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October 22, 09:00 AM


Filed under: Image Tagged: comic, e-card, hate, job, sexy times, work sucks

Submitted by: Unknown

October 19, 04:00 PM


Tagged: addicted, drug, text message

Submitted by: PD2000

Via: No

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Long-exposure shots in St. Petersburg turn people into ghosts.

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October 04, 03:26 PM

Fusão das palavras “Icon” e “Anatomy”, o projeto Icoanatomy do fotógrafo sueco George Chamoun se baseia na sobreposição de retratos de astros do cinema que atuaram em diferentes épocas, como: Audrey Hepburn e Natalie Portman, Cary Grant e George Clooney, Elizabeth Taylor e Angelina Jolie. A semelhança entre os rostos é assustadora, saca só:

Mais fotos e informações sobre o projeto: aqui.


Filed under: Arte, Fotografia Tagged: atores, cinema
October 17, 08:00 AM

depois de um longo e tenebroso inverno desde a parte I do post do aniversário do benjamin, resolvi atender alguns pedidos (e deixar a preguiça de lado), tomar coragem, arregaçar as mangas e botar o resto das fotos.
dividi em duas partes: a papelaria e a festa num todo.
a primeira vai agora e o resto vai no fim da tarde.

* * *

marina guimarães, mais conhecida como nina, é minha amiga há longas datas.
ou melhor, nos consideramos primas, visto que tem um histórico de parentesco lá pra trás (o vô dela era primo do meu vô, uma coisa assim). ela e o marido também são nossos padrinhos de casamento.

a nina fez também os convites do chá de bebê do benjamin. nada mais óbvio que ela fizesse também não apenas o convite como toda a papelaria da primeira festinha do nosso benjoca.

foi ela que me pressionou pra que eu tentasse fazer as coisas com antecedência. do contrário, acho que essa festa nem teria saído.
passamos semanas e até meses trocando ideias e referências para o grande evento.

pra vocês terem uma noção do quanto eu confio na nina, eu só fui ver o resultado da papelaria faltando uma semana pra festa. foi quando ela me entregou as coisas pra eu terminar as lembrancinhas e eu fiquei ciente do resto.
e continuo acreditando no bom gosto dela de olhos fechados!

dá uma olhada no convite, que ela fez manualmente:

frente do envelope

verso do envelope

estampa de banana aquarelada na parte interna

e algumas coisas que não apareceram no primeiro post:

nina ajudando a pendurar as bandeirolas

enfeites de cartolina no lugar de balões; lembrancinhas em saco de papel pardo numa cesta de pães

tags do macaco no enfeite de mesa

pregador de roupas pra sinalizar os docinhos

a simples mesa do bolo

até mais tarde, pessoal!

fotos por ana paula batista – ensaios infantis

* * *

e agora, outros trabalhos fofos da marina guimarães:

 

difusor de aromas. lembrancinha de nascimento

convite de casamento e almofada das alianças

chocolates de aniversário

convite de aniversário

festa infantil de super mario

centro de mesa do super mario

piñata da festa do mario

convite de chá de bebê

chá de bebê

gostou? amou? precisa da marina?

então aí vai:

site: www.marinaguimaraes.com
blog: sendomulherzinha.blogspot.com
facebook: facebook.com/marinaguimaraes.papelaria
email: marinaguimaraes.papelaria@gmail.com
telefone: 61 8147-9821

obrigada por tudo, ninoca! amo você!

* * *

veja também:

festinha do benjoca parte I - como tudo aconteceu

festinha do benjoca parte III – as fotos

September 21, 12:24 PM
September 26, 04:06 PM
Shared by Emília
não só as pernas =/ "5. Your legs start hurting at random moments."

So in school, we read this book Chicken Soup For The Pre-teen Soul and I was inspired by the ‘You know you are growing up when…’ feature, so here are 12 markers of my own.

You know you are growing up when…

1. You fist bump your mom instead of hugging her good-bye

2. ‘Want to play a game?’ means ‘Want to play a video game?’ instead of ‘Want to play a dress-up-like-a-princess game?’

3. When you dress up like cookie monster for Halloween – in a footsie-sort-of-outfit – everyone looks at you funny.

4. You realize when you grow up, you won’t be a princess and live in a castle. Yep, that kid was me.

5. Your legs start hurting at random moments.

6. The phrase ‘You’re too young to understand’ doesn’t apply anymore. Now it’s the real deal.

7. You have moved from PG movies to PG-13. So hardcore.

8. You get embarrassed by walking into a toy store

9. The tooth fairy won’t give you money anymore

10. Now, your homework takes longer than 5 minutes.

11. You can’t order off the kid’s menu anymore. But you still must have the dinosaur chicken nuggets.

12. PHEW! What’s that smell?! Oh, it’s me? Awkward rock.

 

September 20, 10:46 AM
Shared by Edu
da série Urbanismo Policial em SP

Salvem o milho cozido, a pipoca e a tapioca

O carrinho de hot dog na capa feita no iPhone para a New Yorker pelo Jorge Colombo foi notícia em todo canto

Atenção, muita atenção, caros leitores: um dos principais patrimônios paulistanos está sendo perseguido. Perseguido literalmente. Pela polícia.

Estou falando do milho cozido, da pipoca, do café da manhã de carrinho, com bolo de nada e pingado de garrafa térmica, do vendedor de fatia de abacaxi docinho, do coco caramelizado, do tapioqueiro. Meu Deus, o tapioqueiro…

De uns dias para cá, todo taxista me fala disso. Da Guarda Civil Metropolitana perseguindo os ambulantes de comida. “Eles pegam a comida e colocam tudo num saco e jogam fora”, me disse o Márcio, taxista amigo e grande conhecedor de comida de rua. (É claro que isso vem na esteira de outras reclamações sobre o Kassab. Quanto tempo falta para acabar esse pesadelo mesmo?)

O Aristenes, taxista “mineiro de nome grego, vê-se-pode?”, chorou de verdade, chorou de fungar e diminuir a velocidade para enxugar o rosto, ao contar a história de um casal de aposentados que vendia milho cozido, pamonha e curau no Bom Retiro. A Guarda Civil levou tudo embora, carrinho, milho e curau. E os dois ficaram ali, sem rumo. Segundo o Nenê, apelido do Aristenes, “a polícia depois vende tudo, os carrinhos, e aí depois vão lá e tomam de novo e vendem de novo”.

À parte a denúncia de corrupção do Nenê, o que acho mais grave aí é: isso é nosso patrimônio. Comer comida na rua faz parte da minha cultura e deve fazer parte da sua também. Pode parecer que não, mas veja só.

Sem a comida de carrinho, onde vamos comer tapioca?
Eu não quero ter de ir ao restaurante da moda comer tapioca invocada. Quero tapioca simples, comida de pé, na confusão da calçada. Tapioca brejeira, não tapioca playboy.

E o milho cozido com um montão de manteiga?
Mesmo que seja cometida a barbárie de tirar os grãos e colocar naquele pratinho plástico, ainda assim é milho. Eu prefiro o meu na espiga, pra comer igual máquina de escrever. Mas integro ou dessabugado, milho é fundamental.

E o carrinho de pipoca?
Sem ele, seremos obrigados a pagar mais caro para comer a pipoca do cinema. Isso não pode ser bom, reduzir as opções de consumo nunca é bom. Quer dizer, é bom pro dono da pipoqueira dentro do cinema. Só pra ele.

E pior, nesses três exemplos, ainda há segunda via. Extinguiram o carrinho de milho? Você pode fazer milho cozido em casa. Mas e o coco caramelizado? Você vai fazer em casa? E o algodão-doce?

Entendo os riscos da comida de rua. Acho nobre a preocupação com a saúde. Cachorro-quente de van, eu evito, porque sei lá quantas vezes aquela água da salsicha não foi trocada. Também evito yakissoba. Mas isso vai de cada um com seu estômago, uns mais fortes, outros mais frágeis.

Blindada ou sensível, nossa pança não pode ser alijada do carinho que vem do carrinho.

O Rodrigo Oliveira, do Mocotó, disse, em palestra no evento Paladar Cozinha do Brasil (em que ele apresentou um café da manhã sertanejo de fazer núvem-de-lágrimas-sobre-meus-olhos de tanta delícia):

“O Alex Atala fala que a boa cozinha coloca o ingrediente no seu melhor momento. O cara do carrinho de tapioca, que faz tapioca todos os dias há 20 anos, coloca a tapioca em seu melhor momento. Ele deve ter alguma coisa para ensinar pra gente. É esse cara que eu quero ouvir”.

Pois é, a Guarda Civil Metropolitana nem ouve, já vem tirando a tapioca do tapioqueiro e, de lambuja, tirando de nós o direito ao lanche rueiro.

Claro que a prefeitura tem de cuidar para que regras sejam cumpridas, para que seja limpo, para que não contamine. Mas eliminar a comida de rua não pode ser a solução. Quer dizer, poder pode, mas é a solução mais burra.

E se você acha que isso não tem nada a ver com você, então não venha dizer que o cachorro-quente de Nova York é incrível. Não poste no Instagram sua foto comendo salsicha incrível nas ruas de Berlim. Nem me venha falar que o crepe da esquina da rue tal com a rue tal em Paris é incrível.

Porque, sim, eles são de fato incríveis. O cachorro-quente é patrimônio de NY. O crepe é a cara de Paris. E a salsicha alemã é a alma berlinense. Assim como o chincharrón e o taco mexicano, o choripán argentino, as sardinhas portuguesas e quantos tantos outros exemplos maravilhosos (me ajudem a lembrar, deu branco).

Essas coisas são mágico-prosaicas e nos 5 anos que eu trabalhei no caderno de Turismo eu vi que sempre, sempre, comida de rua rende matéria. Com fotos incríveis. Houve sempre, inclusive, um desejo de fazer um especial de comida de rua. Que eu acho que o Paladar fez. Fez, né? Depois eu acho eu coloco aqui. Pois é, pelo andar do carrinho, São Paulo não vai entrar nessa edição.

4.405 caracteres com espaço

PS: Esses dias eu conversava com o Matias sobre a relação das pessoas com os bairros de São Paulo e lembramos da Moóca e do tiozinho do churros, que infelizmente morreu e não está mais lá. Imagina a polícia confiscando o carrinho dele?

PS2: Eliminar os carrinhos de SP equivale a proibir vendedor ambulante na praia no Rio. Adeus, Mate. Adeus, biscoito Globo. E adeus queijo de coalho feito na brasa nas praias do Nordeste.

PS3: Falando em Nordeste, isso é igual a banir as baianas do acarajé. Isso é crime contra o patrimônio.

September 16, 03:40 PM
Shared by Dre
as coisas fofas que a emilia faz :)

Acho que o maior desafio de quem trabalha em casa por conta própria é administrar o tempo de uma maneira inteligente. Eu sempre fui uma pessoa organizada, mas é tanta coisa pra fazer e tantas ideias legais que fico sem saber por onde começar.
E no meio de tanto frenesi nessas últimas duas semanas, saiu o primeiro kit de jogo americano:

Tecido importado, 100% algodão. São revestidos com plástico para facilitar a limpeza.
Enquanto a lojinha não fica pronta, os interessados podem mandar um email: miloca@minhamiloca.com

September 16, 09:52 AM
Shared by Dre
criaram o aplicativo que eu sempre quis criar. :(

Quem nunca precisou de uma ajuda, emprestar alguma coisa, e não sabia quem podia ajudar? Sabe quando você precisa de uma ajuda com um texto, ou precisa de uma escada, ou quem sabe de uma bicicleta para dar uma volta? A proposta desse aplicativo (apenas para iPhone, mas eles prometem também para Android em breve) é justamente essa! Fazer essa conexão entre quem pode ajudar e os necessitados de ajuda.

Uma das chamadas do aplicativo é que você ficará surpreso em descobrir quantos heróis você tem entre seus amigos. A proposta do aplicativo também é que você possa conseguir ajuda não só dos seus amigos, mas também dos usuários do LocalHero na sua região.
Ele usa o sistema de login do Facebook, conectando e localizando os usuários que são seus amigos na rede social. Depois disso, você pode cadastrar suas habilidades (skills) manualmente, mas o próprio aplicativo faz uma pesquisa no seu perfil e te sugere várias tags.

 

O aplicativo é novo, bem provável que você não encontre nenhum amigo seu lá, então mais um motivo para você espalhar para todos eles e construirmos nossa rede aqui no Brasil!

Se você entende inglês, vale conferir no site do LocalHero e veja o vídeo demonstração do aplicativo!

O aplicativo é gratuito! Faça o seu download aqui!

Rodrigo X é Nerd, viciado em Internet e inovação!

September 03, 11:53 AM

Lógica:Na cama: são 6h, você fecha os olhos por 5 minutos e são 6h45min. No trabalho: são 17h58, você fecha os olhos por 10min e são 17h59mn

September 05, 10:54 PM

Tá, eu também tiraria uma foto assim.

 

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September 08, 12:05 PM

Craig Damrauer’s New Math series quantifies the world in simple  and funny mathematical equations that we can all understand and relate to. If they only taught math like this when I was in high school I would have gotten straight A’s instead of riding the C- mathematical highway.

 

 

 

 
 

 

 

 

 

September 13, 01:05 PM


August 31, 10:08 AM
Shared by Dre
MEU DEUS, ACHEI Q NGM MAIS FIZESSE ISSO COM COLA ALÉM DE MIM. hahahaha
Dear kid playing Angry Birds,

When I was your age, I covered my hands with glue and peeled it off for fun.

Sincerely, how times change.
August 30, 08:30 AM

From relativism to absolutism, or what the geometry of knowledge has to do with negative space.

I have a soft spot for minimalist graphic representations of complex concepts. (Previously: famous lives in pictogram flowcharts; famous personalities in vector illustrations; famous songs as typographic reductions; world statistics as minimalist infographics; anticonsumerist aspirations.) And it hardly gets more complex than the entire school of Western philosophy. But that’s exactly what designer Genis Carreras explores with remarkable visual eloquence in his Philographics project — a series of posters each capturing a single philosophical ideology through simple geometric shapes.

Relativism

Points of view have no absolute truth or validity, having only relative, subjective value according to differences in perception and consideration. Principles and ethics are regarded as applicable in only limited context.

Absolutism

An absolute truth is always correct under any condition. An entity's ability to discern these things is irrelevant to that state of truth. Universal facts can be discovered. It is opposed to relativism, which claims that there is not an unique truth.

Positivism

The only authentic knowledge is that which is based on sense, experience and positive verification. Scientific method is the best process for uncovering the processes by which both physical and human events occur.

Empiricism

Knowledge arises from evidence gathered via sense experience. Empiricism emphasizes the role of experience and evidence, especially sensory perception, in the formation of ideas, over the notion of innate ideas or tradition.

Humanism

Human beings can lead happy and functional lives, and are capable of being ethical and moral without religion or dogma. Life stance emphasized the unique responsibility facing humanity and the ethical consequences of human decisions.

Hedonism

Pleasure is the only intrinsic good. Actions can be evaluated in terms of how much pleasure they produce. In very simple terms, a hedonist strives to maximize the pleasure and minimize the pain.

Solipsism

Knowledge of anything outside one's own specific mind is unjustified. The external world and other minds cannot be known and might not exist.

Holism

The properties of a given system cannot be determined or explained by its parts alone. Instead, the system as a whole determines in an important way how the parts behave.

Authoritarianism

Submission to authority and opposed to individualism and democracy. An authoritarian government is one in which political power is concentrated in a leader who possesses exclusive, unaccountable, and arbitrary power.

Scepticism

True knowledge or certainty in a particular area is impossible. Sceptics have an attitude of doubt or a disposition of incredulity either in general or toward a particular object.

Determinism

Events within a given paradigm are bound by causality in such a way that any state of an object or event is determined by prior states. Every type of event, including human cognition (behavior, decision, and action) is causally determined by previous events.

See the full series here, though sadly not at a scale that makes the copy legible.

via PSFK

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August 29, 10:14 AM

Outro dia um amigo perguntou para o mundo: viver é melhor que sonhar?
Anos atrás, eu vivia só sonhando, esperando que alguma coisa extraordinária acontecesse e meu sonho se realizasse sozinho, da noite pro dia. Muito tempo passou e percebi que não era bem assim, então comecei a viver para realizar.
Há dois meses abandonei um emprego bacana com colegas maravilhosos para trabalhar sozinha, aqui:

Trabalhando muito mais, ganhando muito menos, mas fazendo o que amo, e ainda levando um pouco de cor para a casa das pessoas!

Na hora respondi que sonhamos para viver.

 

Profile

Social Media - Content Producer/Planner
Marketing and Advertising | São Paulo Area, Brazil, BR

Experience

  • Aug 2010 - Present
    Social Media and Content Coordinator / Wunderman
    GE - Continental (Mabe) Activia - DanUp - Danette - Bonafont (Danone) Past jobs: Kérastase (L'Oreal) Land Rover (Jaguar Land Rover) Smirnoff Brasil - Bailey's Latam - J&B - Johnnie Walker (Diageo)
  • Jul 2006 - Present
    Photographer / Freelancer
  • Nov 2009 - Present
    Social Media / Garage Interactive Marketing
    Skol Beats / Skol Sensation (AmBev)
  • Jul 2008 - Present
    Photographer / Tribuna do Brasil
  • Jun 2004 - Present
    TV Producer / EBC

Education

  • 2003 - 2007
    Universidade Católica de Brasília
    Bachelor in Communication - Journalism
  • 2002 - 2004
    Universidade de Brasília
    English

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April 23, 11:20 PM

todo mundo tem um problema, ou vários. eu tenho vários e venho falando de todos eles nos últimos anos, nesse e nos blogs anteriores, sem medo de ser feliz. até porque em geral eu não sou feliz e então isso não constitui um risco.

quando vocês identificam esses problemas, normalmente procuram por iguais para se entenderem e se abraçarem e chorarem. a parada é que meu maior problema não permite esse tipo de interação mágica com outros seres humanos.

saber o que quer é da hora, saber o que não quer (ou suas limitações, quaisquer que sejam elas) é uma fucking dádiva.

eu não sei lidar com pessoas, eu não sei me relacionar com elas.
felizes daqueles que entenderem isso aí.


April 05, 10:07 PM

você quer descobrir o quanto você precisa de pessoas? fique doente. isso mesmo. rife sua saúde e descubra como um corpo fraco pode minar uma mente forte.

voltei da viagem de férias há poucos dias, mais mentalmente estável, com esse arzinho indiferente do qual as pessoas tanto reclamam em uma ou outra discussão. vaca, biscate, filha de qualquer coisa: todo mundo vai direto pro blasé e olha, tem toda razão. mas se elas soubessem quanto tempo e esforço eu gasto pra conseguir manter essa imagem de ser superior, iam me pedir aulas e não questionar meus métodos.

não sei se vocês sabem, mas gente blasé também adoece. no presente momento, estou em uma véspera de feriado curtindo calafrios, surfando numa febre e agarrada no antibiotico. lógico que uma infecção na faringe não amputa nenhum membro, mas como as coisas parecem mais dificeis!

que coisas? todas elas. não ter próximos mãe, nem pai, nem irmão (que não poderia estar próximo porque nunca nasceu!). até cachorros iriam me olhar com uma certa compaixão, porque o idioma da olheira de doente é universal. e se não bastasse, não tenho namorado, nem marido, nem nada que o valha. ninguém que tenha prometido em algum momento saudável, aquele apoio moral e psicológico durante o período enfermo.

ir ao médico, comprar remédios, fazer comida. tudo parece tão mais dispendioso. mas o que mata mesmo é não ter um suvaco pra eu enfiar a cara e tossir enquanto durmo.

ser blasé é fácil, mas quando o sal eno ferve, é aí que a gente vê que ficar sozinho não é simples como parece.


March 01, 04:10 PM

eis que minhas férias se aproximam. sem namorado, sem filhos, sem cachorros, sem faculdade, qualquer mês é mês e o escolhido foi março. em menos de duas semanas estarei embarcando para uma two-weeks trip que não tem nenhuma finalidade definida a não ser gastar o dinheiro que eu não tenho e conhecer berlin e copenhagen no turismo free-style e free-liver.

e eu não sei como vocês se comportam quando vão pegar um avião para uma viagem de infinitas horas, mas eu começo a imaginar com antecedência quem vai ser o premiado que vai se sentar ao meu lado. eu não ronco, não converso e raramente derrubo suco em desconhecidos. apesar disso, sou sempre abençoada com pessoas que fazem isso. ou que não entendam nenhum dos três idiomas que eu falo, no caso, crianças.

sei que aviões que fazem trechos internacionais não costumam ter fileiras com três assentos, mas comecei a viajar dentro da minha própria cabeça que é tudo que eu posso fazer hoje sem gastar dinheiro, sem ser demitida e sem um dente. fiquei um pouco tranquila em saber que minha passagem está comprada há tempo de ter certeza de que a janelinha é minha e nada nem ninguém poderá me impedir de tomar sol na cara enquanto sobrevoo o atlantico e rezo pro meu air france não querer encontrar nenhum coleguinha no fundo do mar.

mas estar em um avião de três cadeiras em uma fileira é exatamente como eu me sinto hoje no que diz respeito a relacionamentos. mais especificamente, estar NO MEIO das três cadeiras demonstra exatamente como eu gostaria de estar ou na janela ou no corredor, ao mesmo tempo.

de um lado temos a janelinha, onde ninguém me perturba, tudo parece incrivelmente lindo e agradável, eu posso ignorar quem está sentado ao meu lado e ainda tenho apoio pra dormir. é o que eu chamo de um relacionamento estável. estou segura aqui no cantinho, nada me atrapalha, nada me incomoda, daqui não saio daqui ninguém me tira. é quase um windowmance. o único problema é que quando dá merda, tipo eu ter vontade de mijar (no avião, não em quem está namorando comigo), eu me sinto desconfortável pra sair.

por outro lado está o corredor. a vidaloka de levantar a hora que eu quero, falar com as pessoas do outro lado do corredor, dar uns petelecos na bunda das aeromoças. no corredor ninguém é de ninguém, você não precisa pedir autorização pra nada, o mundo tá ali curtindo a liberdade e você também, basta querer.

hoje eu estou na cadeira do meio, com inveja da pessoa da janela, com inveja da pessoa do corredor e morrendo de vontade de que todas as bagagens de mão tenham se movido loucamente durante a viagem e caiam em breve na cara de todo mundo.

não tô mais preparada pra nenhuma das duas cadeiras.
e não quero ninguém viajando comigo nem por uma semana nem por um ano. só não quero essas cadeiras binárias, oito ou oitenta. quero o assento quarenta. no meio.


November 10, 08:30 PM

acho que pra qualquer coisa que você sinta vontade de dizer que aprendeu, invariavelmente você vai ter que citar algo que sua mãe disse em algum momento da vida e que você ignorou completamente porque achava que estava certo. assim, sem nenhum argumento, só a certeza de estar certo já bastava.

quando eu era mais nova – bem mais nova – eu, como todo mundo, achei em algum momento que todo o peso do mundo estava sobre as minhas costas. mas não era só peso, eu era tipo um camelo carregando mudanças no meio do deserto: pesava, era longe, eu nunca sabia quando e como ia chegar. nessa época minha mãe dizia que era falta de louça pra lavar, roupa pra passar, lote pra carpir. e aí eu sou obrigada a dizer: ela estava errada.

anos depois comecei a ter essas coisas todas pra fazer, mais as obrigações de não morrer anêmica, não esquecer de pagar as contas, não deixar de molhar as plantas, não deixar a comida estragar na geladeira, não dar skip nas escovações de dentes (ops). nem assim o peso parou de existir. a diferença é que eu já não era mais um camelo. com muito azar eu era só a pessoa errada fazendo agachamento na academia errada sendo orientada por um professor errado utilizando os pesos errados.

ao perceber que a argumentação anterior era constantemente invalidada pela vida de merda que escolhi pra mim, ela começou a dizer que era normal sofrer, e era normal chorar, e era normal querer morrer ou matar todo mundo um dia sim e seis também. agora não era mais de louça que eu precisava: era de tempo.

meusamigos, cheguei num estágio em que meus sofrimentos todos viraram um lindo jogo de xadrez e a prática está me transformando num kasparov de sainha. no começo, sem saber jogar, levei sucessivos olés que agora demoram mais pra acontecer, isso quando acontecem.

mas se você acha que o peso sumiu, é bom eu deixar tudo muito claro. ele desceu. acompanhou o rolê da gravidade e está silenciosamente se assentando em forma de gordura na minha bunda e nos meus culotes.

isso sim, amigos, é amadurecer.


October 09, 11:59 PM

ir para o ohio é uma daquelas histórias que certamente você vai querer contar pros netos. ou pros netos dos seus amigos, caso você mantenha a história de nunca ter filhos e, consequentemente, netos. o problema é que pra contar essa história você vai ter que inventar horas e horas de emoção que ohio – no meu caso, cleveland – é incapaz de proporcionar.

cleveland é um lugar lindo e incrivelmente sem graça que fica ali entre o norte dos estados unidos e o sul do canadá, mas eu fácil fácil chamaria de meio do nada. diz uma lenda que existem coisas fantásticas por lá, tipo universidade e hospitais. eu não tive tempo e nem procurei me informar. mas achei que era só a galera da conferência tentando convencer os atendees que estar lá não era tão ruim quanto parecia.

então a organização do rolê abriu os trabalhos num jantar dentro do museu do rock. ok, vamos refletir? o que tem em cleveland? nada. por quais diabos eles decidiram ter um museu do rock? jamais saberei. porque eu deveria me interessar em conhecer oito andares de história que sequer era deles? qual o meu grau de interesse em chegar no andar mais alto e encontrar aquele lindo vestido de bifes da lady gaga que ALIAS não é rock nem aqui nem na casa do caralho?

fui procurar comida. snacks recheados de objetos comestíveis não identificados, provavelmente carne (então me senti mais segura não testando) e uma mesa inteira de mac and cheese dos mais variados modelos. se você achou que a gororoba preferida dos americanos só podia ser feita com cheddar e ficar com aquela cara de vômito de gato, você está enganado. eu abracei sem medo o de queijo de cabra, mas ainda era possivel comer um de carne e um de lagosta, além do tradicional.

descobri no dia seguinte que eu era a única brasileira no recinto. provavelmente também a única de piercing, a única com tatuagens visíveis e CERTAMENTE a única que não se fez de rogada em aparecer em toda a agenda do evento com confortáveis e adoráveis tênis. o mundo do conteúdo lá fora é bem feio e atende quase sempre pelo nome de PR, o famoso relações públicas. e se veste como um coxinha. dentro do museu a primeira pessoa que conversou comigo foi a nancy, uma pessoa que eu certamente gostaria de matar com um machado se eu a conhecesse em outra ocasião.

nancy era uma patricinha sebosa que vivia em nova york. ela não manja de conteúdo, mas a editora em que ela trabalha achou que seria uma boa envia-la pra ohio. se eu achei a mina mala em quinze minutos de jantar, compadeço das reais intenções do chefe dela: manter a fofa longe por alguns dias. quando eu estava descobrindo que conheci mais do subúrbio da big apple em dois dias do que a nancy em sua vida inteira – CHINATOWN? CROOZES! – chegou o andrew. foi a hora em que eu comecei a considerar o suicídio.

andrew era um australiano bonitinho, com um sotaque chato e um ego indescritível. na verdade ele so sentou na nossa mesa pra nos contar que morava em palo alto. e tinha uma startup. e que dormia no quarto ao lado do zuckerberg. tenho certeza que nessa hora tinha um letreiro na minha testa com os seguintes dizeres: HOLLY SHIT THAT I DON’T CARE ABOUT. nancy estava deslumbrada. eu só queria mais mac and cheese.

levantei pra ir embora, nancy pegou o bonde. subindo a escada rolante vi uma tia daquelas que aparecia no 1406 em mil novecentos e pouquinho. cabelo da sandy na época da maria chiquinha descolorido, um tubinho laranja e um par de botas brancas. perguntei pra nancy que porra era aquela e ela respondeu “esse é um país livre”. pensei em perguntar se ela já tinha respondido um ds160 (o formulário de visto americano todo trabalhado na liberdade, inclusive religiosa), mas acho que ela não saberia o que é isso.

nos dias posteriores fiquei trancada nas salas de palestras, gastando meu inglês até o próximo ciclo de dinossauros na terra e investindo na dieta de croissants.

se eu fosse uma dessas loucas que soube em balança, certamente escreveria sobre ohio que te engorda.


August 28, 09:11 PM

nunca tive tão pouco tempo pra dizer que eu não queria, que eu não podia. nunca tive tão pouco tempo pra entender qualquer coisa. nunca tive tão pouca vontade de entender e de fazer e de querer.

se eu pudesse, sério, teria dito que não. mas mais uma vez, ninguém perguntou.

mas mais uma vez não pude ser tosca
não pude nem ser trouxa
e desisti completamente de ser fofa.


August 01, 10:31 PM

eu não sei vocês, mas eu tenho um despertador que toca as 7h, um que toca as 7h14, outro que toca as 7h30, mais um que toca as 7h45, e mais um outro que toca as 8h , um insistente que toca as 8h20 e aquele derradeiro que toca as 8h52, pros dias de ressaca. consigo colocar todos eles no snooze e desligar todos eles no snooze.

acordar mesmo eu só acordo quando a cólica vem qui vem, e a primeira onda de dor percorre meu corpo inteiro dando o bom dia das campeãs que vencem esse tipo de coisa há meses. fico de bruços, estico os dois braços e levanto a cabeça, tentando me afastar da cama. minha pressão cai e eu volto com a cara no travesseiro.

foi com a repetição desse roteiro que comecei a supor que essa dor toda é só consequência do efeito magnético avassalador que minha cama tem sobre meu corpo. força infinitamente maior do que qualquer motivo que eu tenha pra sair dela.

mas eu persisto.


July 25, 10:45 PM

para todos que convivem comigo, esse é um pedido de desculpas pelo que pode vir. eu não conseguiria contar nos meus dedos (e pensei em fotografar minhas duas mãos para ilustrar esse post só porque elas estão feitas) quantas vezes eu chorei hoje. provavelmente em todas as vezes que fiquei sozinha mais as vezes em que eu fiz de conta que estava sozinha, e foram várias. seria fácil pra mim colocar a culpa no médico que, com o tato de um elefante com labirintite, fez questão de deixar claro que meu problema está no hall of fame dos problemas ginecológicos. e que se antes os médicos classificavam a minha futura cirurgia como um procedimento simples, agora estávamos conversando sobre uti, internação e até um mês de molho.

mas não é nada disso.

eu estou cansada. cansada de sentir dor, cansada de dizer que estou com dor, cansada de escrever que estou com dor, cansada de escrever que estou cansada de escrever que estou com dor. se vocês acham que eu falo demais nisso, saibam: um nono de todas as vezes que sinto vontade de dizer que estou com dor, eu não digo nada. percebi que isso era prudente pra manter minhas amizades e minha convivência com o mundo exterior. e daí vocês me dizem que nunca me viram gritando de dor, mas eu não faço isso mesmo. e vocês também não me vêem chorando de dor porque quando eu saio de casa já não tenho mais o que chorar. e também não peço ajuda não porque eu subestime quem se importa comigo, eu só tenho plena consciência de que não há nada que vocês possam fazer. e também não há nada que eu possa fazer. os médicos podem, o problema é que cada um deles tem uma solução milagrosa pra mim que não bate com a solução que eu recebi do especialista anterior. nesse esquema caminho para uma quarta opinião, que se seguir o que tem acontecido, vai querer tirar os espessamentos do endométrio, arrancar um pedaço do meu intestino e fazer uma plástica na minha barriga pra aproveitar a anestesia. enquanto nada acontece, quero que vocês saibam que eu não tenho mais forças. não garanto mais que vou me controlar. eu passei vinte anos pra aceitar que enxergo menos que vocês, não me obriguem a aceitar tanta dor em dois anos. faço piada e falo disso porque é o que me resta. e se eu recusar convites usando essa desculpa, saibam que é sério. quando eu não quero fazer alguma coisa eu simplesmente digo que não quero fazer. se eu escolher dizer que estou com cólica, quer dizer que eu não posso fazer alguma coisa, por mais vontade que eu sinta. perdi as contas de quantas histórias de bar eu perdi porque a dor era tanta que eu não conseguia pensar em mais nada.

me desculpem se eu não aguento me sentir invadida por cada médico que resolve confirmar com exames de toque que doém como uma espada atravessando meu útero o que outros quinze médicos já constataram. e me desculpem se eu tiver pegando um de vocês e não quiser praticar esportes reprodutivos (gente, fiquei com vergonha de falar sexo?), mas você provavelmente não vai estar ao meu lado nos dias seguintes em que eu sentirei uma dor insuportável e quiser enfiar minhas unhas em qualquer parte do meu corpo que possa desviar a dor.

agradecida pela compreensão.

att.


July 19, 11:56 PM

as vezes me pergunto quanto de espaço público existe em são paulo que seja capaz de comportar uma boa briga de casal e que não seja onde todas as pessoas parecem parar: debaixo da minha janela. especificamente entre as duas e as seis da manhã, nos mais variados dias, com os mais absurdos motivos. estaria sendo hipócrita se não dissesse que 90% das vezes eu noto que tudo vem do álcool ingerido em um dos bares ou baladas da rua. talvez eu devesse processá-los pelas horas de sono perdidas.

eu mesma não me lembro quando foi a última vez que fiz uma coisa dessas, se é que já fiz um dia. só dá pra ter crise de ciúmes das coisas que temos. se eu não tenho nada, não preciso me preocupar.

acho até que vou entrar no mesmo processo de negação que eu faço com meu peso: há seis anos não subo numa balança por ter consciência de que essa atitude me tornaria a pessoa mais neurótica do mundo com dietas. assim também vivo em negação com o saldo da minha conta, especialmente nos últimos quinze dias do mês: traço um objetivo de gastos diários, não respeito esse limite em momento algum e depois fico rezando pro cartão não parar de passar.

partindo desses métodos imbecis que criei pra regular minha vida, posso simplesmente parar de contar os meses em que não tenho ninguém. notem que eu não digo o tempo em que não fico com ninguém, porque isso é mais simples. mas tô pra conhecer um cara numa balada que vai vir aqui fazer chá pra mim se eu ficar resfriada.

voltando: quando as pessoas estão aqui embaixo, consigo imaginar com mais facilidade eu me envolvendo num relacionamento histérico desses que brigam na rua de madrugada do que numa coisa calma e romântica.

penso em anotar em algum lugar um tip pra não brigar perto de residências na próxima vez em que eu tiver um namorado, lembro que não tenho papel, lembro que não tenho caneta, lembro que está de madrugada, penso que devo estar sonhando, abro o olho e vejo que está tudo escuro, me dou conta de que esse relacionamento não deve acontecer num futuro próximo, as pessoas terminam de brigar, o silêncio volta e eu durmo.

nessa ordem.


July 18, 10:38 PM
fiz de tudo.

tentei escalar muros, lavei umas panelas, desci as cataratas de barco, fotografei defuntos, pintei quadros, desenhei ovos, ouvi reggae, comi soja, contei até doze em alemão, perdi um passaporte na itália, cantei no coral do colégio, tatuei um ombro, nadei de costas, fiz bolos de caixinha, colecionei discos, joguei basquete, conjuguei verbos em francês, carreguei malas, desci escadas, dancei funk, andei de skate, visitei castelos, fotografei casamentos, furei a boca, cortei o cabelo, descolori o cabelo, me escondi de tiros, me apaixonei por um belga, dancei na chuva, comi miojo, bebi tequila, sambei, chorei, assisti filmes que esqueci, escrevi textos que queimei, guardei presentes que não significavam nada, tatuei as costas, ralei o joelho, joguei bingo, senti dores, quis gritar (e não gritei), fritei ovo, peguei trens, aviões, metrôs. perdi telefones, escrevi cartas que não enviei, tirei fotos que não revelei, furei solas de tênis, caí de patins, decepcionei pessoas, deixei de amar coxinha, li toda a coleção da agatha cristie, plantei árvores que não cresceram, desfiz amizades, cortei as unhas, comi kgs de chocolate, me perdi em madrid, comi azeitonas na argentina, senti saudades, me entupi de remédios (muitos, de uma vez), chorei no ônibus, dormi na rodoviária, comi carne a parei, destronquei os braços, tirei dez em matemática, sonhei que ia salvar o mundo, assisti séries, escrevi um livro, falei mais do que precisava, andei mais do que queria, mandei sms bêbada, sofri por quem não merecia, não fui paga por quem me devia, matei insetos, acampei na floresta, fui engolida por mosquitos, abracei desconhecidos, defendi coisas em que não acreditei, fiz compras das quais me arrependi, subi em saltos, escalei montanhas, estudei religiões, toquei piano, fiz as unhas, toquei a campainha e saí correndo, fotografei estranhos, fiz amigos, levei cachorros pra passear, editei fotos, invadi camarins, tentei ser auto-didata em norueguês, segurei portas pras pessoas, visitei delegacias, passei roupa, aprendi a me maquiar, fiz baliza, respondi e-mails, dormi na rede, dormi no sofá, dormi no chão, viajei um dia e meio por amor.

e por pouco não deletei esse post.


qualquer coisa que fizesse qualquer outra coisa ter sentido.

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