O Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) é uma equipa de investigação e prestação de serviços, constituída em 2001, vocacionada para o desenvolvimento de estudos e metodologias nos domínios da inventariação, monitorização e conservação de fauna e flora, integridade dos ecossistemas e modelação ecológica. Esta equipa encontra-se integrada no Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas (CITAB) com sede na Escola Ciências da Vida e do Ambiente (ECVA) da UTAD.
The Laboratory of Applied Ecology (LEA) at the University of Trás-os-Montes and Alto Douro (UTAD) is a research and service provider team established in 2001, dedicated to the development of studies and methodologies in the field scope of flora and fauna inventory, monitoring and conservation, ecosystem integrity and ecological modeling. This team is integrated into the Center for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences (CITAB) based at the Life and Environment Sciences School (ECVA) from UTAD.
O Laboratório de
Ecologia Aplicada (LEA) da Universidade
de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) é uma equipa de investigação e
prestação de serviços, constituída em 2001, vocacionada para o desenvolvimento
de estudos e metodologias nos domínios da inventariação, monitorização e
conservação de fauna e flora, integridade dos ecossistemas e modelação
ecológica. Esta equipa encontra-se integrada no Centro de Investigação e de
Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas (CITAB)
com sede na Escola Ciências da Vida e do Ambiente (ECVA) da UTAD.
Na vertente prestação de serviços no domínio da monitorização ecológica, o LEA é constituído por um corpo de técnicos próprio com formação específica em Biologia, Ecologia e Ambiente, com a logística e os recursos técnicos e materiais necessários para monitorizar os principais biótopos terrestres nacionais, com especial destaque para o estudo das componentes Fauna (mamofauna incluindo quirópteros, avifauna, herpetofauna e macroinvertebrados), Flora e Habitats.
The Laboratory of Applied Ecology (LEA) at the University of Trás-os-Montes and Alto Douro (UTAD) is a research and service provider team established in 2001, dedicated to the development of studies and methodologies in the field scope of flora and fauna inventory, monitoring and conservation, ecosystem integrity and ecological modeling. This team is integrated into the Center for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences (CITAB) based at the Life and Environment Sciences School (ECVA) from UTAD.
Regarding the provided services in the field of ecological monitoring, LEA team is comprised of a body of experts, each with their own specific training in Biology, Ecology and Environment. With logistics, technical know-how and material resources needed to monitor the main Portuguese terrestrial biotopes with special emphasis on the study of Fauna components (mammals including bats, birds, reptiles and macroinvertebrates), Flora and Habitats.
João Alexandre Cabral – Prof. Associado com Agregação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Biólogo, Doutorado em Ecologia com especialização em monitorização ecológica e modelação ecológica. Coordenador do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA). Email: jcabral@utad.pt
Edna Cabecinha – Professora Auxiliar do Departamento de Engenharia Biológica e Ambiental da UTAD, Engª. Biofísica, Mestre em Tecnologia Ambiental. Email: edna@utad.pt
Mário Santos – Prof. Auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Engenheiro Agrícola, Mestre em Fitotecnia, Doutorado em Ciências do Ambiente com especialização em monitorização ecológica e modelação ambiental. Email: mgsantos@utad.pt
Paulo Barros – Eng.º Florestal, Pós-Graduado em Recursos Genéticos. Técnico do Laboratório de Ecologia Aplicada desde 2008. Desenvolve trabalho nas áreas de Inventariação, Monitorização, Conservação de recursos faunísticos e Estudos de Impacte Ambiental. Email: pbarros@utad.pt
Paulo Travassos – Técnico de Qualidade Ambiental. Técnico do Laboratório de Ecologia Aplicada desde 2004. Desenvolve trabalho nas áreas de Inventariação de recursos faunísticos e Estudos de Impacte Ambiental. Colaborador da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves para actividades relacionadas com a Ornitologia e Educação Ambiental. Desenvolve actividades de Divulgação e Formação sobre Ambiente, Ornitologia e Conservação de Recursos Naturais. Email: ptravassos@utad.pt
Carmen Silva - Licenciada em Ecologia Aplicada, com Pós-graduação em Gestão de Ecossistemas. Técnica do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD desde 2007. Desenvolve trabalhos no domínio da Inventariação e Monitorização de Quirópteros. Email: csilva@utad.pt
Carla Gomes - Licenciada em Ecologia Aplicada, com Pós-graduação em Gestão de Ecossistemas. Técnica do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD desde 2009. Desenvolve trabalhos no domínio da Inventariação e Monitorização de Avifauna. Email: carlagomes@utad.pt
Diogo Carvalho - Licenciado em
Ecologia Aplicada. Técnico do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD desde
2009. Desenvolve trabalhos no domínio da Inventariação, Monitorização de
Avifauna e investigação no âmbito da Modelação Ecológica. Paralelamente desenvolve actividades de Divulgação e
Formação sobre Ornitologia, Conservação e Fotografia de Natureza e Vida Selvagem. Email: diogoc@utad.pt website: www.diogocarvalho.pt
Francisco Morinha - Licenciado em Genética e Biotecnologia. Mestre em Genética Molecular Comparativa e Tecnologica. Bolseiro de Doutoramento em Genética Molecular Comparativa e Tecnologica. Possui especial interesse pela ornitologia e genética molecular, desenvolvendo investigação com avifauna nas áreas de genética da paisagem, genética de populações, modelação ecológica, evolução e bioinformática. Email: fmorinha@utad.pt
Hélia Vale-Gonçalves - Licenciada em Ecologia Aplicada. Técnica do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD desde 2009. Desenvolve trabalhos no domínio da Inventariação e Monitorização da herptofauna, mamíferos e micromamíferos. Paralelamente está envolvida em diversas actividades, workshops e projectos relativos às aves de rapina nocturnas, particularmente a Coruja-das-torres (Tyto alba). Email: helia@utad.pt
Regina Santos - Licenciada em Ecologia Aplicada, com Pós-graduação em Sistemas de Informação Geográfica. Técnica do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD desde 2006. Desenvolve trabalhos no domínio da Inventariação de Flora, Vegetação e Habitats e da Monitorização de Avifauna. Email: rsantos@utad.pt
Rita Bastos - Licenciada em Biologia, Mestre em Ecologia. Bolseira de investigação no âmbito da Modelação Ecológica. Email: ritabastos@utad.pt
a) SCIENTIFIC CITATION INDEX
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Cabecinha E., Cortes R., Cabral J. A., Ferreira T., Lourenço M. & Pardal M. A. (2009) Multi-scale approach using phytoplankton as a first step towards the definition of reservoirs ecological status. Ecological Indicators 9 (2): 240-255.
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Silva-Santos P., Pardal M. A., Lopes R. J., Múrias T. & Cabral J. A. (2006) A Stochastic Dynamic Methodology (SDM) to the modelling of trophic interactions, with a focus on estuarine eutrophication scenarios. Ecological Indicators 6: 394-408.
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Cabral J. A., Ávila S. & Marques J. C. (1999) Acute and sublethal effects of a non-ionic surfactant, Genapol OXD-080, on mosquitofish Gambusia holbrooki (Girard). Ecotoxicology 8 (4), 245-252.
Cabral J. A., Pardal M. A., Lopes R. J., Múrias T. & Marques J. C. (1999) The impact of macroalgal blooms on the use of the intertidal area and feeding behaviour of waders (Charadrii) in the Mondego estuary (West Portugal). Acta Oecologica 20 (4), 417-427.
Cabral J. A., Mieiro C. L. & Marques J. C. (1998) Environmental and biological factors influence the relationship between a predator fish, Gambusia holbrooki, and its main prey in rice fields of the Lower Mondego River Valley (Portugal). Hydrobiologia 382, 41-51.
Múrias T., Cabral J. A., Lopes R. & Marques J. C. (1997) Low-water use of the Mondego estuary (West Portugal) by waders (Charadrii). Ardeola 44 (1), 79-91.
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b) REVISTAS NACIONAIS COM REFEREE
Cabral J. A., Cabecinha E., Santos M., Travassos P. & Silva-Santos P. (2009) Uma nova metodologia dinâmica para simular o estado ecológico dos ecossistemas. CAPTAR 1 (1), 1-11.
Lopes R., Cabral J. A., Múrias T. & Marques J. C. (1998) Contribuição para o conhecimento da dieta do Pilrito-comum Calidris alpina e da Tarambola-cinzenta Pluvialis squatarola no estuário do Mondego. AIRO 9 (1/2), 27-32.
Cabral J. A., Múrias T., Lopes R. & Marques J. C. (1996) Macroalgae blooms and macrohabitat selection by waders: a study in the Mondego estuary (Western Portugal). AIRO 7 (1), 1-6.
c) CAPÍTULOS DE LIVROS
Silva-Santos P., Lopes R. J., Múrias T., Medeiros J., Cardoso P., Dolbeth M., Pardal M. A. & Cabral J. A. (2011) The Use of Stochastic Models as a Management Tool in a Shallow Temperate Estuary of South Europe (Mondego, Portugal). In: Robert S. Pirog (Ed), Seagrass: Ecology, Uses and Threats Chapter 5: 133-151, Nova Science Publishers, Inc., New York. ISBN: 978-1-61761-987-8.
Travassos P., Santos M. & Cabral J. A. (2010) Avifauna. In: Crespí, A. L., Castro A., Martins A. R., Travassos P. e Santos M. (Eds), Flora e Avifauna do Concelho de Moimenta da Beira, Capítulo II: 339-358, Câmara Municipal de Moimenta da Beira.
Cabral J. A., Cabecinha E., Santos M., Travassos P. & Silva-Santos P. (2008) Simulating the ecological status of changed ecosystems by holistic applications of a new Stochastic-Dynamic Methodology (StDM). In: Alonso M. S. and Rubio I. M. (Eds), Ecological Management: New Research. Chapter 4: 123-141, Nova Science Publishers, Inc., New York. ISBN: 978-1-60456-786-1.
Lopes R. J., Cabral J. A., Múrias T., Pacheco C. & Marques J. C. (2002) Status and habitat use of waders in the Mondego estuary. In: Pardal M. A., Marques J. C. & Graça M. A. S. (Eds.), Aquatic Ecology of the Mondego River Basin. Global Importance of Local Experience. Chapter 2.9: 219-230, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra.
Cabral J. A., Mieiro C. L. & Marques J. C. (2002) Role assessment of an exotic fish in rice fields of the lower Mondego River Valley: Life history, population dynamics, production and diet of eastern mosquitofish, Gambusia holbrooki (Pisces, Poeciliidae). In: Pardal M. A., Marques J. C. & Graça M. A. S. (Eds.), Aquatic Ecology of the Mondego River Basin. Global Importance of Local Experience. Chapter 4.3: 363-380, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra.
Múrias T., Cabral J. A., Lopes R. J. & Marques J. C. (2002) Effects of eutrophication on waders (Aves, Charadrii) in the Mondego estuary: A multi-level approach. In: Pardal M. A., Marques J. C. & Graça M. A. S. (Eds.), Aquatic Ecology of the Mondego River Basin. Global Importance of Local Experience. Chapter 5.3: 527-540, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra.
d) PATENTES
Cabecinha E., Cabral J. A. & Cortes R. (2009) Processo de análise da qualidade da água através da projecção estocástico-dinâmica de métricas de ecossistemas aquáticos numa perspectiva multiescala. Patente de invenção nacional concedida: PT 103 753, 30-09-2009.
Fernandes C. P. O., Cabral J. A. & Crespí A. L. (2009) Processo de análise e previsão do comportamento estrutural da vegetação. Patente de invenção nacional concedida: PT 103 930, 14-10-2009.Título do Projecto: Avaliação da Fitossanidade e da Segurança de 16 árvores nas instalações da Escola Francesa do Porto.
Título do Projecto: Monitorização de actividade de quirópteros e prospecção da mortalidade de avifauna e quirópteros do Parque Eólico do Alto do Marco.
Título do Projecto: Plano de inventariação e de monitorização dirigido a espécies alvo no concelho de Sernancelhe: Mexilhão-de-água-doce (Margaritifera margaritifera), Salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica), Toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), Lobo-ibérico (Canis lupus signatus.
Título do Projecto: Monitorização dos Sistemas
Ecológicos dos Parques Eólicos de Penedo Ruivo, Seixinhos e Mafômedes.
Título do Projecto: Monitorização dos Sistemas Ecológicos do Parque Eólico de Teixeiró.
Título do Projecto: Monitorização dos impactes sobre as aves e distribuição de habitats e vegetação na área do parque eólico de Mafômedes, incluindo monitorização do efeito de exclusão de aves na linha eléctrica associada.
Título do Projecto: Plano de monitorização, gestão sustentável do Sítio Alvão/Marão e Plano de monitorização e gestão sustentável da área do Parque Natural do Alvão.
Título do Projecto: Monitorização da actividade e mortalidade de quirópteros no Parque Eólico de Negrelo e Guilhado.
Título do Projecto: Monitorização da actividade e mortalidade de avifauna no Parque Eólico de Negrelo e Guilhado.
Título do Projecto: Medidas Compensatórias N.º 9 – Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor (AHBS).
Título do Projecto: Medidas Compensatórias N.º 10 – Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor (AHBS).
Título do Projecto: Monitorização de Quirópteros, Avifauna, Flora e Habitats no PE Sobrado.2011. Caracterização da comunidade de aves na zona envolvente ao Parque Eólico do Alto da Coutada.
2011. Estudos relativos às medidas da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do aproveitamento hidroeléctrico da Foz do Tua (AHFT).
2011. Monitorizações da actividade e mortalidade de aves junto a torres de medição de potencial eólico. Serra de Montesinho.
2011. Identificação de locais de abrigo para espécies fissurícolas e arborícolas que serão submergidos e de locais para colocação de caixas-abrigo - Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor.
2011. Elaboração/Concepção do projecto de medidas compensatórias no âmbito da LMAT Macedo - Valpaços.
2011. Recolha de informação relativa à actividade da espécie Strix aluco na envolvente do traçado Itinerário Principal n.º 4 (IP4) entre Vila Real e Bragança.
2010.
Monitorização da mortalidade de aves e quirópteros no parque eólico do Outeiro.
2010. Monitorização da actividade e mortalidade de Avifauna na área dos parques eólicos de Ribabelide e Lagoa de D. João e Feirão.
2010. Elaboração
dos Estudos relativos às Medidas da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do
Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz TUA (AHFT) Medidas 40, 43 e 46.
2010. Acompanhamento dos estudos de impacte ambiental das barragens do Alto Tâmega (Vidago), Daivões, Padroselos e Gouvães, a instalar nos municípios de Chaves, Ribeira de Pena, Boticas e Vila Pouca de Aguiar.
2010. “Gestão e monitorização da biodiversidade do Norte de Portugal” aprovado no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON2). Realização de trabalhos técnicos de apoio à implementação da acção 2 - Implementação do sistema de informação e monitorização da biodiversidade, do projecto Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte (DGACN).
2009. Plano Geral de Monitorização na Serra do Marão.
2009. Monitorização da mortalidade de aves por colisão com torres de medição de vento – Bragança.
2009. Monitorização da actividade e mortalidade de quirópteros na Serra do Marão.
2009. Monitorização da actividade de quirópteros na área do parque eólico do Alto do Monção.
2009. Estudo da situação de referência dos descritores Fauna e Flora na área do parque eólico de Caramulo/Guardão.
2009. Estudo complementar de quirópteros nos túneis (ferroviários) existentes ao longo do vale do Tua.
2008. Plano de Acção 2007-2013 para os Municípios que integram a NUT III Douro.
2008. Monitorização de quirópteros na área do parque eólico de Negrelo e Guilhado.
2008. Monitorização de avifauna na área do parque eólico do Alto da Coutada.
2008. Monitorização de avifauna na área do parque eólico de Negrelo e Guilhado.
2008. Monitorização da população de Lobo-ibérico (Canis lupus signatus) na área do parque eólico da Serra do Alvão.
2008. Monitorização da actividade de quirópteros na área do parque eólico da Serra do Ralo.
2008. Monitorização da actividade de quirópteros na área do parque eólico da Serra do Alvão.
2008. Monitorização da actividade de quirópteros na área do parque eólico do Alto da Coutada.
2008. Acompanhamento ambiental da construção do parque eólico do Sobrado.
2007.
Monitorização de avifauna na área do parque eólico de Mafômedes e na
linha eléctrica associada.
2007. Monitorização de avifauna na área do futuro parque eólico da Serra do Alvão. Situação de referência (Ano 0).
2007. Monitorização da mortalidade de aves e quirópteros no parque eólico da Lameira.
2007. Monitorização da mortalidade de aves e quirópteros no parque eólico do Outeiro.
2007. Monitorização da actividade de quirópteros na área do parque eólico do Sobrado.
2006. Monitorização da actividade e mortalidade de aves e quirópteros no parque eólico do Portal da Freita.
2005.
Monitorização do Lobo Ibérico (Canis
lupus signatus) na Serra do Marão.
2003. Projecto ATLAS – Novo Atlas das Aves que Nidificam em Portugal.
2003. Monitorização da Águia-real (Aquila chrysaetos) na Serra do Marão.
2003. IP3 – SCUT INTERIOR NORTE – Sub-lanços E2 e E3 – Monitorização dos Factores Ecológicos.| Logo da Ilha de La Palma. © Paulo Travassos |
| Exposição PNAlvão |
| Exposição PNAlvão |
Fotomontagem de Diogo Carvalho
A recente portaria de calendário venatório (Portaria n.º 288/2010 de 27 de Maio) inclui pela primeira vez em 21 anos a Gralha-preta (Corvus corone) como espécie cinegética explorável (ao invés daquilo que estava, como corrigível). Face à similaridade das Corvus corone com a Pyrrhocorax pyrrhocorax, o abate desta espécie protegida poderá ser uma realidade, cabe a todos sensibilizar os caçadores e gestores de caça das áreas de ocorrência desta espécie, para esta possível confusão e esperar que esta Portaria não traga impacto sobre esta espécie Em Perigo (EN) de extinção.
Logotípo desta iniciativa concebida por João Cabral
Ao longo dos últimos sete anos o Parque Natural do Alvão (PNAlvão) tem vindo a desenvolver um projecto de Animação e Educação Ambiental intitulado “Descobrir o Alvão”, alguns dos objectivos deste projecto são:
Neste sentido, a Gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax) será objecto da próxima iniciativa.
No seguimento de outras actividades de conservação realizadas em parceria com esta instituição, o PNAlvão convidou o projecto Bico-vermelho a participar nesta acção, o qual aceitou com todo o grado e empenho, que sem dúvida virá a transmitir maior conhecimento da espécie, biologia e ameaças que contribuirá para sensibilizar os mais jovens (e não só) para esta espécie tão ameaçada e em perigo de extinção.
O gráfico apresentado reflecte a dinâmica e flutuação sazonal do núcleo populacional do Barroso, numa área tipicamente de reprodução.
Pela observação do gráfico podemos verificar que existem dois períodos perfeitamente definidos: 1) época de reprodução; 2) época de invernada. O bando de invernada aumenta progressivamente a partir de Setembro/Outubro, primeiro com os casais reprodutores residentes (5-6 em 2008 e 4-5 em 2009), seguindo-se os grupos familiares, depois grupos familiares integrados nos bandos de não reprodutores e finalmente os bandos de não reprodutores mais os juvenis do ano e os reprodutores.
O rápido desaparecimento da maioria das aves não reprodutoras do bando que ocorre em Março/Abril, causa uma diminuição do tamanho do bando e aumenta o número de contactos com casais isolados, originando assim uma nova fase de estabilização do número de efectivos reprodutores.
Muito se tem discutido sobre as razões para estas variações sazonais dos bandos de Pyrrhocorrax pyrrhocorax, uma das razões mais mencionada na bibliografia é a disponibilidade e distribuição de alimento, outra razão e que a meu ver é a mais plausível, visto esta ser uma área de reprodução, tem haver com os hábitos reprodutores típicos destas aves. O aumento do número de indivíduos após a época de criação parece ter vantagens, nomeadamente na vigilância das crias, aprendizagem e alimentação. Com o aumento dos bandos, o tempo dedicado individualmente à vigilância diminui, e consequentemente aumenta o tempo de alimentação individual, assim como o grau de vigilância geral. A formação de bandos pode facilitar a aprendizagem de novas técnicas de alimentação e a utilização de fontes alimentares alternativas.
Muito embora as gralhas-de-bico-vermelho, possam passar desapercebidas, em especial quando estão a alimentar-se, normalmente em zonas de queimadas (que podem ajudar na sua dissimulação), pastagens naturais ou zonas rupícolas, a sua identificação é relativamente fácil, esta espécie é um Corvideo de plumagem completamente preta de tamanho médio-grande, mede cerca de 39-40cm, tem uma envergadura alar de 73-90cm e pesa entre 230 e 390g. Possui um bico vermelho intenso, comprido e curvado característico desta espécie.
O voo das Pyrrhocorax pyrrhocorax é muito característico, já que realiza frequentemente voos (vídeo de Francisco Barros - PNSAC ) picados e um grande número de acrobacias e piruetas, acompanhados frequentemente por chamamentos inconfundíveis.
Mais vídeos aqui
Foto de Jan Buys (Esquerda José Nascimento, direita Jan Piet Bekker)
“A lua eleva-se no horizonte gelado da Serra do Alvão. Um lobo aponta o focinho ao astro. E outro. E mais outro... A alcateia inteira uiva incessantemente, anunciando a despedida daquele que, durante anos e anos, foi seu companheiro e acérrimo defensor. Num dia solarengo centenas de insectos povoam os prados de montanha que ladeiam os rios e ribeiros serranos. Entre eles, o mais importante é um bicho pequeno, frágil, de um inigualável azul eléctrico, quatro asas oferecidas ao vento que passa, tromba metida no néctar das Ericas: é a Maculinea alcon, a borboleta mais ameaçada de Portugal. No próximo Verão estes bichos irão procurar-te avidamente por entre milhares de flores, linhas de água puríssima e rochas aquecidas pelo sol escaldante. No lugar onde te encontrares velarás pelos teus queridos lobos, pelas espécies em perigo e pela tua saudosa família e amigos” (Ernertino Maravalhas).
Não podia deixar de passar esta data sem homenagear a pessoa que me ensinou a olhar a natureza da maneira com a vejo.
Obrigado Zé
Paulo Barros
A distribuição da gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax) em Portugal é bastante fragmentada e resume-se basicamente a 6 núcleos populacionais mais ou menos estáveis, Sagres, Serra de Aires, Serra da Estrela, Douro Internacional/Superior, Alvão/Barroso e Gêres, havendo ainda observações pontuais em outros locais como na Serra da Cabreira, Mértola ou na Zambujeira do Mar.
Provavelmente um dos maiores núcleos, espacial e numericamente será o do Douro Internacional/Superior, contudo a informação sobre desta espécie nesta zona é bastante pontual e dispersa. Do nosso conhecimento e das informações que nos tem chegado foi possível confirmar 16 das 38 quadrículas (5X5 km) de possível ocorrência, além das observações feita no Douro Interncional/Superior, foi ainda confirmada a presença desta espécie no Sítio de Importância Comunitária (SIC) Rio Sabor e Maçãs.
Aproveito este post para deixar uma palavra de agradecimento, a todos aqueles que nos tem ajudado através do envio de observações realizadas de Norte a Sul de Portugal, a todo muito obrigado.
Na Europa, a maior parte dos estudos feitos sobre a caracterização dos habitats utilizados pelas Gralhas-de-bico-vermelho para se alimentarem, demonstram que as zonas de pastagens assim como certos habitats naturais, como por exemplo arrelvados (litorais e/ou de montanha) ou os sistemas dunares, são de elevada importância.
A utilização das zonas de alimentação por parte desta espécie, resulta basicamente de uma selecção em função da estrutura da vegetação, onde a altura da vegetação pode interferir com a técnica de caça e das espécies presas presentes.
Para quantificar a importância do habitat de alimentação, nomeadamente em períodos cruciais como é o da reprodução, um estudo realizado na ilha de Ouessant entre 1998 e 2003, revelou que nos períodos de reprodução as Gralhas-de-bico-vermelho preferem zonas onde a vegetação não ultrapassa os 5 cm de altura, visto que 88% das observações foram feitas neste tipo de vegetação, muito embora este, represente apenas 8% da ocupação do solo, o que demonstra a importância deste tipo de habitat para esta espécie.
Durante a época de reprodução, afastar-se do local de nidificação para se alimentar implica custos em termos energéticos e de tempo, os quais podem ser preponderantes para a taxa de sobrevivência da sua prole, visto que quanto mais longos são os trajectos, mais tempo é gasto nos deslocamentos, tempo que é amputado ao tempo efectivo de alimentação. Da mesma forma, quanto maior for o percurso entre o local de alimentação e o de nidificação, maior será a probabilidade de atravessarem territórios e serem atacados por congéneres, embora as gralhas sejam sociais durante todo o ano, tornam-se agressivas no período de reprodução e especialmente entre aves reprodutoras. Também a taxa de predação de crias aumenta em função de maiores distâncias entre o local de nidificação e o local de alimentação, visto existir uma menor eficácia na vigilância do ninho. Assim a distância entre os ninhos e as zonas de alimentação são um compromisso entre custos (tempo, energéticos e predação) e ganhos (recursos alimentares), de acordo com os estudos realizados a maioria dos casais reprodutores utilizam áreas de alimentação entre os 200 metros e 3 km de distância.
Distância dos principais locais de alimentação (0,5 e 2,2 km) na época de reprodução de um dos ninhos monitorizados pela equipa.
Bibliografia consultada:
Bignal, E.M., McCraken, D.I, Stillman, R.A & Ovenden, G.N. 1996. Feeding behavior of nestling choughs in the Scottish Hebrides. Journal Field Ornithol. 67: 25–43.
Blanco, G., Tella, J.L. & Torre, I. 1998. Traditional farming and key foraging habitats for chough Pyrrhocorax pyrrhocorax conservation in a Spanish pseudo steppe landscape. Journal of Applied Ecology 35: 232-239.
Faringha, J.C. 1991. Medidas urgentes para a conservaçào da Gralda de bico vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax em Portugal . Estudos de biologia e conservaçao da Natureza. 2. SNPRCN, Lisboa.
McCanch, N. 2000. The relationship between Red-Billed Chough Pyrrhocorax pyrrhocorax (L) breeding populations and grazing pressure on the Calf of Man. Bird Study 47: 295–303.
Whithead, S., Johnstone, I. and Wilson, J.D. 2005. Choughs Pyrrhocorax pyrrhocorax breeding in Wales select foraging habitat at different spatial scales. Bird Study, 52,193-203.
Kerbiriou, K. 2006. Impact des changements d'usage sur la viabilité d'une population menacée dans un espace multi-protégé : le Crave à bec rouge (Pyrrhocorax pyrrhocorax)
sur l'île d'Ouessant.
Há cinco anos que uma equipa de paleontólogos escava o barranco de La Boella, em Canonja, Tarragona. Agora, os paleontólogos encontraram restos de um mamute com cerca de 700 mil anos.
“Encontrámos no local, restos de uma tíbia, uma costela e um osso articular de um mamute do sul com 700 mil anos, assim como restos de muitos outros animais como veados, cavalos, hipopótamos e fragmentos dentários de uma hiena”, neste cado com 200 mil anos, informou o responsável da escavação Josep Vallverdú.
Também foram encontrados restos de pedras esculpidas e ferramentas com pedra fabricadas pelos humanos que permitem “explicar a evolução dos animais e dos grupos humanos pré-históricos.”
Na sua opinião estes achados colocam La Boella “ao mesmo nível que Atapuerca ou Orce, enquanto escavações europeias que fornecem dados relevantes para ajudar a explicar a migração humana e a evolução das espécies.”
Neste sentido, o cientista do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES) aponta que no próximo verão serão publicados nas principais revistas internacionais um estudo onde será provado que por La Boella “passou uma segunda migração de África há cerca de 1.8 milhões de anos”, o que tornará este local numa referência.
A cidade de Canonja construiu um muro de contenção para proteger das inundações a zona conhecida como La Mina, onde foram encontrados os primeiros restos de mamute há cinco anos atrás. Por outro lado, o IPHES e Canonja estão a planear a construção de um Centro de Interpretação para mostrar os restos mortais dos animais encontrados.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: www.elmundo.es
Leituras adicionais:
Estudo: Os responsáveis pela extinção dos mamutes foram os humanos e as Alterações Climáticas
O maior mamífero terrestre Europeu permanece à beira da extinção
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O Estudo dos Fósseis e a Evolução da Vida
Climate Change, Humans, and the Extinction of the Woolly Mammoth
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Também foram encontrados restos de pedras esculpidas e ferramentas com pedra fabricadas pelos humanos que permitem “explicar a evolução dos animais e dos grupos humanos pré-históricos.”
Na sua opinião estes achados colocam La Boella “ao mesmo nível que Atapuerca ou Orce, enquanto escavações europeias que fornecem dados relevantes para ajudar a explicar a migração humana e a evolução das espécies.”
Neste sentido, o cientista do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES) aponta que no próximo verão serão publicados nas principais revistas internacionais um estudo onde será provado que por La Boella “passou uma segunda migração de África há cerca de 1.8 milhões de anos”, o que tornará este local numa referência.
A cidade de Canonja construiu um muro de contenção para proteger das inundações a zona conhecida como La Mina, onde foram encontrados os primeiros restos de mamute há cinco anos atrás. Por outro lado, o IPHES e Canonja estão a planear a construção de um Centro de Interpretação para mostrar os restos mortais dos animais encontrados.
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O C5009 – 5W, é um painel solar de silicone cristalino que pode ser aplicado a uma mochila ou ao vidro de um carro, gerando energia suficiente para recarregar em 2 ou 3 horas um telefone móvel com uma bateria de iões de lítio de 3,7 V e 1020 mAh.
Já se encontra à venda on-line um novo tipo de carregador solar portátil. O C5009-5W é constituído por um painel fotovoltaico de silicone cristalino que gera energia suficiente para recarregar dispositivos eletrónicos móveis como sejam o telemóvel, os leitores de MP3, a máquina fotográfica digital, um sistema GPS ou até uma lanterna de viagem, no espaço de algumas horas.
Este painel solar portátil, com 31 cm de comprimento, 22 cm de largura e 2 cm de espessura, foi pensado para ser acoplado a uma mochila através de uma alça, mas também possui ventosas para ser aplicado no vidro de um carro ou de uma janela, sendo disponibilizado com um conjunto de 6 adaptadores para ligação a diferentes aparelhos bem como uma entrada USB para ligar ao computador.
Segundo a marca que o comercializa, a Solarrific, o painel solar C5009-5W demora, sob luz solar direta, apenas 2-3 horas, a recarregar um telefone vulgar com uma bateria de iões de lítio de 3,7 V e 1020 mAh, e é ideal para garantir a operacionalidade dos dispositivos móveis em situações de viagem ou emergência.
O pode ser adquirido no site da Solarrific por 79,99 dólares americanos, ou seja, por menos de 64 euros, e tem uma garantia de 1 ano.
Pode saber mais sobre o painel solar portátil 35009-5W aqui
Fontes: www.gizmag.com e market solarrific.com
*Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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Um protector de ecrã permite carregar telemóveis com luz solar
Inovador aparelho permite pedalar no escritório para recarregar a bateria do telemóvel
Sistema AQUASUN coloca painéis solares na água
Células solares plásticas entrarão no mercado nos próximos 10 anos
Clonagem de olhos de insectos pode ser aplicado em painéis solares
Cientistas americanos criam estradas do futuro formadas por painéis solares
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Tratam-se de duas flautas feitas de ossos de ave e marfim de mamute com 42-43 mil anos, segundo um artigo publicado na revista Journal of Human Evolution, que apoiam a teoria de que o Danúbio foi um corredor através do qual os humanos modernos e as inovações tecnológicas chegaram à Europa Central há 40-45 mil anos.
Uma equipa de arqueólogos fez recentemente uma descoberta notável na gruta de Geissenkloesterle, no Sul da Alemanha.
Liderados por Tholas Higham, da Universidade de Oxford, os investigadores recuperaram da escavação arqueológica aqueles que são os mais antigos instrumentos musicais conhecidos.
Tratam-se de duas flautas feitas de ossos de ave e marfim de mamute datadas em 42-43 mil anos, segundo um artigo publicado em Journal of Human Evolution, e que terão sido usadas em atividades lúdicas ou em rituais religiosos por humanos modernos, comportamento que poderá ter estado relacionado com a sua superação dos Neandertais.
Com efeito, é sugerido que a música pode ter tido um papel importante na manutenção de vastas redes sociais, que podem ter sido úteis na expansão do território ocupado pelo Homem moderno.
O facto da descoberta ter acontecido numa gruta que se situa na cadeia dos Alpes Suábios, que é limitada a SE pelo rio Danúbio, apoia a teoria de que o Danúbio terá sido usado como um corredor pelos humanos modernos e as inovações tecnológicas que transportavam para chegar à Europa Central e que a zona dos Alpes Suábios terá contribuído de forma importante para a evolução do comportamento simbólico.
Com efeito, já tinham sido anteriormente recuperados da mesma gruta, peças ornamentais e arte figurativa de Homo sapiens.
Por outro lado, aos resultados da datação das novas peças sugerem que, ao contrário do que se pensava, os humanos modernos utilizaram a rota do Danúbio antes do período de frio extremo que assolou a região há 39-40 mil anos.
Aceda ao artigo científico ou ao seu resumo gratuito disponibilizado de forma gratuita aqui
Fontes: www.bbc.co.uk e www.sciecedirect.com
*Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Leituras Adicionais
Estudo: Domesticação do cão deu vantagens ao Homem moderno sobre os Neandertais
Touro de cerâmica com quase 3 mil anos encontra-se exposto em Beja
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Archaeology, Tourism and Sustainable Development. A new model for archaeological heritage Management
Tratam-se de duas flautas feitas de ossos de ave e marfim de mamute com 42-43 mil anos, segundo um artigo publicado na revista Journal of Human Evolution, que apoiam a teoria de que o Danúbio foi um corredor através do qual os humanos modernos e as inovações tecnológicas chegaram à Europa Central há 40-45 mil anos.
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Liderados por Tholas Higham, da Universidade de Oxford, os investigadores recuperaram da escavação arqueológica aqueles que são os mais antigos instrumentos musicais conhecidos, segundo a BBC.
Tratam-se de duas flautas feitas de ossos de ave e marfim de mamute datadas em 42-43 mil anos, segundo um artigo publicado em Journal of Human Evolution, e que terão sido usadas em atividades lúdicas ou em rituais religiosos por humanos modernos, comportamento que poderá ter estado relacionado com a sua superação dos Neandertais.
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Uma investigação recentemente publicada na revista Conservation Biology revelou que o submersível Alvin introduziu, inadvertidamente, lapas que habitam as fontes hidrotermais da Crista marinha de Gorda na zona da Crista marinha de Juan de Fuca. Desconhece-se o impacto desta introdução, que pode constituir um problema grave em caso de transmissão de agentes patogénicos e parasitas.
Uma equipa de cientistas americanos publicou on-line na revista Conservation Biology um estudo que alerta a possibilidade de as expedições marinhas a zonas do mar profundo como são as fontes hidrotermais terem impactos negativos até agora não ignorados.
Os investigadores do Field Museum of National History em Chicago, fizeram uma viagem de estudo até à Crista marinha Juan de Fuca, no NE do Oceano Pacífico, recorrendo a um submersível denominado Alvin, tendo recolhido amostras nas profundezas marinhas.
Ao regressar a terra e ao iniciar a análise do material amostrado, os cientistas ficaram surpreendidos por encontrar 38 indivíduos de uma determinada espécie de lapa, Lepetodrilus gordensis.
Trata-se de um molusco que, tanto quanto se sabe, ocorre apenas a 635 km de distância na Crista marinha de Gorda, que tinha sido visitada anteriormente pelo mesmo submersível que, portanto, a teria inadvertidamente transportado e introduzido num novo habitat.
Esta “boleia” não-intencional aconteceu mesmo apesar de o instrumento de amostragem do submersível ter sido limpo antes de empreender a nova missão e os cientistas explicam que nunca se pensou que o transporte entre zonas das profundez marinhas fosse possível simplesmente porque se pressupôs que a mudança de pressão ao ascender à superfície mataria todas as formas de vida que vivem nos fundos marinhos.
Desconhecendo-se o impacto desta e de outras introduções semelhantes de espécies provenientes de fonte hidrotermais, os cientistas alertam que podem constituir um problema grave se os animais introduzidos transportarem agentes patogénicos e parasitas causadores de doenças.
Deste modo, as comunidades marinhas quase inacessíveis revelam-se vulneráveis à alteração por ação antropogénica mesmo apesar das sias condições ambientais extremas. Este fenómeno tem que ser tido em consideração no futuro, com implicações nos estudos das profundezas do mar recorrendo a submersíveis.
Aceda ao artigo científico ou ao seu resumo disponibilizado de forma gratuita aqui
Fonte: Wiley Life Science News
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Fonte: Wiley Life Science News
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Há cerca de 360 milhões de anos, os primeiros vertebrados saíram da água para terra. Pensa-se que este passo foi dado pelos tetrápodes primitivos Ichthyostega. Agora os investigadores descobriram que estes vertebrados terrestres deslocavam-se dando pequenos saltos.
Três investigadores britânicos do Royal Veterinary University of London e Cambridge reconstruíram a 3 dimensões as articulações dos tetrápodes Ichthyostega. Através de um modelo informático conseguiram recriar os seus movimentos. Descobriram que estes vertebrados terrestres deslocavam-se dando pequenos saltos.
Os cientistas, liderados por Stephanie E. Pierce, estudaram durante três anos tomografias de fósseis Ichthyostega em diferentes posições e de animais atuais semelhantes como as salamandras, crocodilos e lontras.
Até agora, a ciência tem considerado o Ichthyostega como o ser de transição entre vertebrados aquáticos e terrestres. Anteriormente tinha sido atribuída a estes animais uma locomoção apoiada nas quatro patas, semelhante à das salamandras.
Contudo, depois de montado o "puzzle articular", os cientistas verificaram que estes animais não podiam deslocar-se desta forma. As articulações do ombro e quadris destes tetrápodes só possibilitam movimentos rígidos que o impediam de andar sobre quatro patas.
A recriação em 3D demonstra que estes animais teriam movimentos sincronizados das patas dianteiras, enquanto as patas traseiras serviriam apenas para o estabilizar como a cauda.
“O único tipo de locomoção terreste compatível com estas características anatómicas consiste em utilizar as patas dianteiras como uma espécie de muletas, empurrando [o animal] para a frente numa série de saltos como faz o Eriophtalmus koelreuteri, uma espécie de peixe atual que passa parte do seu tempo fora de água. As patas traseiras seriam úteis para a natação mas em terra arrastar-se-iam passivamente”, explicou Mauricio Anton, paleontólogo espanhol do Museu Nacional de Ciências Naturais.
Anton destaca neste trabalho, a integração de metodologias, como o estudo anatómico convencional, a dissecação de animais atuais, a obtenção da morfologia em 3D, a criação de modelos virtuais e animação. "É o tipo de metodologia combinada que utilizamos no Departamento de Paleobiologia do Museu para estudar a locomoção e o comportamento predatório dos mamíferos carnívoros extintos.”
Este estudo foi publicado na revista Nature. Poderá aceder ao resumo do artigo aqui.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: www.elmundo.es
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Los Angeles é a primeira grande cidade dos Estados Unidos a apostar em alternativas mais sustentáveis aos sacos de plástico.
Na passada quarta-feira, numa votação história na Assembleia da Cidade de Los Angeles com 13 votos a favor e 1 contra, foi aprovado um ato que bane os sacos de plástico. Desta forma, Los Angeles é a primeira grande cidade dos Estados Unidos a apostar em alternativas mais sustentáveis aos sacos de plástico.
A aprovação desta medida implica que todas as lojas de Los Angeles têm que eliminar gradualmente os sacos de plástico até ao final do ano. Com esta medida pretende-se evitar que cerca de 2.7 mil milhões de sacos de plástico cheguem a aterro ou poluam as ruas e cursos de água da cidade, todos os anos.
Ao aprovar esta medida, Los Angeles é a cidade número 48 na Califórnia a acabar com os sacos. Nos últimos anos, cidades como São Francisco, San José e Long Beach também baniram os sacos de plástico.
"Este dia levou muito tempo a chegar", referiu o vereador Paulo Koretz, um antigo apoiante desta medida. "Esta é uma votação histórica que torna Los Angeles a maior cidade do país a acabar com este problema ambiental."
Koretz acredita que a adoção desta medida numa cidade tão grande como Los Angeles possa encorajar outros municípios do país a fazerem o mesmo. “É um ponto de viragem.”
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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