Isabel

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May 23, 07:43 AM

Por Cleonice Machado

As pessoas costumam ficar com falta de ar quando estão com crise de ansiedade. Eu fico com falta de palavras. E como é desesperador não ter a companhia das palavras! Como é desesperador passar os olhos por todos os livros que temos e, ainda assim, não encontrarmos as palavras necessárias para dizermos o que queremos. É como se todas as páginas dos livros estivessem em branco. E elas estavam. Sim, quando acordei, hoje, elas estavam.

Meu único contato com as palavras, no dia de hoje, foi bem cedo, assim que acordei, ou enquanto dormia, não me lembro bem. Só consigo me lembrar de palavras sussurrando, ao meu ouvido: “falta um dia”. Acordei, e ainda vi as palavras dançando ao fazerem a curva enquanto saiam do meu quarto. Depois disso, meu dia foi marcado por uma busca incessante por palavras. Aquela busca desesperadora pelos ingredientes da ceia de natal, para sair tudo perfeito, tudo perfeito, para que quando o relógio marcar meia-noite, estejamos preparados para recebermos o natal. Ou, ainda, a busca pelos foguetes, para serem devidamente usados na hora de saudarmos o ano que chega.

Mas a minha procura pelas palavras não é por que eu queria descrever momentos natalinos, a minha busca pelas palavras era por que faltava um dia para o aniversário da Isabel. Também não sei o que dizer sobre a Isabel. Eu não sabia o que dizer, quando acordei, e ainda não sei. Fui abandonada pelas palavras. E o que há de ser da vida de uma pessoa sem as palavras? As palavras bombeiam a minha vida como o coração bombeia o sangue. Tive de me refugiar nos silêncios. No silêncios das músicas sem letras (não sei se já disse, mas além de deixarem os meus livros em branco, as palavras levaram a letra de todas as músicas, levaram minha capacidade de dizer “bom dia”, mas um aceno afirmativo com a cabeça conseguiu cumprir esse papel. Não com a mesma eficiência, não com o poder mágico das diferentes entonações que adoto ao desejar bom dia para diferentes pessoas).

Confesso que pensei que as palavras estivessem se escondendo de mim nos silêncios. Pensei que daria de cara com elas, ao correr para lá. Elas não seriam as primeiras a fazerem isso. Eu sempre faço. Eu me escondo de mim nos silêncios, e me embebedo de silêncios até que, deles, as palavras gritem, e se libertem, e me libertem, e me alimentem. Estou faminta de palavras. Faminta de palavras que me ajudem a falar sobre a Bel (eu já falei o nome dela, ali em cima, o aniversário dela é dia 23 de maio. Sim, já falei. O nome dela é Isabel. A redução vocabular é bem óbvia. Tá, pode chamar de apelido. Bel. Mas eu gosto de chamá-la de Belzinha. Se eu quiser chamá-la de Isa, chamarei, mas, para isso, preciso que as palavras apareçam.)

Estou farta de mim. Encontrei muito de mim nos silêncios pelos quais andei, hoje, e me alimentei de mim, mas não consegui encontrar as palavras. Procurei por elas, porque elas seriam como o vinho que acompanha um lombo, e fariam com que eu conseguisse engolir as porções de mim que andei degustando ao longo do dia. Imagino que a Bel, enquanto comia, hoje, tenha pensado que era o último dia que ela almoçaria com 23 anos. Não, eu não imagino nada, porque as palavras são a minha imaginação, e eu estou orfã de imaginação.

Toda hora que eu ouvia um barulho, dizia (ou pensava que dizia. Vocês precisam entender que eu estava sem palavras, que minha boca só se mexia, na esperança de que as palavras saíssem) “palavras, são vocês? Podem entrar”. O vento ria de mim. O sol também sorriu, mas foi um sorriso escondido, discreto, entre nuvens. As nuvens não pouparam gargalhadas. Elas acharam minha desesperada tentativa de encontrar as palavras algo absurdamente cômico. Cá pra nós, eu também sorri. Um sorriso meio sem vida, meio sem contornos vivos, mas, ainda assim, um sorriso. Não, eu não sorri. As palavras levaram o meu sorriso também.

Lá pela metade do dia, me ocorreu uma ideia. Uma ideia um pouco absurda, mas é por isso que eu acreditei que ela pudesse ter, realmente, acontecido. E se as palavras tivessem levado a Bel para passear? Sim, as palavras a levaram para um tour pelos seus 23 anos. Por isso, elas se reuniram como fãs ensandecidos se reúnem para verem os shows de seus artistas preferidos. Abandonaram os livros, as letras de músicas, e não aceitaram ser aprisionadas em poesia. Andar com a Bel, no dia 22 de maio, seria a verdadeira poesia. Aquela poesia inspirada pelas musas que inspiravam os aedos das epopeias homéricas. Aquela poesia performática. Aquela poesia que ressalta que a voz é corpo.

Ah! palavras, não precisam me dizer que passearam com a Bel por Westeros, Hogwarts, Valinor, País das Maravilhas, Discworld e por tantos mundos não nomeáveis, e por tantos mundos inimagináveis. Vocês fizeram melhor do que eu faria. Por isso, me abandonaram, por isso me deixaram procurar por vocês durante todo o dia. Porque enquanto eu procurava por vocês, eu não atrapalhava o peculiar momento que vocês tiveram com a Bel. Mas eu não gosto de me sentir excluída, eu não gosto de não fazer parte de algo tão maravilhoso. Eu não gosto de não fazer parte da vida da Bel. E sem vocês, palavras, eu não faço parte de nada. Não tenho um lugar no mundo, não tenho um lugar na vida da Isabel.

Voltem aqui, palavras, porque, em alguns minutos, Fitzgerald vai me convidar para embarcar em um automóvel e me levar para dar um demorado abraço na Bel, e dizer-lhe o quanto eu admiro-lhe, e fico feliz por ter uma amiga como ela. Voltem, palavras, porque Paris só é uma festa porque vocês deixaram que Hemingway assim escrevesse, porque vocês se deitaram com ele, em uma cama bem confortável, e geraram esse livro, por quem os sinos dobram. Voltem, palavras, porque vocês deram vida ao mar no qual o velho pescador travou a batalha de sua vida (que metaforiza a própria batalha que todos nós, seres humanos, travamos) porque vocês foram o anzol que lhe permitiu pescar. Voltem aqui, palavras. Voltem aqui, palavras, porque já é meia-noite em Betim, e hoje, dia 23 de maio, dia do aniversário da Bel, enquanto todos nós nos levantamos, para aplaudir, de pé, essa maravilhosa mulher, o sol também se levanta.


Filed under: Amizade Tagged: aniversário
May 13, 03:27 PM

Demorei umas 3 horas pra montar esse trem, e ainda ficou meio bamba. Mas, como eu não conseguia apertar mais, ficou assim mesmo =P

Aí distribui o peso de modo que ela não ficasse tão bamba, ou seja, os mais pesado embaixo. Resultado:

 
 

Bicuço, Maggy e Snoopy

Obviamente, os Harry Potter que faltam estão emprestados. O Menino do Pijama Listrado também. Algumas coisas estão deitadas porque meus bibliocantos ainda não chegaram.


Filed under: Livros Tagged: estante, foto
May 09, 09:11 AM

Reblogged from Blablabla Aleatório:

Quem ainda não adivinhou que esta semana é temática Scott Westerfeld está perdendo!! Hoje lanço uma promoção bem legal! O vencedor leva para casa o primeiro livro da série Feios!

Para concorrer basta preencher o formulário abaixo até o dia 23/05 e pronto!

Agora, se você quer aumentar as chances de levar o livro para casa, pode fazer as ações de chance extra!

Leia mais… 117 mais palavras

CORRÃO!!1!
May 07, 05:03 PM

Não, eu não cortei o cabelão XD
O penteado é da primeira temporada de Game of Thrones e é facílimo!

Primeiro tem um video mostrando o passo a passo, só que a moça passa um bom tempo enrolando, o tutorial começa em 4:05 se você quiser pular o falatório.

A moça do video tem pouco cabelo, por isso ela usou um aplique. Eu tenho cabelo de sobra, então comecei fazendo um rabo de cavalo e 4 tranças:

Como meu cabelo é repicado, as duas tranças do meio ficaram mais longas e foram elas que usei para fazer o coque. Prendi com os únicos grampos que eu tinha no momento =P

Fotos tiradas pelo namorado =)

PS: para quem tem cabelos mais longos, tem a versão da Torrin, que é ainda mais fiel ao que vemos na série!


Filed under: Cabelo, YouTube Tagged: fácil, Game of Thrones, penteado, tv
April 17, 11:05 AM

Na parte de Literatura do Fórum Valinor, existe um projeto chamado Autor da Semana, onde os usuários indicam um autor de sua preferência e uma enquete decide qual será o da semana. O usuário que indicou o autor é responsável por abrir um tópico sobre o mesmo. Eventualmente, o autor que eu indico é escolhido.

Karl Stig-Erland “Stieg” Larsson (15 de agosto de 1954 – 9 de novembro de 2004) era um jornalista e escritor sueco. Ele é mais conhecido por ter escrito a série policial Millennium, que foi publicada postumamente. Larsson viveu e trabalhou em Etocolmo durante a maior parte de sua vida, na área de jornalismo e como pesquisador independente da extrema direita.

Seu primeiro nome era, originalmente, Stig, grafia mais comum do nome. Mas, aos 20 e poucos anos, mudou para Stieg para não ser confundido com seu amigo Stig Larsson, que se tornou um autor famoso bem antes de Stieg. A pronúncia é a mesma, embora as grafias sejam diferentes.

Primeiros anos

Stieg Larsson nasceu em Skelleftehamn, onde seu pai e seu avô materno trabalhavam em um smelter (tipo de metalúrgica). A família se mudou para Estocolmo depois que seu pai teve que largar o emprego na metalúrgica por estar sofrendo de envenenamento por arsênico, mas, devido à má condição financeira, deixaram o garoto de um ano de idade com os avós, em uma vila de Bjursele. Stieg viveu lá até os nove anos de idade, em uma pequena casa de madeira que ele amava. Ele frequentava a escola local e usava esquis para ir e voltar das aulas todo dia.

Ele foi morar com seus pais depois que seu avô, Severin Boström, morreu de ataque cardíaco aos 50 anos de idade, em uma cidade chamada Umeå, embora o clima urbano não o agradasse muito. Sua mãe Vivianne também morreu cedo, em 1991, devido a complicações de um câncer de mama e um aneurisma.

Ficção Científica

A primeira tentativa literária de Larsson não foi no estilo policial, mas em ficção científica. Ávido leitor de sci-fi, se tornou ativo no fandom por volta de 1971, co-editou uma fanzine com Rune Forsgren, em 1972, e foi a uma convenção de ficção científica em Estocolmo. Durante a década de 70, Larsson publicou cerca de 30 artigos em fanzines. Era co-editor ou editor de várias dessas revistas e, nas primeiras, publicou vários contos enquanto mandava outros para revistas semi-profficionais ou amadoras. Entre 1978 e ’79, presidiu o maior fã-clube de ficção científica da Suécia, Skandinavisk Förening för Science Fiction (SFSF).

Política

Larsson estava politicamente envolvido com a Kommunistiska Arbetareförbundet (Liga Comunista de Trabalhadores) enquanto trabalhava como fotógrafo. No campo da política, era editor do jornal Fjärde internationalen e escrevia regularmente para o semanário Internationalen. Suas convicções políticas, assim como suas experiências jornalísticas, levaram-no a encontrar a “Fundação Expo Sueca”, fundada para “neutralizar o crescimento da extram direita e a cultura do poder branco em escolas e entre os jovens”. Ele também se tornou editor da revista da fundação, Expo, em 1995.

Quando não estava em seu emprego formal, Stieg trabalhava em pesquisas independentes sobre a extrema direita na Suécia. Em 1991, essas pesquisas resultaram em seu primeiro livro, Extremhögern (Extrema Direita). Larsson se tornou rapidamente um colaborador inportante na documentação e exposição de organizações racistas e de extrema direita. Ele era um influente orador e estudioso do assunto, vivendo por anos sob ameaça de morte de seus inimigos políticos. O partido político Sverigedemokraterna (Democratas Suecos) era um alvo constante de suas pesquisas.

Romances

Quando Larsson morreu, descobriu-se que ele havia deixado manuscritos de três romances completos mas não publicados, escritos como uma série. Ele os escreveu para deleite próprio, depois de voltar para casa à noite, e não tentou publicá-los até pouco tempo antes de sua morte.

O primeiro volume foi publicado na Suécia em 2005, sob o título Män som hatar kvinnor (literalmente, Homens que odeiam mulheres) e recebeu o prêmio Glass Key de melhor romance policial nórdico no mesmo ano. O segundo volume, Flickan som lekte med elden (A garota que brincava com fogo), recebeu o prêmio de Melhor Romance Policial Sueco em 2006. O terceiro volume, Luftslottet som sprängdes (literalmente, O castelo de ar que foi destruído), foi publicada em 2007 na Suécia.

Larsson deixou cerca de três quartos de um quarto livro em um notebook que está com sua parceira, Eva Gabrielsson; é provável que também existam sinopses ou manuscritos dos volumes cinco e seis da série, cujo plano era que contesse dez volumes. Gabrielsson já declarou que é capaz de terminar os livros.

A produtora sueca Yellow Bird filmou a versão cinematográfica da série Millennium, co-produzida pela cia dinamarquesa Nordisk Films, que foi lançada em 2009.

Morte e consequências

Larsson faleceu no dia 9 de novembro de 2009 em Estocolmo, com 50 anos de idade, de um ataque cardíaco depois de subir sete andares de escada porque o elevador não estava funcionando. Há rumores de que sua morte foi premeditada, por causa das ameaças de morte que recebia como editor da Expo, mas foram negados por Eva Gedin, sua editora.

Em maio de 2008, foi anunciado que um testamento de 1977, encontrado depois da morte de Larsson, declarava seu desejo de deixar seus espólios para a filial de Umeå da Liga Comunista de Trabalhadores (hoje Partido Socialista). Como o testamento não tinha testemunhas, não era válido peranta as leis suecas, resultando que todas as posses de Larsson, incluindo os loyalties dos livros, passaram para seu pai e seu irmão.

Sua parceira de longa data, Eva Gabrielsson, que achou o testamento, não tem direito legal à herança, gerando controvésias entre ela e o pai e o irmão de Larsson. Stieg e Eva nunca se casaram porque, de acordo com a lei sueca, os noivos devem tornar público, na ocasião do casamento, seu endereço. Isso era um risco muito grande. Devido às denúncias de grupos extremistas e às ameaças de morte recebidas, o casal procurou e conseguiu o direito de manter seus endereços, dados pessoais e números de identidades fora dos registros públicos, para tornar mais difícil encontrá-los. Este tipo de “proteção de identidade” fazia parte da trabalho de Larsson como jornalista e seria complicado mantê-lo se os dois tivessem se casado ou registrado a união.

Uma artigo na revista Vanity Fair discute a disputa entre Gabrielsson e os parentes de Larsson. Ela afirma que o autor tinha pouco contato com seus familiares e pede o direito de controlar seu trabalho para que ele seja apresentado do jeito que Stieg queria.

Influências

Em seus trabalhos escritos, assim como em suas entrevistas, Larsson reconheceu que um número significante de suas infuências literárias são de autores americanos ou britânicos de ficção policial. Em seu trabalho, ele tem o hábito de inserir no texto alguns de seus favoritos, às vezes fazendo com que seus personagens leiam seus autores preferidos.

Uma de suas maiores influências é de seu próprio país: Píppi Meialonga, da autora infantil Astrid Lindgren. Larsson explicou que uma de suas personagens principais na série Millennium, Lisbeth Salander, é uma versão adulta de Píppi. Outra conexão com o trabalho de Astrid é o outro personagem principal, Mikael Blomkvist, é frequentemente chamado de “Kalle Blomkvist”, nome de um detetive adolescente criado por Lindgren.

Quando Larsson tinha 15 anos, testemunhou o estupro de uma garota por uma gangue, o que levou a sua eterna aversão por violência e abuso contra mulheres. Eva Gabrielsson escreveu que este incidente o marcou para a vida toda e descreve Stieg como feminista. O autor nunca se perdoou por não ter conseguido ajudar a moça, e isso inspirou os temas de violência sexual contra mulheres em seus livros. De acordo com Eva, a trilogia Millennium permitiu que Larsson expressasse uma visão do mundo que ele nunca pode esclarecer como jornalista. Ela descreve como as narrativas fundamentais desses três livros são retratos ficcionais de uma Suécia que poucas pessoas conhecem, um lugar onde a supremacia branca encontrou pode se expressar em qualquer aspecto da vida contemporânea e anti-extremistas vivem com medo constante de serem atacados. “Todos os eventos desta natureza descritos na trologia Millennium aconteceu em algum momento com algum cidadão, jornalista, político, ministro, sindicalista ou policial sueco” Eva escreve. “Nada foi inventado.”

Bibliografia

Livros não-ficcionais:
- Stieg Larsson, Anna-Lena Lodenius: Extremhögern, Stockholm, 1991
- Stieg Larsson, Mikael Ekman: Sverigedemokraterna: den nationella rörelsen, Stockholm, 2001
- Stieg Larsson, Cecilia Englund: Debatten om hedersmord: feminism eller rasism, Stockholm, 2004
- Richard Slätt, Maria Blomquist, Stieg Larsson, David Lagerlöf m.fl.: Sverigedemokraterna från insidan, 2004

Romances:

The Millennium series:
Män som hatar kvinnor (“homens que odiavam mulheres”), 2005.
Flickan som lekte med elden (“garota que brincava com fogo”), 2006.
Luftslottet som sprängdes (“o castelo de ar que foi destruído”), 2007. ["castelo de ar" parece ser uma expressão sueca para fantasia, farsa]

Periódicos editados:

Fanzines de ficção científica:
Sfären (com Rune Forsgren), 4 issues, 1972–1973
FIJAGH! (com Rune Forsgren), 9 issues, 1974–1977
Långfredagsnatt, 5 issues, annual 1973–1976, final issue 1983
Memorafiac, 2 issues, circa 1978
Fanac (com Eva Gabrielsson), 7 issues (numbered 97–103), 1979–1980
The Magic Fan (com Eva Gabrielsson), 2 issues, 1980

Outras:
Svartvitt med Expo, 1999–2002
Expo, 2002–2004


Filed under: Fóruns, Livros Tagged: Autor da Semana, Stieg Larsson, Valinor
April 15, 04:58 PM

Ultimamente minha timeline tem sido bombardeada com fotos de casamento e anúncios de noivado e dicas e etc. Pessoas mais velhas e mais novas que eu, conhecidos e desconhecidos. Poderia até dizer que estou na fase “meus amigos estão se casando”, mas na timeline os amigos são poucos e os conhecidos são maioria. Anyway, às vezes me pego pensando sobre o assunto, e a conclusão é sempre a mesma: sou nova demais. Ainda tenho muito o que fazer, muito o que conhecer.
Isso não quer dizer que não quero compromisso. Tenho um namorado e o quero do meu lado enquanto estiver “fazendo e conhecendo”. Tenho muita vontade de viajar com ele. Mas, depois, quero poder voltar para a minha casa e poder curti-la sozinha. Bem coisa de quem já se acostumou a morar sozinha e fica incomodada quando a visita chega na hora errada e/ou demora muito pra ir embora. Ainda prezo por minha privacidade (e por minhas manias =P).
A questão é quem nem todos esses casamentos a minha volta me deixam feliz. Como espectadora, e com conhecimento parcial da história de cada um, às vezes acho que é cedo demais para alguns, que eles deviam pensar mais no assunto, que… Quem sou eu para me intrometer, né?

Algumas pessoas perguntam porque não fui morar com o namorado aqui no Rio de Janeiro. Tenho vontade de responder que quero que este relacionamento dê certo e dure pra sempre =)


Filed under: Estado de espírito, Sentimentos Tagged: casamento, decisão, desabafo, namoro, tempo
April 15, 01:54 PM

Rob: Top five things I miss about Laura. One; sense of humor. Very dry, but it can also be warm and forgiving. And she’s got one of the best all time laughs in the history of all time laughs, she laughs with her entire body. Two; she’s got character. Or at least she had character before the Ian nightmare. She’s loyal and honest, and she doesn’t even take it out on people when she’s having a bad day. That’s character.
[holds up three fingers]
Rob: Three;
[long pause, hesitantly]
Rob: I miss her smell, and the way she tastes. It’s a mystery of human chemistry and I don’t understand it, some people, as far as their senses are concerned, just feel like home.
[shakes his head, recollecting, then looks back and lip synchs 'four' while holds up four fingers]
Rob: I really dig how she walks around. It’s like she doesn’t care how she looks or what she projects and it’s not that she doesn’t care it’s just, she’s not affected I guess, and that gives her grace. And five; she does this thing in bed when she can’t get to sleep, she kinda half moans and then rubs her feet together an equal number of times… it just kills me. Believe me, I mean, I could do a top five things about her that drive me crazy but it’s just your garden variety women you know, schizo stuff and that’s the kind of thing that got me here.


Filed under: Cinema, Sentimentos Tagged: amor, filmes, High Filelity, saudade
April 06, 08:14 PM

Somewhere, over the rainbow,
Way up high.
There’s a land that I heard of
Once in a lullaby.

Somewhere, over the rainbow,
Skies are blue.
And the dreams that you dare to dream
Really do come true.

Someday I’ll wish upon a star and wake up where the clouds are far behind me.
Where troubles melt like lemon drops, away above the chimney tops.
That’s where you’ll find me.

Somewhere, over the rainbow,
Bluebirds fly.
Birds fly over the rainbow,
Why then – oh, why can’t I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow,
Why, oh, why can’t I?


Filed under: Cinema, Música Tagged: sonho, Wizard of Oz
March 23, 06:12 PM

Andar pelo centro do Rio de Janeiro, e ver as fachadas antigas de prédios mais ou menos conservados, e passar por ruas como o “Beco dos Barbeiros”, me deixa com aquela vontade de voltar no tempo e encontrar Bentinho e Capitu e Brás Cubas e Quincas Borba que só o fato de os livros estarem longe de mim me impedem de fazer isto. *suspira*


Filed under: Cidade Maravilhosa, Livros Tagged: Machado de Assis, nostalgia
March 22, 08:13 AM

O telegrama chegou dia 18 de janeiro de 2012, me convocando para ir ao Rio de Janeiro no dia 24 do mesmo mês. Esta convocação veio do IBGE, relacionada ao concurso público cuja prova fiz em janeiro de 2010 (Edital nº 06/2009, resultado homologado no Edital nº 2/2010), e, de repente, me vi olhando anúncios de imóveis para alugar no Rio de Janeiro e em Niterói e pedindo demissão e viajando durante à noite entre Rio e SP D=

Apesar de toda a correria e de quase surtar, DEU TUDO CERTO! A nomeação saiu no Diário Oficial do dia 5 de março. Tomei posse, entrei em exercício e peguei as chaves do apartamento escolhido em Niterói no dia 8 de março. No sábado, dia 10, o caminhão de mudança chegou às 7am e no domingo já estava com quase tudo no lugar. UFA!

Agora estou trabalhando no Rio de Janeiro e não estou sofrendo tanto com o calor por causa do ar condicionado porque o outono ta chegando e o Cara Amarela não está tão malvado. E estou morando em Niterói porque, entre um conjugado minúsculo na Zona Sul e um apto de 2 quartos em Niterói, ambos pelo mesmo preço (aluguel+condomínio+iptu), eu fiquei com a segunda opção.

E é isso. Ainda não me adaptei direito aos horários novos e estou morrendo de sono, mas estou feliz =D


Filed under: Cidade Maravilhosa, Niterói, Trabalho Tagged: concurso, feliz, IBGE, mudança

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