Rodrigo Ghedin

Paranaense, vinte e poucos anos, ganha a vida escrevendo sobre tecnologia. Formou-se bacharel em Direito mas abandonou as leis para resolver algoritmos em Sistemas de informação.

Posts

February 09, 05:26 AM

Já sabíamos que o “beta” público do Windows 8 seria lançado no final de março, agora sabemos a data exata. O perfil oficial @Windows, no Twitter, avisou: 29 de fevereiro.

Windows 8 Consumer Preview: 29 de fevereiro.

Neste dia a Microsoft organizará um evento, dentro do Mobile World Congress, na Espanha, para falar mais sobre o Windows 8 Consumer Preview, a versão de testes destinada a consumidores finais — eu, você e todo e qualquer outro curioso. O local da apresentação dá a entender que teremos algum foco em tablets, afinal, o MWC é um evento focado em mobilidade.

February 08, 07:24 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

Peguei algumas dicas com o @Silver472. Aumentei a velocidade (1/160) e abri um pouco mais o obturador (f4.0, acho).

Deu certo! O brilho intenso da lua diminuiu, agora dá para ver as suas imperfeições. Problema: tremores.

Mesmo com um tripé (bem ruim, acho que aqui está o problema), timer de 10s e a velocidade super alta, todas saíram um pouco tremidas. Acho que é o limite da minha câmera, melhor que isso só com uma de categoria superior...

February 08, 06:59 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

Tentativa frustrada de fotografar a lua cheia...

February 08, 06:58 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

Essa eu gostei. Joguei uma exposição longa (60s) com zoom máximo e depois fiz um tratamento pesado (muito contraste, pouco brilho, baixa saturação).

February 08, 05:32 PM

Mais uma dica esperta para incrementar o espaço na sua conta do Dropbox sem colocar a mão no bolso.

A Samsung está com uma parceria com o serviço e oferece, gratuitamente, 2 GB para proprietários de alguns smartphones e tablets Android da empresa. Funciona tanto para contas novas quanto para antigas e o seu único trabalho é criar uma conta Samsung (caso ainda não a tenha).

O hot site da promoção conta com um passo-a-passo para se cadastrar e obter o cupom que libera o espaço extra. Durante o processo, atenção para dois detalhes:

  • Se você não tiver conta Samsung, ao inserir seu email no terceiro passo o site retornará um erro. Clique novamente no botão “Avançar” para, aí sim, ter acesso ao formulário de cadastro;
  • O último passo requer a inserção do IMEI e a identificação do modelo do celular baseado no código do produto. Você encontra os dois assim:
    • Para o IMEI, vá às configurações do Android, entre em “Sobre o telefone” e, em seguida, “Status”. O IMEI é um número comprido e aparece quase no final da lista;
    • O modelo do aparelho, que difere do seu nome comercial, fica uma tela antes, na “Sobre o telefone”. Está ali, no item “Número do modelo”, e pode conter alguma variação devido à localização — o meu, por exemplo, um Galaxy 5, no próprio celular (com CyanogenMod) é identificado como GT-I5500, já no site da promoção, ele é o GT-I5500B.

Se tudo correr bem, ao fim do procedimento você receberá o código de resgate para usar nesta página, no Dropbox (precisa estar logado). Mais 2 GB na sua conta, de graça.

2 GB grátis no Dropbox, cortesia da Samsung.

[@SamsungBrasil]

February 08, 05:05 PM

Estreou há poucos dias a versão brasileira do AppGrátis, ou FreeAps como é conhecido na Inglaterra. Trata-se de um blog simples que oferece, todos os dias, um aplicativo para iOS que normalmente é pago de graça.

O “estreou há poucos dias” eu presumo por dois fatores: as ofertas na versão nacional começam em 30 de janeiro e ainda há pouco buzz em torno da ferramenta, uma espécie de “Giveaway of the Day para iDevices”. Coisas gratuitas costumam fazer bastante barulho e com o AppGrátis não deverá ser diferente — veja a gente ajudando nisso

Se você é desenvolvedor, o responsável pelas negociações para publicar apps no site é o Simão (página de contato). Se você tem um iPhone, iPod touch ou iPad, dá para acompanhar as promoções via feed ou assinando por email, em um formulário no próprio site.

[@pensarics]

February 08, 11:29 AM

Uma pesquisa conduzida pela SodaHead traduziu em números a sensação geral que se tem navegando pelo Facebook: pouca gente gostou da Timeline.

Anunciada ano passado, só agora ela se tornou compulsória, com previsão de chegar a todos os perfis do site nas próximas semanas. A Timeline é o novo perfil no Facebook, mais amplo, profundo e fácil de navegar. Um paraíso para stalkers.

Na pesquisa da SodaHead, 70% dos 1327 consultados disseram não gostar do novo perfil, com apenas 20% dizendo o contrário — os 10% restantes não têm conta no Facebook. Homens e mulheres tiveram resultados idênticos: 77% desaprovam o novo visual, enquanto 23% aprovam. Os índices positivos foram maiores entre os mais jovens; a faixa que vai dos 18 aos 24 anos teve a maior porcentagem de aceitação, 30%. No site da SodaHead tem um infográfico bonitão com essas informações.

O Facebook já deve ter detectado isso há mais tempo, tanto que iniciativas como o Timeline Movie Maker visam exatamente mudar a percepção das pessoas para o novo recurso. A favor do site também conta a histórica aversão dos usuários a novidades visuais: toda mudança no layout sempre causou reações inflamadas de parte deles. Com o tempo a galera acostuma e tudo volta a ficar bem — pelo menos até a próxima atualização.

PS: pessoalmente, o que eu detestei na Timeline foi o lance de duas colunas, mais dispersivo que o antigo, de apenas uma.

February 08, 10:43 AM

ABAddressBookRef addressBookRef = ABAddressBookCreate();
CFArrayRef allContacts = ABAddressBookCopyArrayOfAllPeople(addressBookRef);
// upload this to server and do something really nasty
CFRelease(addressBookRef);
CFRelease(allContacts);

O código acima é tudo o que um desenvolvedor de apps para iOS precisa para obter toda a lista de contatos do usuário. Para o calendário, com todos os eventos e compromissos, o código é parecido.

A questão da privacidade dessa importante parte de qualquer celular, desencadeada pelo Path, agora respinga na Apple. Justamente, ao que parece.

Mais cedo, nosso amigo Felipe Zorzo deixou um comentário interessante no post original: no Android e Windows Phone, a liberação da API que permite esse comportamento por parte do app depende de uma manifesto, no app, que informe ao usuário que tal processo pode ocorrer — somos informados disso no Market, antes de iniciar o download, nas permissões que o app requisita. Sem esse manifesto, que explicita as ações do app, o acesso à respectiva API é negado.

Na aba de permissões do Path no Android Market, por exemplo, consta explicitamente:

SUAS INFORMAÇÕES PESSOAIS

LER DADOS DO CONTATO
Permite que um aplicativo leia todos os dados de contato (endereço) armazenados em seu aparelho. Aplicativos maliciosos podem usar isso para enviar seus dados para outras pessoas.

Na App Store não há nada do tipo e, ao que parece, a verificação manual de apps por funcionários da Apple tem falhado ou feito vista grossa ou simplesmente ignorado o problema em muitos casos. Ela deveria barrar apps que façam isso sem o consentimento do usuário, já que tal ação é vedada nas guidelines da loja:

17. Privacy

17.1. Apps cannot transmit data about a user without obtaining the user’s prior permission and providing the user with access to information about how and where the data will be used Apps that require users to share personal information, such as email address and date of birth,
in order to function will be rejected.

Mugunth Kumar, em seu blog, avisa que outros aplicativos muito populares fazem o mesmo: Instagram, foursquare, Viber, WhatsApp e por aí vai; alguns avisam (WhatsApp, Viber), outros fazem tudo por baixo dos panos (foursquare). Diz, ainda, que o Path vai além e, não bastasse a lista de contatos, atua de forma similar com as amizades do Facebook. O código que abre este texto vem de lá.

É a velha máxima do “não existe almoço” grátis reforçada mais uma vez. Não que precisasse, mas enfim. Resta esperar alguma ação da Apple para sanar esse “bug de design” da App Store…

[@felipez]

February 08, 10:01 AM

Após ganhar versões para iPhone e iPad, o OneNote, aplicativo de anotações da Microsoft integrado ao SkyDrive para armazenamento na nuvem finalmente chegou ao Android!

Disponível em 57 países (Brasil incluído) e compatível com qualquer Android 2.3 ou posterior (até no Galaxy 5 funcionou!), o app preserva as mesmas características das outras plataformas — ele também está disponível, nativamente, no Windows Phone. O OneNote Mobile permite criar, editar e sincronizar cadernos e notas a partir do celular, com direito a algumas firulas interessantes, como acesso offline, captura rápida de fotos com a câmera e todos os elementos comuns de criação (listas, checkboxes, imagens etc.). Muito bem feito, mesmo.

O OneNote Mobile é gratuito até o limite de 500 notas. Para usar mais que isso, é cobrada uma taxa única de US$ 4,99. Download aqui.

Além do OneNote, a Microsoft também divulgou outros que utilizam a API do SkyDrive para armazenamento na nuvem: Cloud Explorer, Browser for SkyDrive e Portfolio for SkyDrive. A documentação para integrar o sistema a aplicativos é gratuita e tamanho incentivo a apps de terceiros que utilizam essa estrutura é um bom sinal de que a Microsoft dará mais atenção ao SkyDrive na vindoura nova versão do Windows — integrá-lo a outros ecossistema é uma aposta e tanto, logo, presume-se que “em casa” ela seja ainda maior.

February 08, 09:19 AM

O Flash para dispositivos móveis foi descontinuado ano passado. Até então um dos grandes chamarizes (injustificados) da plataforma Android, coube à própria Adobe, dona da coisa toda, chegar e mandar a real, tipo “ó, isso não funciona, vamos focar no desktop, onde a gente ainda tem alguma relevância”.

Alguns insistem e, onde o Flash Mobile já tinha fincado a sua bandeira, atualizações pontuais para corrigir bugs continuarão sendo disponibilizadas — incluindo aí o navegador padrão do Android. Como o Google poderia se livrar dessa saia justa? Simples, com um navegador padrão novo.

Por ora o Chrome para Android está em beta e limitado a 1% dos dispositivos. No futuro, porém, ele substituirá o atual “Navegador”, tornando-se padrão na plataforma. A boa nova é que, nessa dança das cadeiras, o Flash sumirá de vez do Android. Palavra da própria Adobe que, ontem, anunciou que o novo navegador do Google não suporta a sua tecnologia.

Poderia até rolar um conflito de interesses aí, já que nos desktops o Google/Chrome abraça o Flash com força, distribuindo-o integrado ao próprio navegador. Felizmente, optaram pelo caminho do bom senso, além de terem deixado uma pontinha de esperança por, algum dia, termos de volta um Chrome “Flashless” nos desktops.

A mim parece uma troca bem satisfatória: sai o Flash como selling point, entra o Chrome, cada vez mais popular nos desktops e sinônimo de velocidade para muita gente — a exata antítese do Flash Mobile.

February 08, 07:47 AM

Dia ruim para o Path o de ontem. Arun Thampi havia apenas começado a estudar a aplicação com o intuito de criar uma variante para desktops numa hackathon quanto, meio sem querer, descobriu algo perturbador nesses tempos de privacidade em risco: o app envia para os servidores da empresa toda a lista de contatos do celular!

Em um post no seu blog, Thampi detalha as chamadas que a API faz e todo o processo. Em dado momento, a lista de contatos com nomes completos, telefones e endereços de email é enviada por baixo dos panos, em texto plano, sem nenhum tipo de criptografia. Isso é bem grave, por dois motivos: em nenhum lugar o app diz fazer isso e não há opção para impedir que tal processo aconteça.

O Path surgiu como uma voz de peso contra o Facebook e sua permissividade/problemas de privacidade. Posicionada como uma rede social fechada para (até 150) contatos de verdade, ou seja, gente que você conhece e com quem não tem problemas em compartilhar intimidades e amenidades do dia-a-dia, a privacidade sempre foi uma bandeira do app. Tudo no Path é fortemente baseado na confiança, e essa fica seriamente abalada após o episódio.

Nos comentários do post de Thampi, Dave Morin, cofundador e CEO do Path (e ex-funcionário do Facebook), apareceu para dar explicações. Segundo ele, esse comportamento do aplicativo ocorre para facilitar a descoberta de contatos que também usem o Path. O pior é que ele também diz que tal prática é comum na indústria — nesse meio tempo já se descobriu que a Hipster faz o mesmo. Morin diz que a última versão do Path indica expressamente que a lista de contatos do celular será enviada aos servidores, um opt-in simples. Aos que se sentirem ofendidos e/ou quiserem ter tais dados apagados dos servidores, ele pede que enviem um email para service@path.com.

Complicado…

February 07, 06:12 PM

O que leva dois jovens com cara de nerd a sugerirem o “email reimaginado”? Veja bem, o Google tentou isso alguns anos atrás e quebrou a cara bonito — o tal do Wave, lembra? Quem são esses malucos? O que eles querem? O email precisa mesmo ser reimaginado?

Respostas: Josh Milas e Alex Obenauer, US$ 35 mil e sim, precisa.

Josh e Alex propõem, no Kickstarter, o Mail Pilot, uma nova abordagem para o email. Ela é bem fácil de entender e, como quase tudo na vida, tão genial quanto simples. Basicamente, a ideia da dupla é atribuir ao email alguns mecanismos de organização pessoal/ GTD . Não a parte complicada, só a superficial que a maioria aprende (e nunca põe em prática).

Saem alguns paradigmas arcaicos, como conceito de mensagem lida/não lida, bandeiras e outros tipos de marcadores, entram dois botões, um para assinalar “emails cumpridos”, outro para “ver depois”. São mudanças quase bobas, mas pare e pense na mecânica da coisa por alguns segundos, de preferência após assistir ao vídeo acima. Genial, não?

Há outros detalhes tão bacanas quanto, como o login único compatível com os principais serviços de email do mercado (os servidores do Mail Pilot só guardam meta dados dos cabeçalhos das mensagens), filtros de pesquisa rápidos, espaço para contatos mais acionados e pré-visualização de anexos. Muito, mas muito promissor.

O preço disso tudo? US$ 35 mil. A página do projeto no Kickstarter já arrecadou ~US$ 26 mil e, com 19 dias restando para angariar fundos e a exposição cada vez maior em sites e blogs de tecnologia, eles conseguirão fácil, fácil chegar ao mínimo. Fica a torcida para que atinjam seus objetivos e, principalmente, consigam criar uma tecnologia disruptiva para o email — apesar de insubstituível mesmo como é hoje, tá precisando e faz tempo…

[Christina Warren]

February 07, 02:18 PM

Hoje o Giz americano publicou uma extensa reportagem sobre os bastidores do Instagram. Reveladora, eu diria, e uma aula de como crescer com naturalidade, antever e resolver situações complicadas e esperar. Paciência e trabalho duro são as palavras-chave.

O artigo alterna entre contar a origem do serviço e trechos de uma entrevista recente com os dois cofundadores, Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger. Com pouco mais de um ano no mapa e exclusivo para iPhone, o Instagram já tem 15 milhões de usuários e se estabelece cada vez mais como um “killer app” para iOS.

Kevin e Mike contam que o fato de terem entre seus usuários gente famosa como Justin Bieber e Barack Obama forçou a equipe a se concentrar em prioridades e resolver em tempo hábil questões de escalabilidade. Uma foto de Bieber, por exemplo, obrigou o reduzido time abrigado em uma das salas do antigo escritório do Twitter a mexer no contador de “curtidas”, até então preparado para receber até 50 mil. Para não deixar o sistema fora do ar, eles constantemente otimizam o back-end, trabalho que resulta em uptime invejável — não há relatos de equivalentes ao fail whale e tumblebeast no Instagram. Em paralelo, continuam acrescentando recursos e aparando arestas.

E é essa atenção requisitada pelo crescimento estrondoso e bem estar do usuário que faz planos maiores, em especial o da quase mítica versão para Android, ficarem para depois. De lá:

“‘Vocês têm falado sobre Android tem algum tempo’, comecei.

‘Por um ano!’, ele [Kevin] interrompeu. ‘E continuarei falando sobre isso!’.

‘Estar com 15 milhões de usuários em uma plataforma não é algo que qualquer outra empresa de rede social móvel pode se gabar. Há um monte que estão nesse patamar, mas são multiplataforma. Vimos uma oportunidade de sermos realmente bons em uma coisa e acabou que isso nos ajudou. Não foi porque sentimos que o Android não era algo que valesse a pena correr atrás. Não foi pela qualidade do aparelho — existe um punhado de celulares Android sensacionais; nós temos alguns no escritório que têm belíssimas telas e ótimas câmeras. É mais porque éramos três pessoas tentando manter as coisas de pé. Agora somos oito pessoas, com dez pessoas espalhadas pelo mundo.

A única coisa que fará outras plataformas acontecerem é o crescimento natural do time. Acho que não esperávamos o quão rápido cresceríamos em um ano quando estávamos na de ‘opa, vamos trabalhar no Android em seguida’. Tudo virou prioridade e por isso tivemos que focar no que era mais importante, que era manter o site funcionando e fazendo nossos usuários realmente felizes. Uma pessoa é uma pessoa independente de qual celular ela possua. Estou empolgado em estar no Android algum dia. Tá brincando? Nosso crescimento dobrará.’”

Sobre o rumor da versão para Windows Phone atropelar a do Android:

“Consideramos todas as diferentes plataformas o tempo todo, mas o Android é quase que certamente nosso óbvio próximo passo.”

Não sei se o Giz nacional traduzirá a matéria, mas em todo caso, recomendo fortemente a leitura.

February 07, 01:29 PM

Abas no Chrome para Android. (Clique para ampliar)

Demorou, mas demorou muito. Todavia, a partir de hoje o Google disponibiliza, em Beta e apenas para o Ice Cream Sandwich (smartphones e tablets), o Chrome para Android.

O Chrome para Android mantém o espírito velocista do seu irmão para desktops. Além do desempenho “bruto” (no SunSpider, foi 13% mais rápido que o navegador padrão do sistema), elementos da UI, como rolagem suave, e algumas decisões de bastidores, como o pré-carregamento de páginas quando numa rede Wi-Fi, aumentam a percepção de velocidade.

Outras características bacanas são a forma inovadora de gerenciar abas totalmente baseada em gestos, como se fosse um deck de cartas, e a sincronia íntima com outras instâncias do Chrome em dispositivos diversos, incluindo sessões. Para os preocupados com privacidade, o modo privado também está presente.

Vale a pena dar uma olhada no vídeo que o The Verge fez do navegador (o oficial é 90% enrolação, 10% ação). Do canal oficial, vale conferir este outro vídeo que, embora não mostre o navegador de fato, mostra mockups interessantes para se ter uma ideia das soluções de interface adotadas pelo app.

O objetivo é, no futuro, tornar o Chrome o navegador padrão do Android. No momento, ele e o atual coexistirão nos aparelhos com ICS. Se você tem um desses, o download é gratuito no Android Market.

Ah, e a pergunta que não quer calar: quanto tempo levará para o ChromeOS ser descontinuado?

February 07, 09:36 AM

Um estudo da Crittercism diz que apps para o iOS, especificamente a última versão (5.0.1), travam mais que seus pares no universo Android.

A discrepância é gigantesca: enquanto a última versão do Android, 4.0.1, responde por 1,04% dos travamentos, a última do iOS é responsável por 28,64%!

Apps para iOS travam mais que os do Android.

Ah meu deus, será que o iOS é tão ruim assim?

O estudo diz que a culpa não é da Apple, é dos desenvolvedores que ainda não adaptaram seus apps para o iOS 5.0.1. O app do Facebook está aí para provar que há algum sentido nessa lógica. Outros culpados apontados são o uso de recursos do aparelho como GPS e transições entre Wi-Fi e 3G, e o iAd, sistema de publicidade da Apple que tem requisitos bem específicos nem sempre atendidos pelos desenvolvedores.

Longe de mim reclamar do Android (no Galaxy S II ele se mostrou bem estável), mas o que se vê e lê por aí são (bem) mais reclamações acerca do Android do que do iOS. Pode ser mera percepção, mas com exceção do já citado Facebook, aqui pelo menos, no iPad 2, não me lembro de algum travamento.

Uma informação me chamou a atenção nisso tudo: um dos investidores da Crittercism, a empresa responsável pelo estudo, é o… Google. Discuss.

[AppAdvice]

February 07, 08:38 AM

A Nokia começou a distribuir o Symbian Nokia Belle para aparelhos já no mercado.

De cara, os seguintes modelos ganharão a atualização: Nokia N8, Nokia E7, Nokia E6, Nokia X7, Nokia C6-01, Nokia C7 e Nokia Oro. O Nokia 500 a receberá nas próximas semanas. Para atualizar, basta conectar o smartphone a um computador com o Nokia Suite instalado.

As principais novidades do Belle são as seis telas iniciais com widgets de tamanhos variados, nova barra de notificações com botões rápidos para ligar/desligar conexões e inclusão de informações de tráfego no Nokia Mapas. A atualização é gratuita.

[Nokia Conversations]

February 07, 07:26 AM

D’O Globo:

“A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação na Justiça Federal de Goiás, com pedido de liminar, para suspensão e bloqueio de perfis no Twitter que alertam motoristas sobre o local e o horário das blitzes de trânsito realizadas no estado. A ação solicita multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento da liminar.”

A história ganhou repercussão ontem, saiu no The Next Web e, incrédulo e um pouco decepcionado, vi no Twitter e em discussões por email gente bacana contrária à iniciativa da AGU. Porque, e olha que eu tentei muito, não consegui chegar a nenhuma característica positiva para essa abordagem que alerta motoristas embriagados sobre blitz nas ruas da cidade (se você souber alguma, use os comentários, por favor). No mínimo, são cúmplices de uma infração de trânsito (art. 165 da Lei nº 9.503/97) e de crimes em potencial (art. 121 do Código Penal); na pior das hipóteses, fornecem um mapa colaborativo e pra lá de eficiente para que bandidos de outra espécie evitem os policiais. Se o traficante Nem seguisse o algum deles, talvez ele não tivesse sido preso

Visitei alguns perfis do tipo e notei que, em sua maioria, o serviço prestado é mais amplo. Eles avisam sobre acidentes, congestionamentos e outros imprevistos que evitam que os motoristas caiam em furadas. Isso é lindo, de verdade. Mas é a história da laranja podre: uma ação (avisar sobre blitz) estraga todo o resto. Sugestão? Troquem os nomes os que fazem alguma referência à Lei Seca e eliminem esses avisos.

February 06, 01:57 PM

Esta invenção não é para aqueles que não sentem diferença entre ouvir uma música codificada a 96 Kb/s e a mesma a 320 Kb/s. Se seus ouvidos são tão insensíveis assim, muito provavelmente os Universal Earphones desenvolvidos no Igarashi Design Interfaces Project não farão diferença.

Talvez até seja uma surpresa, mas os fones de ouvido tradicionais vêm com pequenas inscrições “L” e “R”. Elas servem para indicar o ouvido correto para cara um (“L” de “left”, ou esquerda; “R” de “right”, ou direita). Em músicas e filmes estéreo, estar com o fone de ouvido colocado corretamente é a garantia de apreciar a arte na forma como ela foi concebida ou o mais próximo disso. Nos filmes a relação entre áudio e vídeo reforça ainda mais a importância de se respeitar os dois lados do som.

A invenção da qual falamos visa acabar com esse dilema, um legítimo #firstworldproblem. Em vez de se preocupar com o posicionamento dos fones, basta colocá-los no ouvido; um sensor de proximidade instalado em um dos fones detecta em qual orelha ele está e, então, direciona o canal de som correto para os dois. Genial, não?

Outra vantagem dos Universal Earphones é que ele é capaz de detectar quando duas pessoas compartilham os fones de ouvido. Assim, em vez de direcionar um canal para cada fone, a divisão é interrompida e os dois recebem o mesmo áudio. Apesar da prática ser reprovável do ponto de vista higiênico (nunca compartilhe fones de ouvido, é nojento)…

No futuro, os pesquisadores japoneses esperam dar ainda mais utilidade a esse chip milagroso, como pausar/continuar a música ou vídeo quando os fones forem retirados/recolocados, respectivamente. Robusto, fácil de implantar e barato (menos de US$ 1), esperamos que isso não demore para chegar ao mercado.

[Gizmag]

February 06, 12:52 PM

Ontem aconteceu nos EUA o Super Bowl, aquela seleção de comerciais bacanudos com a final do campeonato americano de “futebol” nos intervalos.

Teve vários comerciais bem legais em meio aos 54 (!) exibidos durante o jogo. Se quiser ver todos, o Mashable compilou a lista. Se quiser ver os mais legais, basta dar o play aí embaixo:

Samsung — Thing Called Love

Uma espécie de “continuação” daquele que tira sarro das filas para comprar iPhone. Maior, com mais gadgets e algumas situações constrangedoras (stylus em smartphones de 2012, gravação de vídeo com um tablet e por aí vai). Mas é divertido, vai…

Volkswagen — The Dog Strikes Back

Seria mais um comercial genérico de cachorro se não fosse o final fazendo referência ao fenomenal comercial da própria Volkswagen no Super Bowl de 2011.

Marvel — The Avengers

Hulk.

Honda — Matthew’s Day Off

Graças a um maldito teaser, todos achavam que seria o trailer da continuação do celebrado e divertidíssimo “Ferris Bueller’s Day Off”, ou “Curtindo a Vida Adoidado”. Felizmente não foi o caso, é só um melancólico comercial do CR-V, um SUV da Honda, além da prova de que uma continuação não funcionaria mesmo

Faltou algum que você viu e acha que deveria estar na lista? Comente aí, então!

February 06, 12:26 PM

O site sul-coreano etnews publicou rumores sobre o vindouro Galaxy S III, a ser apresentado e possivelmente lançado ainda no primeiro semestre de 2012 — só que não no MWC , na Espanha, como era esperado.

Obviedades à parte (Android 4.0, processador quad-core), a publicação afirma que o aparelho terá apenas 7 mm de espessura, 1,9 mm a menos que o Galaxy S II, que já é fino pra caramba. Tal engenhosidade foi alcançada com a redução de vários componentes internos, até mesmo de peças bem convencionais, como as PCB . Isso não significa que o aparelho será menos poderoso/completo do que se podia esperar; os rumores sugerem conectividade 4G/LTE, o principal “gastão” de bateria e, torcemos muito, uma bateria que compense isso.

Fecha a rodada de rumores a câmera com os mesmos 8 MP do S II e muito provavelmente a inclusão de um chip NFC . Tamanho da tela? Ninguém sabe, mas maior que a do Galaxy Nexus (4,65″) não deve ser.

O que assustou, porém, foi a estratégia da Samsung para com o Galaxy S III. Do TechCrunch (que fez o favor de traduzir o coreano da fonte original):

“Mas early adopters talvez quererão esperar um pouco. A Samsung está se preparando para lançar uma ampla linha de smartphones Galaxy S3 em 2012.

O etnews diz que a Samsung prepara vários sabores de S3. Um modelo terá câmera melhor e outro usará uma stylus (como o Note!). Haverá até mesmo uma variação 3D. O cronograma de lançamentos não foi mencionado, mas espera-se um forte fluxo de smartphones S3 para este ano e o começo de 2013.”

Na análise do Galaxy S II elogiei justamente a mão firme da Samsung sobre a marca Galaxy S, que pouco a pouco se consolida como “o iPhone do universo Android”: lançamentos anuais, tudo de bom e de melhor que a tecnologia tem a oferecer.

Essa nova estratégia, caso se confirme, parece uma evolução do que a Samsung já faz nos EUA com o atual S II, onde cada operadora tem o seu S II com pequenas características diferentes. Infelizmente, como funciona bem por lá, é algo que será estendido ao resto do mundo. Pode até dar certo, mas pessoalmente não vejo essa guinada como uma boa coisa…

Ainda segundo o etnews, o primeiro dos vários Galaxies S III deve chegar ao mercado em maio.

February 06, 11:32 AM

Existe uma máxima que diz que depois de algo ser publicado na Internet, não tem como voltar atrás. Uma variação do “a palavra dita não volta”, ou algo assim.

Com o Facebook, o problema está nas fotos. Desde 2009 (!) o Ars Technica acompanha o caso das fotos “apagadas” que não somem dos servidores da empresa. Ao apagar uma foto, ela desaparece apenas do site; se você ou alguém tiver o link direto (terminado em .jpg ou outra extensão da imagem), ela permanece acessível. Desde 2009. Três anos.

Ano após ano, Jacqui Cheng, que acompanha o caso no Ars, refaz os testes. Ano após ano, o resultado é o mesmo, bem como a explicação e promessa de correção por parte do Facebook. Em 2012, Frederic Wolens, porta-voz do Facebook, enviou um email ao site onde disse o seguinte:

“Os sistemas que usamos para armazenar fotos alguns anos atrás nem sempre apagava as imagens das CDN s em um período razoável de tempo, ainda que elas fossem imediatamente removidas do site.

(…)

Estamos trabalhando duro para mover nossa hospedagem de fotos para novos sistemas que asseguram que elas são totalmente apagadas em até 45 dias após o requerimento de remoção ter sido recebido. Esse processo está quase completo e há apenas uma pequena porcentagem de fotos de usuários ainda no sistema antigo, aguardando migração; os endereços que você forneceu estão nesse sistema legado. Esperamos que esse processo esteja finalizado em um ou dois meses, quando verificaremos se a migração está completa e desabilitaremos todo o conteúdo antigo.”

Parece bastante crível, mas a explicação tem sido a mesma desde que essa situação embaraçosa surgiu, em 2009. Quando a “crise de privacidade” atingiu o Facebook, no começo de 2010, a demora em remover perfis apagados e outros detalhes foi uma das críticas mais duras feitas ao site. Melhoraram bastante coisa, mas pelo visto ainda não resolveram o problema por completo.

O caso reforça a ideia de pensar muito bem antes de publicar o que quer que seja na Internet. Mesmo quando os sistemas novos do Facebook estiverem funcionais, ainda levará até 45 dias para uma foto ser totalmente excluída. Como dizem por aí, ”caiu na net”, já era.

February 06, 10:56 AM

E já estamos em fevereiro, agora é questão de semanas para o Windows 8 Beta ser disponibilizado.

Com a proximidade, as builds vazadas mais recentes começam a mostrar as arestas do Developer Preview aparadas. Ontem, vimos o desaparecimento da Windows orb, a “bolinha” do menu Iniciar. Agora, o chinês PCBeta mostra outra novidade em meio a uma galeria enorme de screenshots: a nova Charm bar.

Nova Charm bar, à direita. (Clique para ampliar)

Ícones maiores, Windows flag também branca, sem o fundo negro da DP (aliás, veja neste post como era antes). Eu gostei, e você?

February 06, 10:29 AM

Redes sociais explicadas.

Tradução:

Twitter: estou comendo um #donut

Facebook: eu curto donuts

foursquare: aqui é onde eu como donuts

Instagram: aqui tem uma foto vintage do meu donut

YouTube: aqui eu comendo um donut

LinkedIn: minhas habilidades incluem comer donut

Pinterest: aqui tem uma receita de donut

Last.fm: ouvindo agora “donuts”

Google+: sou um funcionário do Google que come donuts

[Pontocom Comunicação Interativa]

February 06, 09:37 AM

Quando você acha que já viu de tudo, eis que surge um site que só permite a criação de links para si mediante autorização — e somente por fax (!), ainda por cima! Eis o Lowes.com* e sua inacreditável política.

Tentei pensar em alguma analogia para expressar o quão absurda é essa exigência, mas nada como o tecniquês para tal. O protocolo básico das páginas web é o HTTP, que por sua vez é um acrônimo para hypertext transfer protocol. Um hipertexto é nada mais que um texto com ligações internas ou externas — com links. Logo…

* Se o Gemind sair do ar abruptamente é porque publicamos links para a lowes.com sem autorização expressa, haha!

[Ars Technica]

February 06, 07:56 AM

Lembram daquele novo menu global estiloso do Google? Não deu certo, ninguém gostou.

Na contínua busca para chegar a algo tão bom quanto o antigo (o que me leva a perguntar: precisa mesmo mudar?), a gigante das buscas está testando um novo menu.

Ele se assemelha muito ao antigo, mas traz diferenças sutis que, pessoalmente, achei bem ruins. Os itens do menu estão em negrito e num cinza menos contrastante com o preto do fundo e os elementos do Google+ uma linha abaixo da faixa preta do menu.

POR QUÊ!?

Novo menu Google. (Clique para ampliar)

Sério, ficou muito ruim.

Para ativá-lo, abra o site do Google, depois as ferramentas de desenvolvimento (no Chrome, F12); entre na aba “Console”, cole o código que está nesta página e dê um Enter.

[The Next Web]

February 06, 06:50 AM

Pelo nome você talvez não se lembre, mas já conhece sim o OK Go. São os caras do clipe das esteiras. Agora você lembrou, né?

O novo clipe da banda, da música “Needing/Getting”, levou quatro meses para ser produzido e tomou mais quatro dias para ser gravado. A bordo de um Chevy Sonic, da GM , o quarteto percorre um circuito recheado com mais de mil instrumentos convencionais e inusitados, todos “tocados” pelo carro, este equipado com braços pneumáticos. Sensacional!

[Mashable]

February 05, 05:28 PM

Quem gosta de descobrir novas músicas legais? Todo mundo. Mas é difícil e, em situações normais, eu não tenho muito saco para “caçar” recomendações em sites especializados ou… sei lá.

Como as pessoas descobriam novas bandas antigamente?

Nas últimas semanas uma conjuntura de fatores tem dado muitos resultados positivos nesse sentido. Como sou um cara legal, vou compartilhá-la com vocês.

A primeira é a mais antiga e, talvez, certeira: tenha amigos com bom gosto.

É o princípio básico do crowdsourcing aplicado na vida real, longe da Internet. Se eu e meus quatro amigos descobrirmos uma nova banda legal por mês, já terei bem mais referências musicais do que teria no mesmo intervalo sozinho. Se você for uma pessoa normal com um monte de amigos, terá ainda mais, um monte de boas recomendações. Só atente para a (importante!) questão do bom gosto; uma visita ao perfil da possível fonte na Last.fm (o meu aqui), uma olhada nas músicas que ela tem no celular ou mesmo um rolê no carro com o CD/pen drive “só cas melhor” deve ser suficiente para chegar a uma conclusão. É nessa etapa, por exemplo, que o potencial do meu círculo de amizades para prover boas recomendações cai pela metade — no mínimo.

As outras duas têm a vantagem de não dependerem, ao menos não diretamente, de outros seres humanos. Uma é puro algoritmo, os sistemas de streaming musical como Spotify, Rdio e MOG.

Eu não sei nos outros, mas o Spotify tem alguns recursos bacanas para descobrir bandas semelhantes às que você gosta. Na página dela existe, no canto superior direito, uma seleção de artistas relacionados. Não é muito útil para descobrir bandas realmente novas no sentido de outros gêneros e tal, mas uma mão na roda para encontrar material inédito de um dado estilo. Quanto mais longe se vai nessas recomendações, maior a distância para a banda original. Outro plus: no topo da lista de álbuns sempre aparece um “Top Hits” com as músicas mais populares daquela banda/intérprete no próprio Spotify.

Visão geral da página de uma banda no Spotify. (Clique para ampliar)

Existem ainda as rádios. Há dois tipos delas, uma baseada no artista e outra em gêneros. A dos artistas segue o esquema dos relacionados comentado acima: vêm músicas parecidas com as que a banda-referência toca. A dos gêneros é mais interessante na descoberta, por motivos óbvios. Só recomendo desativar o scrobbling do Last.fm e o frictionless sharing do Facebook antes de embarcar nessas aventuras — sempre existe o risco de aparecer coisas indesejáveis nos seu histórico…

Outra força do programa são as playlists públicas. Com a conexão com o Facebook, dá para encontrar fácil as listas dos seus amigos. Isso meio que automatiza a primeira dica, sem a vantagem da recomendação direta, mas ainda assim válida.

No Spotify eu não tenho muito o costume de sair a esmo em busca de novidades. Nas últimas semanas, só descobri s/he lá e me peguei surpreso gostando de uma batida mais eletrônica, gênero que jamais passou perto de figurar numa playlist minha. É legal, ouça aí — digo, .

Por fim, mas não menos importante, o app para iPad mais legal das últimas semanas, Band of the Day.

Band of the Day. (Clique para ampliar)

falei sobre ele no Gemind, mas merece o repeteco porque a seleção é, em geral, muito boa. Resumindo aqui para quem ficou com preguiça de clicar: trata-se de um aplicativo que traz, todo dia, uma banda nova com músicas completas para ouvir, crítica, biografia e alguns vídeos.

O “seleção muito boa” é bastante relativo porque depende diretamente da bagagem e preferências do ouvinte, mas para mim o BotD tem batido em cima quase todo dia. Algumas das minhas novas obsessões musicais vieram de lá: Rubblebucket, Yellow Ostrich, Heavy Cream, Destry

Em geral eu tomo café, abro o app e vou ler emails e feeds enquanto a música toca em segundo plano. Depois, já no PC, rola até uma dobradinha bacana com o Spotify: a maioria dos álbuns mostrados no BotD está disponível nesse. É especialmente legal porque, como são bandas pouco conhecidas, nem se eu quisesse apelar para o lado caolho e perna-de-pau da Internet conseguiria — impossível achar. Depois de ouvir o álbum e chegar a um veredito, dá para comprar as músicas direto do app, já que ele traz links para a iTunes Store.

***

February 05, 11:20 AM

O último rumor relacionado ao Windows 8 Beta é de que a Microsoft removerá não só o menu Iniciar (como já fez no Developer Preview), mas também a Windows orb, ou “bolinha” do menu Iniciar — que, a bem das explicações corretas, no DP já tinha virado um quadradinho preto.

Paul Thurrot fez um mockup de como ficará a área de trabalho sem a indefectível bolinha:

Sem bolinha do menu Iniciar.

Thurrott ainda alerta para a possibilidade disso ser apenas um hack no Registro, embora ressalte ter ouvido de “fontes internas” que a remoção de fato acontecerá. Para chamar o menu Iniciar em computadores tradicionais (não-tablets), os acessos seriam via teclado, com a Windows key ou Ctrl + Esc (ambos caminhos já funcionais na versão atual do sistema) ou movendo o mouse para o canto a fim de trazer à tona os Charms (onde o “orb” está incluído).

Como usuário “anti-mouse”, pessoalmente essa quebra de paradigma não me afetará muito. Mas, como já discutimos em outra oportunidade, o mouse ainda é uma peça fundamental, para muitos a mais importante na interação com computadores. Tolher dele a capacidade de acessar o menu principal do sistema, no caso do Windows 8 a tela inicial, não é muito arriscado?

Responda aí nos comentários e, se puder, na enquete da nossa página no Facebook também.

February 05, 07:01 AM

Ano passado um vídeo produzido pela Corning, dona do muito apreciado Gorilla Glass, varreu a web. “A Day Made of Glass” mostrou o futuro na visão de caras que vivem de fabricar vidro. Se Capitão Óbvio estivesse aqui, ele diria que o tal futuro é cheio de… vidro.

A nova versão (acima), cujo nome deve ter sido dado pelo Capitão também (“A Day Made of Glass 2″), vai além e estende os conceitos mostrados no primeiro, apresentando holografia, fibra ótica  alimentando com dados paredes e tablets finíssimos e, isso muito me interessa, vidros à prova de bactérias, fungos e vírus — no vídeo, usados em ambiente hospitalar.

Nesta semana a Corning anunciou uma parceria com a Samsung para criar telas de OLED com a tecnologia Lotus Glass a fim de equipar desde smartphones até as novas TVs Super OLED da fabricante sul-coreana.

February 05, 06:28 AM

Pôster minimalista do beijo nos distúrbios de Vancouver.

Em uma palavra? Fantásticos.

Stefan Van Zoggel criou pôsteres de alguns memes como se eles fossem filmes. Não só: na concepção adotou uma linha minimalista/experimental belíssima. Esse aí de cima é da igualmente deliciosa foto do beijo (que não foi exatamente um beijo, mas enfim) durante os distúrbios de Vancouver, ano passado.

O site traz outros 28 trabalhos, bem organizados e, importante, contextualizados — afinal, não é obrigação sua saber a origem ou o que cada meme quer dizer…

February 03, 03:28 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

February 03, 01:01 PM

LG Tri Chip.

A briga com os celulares xing-ling está ficando séria. O LG A290, ou Tri Chip, como será conhecido comercialmente, chuta o pau da barraca e chega perto dos chinesinhos “topo de linha”, como essas aberrações aqui.

O nome é uma referência ao fato do aparelho suportar até três SIM cards simultaneamente (!). É, três “chips”, para alegria dos que não perdem uma promoção, seja de qual operadora for.

O A290 ainda traz rádio FM e MP3 player, slot para cartão SD de até 2 GB e câmera de 1,3 MP. A bateria é definida pela LG como sendo de “longa duração” e, embora o trio de SIM cards jogue contra, a capacidade máxima da bateria deve garantir uma boa autonomia — 1500 mAh.

Já à venda no varejo (desbloqueado) e com preço sugerido de R$ 299, tem tudo para ser um best-seller por aqui.

[INFO]

February 01, 05:34 PM
February 01, 03:23 PM
January 31, 07:25 AM

Como nascem rumores? Às vezes a informação, a princípio sigilosa, se espalha feito rastro de pólvora e chega aos ouvidos de um jornalista que, aqui, serve de trampolim para o mundo. Em outras, alguém intencionalmente ligado ao objeto do rumor entrega a informação ao jornalista. A tal “fonte confiável que não quis se identificar” é, em geral, a culpada.

Em outras, ninguém sabe. Alguém pode ligar fatos passados e presumir algo futuro; atentar a detalhes ínfimos que aos olhos de todos passam batidos; e, o que é pior e danoso: rumores podem ser fabricados.

A única unanimidade quando se trata de rumores, a única certeza é a de que não há certeza alguma. Fontes “confiáveis” falham com frequência, elucubrações elaboradas caem por terra com uma confirmação oficial. Não é fácil a vida dos futurólogos da tecnologia.

A gênese de um rumor

Em outubro do ano passado o Gamespot comprou um desses rumores que pairam de baixo do nariz de todo mundo. No trailer do jogo Real Steel, aparece um estádio e, nas placas publicitárias, algumas marcas reais. Dentre elas, “Xbox 720”.

Xbox 720 no jogo Real Steel. (Imagem: Gamespot.)

Faz algum sentido. 720 é o dobro de 360, “sobrenome” da atual encarnação do Xbox, console da Microsoft. Ao lado dessa propaganda havia outras de produtos reais, como o Bing, da própria Microsoft, e de outras empresas renomadas — Coca-Cola, Mercedes Benz etc.

Infelizmente, “fazer sentido” não é o mesmo que ter certeza e, da mesma forma que detalhes corroboram a história, outros a enfraquecem. Como apontou Flavio Freitas em uma discussão no Facebook, 720 é a forma como a “pior alta definição” é referenciada — o 720p, relativo a 1280×720. Associar a marca Xbox a esse número traria de carona a alta definição não tão alta assim, deixando o 1080p, ou Full HD, obscurecido, e o 4K, a próxima fronteira do vídeo, ainda mais. De resto, não há nada, absolutamente nada além do puro “achismo” que leve a crer que o nome do terceiro Xbox deva obedecer a alguma convenção em sua nomenclatura. Nada.

Pode até ser que o sucessor do Xbox 360 se chame Xbox 720. Eu duvido, mas… pode acontecer.

Mais rumores, mais “fontes internas”

A última semana foi testemunha de um turbilhão de rumores sobre o novo Xbox. O IGN afirmou que a nova geração será seis vezes mais rápida que a atual e 20% mais veloz que o Wii U, que ninguém ainda viu em funcionamento — as demonstrações na última E3 eram de concorrentes da Nintendo da atual geração. Ops.

O rumor do IGN ainda especifica o chip gráfico a ser usado, uma Radeon HD 6670 e desenvolvedores receberão os kits de desenvolvimento em agosto.

A fonte “confiável” não foi identificada e a Microsoft, claro, não se manifestou sobre o assunto. O rumor vai fundo ao especificar o modelo da GPU que será utilizado, mas isso, no contexto, não quer dizer muita coisa. Há um mar de diferença entre a arquitetura de um console e a de um computador, de modo que não dá para dizer que o novo Xbox terá a mesma qualidade gráfica de um PC atual com uma Radeon HD 6670.

E… convenhamos: é óbvio que a nova geração terá gráficos melhores que a atual. Tem sido assim desde o Telejogo. Isso não é previsão, é encheção de linguiça.

No Kotaku, novos rumores, dessa vez de que o novo Xbox usará Blu-ray em vez dos limitados DVDs e, o que é pior, trará um mecanismo que impedirá o uso de jogos usados, de segunda mão.

Mas… isso já existe. É o online pass.

A solução atual não impede o uso de jogos usados, mas limita suas funções online. Para habilitá-las, o comprador do game usado precisa comprar um “desbloqueador” nas lojas virtuais da Microsoft ou Sony. É sacanagem? Muitos acham que sim, mas é a forma que as empresas encontraram de capitalizar em cima de jogos já vendidos, ou posto de outra forma, de entrar no baco das lojas de games dos EUA, que ganham muito com esse comércio.

O fluxo de rumores, somado à ansiedade dos gamers, colocam até como final de 2012 uma possível data de lançamento do “Xbox 720”. A maior parte, porém, apsota em 2013. Novamente: pode acontecer, especialmente porque a Microsoft lucraria bastante com isso. Minha aposta? Vai demorar mais.

Xbox 720? Não faz sentido — ainda

Toda geração de consoles surgiu com um grande, mas bota GRANDE nisso, selling point.

Quando o primeiro PlayStation apareceu, ele trouxe para as casas dos jogadores gráficos tridimensionais minimamente reconhecíveis. Ainda eram um amontoado de blocos que lembraram pessoas, carros e paisagens, mas bons o suficiente para se passarem por tais.

Tekken, da Namco, de 1995.

A geração seguinte apresentou gráficos mais refinados (mera evolução), mas deu os primeiros passos na jogatina online (GRANDE selling point).

Com a atual, vimos novamente a consolidação do maior chamariz da anterior: Xbox LIVE e PSN atingiram níveis de integração, facilidade e universalização sem precedentes. O GRANDE selling point, porém, não foi esse, foi o dos gráficos em alta definição.

O que falta à geração atual? Melhores gráficos são, como dito acima, consequência, ganho incremental. Uma certeza. Interfaces naturais? Acessórios supriram a lacuna com mais agilidade, daí Kinect e Move serem, na minha visão e na de muitos outros, objetos que ajudarão a retardar a chegada dos sucessores de Xbox 360 e PlayStation 3. O que sobra? Televisores com resolução 4K? Nem estão à venda ainda. O que mais…? Eu sinceramente não consigo vislumbrar nada.

Xbox 360 vai bem, obrigado. (Foto: Josh Ferris/Flickr)

A produção de hardware novo é cara e exaustiva. Quem desenvolve jogo teria que deixar de lado ou dividir os esforços agora exclusivos para as plataformas em alta (e como estão em alta) para percorrerem toda uma nova curva de aprendizado nos novos SDKs. Todos ainda ganham muito com o mercado aquecido de games, só recentemente a Sony começou a ter lucro na venda de PlayStation 3, até então subsidiada devido ao alto preço de produção do console.

O momento não é propício para uma nova geração. Todos a esperam porque, historicamente, as gerações de consoles duram mais ou menos isso: cinco ou seis anos. Essa, todavia, tem tudo para causar uma ruptura nessa tradição. E isso seria bom para todos, de verdade.

Rumores, rumores, rumores… Às vezes eles guiam, ainda que indireta ou inocentemente, toda uma indústria. Pelo bem dos games, eu torço para que não seja o caso dessa vez. Uma coisa já é certa, porém: a Microsoft da França negou a vinda de um sucessor do Xbox 360 em 2012.

Vida longa ao Xbox 360!

January 29, 02:14 PM

Guest post é um texto especial e exclusivo que você publica em um blog para o qual não escreve regularmente. É prática comum lá fora e alardeada por “mestres dos blogs”, como Darren Rose e John Chow, como uma maneira bem eficiente de se auto-promover ou a seu próprio blog.

Aqui isso ainda é meio raro, difícil de se ver. Mas acontece e, no meu caso, sempre que posso e rola convite de um blog bacana, independente de ser grande ou pequeno, topo o desafio. Nunca medi o impacto dessas pontas em outros sites nos meus próprios, mas ainda que seja pequeno, só o fato de entrar em contato com outro público e passar pela experiência de ver o meu nome estampado num lugar que você conhece e gosta basta para me animar.

O problema? Fica tudo esparso nessa grande e efêmera web. Problema do passado, a partir de agora.

Ontem criei uma tag no Pinboard onde agreguei todas as participações que fiz em sites não-regulares que me recordo. Clique aqui para acessá-la. Na medida em que novos convites surgirem e os posts, publicados, a tag será abastecida. É mais um registro pessoal que, como consequência, talvez sirva para alguns leitores mais interessados ou na busca de novas oportunidades ou recolocação profissional no futuro.

PS: Se você se lembra de algum texto meu publicado em outro site que não consta ali, me avise nos comentários. Quebrei a cabeça para buscar todos, mas sempre há o risco de algum ter escapado…

January 29, 01:45 PM
January 29, 01:44 PM
January 24, 11:50 AM

1) Se for senhoritO, está perdendo seu tempo, desculpe :-P
2) No estágio atual, nada.
3) Sim.

January 24, 11:38 AM
January 24, 10:43 AM

E ainda tem que rolar a reciprocidade, senhorita anônima :-)

January 24, 08:02 AM

Haha, eu acho que é alguém me sacaneando, mas responderei mesmo assim :-)

Sou de Paranavaí, interiorzão do Paraná.

January 24, 08:01 AM

Por que não? Sou um fiel defensor da Creative Commons e, como tal, a minha resposta padrão para esse tipo de pergunta é "sim" :-)

January 24, 08:00 AM

Não me identifiquei muito com programação, que é uma parte bem grande do curso. Quando caí em mim de que o meu negócio é escrever português, não algoritmos, caí fora.

Gostaria de, algum dia, fazer um curso de Comunicação. Talvez ano que vem... quem sabe?

January 24, 07:59 AM

Tento passar para frente coisas que não estão sendo usadas (ou evitar o acúmulo), evito comprar bobagens, busco sempre otimizar rotinas e procedimentos e faço de tudo para não ter problemas, em vez de remediá-los.

É meio complicado, mas no geral acho que estou me saindo bem nisso aí.

January 24, 07:58 AM

Vish, são tantos que não sei nem por onde começar. A única dica que posso dar é: evite-os.

January 24, 07:57 AM

Ah, isso é outra coisa que eu esqueci de dizer na sua última pergunta. Por mais claro que você seja, terá *sempre* alguém que entenderá de forma errada ou não entenderá de forma alguma. Não esquente com isso, se surgir a dúvida, simplesmente esclareça.

January 24, 07:56 AM

Hm, é difícil dizer se era melhor ou pior. Em todas as épocas a proporção qualidade/quantidade foi desequilibrada, ou seja, muitos filmes legais foram lançados nessa época, mas a quantidade de porcaria era tanta quanto hoje. Claro que na cabeça de quem passou a infância assistindo a clássicos dos anos 1980 na sessão da tarde, a nostalgia pesa... Mas, sei lá. Gosto do cinema contemporâneo tanto quanto do antigo.

January 24, 07:54 AM

É um desenho bem divertido. Não tenho personagem favorito, mas acho bem bacana o jeitão da Ravena como contraponto e até motivo de piada em várias situações.

January 24, 07:53 AM

Minha experiência com quadrinhos é mínima. Li (e recomendo muito) "O Cavaleiro das Trevas" e algumas outras coisas do Batman, um pouco de Homem-Aranha e só.

Com conhecimento de causa, só posso recomendar Turma da Mônica :-P

January 24, 07:52 AM

Na maior parte dos casos/mudanças, sim. Uma ou outra coisa ainda escapa, mas até 1º de janeiro de 2013, quando ela passa a ser obrigatória, esse restinho de regras ainda não assimilada estará, com certeza :-)

January 24, 07:51 AM

Até agora, estou muitíssimo interessado em dois: "The Dark Knight Rises" e "American Reunion". Deve haver algum outro, mas de cabeça, só me recordo desses.

January 24, 07:50 AM

Não. Já cogitei e até comecei a mexer com um sistema unificado de blogs para veicular publicidade, mas na época algumas mudanças no meu blog meio que enterrou o projeto.

Criar uma rede de blogs deve dar um trabalho danado e ser muito caro. Não que seja impossível, mas é bem difícil...

January 24, 07:49 AM

Para ganhar dinheiro, eu ainda não sei. Tenho algumas ideias que logo serão postas em prática no Gemind, mas são apostas, não sei se darão certo.

Para ter visibilidade, o caminho é ser original e regular. Posts diferentes, úteis e/ou interessantes, chamam a atenção, e ao publicar regularmente você fideliza seus leitores, que sempre voltam quando se deparam com bom conteúdo. Tem funcionado no Gemind: com cinco meses de vida, já temos uma média diária de +2 mil visitas.

January 21, 07:30 PM

Para ser sincero, meu workflow não depende muito de notas/anotações. Quando preciso recorrer a algo do tipo, se estou no PC acabo usando as Notas Autoadesivas do Windows 7 mesmo. Em trânsito, ou o sistema de anotações atrelado às tarefas do Wunderlist, ou um app bem simples para Android chamado Notepad (este: https://market.android.com/details?id=bander.notepad).

January 21, 11:32 AM

efetividade.net, zenhabits.net, mnmlist.com... Acho que esses são os principais. Acompanho alguns pessoais, também. Que eu me lembro de cabeça, os do Matt Mullenweg, Om Malik, Daniel Santos, Rafael Galvão, Cris Dias, Aurélio Verde Jargas...

January 21, 11:29 AM

Conclui o curso, então pelo menos alguma coisa tenho que saber, né? :-D

Consigo me virar bem com leitura e audição — nessa, principalmente em palestras e apresentações, ou seja, falas mais "organizadas". Em filmes e seriados também, ainda que sempre perca uma ou outra coisa (trechos mais rápidos, gírias menos comuns, etc.). É aqui que a prática com nativos faz falta. Ainda não tive nenhuma, mas espero algum dia passar uma temporada nos EUA ou Europa para aprimorar esse ponto.

Na fala e na escrita estou enferrujado justamente pela falta de prática. É difícil ter com quem praticar, então acabo perdendo o jeito... Mas, de qualquer maneira, sou capaz de manter um diálogo numa boa, seja falado ou escrito.

No geral estou bem contente com o que sei. Ainda não é o ideal (aka 100% fluente), mas já me permite desempenhar meu trabalho, que é bastante dependente do inglês, de maneira bem satisfatória.

January 20, 11:09 PM
January 17, 05:27 PM

Escrever, escrever e escrever e, eventualmente, dar a cara a tapa. Você vai errar, agora, amanhã, sempre. É por isso que existem revisores — mesmo os maiores escritores do mundo passam por esses profissionais antes de serem publicados.

Errar faz parte, apenas seja humilde em reconhecer o erro e corrigi-lo o quanto antes.

January 17, 10:52 AM

Algumas semanas atrás a Letícia, que sempre recomenda as melhores músicas e séries do mundo, apareceu com uma nova: Lana Del Rey.

“Com quem se parece?”, perguntei. “Ahn, não consigo lembrar de nenhuma artista”, ela respondeu. Ao ouvir as primeiras músicas, especialmente pelo começo de Kinda Outta Luck, não pude desassociar a moça da Nancy Sinatra. Mas as semelhanças não se sustentam por muito tempo, o que não quer dizer que Lana seja ruim.

Pelo contrário. Eu meio que gostei pra caramba da moça. As melodias são suaves, a voz dela, linda, e as letras, embora bem melosas, contam com algumas passagens deliciosas que se sobressaem e ajudam a amenizar os exageros e “meninices” do resto. Como essa, em Video Games:

“I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you”

E… certo, exagerei eu agora, porque só tem só essa parte mesmo. Fosse pelas letras, dá quase para colocá-la ao lado do Michel Teló, mas as músicas continuam agradáveis independente do que dizem, variando entre lentas (Blue Jeans, Yayo, Born to Die) e algumas mais agitadas (Kinda Outta Luck, Lolyta, Raise Me Up).

Seu disco de estreia, Born to Die, sai no próximo dia 30. Há quem aposte que estamos vendo o nascimento de uma nova Adele; nah… nem tanto. Não duvido que estoure, mas em termos qualitativos, fica aquém. E em performances ao vivo… Veja os vídeos da apresentação que Lana fez no SNL . Se ela disser que estava chapada, acho que dá para perdoar.

January 17, 08:42 AM

Uma boa casa começa com boas fundações, sólidas, estáveis, capazes de aguentar as intempéries da natureza. Sem elas, nem uma mansão, nem um barraco se sustentaria. O ano de 2011 acabou e, para a Microsoft, parece ter sido um período de investimentos em fundações. Grandes anúncios ocorreram, mas foram poucos e de menor impacto se comparados aos dos anos anteriores.

Fazendo um rápido retrospecto, 2011 começou com o anúnciuo da parceria entre Microsoft e Nokia, em fevereiro. No mês seguinte, em março, foi lançado o Internet Explorer 9 apostando alto em desempenho acelerado via hardware, dando aos usuários um gostinho do que veremos com muita intensidade nos aplicativos Metro do Windows 8. Em maio, a empresa revelou ao mundo sua intenção de comprar o Skype por US$ 8,5 bilhões. Veio junho e, com ele, o anúncio oficial do Windows 8. Por fim, em setembro saiu a primeira grande atualização do Windows Phone (7.5 Mango).

Anúncios grandiosos, mas a maioria não passou disso, de anúncio. A maior novidade “palpável” já em 2011, o Mango, fez menos barulho do que o esperado e, até o momento, não ajudou a Microsoft a alavancar as vendas dos smartphones que usam a sua plataforma. As esperanças estão depositadas, agora, em novas estratégias agressivas de marketing e na parceria com a Nokia, que ainda engatinha com poucos aparelhos indisponíveis em grandes e importantes mercados.

Se por um lado 2011 foi carente de anúncios de peso como os dos anos anteriores (Kinect em 2010, Windows 7 em 2009), por outro foi importante para estabelecer fundações sólidas para o subsequente.

Novos Windows Phone, na CES. (Imagem: Microsoft/divulgação)

Começando pelo próprio Windows Phone. O Mango não ajudou muito a mexer nos números de vendas, mas trouxe o sistema para as manchetes das publicações de tecnologia, colocou-o no mapa para os usuários em potencial e deu mais visibilidade a ele. Com duas versões programadas para 2012, Tango no primeiro semestre e Apollo no segundo, não é exagero acreditar que fecharemos o ano com disputas mais acirradas no segmento dos smartphones.

O mundo converge para o móvel, mas o Windows ainda tem força. Muita força. Já lemos e vimos bastante coisa do Windows 8, cujo lançamento está previsto para o final do ano. Ele é importante por vários fatores que vão além do simples ser uma nova versão do Windows — o que, por si só, já lhe confere bastante atenção.

O Windows 8 é a versão mais diferente de todas já lançadas pela Microsoft por um simples motivo: é a primeira pensada para um form factor diferente daquele para o qual o sistema foi concebido décadas atrás. O tablet.

Tami Reller, com tablet Windows 8 na CES. (Imagem: Microsoft/divulgação)

Existem vários desafios aqui, e difíceis, tanto que com mais de um ano de estrada, ainda não surgiu tablet Android capaz de peitar o iPad no seu nível. Os tablets com Windows 8 partem de uma premissa diferente da da Apple. Em vez de adaptar seu sistema de smartphones para as tábuas, a Microsoft está trazendo o do desktop. São filosofias diametralmente opostas e que refletem bastante as empresas por trás delas.

A intenção da Microsoft é que o tablet seja um “pau pra toda obra”, que quando o usuário conecte-o a uma dock e um teclado, ele deixe de ser um mero aparelho consumidor de conteúdo e se transforme em uma estação de trabalho. Por isso, pelo menos na plataforma Intel/X86, todo o legado do Windows será preservado. É diferente e tem muita gente interessada nessa combinação. Será interessante

Em paralelo aos tablets, vemos a ascensão dos ultrabooks, sensação na última CES. Apesar de evoluções naturais dos notebooks, o futuro é promissor e reserva modelos híbridos, que viram tablets ao rotacionar a tela, permitindo aos seus proprietários tirarem proveito das vantagens exclusivas a telas sensíveis a toques do Windows 8.

Para além do Windows, a Microsoft ainda tem outras apostas interessantes para 2012, do Xbox 360 e seu possível sucessor, passando pelo Bing, presença online, área de música/vídeo sob demanda e toda a gama de serviços e produtos voltados ao mercado corporativo — o que, apesar da importância, não nos diz muito respeito no momento visto ser esta uma coluna focada no lado consumidor/doméstico da Microsoft.

Será um ano especialmente interessante para acompanhar a Microsoft.

January 15, 05:30 PM

Ontem, numa conversa de bar, o assunto “diário” surgiu e, quando questionado, respondi que tenho um.

Eu tenho um diário.

Já faz nove anos e, se quer saber, recomendo fortemente a todos que criem o hábito e mantenham suas experiências reduzidas a texto. Imagino que seja como a terapia, que infelizmente nunca fiz, só que sem as partes chatas — gastar uma nota e compartilhar sua intimidade com um estranho.

Todos nós temos segredos.

Com o tempo, o diário se torna uma fonte de recordações, uma prova viva da sua evolução enquanto pessoa. Às vezes releio coisas de oito, nove anos atrás e me questiono se aquele cara deslumbrado com a primeira namorada, indeciso e fazendo besteiras nas suas escolhas acadêmicas e cuidando do hobby que mais tarde viraria trabalho sou eu mesmo. É uma profusão de sensações e nostalgia indescritível e, até onde sei, inalcançável de outra forma.

É, também e principalmente, uma ótima forma de descarregar a mente, refletir, tomar decisões. Crescer. Pesquisando sobre o tema, encontrei este artigo que, além de listar dez motivos fundamentados para se ter um diário, acaba com um estigma comum aos ignorantes, o do “querido diário, hoje fiz isso, isso e aquilo”; não é bem assim:

“Em geral, as pessoas resistem a manter um diário porque elas pensam que não são boas escritoras o bastante, que alguém lerá seus pensamentos mais profundos [mais sobre isso abaixo] ou que têm coisas mais importantes para fazer.

Mas em vez de pensar num diário como um diário — um livro no qual você meramente relata os eventos do dia —, pense nele como uma caixa selada para auto-reflexão, auto-expressão e auto-exploração. Recontar os eventos do dia é menos relevante que o ato de expressar seus pensamentos. E escrever reflexões sobre os eventos experimentados todo dia é uma maneira inestimável de avaliar seu desempenho, definir padrões elevados de excelência e encontrar novas maneiras de resolver problemas difíceis.”

Além do desenvolvimento pessoal, como alguém que lida profissionalmente com a escrita ter um diário me ajuda a manter o hábito e aperfeiçoar o manejo com as palavras. Tudo bem que já faço isso, de uma forma ou de outra, nas publicações com as quais colaboro; mas a escrita íntima é diferente. É mais difícil. Instiga a mente, te desafia a ser ousado, a escrever sem medos ou receios. É quase libertadora.

Seja você. Encontre-se. Seja feliz com isso.

***

Quase 512 anos de Brasil e o ar ainda está contaminado de preconceito e estereótipos, dos mais declarados aos enraizados e tidos comuns, como o “azul para menino, rosa para menina”. Nossa sociedade é extremamente machista. Ainda é. E maliciosa, do tipo que vê duplo sentido até onde não tem, tira conclusões perversas de ações inocentes, coisas assim. Do tipo que acha que diário é coisa de menina adolescente que sonha com o vocalista da boy band do momento.

Ahn… não, não é bem assim. E não estou sozinho ao ressaltar as vantagens e o auto-conhecimento desencadeados por essa solitária atividade. Acompanho de longe (o meu é offline) o Penzu, uma plataforma online de diário, e eles têm algumas páginas destinadas a mostrar as vantagens da atividade, bem como pessoas inspiradoras que mantinham os seus arquivos pessoais. Kurt Cobain, Anne Frank, Christopher McCandless (do filme/livro “Into the Wild”) são alguns exemplos. No cinema, ainda tem Evan, do celebrado “Efeito Borboleta” — e, poxa, eu desejei muito poder voltar às situações dos meus rabiscos quando assisti ao filme; quem não? E há tantos outros, homens, velhos, famosos, anônimos, com seus diários… Pessoas mais completas por causa deles, certamente.

Nunca sacrifique quem você é só porque alguém tem um problema com isso.

Claro que, ontem, virei motivo de chacota no bar pela minha declaração. Faz parte, faz parte… Eu poderia mentir, a noite seguiria da mesma forma só que sem as piadas, mas quer saber? Não tenho vergonha disso. Sequer um pingo. Se eu fosse homossexual, o que não é o caso, não seria por causa de um diário; são coisas sem relação alguma. Gente que acha que diário é coisa de menina ou de gay é o mesmo tipo de gente que acha que homem que é homem não usa camisa cor-de-rosa.

***

Se essa confissão lhe animou a começar um diário também, tenho certeza que a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi o “…mas e se alguém ler?”. É o maior medo de quem mantém um documento assim, de verdade.

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Felizmente a tecnologia está aí para nos ajudar. Temos o Penzu, que é online, e soluções ainda mais seguras. A que eu uso? Documentos do Word protegidos com criptografia pesada (256 bits) num disco oculto, tudo com a ajuda do TrueCrypt. Ainda que esses dados sejam roubados de alguma forma, a pessoa interessada levaria algumas décadas ou até séculos para quebrar a proteção usando força bruta. E, sinceramente, meus segredos não valem tanto esforço

Escrevi um tutorial no Gemind sobre como criptografar arquivos com o TrueCrypt. Se quiser uma camada extra de segurança, o próprio Word fornece um sistema de criptografia embutido que, nas últimas versões, tornou-se bastante robusto e confiável. A Microsoft ensina como colocar senha neles. As recomendações são não anotar a senha em lugar algum, escolher uma forte e aleatória (ou seja, que não conste no dicionário) e da qual você se lembre, pois a mesma dificuldade que um xereta teria em quebrá-la, você também terá caso a esqueça.

***

Se você faz algo legal, lícito e que faz bem, mas que os outros reprovam ou tiram sarro, assuma. 99% das piadas de ontem sobre o meu diário era que isso é “coisa de menininha” e tudo mais, ou seja, além do diário em si, o próprio sarro encerra outro preconceito muito comum da nossa sociedade. E muito babaca, diga-se.

Dane-se o que eles pensam.

Como combatê-lo? Ignorando. Esse tipo de coisa é igual apelido: se você não dá bola, toda a graça acaba. Sou e sempre fui muito seguro quanto à minha sexualidade e não vejo problema algum em manter um diário, logo, por que deveria me incomodar ou mentir? Para parecer machão na frente de amigos e desconhecidos? Nah… Meu eu de nove anos atrás certamente teria vergonha, talvez até mentiria. Sei disso porque dia desses reli meu diário de outrora e, cara, como eu era bobo.

***

As belíssimas imagens que ilustram este post vêm do I Can Read, um tumblr delicioso.

January 13, 02:16 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:15 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:14 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:14 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:13 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:12 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

O bom é que à tarde não é preciso levar guarda-sol.

January 13, 02:11 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:11 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:10 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:10 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:09 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:08 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:08 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:07 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:06 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 13, 02:06 PM

Rodrigo Ghedin postou uma foto:

January 08, 05:49 AM
December 31, 09:01 PM

Antes de qualquer coisa, feliz ano novo para você. Que 2012 seja o melhor ano das nossas vidas!

Ano novo significa, além de fogos de artifício, comilança e roupa branca, a listinha dos meus cinco textos favoritos publicados aqui no ano que acaba de se despedir. Em 2011 escrevi pouco no blog, foram apenas 66 posts… Se faltou quantidade, acho eu que o nível dos textos melhorou um tiquinho. Aproveitei também para adiantar bastante o projeto de limpeza e readequação do histórico; muitos textos vergonhosos já não existem mais a essa altura e isso me deixa bem contente

Então, vamos aos escolhidos, relembrando que eles são dispostos em ordem cronológica.

Meu primeiro bilhetinho amoroso (30/3)

Relato da minha talvez primeira aventura amorosa. Inacabada, cheia de receios e até hoje inexplicada, mas mesmo com todos esses problemas, ainda a guardo com carinho na memória.

Por que você deveria doar os seus livros (4/6)

2011 foi o ano em que o minimalismo mais se fez presente na minha vida e, também, aquele onde mais abri minha cabeça para a disposição de bens materiais. Livrei-me de várias coisas, mas os livros, pela extensão do ato, a recepção dos meus amigos relatadas no texto e o poder que essa simples ação tem, foram os mais marcantes.

Aquele momento em que você respira fundo e… (19/8)

Basicamente foi a decisão profissional mais drástica que já tomei na vida. Acho que só isso já justificaria a presença desse texto aqui, seja ele bom ou não.

25 (8/11)

O post dos meus 24 anos também esteve na lista de 2010 e tenho a sensação de que essas reflexões nos meus aniversários terão lugar cativo aqui. Antes eu fazia esse balanço na virada do ano, agora, é quando eu fico mais velho. Em resumo, trata-se de um olhar sobre o que passou e as expectativas para o que virá. No primeiro ano dessa nova tradição, fui bem. Espero que o sucesso se repita em 2012.

Como descobri que gostava de escrever e decidi fazer disso a minha profissão? (13/11)

Nunca havia parado para pensar nisso e forçar o cérebro para buscar as origens do meu apreço pela escrita foi um exercício de nostalgia bem divertido. No fim, rendeu um texto que adorei ter escrito.

Rodrigo Ghedin Zeitgeist

Aqui a gente deixa o sentimentalismo de lado e nos atemos aos números (colhidos até 27 de dezembro, via Google Analytics). Quais os posts mais visitados do ano? Vejamos.

Posts novos (2011) mais visitados

  1. Lenovo ThinkPad X100e: Primeiras impressões (10/3);
  2. Na inauguração do Muffato Paranavaí (15/9);
  3. Em busca do notebook perfeito no Brasil (27/2);
  4. DISQUS, IntenseDebate ou nenhum deles? Qual o sistema de comentários mais popular do Brasil e do mundo? (19/2);
  5. Por que o SkyDrive NÃO é o “Dropbox da Microsoft” (21/6).

Posts mais visitados

  1. Entendendo Donnie Darko (5/6/2006);
  2. Voilá, vualà, voy la… Como se escreve? (12/8/2008);
  3. Badoo: rede social para encontros (2/10/2010);
  4. Carrinho de controle remoto (R/C) (11/1/2008);
  5. CDs velhos: o que fazer com eles? (23/7/2007).

Tentarei aparecer mais por aqui em 2012.

December 29, 11:10 AM

Dezembro sempre traz reflexões sobre o ano prestes a terminar e resoluções para o que está para nascer. É nessa época do ano, também, que colocamos projetos há muito pendentes em prática — isso, claro, se a preguiça também característica dessa época deixar. No próximo fim de semana daremos adeus a 2011 e saudaremos a chegada de 2012. Para celebrar a data e ter um ano novo mais tranquilo no computador, que tal aproveitar as boas energias do momento e dar um trato no seu computador?

Comece a criar um hábito

Se você já tem uma rotina de manutenção do sistema, talvez seja a hora de uma limpeza mais profunda. Se não, seria uma boa aproveitar essas dicas para agregar esse hábito à sua rotina. As últimas versões do Windows são muito boas no quesito longevidade, mas ainda assim o simples uso gera alguns acúmulos que afetam desempenho e espaço em disco. Fazer uma faxina do gênero pelo menos uma vez por mês garante espaço e velocidade para as suas tarefas.

O que mostrarei aqui é uma limpeza mais profunda. Usaremos três programas (um, pago) e muito bom senso. Sinta-se à vontade para complementar com dicas e sugestões de outros utilitários nos comentários, ok?

Removendo arquivos inúteis

É impossível falar em manutenção do Windows sem citar o CCleaner. O programa gratuito da Piriform varre o disco rígido em busca daqueles arquivos temporários que em dado momento facilitaram ou agilizaram determinadas tarefas, mas que no geral só ocupam espaço em disco. Quanto mais tempo sem rodar um procedimento do gênero, maior o ganho em espaço.

O uso do CCleaner não tem segredo, basta abrir, mandar o software fazer sua análise e, depois, caso esteja tudo ok, executar a limpeza. Existem, porém, alguns macetes para otimizar esse processo e estender as suas funções.

Em outro texto publicado aqui no TechTudo, mostrei como refinar as configurações padrões do CCleaner. Como essa é uma faxina mais completa, vale a pena deixar o programa trabalhando o tempo que for preciso para que ele limpe tudo mesmo. Como informação extra, vale a pena dar uma olhada no CCEnhancer, uma extensão extraoficial que acrescenta definições para outros 500 aplicativos. Basta baixar o arquivo *.ini, clicar nele com o botão direito e, no menu de contexto, em “Instalar”. Feito isso, abra o CCleaner e as novas opções aparecerão precedidas de um asterisco.

CCEnhancer. (Imagem: divulgação)

Otimização completa com o TuneUp Utilities 2012

O TuneUp Utilities é, talvez, o melhor utilitário de manutenção disponível para Windows. É pago e o preço é um pouco salgado (R$ 79 por uma licença válida para até três computadores), mas os recursos que oferece são dignos do que ele custa.

O TuneUp faz tudo o que o CCleaner faz e vai além. A correção e compactação do Registro são recursos notáveis, bem como as dicas de otimização e a manutenção com um clique. A última versão trouxe, em adição ao botão “Turbo”, que desabilita recursos do Windows para deixá-lo mais rápido, o modo “Economia”, que faz ajustes diversos para economizar energia em notebooks.

TuneUp Utilities 2012.

É uma ótima opção para quem prefere automatizar tudo e esquecer da manutenção do Windows. Dá para agendar rotinas de manutenção facilmente e ter sempre à mão notificações de programas que não são usados e dicas que o TuneUp captura do uso cotidiano do PC.

Removendo os excessos manuais

Um vídeo que você assistiu e esqueceu de apagar, fotos repetidas na hora da edição, arquivos temporários que o CCleaner deixou passar… Se você pudesse ter uma visão panorâmica do seu disco rígido, veria o tanto de espaço que é desperdiçado com bobagens.

Aqui, recorro a outro texto publicado ao longo de 2011, aquele em que mostrei como recuperar espaço em disco sem gastar nada. Além do CCleaner, na ocasião citei o SpaceMonger, um freeware simples e muito eficiente para mostrar onde arquivos gigantes devoradores de espaço se escondem. Na mesma linha existem ainda o WinDirStat e o SpaceSniffer, ambos muito bons e, ao contrário do SpaceMonger, realmente gratuitos — esse fica exibindo caixas de diálogo para o usuário comprar a licença. No caso do SpaceSniffer, o programa ainda roda independente de instalação e possui poderosos filtros ativáveis via linha de comando.

Atualizações

Para o Windows e Office, é bem provável que as atualizações sejam automáticas e, no momento, o seu sistema esteja ok. Muitos programas, infelizmente, ainda não dispõem de ferramentas do tipo, ou seja, precisam ser atualizados manualmente. Dá trabalho, mas o resultado compensa. Caso queira uma ajuda para descobrir quais aplicativos estão defasados, experimente o Update Checker do FileHippo ou o Personal Software Inspector da Secunia; ambos analisam os programas instalados e apontam quais estão desatualizados.

Em último caso…

Se a situação está feia, ou seja, se há vírus ou outros malware dando trabalho e o antivírus já não dá conta, talvez formatar o computador e reinstalar o Windows seja uma boa saída. Não se esqueça de fazer um bom backup, redundante se possível, antes de dar início ao processo. Ano novo, sistema novo? Por que não?

***

Espero que essas dicas animem vocês para pôr a mão na massa e darem um trato no computador antes de fecharmos 2011. Foi um ano divertido por aqui, a Microsoft se fortaleceu em várias áreas, mas ainda tem muito onde pode melhorar. Em 2012, as novidades prometem e logo de cara termos, já em fevereiro, o Beta público do Windows 8!

Continuarei comentando com mais profundidade as novidades da empresa por aqui. A todos vocês, leitores, meus sinceros agradecimentos pelas leituras, comentários e compartilhamentos nas redes sociais. Até ano que vem!

December 26, 05:52 PM
December 25, 11:12 AM
December 06, 10:40 AM

Fim de ano traz consigo o Natal, virada do ano, muitas retrospectivas e um estímulo generoso na economia. Em dezembro que o comércio vende mais do que em qualquer outra época do ano, a tradição de presentear entes e amigos queridos se reforça a cada ano que passa e, dessa combinação, esforços e planejamentos apostam alto na chegada do Papai Noel para alavancar as vendas.

Na tecnologia não é nada diferente. Embora seja um mês relativamente “morno” no que tange a novidades, muito do que é feito durante o ano visa dezembro para se justificar — daí a grande concentração de lançamentos em outubro e novembro. Quem perde o momentum paga caro; basta lembrar do Windows Vista, disponibilizado em 30 de janeiro de 2007. A perda do período de festas no final de 2006 frustrou parceiros da Microsoft e afetou, num primeiro momento (e para sempre, dizem alguns), a adoção do então novo sistema operacional.

Esse episódio, porém, meio que serviu de lição para a Microsoft que, nos últimos anos, tem emplacado hits de vendas às vésperas do Natal. Em 2009, foi o Windows 7. Ano passado, o Kinect. Em 2011 a grande vedete é o Windows Phone, que após um ano de estreia meio estagnado, correndo o risco até de acabar como uma decepção, começa a ganhar tração pra valer graças à chegada do Mango (versão 7.5) e a expansão para outros países — para a nossa felicidade, Brasil no meio.

Se você está pensando em trocar de celular e já se decidiu pela plataforma Windows Phone, quais as opções disponíveis oficialmente no Brasil? Quais estão a caminho? O que tem lá fora que ainda não desponta no horizonte brasileiro? Considere este texto como um guia do Windows Phone no Brasil, versão dezembro de 2011.

As opções “vá na loja e compre”

Hoje, existem apenas dois aparelhos com Windows Phone à venda, oficialmente, por aqui: HTC Ultimate e Samsung Omnia W.

HTC Ultimate

HTC Ultimate. (Imagem: HTC/Divulgação)

A melhor e mais recorrente definição para o Ultimate é “grande”. Culpa do telão de 4,7”, que se por um lado oferece muita área para exibir o belo Windows Phone, por outro pode incomodar no transporte e manuseio — se a sua mão for pequena, chegar aos cantos da tela com uma só será um desafio.

O Ultimate, conhecido lá fora como Titan, é considerado high-end no universo Windows Phone — o que, como veremos mais adiante, não quer dizer muita coisa. De destaques, há o espaço interno de 16 GB (sem possibilidade expansão), câmera traseira de 8 MP, processador Qualcomm MSM8255 de 1,5 GHz e sistema de áudio melhorado com Dolby Mobile e SRS.

O preço acompanha o tamanho do aparelho: o sugerido pela HTC é de R$ 1.800.

Samsung Omnia W

Samsung Omnia W. (Foto: Samsung/Divulgação)

Embora de uma fabricante distinta, o outro Windows Phone nacional preenche a lacuna dos low-end. Conhecido nos EUA como Focus Flash, o Omnia W tem tela de 3,7” com a tecnologia Super AMOLED, que garante contrastes e pretos mais profundos, câmera de 5 MP, 8 GB de espaço interno, o mesmo processador do Ultimate, mas rodando a 1,4 GHz e, a exemplo do grandão da HTC, suporte aos novos recursos introduzidos no Mango: câmera frontal e giroscópio.

Mais animador, o preço sugerido do Omina W é de R$ 1.299.

Quais modelos ainda não estão disponíveis aqui?

Para começar, os badalados da Nokia, Lumia 710 e Lumia 800. O primeiro, a versão low-end da fabricante finlandesa, será produzido em Manaus, o que em tese lhe garantirá alguns abatimentos fiscais que se refletirão no preço ao consumidor final. Ambos chegam no final de março de 2012.

De fora e sem previsão de chegarem ao Brasil, estão os “parceiros” dos dois modelos já disponíveis em território nacional, o low-end da HTC, Radar, e o high-end da Samsung, Focus S — esse é basicamente um Galaxy S II com Windows Phone e adaptado às exigências da Microsoft.

E ainda há os de outras marcas, a saber: Acer Allegro e ZTE Tania, ambos modelos baratos; LG Jill Sander E906, modelo de luxo (e, portanto, bem caro); e o Fujitsu IS12T, para o mercado oriental, que se destaca por ser à prova d’água e ter a maior capacidade interna da linha Windows Phone 7.5, 32 GB.

Low-end? High-end? Não importa

Ao longo do texto citei várias vezes “low-end” e “high-end”, termos em inglês para se referir, respectivamente, aos modelos de entrada/mais baratos e os topo de linha/mais caros.

No Windows Phone, essa polarização é bem tênue, praticamente inexistente. Isso ocorre porque, para garantir uma experiência homogênea, ou seja, para que o uso do Windows Phone seja parecido independente do aparelho usado, a Microsoft impõe diretrizes de hardware bastante rígidas. É um tipo de controle que não existe no Android, daí a disparidade tão gritante entre modelos de entrada e topo de linha no sistema do Google.

O que define o posicionamento de um Windows Phone são características circunstanciais — tamanho e qualidade da tela, espaço interno, resolução da câmera. No que diz respeito ao desempenho, não tem muito o que escolher. A título de exemplo, o Omnia W, modelo “low-end” da Samsung, utiliza o mesmo processador de todos os demais high-end — Focus S, Ultimate. Pode ocorrer, ainda, um underclock no processador, caso do HTC Radar, que embora use o mesmo Qualcomm MSM8255, a frequência é de 1 GHz. Não o suficiente para sacrificar a experiência do usuário, vale dizer.

Com uma loja de aplicativos saudável (40 mil apps e crescendo), novos investimentos em marketing e o apoio da Nokia, o Windows Phone tem um futuro promissor. O Natal pode ser uma boa oportunidade de embarcar nessa.

November 18, 04:42 PM
November 17, 02:18 PM

Descobri a existência do curso de Comunicação e Multimeios, na UEM , há menos de um mês. Como, COMO!? Não sei, mas enfim, perdi data de vestibular e tudo mais…

Semana passada aconteceu a Multicom, primeiro evento oficial do curso e, para conhecer um pouco mais dele e do ambiente, fui conferir in loco. Foram três dias de palestras e, entre elas, uma ótima oficina do fotografia com Paulo Martinelli, onde aprendemos algumas técnicas de macro, fotografia noturna, de ação, panning e retratos e eu descobri, na prática, como uma DSLR é absurdamente melhor que a minha humilde super zoom.

Subi as fotos para o Flickr não tem dois dias. Abaixo, um slideshow* com todas elas. Tenha em mente que sou um fotógrafo extremamente amador com equipamento bem limitado, mas não se acanhe para criticar ou dar dicas — e elogiar, porque quem não gosta de um afago no ego, né?

* Sim, é em Flash essa droga. Culpe o Flickr por isso. Se preferir, vá direto à fonte para ver as fotos.

November 16, 04:02 PM
November 15, 08:11 AM

Quando a Microsoft anunciou o Xbox original, pegou a todos de surpresa. Afinal, embora tenha presença no ambiente doméstico, a empresa sempre foi (muito) mais forte junto aos clientes corporativos. Windows, Office, Visual Studio, Dynamics, SQL Server… É até difícil listar todas as áreas em que a Microsoft atua no B2B .

Mas o Xbox não só foi anunciado como, há exatos dez anos, no dia 15 de novembro de 2001, começou a ser vendido nos Estados Unidos. O que levou a Microsoft a entrar no disputado mercado de consoles?

Xbox original. (Foto: Lorenzo Facchinetti/Flickr)

O Technology Review, do MIT, traz a história. Na época, com US$ 5 bilhões em caixa, a Microsoft podia se dar ao luxo de arriscar. Nessa, viu num video game a maneira mais fácil de chegar onde nunca havia estado, com força, antes: na sala de estar dos seus consumidores. Hoje, esse mercado movimenta US$ 144 bilhões ao ano; em 2015, estará movimentando US$ 226 bilhões.

Àquela altura ainda existia aquele teclado que levava a web à TV, mas a adoção era, com sempre fora desde o seu lançamento, baixa. O Xbox foi a porta de entrada para instalar uma base para a próxima revolução, a do entretenimento sob demanda.

Não foi fácil. Contra rivais com anos de experiência, Nintendo e Sony, o Xbox sofreu. O console trazia como diferencial o forte apelo na jogatina online: muito antes do PlayStation e dos consoles da Nintendo oferecerem interface de rede, o Xbox clássico já trazia uma porta RJ-45. Em 2002, a Xbox LIVE, rede online que possibilita confrontos via Internet, foi lançada. Apesar do pioneirismo, o sucesso avassalador do PlayStation 2, a falta de third parties e a inexperiência da Microsoft no ramo cobraram seu preço; antes de fechar um ano fiscal no azul, com saldo positivo de US$ 426 milhões em 2008, entre 2002 e 2007 estima-se que a empresa tenha perdido US$ 7,5 bilhões com a marca Xbox.

Na atual geração de consoles, porém, o Xbox 360 tem papel de protagonista. Foi o primeiro dos três grandes a sair e sempre vendeu bem, ao contrário do Wii, da Nintendo, que teve um começo fortíssimo, mas que hoje já ocupa a terceira posição nas vendas mensais, segundo o NPD Group. Mais do que reverter o cenário econômico na Microsoft, o Xbox 360 evoluiu de um console para uma central de entretenimento e, hoje, todo o seu sucesso é usado como trampolim para marcas da casa sem o mesmo prestígio junto aos consumidores, notadamente Windows Phone e Bing. No sistema móvel, a Xbox LIVE tem um HUB dedicado e integração com a rede do console; já o buscador será integrado na atualização do fim do ano, permitindo que se busque por conteúdo local e na nuvem utilizando comandos de voz com o Kinect.

Joystick do Xbox 360. (Foto: Alfred Hermida/Flickr)

Para além das suas próprias marcas, a Microsoft firmou e continua em busca de diversos parceiros de conteúdo. ESPN, HBO, diversos canais de TV que, em breve, passarão a exibir a sua programação ao vivo direto para assinantes da LIVE. A estratégia de utilizar jogos como isca para futuros consumidores de conteúdo sob demanda funcionou — quem entrou na disputa depois, com equipamentos dedicados a isso, está sofrendo; o Apple TV vende e tem menos brilho que os demais produtos da Apple e o Google TV era, antes da atualização para a versão 2.0, uma piada de mau gosto.

O Kinect, lançado ano passado, aumentou as possibilidades e a interatividade do console. O acessório ainda detém o título de gadget que vendeu mais rápido na história, com 8 milhões de unidades comercializadas em 60 dias. Embora os jogos que utilizam o Kinect ainda não empolguem, as possibilidades são infinitas e o uso cotidiano, para gerenciar e navegar no dashboard do console, já compensam o relativamente baixo investimento — lá fora, sai por US$ 150.

No mais, o Xbox 360 cumpre o objetivo para o qual seu antecessor foi criado: ser a presença da Microsoft na sala de estar. Ele funciona como um dos pilares da visão de três telas + nuvem da Microsoft, ao lado do computador e do smartphone, e já é uma das maiores forças da empresa no mercado doméstico. Para quem começou do zero, sem experiência alguma, há dez anos, as conquistas obtidas nesse meio tempo são notáveis.

November 13, 11:03 AM

Hoje cedo apareceu uma pergunta muito bacana no Formspring. Esta:

“Sinceramente, eu considero os seus textos fantásticos por isso eu pergunto: Como descobriu o gosto pela escrita, e como foi o processo de aperfeiçoamento da mesma?”

Além de lisonjeado com o “textos fantásticos” (valeu mesmo, Depressao!), notei que nunca havia parado para pensar na questão. Como, com tantas possibilidades, áreas e habilidades a serem desenvolvidas, acabei pegando gosto pela e enveredando para a escrita?

Coincidentemente, há alguns dias tirei um tempo para me afundar em caixas de sapato velhas cheias de coisas bastante antigas que guardei através dos anos. Objetivo: fazer a limpa, reciclar o que não tem mais uso, reorganizar e arquivar o pouco que sobrasse. Entre os itens que encontrei nessa expedição doméstico-arqueológica estavam alguns manuscritos meus: “detonados” de jogos.

Não me recordo de ter escrito algo por conta própria, ou seja, algo que não fosse da escola, antes desses rabiscos. Entre 1996 e 2001, vivi uma fase de gamer hardcore com meu PlayStation, do tipo que comprava revistas especializadas religiosamente todo mês para se informar das novidades e jogava o que podia por tanto tempo quanto tivesse disponível.

Estão todas à venda, aliás. Se quiser comprar alguma(s), clique na imagem.

E era justamente por essa associação, jogos e revistas, que comecei a escrever eu mesmo sobre o assunto. A maioria das revistas da época contava com “detonados”, que nada mais eram que descrições detalhadas dos caminhos a serem percorridos nos jogos, especialmente os de gêneros mais complicados, como adventures e RPG s. Sem saber uma palavra em inglês no alto dos meus 12~14 anos, dependia  das revistas para finalizar os jogos e, mais que isso, para entendê-los.

(Aliás, era engraçado como até jogo em japonês a gente encarava nessa época — “díkou, uíniiii erévi, trí!”. Tudo na base da tentativa e erro, escolhendo as opções do menu até chegar onde se queria. Quase um poliglota.)

Apesar de ajudarem, os detonados das principais publicações da época, Ação Games e Super Game Power, eram bem ruins. Não havia profundidade, não havia atenção aos detalhes, sobravam lacunas e frases soltas que acabavam exercendo efeito contrário — em vez de ajudar, davam um nó na cabeça do jogador. Tínhamos publicações mais apuradas, em especial os livros enormes da Gamers, da Editora Escala, que espremiam até a última gota do jogo em questão, mas pecavam por serem bem escassos — cada Gamers Book era reservado a um ou dois títulos e acho que a contagem de edições não chegou ao número dez…

Até hoje não sei o motivo, mas comecei a reescrever os detonados das revistas. Nunca teve serventia para outras pessoas e nem para mim, afinal, tendo jogado eu já conhecia os caminhos; acho até que ninguém jamais leu aquelas folhas divididas em duas colunas e preenchidas na frente e no verso, mas… eu fazia. E com gosto e dedicação. Desde pequeno sem vida social, coitado de mim

De cabeça, recordo-me de alguns jogos que “detonei”: Silent Hill, Metal Gear Solid (esse acho até que passei para o computador), Resident Evil… Na arrumação das caixas velhas que citei no começo do texto, encontrei alguns rascunhos de Resident Evil 2. Sem entender bolhufas do que se passava na história, esses textos eram quase mecânicos, do tipo “vá ali, faça isso, pegue aquilo, siga por este caminho”. Mas senti orgulho do meu eu com a metade da idade que tenho hoje; mesmo pequenino e com um garrancho horrível que não melhorou com o tempo, ele escrevia melhor que um montão de gente mais velha. Parabéns, garoto!

Detonado de Resident Evil. (Clique para ampliar)

Escrita mecânica, mas correta.

Outra mania que eu tinha era a de registrar dicas e truques de jogos. As mesmas revistas traziam uma seção especial com macetes, geralmente combinações de botões que destravavam facilidades nos jogos — cheats, ou “xits”, para facilitar a compreensão à geração CS . Em outra incógnita que minha versão mirim deixou de legado, até hoje não sei por que diabos escrevia tantas dicas de jogos que eu não tinha, não queria ter e, em alguns casos, sequer gostava. Precaução, talvez?

Caderninho de dicas. (Clique para ampliar)

Por essas e outras que os primeiros Need For Speed eram mais legais. (Clique para ampliar)

Street Fighter Zero, taí um jogo que eu nunca tive — só as sequências. (Clique para ampliar)

A Internet só apareceu para mim no começo da década passada. Joguei muita conversa fora no bate-papo da UOL e, depois, no IRC antes de aprender HTML . Aliás, hoje vejo que ter aprendido HTML foi o que determinou o meu eu virtual; na época já existia o Blogger, mas o próprio conceito de blog ainda era algo um tanto nebuloso, especialmente dentro dos meus círculos de amizades, reais e virtuais — até 2004, achava blog coisa de menininha. Já um site… isso sim era incrível! Para botar algo no ar e exercer meus recém-adquiridos conhecimentos na produção de páginas web, apeguei-me à coisa que mais me interessava na época: computadores. E aí, em 23 de novembro de 2002, nasceu o WinAjuda.

Nunca fui destaque na disciplina de português, na escola. Na real, adorava apostar quem tirava as maiores notas com meus amigos nas exatas e, acredite se quiser (nem eu acredito às vezes), as disputas eram acirradas — sim, já fui bom com números. Gostava de redação, não posso negar, mas as achava mais fáceis do que prazerosas de se fazer. A minha maior dificuldade era quando a professora deixava o tema aberto; após encontrar algum, ou tendo-o pré-definido, a escrita fluía fácil e, não raro, era o primeiro da turma a terminar a lição, sempre com notas muito boas.

Da simpatia com a redação a transformá-la em profissão é uma conexão que, mesmo com todo esse background podendo servir de explicação, ainda não consigo entender com clareza. O aperfeiçoamento, porém, é fácil de explicar: treino e leitura. Alguns anos antes, por volta de 1998~1999, comecei a pegar livros na biblioteca, livros da coleção Vagalume. Desde então sempre tive por perto algum livro e, com a chegada da Internet, alguns anos mais tarde, e a descoberta de bons blogs (depois de 2004), passei a ter muita coisa legal de gente genial para ler todo dia. E a prática… bem, desde 2002 estamos aí, né?

Em 2004, sem a mínima ideia do que fazer da vida, prestei vestibulares para Administração e Direito. Passei em ambos, optei por Direito, concluí o curso sem nunca ter gostado dele mantendo, em paralelo, o WinAjuda. Cinco anos depois, às vésperas da graduação, tinha uma parceria com o iG e já encarava o site, embora negasse a mim mesmo, como trabalho — demorei um pouco para parar de me recriminar por não trabalhar na área jurídica. Enfim, outra transição sutil que jamais compreenderei totalmente.

November 10, 06:11 PM

O que chama a sua atenção? Neste fluxo interminável e frenético de informações no qual vivemos hoje, é cada vez mais difícil algo se sobressair, tanto que a esse fenômeno atribui-se um termo relativamente recente, o “viral”. O desencadeamento de um independe de produção, importância ou qualquer outro fator mensurável ou previsível; para um vídeo, imagem ou meme “viralizar”, é preciso que ele atice a vontade de compartilhar nos receptores.

Se essa mudança comportamental trazida pela Internet é benéfica ou não a nós enquanto seres pensantes e consumidores, não entra na questão nesse momento. Mas mesmo antes dessa mudança, quando a tríade TV-jornal-rádio era a única forma de se obter informações externas, a publicidade já existia.

Sendo o mais novo dos três, a TV teve, desde a sua gênese, a companhia de comerciais, propagandas. Pense que, quando do seu surgimento, os publicitários da época ganharam um passe livre para a sala de estar de famílias do mundo inteiro, algo impensável décadas ou mesmo anos antes. Eles tinham a atenção e a audiência do potencial público-alvo, só precisavam fazer o seu direito.

Feliz ou infelizmente, a própria publicidade audiovisual evoluiu junto com a TV, a computação e outras tecnologias de informação, ou seja, quando elas tinham maior necessidade de serem efetivamente boas, apelativas (no bom sentido), interessantes do ponto de vista técnico-artístico, sofriam com a falta de visão e a pobreza de recursos. Havia exceções, como sempre e em tudo; mas como veremos abaixo, a constante era formada por coisas bem… estranhas.

Enfim, falemos do assunto do texto de hoje: os comerciais da Microsoft ao longo da sua história. A empresa fundada por Gates e Allen jamais teve seu “1984″, mas proporcionou alguns momentos memoráveis, hilários e até constrangedores na tentativa de vender produtos que, por si só, vendem como água de qualquer forma — ou alguém aí só comprou o Windows ou o Office porque viu uma propaganda bacana? ;-)

Separei cinco comerciais marcantes da Microsoft, contextualizados e, claro, com os respectivos vídeos incorporados para que você os assista na hora. A ordem é cronológica.

#5 (1986) Steve Ballmer vendendo o Windows 1.0

O primeiro Windows era uma “skin” para o MS-DOS. Trazia a interface gráfica para o sistema, o que era uma grande novidade na época, mas não um grande selling point — era mais ou menos o “quem precisa de Kinect?” de hoje ou “touchscreen é pra jacu” de cinco anos atrás. Na falta de recursos (hey, tinha Reverse!), chamaram o sempre entusiasmado Steve Ballmer, colega de faculdade de Bill Gates e Paul Allen e presente na empresa desde os primórdios, para estrelar o comercial no característico estilo “quanto mais palavras por minuto, melhor”. Esse cara atualmente é CEO da Microsoft.

#4 (1995) Lançamento do Windows 95

Esse é clássico e um dos mais bacanas. Ao som dos Rolling Stones com “Start me up”, música mais que apropriada para a versão que apresentava o indefectível botão “Iniciar” ao mundo, a Microsoft demonstrava as várias habilidades do então revolucionário Windows 95. Um detalhe bem interessante que dá para perceber nesse comercial é a natureza corporativa do Windows naquela época, quando a Internet ainda engatinhava e os jogos eram basicamente a única opção de divertido com teclado e mouse. Os recursos mostrados são quase todos voltados ao uso do computador em empresas. Hoje, esse tipo de aplicação male má aparece em vídeos publicitários…

#3 (2001) Outra revolução: Windows XP

O comercial de lançamento do Windows XP é tão legal, mas tão legal, que arrisco até dizer ser o meu favorito da Microsoft — e olha que a Maddona nem figura entre meus artistas favoritos. Ao som de “Ray of Light”, a Microsoft apresentava aos consumidores domésticos o primeiro Windows genuinamente 32 bits e todas as suas vantagens que, na licença poética do vídeo, traduziu-se em liberdade (o voo dos usuários) e aconchego (“e eu sinto / como se tivesse chegado em casa”). As pessoas e as situações completam o cenário “pra cima” do clipe. E lá se vão dez anos…

#2 (2007) Bill Gates e Jerry Seinfeld

Em 2008, a Microsoft pagou US$ 300 milhões para a badalada agência Crispin Porter + Bogusky tornar a empresa “cool”. Na época a Apple destruía a Microsoft com sua divertida série “Im a Mac” e, quando se soube que o comediante Jerry Seinfeld estaria nos comerciais contracenando com Bill Gates em pessoa… cara, isso tinha que ser bom.

Mas não foi. O comercial “Shoe Circus”, esse aí de cima, foi uma das peças publicitárias mais bizarras e sem sentido da história da informática, colocou uma interrogação do tamanho do império da Microsoft na cabeça de usuários, entusiastas e jornalistas e… bem, não deu certo. Ainda insistiram num segundo episódio, igualmente ruim, antes da mudança de direção da estratégia de marketing que…

#1 (2010) I’m a PC

…deu muito certo. Quem pensaria que a resposta para alinhar novamente a imagem da Microsoft junto aos usuários estaria ali, nos comerciais da rival Apple? A série “I’m a PC” foi uma resposta tão esperta, tão fenomenal aos vídeos da “I’m a Mac” que até fãs ardorosos de iPod e MacBook deram o braço a torcer e reconheceram a genialidade da coisa.

Contextualizando: nos vídeos da “I’m a Mac”, são mostrados dois homens, um descolado representando a Apple, e um executivo gordinho e estabanado no papel de Microsoft. Estereótipos. A grande sacada da “I’m a PC” foi mostrar que, no mundo real, eu, você, o professor, o executivo bem sucedido, o estudante, o rapper… enfim, os mais de 90% de usuários Windows eram PC. É humanamente impossível, a quem liga o computador todo dia e se depara com o Windows como interface com a máquina, não se sentir conectado à mensagem do comercial. Na mosca. Irretocável.

***

Dali em diante os comerciais da Microsoft tomaram direções menos preocupadas em mostrar recursos, mais interessadas em abordagens humanas com leves toques de “crueldade” cuti-cuti-óunnn-que-bonitinho. Direção mais acertada, afinal, a empresa é de tecnologia, mas o público-alvo é de carne, ossos e coração.

Como bônus, deixo o último comercial divulgado pela Microsoft, que nessa leva traz situações cotidianas permeadas por soluções da empresa. Embora longe do impacto e da qualidade da “I’m a PC” e em circunstâncias diferentes e mais favoráveis, desse eu particularmente gostei muito:

Para quem ficou curioso, vale a pena assinar o canal da Microsoft no YouTube. Além de comerciais, ele também traz vídeos de ajuda e eventos organizados pela empresa.

November 08, 08:36 AM

Ano passado escrevi que, nos 365 dias seguintes, a minha principal meta seria simplificar a vida. Comprar e gastar menos, doar e organizar mais, tirar mais tranquilidade dessa equação.

De certo modo, “empatei” aí. Doei livros, vendi (e continuo vendendo) coisas que reparo estarem sem uso por aqui, enveredei numas faxinas fenomenais em caixas velhas e… bem, fiz uma ou outra compra no período, mas colocando tudo na balança, acho que o saldo foi positivo. Não o financeiro… ah, você entendeu.

Também me comprometi a ter hábitos mais saudáveis, objetivo esse alcançado. Por fim, tinha o melhorar meu lado escritor, o que, bem ou mal, tento todos os dias, ainda que esse seja um processo de aprimoramento bastante irregular — por vezes me vejo como um cara realmente bom no que faço, mas sempre há momentos em que me pergunto se não estaria melhor carpindo data.

Algo que eu não previ, sequer pensava há um ano, é como eu estaria mais… vazio agora. De lá para cá perdi muitas coisas que não dá para “pegar”, vender ou doar. Todas essas perdas, em maior ou menor grau foram consentidas, porque em parte eu quis. Ainda me pego pensando, vez ou outra, se cada uma delas, algumas ainda hoje muito queridas, foram decisões acertadas. Nunca saberei, claro.

Se por um lado fica essa incerteza, por outro estar vazio me põe frente a uma folha em branco. Ainda não passei da primeira página, mas as possibilidades são ilimitadas. E, sim, tenho meus planos para 2012, mas esses eu só conto ano que vem.

Hoje, tenho no Gemind, o site de tecnologia onde concentro tudo o que aprendi em dez anos nisso, o que mais toma o meu tempo e dedicação. Com dois meses e meio no ar, o direcionamento que vem tomando, a comunidade que estamos criando em torno dele, o relacionamento com os leitores, o bom astral e competência da equipe… enfim, tudo, com exceção do fluxo de caixa, está funcionando de uma maneira tão boa, mas tão boa, que às vezes custo a acreditar.

Para meus 25, o objetivo maior é fazer o Gemind se sustentar sozinho. Estarei muitíssimo contente se, daqui a um ano, eu ter conseguido “apenas” essa realização. Já convenci-me de que gosto e quero viver da escrita; para fechar o pacote completo falta apenas consolidar o projeto mais legal do qual já participei.

No pessoal, além de manter os hábitos saudáveis, espero encontrar tempo e disposição para exercitar a mente. Ler mais livros, coisa que nos últimos dois anos negligenciei bastante — corro o risco de estar próximo da vergonhosa média nacional —, assistir a mais filmes, ouvir músicas diferentes — nisso o Spotify tem sido um grande aliado. Conhecer mais gente, ficar menos em casa. Aliás, eu tenho que sair mais, de verdade.

Apesar dos tropeços e do que ficou para trás, o ano que passou foi bom. Mas espero, mesmo, que o próximo seja diferente. Que seja melhor.

November 04, 07:48 PM
November 01, 03:48 PM

Uploads

Favorites

Photos

Favorites

Recent tracks

Top tracks

abcdefghijklmnopqrstuvwxyz abcdefghijklmnopqrstuvwxyz