Wuthering Heights, 1939. Dir. William Wyler.
25 anos, São Paulo.
Mais um trecho de Beauty, do Roger Scruton. Sobre Duchamp e crítica de arte:
“Um século atrás, Marcel Duchamp assinou um urinol com o nome ‘R. Mutt’, batizou de ‘La Fontaine’ e o exibiu como uma obra de arte. Um resultado imediato da piada de Duchamp foi precipitar uma indústria cultural dedicada a responder a questão ‘O que é arte?’. A literatura desta indústria é tão tediosa quanto as imitações infinitas do gesto de Duchamp. Mesmo assim, deixou um resíduo de ceticismo. Se qualquer coisa pode ser arte, qual é o objetivo ou mérito de se obter tal categoria? Tudo que resta é o fato curioso mas sem justificativa de que algumas pessoas olham para algumas coisas e de que outras pessoas olham para outras coisas. Com relação a sugestão de que exista uma tentativa de criticismo, que procura valores objetivos e monumentos duradouros do espírito humano, isto é dispensado de cara, dependendo de um conceito de obra de arte que desceu pelo cano da ‘fonte’ de Duchamp.
O argumento é abraçado fervorosamente, porque parece emancipar as pessoas do fardo da cultura, dizendo a elas que todas aquelas obras-primas veneráveis podem ser ignoradas com impunidade, que novelas de televisão são ‘tão boas quanto’ Shakespeare e que Radiohead é igual a Brahms, já que nada é melhor do que coisa alguma e todos os clamores por valor estético são vazios. O argumento, portanto, se enquadra com as formas de relativismo cultural da moda, e define o ponto pelo qual cursos universitários de estética tendem a começar - e freqüentemente não como o ponto no qual terminam.
Há uma comparação útil com piadas a ser feita aqui. É tão difícil circunscrever a classe das piadas como é a classe das obras de arte. Qualquer coisa é uma piada se alguém diz que é. Uma piada é um artefato feito para se rir. Pode falhar em sua função, sendo no caso uma ‘piada sem graça’. Ou pode executar sua função, mas de forma ofensiva, neste caso, uma ‘piada de mau gosto’. Mas nada disto implica que a categoria das piadas é arbitrária, ou que não existe uma distinção entre piadas boas e piadas ruins. Tampouco que não existe lugar para o criticismo de piadas, ou para o tipo de educação moral que tem um senso apropriado de humor como meta. De fato, a primeira coisa que precisamos aprender, ao considerar piadas, é que o urinol de Duchamp foi uma - muito boa quando contada pela primeira vez, boba na vez das caixas de Brillo de Andy Warhol, e completamente estúpida hoje.”
Estou lendo Beauty, do Roger Scruton e resolvi traduzir um trecho (sem muito cuidado, desculpem) e publicar aqui para quem interessar. Estou fazendo pós-graduação de jornalismo cultural e, por todas as matérias, nos indicam autores marxistas, os conceitos de arte são subjetivos, etc… Isso me confunde porque, se tudo é válido, se eu não posso realmente afirmar com objetividade que algo é bom ou que não é arte, qual é a função da crítica? No trecho em questão, Scruton diz que não, que algumas coisas possuem sim valores universais e atemporais (e isso me consola muito):
“…Seria ingênuo abordar o assunto da estética como se a tradição marxista não tivesse desempenhado um papel em defini-lá. Versões da crítica marxista ocorrem em Lukács, Deleuze, Bourdieu, Eagleton e muitos outros, e continuam a exercer sua influência nas humanidades, a medida que são estudados em universidades inglesas e americanas. E em todas versões, essa crítica apresenta um desafio. Se não podemos justificar o próprio conceito da estética, exceto como ideologia, então o julgamento estético não possui base filosófica. Uma “ideologia” é adotada por sua utilidade social ou política, não pela sua verdade. E mostrar que algum conceito - santidade, justiça, beleza, que seja - é ideológico é prejudicar sua reivindicação por objetividade. É sugerir que não existe santidade, justiça ou beleza, mas apenas a crença nestas coisas - uma crença que surge sob certas relações sociais e econômicas e que desempenha um papel em pavimentá-las, mas que desaparecerá quando as condições mudarem. Em resposta, devemos transferir o ônus da prova. É verdade que a palavra “estética” surgiu como é usada hoje no século XVIII; mas seu propósito era se referir ao humano universal. As questões que eu tenho discutido neste livro foram discutidas em outros termos por Platão e Aristóteles, pelo escritor sânscrito Bharata dois séculos depois, por Confúcio e em Anacletos e por uma longa tradição de pensadores cristãos de Agostinho a Boécio, passando por Aquino, até os dias presentes. As distinções entre meios e fins, entre uso e significado são todas indispensáveis ao raciocínio prático, e não estão associadas a uma ordem social em particular. E mesmo que a idéia da natureza como um objeto de contemplação tenha obtido uma proeminência especial na Europa do século XVIII, não é de forma alguma única daquele lugar e tempo, como sabemos da tapeçaria chinesa, dos blocos de madeira japoneses, e dos poemas dos confucianos e de Basho. Se você quiser dispensar o conceito de estética como um produto da ideologia burguesa, então o ônus está com você ao tentar descrever a alternativa não-burguesa, na qual a atitude estética seria de alguma forma redundante, e na qual as pessoas não precisariam mais encontrar conforto na contemplação da beleza. Esse ônus nunca foi dispensado. E nem poderia ser.”
Resenha de “Plano de Fuga”, filme com Mel Gibson que estreia hoje, no blog da Dicta.
Minha resenha de “Conspiração Americana”, filme dirigido pelo Robert Redford, aqui.
Texto meu sobre Marilyn Monroe e “Sete Dias com Marilyn” no blog da Dicta, aqui.
Minha resenha de “Perseguição”, filme com Liam Neeson, aqui.
Vou mediar um bate-papo com Joel Pinheiro e Marçal Aquino sobre o diretor Sergio Leone. É na terça-feira, 17/04, às 19:30, na Livraria da Vila da Al. Lorena, n. 1731, São Paulo. Estão todos convidados.
Minha resenha do filme do Cronenberg, “Um Método Perigoso”, aqui.
Texto meu sobre “Albert Nobbs” no blog da Dicta, aqui.
Texto meu sobre “Hugo”, do Martin Scorsese, no blog da Dicta.
“The Philadelphia Story”, de 1940, é o último de quatro filmes que Cary Grant e Katharine Hepburn fariam juntos. Curiosamente, foi o maior sucesso dos dois e o que livrou Katharine Hepburn da fama de veneno de bilheteria. Dirigidos novamente por George Cukor (de “Sylvia Scarlett” e, um dos meus favoritos, “Holiday”) o elenco conta também com James Stewart, aparentemente deslocado, mas, por isso mesmo, excelente.
O filme se passa nos dias que antecedem o segundo casamento da socialite Tracy (Hepburn), quando não bastando a falta de carisma e charme do noivo, tudo se complica um pouco mais com a chegada de seu ex-marido Dexter (Grant) e um repórter de tablóide, Mike (Stewart). Mike, na verdade, é um escritor digno, mas precisa trabalhar onde trabalha para poder se sustentar, muito diferente de Tracy que vive em extrema riqueza. Tracy, por sua vez, não consegue admitir as fraquezas dos outros e exige uma conduta irrepreensível de cada um. Foi justamente por isso que ela se separou de Dexter.
Há em “The Philadelphia Story” uma certa temática de arrogância. Mike acha que Tracy leva uma vida privilegiada na alta sociedade, enquanto que Tracy acha que Mike é um esnobe intelectual. Apenas Dexter está pronto para aceitar as pessoas como elas realmente são, com falhas, preconceitos e tudo. E, apenas quando Tracy percebe que ela mesma é humana e que não está livre de cometer erros, é que ela pode compreender Dexter e voltar para o seu verdadeiro amor.
O filme todo parece orquestrado pelo personagem de Cary Grant, como se tudo acabasse exatamente da forma que ele queria, mas trata-se, na verdade, de um amadurecimento; Tracy realmente aprende a amar como deveria e isso só ocorre com algum sofrimento.
Uma curiosidade, Cary Grant doou todo o seu cachê deste filme para a British War Relief Society, uma organização humanitária com base nos Estados Unidos que enviava roupas, alimentos e remédios às pessoas na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra.
Fui ensinada a não escrever críticas na primeira pessoa, mas discordo da regra. Além de ser impossível escrever sobre algo que vivenciamos subjetivamente de forma totalmente objetiva, acredito que falar de certas experiências pessoais ao ver um filme facilita a compreensão do próprio. Uma resenha é mais útil quando o crítico, em vez de simplesmente descrever a ficha técnica e a sinopse, admite que dormiu durante o filme todo, pois assim sabemos que o filme ao menos tem potencial soporífico.
Pois bem, eu não dormi durante “The Howards of Virginia”, mas resolvi aparar as unhas enquanto assistia. Das duas uma, ou sou uma péssima profissional e não dedico atenção suficiente à obra ou a minha falta de atenção já é justamente parte da crítica. Se o filme fosse bom, eu seria capaz de matar qualquer um que me atrapalhasse, mas como não era o caso, fui percebendo ao longo do filme que minhas unhas estavam muito longas e que isso é ruim em tempos de telas touch-screen. O comprimento das minhas unhas está bem melhor agora, obrigada.
“The Howards of Virginia”, de 1940, é um filme de época, passado um pouco antes e durante a guerra de independência dos Estados Unidos. Baseado em um romance, há muitos letreiros informando dos acontecimentos históricos e pouca adaptação cinematográfica de cada um desses eventos, o que torna o filme um pouco decepcionante. Há uma guerra acontecendo, mas vemos pouco ou quase nada dela. Perto do final, o filme parece tomar um rumo trágico um tanto previsível, com direito até a sonho premonitório, mas tudo acaba duvidosamente bem, e até agora não sei se isso é bom ou não. Fracasso de bilheteria, “The Howards of Virginia” fez com que Cary Grant nunca mais aceitasse fazer outro filme de época. Ele abriu uma exceção para “The Pride and the Passion”, em 1957, com Sofia Loren, porque estava completamente apaixonado por ela. Este também fracassou, mas pelo menos tinha a Sofia Loren.
Escrito por Leo McCarey, “My Favorite Wife”, de 1940, tenta repetir o sucesso de “The Awful Truth”, reunindo novamente Cary Grant e Irene Dunne. Desaparecida por sete anos e declarada morta em um naufrágio, Ellen (Irene Dunne) retorna à casa para reencontrar os filhos que já não se recordam dela e seu marido Nick (Cary Grant) recém-casado com outra mulher.
É difícil assistir ao filme sem lembrar da tentativa de refilmagem feita em 1962, com Marilyn Monroe e Dean Martin, “Something’s Got to Give”. O filme foi o último de Marilyn Monroe e, apesar de não ter sido concluído, há algumas cenas muito bonitas disponíveis no documentário “Marilyn Monroe: The Final Days”. Nestas cenas, há na atuação de Marilyn Monroe uma tristeza que não existe na performance de Irene Dunne; a tristeza de uma mulher completamente deslocada, quase que expulsa da própria vida, misturada a uma doçura de quem poderia ser aceita novamente sem qualquer tipo de rancor - tais traços combinados formavam uma espécie de benevolência que era característica dela, evidente ainda mais em “The Misfits”, de John Huston. Irene Dunne é, sem dúvida, uma grande atriz, tecnicamente melhor do que Marilyn Monroe, é claro, mas havia em Marilyn uma vulnerabilidade que a tornava realmente memorável.
Em “My Favorite Wife”, Cary Grant cumpre uma função parecida com a de “Bringing Up Baby”; ele fica, por uma grande parte do tempo, sem jeito e sem palavras, apenas reagindo aos esquemas de Irene Dunne para forçá-lo a contar a verdade para a atual esposa. É mais fácil (e mais agradável) acreditar em um Cary Grant mais ativo, mais esperto. Apesar dele ser adorável de qualquer forma, ele é ainda mais encantador quando dá sinais, dos mais sutis aos mais evidentes, de seus sentimentos e torna-se mais decidido, menos confuso.
No filme está também Randolph Scott, como o companheiro de Irene Dunne nos sete anos em que ela ficou presa em uma ilha deserta, o que alimenta o ciúmes e a confusão temporária de Cary Grant. É estranho observar os dois em cena pois muitos são os rumores entre Randolph Scott e Cary Grant. Fato é que eles moraram juntos por anos. Alguns afirmam que eles mantinham relações sexuais, outros dizem que isso é um absurdo. Se eram apenas amigos ou não, o próprio Cary Grant, em entrevista com Peter Bogdanovich, disse que não tinha nada contra os gays, mas que ele simplesmente não era um deles - algo que me faz pensar no episódio de Seinfeld em que suspeitam de sua amizade com George.
Em alguns casos, os rumores se confirmam e se tornam fatos concretos, como com Rock Hudson, por exemplo. Em outros, permanecem apenas como rumores. Há, é claro, uma tendência de transformar tudo aquilo que é admirável ou simples em algo corrupto, complexo, como acusar John Wayne de racista ou xenofóbico (e não, ele não era).
Em “Kill Bill Vol.2”, quando Bill surpreende a Noiva no ensaio de seu casamento e pede para conhecer seu futuro marido, dizendo “eu gosto de saber com quem minhas garotas se casam” é em referência ao filme dirigido por Howard Hawks, “His Girl Friday”, de 1940. Esta não é a única similaridade. Rosalind Russell é Hildy, uma jornalista talentosa atrás de uma nova vida, longe do jornalismo e do seu ex-chefe (e ex-marido) Walter, interpretado por Cary Grant. Para tal, ela planeja se casar com Bruce, personagem de Ralph Bellamy (ele de novo), e se mudar para Albany, onde poderá cuidar das tarefas domésticas do lar e ter bebês. Mas, ao saber do casamento, Walter faz de tudo para atrapalhar o relacionamento de Hildy com Bruce e, ao mesmo tempo, seduzi-la de volta ao jornalismo, sua verdadeira paixão.
Em “Kill Bill”, a personagem da Uma Thurman foge para viver como uma pessoa comum e não uma exímia matadora de aluguel, mas Bill faz com que ela reconheça sua verdadeira essência ao abraçar a vingança que ele mesmo provocou. Tal vingança prova que ele estava certo, ela jamais poderia se casar com Tommy e trabalhar em sua loja de discos como uma qualquer; ela era, de fato, uma assassina por natureza e jamais poderia fugir disso. Em “His Girl Friday”, Walter faz com que Hildy cubra uma última história para o jornal, o que provoca uma série de situações que permitem com que seu verdadeiro talento se manifeste e, assim, eles acabam se aproximando; porque são, afinal, irremediavelmente iguais.
Howard Hawks fez “His Girl Friday” para tentar superar “The Awful Truth” do Leo McCarey. É, sem dúvida alguma, um filme maravilhoso, mas eu ainda prefiro “The Awful Truth”. A situação é parecida; uma mulher que precisa basicamente escolher entre o Cary Grant e o Ralph Bellamy. Um representa uma vida divertida, agitada, até perigosa; o outro representa a calma, a inocência, uma vida acomodada. Há em “His Girl Friday”, porém, mais forte do que em “The Awful Truth”, a questão da natureza da mulher em particular. Rosalind Russell é naturalmente um “homem da imprensa” (seu papel era, na peça que deu origem ao filme, masculino) e por mais que ela deseje calma e acomodação, sua personalidade simplesmente não permite tal circunstância; ela precisa estar onde está a notícia, ela precisa fazer parte dela. Ela não pode negar a própria natureza, ela tem de escolher o Cary Grant.
Hildy é uma mulher forte, mas crível, como não se vê nos filmes atuais. No final do filme, quando Walter se despede dela e, depois, atende o telefonema de Bruce, preso pela terceira vez graças às tramóias de Walter, ela começa a chorar - não porque suas chances com Bruce foram mesmo arruinadas, mas porque ela tinha pensado que Walter estava mesmo se despedindo dela e que não tinha mais nada planejado para atrapalhar seu casamento com Bruce. É a primeira vez que Walter vê Hildy chorando, e gosto de imaginar que tenha sido a única.
Agora sim. George Cukor, Katharine Hepburn e Cary Grant se reúnem novamente em “Holiday”, de 1938, e o resultado é muito, mas muito melhor do que o obtido com “Sylvia Scarlett”. Distribuído no Brasil sob o título peculiar de “Boêmio Encantador”, Cary Grant interpreta Johnny, um homem de origens pobres, mas que trabalha desde os dez anos com o intuito de se aposentar aos trinta para assim aproveitar a vida enquanto ainda é jovem. Durante as primeiras férias de sua vida, ele se apaixona por Julia e pretende se casar com ela. Mas, retornando das férias, ele descobre que ela é extremamente rica e que ela, contrariando seus desejos, tem planos específicos para a sua carreira. Se sentindo deslocado na mansão de Julia, Johnny logo se identifica com sua irmã Linda, interpretada por Katharine Hepburn, que se apresenta como a ovelha negra da família.
Linda é uma artista frustrada pelo pai, um banqueiro que vive conforme os padrões da alta sociedade. Ela não vai à igreja aos domingos, detesta as grandes festas que o pai promove, e é famosa pelo seu temperamento difícil. Seu irmão Ned também vive infeliz sob as regras do pai. Com um dom natural para a música, mas forçado a abandonar sua paixão, ele se entrega ao alcoolismo para esquecer seus pesares. Apenas Julia parece contente com o modo de vida que seu pai conquistou para sua família e ela exigirá o mesmo de Johnny. Johnny, por sua vez, é completamente franco, diz que não vê sentido em ter muito dinheiro, apenas o suficiente para viver, chama a mansão de quatro andares da família de museu e, sempre que se sente nervoso, dá uma pirueta ou uma cambalhota. Linda compreende Johnny como ninguém e logo se apaixona por ele, mas teme, é claro, atrapalhar o casamento de sua irmã.
“Holiday” é um filme bonito, com um amor proibido tão angustiante (e tão compreensível), mas que trata principalmente das escolhas que fazemos em vida, se optamos por perseguir nossas paixões, por mais inseguras que sejam, ou se optamos por nos acomodar em um modo de vida mais estável e conformado. Para ambas escolhas, há conseqüências; as dificuldades de se conseguir prover a vida que desejamos para nós mesmos ou, então, o peso de carregar diariamente todos os nossos anseios frustrados e ter de conviver com eles. O filme não diz que uma escolha é certa e a outra é errada; Julia faz a que melhor lhe cabe. Linda faz a sua (e ela escolhe, obviamente, a pirueta).
The Apartment: According to Shirley MacLaine, much of the movie was written as filming progressed. The gin rummy game was added because at the time she was learning how to play the game from her friends in the Rat Pack. Likewise, when she started philosophizing about love during a lunch break one day, this was also added to the script:
”[…] It was different because on The Apartment, we only had 29 pages of script, and what he [Billy] did was wait to see how the relationship and the chemistry and all that between Jack and me would develop, and then he wrote it accordingly. Actually, he put the gin scene in, where we were playing cards, because he knew I was playing gin with Dean and Frank all the time”.
The days go on and on… they don’t end. All my life needed was a sense of someplace to go. I don’t believe that one should devote his life to morbid self-attention, I believe that one should become a person like other people.
Elvis Presley at the Peabody Hotel, Memphis, 1956. Photo by Lloyd Shearer.
James Stewart and Carole Lombard in a publicity shot for Made for Each Other, 1939
Paul Newman on the set of Cool Hand Luke (1967, dir. Stuart Rosenberg) (via)
MAY 21, 1945: Humphrey Bogart and Lauren Bacall are married
“As I glanced at Bogie, I saw tears streaming down his face - his ‘I do’ was strong and clear, though. As Judge Shettler said, ‘I now pronounce you man and wife,’ Bogie and I turned toward each other - he leaned to kiss me - I shyly turned my cheek - all those eyes watching made me very self-conscious. He said, ‘Hello, Baby.’ I hugged him and was reported to have said, ‘Oh, goody.’ Hard to believe, but maybe I did. Everyone hugged and kissed everyone else and more tears were shed. Bogie said it was when he heard the beautiful words of the ceremony and realized what they meant - what they should mean - that he cried.”