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Berlin, Summer 2012.
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Passos largos, destino nos olhos e meio-sorriso no rosto. Enquanto passava pela porta, ali entre o degrau e a calçada, com um dos pés ainda no ar, ouve: -Acho que acabei de encontrar o amor da minha vida. Frevinho, saída. - Você! - Ahm... - Puxa! Será que a gente podia, bem, queria... bem, será que a gente... - Não posso, moço. Sou casada.
Outro dia me perguntaram o que era a raiva. Eu disse: "desmarcar uma passagem para o Japão, na viagem que seria a viagem da sua vida."
Acho que queria ligar para as minhas melhores amigas e dizer que estou apaixonada.
Hoje eu passei na frente da sua casa e a porta estava aberta. Eu quis entrar e subir as escadas. Eu quis andar no corredor e sentir o mesmo arrepio do inverno passado. Eu quis ouvir os seus passos e o seu perfume se aproximando. Eu quis ouvir o barulho da chave virando e a minha respiração aumentando. Eu quis lembrar do seu sorriso que se abria. Eu quis ouvir a sua voz.
Eu quis ouvir a minha voz. Eu quis ouvir o meu coração. Eu quis você me pegando pela mão. Eu quis lembrar do vento gelado do corredor que ficava escuro enquanto a porta batia devagar. Boom! Eu quis lembrar de tudo o que esqueci.
Hoje, quando passei na frente da sua casa e a porta estava aberta, eu deixei um beijo no ar.
Porque se um dia você voltar, se um dia você voltar, talvez o alcance antes de evaporar.
você é a maior vergonha que já senti de mim mesma. e a maior mentira que já ouvi. o maior erro que já comenti. o maior amor que senti.
tudo aquilo que aprendi cabe numa folha pequena de papel. num guardanapo simples, daqueles de um café qualquer. é tudo tão pouco que posso contar em um tempo tão curto como uma corrida de taxi. enquanto cruzamos a cidade, do ponto A ao B, tudo o que aprendi soará tão previsível, raso e insignificante como a história deles mesmos, meros imigrantes, meros taxistas. trabalhador, tudo aquilo que possuo é uma rotina sem sal, sem sabor, sem amor.
o tempo?
o tempo é curto e nem um sopro da minha história te faria prestar atenção, ser cativado por mais de trinta segundos ou pelo tempo de um semáforo fechado. o tempo é você quem vai julgar, enquanto que a mim... a mim mesmo há de curar.
tudo aquilo que aprendi cabe numa folha pequena de papel. num guardanapo simples que pode ser jogado ao tempo, ao vento.
assim, pode ser que o vento o leve longe e alguém muito distante ache. em meio a um vendaval como nunca antes visto naquele povoado, em meio a ventania que antecede uma enxurrada de mudanças para quem ali vive.
e talvez assim a minha cura, só talvez... seja que tudo aquilo que aprendi seja desdobrado e desdobrado e desdobrado. recontado para o resto daquelas vidas.
Nova Iorque, 18 de Abril de 2012.
é um saco porque dói como muito não doía. é um saco porque você passa a se perguntar onde se escondeu aquela alegria toda, e aquele sorriso todo de quem esconde um amor por baixo da manga.
o olhar já não brilha mais como antes e agora anda cabisbaixo.
os amigos te pegam no colo, pegam na sua mão mesmo estando muito, muito longes mas mesmo assim, mesmo assim... dói como há muito não doía.
a cidade fica mais barulhenta, os taxis correm mais rápido, a poesia mental que antes falaria amor agora fala dor.
as pessoas novas que aparecem ainda não chegam aos pés dele, você evita certas ruas e bairros, a raiva toma conta do coração e do corpo, que adoece ao mesmo tempo que as flores florescem lá fora.
e você se dá conta da desilusão que vive.
e que vive andando lado a lado com você.
quando eu deixei de gostar de você
era porque eu precisava gostar mais de mim.
e quando eu finalmente passei a gostar mais de mim,
eu aprendi a amar você.
sem medo.
O email que você não vai receber.
A piada que não vai entrar, o telefone que não vai tocar. A mensagem que não vai sair, a mensagem que não vai entrar. A porta que não vai abrir, as tardes que não vão chegar. As noites que não vão passar.
A noticia que não vai vir, o comentário que não vai falar. O apoio que não vai suprir, a sabedoria que não vai imperar.
O colo que não vai vir, o abraço que não vai sentir. O cheiro que vai sumir.
O sorriso que vai congelar, as mãos que vão trancar, o toque que não vai esquentar, a pele que vai esfriar.
O silêncio que vai ocupar, o vazio que vai ficar, o susto que vai permanecer.
A família que eles não vão conhecer.
Mas de tudo, de tudo, a esperança de uma volta que não vai existir.
Assim é a morte. O único lugar onde eu não os alcanço.
A busca pelo prazer começa em se apaixonar por um tópico. Um livro que caia bem e que seja um prazer instantâneo onde quer que eu vá.
A busca pelo prazer tem um segundo tom que é sentir-me conectada com o real. Todas as vezes que me levo para fazer algo que me dá mais vontade de viver.
A busca pelo prazer tem seu lado porcentagem, também. Às vezes, não dá para fazer tudo.
A busca pelo prazer tem o gosto de música nova e o som de diálogos escritos. Tem a calma da Rua 3 e o charme de um batom vermelho. Tem a permissão da feminilidade e a liberdade de guiar o próprio carro.
Tem um quê de desafio certeiro, daqueles que não requer muito.
A busca pelo prazer é retomar a escrita e pensar no futuro enquanto digerindo o passado.
É ter a capacidade de agradar a mim mesma antes de qualquer outra pessoa. É pensar em dinheiro para ter menos dores ali na frente. É, por que não, cometer uma loucura. É planejar direitinho como passar o resto dos dias, e escolher a dedo as companhias.
É me alimentar de emoções que sejam mais eu.
É descobrir um filme. É carregar uma história em baixo do braço. É doar mais do que recolher. É reciclar só aquilo que vale mesmo a pena. É o vento, é o vento, é o vento.
É andar pelo sol e só por hoje não me preocupar.
São pequenas coisas e não necessariamente a indulgência exacerbada. Não é o excesso e sim a qualidade. É fazer aquilo que se quer, com quem se quer. É sair do circuito e fazer o próprio.
É gastar o tempo que eu quiser, na loja que eu quiser, com quem eu quiser. É não ter horário para me fazer feliz.
A busca pelo prazer é auto-referente.
Deve ser eloquente.
É presente.
Eu quero me alimentar de coisas bonitas.
and i really hope one day you stop living everybody's lives.
to start living your own.
Naquela manhã deixaram as portas abertas.
Saíram juntos de um dos quartos. Ele na cozinha preparando o café, aquele mesmo que em todas as outras manhãs ela sentia o aroma e imaginava o sabor, enquanto ainda na cama.
Naquela manhã não havia segredos, não havia barreiras, não havia distância. Naquela manhã leram juntos o jornal, se conheceram, riram, limparam a casa e falaram da França. Naquela manhã, enquanto ela ainda no banho, ele veio deixar um beijo de tchau.
Naquela tarde ela abriu sua porta para passar a manhã inteira com ele.
Yeap, acho que quando você muda alguma 'Profile Info' no seu Facebook é porque está levando alguma coisa bem a sério.
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