algo inovador também em relação a como dar este curso.
  • March 05, 08:06 PM

    Em terra de cego, quem tem um olho é rei!

    Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS e Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

    Como alcançar a excelência em vendas? Esse foi o tema de mais uma palestra gratuita que aconteceu dia 11 de fevereiro na ESPM-RS. Na verdade foi um bate papo bem informal, uma aula com Flávio Martins, professor, pesquisador e coordenador das áreas de Relacionamento e Corporativa da ESPM-RS. Ele falou sobre a nova fronteira da área comercial, que está hoje baseada em ações de relacionamento e parceria com os clientes. Todo mundo sabe disso...será? Hoje se fala muito em ter foco no cliente, atento às tendências de mercado, e que a chave do sucesso está em entender e atender suas reais necessidades, mas, segundo Flávio, várias empresas continuam errando e mantendo o foco no produto. Tipo a Olivetti, uma indústria fantástica que se preocupou com o produto, e - apesar de ter remodelado seu modelo de negócios - não percebeu o que o mercado apontava e perdeu espaço. Afinal, quem hoje compraria uma máquina de escrever de último tipo? Alguém sabe o que a Olivetti produz hoje?

    Outro exemplo citado na aula foi o caso do Zaffari, que nos anos 80, com medo da concorrência, pressionou os vereadores de Porto Alegre a aprovar uma lei que restringia qualquer estabelecimento de varejo na capital a ter no máximo 1.800 m² de área construída. A empresa fez isso com medo da entrada do Walmart no mercado gaúcho. Se o Walmart vier para cá e começar a construir suas lojas gigantes todos os pequenos comércios irão falir, era o argumento usado para convencer os vereadores gaúchos. Nesta época o Walmart ainda construía lojas enormes, mas o Walmart mudou, porque o mercado mudou. O Walmart entendeu e o Zaffari não percebeu que agora há um consumo de conveniência, ou seja, ninguém é cliente somente do Zaffari ou do Nacional, o consumidor compra nos dois, compra na padaria da esquina, também compra na loja AM/PM do posto e no mercadinho na frente de casa. Isso é perceber o mercado! Será que podemos chamar o Zaffari de uma empresa míope? Isso lembra aquela frase Em terra de cego, quem tem um olho é rei. É claro que não podemos chamar o Zaffari dessa maneira, pois hoje é uma rede de grande expansão muito bem posicionada que valoriza o bom atendimento e a oferta qualificada e diversificade de produtos. O Zafarri não é, mas conhecemos muitas que são.

    Mas também não faltam empresas e marcas que souberam conquistar o mercado em que atuam, tendo foco exclusivamente no cliente. Flávio nos falou do case nacional Cacau Show, que ao chegar aos 20 anos de fundação, é uma das mais conhecidas redes de venda de chocolate do Brasil. O fundador da rede, Alexandre Tadeu da Costa, que começou do zero, planeja chegar a 1000 lojas em 2010 e marcar presença no exterior a partir de 2011 afirma que o importante é sempre estar se reinventando. A Cacau Show alia o sabor de um chocolate caseiro, com uma forte presença de varejo e um padrão de qualidade controladíssimo. Para dar um exemplo, é requisito básico ter ar condicionado em cada uma das franquias da rede, pois do contrário Alexandre Tadeu afirma sem ar, a loja não inaugura. Ora, por quê? Por que a temperatura é um dos fatores que altera as propriedades na degustação do chocolate. No ano passado, inclusive foi a Cacau Show uma das primeiras a fazer chocolate orgânico no Brasil. Isso é perceber o mercado!

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    Para Flávio Martins, a Cacau Show é o exemplo brasileiro da espanhola Zara, um dos maiores fenômenos da moda dos dias de hoje. Um dos segredos está na logística: a Zara consegue distribuir produtos um dia depois do pedido ter sido feito pelas lojas da Europa, e dois dias depois no caso das unidades da Ásia e do continente americano (Brasil incluso). E não existem diferenças entre as linhas vendidas em cada um dos lugares – apesar das diferenças culturais, parece que a moda já é globalizada - pelo menos para os clientes da Zara. São novos artigos nas prateleiras duas vezes por semana! São 25 coleções por ano! Toda vez que o comprador vai à loja, sabe que encontrará novidades e o qual é o fator que motiva o consumo de roupas? Novidades, novas coleções. Isso é perceber o mercado!

    Mas de nada adianta perceber as tendências, observar o mercado, ter uma estratégia infalível, com diversidade de produtos e ótima logística se o ponto de venda - e o profissional de venda - não estiver em sintonia com o todo o processo. Segundo Flávio, o profissional de vendas precisa ter vivência de mercado, capacidade de entender os consumidores (deve ser por isso que adoram chamar os RRPP’s para trabalharem na área comercial), e flexibilidade e adaptação às mudanças. Inclusive, analistas de tendências afirmam que daqui há 25 anos, 80% dos produtos que estarão sendo comercializados, ainda nem foram inventados. Qual empresa irá produzir estes produtos e qual vendedor irá dominar estes novos mercados?

    SEGMENTANDO SEUS CLIENTES
    Os clientes querem customização, acessibilidade e facilidade, e podemos ilustrar essas vontades e anseios desse novo e exigente consumidor através do case Havaianas. No pé de operário à madame. Flávio nos contou sobre o episódio de reposicionamento da marca no exterior, quando Ângela Hirata, consultora responsável pelo projeto, citou em uma palestra que recusou a proposta do Walmart, que encomendaria uma quantidade enorme, para vender a sandália na loja, pois se colocasse lá teria que vendê-la a U$ 2 e o produto se tornaria mais um entre tantos já existentes no mercado. Sua estratégia foi a de começar a vendê-las para boutiques em Nova York, em Londres, tendo como garota propaganda a top Gisele Bündchen, agregando valor ao produto. Hoje encontramos modelos Havaianas desde R$ 7,99 para o pedreiro e de até R$ 77,90 para a madame, totalmente customizadas e adequadas a todos os tipos de público. Isso é perceber o mercado!

    Esta passagaem do livro A cabeça de Steve Jobs resume bem o pensamento do gênio da Apple: As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas. Não ouça seus compradores. Eles não sabem o que querem. Como é que eu posso perguntar às pessoas como um computador baseado em uma interface deveria ser, quando elas não têm a menor idéia do que seja um computador baseado em uma interface gráfica? Ninguém jamais viu algo assim. Jobs não consegue inovar perguntando a um grupo de foco o que ele quer - as pessoas não sabem o que querem. Como disse certa vez Henry Ford: Se eu perguntasse a meus clientes o que eles queriam, teriam respondido que era um cavalo mais rápido. Grupos de usuários não são adequados à inovação tecnológica. Eles não podem lhe dizer o que querem. Isso é perceber o mercado!

    PROCESSO DE VENDAS
    Voltando à palestra. Nela, Flávio nos falou um pouco sobre as ações de up/cross-selling, que além de aumentar as vendas, ajudam a fidelizar, porque são relevantes e entregam conveniência ao cliente. A equipe de vendas deve ter sempre em mente que estes conceitos só funcionam se eles puderem economizar o precioso tempo de seus clientes.

    Up Selling (é venda adicional, é uma estratégia de venda na qual o vendedor sugere algo que incremente o produto ou serviço que está sendo comprado). Por exemplo: Atendente do McDonald’s: - O senhor não gostaria de batatas grandes, por apenas R$0,50 a mais?

    Cross-Selling (é venda cruzada, é uam estratégia de venda na qual o vendedor sugere produtos complementares). Por exemplo: Atendente do McDonald’s: - Pedido feito, senhor. Acompanha um sundae de morango?

    E para exemplificar ainda mais todo esse processo de vendas, Flávio apresentou 2 cases da Dell:

    Case 1 – Puro up/cross-selling

    Através do site da Dell, é possível comprar computadores personalizados por você, adaptados às suas necessidades e ao seu bolso. O processo de compra é composto de 4 etapas. A partir do momento que o comprador escolhe um modelo pré-configurado, ele passa para a etapa 1 da personalização, onde diversos adicionais são sugeridos. Esta é a fase do Up-Selling. Passando para a etapa 2, já com o notebook configurado, o sistema começa a trabalhar o Cross-Selling, sugerindo produtos complementares. Nesta fase, tão importante quanto aumentar o valor da venda é atender todos os desejos de seus clientes, afinal, uma mochila cai muito bem para que está comprando um notebook, não? Na etapa 3 são oferecidos alguns serviços de manutenção. E para finalizar (etapa 4), o cliente verifica o carrinho e vai ao caixa. Um e-commerce muito inteligente com um forte e relevante uso de Up/Cross-Selling, coisa difícil de ser ver nas lojas digitais.
    Clique na imagem para ampliar

    Case 2 – Tipos de vendas

    A área de TI em vendas da Dell é muito bem planejada e eficiente. Em cada ilha de cada atendente de telemarketing fica disponível todo o material/anúncio que foi publicado no dia, com todas as possíveis combinações/combos de acessórios para as máquinas. A Dell trabalha suas vendas de forma transacional e consultiva. Na transacional o consumidor vê o anúncio no jornal ou na TV e liga para a empresa, a venda é direta e o vendedor é apenas o facilitador. Na consultiva são feitas prospecções e visitas a grandes empresas, a venda é corporativa, e o vendedor é um consultor dos produtos e serviços da Dell para a empresa que quer fechar o negócio.

    CARACTERÍSTICAS DO PROFISSIONAL DE VENDAS
    No final da palestra, apesar de tangibilizar sobre diversos assuntos em 1 hora e meia, Flávio ainda mostrou qual a fórmula mágica de sucesso em vendas para um profissional. Ele precisa ter duas características essenciais: EMPATIA E TÔNUS VITAL.

    Empatia: capacidade de sentir como a outra pessoa sente, é diferente de simpatia que é ser cortês e agradável, pois pode ser um vendedor muito simpático e não conseguir vender nada. É preciso encantar, envolver-se, provocar respostas e posturas positivas. É preciso fazer as perguntas certas, vendedor escuta e não fala, é preciso ter time para a negociação, mostrar interesse.

    Tônus Vital: é preciso relacionar-se com outros vendedores, conhecer os egos, o lado interior. O vendedor é despertado não só pelo dinheiro, mas pela vontade de conquista. E o mais importante é a capacidade de assimilar a derrota, e retomar ao objetivo almejado. Ao receber uma resposta negativa, ir receber o feedback pessoalmente do cliente, por dois motivos: 1. Aprender o que fez de errado e 2. Deixar o cliente perto, para que quando ele trocar de fornecedor, contrate você.

    "Na área de vendas, você que faz seu destino, finaliza Flávio Martins.

    Para quem gosta e deseja atuar na área de vendas/comercial, é necessário ter motivação, valores fortemente estabelecidos, pois se trata de uma área muito sensível, onde é preciso avaliar o mercado, trabalhar a equipe com metas desafiadoras e não impossíveis, e ter um foco. Pergunte a você e à sua equipe: Quem somos, o que queremos, onde somos bons? Que tipo de valor estamos vendendo? Temos capacidade de entregar esse valor? Que tipo de valor o mercado está buscando? Além de identificar o perfil do seu cliente, as funcionalidades do produto, entenda o mercado!
  • February 23, 09:07 AM

    Shock Advertising.

    Por Max Delazeri, formado em Relações Públicas pela UFRGS

    Shock Advertising é quando usamos, nas Relações Públicas ou na Publicidade, de artifícios que podem chocar o público. A propaganda chocante é um tipo de publicidade que deliberadamente, em vez de só propagar uma ideia, assusta e ofende sua audiência por violar normas ou valores sociais e ideais pessoais. A Publicidade Choque é destinada principalmente a romper o que é normal, para captar a atenção e criar buzz, e também para atrair uma audiência para uma determinada marca ou trazer a consciência de um problema de determinado serviço público, questão de saúde, etc.

    Segue abaixo algumas peças de Shock Advertising:


    Uma agência de publicidade no Chile colocou cigarros falsificados nas calçadas. Se algum fumante parar para pegar o cigarro, encontrava a frase: "Parece que não só você precisa de um cigarro, você também precisa de ajuda.


    Esse poster pendurado no túnel do metro, brinca com a propaganda do IPOD. No entanto, ao invés de uma pessoa ouvindo música, ele apresenta um torturado de guerra.


    Se você carrega uma faca o mais provável é você conseguir esfaquear-se. Essa peça é para chamar as pessoas para o hotsite itdoesnthavetohappen.co.uk

    Esse anúncio feito por um escritório de advocacia é curto e grosso. A frase diz: A vida é curta. Divorcie-se.

    Onde esta o seu filho? Alerta aos pais para cuidar dos seus filhos perto da água.

    A vida é muito curta para o emprego errado. Diz o anuúncio de um site de empregos.
  • February 10, 08:39 AM

    'Capital Social e Comunicação', de Heloiza Matos: a Cultura da Confiança.

    Por Mariana Oliveira e Diego Santos, estudantes de Relações Públicas da UFRGS

    Em junho de 2009, a professora Dra. Heloiza Matos, da USP, lançou uma das publicações mais interessantes para as relações públicas atuais e para o mercado de comunicação em geral. O livro se chama Capital Social e Comunicação, e para tratar desse assunto convidei Diego Santos, meu colega de Relações Públicas na UFRGS, pra escrever em conjunto aqui no O Cappuccino. Ainda pouco explorado no Brasil, neste livro o tema capital social é tratado a partir de suas relações com a comunicação, mas o conceito abrange diversas áreas do conhecimento, como com sociologia, psicologia, antropologia e por aí vai.

    Vivemos em uma sociedade individualizada? Será? Nunca trocamos e compartilhamos tanto quanto agora, principalmente em tempos de redes sociais online como Orkut, Twitter e Facebook. Para além desse boom digital, Heloiza traz uma análise pioneira, através de uma revisão bibliográfica, dos conceitos e processos que envolvem o capital social: a rede, as informações, os influenciadores, os objetivos que envolvem essas trocas, a coletividade e o estreitamento das relações.

    Logo no início do livro, a autora traz a visão de Robert Putnam, que vê o capital social como característica das organizações sociais, de tal forma que são as redes, as normas e a confiança que facilitam a coordenação e a cooperação visando a um proveito mútuo e unem as pessoas na construção de algo comum. Segundo a autora, o que une (ou separa) os indivíduos nesse universo é exatamente a comunicação, por meio da interação e da reciprocidade nas redes sociais.

    Seguindo o livro, esbarramos com uma importante citação:
    "O capital social se define principalmente como uma cultura da confiança.
    Pois bem, e confiança todos sabemos que se constrói aos poucos, com paciência e dedicação, colocando em evidência o mecanismo psicológico pelo qual uma pessoa que é digna de confiança projeta sua confiabilidade no outro, e assim, quanto mais digno de confiança for o indivíduo, mais propenso estará para confiar nos outros. Assim, o capital social é a moeda do branding moderno, pois as empresas buscam relações de confiança para que sejam as preferidas dos clientes em um mercado de tantas opções disputando nossa atenção.

    O livro segue trazendo insights sobre a relação do capital social com a comunicação pública, o poder em jogo e o caráter de cidadania que pode ser promovido através dele, além de fazer uma diferenciação entre capital social positivo e negativo. Confira no quadro abaixo os principais tópicos:

    Clique na tabela para ampliar.

    Uma outra consideração importante é a de Eric Uslaner, quando diz que nem a TV, nem a internet destroem ou criam capital social, uma vez que ele é concebido como um bem coletivo que existe para usufruto comum ou individual, sendo construído na relação com os outros. Os meios de comunicação, seja a TV ou as redes sociais da web 2.0, são apenas ferramentas e canais de auxílio nesta construção, pontes interligando pessoas que trocam valores e experiências diferentes, com objetivos em comum.

    Para saber mais sobre o assunto, confira a entrevista da autora ao Portal Nós da Comunicação.
  • February 08, 06:33 PM

    Facebook de cara nova.

    Por Massimino Delazeri, formado em Relações Públicas pela UFRGS


    Facebook é realmente um fenômeno como rede social, completa seu sexto ano de história com números surpreendentes e jamais vistos na web, nada menos que 400 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e, mesmo não sendo mais novidade, um crescimento de 50 milhões de novos adeptos a cada dois meses. Acompanhe no gráfico abaixo o encurtamento do tempo que a ferramenta leva para completar 50 milhões de usuários novos.


    Na última quinta-feira Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, anunciou as mudanças que deram a nova cara à ferramenta. Desapareceu a barra inferior e surgiu na esquerda uma nova barra lateral muito mais organizada (em amarelo), onde centraliza todas as informações do usuários, jogos, aplicativos e os links para os amigos on-line no bate-papo, e assim a área que ocupava a barra inferior ficou apenas para as janelas de bate-papo.



    O campo de busca ganhou bastante destaque (em vermelho) no topo do site, e no seu lado esquerdo foram colocados botões de acesso rápido a pedidos, mensagens e notificações, todos com avisos numéricos informando a quantidade de novidades, ao clicar em um desses botões o usuário não é mais levado a uma nova página, nessa nova versão eles fincionam como pop-up.

    Quem tiver mais interesse pode conferir a página-tour que foi criada pela empresa para apresentar as novidades aos seus usuários.
  • March 05, 08:06 PM

    Por que precisamos tanto de feedback?

    Por Andressa Carrasqueira, formada em Relações Públicas pela UERJ

    Meu caro, se você é que nem eu, e nasceu na década de 80, você provavelmente é um Y. Nascido e criado em frente ao computador, seja com um 386, um Pentium 200 com internet discada para acessar o chat da UOL e o ICQ, ou, hoje em dia, com um smartphone para twittar por aí, você sempre gostou desse lance de web e relacionamento virtual.

    Tudo sempre muito rápido, tudo ao mesmo tempo, tudo ao alcance do mouse. E com a ajuda do Google, é claro.

    Você, ao contrário do que o seu chefe pensa, é capaz de fazer cinco coisas ao mesmo tempo. Você pode trabalhar 30 horas seguidas para terminar uma tarefa urgente. Você acha que esse lance de horário rígido é coisa do passado. Você é comprometido com sua carreira e pensa que constituir família é uma coisa pra pensar só depois dos 30. Você está sempre em busca de resultado, de sucesso. De uma empresa que invista em você, ouça suas ideias, acompanhe seu dinamismo, sua proatividade, sua vontade de crescer...

    E aí, você entra no mercado de trabalho e vê que não é bem assim. São raras as empresas que estão preparadas para essa nova geração, que hoje povoa o mercado, a tão famosa Geração Y. Falar das grandes como o Google, a Microsof, a Natura, e algumas outras que estão buscando entender estes novos profissionais é relativamente fácil. Mas existe uma imensa fatia restante de empresas que continuam com a mesma postura de 20 anos atrás.

    Lendo o post da Fernanda Fabian, Procura-se pessoas comprometidas, fiquei me perguntando: e o que é que nós precisamos, de fato, para nos comprometer? Motivação? Dinheiro? Investimento? Perspectiva de Crescimento?

    Sim, precisamos de isso tudo, e muito. Mas, além disso, precisamos de feedback. É na comunicação constante que está o grande pulo do gato para manter um Y ao seu lado. Nós somos dinâmicos demais, e muito inseguros também. Precisamos do trabalho reconhecido 100% do tempo. O bom e velho tapinha nas costas. E, ao contrário do que muitos pensam, aceitamos sim críticas, as construtivas.

    Ah, e como queremos ser ouvidos! Um Y não tem medo de dizer para o chefe o que pensa. Se for demitido, ele arruma outro emprego rapidinho. Isso não é falta de comprometimento. É justamente o comprometimento com o resultado que faz o Y expor suas ideias. Sem medo. O problema é que, quando o Y percebe que ninguém está ouvindo o que ele tem para dizer, ou está só ouvindo, sem fazer nada quanto a isso, ele se desmotiva. E, sem nenhum receio, cai fora.

    Nós precisamos de causas. Não somos de nenhuma empresa. Não temos vontade de ficar 20 anos fazendo a mesma coisa no mesmo lugar, como nossos pais. Vemos o mercado de trabalho como algo dinâmico. E estamos constantemente nos preparando para ele.

    A dica que fica aqui para gestores dos Y é: fale e ouça. Muito. Sempre. E permita a execução de novas idéias. Elas serão boas para sua empresa e para você.

    E você, meu querido Y, ouça mais, e aprenda. Porque um dia você vai ser o gestor de um Z, e aí, com certeza, vai lembrar do seu antigo chefe.
  • February 03, 06:33 PM

    O Marketing na Era do Nexo.

    Por Mateus Martins, estudante de Relações Públicas da UFRGS

    No último post escrevi sobre o livro Transmarketing - Estratégias Avançadas de Relações Públicas no Campo do Marketing do Waldyr Gutierrez Fortes, ainda não terminei de ler todo, mas nas duas semanas de férias já adiantei bastante. Minhas primeiras impressões sobre o livro estão no post, mas hoje quero falar de outro livro que comecei a ler neste periodo de férias: O Marketing na Era do Nexo de Walter Longo e Zé Luiz Tavares. O livro retrata as experiências e conhecimentos, dos dois autores, acumulados em décadas no mercado. Com certeza, todos devem conhecer Walter Longo, ele é vice-presidente de planejamento da Y&R, empresa de Roberto Justus, e era um dos conselheiros no programa Aprendiz, quando o galã topetudo ainda apresentava na Record.

    Falar do conceito de Nexialismo é falar de uma espécie de supraciência que integra de maneira sinérgica, complementar e sequencial as várias disciplinas que compôem o conhecimento humano, de modo que as coisas e atividades façam nexo entre si. Complicado? Vamos facilitar então. Na verdade, pra mim fica claro que a ideia central do livro é a relaçao do mkt do medo versus mkt do nexo. Segue trecho da página 28:

    "Os administradores e gestores devem ter em mente que qualquer decisão empresarial precisa se basear em nexo, e não em medo. Porque, todas as vezes que decidimos por medo, os riscos dessa decisão acabam sendo exponenciais. A decisão baseado no nexo, seja ela de avançar ou parar, acaba sendo um processo equilibrado, sereno e consciente. Leva em conta fatores reais de avaliaçao e permite o controle do processo nas mãos da organização. Já a decisão pelo medo é exógena, repleta de variáveis incontroláveis. Quem decide não é você, mas os humores do mercado, os movimentos de seu concorrente, as notícias do jornal. Por isso, sempre que uma empresa opta pelo 'marketing do medo', está se jogando de forma insegura rumo ao desconhecido.

    Os autores querem dizer que o medo move as ações para o campo da imprecisão, do 'sem querer', do sem nexo, sem a vocação e os valores da empresa, sem objetivos de longo prazo. E do contrário só decisões baseadas no nexo podem manter a evolução estratégica de um produto, marca ou empresa.

    No capítulo 2 - Nexo em tempos de Tesarac: uma abordagem muito interessante das mudanças que ocorrem hoje. Nos tempos de cursinho, um professor de história sempre usava uma frase para marcar os períodos de transição, por exemplo do sistema feudal, para o mercantilismo e depois para o capitalismo. Ele falava assim: Tudo que existe está em constante transformação, e tudo que se transforma, se transforma para o seu oposto. Nunca esqueci dessa frase. Basta refletir para ver que faz o maior sentido. E é justamente isso que trata este capítulo, os autores contam que o poeta, autor e compositor americano Shel Silverstein criou a palavra 'tesarac' para descrever aqueles períodos da história em que ocorrem mudanças sociais e culturais significativas. E durante um tesarac, a sociedade se torna cada vez mais confusa e caótica, até conseguir se reorganizar. Percebam neste trecho da página 20:

    "É uma frase na qual reconhecemos o que 'já era', mais ainda não sabemos distinguir perfeitamente o que 'vai ser'. Durante um período de tesarac, primeiro se destrói para depois se construir; antes se repudia o velho para apenas posteriormente se adotar o novo. O que está no passado já não vale mais e, ao se olhar para o futuro, não se tem a menor ideia do que vai valer.

    Grifei as expressões antônimas para simbolizar a frase que meu professor sabiamente pronunciava em todas as aulas: a consntante transformação para seu oposto. E não é exatamente isso que estamos vivendo agora? Um momento na história do marketing e da comunicação em que as promessas do novo ainda não se cumpriram e o que era o padrão já não nos serve mais. As mídias de massa tradicionais perdendo relevância, ao mesmo passo que os novos meios ainda não tem notoriedade para substituí-las. A audiência de espectadores, que antes era o que valia, agora perde terreno - muitas vezes - para a atenção de articuladores interessados que é o que mais interessa.

    Mas afora tudo isso, uma pergunta deve intigrar: É o setor de comunicação ou de marketing o responsável pela aplicação da cultura do nexo nas empresas? Walter Longo e Zé Luiz Tavares respondem assim: como dizem que o pênalti é um momento tão importante do jogo de futebol que deveria ser cobrado pelo presiente do clube, da mesma forma a manutenção do nexo na empresa é algo tão fundamental que talvez devesse ser missão de seu lider maior, para que pudesse ser obrigatoriamente praticado por toda organização.

    Interessante essa visão, e é a mesma percepção que Nomércio Nogueira, Diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa tem sobre a sustentabilidade: que deve ser trabalhada por toda a empresa. Em entrevista à Comunicação Empresarial mais recente, nº 73, ele fala na página 34:

    "A sustentabilidade, na Alcoa, é responsabilidade de todos os setores, tanto os industriais como os de serviços corporativos, como a área de comunicação, Nenhum setor da Alcoa atua sem ter como alicerce fundamental a sustentabilidade. E, na minha opinião, essa é a única forma de uam empresa ser ou buscar ser sustentável. Se a sustentabilidade for de uma só área, é porque não está totalmente integrada à estratégia da operação. E se for responsabilidade da área de comunicação corre o risco de se tornar apenas discurso, sem pé na realidade. É imporante perceber que temas tão em voga e tão importantes, se não forem realmente incorporados à cultura da empresa, dificilmente sairão do discurso vazio ou de ações paliativas.

    Já havia lido quase 1/4 do livro e estava achando estranho - por tratar de temas como planejamento, comunicação, estratégia - não haver citação des relações públicas (na verdade o livro faz pouca referência às profissiões e aos profissionais como marketeiros, publicitários, analistas, jornalistas, consultores, relações publicas, porque na era do nexo o que importa não é o diploma de graduação e sim um profissional capaz de integrar conhecimento técnico com imaginação, pertinência com ousadia, profundidade com gestalt).

    Mas na página 49 - cápitulo 6 (Demita o diretor de Marketing ou o promova a Diretor de Nexo) - ao falar da má gestão da comunicação nas empresas, com a descentralização da verba de mkt e a contratação de diversas agências, uma para cada departamento e da atuação dos gestores em prol de interesses particulares, eis que surge a citação: ...o presidente quer impressionar o board, o diretor de marketing quer deixar sua marca, o diretor de RP quer agradar os coleguinhas, enquanto na agência de propaganda - o diretor de criação só pensa em ganhar prêmio, o de mídia, em ficar bem com seus veículos, e o diretor de atendimento, em ficar bem com todo mundo. Putz! Pegaram pesado!

    Depois dessa avacalhação geral, algumas pérolas retiradas do livro para descontrair:
    Página 27: A pressa é inimiga da reflexão.
    Página 31: Sempre acreditamos que o medo paralisa e a coragem nos move. Aprendemos que os heróis vão para a frente e os covardes ficam para trás. Que é a coragem que faz as pessoas e as empresas tomarem decisões. Entendemos que avançar significa ousadia e paralisar é sintoma de covardia. Com isso, acabamos traduzindo medo pela função estática e coragem pela atividade dinâmica das pessoas e organizações. A conclusão óbvia e generalizada é a de que coragem faz avançar, enquanto o medo faz recuar.

    Até aonde eu li ainda não foi abordado a metodologia de aprendizado ou aprimoramento do nexo na empresa como um método científico, mas já li no sumário que o capítulo 17 – Medindo o Nexo: uma proposta metodológica - trata justamente disso. Ainda chego lá, mas vai demorar um pouco.
  • February 01, 03:49 PM

    Primeiro de Fevereiro.

    Por Amanda Barrin, estudante de Publicidade e Propaganda da PUCRS

    Hoje é um dia especial (e não é por ser meu aniversário) , é dia do publicitário. O dia mais que merecido desse profissional que se estressa muito, que não dorme, que esquece de comer, tudo em prol da propaganda brasileira e de seu próprio sustento, é claro.

    Deixando as brincadeiras de lado, é o dia de um profissional que confunde sua história com a história da humanidade, que cria desejos, causa emoções e tudo em 30 segundos (ou em uma, meia, ¼ de página). O publicitário que planeja, que cria, que entende. São tantos os nossos papéis que só contemplo todos quando digo que comunica.

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    Eu sou apaixonada pelo que faço, me arrepio com cada boa ideia, choro com as propagandas do Zaffari, tenho um acervo enorme de propagandas que acho inteligentes no meu computador, vasculho coisas históricas, tiro conclusões, me orgulho quando dizem que a nossa propaganda é uma das melhores do mundo, sofro quando desvalorizam a capacidade técnica de nossos profissionais. A propaganda é minha vida. Ela me decepciona de vez enquando, mas sempre fazemos as pazes. Sinto-me privilegiada de ter nascido no dia do profissional da propaganda, e tenho a imensa certeza de que nasci para isso. Antigamente eu dizia que propaganda não vendia e ficava possessa quando teimavam comigo, hoje eu sei que vende, mas vende muito mais do que produtos, vende conceitos, ideias, paixões.

    E por falar em ideia, a ideia inicial desse texto era contar a história da publicidade no Brasil, mas sinceramente, ao escrevê-lo, vi que era desnecessário. A própria publicidade conta sua história, através das realidades de cada época, então, nada mais justo de mostrar por que me apaixono a cada dia por ela.

    Linha do tempo da Publicidade


    A evolução da propaganda é algo evidente, primeiramente com público em grande parte analfabeto, os anúncios eram muito mais visuais, cheios de desenhos de impacto, na maioria das vezes de remédios de procedência duvidosa, que prometiam curas mirabolantes mais duvidosas ainda. Há um tempo atrás recordo-me de ver um blog cheio de propagandas para drogas, hoje ilícitas. Passado o tempo, a segunda guerra mundial, o desenvolvimento tecnológico e a modernidade chegam e com elas uma série de novos produtos que nunca tinham sido vistos, a publicidade então passou a ser explicativa, com textos enormes e argumentativos, que realmente convenciam as pessoas a comprar geladeiras, TVs, aspiradores de pó e assim por diante. Hoje a rapidez da pós-modernidade, a publicidade está mais enxuta. E assim ela vai se moldando a cada realidade, se adaptando, se reinventando. Escolhi algumas (poucas) propagandas, em geral as de TV, que demonstram bem essa característica.
    Nessa época as propagandas eram únicas, desenhadas a mão. O engraçado é perceber as necessidades do povo, além da língua portuguesa antes das inúmeras reformas.

    Esse anúncio do Modess (imagem à direita) é um dos que melhor retrata a modernidade. Ele praticamente ensina o quão mais prático, seguro e higiênico é usar um absorvente descartável. Graças a ele as mulheres são o que são hoje, até porque não haveria condições de trabalhar, sair, se divertir com uma toalhinha entre as pernas, mulher sofre.

    Chico Válvula Presa

    Na década de 60 já temos um incidência e influencia maior da TV, eu queria mostrar várias, mas não vou chover no molhado, porque cobertores Parahyba já tem um merecido destaque, Se você não viu procura no YouTube, porque vale a pena, digo o mesmo da estrela brasileira neste céu azul (uma estrela meio decadente hoje, mas que teve longos tempos áureos). Essa campanha de natal da Varig me fez gostar de jingles. Vou dar destaque a uma campanha que acho genial, mas que ficou meio esquecidinha, os vilões da Bardahl, a campanha foi tão boa que mereceu um remake na década de 80, o mais incrível foi achar essa campanha no YouTube (eu amo o YouTube), e viva ao Detetive Bardahl que acabava com todos os vilões que acabavam com seu carro.

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    Ficha técnica | Agência: Miller, MacKay, Hoeck e Hartung | Adaptação para o Brasil: Alcântara Machado e Denison | Anunciante: Bardahl | Produto: Óleo Aditivo

    Duchas Corona, um banho de alegria num mundo de água quente

    Esse jingle talvez tenha uma das histórias mais curiosas da publicidade. Teve um sucesso inegável. As vezes tomando banho, no meu chuveiro de marca concorrente, e canto o jingle sorridente. O fato é que a agência encomendou o jingle a Francis monte, um compositor da época, ele escreveu, mas a estaff da agência achou que não era bom e que mais parecia um comercial de sabonete do que de ducha. mas o compositor não se deu por vencido e levou a fita com o seu jingle diretamente ao presidente das duchas Corona, o resultado disse é um dos jingles chiclete mais bem sucedidos da história do Brasil.

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    Ficha Técnica | Cliente: Corona | Produto: Duchas | Agência: Marcel's | Produtora: Publisol | Composição: Francis Monte

    Hitler - Propaganda Folha de SP

    Essa propaganda foi ao ar nos anos 80 e é na minha opinião uma das mais inteligentes de todos os tempos. A simplicidade dela chega a me comover, e chego a conclusão que quanto menor a verba, melhor a propaganda. Feita por Nizan Guanaes sob os olhos cuidadosos de Washigton Olivetto não podia-se esperar menos dela.

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    Ficha Técnica | Título: "Hitler" | Agência W/GGK | Produto: Folha de S. Paulo | Anunciante: Folha da manhã | Criação e Redação: Nizan Guanaes | Direção de Arte: Gabriel Zellmeister
    Direção de Criação: Washigton Olivetto | Produção/Filme: Chantal Marmor | Direção/Filme: Andrés Bukowinski | Fotografia: Felix Monte | Produtora: ABA

    O tempo passa, o tempo voa...

    O tempo passa, o tempo voa e esse comercial ainda é lembrado. A poupança Bamerindus pode não mais continuar numa boa, mas não pode culpar sua falência a falta de visibilidade de marca. vai dizer que você não tem uma tia que quando fala que você ainda ontem era um bebê não canta essa musica, ou simplesmente diz essas famosas palavras. Aí a gente vê o poder da propaganda, que perdura durante anos, mais mesmo que a própria empresa. A comunicação é eterna, por isso um erro pode ser fatal.

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    Ficha Técnica | Título: "O tempo passa, o tempo voa" | Agência: Colucci | Anunciante/produto: Bamerindus/Caderneta de Poupança | Criação do Tema: Walter Santos e Tereza Souza | Produtora/som: Nosso Estúdio | Criação para TV: Fernando Rodrigues e Milce Junqueira | Direção: André Bukowinski | Produção ABA Filmes

    Em todas as épocas tivemos bons e maus comercias, uns bons sem resultado, outros ruins com resultado. As vezes não adianta um comercial ser mega criativo, se o público não captar a mensagem. Falando de propagandas internacionais, A Cadbury, cujo a conta pertencia a Fallon, teve uma propaganda premiadíssima, mas que não alcançou o sucesso desejado o que fez com que a agência perdesse a conta da Cadbury. Presenciei a própriadiretora de atendimento da Fallon admitindo isso diante de milhares de pessoas no MaxiMídia 2008. Eis o comercial para que vocês entendam.

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    Por fim, nem só de comerciais bons vive o mercado (vide cocô na casa do Pedrinho e guaraná Dolly). O importante é vender, mais que um produto, uma ideia um conceito, uma imagem.

    A propósito, feliz dia do publicitário.
  • February 01, 02:19 PM

    Dicas para um melhor posicionamento de marca na Web.

    Por Joanna Romero, estudante de Relações Públicas da PUCRS

    Se não está no Google, não existe.
    Existem muitas pessoas adeptas a essa frase e é por isso que as empresas querem ser as primeiras a aparecerem nos resultados das ferramentas de busca como o Google, o Yahoo, entre outros. Segundo um estudo da consultoria americana Jupiter Research, 68% dos internautas não passam da primeira página dos resultados da pesquisa. Portanto, o foco das empresas deve ser aparecer exatamente nessa página.

    A questão é o que fazer para que isso aconteça? Pois então vou dar algumas dicas de SEO (Search Engine Optimization) - Otimizaçao de Sites, em português - para quem se interessa pelo assunto. Para uma pequena ou média empresa existem duas maneiras simples de atingir o objetivo: a primeira é comprar palavras dos principais sites de busca que as façam aparecer nos links patrocinados – geralmente em um dos lados da página ou na parte superior – e quando o usuário digitar essas palavras, a empresa vai constar nesses links. A segunda dica é ter um site que contenha os requisitos básicos que as máquinas programadas pelos sites de busca valorizam na hora de listar os resultados. São eles: conter palavras-chave relacionadas ao tema da busca, estar relacionado nos links de outros sites e estar presente nas mídias sócias.

    Thiago Bacchin, da Cadastra, empresa de marketing em sites de busca diz o seguinte: Links patrocinados são ideais para negócios que procuram resultados rápidos; e conquistar uma boa posição na pesquisa comum traz resultados no longo prazo.

    Outras dicas também são importantes, como por exemplo, incluir as palavras-chave da busca nos títulos das páginas do site e também na primeira linha do texto e repeti-las ao longo das frases, e também colocar legenda em todas as fotos e vídeos. Um belo exemplo é o de Marcio Kumruian (foto), que trabalha com venda on line de artigos esportivos. Sua estratégia foi comprar palavras relacionadas ao Corinthians e ao jogador Ronaldo, assim que foi noticiado que ele estava contratado pelo clube. O resultado foi que ele ganhou as primeiras posições em links patrocinados nas buscas relacionadas a este assunto e a venda de camisetas com o nome do jogador foi um sucesso absoluto.

    Este trabalho pode ser tranquilamente realizado por nós, RRPP. Não é um trabalho fácil nem estático, pois há a necessidade de envolvimento constante para que o site esteja sempre na primeira página. Vale lembrar que se deve colocar o usuário em primeiro lugar, ou seja, evitar exageros na repetição de palavras. Isso pode levar o site às primeiras posições nas pesquisas, mas ao mesmo tempo pode fazer com que o visitante não goste deste e conseqüentemente não volte a acessá-lo.
  • March 05, 08:49 PM

    Procura-se pessoas comprometidas.

    Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

    Eu tive uma sábia chefe, influente no setor calçadista, que costumava dizer que nunca ouviu um empresário bem sucedido dizer que saia sempre no horário que sua carteira de trabalho determinava (isso independente de sua situação, se foi no começo da carreira ou estando num patamar elevado da mesma). Ela sempre falou que a determinação, pró-atividade e dinamismo eram essenciais para uma equipe de trabalho fazer as coisas além do que se esperava. Umas pessoas não gostavam destes comentários, diziam que ela queria influenciar as pessoas a trabalharem além do horário e sem pagar extras. Essas pessoas eram chamadas de peões, não queriam se envolver com o trabalho, faziam apenas o que era solicitado, e, em alguns casos, se não conseguissem terminar o trabalho dentro do horário, deixavam para o dia seguinte. Ou melhor, deixavam para outras pessoas terminarem ou trancava o trabalho de outros.

    Comprometimento. Isso foi uma coisa muito importante que aprendi com aquela mulher. Comprometer-se com a empresa não significa apenas ficar até tarde ou levar trabalho pra casa, ao meu ponto de vista, significa criar uma sintonia e realizar um trabalho em equipe. E, mais ainda, demonstra o quanto você se importa com o seu cliente, que é quem, na verdade, vai perceber tudo isso.

    Tudo o que as empresas mais querem é ter funcionários comprometidos. Não para escraviza-los, não para criar estresse neles, mas para conseguir atender bem seus clientes, para conseguir alcançar seus objetivos, suas metas, para gerar lucro e poder pagar melhor as pessoas que tanto se dedicam a ela. Aqui provavelmente vamos ter algumas opiniões contraditórias, sim, afinal nem todas as organizações possuem esse pensamento. Infelizmente.

    Trago as palavras de Carlos Eduardo Oshiro, publicado no site Administradores: Comprometimento é tudo que as pessoas fazem a mais, sem que alguém tenha solicitado. Resumindo, é você surpreender as pessoas. E ele continua o texto dizendo: Um exemplo simples e clássico de descomprometimento é colaboradores passarem por um pedaço de papel jogado no corredor da empresa, e não terem o compromisso de se agacharem e jogar o papel no cesto de lixo, 'porque ele não é funcionário da limpeza'. E por fim, ele afirma: Pessoa comprometida é aquela que é pau para toda obra.

    Faço minhas as palavras dele. O fazer além das expectativas pode ser simplesmente isso, jogar um papel que estava no chão, no lixo. Cada um sabe da sua realidade profissional, mas acredito que essa palavra mágica que tanto ensina – comprometimento – pode fazer milagres na sua vida, se for compreendida de forma certa.

    Para finalizar, trago um texto super legal que achei, e que achei mais legal ainda o local em que ele está: no blog d’O Boticário. Nele é dito exatamente o que coloquei anteriormente:

    "O comprometimento não tem segredo quando se torna parte de cada um. Você tem que ‘ser e estar’ inteiro na proposta que assumiu.

    E mais do que ser comprometido, mostre aos outros como eles podem ser também, isso com certeza vai fazer uma grande diferença no ambiente profissional de todos.
  • February 01, 02:31 PM

    #SP456anos

    Por Cibele Silva, estudante de Relações Públicas da Metodista/SP

    Non Ducor Duco.
    Não sou conduzido, conduzo. Realmente essa frase faz sentido.

    Pelo menos estou vendo desta forma nas redes sociais, a cidade de São Paulo está conduzindo todos os meios midiáticos possíveis para ficar mais próximos aos cidadãos.

    E hoje, claro como representante paulistana d’Ocappuccino não poderia deixar de falar na minha querida cidade, bem no dia que ela completa 456 anos.

    Faz um tempo que estou admirada com a proximidade e a facilidade de ver o que acontece em São Paulo pelas redes sociais.

    Essa admiração toda começou quando dei follow em alguns perfis que me mantêm informada do que acontece na cidade, como: @catracalivre @maspmuseu @casadasrosas @spmetropole @spcultura @metrodesaopaulo, entre outros. Até nosso prefeito está @gilberto_kassab.

    Exatamente tudo o que eu preciso está no twitter. Adoro a minha cidade e gosto desta interatividade que posso ter com os meios de comunicação. Estes dias recebi uma DM do @metrodesaopaulo:
    Esse sistema é para nós cidadãos interagirmos com os usuários do Metrô, informando o que acontece por lá.

    O objetivo é simples:
    As informações que encaminhamos ficam disponíveis no blog do Metrô de São Paulo.

    Gosto desta interação, a maioria dos perfis no twitter nos responde, nos dá RT quanto falamos deles, agradecem. São motivos simples que me deixa mais apaixonada por São Paulo.

    Você pode acompanhar os comentários das pessoas que amam São Paulo com todo amor e as que odeiam com todo amor na tag #SP456anos.

    Aqui presto a minha singela homenagem a cidade. E deixo esse vídeo para analisarem sua beleza e como a cidade em 456 anos sempre foi muito bem interpretada.
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  • March 05, 08:26 PM

    Aposte no Nicho.

    Por Betânia Castoldi, estudante de Relações Públicas da PUCRS

    Na era do consumidor 2.0, não se fala mais em consumo de massa e sim em tribos de consumidores, consumidores antenados, com necessidades específicas, e que não se importam em pagar mais caro por um produto que foi especialmente feito para eles. Baseados em hábitos e preferências individuais esses clientes especialistas se dividem em nichos, públicos exigentes que prezam pela qualidade e exclusividade de produtos e serviços. Podemos perceber a multiplicação desse novo consumidor nos blogs e comunidades virtuais, é o novo boca a boca, que faz da rede um espaço de troca de informações sobre gostos e preferências.

    Mas o que eu quero abordar nesse post é que hoje existem nichos de consumidores ainda pouco ou nada explorados e que tem tudo para dar certo. É o caso da Casa Eurico, UV Line e a da Joyaly, que trabalham, respectivamente, com calçados de numeração grande para adolescentes, roupas com proteção UV e roupas para evangélicas sofisticadas. Os empresários, mais preocupados com a concorrência, deixam de reconhecer e dar atenção a esse pequeno público, perdendo uma grande oportunidade de negócio.

    Entender os diferentes comportamentos individuais e quais os nichos de mercados existentes e seus interesses em comum, principalmente no que diz respeito ao consumo, irá garantir que a comunicação de sua empresa/produto com o público escolhido tenha mais sucesso, o que pode ser um grande diferencial. Mas antes de sair por aí inventando produtos ou serviços é necessário conhecer muito bem o negócio e gostar do que faz, pois seus clientes irão cobrar mais de você para continuarem fiéis. E nem pense em descuidar desse valioso consumidor, por ser o único a oferecer o produto e/ou serviço, pois eles primam ainda mais pelo bom atendimento e compartilham suas boas e más experiências nas principais redes de relacionamento.

    A maioria dos casos do surgimento desses novos nichos é decorrente de desejos, anseios não correspondidos desses empreendedores, que insatisfeitos com o que lhes era oferecido, resolveram inovar. As melhores idéias surgem de segmentos já existentes, mas que se avaliados mais a fundo, podem ainda ser fragmentados para suprir novas necessidades.

    E
    u sempre quis abrir um negócio, por isso comecei a assinar a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, e a vontade só aumentou. Quando eu li a reportagem sobre os Novos Nichos, na edição de novembro/09, um dos tópicos me chamou a atenção: 14 nichos globais para você se inspirar. E o 9° item era sobre o público de obesos, falando sobre a rede americana de roupas descoladas Lane Bryant para mulheres acima do peso. Realmente se fomos pensar nesse tipo de público, a oferta de produtos e serviços deixa muito a desejar, principalmente no quesito roupas para quem tem formas mais avantajadas. Será que ainda ninguém percebeu que quase metade do Brasil está acima do peso? E que esse público deseja se vestir bem e estar na moda? E que necessitam de assentos especiais nos meios de transporte, sem precisar pagar 2 passagens? Pequenos grandes detalhes que passam despercebidos pelos empresários e que geram desconforto e insatisfação para esses e outros tipos de consumidores, revelam tendências de mercado promissoras, com nichos de públicos de A a Z: desde os alérgicos a alimentos, passando pelos gays, até o público zen.
  • March 05, 08:06 PM

    Participação Especial: Twitter.

    Por Bruna Franco, estudante de Relações Públicas da UFG

    Podemos dizer que já se foi a época em que programas de televisão eram feitos em formatos fechados, que apenas produtores, diretores e elenco faziam parte dele. Graças ao avanço da internet e o seu relacionamento com a TV e seus personagens, o tradicionalismo de alguns programas foram quebrados.

    Havia uma quantidade muito pequena de programas que necessitavam da participação do público, tais como Show do Milhão, Casos de Família, realities shows como Big Brother Brasil, e ainda Você Decide, mas ainda assim, era muito tímida e sem uma pesquisa sobre o retorno do programa, que se baseava apenas pela audiência.

    Se a internet e suas redes sociais podem mudar o modo de relacionamento entre uma empresa e seu cliente, ou entre o candidato e o eleitor, por que não mudaria a forma com que emissoras e programas de TV se relacionam com o telespectador? O próprio Bill Gates diz em seu livro, A Empresa na Velocidade do Pensamento (2000, p. 9), que a questão do nosso século está na velocidade das informações de modo a alterar os estilos de vida dos consumidores e suas expectativas.

    E é graças a velocidade da informação que percebemos o sucesso do Twitter em relação a programas de TV e seus apresentadores para com o público. Para exemplificar essa situação citarei o CQC (Custe o Que Custar).

    Todas as segundas-feiras é postado no PortalCQC.wordpress.com a programação do dia, para que o público tenha conhecimento do que verá, e às terças-feiras, um post voltado para a opinião do telespectador, para que o pessoal do programa possa analisar e receber as críticas e sugestões. Indo mais além, o próprio Marcelo Tas lê tudo o que é falado sobre o programa, como forma de interagir com o público.

    Além disso, durante o programa, os apresentadores postam fotos e twittam comentários, fazendo com que o público esteja cada vez mais por dentro do que acontece não só durante a produção dos quadros, mas também nos bastidores, mantendo uma relação de igualdade.

    Marcelo Tas diz que o twitter é uma ferramenta cuja função é estreitar laços entre público e elenco, verificando o que ambos têm a dizer. Assim, a TV deixa de ser um meio quente, com forte intensidade de informação, mas sem participação efetiva de quem assiste, e passa a ser um meio mais frio, trazendo a troca de informações e maior participação, contando com dicas, críticas, sugestões e deixando os telespectadores a par do que acontece antes, durante e depois que seu programa preferido vai ao ar.

    É uma tendência cada vez mais forte, pois podemos observar outras figuras da televisão brasileira que interligam a rede social Twitter ao seu trabalho, como o Luciano Huck comentando sobre o Caldeirão do Huck; e ainda, aquele que surpreendeu todos os seus seguidores, Willian Bonner, que se mostrou completamente extrovertido ao falar de sua vida e mesmo na escolha de suas gravatas para apresentar o Jornal Nacional, deixando de lado a seriedade que estávamos acostumados a ver.
  • March 05, 08:10 PM

    Doação de Sangue.

    Por Mariana Oliveira, estudante de Relações Públicas da UFRGS

    É interessante constatar que a internet demonstra seu poder solidário em momentos importantes como o terremoto que ocorreu no Haiti na semana passada. Estão ocorrendo diversas mobilizações ao redor do mundo para recolher doações, e já se arrecadou uma quantia referente à 2/3 do PIB do país.

    Entretanto, existem algumas causas que devem divulgadas e incentivadas durante o ano todo, e não só com ações pontuais. Um exemplo disso são as campanhas de doação de sangue, já que a maioria dos bancos está sempre precisando de doadores, principalmente em épocas festivas.

    Semana passada, esbarrei no blog Y2 e nesta campanha da JWT News Delhi para o Apollo Hospitals:
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    Às vezes, estamos tão preocupados com a vitória da Susan Boyle no Britain’s Got Talent ou se alguém do Twitter está no Big Brother, que tornamos os reality shows parte relevante da nossa vida. A proposta da campanha é justamente ironizar esta suposta importância, e o descaso que temos para questões mais cidadãs. Ainda que tragédias como a do Haiti despertem nossos sentimentos de solidariedade, seria ainda mais bonito se utilizássemos este leque de ferramentas online permanentemente, ajudando a difundir campanhas que salvam vidas diariamente.

    Doe sangue! Para mais informações sobre doações, acesse este link, com endereço de diversos hemocentros no país. E aqui você encontra várias maneiras de ajudar as vítimas do Haiti.
  • January 13, 06:36 PM

    RP + MKT = Transmarketing.

    Por Mateus Martins, estudante de Relações Públias da UFRGS

    Mais do que falar do livro Transmarketing de Fortes, este post é também um agradecimento a @belle_rp (blogueira do Abordo) por ter me presenteado com um exemplar da obra, pelo meu aniversário atrasado, só tem um detalhe, eu faço aniversário em novembro. Na verdade a história foi assim: esses dias vi ela tweetando sobre o livro, e que tinha ganho 2 exemplares no ERERP que aconteceu em agosto em Londrina. Aí fiquei com muita vontade de conhecer mais sobre o tema e dei um RT dizendo que queria muito ler o livro e chatiei chatiei chatiei ela para me mandar. E não é que dia 8 de janeiro, sexta passada, recebo um sedex em casa! Como dizemos aqui no sul: Que guria! Mais do que a frase O que vale é a intenção! (palavras dela escrita na contracapa do livro) o que valeu mesmo foi o gesto, digno daquelas empresas que conhecem seus clientes, como o Zaffari. Não podia esperar menos dela, afinal será RP. Valeu Belle.

    Bom, sobre o livro. Comecei a me interessar pelo tema lendo, no Portal de RP e Transmarketing, do Professor Wakdyr Gutierrez Fortes, alguns trechos do livro. Na verdade parei faz um tempo de discutir aquele assunto que há muito tempo se discute: RP é ferramenta de Mkt ou Mkt é ferramanta de RP? E parece que o Transmarketing vem para acabar com estas dúvidas, pois os dois, e o livro retrata bem isso, tem atividades diferentes e complementares. E isso era algo que estava procurando faz um tempinho. Inclusive é isso mesmo que a jornalista Viviane Pacheco diz em sua crítica da obra no próprio Portal:

    "Qual a empresa ideal: aquela que tem a preocupação de vender o produto e, assim, passa a fazer um grande esforço para que o marketing consiga fazer uma boa apresentação do produto ao cliente; ou é aquela empresa que tenta descobrir, através das Relações Públicas, as causas que podem facilitar o relacionamento com o consumidor, tentando torná-los fiéis? Pensando bem, o melhor mesmo é que a empresa consiga ter o entrosamento dessas duas concepções, não é mesmo? E é aí que se encaixa o conceito do transmarketing. A idéia é unir esses dois objetivos, fazendo com que os esforços comerciais das empresas não encontrem barreiras ao seu sucesso... Waldyr salienta que o transmarketing visa justamente demonstrar que as duas áreas têm incumbências perfeitamente delimitadas, com atividades distintas que se completam no final do processo.

    E foi com esta ideia que comecei a ler o livro nesta segunda. Logo de início uma curiosidade. Qual será a origem deste termo? E já tenho uma pista para desvendar. Transmarketing não pode ser uma aglutinação de relações públicas + marketing, pois daria outra denominação. A minha pista está no capítulo 1; lá Fortes, escreve: As organizações, cada vez mais, procuram tornar-se pujantes e competitividas... Além disso, precisam se transacionar e relacionar-se com diferentes grupos, todos, apresentando interesses específicos. Transacionar é um conceito novo para mim e uma boa pista sobre o nome, mas ainda não consigo afirmar com certeza, e talvez nem saberei, ao final do livro, se ao certo é.

    Falando agora do conteúdo inicial do livro, o que me incomodou um pouco foi esta clara delimitação, que Viviane Pacheco citou em sua crítica, dos campos de atuação das duas áreas. Concordo que os 2 tenham claras diferenças de definição e atuação, mas a forma como foi citada esta distinção por Fortes na página 11 que em incomodou:

    "Dois sistemas estão disponíveis nesse particula, os quais podem ser acionados por qualquer categoria de estrutura institucional: o de Marketing, voltado às estratégias de conquista de mercados, e o de Relações Públicas, dedicado ao relacionamento público das organizações...

    O que me aborreceu foi relacionar as estratégias de conquista de mercados apenas com o marketing. Sei que no livro é tocado, mais adiante, no conceito Relações Públicas Estratégicas, mas posto assim dá a impressão que relações públicas só comunica aos públicos, nuam visão bem romântica, e que isso não afeta em nenhum momento as ações mercadológicas e resultados de negócio da empresa. Concordam? Em outros trechos, ainda no capitulo 1, o autor fala: ... as Relações Públicas criam e fortalecem a opinião dos públicos, em mútua compreensão, determinando o estabelecimento de uma opinião públias genuína a serviço do interesse público... Concordo plenamente, mas o interesse não é somente o consentimento público, mas também é o foco no negócio, na estratégia empresarial, no mercado, e isso não consta nestes trechos.

    Estou lendo a segunda edição, que é de 1999 (e não faz mal ter 11 anos, pois é um livro conceitual), e estou ainda no primeiro capítulo, mas tenho certeza que será uma ótima leitura (tirando estas pequenas críticas, mais chatas do que construtivas). Recomendo a todos. Se não tiverem nenhuma @belle_rp que os presenteiem, comprem!

    Então Mkt e RP não se discute mais, agora o que resta é: endomarketing ou comunicação interna? assessoria de imprensa é para jornalista ou rp? comunicaçao integrada dá certo nas empresas? Esqueci de alguma?
  • March 05, 08:06 PM

    Web meets phone.

    Por Andressa Carrasqueira, estudante de Relações Públicas da UERJ

    O Google lançou na última terça-feira (05/01) seu celular, o Nexus One, que promete revolucionar a maneira com que telefonia e internet se relacionam. Produzido pela HTC e utilizando a plataforma Android 2.1, desenvolvida pelo Google, o Nexus One segue a nova tendência de celulares multifuncionais sensíveis ao toque.

    Com uma capacidade de processamento de 1 GHz (equivalente à um laptop de 3 anos atrás), câmera de 5 megapixels, rede 3G e a funcionalidade de conversão de voz em texto, o Nexus One vem para fazer parte do novo universo de Superphones.

    Porém, como o próprio slogan sugere, a grande revolução do Nexus One vem para o uso da web. Utilizar redes sociais, Gmail, Youtube e o próprio Google são operações bastante fáceis, além da possibilidade de uso do Google Voice (VOIP) para realização de chamadas. Isso quer dizer que, a partir do momento que está conectado à web, o Nexus One não precisa de operadora para realização de ligações, basta possuir uma conta no Google. Além disso, o Nexus One é desbloqueado, permitindo que o usuário contrate a operadora que bem entender. Conheça algumas de suas ferramentas neste vídeo.

    O que percebemos com o lançamento do Nexus One é que celular já deixou de ser só celular há muito tempo. Os aparelhos estão condensando, a cada dia, mais funcionalidades para atender aos anseios do homem 2.0. Antigamente usar o celular para efetuar ligações era muito caro, acessar a internet então, nem se fala. Hoje, com a guerra das operadoras, quem saiu ganhando foram os consumidores, através de preços acessíveis e serviços de qualidade.

    Outra mudança pela qual estamos passando é a da Era da Informação para a Era do Relacionamento. Nós dizíamos que informação era poder. Com o advento da internet todo mundo passou a ter acesso a esse poder. E devemos muito disso ao próprio Google. Na web 2.0 a colaboração é a nova palavra de ordem. As redes sociais nunca foram tão importantes, tanto para o networking pessoal quanto para os negócios. Se concordarmos com Aristóteles, que o homem é um ser social, este movimento já era de se esperar.

    E, prevendo isso, os fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de aplicativos estão criando ferramentas mais e melhor aderentes a esta nova necessidade de se conectar. Para se ter uma idéia, hoje já estão disponíveis mais de 18 mil aplicações para celulares com a plataforma Android, isso sem contar com o IPhone e com os Nokia NSeries. Vivemos numa era em que você pode muito bem estar acessando este post do seu Smartphone, e, ao deixar um comentário, ele possa ser retwitado por mim, com o meu.

    Um aspecto relevante de se analisar ao longo do tempo será o posicionamento das operadoras neste novo cenário. Elas continuarão fornecendo apenas serviços de voz e dados ou entrarão no negócio de aplicativos? Como se diferenciarão umas das outras? Como pretendem lidar com um celular que não precisa de seus serviços de chamadas, apenas da intenet? Será que estão preparadas para isso? É o que vamos descobrir.
  • March 05, 08:06 PM

    Procura pelo curso de Relações Públicas.

    Por Mano Delazeri, esperando a formatura de Relações Públicas

    Domingo, dia 10 de janeiro, participarei mais uma vez do concurso vestibular UFRGS, mas dessa vez, ao contrário de 5 anos atrás, não estou inscrito para concorrer a nenhuma vaga, me inscrevi no vestibular como fiscal de prova. O meu papel no concurso de 2010 é ajudar a Universidade com a aplicação das provas, e serei uns dos fiscais que irá aplicar a prova nos 32.706 inscritos.

    Ao me preparar para o concurso, participando do treinamento e lendo o manual do fiscal, despertou em mim a curiosidade de saber como anda a procura pela nossa profissão. Lembro que no concurso de 2005, o qual fui aprovado, disputei uma das 50 vagas com média 13 vestibulandos para cada vaga, mas e agora? Como anda esses números?

    Acessei o site da UFRGS em busca dessas informações, os números de inscritos no curso de Comunicação Social - com Habilitação em Relações Públicas. Fiz a consulta do concurso desde 2005 até o desse ano e realmente me surpreendi Fui atrás dessas informações apenas para satisfazer uma curiosidade mas os números que encontrei realmente me surpreenderam e resolvi compartilhar com os leitores do blog.

    Construí esse gráfico ao lado para facilitar a análise dos dados coletados, conforme a legenda lateral cada uma das colunas representa o número de inscritos no curso de RP. E para o meu espanto podemos notar uma redução continua.

    2005 - 661 inscritos
    2006 - 479 inscritos
    2007 - 467 inscritos
    2008 - 442 inscritos
    2009 - 386 inscritos
    2010 - 385 inscritos

    Impressionado com esses dados busquei saber também o número geral de inscritos, e a resposta está representada no seguinte gráfico:

    2005 - 43774 inscritos
    2006 - 40814 inscritos
    2007 - 37845 inscritos
    2008 - 34999 inscritos
    2009 - 34553 inscritos
    2010 - 32706 inscritos

    Ao consultar esses últimos dados podemos ver que houve uma redução geral na procura do vestibular da UFRGS.

    Sei que aqui na região sul, juntamente com a região sudeste, é local onde existe o maior número de instituições de ensino superior e também o maior número de instituições que formam profissionais de RP, logo os números que diminuíram na UFRGS podem estar se dividindo nas demais faculdades. Mas como não tenho acesso aos números de inscritos das outras faculdades não posso confirmar essa hipótese, peço ajuda dos leitores para buscar essas informações e compratilhá-las com a gente.

    E para os 385 inscritos no curso de RP da UFRGS deste ano, mesmo sabendo que apenas 50 ingressaram na faculdade, desejo boa sorte, lembro que podem acessar o site da Coperse em busca de gabarito, número de ausentes e demais informações.
  • March 05, 08:09 PM

    A importância da simpatia na comunicação.

    Por Fernanda Fabian, estudante de Relações Públicas da Unisinos

    Nada como ter à disposição 365 dias novinhos para pensarmos em novos projetos, ações, estratégias... E termos a oportunidade de acertar e errar, fazer e acontecer. Aspectos para a vida pessoal e profissional.

    Quero começar este post, o primeiro do ano, com uma citação da introdução do livro de Tim Sanders O fator gente boa:

    Pessoas simpáticas e que possuem o que chamo de alto Fator GB (Gente Boa) tendem a se adaptar com mais facilidade aos seus empregos, a fazer amizades rapidamente e a ter relacionamentos mais felizes. Já os antipáticos têm um baixo Fator GB e geralmente sofrem turbulências no trabalho, nas amizades e no casamento. [...] Acredito que a simpatia não é apenas uma maneira de melhorar a sua vida – é uma maneira de salvá-la. [....] Diversos estudos comprovam que a antipatia é um dos motivos básicos do fracasso, enquanto a simpatia é o principal instrumento para a conquista do sucesso por meio da superação de obstáculos.

    Apesar de parecer um daqueles livros de autoajuda, o que o autor propõe é mostrar ao Mundo como aspectos simples (e básicos) como a gentileza, educação e principalmente carisma e simpatia podem ser fundamentais para a vida das pessoas. Coisas simples podem sim mudar toda uma vida.

    Eu trouxe este livro como base pro post para falar uma coisa simples a todos os nossos leitores: sejamos simpáticos! Isso é fundamental para quem trabalha com comunicação. Eu ousaria em dizer que é primordial. E mais uma vez, trago as palavras do autor, em um momento que ele fala sobre a necessidade das pessoas em ter a liberdade financeira, e para isso alguns não medem esforços:

    Uma pesquisa feita em 2004 pela CNN revelou que apenas 43% dos trabalhadores americanos estão satisfeitos com seus chefes. O motivo que mais leva as pessoas a abrir negócios próprios é a sensação de serem tratadas como escravas por chefes negativos. De acordo com Mark Foyer, produtor do programa de TV Financial Opportunity Spotlight, milhares de americanos trabalham para um chefe carrasco ou para uma empresa ruim com o objetivo de poupar dinheiro e abrir seus próprios negócios [...].

    E nem precisamos ir muito longe para saber que isso existe, e muito, a pesquisa é americana, mas no nosso país temos várias situações que percebemos isso. Quem nunca foi em alguma loja de roupas, por exemplo, e foi atendido por uma vendedora que estava sem vontade alguma de vender e que, ao seu ponto de vista, foi estúpida e grossa? Isso pode ser um reflexo de como é a política da empresa, do quanto de motivação para ser atenciosa e simpática ela deve ter por parte de seus superiores. Claro, salvo exceções de problemas pessoais. Mas sabemos que isso existe e muito.

    Percebem onde entra a comunicação? Qual o trabalho de um Relações Públicas nesses casos? Às vezes nos preparamos para tentar revolucionar uma empresa com diversas ações para ela poder desenvolver melhor sua comunicação com seus públicos; mas, na verdade, o que ela precisa é simplesmente isso: um pouco mais de simpatia, principalmente por quem conduz a organização.

    E isso não vale somente para aplicarmos aos nossos clientes ou nas empresas que trabalhamos. São tantos os momentos que temos vontade de desligar o telefone na cara do cliente por saber que aquilo que ele quer não é possível ou não é daquela forma. Ou ainda, com um fornecedor que não entregou no prazo ou da maneira que pedimos. Brigar, discutir ou ser antipático não é uma atitude que vai lhe trazer a solução. É nessa hora mesmo que entra a força da simpatia! Porque só assim que a outra pessoa vai lhe ouvir e entender o que você quer dizer, se você fala com raiva ou utiliza palavras grosseiras, vai entrar por um ouvido e sair por outro, e a resolução disso pode ser ainda pior.

    As pessoas simpáticas conseguem cativar as demais e espalhar isso a todas. Elas possuem habilidade de estabelecer relações mais intensas e conquistam a atenção das outras pessoas, o que as levam a obter maior segurança para uma liderança. Além disso, as pessoas contrárias, com estilo antipático, acabam limitando suas informações, não repassam elas por terem uma conduta mais fechada. E isso pode gerar um grande problema, pela falta de comunicação.

    Para finalizar, uma pesquisa feita pela Universidade do Texas, em 1997, sobre a persuasão. Foi solicitado que 10 alunos assistissem por uma tarde à aula de 12 professores, sobre assuntos diversos. No dia seguinte eles responderam questões diversas sobre as aulas e deram notas aos professores nos quesitos simpatia, credibilidade e autoria. O resultado foi que os professores que receberam maiores pontuações em simpatia também se saíram bem no que se refere à recordação por parte dos alunos do conteúdo.

    Isso mostra que quando você faz uma pessoa se sentir bem, ela vai escutar o que você diz e vai armazenar melhor a informação. Então, caros colegas, o que lhes digo é isso: em 2010 pratiquemos mais a simpatia, seja para nossas vidas pessoais, nas empresas em que trabalhamos ou para os clientes que possuímos. Afinal, temos um ano inteiro para praticar!
  • December 23, 04:09 PM

    Último suspiro de 2009.

    Por Equipe Ocappuccino.com

    Mais do que desejar um Feliz Natal ou um Próspero Ano Novo esta é uma mensagem de agradecimento a todos que acompanharam e participaram do blog Ocappuccino.com em 2009. Este ano foi muito intenso e de muita dedicação e iremos colher nossos frutos em 2010, pois uma grande novidade acontecerá para o blog em 2010.

    Um fato legal é perceber o quantos os blogs que seguimos são levados a sério. Basta acompanhar os últimos posts neste final de dezembro para ver as mensagens que surgem, por exemplo: Faremos recesso ou O blog fará uma parada e volta em janeiro. E nós também somos deste time, por isso damos uma pausa hoje e voltamos em 6 de janeiro. Paramos por dois motivos: 1. Precisamos descansar e 2. Ninguém irá ler coisa alguma em blog algum neste meio tempo.

    E como não poderia faltar: Feliz Natal e Próspero Ano Novo são os votos da Equipe d'Ocappuccino.
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