Kellsens Willamos

Não há lugar como 127.0.0.1 !

Posts

February 25, 09:29 AM

Será lançada, no dia 28 de abril de 2011, uma nova versão do Ubuntu, a 11.04, codinome Natty Narhwal. Faltando 62 dias para o lançamento, confesso estar preocupado, e o motivo é o novo ambiente de desktop adotado pela distribuição da Canonical, o Unity.

O Unity já é utilizado na versão do Ubuntu para netbooks e, apesar de uma mudança significativa de visual e comportamento em relação ao Gnome tradicional, não dificulta a experiência do usuário, pois preza pela simplicidade.

O problema que tem me preocupado é o comportamento deste ambiente com algumas placas de vídeo, tornando-o instável, ou mesmo inutilizável. Este problema ocorre no meu laptop, que tem como controladora gráfica uma ATI Radeon Xpress 1100. Esta GPU nunca funcionou bem com as distribuições Linux que testei nos últimos dois anos e não tem suporte ao Windows 7. Com Windows XP o desempenho é muito bom por possuir driver, mas voltar a utilizar Windows não é uma opção.

No momento, instalando o Unity padrão, seja no Ubuntu 10.10, baixando as versões do sistema operacional completo para netbooks ou a versão beta 2 do 11.04 para desktops, tenho o comportamento visto na Figura 1, onde nenhum menu é exibido.

Figura 1

A esperança está no projeto chamado Unity 2D, que exige menos do hardware e não requer aceleração 3D. Com essa versão consigo visualizar os menus, Figura 2, o problema é que eles travam e não respondem aos cliques, mesmo quando instalado no Ubuntu 10.10.

Figura 2

Caso possua uma placa de vídeo mais comum, pode ficar tranquilo. Testei o Unity em um micro corporativo da Lenovo, um Thinkcentre com chipset Intel, e funcionou perfeitamente. Com isso, posso afirmar com propriedade que o problema não sou eu, mas sim o meu notebook.

January 21, 10:43 PM

Início de ano é sinônimo de papelarias lotadas e matérias na TV analisando as listas de material escolar. Quase sempre são pais reclamando dos preços e relevância daquelas 10 caixas de lenços umedecidos.

Uma escola particular em Knoxville, Tenessi, colocou como item na lista para o próximo ano letivo o iPad, aparelho que muitos aqui no Brasil colocaram numa lista bem diferente: a fatura do cartão de crédito de todos os meses de 2011.

A escola, cujo nome, convenientemente, é Webb, quer que seus alunos de 4 a 12 anos tenham em mãos durante as aulas, o tablet da Apple. Aqueles que ainda não o possuem e não quiserem comprar, podem alugar. O aluguel por três anos ficaria em torno de 17 dólares por mês. O modelo mais simples custa hoje, na loja americana da Apple, $499.

Um professor de Inglês entrevistado, disse que apoia a substituição dos livros, pois, segundo ele, “há coisas que podemos fazer melhor nisto [o iPad], do que no papel.”

A ideia, apesar de parecer absurda para alguns, peca apenas por dois motivos. O primeiro é ter fixado o produto a ser adquirido. Ter dispositivos tecnológicos acompanhando a criança em toda sua vida acadêmica de forma orgânica, é exatamente o que esperamos para o futuro, mas não apenas com iPad. Será que eles aceitarão o Galaxy Tab ou um netbook? O segundo motivo, ao meu ver, praticamente anula toda a inovação que querem fazer. Redes sociais, como Twitter e Facebook, permanecem bloqueados na rede da escola. Assim, os alunos continuarão “aprendendo” como utilizar estes serviços fora do ambiente de ensino, que como diz Luli Radfahrer[1] em suas palestras, é por si só uma rede social.

Links do post:
[1] Site do professor Luli Radfahrer

Fonte: Fast Company
Via Twitter por meio de @jessie_small e @cristianobunte

January 19, 01:29 PM

Quem é da área de exatas, ao menos já deve ter ouvido falar do Microsoft Mathematics, ferramenta que provê uma calculadora gráfica capaz de resolver equações, construir gráficos em 2D e 3D, dentre outras funções.

Essa ferramenta, que era paga, agora está disponível para download, gratuitamente, na Central de Downloads da Microsoft[1].

Tentei instalá-la no Linux, por meio do Wine, mas não consegui. Buscando alternativas, encontrei o kAlgebra, disponível nos repositórios das principais distribuições Linux.

Quem usa Gnome, pode instalar o KAlgebra também, mesmo este sendo nativo do KDE, pois no momento da instalação, como por exemplo através da Central de Programas do Ubuntu, os principais componentes do KDE, necessários para a execução do aplicativo, também serão instalados.

O KAlgebra conta também com um completo manual de instruções em Português[2].

Links do posts:
[1] Download do Microsoft Mathematics
[2] Manual de instruções do KAlgebra

Dica: Marco Aurélio

January 17, 06:21 PM

Apesar de distribuições atuais do Linux reconhecerem quase todo de tipo de hardware que há no mercado, a hora da compra é um momento tenso, precedido de horas de pesquisa.

Com a intenção de reaproveitar os HDs do meu micro, cujo processador, após nove anos, “morreu”, procurava gavetas para comprar. Enquanto a oferta por HDs externos e gavetas apenas para HDs de notebook, também conhecidos como 2,5 polegadas, é grande, as compatíveis com HDs de desktop, 3,5 polegadas, é muito baixa. Nesta maratona, encontrei o Dock da imagem ao lado (algumas lojas chamam de Doca), o Vantec NexStar.

Este dispositivo aceita qualquer HD SATA (SATA I e II; 2,5” e 3,5”) e funciona com Windows, Mac OS e Linux (kernel >= 2.4.18), sendo que este último sistema, o fabricante não informou no site. Apenas em letras miúdas na caixa e no manual que vem dentro desta. Por isso o receio no momento da compra. Então, caso você esteja interessado em adquirir este dispositivo e trabalha com Linux, pode comprar sem medo.

A principal função do Dock é ser um dispositivo de backup, mas pode-se dar a ele outros fins, como slot para HD principal do micro/notebook; fazer e restaurar imagens de discos; dentre outras.

Seu forte não é a mobilidade. Apesar de ser muito pequeno e leve, a fonte de energia é grande. Além do mais, HDs são dispositivos muito frágeis.

December 11, 06:16 AM

Fazer um programa de computador, ou programar, é a arte de combinar expressões de uma linguagem de programação a fim de que esta combinação desempenhe uma função que solucionará o problema.

A programação de computadores, há poucas décadas se resumia a combinar posições de ligado e desligado numa série de chaves manuais para que, a cada ciclo, esta série que equivalia a uma instrução, fosse processada. Hoje, não é preciso muito para programar um computador. Com um pouco de dedicação até crianças conseguem.

Há quase três décadas atrás, a humanidade se via em meio a evolução daquelas máquinas, imaginando onde iriam chegar. Este exercício de imaginação foi retrato no cinema em 1982, no filme Tron[1].

Criado por Steven Lisberger[2] e Bonnie MacBird[3], dirigido por Steven Lisberger, o qual também assina o roteiro, Tron conta a história de um programador, Kevin Flynn (Jeff Bridges[4]), ex-funcionário da empresa Encom e criador de um famoso jogo, Space Paranoids, o qual teve seu código roubado por Ed Dillinger (David Warner[5]), que tornou-se executivo sênior da empresa devido ao roubo. Na tentativa de desmascarar Dillinger, Flynn acaba sendo transportado para dentro do computador, onde, com a ajuda do programa Tron, criado por Alan Bradley (Bruce Boxleitner[6]), precisa derrotar o Master Control Program, o Controle Mestre, para voltar ao mundo real.

Por ser um filme exibido há 28 anos, contarei detalhes da história a seguir para que, no dia 17/12/2010, todos possam ir ao cinema preparados para ver a continuação, intitulada Tron, O Legado.

Após os créditos iniciais, a animação em meio ao título Tron, mostra circuitos vistos do alto, lembrando uma cidade vista do mesmo ângulo, e culmina no mundo real, no Flynn’s, um estabelecimento repleto de fliperamas e jogos eletrônicos diversos. O local recebe o sobrenome do dono, Kevin Flynn, que após sua saída da Encom dedicou-se ao lugar.

Logo no começo, o espectador já é apresentado ao mundo virtual. Um jogador coloca fichas no fliperama do jogo Ciclo de Luz, motos super velozes que deixam rastros onde o adversário deve bater. O jogo inicia, a câmera se aproxima da tela e o espectador é transportado para outra dimensão, assimilando rapidamente se tratar do ponto de vista interno daquele jogo. Novamente outra aproximação de câmera, que termina no interior de uma das motos, revela uma figura humana com circuitos cobrindo o corpo, criando com isso uma identificação entre humanos e inteligência artificial.

O espectador deve ficar atento ao tom de cores utilizado nas cenas. As cores quentes, vermelho e laranja, são utilizadas para representar autoridade e os “inimigos”, e o azul para representar os “mocinhos”.

O Controle Mestre, equivalente não ao sistema operacional, mas ao processador, evoluiu sua forma de pensar e tem a intenção de dominar o mundo, derrubando sistemas de governos. Internamente, no mundo virtual, ele exercia um poder tirânico, aprisionando os programas e desacreditando-os sobre a real existência dos usuários, que antes eram vistos por eles como divindades. O Controle Mestre tem contato com Dillinger no mundo real através de uma grande tela sensível ao toque em formato de mesa.

As instruções eram inseridas em terminais que exibiam apenas linhas de comando, onde os usuários faziam requisições e esperavam respostas. Não era uma linguagem de programação e sim inglês como, por exemplo, REQUESTING ACCESS TO CLU. Uma expressão comum, muito utilizada no filme foi END OF LINE, que delimitava o fim de uma comunicação. Esta expressão foi utilizada também, porém verbalmente, pelos híbridos que controlavam as naves Cylon em Battlestar Galactica. É possível encontrar outras semelhanças entre estas histórias, como a forma que a inteligência artificial evolui e busca poder.

O helicóptero da Encom sobrevoando a cidade dá a sensação ao espectador de ver uma cena no mundo virtual, pois a aeronave possui luzes vermelhas na ponta das hélices e na extensão da calda, dando a impressão de ser um gráfico de videogame. Também quando Alan e Lora (Cindy Morgan[7]) se deslocam de carro pela cidade, as luzes de freio dos veículos são destacadas, dando novamente a impressão de estarem no mundo virtual em vez do real.

Alan possui um esteriótipo típico dos nerds programadores daquela época, muito parecido com Bill Gates, assim como o estilo de vida do Flynn lembra Steve Jobs. A comparação é inevitável, mas desnecessária. Programas eram representados no mundo virtual pelos rostos de seus usuários criadores no mundo real. Alan foi o criador do programa que dá nome ao filme, um aplicativo de segurança que monitoraria todos os demais, inclusive o Controle Mestre.

A Encom trabalhava em um raio lazer capaz de desmaterializar um corpo e materializá-lo em outro local. Uma espécie de teletransporte que não foi muito explorado na história. Envolvida neste projeto estava Lora.

Impedidos de continuar seus trabalhos devido a apreensão dos programas, Alan e Lora colocam Flynn em um terminal dentro da Encom, onde ele poderia invadir o sistema com maior facilidade, já que seus ataques externos foram barrados. Infelizmente, o terminal ficava bem à frente do lazer, o qual foi ativado pelo Controle Mestre, transportando Flynn para o mundo virtual.

Estando agora dentro do servidor, o Controle Mestre teria maior vantagem e facilidade para eliminar Flynn, mas este, com a respectiva ajuda interna de Tron e Yori e externa de Alan e Lora, consegue derrotar o Controle Mestre e retornar ao mundo real.

No momento em que o Controle Mestre é derrotado, Tron e Yori observam o horizonte mudar de vermelho para azul no mundo virtual. A cena seguinte une o virtual ao real, onde, do alto de um prédio, Alan e Lora observam a extensão da cidade, pela primeira vez exibida durante o dia, com o céu azul, assim como na realidade virtual. No helicóptero da Encom chega Flynn, agora no cargo de Dillinger e avisa para o piloto buscá-lo em uma hora. A câmera exibe novamente o horizonte e o espectador vê, através de imagens aceleradas, a noite cair.

Agora você está preparado para, a partir da próxima sexta-feira, 17 de dezembro de 2010, conferir a continuação dessa história nos cinemas.

Links do post
[1] Detalhes do filme Tron
[2] Steven Lisberger
[3] Bonnie MacBird
[4] Jeff Bridges
[5] David Warner
[6] Bruce Boxleitner
[7] Cindy Morgan

October 06, 10:01 AM

Uma das coisas que pode causar dor de cabeça aos usuários do Linux, é comprar um hardware e descobrir que ele não funciona, ou funciona parcialmente, com uma distribuição.

Se for um usuário avançado, eventuais problemas de compatibilidade serão facilmente resolvidos, mas se for um usuário que deseja ter tudo funcionando com o menor esforço possível, o ideal, antes da compra, é consultar uma lista de equipamentos compatíveis.

Buscar por marca e modelo em ferramentas de pesquisa como Google e Bing, ajuda, mas o ideal é ter de forma clara, no próprio site da distribuição, uma lista informando como o sistema se comporta com determinado equipamento.

O Ekaaty Linux é um exemplo. Os próprios usuários testam e enviam para os mantenedores do sistema um relatório de como a distribuição se comportou em seus micros. O relatório fica disponível em uma página exclusiva [1] para este fim, onde o interessado pode verificar o nível de compatibilidade.

A Canonical, responsável pelo famoso Ubuntu, também tem uma página assim [2], mas em vez dos usuário fazerem os testes, eles são feitos ou pelo fabricante, ou pela própria Canonical.

Existem dois tipos de selo. O Ubuntu Certified, onde os fabricantes enviam os sistemas e equipamentos para que os engenheiros da Canonical façam os teste e o Ubuntu Ready, onde o próprio fabricante realiza os testes com uma suite fornecida pela Canonical.

Então, se está pensando em adquirir um novo micro, notebook, etc, consulte antes e dê preferência aos fabricantes que têm o cuidado de no mínimo, informar previamente se seu hardware é compatível ou não.

Links do post:
[1] Compatibilidade de hardware com o Ekaaty
[2] Compatibilidade de hardware com o Ubuntu

Fonte: Espaço Liberdade

October 05, 09:27 AM

Começa hoje, 5 de outubro de 2010, a 6ª edição da Inovatec [1], Feira de Inovação Tecnológica, que este ano fundiu-se à Inforuso [2] criando um único evento.

Até o dia 8 de outubro o visitante terá a oportunidade de conhecer projetos desenvolvidos por empresas e instituições de ensino, além de poder participar de oficinas e palestras.

O evento acontece no Expominas, localizado na Av. Amazonas, 6030 e tem entrada franca. Confira a programação e faça sua inscrição através dos links abaixo.

Links do post:
[1] Inovatec
[2] Inforuso

October 04, 03:26 PM

Em sua primeira visita ao Brasil, na LinuxCon, no início do mês de setembro, o pai do Linux concedeu uma entrevista exclusiva à Revista Espírito Livre.

Alguns minutos de conversa foram suficiente para que Linus deixasse bem claro o que espera de seu kernel, desmistificando muito do que se pensava a seu respeito.

Confira na íntegra a entrevista baixando através do link abaixo a edição número 18 da Espírito Livre, uma revista mensal distribuída gratuitamente, licenciada sob Creative Commons.

Revista Espírito Livre – Ed. 18 – setembro de 2010

September 30, 12:43 PM

Como esperado, foi lançado o Google Street View na manhã desta quinta-feira.

Por enquanto, apenas Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e algumas poucas cidades próximas a essas, como Ouro Preto, em Minas Gerais, contam com a visão no nível da rua.

Para ter tal visão, acesse o Google Maps [1] e arraste o bonequinho amarelo que encontra-se à esquerda do mapa, acima da barra de zoom, para a rua desejada.

Links do post:
[1] Google Maps

September 24, 11:29 PM

No dia três de julho de 2009, alertamos nossos leitores para ficarem atentos e sorrirem quando vissem os carros da Google que começariam a fotografar Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, apesar dos rostos serem desfocados no serviço Street View.

Mais de um ano depois, a Google anunciou que na próxima quinta-feira, 30 de setembro de 2010, o Google Street View Brasil será lançado oficialmente em um evento em São Paulo.

Como bons nerds, mal podemos esperar a hora de navegar pelas paisagens que vemos todos os dias na vida real, agora na tela.

Links do post:
Google Street View no Brasil

Fonte: Google Discovery

Recent tracks

Top tracks

abcdefghijklmnopqrstuvwxyz abcdefghijklmnopqrstuvwxyz