Título: Sleeping Beauty (Bela Adormecida); Couple: BangHim (B.A.P); Gêneros: Shonen-Ai, Yaoi, Drabble; Avisos: Homossexualidade
Sinopse: “O sofá tão pequeno para nossos corpos apenas me proporcionava um desconforto, porém nada me tiraria a alegria de dormir com seus braços ao meu redor, vendo que, finalmente terei a mais bela noite de sono, da qual não quero acordar e me apartar de seu calor tão cedo.”
N/A: Bem, não tenho muito o que falar dela pois não tem o que falar dela, algo rápido, insignificante e sem muitos detalhes. Perdão quaisquer erros que houver, e boa leitura <3
(Comentários sobre essa oneshot deverão conter a sigla SB no final ou no início da mensagem)
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YongGuk P.O.V
Eu gostava disso, desse silencio reconfortante que, raras vezes, o dormitório se encontrava. E esse silencio provia do cansaço de todos, alegando que uma boa e longa noite de sono chegaria em nossos olhos, descansando nossas pálpebras e iniciando uma jornada na terra dos sonhos.
Como sempre, eu era o último para deitar em meu leito e descansar, precisava averiguar bem se todos os membros estavam dormindo profundamente ou dormindo enquanto falam, algo típico de todos.
Porém, um certo moreno, rebelde por não ter ido para sua cama no horário planejado, gastando suas horas na frente da televisão enquanto via programas de entretenimento, estava dormindo calmamente no sofá de nosso dormitório. Tão angelical, tão belo, tão puro que deveria ser um pecado querer acordar tal perfeição.
A maneira que suas pálpebras estavam relaxadas, as bochechas levemente coradas e a boca alva minimamente aberta me eram adoráveis. Poderia gastar horas e horas apenas vendo o quão fofo Himchan poderia ser. Incrível que, mesmo ele não tendo consciência, ele tinha aegyo até dormindo.
Ri abafado enquanto me aproximava do corpo do mais novo que estava deitado de uma forma desleixada pelo sofá preto. Seu cabelo moreno estava levemente bagunçado, criando uma série de ondulações mal feitas pelo mesmo. Com cuidado, sentei-me ao seu lado, mediando meus desejos por aperta-lo nesse momento.
Himchan é um bom amigo meu, sabendo bem as diferenças entre meus momentos de líder e momentos de companheiro, porém desconhecendo meus reais sentimentos por si. Ter passado todo esse tempo, dês dos nossos dias de traineers até agora, idols de grande patamar na Coreia do Sul, fez-me realizar que não cheguei aqui sozinho, ele sempre esteve ao meu lado, me apoiando, dando-me dicas de como ser mais autoritário e é claro, sendo apenas o bom amigo que é.
Lentamente meu rosto se aproximava de perto, sentindo o arrepio que sua respiração quente fazia ao bater-se contra a pele de meu rosto, visualizando bem sua feição calma, mergulhada em toda tranquilidade que o oceano de aventuras entre sonhos e fantasias nos davam. Com certeza, uma das visões mais belas que já vi.
Devagar, meus lábios tocaram nos rosados dele, prensando a maciez sem vida, sentindo sua deliciosa textura e me embriagando apenas por esse toque, esse curto-circuito térmico entre o quente e o frio, tão simples e tão curto. Os poucos minutos que tive com o contato de seus lábios foram o suficiente para desejar mais, porém, um desejo negado no momento.
Afastei minha face de si, observando que suas pálpebras tremiam levemente, alertando que acordará. Ainda sobre a sonolência de segundos atrás, Himchan olhava-me com dificuldade devido a pouca iluminação que a sala se encontrava, traçando em seguida a linha fina e doce de seu sorriso, alegrando-me a mente e me sentindo na obrigação de retribuir o ato.
Um de seus braços me puxaram pra mais perto, rodeando minha nuca e trazendo meu corpo ao seu, como se acabará se encontrar uma pelúcia que lhe é aconchegante dormir junto.
- Dorme aqui comigo Gukie? - Perguntou-me manhoso, aconchegando-me cada vez mais ao seu aperto, me deixando deitado ao seu lado. Como uma resposta, beijei-lhe a testa, confortando-se cada vez mais nos braços finos de seu amado.
O sofá tão pequeno para nossos corpos apenas me proporcionava um desconforto, porém nada me tiraria a alegria de dormir com seus braços ao meu redor, vendo que, finalmente terei a mais bela noite de sono, da qual não quero acordar e me apartar de seu calor tão cedo.
E em um sussurro perto de seu ouvido, com um tom provocante, disse-lhe com clareza:
- Boa noite, belo adormecido!!
Título: Sakura* (Flor de Cerejeira em japonês); Couple: DaeJae (B.A.P); Gêneros: Shonen-Ai, Yaoi, Drabble; Avisos: Homossexualidade.
Sinopse: “E hoje, sob um dos meus sonhos enfim realizados, estou com meu amado, a pessoa a quem devo minha vida, felicidade e amor; quem prometi amar em todos os segundos da minha vida, na tristeza, felicidade, amarguras e doçuras que a vida trás.”
N/A: Esta curtinha assim pois era pra ser uma drabble, não que deixou de ser, só que está um pouquinho maior que uma drabble comum. E não reclamem do tamanho, está bom pra mim. Me inspirei em fatos reais. DaeHyun disse que queria levar quem ama para ver as cerejeiras e em um certo dia, YoungJae twitta uma foto de cerejeiras. É, eu sei, muito real <3. A base da fic veio daqui (http://fanta-syas.tumblr.com/post/47361913157) hehe. Bem, espero que gostem pois eu amei. E não tem erro, estou confiante disso <33
(Comentários sobre essa oneshot deverão conter a sigla S no final ou no início da mensagem)
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DaeHyun P.O.V
A primavera se inciará, e junto dela o desabrochar das flores. As ruas, antes mortas e sem vida, se tornaram alegres e coloridas pelas cores que proviam do verde forte das folhas e cor intensa das flores que nasciam das árvores.
A luz solar se escondia tímida entre as nuvens, que pareciam tão fofas e cheias quanto um algodão. O cantar alegre dos pássaros era uma cantiga bem-vinda aos ouvidos, relaxando meus sentidos e contornando-me a mente com sinfonias suaves, quase naturais.
Nesse parque ao centro da cidade, tudo me parecia tão perfeito, límpido e feliz. Nada poderia estragar meu dia, do qual reservei exclusivamente para nós.
As pessoas ao redor nos mirava com curiosidade, “Porque estão fazendo isso?” deve ser uma pergunta que, suponho eu, rodeava suas mentes. Não é do feito popular alguém fazer isso, caso queria atenção de milhares, quase como uma plateia. Porém, eu só queria a atenção dele e demonstrar a quem amo algo de que gosto, algo que provem de um significo deveras importante á mim.
- DaeHyunnie, aonde está me levando? - Em risos constrangidos, YoungJae perguntará á mim, não mantendo, um minuto sequer, suas mãos longes das minhas, das quais tampava-lhe os olhos afim de fazer uma surpresa com a visão que teria. - Esse suspense todo está me deixando cada vez mais curioso!
- Você verá, meu amor. - Disse em um murmuro provocativo ao seu ouvido, depositando em seguida, um beijo estralado contra a bochecha macia do namorado. - Calma, já estamos chegando.
Em resposta senti um certo rubor em seu rosto, uma quentura que, com certeza, indicava seu constrangimento pelo beijo em seu rosto. Um ato fofo que apenas eu presenciava, me sentindo a pessoa mais sortuda por ter ele ao meu lado, compartilhando os momentos mais inesperados de nossas vidas juntos, com sorriso e lágrimas, mas nunca deixando o amor.
Seus passos incertos eram guiados por meu corpo, gerando uma insegurança pelo desconhecido local em que se encontrava. Desda entrada no parque, ordenei que fechasse os olhos e não abrisse até que eu mandasse. E claro, para total certeza que não abriria, tampei sua visão já nula com minhas mãos, o guiando em linha reta do portão de entrada até onde uma pequeno bosque, ao fim do parque, se encontrava.
O verde da grama começava a ser substituído pelo rosa das pétalas. O brilho que provinha do céu límpido e azul estava sendo escondido pela sombra das grande árvores, e apenas poucas pessoas se encontravam aonde estávamos.
O risco feliz em meu lábios se converteu em um largo sorriso. Senti minha visão torna-se mais nítida que antes assim que as milhares de árvores coloriam o meu redor.
- Meu amor, chegamos. - Ditei calmo, feliz por enfim ter chegado. Afastando lentamente minhas mãos de sua face, mantinha o sorriso em meu rosto sempre, não querendo apartar a felicidade que enchia-me o peito. Levei minhas mãos até sua cintura, o abraçando por trás e apoiando meu rosto em seu queixo, ordenei a ele - Pode abrir os olhos.
Tendo o privilegio de ver de perto a adorável visão de calma e leveza que impunha ao abrir os olhos, vi um sorriso maior que o meu brotar em si, deixando a mostrar a mínimas covinhas que tanto aclamo em ver.
YoungJae estava feliz ao ver as diversas sakuras a nossa volta, o tapete rosa de pétalas aos nossos pés e algumas muitas que saiam dos montes de árvores. Apertava cada vez mais seu corpo contra o meu, sentindo o calor que seu contato tinha sob mim.
- Isso é…lindo! - Sua voz saiu quase em um sussurro, admirado pela imagem que tanto queria fixar em sua mente. Contemplava tudo com tanta euforia e alegria que perguntava-me se há algo mais amável que isso.
- Lembra que disse que iria trazer a pessoa que mais amo para ver as cerejeiras? - Assentiu levemente, mantendo o olhar na chuva de pétalas e sorriso nos lábios. - Você é quem eu mais amo, Jae.
Como se tivesse acordado de um transe, soltou-se de meus braços e ficou em minha frente, encarando-me um tanto quanto surpreso ao ouvir as fortes palavras que havia dito. A coloração amena em nas maçãs de seu rosto voltaram a ficar em uma tonalidade intensa, indicando novamente seu constrangimento.
- E-eu te amo mu-muito, DaeHyun. - Ao gaguejar enquanto segurava minhas mãos e olhar para os pés tornou-se mais belo, mais puro; As três palavras que eu conhecia tão bem dobraram o significado para mim, transformando em um troféu que poucos teriam.
Meu sorriso não desaparecia jamais, tanto que sentia minhas bochechas doerem devido a exaustão dos músculos de minha face. O “te amo” dito por ele não saiu gaguejado, e isso, por mero e mínimo detalhe que seja, foi-se de uma importância enorme á mim.
O amor inocente de YoungJae é algo para poucos e por mais que eu tente ignorar que talvez após eu virá outras pessoas, prefiro lembrar que eu sou único e vencedor. Nossos olhos, já fechados, estavam preparados pelo o que veria; O sinal explicito do nosso amor que hoje, seria em um lugar tão especial e significativo para nós.
Apertei mais suas mãos contra as minhas e aos poucos aproximava-me de ti, vendo de perto o momento em que mordeu o lábio inferior ao fixar sua iris escura em meu olhar. Apertei o contato das mãos para leva-las ao seu rosto, segurando-o suavemente como se fosse algo quebrável, a porcelana mais puro e rara que tinha em mãos.
Suas mãos vagas foram até minha cintura, segurando entre os dedos o tecido de minha camisa xadrez assim que nossos lábios se unirem. Oh, e que lábios! O calor que apenas esse simples contato me passava era impressionante, a maciez que seus carnudos possuíam era inacreditável; Era como se seus lábios se encaixassem perfeitamente aos meus, feitos exclusivamente para mim afim de me completar por inteiro.
Minha língua atrevida tocava-lhe severamente os lábios, desejando em adentrar e sentir o sabor que tanto era viciado. Senti YoungJae sorrir assim que a passagem foi concedida, fazendo com que nossas línguas se encontrassem e compartilha-se o delicioso gosto que o outro tinha.
O ósculo, que antes era suave e calmo, tornou-se intenso e provocativo; As línguas exploração com fervor a cavidade do outro, mantendo cada vez mais forte o néctar no paladar, fazendo com que pequenos estralos e gemidos fossem escutados entre o beijo.
O ar já estava fazendo falta e os pulmões insistiam por tal, obrigando que nós apartássemos de vez o beijo apaixonado. Ainda de olhos fechados afastei-me um pouco de ti, depositando nos inchados carnudos de meu amado um longo selar.
Como se iniciará, havia acabado. O beijo começou por um toque de lábios para se terminar em tal. YoungJae adorava quando eu fazia isso, até hoje eu não sei bem o por que, mas sempre aquela bela curva de um sorriso de encontrava após eu fazer tal coisa.
Tão belo, tão sereno e tão meu.
Impulsionou seu corpo contra o meu, abraçando-me fortemente. O perfume que emanava de seus curtos cabelos era embriagante, algo que apenas por senti o aroma já me levava as nuvens.
E hoje, sob um dos meus sonhos enfim realizados, estou com meu amado, a pessoa a quem devo minha vida, felicidade e amor; quem prometi amar em todos os segundos da minha vida, na tristeza, felicidade, amarguras e doçuras que a vida trás.
Prometemos o para sempre junto aos sakuras, para que sempre nosso amor floresça ainda mais toda primavera e se torne mais cada vez forte todo ano.
- Eu te amo muito, meu YoungJae.
Título: We Love Our Maknae* (Amamos Nosso Maknae, *mais novo em coreano); Couple: OTP6 (B.A.P); Gêneros: Universo Alternativo, Yaoi, Lemon, PWP ; Avisos: Homossexualidade, Sexo, Insinuação de Sexo, Álcool
Sinopse: Não sabendo como, todo aquela sintonia entre corpos o chamou atenção, e o quanto mais se aproximava de seus amigos, mais o som dos gemidos aumentavam e seu membro se repuxava em seu baixo ventre. Ele adorou ver o que seus hyungs estavam fazendo em Zelo e queria, de alguma forma, fazer o mesmo com ele.
N/A: Por ser uma PWP (Porn Without Plot) ficou uma PUTARIA, e talvez um pouco confuso pois a música Videophone da Beyoncé me deu uma base enquanto eu fazia as alterações, ai meu deus. ><. Eu mesma que beto então pode ter escapado alguns erros, perdão desde já.Boa leitura <333
(Comentários sobre essa oneshot deverá conter a sigla WLOM no final, ou inicio da mensagem)
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Narrado em Terceira Pessoa
Era um típico fim de semana, daqueles em que grupos de amigos saem sem hora pra voltar, em busca de diversão, bebidas, loucuras e momentos marcantes. Entre esses tantos grupos que andavam pelos ruas de Seul, seis jovens se destacavam por seus cabelos similares, loiros dourados e platinados, um sinal de sua amizade e união. Olhares incrédulos e curiosos eram postos aos garotos, tal coisa não incomodava eles, favorecia ainda mais o ego e o laço entre eles.
Após passarem uma hora em um boliche qualquer, cansados, foram até a loja de conveniência mais próxima. YongGuk, o mais velho entre eles e dono da ideia do “cabelo loiro”, trabalhava em uma metalúrgica, a mesma era de seu pai, alegando-o que passaria a metalúrgica para seus filhos por toda confiança que ele tinha neles. Ganhava um bom dinheiro, o suficiente para reunir os amigos nos fins de semana e fazer quaisquer loucuras que viesse na cabeça.
Seu braço direito e melhor amigo, Himchan, sempre fora a favor de tudo que seu amigo fizesse, pois sempre o agradavam de alguma forma, lhe davam prazer e aquela sensação boa de poder. No auge de seus vinte e tantos anos, de pele alva e rosto esbelto, sua profissão de modelo foi bem escolhida por si que, com apenas um andar elegante, flashs eram postos e olhares internacionais o miravam com dinheiro em jogo. Ele simplesmente amava isso, assim como seu amigo e hyung, dinheiro não faltava para suas saídas em grupo.
Os dois, Himchan e YongGuk, eram os mais velhos entre o grupo e por consequência, seus dongsaengs ainda eram estudantes. DaeHyun e YoungJae davam o melhor de si para entrarem em uma boa universidade, JongUp e JunHong, ou melhor conhecido como Zelo, apelido dado por Himchan, estavam prestes a acabar o ensino médio.
Eles se conheceram por acaso, um daqueles leves acasos do destino que acaba conectando pessoas totalmente distantes e diferentes, prendendo um laço forte entre eles. Ok, a internet nos ajuda para encontrarmos novos amigos, porém essa coincidência de morarem relativamente perto e ideologicamente longe era irônico demais, fazendo que, pelo menos, se encontrassem uma vez por semana afim de algum divertimento ou passar o tempo na casa de YongGuk.
E nessa noite, após as risadas e os nervos que o boliche os trouxe, nada lhe eram melhor que comprar alguma bebida e descansarem no apartamento do mais velho. Himchan era o encarregado pelo transporte, não deixado de lado seu caro Porsche preto, companheiros de sempre nessas saídas.
DaeHyun e YoungJae estavam entretidos com doces variados, observando as embalagens coloridas com o maior desejo de compra-las. Zelo e JongUp estavam no lado de fora da loja, jogando conversa fora ou até mesmo apenas observando um ao outro para que depois rissem devido á tanta atenção que estavam ganhando.
Mal sabia Zelo que, naquela noite, teria muito mais do que atenção em si. Tudo graças á uma ideia do mais velho.
- Ei Channie, tive uma ideia!! - O mais velho alegou após pegar em mãos uma garrafa de vodka, avistando Himchan á poucas distancias de si na ala de bebidas.
- Qual? - Perguntou o outro, franzindo levemente o cenho e moldando aquele típico bico, demonstrando uma certa curiosidade no sorriso trajado por YongGuk.
- Vodka, Zelo e câmera, o que lhe vem em mente? - YongGuk disse pausadamente, esperando que o mais novo entendesse claramente o significado por detrás das palavras. O mesmo acariciou o próprio queixo, pensando profundamente sobre o assunto até que, deu por si e assimilou bem as palavras, traçando um sorriso malicioso nos lábios.
- Isso vai ser divertido! - Disse Himchan sorrindo, imaginando o que todos fariam assim que chegassem no apartamento do mais velho. Os dois rapazes trocaram olhares cúmplices, como se naquela troca de olhares pudessem ver, ouvir, sentir e até mesmo compartilhar o plano em mente.
Um plano que só daria certo com a ajuda de todos.
- - -
Após um curto percurso de carro, os jovens chegaram até o espaçoso e luxuoso apartamento de seu hyung. O mesmo tinha em mãos uma sacola branca da qual não disse á ninguém mais o que continha dentro do plástico, alegando que era uma surpresa. A sala do apartamento era grande, decorada com peças e móveis brancos que se mesclavam com o piso de madeira e as paredes pintadas em azul claro. Os sapatos dos rapazes estavam posicionados ao lado da porta, um ato comum de asiáticos.
YongGuk foi ao seu quarto, em busca dos objetos que seriam necessários, sem antes dar a sacola para Himchan. Os outros garotos sentaram-se no sofá branco, do qual tinha espaço suficiente para os quatro, sem problemas algum. Ficaram a conversar sobre o que haviam feito pela noite, como Himchan era habilidoso no boliche e DaeHyun desastrado, errado sempre e perdendo.
Noite da qual geraram boas risadas e momentos memoráveis até agora, pois o melhor ainda estava por vir, a alegria disfarçada no olhar de Himchan era a prova concreta que iriam se divertir muito mais no fim de sábado.
- Servidos? - Alegre, Himchan, assim que saiu da cozinha, perguntou aos presentes na sala, mostrando que tinha em mãos um pequeno copo com vodka no mesmo. Assim que conseguiu a atenção de todos, apontou diretamente para a porta entre-aberta do cômodo. - Todos, menos Zelo, experimentem!! É muito bom!! - Disse, tomando em seguida todo o líquido em continha no pequeno vidro em mãos, sentindo aos poucos a garganta fechar e arder.
- Por quê eu não, hyung? Isso é injusto. - Zelo argumentou fazendo birra, cruzando os braços e enrugando o rosto em uma expressão indignada, um tanto quanto chateado por estar curioso sobre o gosto da bebida. - Eu e JongUp-hyung temos quase a mesma idade!!
Himchan observava seu redor, analisando com os olhos a bela decoração da sala, o como a televisão desligada o fazia associar seus pensamentos melhor do que um som além de sua respiração e também como o tapete preto não combinava bem o piso. Quaisquer coisas o distrair, fazendo o não se importar em anti-mão a argumentação de Zelo. Estava pensando em um jeito diferente de Zelo experimentar. Um jeito que agradaria tanto ele, quanto o mais velho.
Ao voltar seu olhar para o maknae que estava espreguiçado no sofá, o único por lá e, avistou o quão adorável ele ficava mesmo com uma falsa bravura em seu olhar. Andou em passos lentos até o mais novo, sentando-se ao lado dele sem sequer desviar o olhar das saliências de suas bochechas, as apertando em seguida.
- Entre você e JongUp-ssi, qual é o mais novo? - Perguntou-lhe algo óbvio, dessa vez sem apertar as bochechas e sim segurando o rosto fofo por entre os dedos da mão vaga, trazendo-o para mais perto de si. Uma aproximação perigoso já que Zelo sentia o hálito amargo de seu hyung chocar-se contra seu rosto, sentiu as maçãs de sua face se queimarem como tochas, corando-se por completo ao perceber o quão perto estavam.
- E..Eu sou o mais novo! - Respondeu meio receoso e mordeu o lábio inferior, desviando o olhar que antes pousava nos lábios que proviam o gosto da vodka para seu colo, do qual os dedos de suas mãos brincavam entre si como uma forma de distração. Não queria olhar para seu hyung, ele não podia.
- Exatamente. - Dito isso, Himchan depositou um breve selar na testa de seu maknae, um ato carinhoso e protetor. Deixando em explicito uma dúvida em Zelo, do qual não entendeu ao certo que seu hyung queria dizer com isso, porém não poderia protestar mais pois o mais velho havia levantado e voltado para a cozinha, atrás de mais um pouco da bebida.
O loiro mais novo sentiu-se em brasas além de como estava antes, levando suas mãos até seu rosto afim de confirmar a quentura que estava presente em ti. Seu hyung sempre fazia-lhe essas coisas consigo, porém ele não havia se acostumado ainda, resultando em ficar corado todas as vezes que ele ou até mesmo os outros hyungs faziam algo do tipo consigo.
Na cozinha DaeHyun, YoungJae, JongUp e Himchan que acabará de entrar, tomavam pequenas e rápidas doses do álcool, apostando em quem tomava mais e rindo abertamente ao ver as carecas que faziam assim que o líquido descia pela garganta. Para JongUp isso estava sendo uma aventura, algo novo para si e também viciante, ao menos tempo que era horrível sentir a quentura, também era delicioso.
DaeHyun e YoungJae brincavam com suas bebidas, ás vezes DaeHyun dava um pouco da bebida de seu copo na boca de seu companheiro, se divertindo e se deliciando com a visão gracioso de YoungJae. Refugiando o desejo de aperta-lo e morde-lo. Os garotos, menos Himchan, já estavam com sob o delírio da vodka. Primeiro passo para o plano estava completo, agora apenas teria que esperar YongGuk e suas ordens.
- Rapazes, quero que vocês façam tudo que YongGuk-hyung pedir. Certo? - Ao ouvir as risadas finais de seus dongsaengs, Himchan ordenou calmo, se apoiando na pia de mármore e balançando o copo, observando o pequeno redemoinho que se formava no recipiente.
- Nós nunca o infringimos hyung, por que faríamos isso dessa vez? - Em curiosidade, YoungJae argumentou tentando afastar as mãos de DaeHyun de seu rosto, rindo em contraste das gordas bochechas avermelhadas, dais quais DaeHyun estava louco por aperta-las com força. JongUp, após beber novamente, estava apenas ouvindo a curta conversa de seus hyungs. Com os olhos fixos nos tênis pretos e mãos segurando a taça, sua expressão estava neutra, sentia-se não ditador de seus movimentos e um certo medo dominava seu ser.
- Apenas o obedeçam! - Um silencio havia infiltrado entre eles antes do mais velho responder um de seus dongsaengs, bebendo em seguida o conteúdo no copo e fechando os olhos com força, aproveitando aquela velha sensação que o álcool provia.
Pela observação de Himchan, era impossível determinar qual estava mais lúcido, os três estavam no mesmo nível de embriaguez. Talvez JongUp estava mais alto por ter adorado a sensação do álcool e bebido um pouco mais, porém nada que o fizesse o levar á loucura e insanidade. Por enquanto.
- Ei pessoal, tive uma ideia para um vídeo, todos iram gostar. Tenho certeza!! - Em um tom alto, YongGuk disse em sua volta do quarto á sala, tendo em mãos uma câmera profissional, objeto necessário para os próximos momentos e, para seu plano, afinal, todos iriam ver isso. Zelo que aguardava a volta de seus hyungs estranhou tal objeto, franzindo o cenho por curiosidade. O restante do grupo, ao ouvir a voz do mais velho, voltaram ao ponto principal do apartamento rapidamente, continuando com os copos em mãos. Himchan trazia consigo a garrafa de vodka que, surpreendentemente, já se encontrava pela metade.
- E o que é, hyung? - Perguntou Zelo observando DaeHyun e YoungJae sentarem-se cada um ao seu lado, vendo com clareza o sorriso aberto nos rostos alheios. Queria se afastar ao sentir os dedos de DaeHyun tocarem-lhe a coxa, apertando entre os dedos a carne coberta pelo jeans amarrotado. Zelo prendeu a respiração e ficou estático ao sentir o toque em suas pernas e os dedos de YoungJae em seu rosto, acariciando levemente.
- Você quer experimentar a vodka, Zelo? - YongGuk perguntou ao começar a gravação, focando bem no rosto curioso do maknae. O mesmo, sem muita reação, apenas assentiu feliz.
- Então chupa!! - Todos os lúcidos riram sacanas assim que ouviram a ordem de YongGuk. O mais novo não entendeu de primeira, mas assim que a visão de Himchan jogando a vodka em seu membro semi-desperto e descoberto pela calça, passando um pouco do líquido da ponta a base. Himchan se aproximava aos poucos de Zelo, o mais novo sentiu as mãos alheias passearem por seu corpo e o prendendo no sofá com força, afim do jovem não fugir.
Uma tímida gota de suor traçou um caminho de sua testa á seu queixo, sua respiração pouco a pouco saia do compasso e seu olhos, não sabendo como, se fixaram no membro avermelhado de seu hyung. “Vamos Zelo, parece ser bom, prove!” Provocante, DaeHyun disse ao seu ouvido, lambendo e mordendo o lóbulo de sua orelha. O duplo sentindo da frase atiçou os sentidos de JunHong e involuntariamente um leve repuxar encontrava presente em sua calça.
Olhou para YongGuk que mantinha no rosto uma expressão séria, aguardando para que Zelo conceda e a gravação realmente aconteça. Em esquio, olhou para Himchan que apertava com a palma da mão o topo de seu próprio membro, ele mordia o lábio inferior e semi cerrava os olhos; Algo que passou pela cabeça de Zelo como erótico. YoungJae impulsionou a cabeça de Zelo para frente, fazendo com que o rosto do mais alto ficasse á poucas distancias da glande molhada.
Engoliu em seco assim que se convenceu de fazer tal ato. Não serei alguém opositor á seus hyungs, nem perguntaria o porque de algo tão repentino. Talvez fosse pelo efeito em exagero da vodka. E se o rapaz estava louco para experimentar desse álcool, esse seria o único jeito de tê-lo em sua boca.
Timidamente passou a língua quente contra a glande, rodeando-a por lá entre leves lambidas e brincadeiras contra a fenda que expelia o verdadeiro gosto de Himchan. Sentiu um gosto misto, algo estranho, não sabendo diferenciar se era doce, amargo ou até mesmo agridoce. Essa mistura de sabores o confundia, porém esse sabor novo lhe era agradável, chegando á ser delicioso e se via na necessidade de prova-lo um pouco mais além.
O músculo fez um caminho molhado da glande a base, tornando o gosto da vodka cada vez mais forte em seu paladar. Repetiu por diversas vezes essas lambidas incansáveis até que sentiu novamente outro impulso contra sua cabeça, um sinal para que abocanhasse de uma vez aquele órgão. Pedido que não foi negado.
Zelo segurou o membro de Himchan com uma mão, levando a mão vaga para seus testículos, massageando-os carinhosamente, tornando os baixos gemidos de seu hyung cada vez mais presentes. YongGuk, DaeHyun e YoungJae se deliciava com a cena que viam, o volume muito bem exposto pela calça demonstrava o desejo deles, loucos para se satisfazerem como Himchan.
Sem mais delongas, de olhos fechados devido ao constrangimento, o mais novo abocanhou de uma vez o membro de seu hyung, ouvindo gemidos e urros de prazer ao seu redor. Um longo gemido escapou dos lábios de Himchan, suas mãos tremulas por insanidade pararam nos cabelos loiros do maknae, puxando os fios fortemente entre os dedos e ditando uma velocidade, até então, lenta e dolorosa.
O maior não tinha consciência do que estava fazendo, nem sequer tinha certeza que faria do jeito certo, era o maior receio dele, o lhe agradava era enfim o gosto reconhecível da vodka que, a cada sobe e desce feito por si, tornava-se melhor, mais forte, mais sensual á Zelo.
O membro alheio entrava e saia de sua boca em um ritmo insano. A glande batia por diversas vezes no céu da boca do mais novo, chegando a ser desconfortável para o mesmo. O forte puxar em seus fios lisos só o instigavam a continuar os movimentos de vai e vem no órgão de Himchan. A força que seu hyung continha em suas mãos apenas cresceu assim que o mesmo levou ambas as mãos á sua cabeça, tornando os movimentos mais fortes e mais rápidos do que já estavam.
Alguns gemidos de luxúria saiam entre as pausas dos movimentos do maior. Zelo sentia a glande bater contra sua garganta, fazendo com que um pouco do ar preciso não tornasse presente em seus pulmões. As mãos que seguravam a base de seu membro e seus testículos apertavam-os com força, não medindo se chegaria a doer ou não.
- Aaaaaaaah Jello. - Não tardou para que Himchan desse o gemido final de seu prazer, expelindo com força seu jato de sêmen contra a garganta do maior, sufocando e fazendo o engasgar por segundos. Ao retirar seu membro da cavidade bucal alheia, grossos fios de gozo caiam pelas extremidades de sua boca, chegando a descer por seu pescoço e, observou o quão avermelhados os lábios do outro estavam; Tão provocantes e chamativos.
Sentia em sua boca aquela mistura da vodka com sêmen, um sabor um tanto quanto diferenciado á si, nunca provado, nunca jamais degustado com tanto volúpia e ferocidade como á minutos atrás. Uma parte de ti estava envergonhada, seus hyungs -menos JongUp que não havia voltado da cozinha- o viram fazer tal coisa. O constrangimento possuía seu corpo, principalmente sua boca e suas mãos que provaram do toque pecaminoso e sabor viciante.
- Muito bem, muito bem!! - YongGuk disse baixo, quase em um murmuro, enquanto acariciava o grande volume em sua calça, tentando desfaçar seus gemidos impulsivos. - Agora quero que DaeHyun e YoungJae beijem o pescoço de Zelo… - Novamente o mais novo se surpreendeu com a ordem, não estava entendendo nada, nem ao menos entendeu á si mesmo porque fez aquilo. DaeHyun puxou o maior pela blusa, o fazendo encostar novamente as costas no sofá.
Assustado, JunHong deu uma última olhada nas expressões de seus hyungs que estavam ao seu lado; desejo, insanidade, pecado, luxúria era o que definia o que se via nos olhos negros de DaeHyun e YoungJae. E isso, por um lado, assustava o inocente Zelo.
Como feras loucas para devorar a inofensiva presa, os dois estudantes atacaram a carne alva do mais novo, diversificando entre beijos molhados, sucções dignas de marcas roxas e mordidas possessivas. YoungJae, passava-lhe a limpa por toda região que lhe era proporcionada, fazendo movimentos circulares por lá e, em seguida, a levando até o lóbulo da orelha do mais novo, lambendo e mordendo com força. DaeHyun, faminto como era, mordia cada vez mais forte, fincando com uma força desconhecida por si seus dentes na pele branca, marcando tudo que via pela frente
- Aah Dae-hyung, aah, isso dói! - Zelo, sem escolhas, apenas gemia de dor. Aquelas mordidas e provocações realmente doíam. Suas mãos tomaram um controle próprio e foram direito á sua próprio calça que, da qual, já tinha um pequeno volume em vista, que assim como os outros, estava louco de necessidade para se satisfazer.
Ele apenas fingiu que não ouviu nada, continuando com suas mordidas e sucções, só que dessa vez, sendo acompanhando por YoungJae que passará a fazer o mesmo que o mais velho si, um pouco tímido, porém não deixaria de marcar Zelo também. YongGuk ao ver que o mais novo acariciava levemente seu volume, sorriu de lado, apenas esperando que JongUp saísse o quanto antes da cozinha.
- DaeHyun e YoungJae se beijem na frente de Zelo!! - Disse autoritário, observando bem o sorriso malicioso que trajavam. Ambos se separam do pescoço já avermelho do loiro maior e aproximaram-se os rostos, não demorando para que as línguas se encontrassem antes dos lábios e começassem um beijo selvagem.
Zelo tinha a visão privilegiada do ósculo entre os amigos, os rostos não estavam muito longe do seu, a poucos centímetros de si, como uma forma provocante da qual salivava a boca com tal visão. Via de perto como os lábios se moldavam e se encaixam tão bem, quase como se tivesse sido feitos um para o outro; completando-os. As línguas vasculhavam por toda cavidade alheia, desdo entrelaço com a língua do outro até as leves sucções que lhe eram feitas. Se beijavam com vontade, desejo e força, o álcool havia tirado a sanidade de seus corpos então a vergonha não existe mais entre eles.
YoungJae levou uma de suas mãos até a nuca do mais velho, segurando com força os fios de cabelo por lá, fazendo que a aproximassem tornasse mais intima e torna-se o beijo para um desejo além de antes. DaeHyun, impaciente que era, tratou de apertar o volume do mais novo, sentindo-o se estremecer ao toque e gemer alto pela dor.
Em um ato não esperado, DaeHyun apartou o beijo com YoungJae e atacou com os lábios inchados os de Zelo, partilhando o gosto exótico que a boca do maior provinha e, ao mesmo tempo que tirava-lhe o ar com seus beijos, descia o zíper da calça jeans e adentrava sua mão na peça íntima, tocando com os dedos frios o membro ereto, masturbando-o lentamente, ouvindo Zelo arfar dolorosamente por entre o beijo.
Para não ficar de lado, YoungJae voltou á dar atenção ao pescoço de Zelo, distribuindo beijos e novas mordidas por lá. Gemidos provocantes banhavam os ouvidos alheios, atiçando ainda mais a pressão que as roupas de YongGuk faziam em seu membro ereto. O mais velho que apenas gravava as ordens luxuriosas impostos aos seus dongsaengs, a cada estralo que DaeHyun fazia contra a boca de Zelo apenas faziam seu membro doer cada vez mais e, roucos gemidos serem proferidos por si.
Himchan, que após JunHong ter feito um boquete em si, caiu em derrota no sofá, ainda atrás do oxigênio que insistia em não entrar em seus pulmões. Bang ao ver o melhor amigo, se aproximou do mesmo e apontou para seu volume, como um sinal que precisava de satisfação o mais rápido possível.
Esbanjando um sorriso de lado, portando uma malícia que provinha desde que entrará em seu apartamento, YongGuk gravou de perto a reação aprovada de Himchan e, sem demoras e já enfim cheio de energia, Himchan levou suas mãos até o prateado do zíper do mais velho, fazendo com que as calças do mesmo deslizassem por suas coxas delineadas, das quais Himchan fez o favor de aperta-las com forças.
YongGuk se via na confusão de focar a gravação, ou nos três ao seu lado que haviam iniciado um beijo triplo onde o brilho das línguas era visível e a luxúria do beijo avermelhava e inchava ainda mais os lábios dos três, enquanto DaeHyun masturbava Zelo e YoungJae tentava de um jeito desastrado desabotoar a camisa branca do rapaz e, ou em Himchan que descia lentamente o cós de sua cueca com os dentes, os olhando nos olhos como uma provocação erótica.
Decidiu por gravar o trabalho que seu amigo fazia em si. A língua do outro fazia breves lambidas e chupões ao redor da área de seu pênis, torturando-o um pouco antes de segurar o membro alheio pela glande e aperta-la, se deliciando com o pré-gozo que o líder do grupo expelia. O sabor fazia-se presente na ponta de sua língua, tornando isso um convite para que a vontade de sentir o membro pulsante em sua boca torna-se cada vez maior.
E o fez. Himchan, sem desviar o olhar da câmera de seu hyung, contornava as veias marcantes, uma a uma, desda base ao topo, parando apenas para depositar leves selares por todo membro do outro. Sem muito jeito, com a mão vaga YongGuk as madeixas loiras de Himchan e o obrigou á abocanhar seu membro de uma vez, fazendo com que o encontro da glande e da garganta fosse de imediato. Himchan tinha certeza se o mais velho começasse a ditar os movimentos brutos, não iria se concentrar na gravação, então levou as mãos até a bunda do mais velho e fincou as curtas unhas na carne por lá, ouvindo um gemido rouco dos lábios do outro e diminuindo a força que seus dedos mantinha nos fios loiros, passando a ser apenas um leve aperto, porém sem denúncias de movimentos por si.
Himchan começará a fazer o que bem sabia, movimentar sua boca lentamente e dolorosamente, entre leves e provocantes raspadas com os dentes na pele sensível ou simplesmente sugando o órgão por completo, ganhando em troca os gemidos que tanto queria. Menos alterado, YongGuk direcionou a lenta da pequena câmera preta profissional aos três que, em um piscar de olhos, Zelo já se encontrar com as calças nos pés e a camisa em algum lugar aleatório da sala. YoungJae lambia e mordia com vontade os mamilos rosados o mais novo, enquanto uma de suas mãos passara a dar atenção a entrada virgem do outro, aproveitando que DaeHyun continuava a beijar o pescoço e o lhe masturbar lentamente, YoungJae adentrou dois dedos por lá, sem ao menos se importar com os gritos de suplico do maknae, implorando para que tirasse.
- Aaaah YoungJae-hyung, aaaaah… - Zelo gemia alto á cada movimentos que o par de dedos faziam em seu interior, movimentos de vai e vem eram rápidos, sendo subseguidos pelos de tesouro, afim de alargar ainda mais. O mais novo se encontrava em um mar de insanidades, do qual sua mente estava lúcida desde que havia se convencido á “beber a vodka”, estava adorando aquela aventura que seu corpo sentia, não sabia em que prazer se concentrar; Em DaeHyun que beijava todo seu tronco, apertava sua glande e a acariciava com o polegar; YoungJae que brincava com seus mamilos e ousava em o corromper; Ou em seus dois hyungs mais velhos, YongGuk e sua expressão de luxúria, e Himchan movimentando sua cabeça cada vez mais rápido contra o membro do outro. E querendo ou não, Zelo pensava que JongUp fazia coisas na cozinha, e isso apenas fazia o contraste vermelho de suas bochechas cada vez mais fortes e seus gemidos cada vez mais altos.
YongGuk ao ouvir os resmungos dolorosos do maknae, uma ideia veio em mente em meio as barulhos molhados das sucções que Himchan fazia. Porém, para a realização de tal façanha, YongGuk precisaria da ajuda de JongUp, que assim como nas observações de Himchan, era o mais lúcido, havia tomado mais algumas boas doses de cervejas que se encontravam jogadas na geladeira assim que seus hyungs sairão do cômodo. O rapaz já estranhará os barulhos abafados pelas paredes em tinta branca grossa, ouvia algo similar a voz de Zelo, esse era o pouco que seus sentidos embriagados captavam, e se apoiando na parede frio, foi-se até a porta da cozinha e a abriu aos olhos nublados, visualizando bem a brincadeira que seus amigos faziam.
Não sabendo como, todo aquela sintonia entre corpos o chamou atenção, e o quanto mais se aproximava de seus amigos, mais o som dos gemidos aumentavam e seu membro se repuxava em seu baixo ventre. Ele adorou ver o que seus hyungs estavam fazendo em Zelo e queria, de alguma forma, fazer o mesmo com ele.
YongGuk ouviu o mínimo barulho da porta sendo fechada e, ainda imerse aos tantos gemidos que ouvia e repuxando os cabelos loiros de Himchan afim do mesmo parar a velocidade prazerosa que sua língua o proporcionava. Um fino fio de sêmen conectava os lábios rosados do outro com o membro a sua frente, não entendo ao certo o porque YongGuk o forçou para que parasse esse delicioso divertimento.
- Ah…Quero que vocês parem o que estão fazendo!! - Meio a respiração descompassado e os gemidos pecaminosos, YongGuk direcionou a ordem para os dois que brincavam com o maknae, do qual as marcas que pairavam entre o vermelho e o roxo já eram presentes na pele branca do mais novo. Os outros dois que aproveitavam bem o que tinham em mãos olharam para o líder com desgosto, porém não iriam ser contra a palavra de YongGuk, e após um longo e doloroso suspiro, o mesmo ordenou. - JongUp entrou na brincadeira, quero que um ou dois se vocês fodam o Zelo enquanto ele chupa os que sobraram. Quero que o fodam até fazer ele chorar. - A seriedade na voz grossa do mais velha era tamanha tanto o brilho que a lente fazia em cada vez que focava no rosto surpreso de Zelo. O mais novo despertou do transe do desejo, assustando-se com o que ouviu. - Agora!! - DaeHyun e YoungJae estavam totalmente fora de seus corpos, o desejo por sentir o corpo do maior era imenso que não se deram conta quando empurram o mesmo ao chão, fazendo-o se apoiar com as mãos e joelhos no tapete branco felpudo que demorava o piso de madeira.
JongUp sorriu satisfeito, que se livrava apenas da calça e cueca enquanto andava apressado ao encontro de Zelo. Himchan mordeu o lábio inferior ao ouvir a ordem e, antes de se afastar do outro do mais velho, depositou um beijo carinhoso na glande molhada, e foi até os outros quatro. Zelo não se viu com força para levantar, a sensação dos dedos de YoungJae em si havia o anestesiado em um mar cristalino de luxúria, talvez ele não se importava por estar assim, tão exposto!!
YoungJae, impaciente como era, ajoelhou-se atrás do mais novo, apertando fortemente a pele imaculada da cintura do mesmo e o girando o corpo para o lado, fazendo com que o maior deita-se, porém não no desconfortável tapete, sim no corpo forte e coberto de JongUp que esteve no chão para esse proposito, ser um dos dois que iria fode-lo. JongUp segurou Zelo pela parte de trás das coxas e levantou-lhe as pernas, expondo cada vez mais a entrada rosada para YoungJae que tinha tal apetitosa visão em sua frente, e sem mais delongas, retirou seu membro ereto da prisão que tanto suportará durante tortuosos minutos.
O corpo de JunHong foi levemente levantado, deixando que os pênis de YoungJae e JongUp se encontrassem nesse rumo á entrada do outro, fazendo ambos gemerem sem pudor devido ao contato quente. A ansiedade de meterem com tudo em Zelo apenas crescia, porém, YongGuk que os gravava enquanto se masturbava lentamente, os olhava sério, observando cada movimento antes de ordenar o que tanto queriam.
Sem Zelo perceber, em um ato rápido, Himchan e DaeHyun aproximaram seus membros nas bochechas coradas do maior, esfregando a glande melada com pré-gozo nas maçãs do rosto inocente, e como se seu corpo fosse contra si, o mais novo abriu a boca na espera da mesma ser preenchida novamente com aquela sensação estranha, porém deliciosa.
Aquilo foi apenas o sinal final para que apenas um “Todos ao mesmo tempo!” saísse dos lábios do mais velho, sabendo bem que todos entenderiam bem a mensagem.
Com um pouco de dificuldade devido a posição, JongUp foi o primeiro a penetrar firmemente em Zelo, sentindo seu membro ser apertado pelos anéis interiores e, sendo seguido, com esforço, por YoungJae, que somente pelo leve encostar no pênis de JongUp, já o fazia ir a loucura. Zelo gritou de dor, não sentindo apenas a uma dor aguda em seu interior, como lágrimas se formarem em seus olhos, mordendo o lábio inferior afim de refugiar os gritos e as lágrimas. Se apenas com dois dedos já havia doido, não esperava que teria dois membros dentro de si. Isso era loucura demais.
Os dois, a principio, não se mexeram. Tinham consciência que Zelo estava tendo uma dor desagradável, porém suportável por alguns minutos. DaeHyun aproveitou o grito sofrido do mais novo, o puxou pelos cabelos e enterrou metade de seu membro ereto na cavidade alheia, batendo a glande contra o céu da boca do outro, estocando contra a boca dele poucas vezes até dar espaço para que Himchan fizesse o mesmo, sentisse o mesmo que havia sentido, só que dessa vez ao natural, sem bebida como uma “desculpa”.
Enquanto DaeHyun e Himchan ocupavam a boca, aos poucos os outros dois começavam a se movimentar, de uma forma desajeitada pois dupla penetração era algo inédito á ambos, principalmente para JongUp. Assim como antes, o duplo prazer e abuso que sentia era algo inacreditável á ele, nunca havia se imaginado em tal cena com seus hyungs queridos, sendo fodido por dois e chupando outros dois enquanto o que sobrará apenas observa, ordenava, gravava e se masturbava com volúpia.
Agora estavam ritmizadas, os movimentos de YoungJae eram os opostos de JongUp, criando uma dinâmica nas estocadas insanas. Não sabia identificar quem que tanto provocava sua próstata, tocando-a diversas vezes entre entradas e saídas contra sua entrada. O topo dos membros de DaeHyun e Himchan se encontravam e aos poucos a língua de Zelo brincava com os dois, enquanto os mesmos se masturbava ao decorrer da brincadeira com o músculo. JunHong não tinha força para nada, apenas sentia toda aquela dor e satisfação em uma onda enorme de prazer.
As estocadas passaram a serem mais fortes, rápidas e torturantes, quando menos se esperava, Zelo chegará ao seu ápice assim que tocaram novamente sua próstata, fazendo seu corpo tremer assim que rápidos e curtos jatos de seu líquido branco mancharam a camisa preta de YoungJae que, como JongUp, prosseguia ferozmente com as estocadas. O líder apertava seu próprio órgão para que não gozasse ao ver a cena do ápice de Zelo, algo que, apenas por ver já lhe dava uma sensação de desejo realizado. Mais algumas estocadas precisas contra a boca e o interior do outro e teriam certeza que o fim daquele brincadeira.
YoungJae, antes de chegar ao ápice, retirou seu membro do interior alheio e passou a se masturbar até chegar ao orgasmo final, do qual, nem ele e nem os outros demoraram a chegar. JongUp murmurou baixo um gemido assim que seu líquido branco recheou todo o interior do outro, DaeHyun e Himchan acabaram por expelir seu sêmen um pouco na boca e no rosto de Zelo, YoungJae e YongGuk jorraram jatos de gozo pelo abdômen e tronco; Zelo estava sujo, corrompido, cansado, dolorido e realizado.
Sem duvidas, foi uma das melhores noites que passaram juntos.
- E corta!! Ah, fizemos bem feito, não é mesmo rapazes? - YongGuk ditou após parar a gravação e assim que viu a imagem suja de Zelo, os fios de cabelo da franja grudavam na testa, o peito subia e descia descaradamente e fios de sêmen estavam espalhados pelo seu rosto, queixo, pescoço, peito e nos arredores de sua entrada alargada, seu membro ainda expelia pequenos e curtos jatos de seu desejo, fazendo com que a sensação de orgásmico continue em seu corpo.
- Ah Hyung, eu fui bem? Eu consegui satisfazer vocês? - Meio ofegante, Zelo perguntou para seus hyungs, desejando pela confirmação de sua pergunta.
- Você foi ótimo Zelo, foi um prazer imenso. - Himchan disse ao ajoelhar-se e beijando-lhe a testa que, mesmo depois das loucuras que havia feito naquela noite, não poderia deixar de ser carinhoso. Os outros rapazes no cômodo apenas se entre olharam e, como cúmplices do pecado, sorriam pela inocência ainda presente em Zelo.
YongGuk, de certa forma, sentia-se orgulhoso pelo o resultado do que suas ordens foram capazes de gerar, e tinha certeza que após a edição, muito se deliciariam com o que iriam ver.
Final ficou uma bosta LOL Eu não sei se dupla penetração é possível -em um homem-, mas como já li em fics e em outros sites, creio que seja. Espero que não tenha ficado confuso, dei meu melhor para descrever o mais legível possível, mas né, é a primeira vez que escrevo uma -suruba-, relevem. JÁ QUERO ESSE VÍDEO, YONGGUK, MANDA PRA MIM!! Fico grata á quem leu, obrigada <3
*PS: NUNCA JOGUEM VODKA NO PÊNIS ALHEIO, PODE ARDER MUITO PELA PELE SER MUITO SENSÍVEL! ISSO É APENAS FICÇÃO <3
Título: You Are My Idiot (Você é meu idiota); Couple: HimJae (B.A.P); Gêneros: Universo Alternativo, Yaoi, Lemon, Colegial; Avisos: Homossexualidade, Sexo, Nudez, Linguagem Imprópria, Insinuação de Sexo, Tortura.
Sinopse: “Era de se esperar, vindo de um idiota como você” Himchan ao ouvir tal sentença, sentiu o sangue ferver, YoungJae não teria sido capaz de o chamar de ‘idiota’, em um ato brusco, jogou o corpo de YoungJae contra a parede branca e lhe disse ao pé do ouvido “Vamos ver quem é o idiota entre nós”
N/A: A ideia da fic veio a partir de um fact dos meninos, então o resto apenas surgiu naturalmente […]. Basicamente é uma PWP, por isso que ela está “tensa” e odiei o lemon. A escola foi inspirada nas típicas escolas japonesas, ou seja, meu “conhecimento vindo de animes”, mas né, acho que não ficou muito padronizado, perdão qualquer coisa. Eu tentei, mas não consegui deixar o Dae fora dessa, perdão, mas a fic não deixou de ser 100% HimJae, não entendem mal. Perdão algum erro, boa leitura <3.
Narrado em Terceira Pessoa
A movimentação nos largos e amplos corredores de um rico colégio de Seul estava afoita. Alunos e professores apressavam o passo afim de saírem o mais rápido possível daquele clima escolar estressante e chegarem em casa tranquilos. O rosa mesclado com laranja pintava o céu na típica cor de final de tarde, o sol desaparecia aos poucos por entre as nuvens cinzas, apagando a clara iluminação que se presenciava ao decorrer do dia. Os pássaros, felizes, cantavam alegremente seus agudos por entre troncos e galhos velhos, euforia de uma segunda-feira comum.
Todos estavam felizes, menos um certo jovem de curtos cabelos castanhos, estatura média, gordas bochechas, olhar sério e expressão fechada, direcionada fixamente para o moreno mais velho á sua frente, o mesmo já foi reprovado duas vezes, sempre pela mesma matéria; Exatas.
O jovem sério se chama Yoo YoungJae, ou apenas Jae para os mais íntimos, é um rapaz esperto, um quase nerd, digamos que é cérebro da sala, talvez por suas horas gastadas por números racionais e palavras grafadas, ele acabará por se tornar assim, um gênio. Seu amigo, ou quem sabe, apenas um colega, Kim Himchan, ou até mesmo Channie, um rapaz nos seus dezenove anos, veterano reprovado de aparência esbelta, lindo, atraia a atenção de garotos e garotas por onde quer que fosse, seu jeito adorável, aegyo improvisado, e seu sorriso brilhante fundiam-se em conjunto com a pele branca, macia, e tingidos cabelos pretos em uma obra prima feita por deuses, tornando-o mais perfeito do que se imagina; Inacreditável. YoungJae estava incrédulo ao ver o círculo vermelho no papel de prova branco de seu colega.
Como de costume, sempre ao final do dia, YoungJae descia um par de escadas até a porta da primeira sala do segundo ano, para que, enfim pudesse esperar seu amigo e juntos irem embora, jogando conversa fora sobre coisas aleatórias e matérias complicadas. Para o mais novo, era reconfortante conversar tão confortavelmente com alguém dois anos mais velho que si, ainda mais um aluno reprovado. E afim de ajudar o novo amigo a não cometer o mesmo erro, passou a dar-lhe aulas todo final de semana, uma ideia contra gosto de Himchan, porém suas palavras não foram contras.
A sala do segundo ano A estava vazia, assim como os corredores que aos poucos perdia a movimentação, o formigamento de antes não existia mais, deixando apenas aqueles que não tinham pressa em pegar o trem ou até mesmo voltar á pé para casa, e aqueles que ficariam para as aulas extracurriculares. Por ventura do destino, YoungJae é líder do Clube de Cálculo, matemática, física, química e até mesmo informática eram seu forte, ajudando integrantes do clube e também sendo ajudado, não há nada mais gratificante que saber que seu conhecimento é repassado de uma forma meiga e calma, mostrando orgulhosos resultados altos.
Só que ele não esperava por esse resultado. Em termos sim, mas não tão baixo de tal forma que uma pedra fosse atingida em sua auto-estima, machucando todo o seu esforço no menosprezo do mais número baixo existente.
- Zero…? - Murmurou baixo, sem razão alguma, não havia sentido ele ter tirado zero na prova de Física, cujo foi dita que entre as exatas, Física era a mais fácil.
- Zero! - Himchan disse em concordância, guardando seus materiais escolares em sua mochila. Pouco se interressava por exatas, achava tal coisa uma perda total de tempo.
- Zero hyung, como você foi capaz disso? Eu passei noites, dias, semanas te ajudando á estudar para essa prova e você me aparece com um zero? - Himchan, em desdém, nem se importou com as palavras de seu colega, ignorando em explícito sua pergunta e fúria, colocando em suas costas a mochila azul companheira. Pegou sua prova e a olhou em desanimo, os risos vermelhos e interrogações sinalizavam seus erros e tentativas.
Força, massa, aceleração, velocidade, tempo e nem nada do tipo entravam em sua cabeça, muito menos substituir tais letras por números. Não iria usar essas coisas em sua vida, ao menos, nem sabia porque insistia em completar o ensino médio, já deveria ter desistido desda primeira vez que reprovou.
- Youngie… - Diferente de como os outros chamavam YoungJae, o mais velho preferia por o chamar de um modo mais diversificado, em um tom de voz entre o provocativo e o manhoso. Algo único. - Quando você vai entender que eu e a Física não nos damos bem? Nem ao menos sei quando usarei essas fórmulas complicadas!! - Disse, por fim, fazendo seu típico aegyo de bochechas infladas e mínimo bico rosado, fingindo uma inocência que não tinha.
O mais novo abriu a boca para uma resposta á altura, porém sua atenção foi desviada para o rapaz de moreno, lábios carnudos e sorriso impecável na porta. O jovem, o mais popular da escola por sua aparência, voz doce, carisma forte, é amado por todos do prédio, moldando uma adoração não humana, desda simpatia pelos professores até fã clube de garotas, ou até mesmo garotos de toda escola; Jung DaeHyun, atual namorado de YoungJae. Sim, o nerd sem muitos amigos havia conquistado DaeHyun de uma forma que nem o mesmo sabia como, apenas o conquistou á uns meses atrás e no que deu foi nisso, um namoro firme de encontro á lugares comuns, conversas jogadas fora em visitas na casa do outro e carícias e amor compartilhadas em forma de abraços, beijos e intimidades.
- Jae, estive te procurando por toda a escola!! - Em alivio, DaeHyun disse alegremente acariciando a nuca, um pouco sem jeito devido a presença de Himchan, ele sentia um ciúmes imenso por YoungJae passar mais tempo com o repetente do que consigo. YoungJae, surpreso, pôs a observar o namorado na porta inquieto, vendo o encostar-se no batente da porta. - Bem…minha mãe veio me buscar de carro, então queria saber se você quer vir junto. Quer? - O jovem de cabelos chocolate mordia o lábio inferior e franzia o cenho ansioso pela resposta que viria.
- Não vai dar, eu tenho que resolver umas coisas com o Himchan. - O mais esperto entre os três disse, apontando para o moreno á sua frente, desconfortável com a situação. - Hoje eu passo, mais da próxima vez eu aceito, certo? - Moldando um sorriso simpático nos lábios, YoungJae disse meio receoso á DaeHyun, sabia bem do ciúmes dele, porém nunca tiveram a audácia de conversar sobre o assunto.
- Himchan… - DaeHyun, baixo em um quase murmuro surdo, disse á si mesmo, abaixando um pouco a cabeça e fitando seus sapatos brancos escolares, deixando que sua franja caísse um pouco sobre seus olhos. Aos poucos, em passos lentos, se aproximava do namorado que se encontrava nas carteiras da janela acompanhado do colega. Assim que os corpos se encontraram, DaeHyun lhe sussurrou em seu ouvido - A gente se vê de noite então?
- Claro meu amor, não deixaria de ir até sua casa, você também precisa de umas aulas de física. - YoungJae lhe respondeu provocativo, no mesmo tom sussurrado.
- Na teoria ou na prática? - Ao perguntar tal coisa, de um jeito discreto, DaeHyun mordeu levemente o lóbulo da orelha de seu namorado, devolvendo com força a provocação sem ao menos se importar se eram vistos por uma platéia solitária de enormes olhos negros.
- Na prática. - Um sorriso sacana fez presença na face de DaeHyun e as distancias foram nulas assim que um breve selar foi feito. Selar do qual não durou nem cinco segundos, curto e rápido. - Até mais Dae!!
DaeHyun se despediu de Himchan com um breve comprimento formal e saiu da sala, esbanjando um sorriso vencedor sem ao menos saber o por que se sentia um grande vencedor, dono do mais valioso troféu já existente. O amor e a inteligencia. Assim que o silêncio voltou a incomodar os ainda presentes na sala, o olhar de fúria e seriedade voltaram á YoungJae com tudo, recordando-se o motivo de tais expressões e sentimentos em si.
- Eu sei que sou bonito, mas por que tanto me olha Yongie? - O mais velho disse meigo, em um falso constrangimento feito apenas por diversão, se dirigindo até a porta pela qual DaeHyun passou em minutos atrás.
- Estou observando o quão idiota você pode ser. - Respondeu-o, apressando o passo e chegando a porta com cuidado, estava bravo, porém não depositaria o quão estava desapontado com Himchan e consigo mesmo na porta.
- O..O que? - O dono de cabelos negros abriu minimamente a boca e esbugalhou os olhos não acreditando no que seus ouvidos alegaram, “Ele me chamou de idiota?” pensou confuso, sem achar o porque de YoungJae ter chegado a tal “conclusão” sobre si.
- Olha isso! - O menor disse pegando em autoridade o papel que antes estava nas mãos de seu hyung, colocando o mesmo á centímetros de distancia de seu rosto - Um zero era de se esperar de um idiota como você. - Não media as palavras que dizia, pouco se importava se ele acharia isso ofensivo ou não. As horas gastadas tornaram segundos rasgados, flashs de luz, voando diante em sua frente em um piscar de olhos, havia feito esse esforço á toa e isso era o que mais estava irritando YoungJae.
Ainda incrédulo com esse repentino argumento, sentia seu sangue ferver ao ter escutado tal sentença sem nexo. Em um ato brusco segurou seu dongsaeng pelos ombros e chocou suas costas contra a parede mais próxima, impondo uma força maior em seu joelho que pressionando-o fortemente contra o membro coberto de YoungJae. O gemido doloroso e expressão contorcida era sinais óbvios que havia o surpreendido. A prova caiu das mãos de YoungJae devido ao desconforto da pressão em si, flutuando com calma até o zero encontrar seu destino no piso de madeira. As mãos de Himchan desceram até a cintura do menor, adentrando os gélidos dedos e apertando a pele quente, sentido o prazeroso choque térmico em mãos. Lentamente, Himchan aproximava os rostos, fazendo com que as respirações um pouco já descompassadas se conectassem de um modo não explícito, do qual os olhos alheios se fixassem nos lábios do outro, vendo o quão convidativos eles aparentavam.
- Vamos ver quem é o idiota entre nós.
E dito isso, Himchan pressionou seus lábios contra os de YoungJae, sentindo apenas a textura macia que os lábios carnudos proviam. Sem resistência alguma, o mais novo, surpreso, apenas deixou-se aproveitar esse momento, tendo martelado no fundo da consciência a lembrança recente de minutos atrás de seu namorado, porém ele não estava ali e nem sequer saberia de tal acontecimento, mesmo com receio, não era preciso tal sentimentos, assim como agora, um beijo sem sentimentos algum. Apenas um beijo.
A língua atrevida do jovem de pele leitosa pedia passagem, querendo adentrar e aprofundar mais o ósculo. Pedido do qual não foi negado, sim apreciado na mesma forma, na mesma volúpia, em um ardente desejo desconhecido por ambos, porém prazeroso, deliciosamente proibido. Os prazeres encontrados na cavidade alheia eram o que mais atiçava a vontade de aprofundar ainda mais o beijo, essa tensão entre os corpos, as línguas se conheciam cada vez mais, passando das simples carícias para sucções e mordidas sensuais.
O sabor que a boca de YoungJae tinha era único, algo viciante, como se esse gosto inédito á si tomasse o controle de seu corpo e o fizesse o querer de um modo inexplicável. Himchan, nem ao menos soube o porque de tal atitude, apenas ficou bravo por ter escutado um idiota saído dos lábios do amigo e queria de, alguma maneira, o demonstrar que de idiota ele não tinha nada.
Não era como se as línguas batalhassem por espaço, traçassem uma dança sensual ou qualquer clichê, elas apenas se tocavam. Eram toques quentes, sedentos de luxúria, uma amargura desconhecida e um divertimento tão proibido que chegava a ser gostoso. Impuro. Os pulmões apertavam e o ar tentava achar um caminho seguro até os mesmos, algo falho porém atencioso aos dois garotos que ao sentirem a falta de oxigênio, YoungJae que se concentrava e apreciava Himchan, apartou o beijo mordendo o lábio inferior do mais velho de uma forma sensual, possessiva, tão excitante que o gosto metálico do sangue se fez presente, fazendo com que um último selo fosse dado e o sangue fosse experimentado pelo menor.
- Não hoje Channie, deixa isso para amanhã… - O nerd disse se afastando de Himchan e pegando sua mochila que estava no chão, o idiota desse história ainda estava embriagado pelo melhor beijo que já foi lhe retribuído, divagando na possibilidade do dia seguinte ter algo além. YoungJae, antes de sair da sala, fixou seu olhar no mar negro de Himchan e com um piscar de olhos provocativo, lhe disse “Então vamos ver quem é o idiota daqui”
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Mais um dia havia nascido, o sol emanava seu brilho cegante sem sinal algum de interferência das nuvens, acordando os despertos que por lá andava pela rua. As crianças, apressadas, corriam nas calçadas para chegarem o mais rápido possível em sua escola, muito diferente de um certo moreno, que se rastejava aos pés por sua única, até agora, obrigação do dia. Himchan mal chegará na escola e desejará ir embora, voltar no leito de seu conforto e adormecer, hospedando-se no lar de sonhos um pouco mais além.
O hall escolar, no qual havia pequenos armários cinzas em pilhas que se guardava o sapato casual e colocava o escolar, tinha poucos alunos, sem observar as pessoas ao redor foi a pegar seu sapato branco no armário de seu nome, cumprimentando com um “bom dia” breve aqueles que passavam sobre si. Tirou seu tênis de marca e ao abrir a pequena fechadura, um pequeno papel branco caiu, flutuando feito pluma até o solo, repousando-se por lá. Himchan, muito curioso que era, pegou o papel, na verdade, um pequeno bilhete de caligrafia impecável, que apenas em observa-lo, podia imaginar que quem havia o escrito fez com muito cuidado, sobressaltando as horizontais e verticais obrigadas e tão conhecidas que são os hanguls.
“Assim que a final badalada alta soar, a ansiedade irá gritar, espere-me em nosso intervalo de tempo, nos últimos minutos, que nossa divida não paga será realizada no mais íntimo lugar” estava escrito no bilhete. “Isso é uma metáfora?”, pensou. Talvez sim, ou talvez não. Esse talvez não existe para YoungJae, ele não fazia ideia que Himchan não entenderia a mensagem oculta por trás, que ao pé da letra, ou de um modo que ele entenda na tradução dos idiotas, seria “Assim que o sinal tocar, me espere no final do intervalo que continuaremos onde paramos, só que no banheiro”. Sim, o pequeno gênio iria mostrar que não deveria ter sido desafiado. Assim como no xadrez, ele estava pronto para dar um xeque-mate e acabar com esse jogo.
Sem se importar com o bilhete, colocou o mesmo no bolsa da calça, calçando em seguida os sapatos e seguindo seu rumo pelas escadas do segundo andar. Algumas garotas sorriam em sua direção, escondendo o branco dos dentes com a palma da mão devido a vergonha, e o moreno em um ato educado apenas sorria de volta, demonstrando a simpatia de sempre, derretendo os corações virgens das jovens de pouca idade. Chegando em sua sala, suspirando em desanimo ao olhar que estava atrasado, não sabendo como, mas estava, seu professor de Física já estava em sala prestes a ler a lista de chamada.
“Por isso que quando cheguei a escola estava tão vazia” Himchan concluiu em sua mente. Assim que ele levantou nem olhou para o relógio na cabeceira, o rapaz não media esforço para isso, tampouco se preocupava com os afazeres na escola, já era de hábito ir até a mesma, sentar em sua mesa e dormir em boa parte das aulas. Ia para escola apenas para passar o tempo e hoje não seria diferente.
Pediu licença ao professor e foi em direção a sua carteira, colocando a bolsa na mesa e sentando-se na cadeira, cansado do pouco que andou. Um cansaço que não existia em seu físico, mas sua mente se cansava apenas em estar em ambiente escolar. Deitou sua cabeça na bolsa e levemente fechou os olhos, desejando em descansar os minutos gastados até o intervalo chegar.
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- Himchan…Himchan acorde!! - Em leves sacudidas no ombro do moreno, o Senhor Kang, ou melhor, lecionador de Física, chamava pelo rapaz afim de acordado pois o intervalo havia chegado, e por mais que os alunos tivessem a opção de passar o intervalo em suas salas, o professor conhecia muito bem o seu melhor aluno, e ele não passaria o intervalo por lá.
- Hmm já vou, só mais dez minutos… - Disse manhoso, sem noção de onde estava ou quem que falava com ele.
- Aqui não é lugar para dormir, vá para o intervalo. - O professor ordenou impaciente, puxando o rapaz pela gola de sua camisa branca do uniforme, fazendo-o levantar contra sua vontade, ainda sobre a dose de sono das primeiras aulas e xingando em baixo tom o invasor que o usufruiu de seu agrado.
Desanimado, passou pela porta sonolento com os olhos semi cerrados, seguro que pelos corredores não haveria muitos alunos; Algo que não há, apenas poucos ficavam por lá no intervalo, preferiam andar pela escola, comprar algum lanche com absurdas calorias, alguns até estudavam pelos cantos, e outros namoravam as escondidas. Um exemplo que vinha em sua cabeça: YoungJae e DaeHyung.
Sim, Himchan sentia uma inveja enorme de DaeHyun. Ele tinha o que ele mais quer e jamais teria. O moreno escondia em si sentimentos “estranhos” por YoungJae, sentia uma vontade imensa de tocar-lhe a pele, aperta-lo em seus braços, sufocar seu folego no mar de beijos impuros e tê-lo apenas para ele. Mas isso não era amor, nem ao menos atração, quem sabe uma vontade momentânea que dura meses, ele se nega a acreditar que o que sente era amor, confirmando em sua mente que era apenas um sentimento “estranho”.
E ao chegar no refeitório e vê-lo em um das mesas nos braços dele, sentiu algo estranho em sua garganta, como se formassem um nó forte e o apertasse. Percebeu que YoungJae o olhava e sorria para si, e esse mero sorriso comum, sem atributo dos brilhos de seus dentes, já o reconfortava, fazendo que em uma tentativa de apartar essa sensação, engolisse em seco e retribuísse o sorriso, e de bônus um leve aceno de mão, voltando sua atenção á caminhada até o lado de fora do colégio, desejando por uma boa sombra ao seu repouso.
Os alunos tratavam o intervalo como uma verdadeira festa, as garotas faziam pique-niques e esnobavam o talento que tinham para a cozinha, e os garotos se reuniam e conversavam sobre coisas banais. Ele apenas, como um bom preguiçoso, procurava por alguma árvore afim de deitar na sombra e faze o que faz de melhor, dormir.
Himchan foi atrás do lugar especial que passava seus intervalos, tão especial que parecia ser apenas dele, ninguém chegava perto daquela árvore grande de boa sombra, confortável e ótima para passar os intervalo. Sentou-se encostando as costas no tronco, entrelaçando os dedos das mãos e apoiando-as na barriga, passou a observar todos por lá, mas nada nem ninguém o interessava, o que realmente lhe chamava atenção já estava ocupado. Aos poucos a sonolência voltava em habitar seu corpo, relaxando seus músculos e fechando seus olhos, era estranho como ele conseguia dormir em qualquer lugar e de qualquer jeito.
Em outro canto da escola, em seus interiores, YoungJae se encontrava no aperto dos braços de DaeHyun, o mesmo conversava com alguns garotos que insistiam em puxar assuntos aleatórios com ele. YoungJae pouco se interessava pela conversa, nem sequer prestava atenção, sua mente se ocupava com a imagem de Himchan, desejando que os poucos minutos restantes para que o intervalo acabasse chegasse logo ao fim. Mal podia esperar para utilizar o que tinha em seu bolso, queria ver a reação do moreno, que com certeza será a mais excitante que já verá.
Olhou as horas no visor de seu celular e mordeu o lábio inferior tentando refugiar o largo sorriso, “Já está chegando a hora” pensou, ansioso pelo o que viria assim que encontrasse Himchan no banheiro.
- Dae-ssi, vou ao banheiro, me espere na sala, ok? - Disse enquanto se desvincilhava dos braços de seu namorado, trajando um sorriso confiante á ele. DaeHyun apenas assentiu com a cabeça, depositando o breve selar de despedida deles, vendo o amado se afastar mais de si.
Era um plano perfeito, tinha certeza que a idiotice de Himchan não iria interrompe-los. A ansiedade corria pelas veias de YoungJae e seus pés aderiam uma velocidade rápida, querendo chegar ao banheiro do segundo andar o mais rápido possível, pulando degraus e esbarrando em algumas pessoas em seu caminho.
Assim que chegou ao banheiro viu que o local estava vazio, assim como o planejado. Os garotos não tinham costume de usar o banheiro da escola, por mais limpo e higiênico que seja. Se pôs na porta, observando que os corredores começaram a se encher devido ao fim do intervalo, todos voltavam para suas respectivas salas desanimados, desejando que o horário de aulas acabassem o mais rápido que o possível.
YoungJae sabia que Himchan passava seus intervalos dormindo por ai, e que, com certeza demoraria para dar-se conta que já deveria acordar, mas será que ele entendeu a mensagem? Himchan nem sequer lembrava mais da existência do papel, deu de ombros, não se importando, também não se lembrava que o ocorrido do dia anterior tomaria continuidade hoje. Realmente, ele era um idiota.
Cinco minutos muito bem cronometrados foram o bastante até que Himchan acordasse e desse por si; o intervalo havia acabado, teria que voltar a sala muito contra a gosto. Os olhos tentavam se acostumar com a pouco luz que adentrava em sua visão, fazendo-o levar uma das mãos ao rosto, afim de protegendo dos raios solares que invadiam sua visão. Levantou se espreguiçando, massageava a nuca devido a má posição que havia dormido, sentindo a tensão da dor ser pressionada por seus dedos. Andava desajeitado, raciocinando onde ficava sua sala, que no momento, não se lembrava direito.
Se lembrava aos poucos, parecia que a cada degrau que seus pés pisavam, lembrava-se de seu real motivo de estar nessa escola. Obrigação. Sua sala ficava no segundo andar no final do corredor, cada andar tem meia-dúzia de salas e entre elas, dois banheiros. O feminino e o masculino. E ele não fazia ideia que algo, ou melhor, alguém o aguardava assim que passasse pelo banheiro masculino.
Devagar, andava até seu rumo despreocupado com nada, de mente aberta, os polegares adentravam nos bolsos frontais da calça e seu olhar se fixava em seus pés. Estava chegando cada vez mais perto de sua sala, pronto para inventar alguma desculpa de seu atraso, porém seu coração não media força em seus batimentos assim que um par de mãos o puxaram ao banheiro, agarrando com força sua cintura, surpreendendo em desprevenido o garoto ingenuo.
- O que…? - Antes que sua pergunta pudesse sair por completo, a palma da mão alheia tratou de a tampar. YoungJae já estava impaciente de tanto esperar por seu hyung, queria logo fazer aquilo com ele, não sabendo como essa ideia lhe veio á mente, mas apenas em pensar nisso já o excitava.
- Porque demorou tanto? - Disse o menor tirando a mão de seu rosto, deixando que seus braços circulassem novamente sua cintura, prensando o corpo do rapaz contra o seu - Eu deixei um bilhete para você!! - Em um rompente, Himchan se recordou do bilhete no bolso, do qual tinha uma mensagem que não entendeu, misteriosa á si. O quebra-cabeça de palavras se montavam aos poucos em sua mente, vendo o real sentido por detrás do papel.
- Então o bilhete falava para eu vir para cá? - Indagou o mais velho em um sussurro tão baixo que se perguntava se o menor havia o escutado. YoungJae, ágil como era, empurrou Himchan até uma das cabines do banheiro, uma das primeiras, sem sequer se afastar de Himchan, trancando a mesma em um “ocupado” vermelho. O moreno não entendeu o ato de primeira, mas as palavras do dia anterior lhe soaram na mente, recordando que tinham uma divida e que hoje resolveriam tudo.
- Tsc…seu idiota. - Os lábios de YoungJae curvaram-se em um sorriso de lado, já era de se esperar que ele não entendesse, isso por um lado não o surpreendia, a intenção do bilhete era para que ele não entendesse, afinal, tinha que demonstrar o quão idiota ele é por não associar as palavras com seu real sentido.
- Só seu. - Essa afirmação soou como a chave final desse jogo, alertando os impulsos já desnorteados dos garotos. Como se vissem a luxúria gritando no par de olhos negros do outro, o puxou para um beijo, depositando toda sua impaciência em sua língua, re-descobrindo mais uma vez aquele sabor que tanto passou a divagar durante seu dia.
As mãos ansiosas de Himchan foram de encontro com as laterais do rosto de YoungJae, segurando com euforia, os dedos do menor desciam da cintura até a bunda do moreno, apertando com força e enchendo a palma com a carne coberta por lá. Um gemido abafado escapou por entre o beijo, ressoando de uma forma erótica e provocativa aos ouvidos do mais esperto.
Os corpos se atraiam pela volúpia dos atos, o inovador gosto dos beijos e calor compartilhado por toques maliciosos. Nada feito por uma ofensa, sim algo feito por vontade, não se viam na oportunidade de realizarem o maior desejo obscuro que mantinham em si; Himchan via como um obstáculo DaeHyun, e YoungJae também via DaeHyun como um obstáculo, porém não queria magoa-lo, e esse plano moldado com cuidado, passo-a-passo pensado nos prós e contras, havia chegado á conclusão que DaeHyun não veria e nem ouviria o que eles fariam. Perfeito!!
A pequena cabine do banheiro parecia diminuir a cada passo desleixado que davam, os toques ficavam cada vez mais sedentos pelo calor que o corpo alheio como se fossem capazes de sentir a ternura do verdadeiro gosto com esses toques ingênuos. s garotos estavam imerses de desejo, ao menos nem se lembravam que estavam em horário de aula, não faziam questão de lembrar tal fato. O beijo foi cessado em um estralo molhado, indicando o quão inchados os lábios dos garotos estavam.
Devagar, YoungJae levava o mais velho até o sanitário de tampa fechada e sentasse por lá, olhando-os nos olhos decifrando o enigma por trás dos gananciosos cristais negros, preparando-se por entre as pernas do maior sem desviar o olhar. Não haveria troca de palavras quando o olhar fala mais alto. Queria fazer as coisas com calma, porém ele estava apressado, teria que fazer a primeira parte de seu plano o quanto antes. Levou suas mãos até a calça de seu hyung, fazendo com que um leve choque térmico entre o corpo quente e as mãos frias fosse surgido, surpreendendo-o ao adentrar uma das mãos naquela peça incomoda. Himchan prendeu a respiração ao ver seu membro totalmente exposto, fora de qualquer prisão que privava seu prazer.
YoungJae sentia a boca salivam ao ver o quão pulsantes estavam as veias do membro alheio, passando a língua pelos lábios em um ato explícito de como desejava experimenta-lo. O mais velho, com os olhos semi cerrados e respirando com uma certa dificuldade, observava seu dongsaeng se aproximar de seu órgão, segurando firmemente pela base e prensando seus dedos na carne sensível.
- Yongiie, ah, mas o quê…? - Himchan tentava formular uma pergunta, porém sua mente estava nublada pelo pecado de se desejar outro homem, tal um colega próximo e bem comprometido. Era tão errado que nem se importava se era certo ao seu conceito, apenas era.
Sem precedentes envolveu a glande alheia com seu músculo, circulando-a em movimentos rápidos, brincando com a quase não existente fenda que expelia o sabor agridoce de Himchan, aderindo cada vez mais a necessidade de tê-lo pulsando em sua cavidade. A mão que estava na base sobia devagar contornando as veias enquanto a língua cuidava apenas do topo, fazendo que tímidos gemidos marcassem presença aos ouvidos do mais inteligente.
O menor passava a mão vaga por uma das coxas cobertas de seu hyung, apertando-as possessivamente. Cansado de brincar com o mais velho, YoungJae abocanha de uma vez o membro de Himchan, louco por sentir a desconhecida textura em sua cavidade quente, mesmo impossibilitado de ver a tão esperada reação de Himchan, sabia que pelos gemidos prazeroso estava fazendo um bom trabalho.
O rapaz de pele pálida mantinha a respiração descompassava, seu peito sobia e descia apenas por ver YoungJae tão submisso em sua frente, fazendo algo que até então era um sonho para si. A visão privilegiada dos movimentos de vai e vem frenético da cabeça de YoungJae excitavam cada vez mais Himchan, obrigando-o a levar uma das mãos até os cabelos levemente tingidos em ruivo do menor, apertando com força as madeixas entre os dedos, ditando uma nova velocidade á seus movimentos.
Himchan gemia baixo, todo cuidado era pouco já que estavam na escola, um lugar não muito comum para se fazer esse tipo de coisa. Devido aos fortes movimentos contra sua cavidade bocal, YoungJae sentia o topo do membro de seu hyung bater fortemente contra sua garganta, e sentia o corpo do mesmo rechear-se por espasmos, alertando que seu ápice chegava o quanto antes.
Não querendo acabar com a brincadeira, YoungJae, contra vontade de seu hyung, parou seu trabalho no mesmo com uma última lambida da base até o topo, depositando em seguida um beijo carinhoso na glande e fitando a feição banhada em desejo de Himchan, criando um sorriso perverso nos lábios em perceber que Himchan continuava ereto, louco por satisfação.
Retirou do bolsa de sua calça o brinquedo de silicone lilás, um anel peniano, posicionando o mesmo na base do membro e ligando-o na parte superior, iniciando uma vibração delirante ao corpo mais frágil. As costas do mais velho se arquearam assim que o brinquedo começará por vibrar em si, proporcionando-lhe uma sensação ótima, uma insanidade por luxúria que jamais havia tomado seu corpo.
- Ah Youngiiiie, ai, isso é tão bom. - Himchan disse imerse aos tantos gemidos que queriam sair de sua garganta, uma de suas mãos iam em direção ao seu membro, querendo por apertar a glande e sentir a vibração em sua palma, porém foi impedido.
- Não se toque até eu voltar. Ouviu bem? - YoungJae ditou em sussurros ao pé do ouvido do moreno, mordendo o lóbulo de sua orelha após a confirmação de seu hyung.
O menor afastou e abriu a porta da cabine, averiguando que não haveria pessoas presentes no banheiro. Aliviado, fechou a porta devagar sem antes fitar a expressão de deleite de Himchan, tentando refugiar a súbita excitação que insistiam por subir em seu baixo ventre. Afastando tais pensamentos, decidiu-se por sair de vez do banheiro, teria que voltar á sua sala após essa demora de longos minutos, minutos que, em sua cabeça, se passaram como raios de luz, nem sequer sentiu que o tempo passou enquanto fazia tais coisas com Himchan.
Ao ouvir a porta de entrada ao banheiro ser fechada, Himchan gemeu alto, sem pudor algum. Era angustiante sentir seu pênis vibrar sem esforço algum, o desejo de tocar crescia a cada momento. Sentiu as gotas salgadas do suor escorrer por sua testa e traçarem um caminho lento até seu queixo, a vibração em seu baixo ventre aquecia-lhe por inteiro, sentia-se mais louco por desejo do que nunca e aquele aperto em volta apenas ajudava nisso.
YoungJae, que acabará de adentrar em sua classe, havia dado a desculpa que estava resolvendo alguns problemas do Clube de Cálculo com alguns integrantes, por isso havia demorado em sua demora. DaeHyun o olhava desconfiado já que YoungJae havia dito que tinha ido ao banheiro e não tratar de assuntos do clube, algo que não era do feito de YoungJae.
A aula prosseguia normal, o professor de história, Kang Ho Dong* explicava sobre a guerra da Coreia, por mais que seja um tópico conhecido por todos os coreanos, sempre era bom revisar esse marco histórico da Coreia do Sul. Cinco minutos haviam passado dês que YoungJae deixou Himchan sozinho no banheiro, estava preocupada se alguém o visse, além do mais, não pode se usar o anel peniano por muito tempo, teria que continuar com seu jogo o quanto antes.
Recordava-se do prazer de ter o membro do outro em contorno com seus lábios, de sentir a textura sensível do mais velho e ao vê-lo líbido de gemidos, provocando as mais gostosas sensações em si. Olhou discretamente para o relógio preto de pulso, com receio de ver quantos minutos haviam se passado e surpreendendo que mais cinco minutos passaram diante á si, deveria voltar para Himchan o quanto antes.
- Alguma pergunta? - O professor proferiu as alunos, querendo por esclarecer as possíveis dúvidas e interrogações que, ao decorrer da explicação, criaram em suas mentes. YoungJae levantou á mão sinalizando que queria lhe dizer algo.
- Professor, posso ir ao banheiro? - Perguntou YoungJae, fazendo que risos abafados dos colegadas de classe marcassem presença no cômodo.
- De novo? - Tanto o próprio professor quanto DaeHyun estranharam essa vontade do mais inteligente, fazia apenas dez minutos que havia voltado e já desejará por sair novamente. YoungJae apenas acentiu envergonhado, tentando sinalizar o quanto precisa ir ao banheiro.
- Tudo bem. Pode ir YoungJae, não demore muito!! - Professor HoDong disse sorridente, aquele sorriso do qual seu rosto rechonchudo escondia seus olhos pequenos. YoungJae levantou em um pulo, correndo em direção a porta pronto para descer os degraus precisos até o banheiro do segundo andar.
DaeHyun olhava desconfiado para a guarda de seu namorado, tentava esconder, porém a ponta do gélido ciúmes se amostrava, ele tinha certeza que, talvez, YoungJae havia de se encontrar com aquele moreno, já que o mesmo era acostumado em não ir a algumas aulas. Ou isso, ou simplesmente uma vontade repentina de ir ao banheiro, o que não era muito comum de seu namorado, porém a resposta só viriam se o mesmo demorasse a voltar.
Devido ao horário de aulas, os corredores estavam desérticos, nem ao menos inspetor dos corredores se encontrava por lá, apenas os sons das vozes altas dos professores eram escutados por entre as paredes, alertando que poucos se iriam se aventurar á sair das mesmas. Apertava o passo e pula alguns degraus, aumentando a velocidade de seu corpo até chegar ao segundo andar do colégio. YoungJae estava em seu terceiro e último ano por lá, e como cada andar é divido por séries cursadas por alunos do ensino médio, a distancia entre eles era maior.
Ele tentava parecer calmo, porém a imagem de Himchan vinha á sua mente e, mesmo negando, sentia um leve puxar em seu baixo ventre, sinal explícito que teria que chegar logo ao banheiro do segundo andar, entrar na cabine do meio e acabar com isso de uma vez por todas.
Abriu um sorriso assim que viu a porta do banheiro, correndo até a mesma. Uma amargura se presenciava em sua garganta, poderia haver possibilidade de ter alguém além de Himchan nesse banheiro e com certeza escutado o mínimo ruído que o vibrador fazia. Porém, seu receoso sentimento foi aliviado ao ter certeza que não haveria ninguém á mais por lá.
Ao entrar e fechar com cuidado a porta do banheiro, ouviu ao longe os baixos múrmuros sofridos de Himchan, apenas isso foi capaz de acordar a excitação já adormecida em si. A porta da cabine que estava levemente encostada foi aberta por YoungJae, tendo á sua frente a visão privilegiada da luxúria de seu hyung.
Himchan se deliciava com a vibração que o leãozinho lhe proporcionava, era uma sensação excitante, mantendo-se rígido por muito mais tempo do que era capaz. Mordia seu lábio inferior violentamente afim de refugiar os gemidos que insistiam em sair, jamais havia imaginado que estaria assim no banheiro da escola, e com certeza não quer que ninguém veja essa imagem deplorável de si. A vontade de segurar seu membro crescia a cada vibrar por volta do mesmo, e ao ver YoungJae o observando não sentia vergonha, tão pouco timidez, apenas queria se satisfazer logo e se prender á tocar-se era uma tortura.
- Ah, Youngie…me ajuda… - E após trancar a porta da cabine, YoungJae devagar foi ao encontro do membro de Himchan, segurando com a palma da mão fria a glande já enchada. Himchan sentiu-se arrepiar todo com esse toque gélido em sua sensibilidade, arrancando de sua garganta um gemido doloroso. A outra mão de YoungJae fez caminho até o anel peniano na base do membro alheio, desligando a vibração e tirando o mesmo em seguida. Himchan não conseguia mais segurar os gemidos e tampouco se importava se alguém o ouvisse, não poderia refugiar essa sensação que lhe proporcionava espasmos em todo seu baixo ventre.
Assim que YoungJae tirou o anel peniano, o mais velho sentiu seu corpo todo ser coberto pelo alivio de não ter mais algo prendendo sua ereção. Os espasmos tornaram-se mais presentes e quando menos esperou, gemeu dolorosamente assim que um jato de gozo expeliu-se de seu membro, melando a mão de YoungJae que se encontrava em sua glande, apertando-a cada vez mais. O sêmen sujou desde sua palma até as aberturas entre os dedos, fazendo-o levar a língua até o topo do órgão e limpar a região por lá, sentindo novamente o prazer do gosto agridoce do outro.
Himchan, que ainda estava sob a sensação pós-orgasmo, apenas sentia a língua quente do outro dançar sobre sua glande, o estasiava cada vez mais. O mais novo deixou de dar atenção á sua glande e fitou sua mão suja, levando a mesma até sua boca, lambendo eroticamente cada um de seus dedos, provocando de uma forma direta o moreno a sua frente, mostrando bem o branco que pintava o vermelho de sua língua e não deixando de saborear cada detalhe.
O mais velho estava sem forças, e com muito esforço o menor o levantou e prensou-o contra a porta fechada, abaixando cada vez mais a calça do mesmo, deixando-a na altura dos joelhos, posicionando atrás dele, segurando fortemente pela cintura. YoungJae respirava pesadamente contra o ouvido do rapaz a sua frente, inspirando toda a essência da pele do pescoço de Himchan, depositando breve selares por toda região até sua orelha, novamente, lambendo de uma forma provocativa o lóbulo do mesmo.
Desajeitado, o menor tentava tirar suas vestes de baixo, das quais já lhe doia o membro e necessitava muito das junção dos corpos, o fogo do pecado que corriam as veias e o prazer da realização de um desejo, impuro, porém concedido. Seu membro ereto bateu contra as nádegas fartas de Himchan, separando-as fortemente e deixando amostra a entrada rosada do outro. O mais velho espalmou as mãos contra a madeira tingida em azul escuro da porta da cabine, pressionando com força as pálpebras esperando pelo o que viria.
YoungJae masturbava-se lentamente, querendo que o pré-gozo que saia de sua fenda fosse usado como lubrificante provisório e improvisado. Não queria machucar seu moreno, porém não tinha escolhas nesse momento. Ele necessitava disso tanto quanto antes.
- Você é só meu idiota, né? - Afastou-se um pouco do outro afim de se posicionar membro na entrada do outro. Após a confirmação do outro, pressionou a glande molhada contra a entrada de Himchan, impondo uma mínima força em seu membro para que adentrase ao poucos, sem machuca-lo.
- Aaaaaah…isso dói - O moreno gemeu baixo, se afogando no mar doloroso do prazer, do qual sabia das vantagens, porém desconhecia as dores e perigos. YoungJae parou de empurrar seu membro contra si, esperando até que Himchan desse algum sinal que havia se acostumado com a repentina invasão em seu interior, e afim de acalma-lo, depositava beijos molhados por todo pescoço do moreno. Um ato carinhoso, cuidadoso e preocupante diante da mente de YoungJae.
Himchan remexeu-se contra o corpo alheio, deixando bem claro que os movimentos já poderiam começar. O menor iniciou em uma velocidade lenta, torturante, como se tentasse conhecer cada centímetro do outro. O garotos de cabelo em um tom avelã escuro gemia discreto, aumentando os movimentos contra Himchan cada vez mais, as estocadas passaram á serem rápidas, fortes, chegando á serem violentas. O moreno sentia o gosto metálico novamente ser presente em seus lábios devido a força que mantinha á morde-los e prender os gemidos.
A cada investida, sentia seu interior se aquecer contra si, se contrair pela sensação de ser dominado, usado por prazer, ser posto como um objeto idiota de brinquedo, nada ofensivo, soava mais como algo divertido. A dor das estocadas não doía, tampouco a dor do xingamento, o que machucava era o fato que nunca terá YoungJae cem por cento para si. E esse divertimento estava de bom tamanho para Himchan.
- Jae… você está aqui Jae? - Os jovens ouviram a familiar voz de DaeHyun ressoar no banheiro á procura de seu namorado que havia saído de sua classe já faz muitos minutos, porém nada que fizesse YoungJae parar suas investidas. Himchan começou a soar frio, fixando seu olhar no piso, sentia que seus dedos poderiam ser capazes de perfurar a madeira fria por tamanha ansiedade, estava com medo, isso era um fato, porém nenhum sacrifício seriam melhor que o de sentir seu amado em si da forma mais pecaminosa possível.
Retirou seu membro do interior alheio, afastando-se e sentando com cuidado no sanitário, batendo nas próprias coxas como um pedido mudo para que ele sentasse em si. Himchan o olhava com medo, porém não foi contra si, mesmo ouvindo os passos lentos de DaeHyun pelo largo banheiro, tinha medo que o moreno decidi-se por abrir as portas das cabines atrás do namorado.
Com receio, foi até o menor, segurando o membro e posicionando a glande molhada em sua entrada, sentando lentamente sob YoungJae, criando novamente aquele bom sentimento de se sentir completo, conectado com alguém por quem sentia coisas “estranhas” sobre. Algo que o excitava apenas por esse fato.
- Ah, tente não fazer barulho por causa disso. - YoungJae disse baixou com um sorriso perverso em seus lábios, circulou a cintura do outro com um dos braços, afundando seu membro cada vez mais em si.
- Ai, isso o que? - Himchan perguntou em curiosidade, sentindo que apenas por estar parado sobre YoungJae, a glande do outro encostou de leve em sua próstata sem esforço, tão delirante que desejava em se mexer em sentir mais disso, passando á rebolar contra o membro, se esquecendo que um curioso estava presente atrás do namorado, não ouvindo os passos fortes e insistentes que os sapatos de DaeHyun faziam contra o piso.
Nenhuma resposta falada foi dada, o menor levou a mão vaga até a boca de Himchan, tampando-a, enquanto em seguida mordeu o pescoço alvo do outro, cravando-lhe os dentes como uma forma de domínio, marcando o que lhe pertencia, por ventura dos sentimentos ou não. Lágrimas tímidas escaparam dos olhos de Himchan, YoungJae mantinha uma força incrível em sua mordida, e tentava de, alguma forma, investir forte contra Himchan, mesmo com a posição não muito favorável á si.
YoungJae deixou de morde-lo, passando a chupar o local com possessão, marcando todo o pescoço de seu amado idiota. Himchan guardava os gemidos para si, apenas a possibilidade de DaeHyun descobrir o que eles estavam fazendo já o assustava, não gostava de vê-los juntos, mas também não desejava mal ao relacionamento deles. O atrito dos corpos cresciam á cada rebolada que Himchan proporcionava contra o membro insatisfeito de seu colega, fazendo com que sua próstata fosse judiada sempre, e deixando que a tendencia das dores dos gemidos aumentassem cada vez mais.
- Será que o Jae foi até o banheiro do primeiro andar? - Assim que o som da porta de entrada ao banheiro ser fechada, indicando que DaeHyun não estava mais por lá, um alívio bateu contra o tórax de Himchan, afastando a mão de sua boca e podendo, enfim, gemer o nome do outro o quanto quisesse, sem restrições alguma.
- Aaah, isso dói Yongiiie. - Naquele típico tom manhoso disse ao mais novo enquanto rebolava sobre si, em uma forma lenta e torturante, torturando a si próprio com a dor da invasão. Ele nem ao menos se importava com a dor, era recíproco, o que importava era que estava fazendo o que mais queria com quem mais estranhava da forma mais excitante existente. Perguntava-se mentalmente se há uma sensação melhor que essa, de ter seu corpo domado, submisso, totalmente exposto e entregue á alguém.
YoungJae gemia baixo no ouvido de Himchan, levando uma das mãos até a cintura do mais velho afim de ditar novos movimentos á aquela nova aventura que estavam passando. Os movimentos tornaram-se mais frenéticos, chegando em uma velocidade quase não humana, impondo uma força que até o próprio YoungJae desconhecia. O sobe e desce de Himchan e a visão delirante de suas costas apenas ajudava o menor a se excitar mais, desejando por mais e mais do aperto que seu interior fazia contra seu membro.
O membro, que se apertava nas paredes do maior, batia constantemente a glande na próstata do mesmo, deixando-o mole, sem reações, apenas louco na embriaguez que os movimentos causavam ao seu corpo. Os garotos sentiam que o orgasmos já estava próximo, e apenas mais algumas investidas e ambos liberariam os prazeres que essa aventura havia os dado. Himchan foi o primeiro á chegar, novamente, ao seu ápice, expelindo seu jato branco contra a porta da cabine e contraindo-se por inteiro, YoungJae diminui a velocidade assim que a entrada do outro passou a judiar de seu membro e, sentiu o orgasmo mais presentes em si, não tardando para que enchesse o interior do outro com se sêmen.
Ambos gemeram satisfeitos, tentando buscar o tão aclamado oxigênio que não encontrava mais em seus pulmões, respirando com uma certa dificuldade. Himchan encontrava-se mais cansado que nunca, nunca havia passado por sua mente que uma foda tão proibida fosse tão boa, desejava repetir isso mais vezes e em lugares tão inusitados quanto esse.
- Não me importaria de ter um idiota como você comigo, mesmo que seja as escondidas. - Himchan sorriu feliz, era um sinal bom para si e para seus sentimentos, talvez ser usado como desvio da atenção que o outro dava para o namorado seja algo bom, ele não se importaria também, desde que YoungJae demonstrasse algo “estranho” á si.
E um beijo final foi dado, romântico, carinhoso, diferente de quaisquer beijos trocados com DaeHyun, um beijo amável, calmo, sem demoras, sem importância alguma de seus atrasos. Talvez, um entre tantos, nunca se sabe o que uma troca de beijos e intimidades pode causar á alguém. Os sentimentos de ambos, já confusos, não sabiam o que seria deles daqui para frente, mas o que viesse seria bem-vindo para eles.
Apartaram o beijo, e se separaram afim de arrumarem as vestes e, desejando em sair de uma vez por todas daquele ambiente, ninguém saberia que foram eles que fizeram aquilo, tanto o ato tanto a mancha presente na porta do banheiro, era algo improvável. Ambos saíram do banheiro, sorrisos sacanas abrangiam os lábios dos garotos aventureiros, da qual, essa coisa física, a matéria e o contato, nunca foram tão satisfatórios para Himchan. Um zero nunca foi tão bem “recebido” como esse.
A única preocupação de Himchan seria como explicar aquela enorme marca em seu pescoço….
Apenas digo isso pro Dae: LEVANTA A CABEÇA PRINCESA SENÃO O CHIFRE CAI!!!. (http://1.bp.blogspot.com/-A-4Jm7w-dxE/Tcq2YlNrz_I/AAAAAAAAA4w/_BtxfVvBMbg/s1600/anel_vibro-1.jpeg) Pra quem não sabe, não se pode ficar com anel peniano por mais de 30 minutos. O motivo eu não sei, acho que a biluguinha cai né, sei lá NNN. Senhor Kang é o manager do B.A.P e Kang Ho Dong é um MC que já apresentou Star King e Strong Heart. Simplesmente odiei o lemon, aff.Agradeço á quem leu, obrigada mesmo <3
Título: Marry Me (Casa Comigo); Couple: DaeJae (B.A.P); Gêneros: Shonen-Ai, Yaoi; Avisos: Homossexualidade;
Sinopse: “Aquele sorriso que trajava não era atoa, o brilho que ele emanava e a combinação dos risonhos olhos tinham um motivo além. Ele estava feliz em mostrar a joia para as câmeras das fãs, não tinha vergonha daquele anel caro, tinha um orgulho imenso por isso, enfim seu maior desejo, seu sonho, havia se tornado realidade. Era tudo que mais queria.”
N/A: Era para ser uma drabble super rápida, não é uma drabble, mas é suuuuper rápida, nossa LOL. Ela está meio sem graça, talvez por eu ter escrito nessa madrugada, morrendo de sono e com pressa, mas foi um surto de repente, eu me senti obrigada a escrever ela, mesmo tããããão sem graça que ficou. *http://bapjjang.com/2013/02/25/entrevista-para-a-soty/#more-3765. Pra quem não sabe de qual anel digo, é esse (https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/482678_437632066319467_531142245_n.jpg) e não faço ideia se ele é dourado, creio que seja bronze, e nem sei se isso é uma caveira LOL. Óbvio né pessoas, é uma FICTION, se isso tivesse acontecido seria A realização dos meus sonhos. Boa Leitura, desculpe qualquer erro <3
Narrado Em Terceira Pessoa
As eufóricas fãs aqueciam os corações do seis jovens, o simples fato de estar perto de seus ídolos já era reconfortante, um momento perfeito para tirar diversas fotos como recordação desse dia memorável á elas. Mesmo sério, o vocal principal moldava sempre o melhor dos sorrisos, o mais verdadeiro dos sentimentos era transparecido pelo mar. imerse de felicidade que seus olhos compartilhava ao mundo, o riso estérico não era despercebido, e por mais que disfarçasse a alegria em estar perto das fãs e com aquilo em mãos, não conseguia. Era mais forte que ele.
Aquele sorriso que trajava não era atoa, o brilho que ele emanava e a combinação dos risonhos olhos tinham um motivo além. Ele estava feliz em mostrar a joia para as câmeras das fãs, não tinha vergonha daquele anel caro, tinha um orgulho imenso por isso, enfim seu maior desejo, seu sonho, havia se tornado realidade. Era tudo que mais queria.
❤ ❤ ❤
“Estavam no prédio da TS, YongGuk discutia sobre o possível próximo álbum que, de acordo com seus superiores saíra nos próximos meses, e na posição do grupo. Os membros restantes que estavam na sala, viam alegremente a entrevista que haviam dado á SOTY*, claro que uma ponta de tristeza não deixava de habitar os corações melancólicos pela falta de Himchan, ele fazia muita falta, porém os garotos sabiam que a omma do grupo não gostaria de vê-los tristes por isso, encorajando-os á prosseguirem com as atividades normais.
O clima entre eles era divertido, sempre que viam a entrevista de um dos colegas, comentavam o que achavam da resposta que havia dado. Zelo e JongUp sempre questionavam o “por que” de seus hyungs terem dito tais coisas quando poderiam dar uma resposta mais elabora, sem tanta seriedade, os mais velhos apenas respondiam que era questão de profissionalismo. Manter a face de um verdade ídolo coreano sério, dedica ao trabalho, amável com todos e sempre disposto a sorrir mesmo não querendo não era fácil, e essa responsabilidade pesou nas costas dos jovens. Mas não um pessoa que incomoda, mas sim aquele que ao andar companhado do mesmo, te fortalece, demonstrando que seus erros são vistos como acertos em pontos de vistas aleatórios.
Ao verem a entrevista de DaeHyun, o vocal principal e um dos visual do grupo, a curiosidade de Zelo se encheu, formulando em sua cabeça a pergunta que o persuadia fazia um tempo e que não via uma maneira menos constrangedora de o perguntar. Porém, o momento era agora, ele não iria deixar o gosto amargo de ser curioso subir-lhe a garganta, perguntaria de uma vez por todas.
- Hyung, por que você quer tanto assim casar? - O mais novo perguntou, sua expressão curiosa era nítida aos seus hyungs.
- Não sei, eu apenas quero. Ter alguém por perto alguém que goste de você parece muito bom. - DaeHyun respondeu em desdém, não dando muita importância para a pergunta do mais novo, já era comum lhe perguntarem tal coisa.
- Eu gosto de você! - Divertido, o maknae alegou, fazendo com que os presentes no estúdio rissem da forma meiga que havia dito.
- Não dessa forma Jello. - Envergonhado com as palavras do mais novo, DaeHyun ria abertamente, tentando esconder com a mão seu largo sorriso exagerado.
O príncipe de Busan sentiu uma mão tocar-lhe de leve no ombro, fazendo com que sua face fosse virasse em direção á dono da mesma. Yoo YoungJae, o rapaz fisgará seu amor de uma forma inacreditável, quase inexplicável aos olhos de DaeHyun, as escondidas de todos, eles trocavam caricias, amores, beijos, intimidades ou apenas passavam minutos olhando para o outro, procurando na face do amado o que nunca havia achado até então; O amor. Não era mentira quando dizia que o amava, mas dizer isso em lugares públicos era perigoso, as paredes tinham ouvidos e olhos, qualquer palavra mal usado seria contra eles e a única escolha era guardar esse sentimento, por mais que fosse doloroso.
- Hyung, venha cá. - DaeHyun apenas assentiu com a cabeça, seguindo YoungJae até o quarto divido por todos, deixando os maknaes sozinhos na sala. Assim que adentraram o cômodo, YoungJae trancou a porta, seria um momento muito importante para si, não queria ser incomodado por ninguém.
- Aconteceu algo YoungJae-ah? - Via que o mesmo remexia os dedos como se algo ocupasse a palma de sua mão. O mais novo enlaçou a cintura fina de seu hyung, fixando seu olhar na face confusa de seu amado.
- Sabe, a gente já está junto faz um tempo, é um relacionamento que, creio eu, nem as BABYs nem a mídia fazem ideia que existe. Vivemos em uma sociedade preconceituosa, e tentamos ser discretos com isso, mantendo uma distancia fora e dentro do palco, um passo em falso e nosso amor desmorona por nossa causa. - Uma de suas mãos se desvincilharam do aperto na cintura alheia, passando a brincar com sua mão, tentando colocar o anel na forma menos previsível possível -Porém, eu pensei nesses tempos e mesmo com todas essas complicações que passamos e passaremos, não evitei em pensar o quão especial você é á mim hyung. É errado, mas você quer errar comigo? - Disse assim que a joia deslizou por completa no dedo anelar de DaeHyun, surpreendo o moreno á sua frente, ele sequer esperava por isso.
- Mas isso é um anel de uma caveira* YoungJae-ah!!
- Não, olha isso. - Delicado, retirou a pequena caveira de brilhante, dando uma nova forma ao anel - Ela é dourada e tem nossos nomes, é como um disfarce sabe.
- Você está falando sério…? - Perguntou com um largo sorriso nos lábios, transbordando a felicidade que sentia em rios de lágrimas doces, controlando-se para não chorar de vez.
- Acha que eu brincaria com isso? - O respondeu da mesma forma, meio envergonhado com seu ato assim, tão repentino á ambos, porém preciso ao amor que sentiam. Os braços fortes de YoungJae puxaram DaeHyun para um forte aperto, afundando o rosto do amado na curva de seu pescoço e sentindo o quão quentes suas lágrimas eram. DaeHyun correspondeu ao abraço ao sentir que um beijo foi depositado em seu pescoço, passando seus braços na cintura alheia e inspirando com vontade o doce aroma que a pele de YongJae emanava.
- É um amor que só você e eu sabemos neste mundo. - Cantou-lhe ao pé do ouvido o trecho de Secret Love, a música mais romântica do grupo, até então. Se DaeHyun já estava emocionado com aquela indireta declaração, agora ele se sentia amado, importante, e até mesmo exclusivo.
O abraço foi minimamente apartado, mantendo apenas os olhares juntos, analisando a íris alheia como se fossem o mais belo quadro já visto, o mais belo céu ao anoitecer, o sol que pintava o céu no típico degrade de final de tarde, uma peça valiosa que poucos tinham guardada na caixa de veludo vermelho; Eles analisavam o amor do outro.
Falam que os olhos são o espelho da alma, refletindo os verdadeiros sentimentos de DaeHyun em um par de olhos negros, emocionados, dizendo com palavras não ditas o que a garganta não deixa proferir e a mente não deixa formular. E YoungJae via que sua alma caía por amores, apaixonada por já amava e que passou a amar ainda mais, se é que isso é possível.
Aos poucos a distancia que os impediam não existia mais, dando a vez para um beijo apaixonado. De principio, um tímido encostar de lábios, sentindo apenas a textura macia que os lábios alheios proviam. Um pouco desajeitado, DaeHyun decidiu por aprofundar o ósculo, passando a língua atrevida no lábio inferior e adentrando a cavidade em seguida, provando de seu verdadeiro néctar, descobrindo seu mais novo vício, um do qual não desejaria largar o tão cedo.
As línguas buscando por espaço, querendo conhecer cada canto do que lhe pertencia. Era um beijo romântico, provido de todos os sentimentos contidos nos jovens corações, algo calmo, do qual descobriam detalhe por detalhe, nada era deixado de lado afim de partilhar a paixão que sentiam. DaeHyun levou uma das mãos até a nuca de YoungJae, pressionando-se contra si, querendo sentir mais desses choques prazerosos que a língua de YoungJae proporcionava.
YoungJae, inexperiente que era, apenas seguia os movimentos de DaeHyun, como se seu hyung estivesse o ensinando uma nova forma de divertimento, prazer, uma sensação ótima que apenas pelo toque já arrepiava-o os pelos da nuca. Os pulmões já suplicavam por ar, obrigando que o casal apartassem o ósculo.
Antes de se separarem, DaeHyun mordeu o lábio inferior de seu amado de uma forma possessiva, não mediando a força em seus dentes. O que ele queria era que marcasse, que o mundo soubesse que Yoo YoungJae pertence á Jung DaeHyun e sempre pertencerá. Ao ver que um pouco de sangue insistia em sair de seu lábio, voltou a beija-lo em fervor, sentindo o gosto metálico invadia-lhe a boca, fazendo com que alguns gemidos abafados fossem escapadas por entre o beijo.
O mais velho, afim de cessar o ósculo antes que alguém veja, depositou um breve selar nos lábios emaculados do menor, como um pedido mudo de desculpas pelo machucado, desejando que o machucado não ficasse tão explicito assim. Um pouco tímido devido ao beijo, os sorrisos esboçavam algo inexplicável, além do amor, além da felicidade. Um amor que não tinha um “era uma vez” ou “felizes para sempre”, um amor lindo, nunca jamais visto por eles, nada de contos de fadas, a realidade que intrigava os corpos, abraçava as almas e alegava que enquanto o eu te amo prevalecer, tudo será verdadeiro.
- DaeHyun-ssi, eu te amo, e muito.”
❤ ❤ ❤
- DaeHyun-ssi, você parece muito feliz hoje!! - YoungJae, ao seu lado, comentou em um tom baixo, quase impossível de se ouvir com tamanho barulho que o local tinha, porém DaeHyun ouviu com perfeição.
Seu amado voltou sua face á si, o olhando com aquele típico sorriso moldado em seus lábios carnudos, largos e mordíveis, dos quais guardava um profundo desejo de toma-los ali, naquele instante, porém não iria decepcionar á si mesmo.
- YongJae-ah eu te amo, e muito. - O movimento dos lábios de DaeHyun não passou despercebido por YoungJae que, constrangido pela confissão assim, tão publica e perigosa, apenas sorrio e olhou para baixo, levando uma de suas mãos por baixo da mesa, procurando pelo conforto e calor que a mão de DaeHyun tinha. Não tardou até que as mãos se encontrassem e entrelaçassando os dedos, um contato tão simples, tão perigoso, que esse momento era marcante á eles.
Eles tinham certeza que o amor era verdadeiro, dês do mero ato de trocarem palavras aleatórias até como os olhares de cruzavam. Pequenas coisas que aqueciam os corações ingênuos de ambos, tendo consciência que o “eu te amo” não será da boca pra fora, no ato intimo ou apenas. Será a prova que o amor não tem medidas, escolhas, valor ou ética. Você apenas ama. E eles se amam, mesmo errado de todos os conceitos do mundo, isso não impediria de se amarem.
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N/A: Pois bem, com esse capítulo estamos chegando na reta final de PC, mais dois e a fic -enfim- acaba, nem creio!! Se quaisquer duvidas ou mal entendidos surgirem sobre o decorrem do capítulo, por favor, me falem. Desculpe quaisquer erro de ortografia, eu mesmo que beto parágrafo pro parágrafo, então já viram né. Boa Leitura <3
Narrado em Terceira Pessoa
Os olhos não acreditavam no que viam, tamanha desconfiança que os rios cristalinos se secavam, cessando o choro inquieto que tanto se abrigava nas gargantas dos jovens rapazes. As mãos, mesmo ocupadas pelo aberto ao corpo do outro, estavam trêmulas, ansiosas.
YoungJae á sua frente tinha a pessoa que lhe entregou o coração, o mais puro sentimento contido nos vínculos de seu ser; a pessoa que amava, amou, ama e sempre amará, por mais que machuque. DaeHyun, em seus braços, tinha quem corrompeu a pele, cravou o erro oblíquo de seu nome no ato mais pecaminoso feito por si, do qual perdeu a cabeça por tamanha insanidade que o mar de arrependimentos o afogava.
- DaeHyun… - Em um fio de voz, YoungJae proferiu, demonstrando toda a dor que tal nome trazia para sua cordais vocais, nem ao menos teve consciência que o nome do amado havia lhe escapado dos lábios.
Os presentes na encantadora floricultura observavam o reencontro do casal em total silencio, memorizando com cuidado cada gesto que os jovens chorosos faziam, não deixando escapar detalhe algum. A mãe de YoungJae conhecia esse sentimento que seu filho mantinha, não achava errado dois homens se amarrem, são dois seres humanos provindos do ato amar e, afinal, o que tem de errado amar alguém?
Amor é algo lindo, muitos não tem noção disso e o descartam assim, como se fosse um mero papel com três palavras insignificantes. Porém amar alguém por seis anos, desconhecendo seu rumo de vida, projetos sucedidos, amores passageiros, desencontros, encontros, talvez até mesmo as impurezas que habitavam sua pele, era algo magnifico, pois o amor é cego, não se ve quem se ama, você apenas sente o amor, sem julgamentos ou pré-supostos algum.
Os outros dois, Zelo e JongUp, viam a cena felizes pelo casal, eles por mais imaturos que sejam, escondiam o amor do mundo, tinham medo dos pais, de serem expulsos de casa ou verem dedos apontados em seus narizes. Medo do preconceito. JongUp por mais que estudasse em um colégio diferente, fazia questão de caminhar quinze minutos até o colégio do loiro, passando umas poucas horas entre conversas, doces e carícias. Ironia do destino ou não, eles se conheceram quando Zelo e alguns amigos foram até o tio vidente do moreno. Zelo tinha uma paixão enorme por skates, e a praça da qual JongUp e seu tio sempre ficavam, era perfeita para loops e manobras.
JongUp se lembra que após seu tio vincular a mão macia do maior, vende entre as linhas seus futuro, o moreno lhe disse “Você é alguém tímido, porém extrovertido. Apenas lhe digo para voltar sempre ao lugar que mais se sente a vontade, que sua felicidade se esconde aonde menos se espera”, e após isso, Zelo sorriu agradecido, prometendo voltar sempre á esse parque pois tinha certeza que, assim como sua paixão por skates amava esse lugar, ele amaria alguém que o habita, encontraria a felicidade por lá assim como se encontra a sorte em pequenos trevos de quatro folhas. E ironicamente ele encontrou. Passando esse amor de troca de olhares para sorriso, encontros, abraços e beijos demorados.
Clichê, talvez?
Mas para os dois o amor em si é um clichê, e todos que ama são bregas. Eles estão felizes pelo casal, mas a aura negra que emanava dos dois alertava o contrário. Ao apartarem o abraço, DaeHyun visualizou todo o possível desgosto que os brilhos escuros dos olhos do amado transmitia, aumentado cada vez mais a esquecida depressão que ainda habitava em seu interior.
- Você vai me explicar isso? - Em um suspiro, YoungJae perguntou após tirar de seu bolso algumas fotos suspeitas, vendo em seguida o moreno á sua frente converter-se em surpresa. Minutos de silêncio pairaram entre os dois até que DaeHyun alegou em tristeza, com uma voz chorosa e dolorosa “Eu explico”.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
FLASH BACK
Aquele típico estacionamento estava mais desértico que nas outras vezes, o alto preço alegava o porquê de poucos motoristas arriscarem estacionarem por lá. YoungJae, que havia acabado seu período na lanhouse que trabalhava, apressava o passo afim de chegar o mais rápido em seu carro preto. Ainda estava sob o efeito do nome, porém não demonstrava emoção alguma, sequer queria lembrar disso, queria apagar de sua mente, mesmo que seja impossível apagar de sua pele.
O suéter xadrez escondia a social branca, o sinto de couro mantinha afivelado o jeans escuros, seus mocassins bem poluídos geravam uma imagem superficial do rapaz, traçando as linhas de sua inteligencia que o óculos de armações arredondado fazia. Sua aparência estava normal. Tudo aparentava normal, mas o que mantinha por dentro não tinha máscara para camuflar a dor, dava o melhor de si para manter-se forte, assim como das outras vezes. Ele estava despreocupado, a presença de Himchan, que estava á metros de distancia do menor, passava despercebido á sua atenção.
“Mostre á ele as fotos e diga para fazer tudo que mandar. Cuidado que essas são as únicas cópias que eu tenho. Confio em você.” YongGuk lhe ordenou em um tom ríspido antes de Himchan sair de seu apartamento. Himchan, que tinha os cabelos loiros platinados, estava receoso pelo o que iria fazer.
Pela manhã havia feito aquilo consigo, nem o próprio acreditava nisso. Tinha pregado nos vínculos internos de sua mente que aquilo foi feito de mal agrado, apenas para satisfaze-lo, e fazer com que o menor obedeça-o. Um mimo, sem amor, sem carinho, sem sinal de sentimentos. Algo feito por fazer. Depois do gracejo, foi então que YongGuk o ordenou, jogando a meia dúzia de foto no colo do menor, mandando encontrar YoungJae o quanto antes. Assim como antes, Himchan sabia o local e horário que o estudante ia até o estacionamento para voltar á sua residencia após o fim do turno, afinal, Himchan sempre o observava.
E agora, á poucos metros de distancia, observando-o em sua procura pelas chaves nos bolsos frontais da calça, respirava coragem e inspirava receio, á cada passado dado realizava-se se era o correto a ser feito. Se foi a melhor escolha em um todo. Afundou as mãos nos bolsos de seu moletom preto, suspirando em fracasso, apertando o passo até YoungJae antes que o menor adentrasse no veículo e partisse.
Dessa vez Himchan seria verdadeiro, não iria usar a máscara de sua manipulação para dominar YoungJae. Contaria á ele a verdade por detrás dessas fotos polairod, nem que pagasse um preço alto por isso.
Apenas por pensar no sofrimento que o garoto teria, uma amargura descia-lhe pela garganta; como se fosse o ácido do arrependimento, queimando os interiores de seu corpo e tornando sua alma em fumaça. Passou pela entrada ampla do estacionamento, chegando á tempo para tocar-lhe no ombro como uma forma de desviar a atenção de si. YoungJae ao dar-se conta de quem era, traço um sorriso comum nos lábios, tentando demonstrar que mesmo com a cachoeira de problemas em sua mente, não deixaria de demonstrar felicidade perante á quem quer que fosse.
- Boa tarde hyung, quanto tempo, não? - Disse simpático abrindo mais ainda seu sorriso. Himchan de nada respondeu, manteve seus olhos fixados no ônix alheio, percebendo bem que os mesmos estavam levemente avermelhados devido as horas gastadas em seu choro profundo, repleto de arrependimentos e questões não respondidas.
- Desculpe-me por quaisquer coisas que ocorreu na festa. - Himchan argumentou receoso, acariciando a nuca em vergonha dos acontecimentos ocorridos na festa que, até então, o mais novo não fazia ideia.
- Não há porque desculpas hyung, eu nem sequer me recordo do que aconteceu. Apenas lembro-me que no dia seguinte tive dores pelo corpo e uma forte ressaca mas, nada que me abale. - Respondeu-o com confiança, esbanjando o brilho alegre que seu sorriso transmitia, fazendo que, de alguma forma, Himchan sentisse um misto de calma e angustia ao vê-lo diante de seus olhos.
A calma corria por seu corpo aos poucos, relaxando seus músculos e nervos pela ansiedade de se mostrar tais fotos á ele. A angustia provia da raiva que sentia por YongGuk e tudo isso de querer infernizar, assim tão de repente, a vida do pobre e inocente Yoo YoungJae. Não havia motivos para isso, e se houver alguma razão coerente, provavelmente ela é infantil, birra de criança que se moldava nos vínculos de sua mente durante anos.
- Então, deseja por algo hyung? Estou um pouco apressado agora. - Educado, YoungJae o perguntou com uma certeza rapidez em sua voz, olhando discretamente para o relógio de prata em seu pulso direito.
Como se aquele sussurro profundo lhe desse coragem, Himchan preparou-se para mostrar as tais fotos para YoungJae, louco por saber como seria a reação do mesmo.
- Isso…foi o que aconteceu na festa! Ele foi na festa e fez isso. - E por fim lhe disse, tirando dos bolsos as fotos que, em primeira vista, chocaram YoungJae. A expressão antes calma, converteu-se em surpresa, abrindo minimamente a boca, arregalando os olhos e segurando com as mãos tremulas o par de fotos á sua frente.
Himchan engoliu em seco, observando cada movimento que os dedos de YoungJae faziam nas fotos polairod, tocando-as como em uma forma de crer que aquilo realmente aconteceu. Ambos estavam estáticos, surpresos, mergulhados em um silêncio profundo onde os leves sons dos pássaros adentravam em suas audições.
- Hyung, isso realmente aconteceu, certo? - YoungJae disse em pergunta, quebrando o silencio que já incomoda os rapazes. O mais novo olhava atentamente para cada foto, sentindo algo apertar seu coração e, talvez um nó em sua garganta se formar.
- Sim. - Respondeu ríspido, fixando seu olhar no chão de concreto sob seu pés.
- Eu me sinto tão… - Parou seu comentário respirando profundamente na busca do oxigênio que escapava de seus pulmões, apertando com força os retratos em suas mãos. Para o abalo de Himchan uma fina linha se formou nos lábios de YoungJae, desenhando um sorriso tímido, porém alegre - Feliz.
Ele se viu na obrigação de sorrir junto. Um sorriso maior, feliz, aquele que te aquece o coração apenas por vê-lo. Himchan se sentiu realizado, como se tivesse cumprido a missão mais importante de sua vida que, mesmo sendo um desafio contra a vontade de seu superior, era o correto a ser feito. O mais velho acariciou a nuca em constrangimento, não deixando de sobressaltar o sorriso no rosto.
YoungJae, que também tinha o cabelo no mesmo tom platinado de seu hyung, passava por cada foto com o sentimento de amor correspondido, aquele que mesmo amando por anos, tem a confirmação que é o amor mais puro existente.
- Espero que você e DaeHyun possam se ver o quanto breve, e quando essa oportunidade chegar, pergunte-o sobre essas fotos, você se surpreenderá com a explicação dele. - Himchan indicava no seu típico tom brincalhão, reconfortando ainda mais o clima tenso que há segundos atrás pairava entre os dois. YoungJae seu uma última olhava nas fotos antes de guarda-las em seu bolso, rindo abertamente por Himchan saber de sua relação distante com DaeHyun, porém o porquê disso não é de muita importância para ele.
- Serei sincero contigo hyung, confesso que fiquei com uma má impressão sobre você após nosso primeiro encontro, mas me sinto um pouco tranquilo. - Um tom avermelhado pintou a face de YoungJae, assim como as mínimas covinhas foram vistas por seu constrangimento e confissão. Ofereceu-lhe a mão, aguardando que o rapaz a sua frente correspondesse o ato e encerrassem essa repentina conversa. Feliz, Himchan apertou a mão do outro rapidamente, apartando em seguida os movimentos e observando YoungJae afastar-se de si e se curvar em respeito e agradecimento - Obrigado Hyung.
O sorriso no rosto de ambos era sincero, Himchan sentia-se feliz por ter feito o que ele quis fazer, não o que lhe foi ordenado e YoungJae sentia-se tranquilo por ser amado pela pessoa que mais amava. Eles estavam felizes e por um momento haviam se esquecido de tudo que machucou-lhes a almas nos dias anteriores, como se tais acontecimentos foram apenas fortes chuvas que aguardavam o mais belo arco-íris.
- Sejam felizes, ele está mais perto do que acha. - Himchan disse encerrando a conversa, vendo YoungJae assentir em concordância e adentrar no carro preto, não demorando muito para deixar o estacionamento. Foi um momento nostálgico aos dois, porém YoungJae não deixará de se sentir na mesma forma que sentia-se pela manhã, recheio com os remorsos que sentia, as fotos o tranquilizou por momentos, mas os arrependimentos insistiam por penetrar em sua mente, o culpando sem fim.
Devagar, da mesma forma que entrou do estacionamento, Himchan saiu com uma leveza em suas costas e medo de como encarar YongGuk nas próximas horas. O que YoungJae e YongGuk não sabiam e nunca saberão é que as fotos entregues á YoungJae são fotos velhas, muito bem guardadas desda época que o mais novo saiu do colégio após saber do segredo de DaeHyun. As fotos continham poses de um DaeHyun sorridente com placas recheadas de corações, juras de amor, “volte para mim”, “eu te amo”, “sinto sua falta” e uma cara chorosa, inchada pelo choro de horas.
As verdadeiras fotos, tiradas na noite da festa, se tornaram borrões negros, aquecidos por ódio e uma chama. Himchan havia queimado as fotos em um beco qualquer, apagando as únicas cópias desse desastre, sofrendo por YoungJae e o futuro julgamento de YongGuk. Por mais que as fotos que continham DaeHyun fossem velhas, era o mesmo sentimento. Sentimentos verdadeiros não mudam com o passar do tempo, e isso era o que mais acalmava Himchan. YoungJae acreditaria que as fotos foram tiradas na noite da festa sem ao menos perguntar como, já que ele não se lembrava nem como chegou em casa.
Mas a questão não era essa…
E o Dae?
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
- Então…como vai me explicar isso? - YoungJae perguntou calmo, tentando ser transparente com suas emoções, não demonstrando o quão ansioso estava pela resposta. DaeHyun pegou as fotos que contia sua imagem e as olhou precisamente, recordando-se aos poucos quando e como elas foram tiradas, e perguntando-se como ele havia conseguido as mesmas, já que o mais provável seria as fotos da festa.
- Bem… - Iniciou seu argumento ainda pensando no que diria, escolhendo em sua mente as palavras mais coerentes e avulsas, porém que fizessem sentido. - Essas fotos foram tiradas porque eu estava sentido sua falta YoungJae, eu não te encontrava em nenhum lugar para explicar sobre a minha situação, soube que você estava perto de mim, porém longe de minha visão e queria deixar marcado, de alguma forma, o quanto te amo, nem que fossem nas fotos! - DaeHyun respondeu receoso, olhando diretamente para os olhos duvidosos de seu amado.
- Marcar? - YoungJae perguntou enquanto cruzava os braços, chegando, enfim, ao ponto da conversa que tanto queria. Se antes acreditava que o que estava descrito nas fotos realmente aconteceu na festa, agora estava na duvida, e sua maior interrogação era o hangul em si. - Se você estava na festa e eu também, como seu nome foi parar em minhas costas?
O clima na floricultura estava pesado, as outras três pessoas escutavam com clareza cada palavra dita pelo casal, percebendo que as coisas dai em diante seriam muito íntimas. A proprietária da loja e mãe de YoungJae ordenou para que Zelo e JongUp entrassem para os fundos da loja, a acompanhando e deixando os dois sozinhos, apenas eles e seus corações juvenis.
- Meu nome… - DaeHyun engoliu em seco, sua mão vaga fechou o punho, cravando com uma certa força as curtas unhas em sua palma, abaixando lentamente a cabeça e fixando seu olhos no meu tênis. - …fui eu que fiz. Eu que machuquei você YoungJae-ssi, mas, mas…não entenda mal YoungJae-sii, e-eu estava fora de mim, fiquei com raiva por ter se esquecido de mim, eu te amei por todo esse tempo e vê-lo sem ao menos lembrar do meu nome foi crucial á mim. Não suportei ser esquecido por quem mais amo, era como se você havia machucado o que eu mais cuidei com toda cautela que tenho, como se tivesse machucado meu coração seu ao menos ter consciência… - O mais velho fez um bombardeou do mais verdadeiro argumento, crescendo ainda mais á dúvida de YoungJae.
- Eu…te esqueci? - YoungJae perguntou confuso, franzindo o cenho e semi-cerrando os olhos, desacreditando no que havia escutado. - Eu jamais te esqueci DaeHyun, porque está falando uma coisa dessas?
- Serei sincero com você YoungJae.. - DaeHyun se aproximou e pegou as mãos do loiro á sua frente, segurando seus dedos com força como se passasse todo o receio que tinha através dos dedos. - Essa marca foi feita na festa, YongGuk me contratou para fazer algo em você, e quando te encontrei você estava lúcido, não se lembrava de mim e isso me despertou uma fúria sem fim. E enquanto eu fazia aquilo em você, eu acabei escrevendo meu nome em suas costas. - A cada palavra, um aperto mais forte nas mãos do outro, o coração doía por confessar algo tão lastimoso feito por si, um arrependimento em forma de dor da qual não tinha mais o que chorar por, apenas o lamento por ter o feito.
O rosto do mais novo á sua frente estava incrédulo, pairando entre a confusão e a incerteza. As dores corporais criaram a resposta pelos toques que DaeHyun havia feito, “estava lúcido” foi a certeza que havia ingerido algo e de bônus, ganhando uma ressaca horrível.
Com certeza, ter ido á festa de Himchan foi a pior coisa que fez durante á sua vida.
- Me perdoa Jae!! Por favor!! - E puxou o mais novo para um abraço apertado, refugiando toda as suas angustias naquele aperto não correspondido pelo outro, o rancor do perdão não respondido foi ancorado em sua garganta e preso por seus males a partir que, em um ato brusco, YoungJae afastou DaeHyun de si, mantendo o mesmo olhar incrédulo de antes, o olhando da cabeça aos pés e retesando um passo do corpo do outro.
Ele deveria o perdoar? YoungJae, no passado, havia feito o mal-entendido do julgamento e partir sem dizer adeus, será que ele é digno de dar perdão á alguém?
Essa perguntas rodeavam a cabeça do mais novo, tragando-o ao mundo paralelo do qual se encontrava em um espaço neutro, recheio de duvidas e magoas. Não sabia ao certo o que fazer, estava se sentindo péssimo após saber o real sentido por detrás do nome, mas esse dilúvio de desculpas o confundia ainda mais.
Sem ditar quaisquer respostas, YoungJae correu para fora da floricultura, esbarrando em algumas pessoas na calçada, de cabeça baixa e olhos fechados. Ele não se via na capacidade de encarar o problema de frente, já havia enfrentado tantos entre cálculos e resoluções que um simples problema sobre interpretação acabaria consigo. Não muito longe da floricultura havia aquela praça, a praça que devido ao horário, poucas estavam por lá, apenas crianças atrás de algum divertimento no final de tarde.
Olhar para trás não era opção, tinha certeza que DaeHyun iria atrás dele e, até o mesmo criar coragem para fazer isso, deveria pensar afundo no “perdão” de seu amado.
- Hyung, não deixa ele ir!! Vai atrás dele!! - O grito convicto de Zelo ressoou pela porta que ligava os fundos da loja com o hall principal, aconselhando DaeHyun á não perder YoungJae de vista novamente, era a única chance que teria para explicar de uma vez por todas que ambos foram insensíveis, grossos e irracionais.
DaeHyun observava o lugar onde YoungJae se encontrará á segundos atrás, pensando em um provável lugar onde o menor iria e até mesmo pensando em como uma simples caminhada até uma loja de conveniência, havia se tornado esse reencontro não previsto. Realmente, essas armadilhas do destino sempre o surpreendiam nos piores momentos.
E agora, o final de tarde se aproximava aos poucos, o degrade impecável do céu se pintava junto com o misto de sentimentos do casal. YoungJae, naquela praça que não ficava longe da floricultura recapitulava os acontecimentos de sua vida atrás de algo que havia feito para YongGuk, o que ele fez para merecer ser machucado pelo seu amado?
Foi tudo tão bem planejado; A festa para eles se reencontrarem, a bebida em excessos para que YoungJae esquecesse das coisas e a raiva de DaeHyun por ter sido esquecido e violenta-lo com toda vontade que lhe foi ordenado. DaeHyun, ainda de imóvel na entrada da floricultura, pensava se a seguinte conversa que teria com seu amado fosse lhe entregue a palavra de seu perdão,
- Já sei o que fazer!! - Gesticulou baixo após achar um pedaço de lamina velha no chão da loja, a observando por entre os marrons do enferrujado com toda a atenção que tinha, criando em sua mente o ponto final desse dessentimento, acabando com sua própria dor com apenas algumas cravadas dolorosas em sua pele.
O único ato que provaria seu amor e faria YoungJae o perdoar.
Narrado em Terceira Pessoa
Os olhos não acreditavam no que viam, tamanha desconfiança que os rios cristalinos se secavam, cessando o choro inquieto que tanto se abrigava nas gargantas dos jovens rapazes. As mãos, mesmo ocupadas pelo aberto ao corpo do outro, estavam trêmulas, ansiosas.
YoungJae á sua frente tinha a pessoa que lhe entregou o coração, o mais puro sentimento contido nos vínculos de seu ser; a pessoa que amava, amou, ama e sempre amará, por mais que machuque. DaeHyun, em seus braços, tinha quem corrompeu a pele, cravou o erro oblíquo de seu nome no ato mais pecaminoso feito por si, do qual perdeu a cabeça por tamanha insanidade que o mar de arrependimentos o afogava.
- DaeHyun… - Em um fio de voz, YoungJae proferiu, demonstrando toda a dor que tal nome trazia para sua cordais vocais, nem ao menos teve consciência que o nome do amado havia lhe escapado dos lábios.
Os presentes na encantadora floricultura observavam o reencontro do casal em total silencio, memorizando com cuidado cada gesto que os jovens chorosos faziam, não deixando escapar detalhe algum. A mãe de YoungJae conhecia esse sentimento que seu filho mantinha, não achava errado dois homens se amarrem, são dois seres humanos provindos do ato amar e, afinal, o que tem de errado amar alguém?
Amor é algo lindo, muitos não tem noção disso e o descartam assim, como se fosse um mero papel com três palavras insignificantes. Porém amar alguém por seis anos, desconhecendo seu rumo de vida, projetos sucedidos, amores passageiros, desencontros, encontros, talvez até mesmo as impurezas que habitavam sua pele, era algo magnifico, pois o amor é cego, não se ve quem se ama, você apenas sente o amor, sem julgamentos ou pré-supostos algum.
Os outros dois, Zelo e JongUp, viam a cena felizes pelo casal, eles por mais imaturos que sejam, escondiam o amor do mundo, tinham medo dos pais, de serem expulsos de casa ou verem dedos apontados em seus narizes. Medo do preconceito. JongUp por mais que estudasse em um colégio diferente, fazia questão de caminhar quinze minutos até o colégio do loiro, passando umas poucas horas entre conversas, doces e carícias. Ironia do destino ou não, eles se conheceram quando Zelo e alguns amigos foram até o tio vidente do moreno. Zelo tinha uma paixão enorme por skates, e a praça da qual JongUp e seu tio sempre ficavam, era perfeita para loops e manobras.
JongUp se lembra que após seu tio vincular a mão macia do maior, vende entre as linhas seus futuro, o moreno lhe disse “Você é alguém tímido, porém extrovertido. Apenas lhe digo para voltar sempre ao lugar que mais se sente a vontade, que sua felicidade se esconde aonde menos se espera”, e após isso, Zelo sorriu agradecido, prometendo voltar sempre á esse parque pois tinha certeza que, assim como sua paixão por skates amava esse lugar, ele amaria alguém que o habita, encontraria a felicidade por lá assim como se encontra a sorte em pequenos trevos de quatro folhas. E ironicamente ele encontrou. Passando esse amor de troca de olhares para sorriso, encontros, abraços e beijos demorados.
Clichê, talvez?
Mas para os dois o amor em si é um clichê, e todos que ama são bregas. Eles estão felizes pelo casal, mas a aura negra que emanava dos dois alertava o contrário. Ao apartarem o abraço, DaeHyun visualizou todo o possível desgosto que os brilhos escuros dos olhos do amado transmitia, aumentado cada vez mais a esquecida depressão que ainda habitava em seu interior.
- Você vai me explicar isso? - Em um suspiro, YoungJae perguntou após tirar de seu bolso algumas fotos suspeitas, vendo em seguida o moreno á sua frente converter-se em surpresa. Minutos de silêncio pairaram entre os dois até que DaeHyun alegou em tristeza, com uma voz chorosa e dolorosa “Eu explico”.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
FLASH BACK
Aquele típico estacionamento estava mais desértico que nas outras vezes, o alto preço alegava o porquê de poucos motoristas arriscarem estacionarem por lá. YoungJae, que havia acabado seu período na lanhouse que trabalhava, apressava o passo afim de chegar o mais rápido em seu carro preto. Ainda estava sob o efeito do nome, porém não demonstrava emoção alguma, sequer queria lembrar disso, queria apagar de sua mente, mesmo que seja impossível apagar de sua pele.
O suéter xadrez escondia a social branca, o sinto de couro mantinha afivelado o jeans escuros, seus mocassins bem poluídos geravam uma imagem superficial do rapaz, traçando as linhas de sua inteligencia que o óculos de armações arredondado fazia. Sua aparência estava normal. Tudo aparentava normal, mas o que mantinha por dentro não tinha máscara para camuflar a dor, dava o melhor de si para manter-se forte, assim como das outras vezes. Ele estava despreocupado, a presença de Himchan, que estava á metros de distancia do menor, passava despercebido á sua atenção.
“Mostre á ele as fotos e diga para fazer tudo que mandar. Cuidado que essas são as únicas cópias que eu tenho. Confio em você.” YongGuk lhe ordenou em um tom ríspido antes de Himchan sair de seu apartamento. Himchan, que tinha os cabelos loiros platinados, estava receoso pelo o que iria fazer.
Pela manhã havia feito aquilo consigo, nem o próprio acreditava nisso. Tinha pregado nos vínculos internos de sua mente que aquilo foi feito de mal agrado, apenas para satisfaze-lo, e fazer com que o menor obedeça-o. Um mimo, sem amor, sem carinho, sem sinal de sentimentos. Algo feito por fazer. Depois do gracejo, foi então que YongGuk o ordenou, jogando a meia dúzia de foto no colo do menor, mandando encontrar YoungJae o quanto antes. Assim como antes, Himchan sabia o local e horário que o estudante ia até o estacionamento para voltar á sua residencia após o fim do turno, afinal, Himchan sempre o observava.
E agora, á poucos metros de distancia, observando-o em sua procura pelas chaves nos bolsos frontais da calça, respirava coragem e inspirava receio, á cada passado dado realizava-se se era o correto a ser feito. Se foi a melhor escolha em um todo. Afundou as mãos nos bolsos de seu moletom preto, suspirando em fracasso, apertando o passo até YoungJae antes que o menor adentrasse no veículo e partisse.
Dessa vez Himchan seria verdadeiro, não iria usar a máscara de sua manipulação para dominar YoungJae. Contaria á ele a verdade por detrás dessas fotos polairod, nem que pagasse um preço alto por isso.
Apenas por pensar no sofrimento que o garoto teria, uma amargura descia-lhe pela garganta; como se fosse o ácido do arrependimento, queimando os interiores de seu corpo e tornando sua alma em fumaça. Passou pela entrada ampla do estacionamento, chegando á tempo para tocar-lhe no ombro como uma forma de desviar a atenção de si. YoungJae ao dar-se conta de quem era, traço um sorriso comum nos lábios, tentando demonstrar que mesmo com a cachoeira de problemas em sua mente, não deixaria de demonstrar felicidade perante á quem quer que fosse.
- Boa tarde hyung, quanto tempo, não? - Disse simpático abrindo mais ainda seu sorriso. Himchan de nada respondeu, manteve seus olhos fixados no ônix alheio, percebendo bem que os mesmos estavam levemente avermelhados devido as horas gastadas em seu choro profundo, repleto de arrependimentos e questões não respondidas.
- Desculpe-me por quaisquer coisas que ocorreu na festa. - Himchan argumentou receoso, acariciando a nuca em vergonha dos acontecimentos ocorridos na festa que, até então, o mais novo não fazia ideia.
- Não há porque desculpas hyung, eu nem sequer me recordo do que aconteceu. Apenas lembro-me que no dia seguinte tive dores pelo corpo e uma forte ressaca mas, nada que me abale. - Respondeu-o com confiança, esbanjando o brilho alegre que seu sorriso transmitia, fazendo que, de alguma forma, Himchan sentisse um misto de calma e angustia ao vê-lo diante de seus olhos.
A calma corria por seu corpo aos poucos, relaxando seus músculos e nervos pela ansiedade de se mostrar tais fotos á ele. A angustia provia da raiva que sentia por YongGuk e tudo isso de querer infernizar, assim tão de repente, a vida do pobre e inocente Yoo YoungJae. Não havia motivos para isso, e se houver alguma razão coerente, provavelmente ela é infantil, birra de criança que se moldava nos vínculos de sua mente durante anos.
- Então, deseja por algo hyung? Estou um pouco apressado agora. - Educado, YoungJae o perguntou com uma certeza rapidez em sua voz, olhando discretamente para o relógio de prata em seu pulso direito.
Como se aquele sussurro profundo lhe desse coragem, Himchan preparou-se para mostrar as tais fotos para YoungJae, louco por saber como seria a reação do mesmo.
- Isso…foi o que aconteceu na festa! Ele foi na festa e fez isso. - E por fim lhe disse, tirando dos bolsos as fotos que, em primeira vista, chocaram YoungJae. A expressão antes calma, converteu-se em surpresa, abrindo minimamente a boca, arregalando os olhos e segurando com as mãos tremulas o par de fotos á sua frente.
Himchan engoliu em seco, observando cada movimento que os dedos de YoungJae faziam nas fotos polairod, tocando-as como em uma forma de crer que aquilo realmente aconteceu. Ambos estavam estáticos, surpresos, mergulhados em um silêncio profundo onde os leves sons dos pássaros adentravam em suas audições.
- Hyung, isso realmente aconteceu, certo? - YoungJae disse em pergunta, quebrando o silencio que já incomoda os rapazes. O mais novo olhava atentamente para cada foto, sentindo algo apertar seu coração e, talvez um nó em sua garganta se formar.
- Sim. - Respondeu ríspido, fixando seu olhar no chão de concreto sob seu pés.
- Eu me sinto tão… - Parou seu comentário respirando profundamente na busca do oxigênio que escapava de seus pulmões, apertando com força os retratos em suas mãos. Para o abalo de Himchan uma fina linha se formou nos lábios de YoungJae, desenhando um sorriso tímido, porém alegre - Feliz.
Ele se viu na obrigação de sorrir junto. Um sorriso maior, feliz, aquele que te aquece o coração apenas por vê-lo. Himchan se sentiu realizado, como se tivesse cumprido a missão mais importante de sua vida que, mesmo sendo um desafio contra a vontade de seu superior, era o correto a ser feito. O mais velho acariciou a nuca em constrangimento, não deixando de sobressaltar o sorriso no rosto.
YoungJae, que também tinha o cabelo no mesmo tom platinado de seu hyung, passava por cada foto com o sentimento de amor correspondido, aquele que mesmo amando por anos, tem a confirmação que é o amor mais puro existente.
- Espero que você e DaeHyun possam se ver o quanto breve, e quando essa oportunidade chegar, pergunte-o sobre essas fotos, você se surpreenderá com a explicação dele. - Himchan indicava no seu típico tom brincalhão, reconfortando ainda mais o clima tenso que há segundos atrás pairava entre os dois. YoungJae seu uma última olhava nas fotos antes de guarda-las em seu bolso, rindo abertamente por Himchan saber de sua relação distante com DaeHyun, porém o porquê disso não é de muita importância para ele.
- Serei sincero contigo hyung, confesso que fiquei com uma má impressão sobre você após nosso primeiro encontro, mas me sinto um pouco tranquilo. - Um tom avermelhado pintou a face de YoungJae, assim como as mínimas covinhas foram vistas por seu constrangimento e confissão. Ofereceu-lhe a mão, aguardando que o rapaz a sua frente correspondesse o ato e encerrassem essa repentina conversa. Feliz, Himchan apertou a mão do outro rapidamente, apartando em seguida os movimentos e observando YoungJae afastar-se de si e se curvar em respeito e agradecimento - Obrigado Hyung.
O sorriso no rosto de ambos era sincero, Himchan sentia-se feliz por ter feito o que ele quis fazer, não o que lhe foi ordenado e YoungJae sentia-se tranquilo por ser amado pela pessoa que mais amava. Eles estavam felizes e por um momento haviam se esquecido de tudo que machucou-lhes a almas nos dias anteriores, como se tais acontecimentos foram apenas fortes chuvas que aguardavam o mais belo arco-íris.
- Sejam felizes, ele está mais perto do que acha. - Himchan disse encerrando a conversa, vendo YoungJae assentir em concordância e adentrar no carro preto, não demorando muito para deixar o estacionamento. Foi um momento nostálgico aos dois, porém YoungJae não deixará de se sentir na mesma forma que sentia-se pela manhã, recheio com os remorsos que sentia, as fotos o tranquilizou por momentos, mas os arrependimentos insistiam por penetrar em sua mente, o culpando sem fim.
Devagar, da mesma forma que entrou do estacionamento, Himchan saiu com uma leveza em suas costas e medo de como encarar YongGuk nas próximas horas. O que YoungJae e YongGuk não sabiam e nunca saberão é que as fotos entregues á YoungJae são fotos velhas, muito bem guardadas desda época que o mais novo saiu do colégio após saber do segredo de DaeHyun. As fotos continham poses de um DaeHyun sorridente com placas recheadas de corações, juras de amor, “volte para mim”, “eu te amo”, “sinto sua falta” e uma cara chorosa, inchada pelo choro de horas.
As verdadeiras fotos, tiradas na noite da festa, se tornaram borrões negros, aquecidos por ódio e uma chama. Himchan havia queimado as fotos em um beco qualquer, apagando as únicas cópias desse desastre, sofrendo por YoungJae e o futuro julgamento de YongGuk. Por mais que as fotos que continham DaeHyun fossem velhas, era o mesmo sentimento. Sentimentos verdadeiros não mudam com o passar do tempo, e isso era o que mais acalmava Himchan. YoungJae acreditaria que as fotos foram tiradas na noite da festa sem ao menos perguntar como, já que ele não se lembrava nem como chegou em casa.
Mas a questão não era essa…
E o Dae?
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
- Então…como vai me explicar isso? - YoungJae perguntou calmo, tentando ser transparente com suas emoções, não demonstrando o quão ansioso estava pela resposta. DaeHyun pegou as fotos que contia sua imagem e as olhou precisamente, recordando-se aos poucos quando e como elas foram tiradas, e perguntando-se como ele havia conseguido as mesmas, já que o mais provável seria as fotos da festa.
- Bem… - Iniciou seu argumento ainda pensando no que diria, escolhendo em sua mente as palavras mais coerentes e avulsas, porém que fizessem sentido. - Essas fotos foram tiradas porque eu estava sentido sua falta YoungJae, eu não te encontrava em nenhum lugar para explicar sobre a minha situação, soube que você estava perto de mim, porém longe de minha visão e queria deixar marcado, de alguma forma, o quanto te amo, nem que fossem nas fotos! - DaeHyun respondeu receoso, olhando diretamente para os olhos duvidosos de seu amado.
- Marcar? - YoungJae perguntou enquanto cruzava os braços, chegando, enfim, ao ponto da conversa que tanto queria. Se antes acreditava que o que estava descrito nas fotos realmente aconteceu na festa, agora estava na duvida, e sua maior interrogação era o hangul em si. - Se você estava na festa e eu também, como seu nome foi parar em minhas costas?
O clima na floricultura estava pesado, as outras três pessoas escutavam com clareza cada palavra dita pelo casal, percebendo que as coisas dai em diante seriam muito íntimas. A proprietária da loja e mãe de YoungJae ordenou para que Zelo e JongUp entrassem para os fundos da loja, a acompanhando e deixando os dois sozinhos, apenas eles e seus corações juvenis.
- Meu nome… - DaeHyun engoliu em seco, sua mão vaga fechou o punho, cravando com uma certa força as curtas unhas em sua palma, abaixando lentamente a cabeça e fixando seu olhos no meu tênis. - …fui eu que fiz. Eu que machuquei você YoungJae-ssi, mas, mas…não entenda mal YoungJae-sii, e-eu estava fora de mim, fiquei com raiva por ter se esquecido de mim, eu te amei por todo esse tempo e vê-lo sem ao menos lembrar do meu nome foi crucial á mim. Não suportei ser esquecido por quem mais amo, era como se você havia machucado o que eu mais cuidei com toda cautela que tenho, como se tivesse machucado meu coração seu ao menos ter consciência… - O mais velho fez um bombardeou do mais verdadeiro argumento, crescendo ainda mais á dúvida de YoungJae.
- Eu…te esqueci? - YoungJae perguntou confuso, franzindo o cenho e semi-cerrando os olhos, desacreditando no que havia escutado. - Eu jamais te esqueci DaeHyun, porque está falando uma coisa dessas?
- Serei sincero com você YoungJae.. - DaeHyun se aproximou e pegou as mãos do loiro á sua frente, segurando seus dedos com força como se passasse todo o receio que tinha através dos dedos. - Essa marca foi feita na festa, YongGuk me contratou para fazer algo em você, e quando te encontrei você estava lúcido, não se lembrava de mim e isso me despertou uma fúria sem fim. E enquanto eu fazia aquilo em você, eu acabei escrevendo meu nome em suas costas. - A cada palavra, um aperto mais forte nas mãos do outro, o coração doía por confessar algo tão lastimoso feito por si, um arrependimento em forma de dor da qual não tinha mais o que chorar por, apenas o lamento por ter o feito.
O rosto do mais novo á sua frente estava incrédulo, pairando entre a confusão e a incerteza. As dores corporais criaram a resposta pelos toques que DaeHyun havia feito, “estava lúcido” foi a certeza que havia ingerido algo e de bônus, ganhando uma ressaca horrível.
Com certeza, ter ido á festa de Himchan foi a pior coisa que fez durante á sua vida.
- Me perdoa Jae!! Por favor!! - E puxou o mais novo para um abraço apertado, refugiando toda as suas angustias naquele aperto não correspondido pelo outro, o rancor do perdão não respondido foi ancorado em sua garganta e preso por seus males a partir que, em um ato brusco, YoungJae afastou DaeHyun de si, mantendo o mesmo olhar incrédulo de antes, o olhando da cabeça aos pés e retesando um passo do corpo do outro.
Ele deveria o perdoar? YoungJae, no passado, havia feito o mal-entendido do julgamento e partir sem dizer adeus, será que ele é digno de dar perdão á alguém?
Essa perguntas rodeavam a cabeça do mais novo, tragando-o ao mundo paralelo do qual se encontrava em um espaço neutro, recheio de duvidas e magoas. Não sabia ao certo o que fazer, estava se sentindo péssimo após saber o real sentido por detrás do nome, mas esse dilúvio de desculpas o confundia ainda mais.
Sem ditar quaisquer respostas, YoungJae correu para fora da floricultura, esbarrando em algumas pessoas na calçada, de cabeça baixa e olhos fechados. Ele não se via na capacidade de encarar o problema de frente, já havia enfrentado tantos entre cálculos e resoluções que um simples problema sobre interpretação acabaria consigo. Não muito longe da floricultura havia aquela praça, a praça que devido ao horário, poucas estavam por lá, apenas crianças atrás de algum divertimento no final de tarde.
Olhar para trás não era opção, tinha certeza que DaeHyun iria atrás dele e, até o mesmo criar coragem para fazer isso, deveria pensar afundo no “perdão” de seu amado.
- Hyung, não deixa ele ir!! Vai atrás dele!! - O grito convicto de Zelo ressoou pela porta que ligava os fundos da loja com o hall principal, aconselhando DaeHyun á não perder YoungJae de vista novamente, era a única chance que teria para explicar de uma vez por todas que ambos foram insensíveis, grossos e irracionais.
DaeHyun observava o lugar onde YoungJae se encontrará á segundos atrás, pensando em um provável lugar onde o menor iria e até mesmo pensando em como uma simples caminhada até uma loja de conveniência, havia se tornado esse reencontro não previsto. Realmente, essas armadilhas do destino sempre o surpreendiam nos piores momentos.
E agora, o final de tarde se aproximava aos poucos, o degrade impecável do céu se pintava junto com o misto de sentimentos do casal. YoungJae, naquela praça que não ficava longe da floricultura recapitulava os acontecimentos de sua vida atrás de algo que havia feito para YongGuk, o que ele fez para merecer ser machucado pelo seu amado?
Foi tudo tão bem planejado; A festa para eles se reencontrarem, a bebida em excessos para que YoungJae esquecesse das coisas e a raiva de DaeHyun por ter sido esquecido e violenta-lo com toda vontade que lhe foi ordenado. DaeHyun, ainda de imóvel na entrada da floricultura, pensava se a seguinte conversa que teria com seu amado fosse lhe entregue a palavra de seu perdão,
- Já sei o que fazer!! - Gesticulou baixo após achar um pedaço de lamina velha no chão da loja, a observando por entre os marrons do enferrujado com toda a atenção que tinha, criando em sua mente o ponto final desse dessentimento, acabando com sua própria dor com apenas algumas cravadas dolorosas em sua pele.
O único ato que provaria seu amor e faria YoungJae o perdoar.
N/A: *Um drabble aleatório que fiz á muito tempo, achei que combinou com o momento de reencontro deles de primeira vista e sentimentos confusos dos mesmos. Os “lemons” ficaram uma bosta, eu sei, mas se eu não fizesse algo, o próximo lemon só seria no final né, então pfvr ~. Boa leitura <3.
YoungJae P.O.V
Talvez tudo isso fosse coisa da minha cabeça. Durante esses anos apenas sua lembrança me amaldiçoava, seu rosto infantil e seu sorriso bobo. Mas, estranhamente, seu contato e presença estavam cada vez mais próximos de mim; lembrava-me do contato de seus lábios em minha pele, da maciez de suas mãos em minha cintura e as palavras que ditava-me ao pé do ouvido.
Tudo me parecia tão real.
Mais tão real que me assustava; Engoli em seco, algumas gotículas de suor desciam tímidas em minha testa, traçando um caminho lento até meu queixo e respigar-se no mármore branco da pia, minha respiração afoita era um sinal de meu nervosismo, meu coração batia violento contra meu peito, chegava a doer.
A força que impus afim de tirar o curativo abriu minimamente a ferida e, uma incontrolável vontade de chorar subiu por minha garganta. Assim como o sangue, que se expelia aos poucos contra a minha pele. “Onde? Como? Quando?” eram dúvidas que martelavam minha mente. Meus olhos se encheram de rios em forma de lágrimas, estes tão espessos e profundos, salgados e tristes. Tristeza tão minha, quanto dele. Dor em forma de seu nome, porém um sofrimento iniciado por mim. A culpa nunca deixou de ser minha, nossa conexão se foi no momento em que decidi me distanciar dele, sem ao menos tem consciência de sua história de vida, ou até mesmo, seus sentimentos. Eu fui insensível, fui imoral diante a si. Talvez por minha pouca idade e falta de conhecimento pela vida, nem sabia o que era amar ao certo, muito menos sabia como era ser amado. E ele me amava, e creio eu que por seu nome desenhado em mim, um ato eterno de sua recordação, ainda me amava, do mesmo modo como eu.
Não acreditava no que via no reflexo do espelho, não poderia ser possível. O sonho; A foto; As lembranças; Minhas divagações, todas eram um sinal para esse símbolo em minhas costas.
- Será que… - Questões sobre essa ferida e todo seu enredo davam as mãos e rodeavam em torno de minha mente. Em um dilúvio, via-me recordando do sonho e da estranha noite que passei em ressaca. Ressaca essa que não via motivos até encontrar-me em meio a tantas estacas duvidosas, tantas respostas sem perguntas coerentes, tantas lágrimas salgadas que secavam aos poucos com minha dor.
Os tempos de colégio me deram uma paixão pela leitura e gosto pelo estudo. Entre minhas leituras, pegava-me lendo escondido as composições que DaeHyun escondia na última folha de seu caderno, memorizando a forma de suas verticais e horizontais, traço personalizado de seus hanguls.
E sem dúvidas, esse traçado profundo e desajeitado era dele. Ele havia feito isso em mim da mesma forma que o machuquei com minhas palavras mudas.
Eu recebi a dor que merecia por minha ignorância. Por incrível que pareça, não estou chorando pela ferida, pela a dor ou até mesmo algum reencontro perdido durante esse espaço-tempo, estou chorando por mim. Estou chorando por ter sido tão não humano com ele, algo imperdoável. ; Recapitulando toda essa curta vida que estou ainda a viver, não tive muitas lembranças memoráveis, as que tive, DaeHyun faz parte. Parece que estou vivendo em uma enorme tela branca, onde as cores que faltam para minha felicidade, se encontram a milhares de distancias junto com o dono da mesma.
Um ato hipócrita meu é que eu vivo pensando em mim, mas seria mentira dizer que penso vivendo por ele; Pensando e vivendo momentos já passados e nunca acontecidos. Momentos de imaginação. Masoquista de minha parte criar um sofrimento doentio que a cada recordação de seu face, estacava uma espada em meu coração.
Levei um de meus dedos até o nome em minhas costas, tocando de leve o sangue e manchando minha digital com minha impureza. O vermelho quente parecia emitir todo o sofrimento que ele sentia. Irônico meu sangue me transmitir tal coisa, tal sentimento que não me pertence. Poderia ser apenas loucura minha, ou poderia ser o resultado de ser cego de amores por alguém.
Um amor que possuía nome, corpo, rosto, vida e sentimentos.
Cessei meu choro, porém meus soluços insistiam por soar em minha garganta, fazendo-me levar uma de minhas mãos até minha boca e abafar os sons. Não desejava que minha mãe acordasse e me visse nessa situação, humilhado por seu passado, assombrado por seu único amor e sofrendo por sua decisão. Ridículo. Aos poucos me acalmava, esquecendo a ideia que me atormentava, resultando em longos minutos de meditação entre eu e meus pensamentos, tentando fixar a ideia da ferida.
Da mesma forma que desejava esquecer um pequeno ferimento casual, eu desejava o esquecer; ato impossível para quem é caído de amores, mais impossível ainda quando se tem o amado na pele.
Após um longo suspiro dolorido entre soluços e vestígios de lágrimas, decide-me por continuar meu banho, livrando do restantes das minhas roupas e adentrando no box de meu banheiro. Os azulejos pretos e decoração branca ajudava, de alguma forma, em meu desanimo matinal.
A água violenta na temperatura que me agradava, não era sentida em meus poros; estava incapaz de sentir o calor ou o frio, eu não estava sentindo mais nada. Aos poucos sentia as gotas passarem pela ferida, não doía, não ardia, ao menos sentia algo, porém me incomodava. Era um incômodo nostálgico, como se bem antes de tê-lo marcado em mim, eu já tinha isso em minha pele.
E sem muitas demoras, como antes, meus olhos se marejaram, tornando minha visão turva, desprovida de nitidez, em mares profundos de sofrimento e solidão. Não sei o que mais me doía; ele ou eu. Diferenciar minhas lágrimas da água do chuveiro era impossível á mim. O som do chuveiro me permitia a chorar e soluçar o mais alto que podia, não suportaria trancar e engolir meu choro por garganta abaixo, eu tenho que chorar todas as minhas mágoas e afogar em meu próprio oceano, desprevenido de qualquer suporte ou colo de mãe; apenas o “meu” e o eu, o meu eu que chora e o meu eu que se menospreza.
- D-Dae… - O meio fio de voz que soava por entre os soluços apenas formulavam a única palavra que me vinha em mente, o único nome que me alegrava e me entristecia, a única razão por estar assim, suplicando por seu encontro e seu perdão; Humilhante.
“Dae”
“Porque amar dói tanto?” Pode ser pelo simples fato de que uma coisa leva a outra; se lastimar faz parte, o amor se move junto com a dor, e a falta de esperanças se constrói ao decorrer desse caminho. Chorar nunca foi tão doloroso, ainda por cima, chorar por rastros de seu amado em seu corpo, sem ao menos ter a ciência de como foi parar em minha pele. Esse acontecimento por sua vez, não me fizeram dar conta da ereção que se formava em meu baixo ventre. As causas talvez fossem por já ser do hábito acordar assim, algo normal aos homens; porém, estava tão lúcido e poderia jurar que estava assim por ele. Que mesmo machucado por meus próprios pensamentos e desejando que o passado voltasse afim de transcrever nossa história, dessa vez, feliz e sem mal entendidos, eu o desejava muito além de tudo.
E estando assim por ele era a prova final que eu o queria para mim, e chorar não o traria de volta e nem ao menos encontraria uma forma de seu perdão. Engoli meu choro, corajoso, anexando que precisava o encontrar e me explicar. Algo que se é verdadeiro não se é esquecido tão facilmente, esses longos anos sem noticias suas não foram inimigas para eu o esquecer; espero que ele pense o mesmo. Meu momento “depressivo” foi nocauteado novamente por ele, assim como havia dito á Zelo em sua repentina curiosidade, ele me dava forças, independente do que eu passe. Em meu físico ou psicológico, DaeHyun me comandava da forma mais indireta existente, sem ao menos me ter ou me tocar, me ver ou saber de meus sentimentos, ou até, não ter conhecimento de minha existência.
Eu o amo e a volúpia de minha impureza por si tendia á crescer.
Um pouco relaxado, permiti que o sabonete fizesse seu trabalho de purificar-me a pele e renovar meu ser; a espuma que provia da esponja dava-me uma ótima sensação, algo tão cômico diante da situação que estava em poucos segundos. Os pólos bipolares de minha tristeza ao ver a ferida, e a felicidade por ler seu nome eram irônicos. Se eu não estivesse nesse estado, eu seria capaz de rir do quão desprezível eu sou.
Assim que a espuma em meu corpo desaparecia com a água, massageava minha nuca em movimentos circulares e lento com meus dedos, adorando como meus músculos tensos se contorciam de prazer.
Me recuperava aos pouco, minha respiração ainda estava fora do compasso por meu choro; porém, banho naturalmente é muito relaxante á mim, meu óbito de tristeza não me impediria que aproveitasse. Minha mão que massageava minha nuca foi descendo por meu abdômen, arranhando o mesmo, formando caminhos avermelhados até meu baixo ventre.
O delírio havia tomado conta de mim, poderia imaginar perfeitamente as mãos de meu amado acariciando-me, arranhando-me, explorando cada detalhe de minha pele, hoje, provida por manchas roxas desconhecidas. Meus dedos deslizavam por minha pele molhada, enfim chegando até a base de meu membro, apertando-a com força.
- Aaanh… - Um gemido longo escapou de meus lábios, cheguei meus olhos com força, apenas imaginando as mãos de DaeHyun a redor de meu pênis. Algo impossível na realidade, mas possível no meu ato de delírio.
Meu punho fechado tratou de deslizar os dedos em meu órgão molhado, devagar eu estava me torturando, viajando entre os dilúvios de meu mais profundo sonho. Levei minha mão vaga até a glande, fazendo movimentos circulares por o polegar, o pré-gozo quase não era visível devido a água. Não tardou até que começasse um sobe e desce lento, pecaminoso pelo desejo proibido do corpo de meu amado. Os movimentos de minha mão apenas tendiam á aumentar, judiando cada vez mais da pele sensível de meu membro, deixando com que as veias ficassem cada vez mais visíveis.
- Anh..DaeHyun…anh - Gemia baixo, quase tímido. Meus olhos que antes doíam pelo choro, agora fazia força para permanecer fechados e visualizar a imagem de DaeHyun em minha mentem, tão real.
A intensidade que minha mão se movia era insano, incontrolável. Um vai e vem lúcido onde apenas gemidos e o nome dele sair de minha boca. Os espasmos estavam cada vez mais presentes, e sentia que estava prestes a gozar, como um ato masoquista, fechei meu punho no topo de meu membro, apertando com força e gemendo doloroso. E em um desses gemidos, longos e prazerosos, me vi chegando em meu próprio ápice, sentindo o líquido quente tentar se expelir por meus dedos.
Não acreditava no que havia feito. Confesso que não é a primeira vez que faço tal coisa pensando em DaeHyun, em seus toques e seu calor, mas esse não era um bom momento para isso. Estou impuro de corpo e alma. Como uma noite, uma ferida e um longo choro infantil me deixaram assim? Nem ao menos fazia ideia.
A onda de pensamentos e dúvidas voltaram assim que meu breve prazer se foi. Provavelmente passarei meu dia distraído, pensando em DaeHyun como prioridade.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
Himchan P.O.V
Me sentia em um momentâneo deja-vu, como se esta cena já fora passado por minha vida. O mesmo filme, o mesmo pote de pipoca amanteigadas, o mesmo sorriso maldoso moldado nos lábios finos; porém, sem o mesmo sentimento de alguns dias atrás, digamos que, não tinha a mesma ansiedade que tive.
Naquela noite, o que eu mais queria era saber era sobre seu plano, passo-a-passo, dês do por que até o porém, de cada ponto e vírgula do papel imaginário de sua mente. Nada disso foi me contado, detalhe algum sobre o porque de fazer isso com Yoo YoungJae, particularmente, não tinha muito sentido. Parcialmente tenho uma boa memória, em nosso tempo de escola nem sequer sabia da existência de YoungJae até o incidente com DaeHyun, do qual fez com que nosso brinquedo favorito quebrasse a peça interior única á si, o que o movia a sair do que fazia, ele adorava o que fazia no clube e creio eu, sua adoração pelo trabalho apenas caiu, vendo isso como uma obrigação atrás de um modo de sobrevivência. Então, eu, uma pessoa tão ligada a YongGuk, não me lembrava de nada em relação aos dois, o que YoungJae havia feito a YongGuk?
Procurava em minhas lembranças algo relacionado, e como o esperado, não encontrava nada. Talvez eu seja apenas o “manipulador” que ele tanto precisa, não necessitando de mim em momentos habituais. E por ventura, nesses momentos habituais, de lazer ou apenas motivo para fugir da realidade, ele havia conhecido YoungJae e nisso, algum mal entendido surgido com eles.
Mas…como?
Yoo YoungJae é o típico nerd que não se dá luxo de sair de casa, apenas saindo por obrigação. Não via nexo nisso, alias, tudo isso é absurdamente sem sentido algum dês da festa. O observar se deliciando com as pipocas salgadas e assistindo Saving Private Ryan estava me irritando, procurava em sua expressão a resposta de minhas perguntas mudas, analisando com atenção seus olhos negros e desfocados.
- O que tanto pensa Himchan? - Ao notar meu olhar pousado em si, perguntou-me entendiado, apenas por curiosidade.
- Em você. - Sem rodeios o respondi, e ao ouvir-me virou o rosto em minha direção, mantendo a mesma expressão tediosa de sempre, demorando minutos até formular algum argumento coerente.
- Por que pensa em mim? Já disse, não gosto de homens…
- Não estou pensando em você nesse sentido. - Disse revirando os olhos. Sabe bem que eu o amo, mas parece que essa ideia de o amar não era bem-vinda. - Estou pensando em como você foi capaz de me fazer obrigar YoungJae á ir na festa e fazer com que DaeHyun o estupre…
- Ele me olhava em desdém, como se já estivesse preparado para a minha reação indignada, depositando o pote de pipocas na mesinha de centro e desligando a tv led, do qual desviava sua atenção de mim - Porque não me disse nada?
- Pois se eu te dissesse, você estragaria com tudo! Ele mereceu isso! - A seriedade em seu olhar chegava a me dar medo, o tom brusco da voz grave era amedrontante. Se antes, eu já tinha um certo receio dele, de suas atitudes e suas palavras, agora eu tinha mais.
Era como se apenas com esse olhar assassino ele fosse capaz de me decifrar a alma, analisar cada ponto de meu ser sem ao menos tocado. E isso me fazia submisso á si, não apenas pelo amor não correspondido sem esperanças, mas por medo. Amor e medo. Irônico.
- Mas… - Proferi baixo, triste por tudo ocorrido, olhando fixamente em seus olhos. O vi suspirar sem paciência, se aproximando de mim cada vez mais. Suas mãos rodearam minha cintura e seu rosto se encontrava a centímetros de distancias do meu. Por um momento, perdi a noção de como se respirava, estava tão perto dele de uma forma intima que meu coração batia forte; ansioso, porém receoso.
Ele está me usando, tenho certeza disso.
Desviei meu olhar de si, fixando-o em algum ponto de seu corpo que não fosse seu rosto, apreciando as pequenas ondulações de seus braços desnudos pela regata, um costume seu. Sentia o ar quente de seu hálito bater contra a sensibilidade do lóbulo de meu orelha, logo mordendo a mesma como provocação.
- Channie, não há “mas” entre nós, você apenas tem que fazer o que eu mando. Se esqueceu do contrato? - Disse-me em sussurros, depositando breves selares em meu pescoço e raspando os dentes devagar. - Esqueceu que é leal á mim independente do que eu faça? Seu Cookie está desapontado. - Sua voz ficava mais rouca a cada palavra, mordia meu lábio inferior afim de prender os gemidos, caso gemesse por ti, seria a prova final da submissão que ele tem por mim, de como ele poderia me usar além de sempre.
- Cookie eu… - Minha frase ficou incompleta ao ar, sua boca foi de encontro á minha sem delongas, uma pressão forte e fugaz.
Eu desejava por isso. Era errado, ele não me amava, não se é amor quando apenas um ama; é paixão platônica. E eu já estava conformado com isso, e eu me odiava por isso. “Porque amar dói tanto?” Essa pergunta rodava em minha cabeça em espirais infinitas, volvendo em minha mente em momento tediosos, questionando-me por que ele não me amava e sempre chegando na mesma resposta; Nojo.
Ele tinha nojo devido á minha orientação sexual. Homossexualismo á ele era uma doença, e usar isso como parte da humilhação com YoungJae me machucou, doeu-me á alma a ver a cena. Eu o ajudei afim de seu desejo, ajudei dês da busca pela casa de YoungJae até convence-lo á ir para festa. Fui complô direto, cúmplice criminal, e idiota iludido.
Os dedos que tendiam um leve pressão em minha camiseta preta, agora adentravam ansiosos pela mesma, rocando de leve o toque frio de sua digital em minha pele quente, fazendo-me arrepiar. Bruscamente, apartou nosso selar e empurrou-me com uma certa força, levando minhas costas de encontro com a maciez do sofá. De um jeito desajeitado, pôs-se por cima de mim, me permitindo a bela visão de sua face á poucos centímetros de mim. Esse contato todo estava me excitando, confesso, porém por um lado estava me dando nojo ser usado, e eu não me via capaz de reagir contra si por medo; medo de perder quem eu amo. Algo cômico. Não tardou até que suas mãos fosse até o cós de minha calça e descesse a mesma, deixando a vista a pequena ereção já formado.
- Vejo que pela primeira vez teria que suplicar para que faça algo que quero… - Disse-me baixo, rodeando a ponta de sua digital ao redor do volume em minha cueca, cedi em deixar gemidos escaparem de meus lábios rosados, não estava suportando mais isso, eu necessitava de alivio - E terei que fazer da forma mais nojenta possível… - Mesmo com os olhos semi cerrados, vi que sua expressão de horror ao livrar meu membro daquela prisão apertada e desconfortável, demorando em uma grande batalha entre fazer ou não fazer.
- Anh…Guk, eu faço… - Tentei lhe dizer que faria o que mandasse, ele não precisava se levar ao nível que suplicar por minha ajuda de tal forma, logo da maneira que menos o agradava.
- Eu faço!! E se você não fizer o que eu mandar, terei o prazer e eu não verei nojo em fazer algo pior que DaeHyun fez com YoungJae!! - Sua voz me saiu assustadora, ameaçando-me em uma sentença de um acontecimento que jamais quero vivenciar. Uma gota fria de suor desceu por meu rosto, e por um segundo, necessitava de ar mais que tudo, fazendo com o sobe e desce de meu peito tornasse mais intenso.
Lentamente vi sua mão direta ir de encontro ao meu membro, um longo e doloroso gemido fez-se presente no cômodo assim que o apertou pela glande com força. Como se estivesse explorando algo novo, seus dedos desceram vagarosos até a base, começando um vai e vem tímido e desajeitado. Sua mão vaga foi até minha coxa, cravando as médias unhas na mesma, dando-me uma horrível sensação desconfortante.
- Você vai fazer o que eu mandar? - Perguntou-me enquanto a velocidade de sua mão em meu membro apenas torturava-me a pele sensível, que mesmo sendo prazeroso á mim, também não deixava de ser doloroso. Estava imerse ao desejo e apenas a concordância me vinha em mente, incapaz de rejeitar-lo
- Anh..vou…vou fazer tudo que mandar…anh
- Certeza? - E como tortura, o movimento de sua mão ficou devagar, aumentando a velocidade devagar; vez ou outra, parava e brincava e rodeava o polegar em minha glande, lastimando-me a fenda e espalhando mais meu pré-gozo.
- Sim, Cookie-ah…
- Bom garoto - E a intensidade voltou a crescer cada vez mais, torturando-me entre arranhões na coxa e apertos contra meu órgão avermelhado. Gemia seu nome cada vez mais alto, até tentava os repelir mordendo novamente meu lábio inferior, ato inútil.
Assim que os espasmos em meu corpo tornaram se mais frenéticos, meu ápice havia chegado, sujando as digitais de YongGuk com meu sêmen. De alguma forma me sentia realizado, nunca havia me imaginado em tal situação com meu hyung; Uma situação que a humilhação era mercê de sua realização. Rapidamente se afastou de mim, murmurando alguma palavra de baixo calão e dirigindo-se ao banheiro.
Minha respiração se normalizava aos poucos, relaxando meu corpo por inteiro. Em um momento de reflexão parei para pensar sobre o ocorrido anterior e pela primeira vez em minha vida, aquele ditado popular fez sentido á mim:
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”
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YoungJae P.O.V
O canto de pura paixão dos pássaros não deram trégua em minhas emoções, deixando que meu dia passasse mais sentimental que nunca; Não conseguia concentrar-me no trabalho de meio período nem sequer lembrar o que minha mãe pediu assim que sai de casa. Uma visita inesperada na biblioteca fez meu dia piorar, desejando apenas a solidão de meu próprio mundo em meio á tantos problemas.
No fim de meu expediente, não me vi em condições de ir a faculdade pois além da dor de cabeça que tratou de voltar diante a tantas coisas ocorridas, provavelmente não iria me concentrar em nenhuma das aulas. As músicas nostálgicas da rádio pioravam minha situação, mas recordar-me de meu erro maior era como um prazer á mim; Ver o quão insensível sou.
Enquanto dirigia para voltar em casa, recebi uma mensagem de Zelo em meu celular “Vai para a floricultura da sua mãe, vem logo hyung!”, tal mensagem despertou-me uma curiosidade imensa, matando qualquer tristeza repentina de meu ser e adentrando a vontade de chegar a floricultura própria de minha mãe. Tinha pressa, porém não apressaria minha vontade, algo me diz que independente da hora que chegar, tarde ou não, algo me esperava lá, fazendo com que meu coração acelerasse em uma velocidade desesperadora.
Tentava manter a calma, caso a perdesse, tragedias seriam evidentes, então respirando com calma volvi a atenção no trânsito, com medo de qualquer curva acentuada á minha frente. Não tardou para que o degradê vertical de branco e lilás fosse nítido ao meu olhar, estacionando meu carro o mais perto possível da loja. Um jovem garoto estava na calçada, olhando em direção ao meu carro e gritando por Zelo no lado de dentro da floricultura; suponho que seja JongUp, o amigo que tanto Zelo diz á mim.
- Ei Hyung, tem uma visita para você!! - Zelo, acompanhado por seu amigo, veio correndo até minha direção e ao me ver saindo do carro, logo me puxou pelo braço.
- Filho, venha logo, temos uma surpresinha para você - A voz doce de minha mãe soou-me como uma melodia calma, alegre porém vagarosa. Toda esse mistério estava me deixando irritado, o que tanto queriam que eu visse de especial? Um presente, talvez?
- Mas o que…?
- DaeHyun - Seu nome me escapou sem eu ao menos visualiza-lo bem. Como estava diferente!! Mais lindo do que antes, parecia-me até sensível. Talvez pela aparência cansada e doente, mas não impedia que sua beleza transparecia pelas jóias brilhantes de seus olhos.
Mas o que ele fazia aqui logo essa hora? Não me parecia o tipo de pessoa que compraria flores, mal tinha família, tampouco sabia se tinha amigos; sabia que era solitário, assim como eu.
- Ja-Jae… - Ouvi dizer em um fio de voz choroso. Seus olhos volviam-se em dor e lágrimas cristalinas deram presença em sua face, correndo ao meu encontro e abraçando-me forte, como se eu fosse a parte de si que faltava para estar completo, ou até mesmo, a parte de si que nunca deveria ter deixado faltar. - Me perdoa!! Por Favor!! - Gritava abafado, escondia o rosto na curva de meu pescoço por vergonha, suponho, molhando minha camiseta com o calor de suas lágrimas. Não evitei em chorar também. Chorar além do que chorei pela manhã quando vi a ferida. Seus braços seguravam-me com tanta que chegava a dor, uma dor boa, diga-se de passagem. Em relance, separou seu corpo do meu para encarar-me nos olhos, mostrando-me em clareza o quanto seus olhos estavam enchados
Lembrei do “Dae” em minhas costas e me perguntei mentalmente o que deveria fazer em tal situação. O encarar e esclarecer o nosso passado manchado, ou pedir explicação de sua marca em mim?
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“E quando se menos espera, uma típica noite, da qual seu problemas enchiam seus olhos e surpreendiam suas emoções, lhe dobra o coração em dois, aperta a alma, a afoga em uma tristeza repentina, e encherca seus olhos em lágrimas salgadas. Desconhecidas. Porque está chorando? Nem ao menos sabe. Está sentindo dor? Nada lhe é sentindo, nenhuma emoção toma o corpo ou coro algum de seu choro envolve suas preces. Mas…eu fiz algo? Eu errei em minha decisão? Me responda. De algum lugar escuro, grite pela resposta que tanto quero ouvir. Uma confirmação ou uma negação. Não importa. Um “sim” ou um “não” seria uma estaca á menos nesse coração novato, desconhecido pela real palavra “sentimentos”. Se você me respondesse, com certeza essa dor iria se esvaziar. Não me ignore, eu imploro por sua atenção, eu anseio pela sua amizade e me divirto com o seu amor. Você sente o que eu sinto? Esse misto de angústia e ansiedade no nó da garganta, do qual se forma toda vez que trocamos palavras. Me responda!! Eu te fiz mal? Te magoou com alguma ação infantil minha?
Me perdoe meu amor, eu te amo…”*
N/A: Assim como capitulo o anterior, peço perdão desde já pelo capitulo EXTREMAMENTE PEQUENO. Sério, eu passei a semana escrevendo um pouco mais nas oneshots ~pq quero elas bem escritas~, ainda teve meus ataques desejando o chão do asfalto, e coloquei a PC como última prioridade, então saiu isso. Perdão. Estou me amaldiçoando por isso. Não tenho muito o que dizer. Apenas boa leitura!!
YoungJae P.O.V
Pela primeira vez amaldiçoava o despertador que tirava-me o sono, corrompia meus sonhos e me acordava para a cruel vida que tinha. Ainda sentia pontadas agudas em minha cabeça, pareciam incontroláveis agulhas que alfinetavam meus nervos sem fim, sem se quer prévia que acabariam com essa tortura.
Passou-se o final de semana inteiro e essa ressaca apenas me impedia de viver, era um ponto páreo entre minha cama e o resto, era um mundo exclusivo de náuseas onde pequenos invasores o comandavam entre gritos e martelando, gritavam constantemente para prolongar , paralisando meu corpo e tomando conta de mim. Era horrível isso. Sem dúvida, a pior sensação corporal e emocional já sentida por mim.
O dia seria cheio, não poderia faltar a faculdade de novo, impor meus deveres em meu trabalho ou ajuda á minha mãe. Era apenas uma dor, e como qualquer outra, sei que ela vai passar com o tempo. Levantei-me de minha cama, os primeiros raios solares do dia nublado já procuravam espaço entre as rédias da cortina fina, machucando meus olhos que suplicavam por mais minutos de sono. A iluminação natural e sonolência apenas eram cúmplices para fazer-me demorar em meu percurso pelo corredor, com destino ao banheiro.
A ideia de ter ido em tal festa foi horrível. Minha mãe disse-me que festas nos ajudam á esquecer as coisas que nos aborrecem; amigos, família, estudos, trabalhos e a vida. Depositar preocupações em copos plásticos de bebida alcoólica e transforma-los em sua nojenta forma original. Nos divertir ao som alto e dançarmos com desconhecidos aleatórios. Nada disso me era e nunca será agradável. Fui á festa do popular Himchan e me arrependo, nem sequer me lembro do que aconteceu por lá, por mais que tenha uma vaga tese. Essa neura era um gosto amargo em minha boca, pois em meu corpo havia marcas demasiadas roxas, e essa era a prova concreta que minha noite foi incomum.
Ao ver meu reflexo no grande espelho do banheiro, pude ver o quão enxado de sono e cansaço meu rosto se encontrava. Pude ver que em meu pescoço tinha uma marca enorme de mordida. Me surpreende como minha mãe o Zelo não se questionaram sobre isso. Por mais que dois longos dias haviam se passado dês da festa, estava claro as mínimas e não tão profundas marcas de dentes. Meu corpo doía na região do cintura; as marcas de dedos estavam rosas, desaparecendo aos poucos. Isso me era decepcionante. Eu era uma decepção á mim mesmo por não tomar cuidado com minhas ações e pensamentos, aceitando a proposta do primeiro desconhecido que me apareceu pela frente.
Será que isso era um ato desespero para fugir dessa realidade monótona e chata que vivo? Confesso que meus dias eram bem mais sorridentes com ele ao meu lado, a força que seu sorriso tinha sobre mim era sobrenatural, me hipnotizava de tal forma que o resto, as pessoas, o mundo ao meu redor não me era necessário se apenas vivesse com ele ao meu lado. Ás vezes não creio que um amor platônico em minha adolescência causa-se tanto danos em meus sentimentos. Ele deve estar feliz agora com um outro alguém do qual não ira o julgar ante mão sem ouvir suas explicações, que não apontará seu maior ponto fraco e jogar que era ridículo. Alguém que sempre viveu sozinho como ele não merecia isso. Talvez eu não o mereça, assim como estrelas que parecem tão perto aos meus olhos porém longe ás minhas mãos, seu perdão era inalcançável.
Tenho certeza que desde então ele se mudou e virou alguém incapaz de julgar ou machucar o próximo, afinal ele era a pessoa mais amada por todos, retribuir amor é muito fácil.
Suspirei profundamente, despindo meu corpo da confortável camisa de algodão e a jogando no cesto de roupas. Meu peitoral liso encontrava-se intacto, sem mancha ou marca alguma. Isso de alguma forma me aliviava a alma. Virei-me de costas, analisava bem os contornos de meu tronco e fixei o olhar naquele curativo estranho, sábado á noite já tinha o visto antes. Como ele havia parado aqui? Será que é parte da tal aventura incomum que passei?
Não tinha coragem de tirar ele, havia puxado um pedaço porém estava bem grudado em minha pele, chegava a doer, como se sempre fosse parte de mim. A curiosidade tomou meu ser mais do que a mínima dor que implantava-se em minha cabeça, queria ver o que escondia por aquele curativo misterioso, a historia por trás dele chamava-me atenção mais do que qualquer coisa. Assim que levei uma das mãos á ele, afim de retira-lo e descobrir toda esse suspense imposto por mim, em um raio de luz me lembrei do fixo sonho que tive nos dias passados.
Estranhamente, todas as vezes sonhei a mesma coisa com ele.
Sempre o mesmo sonho.
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“Aos poucos meus olhos se acostumavam com a forte iluminação. O local em total branco me era desconhecido; piso e paredes do mesmo tom angelical, sem princípios de aberturas, era apenas uma sala fechada. Um lugar estranho e incomum, onde o silencio reinava com força. Me sentia um pouco tonto, conturbado pela falta de meus óculos de grau, as falhas de minha falta de visão não eram tantas, porém prefiro ver o mundo nitidamente como é.
Percebi que minhas roupas também eram brancas; sapatos, calça e camiseta. O que me surpreendeu de imediato. Afinal de contas, aonde estava?. Girei ao meu redor, conformando á mim mesmo que estava preso, sem sinal de saída.
- Tsc, aonde eu estou? - Disse á mim mesmo, dando-me por vencido e sentando no chão, apoiando meus pulsos em meus joelhos. Visando bem o nada em que me encontrava, sentindo o desconforto de me sentir só em um mundo próprio. Uma tristeza momentânea fez-se presente em meu peito, apertando minha garganta e mergulhando meus olhos em um mar salgado de lágrimas. Eu tenho motivo para chorar? A dor amarga da solidão nunca havia me incomodado até então, era até reconfortante sentir a súbita solidão e a abraçar como companheira de longa data.
Em volta de meus pensamentos, rodava a ideia de eu estar “presso em minha solidão”. Um pensamento masoquista de minha parte, mas não teria outra explicação. Sempre fui sozinho nessa vida, não via alegria no que os outros viam, não distribua sorrisos para qualquer coisa, durante esses tempos apenas a alegria de minha mãe mantinha me “feliz”, uma alegria plastificada, feita por terceiros. Não vinha de mim, não estava cem por cento feliz por esse motivo, mas não estava triste em um todo. Sei que algo faltava na minha vida e sei bem o que, ou quem falta para tirar-me esse fardo do peito. Porém não posso o ter, o sofrimento que havia o dado fez-me aprisionar meu ser em uma jaula solitária, aonde passarei anos apenas o esperando. E devido á isso passarei o resto de minha vida solitário.
- Será que eu realmente estou sozinho? - Em meio aos choros me questionei, já esperando resposta nenhuma.
Minha resposta foi apenas meu próprio choro nessa imensa solidão. Seria loucura demais pensar que alguém me responderia, estou preso á mim mesmo e nem eu sei o que se passa com minhas emoções, nunca havia me visto diante de tanta solidão como eu me encontrava.
- Não, você não está. - Ouvi alguém me falar ao pé de meu ouvido, arrepiando meu corpo apenas pelo hálito quente contra minha pele. Estou sozinho nessa “prisão”, qualquer coisa aqui seria apenas um devaneio de minha mente para distrair a solidão que tanto me sufoca. Engoli em seco, cessando meu choro. - Ei, você se lembra de mim? - Era uma voz tão doce e calma que acariciava meus ouvidos apenas pela melodia de seu tom perfeito, um par de braços rodearam minha cintura e senti-me deitar em seu peito, relaxando ao seu encontro. Fiquei pensando por algum tempo, tentando recordar bem dessa melodia que me soava tão comum.
- Hm não.
- Nem meu nome? - Neguei com a cabeça, um pouco constrangido. Se era algo feito por mim, porque eu não conseguia me lembrar? - Vamos, faça um esforço. - Suas mãos deixaram minha cintura para minhas mãos, entrelaçando nossos dedos. - Quer que eu te dê uma dica? - Não me via na coragem de virar e encarar sua face, nem ao menos sabia quem era, nem sua voz familiar me recordava seu nome e com certeza sentirei uma vergonha sem fim ao olha-lo de frente. Assenti sem resistir, queria saber quem tomava meus sonhos e invadia minha prisão, algo bom, diga-se de passagem.
Não tardou ao sentir o toque terno de seus lábios em minha bochecha, paralisando-me pelo ato surpreendente e não esperado. Pensava que me contaria a primeira letra de seu nome ou algo relacionado, mas a textura daqueles lábios nunca me seria esquecida. Os únicos lábios que tocaram minha pele até hoje. Era ele, com certeza.
- DaeHyun-ssi!? É você!? - E me virei de frente a si, encontrando o par de olhos castanhos que tanto desejava encarar. A tristeza que antes apertava minha garganta foi substituída por uma imensa felicidade ao ver aquele sorriso. Minhas lágrimas, antes salgadas e densas, tornaram-se doces e finas, que caiam aos montes, encharcando minha visão não muito boa. Levei minha mão até minha boca, abafando alguns soluços fortes. - Realmente é você?
- Sim Jae, sou eu. - O brilho perfeito que seus dentes faziam com o contraste de seu sorriso bem moldado aquecia meu interior. Me aproximei mais de seu corpo, querendo ver mais afundo o seu rosto, tocando-o com minhas mãos tremulas e sentindo a maciez tão real em seu personagem.
O olhava com tanta intensidade, memorizando cada contorno de seu rosto. Não era de menos que não o reconhecia pela voz, estava um tom um pouco mais grave, provocativo e encantador.
- Você voltou para mim? - Perguntei em sussurros, aproximando mais meu rosto do seu. Ele estava na minha frente, no mesmo branco em que eu estava, na mesma situação solitária que a minha, e com os mesmo sentimentos compartilhados.
- O certo seria: Você voltaria para mim? Mesmo depois de tudo que fiz? - Ele parecia triste, abaixando a cabeça e desviando meu olhar de si. Uma interrogação subiu em minha mente, não fazia ideia do que estava falando. Era nexo para mim. - Eu te fiz sofrer.
- Não fez DaeHyun-ssi, o único que sofreu aqui foi você. - Acariciava seu rosto, tentando tirar essa ideia de ti. Ele me fez sofrer? Jamais ele faria isso, o conheço muito bem. - Porque diz isso?
- Por que é verdade Jae, eu não serei capaz de ter de volta á mim. As coisas entre nós não serão como antes pois você está marcado com isso, e por mais que cicatrize, isso vai doer mais em mim do que em você. Você me odeia - E lágrimas já ameaçavam em cair por seu rosto, não entendia essa dor que mantinha consigo, com certeza não era algo necessário.
- Eu te amo. - Disse enquanto limpava algumas lágrimas que saltavam de seus olhos e molhavam as maçãs de seu rosto. - E nenhuma dor sentimental ou física seria maior que a te ter longe de mim quando eu mais o preciso, não importa o que faça DaeHyun, eu o amo. Em sonho ou não. Com dor ou sem dor. Porque eu te amo, e quem ama perdoa, independente do que aconteça. - A sinceridade era grande em minhas palavras e o peso delas me assustava,
Passamos longos minutos apenas admirando o olhar alheio, perdendo nossos pensamentos em meio a tantos e fixando apenas na pessoa a nossa frente. Os músculos tensos de seu rosto formaram o sorriso de sempre, e suas bochechas aderiram ao rosado, tão envergonhado como antes. Tão adorável e amável que poderia viver para sempre nessa ilusão de minha mente, apenas para o observar assim tão de perto de mim.
- Sabe Jae, esse lugar não é a prisão de sua solidão. - Informou-me esbanjando um sorriso divertido e sincero, entrelaçando novamente nossas mãos.
- Então é o que? - Tinha a certeza que eu me prendia nesse local branco e sufocante, não tinha outra explicação para tal coisa.
- É o seu ponto de paz. - E assim como apareceu, sumiu em minha frente
Agora tudo fazia sentido, DaeHyun é o meu ponto de paz e o que ele mais quer de mim é minha liberdade de minhas loucuras, ele quer que eu viva feliz assim como deve estar agora, sem preocupações. Mesmo longe, sei que pensava em mim do mesmo jeito que penso nele, pois estamos conectados por linhas imaginarias do nosso amor e nada ás quebrará.
Pena que sonho é apenas algo que depositamos no travesseiro, e sua realidade nos ilude e confunde.”
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Ainda sentia-o perto de mim; as lágrimas avermelhando seus olhos, suas mãos que mantinham sempre a união com as minhas e o sorriso tão perfeito que fazia-me perder o ar e os sentidos.
Esse sonho me fez ter medo da realidade, tão real á mim me parecia um sinal, uma dor estranha batia em meu peito, de repente meu coração se acelerou e minha respiração saiu do compasso. Tinha um pré-sentimento que além do curativo em minha pele, algo mais guardava segredos reveladores. Algo, ou alguém.
E tinha certeza que o segredo que DaeHyun estava guardando era o mais lastimável possível.
N/A: Um capítulo do qual cheio muitas leitoras curiosas. O cap. está pequeno e um pouco “apressado”, e se caso não tivesse com meus ataques, ele estaria melhor, mais complexo e detalhe. Perdão desde já. Creio que todas saibam que máscara é, né. Mas caso não (http://25.media.tumblr.com/tumblr_m001ekKaLR1qdjclvo1_500.gif) mas no caso deveria ser aquelas máscaras brancas, mas a preta é a marca registrada do Dae hehe. Já disse, se querem me matar por quais quer motivo, por favor me avise antes. Desculpe quaisquer erro de ortografia, eu mesmo que beto parágrafo pro parágrafo, então já viram né <3.
DaeHyun P.O.V
As grossas gotas d’água batiam contra minha pele, relaxando aos poucos meus músculos tensos. Por ventura a frieza do chuveiro congelava-me, fixando meus pensamentos e sentidos na gélida água e nublando-os por meros segundos. Mantinha os olhos fechados, atordoado pelo contato misto do frio da água e quente de meu corpo, apoiava minha testa no azulego e contraia minha respiração em profundas ofegadas.
Assim que havia saído daquele inferno terrestre chamado casa de Himchan, não me via capaz de ir diretamente para meu apartamento e lamentar-me pelo meu feito na pele emaculada de YoungJae - tal ato que me encontrava fazendo nesse exato momento -. Fui atrás de um daquelas tipicas lojas de conveniência de 24hrs, procurando por mais algumas bebidas alcoólicas, o pouco que havia bebido na festa não surgia mais efeito, sentia que foram evaporadas junto com minhas lágrimas salgadas. Afogava minhas maiores magoas em goles longos de cerveja preta, fixando meus devaneios em YoungJae.
Eu o amava, então por que eu fui capaz de fazer tal coisa? Por raiva, talvez, amar por anos alguém na esperança da mesma o amar era meu foco principal, e aquelas palavras me doeram mais que qualquer lamina ou tapa que já foi dado contra minha pele.
Meus desleixados passos me encaminhavam até algum ponto de táxi. A cerveja descia junto com minha sanidade, deixando-me esquecer dos acontecimentos anteriores. O teor alcoólico em meu sangue subia, mas nada que me afetasse ou fizesse mal, já que tenho uma certa resistência á isso. Por um momento desejei estar em algum lugar pacto, enroscando-me em homens e mulheres desconhecidos, como uma distração, porém os lábios de YoungJae volviam em minha mente, me recordando do quão perto eu estava do meu real objetivo.
Um objetivo plantado em meu ser por anos, dos quais meu desejo tendia em aumentar.
De nada adiantaria; as bebidas, as distrações ou meus lamentos. Fiz de YoungJae “meu” contra sua vontade, ignorando suas lágrimas, ouvindo os berros de meu subconsciente e não me importando com a brutalidade de minhas atitudes, e esse farto andará comigo por um bom tempo indeterminado.
Ao chegar em meu apartamento adentrei-o sem me importar com a penumbra que pairava em minha visão, indo de imediato á meu quarto e caindo em minha cama, banhando meu rosto em lágrimas dolorosas e caindo em um sono profundo, sem ao menos tirar-me as roupas.
Queria dormir e acordar em uma realidade oposta a essa. Numa aonde eu não fosse tão facilmente manipulado por pessoas hipócritas como eles.
Acordei hoje totalmente dolorido; uma ressaca infernal tinha tomado conta de mim, e devido ao excesso de roupas pesadas em meu corpo - contando com meus coturnos, que nem tinha me dado o trabalho de tira-lo - sentia o mesmo pesar em pontos comuns e diversos. E cá estou eu, tentando afogar-me nessa cachoeira residencial e jogar minhas preocupações por ralo abaixo. Coisas que eram, de fato, impossíveis.
Desliguei o registro do chuveiro, pus-me a procurar minha toalha branca afim de me secar e enrolar a mesma ao redor de minha cintura. Sai do pequeno comodo com intenção de ir diretamente ao meu quarto, do qual, apenas poucos raios solares iluminavam-o.
Respirei profundamente e sentei-me em minha cama, ouvindo o ranger do colchão contra a madeira do suporte. Apoiei meus braços nos joelhos, entrelaçando meus dedos e abaixando minha cabeça, fixando meu olhar no piso de madeira falsa. Não sei ao certo, mas provavelmente passei longos minutos assim. Chorando em silencio pelo luto de minha dignidade e humanidade, atacando meu próprio ser com argumentos de meu passado, lembranças horríveis geradas pela ganancia e popularidade. Machucando meus olhos em lágrimas ácidas de desgosto pessoal, controlado pelo ódio.
Arrependendo-me por eu ser assim.
O pouco de luz solar que escapava pelas cortinas finas, iluminava um caminho único em meu quarto, fazendo com que meus olhos curiosos direcionassem á mesma, vagarosamente, deparando-me com aquele ursinho pousado em cima de minha cadeira giratória.
Pelo contraste da luz forte em si, o via brilhar por entre a escuridão que me isolava e alimentava minha depressão momentânea. Aquele ursinho que substituía a pessoa que havia o dado, que me dava esperanças de o ter comigo, apagar nossas páginas manchadas e criar nossas linhas de nosso futuro, algo tão mágico.
Como se estivesse em total controle, assim como uma marionete sem vida, sem sentimentos e emoções, senti meu corpo ser contra mim e levar-me até a pelúcia militar. Mantinha a respiração tensa, com dificuldade, tragando o ar apenas com a boca. Os rios em meus olhos se secaram apenas para visualizar melhor por onde pisava. De joelhos, fiquei de frente ao urso de pelúcia, levei uma de minhas mãos ao mesmo, o observando com cuidado, como uma peça rara ou até mesmo algo novo, desconhecido aos meus olhos.
- YoungJae-ssi…YoungJae-sii? - Em loucura total, falava com a pelúcia, criando em minha mente o rosto de meu amado - Você vai me perdoar? Sabe, eu…eu não fiz por querer, não era eu naquele momento. Nem ao menos sei como me explicar… - Argumentava entre soluços, sentindo meu rosto se contorcer cada vez mais e meus choros aumentarem o tom. - Será que eu serei capaz de ter o seu perdão ou eu sou uma pessoa tão nojento de alma e pobre de caráter assim? Por favor… - Abracei a pelúcia com força, tanta que a dor repentina em meus braços volvia, senta a maciez de sua textura em minha pele molhada, imaginando que a pessoa que tanto desejava era o objeto inanimado em minha frente, fingindo que o calor era de seu corpo e que o gélido dos cristais negros dos olhos era a frieza de suas lágrimas.
Soluçava alto, não me surpreenderia se meus vizinhos escutassem meu choro, eles não iriam se importar, nenhum deles iria me consolar ou trazer YoungJae para mim. Eu o queria, e estava me odiando por isso. Quem ama não machuca de forma alguma o seu amado, nem se quer pensa nisso. Passei anos o esperando, para que or ventura do destino, eu o encontrasse de uma forma indireta e o machuca-se contra minhas vontades. Eu sou um monstro. Ele com certeza me odeia agora.
Sem cessar meu choro, passei a acariciar a pequena pelúcia com agrado, acariciando desdo do topo até as costas do mesmo. Me choquei ao sentir um rasgo na parte de trás, por brincadeira do destino, exatamente no mesmo lugar onde feri meu amado.
No mesmo lugar.
Meus pensamentos começaram a se liquidar na relação do pequeno rasgo e do hangul em suas costas, como se fosse um sinal. Achando que uma tinha haver com a outra. Que se caso eu consertasse o pequeno rasgo, tudo voltaria ao normal, como se nada tivesse acontecido, resultando em seu perdão e em nossa nova historia. Será realmente isso ou é apenas loucura minha?
- Não…isso é loucura - Olhava a pelúcia pasmado, procurando em sua imagem intacta, a resposta de minha dúvida. Não, só deve ser ilusão minha. Nada disso iria trazer o seu singelo perdão e amor de volta. Nada.
Meus choros deram lugar ao meu riso alto, incontrolável. Ria de minha própria estupidez e loucura, pensava tais coisas apenas para consegui a dita sentença inocente de YoungJae, algo que não conseguiria nem tão cedo. Novamente meus olhos lacrimejaram, só que não de tristeza, era pelo escarnio de meus pensamentos e pela impureza de meu ser. Eu sou um ser digno de ser posto de frente á uma plateia, da qual o intuito principal era rir até faltar ar e a barriga doer por risadas incontroláveis. Como dito, eu era um monstro.
Mas assim como antes, meu choro voltou. Durante as últimas horas, chorei por diversas vezes e pelo mesmo motivo, e algo me dizia que continuaria assim por algum tempo. Não me via mais capaz de sair para meus devidos trabalhos. Apenas queria molhar meu travesseiro e plantar minhas maiores preocupações no mesmo, em questão de horas eu mesmo fui capaz de dar o dobro do sofrimento que deu a YoungJae.
Porque tudo se tornou tão complicado de repente?
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
Passei meu final de semana inteiro dentro de apartamento. Algo bem contraditório e hipocrisia pura, já que não suportava ficar mais de duas horas em meu quarto. Nem chegava perto de meu notebook, não queria contato com ninguém conhecido. Havia tirado a bateria de meu celular, não estava disposto para os pedidos, o que eu menos queria fazer nesse momento. O que apenas fazia-me companhia durante esses dias foram filmes aleatórios, café e lenço de papel, creio que devido aos meus constantes banhos gelados, estava começando a ficar resfriado. Bem repentino, convenhamos.
Passava minhas madrugadas escrevendo sobre meus atos, escrevia sobre coisas que havia feito e coisas que tanto desejava; lamentações e YoungJae. De uma forma indireta, ele era o começo, meio e fim de meus textos, eu me comparava com a “virgula” em sua vida, que ao mesmo tempo que ajudava, também atrapalhava - de certa forma -.
Mas aqueles desabafos no papel me ajudaram um pouco, relia diversas vezes e criava uma nova pessoa dentro de mim. Até passou em minha mente me mudar por completo; mudar o visual, comprar um novo apartamento, conhecer novas pessoas e dedicar-me apenas na música, já que uma grande quantidade de dinheiro estava bem guardada em algum canto de meu armário. Porém, tudo isso seria muito precipitado, deveria deixar tudo apenas acontecer, como sempre.
Minha segunda-feira começou como qualquer outra, acordei relativamente tarde, e mesmo ter dormido por longas horas, ainda sentia uma leve sonolência. Decidi que hoje seria um dia diferente dos últimos passados, tentaria voltar como tudo era, alias, foi apenas um programa, eu não deveria ter colocado meus sentimentos em jogo. Vi pela cabeceira da cama o relógio que apontava quatro horas, tsc típico. Tratei de tomar um requentado banho e alimentar-me bem com torradas e suco de laranja, de qualquer modo, teria que sair para comprar algumas coisas.
O clima ameno e meu resfriado forçava-me a colocar a roupas quentes e usar minha já esquecida máscara preta*, da qual cobria boa parte de meu rosto, era algo comum usarem máscaras assim por causa de resfriados e gripes. Tênis, jeans e moletom era o que basicamente usava, já que não demoraria nas compras, algo de meia hora, uma loja de conveniência já era de grande ajuda.
Tranquei meu apartamento e peguei o elevador, preparando meu consciente para mais um dia, enfim fora de meu refúgio. Não nego, estava com receio de ver rostos desconhecidos e imaginar suas vidas, uma neura minha.
O movimento nas ruas eram tamanho que apenas via o vulto dos carros, pelas calçadas se via pessoas apressadas em busca do caminho do trabalho, casa ou divertimento próprio. Uma ou outra esbaravam em mim, pedindo desculpas sem ao menos olhar á mim. Não sei porque, mas um nó se enroscou em minha garganta, apenas mordi levemente meu lábio inferior e fechei meu punho, criando uma dor artificial como distração. Meu deus, eu estava tão sensível assim?
Depois de uma longa caminhada, enfim cheguei á loja de conveniência. Apenas precisava de algumas coisas para comer, as tão ditas besteiras, alguns rámens instantâneos e uma barra de chocolate. Estava necessitado de açúcar em meu sangue, principalmente de chocolate.
Após pagar minhas poucas compras, fui-me embora do recinto, querendo voltar logo para meu apartamento e provar dos diversos chocolates que havia comprado. Andava devagar, observando com calma o cenário e pessoas ao meu redor, e meu caminho me parecia familiar. Não havia notado que andava em direção ao colégio que passei meus últimos anos escolares, anos solitários, diga-se de passagem.
Isso me lembrava sobre minha família.
Com certeza, não tenho boas lembranças sobre ela, ao menos, nem ao certo me lembro.
Pelo som do comum sino escolar, as aulas haviam terminados e um mar de estudantes sai apressadamente. Encostei no muro, á esquerda, afastando-me do transito de pessoas e olhando cada uma delas, como se vivesse de novo tempos nostálgicos. Tempos em que a presença de YoungJae era continua, silenciosa e acolhedora. Eu amava isso, por mais que nunca sequer havia o dito tais coisas. E nem ao menos poderei o dizer que o amo, já me convenci que isso é impossível.
- Ei, você não é o hyung daquele vez? - Fiquei estático ao sentir uma mão em meu ombro e escutar a pergunta em um tom divertido. Retesei alguns passos e olhei para trás, dando-me conta que não era ninguém perigoso, afinal. Era aquele garoto do vidente daquela vez. A expressão boba do jovem se realçava com o sorriso e os pequenos olhos que sorriam juntos, perdendo-se em seu rosto. O uniforme escolar estava bagunçado; botões apertos, gravata mal colocada e fora do lugar, o sinto desfivelado deixava a calça social cair um pouco, mostrando a barra de sua cueca preta. Confesso que meus olhos gostaram do que viram. - Eu sou aquele garoto do vidente!!
- Como tem tanta certeza de quem eu sou? - Perguntei já calmo, cruzando os braços e apenas esperando por sua resposta.
- Eu apenas sei, impossível não te reconhecer, mesmo com essa máscara na cara. - O sorriso bobo continua no rosto. Tão adorável.
- Não me convenceu. Ainda me lembro do que você falou pra mim. - Murmurei baixo, levando minha mão vaga até minha nuca, acariciando meio sem graça.
- Oh hyung, não foi minha intensão, falei a primeira coisa que me veio na cabeça, sem ressentimentos, né? - Acariciava uma das bochechas com o dedo indicador, tão sem jeito quanto eu. Esse encontros do destino me surpreendem cada vez mais, creio que mais surpreendente que isso não haverá. O garoto ainda desconhecido por mim estava diferente daquela vez. Naquele dia sua postura era tão séria e profissional, agora, assim em minha frente, parece outra pessoa. - Podemos fingir que essa é a primeira vez que nos vemos. Me chamo JongUp. - Estendeu sua mão direita, mantendo o sorriso largo no rosto. Sua intenções não eram más, a transparência em seu carácter era muito transparente. Não era mal, em um todo. Ainda me perguntava mentalmente o porque esse encontro e atitude repentina, parecia tão forçado. E como ele sabia que era eu? Essa dúvida maior martelava minha cabeça.
Observei sua mão com uma sobrancelha erguida, desacreditando em sua atitude.
- Prazer, DaeHyun. - Correspondi simpático, apertando sua mão estendida. Ainda achava tudo muito repentino. Estratégico, talvez? Não sei, mas parecia tão forçado. Passamos a observar os restantes alunos, um silencio incomodo instalou-se entre nós, e a ideia de ir embora veio a tona se não fosse por minha súbita curiosidade. - Você estuda aqui?
- Ah não hyung, estou apenas esperando uma pessoa.
- Namorada? - Perguntei em tom divertido, analisando bem os traços maduros porém infantis e camuflando meu sorriso por detrás da máscara.
- Antes fosse. - A coloração natural de seu rosto deu lugar á um rosa claro, levemente constrangido. - Olha, ele já vem vindo.
Espera…ele?
Curioso como era direcionei meu olhar para onde o mais novo tanto olhava com aquele sorriso idiota. Era o último a sair do colégio com um skate nos pés e a maleta escolar em uma das mãos, sua pele leitosa brilhava sob os tímidos raios de luz que escapavam por entre as nuvens, o cabelo loiro se bagunçava devida á brisa contra seu rosto, seus olhos que me pareciam pequenos, se tornavam uma linha fraca por sua concentração. Um garoto que lembrava um anjo de tão adorável, convenhamos.
Seu olhar era fixo no chão e hora ou outra, no skate. Suponho que estava no ensino médio ao ver sua altura, tinha cara de ser um garoto sério e tímido. JongUp ao ver o garoto, acenou para o mesmo alegremente, mostrando cada vez mais seu sorriso que fazia parceria ao brilho cego de seus olhos.
- Ei Zelo-ah!!
- Ei JongUp- hyung - Me afastei dos dois, mantendo uma distancia não muito longa. Não queria atrapalhar ou incomodar, do jeito que JongUp havia dito e se expressado, ele sentia algo por esse garoto. Talvez.
Começaram um papo cotidiano, bem comum diga-se de passagem. Me sentia levemente incomodado por ainda estar lá, deveria voltar logo para meu apartamento e voltar com aquela vida de sempre. Retesei alguns passos devagar, tentando ser discreto, porém o maior entre os dois percebeu meu afastamento e logo perguntou sobre.
- Hyung, não vai me apresentar seu amigo? Ele parece não estar muito a vontade com a gente. - E por fim disse em um tímido sorriso, mostrando bem seus dentes pequenos e brancos. Não posso negar, ele realmente me lembrava um anjo em todos os aspectos.
- Ah sim. Zelo-ah, esse aqui foi um dos clientes do meu tio, e eu acho que não passei uma boa impressão para ele… - Ambos riram. Eu não tinha entendido bem e o pouco que fiz foi cruzar meus braços, apenas por esperar o final de sua sentença. - Mas enfim, esse aqui é o DaeHyung, certo hyung?
Confirmei com minha cabeça e estendia minha mão até o maior, assim como em minutos atrás, em um comprimento amigável. Seu rosto estava pálido, incrédulo, não crendo no que sua audição ouviu. Abaixei um pouco minha máscara, descendo até o queixo e dizendo um murmurado “O que foi?” ao loiro. JongUp fechou a cara ao ver a reação de seu amigo.
- Você é o…DaeHyun? - O loiro se aproximou de mim, segurando meus ombros e olhando-me com os olhos arregalados, surpreso. Antes mesmo que eu pudesse o responder, desfez o contato de suas mãos, procurando com rapidez o celular nos bolsos. Pegou o aparelho eletrônico, tocando-o diversas vezes. - Você conhece essa pessoa?
Franzi minha testa e olhei para o celular que mostrava uma foto dele. O dourado dos fios, o brilho de seu sorriso e a simplicidade de seu olhar me cativaram, formando um pesado nó em minha garganta. Eu queria chorar apenas por ver a imagem pixelada de YoungJae. Tão lindo, tão puro e tão meu que a dor voltava em dobro. Como esse garoto, o dito Zelo, tinha uma foto de YoungJae? Será que…?. Não. Impossível. YoungJae não estaria em uma relação como um tipo de pessoa que aparentava ser Zelo, alias, ele era bem preservado com isso.
- YoungJae… - Minha voz saiu falhada e mordi o lábio inferior tentando segurar o choro. Não creio que passei meu final de semana inteiro chorando por meu arrependimento, para no começo da semana voltar a chorar por esse motivo bobo.
- Sabia que você se lembrava. - Murmurou o maior, feliz por isso. - Sabe DaeHyun, o meu hyung realmente sente a sua falta, e eu sei que eu não deveria estar falando essas coisas afinal, mas ele tem muita vontade de o ver.
Lutava contra meus sentimentos para não jogar fora minha dignidade, e chorar em público, minhas pálpebras até doíam por isso. Apertava meus punhos, fincando minhas curtas unhas na palma de minha mão, tentando concentrar a dor em outro ponto de meu corpo. Queria lhe perguntar coisas sobre YoungJae; como ele estava e se havia visto a marca em sua pele, esse fardo já estava pesando minhas costas. Foram somente poucos dias, mas sinto que essa dor me torturava por anos.
- A gente poderia passar na floricultura da mãe dele, né Zelo? Talvez ele esteja por lá. - JongUp deu a ideia e Zelo aceitou sem anti-mão, mas eu não me agradei com tal ideia.
- É mesmo DaeHyun. Que tal a gente ir até lá?
Ver YoungJae depois do que eu fiz com ele? Eu não conseguiria sequer olhar seu rosto sem chorar ou clamar por perdão. Nesse momento eu me odiava, deveria ter ficado em meu quarto, assim esse surpreso encontro não aconteceria. Mas, chegará uma hora que terei que encara-lo de frente e dizer a verdade em tom franco, aguardando pela rosa branca de perdão ou os espinhos de seu julgamento.
Afinal de contas, eu deveria ou não ir?
N/A: Hey pessoas que leem a budega floopada dessa fic, como estão? hehe. É a primeira vez que faço um p.o.v assim, então não sei se ficou bom aos olhos de quem irá ler, fiz meu máximo para parecer legivel porém…Não consigo mais fazer um cap sem lembranças, pfvr né lolol. Já disse, se querem me matar por quais quer motivo, por favor me avise antes. Desculpe quaisquer erro de ortografia, eu mesmo que beto parágrafo pro parágrafo, então já viram né <3.
Narrado em Terceira Pessoa
Os fracos fios de luz transpareciam pela cortina fina do quarto do jovem. O mesmo estava dormindo tranquilamente, em um sono pesado de mais de dez horas desde que chegou em sua casa. Havia chegado em casa por volta das quatro da manhã acompanhado por um moreno, sua mãe estranhou a presença do estranho, porém o mesmo apenas lhe disse que YoungJae exagerou na bebida e não estava em condições de voltar para casa sozinho.
Convencida por isso, deixou o estranho moreno levar seu filho até o quarto de seu filho no segundo andar. Antes dele partir, receitou uma pílula de suas cores, vermelha e branca, que levava consigo, dizia a senhora que se ele tomasse a tal pílula a ressaca passaria em minutos, como se nunca a tivesse. A mulher de idade não confiou em uma palavra sequer que o estranho lhe dizia, afinal, ela sabia bem como tratar alguém de ressaca, não era necessário alguém qualquer a dizer o que tem ou não o que fazer. Era explicito as segundas intenções nos olhos nublados do jovem á sua frente.
Irritado com seus atos, o moreno foi embora de cara feia, como se as atitudes da mulher tivesse o surpreendido e bagunçado seu provável plano.Nesses momentos, o instinto materno realmente funciona. A mulher não estava errada, em um todo, a estava evitando uma grande tragedia em sua vida.
A tal pilula milagrosa que tanto falava era uma forte e imediata poison pill, ou popularmente conhecida como pilula venenosa. Realmente, as intenções do moreno não eram nada boas.
Um leve soar de batidas vinha da porta, porém o loiro nem sequer foi afetado, prolongando sua presença no mundo dos sonhos. Sua mãe havia deixado a porta trancada, pois provavelmente seu filho não acordaria tão cedo, e não queria incomoda-lo. As batidas ficavam cada vez mais altas e fortes com o passar de segundos, com certeza alguém queria que YoungJae acordasse.
O pequeno corpo se remexia na cama preguiçosamente, ainda sonolento sentou-se na cama, sentindo um dor agudo em seu corpo. Demorou á entender que seu corpo todo doía, ele não fazia á minima ideia do por que ou como aconteceu, ou melhor, ele se perguntava como chegou até sua casa e o que aconteceu na noite passada.
Levou as mãos até sua cabeça, a mesma martelava sem fim, como se pequenos invasores tivessem tomado controle do interior de seu cranio, martelando com força seus nervos. Voltou a deitar-se na cama assim que a dor tendeu a crescer, afundando a cabeça no travesseiros e massageando sem fim. Os toques na porta, altos e irritantes, só ajudavam á piora-lo.
- Hyung, você acordou!? Me responde hyung! - Uma voz conhecida soou atrás da porta, indagando por dúvida. O pequeno loiro reconheceu a mesma como sendo a de seu vizinho Junhong. O que o estranhava já que era sábado, típico dia em que adolescentes saem em grupo atrás de alguma distração de seu stress escolar. - Se estiver, grite yah!
Algo tanto quanto infantil por parte de Junhong, porém YoungJae faria qualquer coisa para o maior parar de bater na porta incansavelmente.
- Eu estou acordado Junhong-ah, para de bater na porta yah. - Sem muitas forças, apenas disse a sentença em seu tom comum, desejando que o loiro maior tivesse escutado com clareza.
As batidas enfim cessaram, aliviando um pouco YoungJae, agradecido pelo bom senso de seu vizinho. Longos minutos depois a porta foi aberta por sua mãe acompanhada de Junhong. A senhora apenas observou seu filho deitado e lhe informou que voltava com comprimidos e um copo d’água, o que não foi rejeitado por YoungJae que queria logo que essa ressaca passasse o quanto antes.
- Nossa Hyung, você está com uma cara péssima. - O maior disse risonho ao ver o resto vermelho e inchado de seu amigo. Pegando a cadeira da mesa de estudos e a levando próximo da cama de solteiro, carregava consigo sua maleta escolar e uma mochila aleatória, cheia de desenhos de skates em cores vibrantes. - O que aconteceu com você cara?
- Não faço a mínima ideia. Nem sei como cheguei em casa ou o que aconteceu enquanto eu estive fora, ou melhor, nem sei como eu ainda estou vivo com essa dor de cabeça. - O menor entre eles praguejava de dor, sentia as veias laterais de sua cabeça pulsarem em suas mãos, que não demoraram a tentar massageia-la por uma tentativa de alivio.
- Hyung, você foi á alguma festa? - O entusiasmo em sua voz era evidente, seus olhos brilhavam e um sorriso idiota foi plantando no rosto do mais novo.
- Tá querendo saber demais hein Junhong-ah - Disse após atirar um dos travesseiros ao loiro maior, o mesmo rio da atitude de seu hyung, achando deveras engraçado a possibilidade dele ter ido á alguma festa. Afinal, seu hyung era uma das pessoas mais anti-sociais que conhecia, além do trabalho e faculdade, poucas vezes saia de casa; E se saia, era em curtas visitas á casa de Junhong, compras mensais ou casos familiares urgentes. Festas estavam fora de cogitação. - Mas o que você faz aqui? Pensei que esteve tendo aulas de reforço na escola…
- E estou hyung, mas o horário de aula acabou por hoje. Sabe, já são cinco horas da tarde. - Mostrava o horário pela tela de seu celular touchscreen, centímetros de distancia do rosto de YoungJae, o irritando por isso, deixando o loiro maior rir soprado novamente.
- Ok, ok. Já vi, não precisa mostrar assim tão perto. - Afastava o celular de seu rosto, fechando os olhos devido a luz artificial do aparelho. YoungJae apoiava os braços nos joelhos, afundando sua cabeça por entre o espaço de suas pernas. Além de sentir a incontrolável ressaca, sentia o exterior e interior de seu corpo doer, pontadas agudas sempre que endireitava sua postura. Subiu um pouco o olhar á seus braços desnudos, parando em seus pulsos marcados. As redondas bochechas de YoungJae tornaram-se vermelhas, e por vergonha, puxou a grossa coberta até cobrir-se por inteiro, deitando novamente, ouvindo o quão divertido tudo isso estava sendo para o maior. - Você gosta de rir da desgraça dos outros né.
- Hyung, não estou rindo por isso. Só de imaginar você em alguma festa é uma cena cômica, convenhamos. - Abafava seu riso com uma das mãos, enquanto a vaga acariciava sua barriga, que doía de tanto rir. O menor resmungava algo sem nexo, a coberta distorcia as palavras e era pouco nítido o que dizia. Aos poucos o loiro maior recuperava seu folego de seu riso bobo, e ficando sério a quanto o que diria - E cara, me chama de Zelo.
Junhong, ou o dito Zelo, não gostava que o chamasse pelo seu nome, achava que soava muito sério aos seus ouvidos, como se alguém fosse brigar com ele a qualquer momento. Seu hyung o chama assim por respeito ao mais novo, viver sob um pseudônimo e ser falso ao mundo não era algo que agradava o mais velho.
- Dá no mesmo.
Ambos deram de ombros, essa discussão não daria em nenhum lugar, assim como das últimas vezes, o melhor a se fazer era ignorar e prosseguir com a conversa. O silencio acariciava suas audições, pairando em um momento de reflexão para ambos, YoungJae ainda tentava pensar como foi sua noite e o dito Zelo apenas observava o quarto do menor, concentrado nos nomes complicados dos grossos livros em sua instante.
- Por que você veio aqui? - Disse descobrindo apenas a cabeça, afim de vê-lo e ouvir melhor.
- Não posso fazer uma visita á um amigo meu? - O maior disse risonho, mesclando entre a ironia e o sarcasmo. YoungJae apenas o fuzilou pelo o olhar, sabia muito bem que esse não era o real motivo de sua visita repentina. - É que eu queria que me ajudasse com física, mas pelo seu estado é melhor nem perguntar.
- Pelo menos você tem bom senso. -Murmurou baixo. Sempre aos finais de semana YoungJae ajudava Zelo nas matérias que tinha mais dificuldade, por essas e outras o maior sempre tinha as maiores nota de sua sala e agradecia a boa vontade de seu hyung por isso.
Ouviram alguns passos pesados vindo da escada, era a mãe de YoungJae que trazia consigo alguns comprimidos e um copo d’água gelada. Dizia ao seu filho para continuar deitado, descansando por no mínimo duas horas e se caso a dor de cabeça não passasse de imediato, daria outro comprimido e uma mistura que ajuda na ressaca.
- Se comportem crianças, sem bagunça hein! - Disse após dar um beijo estrala na testa de seu filho e afagar os macios cabelos loiros do maior, ouvindo as reclamações dos mesmo quando a ordem da senhora. A mesma apenas rio antes de deixar os dois jovens a sós, presos em seus próprios pensamentos; YoungJae ainda divagava sobre o que aconteceu em sua noite passava e Zelo apenas olhava fixo para algum ponto aleatório do quarto.
Ao ver que o mais novo se encontrava em seu próprio mundinho, decidiu-se cochilar um pouco, afim de diminuir a tensão de sua cabeça. Fechou os olhos e afundou a cabeça no macio travesseiro. O silencio voltou a ser presente no recinto, ajudando a leve sonolência dançar-se com a ressaca lateante, aprofundando-se em um cochilo levemente pesado.
Zelo após ver o descanso do mais velho, decidiu se aventurar pelo quarto do mesmo, indo até a grande estante que se encontrava no outro lado do amplo quarto. A estante continha vários livros de tamanhos, cores e formas diferentes. Sua curiosidade o levou ao ver algumas action figures de comic books diferentes, heróis de sua infância e distrações de seus dias. Foi em passos cuidados até lá, percebendo o quão organizado o quarto era para um homem, vendo que até as gavetas eram organizadas por tipos de roupas. O maior riu ao ver que a primeira gaveta estava trancada, “provavelmente é a gaveta de cuecas” pensou ele.
Voltou sua atenção a grande estante, passando os olhos desdas fictures até os diversos livros. Não era exagero comparar com uma mini-biblioteca, já que metade de uma se encontrava lá. Passava a ponta dos dedos na lateral dos livros, sentindo a textura fria e grossa dos mesmos. Eram diversos tipos; mangás, comic books, estudo da computação, estorias clássicas, estudo em geral e etc. Seu olhar o levou á um grosso livro misterioso que se encontrava entre um grande atlas e um livro sobre química, o pegou sem pensar duas vezes.
O livro preto de capa dura estava um pouco empoeirado, Zelo assoprou afim de tirar um pouco da poeira e recebeu uma repentina tosse de volta. Tossia com ardor, sentindo a poeira se infiltrando aos poucos em seu pulmão. Olhou para trás com um certo receio de ver seu hyung o ataque com o olhar, pois não havia pedido permissão para tocar em suas coisas. Agradeceu mentalmente ao ver que YoungJae nem ao menos se remexeu na cama, cochilando tranquilamente. Após o mediano susto voltou a atenção ao misterioso livro, passando a mão na capa afim de ler as letras douradas nitidamente o nome do mesmo; “Anuário Escolar...”
O mais novo arregalou os olhos surpreso. Enfim havia achado o tão procurado anuário escolar de seu hyung, já que o mesmo havia estudado um ano no colégio que atualmente estava, queria saber como foi o ano nele e se o colégio e ensino havia melhorado desde então. Na verdade, essa era a apenas a desculpa que ele usava, o que ele queria era apenas ver as fotos, um tanto quanto, embaraçosas de seu hyung e divertir-se com as historias dele.
Porém ele não contava nada do tipo á Zelo, e sempre mudava o assunto entregando o anuário do colégio sucessor á esse. O mais novo sabia que era um dos poucos amigos de YoungJae e ansiava por saber mais de seu hyung, o mesmo quase não contava muito, isso dependia mais da mãe deste que fazia questão de contar tudo á criança. Mas o que ele queria saber, nem mesmo a mãe dele sabia. Dizia que até hoje o perguntava o porque de ter saído de um colégio bom como aquele assim tão repentinamente.
Abriu a anuário sem precedentes; A primeira página apenas contia o nome do colégio e o ano, foleando para a próxima página em ambição. A segunda tinha uma foto pequena de YoungJae e tinha os dados escolares do mesmo, tais como nome, ano letivo, notas, faltas, depoimentos de professores e destaque nas medalhas de ouro no torneio de xadrez e gincana de matemática que houve na feira escolar naquele ano. Realmente, YoungJae era muito inteligente. As mãos aflitas folearam as páginas sem parar, analisando os rostos desconhecidos em busca de seu alvo. YoungJae pouco se encontrava nas fotos, apenas em algumas fotos dos ditos torneio e gincana, algumas junto com os colegas de sala e uma foto curiosa com um atrativo moreno.
Na foto, YoungJae se encontrava sorrindo com o rosto rubro por ter braços circulados em sua cintura, era abraçado por trás por um moreno desconhecido ao menor. Ele também sorria, apoiando sua cabeça no ombro de seu amigo. Os dois estavam bem vestidos em um terno social preto, que caiam perfeitamente ao corpo de ambos. Zelo tirou a foto do suporte transparente, aproximando a foto ao rosto, vendo bem o quão fofo YoungJae ficava de cabelo moreno.
Colocou a anuário na mesa de estudos - que estava bagunçada entre folhas, cadernos, canetas e livros abertos e jogados por lá -, sentou-se novamente aonde estava á minutos atrás e tocou a grande e fofa bochecha do menor, ganhando alguns resmungos em troca que abria os olhos devagar, como se estivesse acabado de acordar de um sono profundo.
- Hyung o que é isso?
- O que? - YoungJae sentava preguiçosamente na cama, bocejando e coçando um dos olhos da maneira mais fofa existente.
- Essa foto hyung - Entregava a foto tentando disfarça a curiosidade de sua fala, tentando soar o mais natural possível.
- Anh sim, é a foto da minha formatura do ensino fundamental - Disse enquanto analisava a frente e trás da mesma, mantendo um olhar triste ao re-ver a foto - E também a minha única com DaeHyun-ssi, nunca mais o vi.
- DaeHyun-ssi? O que aconteceu com ele? - Talvez pela sonolência, YoungJae não fazia ideia do que falava. Sempre é difícil falar abertamente sobre a vida com alguém, e ficamos tensos ao ver que a pessoa desejava saber mais e mais a cada palavra.
- Eu o julguei mal. O fiz inferior á mim e mexi na ferida que mais doía. Eu achava que ele era uma pessoa perfeita, em todos os sentidos. O toque dele era tão quente e cuidadoso, adorava prolongar nossos momentos de mãos dadas. A voz tão aveludada, emocionada a cada palavra dita, vivia pedindo para cantar e seguir essa carreira, porém achava que não daria futuro. Os lábios tão convidativos, carnudos em um todo, ansiava pela presão contra os meus, mas a timidez nunca me permitia. Seria mentira se eu dissesse que não sinto falta dele e não quero o re-ver para poder me redimir pelo meu ato não pensado e o julgado sem precedentes, apagar esse capitulo de nossas vidas e re-escrever em um livro só nosso, recheado de momentos carinhosos e íntimos. Sabe Junhong-ah, demorou até eu saber, ou melhor, perceber que o amava. Um amor tão proibido e tão verdadeiro.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
YoungJae P.O.V
As pétalas de cerejeira bailavam pelo ar e descansavam no piso da grande entrada da escola, a confraternização de final de ano havia acabo e enfim me acabei o ensino fundamental, apenas sobrava-me mais três ano para concluir o colégio.
O ar puro de final de primavera me embriagava, a terra levemente molhada devido a chuva da noite de ontem ainda pairavam no ar, tornando o aroma único e prazeroso. Observava alguns colegas trocarem palavras e abraços, desejando se verem no próximo ano e escrever mais um capitulo juntos. Alguns até trocavam afeto comigo, agradecendo pelo ano letivo juntos por mera educação.
Estava sentando em um dos diversos bancos que se encontrava no campus do colégio, segurando em mãos meu diploma. Sentia uma ponta de orgulho, porém esse não é nada com meu tão sonhado diploma de faculdade, estudava arduamente para isso, precisava arranjar um emprego bom e dar uma vida confortável á minha mãe, ela não poderia me sustentar pelo resto da vida.
Olhei meu simples relógio de pulso, checando o quão tardar estava ficando. Não poderia prolongar minha presença aqui, dias como hoje os trens ficavam mais lotados do que de costume, era melhor me apressar e ir embora logo.
Levantei-me procurando alguns professores para agradecer pelo trabalho e o ensino que nos deu. Adentrei o hall principal do colégio, passando pelos pequenos armários que se guardavam os sapatos e seguindo até o ginásio, onde a maioria dos alunos e professores provavelmente estavam. Esbarava em alguns alunos aleatórios, desculpando-me de imediado e seguindo com a minha procura.
Minha procura estava sendo tranquila se não houvesse uma pequena distração no meio do caminho.
- Ei Jae, aonde vai? - DaeHyun, um colega de classe parava-me no caminho, curioso por saber onde eu iria. O olhei surpreso, ele me chamou de “Jae” ou eu havia escutado errado? - É..quer dizer, YoungJae-ssi!! - Ri sem graça de distração de suas palavras. Não era um de seus costumes chamar-me de “Jae”.
- Estava atrás dos professores para me despedir e ir embora. - Disse enquanto voltava minha caminhada até o ginásio, que não estava tão longe assim.
- Posso te acompanhar? - Perguntou-me tímido, acariciando a bochecha com a ponta de seu indicador e olhando para algum ponto fixo de seu sapato formal. Achei adorável isso, perguntando-me mentalmente se deveria o deixar sim ou não.
Nos conhecemos há um tempo, não sei bem ao certo, porém lembro-me que desde sempre eramos da mesma sala. DaeHyun sempre foi uma ótima pessoa comigo, por mais que não era necessário, e nem ao menos eu pedia, ele me ajudava sem pedir nada em troca. Uma pessoa tão gentil, amável e querida por todos que nem acreditava nos momentos que ele puxava conversa comigo, era tudo muito surreal. De uns tempos pra cá DaeHyun tentava prolongar mais nossas conversas e se aproximar mais de mim, talvez como um pedido mudo de amizade.
- Claro, fique a vontade. - Falei por educação, mostrando o sorriso mais simpático que podia fazer e recebendo o sorriso mais lindo nunca antes visto por meus olhos, me imobilizando por duradouros segundos.
Seguimos nosso caminho em silencio, falando uma ou outra coisa sobre a escola e o quão rápido o ano passou. Conversávamos sem desviar o olhar do percurso, concentrados em não atrapalhar o divertimento dos outros alunos. Ao chegarmos no ginásio, uma música leve tocava ao fundo, relaxando a audição e achando conforto nos acordes do agudo violão, alguns professores ainda se encontravam por lá, batendo fotos com alguns alunos; Fotos para o anuário, creio eu.
- DaeHyun-ssi vou lá conversar com os professores, quem vir junto?
- Anh, YoungJae-ssi, vamos ficar aqui, eles parecem ocupados. - Dizia baixo circulando seus braços em minha cintura. Os batimentos de meu coração aceleraram com esse mero toque e senti meus pulmões suplicarem por ar. - Se você for pra lá, não vai ser tão divertido assim.
- Divertido? Como assim? - Engoli em seco, nunca estive tão próximo assim de alguém. O olhava nos olhos, buscando alguma maldade em seu olhar ou algo que demonstrasse perigo, porém eu apenas via um brilho desconhecido, um desejo por meu toque, mas estava muito surpreso para qualquer reação.
- Apenas curte o momento.
E se o abraço repentino já não fosse surpresa o suficiente, deu um leve beijo em meu pescoço. Meu corpo frio aqueceu-se com o toque quente de seus carnudos, transformando os dias frios de meu coração em uma tarde quente de inverno, estasiado pela mistura amena de calor e frio. Senti meus músculos relaxarem, minhas bochechas coraram involuntariamente e por ventura, minha mão vaga acariciou o tecido que moldava seu quadril, apertando de leve.
Apoiei minha testa na curva de seu pescoço, me deliciava com o aroma doce de seu perfume, e se dependesse de mim poderia passar o resto dia, ou de minha vida desse jeito. Um sentimento estranho estava tomando parte de meu peito, nem eu mesmo estava me conhecendo. Dois homens abraçados não era algo normal aos meus olhos, ainda por cima, eu sendo abraçado e retribuindo o abraço.
Passamos longos minutos curtindo o contato e ouvindo o soar do violão ao fundo, já havia me esquecido o porque eu tinha ido ao ginásio e nem me importava em lembrar-me. Nossa atenção foi tomada quando um dos fotógrafos do anuário se aproximou de nós, tentei me desvencilhar de seu abraço, mas parecia que sua força aumentava com o tempo.
- YoungJae-ssi, faça o que eu tinha dito: Apenas curte o momento. - Me olhava nos olhos, me ordenando por olhares para parecer o mais natural possível, mesmo com toda essa intimidade repentina. O fotógrafo deu sinal para nos posicionarmos, me virei para frente, ficando de costas para DaeHyun, tentando disfarçar o corado de meu rosto por sentir sua respiração contra mim. DaeHyun-ssi apoiou o queixo em meu pescoço, o que não era tão complicado devido a nossa minima diferença de altura. Não pude ver, mas sabia que sorria.
Aquele sorriso verdadeiro, onde até os olhos se ofuscavam para sorrir junto.
Assim que a o forte flash nos iluminou, chegando a doer minha visão. Agradecemos ao fotografo, que apenas retribuiu com um sorriso simpático, passando a fotografar os outros alunos presentes.
- Por que? - Me virei de frente para ele, um pequeno bico marcava presença em minha face e a dúvida era explicita. Creio que ele sabia bem do que estava falando.
- Queria uma lembrança fixa de você, apenas memórias de nossos momentos não me satisfazem. - E aquele tipico sorrio não morria por nada, era incrível essa capacidade de ser tão belo com pequenos atos. Segurou as laterais de meu rosto e depositou um longo estralar em minha testa. - A gente se vê ano que vem.
Despreparado como eu era, não esperava por isso, pudi somente ver a silhueta de suas costas distanciar-se de mim. Esqueci as palavras que rodavam em minha mente, esqueci como se forma as palavras. Meu coração ditava um ritmo frenético, e sentia algo em meu interior.
Será que era as tais “borboletas”?
Não, não pode ser que eu estava […]
YoungJae P.O.V /OFF/
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A lembrança do dia tomou conta dos pensamentos de YoungJae. Aquele foi o primeiro momento que recusou o amor que sentia por DaeHyun, tal amor era visto apenas como uma ilusão aos seu olhos. A ilusão mais real que enfrentou até agora, uma divagação de sua mente ou até mesmo uma miragem realista. Ele não se conformava que era possível se apaixonar por alguém, e nem mesmo se sentir amado, com certeza, era o sentimento mais confortante de todos.
- E quando percebeu que o amava?
- Quando eu o perdi. Quando eu mesmo me afastei de quem eu mais amava por medo de ser um impuro de alma, assim como era de corpo. - Colocou a foto na frente de Zelo, apontando para a mesma. - Essa é a única lembrança que tenho dele, e nas poucas vezes que vejo essa foto, sinto que ele não estava sorrindo para a câmera ou por impulso, sinto que estava sorrindo para mim. Como se esse sorrindo lindo, que somente ele tem, me desse forças para mais um dia e armas para mais uma batalha. - Olhava nostálgico para a foto, voltando a sentir os mesmos sentimentos que sentiu naquele dia. - Me sinto feliz e triste ao ver isso, foi tudo um erro meu, se eu tivesse o escutada naquela vez, talvez estaríamos juntos até hoje.
O clima entre eles estava pesado, e Zelo se arrependia por tocar na ferida mais profunda de seu hyung. Engoliu em seco, processando as informações ditas por ele. Entendeu o que ele quis dizer com a última vez e assustou-se por isso, não controlando sua curiosidade infantil.
- YoungJae-hyung, você nunca namorou?
- Não…
- Isso quer dizer que você também…? - A malicia era transparente no sorriso brincalham do mais novo, aguardando a resposta que queria ouvir.
- Junhong-ah para de levar a conversa pra esse lado. - Se antes o rosto de YoungJae já estava levemente vermelho, agora se encontrava além. Levou as mãos ao rosto, escondendo sua feição envergonhada e decidiu continuar a conversa assim, abafando suas palavras para que Zelo não as ouça com clareza. - Sim, eu nunca namorei e nunca fiz sexo, é clichê, porém eu ainda estou o esperando, quero que minha primeira vez seja com ele, nada mais justo já que ele foi o primeiro e único homem por quem eu me apaixonei.
- Que bonitinho, parece até uma garotinha. - E outro travesseiro foi atirado em direção de Zelo, se divertindo cada vez mais com seu hyung, nunca imaginaria que o ver de ressaca e envergonhada seria tão engraçado. Não que ele estivesse vendo as coisas por mal, mas queria ver pelo menos um sorriso na cara de YoungJae, porém o mesmo não colaborava a si. O enfermo resmungou alguns xingamentos ao seu dongsaeng e levantou-se decidido em ir ao banheiro, Zelo apenas o observava enquanto colocava os travesseiros em seus devidos lugares.
A blusa branca que YoungJae vestia levantou-se um pouco em suas costas, mostrando algo incomum passou por seus olhos. Se Zelo não tivesse a visão tão boa nem teria notado a diferença, poderia facilmente confundir com a pele dele.
- Hyung o que…
- Você está muito curioso hoje hein. - YoungJae arrumava sua roupa que estava levemente amassada e fora do lugar, virando-se á Zelo que o encarava pasmado - O que foi dessa vez?
- Nada…Deixa pra lá. - Ao ouvir isso, o mais velho bufou impaciência, voltando a tomar seu rumo até o banheiro. Deixando o maior afogar-se em pensamentos profundos e suposições sobre o que acabará de ver.
Realmente, o curativo suspeito, manchado com sangue, era nada de importante há eles.
N/A: O capitulo é basicamente o ponto de vista do Himchan e como o Jae esqueceu o Dae, e bem, creio eu que é algo que já aconteceu com 90% das pessoas, porém nas notas finais tem mais explicações. Qualquer dúvida, me digam. Que graça, o capitulo ficou pequeno. Já disse, se querem me matar por quais quer motivo, por favor me avise antes. Desculpe quaisquer erro de ortografia, eu mesmo que beto parágrafo pro parágrafo, então já viram né <3
*Esse drink é baseado em fatos reais, aconteceu em uma festa de familia e todos misturaram várias bebidas + a dita tequila ~única que reconheci no momento~ e dei um líquido assim, o povo reclamava demais da ardencia e vontade de beber mais, em poucos minutos ou no dia seguinte o povo tava não se lembravam de nada. Em outras palavras: Perda de memória recente ou algo do tipo. **São os meninos do Tasty QQ
Himchan P.O.V
Por mais que adorasse festas em um todo, não podia prolonga-la, pouco menos das duas da manhã decidi-me dar o fim da festa, mesmo YongGuk sendo contra mim. Decidido pedi para ele avisar a todos por via do dj, que mantinha sempre um microfone consigo para esse proposito. Aos poucos os convidados presentes se despediam de mim no hall principal, poucos sóbrios e muitos alterados, beirando até a passarem mal. Lhes desejava cuidado na volta pra casa, alguns apenas me agradeceram pelo convite e pela melhor festa que eles já foram, meio sem graça pelo elogio, retribuía agradecendo a presença de cada um. Quando por fim, um grupo de amigos e o dj passaram por mim, soltei o ar em alivio.
Poderia dar total atenção no que realmente me interessava.
Pela primeira vez o silencio acariciava minha audição, eram raros momentos assim, onde desejava abraçar esse silencio e afundar em seu aconchego. Somente de lembrar-me que nas últimas seis horas o som alto castigava minha dor de cabeça, fazia-me lembrar da mesma, esquecida devido aos surpreendentes eventos ocorridos.
Re-fiz meu caminho anterior para aquele quarto, via de esguio copos plásticos, pedaços de salgadinhos pisoteados, papeis e até mesmo roupas rasgadas jogadas nos diversos cantos de minha casa; Provavelmente terei que dar um jeito antes que amanheça.
A porta branca semi aberta já estava clara em minha vista, apressei meus passos e em segundos já a abria devagar, cuidadoso com meus movimentos afim de não o acordar. Sentia o olhar curioso de YongGuk em minhas costas, murmurou algo como “Que susto, filha da mãe!” me tirando um riso constrangido. Se encontrava de frente pra cama de braços cruzados, apenas observando seriamente o pesado sono do loiro adormecido. Me pus ao seu lado imitando sua pose e criando uma falsa expressão séria, apertando as sobrancelhas e fazendo um mínimo bico, seu olhar foi de encontro ao meu, analisando minha feição; Seu rosto sério desapareceu, abrindo portas para seu típico sorriso gengival, me fazendo sorrir também.
- O que você tinha dito ao Dae-ssi aquela hora? - Desviei meu olhar de seu sorriso e o perguntei enquanto olhava o nome cravado nas costas de YoungJae. - Ele parecia bravo naquela hora.
- Apenas disse que YoungJae não lembrava dele. Algo que não é mentira já que o garoto nem lembrava o próprio nome - O sorriso torto moldado claramente em satisfação e a calma de sua voz apenas me assustaram, desviei minha atenção da cama para encara-lo incrédulo, perguntando em olhares duvidosos como isso pode ter acontecido. Eu e YongGuk sabíamos bem do sentimento que DaeHyun tinha por YoungJae, e o que o não causava á si. - Você não lembra quando deu uma bebida estranha pra esse garoto? Você praticamente o fez engolir o copo inteiro e ainda dei mais uma dose pra ele!
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
“Tinha se passado apenas uma hora após o incio da festa. Estava relativamente cedo para os mais festeiros chegarem, porém já havia uma grande porção de estudantes novatos e seniors já estavam presentes, dançando sob o globo ao som de algum remix aleatório e abusando da quantidade de álcool sem precedentes. Encostei as costas na parede branca, as descendo vagarosamente, caindo até o chão e bagunçando levemente meus fios loiros, YongGuk se encontrava em pé ao meu lado, mexendo no celular tediosamente; Por mais que seja minha, nem aparece que estávamos em uma festa, já que o proposito importante da mesma é apenas pelo loiro, tudo pelo plano infantil do mais alto, no dia em que me disse o porque DaeHyun ser essencial ao plano e a finalidade em um todo, discordei plenamente, dei minha opinião contra, mas de nada adiantou.
Não me recordo bem como começou nossa amizade, mas desde que meus olhos pregaram-se em sua face, observando cada detalhe não só de seu rosto, mas de seu corpo em si, fez alguma parte desconhecida de mim querer o conhecer cada vez mais, estar junto a ti e o apoiar em tudo. E é por essas e outras que contribuía em tudo que vinha de sua cabeça, por mais estranhas que soassem. A primeira vez que o ajudei foi com o Clube de Auto-Ajuda, discordava o dizendo que era proibido e poderíamos ser expulsos do colégio em imediato, porém não nego que mudei de ideia assim que botou dinheiro em jogo. A ganancia me subia. Aceitei a ideia do clube com a condição de somente ir atrás das pessoas interessadas por sexo barato e nunca entrar na sala do clube, nem sequer encostar um dedo na porta; Afinal, o que me interessava era o dinheiro, não o fariam para ganhar-lo. Seus planos após nos formarmos no colégio foram diminuindo, passou a ser um informante, trocando seu conhecimento por dinheiro e, caso eu o ajudasse, dando metade de seu lucro á mim.
Pergunto-me até hoje como ele tinha tanta noção em seu jogo de palavras, manobrando-as com destreza e manipulando a mente alheia com um mera frase. Ainda acho um exagero o que ele pretende fazer com YoungJae, mas de nada adiantaria discutirmos novamente. Só espero que ninguém se machuque ao final disso.
Meus olhos tentavam se focar na entrada da área de festas, esperando por um certo loiro passar pela mesma, senti minha boca salivar ao ver uma pequena multidão com drinks coloridos nunca visto por mim, e não pude resistir em levantar em um pulo afim de chegar a mesa de drinks o quanto antes.
- Cookie, fique de olhe na entrada, se ele chegar o recepcione e leve-o até mim, certo? Tchau. - Nem ao menos o mirar ou ouvir sua resposta, apressei meus passos até meu destino, esparrando em uma ou outra pessoa sem cuidado algum.
Cheguei rápido a mesa de drinks, as várias garrafas estavam abertas e algumas derramavam seu líquido no tecido que forrava a mesa, criando uma grande mancha. Via nos pequenos recipientes transparente um líquido estranho, amarronzado pairando ao tom escuro*, poderia facilmente o confundir com café ou a coca tradicional.
Observava atento aos que os estudantes faziam com a bebida; um deles tirava do bolso um pequeno saleiro, jogando um pouco na palma da mão esquerda e com o indicador da direita tapeava-a um pouco, afim de pegar uma certa quantidade sal. Rodeou o dedo na boca do pequeno copo, fazendo movimento horários e anti-horário, e assim que havia terminado, pegou o copo e o virou de uma vez. O rosto pálido volvia-se ao rosado, os olhos fechados com força e os urros de satisfação das pessoas ao redor eram altos, claramente dizendo para tomar mais uma dose. Ele respirava afoito, reclamando da ardência e após alguns poucos segundos gritava junto aos outros, não acreditando que tinha bebido tal drink.
- Hyung, você não tem um pouco? - O próprio perguntou-me energético, sorrindo feito um idiota por ter descoberto um vício novo. - Só recomendo pra não exagerar, pode trazer problemas. - Virava-se aos companheiros, rindo alto e em bom tom.
- Me dá uma dose e passe o saleiro, sei bem o que tem que fazer - O ordenei sem pensar duas vezes, quase como um pedido suplicante, minha curiosidade pelo sabor dessa bebida aumentava cada vez mais.
O ouvi pedir para algum dos rapazes que faça o drink, apoiei meus braços na mesa e ergui meu olhar á pequena multidão em volta de um senior, que pegava tres tipos de garrafas diferentes e despejava o conteúdo em poucas porções, logo após pegando um garfo plástico para misturar bem a nova mistura. Se já não o suficiente, pegou uma garrafa de tequila e jogou-a em uma quantidade maior que as anteriores, e misturando mais ainda. O amarelo escuro do líquido tornou-se aquela cor vista anteriormente, perguntava-me como tal proeza aconteceu e tentava ver a nome das bebidas, porém a pouca iluminação do globo não me favorecia.
- Aqui Hyung, o drink e o sal. - Entregou-me os objetos com um sorriso malicioso no rosto, louco para ver minha reação ao seu experimento. Deixei o copo sobre a mesa, e fiz o processo do sal, não exagerando muito na quantidade, sal apenas serve pra abrir as papilas gustativas, não é necessário muito. Feito isso, peguei o copo meio tremulo, receoso pelo gosto que me esperava, olhei para os desconhecidos ao meu redor, o brilho de seus olhares enfurecidos por minha próxima ação fazia-me suar frio, sentia uma gota cair vagarosamente na lateral de meu rosto. Engoli em seco e aproximei o copo de meu lábio, apenas sentindo o refinado gosto salgado em meus lábios, fechei os olhos e virei o copo de uma vez.
Ardia muito.
Minha garganta pulsava dolorosamente. Estranhamente a senti seca, parecendo que nunca havia tomado tal bebida desconhecida aos meus paladares. Engoli em seco confirmando minha suposição, é, ela estava totalmente seca. No momento em que abri a boca pra retomar meu folego senti, uma dor aguda tomou parte de minha cabeça e por um momento me sentia tonto, com os olhos nublados; meu rosto esquentar-se e uma grande vontade de rir subir em mim, explodi em risadas seguido pelos demais que me elogiavam pela coragem de beber a bebida. Por entre risadas e palavras sem nexo pedia mais uma dose, afirmando que eu seria forte pra mais uma ou até mesmo além.
Bebia tudo rápido, não me importando do que era feito ou se faria alguma mal á minha saúde. O excêntrico gosto um pouco amargo divertia-se com a tequila, transformando-se em um sabor indescritibilidade á mim, e seu efeito era o que mais me intrigava. A secura em minha garganta dava-me vontade de beber cada vez mais, as risadas com certeza eram sinal da minha aprovação e o corado em meu rosto o desejo de meu interior.
Necessitava cada vez mais degustar-me disso.
Já ia pedir a terceira dose para os seniors, mas senti uma leve caricia em meu ombro, um pouco mais preciso uma mão se apoiava em meu ombro esquerdo, ainda meio desnorteado virei-me para trás semi cerrando os olhos, afim de enxergar melhor a pessoa á minha frente.
- Hyung…? - Uma doce voz interrogativa soou aos meus ouvidos, por um momento perguntava-me quem poderia ser, já que as chances de ser YongGuk eram nulas. - Himchan-hyung…? - De repente meus olhos ficaram lúcidos e meu rosto converteu-se em uma expressão surpresa.
Por fim ele havia chegado, uma imensa felicidade apoderou-se de mim e o abracei sem importar-me com sua provável surpresa pelo repentino abraço. Talvez esteja fora de mim e o efeito da bebida já tinha subido a cabeça á muito tempo.
- YoungJae-ssi, como você demorou, pensei que não virei. - Lhe disse alto em um tom divertido, rindo abertamente após minha fala. Coloquei minhas mãos em seu rosto corado, apertando sua bochecha, vendo o quão fofo ele ficava constrangido. Meu sorriso idiota não desfalecia por nada de meu rosto, e novamente minha garganta estava seca, começando a pigarrear. Levei minha mão esquerda á seu ombro direito, aproximando mais, sentindo bem o tecido felpudo de seu suéter em meu braço desnudo devido ao colete preto que usava por cima da regata branca - Aqui, bebe isso, faz bem!!!
Ainda em um tom divertido, levei o copo aos seus lábios grossos, tais recuaram sem ao menos tocar de leve na borda salgada.
- Hyung, o que você…?
- Shii, fique quieto e obedeça o hyung. - Como um gatinho inofensivo ele me obedeceu, me deixando dar-le o líquido todo em sua boca, e assim que havia tomado tudo ri em descontroladamente, meu rosto continuava quente enquanto ria de sua reação.
Ele abriu a boca em busca de ar, os olhos semi cerrados olhavam o teto como uma tentativa nula de sugar todo oxigênio que podia, uma de suas mãos foram até sua garganta, a massageando de leve e via seu pomo de adão descer e subir constantemente, prova clara que engolia a própria saliva tentando umedece-la. Peguei mais dois drinks que já estavam prontos, entregando um á ele e ficando com o outro para mim.
- Isso vai tirar a secura, mas agora o hyung te acompanha. No três a gente vira, ok? - Li por seu sorriso torto e respiração ofusca um murmurado “sim”, algo que me fez rir mais do que antes. - Pronto então?, Certo… TRÊS!!! - Fechamos os olhos com força e viramos nossas bebidas juntos, sentindo ao mesmo tempo o efeito doloroso, porém prazeroso que nos proporcionava.
Não sei por quanto tempo fiquei na mesa de drinks com ele, creio que foram trinta minutos. Nos últimos trinta minutos o fiz beber diversas bebidas que estava por lá, além dele saborear a bebida estranha que nos agradava, parei de beber para criar á ele novos sabores, ele aprovava cada um e outras vezes se descontrolava por mais.
Aquele lado desconhecido de bêbado de YoungJae-ssi estava me agradando, poderia ficar a noite inteira vendo suas ações e reações engraçadas.
Se não fosse por YongGuk.”
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
- Não sabia que ele era tão fraco pra bebida. Eu poderia beber tudo aquilo e muito mais. - Dei de ombros, voltando a observando YoungJae dormindo. Tão sereno, porém tão triste. - E o que aconteceu depois? Não me lembro direito, só me lembro da parte que Dae-ssi apareceu em diante.
- Assim que eu tirei você de perto dele, dei algo para ele comer e um pouco de coca, seria terrível se ele passasse mal antes de DaeHyun chegar. Fiz algumas perguntas pra ele, tais como “sabe aonde está?”, “quantos anos tem?” ou “qual é o seu nome?”, ele dizia-me que não sabia ou que não se lembrava, e por ventura, perguntei se conhecia algum DaeHyun, e ele disse que não. - O sorriso perverso cresceu em seu rosto, como se esse acontecimento fosse a peça chave para tudo soar perfeitamente. - É Himchan, você fez ele beber até ter perda de memória recente, ótima ideia. Parabéns. - Sentia um peso e um leve aperto em meu ombro, seu corpo aproximou-se de mim, apertava com mais força meu ombro, subindo sua mão até meu pescoço e virando meu rosto a si. - Você sempre é de grande ajuda á mim.
Olhava pra baixo com um leve biquinho rosado, brincando com os botões de meu colete. Não me perdoaria caso me perdesse por entre o castanho de seus olhos. Creio que sabia meus sentimentos sobre si, e por mais que me julgasse por minha opção e brincadeira do tipo, sei que, de certa forma, me respeitava, caso não, já teria desistido de me ter ao seu lado como “companheiro” á muito tempo.
- Cookie idiota, eu sei que eu sou.
O antes sorriso de lado se transformou em um sincero e alegre sorriso gengival, pouco risonho, fazendo-me acompanhar seu sorriso um pouco sem graça. Algo além de seu sorriso me chamou a atenção, mais precisamente algo em sua mão vaga; deixando minha curiosidade informal sair de minha boca.
- O que é isso na sua mão? - Sem esperar sua resposta, rapidamente me separei de si e peguei o que me parecia cartões médios; Quinze por dezessete centímetros, mais preciso. O vi enfurecesse com meu ato, coloquei meu indicador na frente de sua boca proferindo um chiado, afim de manter o silencio. Não queríamos que YoungJae acordasse tão cedo, qualquer ruído alto seria o fim do seu “plano”.
Voltei minha atenção aos cartões, que para minha surpresa não eram cartões, eram no total, quinze fotos polaroid de vários ângulos do corpo maculado de YoungJae. Algumas eram focadas em seu rosto vermelho de tanto chorar, em uma das fotos dava para ver nitidamente um lágrima solitária em sua bochecha, outras fotos eram de suas costas, mostrando bem em ângulos profissionais o hangul e o coração, um pouco manchados devido ao sêmen. YoungJae na posição constrangedora que vimos ao entrar no quarto era uma das últimas fotos, tendo nitidez de sua entrada rosada e os vestígios do líquido branco despejado na mesma.
Isso é muito humilhante.
Muito humilhante.
- O que o você pretende fazer com isso, Bang YongGuk? - Disse seu nome em tom ríspido, não acreditando no que meu os olhos viram. Soltou o ar que prendia e passou as mãos no rosto, massageando a face afoitamente.
- Uma hora ou outra eu teria que te contar mesmo, Kim Himchan. - Voltou seu olhar sério á mim, como se aquela sorriso límpido e risonho nunca tivesse despertado de sua face. Estava distraído sobre seu olhar que nem vi quando pegou as fotos de minha mão, e aproximando uma qualquer a frente de meus olhos. - Olhe bem pra isso!! Essa é a humilhação que tanto falei!! - Disse em um sorriso perverso nos lábios, mostrando-me cada uma das fotos e dizendo o quão era humilhante e como o pequeno nerd iria sofrer daqui pra frente.
O olhava incrédulo, minha sobrancelhas se uniram e minha boca se abriu tentando protestar contra, pois isso era ridículo. Não fazia ideia que essa seria a humilhação que tanto praguejava aos quatro ventos, somente sabia dos detalhes até a parte que DaeHyun-ssi ajuda e pensava que a dita “humilhação” seria ter perdido a virgindade com um homem.
Essa ganhava das outras, com certeza.
Seus planos para conseguir mais informação eram baseados em humilhação, tortura e brigas. Ele nunca movia um dedo para faze-la acontecerem por completo, esperava a pessoa beirar na loucura e divertia-se com sua reação, ganhando a tal informação que deseja. Lembro-me de um de seus “planos” de tortura por informação, houve um assalto ao banco da cidade aonde os ladrões roubaram o dinheiro de cofres aleatório, o que YongGuk não esperava é que um desses cofres fosse o seu. A policia não foi capaz de pegar os ladrões e o assunto do assalto morreu, ele decidiu agir por si só, averiguando cada esquina suspeita e pessoa de olhar torto.
Como bom informante, conhece cada rosto que habita essa cidade, conhece cada brilho de seus olhares e cada movimento de seus corpos, suspeitava amargamento dos Irmãos Yong**, até que em um certo dia de trovoadas, os vendou e amarrou os braços e os jogou na caçamba da caminhonete, ordenou-me para gravar tudo com um câmera de alta definição, na época, por um certo medo que eu tinha, obedecia cada uma de sua palavras. Levou-os até a divisa de estado, onde a estrada desértica e os milharais enfeitavam a visão.
Não sei como, mas ele descobriu que os dois tinham um certo medo de trovoadas devido aos vários acidentes envolvendo as mesmas. Resumindo bem ele colocou os dois debaixo da forte chuva, no meio fio da rua, vendados e amarrados até que um eles revelassem que roubaram o banco. Eu gravei a cena pasmado, tremia constantemente quando um raio provoca perto de nós. No fim eles revelaram assim que um leve trovão tocou o teto da caminhonete, e YongGuk conseguiu o dinheiro de volta mais algumas notas á mais, em troca de não contar para a policia.
Foi uma das piores cenas da minha vida.
- Essa humilhação tem haver com estrupo e homossexualidade? Voce acha que homossexualidade é uma doença? Você é um mostro YongGuk - Falei quase em um murmuro sofrido, cravando minhas curtas unhas nas palmas de minhas mão, sentindo o forte aperto dolorido. - Por que?
Por um momento me peguei pensando. Do mesmo jeito que o respeitava, acha que me respeitava de igual, mesmo com todo seu nojo.
- Depois a gente conversa sobre isso Himchan, eu juro. - Após um longo suspiro disse-me tais a palavras em um tom doce, sinalizando que não queria começar uma discussão repentina agora. - Lembre-se que é nesse monstro que você confia, já se esqueceu do contrato? - Cruzei os braços, fiz um pequeno bico e suspendi a cabeça para o lado, um jeito de demonstrar minha dúvida. Estava bravo com ele, mas não me lembrava de contrato nenhum
Se aproximava vagarosamente de mim e por desprezo tentava aumentar a distancia, considerando que ainda tínhamos YoungJae-ssi para cuidar e nossos movimentos deveriam ser minimos. Mesmo querendo me afastar por toda fobia que ele guardava, meu corpo insistia por estar perto de si. Me odiava por isso. Arrepiei-me ao sentir o contato forte de seu abraço, prensando meus braços cruzados em seu peito e me torturando com seu hálito quente batendo contra meu pescoço.
- Você é muito importante pra mim. Sei que sabe disso. - O tom rouco seduzia meus ouvidos e pela seriedade de sua voz, não haveria dúvidas que estava dizendo a verdade, ou parte dela. Olhava-me nos olhos, sem vergonha da mais perigosa proximidade que estávamos. Novamente, seu olhar me prendia, fazendo-me esquecer da raiva que se implantava em mim.
- Sério?
- É sério. - Sorriu sem graça, afagando um pouco meus cabelos.
- Então tudo bem Cookie, vamos fazer igual nos filmes, agora é a hora do beijo!! - Inflei minhas bochechas, juntei meus lábios; transformando meu pequeno bico em algo maior, fechando meus olhos e segurando fortemente seus ombros, deixando qualquer distancia entre nós nula. Porém ele se contorcia e tentava se livrar de minhas mãos, antes mesmo de chegar perto de seus lábios, com a boa agilidade que seus longos braços lhe proporcionava, levou uma das mãos até minhas bochechas, criando aquela tipica “cara de peixinho”, - Você não sabe brincar, Cookie!
Apenas ignorou-me, separando de nosso aperto e indo até uma das gavetas do armário branco. Vi que tirou da primeira gaveta um pequeno algodão, garrafa de água oxigenada e curativo grande e quadrado, de cor similar a pele de YoungJae. Como esse quarto era exclusivo para ensinar os membros do clube, sempre tinha alguns remédios ou primeiros socorros caso algo acontecesse de errado.
Como YongGuk diz; Meu instinto de mãe.
Voltou-se para a cama e com cuidado tirava as algemas, via o quão marcado ficou seus pulsos, pairando entre o vermelho e roxo. Ajeitava com cuidado a posição do loiro, o deixando de braços e alongando suas pernas e braços pelo lençol, passando lentamente o algodão molhado por cima do corte. YongJae dei um murmuro e por um minuto meu coração disparou, pensei que iria acordar, mas foi nada. Colocou o curativo, prensando com força; A ilusão de ótica era perfeita, nem parecia que tinha um curativo nas costas.
- Pronto. Agora vamos dar um banho nele pra tirar esse cheiro de álcool e sexo, depois você leva ele pra casa. - Disse enquanto recolhia as roupas deles pelo chão, vi em esguio sua expressão duvidosa, claramente me perguntava como sabia aonde morava. - A casa deve fica á duas quadras da floricultura da da mãe dele, e alias é a mais simples e mais azul, impossível de errar. - Ri divertido da minha explicação. - Mas, ainda me sinto mal por DaeHyun-ssi e YoungJae-ssi.
A mudança de assunto apagou o mínimo sorriso de sua face, o clima intenso e sério voltou a reinar no quarto. Era incrível como ele tinha o dom de parecer que nada havia acontecido; as fotos reveladoras de sua humilhação, e o abraço que me levou para outro mundo somente com um toque de poucos minutos. Fitava sério o rosto calmo de YoungJae, os vestígios das lágrimas ainda estavam bem vistas em suas bochechas levemente coradas, fui surpreendido quando YongGuk levou seu polegar até as mesmas, limpando devagar uma delas.
- Boa parte da culpa disso é por causa dele, pode ter certeza.
Engoli em seco e uma solitária gota de suor desceu sobre meu rosto. Algo me soava que as coisas só iriam ficar pior.
N/A: Era pro cap. ser SÓ lemon, só que decidi colocar um momento fluffy deles, essa lembrança do Dae aconteceu antes do Jae ter pegado ele no flagra aquela vez. 1000,00 wons equivale á quase 200 reais. Dor no coração e lemon muito tenso, apenas. Desculpe quaisquer erro de ortografia, eu mesmo que beto parágrafo pro parágrafo, então já viram né. Boa leitura <3.
DaeHyun P.O.V
“O céu já se pintava em um doce tom alaranjado e as nuvens tingiam-se em rosa, indicando o final de mais uma tarde de primavera. Finalmente. Não estava mais aguentando ficar nesse lugar tão pacato e silencioso. Já estava começando a sentir desconforto na região de meu pescoço, provavelmente por ter passado muito tempo com a cabeça abaixada, pendendo para a esquerda, um pouco afundada em meus braços encolhidos na mesa fria. Olhei de esquio para a pessoa á minha direita, forçando meus olhos para cima um pouco impedido devido a minha franja. Como sempre estava lendo mais um daquele livros pequenos e grossos de física, anotando algumas coisas no típico caderno, percebi que sentiu meu olhar sobre si e tirou-lhe a atenção do livro.
- O que foi dessa vez? - Após um profundo suspiro, disse-me com as mãos nas têmporas, massageando-as levemente.
Levantei minha cabeça e contorci o pescoço, ouvindo os estralos proporcionados, massageei um pouco afim do desconforto passar, algo em vão, convenhamos. Virei-me para ele, apoiei meu rosto na mão esquerda afim de vê-lo melhor. Um pequeno bico plantou-se em mim, e meu rosto formou uma expressão falsa de tristeza.
- Yongiiie, quero ir embora. - Disse meio manhoso, esqueci-me quantas vezes já lhe informei tal coisa durante as últimas quatro horas passadas, e sempre me negava meu pedido.
Uma vez por semana YoungJae ia até a biblioteca da cidade para revisar toda a matéria dada durante a semana e estudar um pouco mais, ele sempre dizia que queria ficar sozinho e se eu fosse iria sentir tédio por não ser estudioso ou um amante de livros como ele. E ele estava certo. Já é a terceira vez que acompanhava ele, e era a terceira vez que sentia tédio. Ás vezes me falava para ir até a sessão infantil e ler alguns mangás ou procurar aquelas revistas de caça palavras, eu o olhava e dizia “Você acha que tenho quantos anos, cinco?” e sempre ria de minha revolta. Mas o tédio não me incomodava ao todo, me pegava fitando suas expressões; como sua testa franzia quando estava concentrado, quando colocando lápis verde na boca pensando na solução de alguma questão, como seus olhos se arregalavam e sua boca abria ao ficar feliz por ter a feita com destreza e perfeição.
Essas pequenas e involuntárias atitudes me despertava um sorriso bobo na cara, apenas por o ver e ter ao meu lado.
- Ainda tenho que ler dois capítulos, pode ir embora se quiser DaeHyun-ssi. - E voltou sua atenção aos livros, despreocupado com meu incomodo e dor nas costas.
- Eu quero ir com você. - Disse-lhe no mesmo tom manhoso antes de abaixar minha cabeça novamente, e virar-la para o lado oposto dele. Ouviu um murmurado “então espera que daqui a pouco eu acabo, e para de reclamar”, me tirando um riso sem graça.
Via através da janela os borrões dos carros passando em alta velocidade; apressados para chegar ao seu destino. Vez ou outra crianças passavam pelas causadas com pequenos ramos de flores em diversas cores, os pequenos olhinhos brilhavam de felicidade extrema, minha atenção posta em seus lábios pode ler claramente uma delas dizer “Vou dar uma para minha mãe e uma para minha namorada” “Comprei rosas vermelhas por que vermelho é a cor do amor” , me perguntava o porque estarem tão afoitas assim tão de repente, pelo o que EU saiba não tem nenhuma comemoração no dia de hoje, e por mera curiosidade resolvi perguntar a YoungJae;
- Youngie, que dia é hoje?
- Para de me chamar assim, DaeHyun-ssi. - Deu um leve tapa em meu ombro, um pouco sem jeito. Ele não gostava muito desse apelido, mas eu sempre o chamava pois a coloração rosada em suas bochechas era algo adorável - Hoje é 14 de fevereiro, por que a pergunta tão de repente? Por acaso, não tem calendário em casa? - Disfarçou um riso escondido por detrás do livro, um pouco constrangido, digamos. Não achei a mínima graça e dei de ombros, mergulhando-me em meus pensamentos afim de lembrar-me o que de especial tem nessa data.
Cerrei os olhos com força e batuquei os dedos constantemente na mesa por poucos minutos, levando um sermão de YoungJae e da bibliotecária que hora ou outra nos olhava. Disse um baixo “desculpe” envergonhado á eles. Percebi que a mesma tinha um cartão com um grande coração vermelho na capa, parecia feliz por tê-lo.
E como se essa cartão na mão da bibliotecária fosse a peça final do meu quebra-cabeças, eu me lembrei o que se comemorava hoje. Me senti com raiva de mim mesmo por um instante.
Por isso que as crianças estavam espalhando felicidade om as flores em mãos. ´
- Não creio - E bati com força a palma de minha mão e minha testa.
Hoje é dia dos namorados.
Por mais que eu e YoungJae não tivéssemos uma relação digna de namorados, aos seus olhos eramos bons amigos, eu fazia questão de comprar ou fazer algo para ele, queria lhe mostrar que ele era especial para mim; peguei minha mochila que estava encostada em minha cadeira, e abri os largos bolsos atrás de minha carteira.
- Youngie, fica aqui, não saia, eu já volto!! - O informei enquanto levantava e arrumava minha roupa, um pouco amassada e fora do lugar.
- Aonde vai? Pensei que só iria sair daqui comigo. - Tentava esconder suas emoções, mas a tristeza transparecia de seu olhar, por um momento me senti feliz por isso, parecia que mesmo em silencio, ele queria minha presença. Não evitei um largo sorriso de felicidade em meu rosto.
- Eu já volto, cronometra dez minutos, quinze no máximo. - E sai correndo da biblioteca pública, ouvi pelo caminho os protestos da bibliotecária sobre o barulho.
Assim que sai da grande biblioteca, avistei uma loja de conveniências na esquina, sem demora desci os grandes degraus e fui até lá, já em mente o que comprar para meu Yongie.
A porta automática abriu-se para mim assim que cheguei perto da mesma, parei apenas para restaurar meu folego perdido devido a corrida. Recuperei-me e segui até a parte de revistas onde alguns casais decidiam qual cartão comprar; muito meloso. Tinha vários modelos e frases; As mais comuns como “eu te amo” ou frase complexas dizendo o quão importante a pessoa é. Mas um em especial chamou minha atenção.
Um cartão médio de capa dura colorido em um azul celestial e escrito em letra dourada “para uma pessoa especial” me hipnotizou, o puxei e abri por mera curiosidade, por dentro tinha vários desenhos de nuvens brancas e em uma delas dois cupidos descansavam tranquilos com um sorriso no rosto, a frase era a mais chamativa de todo o cartão em si, do lado do texto tinha uma rosa branco, dando um toque delicado ao cartão, o conceito do texto me lembrava aquelas cartas de recompensa, onde a pessoa recorta várias palavras de várias revistas e cola-as em um papel, criando novas frases;
“O tempo que passo com você não é em vão. Quando nossos olhares se cruzam, eu perco o chão. Você me conquistou de um jeito sem explicação. Nesse dia não tenho presente melhor que meu coração, aceita?”
- Perfeito. - Murmurei para mim mesmo, e fui logo ao caixa pagar pelo cartão. Um cartão assim não era tão caro, tinha o dinheiro necessário e a mais na carteira. Ouvi-a a simpática caixa agradecer e fiz uma referencia, não poderia deixar de ser educado, por mais que a pressa e ansiedade me tomasse no momento.
Sei bem que é um cartão pacato, algo mais como uma lembrança repentina, não é algo feito por mim, não valia muito coisa porém queria que ele entendesse meus sentimentos por ele, queria que ele percebesse o quanto o amava da forma mais pura e linda existente.
Sai rápido do local e corri até a biblioteca, esbarando em desconhecidos pelo caminho e murmurando desculpas. Subi as escadas pulando dois degraus e passando direto pela bibliotecária, que reclamava novamente por causa do barulho. Vi YoungJae em pé com checando o relógio de pulso e batendo a sola de seu tênis inconstantemente no assoalho de madeira.
Cheguei perto de si ofegante, não sabia que correr um pouco me deixava assim, sinal que preciso me exercitar mais.
- 10 minutos!! Pontual como sempre DaeHyun-ssi . - Me disse esbanjando um belo sorriso em sua face, aquele sorriso que me fazia sorrir por apenas o vê-lo. - O que é isso em sua mão? - Apontou para o cartão azulado com uma feição curiosa.
- É…é…pra você - Me curvei esticando as duas mãos segurando firmemente o cartão, sentia minhas bochechas queimarem e meus olhos angustiados se fecharem com força, apenas esperando para que pegasse o cartão. Não podia o ver, mas sentia que estava surpreso, não esperava por isso vindo de mim. Creio eu.
Sentia minhas mãos ficarem vagas, sinal que tinha o pego. Timidamente voltei a posição ereta e o observei abrindo com cuidado, analisando cada detalhe da capa e das letras douradas. A coloração rosada tomou conta de sua face após ler o pequeno poema, escondeu seu rosto no cartão afim de não vê-lo tímido.
- Dae, não sei nem o que falar… - Ele riu meio sem graça, sem reação. O puxei para um abraço, afundando seu rosto na curva de meu pescoço, a respiração quente batia contra minha pele fria, causando-me arrepios . - Obrigado pelo cartão.
Será que isso já demonstrava o tamanho do meu amor por ele?”
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Minha cabeça estava latejando. O grande excesso de álcool e a alta música ao fundo ajudavam para tal coisa. Não bastasse esses dois fatores; YoungJae, a pessoa quem tanto amei durante anos, disse-me que não se lembrava de mim, não fazia ideia de meu nome ou quem eu era. Ele havia esquecido nossos momentos, tão pequenos e inocentes, porém especiais ao meu coração.
O olhava com um misto de raiva e tristeza, diferente dos meus, suas as pálpebras se forçavam contra si; aposto que não queria ver minha expressão nesse momento, que provavelmente não é a das mais amigáveis.
- Olha para mim!! - O puxei pelo queixo, obrigando a virar o rosto para cima e olhar-me diretamente. Sua respiração estava confusa, recebendo o ar pelo nariz e soltando o mesmo pela boca, em uma dessas ofegadas senti seu hálito, não consegui descrever a confusão de sabores, me perguntava se ele passou a noite toda bebendo coca. - Escute bem, irei lhe mostrar como se soletra e se diz meu nome, e não vai ser pela boca.
A angustia o tomou, o fazendo ficar paralisado, não crendo no que seus ouvidos escutaram, talvez até tentando entender o sentido, mas sei que ele é uma pessoa inteligente, e não é mais aquele garoto inocente de antes.
Em um rápido movimento, meu corpo parou de prensa-lo na parede e se pôs atrás dele; Uma de meus braços circulavam sua cintura, a segurando com a máxima força que meu flagelo corpo tinha, e minha mão vaga cobria sua boca. Tinha que conter-me para não perder o controle e beija-la. Ele não reagia, talvez mal sabia como reagir á toques tão repentinos de uma pessoa desconhecida.
- Aqui tem muito barulho, vou te levar á um lugar silencioso aonde poderia te ensinar letra por letra meu nome. - Disse em um tom provocativo em seu ouvido direito, mordendo e lambendo seu lóbulo que se encontrava uma pequena grossa argola prateada, um gemido abafado soou por entre meus dedos assim que minha língua contornou a argola. - Vou tirar minha mão de sua boca, mas aja naturalmente, ok? - YoungJae apenas assentiu com receio, não resisti ao fazer um leve carinho em sua bochecha, por mais que esteve com raiva, ainda o amava. Me odeio por isso.
Rodeei meus braços em sua cintura, e surpreendentemente ele correspondeu meu ato, segurando meus pulsos, alisando-os delicadamente. Andávamos desengonçados por entre as pessoas da pista de dança, era o único jeito de ir até a porta única que nos recedia aos extremos da área, dava pequenos selares em sua nuca perigosamente á vista. Parecíamos até um casal de namorados, senti uma aparto no peito por pensar tal coisa.
YoungJae passava o tempo todo de olhos semi cerrados e respirando com certa dificuldade, apenas se coordenando aos meus passos e sentindo o toque de meus lábios em sua nuca. O máximo que poderia chegar. O toque de seus lábios estavam proibidos á mim, me desafiava e torturava para não os tocar, nem que fosse um daqueles beijos meia lua.
Depois de praticamente nos empurrarmos de lá chegamos até a saída, onde poucas pessoas se encontravam. YongGuk tinha me dito que para o levar na primeira sala que eu ver, conhecia bem a humilde casa de Himchan, e a primeira porta que vinha assim que saísse da área era a aquela sala, o local da qual Himchan me ensinou as coisas necessárias para o clube. Não tenho lembranças muito boas de lá, digamos que são dolorosas.
Continuei com os toques, revesando meus lábios entre a nuca e um pouco do pescoço alvo, e a cada vez respirava com dificuldade, reservando seus gemidos para si mesmo.
Seguimos em frente, hora ou outra me perguntava aonde estava o levando, apenas respondi “você já vai descobrir”, o vi morder o lábio inferior levemente, essa cena me fez arfar, já imaginei-a várias vezes em meus momentos vagos, mas vê-la tão de perto era algo indescritível. Andamos pelo largo corredor branco, as paredes recheadas de quadros de pintores notados e enfeites raros davam um toque mais sofisticados e pacifico ao redor, o alto som eletrônico já eram meros ruídos sem importância, apenas queria o levar o mais rápido possível para aquela sala, a mesma não estava tão longe de nós, alguns metro de distancia, mas YoungJae e seus lentos passos faz do percurso algo de longos minutos.
Ainda estávamos em uma distancia considerável da porta, porém não resisti ao tirar meus braços de si e o empurrar com força pela cintura, afim de evitar algum impacto entre a porta e a si mesmo, suas mãos se espalmaram na madeira branca, se curvou de leve, ficando em uma posição não muito agradável, mas excitante á mim, me lembrando a ereção que carregava desde que botei meus olhos nele. Bati em sua nádega esquerda e a apertei com força, senti meu membro pulsar apenas com esse toque, contia um gemido mordendo o lábio inferior, não queria deixar transparecer que estava gostando, além de tudo, estava a trabalho.
- Já tá querendo, é? Não consegue esperar e já quer que eu te ensine da maneira mais dolorosa? - Disse enquanto rosava meu volume evidente com agilidade em si, não me preocupo com as pessoas que podem a ver, alias quase ninguém passa por esse corredor já que é algo mais familiar. O puxei como minutos atrás, grudando em corpo ao meu, sentindo seu coração bater forte contra seu peito e sua respiração acelerar cada vez mais.
Girei a maçaneta dourada e como pensei a porta estava aberta. Já era de se esperar, os líderes pensam em tudo. Parecia que eu estava voltando ao passado. Aquela sala continuava a mesma coisa, além da parede branca por detrás da grande cama de casal coberta por um lençol vermelho, as restantes eram em um vermelho sangue chamativo, no lado direito tinha um belo e extravagante armário branco e no lado esquerdo um espelho grudado na parede, quase do mesmo tamanho da mesma, ao lado esquerdo da cama tinha um pequeno criado mudo com algumas gavetas. Tranquei a porta, não queria ser atrapalhado nesse momento por nada. Joguei YoungJae na cama e fui logo ao armário, puxando a última gaveta que tinha os brinquedinhos e sorri ao ver as algemas.
- O que você vai fazer comigo? - Apoiou-se nos cotovelos afim de me ver melhor, sua voz contia medo e ansiedade.
- Já te disse, vou te ensinar como é meu nome, letra por letra. - Disse dando de ombros, apenas procurando outro objeto que fazia questão de usar nele. Himchan e sua coleção de brinquedos, todos jogados na gaveta tsc. Fechei essa e abri a penúltima gaveta, meus olhos brilharam ao ver o objeto, finalmente o achei. Coloquei os dois objetos nos bolsos de minha jaqueta e me virei para si, me aproximando devagar, YoungJae que olhava curioso e com a respiração afoita - Se você colaborar comigo eu serei rápido, mas caso não…já sabe né. - Disse enquanto engatinhava ao seu encontro, ele se afastava rápido de mim, chegando a bater a cabeça na cabeceira da cama, mordendo o lábio inferior para conter o gemido, novamente. Assim que se viu sem saia, coloquei meus joelhos em cada lado de seu quadril e sentei-me em suas coxas, vi que um volume começava a se despertar em sua calça, meus toques estavam fazendo efeito.
- Você está sendo um garoto muito mal - Sussurrava em seus ouvido enquanto tirava seus óculos com cuidado, não queria querer a única coisa que o fazia ver o mundo nitidamente, por mais que da última vez que nos vimos ele não estava óculos, o entendo sua falta de visão. Coloquei-o em cima do criado mudo com cuidado, a armação parecia frágil á movimentos bruscos - Se esquecendo e afastando de mim. - Prosseguia com os sussurros cada vez mais provocativos, mordendo de leve seu lóbulo; levei minha mão a barra seu suéter e a levantei em um movimento brusco, mostrando a camisa social que portava. Abri os botões de cima pra baixo, passei minhas mãos seus flagelos ombros, fazendo a blusa cair por entre os mesmos.
Me levantei um pouco e puxei seus pulsos, coloquei seus braços em suas costas e algemando-o, afim dele não reagir a nada, mesmo sabendo que ele não reagirá.
- O que você…? - O fiz sentar na cama e ajoelhei na mesma, fazendo seu rosto ficar na altura de meu quadril. Segurei seu rosto pelo queixo, forçando-o a olhar um pouco pra mim, não sei se o puxei com certa força, mas seus olhos estava um pouco marejados. Isso por um lado machucou meu coração, pois além de tudo eu ainda o amava, não posso negar, mas tenho que abrir exceção agora, pois minha dor é duas vezes maior que a dor que ele sentirá.
- Isso me deixa triste, e o que me resta a fazer é te castigar. - Me abaixei para chegar ao seu ouvido, dizia cada palavra devagar, segurava seu cabelo forçando para trás enquanto abaixava o zíper de minha calça, deslizando-a sob minhas coxas e revelando o volume em minha cueca vermelha, um pouco molhada devido ao pré-gozo. Me afastei de si e puxei seus cabelos ao encontro de meu membro ainda coberto. Arregalou os olhos surpreso assim que se deparou com tal coisa, tentou recuar, mas o puxava com força pelos curtos cabelos, recendo gemidos doloroso de volta.
Retirei meu membro daquela prisão apertada e assim que o viu tentou novamente recuar, porém fiz o mesmo movimento de antes, só que encostando seus lábios bem fechados em minha glande, um gemido involuntário me saiu apenas pelo toque de seus lábios em minha pele sensível.
- Agora fica quieto e me chupa!! - Minha mão que estava em seu cabelo puxou com mais força, seus lábios se separaram para liberar um gemido, e então aproveitei o momento e afundei meu membro em sua cavidade, batendo minha glande com força contra sua úvula, ouvindo gemidos e indícios que iria engasgar . - Aaah!!
Prossegui meus movimentos mesmo protestando contra, comecei com movimentos lentos, deixando meu membro explorar sua cavidade, batia a glande em sua língua que não se movia por nada, céu da boca e dentes, adorava ver sua reação quando tocava em sua úvula, ouvindo o belo soar de seus gemidos inquietos. Acelerei a velocidade, pairando para a brutalidade, chegava a bater em sua garganta e tal ato me agradou, passei a rir mais rápido apenas para bate-la.
Parei meus movimentos de vai e vem, tirando metade de meu membro de dentro de sua boca, me mantendo apenas a glande dentro de sua boca. Minhas mãos não saiam de seu cabelo por nada, a qualquer momento ele desejaria recuar, se é que já deseja. Comecei a rebolar, minha glande começou a rodar em sua cavidade, me proporcionando um prazer indescritível, contra minha vontade meus gemidos escapavam de minha boca e sentia o suor escorrer de minha testa.
Não resisti e voltei a enterrar meu membro em sua boca, iniciando novamente os vai e vem com sua cabeça. Seus olhos mantinham-se bem fechados, talvez enojado por ser forçado á fazer tal ato, por mais que nos nossos momentos passados ele sempre se comportou uma pessoa amorosa comigo, não sei bem a sua orientação sexual. Minha outra mão vaga, levei-a também ao seu cabelo e ambas o puxaram com judiaram de seus fios, forçando sua cabeça para frente para ir mais fundo que eu estava indo.
- Eu vou… - dei mais algumas fortes estocadas contra sua garganta e retirei meu membro de sua boca, a mesma estava inchada e suas bochechas estavam coradas pelo tamanho do constrangimento que sentia, um leve puxão para trás foi dado antes de minha mão direita estimular meu membro lubrificado com o próprio pré-gozo e sua saliva.
A respiração descompassada contra minha glande sensível só me excitava mais, seus olhos curiosos olhavam fixamente para o mesmo, avaliando cada subida e descida que minha mão fazia, sentia que meu ápice estava chegando então segurei sua boca com força, obrigando a mesma abrir. - Engole tudo…aaah!
Sua língua antes avermelhada se encontrava completamente branca, algumas gotas caíram em sua bochecha e pescoço. Percebi que não iria fechar a boca e se degustar de meu gosto, então levei dois dedos até sua úvula e retirei rapidamente, o ato o fez sentir a típica ânsia e fechar a boca, obrigando a si próprio a engolir meu sêmen. Um sorriso plantou em meu rosto ao ver a cena; nojenta aos olhos dele, mas erótica aos meus.
Respirei fundo e sentei-me ao seu lado, pegando o objeto que tinha achado antes, para que por fim tirar a jaqueta pesada de couro. Pretendia fazer algo rápido, não é necessário todo o calor de contato entre as peles, não no caso de hoje.
Se eu puder ter a oportunidade de vê-lo novamente depois de hoje, e explicar o porque fiz tais coisas com ele, com certeza ele me entenderia. Ou não.
- Gostou? - Perguntei sarcástico a ele, mantendo um sorriso.
- Porque tá fazendo isso comigo? - Ele não se dei ao luxo de responder-me, apenas fitou-me ofegante.
- Castigo, por não se lembra de mim. - O olhava nos olhos, vi que por detrás de todo aquele desespero havia uma luz indicando que era errado que eu fazia, que tudo isso era raiva do momento e que não era necessário tal coisa; Obriga-lo a fazer isso como mera judiação.
Me perdi em seus olhos e por um instante me esqueci o que tinha que fazer, a pureza em si ainda era algo que admirava nele, meu rosto se aproximou devagar do seu, chegando ao ponto de nossas respirações de misturarem. Ainda não fazia a mínima ideia de como descrever seu hálito, parecia uma mistura de sabores e minha boca estava louca para toma-lo para mim. Mas meus devaneios foram tirados assim que senti o objeto prateado em minhas mãos.
Não DaeHyun, isso é trabalho, pense nele como um cliente qualquer.
Olhou confuso assim que me afastei, continuava com um certo medo de meus próximos atos, e eu me perguntava como ele era uma rapaz fácil, já que apenas algemei seus pulsos, poderia se fazer de difícil e correr pelo quarto, mas como pensei ele não reagiu.
- Vira pro espelho!! - Parecia receoso, e não acreditava no que lhe ordenei.
- Não. - Falou em tom óbvio com cara de pouco interessante. Então ele queria brincar? Assim como brincou com meus sentimentos? Ok, se é assim que tanto quer.
Sem rodeios o puxei pela cintura, apertando a pele parda e trilhando caminhos vermelhos feitos por minhas curtas unhas, o virei para o lado esquerdo, seus joelhos eram todo o apoio de seu corpo, puxei pelos cabelos o forçando a olhar para o próprio reflexo. Me posicionei atrás de YoungJae, a visão de suas costas lisas e sem quaisquer marcas
- Quero que olhe para si mesmo enquanto te ensino meu nome, e te fodo com força. - Disse enquanto abaixava-lhe as calças até os joelhos, ouvi seu grito de dor assim que estapeei uma de suas nádegas, fazendo a mesma ficar com a grande marca avermelhada de minha mão, comecei a distribuir beijos demorados e estralados de cima para baixo em suas costas, e assim que acabava lambia o caminho ao contraio, chegando até sua nuca.
Percebi que via tudo pelo espelho, sorri maliciosamente e não resisti em morder seu pescoço, gemeu alto assim que estaquei meus dentes em sua pele sensível, despertando novamente meu membro.
Assim como antes, aproveitei que sua boca estava aberta e levei dois dedos até a mesma, ele reagiu assustado, parecia que não sabia o que tinha que fazer ao certo,
- Lambe!! - mexi meus dedos em sua língua e surpreendentemente correspondeu, movimentando-a em círculos e contornando em volta, chupava com força entre gemidos abafados, sugando-os com destreza. Por ventura o olhei no reflexo do espelho e vi seus olhos fechados com força, e novamente aquela mesma cara de nojo, se sentindo obrigado a fazer tal coisa.
- Continue olhando o espelho!! - Ordenei retirando meus dedos de sua boca e os levando até sua entrada, com certa dificuldade ele olhava o espelho; olhos semicerrados e respiração descompassada são a prova que estou indo além de um castigo qualquer. Ao mesmo tempo mordi seu pescoço e adentrei meu dedos em sua entrada apertada.
- aaaaaaaahh - Gritou pela dor da mordida e da brutalidade que empunha em meus dedos, não importava se ele tinha ou não se acostumado com a invasão, comecei movimentos ritmizado de vai e vem, indo o mais fundo que meus longos dedos conseguiam. - aah, isso dói - dizia por entre gemidos quase mudos, aplicava mais força em meus dentes e o tom de seu ofego só aumentavam.
Parei de o morder e vi o que tinha feito, a marca de meus dentes estava bem claras na curva de seu pescoço, e por um momento me preocupava com ele. Por um mísero momento.
- Diga meu nome! - Insisti, queria que a confirmação dolorosa viesse de novo aos meus ouvidos, para sair desse mundo de desilusão e encarar a realidade que apenas me trai.
- aaanh..Eu…não…sei - Senti meu peito apertar e um nó se formar em minha garganta, mordi o lábio inferior para conter meu choro. Não podia chorar em uma hora dessas. Estoquei com força meus dedos em si e vi seus olhos lacrimejando de leve. - aaanh pará.
- Não vou parar até que diga meu nome!!! - Sem cerimonias tirei meus dedos, segurei sua cintura com uma das mãos e estoquei sua entrada sem dó, queria ver lágrimas, implorar para que eu parasse e ouvir meu nome por entre seus gritos de dor. - Fale Dae!!
- argh aaain D-d-ae - Tentava dizer entre gemidos enquanto estocava-o com força.
- Eu não ouvi. - Retirei meu membro de si e o estoquei novamente, com mais força que antes. As algemas batia constantemente em meu abdômen coberto, mas isso era o de menos por agora.
- Dae.
- Como é? - Retirei mais uma vez e o forcei a enterrar a cabeça no lençol vermelho, deixando seu quadril empinado e a bela vista de sua entrada rosada e imaculada, não resisti e levei minha língua a mesma, passando-a e rodeando entre suas extremidades antes de andentra-la.
- aaaaaaah Dae, eu di-di-sse Dae aaaah - Gritava abafado, senti suas pernas vacilarem e tremerem um pouco, quase perdendo o equilíbrio que seus joelhos proporcionavam. Afim dele não cair, segurei-o pelas coxas, apertando as mesmas enquanto continuava meu trabalho com a língua. - anh Dae, para.
Fiz um caminho molhado começando por sua entrada e parando em sua nuca, sentindo o gosto salgado de sua pele levemente suada.
- Muito bem, está aprendendo rápido. Agora diga Hyun. - Sussurrava em tom provocativo enquanto apertava seus mamilos despertos, ficando cada vez mais rígido. A algema em seus pulsos pinicava minha pélvis, deixando-me escapar pequenos grunhidos, obrigando a fazer-me puxar com mais força os sensíveis mamilos alheios.
- Hyun aaaaaaah Hyun. - Os olhos já estavam um pouco vermelhos e os pequenos lacrimejos viraram lágrimas, caindo vagarosamente de seus olhos á bochecha, lambi o caminho contrario, parando para dar um selar em suas pálpebras que insistiam em fechar.
Parei de maltrata-lo e me posicionei novamente, adentrando apenas a glande em si e o ouvindo gritar dolorosamente, molhando o colchão com suas lágrimas quente; Peguei o objeto prata ao meu lado, respirei fundo “DaeHyun, você não vai se arrepender, nele nem ao menos lembra de você. Você consegue.” repetia constantemente em minha mente, confiando em meus próprios atos, não quero me arrepender do que irei fazer.
- Agora quero junte as palavras que disse, quando eu dizer três. Um… - Em nosso reflexo via-o mordendo o lábio inferior, suando frio e cerrando com força seus olhos. Com medo do que viria. - Dois… - Devagar adentrei mais meu membro em sua entrada e posicionei o objeto prateado no meio de suas costas. - Três!! - Afundei meu membro, sentindo suas paredes contorcendo-se afim de repelir o invasor repentino, com a pequena lâmina fiz um pequeno traço horizontal no meio de suas costas, vendo a pele se abrir e o sangue expandir aos poucos.
- DAEHYUUUUN AAAAAH - Ainda de olhos fechados gritava por meio nome enquanto tentava o estocar com toda a força que tinha, só diminuindo a força quando feria sua pele, um pouco abaixo do traço anterior, fiz um pequeno traço vertical e outro horizontal. Os gritos não se aguentavam em sua garganta, e volta e meio me chamava, pedindo para que parasse.
Ao lado do desse “simbolo” feito, rapidamente cravei a lamina em sua pele e fiz dois traços verticais unidos por um horizontal, formando o hangul de “Dae”, sorri satisfeito e voltei a aumentar a velocidade de minha penetração, a melodia de nossos gemidos misturavam-se com o choque de nossos corpos, uma fina camada de suor formava-se em mim e sentia alguns fios de minha franja grudarem em minha testa.
Ele mantinha os olhos fechados o tempo todo, tentando aguentar a dor de alguma forma. Levei a lâmina novamente em sua pele, decidindo-me se deveria escrever o resto de meu nome ou fazer outra coisa, acabei por fazer um pequeno coração ao lado de meu nome, concentrado em diminuir as estocadas e fazer o desenho com perfeição.
- pa-pa-para DaeHyun, por favor, tá doendo mu-muito. - Os gemidos soavam chorosos ao meus ouvidos e seu rosto estava vermelho, contorcendo-se de dor. Uma parte de mim quis parar e lhe explicar o porque de eu estar fazendo isso, porém a cena de seus lábios dizendo-me que não fazia ideia de qual era meu nome e se por ventura lembrava de mim voltou em minha mente.
Não tinha o por que eu lhe explicar.
Levei minhas duas mãos á sua cintura e voltei a aumentar a velocidade mais uma vez, chegando até sua próstata que o fez urrar de dor, minhas estocadas concentravam-se apenas nesse ponto, deliciava-me apenas por ouvir meu nome sair entre seus gemidos.
Senti espasmos passarem por seu corpo e no segundo seguinte ele havia gozado nos lençóis, gemendo alto devido ao alivio, sentia sua entrada mais apertada que antes, maltratando meu membro e compartilhando os mesmos espasmos prazerosos que ele.
Percebi que gozaria em qualquer instante, então retirei meu membro e comecei a masturba-lo com agilidade, apertando a glande com força assim que senti meu líquido branco sair pela segunda vez naquela noite, tratei de gozar em cima de meus “desenhos”, observando meu gozo escorrer um pouco para a lateral de seu corpo. Suas costas se curvaram após sentir meu semen em suas feridas abertas, e mais algumas lágrimas pairaram de seus olhos.
Eu sabia claramente a ardência que ele sentiria, já passei por isso.
Sentia-me exalto e queria apenas deitar-me na ampla cama e desfrutar de um duradouro sono. Mas era apenas um programa, não poderia dar me ao luxo disso.
Respirei fundo afim de voltar ao normal, deixei YoungJae de lado, caído na cama com alguns vesticúlos de lágrimas em sua face, chorava baixo se perguntando o porque de ter acontecido isso com ele. Meu coração doeu novamente, não posso deixar esses sentimentos me tomarem. Levantei e ajeitei minha calça e cueca, um pouco molhada mas nada que incomodasse, busquei minha jaqueta na cama e a vesti novamente, olhei-me no espelho, ajeitando meu cabelo no mesmo penteado de antes, por curiosidade olhei para o reflexo de YoungJae; dolorido, choroso e marcado.
Desviei rapidamente antes que me descontrola-se, ouvi leves toques vindo da porta e me direcionei a mesma, girando a chave e em seguida a maçaneta dourada. Os líderes. Era de se esperar. Himchan ergueu um pouco cabeça afim de ver o estrago que fiz.
- Oh vejo que fez bem hein DaeHyun-ssi, não teve dó alguma. - O mesmo falou rindo feito um idiota e vez ou outra batendo em meu ombro com o punho fechado. - Deixa que a gente cuida dele agora YoungJae. Paga logo ele Cookie, tá esperando o que? - Himchan disse com aquele sorriso idiota dele e direcionou-se para YongGuk fazendo um leve aegyo, o mesmo só o olhava de esquio enquanto contava as mãos cheias de notas.
- Como sabiam que eu tinha acabado?
- A gente ouviu sabe, o som da festa tá alto, mas isso não impede da gente ouvir os gritos - YongGuk respondeu dando de ombros, como se fosse comum isso. - Aqui está os 1000,00 wons* prometido, obrigado pelos seus serviços.
Peguei o dinheiro de sua mão e coloquei em minha jaqueta, olhei para trás e vi YoungJae dormindo desconfortável por causa das algemas. Precisava sair dali o mais rápido possível. Agradeci pelo dinheiro e pedi licença, passando entre eles em passos largos fitando o chão, ouvi proferirem algo e em seguida rirem, mas não me importei.
Corri até o jardim da mansão e parei em frente ás rosas brancas, recordando-me daquele dia. O dia em que lhe contei indiretamente meus sentimentos nunca correspondidos. Lágrimas começaram a se formar em meus olhos.
Ajoelhei-me de frente á aquele jardim branco, passei minhas mãos por meus cabelos, puxando-os com força, e liberei o grito que estava trancado em minha garganta, assustando as poucas pessoas que estavam aos arredores. Desejando que a dor se escape durante o grito.
Eu fui capaz de fazer aquilo com o YoungJae, por mera raiva momentânea?
Realmente, eu sou uma pessoa nojenta e pobre de alma e caráter.
Agora quero que as graxinhas lindas pensem; Como YoungJae esqueceu do DaeHyun? No capitulo anterior YongGuk disse pro Dae que o Jae não se lembrava dele e o Himchan, mas como se o Himchan fez uma “visita” no trabalho de Jae e os dois são da mesma faculdade? HO-HO, tem uma resposta ~boba~ plausível pra isso. Obrigada por lerem <33
N/A: Re-lendo esse capítulo percebo que é o que mais me fez sofrer entre todos até então. Eu como autora da fic não senti absolutamente nada ao escreve-lo, mas ao ler ele com os olhos de leitora, eu sofri. Ah se sofri. * 20,000 wons equivale á mais ou menos 38 reais, e 5,000 wons á 9 reais.
* tipo o cabelo do Dae no MV de No Mercy <3. Desculpe qualquer erro de ortografia - eu mesmo que beto, então pode me escapar alguns erros - Boa Leitura <3.
YoungJae P.O.V
Minha semana se passou como qualquer outra, meus momentos de lazer sumiram em um piscar de olhos e minhas horas de estudo e trabalho voluntário á minha mãe duplicaram. Se antes eu já estava uma pilha de nervos, agora me sinto pior. As demoradas caminhadas do campus da faculdade até minha respectiva sala me proporcionavam pequenos e aleatórias comentários sobre a tal festa para os novatos.
Coisas como “com certeza irei, a festa promete!!” , “Himchan sempre dá as festas mais surpreendentes que eu já fui” , “não posso perder por nada”, praticamente a universidade toda já estava sabendo da festa, não só os principais como também sunbaes que não perdiam uma festa se quer. De repente esse loiro virou o assunto principal dos corredores, até alguns de meus colegas de curso tentavam encaixar a festa nas conversas, eu apenas dava de ombros e fugia do assunto.
Não entendo como as pessoas se divertem em um lugar lotado, repleto de bebida alcoólica, cheiro forte de drogas ilícitas e música absurdamente alta. No final irão recordar-se de pequenos fragmentos de memorias e receber uma bela dor de cabeça. Eu nunca fui em uma dessas festas de loucos, em meus tempos de colegial preferia ficar em casa ocupando meu tempo com algum jogo online de gráfico pesado ou até mesmo estudando. Qualquer coisa é seria melhor. Lembro-me da última festa que fui, foi há exatamente quatro anos atrás; minha formatura do ensino médio, apenas fui para marcar presença nas fotos, os três anos e meio que passei naquele colégio não foram ruins, porém não poderia deixar essas lembranças somente em minha mente.
Algumas vezes Himchan esbarrava em mim nos corredores, digamos que propositalmente, sem mencionar “desculpe” somente aquele mesmo sorriso de antes, que me trazia tanto medo de suas reais intenções por detrás do sorriso e tento desconforto por sua simpatia forçada. Agradecia por não ter ocorrido mais nenhuma surpresa inesperada nos últimos dias.
Após estacionado o carro com cuidado na garagem, abri a porta que me leva em direção a cozinha e coloquei minha mochila alça única de textura áspera em cima da mesa, sentindo meu ombro direito relaxar por se livrar da tensão que estava sob ele. Fui em passos ligeiros aos armários, buscando por minha caneca azul e o recipiente que contém café, apenas esperando por minha mãe para apreciarmos o gosto amargo do café e comentarmos sobre o nervoso de nosso dia. Indiretamente sempre peço conselhos á ela, por mais que na maioria das vezes ela estranhe que minhas perguntas aleatórias, suas respostas sempre encaixam como um conselho elaborada vindo de toda sua experiencia de vida.
Não tardou até que meus olhos vissem sua figura descendo as escadas, assustada, suspeitando que alguém estava em casa. Minha mãe tinha a mania de ao chegar em casa, ir logo ao seu quarto e deixar a porta da frente aberta, por mais que não pareça, ela continua sendo uma senhora que com o passar do tempo a idade lhe castiga. Enquanto estiver sozinha, qualquer barulho a assusta. Desceu o último degrau e suspirou aliviada ao me ver.
- Meu filho, que susto!! Não é típico de você chegar essa hora, aconteceu alguma coisa? - Disse enquanto enchia minha caneta com o líquido quente, vi-a fazer o mesmo com sua pequena xícara de estampa floral.
- Foi um palestrante na universidade. Não vi necessidade de ficar e ouvir o discurso e como não tinha mais aulas, decidi vir pra casa mais cedo. - Após explicar e ouvir um baixo murmuro, senti o gosto levemente adocicado do café invadir meu interior. Beber café para mim é como se fosse uma aula de meditação, relaxando meus músculos e purificando meu paladar, cada papila gustativa se deliciavam com gosto o efeito que o café me causava. Delicioso. - Como foi o dia da senhora?
- Nem me fale, meu filho. Parece que o pessoal tirou o dia para encomendar flores para noivado e formatura, nunca vi tantos pedidos em um dia só. - Bufou passando as mãos nos cabelos pretos, seu olhar era preocupado; Talvez ache que não de conta de tantos pedidos, apenas a olhei lhe transmitindo confiança, mesmo que eu tenha muito o que estudar e preparar, não posso deixar minha mãe passar por nervoso, retribuiu meu olhar com um sorriso agradecido. - Mas nada fora além do normal, e o como foi seu dia, filho?
Comecei a tagarelar sem fim sobre meu dia, desde dos novos computadores que chegaram na lanhouse até as bobagens que aconteceram na faculdade, fazendo-a rir abertamente com meus comentários e rindo mais dos próprios. Adoro ver minha mãe assim; sorrindo, esquecendo de toda dor que lhe foi proporcionada por aquele homem que lhe assombra a vida, sempre a penando a alma como se ela fosse a pior das escolhas feitas. Tendo esses pensamentos em mente, eu me sinto na obrigação de nunca mais ver uma lágrima caindo de seus cansados olhos, ela não precisa mais sofrer por motivos banais.
- O que a senhora pensa sobre essas festas de hoje em dia? - Falei após terminar meu café e colocar em cima do mesa de madeira, a ideia da festa passeava por minha mente contra minha vontade, ainda não tinha pensamento sobre o tal assunto, porém ouvir a opinião de minha mãe nunca é demais.
- “Hoje em dia” quer dizer aquelas festas que você não gosta, né? Por que você não me diz de uma vez que quer ir a uma festa do tipo? - Perguntou com o mínimo sorriso amigável,apoiando só cotovelos na mesa segurando seu rosto com ambas as mãos. Senti meu rosto quente, sinal explicito de meu constrangimento.
- Não é nada disso mãe, a senhora entendeu errado. - Abaixei meu olhar para algum ponto aleatória do chão, batendo constantemente meu dedos na dura madeira escura da mesa. Estou me sentindo mais apreensivo do que já sou, sei me expressar muito bem com minha mãe, mas como qualquer pessoa, certos assuntos me constrangem facilmente. - Eu somente quero saber o que a senhora pensar, apenas isso.
- Você e suas perguntas, ai ai. Penso que festas são para as pessoas que querem se divertir oras, independente da festa, querendo ou não todos irão se sentir bem por estar rodeada por tantas pessoas alegres.
Murmurei um baixo hmm e lhe informei que iria banhar-me para dormir, recebi um boa noite e beijo em minha bochecha, muitos teriam vergonha por receber carinho e afeto da mãe dessa idade, mas eu não me importo.
Não me importo até que idade receberei esses mimos, desde que eu sempre possa corresponder ao amor maternal, eu me sinto bem.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
Mais um fim de semana chegou e meu sábado estava reservado somente para ajudar a floricultura de minha mãe, fazendo ramos, buques e pedidos pequenos de namorados querendo presentear a amada. A floricultura não ficava tão afastada de casa, somente algumas quadras á frente, as paredes de fora são de um belo degrade vertical entre branco e lilás com alguns desenhos de rosas no direito da porta de vidro transparente, por dentro o branco dominava todas as paredes, até o próprio piso era de um algum desenho abstrato floral, as pratilheiras roxas tinham sempre vários tipos de flores depositadas em vasos brancos, não só nas pratilheiras, o chão também estava lotado de ramos que não conseguiram espaço nas mesmas. Logo mais a frente, o grande balcão ficava sempre cheio dos pedidos do dia, vários tipos de flores rodavam vasos de diferentes tamanhos. Um trabalho difícil, diga-se de passagem.
Gosto de passar o tempo por aqui, o cheiro forte porém doce das misturas de diversas flores me fornecia uma ótima sensação, digamos que, confortante.
- Filho, coloque as gerberas vermelhas com os narcisos amarelos que o cliente das duas horas já está chegando, estou ocupada com os arranjos de um casamento. - Vi a entrar na porta que leva aos fundos da loja e assenti rapidamente, e fui buscar pelas flores, confesso que de olhar eu não sei bem diferencia-las, devido sempre uso um livro que minha mãe mandou fazer que contém o nome, imagem e preço das flores. Isso facilita meu trabalho.
Já estava terminando o simples arranjo em um pequeno vaco de vidro, e estava pronto para o próximo arranjo. Ouvi o sino que ficava em cima da porta principal tocar, indicando que algum cliente havia chegado, supus que fosse o tal cliente das duas horas - mesmo estranhando por estar cedo - , nem fiz questão de olha-lo;
- Seu pedido já está pronto senhor…
- Oh mas não pedi nada ainda, ao menos que tenha a confirmação do meu convite. - Assim que o olhei, dei por mim que se tratava de Himchan mostrando aquele mesmo sorriso que me irrita.
- Como sabe que trabalho aqui? - Ajeitei meu óculos e cruzei os braços, largando as tulipas azuis royal em cima do balcão.
- Não pode considerar a possibilidade de eu estar passando por essas ruas, ver uma bela floricultura e repentinamente entrar na mesma como uma chance de distração? - Disse-me rindo de seu comentário, apoiando as mãos no balcão branco. Não conseguia ver a verdade em sua voz grave, me soava como uma desculpa improvisada de última hora. - Mas então meu caro YoungJae, você vai na festa, certo?
- Não entendo. Por que quer tanto que eu vá em sua festa hyung? Eu não sou o único novato por lá. - Falei meio desconfiado e inseguro, sinta a pressão de seus olhos e isso me fazia me sentir mais desconfortável que já estou.
- Só quero a sua presença. Quanto mais convidados, melhor.
- Não é uma razão plausível.
- A única coisa não plausível é essa sua fobia pela sociedade, quando eu fui falar com você pela primeira vez eu senti que estava com medo de mim, não tem porque ter medo. Te prometo que será só uma festa de aceitação dos novatos, não terá trote. Te juro. - Inflou as bochechas e fez um mínimo bico, percebi um brilho diferente em seus olhos; Adotaram a inocência, fundando a ingenuidade a sua expressão, caracterizando um ser que nunca existente em seu corpo. Essa é a magia do tal do aegyo, já ouvi falar disso muito durante toda minha vida, nunca dei atenção, acho que é muito infantilidade criar uma expressão não natural. Mas vendo alguém fazer com tanto proeza me chocou, perfeitamente soava natural ao seu rosto. - Promete que vai?
Me peguei apreciando sua facilidade de tal ato, hipnotizado em seus olhos que pairavam a pureza e a simplicidade de sua feição. Por um momento xingava á mim mesmo por estar tão ridículo, cai tão facilmente em suas palavras e afundei em minha própria distração.
- Eu vou. Prometo que irei. - As palavras praticamente escapavam de minha boca, nem eu sabia o que estava falando. Isso estava contra meus conceitos, era pura hipocrisia vinda de minha parte, pura idiotice minha desconfiança abrir portas para um desconhecido. Nem eu me conheço mais.
Diferente dos sorrisos de antes, aquele sorriso dele não tinha nenhuma máscara por trás. Somente um sorriso de agradecimento, sem sombra de segundas intenções. Tão meramente natural que me causava arrepios. Arrepios por via do medo.
- Fico feliz por isso carinha, espero te ver por lá. - Meio sem jeito retribui o sorriso, fixando meu olhar nas flores do balcão, de repente relacionei a cor da tulipa com a festa; Minha mãe sempre diz que o azul é uma ótima cor para qualquer momento, principalmente o royal que me trará mais alegria e potencializar o que eu quero. Nunca acreditei nessas coisas, pensando profundamente nessas relações eu até arriscaria em dizer que faz sentido. - Aproveitando que estou aqui, me vê uma a flor mais gay que você tem aqui.
Estranhei o pedido, mas sem demora fui até as prateleiras procurando pela comum rosa vermelha. Entendi perfeitamente a definição de gay, porém creio que além da rosa ser uma das flores mais sedutoras, também se encaixa nesse definição. Lhe entreguei a flor e me perguntou o preço alegremente, lhe informou e pagou a quantia sem reclamações. Parece com pressa de dar a rosa para alguém, seu sorriso sapeca demonstrava bem isso.
Ele já estava de saída, prestes a passar pela porta e finalmente livrar-me dele, estava ocupando demais com essa conversa enfadonha. O vi parar no meio do caminho e voltar seu olhar á mim, pedindo por mais uma confirmação de minha presença.
- Sexta que vem a gente se vê!! Não se esqueça hein, sera uma noite inesquecível para nós. - Proferiu tais palavras e logo tratou de sair, deixando-me confuso em suas palavras e tento decifrar o real sentido.
Inesquecível…para nós?
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
DaeHyun P.O.V
Aquele pedido foi muito peculiar. Sem beijo. Será um desafio para mim e já me excita somente ao pensar em como farei esse “favor”, minha ansiedade para que logo sexta-feira chegue está maior do que de costume, alias, quero ver quem será o cliente especial da vez. Meu sábado andava devagar, acordei relativamente tarde devido ao programa de ontem, odeio aquele tipo que insiste deixar marcas de cigarro ou cortes de faca, esse sadismo todo não me agrada.
Olhei para o relógio e o mesmo marcava uma e cinquenta da tarde, ainda abraçado ao meu urso sentei-me na cama e levei meu olhar para meu abdômen não muito definido, cheio de finos cortes. Com certeza levaria um tempo até que cicatrize e desapareça de minha pele. Por fim levantei para fazer minha higiene matinal, enquanto escovava meus dentes com cuidado, tinha meu celular na mão vaga, lendo as diversas mensagens de várias pessoas que nem me lembrava direito, algumas desejava-me um bom dia e outras queriam apenas marcar um programa. Entre todas, a dos líderes era a maior, toquei o visor afim de ler o resto da mensagem que explicava mais sobre o meu favor á eles.
“Esquecemos de te falar como seu cliente é, não falaremos o nome e nem a aparência detalhadamente pois é surpresa, mas o máximo que posso falar é que ele é loiro e usa uma armação redonda, não deve ser difícil achar alguém como ele. Já acertamos o resto, né? Qualquer dúvida por favor nos contate, contamos com nossa estrela.”
No final da mensagem tinha vários emoticons com caras felizes e surpresos, devido a isso deduzi que Himchan enviou-a. Só ele tinha essa mania, YongGuk se incomodava muito fácil com isso, achava tudo isso muita viadagem para alguém como o Himchan. Depois de fazer o que tinha que ser feito - café da manhã, banho, vestir-me - tranquei meu apartamento e sai de meu prédio em busca de ar fresco, não aguento permanecer em casa fitando o nada, e sempre sair para uma caminhada é bom e conhecer novos lugares é melhor ainda, nunca se sabe do que nos espera.
O vento gélido deu uma mínima trégua, mas o frio não deixava de existir, obrigando a todos a sair pelo menos com um moletom grosso. Sai sem rumo, meus pés guiavam-me a qualquer lugar desconhecido aos meus olhos, em alguns minutos minha visão já não reconhecia a avenida que me encontrava, cheia de pequenas lojas cheias devido a ganancia e necessidades das pessoas. Avistei uma pequena praça de lazer, senhores de idade se divertiam com domino e dama, gesticulando sobre a bolsa de valores e futebol; Por outro lado havia crianças se divertindo com brincadeiras e atrações, vi uma pequena multidão em volta de algo e por mera curiosidade me aproximei.
Ao aproximar-me pude ver que se tratava de um possível vidente. A multidão se surpreendia com seus dotes, as pessoas perguntavam-lhe de seu futuro, seu passado e de seus desejos, não houve receio para responder as perguntas, as respondia claramente como se o próprio conhecesse a vida de cada um. Cheguei mais perto e observei-o com atenção, do lado do “vidente” que aparentava ter trinta anos tinha um adolescente segurando cartões recheado de informações dos poderes misteriosos do vidente, ele parecia desconfortável com a situação. Não estava atento as palavras alheias, mas alguém chamou-me movendo as mãos;
- Ei moreno, não está acreditando em mim? Sente-se em minha frente e de-me sua mão, lhe darei uma boa noticia sobre ti. - O vidente sorriu indicando a cadeira a frente de sua mesa, olhei o meio envergonhado e assenti. O que essas mentiras ajudariam com meu futuro? Apenas me daria uma verídica desilusão do que me aguarda, o destino é feito de casos improváveis e não é facilmente escrito e re-escrito quando queremos, nunca sabemos o que nos aguarda. Ninguém é capaz de saber o que nos aguarda.
Ergui a mão e mostre-lhe a palma da mão, com cuidado segurou minha mão e tocou-a com o indicador, atento com seus toques em diversos pontos de minha palma, apertando-a com certa força no centro desta.
- Diga-me, qual é o seu nome?
- Você deveria adivinhar, essa não é sua profissão? - Ri em escarnio. Abafadas risadas envergonhas soaram ao meu redor fazendo-o o vidente ficar sem jeito e apertar minha mão com um pouco mais de força. - É DaeHyun, senhor.
- Ah. Certo DaeHyun-ssi. Algo me diz que em um de seus empregos acontecerá um deslize, esse grande deslize lhe trará um amargo arrependimento e averiguar seus ideais, a única coisa que lhe receito é que tome cuidado com o que escolherá, nada voltará tão cedo. - Enverrugava a testa procurando encontrar as palavras certas, com medo de dar me sua visão errada. - Já no outro você será reconhecido e apresentado por todos, o garanto que não necessitará do outro recurso para viver. Ah, não se esqueça de tampar bem a boca e engrossar a voz, será necessário. - A última frase soou em tom de brincadeira, porém não entendi bem “tampar a boca e engrossar a voz” mas como se com a boca tampada obviamente não sairá nenhum som de minha voz?
- Como posso ter certeza que o que diz é verdade?
- Se lhe deseja, não tenha. Continue com aquele velho pensamento “É dos imprevistos do destino que a vida é moldada” ou ao contrário. Mas lembre-se, uma atitude leva a outra, e pelos traços de sua mão vejo que já está moldado á muito tempo, não há porque ter receio do próprio destino. Porém, não se esqueça de minhas palavras, ouviu bem DaeHyun-ssi?
Apenas assenti. Uma parte de mim, de algum jeito, acredita em suas palavras ditas e outra apenas ignora essas frases comuns que ele pode dizer á qualquer um. Essa lógica de suas palavras não foi bem recebida por mim, creio até que ele é um daqueles videntes charlatões. Não tem sentido explicito. O jovem ao seu lado me deu uma notinha escrita que previsões pela mão custavam 20,000 wons*, retesei e o olhei incrédulo.
- Vinte mil só por ter tocado na minha mão e ter me dito asneiras? - Joguei o pequeno papel no pequeno baú de topo quadrado em sua frente, cruzei meus braços e me levantei. - Eu não vou pagar por isso!!
- Quer pechinchar o preço de seu futuro, ok! Quinte mil talvez?
- Dez mil?
- Cinco mil!! - Sorri satisfeito, puxei minha carteira de couro preto e abri-a procurando pelo dinheiro. Entreguei a ele e me apontou para o adolescente, entendi que tinha que dar a contia para ele e assim fiz. - Desculpe lhe informar DaeHyun-ssi, sem ofender, mas o senhor é uma pessoa nojenta e pobre, digo, de alma e caráter, esse preço que pagou pela consulta é o preço de como você se vê. E pelo o que creio, alguém que paga cinco mil por si é muito pessimismo com sigo mesmo, perdão qualquer coisa. - Após o adolescente indiretamente me ofender, se curvou em um perfeito grau de noventa graus, arrependendo do que foi dito.
O olhei com desgosto. Ele era tão baixo a ponto de inventar mais coisas para eu pagar mais?. Minha testa franzida, olhos semi cerrados e boca aberta expressavam bem minha surpresa e espanto sob suas palavras. Ouvi o dito vidente dizer baixo ao jovem “Está aprendendo bem os passos de seu tio, JongUp-ssi” e dar leves tapas no ombro dele.
Não me dei o luxo de dizer algo, apenas coloquei minhas mãos nos bolsos de minha calça e voltei a andar sem rumo, sem olhar para trás. Espero nunca mais vê-los. Caminhei até estar em uma boa distancia deles, e vi que por entre as barracas de comida tinha alguns amplos bancos brancos, apertei o passo e fui até eles. Sentei no primeiro que vi, apoiei meus cotovelos em meus joelhos e olhei para meus coturnos bem amarrados.
Será que eu sou…nojento assim?
Esses últimos anos me mudaram tanto, ao ponto de ser de humanidade e amor?
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
A semana passou mais rápido do que esperava e sexta-feira já se aproximava. Meus dias se resumiram em noites cantando no mar, tarde e madrugadas de sexo pago e manhã mal dormidas. Essa rotina já estava me cansando. Acordei relativamente tarde, tomei meu café e banho, colocando as primeiras peças de roupas que via jogado em meu armário. Em passos preguiçosos fui até o bar avisar o dono que não poderia cantar hoje, inventando alguma desculpa sobre algum parente meio que estava no hospital e tinha que visita-lo. Acreditou sem deludir, dizendo-me que quando me sentir disposto voltasse a cantar.
Sai do bar pouco movimento devido ao horário, e segui-me procurando por alguma loja de roupas. Nunca me senti tão ansioso por um programa, ainda por cima um que eu tomarei o controle, empunharia as regras, e ditaria do meu jeito. Não faço ideia de quem seja, mas ele está preso em mal mãos. Comprei algumas blusas, calças e aproveitei e comprei um perfume afrodisíaco novo. Vivem dizendo que não causa efeito, para mim o efeito é tiro e queda, nunca reclamaram de minha fragrância Retirei-me da perfumaria e conscientemente vi YongGuk do outro lado da rua, de frente para uma locadora de filmes vendo os lançamentos, aparecia afoito. Apertei o passo, não queria os ver até chegar a noite.
Algo me diz que estragaria a surpresa.
As horas passavam devagar, o relógio marcava seis horas e trinta minutos, provavelmente estava contra mim e minha cabeça criava tentativas vagas de distrair-se, checava várias vezes o mensagem que dizia o horário e local “Casa de Himchan, 21hrs”. Lembrava como a palma de minha mão onde fica a casa dele, recordo-me que antes de entrar para o Clube de Auto-Ajuda tive que passar pelas ajudas de Himchan, coordenando-me e mostrando-me com seu corpo o certo a se fazer.
Decidi-me tomar um banho demorada para esfriar a cabeça e concentrar-me em como tê-lo sem introdução de beijo em sua boca. Como…?. Longos minutos se passaram debaixo daquele chuveiro, sentia meus dedos enrugados, sinal que deveria dar um fim nessa ducha. Sai do box e coloquei uma toalha branca em minha cintura e peguei outra afim de secar meus cabelos, olhei-me no espelho de meu banheiro enquanto secava meus castanhos, minha beleza que encontrava em minha face não era a mesma de meu corpo. Fino. É assim que me vejo. Meus braços possuem mínimos músculos não aparentes, meu abdômen não é defino, sem nenhum gomo sequer, porém não se vê nenhum sinal de gordura ou as marcas de outros programas, agradeço por já terem sumido assim tão rápido.
Prossegui ao quarto já devidamente seco, e tratei de vestir a muda de roupas que separei minutos atrás; uma calça jeans um pouco apertada, blusa branca justa de gola V sem decote, uma pesada jaqueta de couro e meus coturnos favoritos. Ajeitei meu cabelo castanho em um penteado mais comportado* com ajuda de meu spray e pente, em minha orelha esquerda tinha um pequena argola grossa que ditava bem meu charme, passei a recente colônia em lugares estratégicos e olhei o horário. Oito e quarenta e dois. Me surpreendo como demorei para me arrumar. Até chegar na casa de Himchan demoraria uma hora de ônibus, melhor sair o quanto antes. Antes de sair de meu quarto olhei diretamente á aquele ursinho, como se ele corresponde-se meu olhar, considerava aquela mera pelúcia como um ponto de paz, uma lembrança de alguém que me mostrou um sentimento único e não correspondido.
Alguém por quem amei.
⊱✿ ✿ ✿ ⊰
Cheguei em meu destino com atraso de duas horas, a agitação de sexta-feira á noite atrasou meus ônibus, durante todo o percurso Himchan me ligava freneticamente perguntando-me se eu iria demorar mais, o cliente especial não iria esperar a noite toda. A luxuosa mansão continuava a mesma; o grande portão preto pontiagudo com o emblema da família Kim, as mesmas paredes e pilares brancos dando um toque mais presidencial á residencia, o jardim grande parecia um mar colorido por flores brancas, azuis, amarelas e rosas certados por grandes árvores que foram cuidadosamente cortadas para formar formidáveis desenhos. O luxo que só a família Kim faria.
Passei pelos portões abertos, andando hipnotizado pela frente da mansão que fazia anos que não entrava. Algumas pessoas estavam por diversas partes do jardim batendo papo fora e bebericando seus copos, entrei na mansão e fui direto a área exclusiva para festas que ficava mais afundo, não pude contemplar o luxo da decoração e observar as pessoas pois precisava ser rápido. A área ficava separada do resto da casa por uma porta grande de vidro preto, impossibilitando de ver o que tinha através da mesma. Empurrei-a e o som eletrônico - que reconheci sendo alguma música de Skrillex - tocava mais alto do que antes, a pista de dança lotada de casais e solitários dançando sem demonstrar cansaço nenhum, o globo de discoteca rodava no teto iluminando o local, pelas laterais da ampla área tinha vários petiscos e bebida a vontade - deduzi ser enérgico ou alguma bebida alcoólica de efeito rápido - e um dj particular mesclava sons entre dubstep, eletro e o menos reconhecido reggaeton.
Guiei meus olhos pelo local, procurando pelo “loiro de óculos redondos” por algum canto, devido a abarrotarão de pessoas, não estava tão fácil acha-lo como a mensagem dizia. Talvez eu ficaria mais lúcido se bebesse algo, meu sangue estava fervendo por uma gota de álcool em meu ser. Não demorei e peguei o primeiro copo na mesa, bebi em um gole só, a sensação quente que arranhava minha garganta era prazerosa; sentir sair sobre lateral de meus lábios devido minha pressa, limpei com as costas da mão e voltei minha atenção para a pista, onde vi olhos me observando.
Os líderes.
O sorriso malicioso era evidente e o brilho eufórico era radiante; O mesmo de sempre. Sinto que ao meu redor nada mudou, e que o único com problemas sou eu. Nunca deveria ter mudado. Não, não vou me alienar ao que dizem, devo confiar em mim.
Himchan apontou para o canto mais escuro da área, pude ler um “por ali” de seu lábios e olhei atento para onde apontava. Uma pessoa solitária, aparentemente entediada por estar aqui, bebendo coca com suporte de um canudo azul, seu óculos insistia em deslizar por seu nariz obrigando-o a arruma-lo a cada instante, não pude ver os traços de seu rosto claramente devido a escuridão que pairava aonde se encontrava, o que lhe dava destaque era o cabelo ridiculosamente loiro; trajava um suéter xadrez azul de lá, era visível a social debaixo do mesmo, calça marrom e sapatos sociais, algo não muito aceitável em uma festa como essa. Esse cliente especial era um nerd sem vida sexual, era óbvio isso.
Suspirei profundamente antes de beber outro copo, e fui até o nerd qualquer para terminar tudo isso de uma vez. Dinheiro estava em jogo. Os longos passos diminuía a distancia e ajudava minha visão, que por um momento queria que fosse migração, uma travessura de minha mente ou efeito dos drinks. Aquele não era um nerd qualquer.
De repente meu coração bateu em uma velocidade extrema á mim, senti como se a qualquer momento ele fosse pular de meu peito. Minhas mãos estavam tremendo e suando frio, meu corpo ficou estático sem se importar com as pessoas ao meu redor, impossibilitado de ouvir os xingamentos das mesmas. O meu mundo tinha parado de repente, o único que possuía a proeza de se movimentar era o dono de minhas insonias, o nome que minha mente nunca fez questão de apagar; Yoo YoungJae.
Como os líderes querem que eu seja capaz de fazer algo assim com YoungJae? Eu não sou capaz de torturar alguém que amo, por mais que ela tenha me torturado com sua incompreensão. Vi YongGuk aproximar-se e dizer em tom alto em meu ouvido “Não sei como, mas ele não se lembra de mim e de Himchan, talvez não lembre de você. De um jeito e leve-o até a primeira porta que ver ao sair daqui, faça tudo que tem que fazer por lá” e desaparecei no mar de pessoas. Não tive tempo de gesticular contra. Peguei a bebida da mão de alguém e bebi o líquido com rapidez, fechei os olhos com força apenas curtindo a queimação em minha garganta, devolvi o copo ao dono que me olhava confuso. Tomei coragem e continuei meu caminho até YoungJae em pé .
“Vamos DaeHyun, você consegue” Repetia insustentavelmente em minha cabeça, tentando me acalmar. Ainda não estou acreditando que terei que fazer sexo pago com YoungJae, sem um pingo de amor, sem contato com os lábios que tanto desejo. Já estava perto dele, poucos centímetros nos separavam, respirei fundo pela milionésima vez e fui ao seu encontro, passando meu braço por seu pescoço e chegando perto de sua orelha, senti um leve arrepio em sua nuca e medo em sua face, ele não fez movimento algum para se afastar. Tratei de deixar o tom de minha voz mais grave, não queria que ele me reconhecesse, me sentiria muito mal por isso.
Me lembrei o que YongGuk disse, que talvez ele não se lembre de mim. Esse talvez não me agrada. Devo ouvir sua confirmação o quanto antes.
- Ei, você se lembra de mim? - Meu tom grave o arrepiou mais ainda, um tímido gemido alcançou meu ouvidos, esse baixo som já excitava meus sentidos, indiretamente era nosso reencontro, qualquer movimento seu me descontrolaria. Ele virou com cuidado seu rosto, olhando-me nos olhos, me perdi na profundidade de seu olhar, a distancia entre nós era mínima e meu medo de perder o controle e beija-ló me angustiava.
O globo de luz iluminou meu rosto no momento certo, examinava bem os detalhes de meu rosto e minha respiração já estava descompassada por sua resposta.
- Desculpe, mas não faço a mínima ideia de quem você seja. - Amargura e nojo em sua voz foram uma flechada em meu coração, a dor era profunda que por um momento esqueci-me como respira.
- Nem meu nome? - Negou com a cabeça e a raiva tomou conta de mim, segurei pela cintura e o emburrei com certa força contra a parede, ouvindo um gemido de dor pelo contato bruto, fechou os olhos com força, virou o rosto para o lado e segurou meus braços com timidez. - Você vai se arrepender por isso!!
Quer dizer que durante esses anos eu não me permitia amar ninguém por causa de alguém que nem ao menos lembra de meu nome? Passei dias chorando como um tolo, arrependendo de não ter corrido atrás dele, querendo sentir novamente o calor de seu abraço, e ele que dizia ser meu amigo, nem lembra mais de mim…?
Me sinto capaz de tortura-lo com prazer agora, gravarei meu nome em sua pele e o farei gritar, até que diga com lágrimas e sangue que se lembra de mim.
N/A: A partir desse capítulo a real história acontece. Os anteriores é a “introdução”, isso é, o enredo ira se fluir apenas nessa conexão que terá entre esses quatro personagens; YoungJae, Himchan, YongGuk e o de agora, DaeHyun. Pra quem nunca ouviu o Dae cantando Baby Baby (http://youtu.be/u3Us5eRjNj4). Acho que todos sabem bem que urso é né, não achei foto dele ):. 26,000 won equivale á 50 reais e 11,000 won á 21 reais. Não sei o quanto cobram pra isso, então deduzi que seja algo do tipo. Desculpe qualquer erro de ortografia - eu mesmo que beto, então pode me escapar alguns erros - Boa Leitura <3.
DaeHyun P.O.V
Novamente estou aqui nesse bar, não para afogar minhas mágoas em um copo da tradicional cerveja escura de inverno, mas sim para trabalho. Todas as noites venho aqui cantar e performizar meia dúzia de canções que agradam o público alvo e á mim. Desde que falhei em diversos vestibulares, minha vontade de tentar seguir esse padrão de vida me enjoou e me dei conta que minha vida que o melhor caminho seria a música, no começo não era bem minha intenção ser cantor, eu nem sequer achava que era uma profissão digna, porém tantos elogios por causa da minha voz me fizeram mudar de ideia rapidamente.
Ganho por noite, mas o dinheiro não é o suficiente para mim e por mera obra do destino, um de meus amigos de longa data sempre dá um jeito de me tirar do aperto, por mais que a opção não seja muito bom agrado para meu eu atual, meu “eu” de 6 anos atrás agradeceria por isso. Estou fazendo algo que eu gosto, e no fundo me sinto feliz por ganhar algo em troca.
O bar de classe média-alta sempre está com uma porção média de pessoas, desde adultos tentando esquecer o stress que a dura semana de trabalho trás até adolescentes irresponsáveis que procuram ficar lúcidos de sua realidade escolar. Lembrar-me os tempos de colégio me volta uma nostalgia enfadonha, não digo que foram meus piores anos, porém também não foram os melhores.
Já subi nesse pequeno palco diversas vezes, e com o mesmo público, mas o frio na barriga é algo impossivél de não se sentir. O nervosismo, suor frio e medo de errar alguma nota ou letra sempre me acompanharam independente da situação. É inevitável.
- Boa noite pessoal, eu sou Jung DaeHyun e acompanharei até o fim da noite, começaremos com Baby Baby.
O som doce das primeiras notas do piano soaram aos meus ouvidos como um efeito hipnotizante, fechei meus olhos quase que automaticamente, pouco me importava ao meu redor, nesse momento era somente a confraternização do piano doce e de minha voz soprada.
Sempre abro meus shows com um cover de Baby Baby de 4men, minha canção favorita, não por me lembrar de momentos vividos, mas por ser linda mesmo. Mas de repente, ao cantar “Eu só quero olhar para você” me pego lembrando daqueles tempos enfadonhos, muito antes daquele dessentimento acontecer, muito antes de superar que agora só poderia o ter nas memórias falhas de minha cabeça.
Lembro-me de cada detalhe de sua aparência naqueles tempos; seus fios castanhos sempre com um moderno corte de cabelo e maciez tão sua que nem parecia de sua natureza, seus grandes olhos que me olhavam com tanta calma e pretensão ao ponto de tentar ler minha alma, suas pequenas mãos que discretamente me proporcionavam o mais ingenuo carinho, e como me esquecer daquela boca carnuda que com um mero sorriso, involuntariamente hipnotizava-me com o desejo de tê-la ao meu encontro. Algo que nunca tive.
E aquela súbita vontade de chorar me vem novamente, era sempre assim.
As pessoas que me ouvem cantar essa canção e até mesmo o proprietário do bar diz que a transmissão de sentimentos que passo nessa canção não se compara com as demais baladas de minha setlist.
Assim que as últimas notas foram tocadas e a música chegou ao fim, respirei fundo e abri meus olhos, e vi o público presente levantar-se e me aplaudir, proferindo aplausos e assobios. Esses meros desconhecidos aquecem meu coração com o calor de suas palmas e os retribuo com meu singelo sorriso tímido.
E era somente o começo dessas repetidas noites de segunda.
“Andavamos sem pressa pelos largos corredores do colégio, em busca de nossa sala, mesmo sabendo que não tinha ninguém á essas horas. O horário de aulas começa oficialmente ás 9am, porém uma hora antes o colégio abre os portões para aqueles que cairam da cama e querem ajudar a organizar e limpar junto com as senhoras da limpeza. Praticamente, nem tanto levando em conta que eu fui arrancado brutalmente pra fora de meu conforto e puxado pela gravata até aqui.
- DaeHyun-ssi vem logo, me impressiona o quão devagar você está hoje!! - Me esperava encostado na porta cinza, batendo a sola de seu social levemente no chão como um sinal de impaciência.
- Me impressiona toda essa pressa em plenas oito e dez da manhã !! - Falei enquanto continuava meus curtos e despreocupados passos ao seu encontro, e logo já estava ao seu lado apenas esperando ele abrir a porta. - E aí, não vai abrir a porta ou tá esperando eu abrir? - Disse-lhe com um sorriso torto e tom irônico na voz
- Se fizesse a gentileza. - Usou o mesmo tom que eu e mostrou-me que cada mão estava ocupada, uma com a típica maleta escolar preta e outra segundo uma enorme sacola verde escuro sem quaisquer índices de transparências como as outras. Isso acatou minha curiosidade.
Abri a porta e como pensei não havia ninguém, tsc maldito nerd.
Coloquei minha respectiva maleta em cima de minha mesa que era a penúltima na segunda fileira do lado da janela , os lugares eram divididos por nomes e vez ou outra por notas, estamos na metade do segundo bimestre então estamos divididos por notas. Como em uma escala dos melhores aos piores. YoungJae era um dos ditos cérebros da sala e sentava na primeira fileira, sempre orgulhoso ao responder qualquer pergunta dos professores e sua nota cem nas avaliações era o resultado de todo seu esforço, era como se um mini computador tivesse sido adicionado ao invés do cérebro.
O vi fazer o mesmo que eu e veio ao meio encontro, sentando-se na mesa de frente pra minha sem tirar aqueles castanhos profundo de mim; me contemplando a cada passo, eu somente permaneci em pé com as mãos nos bolsos o fitando.
Permanecemos em silencio por poucos minutos, esse silencio todo estava começando a me deixar constrangido, tanto por sua mira fixada em mim e tanto por seu pequeno e tímido sorriso capaz de esquecer-me de qualquer problema juvenil.
- E então…só isso!? A gente veio mais cedo pro colégio pra ficar olhando pra cara do outro? - A indignação na minha voz era clara, á essa hora eu poderia ainda estar dormindo e acordar somente vinte minutos depois para sair correndo por chegar atrasado no colégio, como sempre. - Sabe YoungJae-ssi, ás vezes eu acho que você…
- DaeHyun-ssi, você não acha incrível que apenas a presença de alguém te faça bem? Quer dizer, sem contato visual, íntimo ou conversas. Apenas o sentimento de se estar no mesmo ambiente já faz o coração disparar. - Ignorou minha reclamação e desviou seu olhar do meio assim que ele direcionou sua atenção a janela, observando os detalhes do céu azul celeste semi coberto por fracas nuvens brancas, parecia receoso. - Concordo com isso, DaeHyun-ssi?
- Aonde quer chegar com isso? - Era bem óbvio que essa pergunta aleatória estava gesticulada em uma de suas indiretas. Ele não tem muito amigos por ser inteligente, muitos tem inveja e outros se aproveitam, assim no começo de nossa amizade ele vivia fazendo perguntas mais complexa que meras indiretas cheias de enfases; sempre me testando, sempre vendo até onde meu senso me leva. Já não sou muito inteligente e pensar demais me dói, desculpe.
- Só quero saber se você se sente bem com alguém do seu lado. Apenas isso. - Disse-me um pouco envergonhado com a mão em sua nuca, pude perceber um leve tom rosado em suas bochechas.
- Digamos que sim. - Me levantei de meu lugar e fiquei de frente para ele cruzando meus braços. - Porquê?
Ele se levantou e foi até sua mesa pegando a sacola verde de antes, e quando já estava próximo de mim, istigou os braços me entregando a mesma. Arqueei uma de minhas sobrancelhas e o olhei confuso, peguei a sacola e inconstei meus dedos de leve nos seus, sentindo a maciez dos mesmo e sentindo um mínimo choque térmico pela minha mão quente e sua fria. Minha curiosidade gritava e com muita pressa desfiz o nó, se antes eu já estava confuso, agora eu estou mais. Me surpreendi ao ver um urso de pelúcia, em tons de verde musgo ao verde escuro, como se fosse um conceito exército
Ao ver minha expressão ele sorriu abertamente e gargalhou, tampando o som de sua risada com a mão. Não sei o que há de engraçado, se for o fato de eu estar confuso; não, isso não é engraçado.
- Minha mãe sempre me diz que é bom ter algo que te lembre tal pessoa, claro que não é a mesma coisa que estar com ela, isso nem se compara. Porém, ter algo que te lembre ameniza a saudade sentirá. - Enquanto dizia, brincava com as patinhas fofas do ursinho, seu semblete calmo transparecia toda pureza e inocência pouco transmitida por ele.
- E como sabe que vou sentir falta dessa tal pessoa?
- Eu sei que vai!
Sorri abertamente com essa afirmação. Como ele poderia ter tanta certeza que futuramente eu poderia sentir falta dele? Nos vemos quase todos os dias e ainda nos resta mais um ano para completarmos o ensino médio.
- Caso eu não sinta? - O encarei desafiando-o, isso não era nenhum tipo de provocação. Quero saber se enfim conquistei sua confiança, algo que poucos possuem. Ele não chega ser alguém anti-social, ele sempre se esforço para se relacionar bem com todos; dando seu melhor, porém aquela aguda insegurança que todos sentimos o controla, impossibilitando-o de ser a pessoa que apura respeito pelos corredores, o tornando apenas um nerd qualquer.
Eu sou o oposto dele, não tenho uma lista ampla de amigos, por outro lado minha lista de “colegas/conhecidos” só tende a crescer, minha popularidade parece que cresce em mero piscar de olhos, confesso que sou mais popular entre os garotos e as garotas tem receio de mim; motivo da qual não sei. Em momentos repentinos me pego pensando que talvez seja por nojo, já que minha popularidade com os garotos tendem a ter rumores de mal gosto que poucas vezes são verdadeiros. E esses verdadeiros me fazem me sentir um objeto usado, até eu mesmo tenho nojo de mim.
E agora, esperando a resposta de meu único melhor amigo, na qual confio mesmo que não receba a mesma confiança de volta, percebo que pequenos detalhes me arrancam o maior dos sorrisos; sorrisos apenas vistos e correspondidos por ele. Quando me aprofundo nesses pensamentos faço de tudo para livrar-me deles, mas é isso impossível. É como se YoungJae tivesse um imã, querendo me manter por perto não importa como, e eliminando as negatividades de minha mente.
- Você vai, eu sei disso.
E dito aquilo esboçando um sorriso confiante, deixei o ursinho de lado e o puxei para um abraço.
O abracei forte, afundando meu rosto em seu pescoço sentindo o doce aroma cítrico de sua colônia, o senti me corresponder meio sem jeito devido ao ato repentino. Suas mãos foram tímidas em meu quadril, o circundando e aconchegando em calmo aperto. Sei que não poderíamos ficar abraçados por algum tempo, podia ouvir bem as vozes dos alunos nos corredores, sinal que o horário letivo já ia começar.
Antes de apartar nosso abraço, dei um leve beijo em seu maxilar, pudi sentir seu rosto quente, sinal que suas bochechas estavam coradas de novo, realçando o quão constrangido estava. Me aproximei de seu ouvido e sussurrei:
- Se ele prometer que sempre permanecerá ao meu lado, eu prometo nunca o esquecer!!
Já que uma coisa leva á outra, é algo meio óbvio.
Desfiz o abraço e ele apenas riu sem jeito, tampando a boca com a mão. Considerei esse riso como uma afirmação.
Mas algo me diz que essa afirmação e esse ursinho serão essenciais no meu futuro, só não consigo descrever se será para o meu mal ou para o meu bem.
Dias depois daquela conversa me sentia mais feliz, por meros detalhes eu sorria bobo, ter indices de sua confiança já me abre portas algo além.O hórario de aulas já acabou, agora só restava as extracurriculares ou os ditos clubes. Tem alguns clubes que realmente te ajudam, mas também tem outros que são pura brincadeira e se ferram legal quando o professor responsável quer avaliar o rendimento dos membros do clube. Faço parte do “Clube Auto-Ajuda”, o nome tem nada a ver com o que realmente fazemos no clube. Para os professores nós falávamos que ajudamos os estudantes com conselhos, dicas para se livrar do stress e massagens, parece até bobagem porém os professores cairão direitinho nessa desculpa.
A forma mais culta de se descrever isso seria um prostíbulo.
Sim, um prostíbulo ilegal em um colégio “bom” em pleno começo de tarde.
Já estava na frente da classe 203, a plaquinha mal feita com papel sulfite e canetinha preta era facilmente vista de longe, na porta um aviso de “Porta Trancada. Por favor, bata antes de entrar!!”, pois bem, nunca se sabe o que pode estar acontecendo por detrás dessa porta.
Respirei fundo antes de bater com as costas da minha mão que segurava minha maleta, a outra segurava a sacola verde que contia o urso de pélucia que YoungJae me deu, só de me lembrar de nossa curta conversa não posso conter um sorriso.
A porta de madeira foi aberta lentamente e vagarosamente meu sorriso morreu. Era como se eu entrasse em outro mundo e incorpora-se outro personagem, algo fora de mim que limita-se a ser o que é de verdade. Algo meramente forçado.
- Ei vejo que nossa estrela chegou cedo hein, entra logo, daqui a pouco nossos aventureiros chegarão !! - A voz rouca e abusada de um dos líder do clube me causava arrepios, por mais que soasse calma, independente do que me fale, sempre me causará arrepios.
Era divido entre cinco garotas e cinco garotos, todos novatos do primeiro ano, excluindo os líderes, ambos eram do terceiro ano, porém um era repetente. Eu era o primeiro a chegar; realmente estava cedo, normalmente a maioria chega vinte minutos depois do sinal, eu cheguei cedo pois queria dinheiro o quanto antes para retribuir o presente de meu melhor amigo, que bem provável que esteja de exatas, tirando dúvidas de todos.
Meu coração para só de pensar na possibilidade dele saber sobre isso.
Ás vezes me arrependo de ter entrado inocentemente nesse clube, realmente cai nas manipulações do líder e por mais que eu seja contra a ideia, tem um lado de mim que agradece pelo dinheiro e se degusta da situação.
- Sente-se em seu lugar, daqui a pouco o primeiro irá chegar. - Disse-me pegando minhas coisas e colocando em um dos armários que ficava no lado esquerdo da sala do lado de uma outra porta. O cômodo médio contia apenas armários, algumas cadeiras e uma mesa, a grande janela era coberta por uma grossa cortina cinza que impedia a iluminação natural do sol, além da porta por onde entrei, ao lado esquerdo tinha outra que era aonde o “trabalho” era feito.
Já entrei tanto lá, poucos vezes acompanhado por garotas manipuladas pelos líderes e tomadas por um viagra barato.
Bang YongGuk e Kim Himchan; Esses são os líderes do clube, são aquele tipo que agem com destreza, lentamente lhe influencia para seguir suas ordens e satisfazer suas vontades, jogando sujo e beirando á algo ilegal em um lugar público por mera ganancia por dinheiro.
Esse lado deles me enoja, e me enoja mais saber que os ajudo com isso.
Mas o dinheiro é necessário á mim, tanto pela condições econômicas de minha famiÍia e tanto por retribuição.
YongGuk me ajudou a tirar minha jaqueta escolar e abrir os dois primeiros botões de meu uniforme. Sempre dizia que isso era necéssario para atiçr o desejo. Apenas ignoro isso, necessito do dinheiro o mais rápido possível.
- O que é isso? - Apontei para uma folha sulfite impressa com uma tabela cheia de nomes e horários que estava posta em cima da mesa.
- Isso é o horário de hoje com o nome, hora e o que a pessoa quer. Achei melhor começar a fazer isso do que ficar aquela enrolação e bagunça de sempre. - Deu de ombros, apenas olhando a folha. Sua atenção foi desviada ao ouvir um suave toque vindo da porta. - Prepare-se que o primeiro chegou. - Disse-me com um sorriso malicioso estampado em seu rosto.
Umedeci meus lábios ao ler que o primeiro queria uma oral. Típico um virgem tímido.
Não quero em gabar, mas todos que viream isso de mim sempre dizem que eu fui de granda ajuda á eles.
O vi passar pela porta, parecia ser um excluído do segundo ano, nem me dei ao luxo de ler seu nome no papel. Fizemos uma breve referencia, ele estava nervoso e tremendo, apenas lhe sorri tentando passar um pouco de segurança, porém foi algo em vão. Se ele continuar a tremer assim vai parecer que vou fazer uma oral em um vibrador, sério.
Entramos na sala e comecei a o estimular, recebendo gemidos e ofegos em troca. A pele branca e fria de seu quadril levemente suado batia contra o contraste quente de meu rosto. Nem ousava em olha-lo nos olhos, os líderes sempre dizem que é necéssario, porém não irei arriscar, bem capaz da pessoa olhar em meus olhos e vê-los nublados, como se não visse o que estava em sua frente e que não reagia ao cruzar com alheios.
Senti chegar ao ápice e seu líquido agridoce rechear minha boca, caindo por entre as laterais da mesma e sujando um pouco meu queixo e pescoço. Sua cabeça joga da pra trás e seu estado ofegante era o resultado que fiz um bom trabalho, peguei 26,000 won* de sua carteira e sai da sala. Dinheiro bem merecido, convenhamos.
Separei 11,000 won* e coloquei o dinheiro em um dos bolsos traseiros de minha calça e limpei com o polegar os cantos de meus lábios, passando ligeiramente a língua e sentindo aquele típico gosto de sêmen. Percorri meus olhos por entre a sala e vi que já estava um pouco cheia, um dos “clientes” não suportava esperar e molestava uma das garotas lá mesmo, a prensando contra seu quadril e apertando um de seus seios. Coitada.
Procurei YongGuk e o vi conversando com alguém próximo da porta, enquanto limpava meu queixo e pescoço com um lenço estrategico de meu bolso, me proximava dele. Deduzi pelo sorriso do líder que ele estava tentando convencer o garoto de se deliciar com um oral, o garoto agiu receoso e suas bochechas adotavam-se a uma tonalidade rosada.
- Ei líder, aqui seus 30%… - minha fala morreu quando me deparei com quem ele estava conversando.
Não pode ser.
É ele.
Me olhava interrogativo e surpreso, e creio que minha expressão não era nada diferente da sua, ou talvez pior.
- E esse é um dos meus melhores, ele vai ser de grande ajuda á você e lhe confirmo que se sentirá bem. - Ambos me encaravam com destreza, YongGuk me olhava como se eu fosse seu melhor brinquedo nunca antes passado por suas mãos, YoungJae com seu olhar de nojo demonstrava aflição por minha pessoa, me soava que até sentia uma certa raiva e angustia de mim por não ter lhe contado meu estado.
- Jae…eu posso explicar! - minha voz saia como um sussuro, creio que ouviu plenamente, sua expressão aterroziada demonstrava isso.
- Explicar o que!! Que foi manipulado enquanto estava pra baixo? Que a situação financeira de sua famiíia não está indo por isso trabalhar como um prostituto escolar é melhor do um trabalho pacato em uma lanchonete cheia de lanches gordurosos e sacarose? Por onde irá começar? - Ele inferiorizava o próprio trabalho de meio periodo. Suas palavras saiam em múrmuros, seus olhos lacrimejavam conforme falava eu sentia da onde estava a tristeza que sua aura transmitia, o arrependimento de ter me dado uma chance de sua confiança, a dor de me ter como um amigo, alguém tão sujo e manipulavél como eu.
Um ser desprezível.
- Obrigado por ter sido meu melhor amigo por todo esse tempo, desculpe por qualquer incômodo vindo de minha parte, só estava esperando um colega meu. Adeus - Fez referencia á YongGuk e a mim, vi que o tal colega era um senior que sempre vinha ao clube pelo menos uma vez por semana, bem conhecido por aqui.
Parece que o sorriso que eu sempre tive antes de passar por essa porta não existisse mais, que minha pessoa era somente mais uma entre a multidão. Uma amizade de anos jogado fora por medo de seu julgamento, anos tentando decifrar sua mente desconfiada, desde uma tímida troca de olhares no fundamental ao fim de um deslize no inicio do médio.
Realmente, eu sou um ser desprezível.
Sempre me lembro desses únicos momentos marcantes do meus tempos do colégio, sorrio ao lembrar do primeiro e choro ao lembrar do segundo. Desde aquele acidente, ele passou a me ignorar e uma semana depois ele mudou para um colégio particular, antes de partir lhe pedi que mantesse contato comigo, porém meu desejo foi inútil.
A única lembrança que tenho dele é aquele ursinho, depositado em cima de minha cama. Todos os dias durmo abraçado do mesmo, em uma tentativa vaga de transmitir minha saudades em aquela pélucia e prende-la lá.
Por volta das 11pm minha performace acabou, agradeci á todos os presentes no bar, peguei meu pagamento da noite e sai do recinto. Meu apartamento não ficava tão longe do requintado bar, em quinze minutos já chegava ao meu destino. Caminhava devagar de cabeça baixa, sentido o vento frio bater contra meu rosto e minha franja acariciar minha testa, acho que errei ao sair com uma jaqueta e cachecol como proteção dessa friagem. De repente senti uma vibração em meu bolso frontal da jaqueta, ateei-a e peguei o celular rapidamente, deslizando o dedo para atender a chamada desconhecida.
- Alô?
- Alô!! Não acredito que nossa estrela mantem o mesmo número - Ouvi uma risada soprada do outro lado da linha, ainda não reconheci a voz que me argumentava com tanta intimidade. - Oh, não reconhece mais a voz de seu líder? Himchan irá puni-lo por isso.
Líder? Não pode ser…
- YongGuk-hyung e Himchan-hyung? São vocês?
- Finalmente hein. Sim, nossos seus líderes, está feliz por ouvir nossa voz? - Pelo tom menos grave que o anterior, provavelmente esse era Himchan.
- Estou tudo, menos feliz por isso.
- Assim você magoa meu pequeno coração, coitadinho. - Revirei os olhos, ele continuava com aquele atitude infantil irritante. - Mas enfim, você ainda faz favores?
- Os favores que acabam com a minha vida? Faço, mas não irei fazer para vocês.
- Não é pra gente querido, o Cookie tem há mim pra que ele quer você? - E um tapa foi estralado, fazendo Himchan soltar um pequeno gemido e passar para YongGuk. - É o seguinte, não é para a gente, é alguém muito especial que eu sei que irá gostar.
- Não existe pessoas especiais para mim. - Me sinto abatido agora. Por que isso me lembrou YoungJae? Mesmo depois de anos não consigo o tirar da cabeça.
- Mas enfim, vamos conversar um pouco para acertar a contia, local e o horário. Já vou lhe avisando, pode fazer de tudo com ele, tortura-lo, o fazer implorar, ajoelha-lo, tudo que te der vontade de fazer, mas tem um porém…
- E o que seria? - Disse tediosamente, procurando as chaves do meu apartamento nos bolsos.
- Não pode beija-lo. - Falou desafiando-me como se eu devesse controlar meus instintos e seguir a risca o que diz.
É um pedido anormal, o beijo que excita e entrega o parceiro de corpo e alma, fazendo-o delirar pelo cruzamento molhado das língua e o excitando cada vez mais. Não que fosse algo improvável de ser feito, só acho estranho pedir isso.
Não beijar alguém durante o sexo era como ter o amado do lado e não poder o abraçar, somente sentir a presença.
(PRÓXIMO CAPÍTULO)
Título: Caffeine (Cafeína); Couple: YoungUp (B.A.P); Gêneros: Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi; Avisos: Homossexualidade;
Sinopse: “Moon JongUp era quem havia me chamado atenção apenas com um olhar tímido, para que um tempo depois, conquistasse meu amor com um o toque suave de seus lábios.”
N/A: Fiz essa oneshot em poucos dias (3 dias) então não deu para fazer “muita coisa”. Também a fiz como um mimo á minha querida Julia que estava com vontade de ler uma YoungUp, só que o lemon eu fico devendo né rs. Sim, o contexto da fic veio enquanto eu ouvia Caffeine do Seobie, então né, digamos que ela ficou um pouco melancólica. Recomendo que escutem Caffeine durante a leitura, creio que ficará “mais no clima”. Já deixo avisado que na fic, o Jae é 5 anos mais velho que o Up!!. Ficou horrível, mas tudo bem né. -foge-. Se tiver erros, relevem!! Boa Leitua <3.
(Comentários sobre essa oneshot deverá conter a sigla C no final, ou inicio da mensagem)
(clique abaixo para ler essa OS completa)
YoungJae P.O.V
Café.
Esse simples líquido lembrava-me ele, não só o seu naturalmente gosto amargo, mas também sua personalidade e sua postura. Algo que era capaz de esquentar-me por inteiro apenas por aproximar-me, capaz de deliciar-me com o mais doce aroma e impressionar-me com a sinceridade de si.
O comparar com “algo” talvez seja grosseiro de minha parte, porém não sabia mais como falar dele sem me referir á “algo”; Algo que me fez feliz, me aquecia, me amava e me protegia. Algo pois para mim, “alguém” que jura o eterno e quebra sua promessa com palavras duras não é humano, nem sequer sei como amava, ou apenas fingia.
E como um tolo, eu continuava pensando nesse algo, imaginando sua vida a partir de nosso rompimento que, talvez como ele, havia encontrado um substituto de seu amor.
O tempo havia parado dês que o “não” foi proferido de seus lábios, parece que essa simples palavra abriu uma assombração em minha vida; A assombração de sua imagem, seu perfil forte, seu sorriso límpido e amor único.
Lembrava-me detalhe por detalhe de nossos momentos, abraços, beijos, apertos demorados e até mesmo os minutos que passávamos apenas observando um ao outro. Procurando no rosto alheio a paz impossível, o amor nunca encontrado e a beleza impressionante que seu rosto provia.
Ele era lindo em nossa realidade e ele é lindo nos meus sonhos.
Agora vivendo distante de mim com alguém que o fará feliz, que entenderá seu silencio e suas vontades, ele deve estar agradecido pelo o que fez. Por ter dado ao fim um relacionamento de longos quatro anos do qual vivemos uma guerra contra o mundo, mantendo uma armação com espadas e escudos fracos que se quebravam sob qualquer argumento negativo de nosso amor.
O conheci em seu último ano escolar, havia visitado seu colégio como aprendiz e observador das aulas de inglês*, como futuro professor de inglês deveria saber bem como me portar diante á uma sala de aula. Eu não seria mais quem tem o dever de saber, sim que tem o dever de ensinar.
Ele era um jovem rapaz quieto, tímido e muito bem educado. Sempre apreciando a vista que o terceiro andar lhe proporcionava, analisando o céu azul como se fosse o que mais lhe interessava no momento. Ao visitar sua sala, pelo menos, duas vezes por semana durante dois meses, não pude deixar de notar que ao decorrer do tempo, sua observação penetrante parou de se fixar na bela paisagem cinza e se pôs em mim. Me olhava com tanta atenção que me dava receio, porém curiosidade de seu olhar.
Me perguntava o que ele havia visto de diferente em mim; meu físico mediano, normal, provia de alguns músculos graças ao dinheiro gastado na academia, porém escondia os mesmo com camisetas xadrez e grossos casacos de inverno. Creio eu que, meu rosto não era um dos mais atraentes, chega longe disso, mas não deixava de agradar. Não sou nem tímido, tanto pouco extrovertido, interajo com todos aos meu redor apenas por simpatia e educação, e claro, por profissionalismo.
Recordo-me que houveram garotas interessadas em mim, jovens entre seus quinze e dezesseis anos loucas por um amor duradouro. Nada que me interessava, afinal. Eram muito novas e inexperientes diante á um homem de vinte dois anos nas costas, e por mais que fossem lindas, ele era quem minhas iris escuras sempre se direcionavam, sempre a procura daquele sorriso que estampava-lhe o rosto feliz ou até mesmo a expressão séria e confusa que sempre mantinha.
A troca de olhares passaram para conversas, no começo descontraídas e sem muito assunto, apenas como um leve passar de tempo com ele, curtindo sua presença. Com o tempo passamos a ser amigos, mesmo com a nossa diferença de idade e princípios, e o entendia por entre suas poucas palavras; tão poucas que havia momentos que eu o decifrar, analisava os moldes de seu rosto e movimentos de seu corpo com tamanha atenção que eu o conhecia sem ao menos perguntar em curiosidade. Eu estava vidrado nessa criança.
Fazia o possível para ficar mais tempo com ele, o acompanhava nas trocas de aula ou até mesmo nas repentinas visitas á biblioteca, do qual ele aproveitava minha companhia para que eu o ensinasse e tirasse dúvidas de diversas matérias, até mesmo inglês. Eu tinha o prazer de o ensinar, e principalmente, saber que meu ensino dava bons resultados em azul em seu boletim. Eu fiquei orgulhoso por isso, tanto por ele, quanto por mim. Em um certo dia um “Hyung, você poderia ser meu professor particular?” fez meus dias mais felizes, não apenas para o inglês, mas para todas as matérias em geral, o que me fez visitar sua casa pelo menos três vezes por semana.
Amava passar minhas tardes assim, repletas de felicidades duvidosas, olhares companheiros e conhecimento necessário, era uma ótima maneira de encontrar em si o que jamais havia encontrado em outro alguém.
Encontrar o amor que até então era algo inexistente á mim, criando as expectativas que as músicas de romances passavam para mim. Um amor eterno, não lastimável e fiel.
Moon JongUp era quem havia me chamado atenção apenas com um olhar tímido, para que um tempo depois, conquistasse meu amor com um o toque suave de seus lábios.
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“As nuvens tampavam o brilho cegante do sol aos poucos, fazendo com que o ar tornasse fresco e o dia nublado. Um clima agradável, diga-se de passagem. O movimento da rua era feito por borrões de auto-móveis e pessoas apressadas para o trabalho, volta para casa e lazer em um final de sábado comum. JongUp havia me convidado para sair com seus amigos, convite que recusei de primeira, mas na segunda insistência aceitei em um suspiro doloroso, alertando que não me sentiria a vontade na presença de seus amigos, com mais um de seus sorrisos, ele me respondeu “Não são eles que vão te acompanhar, será eu!”
Demorou para que eu entendesse que se tratava de um encontro de casais, do qual, JongUp tentava ajudar o casal de amigos á entenderem que ambos se amam e que não precisava sentir vergonha de serem do mesmo sexo, nem ao menos ter vergonha do amor; não é para ter vergonha do que se ama. E durante o “encontro” o maior segurava minha mão com tanta determinação e força, que meus pensamentos se bagunçava na pergunta do que eu representava á ele, faz seis meses dês que passamos de observadores á quase amantes, em termos, apenas trocávamos carícias. Nada de beijos ou toques íntimos, não havia liberdade para isso. Minha felicidade se estasiava ao sentir o toque quente de sua mão na minha, era uma sensação confortante.
O frio já se fazia presença nas últimas horas da tarde, deixando em aberto que a noite sul-coreana não deixaria de ser fria, como sempre. Quando nos despedimos do mais novo recente casal, continuamos á andar pelas ruas em silêncio, permitindo que nossa audição fosse preenchida pelos sons comuns da multidão, e a junção de nossas mãos atraia olhares curiosos e não deixei de notar o quão indiferente JongUp estava á isso, talvez ele não ligasse para isso já que não somos nada oficial.
Ao decorrer que andávamos devagar, as calçadas pareciam mais desabitadas, algo que me surpreendeu devido ao horário. Parentava estarmos em uma daquela ruas com belas lojas, organizadas sútil, talvez até caras devido á falta de movimento, mas nada de absurdo.
- Hyung, vamos tomar um café? - Mal notei que havia se aproximado de meu ouvido, perguntando-me em um tom brincalhão, arrepiando-me pelo contato de seu hálito quente contra a pele sensível de meu ouvido. Por mais que ele seja mais novo que eu, também era poucos centímetros maior, algo que era, de fato, frustante.
- Não gosto muito de café. - O respondi rápido, afastando-me de si e olhando para o lado oposto de seu corpo, sem deixar de notar seu sorriso, fazendo com que uma fina linha terna de timidez molda-se meus lábios em resposta.
Havia momentos que me perguntava que se ele sorria por felicidade ou apenas por sorrir, um costume seu, rir apenas para descontrair o clima. Realmente, não fazia ideia, porém o brilho e perfeição de seu sorriso infantil cegava-me os olhos, sem dúvidas, era o que eu mais gostasse em si.
- Eu posso te fazer gostar. Vamos? - Assenti em desistência, sentindo em seguida o breve toque de seus lábios contra minha bochecha alva, transformando o calor já presente na mesma, em algo intenso; constrangimento, suponho.
Seus dedos se entrelaçavam com força entre os meus, e seus pés nos levaram até a cafeteria mais próxima, uma cafeteria com médio movimento. Ao adentrarmos ainda de mãos dadas, olhares foram fixados em nosso enlaço e talvez por embaraço e desconforto, JongUp separou nossas mãos e se pôs a observar o menu.
Sentamos em uma das diversas mesas de madeiras clara, das quais as cadeiras do conjunto eram escuras, contraindo a simetria do conjunto. Estávamos sentados em uma das mesas afastadas do hall, um do lado do outro, JongUp havia pedido um café expresso dizendo-me que gostava de café pela sensação de insonia embriagante que lhe dava. Eu não pedi nada, apenas aproveitaria o momento para fazer o que melhor faço, observa-lo.
- YoungJae-hyung, você já amou alguém antes? - Essa pergunta me pegou desprevenido, me chocando por sua curiosidade.
- Não com tanta intensidade como estou agora. - Falei sincero com meu olhar fixado nos seus castanhos, desejando que ele visse nos meus toda a sinceridade que estive carregando durante todo esse tempo.
- Mas…isso não é errado?
- Erre comigo!! - Disse sem pensar, percebendo só depois o quão desesperado eu soava, afinal, não é todo dia que se estuda tais coisas.
- Hyung, você me deixou sem graça agora. - Via de relance a coloração rosada das maçãs de seu rosto, o deixando mais adorável do que de costume.
O silencio voltou entre nós, pude ver pelas janelas que uma chuva não amigável se aproximava aos poucos, manchando a cidade em um cinza fusco. JongUp bebia seu café com vontade, adorando a sensação quente descendo-lhe pela garganta, provavelmente o aquecendo repentinamente da baixa sensação térmica que descia aos poucos.
- Sabe YoungJae-hyung, dizem que atitudes valem mais que palavras!! - Estava convicto em suas palavras, como se a coragem havia enchido o peito e botado tais palavras á boca a fora sem ao menos perceber.
- Sim, e o que quer dizer com isso? - Curioso, formei um mínimo bico em meus lábios e cruzei meus braços
- Que se…se talvez eu fazer isso… - Com o menu em mãos, tampando a visão de nossos rostos, ele se aproximava aos poucos e cada vez mais meu coração se acelerava.
E em um ato bruto seus lábios se pressionavam contra os meus, apartando qualquer distancia que antes existia em nossos rostos, brincando com meus fios morenos de minha nuca afim de nos aproximarmos além do possível. Estava estático, não esperava por isso. O tão desejado beijo que sonhei por meses, assim, do nada em uma cafeteria qualquer, algo muito improvável aos meus conceitos. Seus lábios eram ternos, macios e aconchegantes, parecia que foram moldados especialmente para os meus, afim de se completarem toda vez que se tocavam.
Não tardou até que seu músculo quente pedisse por passagem, ao que não foi negado.
A língua experiente adentrava tímida em minha cavidade, explorando com calma detalhe por detalhe, ditando o que finalmente era seu, o que lhe pertencia dês do principio sem ao menos ter chegado perto. Minhas mãos vagas foram de encontro ao seu pescoço, roçando minhas curtas unhas de lado pelo menos, minha língua aos poucos brincava com a sua, permitindo que o gosto amargo do expresso invadisse meu paladar aos poucos. Não era tão ruim, esperava por um gosto pior, desagradável. Seu sabor tão único se misturava ao café, agradando-me para que sentisse mais de si.
O beijo foi ficando feroz, necessitado. Minhas mãos percorriam por todo seu tronco durante nosso ósculo, apertando o tecido de sua roupa, adentrando minhas mãos e arranhando vagarosamente seu abdômen definido. Sentia o ar me faltar e a necessidade de apartar o beijo cada vez mais presente. Por impulso, ele mordeu meu lábio inferior com força, beijando o mesmo em carinho. Meus olhos se abriam aos poucos, visualizando bem a face constrangida do mais novo á minha frente querendo gravar tal imagem para sempre em mim. Estávamos ofegantes, e longos minutos se passaram até que nossas respirações descompassadas voltassem ao normal.
- …Eu não preciso dizer mais nada. - E me deu um breve selar antes de se ajeitar na posição original e tirar o menu de nós. Agora quem sorria era eu pois isso estava mais do que na cara que JongUp não tinha vergonha de mim, nem do amor que sentia. Uma felicidade imensa se abriu apena por lembrar dos ocorridos. Estou tão cego por esse jovem que nem eu mesmo me conheço mais.
- Você tem razão. Alias, você sempre tem razão, independente do que for.
E a partir desse dia, eu comecei a aderir e apreciar o café, levando em meu ser o sabor marcante que pairava em meu paladar; tão seu que eu nem associava o que era o café, afinal.”
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“Você sempre está certo. Não importa o que me diga, sempre irei concordar e aceitar tudo que me falar, JongUp!” E ele sempre esteve certo, mesmo sendo mais novo que eu, ele compreendia bem as coisas e quando algo não o agradasse mais, não teria o por que de continuar com ela; E eu fui uma dessas “coisas”.
Assim que ele acabou a escola com notas excelentes, me informou que não faria vestibular e que tentaria a carreira de b-boy ou dançarino. Não fui contra sua ideia, era seu sonho, seu desejo em forma de passos de danças improvisados, e o ele tinha que fazer era seguir sua vontade. Ele fez bem em escolher tal carreira, era um ótimo dançarino e sempre surpreendia bem o público, tanto que hoje ele trabalha como dançarino e coreografo de um famoso grupo musical, e se isso já não estava de bom tamanho, seu atual namorado é dançarino assim como ele. De fato eles tem muito em comum, diferente de mim.
Foi no dia dos namorados do nosso segundo ano juntos que havia dado um anel de compromisso prateado, com nossos nomes grafados e um coração entre eles. Confesso que mesmo já o conhecendo á um tempo, tinha medo de sua reação, algo que não passou de um sorriso sem graça e um beijo companheiro.
Porém eu sentia a mesma indiferença de sempre, a ignorância que tanto habitava sua face; parecia não se importar tanto assim. A indiferença, ignorância, falta de comunicação e lutas contra a sociedade assombraram nosso relacionamento, que foi duradoura por mim.
Eu tomava as rédias dele, algo que no começo me irritava, mas com o tempo fui adorando ter poder. Creio eu que isso foi o motivo maior de querer ter terminado comigo. Trocávamos carícias intensas, profundas dais quais recheava-me por inteiro meu interior com o ato mais delicado de amar, a união dos corpos em uma só alma ou na prova iminente que nos amávamos sem precedentes.
Porém o tempo foi apenas cúmplice de nosso amor, se é que foi isso. Carregando nas costas seis anos de amizades e quatro de namoro, mas esse tempo, esses números de nada significam.
Ele me largou, digamos que me trocou por sua primeira opção desdo princípio, fazendo com que meu coração se esmagasse na tortura da dor. Doía e muito, mas isso não mata. Eu o amei como ele nunca me amaria, isso não me impediria de amar outro alguém, porém não me impede de o lembrar.
- YoungJae-ssi, de novo lembrando ele? - Meu atual namorado do qual vivia junto, perguntava-me curioso sobre minha expressão de desdem, já acostumado nesses meus momentos silenciosos. Abraçava por trás, apoiando seu queixo em meu ombro, tentando de alguma forma, reconfortar meus pensamentos.
- É o que me resta DaeHyun. A lembrança dele é a única coisa que me resta.
Quem sabe ele não seja o café solúvel, tão pouco o açúcar de minha vida. O considero como minha cafeína, da qual despertava-me quando estava acordado e me colocava pra dormir assim que sua dose havia desaparecido de meu ser, fazendo-me procurar por mais e manter sua lembrança em mim.
E hoje, assistindo a pintura negra das nuvens e ouvindo Far Away tocar na rádio familiar me davam a nostalgia de dias de chuva, a xícara de porcelana branca depositada na mesa á minha frente parecia me observar, refletir em seu límpido líquido minha face e devolver meu passado em forma de vapor. E ele era a cafeína de meu sangue que me movia a permanecer horas e horas apenas pensando em ti.
JongUp mesmo distante de mim, era o borrão preto em todo fundo das xícaras de café. Paranoia ou não, sentia que isso era como se ainda restava um pouco dele em meu interior,
**”[…] Quando eu tento para manter a minha distância, mesmo quando eu tente esquecer, como eu poderia? Eu não pode fazer qualquer coisa”
Título: Say Good Night (Diga Boa Noite); Couple: JongLo (B.A.P); Gêneros: Universo Alternativo, Yaoi, Lemon; Avisos: Homossexualidade, Sexo, Insinuação de Sexo, Nudez;
Sinopse: Por mais que queira, o cansaço não permitia que Zelo conseguisse ter a tão desejada noite de sono. Ao ver seu colega de quarto, JongUp, estudando para o vestibular que logo se aproximava chamou pelo mais velho, indagando que estava com uma repentina insonia, só que não sabia que o jeito que o colocaria para dormir fosse tão…excitante.
N/A: De todas as oneshots que eu escrevi nas minhas férias, COM CERTEZA, essa é a minha favorita. Sério, eu amo demais ela, e se voce não gostou, apenas lamento pois eu a amo. Dedico ela pra delícia da Bia pois também a amo. Estou muito convencida dela, não tem erros bjs. Boa leitura e espero que gostem <3
(Comentários sobre essa oneshot deverá conter a sigla SGN no final, ou inicio da mensagem)
(clique abaixo para ler essa OS completa)
Narrado em Terceiro Pessoa
O frio era eminente na noite sul-coreana, discretas nuvens em tons frios de roxo pintavam o céu enfeitado por poucas estrelas de brilho não nítido, e uma lua cheia observava os passos dos habitantes da refinada Seul, que por mais tarde que seja, o sono e cansaço não eram inimigos para que aproveitassem o fim de sábado.
Entre tantas pessoas que transitavam pelas calçadas de uma rua qualquer, um jovem rapaz levava destaque por seu tamanho e mechas azuis esverdeadas que descoloriam seu límpido cabelo loiro. Depois de passar o dia com seus amigos andando por lojas de acessórios, fastfoods e em uma pista de skate, do qual era sua maior paixão, estava cansado e o que mais desejava era uma longa noite de sono.
Era chamado como JunHong entre os colegas de escola e família, porém devido á sua destreza nos pés e algumas batalhas que fazia com alguns rapazes presentes na pista, era mais conhecido como Zelo, o deus da guerra; apelido que havia gostado bastante, exigindo que todos o chamassem assim, independente de quem fosse. Era como se esse simples nome lhe desse mais poder.
Olhava o visor de seu celular por mera curiosidade sobre o horário, desejando que não fosse tão tarde ou pairando entre o final da noite e começo de madrugada. Relaxou os músculos ao ver que ainda eram nove horas, horário um tanto quanto cedo comparado com as outras vezes que chegou na república depois de suas saídas.
O rapaz de dezessete anos morava em um república junto com cinco outros, se dava bem com todos. Talvez por ser o mais novo a atenção deles sempre era direcionada á ele, recebendo mimos e gracejos, ganhando tudo que queria. Ele achava isso um exagero, mas não poderia reclamar pois no fundo ele gostava de tudo isso. Não estava muito longe do pequeno prédio que morava, porém seus pés praticamente se rastejavam, sentia seus dedos apertarem por dentro de seu tênis, não aguentava mais andar por entre as ruas da cidade tão conhecida por ti, a necessidade de deitar-se na cama apenas aumentava a cada passo em direção a república.
Uma fina garoa caia, ameaçando que logo mais violentas gotas de chuva cairiam á qualquer momento, desanimando a noite ou volta de todos. O loiro apertou o passo, escondendo suas mãos já frias no bolso de seu largo moletom preto, e direcionando seu olhar pra baixo, como uma tentativa falha de escudo contra a garoa em seu rosto.
Já se encontrava subindo os poucos degraus que levavam até a entrada do prédio de dois andares, procurando nos bolsos de sua calça, a chave da porta que sempre era mantida trancada por motivos de furtos e privacidade dos moradores. O aconchego que o calor presente no hall confortou minimamente o corpo gélido de Zelo, agradecendo mentalmente por fim chegar em casa, agora tudo que lhe restava era um banho e o tão aclamado sono.
- Cheguei!! - Gritou enquanto andava pelo largo corredor, vendo que da sala escura apenas a televisão led iluminava o recinto, alarmando que provavelmente seus dois hyungs, YongGuk e Himchan estavam assistindo á algum programa ou apenas fingindo, como sempre faziam. O maior não esperou por resposta ou os argumentos reprovados sobre o horário que havia chegado, Himchan sempre o dizia para chegar o mais cedo possível e sua definição de cedo era até as sete da noite, pois o sol sempre tardava ao seu descanso, porém isso era ignorado por Zelo.
Subia as escadas de madeira em pulos, subindo o olhar até a porta esquerda no final do corredor; Era seu quarto, do qual dividia com um rapaz um ano mais velho que si, JongUp, que se preparava para o vestibular que estava próximo, estudando sempre que podia em horários desregulados. Ao adentrar no cômodo, pouco iluminado por um abajur de luz fraca, viu JongUp sentado de frente a mesa de estudos, lendo algum livro com os fones de ouvido no último volume. Dizia que se concentrava melhor assim pois seu cérebro manteria mais concentração em sua leitura do que na batida do som.
O mais alto apenas ignorou, já acostumado com tal cena, pegando seu pijama e saindo do quarto em direção ao banheiro que se encontrava no mesmo andar. Enquanto o loiro preparava seu banho, JongUp anotava algumas informações sobre a Revolução Francesa que tinha certeza absoluta que cairia algumas perguntas sobre tal. Anotava cada paragrafo importante para si, além de ser um marco histórico, mesmo que o moreno não demonstre, adorava ler e re-ler como os cidadãos se rebelaram atrás de seu direito de vida e expressão. Isso era, para ele, de puro interesse, estudar história e todo seu envolvimento o divertia, é como se voltasse no tempo e presenciasse de perto as cenas.
Ele havia concluído a escola a pouco tempo e, afim de continuar os estudos e não decepcionar sua família, desejava entrar logo menos em uma boa universidade, prestar o curso de História e sair logo da república. Não que não gostasse de seus colegas de república, os adorava, a companhia que faziam era confortante, sentia um calor maior por um deles, porém o medo de sua reação, de o rejeitar de anti mão, de parar de cumprimenta-lo ou dormir a seu lado, eram maior.es. Esses momentos simples eram marcantes a si.
O som alto dos fones Beat branco faziam chiados devido as violentas batidas eletrônicas, ao longe dava-se para ouvir que a música Don’t Wake Up de Chris Brown preenchiam seus ouvidos no último volume. Apenas os ouvidos, pois sua mente era preenchia pelas palavras que seus olhos mentalizavam. O lápis dançava na folha, traçando e transcrevendo os diversos hanguls necessários. Nem reparou quando o loiro havia voltado no quarto e deitar-se em uma das camas, repousando calmamente a cabeça no travesseiro macio enquanto ajeitava-se nas cobertas quentes.
Zelo soltou o ar pesadamente antes de fechar os olhos e mergulhar em mais um sono sem sonhos. Dizem que você sonha com coisas relacionadas com seu dia-a-dia e sua vida, ao até mesmo desejos ou apenas fantasiam sem sentido, filmes feitos por sua própria imaginação. Porém, o loiro não sonhava com nada, apenas a penumbra era evidente aos fechar os olhos e abrir a porta de sua mente, nem um rastro sequer, chegava a ser estranho.
Alguns minutos haviam se passados, minutos curtos para JongUp que havia terminado um capitulo sobre Napoleão Bonaparte, porém minutos longos para Zelo que se remexia na cama, virando-se para diversos lados, procurando por alguma posição confortável, ajeitando o travesseiro ou escondendo-se mais na coberta.
“Será que não conseguirei dormir?” Pensava o mais alto, apertando suas pálpebras afim de forçar o sono, que por mais cansado que estava, parecia que havia esvaziado junto com a água cristalina do chuveiro. Discreto, observava JongUp arrumar as coisas na mesa e levantar-se, refugiando o barulho de sua audição e retirando a pesada jaqueta que o protegia do frio invasor, colocando a mostra a regata branca, tão conhecida aos olhos de Zelo.
Tem noites que mesmo pedia para dormir junto com JongUp, ele gostava disso pois a cama de solteiro apenas ajudava na aproximação dos corpos, aquecendo-o por inteiro; dos pés á cabeça; de sua alma entristecida á seu coração receoso. Tudo. Sempre que permanecia nos braços moldados por músculos do mais velho, sentia-se protegido; querido; amado. E se dependesse de ti, ficaria daquela maneira por todo sempre, sem troca de palavras ou olhares, apenas a sensação confortante que a pessoa amada o passava. Decidiu que essa noite não seria diferente e tomou coragem para se pronunciar.
- Hyung… - Chamou em um fio de voz, pairando entre um murmuro sofrido e um choro não iniciado. De fato estava com vergonha, pois assim como ele, o moreno deve estar cansado pelas longas horas de estudo. Não deveria se aproveitar da situação, mas não evitava isso.
- Hm, oi Zelo! Pensei que estava dormindo. - JongUp que se encontrava deitado em sua capa, pronto para desligar o abajur e pintar em preto o quarto, respondeu á seu chamado, curioso por Zelo estar acordado. Ele dormia facilmente em qualquer lugar, ocasião ou hora; realmente isso o surpreendia.
- Não consigo dormir. - Constrangido, Zelo pela primeira vez não conseguia dizer o que bem queria á seu hyung. Se viu em um labirinto de palavras, do qual as mais simples iria confundir as ondulações de sua língua e desviar a atenção de seu foco principal. Novamente, o incomodo silencio fez-se presente entre os dois jovens, o mais velho olhava seu maknae de uma forma amável, um tanto quanto cuidadoso. Com calma, ele sentou na beira de sua cama, sem desviar o olhar do loiro; trajando um sorriso amigável em sua face.
- Vem cá, senta aqui que vou te contar uma história pra dormir. - Lhe ordenou espalmando as mãos em suas coxas delineadas, um pedido tão inocente quanto a feição do mais novo. O mesmo, sem pestear, levantou-se em um pulo, feliz pela súbita aproximação que JongUp havia pedido, sentando-se em seu colo e passando um de seus fracos braços pelas costas do moreno. Acariciando a região levemente, subindo a mão até a nuca e massageando-a.
- Qual história? - Perguntou em curiosidade, deixando um mínimo bico rosado a mostra e arregalando os olhos. Posso lhes afirmar que pela feição de JongUp era impossível saber de sua reação intenção ao pedir que sentasse em seu colo. De ingenuo apenas se fazia e de inocente apenas tinha cara, o modo que faria Zelo dormir passaria longe de uma história comum.
- Não sei, a história só foi uma desculpa pra eu ficar mais perto de você. - Respondeu sem graça, apertando mais suas mãos na cintura fina do mais novo, escondendo seu rosto na curva do pescoço do mais novo em constrangimento. Ambos coraram, o próprio não acreditava no que havia falado; não era mentira, nem censura, apenas a verdade. JongUp havia se decido, por fim, fazer o que mais queria com seu maknae. Nada o poderia atrapalhar, Zelo estava cansado e não iria ser contra seus mimos; Era o momento perfeito.
- Então… você… - Mesmo constrangido, Zelo tentava argumentar sobre o por que, mas estava gostando disso, era o que ele mais queria e se caso permanecessem assim por mais tempo, com certeza dormiria com a força dos dedos de JongUp em sua pele; apertando da forma mais carinhosa que poderia existir.
- Eu posso te fazer dormir de um outro modo, mas você tem que prometer em não resistir ou me negar!! - Corajoso como estava, JongUp sussurrava as palavras em tom provocante contra a pele alva de Zelo, depositando breves selares por lá. Nosso pequeno JunHong se viu sem reação, em estado de choque, surpreso pela atitude de seu hyung. Por um minuto esqueceu-se como se respira, seu pulmão fechou as portas de qualquer passagem de oxigênio e os compassos de seu coração tornaram se frenéticos, batendo com violência contra seu tórax.
Talvez nem Zelo fosse tão criança nesse requisito, sabemos que só desejava por atenção com qualquer uma. Mas crianças não escondem um desejo pecaminoso sobre seu colega de quarto; um desejo pairando entre beijos ardentes e toques íntimos; sentir a intensidade de ser o topo da vida de alguém, ser amado, ele queria que JongUp o amasse do mesmo jeito que o ama. Não como um melhor amigo ou um irmão mais novo, sim como namorados. Amantes e adoradores por tudo que seu amado faz com sua pele, desde um “bom dia” obrigatório até a forma que os olhos desaparecem quando sorri. Aventureiros na terra não autorizada por eles. Chefes do sentimentos mais puros, controlados por corações novatos.
Porém, hoje ele sabia bem o que tais palavras significavam e poderia ser apenas uma noite, apenas por divertimento e forma de prazer. Ele não ligaria para isso, Zelo tinha consciência das coisas que fez e que faz, queria isso mais que tudo e não iria resistir por nada. Já estava tomado por desejo a muito tempo.
- Tudo bem então. - Disse confiante, em um murmuro doloroso pelo fio de voz, perguntando-se mentalmente se o mais velho havia o escutado.
Os lábios de JongUp curvaram-se, formando um sorriso fechado, porém belo aos olhos do maknae. Os olhares negros se cruzaram, procurando no ônix alheio a paz tão desejada, ou até mesmo, o amor nunca antes passado por suas vidas. A intensidade era tamanha que não fariam nada pra desviar o contato visual. Zelo via que o mais velho transmitia o verdadeiro, puro e mais lindo sentimento jamais sentindo por si, nem ao menos queria acreditar em tal façanha. JongUp, não muito diferente do pequeno, analisava a íris escuro com cuidado, encontrando um novo mundo; além de cores frias, alegria calculada ou manobras impressionantes. Encontrou o ponto de paz em sua vida, o amor de sua vida.
Vagarosamente os rostos se aproximavam sem ao menos apartarem o contato visual, as respirações quentes e descompassadas se chocavam, e antes de anularem a mínima distancia entre eles, “Você não irá se arrepender” o sussurro proferido por JongUp foi escutado, corando mais ainda o mais novo e por fim, mantendo uma forte pressão de seus lábios contra os dele.
Um contato tão simples, porém chocante. Zelo sentiu pequenos choques passarem por seu corpo apenas por sentir a maciez que os lábios de seu companheiro. Emanavam uma ternura contraditória de sua personalidade, nunca havia imaginado tal façanha. O mais velho apartou o selo, desenhando o sorriso tão conhecido por Zelo; aquele sorriso que os olhos demonstravam felicidade e sorriam juntos, escondendo as pupilas escuras. Não evitou em sorrir junto o típico sorriso sem graça, envergonhado. Aquela troca de olhares e sorrisos eram um sinal para o que vinha adiante, um pedido mudo para que JongUp continuasse sem pensar duas vezes, ou para que Zelo tomasse a iniciativa e tentasse tomar controle da situação. Estava tudo sincronizado sem ao menos se tornarem um só, essa era a conexão deles.
Zelo rodeou os braços pela nuca de seu hyung, buscando por mais contato. O loiro estava tão concentrado no mar negro imerse de JongUp, que nem ao menos se deu conta que o mesmo se aproximou rapidamente afim de beija-lo. Vontade que não foi negada. Se antes o selar foi tímido e curto, agora não se tratava de um mero contato breve dos lábios, seria um beijo intenso e prolongado, onde o desejo comandava e dava as ordens.
As línguas brincavam, se chocavam e entrelaçavam, explorando com ferocidade a cavidade alheia, decifrando o gosto delicioso que lhes eram proporcionados. As mãos do moreno adentraram na camiseta fina de Zelo, subindo a mesma com cuidado afim de despir o maior do tecido incômodo. Um estralo final ecoou pelo quarto, indicando que o trabalho entre as bocas foi brutalmente separado para que Zelo ajudasse JongUp a tirar a camisa de seu pijama, para que em seguida, ajudasse o mesmo á tirar a regata branca, não deixando de passar os dedos minimamente nos músculos delineados de seus braços e aperta-los com força.
O primeiro gemido veio por parte de JongUp, que não evitaria de gemer por Zelo, ele havia desejado por esse momento já faz um tempo, e agradecia pela vergonha ter deixado seu ser e a coragem o tomar por inteiro. Isso não passou despercebido pelo maior, do qual gemeu junto, tímido. Cuidadosamente, como se estivesse lidando com a porcelana mais polida e quebrável, deita Zelo em na cama, ficando por cima do corpo frágil e puro. Pureza que JongUp conhecia, mas não era vista aos olhos de ninguém.
O ósculo retomou, tornando o que era até então um beijo carinhoso, uma busca por sabores e preliminares no amor, foi se tornando algo selvagem, sedento, bruto. Onde o incomodo bater de dentes era presente, O ósculo retomou, tornando o que era até então um beijo carinhoso, uma busca por sabores e preliminares no amor, foi se tornando algo selvagem, sedento, bruto. Onde o incomodo bater de dentes era presente. A posição era favorável para JongUp, que deslizava as mãos no peito nu do maior, acariciando levemente, até chegar nos limites na calça de moletom de tecido fino e leve, permitindo que os dedos brincassem com o cós. Zelo apenas apertava-lhe os cabelos, vez ou outra, mordia o lábio inferior de JongUp, trazendo consigo uma força nunca antes conhecida pelo moreno, e desejando que nunca apartassem o beijo. A falta de ar foi inimigo á ambos, que desnorteados por luxúria, cessaram o beijo entre sucções e mordidas.
Não satisfeito, JongUp começou a dar atenção ao pescoço alvo nunca antes marcado por si, distribuindo breves selares, lambendo com euforia para que enfim, a marca de seus dentes fosse nítido. Mordia forte, com desejo incontrolável pela pele levemente salgada devido ao suor, mordidas demoradas e chupões precisos. Zelo gemia sem pudor algum, palavras sem nexo ou de baixo calão, não deixando de arranhar as costas de seu hyung, traçando um caminho dolorosa dos ombros até o quadril, apertando cada vez mais a carne. O roxo se desenhava no papel branco assim como o vermelho o pintava em contorno, demarcando o que lhes pertenciam e mostrando para o mundo que o sentimento era intenso, que não era um simples prazer como pensava Zelo; era amor.
- anh…hyung…você…anh - O loiro gemeu ao pé de seu ouvido assim que JongUp lhe adentrou as calças e tocou, com as mãos frias, seu membro. Segurava pela base, apertando-a. As peças das roupas restantes o incomodavam, e muito, porém mal podia esperar para tocar o que mais queria, o sinal eminente que ele o desejava na mesma intensidade. O mais velho mordia o lábio inferior, fincando seus dentes na pele sensível, gemendo abafado entre seus lábios.
Tirou as mãos de lá, se afastando apenas para livrar Zelo das calças e da cueca azul marinho, e tendo a visão privilegiada de seu membro inchado, molhado pelo pré-gozo que escorria de sua glande. Envergonhado, o mais novo levou ambas as mãos no rosto, tampando seu rosto mais vermelho do que nunca. Nunca havia se exposto tanto assim para alguém, era humilhante. JongUp, ao tornar o rosto a si, rio alegremente, feliz por Zelo ser fofo até em momentos assim.
- Zelo… - Segurou-o pelos pulsos, retirando as mãos de seu rosto, o mesmo estava fechando com força os olhos, ainda constrangido - Eu estarei te olhando, então quero que olhe o que farei com você. - Com receio, nosso pequeno JunHong abriu os olhos, encontrando conforto no sorriso do mais velho. Apenas assentiu devagar, levando as mãos até a nuca de JongUp e entrelaçando os dedos por lá.
JongUp voltou sua atenção para o membro do maior, sem antes dar beijos estralados por todo seu tronco e sua pélvis. Levou as mãos até o membro, lambendo da base até a glande, onde a língua habilidosa contornava em torno e brincava com a fenda que expelia o pré-gozo em mínimas quantidades. Se o sabor da boca de seu amado já o enlouquecia, seu verdadeiro gosto o levava ás nuvens, sentindo com prazer, em cada papila gustativa, não deixando nada de lado. Não tardou até abocanha-lo por inteiro, começando com movimentos lentos e torturantes. O loiro puxava com força os cabelos escuros do menor, gemendo seu nome cada vez mais alto, sem se importar se os outros hyungs o escutariam.
Os movimentos se tornaram mais rápidos, os dentes raspavam de leve na pele sensível, sua língua dançava entre os contornos das veias do membro alheio, sua cabeça subia e descia insanamente; JongUp trabalhava no membro de Zelo o olhando, ver as expressões de seu amado o deliciavam, achava isso uma obra-prima rara. Zelo o olhava nos olhos, parecia que fazia isso para o provocar. Já que cada gemido do maior, ele o chupava com mais vontade, por vezes, chegando até o fundo de sua garganta.
- anh…eu vou.. .- O loiro sentia seus espasmos cada vez mais presentes, e que a qualquer momento chegaria. Apertava cada vez o cabelo alheio, criando nós em seus dedos. A franja esverdeada chegava a grudar em sua testa, pequenas gotas de suor desciam por seu rosto, e por mais que se esforçasse para ver cada subida e descida dos lábios de JongUp em torno de seu membro, eles insistiam em fechar, descansar em repouso, talvez o bendito sono já havia encontrado o caminho.
Não parecia ser, mas JongUp tinha experiencia, percebeu bem que o ápice estava próximo e deixou de chupa-lo, e passou a masturba-lo veloz, judiando ainda mais da pele já avermelhada.
Os gemidos de Zelo passaram até mais ritmizados, a cada descida violenta das mãos de seu hyung, gemia sem pudor algum. Sem ao menos esperar, “aaaaaaaanh” um gemido longo e mais alto do que os anteriores foi proferido pelo loiro assim que seu líquido branco recheou a mão de JongUp, escorrendo um pouco entre os dedos. Ele estava cansado, poderia dormir assim mesmo, seus olhos finalmente praguejavam para o repouso. Porém, JongUp não faria a sua diversão acabar logo, não seria apenas o pequeno que sentiria prazer.
A mão melada pelo gozo de Zelo foi de encontro ao rosto do próprio, o estudante o sorria como um sinal para que provasse do próprio gosto, experimentasse da maravilha que transbordava-lhe em sua boca, um sabor tão exótico, tão único; Algo especial para JongUp, ele sabia bem que, por mais de toda popularidade de Zelo, não foram muitos ou até mesmo muitas que vivenciaram algo assim com ele, se sentia especial por isso; Ele havia o concedido. Enojado, JunHong se viu sem ação, não sabendo bem o que fazer.
- Não precisa ter nojo Zelo, é seu. Experimenta. - O sorriso sempre presente mais uma vez foi de grande ajuda, passava tanta segurança que Zelo se via cego no brilho, como se um grande farol estivesse em sua frente, nublando sua visão e o obrigando a seguir em frente. Sem muita coragem, sua língua acariciou a digital, degustando o próprio gosto, se deliciando consigo mesmo.
- É bom. - Disse baixo, aprovando e passando de suas expectativas. A vergonha não o impediu de provar mais, dando atenção a cada vestígio do líquido branco nas mãos de JongUp; Dês da palma, que fazia JongUp rir, até os dedos, que se encontravam mais melados. Não esquecendo de detalhe algum. Assim que havia terminado, JongUp voltou ao seu encontro, segurando-o pelo queixo e começando outro beijo; apaixonado, calmo, transbordando amor e cuidado.
Se importavam com as caricias, as línguas não batalhavam mais, apenas aproveitavam o contato. O mundo pareceu parar á eles, os ponteiros do relógio se confundiam e paravam em anti-mão, a chuva que batia violenta lá fora, parou em instantes, dando vez para que estrelas voltassem a brilhar no céu escuro, espiando da janela o casal se amando, sendo cúmplices desse momento memorável.
Estava concentrado no beijo, mas as mãos de Zelo se davam ao luxo de tentar retirar as duas peças restantes em JongUp, que levantava um pouco afim de ajuda-lo. O próprio membro estava doendo, nem JongUp soube como aturou tanta tortura sem ao menos se tocar por uma vez. Zelo, mesmo com dificuldade, retirou-lhe a calça e a cueca, jogando as em algum lugar do chão, junto com as suas. Assim que se viu livre, gemeu baixo; seu membro estava latejante atrás de alivio, e sedento pelo mesmo, levou uma das mãos até a glande, acariciando com o polegar. Se afastou de seu amado, segurando-o pelas coxas, enterrando as mãos no interior das mesmas, distanciando uma da outra e ficando entre as longas pernas do maior.
As maçãs do rosto de Zelo voltaram ao vermelho de sempre, constrangido além da conta. JongUp, entre suas pernas e ainda acariciando seu membro, olhava o mais novo com um certo medo, estava com medo de o machucar, de fazer algo errado e, talvez, o loiro ficar com vergonha de olha-lo. Realmente, Zelo estava com medo, porém ele confiava em seu hyung, sabia que ele tomaria cuidado pra não o machucar.
- Hyung…vamos, siga em frente. - Disse em múrmuros, olhando para algum ponto aleatório do quarto mal iluminado. Ele o queria logo, desejava que as almas se completassem em uma única, que os corpos se recheassem com o amor alheio e que o que tanto ansiava se tornasse realidade; Ser amado por alguém sem nunca ter experimentado o amor. - Eu estou pronto!!
JongUp apenas sorriu, não estava com paciência para prepara-lo, afinal. Tomaria todo o cuidado preciso. Passou a se masturbar mais rápido, afim que o pré-gozo servisse para o lubrificar logo. Segurando seu membro pela base, tocou a entrada rosada de Zelo com a glande, o breve contato fizeram ambos gemerem, apenas ansiosos pelo o que viria em frente. Devagar, adentrou apenas a glande no maior, Zelo urrou de dor, arqueando as costas e entrelaçando a cintura de JongUp. Doeu, e muito, mas ele sabia que a dor não seria capaz de desviar o prazer.
- Anh…apertado, anh… - JongUp indagava enquanto entrava aos poucos em Zelo, o mesmo não estava diferente de ti, gemia de dor cada vez que o membro adentrava por mais espaço em seu interior, a sensação quente em si era excitante, deliciosa, algo que jamais havia sentido e que, com certeza, desejaria sentir mais desse prazer. Um gemido alto soou no quarto assim que o membro se encontrou por inteiro no interior de Zelo, agora JongUp apenas esperaria que o mais novo se acostume com o volume em si.
Porém JongUp não sabia que Zelo também era impaciente, tanto quanto ele. O loiro remexia cuidadoso contra o quadril de seu hyung, gemendo baixo. Estava surpreso, o moreno pensou que ficariam minutos parados até que Zelo se acostumasse com o membro em si, tinha consciência que era uma dor suportável, mas não de instantes. Já que ele havia concedido, por que não?. Levou as mãos, que até então estavam espalmadas no coxão, até a cintura de Zelo, apertando a pele branca com vontade no intuito da marca de seus dedos ficarem presentes.
Começou movimentos lentos de vai e vem, saindo e entrando, abrindo mais portas para a luxuria e nublando a visão em volúpia. Ofegante, JongUp dizia entre gemidos o quão bom era isso, e como Zelo era delicioso, procurando intensificar mais o contato intimo dos corpos. A velocidade foi aumentando, junto com os gemidos e ranger da cama contra a parede, batendo a madeira diversas vezes contra o concreto.
A cada investida, a força crescia, chegando até a ser violento; os gritos de prazer de Zelo eram a prova nítida disso. O prazer era tamanho que a dor era apenas um detalhe, ela era presente, mas não o impediria de aproveitar o momento.
Entre as estocadas violentas e ritmizadas, por ventura, JongUp o tocou-lhe a próstata diversas vezes, fazendo que os gritos e chamados por seu nome se tornassem mais altos. Zelo o arranhava as costas novamente, marcando cada vez mais, sem ao menos estar ciente de tal façanha. O vai e vem insano, e toques brutos contra o ponto sensível do amado tornaram, novamente, os espasmos loucos no corpo de ambos e JongUp teria certeza que mais algumas investidas já bastavam. Algo que não tardou.
O interior de Zelo apertou-lhe o membro assim que se completou com sêmen de seu hyung.“Somos apenas um” pensou JongUp antes de cair ao lado do loiro, ofegante, suado e cansado. Não esqueceria essa noite por nada, assim como seu pequeno JunHong não esqueceria de quem o marcou, tanto seu exterior, tanto seu interior.
- Hyung… - Cansado, finalmente pronto para dormir, Zelo deitou-se no peitoral nu e quente de seu amado, a cama de solteiro aproximava os corpos, nenhuma distancia existia entre eles. Assim como JunHong gostava.
- Hm, o que foi? - Perguntou com um aquele sorriso moldado no rosto, olhando para teto. Finalmente, Zelo era apenas seu e a prova disso não foi nem a conexão de seus corpos, sim as palavras ditas e nunca antes escutadas por si; Eu te amo.
- Me diga boa noite… - Ordenou manhoso, sonolento. Os afagos em seu cabelo levemente suado e o cansaço do dia em si, estava lhe dando sono e agora, o que mais queria, sonhar. Algo que nunca havia feito nos devaneios de sua imaginação.
- Durma bem, meu anjo!
Dormiu da maneira que gostava; com o aperto dos braços de seu amado.
E por incrível que pareça, naquela noite, Zelo teve um belo sonho, nítido e lindo. Digno sonho de princesa. Um tanto quanto irônico. Sonhou que JongUp, seu príncipe azul em cavalo branco, o aguarda com a mão estendida, prometendo um futuro límpido e pacifico.
Para que todas as noites o desejasse um “boa noite” tão carinhoso como o de hoje.
Título: Lets See A Movie? (Vamos Ver Um Filme?); Couple: HimLo (B.A.P); Gêneros: Universo Alternativo, Yaoi, Lemon; Avisos: Homossexualidade, Sexo, Insinuação de Sexo, Pedofilia -em termos-.
Sinopse: “Fazia um tempo que eu queria o chamar para sair, creio eu que dês da primeira vez que meus olhos enxergaram a pureza irradiante que seu ser emanava. O brilho foi tamanho que cegou minha visão sobre as outras pessoas, passando apenas a observar somente ele. Eu o queria.”
N/A: Não tenho muito o que falar dessa shot, é apenas uma estória meia-boca pra descontrair mesmo. Tenho ela escrita faz um tempo, então né “Coleção Janeira 2013” ainda tenho muita shot que foi escrita no começo do ano que eu tenho que postar. Bem…eu mesma que beto então não joguem pedras em mim, espero que gostem né. Boa leitura <33
(Comentários sobre essa oneshot deverá conter a sigla LSAM no final, ou inicio da mensagem)
(clique abaixo para ler essa OS completa)
Himchan P.O.V
Fazia um tempo que eu queria o chamar para sair, creio eu que dês da primeira vez que meus olhos enxergaram a pureza irradiante que seu ser emanava. O brilho foi tamanho que cegou minha visão sobre as outras pessoas, passando apenas a observar somente ele. Eu trabalho como assistente da equipe de basquete de um colégio bem pago, era como um reforço para o técnico, além de ajuda-lo, também ajudo os alunos com dicas e exercícios. Era um trabalho perfeito á mim, sempre gostei de basquete e todo seu enredo.
No começo do ano letivo, as inscrições para ser parte do time estava abertas e dentre tantos alunos, tantas personalidades diferentes, gostos, curvas e reações, eu o vi, e vê-lo apenas nos corredores daquele enorme colégio não era o bastante para mim.
Alto. Loiro. Sorriso angelical. Pele perfeitamente lisa e branca, espairecendo uma maciez á longa vista, como de um bebê. Sua maneira desajeitada, porém séria chamou-me atenção; Fiquei curioso se realmente era assim, tímido fora dos muros do colégio, se ele tinha uma parte de si desconhecida ou se apenas fazia um ótimo papel por vergonha de si. Eu o queria.
Sou o tipo de cara que sempre está atrás de prazer próprio, não se importando se o companheiro está gostando ou não. Não que eu saia por ai estuprando pessoas, eu escolhe bem meus alvos e lhes agrado antes de tudo, tentar deixa-los a vontade para acabar meu desejo é um ponto, e se eles não querem o agrado, apenas lamento. Dessa vez não seria diferente com o pequeno, porém não seria igual as outras vezes.
O pequeno chamado Choi Junhong, ou entre os íntimos Zelo, havia atiçado meu interior desda primeira vez que o vi nessa quadra á cinco meses atrás.
De todos, apenas olhava para ele, observando cada mínimo movimento de seu corpo de porcelana; desde como coça os olhos de modo infantil devido ao sono mal dormido até como escondia o sorriso de pequenos dentes por detrás de sua grande mão. Tão adorável. É quase um pecado eu querer me relacionar com um garoto de dezessete anos irresponsável por seus atos e desconhecido em um todo por mim e pelo mundo.
Nunca havia feito tal proeza, e isso era o que mais me excitava.
Mais um final de tarde se aproximava, do qual apenas alunos que faziam parte de algum club ou time de esporte se encontravam no colégio. O sino final soavam alto indicando que o dia letivo de aulas extras nesse dia haviam acabado, junto com o treino de basquete do qual foi encerrado pelo apito do treinador.
- JungHong-ah! Venha cá um minuto. - Chamei-o vendo ao longe como sua respiração estava afoita, dando demoradas tragadas em busca de oxigênio. Ao ver que se aproximava ofegante até mim, lhe entreguei uma das milhares toalhas brancas que trazia em meus braços e uma garrafa d’água que estava posicionada ao lado de meus pés, afim do suor exposto secar aos poucos e a quentura de seu corpo se acabar. Seus fios loiros de sua franja grudavam em sua testa e algumas gotas descendo lentamente de seu rosto. Tentador.
- O que foi hyung? - Perguntou-me por entre sua respiração pesada após um longo gole de água gelada. Apreciei de perto o contorno que seus lábios finos faziam na boca da garrafa, e ver uma gota solitária cair pelas extremidades fez com que minha mente tivesse pensamentos além e minha boca saliva-se por isso.
Confesso que apenas o chamei porque queria tê-lo por perto, sua presença era aconchegante para mim, por mais que seja apenas algumas vezes por semana e em poucos minutos, já me era o bastante. Não sabia bem o que lhe dizer, quero o chamar para sair porém não posso ser indelicado e pedir logo de cara, sei que ele irá se assustar com o repentino convite. Terei que formar uma conversa casual antes de tudo.
- Bem…como vão suas notas? - Essa pergunta foi a única que me veio na cabeça em meio de minha observação no mais alto. Bem comum, convenhamos.
- Hm…boas, eu acho. - Respondeu-me em desdém, de ombros, sem muita importância para a pergunta. Agora um pouco mais relaxado, cumprimentava alguns de seus colegas com breve sorrisos e acenos, agradecendo pelo treino. O uniforme de basquete branco e laranja combinava bem com seu corpo, cor de pele e cabelo. Lhe dando uma imagem madura de sim que mais me atraem nele algo nunca visto, e confesso que esse é um dos mistérios que mais me atraem nele.
- Não está com dificuldade em nenhuma matéria? - Perguntei curioso, sua resposta não foi clara á mim. Ele apenas assentiu que “não” com o rosto, enquanto caminhava lentamente até o vestiário, o segui querendo estender nossa conversa até aonde queria. - Nem em matemática? Sabe…seu hyung era bom nessa matéria, eu poderia te dar aulas particulares e…
- Não, JongUp-hyung me ajuda a estudar. A gente revisa as matérias todo final de semana na casa dele, não será necessário hyung. - Me disse um pouco envergonhada, parando seu caminho para acariciar levemente com a mão vaga sua nuca e fixar seu olhar em seus tênis. O degradê entre rosa e vermelho que pintou suas bochechas era lindo, e sua atitude só colaborou para minha adoração em si.
Porém, uma vírgula rodava em minha cabeça sobre esse tal de JongUp. Bem informado que sou, sei que ele é um ano mais velho que o pequeno e está no time de futebol americano, no qual foi de grande ajuda á nosso colégio, ganhando vários jogos amistosos contra colégios vizinhos. Sentia uma ponta de inveja pelo rapaz ter um contato mais amigável com ele, o tipo de intimidade que tentava ter dês de sempre, porém o loiro sempre fugia de mim.
- Ele é seu namorado ou algo do tipo? - Se antes já estava corado, agora estava ainda mais após ouvir minha pergunta. Não sou de rodeios, gosto de tudo direto ao ponto, não iria enrolar para tirar essa dúvida de meu ser. Apertou a garrafa em mãos com força e fitou-me com os olhos arregalados, totalmente surpreso pela pergunta.
- Na-na-não hyung, e-e-ele é apenas um bom amigo - Disse enquanto balançava a cabeça diversas vezes, negando com a mesma. Os olhos não eram mais vistos pela força da pressão que suas pálpebras faziam. Os ainda presentes no vestiário olhavam a cena incrédulos, eram acostumados a ver um lado meigo e tímido do loiro, porém não de tal forma. O toquei nos ombros, pressionando meus dedos no tecido áspero de seu uniforme, apertando sua pele branca por cima do mesmo afim de acorda-lo desse transe.
- Acalme-se, foi apenas uma pergunta. - Visto que o havia feito sutil efeito, relaxei a força de meus dedos e passei a acariciar seus ombros desnudos em movimentos circulares, como uma massagem improvisada, coisa que era péssimo. Ele respirou profundamente e se distanciou de mim, abrindo o armário cinza que continha sua mochila com suas roupas limpas.
O vi dirigir-se até o final do corredor, onde havia uma ampla sala de banho com cinco cabines em cada lado, feita para que os alunos descarregassem o estresse do treino na água morna e sabonete líquido neutro de ph baixo. Já me aventurei diversas vezes com estudantes aleatórios nas cabines, coisas além de um banho convencional e me surpreende o fato de nenhum superior ter desconfiado, e por consequência, tirado meu emprego.
Sentei no banco vermelho no centro do vestiário, observando aqueles que ainda se encontravam por lá, trocando de roupa e conversando sobre o treino e toda rigidez que o treinador havia posto. Alguns me davam comprimentos com reverencias educadas e agradecimentos pelo dia, eu apenas retribuía assentindo com a cabeça, queria chamar JunHong para sair de uma vez por todas, minha ansiedade estava a tona e não conseguia disfarça-la.
Não tardou até que eu visse o corpo esguio devidamente vestido com moletom preto e camiseta branca, totalmente confortável e desprovido de todo o peso que o suor e cansaço haviam lhe proporcionado. Secava os fios platinados, novamente com alguma toalha pequena que havia encontrado, deixando algumas mechas mal secas, dando um belo contraste de pureza em si.
Pegou a mochila azul recheada de buttons extrovertidos sobre skate e cultura geral, guardando algumas coisas na mesma. Algo que achava interessante nele, sua adoração por skates e suas manobras insanas, sempre dizia que skate era um de seus hobbys por seus pais não considerarem o skate como um esporte, sim uma brincadeira, motivo do qual o fez entrar para o time de basquete; treinar mais sua respiração e agilidade com os pés. Algo que não via muito sentido, talvez ele esteja apenas procurando desculpas pela falta do skate. Percebi que algumas gotas desciam por seu pescoço e molhavam sua camiseta branca, realmente, havia secado o cabelo de mal jeito. Levantei-me e fui até ele, pegando a toalha em mãos e secando arduamente suas madeixas.
- JunHong-ah…
- Hyung, não me chame assim!! Me chame de Zelo!! - Reclamou com um bico rosado em sua face, falsamente emburrado por isso. Ri levemente, meu “eu” interior estava feliz por Zelo me dar a honra de chamo-lo assim, parecia comum para olhos de terceiros, mas para mim isso era especial.
- Ok ok Zelo. - Disse divertido, secando já aos poucos seu cabelo, sentindo que a maciez natural já voltava. Decidi que iria lhe convidar agora, aproveitando a súbita aproximação que estávamos - Sabe Zelo, a gente poderia sair para algum lugar e nos distrair que todo o peso escolar nos traz. Que tal? - Propus o pedido, deixando a toalha levemente molhada no banco e apoiar meu queixo em seu ombro. Obvio que a mínima diferença de altura é um incomodo para mim, mas nada que me impedisse.
- Sair? Para onde? - Perguntou em curiosidade e até receoso, não era sempre que se recebia um convite para sair, creio que até desconfia de minhas intenções.
- Para onde você quiser, independente do que for, você decide.
Pareceu pensativo enquanto deslizava o zíper da mochila, procurando em seus pensamentos algum lugar que tanto queria ir. Afastei de si assim que seu rosto contorceu-se em felicidade, abrindo a boca e piscando os olhos inúmeras vezes.
- A gente pode ir pro cinema hyung? Tem um filme novo que eu queria muito ver, a gente poderia ver juntos!! - me disse entusiasmado, demonstrando bem sua felicidade a partir de seu tímido sorriso.
- Claro, se é isso que quer.
Cinema é um lugar perfeito. Escuro e discreto, ninguém irá desconfiar do que farei com ele e provavelmente, ninguém irá ouvi-lo.
X X X X X
Havíamos marcado para o final de semana, mesmo sabendo que o cinema sempre está lotado em dias assim, devido a minha ansiedade, minha semana passou lentamente, em passos cuidados apenas pelo final de semana tão esperado e cobiçado por mim. Nossas conversas se tornaram mais frequentes, além da quadra e todo assunto de basquete. Algo bom, pois todo o clima pesado que havia em nossa relação hyung x dongsaeng caía aos poucos.
Combinado de nos encontrarmos dentro do shopping, mas especifico na praça de alimentação. Batia a sola de meu tênis frequentemente no piso liso, com os braços cruzados e olhando de minuto á minuto meu relógio de pulso. Queria muito o ver e fazer algo excitante em si, e o escuro da sala de cinema seria a única testemunha.
Não seria difícil não vê-lo entre a multidão, nesse requisito, sua altura era de muita ajuda. Vez ou outra via meu embasado reflexo pelo visor de meu celular; Estava perfeito, como sempre. Meu cabelo moreno estava bem penteado em um topete não muito alto, chequei meu visual novamente; jeans escuro, coturno preto, e uma não muito decotada camisa branca “V” escondida por uma jaqueta de couro. É, eu estou perfeito.
Avistei ao longe Zelo que vinha em passos lentos, acenei alegremente gritando por seu apelido, sem importar-me com as pessoas que me olhavam torto por isso. Ao me ver, correu risonho até mim, esbarrando em algumas pessoas aleatórias e logo seguida parando em minha frente.
- Está á dez minutos atrasado. - Ditei em tom falso de autoridade, obviamente não me importava se iria demorar ou não, dês que ele chegasse, isso era o de menos.
- Desculpa hyung é que…
- Não importa, vamos logo pro cinema. - O puxei pela mão, seguindo o longo caminho que seria até o andar de cima, onde se encontrava o cinema. Ouvi ele reclamar coisas sobre a minha pressa repentina, dei de ombros tais coisas, queria apenas a penumbra do cinema sobre meus olhos e o contato quente de seu corpo.
Senti um arrepio em meu corpo ao passar pelo corredor que dava ao banheiro e uma ideia. Deveria deixar um gosto de quero mais em Zelo, talvez isso seja traumatizante, porém era para isso que eu havia o convidado; para acabar com meu desejo por ti, apenas isso. Segurei com mais força sua mão e caminhei rápido até o banheiro masculino, desejando que ninguém esteja lá.
- Hyung, o cinema fica no andar de cima!
- Eu sei, mas antes quero fazer uma coisa contigo aqui. - Mordi o lábio inferior assim que adentramos o local e não havia ninguém lá. Algo estranho, convenhamos. Certamente, hoje é meu dia de sorte. Averiguei todas as cabines, abrindo as portas afim de ter certeza se não tinha ninguém por lá. E realmente, não tinha. Virei-me para Zelo que me olhava confuso, esperando por meus próximos atos. - Sabe Zelo, tem algo que eu quero muito fazer…
- E é o que? - Perguntou em desdém, desinteressado.
- Isso!! - E rapidamente avancei até ele, segurando sua cintura, surpreendendo o maior ao pressionar nossos lábios. Foi repentino, sem mais nem menos, eu sei bem, porém não iria esperar até a sala de cinema da qual demoraria horas para entrarmos na mesma.
Ao principio ele permaneceu parado, apenas sentindo a textura de meus lábios nos seus, estático pela atitude de seu hyung. Segundos depois senti um par de mãos em minha nuca e uma língua atrevida querendo aconchego em minha cavidade, o que não foi negado de anti mão. Aproximei mais seu corpo do meu, eliminando qualquer distancia. Nossas línguas quentes saboreavam o gosto da alheia, explorando cada milimetro de espaço e arrancando gemidos desprovidos da eroticidade de nosso ósculo.
Adentrei minhas mãos por sua camisa e apertei a carne de sua cintura com força, cravando minhas curtas unhas por lá. Um gemido doloroso não passou por despercebido por mim, o que me incentivou a continuar. Nosso beijo cheio de desejo havia me apagado a ideia de que precisava respirar, e com isso em mente, apartei nosso ósculo mordendo seu lábio inferior sem muita força. Além do ar, sabia que a qualquer momento alguém apareceria por aquela porta, e não seria muito agradável isso.
Assim que pus meus olhos no par de jóias negras, vi que as mesmas estavam nubladas, as nuvens de desejo estavam cada vez mais escuras. Pelo menos, o beijo teve o efeito que eu esperava, além de te-lo entregue á mim, percebi que já estava bem animado.
- Hyung…porque você…? - Tentou formular a pergunta, mas creio eu que ainda sentia o sabor de meu beijo em seus lábios, algo que com certeza não o permitia uma concentração por completa. Levei meu dedo indicador até seus lábios, como um sinal mudo para que não perguntasse nada e apenas deixa-se as coisas acontecerem.
- Sem perguntas Zelo, apenas deixa o hyung cuidar disso aqui pra você. - Disse enquanto massageava devagar o pequeno volume exposto pela apertada calça jeans. Ele mordeu o lábio inferior e chegou os olhos, apenas aproveitando a sensação boa que lhe dava. Aproximei de seu ouvido e lhe disse em sussurros após morder o lóbulo de sua orelha. - Mas não aqui, sim na sala de cinema.
- O que? Mas hyung, isso é proibido…e anh, a gente seria expulso da sala e anh… - O prazer em seu rosto foi substituído pela surpresa. A cada vez que falava algum argumento negativo, apertava com força seu membro coberto.
- Não sabe que tudo que é proibido é mais gostoso, meu pequeno? Agora vamos logo, não quero deixa-lo esperando. - Disse me afastando do mesmo e pegando em sua mão, indo até a saída do banheiro masculino para que possamos logo ver o tal filme que Zelo tanto quer, isso se ele prestar atenção no filme. Vi pelo canto dos olhos que descia a camiseta até um pouco abaixo do quadril, tentando esconder o volume de sua calça, ato que me fez rir.
Durante o caminho todo provocava Zelo com toques impróprios, abraços demorados e palavras de baixo calão em seu ouvido, tudo para que não se desanimasse até chegarmos na sala escura. A demora na fila para comprarmos os tickets foi maior que a entrada para a sala, vez ou outra olhava Zelo, para ser mais específico, o volume em sua calça que estava bem amostra mesmo com a camisa azul o tampando. Não quero que a diversão acabe antes de começar e nada me atrapalhar até que eu faço o que eu bem quero.
Não me dei o luxo de ver o nome do filme ou do que ele tratava, eu não estava interessado nisso afinal. Por incrível que pareça, não havia muitas pessoas afim de ver tal filme, talvez por ser legendado ou por ser algum tipo de filme indie. Como dito antes, hoje é meu dia de sorte.
Puxei Zelo pela mão, o levando até fundo do lado esquerdo da sala, na segundo fileira debaixo pra cima, longe da saída de emergência ou dos poucos degraus em tecido vinho que se estendiam pelo chão.
O maior sentou no meu lado direito, querendo prestar atenção no filme que havia escolhido, a concentração em seu rosto era plena e chegava a me dar raiva. Tsc, por que eu não escolhi o filme?. Bufei irritado e voltei meu olhar até sua calça, sorri por ver que o desconfortável volume se encontrava lá. Tirei minha jaqueta de couro, e a entreguei a Zelo;
- Toma, quero que a segure na frente de seu corpo, para que ninguém veja o que farei. Certo?- Ordenei em voz baixo perto de seu ouvido, depositando breves selares por seu pescoço e sua resposta foi um grunhido baixo. Sei bem que a pressa é inimiga da perfeição, mas estava lutando contra o relógio e contra as “leis”, tenho que ser rápido e discreto.
Ele fez o que foi pedido, como a nitidez do filme era baixa e suas cores eram frias, seria quase que impossível ver ou ter noção do que faria. Ao menos se for o lanterninha, alguém que sempre está observando a sala. Fui rapidamente ao zíper e botões de sua calça, adentrando minha mão frio em sua boxer a procura de seu membro quente, no qual lhe proporcionou um toque térmico e um gemido relativamente alto de seus lábios.
- Geme abaixo, por favor!! Não queremos que a diversão acabe né? - Disse em sussurro, olhando para os lados afim de ver se algum olhar curioso estava de olho. Ninguém, ainda bem. Comecei com movimentos de vai e vem um pouco sem jeito devido a incomoda boxer preta. Zelo nem se importava mais com o filme, estava luxurioso demais para se concentrar em outra coisa.
Sem vergonha alguma retirei deu membro de sua prisão, aumentando a velocidade de minha mão, parando apenas para acariciar a glande já lubrificada por seu pré-gozo. Levei meu rosto próximo de seu membro, batendo minha respiração descompassada na pele sensível de sua glande.
- anh Hyung…por favor… - Sabia bem o que ele queria, mas seria ótimo ouvir de seus lábios macios seu desejo.
- O que Zelo? Diz pro hyung que ele te ajudo. - Disse brincando com as veias de órgão, contornando-as com meu polegar, o líquido que expelia por sua fenda apenas deixava-me salivar cada vez mais, estava louco por sentir seu verdadeiro gosto.
- Me…anh…me chupa. - Murmurou, baixo porém plausível á mim.
- Seu desejo é uma ordem.
E sem rodeios mergulhei seu membro minha cavidade até onde podia, sentindo a ponta de sua glande bater contra o céu de minha boca. Seu gosto era delicioso e perguntava-me aonde estava esse tempo todo que não havia o provado antes. Assim como antes, movimentei de cima para baixo, segurando com ambas as mãos a base, a cariciando levemente. Sugava com vontade, retirando todo o membro de minha boca e dando atenção ao topo, lambendo os contornos e veias, e novamente, movimentando-me em vai em vem incansável.
Sei que sua maior vontade era gritar, gemer o mais alto que poderia até sua garganta denunciar por dor, porém não poderia, fazendo com que baixo gemidos e ofegos por meu nome escapassem de seus lábios. Escondia meu trabalho com minha jaqueta que estava do jeito que havia mandado, escondendo-me. Aventurei-me em afundar seu membro em minha garganta, confesso que dava-me ânsias e um desconforto, porém estava sendo de grande prazer ao pequeno, isso é o que importa.
Meus movimentos continuaram assim por algum tempo, até que senti uma certo tremer em suas coxas, denunciando espasmos passavam por seu corpo e que o orgasmo estava próximo. Não tardou até que seu sêmen rechear minha boca, não deixei uma gota sequer escapar, engolindo e lambendo os resíduos em seu membro, logo após lambendo meus lábios prolongando o sabor.
Ofegante, arrumei Zelo devidamente; o mesmo estava com a respiração acelerada, bochechas coradas e uma sonolência imensa, não me surpreenderia que ele dormisse o filme todo. Coisa que, após limpar minha bagunça e pegar minha jaqueta, foi feita. Dormiu que nem um anjinho, aproveitando a sensação do pós-orgasmo.
Assim que acordou e percebeu que o filme havia acabado, saído da sala escura, um pouco desnorteados devida a súbita iluminação em nossos olhos. O mais alto puxava minha jaqueta envergonhado, querendo me dizer algo, que certamente, lhe deixava tímido.
- A gente poderia sair mais vezes, né hyung!? - Não evitei sorrir abertamente e novamente, entrelaçar nossos dedos .
- É Zelo, nós vamos sair mais vezes e eu mal posso esperar por isso.
Nome: I’m Not A Little Bunny (Eu Não Sou Um Coelhinho); Couple; BangHimLo (B.A.P); Gêneros: Yaoi, Lemon; Avisos: Sexo, Homossexualidade.
Sinopse: “Eu poderia culpar tudo e á todos por diversos motivos; Mas não, eu me culpava por ter feito uma aposta idiota com meu hyung e dongsaeng, e ser obrigado a usar essa roupa ridícula durante o dia todo. Maldita aposta.”
N/A: Eu fiz essa shot inspirada em uma montagem que dei de presente pra @Troblemaker unnie, pois me inspiro muito fácil. Ficou rápida e sem graça. Desde já, deixe a fantasia que o Himchan esta usando (http://es.i.uol.com.br/album/fantasias_eroticas_f_023.jpg) .
(Comentários sobre essa oneshot deveram ter a sigla INALB no final ou início da mensagem)
(clique abaixo para ler a OS completa)
Himchan P.O.V
Eu poderia culpar o técnico por ter escolhido o time reserva ao invés do time principal; Poderia culpar o jogadores por jogar tão mal assim e serem míopes por não verem o gol á 1 metro de distancia; Culpar o arbitro por não saber nada de futebol e ter escolhido a carreira errada; Até mesmo culpar o sol por cega-los repentinamente e ter feito eles errarem os passes.
Mas não, eu me culpava por ter feito uma aposta idiota com meu hyung e dongsaeng, e ser obrigado a usar essa roupa ridícula durante o dia todo.
Maldita aposta.
Eu e mais dois amigos - dos quais tenho muita afinidade por sermos amigos de longa data - havíamos feito uma aposta sobre um jogo de futebol, como eu estava confiante sobre o time da casa, em outras palavras o favorito por até agora ter ganhado todos os jogos passados. apostei com fé que ele venceria, mas com certeza aquele não era o meu dia. O perdedor teria que fazer o que o vencedor, ou no caso, vencedores já que dongsaeng foi manipulado pela palavra de seu hyung, quisesse, qualquer coisa. E como visto eu perdi a aposta.
/ FLASH BACK ON
Mais um domingo havia chegado e com ele novas e decisivas partidas do tão aclamado jogo de futebol. Famílias e amigos se reuniam em bares e residências afim de torcer e ver cada detalhe do clássico, assunto que pendurará durante a semana toda. Confesso que eu e meus amigos somos grandes fãs do esportes, e sempre estamos atualizados no assunto.
Como o usual, nos reunimos no apartamento de YongGuk, preparados para torcer pelo time branco que com certeza irá ganhar.
- Duvido que eles vão ganhar. - O mais novo exclamou ríspido ao ver a escalação do time, que aos seus olhos, não era das melhores.
- Eles vão ganhar, tenho certeza!! - Sou um árduo torcedor do time, não iria deixar que um pensamento negativo desse ao azar, vencerão todos os jogos até agora, e isso não seria diferente.
- Não, não vão. Himchan, a escalação está péssima. Olha quem está no gol!! Esse cara não pega nada. - YongGuk foi a favor de nosso maknae, defendo sua opinião e expondo o mal do time. O goleiro não é um dos melhores, porém o jogo não depende apenas dele, aos meus olhos a escalação do time estava ótima, por mais que sejam os reservas, sei que vão mostrar que seus treinos deram resultados.
Ignorei sua sentença e voltei meu olhar á grande tv led em nossa frente. O jogo enfim começou, gerando o silencio entre nós devido a nossa concentração em cada toque que os jogadores davam, exclamando xingamentos quando errava o gol ou simplesmente faziam algum drible errado. Realmente, o jogo estava chato e alguns membros do time branco jogavam terrivelmente mal, dava desgosto de ver aquilo. Suspirei profundamente, fixando o olhar em algum ponto qualquer da sala luxuosa de meu hyung. Meus devaneios foram desviados até que ouvi Zelo, o mais novo, murmurar “aposto que eles vão perder” atiçando minha curiosidade e vontade de uma possível aposta.
- Por que a gente não aposta então? - Olhei á minha esquerda, aonde o mesmo se encontrava, analisando bem as feições que fazia á cada movimento da partida. Pensava a fundo sobre a proposta dada á mim, duvidoso que aceitava ou não.
- Hm tudo bem Channie, e quais seriam as condições?
- O vencedor tem o direito de usar os perdedores do jeito que quiser, isso é, impor ordens neles, independente do que for e como for, durante um dia todo. O que acham? - Respondi a pergunta de YongGuk, propondo uma condição que pessoalmente eu gostei, já que eu não estava errado quanto ao resultado do jogo.
Os dois pararam para pensar, levando alguns minutos apenas mergulhando na profundidade do mar negro entre aceitar ou não aposta, afinal, ninguém gosta de perder e eles sabiam bem que perderiam. Zelo é sempre manipulado pela opinião de YongGuk, fazendo com que suas vontades e gostos sejam iguais, não me surpreendesse se eles não aceitasse a aposto por causa dele. O mais alto olhou profundo no olhar de seu olhar, como se conversassem apenas por essa troca de olhares e achassem a resposta nos castanhos de cada.
- Tudo bem hyung, fechado!! - O mesmo disse entusiasmado, sorrindo abertamente.
- Então se o time branco ganhar, você poderá mandar na gente durante um dia. Porém, caso ele perca, nós que mandaremos em você, pequeno coelhinho. - Por cima de meus ombros eles trocaram olhares cúmplices, partilhando de um segredo único em uma mera troca de olhares.
Concordei confuso, mas nada que acabasse com a positividade sobre o meu time favorito, o desempenho do mesmo não estava o dos melhores, acho que a pior partida de futebol que já vi. Mas ainda restavam muito tempo de jogo, eles dariam a volta por cima, parando com a onda de cartões amarelos e erros constantes no gol e dando espaço para uma virada no placar.
E no fim, o time branco perdeu.
FLASH BACK OFF /
A principio, o mais novo entre nós disse algo haver com coelhos, pensei que seria para cuidar de seu coelhinho Totomato - nome que acho ridículo, convenhamos - durante o dia inteiro, porém o mais velho adicionou que eu teria que me vestir de coelho, e não qualquer coelho ou um fofinho, sim me vestir de um coelho erótico.
Meu reflexo no espelho era lamentável; Grandes e macias orelhas brancas de coelho estavam posicionada em minha cabeça graças á um arco de fofo de algodão de mesma cor, bigodes falsos foram colados nas maçãs de meu rosto, duas munhequeiras brancas com três botões pretos em cada estavam em meus pulsos, uma gravata borboleta preta estava em meu pescoço graças ao suporte branco da mesma, meu hyung insistiu e eu cedi em deixar colocar um nariz branca de pelugem macia, mesmo que o elástico incomode e aperte, não posso ser contra já que eu perdi a aposta. Usava uma sunga onde minha pelve era coberta por um algo que lembrava as roupas de garçom - botões e gravata - e apenas o dessa área estava um pouco a mostra devido ao tecido preto transparente - já por trás estava normal, um preto comum sem sinais de transparência - , meu peitoral liso se encontrava desnudo por isso e essa exposição me fazia constranger.
Eu me considerava um homem atraente de rosto, ninguém resistiu ao meu charme até hoje. Lindo, diga-se de passagem. Minha pele lisa e macia, sem vestígios de espinhas, manchas ou orelhas expostas, fazendo com que qualquer mulher tenha inveja por alguém ser tão perfeito e natural nesse requisito. Porém de corpo não posso dizer o mesmo, eu me via como um ser magro, flagelo e sem muito o que oferecer. Olhava para aqueles que tinha seus corpos másculos, providos de músculos e belos contornos, e isso era o que me desanimava para ter um corpo igual. Não quero ser aquela pessoa bonito de rosto, quero mostrar que todos os atributos em mim são os melhores.
Porém por enquanto ficarei apenas desejando e amaldiçoando esses dois rapazes.
- Himchan já se vestiu? - Pela voz rouca com certeza era YongGuk, o causador por eu ter que usar isso. Onde raios ele havia achado essa roupa? Será que…? Não, não pode ser, YongGuk não parece ser o tipo de pessoa que realiza fantasias, apenas quer que as suas sejam feitas. Egoísta. - Vamos Channie, quero ver como você está!!
- Já vou, já vou. - Disse em alto e em bom tom enquanto posicionava melhor a gravata em meu pescoço e alinhava minha franja loiro que caia, tampando a visão de meu olho direito. Respirei fundo e fiz um mínimo bico, pronto para sair do quarto de YongGuk e encarar os risos incontroláveis dos dois.
YongGuk é um bom amigo meu, o considerava quase como um melhor amigo por nos conhecermos desde crianças. Á mim ele é como uma daquelas pessoas perfeitas em tudo; Personalidade, rosto, corpo, simpatia, atitude…em tudo. Sua pele bronzeada fazia contraste com o brilho de seu sorriso gengival, o mesmo que era sempre escondido por uma de suas mãos por vergonha. O tom rouco e sensual de sua voz fazia qualquer um deliciar-se apenas por ouvi-lo, colaborava com a imagem forte que seu corpo moldado á mão passava. Tudo nele era tão perfeito que nem eu acreditava que alguém como ele realmente existe, a perfeição em pessoa.
- Também quero ver como você está hyung. - O mais novo entre nós, Zelo, exclamou sua opinião sobre e o entusiamo em sua voz era presente. Eu tinha um carinho especial por Zelo, o tratava com tanto cuidado e amor que chegava a ser doentio, e quando ele foi manipulado por seu herói eu realmente fiquei chateado.
Junhong, ou Zelo, apelido dado pelo mais velho, é o mais alto e mais novo entre nós três. O conheci através de alguns colegas em uma partida aleatória de futebol em um dos clubes particulares da cidade, dês do primeiro momento que o vi, eu me vi na necessidade te-lo como um amigo, de trata-lo como peça única e rara entre uma coleção de jóias perfeitas. A ingenuidade de sua face chegava a ser angelical, como se o próprio fosse um anjo disfarçado na Terra. Tinha uma timidez enorme, tanto que sempre um sorriso sem graça se encontrava moldado em seus lábios finos. A tranquilidade que as pedras negras de seus olhos eram a sintonia perfeita para se prender por lá e se esquecer do mundo, um convite para um mundo sem preocupações.
Agradecia por ter amigos tão perfeitos em quase todas as questões, eles seriam cem por cento perfeito caso não fosse idiotas por motivos incomuns, como este que sou obrigado a fazer.
Girei a maçaneta prateada da porta branca esperando por risos e dedos apontando para diversos lugares de meu corpo, humilhando-me. Mas não, a reação deles foi bem diferente da que eu esperava. Os sorrisos deram lugar á surpresa, arregalando os olhos e abrindo as bocas levemente. Zelo que tinha um celular em mãos deixou o mesmo cair, sem se importar se havia feito grandes estragos. YongGuk me olhava da cabeça aos pés, analisando cada detalhe de pele á mostra, já que era raro isso vindo de mim, apenas usava roupas largas e confortáveis, e hoje, vestido assim me sinto nu e desprotegido do olhar faminto do mais velho.
Senti minhas bochechas esquentarem pela fixação de olhares em meu corpo, abaixei meu olhar até meus pés descalços, constrangido por toda atenção que estava recebendo.
- Wow!! - Os dois disseram em conjunto, expressando a reação que tiveram.
- Não te-te-tem nada pra olhar a-a-qui. - Tentando tampar meu peito colocando minhas mãos em meus ombros, formando um “x” em meus braços, saí correndo do quarto de YongGuk, correndo sem rumo até algum cômodo do amplo apartamento do mesmo, querendo me esconder em algum buraco e ficar por lá.
Realmente, isso era muito humilhante.
Os ouvia dizer para que eu parasse de correr e voltasse até eles, só que o constrangimento era demais para que eu pudesse ouvir a opinião de terceiros. Se antes eu amaldiçoava esses dois idiotas, agora eu me amaldiçoava por ter aceito e feito essa aposta. Maldição, por que fiz essa aposta mesmo?
- Hyung, você está…fofo com essa roupa - Zelo, ao chegar e me ver jogado no sofá da sala, disse-me em um murmuro, tão constrangido quanto eu. Não havia nada demais no que tinha me falado, mas me senti melhor com isso, como se esse tímido elogio tivesse alimentado meu ego e subido minha auto-estima. Levantei do sofá azul marfim da onde estava, indo em passos lentos até o encontro do mais novo, ainda com meus braços como escudo de meu peito sem atributos algo.
- Você acha? - O perguntei em um tom de inocência falsa. Desejava que ele me falasse o quão bem eu estava, que mesmo obrigado á vestir algo tão ridículo, continuava igual como antes, belo como sempre e natural em minhas poucas vestes. Necessitava de elogios para me saciar e aquecer meu corpo frio.
- Si-sim. - Ele levou um dos dedos em sua bochechas, a coçando levemente, ato de alguém tímido. Sorri á ele, e o abracei por trás, repousando meu queixo um pouco em seu pescoço, a diferença de altura não me permitia algo além, e mesmo sendo mais novo que eu, sei que ele não tomaria coragem para fazer algo sim. Eram raros os momentos que Zelo me elogiava, sempre dizia de meu rosto ou o quão as garotas se sentem atraídas por ele, e mesmo com um sentimento amargo na garganta, apenas assentia á seus elogios, não querendo mostrar que estava imensamente feliz por isso
Ouvi passos firmes vindo atrás de nós, e não tardou até que YongGuk aparecesse e se aproximasse de nós, falando ao pé de meu ouvido;
- Agora chega disso e vá fazer nosso jantar, coelhinho. - Pela primeira vez, a típica mordida que dava no lóbulo de minha orelha havia me irritado, se fosse em outro momento, do qual eu não estivesse vestido assim, eu até cederia e cairia em seus braços, porém apenas tenho que fazer o que pede.
Desfiz meu abraço de Zelo e me afastei do mesmo, exclamando baixo alguma palavra de baixo calão e andando em passos preguiçosos até a cozinha. Não fazia a minima ideia do que fazer para eles, pois não sou o tipo de homem que se presa na cozinha, apenas sei básico para sobreviver. Reclamando baixo, fui até o armário de panelas atrás de uma média de inox. Decidi por fazer rámen para eles, a única receita que me veio na cabeça durante esse desespero.
Após longos minutos, terminei o rámen e coloquei em pequenos potes de porcelana branca, assoprando com cuidado o que pertenceria á Zelo, meu instinto maternal não queria que nosso maknae se queimasse. Procurei por alguma bandeja grande e por sorte, ou ventura do destino, achei uma sem problemas. Já estava colocando os dois potes na grande bandeja e prestes a me retirar da cozinha, porém minha boca salivava ao ver o quão delicioso o rámen feito por mim parecia estar. Não resisti em pegar um par de hashis posicionados ao lado dos potes e um pouco do macarrão apetitoso. Levei um pouco até minha boca, aproveitando o sabor agradável ao meu paladar e, sentindo um pouco do respingar do caldo bater contra meu peito, o molhando com algumas gotas.
Distraído como estava, não percebi que braços fortes me cercavam, puxando minha cintura ao seu encontro. Congelei-me ao toque morno de seu nariz contra meu pescoço, subindo até meu ouvido e dizendo em um sussurro;
- Parece bom hein, vire-se para que eu posso experimentar, isso é uma ordem. - Assenti tentando disfarçar um gemido e me virei ao seu encontro, YongGuk analisou bem meu peitoral, mordendo o lábio inferior como um protesto de seu desejo, pelo aperto de seus dedos contra os limites de minha sunga não fazia ideia do que queria, eu estava tão inocente e nublado em pensamentos que até a coisa mais simples me confundia. Seu rosto desceu até meu peitoral liso, minha respiração fugiu do controle assim que seu hálito quente bateu contra minha pele fria.
Estremeci assim que sua ávida língua foi até as gostas alaranjadas encontradas por lá, descendo e subindo a mesma no meio de meu peitoral, provando na ponta da língua a essência de meu corpo e o gosto referente do macarrão. Gemi baixo assim que chegou mais a cima, passando á dar atenção aos meus mamilos. Uma de suas mãos foram até o mamilo esquerdo, o acariciando e puxando com leveza, enquanto a língua brincava com o outro, o rodeando e mordendo devagar. Encostei minhas mãos na mesa atrás de mim, dando um apoio ao meu delírio por sua língua habilidosa. Deixou de brincar com meus sensíveis e já avermelhados mamilos, subindo seu músculo por meu tronco e clavícula, depositando beijos ao longo do caminho, até chegar ao destino de meu pescoço, afastando um pouco a gravata de lá para depositar um bruto chupão.
Os involuntários gemidos saiam de minha boca cada vez mais altos e não me surpreenderia se Zelo apareça por aquela porta, curioso por saber o que acontecia aqui. Eu e YongGuk estabelecíamos uma relação colorida, mesmo amigos de longa data, trocávamos caricias e intimidades, mas nada que afetasse nossa amizade. Sua língua traçava um caminho imaginário de meu pescoço até minha bochecha, que não tardou para que a mordesse do mesmo jeito que fez com meu mamilo. Sua boca tão próxima de mim só me dava vontade de beija-lo cada vez mais e sentir a intensidade de se desejo. E como queria, os carnudos de seus lábios foram de encontro á ternura dos meus, impaciente como sou, minha língua já procurava por contado mais profundo em sua cavidade e não demorou a ser aceita.
Puxava minha cintura com mais vontade e meus dedos foram até seus fios loiros, fazendo com que qualquer distancia entre nós fosse inexistente. Nossas línguas se rodeavam, brincavam, dançavam e traçavam uma batalha em nossas cavidades, onde nenhum mínimo espaço seria ignorado e nenhum vestígio de seu sabor fosse passado por despercebido. Vez ou outra sugava minha língua, me deixando na vontade de buscar por ar, meus pulmões suplicavam por isso e eu não seria contra.
Desfiz nosso beijo puxando seus fios com violência para trás, deparando com o inchado de seus lábios e a lucidez de seus olhos. Sorriu torto, se afastando de mim e novamente, me analisando na cabeça aos pés.
- Como imagina, está muito bom. Mal posso esperar para come-lo. - O duplo sentindo em sua frase me fez arrepiar apenas pelo tom sensual de sua voz, o olhei com intensidade, correspondendo em silencio sua vontade. - Digo, o rámen. Leve logo para sala que nosso pequeno maknae deve estar com fome. - E passou pela porta, voltando para seu ponto inicial.
Mas…o que foi isso?
Ainda acalmava minha respiração incerta. Nunca havíamos nos beijado com tanta intensidade assim, com tamanho desejo ofuscado por nossos corpos. Tinha algo por trás dessa roupa, e não era humilhação.
Tratei de ofuscar tais pensamentos de mim e voltar minha atenção a bandeja de rámens. Engoli em seco, arrumando os hashis mal posicionados do lado das tigelas e levando a mesma até sala, onde os dois mais altos estavam devidamente concentrados, assistindo á algum programa aleatório. Perceberam minhas presenças e logo voltavam os olhos á mim, cheio de desejos pela inércia de meu corpo para colocar a bandeja na mesa de centro da sala.
- Porque demorou tanto hyung? Já estava ficando impaciência. - Zelo ditou-me sua dúvida com o rosto contorcido em confusão. Estava bem na cara que sua fome era imensa, chegava a salivar apenas por ver as tigelas em sua frente. Abri a boca, puxando o ar e pronto para dizer o motivo de minha demora, porém fui interrompido por um pigarro impaciente de YongGuk.
- Não há porque saber, afinal, ele fez nosso jantar e isso é o que importa. - Disse em desdém pegando um pouco do macarrão da porcelana branca, assoprando o mesmo em meio ao vapor e logo degustando-o com destreza. - Agora, Channie, ajude o nosso pequeno á comer. - O olhei indignado, sentia minha testa se franzir e meus olhos fechar-se minimamente. Sei que Zelo é o mais novo entre nós, porém não iria fazer tal coisa, era ridículo. O amava e tratava como sua mãe, mas não a tal ponto. - Vamos, estou ordenando. Ou terei que lembrar quem está semi nu em nossa frente? - Provocou-me em um sorriso torto malicioso, o mesmo que deixava cada vez mais nítida sua perfeição.
Aquele sorriso provocou-me uma reação não esperada, senti minhas bochechas se tingirem no típico rosa de sempre e um leve repuxar em meu baixo ventre, dando uma leve acordada em meu membro dormente, e a pressão causada pela sunga apertada só ajudava na visibilidade do mesmo. Droga, não acredito que fiquei assim por meras palavras. Rapidamente coloquei minhas mãos, que se encontravam em minhas costas, em minha fronte, tampando-o afim de que os presentes não vejam tal cena.
Olhei para Zelo esperando que sua reação fosse desconfortável, pairando á indignação. Porém ele estava feliz, seu sorriso eleva-se por uma alegria não normal á tal coisa. Me sentia grato e meu ego cada vez crescia mais e mais, uma parte de mim, em meu interior, ria em tom alto por isso. Meu pequeno bebe querendo que eu lhe de comida na boca, tão adorável e lindo.
- Então tudo bem!! - Afirmei tentando disfarçar minha felicidade, posicionando-me no sofá ao lado de Zelo e pegando o pequeno pote e os hashis. Antes de eu poder levar o macarrão até a boca do mais novo, ouvi YongGuk ordenar-me “faça isso de joelhos na frente dele” . O encarei em fúria, já estava abusando demais do poder. Bufando impaciente, fiz o que me foi mandado, afastando um pouco a mesa de centro para o lado e ficando de joelhos para o maior, que apenas fitava a cena quieto. - Satisfeito?
- Não será eu quem ficará satisfeito. - Murmurou em meio a refeição, como se tivesse dito á si mesmo sem a preocupação de escutarmos. Apenas estranhei e continuei o que havia me mandado.
O jeito que Zelo saboreava o rámen era lindo; seus pequenos olhos tornavam-se apenas linhas em seu rosto, um grande sorriso envergonhado não passava despercebido por mim e seus lábios, finos e rosados eram tentadores. Sentia-me salivar apenas ao ver o modo que sua língua dançava em seu lábio inferior e seus pequenos dentes o mordiam de leve, aguardando por mais. A imagem angelical que tinha dele recordava-me de sua pureza, que talvez, jamais havia sentido a sensação do pecado em seu corpo. Novamente, meu membro dava sinal e deixava-me em uma posição não muito confortável, devido á isso eu me distrai e a porcelana volve-se a frente, derramando um pouco do líquido morno na calça de Zelo.
Ops.
O maknae contorce-se pela ardência que sentia, gemidos dolorosos escapavam pela dor. Desesperado como eu estava, deixei o rámen de lado, levando minhas mãos até bem aonde foi molhado, apalpando devagar o lugar.
- Perdão, perdão. Eu me distrai Zelo. - Exclamei em desespero, não sabia ao certo que fazer em tal situação. Olhei para YongGuk que parecia tranquila á tudo isso, como se a cena fosse algo comum ao seus olhos, tsc. - Hyung, diga-me o que tenho que fazer!! - Pela primeira vez quis que me ordenasse, não quero que meu pequeno sinta essa sensação horrível, queria que senti-se algo que agradasse seu corpo e nubla-se seus pensamentos, apenas aproveitando o momento em que se encontrava.
Levou uma de suas mãos até meus fios loiros, tomando cuidado para que as orelhas de coelho não escapassem de lugar. Direcionou meu rosto até o local que molhei Zelo, deixando-me poucos centímetros longe do mesmo. Meu rosto ardeu-se ao refletir sobre o que YongGuk estava dizendo, mas uma parte de mim queria fazer isso em Zelo, esse era o pecado que seu corpo imaculado jamais sentiu. E eu seria o primeiro a proporciona-lo isso.
- Você sabe o que fazer. - A rouquidão de seu tom tão natural ditou, e por um minuto me senti sem ar. Sua mão se afastou de meu cabelo quase como uma caricia, incentivando-me a fazer o que tanto queria.
Olhei para Zelo, sem esperar a resposta de seu olhar ou a reprovação de sua feição, e logo desci a barra de sua calça junto com sua cueca branca, levando uma das mãos até a base de seu membro. Ao ver o que tinha feito, o maknae logo recuou e arqueou as costas, devidamente com vergonha de como havia exposto sua sensibilidade.
- Calma Zelo, o hyung apenas vai ajudar a se aliviar essa ardência. - Com a mão vaga, acariciava sua coxa branca, a apertando e, vez ou outra passando e cravando minhas curtas unhas na mesma, apenas o provocando. Minha mão em seu membro subia e descia constantemente, em movimentos insanos e intensos. Não tardou até que minha língua encontrasse o pré-gozo de sua glande, contornando-a e sentindo o mínimo, quase não presente gosto do líquido derramado, misturando com seu sabor e deliciando meu paladar.
Minha língua brincava com sua fenda ao mesmo tempo que minhas duas mãos apertavam a base de seu membro, os baixos gemidos que saindo por seus lábios eram um convite para que eu continuasse, e eu não recusaria esse convite. Impaciente como sou, minhas mãos voltaram a apertar suas coxas bem moldadas, afundei minha cavidade em seu membro em aviso.
Passei a fazer movimentos de sobe e desce, revesando em mínimos raspar de dentes e sugar apenas a glande ao parar os movimentos. Sua timidez saia aos poucos de seu corpo e seus gemidos ficavam cada vez mais altos, suplicando por mais e proferindo meu nome entre seus ofegos. Meu membro já doía naquela prisão apertada, não evitei ao levar uma das mãos dentro da sunga e o estimula-lo, fazendo com que gemidos abafados escapavam entre meu trabalho em seu membro. Estava tão concentrado que nem percebi quando um par de mãos grande apertavam minha cintura com força, adentrando os dedos pelas extremidades de minha sunga.
- Eu também quero brincar com o coelhinho. - O sussurro rouca ao pé de meu ouvido fez-me gemer, deixando o membro do mais novo. A língua do mais velho tirava-me a sanidade enquanto brincava com lóbulo de minha orelha e mordiscava a mesma, descendo seus lábios por meu pescoço e depositando breves selares no mesmo. Minha visão turva viu Zelo se estimular a centímetros de meu rosto, visualizava bem suas veias saltantes, loucas por atenção, mordi meu lábio inferior tentando me conter.
- Fica de quatro para mim e chupa ele, isso é uma ordem. - Gemi apenas em ouvir o que me ordenará, algo um tanto quanto deliciosamente erótico de se ouvir. Me posicionei melhor, aproximando-me cada vez mais do membro de Zelo e sentindo YongGuk elevar minha cintura, deslizando aquela peça incomoda de meu corpo.
Voltei a estimular Zelo com os mesmos movimentos, porém lentos, apenas para ter mais de seu sabor único em meu paladar. Não tardou até que sem aviso prévio ou preparação alguma, YongGuk estocasse profundo em mim. A dor incomoda dava-me a sensação de que meu interior havia se rasgado, fechava com força meus olhos ao sentir a ardência das lágrimas quentes. Contraia minha entrada, esmagando seu membro em sinal de reprovação do ato.
- Acalme-se que vai acabar logo, bunny. - Com uma certa brutalidade, afundou minha cabeça no membro do mais novo, alcançando minha garganta. Zelo tomou atitude e com cuidado, levou suas mãos até minha cabeça, ditando o ritmo acelerado que queria. Aquelas malditas orelhas, nariz e bigodes falsos estavam me incomodando. YongGuk estocava-me em um ritmo lento e torturante, alargando cada vez mais seu membro em mim, procurando espaço entre minhas paredes.
Assim que passou a estocar-me com força e agilidade, minhas pernas perdiam as forças e tornaram-se bambas, precisando da ajuda dos braços fortes de meu hyung para que continuasse estável. Sentir o membro de Zelo chegar em minha garganta, o membro de YongGuk bater violentamente contra meu ponto sensível e eu mesmo estimular-me traziam espasmos ao meu corpo, e meu corpo poderia estasiar-se de prazer a qualquer momento.
- Anh gente, eu vou anh…
- Todos juntos anh… - Ouvi o mais velho ditar e não tardou para que eu gozasse em minha mão, chegando a escorrer por meus dedos e cair no piso da sala. Meu orgasmo fez com que as contrações de meu interior ficassem mais ritmizadas e frenéticas, e mais algumas estocadas em minha próstata foram o suficiente para que YongGuk derramasse seu líquido quente dentro de mim, e o mais novo, ao ouvir nossos gemidos satisfeitos, gozou em minha boca, expandindo mais de seu gosto em minha cavidade, chegando a cair dentre meus lábios e descer por meu queixo.
Ambos retiraram seus membros de mim, gemi ao sentir-me aliviado. Respirava com dificuldade, fitando o chão e deliciando-me com os espasmos que ainda rodeavam meu corpo.
- Até que foi boa essa aposta hein coelhinho. - Não evitei um riso sínico ao ouvir YongGuk dizer enquanto caia cansado no sofá. Realmente, de algum jeito, eles já tinham essa ideia planejada, agora essa roupa erótica e as ordens tinham sentido. E é, a aposta não foi tão ruim assim.
- Eu não sou um coelhinho.
Titulo: Cooking With You (Cozinhando com Você); Couple: BangLo (B.A.P); Gêneros: Yaoi, Lemon; Avisos: Sexo, Homossexualidade.
Sinopse: “Passou a encarar-me, tentando decifrar o desejo marcante em meu olhar. Não posso negar que meus pensamentos sobre meu hyung haviam mudado dês daquele “acidente”, reservando meu tempo apenas para divagar a fundo sobre ele. Talvez eu esteja delirando, talvez até seja o som nostálgico da chuva de verão lá fora, mas eu estava vendo meu hyung com outros olhos. Olhos apaixonados que detalhavam cada curva que podiam ver.”
N/A: Para quem eu minha primeira BangLo, as duas tem similaridades. *menção á Angel de EXO. YongGuk fazendo bolo é tão lfksalcogjmdosaimrfikaspixr mecoma/. Não tenho muito o que falar antes, só que está extremamente grande (8.342 palavras) e apenas.
(Comentários sobre essa oneshot deveram ter a sigla CWY no final, ou inicio da mensagem)
(clique abaixo para ler a OS completa)
Zelo P.O.V
Chovia fortemente lá fora, conseguia ouvir claramente o som das grossas gotas baterem contra a janela do quarto, mas nada que me assustasse. É uma típica tarde de sábado, começo de férias para ser mais preciso, e como qualquer dia de minhas ferias, estava sendo tedioso.
Devido a chuva não poderia sair para andar de skate ou me ocupar navegando na internet - já que a mesma cai diversas vezes em tempos assim - , a única coisa que me ocupava na maior parte do tempo. Estava no chão jogando uma bola de beisebol contra a parede, vendo-a bater no chão e na parede branca, e voltar-se a mim, tentando conter meu tédio com esse simples ato.
- Junhong-ah! Pare de bater na parede!!. - Ouvi a doce voz abafada de minha mãe soar entre as paredes, deduzi que estava na sala vendo alguns daqueles típicos filmes da tarde. Seus pés batiam com força no chão e logo a porta de meu quarto foi aberta, a encarei confuso ao ver sua expressão irritada. - Filho, por que você não procura algo pra fazer antes de eu lhe dê o que fazer? - Me perguntou em tom de ameaça, cruzando os braços e semi cerrando os olhos.
- Mas omma, eu tô com tédio. Maldita chuva que decidiu cair assim, do nada!! - Fiz um pequeno bico e continuei jogando a pequena bola branca contra a parede. - Só porque eu iria re-ver alguns amigos e…- Vi-a pegar a bola no ar antes da mesma fazer o retorno para mim, colocando-a no bolso da frente de seu avental rosa de cozinha.
- Falando em re-ver amigos, porque não vai ver YongGuk-ssi e passar a tarde lá? Creio que é bem melhor do que ficar a tarde toda batendo na parede. - Disse-me em tom divertido, mas conseguia ouvir claramente que era forçado.
É, ela estava irritada.
Olhei para minhas mãos vazias, que estavam apoiadas em minha barriga, pensando se valia a pena descer meia dúzia de escadas e talvez ouvir as reclamações sobre seu trabalho. Qualquer coisa valia a pena do que ficar no tédio, convenhamos. Respirei fundo e me levantei, ajeitando minha camiseta preta e bermuda jeans que estavam um pouco amassadas.
- Ok. Vou lá, mas só porque não tem nada mais pra fazer. - Lhe disse um pouco emburrado, já me preparando para as típicas frases dele como “O trabalho me cansa” , “Não tenho tempo pra ficar brincando com criança, vai jogar video-game sozinho!” e ”De novo aqui! Não tem casa não muleque?” . Tsc, era sempre assim.
Minha mãe sorriu abertamente assim que me viu saindo do quarto, passando pelo largo corredor e indo até o pequeno degrau que separava o hall de entrada com o resto do apartamento, sentei no mesmo enquanto calçava meu sneakers pretos com algumas listras brancas. Assim que estavam devidamente bem amarrados, me levantei e senti minha mãe tocar meus cabelos por trás, fazendo-me ficar de frente á si afim dela alinhar bem a franja um pouco para o lado.
- Cuidado com a escada, tá bom querido?
- A senhora acha que eu vou cair da escada? - Perguntei sorrindo, divertindo-me com a pergunta um tanto quanto bizarra.
- Nunca se sabe quando e onde pode acontecer acidentes, e você é grande, porém muito desperto com seus pés. Tome cuidado!! - Suavemente apertava minhas bochechas, fingindo estar com uma expressão séria, porém o tom de brincadeira era claro. Revirei os olhos virando-me para porta, apartando de sua caricia em meu rosto e abrindo a porta em seguida.
Despedi-me de minha mãe á dizendo que não saberia se ficaria pouco ou muito tempo por lá, e caso precisasse de algo ligasse para meu celular, e como sempre sua resposta foi áspera ”não se preocupe, eu não ligarei”, claro que ela sempre ficava preocupada comigo á cada momento que eu passava por essa porta, mas também não queria atrapalhar minha juventude e nem fazia questão, queria mais que eu aproveitasse cada segundo antes de meus tempos de adulto cheguem.
Coloquei minhas mãos nos bolsos frontais de minha bermuda e desci degrau por degrau devagar, ouvindo bem o som agudo que meus tênis faziam ao serem, praticamente, arrastados. Já passado por um andar, me faltava apenas mais um para chegar ao meu destino. Mas não creio que essa visita repentina faça-me desvencilhar de meu tédio doméstico.
Era incrível como ninguém ousava sair de seus apartamentos, preferiam ficar por debaixo das cobertas, aquecidos de todo o frio que a súbita chuva trazia consigo. Talvez ter ficado em casa, dormindo, seria uma ótima opção, mas meu sono é muito leve, não conseguiria aproveitar por muito tempo.
Quando dei por mim já estava de frente á porta do 267, prestes a bate-la com as costas de minha mão. Respirei fundo, divagando com a possível possibilidade de já ter companhia, e se caso tivesse, me xingaria por atrapalha-lo; algo que aconteceu poucas vezes desde que o conheço. Dei cinco toques na porta e me afastei da mesma, apenas esperando ela se abrir.
Enquanto esperava encostado no batente da porta, vez ou outra passavam por mim grupos de amigos enxergados dos pés á cabeça, rindo da própria idiotice. Uma nuvem de tristeza nublou meu olhar, imaginando cenas em que eu e meus amigos fugíamos da forte chuva, desprovido de guarda-chuva ou proteção alguma, apenas nos molhando cada vez mais ao decorrer de nossa corrida. Pela segunda vez amaldiçoava essa chuva de verão, e como se negras nuvens pudessem me ouvir, a chuva aumentou, trazendo consigo trovoadas assustadoras.
Alguns longos minutos se passaram, por mas que seja algo improvável, já estava começando a achar que ele não estava em casa. Aprontei-me para voltar a subir os mesmo degraus, porém minha atenção foi desviada ao ouvir o barulho agudo do trinco e a porta se abrir em seguida, mostrando a figura masculina de regata branca justa - levemente molhada- e moletom cinza, uma de suas mãos se ocupava em secar o curto cabelo moreno com a toalha branca de sempre. Olhava-me surpreso, bem provável que não espera por minha visita, ainda mais, em um dia como hoje.
- Ei Hyung… - Murmurava, acariciando levemente minha nuca e fitando o piso cinza. Me sentia um pouco sem graça devido a visita, não que isso seja algo anormal, mas ele sempre dizia-me para o avisar antes de qualquer aparição minha.
- Yo Zelo, entra cara! - Disse-me enquanto abria passagem pra mim, assenti ainda um pouco sem graça e adentrei ao cômodo já conhecido aos meus olhos. Retirei meus sneakers, colocando a pantufa azul tão usada por mim, que por coincidência estava ao lado da porta, e dirigindo-me ao largo sofá vinho, o observando enquanto fechava a porta e passava o trinco - Você sabe que pode vir aqui quando quiser aos fins de semana.
- Sei, só que da última que vim aqui, vi uma visão não muito agradável aos meu olhos. - Minhas bochechas esquentaram-se apenas em lembrar da cena incomum; dois homens semi-nus se beijavam vorazmente. Lembro que no dia YongGuk se desculpou inúmeras vezes por meu ”trauma”, até hoje se desculpa me dizendo que tomará cuidado na próxima vez.
- Já disse, me desculpe. Parece que não vai esquecer tão cedo né. - Praguejava baixo, secando os fios com pressa, descansando a toalha branca nos ombros. Em passos largos vinha até minha direção, sentando-se ao meu lado preguiçosamente, relaxando os músculos quando a macia textura do sofá o tocará. Um mínimo sorriso divertido moldava seu rosto ao voltar os olhos há mim. - E então, a que lhe devo a honra de sua visita?
- Tédio. Eu estava com tédio lá em cima, então pensei em vir aqui me distrair. - Fui direto, YongGuk não aturava quando eu fazia rodeios com as palavras, preferia que tudo fosse da maneira mais curta. Pegava alguns jogos que estavam na pequena mesa de centro e os analisava, a maioria já havia jogado junto a ele, outros nem me interessavam. Suspirei tedioso, parecia que o mesmo tédio que sentia em meu quarto, com certeza, sentiria aqui.
- Quer jogar Mortal Kombat 3 enquanto eu fico ali na cozinha? - Perguntou-me entregando o dito jogo, levantando-se em seguida e depositando a toalha jogada em um pequeno puff. Fitava a visão de suas costas que estavam levemente molhadas, a nitidez de cada traço de seus músculos chamava-me atenção e não evitei em usufruir-me da bela visão que meus olhos recebiam.
Mas…no que eu estava pensando?
Envergonhado com meu próprio ato, recolhi meu olhar ao jogo em mãos, apertando o mesmo como se transmitisse, de alguma forma, aqueles pensamentos incomuns á mim. Sensações estranhas percorriam pelo meu corpo ao lembrar-me daquela cena; YongGuk-hyung e um moreno qualquer estavam nesse mesmo sofá, apenas cobertos pela peça íntima que denunciava bem a monstruosa e molhada ereção em ambos, a fricção de suas bocas eram a única trilha sonora do recinto, as mãos lascivas passavam por cada milimetro de pele exposta, entre caricias e arranhões. Não nego que senti um leve vibrar em meu baixo ventre, resmunguei um breve xingamento e tratei de pensar em algo capaz de “apagar” o volume já exposto, abaixando a cabeça e fechando os olhos com força, afim de concentrar-me.
Tomei cuidado ao grunhir baixo assim que o volume não se encontrava em minhas pernas. Não queria que YongGuk me flagrasse em uma situação dessas, ainda por cima, por ele; Um homem. Era a primeira vez que sentia algo tão estranhamente forte sob um homem, por um momento não me conhecia. Sempre saia constantemente com garotas de idade similar a minha - por mais que as noonas me chamassem para sair, não conseguia me ver com uma garota mais velha -, até beijava algumas, mas nenhuma que chegou tão longe comigo fez-me sentir como me senti há minutos atrás.
Arrepiei-me ao sentir os longos dedos do hyung em meus ombros, oferecendo uma suave massagem em meus nervos de trás. Minha cabeça pendia um pouco pra trás, semi cerrei meus olhos como um pedido mudo para que continuasse, me surpreendendo com sua repentina atitude. Uma de suas mãos deixou meu tenso ombro, passando por minha clavícula até chegar com cuidado em meu queixo, tocou-o como se fosse uma peça facilmente quebrável, ou a porcelana mais bem feita e frágil. Puxou-me pelo queixo, permitindo-me a abrir um pouco mais minha pálpebras, deparando-me com a vista de seu rosto de cima.
Simplesmente perfeito.
A linha fina de seus finos lábios transformava-se em um sorriso de lado, o brilho de seus olhos eram tão intenso que poderia me ver refletido por eles, as maçãs de seu rosto volviam-se ao rosa claro e discreto, alguns fios morenos de sua franja se encontravam úmidos, batendo contra sua testa. A forma como tudo isso chegava aos meus sentidos fazia-me pensar que me parecia tão perigosamente adorável.
- Ei Zelo, você vai mesmo jogar video-game ou vai querer me ajudar? - A voz rouca diminuía sua tonalidade, algo entre calma e ansiedade. As costas de seus dedos faziam uma vagarosa caricia em minha bochecha esquerda, me trazendo um certa sonolência por seus toques.
- Ajudar com o que? - Lhe perguntei em um fio de voz apressado, um tanto quanto curioso.
- A fazer um bolo!! - A possível sonolência saiu de meu ser, esvaziando meu interior de tal sensação. Virei meu corpo com pressa para trás, visualizando bem o homem atrás do sofá. O olhava com euforia, desejo pelo doce e animação pelo feito. A dúvida pelo o por que estava bem transparente em meu rosto, provavelmente YongGuk-hyung o leria com facilidade. - É um bolo para minha mãe. Ela e mais alguns parentes viram aqui comemorar seu aniversario, e como eles só chegam de noite pensei em deixar tudo arrumado desde já. Aproveito e faço algo para o meu pequeno favorito, quer me ajudar sim ou não?
- Você sabe fazer bolo? - Como uma criança, pulei no sofá, fitando de cima sua feição divertida. Ignorei toda sua explicação, que para mim, de nada era necessário saber já que o que importava era o bolo, afinal. Pulava incansavelmente enquanto falava vários “você sabe Hyung? você sabe? hein!! Me fala logo se sabe mesmo”, durante um de meus pulos ele me puxou pela cintura, a surpresa foi tamanha que devido ao peso e tamanho pouco desproporcional, acabamos por nos desequilibrar.
Circulei minhas mãos por seus longos ombros e afundei meu rosto quente na curva de seu pescoço ao sentir a pressão de seus dedos em minha cintura. Por sorte ou ironia do destino, um dos milhares de puffs que YongGuk tinha estava posicionado lá, amortecendo nossa queda. Assim que o susto passou, ouvi a melodia fraca de sua risada um pouco baixo aos meus ouvidos, soltava aos poucos minha cintura e eu fazia o mesmo consigo, livrando-me de seus ombros.
Levantei meu olhar ao seu rosto, sua face expressava que as atitudes feitas eram apenas brincadeira, nada mais. O olhei com tanta ingenuidade e inocência que não resisti em lhe perguntar;
- Você realmente sabe fazer bolo? - O perguntei novamente, não me importando com a incomoda posição que me encontrava.
- Sei, e farei o bolo caso você sai de cima de mim né. - Disse rindo, abafando o riso de seu sorriso gengival com a mão. Por fim percebi como estávamos; Eu, sentado em seu colo, com as pernas contornando sua cintura. Avermelhei-me, pulando de si e ficando de costas para o mesmo. Novamente, envergonhado do ato meu. Apenas riu de minha graça, chamando-me até a cozinha americana de seu apartamento. - Vem, quero terminar o quanto antes.
Pelo canto dos olhos o observei pegando os itens necessários para o preparo; Um grande recipiente de cor neutra, uma média e escura colher de pau e os ingredientes necessários para o preparo da massa. Com uma certa força e concentração, percebi um pacote transparente e quadrado, dentro do mesmo havia pequenas bolinhas em um vermelho vinho brilhante.
Corri até o mármore que separava a sala da cozinha, espalmando minhas mãos na pedra fria, no outro lado do pequeno cômodo via YongGuk abrir vagarosamente o pacote de cerejas. Resmunguei baixo como um mudo desejo de comer pelo menos uma cereja, não estava com muita coragem devido aos acontecimentos anteriores, me sentia estranho ao seu lado, parecia que uma mudança de pensamentos tinha me transformado em uma nova pessoa com sentimentos nunca antes sentidos por mim. Despreocupado enquanto comia uma cereja, virou-se para mim, sentindo a pressão de meus olhos em sua boca levemente vermelha.
- Quer uma? - Um ar de dúvida reinou em sua face, perguntava apontando a fruta em mãos. Apenas assenti, de nada consegui responder no momento, minha boca inundou-se de saliva apenas por olhar a pequena fruta. Com um sorriso despojado no rosto, veio até mim com uma em mãos. - Aqui.
Abri a boca minimamente, recebendo com agrado o gosto doce da fruta, deliciando-me e tão desejando por mim. Lambia meus lábios molhados, inocentemente, aproveitando o resto do sabor que me restava. Sem dúvidas, cereja é uma das minhas frutas favoritas. Praguejei por mais uma, ganhando de resposta um ”Não, é para o bolo, não para você!” divertido de meu hyung.
Sentei em uma das cadeiras postas de frente ao mármore, apoiando meus cotovelos na pedra e a cabeça nas minhas mãos quentes, afim de observar cada movimento de YongGuk. Fazia cada passo da receita com cuidado, cauteloso em seus movimentos e cuidadoso na quantidade. No momento que tinha visto, não tinha percebido de imediato, mas ele batia a massa apenas com a média colher de madeira, os movimentos rápidos ajudavam no contraste de seus músculos, deixando nítido a grande ondulação de seu braço. Desejava aperta-la e sentir se realmente era tão firme o quanto parecia ser, mordi meu lábio inferior tentando retrair a súbita vontade.
Despejou a massa marrom em uma pequena forma de bolo untada com manteiga, e logo menos já a colocava no forno. Soltou o ar em alivio, virando-se á mim e sentando ao meu lado com a colher de pau em mão, entregando-me a mesma.
- Agora temos alguns minutos para nos divertirmos. Aqui, pode lamber! - Me olhava divertido, seu sorriso torto entre aberto me transparecia como algo raro, lindo aos meus olhos e magnifico ao meu subconsciente. Como se nunca minha mãe tivesse feito isso comigo, fiquei um pouco desnorteado com a colher melada á minha frente.
Timidamente minha língua passava-se na colher, melando não só meu músculo como também as extremidades de meus lábios, esgueirando-a na ondulação central da mesma e a contornando-a, espalhando a massa de chocolate em meu lábio superior e ponto do nariz, passei a lamber a parte de trás que contia uma quantidade mais densa da massa, brincando com a mesma como se fosse uma criança. Sentia o olhar faminto de YongGuk em minha língua, analisando cada deslizada que ela dava sobre a colher de pau, vez ou outra, subindo e descendo, procurando por mais.
Apenas aproveitava a sensação doce em minha boca, olhando para YongGuk que mantinha a boca tampada com a mão. Assim que, praticamente, limpei a colher me dando por satisfeito, levantei-me até a pia e coloquei a colher na mesma e procurava algo para limpar meu rosto. Ouvi um pequeno grunhido rouco de meu hyung, talvez ele estava incomoda ou não gostou do meu momento“infantil”. Seria até verídico isso. Um raio de pensamento fez-me voltar aos meus devaneios sobre aquele cena do hyung.
Será que eles…eram namorados?
Não havia outra explicação para tanta compenetração deles. Balançava minha cabeça negativamente, tentando expulsar para longe tais pensamentos sem nexo. Olhei para trás e vi YongGuk mexendo tranquilamente seu celular, pelo toque insistente de seus dedos na tela do celular, bem provável que estava mandando mensagem para alguém.
Espera…e se estivesse mandando mensagem para aquele moreno?
Repreendia meus próprios pensamentos, alertando-me que não era da minha conta o que o hyung fazia e deixava de fazer. A ponta do iceberg de ciúmes ficava mais amostra após ouvir seu riso baixo. Bufei impaciente, iria perguntar a ele logo do que ficar com todas essas neuras não reais na minha cabeça. Refiz meu caminho indo até, poucos minutos, estava sentado junto á ele. O mesmo não pareceu se importar com a minha presença, apenas focava-se nas letras miúdas do aparelho, sorrindo cada vez que lia as palavras de seu remetente.
- Hyung, você está namorando? - Falei demonstrando naturalidade, o comum de minhas palavras não transparecia o medo dito pelas mesmas. Tirou a atenção que dava ao celular e, olhou-me nos olhos intensamente. Mordia o lábio inferior involuntariamente, apenas aguardando pela sua resposta.
O silencio do apartamento abraçava meus ouvidos, assim como as gotas de chuva e trovoadas dava-me aquela mesma nostalgia de chuva. Chuva são como verdades, você sabe que a qualquer momento ela irá aparecer, repentinamente, porém você nunca estará preparado. Nunca. Te causa um medo, além da verdades, vem as confissões que acendia seu interior, como um opressor.
Me sentia exatamente assim agora, muito contra gosto, eu estava com medo da verdade.
- Não. - De alguma forma, essa palavra áspera me deu uma sensação de alivio, e todo o ar preso em meus pulmões soltaram-se em um coral de tranquilidade. - Porque a pergunta?
- É…Eu estou com essa dúvida martelando a minha cabeça dês daquele dia, sabe. - Assim como a primeira vez que o vi hoje, acariciei minha nuca estampando um sorriso sem graça em minha face. Ele riu do mesmo jeito, não acreditando em minhas palavras, parecia até um pouco feliz por isso.
- Sabe Zelo, as coisas podem mudar de uma hora pra outra. - Sua frase me confundiu. Do que fazer me o favor de me explicar, ele voltou a responder as mensagens que vinham em questão de minutos. O que ele quis dizer com isso? Será que por essa troca de mensagens ele havia pedido o tal moreno em namoro? Não, isso é muita covardia, por mais que seja lindo isso de ter alguém que o ame, porém pedido de namoro por celular é algo muito brega e inseguro.
Ou melhor, como ele ainda tinha sinal com o mundo caindo lá fora?
Permaneci em silencio por alguns minutos, tentando divagar sobre suas palavras complicadas, o possível duplo sentido na frase não estava sendo fácil de acha-lo, então por fim dei-me por vencido, acreditando que era apenas uma daquelas frases aleatórios de filmes que ele adorava falar. Os minutos em meus pensamentos atordoados foram o suficiente para ele terminar o que fazia com o celular, o vi levantar e informar-me que já voltava, em resposta o retornei com meu silencio, preso em minha imaginação.
Observava atento os detalhes da decoração de seu apartamento, voltando a estaca tédio. Suspirei profundo e deitei minha cabeça no mármore, apenas esperando pela volta de YongGuk. Os ponteiros de seu relógio marcavam quinze horas em ponto, o minimo de barulho feito pelo menos já estava passando a me irritar. Será que eu estava o incomodando?. Passei as mãos em meus cabelos, bagunçando as laterais do mesmo em nervosismo.
Afinal, por que eu estava tão nervoso?
- Ei Zelo, vou te dar um doce novo que comprei esses dias. - A voz alta do hyung soava e uma felicidade imensa tomava presença de meu peito, sorri apenas por ouvir sua voz rouca ao longe. - Mas, tem que fechar os olhos e abrir bem a boca, por que é surpresa.
- Ok hyung. - Sem pestear abri a boca o quanto podia e fechava os olhos com naturalidade, apenas esperando pelo tal doce novo que havia comprado. Ouvi seus passos apressados tocarem o chão, se aproximando cada vez mais ao meu encontro, a ansiedade e curiosidade me tomavam e queria por demais tomar gosto do doce.
Senti um par de dedos tocarem minha língua. A mesma abriu caminho entre os dois, sentindo o visgoso que os banhava, rodei meu músculo em seu dedo anelar, dando mais atenção a ponta do fino dedo.
Minha nítida audição ouviu um breve grunhido por parte de YongGuk, porém não dei muita importância, queria apenas apreciar o saber do delicioso doce desconhecido. Repeti meus movimentos no dedo médio, para após junta-los, passar a suga-los com fervor, deixando minha língua acariciar suas digitais e o céu de minha boca se aconchegar com os dedos açucarados.
Meu paladar se adaptou rapidamente com o exótico sabor, não fazia a mínima ideia do que era esse doce, mas era muito bom e minha vontade de provar mais dele em minha boca crescia sempre ao passar minha língua em seus dedos.
Retirou seus dedos de minha cavidade apressadamente, recendo um resmungo como uma reprovação minha. Abri meus olhos devagar, fitando a feição afável; mordia o lábio inferior com volúpia e semi cerrava os olhos, tragando arfadas de ar em tempos intercalados.
Perguntava-me o por que ele estava assim, será que ele estava passando mal ou…?
- Hyung você… - O som de minhas palavras lhe soavam como um alto alarme, o despertando de seu transe e voltando com sua expressão comum. Me olhava um pouco sem graça, adicionando uma leve coloração rosa em suas bochechas.
- anh… - Estava meio desconfortável, e por estar do outro lado da divisória de pedra não podia ver se era por causa de sua postura ou algo relacionado. - E ai, o que achou do doce?
- Tem um gosto engraçado, sabe. É doce porém tem algo amargamente salgado, como se não fosse definitivo. Mas é bom, eu gostei e muito. O que é hyung? - Meu rosto se esquentou e uma timidez sem precedentes invadiu meu ser, me impossibilitando de olhar diretamente á ele, e permanecer na distração que meus dedos faziam ao bater alguma melodia qualquer no mármore.
- Mais tarde eu te mostro o que é. - Apertou carinhosamente uma de minhas bochechas, dando-me coragem para olha-lo somente pelo toque quente de sua mão. - Daqui a pouco o bolo vai estar pronto, e enquanto ele esfriar um pouco você vai me ajudar com o recheio e a cobertura, certo?
As palavras nem foram grossas, autoritárias ou soaram como uma ordem de primeira mão, soava-me como um desejo. É, um desejo. E o imã de seus olhos marcantes me possuía para obedece-lo, e eu não seria contra.
- Certo hyung - Abri o meu melhor sorriso, ganhando uma obra prima angelical de seu riso discreto. Nossos rostos estavam em uma distancia considerável, porém sentia da onde estava o odor seu hálito de chocolate, fazendo-me salivar pela vontade de sentir seu sabor.
Afastou de mim, pegando uma luva térmica e retirando o bolo do forno, colocando-o sobre a pia, esperando que a massa pronta esfrie para recheia-la. Apenas me pus a observa-lo em silencio, enquanto fazia tranquilamente a cobertura de chocolate. Fazia tudo com tanta naturalidade que nem parecia aquele velho que resmungava sobre deus e a vida.
- Hyung, posso te ajudar? - Perguntei em entusiasmo, tentando soar o mais simples possível. O vi apenas erguer uma das sobrancelhas em feição de dúvida. - A fazer a cobertura, por favor!
- Tudo bem então, vem cá. - Ordenou-me e sem resistência, levantei da cadeira e fui em pulos ao seu encontro, já prontamente ao seu lado. - Ok, eu já coloquei a manteiga e o chocolate em pó, veja que está homogênea, agora você coloca o creme de leite e mistura bem, mas bem mesmo hein. E por último, coloque o açúcar. Certo Zelo? - Prestei atenção em cada palavra sua, concentrado na ordem de seus olhos e seriedade de seu rosto. Apenas assenti e pus-me em seu lugar, mexendo um pouco a mistura homogênea para logo mais, acrescentar os ingredientes seguintes.
Enquanto a mexia despreocupadamente, observava desenformar o pequeno bolo redondo com cuidado. A concentração em seu rosto era explicita; Seu rosto se contorcia meramente, as sobrancelhas se ajuntavam e mordia levemente o lábio inferior. Algo perigosamente adorável. Arregalei os olhos e neguei meus pensamentos, estava me sentindo muito estranho.
Girei o registro do gás, desligando o fogo e acrescentando o açúcar, sem parar de mexer por momento algum. Não sentia a presença de meu hyung na cozinha, nem ao menos na sala. Dei de ombros, era o momento perfeito para provar a cobertura feita, já que era para isso que ofereci minha ajuda.
Retirei a espatula de silicone da cobertura, levando meu dedo indicador até o a mesma, não tardando em leva-lo até minha boca. Com certeza, passar a tarde aqui foi a melhor escolha, sem dúvidas. Estava me fartando com o sabor em minha boca pela quarta vez no dia, os sabores já sentidos nem existiam mais em meu paladar, aderindo apenas ao recente sabor doce do chocolate.
- O que você está fazendo, hein? - Assustei-me ao sentir a pressão de seus dedos contra minha cintura, o tom baixo de sua voz e mais rouca do que já é, só ajudava na aceleração de meus batimentos. Virei meu rosto de si, por constrangimento, devido a curta distancia, sentia sua respiração quente tocar meu pescoço, arrepiando-me por inteiro.
- É…Eu só estava…bem…eu - Tentava formular palavras em minha mente, porém estava nervoso e apenas conseguia gaguejar. Afinal, por que eu estava assim? Era por causa da minha ansiedade e falta de educação pela doce cobertura ou pela sua aproximação intima? Não havia sentido pra isso.
- Zelo, vira o rosto pra cá! - Senti o toque de seus dedos em meu queixo, volvendo meu rosto á seu encontro. Meu constrangimento era tamanho que nem sequer o olhava nos olhos, em receio de perder-me no brilho segante de seus cristais negros, com medo de ficar fora de mim. - Sua boca está suja, deixe que eu limpo. - Tentei ser contra seu ato, afastando meu rosto de si, porém me via sem forças para tal proeza, permanecendo estático por sua atitude.
Devagar seu rosto foi se aproximando do meu. As batidas de meu coração tornaram-se frenéticas, o podia sentir bater contra meu tórax. Meu pulmão se recusou em aceitar ar, apenas prendendo o que restava de oxigênio e me sufocando. Meu olhar se prendeu á algum ponto fixo do piso, observando bem algumas rachaduras que lá se encontravam. Não tardou para que eu sentisse sua pesada respiração perto de meu rosto.
Seus lábios tocaram o canto dos meus, como em uma leve caricia, um beijo meia-lua. Fechei os olhos, apenas aproveitando a maravilhosa sensação que me dava. A língua quente brincava com os vestígios de chocolate por lá, circulando-a na divisão de meus lábios. Antes de se apartar, beijou-me sem pressa, e tudo que pude fazer foi corresponder ao seu beijo. O beijo que tanto desejava. Larguei a espatula sobre a pia e o agarrei pela nuca, forçando mais a pressão de nossos lábios.
Como eu tinha pesando, fiquei fora de mim.
Apertava mais minha cintura e trazia meu corpo mais próximo do seu, tornando nula qualquer vestígios de distancia. Toquei seus lábios com minha língua, abrindo passagem para que a mesma adentrasse sua cavidade, algo que não foi negado. Se apenas o toque de seus lábios havia me proporcionado uma leve brisa quente, ao sentir seu músculo desejoso a temperatura de meu corpo subir. Minha língua brincava com a alheia, adorando essa nova aventura que eu havia me posto. Tímidos gemidos escapavam de meus lábios entre os estralos de nosso ósculo, atiçando mais o tocando de nossas mãos no corpo alheio. Dava leve puxadas em seus fios escuros, recendo a força de seu aperto e gemidos dolorosos de volta.
O desejo e veracidade por mais contato em nossas cavidades era tamanho que, em tempos, sentia o incomodo trincar de nossos dentes. Sem apartarmos o beijo, em passos cegos e rápidos guiou-me até a sala, e não tardou até que nossos corpos se chocassem contra a textura do sofá. Deitei-me, tendo seu vasto corpo por cima de mim. Minhas mãos desceram de sua nuca até seu tronco, alisando-o carinhosamente. Ele subia vagarosamente a borda de minha camiseta preta e adentrava seus longos dedos por lá, o toque gélido de suas mãos em minha pele quente me arrepiou por inteiro, gemi baixo quando suas unhas fizeram o favor apertar e arranhar minha pele. Seu ato me fez apartar o beijo em busca do ar já esquecido por mim, a euforia de antes não me permitia tal coisa, agora meus pulmões agradeciam por isso.
Um grande volume se fez presente na calça de meu hyung, corei apenas por sentir encostar-se de leve em mim. Deu atenção ao meu pescoço, a principio nada fez, apenas acariciava meu pescoço com a ponta de seu nariz e inalando meu perfume.
- Seu perfume é uma delicia… - depositou um beijo na curva de meu pescoço - será que você é mais delicioso? - Disse ao pé de meu ouvido, mordendo o lóbulo de minha orelha em seguida, sua voz mais baixa e rouca do que o comum, banhada em luxúria, permitiu que um gemido longo e relativamente alto soasse entre nós. A respiração ofegante do mais velho voltou ao meu pescoço, e de imediato cravou com força seus dentes na pele de lá, abri a boca tentando protestar, mas som nenhum era emitido, dei-me por vencido e apenas mordi meu lábio inferior, sentindo o mínimo gosto metálico do sangue já presente.
Deixou de morde-lo para sugar minha pele pálida, afim de fazer marcas bem explicitas, que com certeza ficaram roxas. Os estralos de seus beijos e misto de gemidos eram um alarme para meu membro despertar, e para evitar a vontade de aliviar-me e segura-lo em minhas mãos, levei as mesmas aos ombros desnudos de YongGuk e travar minhas curtas unhas por lá. Gemi baixo ao ouvir seu rouco gemido e hálito quente perto de meu ouvido. Senti-lo assim tão perto de mim é uma sensação inexplicável, a maciez de seus toques me levavam ao céu sem ao menos ter feito grandes ações em mim, estava tão submisso em ti que bem seria capaz de fazer tudo que pedisse.
Passou a encarar-me, tentando decifrar o desejo marcante em meu olhar. Não posso negar que meus pensamentos sobre meu hyung haviam mudado dês daquele “acidente”, reservando meu tempo apenas para divagar a fundo sobre ele. Talvez eu esteja delirando, talvez até seja o som nostálgico da chuva de verão, mas eu estava vendo meu hyung com outros olhos. Olhos apaixonados que detalhavam cada curva que podiam ver; Seu rosto sério, suas atitudes bem pensadas, sua voz que me tranquila e ao mesmo tempo me seduz e seu corpo bem trabalho, de músculos rígidos. Ele é perfeito. Isso me soava como um pecado, tanto por nossas diferenças de idade e por nossas personalidades totalmente diferentes, devido á isso sei que nada além aconteceria entre nós. Nada.
Então teria que aproveitar esse momento até o último segundo.
- Você quer aquele doce de antes? - De antes…ele quer dizer aquele doce de sabor exótico? O tom extremamente sensual suplicava para que eu aceitasse, e eu não seria contra. Um pouco constrangido e, talvez corado, assenti levemente com a cabeça e me derreti com um de seus sorrisos tortos, totalmente irresistível. Segurou meu queixo e depositou um breve selar antes de levantar-se, saindo de cima de mim, pedindo para que eu ficasse sentado de frente para si. - Só vou te dar o doce se prometer fazer o que fez com aquela colher. - Já em pé á minha frente, ele me olhava sério, talvez receoso pelo o que havia me dito. Era apenas um doce, certo? Não há porque de ele ficar assim, eu estava seguro de mim e lhe disse um animado e confiante “sim” ao meu hyung. - Então feche os olhos, abra a boca, e faça o que eu pedir.
O olhei inocente, descobrindo e analisando as feições secundarias de suas expressões, que com certeza ele suplicava por algo mais além. Controlei minha respiração que se perdia a cada tragada em busca de oxigênio. Engoli em seco e fiz o que ordenou, abrindo minha boca até onde podia. Aguardei algum tempo até sentir algo extremamente duro e redondo chocar-se contra minha língua, passei a mesma pela extensão da tal coisa, fazendo movimentos circulares em volta e brincando com um mínimo, quase não existente buraco no meio. O gosto era o mesmo de antes, não definitivo, porém mais doce que anteriormente. Fechei meus lábios em volta do contorno redondo do doce, sugando-o com força, querendo sentir mais desse gosto desconhecido por mim, e sentindo a volúpia e…maciez?
Por um momento quis abrir os olhos para ver o que era aquele dito doce, mas recordava-me que havia prometido fazer o que ele pedisse e permanecer de olhos fechados. Porém eu estava curioso demais, em um momento de reflexão, dei-me por mim que com certeza isso não seria um doce, nenhum teria um sabor menos adocicado que o comum.
Uma de suas mãos foram até meus fios loiros, empurrando minha cabeça um pouco para frente, fazendo com que o tal doce adentrasse mais em minha boca, batendo a ponta do mesmo no céu de minha boca e traçando lentos movimentos de vai e vem. Algo que arrepiou-me por inteiro por sentir cada vez mais forte o melado do doce. Seus dedos puxavam minha cabeça com mais força para frente, tornando isso em movimentos mais rápido no topo do doce. Estranho isso, muito estranho.
- Anh… se quiser…pode..anh…abrir os olhos - Ele disse entre gemidos, algo que me deixou mais curioso pelo o quê eu mantinha em minha boca e pela razão de gemer tanto; Sem rodeios abri meus olhos sem pressa e me deparei com uma visão um tanto quanto constrangedora á mim.
Eu estava perto demais de seu corpo. Podia sentir o quão ofegante estava. Minha visão turva se fez nítida ao ver o quadril de YongGuk desprovido de seu moletom cinza á minha frente. Corei assim que percebi como me encontrava; metade de seu membro ereto estava em minha boca e ele se deliciava com a visão de submissão.
Então esse é o tal doce?
Meu membro já doía em me baixo ventre, latejava por atenção e alivio, ofegava apenas por pensar na grande e habilidosa mão meu hyung fazendo isso por mim. Nublado por desejo, meus olhos focara-se ao doce em minha frente, apertando com as mãos frias a base e sugando com mais força o topo. Senti o estremecer de seu corpo pelo contato que eu havia feito; o puxar de seus dedos tornaram-se mais brutos que antes, os movimentos mais precisos e rápidos faziam seu membro adentrar e sair de minha boca em segundos, chegando á engasgar-me por sentir sua glande lubrificada em minha garganta.
O olhar luxurioso de se olhos penetravam nos meus cegos por desejo, colocando total concentração em nosso cruzar de olhares e ficando mais submisso que antes. Batia constantemente seu membro contra minha boca, chegava a dor minha garganta pela pressão. Levei minhas mãos em suas coxa bem moldadas, apertando-as e fincando minhas unhas por lá. Além dos gemidos de prazer que minha cavidade lhe proporcionava, os gemidos da dor aguda também eram presentes, fazendo que levasse a outra mão vaga e transforma-se os já movimentos rápidos em brutos.
Não tardou até que seu líquido quente recheia-se minha boca, chegando até por cair entre as extremidades de meus lábios. Era uma sensação tão nova, diferente e boa, não nego que seu gosto me levou ao delírio, por mais que tentasse ser o mais discreto, sugava e lambia a glande atrás de mais. Retirou seu membro de mim e sentou-se ao meu lado, quase por cair em cima de mim, totalmente exausto. Passou o polegar nos cantos de meus lábios e o levou até sua boca, deslizando a língua pela digital e provando de seu próprio doce. Sem medo ou vergonha de antes, meus dedos acariciavam o volume exposto em minha bermuda por causa da cena erótica. Era muita sensualidade para uma pessoa só.
- Gostou do doce? - Disse mostrando-me um sorriso malicioso.
- Sim!! - Mordi o lábio inferior ao sentir minhas bochechas arderam ao lhe dizer alto e em bom tom, apertando levemente meu membro por cima do tecido jeans. Sua atenção foi até aonde minha mão direita se concentrava, e não resistiu em substitui-la pela sua. Assim como tinha pensando. Apertando com vontade o volume, retirando um gemido que pairava entre a dor e o prazer.
- Agora é minha vez de provar o seu doce. - E rapidamente abriu o único botão bronze e desceu o zíper de mesma cor, tocando com a ponta dos dedos o melado que minha cueca branca possua devido ao pré-gozo, rodeando-os por lá. O ar que prendia saiu em um suspiro pesado, meus olhos se fecharam e minha cabeça pendia para trás, batendo no encosto do sofá vinho. Ele parecia se divertir com tudo isso, gravando em sua mente cada sensação que meu corpo transmitia e expressão que meu rosto demonstrava, parecia até que apenas queria isso de mim. - Seja um bom menino e fique quietinho, ok? - Ordenou-me após deixar leve selar em meus lábios, para enfim puxar o elástico de minha cueca e abaixa-la junto com minha bermuda até o meio de minhas coxas.
Quando vi meu membro inchado fora daquela prisão apertada repeli um gemido baixo, sem demonstrar que esperava por isso durante um bom tempo. Saiu de meu lado, levantando-se e ficando entre minhas longas pernas. A visão de sua submissão me excitava cada vez mais, queria que mais do que nunca abocanhasse meu membro e desse as mesmas sensações quentes que me deu, queria experimenta-lo.
O moreno á minha frente dava beijos em volta de meu membro, ignorando a existência do mesmo que latejava por atenção, apenas divertindo-se com minhas coxas e testículos, nos quais cariciava lentamente. Minha impaciência era tamanha que não resisti em levar uma de minhas mãos até seus fios escuros, aproximando sua cabeça de meu membro latejante. Ele apenas rio de minha atitude inesperada.
- Hm, vejo que alguém está com pressa aqui. - Pela primeira vez seu sorriso malicioso me irritou, será que ele não conseguia ver a ansiedade em minha face? - Calminha pequeno, calminha. - Falou baixo, quase um sussurro. Vi em câmera lenta seus lábios tocarem minha glande, não sei se estava tão sensível assim, mas minhas costas arquearam apenas por esse simples toque, apenas por sentir seu hálito quente bater contra minha glande molhada.
Não tardou ao levar seu músculo molhada até minha glande, brincando com o pré-gozo e espalhando por todo meu membro, descia e subia sua língua da base até o topo, como se fosse seu novo doce favorito, o de sabor exótico, pouco saboreado á si. Mantinha os olhos semi cerrados, mas a aflição de se estar tão perto de meu membro me excitava, não evitei em puxar os cabelos de meu hyung e pressionar a pele de seus lábios contra mim, ele entendeu o recado e abocanhou de uma vez meu membro.
O desejo de minha impaciência finalmente foi cedido e gemi alto ao ser preso por sua cavidade quente, não me importando se fosse possível os vizinhos ouvirem, agradecia pela forte trovoada lá fora, isso ajudava em partes para que ninguém ouvisse. Os movimentos eram precisos e cuidadosos, lentos e torturantes; tudo isso fazia-me perder cada vez mais a pouca sanidade que eu tinha. Apertei com força seu couro e ditei o ritmo que queria, um sobe e desce incansável, onde meu membro explorava sua cavidade sem dó alguma, indo até sua garganta.
O ritmo insano de meus movimentos sobre sua boca eram lindos, seus gemidos abafados dava-me sina para gemi junto, sem temor algum. Senti que espasmos em meu corpo, sinal que meu ápice chegaria a qualquer momento. YongGuk, experiente como era, percebeu isso e brutalmente parou seus movimentos, vi uma fina linha do misto de saliva e gozo unirem sua boca ao meu membro, lambendo os lábios afim de tem mais de meu único sabor em seu paladar. Fechou a palma da mão fria em torno de meu pênis, ganhando em troca um gemido meu luxurioso, sedento por seu toque e insano pelas espasmos repelidos por meu corpo.
- Não queremos que a diversão acabe, né pequeno? - Disse-me para que em seguida depositasse um breve selar em meu membro e levantar-se ao meu encontro, juntando nossas bocas e experimentando da junção de nossos sabores que, sem dúvida, era o melhor doce que já havia experimentado; chegava a ser um pecado provar de tal sabor. Apartou nosso contato para tirar-lhe a única veste de seu rosto; a regata. Meu olhar se fixou naquele abdômen perfeito e músculos duros, a fina camada de suor fazia-me deseja-lo mais. Essa visão me fez ofegar, com certeza, ele estava me provocando. - Pode tocar, se quiser!! - Dito e feito, meu dedos passaram a dedilhavam os gomos de seu abdômen, sentindo a rigidez do mesmo, não evitei em arranhar de leve por lá, deixar algumas marcas em seu corpo digno de um deus. - Anh, tira logo a roupa Zelo que eu quero te dar algo melhor. - Sua voz rouca murmurou quase em um tom inteligível. Eu não seria contra esse pedido tão autoritário, hyung sempre me disse para obedece-lo e hoje não seria diferente.
Como minha bermuda e cueca estavam em meus joelhos, apenas os baixei mais um pouco e joguei os em algum lugar da sala, sem me importar aonde. Com uma certa pressa, livrei-me de minha camisa preta, dando o mesmo destino á ela. Estava totalmente exposto para ele e não deixaria minha timidez vir á tona e acabar com nosso momento intimo. Curvou o tronco se aproximando novamente de mim e beijando-me em seguida, só que diferente de antes, era um beijo lento, apaixonado, talvez até tímido pelos atos anteriores.
- Aqui ou na cama? - Me perguntou entre o beijo, demonstrando sua total preocupação á mim.
- Aonde você quiser. - Lhe respondi da mesma maneira, ofegante por seus toques. Aonde quer que fosse, sei que ele me levaria ao paraíso*.
Suas mãos rodearam minhas costas, impulsionando meu corpo para cima e levantando o mesmo. Sem sequer nos desvencilharmos do ósculo, seguimos um caminho cego pela escuridão pelo libido de nossas pálpebras serradas. Durante nosso percurso até seu quarto, ele apertava minhas nádegas com lascívia e eu retribuía o toque cravando as unhas em sua cintura fina. Algo macio bateu contra minhas costas, supus ser o colchão de sua cama kingsize. Abri meus olhos ao perceber que havia apartado nosso beijo, ele me olhava tão sério, em total concentração nas linhas infantis de meu rosto e avermelhado de minhas bochechas.
- Você é perfeito. Em tudo. - Não creia em suas palavras. Eu…perfeito? Uma felicidade imensa apoderou-se de meu peito e um sorriso bobo moldou-se em minha face. Seus lábios foram de encontro a quentura das maçãs de meu rosto, deixando um carinhoso beijo por lá. - Agora você será apenas meu. - Com delicadeza, abriu minha perna, expondo minha entrada imaculada. O nervosismo se expôs em meu corpo assim que dei-me conta, seria minha primeira vez. Estava ansioso porém com medo, não quero me machucar ou sentir dor. - Você está pronto? - Perguntou-me enquanto se masturbava e com a outra mão, passava os dedos em sua glande e depositava seu pré-gozo ao redor de minha entrada.
Seu toque intimo em um lugar tão proibido me recordou da tamanha angustia de sentia por isso, e de como eu o queria para mim mesmo com todos os meus receios. Assenti inseguro e no mesmo momento senti o rasgar-me e afundar-se em mim. Som nenhum saia de minha boca, a força tomada foi imensa que senti lágrimas se formarem em meus olhos e caírem ao fecha-los com força. Metade de seu membro estava dentro de mim, provavelmente ele havia parado para que eu acostumasse com o enorme volume. Puxava o ar com tanta força que meus pulmões chegavam a doer.
- Tá doendo? Acho melhor eu tirar e….
- Não…anh, não tira hyung aah por favor!! - Suplicava entre gemidos. Tudo que eu menos queria era que ele saísse de mim e acabasse com a união de nossos corpos, o fluxo perfeito de nossas almas e a arqueação harmônica de nossas auras. Respirei profundamente inúmeras vezes, preparando-me psicologicamente o que irá vir. Remexi o quadril em sinal que já estava pronto. - Anh pode mexer hyung.
Diferente de como entrou em mim, se mexeu com cuidado, com medo de quebrar-me mais. As paredes de meu interior sufocavam o membro alheio e eu pude ouvir com claramente reclamar de quão apertado estava. Se movimentava devagar, adentrando mais de meu interior a cada vez que saia e entrava em mim.
Sem dúvida, essa sensação de dor e prazer é uma das melhores já sentidas por meu corpo. Essa confusão de sentimentos apenas abria portas insanas em meu interior. Rodei sua cintura com minhas pernas, aproximando mais nossos corpos e desejando mais de nosso contato extremamente intimo. Gemidos tímidos saiam de mim e isso ajudava para que seus movimentos passassem de cuidadosos para brutais, mediando mais força em minha cintura e tomando ritmos absurdos em suas estocadas. As estocadas continuaram em um vai e vem e tão pouco nossos corpos já se encontravam encharcados de suor. Afim de partilhar um pouco da dor que sentia, arranhava e marcava suas costas largas.
Sentia muito bem seu membro sair-se por inteiro de mim e adentrar com toda a força, que por ventura, só aumentava a velocidade veloz á cada estocada. Em uma estocada, minhas pernas ficaram bambas quando tocou minha próstata.
- Aaaanh de novo YongGuk-hyung aaah faz de novo aah - Gritava por seu nome e suplicava por mais cravando mais fundo minhas unhas em si, meu pedido que foi negado e suas estocadas passaram a se fixar em meu ponto sensível por diversas vezes, ecoando no quarto meus gritos e seus discretos gemidos de deleite.
Não iria aguentar por muito tempo, meu membro ainda rígido pedia por atenção, porém as estocadas de meu hyung não me permitia fazer tal proeza, fazendo com que isso seja algo sádico á mim. Mais algumas estocadas em meu ponto sensível já seriam o bastante para e chegarmos ao ápice.
- Anh eu vou… - E sem avisar-lhe por completo, gozei em seu abdômen, respingando um pouco em suas coxas. Meu ápice fez com que eu contraísse mais minha entrada, apertando seu membro fugitivo. Não demorou para que chegasse ao seu limite e expelisse seu líquido em mim, esquentando meu interior e jorrando nas extremidade de minha entrada. Uma última estocada foi dada antes de sair de mim e cair ao meu lado, totalmente cansado e suado.
Uma dor aguda fez-se presente em meu interior e a falta de algo dentro do mesmo fazia minha entrada contrair-se ainda mais, como se buscasse o que faltava. A sensação do pós-orgasmo era maravilhosa, nem sei ao certo como descreve-la. YongGuk arrumava alguns fios que grudaram em minha testa, acariciava meu rosto com as costas de seus dedos. Tão carinhoso que nem parece aquele YongGuk de minutos atrás.
Assim que minha respiração voltou ao normal, lembrei-me de algo importante;
- Mas e o bolo pra sua mãe hyung? - Perguntei confuso, tínhamos que limpar o estrago para voltar nosso trabalho inicial. Claro, que essa aventura impura com YongGuk foi ótima á mim, algo que já esperava com anseio, porém, essa não foi a ideia inicial.
- Foi uma desculpa, hoje não é o aniversário da minha mãe, seu idiota. - Após rir de leve, beijou minha bochecha, limpando os vestígios de suor que lá se encontravam, abraçando-me em seguida e afundando o rosto na curva de meu pescoço. Sorri constrangido, foi só uma introdução para sexo.
Porém, em um todo, eu estava feliz com isso, pois os próximos dias de chuva não serão tão tediosos assim.
Muitas vezes eu me sinto sozinha mesmo com muitas pessoas ao meu redor. Fico pensativa, quieta na minha. Pensando como diminuir minha dor.
Os outros não entendem o que uma garota sente quando dizem que ela não é útil para nada. Mas tem aqueles que esquecem, e que no fundo merecem sofrer o…