Gosto de ser um monte de coisa ao mesmo tempo. As pessoas dizem que a gente tem que ter um foco nessa vida, mas eu tenho dificuldades com isso. No momento, tô estudando Jornalismo, mas a Arquitetura tem me seduzido há alguns meses, a Engenharia de Software não sai da minha cabeça e o Design me persegue sem descanso. E nesse sem-rumo de vontades louco que me causa epifanias semanais, vou tocando violão, sendo faixa verde em Tae Kwon Do, ouvindo Sean Kingston e Aloe Blacc, amando meu cabelo preso e minha pizza de banana. Sou quase pior que aqueles dados multiface de RPG.
Este texto foi produzido para uma proposta de redação de um curso que eu fiz há alguns dias. O tema era “amor”. Eram cinco da manhã e eu tinha acabado de chegar em casa da balada quando o escrevi.
Escuta aqui, seu bunda-mole,
Eu te disse que não ia ser fácil. Falei pra jogar fora todas aquelas merdas de utopiazinhas que cê tinha. Mandei esquecer a casinha com jardim e cerca branquinha, te disse que a gente ia acabar morando num conjugado minúsculo de algum prédio velho. E cê insistiu em enfiar aquele troço no meu dedo. Mas não é como se eu também não tivesse enfiado outro troço daquele no teu dedo. O “felizes para sempre” ficou garantido quando a gente comprou esse duplex foda aqui ao invés do conjugado de 20 metros quadrados. A gente venceu a rotina chata e os conflitozinhos que aparecem, tipo quando eu quero cortinas novas e cê quer uma churrasqueira. Hoje a gente pode inclusive se considerar bem maduros neste casamento, principalmente depois daquela grande briga do ano passado. Mas é o seguinte: se tu manchar de cerveja esse sofá novinho que a loja acabou de deixar aqui, eu te enfio o pé na fuça e peço o divórcio. Essa desgraça vale mais que você, a casa, o cachorro e o nosso casamento todos juntos.
Ah, tem janta no forno.
Bj, te amo.
Eu queria saber onde é que a gente desandou.
Assim, tinha muita coisa indicando que ia dar certo. Eram boas as evidências, e apesar da complexidade inerente ao ser humano e que na gente atua de uma forma extremamente mais incompreensível do que nos outros, parecia que dava pra funcionar. Eu não sei bem ainda o que é que deu errado. A gente tava dançando uma dança muito esquisita e constantemente um pisava no pé do outro. Eu acho que tinha que ser mais simples. Acho que se talvez houvesse menos frescura a gente podia nesse momento estar dividindo um travesseiro e falando mal dos outros. Mas parece que nada deu muito certo nessa história, é como se cada um estivesse andando aleatório pela vida esperando alguma coisa acontecer e ninguém soubesse realmente pra onde ir. Mas aí agora que passou eu consigo perceber bem claramente que não ia dar certo mesmo. Que não era pra ser e que não adianta insistir e nem chorar. É tipo aquele pastel de carne seca com pequi que parecia que não tava bom mas que a gente insistiu em comer, e depois se arrependeu. Não precisava insistir, na primeira mordida deu pra sentir que ia fazer mal pros dois.
a cortesia matou a discussão universitária. falta aos acadêmicos a coragem de encher o peito e gritar sem rodeios és um idiota. acuados pela camaradagem do politicamente correto e pelas meias palavras que tornam a concisão um paraíso tão inatingível quanto a brancura nos dentes de glorinha perez, calam-se diante da burrice alheia. milito aqui pela criação de uma bolsa-ufc, para que nossos estudiosos estejam fisicamente preparados para entrar em violentas discussões e tornar a universidade um octógono de musculosos argumentos.
Foi bom enquanto durou. Seguimos nós um denso caminho cheio de outrens preenchendo os miolos de nossas conversações, contigo muito aprendi e creio que de mim também deves ter tirado alguma coisa. Mas o que acontece é que a vida a gente vive, os caminhos a gente percorre, novas pessoas a gente encontra e de idade a gente envelhece. Seguimos juntos na mesma estrada, ainda que cada um estivesse nos acostamentos. O que aconteceu e acredito que tu me entendes bem é que acabamos neste processo, ainda que muito iguais no início, acabamos nos tornando muito diferentes. Hoje tu falas coisas que não tenho mais paciência para ouvir, é como se a mesma fita estivesse tocando desde o momento em que deixamos de conversar. Tu te tornaste um raro interlocutor nas minhas conversas, permeando diálogos pouco importantes ou interessantes. Ouço uma ou duas coisas que tu dizes e creio ter muita sorte se ainda tiveres ouvidos para mim. E não digo que deixei de te gostar, não, e nem de te respeitar. É só que a mera presença de tuas supérfluas idéias diante de meus olhos me faz não gostar de você. E não quero que isso aconteça. Que continuemos amigos, e que uma onda de desprezo pelo o que você se tornou não passe por mim a cada dez minutos. Não vou anunciar minha ida, nunca fui de fazer essas coisas. Apenas me vou, e espero que um dia nos encontremos novamente e eu sinta que valeram à pena as conversas que tivemos. Então é isso, vou clicar em unfollow e deixar de te seguir no Twitter.
Quando se mora sozinha, caem os níveis de exigência. A comida passa a ter um prazo de validade maior, os sucos podem ser bebidos direto da caixa, a roupa de cama só é trocada quando você percebe que aquele seu cheiro matinal não é o suor causado pelo calor da cidade, mas pelas partículas de sujeira que se grudam em você durante a noite.
O sono supera a fome, e você vai dormir sem comer para acordar no meio da noite e transformar aquela metade de um tomate e o resto de mussarela num suculento tomate recheado com mussarela. O arroz de dois dias atrás, na hora do sufoco, se junta ao solitário ovo que estava na porta da geladeira, e junto com cheiro verde, sal e queijo, torna-se o mexido mais gostoso que seu fogão já produziu.
E caso seus horários sejam flexíveis, a rotina vai para o saco, e lavar roupa às três da manhã torna-se uma atividade tão adequada quanto ir ao supermercado às cinco da manhã para comprar créditos para o celular e duas peras (na verdade você só ia comprar os créditos, mas acabou aproveitando a promoção na seção de frutas).
É preciso ter muita disciplina e auto-controle, porque um castelo de lixo, sapatos avulsos, roupas amassadas, embalagens plásticas e louça suja pode estar se formando à sua volta e você só percebe quando o caminho até a cozinha está interditado e só pode ser cruzado caso você seja tenha as mesmas capacidades que um artista circense.
O silencio às vezes incomoda demais e é quando rádio, televisão, computador e trânsito se unem na missão de satisfazer sua necessidade de ouvir alguém. O silêncio também é o que te permite ouvir a vizinha de cima chegar em casa e não tirar os saltos, ou então escutar o barulho dos brincos e das moedas dela caindo. O silêncio também te faz concluir que a vizinha tem namorado e que – olha só – é um ótimo momento para ligar a TV, o som e colocar fones de ouvido novamente!
Mas a liberdade que a solidão propicia também única. Tomar banho de portas abertas, não precisar justificar para ninguém o porquê de a leitura daquele livro ser mais interessante com os pés para cima e a cabeça para baixo, ou até mesmo a liberdade de poder pedir aquela pizza de banana sem se preocupar com outros sabores, já que é só você que vai comer. A solidão, que também te faz valorizar a atendente da pizzaria, que já sabe qual o seu pedido, ou o moço da padaria, que sabe que você mora ali do lado e fez uma notinha para aqueles cinco reais que ficaram faltando para completar o preço do sorvete. Morar sozinha te faz valorizar mais as pessoas e as pequenas coisas, desde o ranzinza porteiro do prédio, que sem dúvida alguma te acha uma otária por não entender as coisas que ele diz no interfone, até o barulho das patas do cachorro da vizinha correndo atrás da bola, que te faz lembrar aquela poodle xexelenta que você deixou para trás quando resolveu sair da casa dos pais para estudar.
Novamente descalça dentro de lycra velha, me vi de frente a um espelho que – tenho certeza – deixa as pessoas mais largas, porque os meus joelhos não são aquelas duas bolotas monstruosas que me assustaram. O tatame improvisado, fedido a borracha e sujo também estava lá, e eu pulava em cima dele. Me aquecendo para depois começar a chutar o ar. Pulo, polichinelo, pulo para frente, para trás, direita, nordeste, nor-nordeste, ocidente, oriente e quase pedi uma rosa dos ventos para acompanhar. Pulo encostando o calcanhar na mão, pulo encostando o joelho na mão, pulo do meu cérebro e o ar não entrava. Como que o Péricles depois de muito rodopio e bolero, eu pedi arrego e me lembrei que estava quase morrendo porque já eram dois anos de sedentarismo. Quinze minutos de aula e a garganta só não fechou mais rápido que obturador de câmera no modo Esporte. Mas fui até o fim. A sola dos pés muitíssimo suja compensa a leveza das pernas depois de vergonhosamente voltar a lutar. Se há algum tempo eu fazia tollyo, furyo, bandal e poonse com a mesma facilidade que escovo os dentes, mal consegui aplicar um soco cruzado e a sequência de dez chutes foi interrompida no seis porque faltou equilíbrio. E no fim ainda teve abdominal.
Ó preta bebida sem gás
que de mim fez refém em paladar.
Neurônios estourados
sua tripla mistura faz.
Minhas sinapses querem voar
quando a tríade amazônica máxima
que tu me ofereces nesta singela embalagem
de meio litro venho a bebericar.
Por um e cinqüenta no CC comprado,
me acompanhas durante um dia pesado
e ao cabo de minhas honestas energias,
meu cérebro por ti é relampejado.
Muitas graças a ti devo, ó sensacional Guaramix
Sabor, fragrância, energia –
tu não merecias uma ode,
tu merecias um pagode.
Afinal, Guaramix,
quem bebe, pode!
Considerando a mitologia construída por JK Rowling ao longo de sete sensacionais obras literárias, partimos do princípio de que poderes bruxos são conferidos a uma pessoa que tenha isso em seus genes. Segundo a história que é construída, as características e leis genéticas podem ser aplicadas no caso da bruxaria. Então, poder bruxo é um traço genético, passado de geração em geração. Mesmo em casos como o da Hermione, cujos pais não são bruxos, a teoria do traço genético permanece, porque os genes da bruxaria podem ser recessivos nos pais dela, mas se tornado dominantes quando o DNA dela se formou. E em casos como o do ranzinza zelador Filch, o princípio também se aplica, porque apesar de seus pais terem os genes bruxos, quando os DNAs de seus genitores se fundiram, o gene recessivo bruxo nele ficou inoperante. O que nos leva à outra observação: o gene bruxo não é restrito aos cromossomos X ou Y unicamente. Então, novamente, partimos do princípio que a bruxaria é um traço genético recessivo restrito a uma pequena (bem pequena) parte da população do mundo.
Podemos então fazer outra constatação: se é um número pequeno de pessoas que tem esses genes, então provavelmente deve ser uma mutação. Uma leitura superficial sobre a seleção natural e evolução das espécies de Darwin pode justificar essa teoria – uma mutação ocorre ao acaso; toda mutação favorável é mantida. (Desconsiderem Lamarck, ele era um doidinho.)
Não sei como os bruxos surgiram, mas em determinado momento da história da humanidade, alguma mutação tem que ter ocorrido. E provavelmente não foi somente uma mutação, mas várias, conferindo aos poucos todos os poderes de que os bruxos dispõem. Então talvez os bruxos sejam mutantes sim, mas a partir dessa mutação única e inicial, que veio a culminar no bruxo dos tempos de hoje. Não é uma mutação particular e única, como ocorre nos casos de Heroes e X-men; é uma mutação comum à todos e que confere à todo mundo os mesmos poderes.
Sei que a teoria tem furos, mas fiquei orgulhosa do que consegui desenvolver e resolvi publicar. Eis aqui portanto meu primeiro trabalho científico. Tentei justificar a Parseltongue, mas não consegui.
gostaria de aproveitar estes tempos de desgraça pelos quais passam o trânsito de goiânia para aqui listar o que de melhor nosso sertanejo fez em prol da frota veicular na capital. patrocinadas pelo plano de metas do presidente com a maior testa de todos os tempos, essas melodias, tenho, certeza, fariam jk dançar alegremente no cruzamento da anhagüera com a goiás às seis da tarde.
(tentei embutir o player aqui, mas não consegui. se alguém souber resolver meu problema, agradeço)
John Lennon’s Rolls-Royce and George Harrison’s Mini painted by The Fool
Pedro Lobato volta com seu videolog, dessa vez falando do filme Fúria de Titãs 2 e do novo anime do Cavaleiros do Zodíaco, confere aí!
Mais uma semana que se passa sob fortes emoções e calor nos gramados desse estado, então é claro que estou de volta pra trazer pra você, caro leitor, o review da 14ª rodada do Campeonato Goiano 2012!
A rodada começou no sábado, com Goiás e Atlético Goianiense se enfrentando pelo primeiro lugar na tabela. O Goiás estava um ponto à frente, pela diferença de um empate, e acabou abrindo outros quatro pontos a mais. O jogo terminou em 2 x 0, e eu fiquei apenas decepcionada com o Dragão.
Já no domingo as outras quatro partidas da rodada aconteceram ao mesmo tempo. Isso de jogos simultâneos é uma parada muito pouco aproveitada. Os jogadores de todos os times deviam ter walkie-talkies pra conversarem entre si e jogarem conforme a necessidade.
“Quanto que tá o placar aí? Câmbio”
“Anapolina acabou de fazer gol no Crac. Câmbio”
“Anapolina marcou em cima do Crac? KRAK GALERA VAMO JOGAR RIO VERDE NÃO PODE VOLTAR PRA LANTERNA DO CAMPEONATO NÃO”
O Anapolina começou marcando, mas o Crac se lembrou que é um time de nome sensacional e reverteu o placar. A partida terminou em 2 x 1 pro Leão do Sul, que continua em terceiro lugar, agora com 23 pontos.
Também teve Goianésia e Rio Verde, que eu realmente queria ter assistido, não porque o jogo terminou em 0 x 0, mas porque eram o “time que perdeu pro lanterna” versus “o time que era lanterna há duas rodadas”. Goianésia em sétimo lugar, mantendo a posição (se não me engano) e Rio Verde em nono lugar, também parado.
Em Itumbiara teve Itumbiara e Aparecidense, e apesar de jogar em casa, o Tricolor da Fronteira não conseguiu nada além de um empate, e o jogo ficou em 1 x 1. O Aparecidense é tipo o Toby, de The Office. Ele vai pro trabalho todo dia, ninguém nota a presença dele, ninguém gosta muito dele, mas ele tá lá, porque de alguma forma, conseguiu aquele emprego. O Aparecidense é bem assim. Quase invisível, ninguém sabe onde começa nem termina Aparecida de Goiânia, ninguém curte muito dizer que mora lá, mas a cidade tá lá, e de alguma forma, tem um time disputando um campeonato, rodada por rodada.
E por fim, teve Vila Nova e Morrinhos, o jogo que eu assisti e do qual quase desisti, porque o primeiro tempo foi muito ruim, acho que talvez por causa do calor. O jogo chegou a ser paralisado algumas vezes.
O Vila Nova vinha de uma honrosa temporada de quase um ano sem uma sequência de duas vitórias e tava jogando desfalcado. O Morrinhos vinha da derrota pro Atlético e não acho que tinha muitas esperanças, principalmente porque o jogo foi no Serra Dourada e a torcida do Vila marcou presença.
Amigos, serei sincera com vocês. Eu já tinha desistido de assistir o jogo. Depois de um primeiro tempo sem acréscimo, mas que durou surpreendentes 49 minutos, eu tinha decidido que era uma boa hora pra dormir. Já estava me rendendo ao sono em cima do sofá quando John Lennon (sim, John Lennon) abriu o placar e fez 1 x 0 Tigre logo no primeiro minuto.
Aos sete minutos, Patric também marcou, e mais tarde, aos 20, Diego completou em 3 x 0 Vila Nova. Daí com a partida praticamente ganha, o Vila diminuiu o ritmo e tomou um gol. A partida terminou em Vila Nova 3 x 1 Morrinhos, com o Tigre mantendo a posição, com 21 pontos.
Eu gostaria de destacar a atuação do John Lennon, não somente pela óbvia contribuição à música, ao pós-guerra e à cultura pop, mas também pela persistência debaixo do calor goianiense, que infernizou o Morrinhos desde o início da partida.
Semana que vem tem Atlético Goianiense e Crack Crac jogando no Serra Dourada. Pretendo assistir o jogo e convido vocês pra comentarem a partida comigo no Twitter.
Vamos entrar nessa onda de vlogs e começar a "carreira" falando mal do filme Jogos Vorazes!
Peagá Mota volta com sua sagacidade e blusa de frio para resenhar o livro Jogos Vorazes. Dá uma sacada antes de ver o filme aí!
Olá, amigos!
Percebi a necessidade de fazer um balanço do Goianão até este momento para que estejamos todos de acordo em alguns pontos. Fiz uma organizadíssima tabela com a lista de partidas e resultados, e formulei algumas observações sobre o assunto.
O Rio Verde merece estar na zona de rebaixamento. O campeonato até agora teve 13 rodadas, nas quais o RVD obteve apenas três vitórias. Foram dois empates e nada menos que oito derrotas. Achei que o time pudesse estar talvez entrando numa boa fase, depois de ganhar do Morrinhos e do Anapolina, mas minha teoria perdeu força depois do último domingo. O Rio Verde perdeu pro Goiás de 3 x 4. Não assisti o jogo, mas acho que apesar de ter perdido, esses três gols mostram que o time conseguiu segurar as pontas e não fazer muito feio na frente daquele que agora é o líder do campeonato.
Isso mesmo, depois de 9 vitórias, 3 empates e uma derrota, o Goiás está com 30 pontos. Só perdeu para o Goianésia, que agora caiu para a sétima posição, depois de jogar com o Crac (ainda não consigo levar esse time a sério). Eu passo na porta no estádio do Goiás quase todos os dias, e vi que há algumas semanas eles alugaram o painel gigante de publicidade que fica na 85. Legal pra eles. Não dá pra ver o telão aí na foto porque ele é de fato muito alto.
Já o Crac estreou um técnico novo, e fez 2 x 1 contra o Azulão do Vale. Azulão do Vale é o nickname do Goianésia. O nickname do Crac é Leão do Sul, e continua em terceiro lugar, com vinte pontos. Semana que vem o leão_do_sul_moreno_25 joga em Brasília, e eu apenas digo: tomem cuidado.
O Atlético, que jogou ontem, depois de levar um tebefe em forma de gol do Morrinhos, resolveu virar e fez dois gols. Somou três pontos, mas agora está em segundo lugar, com 29 pontos, atrás do Goiás. O Atlético é um time no qual eu boto fé, principalmente porque o nickname dele é Dragão.
Não acho que o Anapolina mereça uma menção muito grande nesse texto. Faço apenas um breve resumo do que foi a atuação do time até agora: ganhou do Morrinhos, perdeu pro Atlético, empatou com o Aparecidense, perdeu pro Vila, empatou com o Rio Verde, perdeu pro Azulão do Vale, empatou com o Itumbiara, perdeu pro Crac, empatou com o Goiás duas vezes e finalmente ganhou sua segunda partida no campeonato, contra o Goianésia, jogando fora de casa.
O Goianésia, aliás, não merecia ficar onde estava. Perder pro lanterna do campeonato tem que ter punição. É tipo quando você é ruim num esporte, mas não tão ruim assim, porque você já ganhou de um cara que joga bem. Daí você joga com o cara mais horrível do campeonato e perde.
O Vila Nova fez 2 x 0 no Aparecidense, tá em quarto lugar no campeonato, com 18 pontos, e com um desempenho bem mediano: 5 vitórias, 5 derrotas e três empates. O Aparecidense subiu pra 16 pontos, apesar de ter perdido. Ainda vou entender esse sistema de pontuação, mas desde já digo que não faz sentido.
O Itumbiara ganhou de 3 x 2 do Anapolina, mas não tem o meu apreço, porque fica no sudoeste goiano e compete com Jataí (minha cidade) no quesito “melhor, maior, mais desenvolvida e mais produtora cidade do sudoeste goiano”.
Jataí ganha, obviamente.
Mas sério, deve ser muito triste jogar pelo Rio Verde. Você começa o Goianão perdendo. Aí você perde de novo. E de novo. Aí você empata em 1 x 1 por duas vezes. Aí você perde, perde, perde. Ganha do Goianésia, uhul! Perde pro Crac, ganha do Morrinhos, do Anapolina. Daí você pensa “será que agora o time ganha embalo?”, mas aí vem o Goiás e você perde de novo.
Prometo assistir a pelo menos um jogo da próxima rodada pra conseguir fazer um review melhor para vocês.
Fernanda K utiliza de todo seu charme para não prestarmos atenção ao fato de que na verdade ela está falando sobre um livro do Julio Verne.
Quando eu tinha três anos, o vizinho da minha avó me subornava para torcer pelo o Palmeiras. Ele me dava camiseta oficial, bonés, mini medalhas, bolas de futebol. Eu era uma criança que dizia que torcia pelo Palmeiras, uma coisinha verde que sequer sabia qual o goleiro do time. Mas aí você cresce, o vizinho da sua avó morre, você ganha um pouco de idéia na cabeça, deixa o Palmeiras para sempre e nunca mais torce pra outro time.
Isso é o que eu tenho de experiência com futebol.
Não que eu ache futebol uma coisa chata, até fiz um trabalho sobre o assunto na oitava série, para evitar a aula de Educação Física. Quando criança, joguei bastante com meus amigos no clube (umas das conseqüências de se ter amigos homens) e praticava pênaltis em casa com meu pai. É pênalti que a gente fala quando vai chutar direto no gol, né?
No ano passado tentei acompanhar o Brasileirão, mas quando eu finalmente começava a entender a dinâmica do campeonato, a primeira fase acabou com o Corinthians campeão e eu não assisti mais nada, exceto um ou outro jogo do Atlético Goianiense. Comecei a gostar do Atlético, porque ele ganhava. É um bom motivo pra se torcer por um time. Daí que nesse ano de 2012 eu resolvi acompanhar a parada desde o início, com os campeonatos estaduais.
Tô de olho só no Goianão.
O Atlético Goianiense, nesse momento, tá no topo da tabela, com um ponto a mais que o Goiás. Não é uma diferença muito grande, mas acho que reflete o desempenho dos times no ano passado. Depois vem o Crac, um time que eu nunca ouvi falar na vida e tenho quase certeza que deve ser um hoax infiltrado na competição. Daqui a pouco vocês vão perceber, quando uma bomba explodir no meio do Serra Dourada, e vão se ligar de que tava muito na cara que um time chamado “Crac” fosse lá essas coisas.
O Vila tá em quarto lugar, com 14 pontos, na frente do Goianésia e do Itumbiara, com 13. O Aparecidense também tá com 13 pontos, mas por motivos que eu desconheço, porém pretendo descobrir, fica abaixo. Depois tem o Morrinhos, 12 pontos. Na faixa de rebaixados (essa nomenclatura deve estar muito inadequada) tem o Anapolina, com 11 e o Rio Verde, com 8.
Rio Verde é uma cidade legal, eles mereciam um time melhor.