“Fui reflexo. Enquanto você ia meu peito gritava, gemia, arranhava, doía. Você foi embora, bateu a porta, disse que não voltava. Mas fiquei intacto em frente a entrada, e me pus sentado de perna cruzada, o retorno eu já esperava. Você voltou, e como o esperado, chorou. Nomeou, a cada gota lacrimal pôs um nome. E deslisou até o chão a “sorriso perfeito”, a “covinha linda” também conheceu o solo… Cada lágrima tinha o nome de algo que você tinha falta e voltou para buscar, mas quando a “beijo macio” já descia de teus olhos, eu a limpei, e não deixei você ter mais falta.”
— E foi o beijo mais macio de todos