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Faltam poucas horas. O cheiro da esperança de um novo ano se mistura ao da pólvora dos fogos de artifício. Pelo mundo, 7 bilhões de pessoas estão celebrando vão celebrar mais um ano que chega. E o ano que vai, certamente, foi “uma droga de ano”, dependendo da sua perspectiva.
Para quem está no Japão, o ano já chegou. Foi bom? Vai ser bom? Deixa pra lá… Não quero estragar os preparativos de quem está doze horas atrás, seja lá o que você planeja no Ocidente. Pode ser que você esteja em casa, esperando a família ficar completa para o brinde. Talvez esteja indo à igreja, a uma reunião de amigos ou à casa de alguém especial. Quem sabe você esteja “esquentando a pólvora” dos fogos que vão explodir daqui a pouco.
Não importa se o ano é ímpar ou par. Se é jubileu, oshougatsu ou do calendário maia. Se você vai usar roupa branca, amarela, preta ou colorida. Talvez você entre com o pé direito, talvez com os dois ou até nenhum. Sozinho ou acompanhado, em casa ou na rua, rico ou pobre. Esqueça tudo isso…
Eu desejo que você realmente tenha uma vida nova. Que faça coisas novas, que mude de profissão, de casa ou de rotina. Desejo que tenha dias alegres e dias de vitória. Que estipule objetivos mas, principalmente, que os alcance. Que tenha saúde, prosperidade e paz e, se tiver, compartilhe com o próximo as bençãos que você tem. Que não subestime seus adversários mas tenha amor próprio. Que seja um pouco de tudo ou muito de qualquer coisa. Que tenha amigos verdadeiros ou continue iludindo aos outros a si mesmo. Que você case, comece a amar ou quem sabe tenha o primeiro amor.
Eu desejo muitas coisas. Mas o que mais desejo é ‘um feliz você novo’(ou nova). Porque jamais haverá vida nova se os erros forem os mesmos. Quanto a mim, não se preocupe, estarei tentando junto com você…
Feliz você novo! E de novo, de novo…
Crédito da foto: DOC7.ORG
Estava pensando no que poderia escrever em Gente de Conteúdo. Final de ano, Natal, paz entre as pessoas, Jesus Cristo, ano novo… Dezenas de temas vieram à cabeça mas nenhum cristalizou como “que droga de ano”.
Confesso que a ideia não é minha. Estava conversando com um conhecido sobre 2011 e ele veio dizendo que o ano que fecha as cortinas foi péssimo, teve sucesso em quase nada. Resumindo, uma verdadeira droga, um período marcado por coisas ruins.
Usei minha faculdade de indignação e logo perguntei se ele havia perdido alguma pessoa querida, pai, mãe, irmão, quem sabe um grande amigo. Mas ele não teve perdas tão significativas, somente coisas materiais e ajustes no trabalho que não aconteceram.
Um ano inteiro para ser chamado de droga? Será mesmo que todo um ano passa sem grandes perdas e, ainda assim, o intitulamos de droga? Onde está o sentimento de gratidão à vida? E por tudo aquilo que recebemos gratuitamente para viver?
Acordamos todas as manhãs com saúde, emprego, família, amigos, comida na mesa, um lugar para dormir, para tomar banho… Toda essa riqueza e algumas vezes somos ingratos, não nos atentamos para tais detalhes. Coisas simples que fazem sentido para nosso existir. Bençãos diárias que recebemos diariamente.
Quantas pessoas passaram esse ano em plena miséria, sem ter o que comer, o que vestir, sem ter um lugar digno para viver… Mesmo assim, acordam com a esperança de que o ‘hoje’ será melhor do que o ‘ontem’. Esse é o sentimento que move o mundo na expectativa de que o ano acabe e possamos dizer “que ano maravilhoso”.
Em meio a tantos ingratos, há pessoas com capacidade ilimitada de agradecer.
Em nome da gratidão, desejo que em 2012 possamos produzir mais conteúdo positivo. Que as boas ideias e inspirações sejam lidas, vistas e compartilhadas pelo mundo (e por aqui). Que nossos cliques sejam mais seletivos e que mais pessoas nessa grande praça virtual sejam realmente beneficiadas pelo que somos.
Crédito da foto: Bart Everson
E você tem alguma coisa para agradecer? Clique, comente, curta… Expresse as suas coisas boas neste ano que está quase indo.
Sim, 2011 já está indo. E antes de pegarmos carona, queremos relembrar o melhor de Gente de Conteúdo neste ano.
Perdemos alguns leitores, ganhamos centenas de consumidores apaixonados por novas ideias. Um público qualificado, essencialmente segmentado, de leitura dinâmica e sempre em busca de inspiração para a vida.
Analisando o comportamento dessa audiência em pageviews x traffic sources x interação x retweets x likes (e métricas do tipo), temos o retrospecto das 11 maiores inspirações que nosso time compartilhou neste ano. Confira:
1Financiamento colaborativo: simples, nobre e eficaz! 11/ABR { 12:28 }
2O que motiva as pessoas a postarem nas redes sociais? 16/SET { 10:06 }
3O preço do amanhã 16/NOV { 13:34 }
4Download de músicas sem pagar direitos autorais 23/FEV { 23:42 }
5Energia natural 14/ABR { 02:26 }
6O conceito por trás do Google+ 15/JUL { 06:08 }
7Cerveja Desperados: marketing com YouTube, Twitter e Facebook 11/ABR { 13:22 }
8Desconectar para conectar (na vida) 21/OUT { 08:13 }
9Cidade inteira faz protesto com lipdub 29/MAI { 16:42 }
10Botões alternativos para o ‘Like’ do Facebook 02/MAI { 07:32 }
11Vivendo a verdadeira Era Pós-PC 19/JUN { 07:09 }
Nos próximos websódios de “É hora de dar tchau”, alguns agradecimentos especiais pelas histórias que contamos em 2011 e uma introdução ao que será 2012 para nós. #ficaperto #voltalogo
O mundo contemporâneo passa por grandes transformações, sobretudo por causa das novas tecnologias. Apesar das grandes inovações históricas trazidas por essas transformações, é possível perceber nas últimas décadas uma ausência de felicidade no mundo. De modo geral, muitos sofrem com questões ligadas à falta de saneamento básico, de água potável, alimentação, educação e acesso a tantos outros benefícios inerentes à condição humana.
Neste cenário tão controverso, as novas tecnologias despontam e a miséria caminha a passos mais largos. O que falta para a humanidade? Para a filósofa política alemã, Hannah Arendt, o avanço rápido da ciência moderna fez com que aparecessem tantos aspectos diferentes na sociedade contemporânea. Tal avanço da ciência culminou em eventos como as Grandes Guerras Mundiais, mostrando até que ponto o ser humano é capaz de produzir efeitos destrutivos à sua própria espécie. Nesse período predominou eventos que atestaram uma ausência de preocupação nos rumos que a ciência moderna estava tomando.
Muito antes de existir a ciência, o que predominava era o discurso religioso e as explicações mágicas do universo. Para o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, essas interpretações do mundo traziam em si um si. Ou seja, a finalidade de uma crença e/ou religião é conduzir seus seguidores a um determinado estado de consciência ou paraíso, enquanto a ciência não tem ideia para onde está indo. O processo de produção científica não traz em si um fim concreto mas apenas o desejo de busca por algo sem forma.
Basicamente, a ciência sobrevive da atitude de questionar a realidade e a religião de um conjunto de dogmas.
Fugindo dos paradigmas
Certo ou errado, não podemos reduzir a discussão desses temas a uma visão míope do mundo, afirmando que um está certo e outro errado. O que deve ser questionado é por que fazer ciência? Qual a finalidade da produção de conhecimento? Do que adianta tantos avanços científicos na sociedade contemporânea se as necessidades básicas de sobrevivência e de dignidade do ser humano não estão sendo atendidas?
A razão nesse sentido anula outras formas de conhecimento, estabelecendo uma nova forma de mito. Porém, nessa conjectura o mito é esclarecido pela lógica científica. E isso não é muito diferente da forma de pensamento anterior.
Em que difere da religião? Seria a ciência uma nova forma de mito e/ou religião esclarecidas pela razão? Pensando nessa perspectiva, podemos refletir na missão da universidade que foi estabelecida como centro, a partir do qual a ciência nasceria e esclareceria o mundo “ignorante e contaminado” pelo discurso religioso.
Crédito da foto: Elliot Brown
É recorrente o termo “transparência” aparecer nas discussões sobre coisas e pessoas públicas. Da universidade às conversas informais no trabalho, nas filas de banco ou mesmo em ambiente familiar, todos querem saber direta ou indiretamente o que estão fazendo com os recursos públicos e, então, questionam o rápido enriquecimento de agentes públicos. Não é algo consolidado, ainda, mas é uma ideia que está sem dúvida ocupando espaços, nunca antes ocupados.
Acredito que isso esteja diretamente ligado ao fortalecimento dos modelos de governo democrático e ao acesso à informação em escala crescente, cada vez mais facilitado por plataformas móveis. A força presente nessa ideia é tão revolucionária que abalou até mesmo regimes ditatoriais como aqueles vividos no Egito e na Líbia.
Para Julian Assange, fundador do site Wikileaks, a ideia global de transparência está ameaçada porque existe um esquema dos governos dentro da estrutura do Estado de Direito que privilegia a ocultação de informações de seus liderados, numa tentativa bem sucedida em quase todos os casos de romper com o próprio Estado de Direito, e instaurar um Estado de Sombras no Ocidente. Esse fato é determinante para a ameaça e a desestruturação do modelo de democracia que achamos que vivemos.
Estado de Sombras é uma organização que coexiste com o Estado de Direito. Porém, suas ações (movimentadas principalmente pela corrupção) pretendem em longo prazo inexistir toda a estrutura democrática existente começando com a censura às informações das ações dos governos.
É necessário que um grande número de pessoas tenha medo para que a mudança não ocorra (a recíproca é verdadeira). Os governos controlados por esse sistema de agressão à democracia cultivam a cultura do medo: medo de falar, medo de publicar. Existem pessoas com muitas informações mas que possuem medo de publicá-las. A mão do Estado pesa de forma devastadora sobre a vida de quem se atreve a essa ousadia tarefa.
O Estado não tem o direito de ocultar informações sobre moeda, tão pouco sobre a liberdade de pessoas que nem foram julgadas pelo sistema imposto e aceito pelo Estado de Direito. Tais elementos são as eleições, os tribunais e a imprensa livre… Mas o Estado de Sombras subverte essa lógica e, em seu lugar, constroi prisões (Guantánamo) para colocar pessoas que querem falar. Ao mesmo tempo, constroi um sistema financeiro para esconder dinheiro de pessoas e nações inteiras (paraísos fiscais).
A imprensa vinculada a esse sistema de governo não é autônoma nem tão pouco livre. Ela é controlada e ditada pelo sistema do subterrâneo que subverte a ordem do Estado de Direito. Olhe mais de perto e você verá que toda a vida em sociedade, você e eu somos atingidos por isso.
A palavra religião deriva do termo latim “religare” que significa o mesmo que ‘re-ligação’, não necessariamente a um deus específico, mas religa o ser humano aos aspectos metafísicos, que estão além da matéria física, que ultrapassam o entendimento humano, algo que resumidamente podemos chamar de transcendental.
O mundo abriga sete bilhões de seres humanos, tornando-se um grande palco no qual se apresentam inúmeras formas de cultos e celebrações religiosas às mais variadas entidades, ideologias e/ou deuses. Há também aqueles que optam por acreditar em nada ou, ainda, acreditam que são autossuficientes e estão acima além de qualquer processo religioso.
Independente dessa diversidade religiosa no mundo, sabemos que a maioria das religiões assemelham-se por possuírem, em essência, objetivos comuns: paz, amor, salvação da alma, respeito ao próximo, crença na vida eterna e outros elementos similares.
Somos tão parecidos na forma de representar o transcendente, então por que brigamos, excluímos e não respeitamos a vontade alheia em escolher a própria crença e/ou religião? Há vezes em que nem queremos tocar no assunto.
No ano de 1763, aproximadamente, o filósofo francês Voltaire escreveu o célebre Tratado sobre a Tolerância, obra na qual critica sistematicamente o conservadorismo radical e a intolerância religiosa que, segundo ele, é responsável por retirar das pessoas a liberdade de escolha.
Assim como Voltaire, vamos nos voltar a quem acreditamos que possa nos ouvir. Vamos pedir por mais Tolerância Religiosa:
“Não é mais aos homens que me dirijo. É a você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades. Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira. Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição. Que aqueles que acendem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol. Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro. Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque Você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar. Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz. Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos!”
Temos garantia Constitucional para o livre exercício de culto religioso de qualquer natureza (na forma da lei), pois encontramos no artigo 5º e inciso VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”.
Outra garantia que o texto Constitucional traz é a declaração de que o Estado Brasileiro é laico, ou seja, que não possui religião oficial, que não está a serviço de determinado seguimento religioso mas do conjunto de pessoas que formam a República Federativa do Brasil. No art. 19 temos “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios”, e no inciso I “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.
Além da Constituição Federal, temos a Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo XVII: “Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”.
Embora a transcrição acima tenha sido escrita a mais de 200 anos, continua atual em nossos dias.
Você se lembra daquele problema com seu carro em que a concessionária demorou semanas para resolver? E aquele produto que a loja de eletrodomésticos nunca entregou? Aí você soltou mil palavrões, “gritou no Twitter”, poluiu o mural do Facebook com reclamações… e não foi tão eficiente.
Finalmente, você encaminhou (ou não) a reclamação para órgãos de defesa do consumidor, agências reguladoras, etc. Aí você soltou 1 milhão de palavrões porque nada funcionou mesmo.
Bem, quanto mais vozes envolvidas numa reclamação maior a chance de atenção. Exemplo disso é a Avaaz, uma comunidade mundial de mobilização online, que leva a voz da sociedade civil para a política global. São mais de 10 milhões de envolvidos, de 193 países, que toda semana assinam petições a favor de uma causa aqui, ali e acolá. Petição para Belo Monte está por lá.
Zaanga, porque você não está sozinho
Criado por uma startup brasileira voltada para a defesa do consumidor, Zaanga é um serviço que permite a formação de grupos de consumidores com dificuldades semelhantes, para resolverem um problema de forma coletiva. Zaanga não apenas encaminha as petições coletivamente, como também conecta pessoas que tiveram os mesmos problemas.
Lançado esta semana, o serviço funciona como um aplicativo no Facebook. A pessoa se cadastra, responde algumas perguntas e deixa o restante com o aplicativo. Então, as queixas comuns são transformadas em petições coletivas e encaminhadas aos órgãos competentes, empresas envolvidas, etc.
Manifesto Zaanga
No final das contas, “menos sabão para lavar a boca ou a roupa suja”. Negócio ou ativismo, Zaanga pretende ampliar o poder do consumidor, ao mesmo tempo em que potencializa o uso das redes sociais como ambiente de relacionamento, conectando pessoas e interesses comuns.
Tenho o costume de ir ao cinema. Exercendo esse costume, na semana passada, assisti ao filme “O preço do amanhã”, escrito e dirigido por Andrew Niccol. Em resumo é um filme estadunidense comum, com um roteiro repleto de fuga, romance e heroismo.
“O preço do amanhã” traz uma reflexão interessante sobre o uso do tempo, quando esse passa a ser moeda de troca definitivamente mercantilizada em sua expressão absoluta.
Reflexões sobre o uso do tempo são demasiadamente antigas tanto na história da filosofia quanto nas ciências modernas, por isso não constitui objetivo desse texto o aprofundamento de tais questões, mas apenas uma explanação sobre o uso do tempo na modernidade.
Eu já falei aqui sobre a ideia iluminista de modernidade e suas consequências. Como não pretendo esgotar o assunto, sem dúvida cabe mais algumas observações sobre o tempo.
Com o advento do capitalismo na Europa e nos trópicos, de forma tardia, é comum o uso da expressão “tempo é dinheiro”. Não se trata apenas de uma expressão de uso comum mas também um item no imaginário coletivo, levando sociedades inteiras a mudarem suas rotinas em função exclusivamente de tarefas remuneradas. Com isso, a ociosidade gradativamente foi sendo substituída pelo “negócio”. Logo, somos notadamente conhecidos e reconhecidos como a sociedade que nega o ócio, uma sociedade que faz “negócio”.
Estamos ocupados demais para perceber em que direção o mundo está caminhando. Nem mesmo a ciência tem uma resposta ou olhar preocupado com o nosso futuro.
É muito comum ouvirmos pessoas dizer “tomara que o ano acabe”, ou quem sabe “quero que chegue logo o final de semana” e, a mais célebre, “quero minhas férias”. Inconscientemente, estamos desejando que o tempo passe rápido e não nos damos conta de que dessa forma não vivemos. Não vivemos apenas pelo fato de respirarmos. Mais que isso, a vida precisa de reflexão.
Por que tantos avanços tecnológicos se ainda somos crianças indefesas procurando compreender nossa origem, “quem somos”, “para onde vamos”, “realmente vamos?”, etc.
Falo de avanços tecnológicos porque são parte da promessa contemporânea de felicidade… De mais tempo livre. Notadamente isso não ocorreu, o homem contemporâneo está cada vez mais inserido em processos infindáveis de ocupar-se e sempre coloca a falta de tempo com seu maior desafio. Até quando vamos vender nosso tempo, e esquecer-nos de viver?
Dias atrás, estive em São Paulo para palestrar na Universidade Anhembi-Morumbi, durante o 2º Encontro de Comunicação. Na ocasião, apresentei “Era do conhecimento, revolução do conteúdo”, tema em que provoco jor-pp-rp-rtv-cine os espectadores a respeito da quantidade de informação em nosso século, pensando as novas mídias como canais democráticos, onde produzir e consumir conteúdo estão juntos no mesmo “controle remoto”.
Em outras palavras, produzir conteúdo com relevância está se tornando mais subjetivo. Aqueles “super poderes”, antes detidos pelos grandes profissionais de comunicação, estão disponíveis a qualquer indivíduo com acesso a tecnologia e novos meios. Por isso, prefiro o termo “era do conhecimento”.
Na prática, somos todos curadores de conteúdo. Naquele vídeo em que fui marcado no Facebook, na foto clicada pelo amigo do meu amigo, no convite para um evento que alguém achou interessante, na playlist de vídeos no Youtube ou até mesmo no player do carro. O tempo todo fazemos filtros curadoria de conteúdo para uma determinada audiência.
Mas o que estamos fazendo com tanta informação?
Outro dia um amigo me falou: “a informação está altamente acessível mas precisamos de condutores do conhecimento”. Sim, pois acredito no conceito do pesquisador norte-americano Steve Rosenbaum, de que “a própria democratização das mídias causou a sobrecarga de informação“. Neste cenário, surgem os inconformados com tanto “barulho” tentando (às vezes de forma colaborativa) contribuir com algo além da mera informação-cultura-empírica. “Falar é uma necessidade, escutar é uma arte”, por isso, muitas vezes prefiro ser artista. Mais que isso, prefiro viver.
Desconectar para conectar
Essa história de overload de informação já incomoda muita gente. Há algum tempo acompanho o Slow Movement, que tem como missão capacitar os interessados na exploração de formas sustentáveis de pensar, viver e interagir na comunidade global. Com o tempo, estamos questionando o porquê de tudo fast (comida, leitura, trabalho, relacionamentos, etc).
“Desconectar para conectar” já não parece uma ideia absurda, né?
No amor, na morte e na tecnologia
Tiffany Shlain, cineasta e fundadora do Webby Awards (considerado o Oscar da internet), sabe na prática o que é viver autenticamente “conectado”. Por seus estudos, Shlain foi reconhecida como uma das mulheres que transformam o século 21. O resultado de seu trabalho está resumido no documentário “Connected: an autoblogography about love, death & technology“, que estreou em setembro nos EUA.
“O que nos tornamos” e “o que significa estar conectado no século 21″ são os questionamentos contidos no filme, que utiliza cenas remixadas da própria internet para dar o recado. Poucas cenas foram filmadas, a maior parte são animações, vídeos da web, narrações off e arquivos pessoais da cineasta. A morte por câncer do pai e escritor de best-sellers Leonard Shlain, e também uma gravidez de risco, foram as motivações de Shlain para repensar nossas conexões com o mundo e as pessoas.
Semelhante a posts em blogs, Connected também interconecta as teorias de Shlain e as experiências de sua própria vida. O apelo do filme não poderia ser diferente: an autoblogography about love, death & technology (“uma autoblogografia sobre amor, morte e tecnologia”). Genial!
A cineasta também é adepta do conceito Technology Shabbat, derivado do princípio judaico – um dia da semana para ela e sua família descansarem das mais recentes tecnologias de comunicação. Ou seja, momentos de desconectar para conectar (na vida).
Crédito das imagens: Divulgação
Não sei quando exatamente a gente se perde mas sei que a gente se perde. Faz parte da vida se perder pelo caminho.
Já não lembro mais quando foi a última vez que dormi, no mínimo, 7 horas por noite. Estou sempre alternando entre ficar conectada e estar na balada mais legal do momento. Perdi quilos, ganhei olheiras, ando com dores no corpo inteiro mas, garanto, perdi coisas muito mais importantes que tudo isso que, teoricamente, posso recuperar.
Perdi um almoço com as amigas porque não poderia perder o melhor horário de ler meus blogs favoritos, tuitar e ler tweets bem na hora do almoço. Perdi também um carinho gostoso da minha cachorra, que fica sempre do meu lado enquanto digito, chorando e pedindo desesperadamente com seus olhos um pouco de atenção.
Perdi minha mãe sentada no sofá, me contando as últimas, descansando os pés no meu colo e rindo pra mim da vida que, às vezes, é tão hilária de tão estranha. Perdi a tarde assistindo filme com meu irmão e o novo bebê que está a caminho no ventre da cunhada. Perdi a conversa do trabalho, as amigas dialogando entre si sobre qual será o nome do mais novo integrante do mundo, que virá de uma delas.
Deixei de viver o profundo, optando pelo raso que os vínculos criados nas redes sociais as vezes são. Já me livrei também de altas ”latadas” graças a web, mas entrei em outras tantas também por conta da mesma… Ganhei amigos que ficaram para a vida toda e também me iludi com o termo amizade com outros que julguei serem pra vida toda mas que morreram em mim quando nasceu o primeiro sorriso (só na cara) que não abraçou alma alguma
Não quero desmerecer o que acontece no “virtual”, até porque precisamos disso. Estou apenas constatando que a gente se perde.
De repente, começamos a ser influenciados por coisas e pessoas que, sequer, condizem com o que realmente acreditamos. Mas tem também aqueles que chegam para nos fazer rever todos os conceitos, e isso é bom. O ruim é quando perdemos a nossa essência, quer seja para sermos aceitos num grupo ou para parecermos legais, sabe-se lá. Ruim é quando a gente deixa passar a vida por coisas que serão só coisas. Quem nunca deixou isso acontecer que atire a primeira pedra, ou melhor, que nos conte a fórmula.
A gente se perde. Sempre se perde. É preciso se perder algumas vezes na vida para conhecer outros caminhos e redescobrir coisas que o nosso coração (intuição ou algo do tipo) grita. O problema mesmo é se perder a tal ponto de não conseguir voltar, sem sequer conseguir se lembrar do que foi antes de tudo.
Sei que a vida online me parece só um brinquedo com utilidades amplas e eu preciso, urgentemente, tirá-la do volante da minha história. Não que seja assim um vício para ser abandonado, só que… a vida de verdade está acontecendo no “offline” e eu e mais um bom tanto de gente, não estamos percebendo.
Quanto a mim, vou agora dar um abraço na minha mãe que, parece que faz um século que não a vejo. E só porque quase nunca “desgrudo” daqui.
Crédito da foto: Cupcakes2
Eu acho um “pé no saco” gente politicamente correta. O pior é que eu, hora ou outra, sou assim. Tem gente que enche o saco por causa de um palavrão, que fica de mimimi quando falamos de sexo, que acha que a mulher tem que ser isso e aquilo outro, que desce a lenha em quem “mostra a bunda” mas morre de vontade de fazer o mesmo. Sim, estou falando de quem diz “fulano é louco, largou tudo pra viajar” mas, por dentro, tá louco pra repetir a mesma loucura que julgou errada no outro.
Enfim, o melhor nome que encontrei pra esse tipo é “gente politicamente correta”, ou talvez a palavra “hipócrita” também lhes caia bem. A típica pessoa tradicionalzinha me entedia, na melhor das hipóteses, e me dá uma vontade muito grande de mandar ir… “tomar café”. O fato é que, vez ou outra todos nós somos politicamente corretos em alguma coisa ou assunto.
Nos últimos tempos tenho observado opiniões publicadas nas redes sociais. Não sei se influenciada por pessoas que admiro e acompanho, meu humor adquiriu uma acidez. Confesso que sempre desejei preparar este texto, sobre este assunto.
Por que “cargas d’água” a tosquice faz tanto sucesso na nossa sociedade atual? A vida “real” (offline) é uma desgraça total assim que precisamos ir às redes sociais curtir, compartilhar e aplaudir coisas sem noção?
Não, por mais que não pareça estou apenas refletindo. Não somos mais bebês a engatinhar nesse chão e acho que já é hora de partirmos para a “papinha consistente”. Assim como todo mundo, também falo muita asneira nas redes sociais. Eu também penso “vaca” quando alguma garota fica de papo furado com quem de alguma forma seja meu (sim, sô ciumenta).
Tento entender onde e quando aprendemos a nos subdividir o suficiente para curtir e compartilhar coisas que não têm a ver com o que pensamos de fato. Sim, esse é o argumento de muitos humoristas do tal “humor negro”.
Há algum tempo, vi um tweet de uma garota dizendo “lugar de idoso é em casa cuidando de neto e coisas do gênero e não passando na minha frente em fila” (foi mais ou menos uma coisa do gênero, pra pior). A guria grilou por ter ficado para trás na hora que o caixa do banco, ao invés de chamá-la, chamou um senhor preferencialmente. Obviamente, respondi o quanto achava aquilo idiota e, mais óbvio ainda, levei uma “porrada” de volta. Não me arrependo. A tal garota é inteligente. Quer dizer, é o que se imagina pelos posts que faz e as pessoas com as quais conversa. Não a sigo, nem acompanho nas redes sociais.
Fico me perguntando o porquê de uma garota “tão massa” não utilizar seu humor inteligente de outra maneira. Sei lá, gosto e visão todo mundo tem. Porém, o humorista Rafinha Bastos amargou a repercussão de sua piada infame sobre a cantora Wanessa Camargo e seu bebê (e que pedido de indenização é esse, Wanessa?) . Vários brasileiros concordaram que o cara passou da dose mais uma vez. Houve quem não achasse a mesma coisa e, acredite, entendi a linha de raciocínio. Até porque o povo gosta do que é tosco. Busque na web e você vai ver o que dá mais pageviews no Youtube ou quais posts recebem mais comentários. Então, é assim Brazíu?!
O que é tosco é engraçado (o contrário também). E há também quem faça piada sobre idosos, pedofilia, câncer e afins. Não precisamos nos tornar uma sociedade “molho de chuchu” mas até quando vamos nos comportar como bebês? É hora de maturidade na rede. De repente, vejo gente bacana citando continuamente coisa sem noção e, já que somos o que consumimos…
Bem, eu uso redes sociais. Eu vivo levando na cara pelas coisas que acredito ou a maneira como me expresso. Estou repensando muitos conceitos “retrógrados” e revendo minhas ideias. É a vida e ainda bem que a gente muda.
É hora de deixar o endeusamento da tosquice. Se a vida fosse uma selva, as redes sociais seriam um caldeirão no qual somos cozidos. Está na hora de escolhermos propositalmente qual o tempero que vamos colocar e, consequentemente, consumir.
A Hope, marca de moda íntima (uma das pioneiras no Brasil) lançou e veiculou nos últimos dias a campanha “HOPE ensina”, com o apelo “você é brasileira, use seu charme”, apresentado pela modelo Gisele Bündchen. O governo pediu a suspensão do comercial.
Com diversas reações contràrias à campanha, a empresa divulgou nota explicando que não houve intenção de desrespeitar clientes. Pelo contrário, a empresa declarou seu desejo de reafirmar a beleza da mulher brasileira, que é conhecida mundialmente. Na perspectiva da campanha, tal argumento deve ser usado pelas mulheres para aumentar seu poder de convencimento.
Culturalmente, o macho homem é educado para usar a razão e o conhecimento, transformando sua realidade através dessas habilidades. Por muito tempo, o sexo masculino homem foi o único provedor da família, ocupou as melhores funções nas empresas e se destacou com relevância nas instituições religiosas e de classe. Em suma, reinava de forma soberana.
Ainda é possível dizer que o homem é forte, sedutor, inteligente, articulado e voltado para as questões que movem a sociedade!
No outro lado do planeta da esfera, a mulher foi culturalmente educada para usar o corpo, seduzir com a beleza e, sabendo disso, a publicidade de moda investe pesado nesse propósito.
A mulher, enquanto objeto de desejo masculino, não se ocupa com tarefas intelectuais. Por muito tempo, as mulheres não eram reconhecidas por suas capacidades intelectuais mas por atributos físicos e suas ligações com um determinado homem. Ou seja, ela não tinha história. E por que a tal “mulher ideal” é magra, alta, possivelmente loira, sexy, desejável, estereotipada como um item de consumo?
Não é fato isolado nem desconhecido que a mulher travou ao longo da história uma intensa revolução contra tais paradigmas machistas. Nada foi concedido, tudo foi retirado à força do domínio masculino. As variações disso são vistas no mundo de hoje.
Justamente por isso é que a propaganda da HOPE utilizou do poder simbólico, do imaginário presente em nossa sociedade, para fazer sua campanha de extremo mau gosto, devolvendo a mulher para a mesma condição de antes. Ora, é fato que faz tempo que as mulheres são provedoras de lares, empresárias, intelectuais e precursoras de uma nova sociedade. Infelizmente, sob a perspectiva em questão, ainda querem transformá-las novamente dependentes dos homens, como se a estética o corpo ainda fosse a única forma de acessar o domínio masculino e legitimá-las diante do poder econômico primado eterno do homem.
No final das contas, ao ver campanhas como essa, percebo que o interdito do discurso é o mesmo: manter a mulher na servidão, sem voz e usando o corpo como possibilidade de acesso à vida social. Nesse aspecto, a mulher não deseja, não tem vontade. Ela é objeto de desejo, conquista e disputa. Lamentável!
A modernidade está em crise. Não é suficiente para responder às angústias humanas. O projeto moderno fracassou como possibilidade de emancipação do ser humano. Vivemos em uma sociedade altamente tecnológica e científica que não sabe para onde caminha. Estamos perdidos!
O projeto moderno em questão é o Iluminismo, e tem como base: a universalidade, a individualidade e a autonomia.
A universalidade refuta particularidades como as raciais, religiosas, culturais ou nacionais e tem como fim todos os seres humanos. Na prática, a ideia baseia-se na ligação que o indivíduo tem com a nação livre, onde têm acesso à divisão internacional do trabalho e, por possuírem os mesmos talentos, conseguem igual acesso às riquezas. Tal ideia combatia, em especial, o Imperialismo e modelos econômicos (como o Feudalismo) baseados em condições desiguais de acesso ao sistema econômico. O universalismo defendido pelo Liberalismo atinge a economia, a política, o saber e a moral.
A individualidade não se refere às pessoas niveladas por um processo de massificação de sentidos (todos querem as mesmas coisas) mas às pessoas concretas.
A individualidade defendida pelo Liberalismo baseia-se no valor do indivíduo, partindo do princípio que este poderia desenvolver suas faculdades de forma universal, individual e autônoma. Essa defesa do valor do indivíduo significava uma crítica ao Antigo Regime, pois a individualidade aí se colocava como um privilégio de classe.
Mas a sociedade capitalista estimulou o hiperindividualismo e tudo aquilo que o acompanha, como o hedonismo, o egocentrismo e o delírio consumista.
O oposto desse hiperindividualismo, tão perverso quanto ele, é o antiindividualismo – a busca das raízes e de uma identidade coletiva. Ou seja, contrariando o princípio do racionalismo que anuncia o individualismo como a libertação do ser humano das entidades coletivas.
Assim como o Iluminismo atacou as explicações religiosas do mundo e acabou perdido, corremos o risco de começarmos a combater o individualismo, hedonismo, egocentrismo e o delírio consumista de forma tão radical, buscando raízes de uma identidade coletiva, que poderemos contribuir com a reconstrução do modelo de sociedade feudal.
Por último, a autonomia que faz referência à qualidade do ser humano de pensar por si mesmo.
A autonomia no ato de pensar liberta a razão da autoridade e dos preconceitos forjados nas opiniões sem fundamentação cientifica, privilegiando assim a educação e a ciência. Não aconteceu assim.
Hoje os recursos tecnológicos e científicos defendidos por essa corrente de pensamento nivelou a sociedade, permitindo que se desenvolvesse um modelo social altamente complexo e consumista. O mais trágico: esse modelo contribui para o total nivelamento das consciências, onde um aparelho industrial dita a forma de ser e estar no mundo.
“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso, isso importa para mim”
~ Steve Jobs, The Wall Street Journal – 1993
Morreu nesta quarta-feira, 5 de outubro, Steve Jobs. Volta ao pó da Terra um gênio, inspirador, inovador, criativo, revolucionário.
Não tenho o que dizer. Já disseram tudo o essencial na página do site da Apple:
Famoso dicurso de Steve Jobs (Universidade de Stanford, 2005)
Caiu uma maçã do pé. Mas sua semente trará novas árvores. Descanse em paz, Steven Paul Jobs!
Ah, a internet. Essa linda, facilitadora da nossa vida. Essa conquistadora de corações e atenções. Essa prática.
Que a internet veio democratizar o conhecimento, já não há mais dúvidas. Que ela veio para fazer as redes sociais virarem um megafone da sociedade, sua salvação e perdição, também não há. Que veio para eternizar momentos com seus aplicativos práticos, como o Instagram (do brasileiro Mike Krieger), também.
Claro que a Internet também veio para fazer com que “percamos” horas a fio em frente a uma tela (de smartphone, PC ou tablet), consumindo e compartilhando compulsivamente informação. A Internet é como um prato de melado para os que nunca foram ouvidos se lambrecarem expressarem e surtarem extrapolarem. É a chance de exposição extrema, como o caso do “sanduíche estranho” que repercutiu na rede. Fora isso, é inegável a praticidade que a Internet trouxe para algumas coisas.
Ontem terminou mais uma edição do Rock in Rio. Vários mortais não foram ao festival, inclusive eu. Mas isso não significa, nem de longe, que deixamos de aproveitar cada momento do espetáculo, que tirou a galera do chão por lá, por aqui e “tuconté” lugar.
Alguns canais transmitiram os shows quase 24 horas por dia mas a quantidade de quem viu pela web “não está no gibi”.
Pela Internet, temos a vantagem de assistir, comentar, trocar informações, conhecer detalhes dos bastidores, etc. Tudo isso dá um gostinho diferente ao Rock in Rio.
A troca de energia através de alguns caracteres, as risadas pelos comentários non gratos, enfim, esse mix que a internet nos proporciona é impagável.
Sim, a internet às vezes afasta quem está perto e aproxima quem está longe. Só que na maioria das vezes ela une com uma força bem maior que qualquer abraço.
Dos rockeiros com ‘R” maiúsculo, dou o destaque para Slipknot – banda um tanto quanta estranha para os que não estão acostumados e System of a Down, que levou os fãs ao delírio (particularmente não faz muito meu estilo, nenhuma das duas, mas foi bonito ver a galera cantando junto). Não tive o prazer de ouvir Stevie Wonder porque o cansaço me abraçou e dormi em frente à TV antes de o show começar (neste dia acompanhei via Multishow e mobile).
O poder que a Internet tem, para unir pessoas, foi mais forte na noite de sábado, durante o show do Coldplay. Inúmeras pessoas assistiram e compartilharam suas opiniões sobre o show nas redes sociais. Eu, viciada conectada que sou, acompanhei tudo de perto sentindo não só a energia contagiante da banda mas também as reações de cada um através das músicas.
Se a música tem o poder de mudar humor, rumos e atitudes, a internet tem o dom de permitir que essa mudança não seja solitária.
Rock in Rio em casa foi uma experiência incrível. Mas Rock in Rio na internet foi algo quase transcendental.
Rock in Rio no conforto da minha casa. Internet querida, obrigada.
Crédito das fotos: Rodrigo Esper/Grudaemmim
Sexta-feira, último dia do mês… Momento ideal para “surfarmos” na web em busca de “ondas bizarras”. Em outras palavras, fail que é feio é ridículo mesmo (humn?!) mas não deixa de ser conteúdo.
Aproveita que seu chefe foi fazer aquela dormida reunião e repara no que a galera de Criação fez enquanto o diretor de arte também dormia:
Babymoov
Começamos com a loja virtual Pixmania. Na página do produto Babymoov (conjunto de brinquedos para banho de bebê), eis que… O bebê ficou sozinho no banho! A mamãe sumiu do mapa, quer dizer, da foto… Que mãe designer desnaturada!
MTV Video Music Awards! 2011
Lady Gaga, Beyonce e Adele se destacaram na 28ª do VMA. Gente, isso não é motivo para salientar, oras! Veja na íntegra aqui.
BBC / Doctor Who
Para divulgar uma das temporadas da série Doctor Who, a BBC lançou este poster clichê no estilo “todos sisudos para o click”. Não sabemos como surgiu essa ideia de personagens de filmes e séries “mal encarados” nos cartazes. O fato é que essa perninha esquisita aí não deu pra encarar. Será que os fãs que publicaram isso no blog não perceberam?
Victoria’s Secret
Apresentamos o novo Bouclé Sweater que só Victoria’s Secret tem pra você. Mas ninguém nos convence de que essa horrível cinturinha é dela. Ou quem sabe seja, né?! Quem sabe ela tenha feito uma lipo recentemente e ainda não se recuperou totalmente da cirurgia. Esse mundo da moda não brinca em serviço!
Trânsito caótico na França
Para encerrar, a nossa favorita… O tráfego de carros na Ile-de-France nunca mais será o mesmo depois da publicação desta foto num artigo de um site francês. Se você acha que as notícias do governo são isentas de “maquiagem”, vai pensar melhor depois dessa foto aí.
A qualquer momento, a gente volta tirando onda de novo.
Thanks Photoshop Disasters.
“O inferno são os outros”. A frase de Sartre aponta para uma direção: sempre estamos preocupados com “o Outro”, mesmo que seja para imputá-lo responsabilidades sobre nossos fracassos.
Partindo da ideia de preocupação com o Outro, talvez seja pertinente uma pergunta: como fica nossa relação com o Outro nas redes sociais? Será que temos um rosto definido diante desse “outro” que nem sempre conhecemos ou nos escondemos atrás de um perfil falso?
Falando filosoficamente, o Outro é responsável por nossa emancipação como Ser. É no contato com a diferença do Outro que desenvolvemos a linguagem e nos qualificamos para desvendar o nosso Eu, presente em cada rosto que nos aparece estranhamente distorcido pela falta de conhecimento do Outro.
Linguagem, contato e experiência com o Outro tornam infinitamente possível o desvelamento do Rosto. Então, temos que produzir interações sociais para ancorar essa necessidade de conhecimento de nós mesmos, através da experiência com o Outro.
Para tal conversa, poderíamos eleger qualquer tipo de interação mas sabemos que a internet tornou-se, nos últimos anos, uma grande praça para discussão, criação e disseminação de ideias ao redor do mundo. Assim, podemos privilegiar as relações nascidas nesse espaço como possibilidade de conhecimento do Outro.
Diante dessas ideias, um exercício possível é pensarmos como está nosso Rosto nas interações virtuais. De que forma queremos que o Outro nos conheça? Talvez pareça uma pergunta sem nexo com a realidade. Porém, se olharmos para nossa experiência virtual perceberemos pessoas que se comportam em ambientes virtuais como se nunca fossem voltar ao real. Não carregam em si a preocupação de que, suas atitudes com o Outro, no ambiente virtual, podem reverberar em consequências no mundo real.
O Outro sempre será “o outro” em suas dimensões virtuais ou não. Ele sempre merece cuidado, porque é no cuidar do Outro que o Rosto se revelará.
Crédito da foto: Ben Fredericson
Em abril, falamos sobre crowdfunding por aqui. Financiamento colaborativo (ou coletivo) é um conceito fácil de entender: várias pessoas contribuem com pequenas quantias para viabilizar financeiramente um negócio ou projeto. O melhor de tudo é que já existem bons projetos realizados com crowdfunding. A famosa “vaquinha” que fazíamos na vida real agora organizada via web.
No Brasil, o Catarse – focado em projetos criativos – é um dos mais conhecidos.
Para fazer branded content divulgar o assunto, o pessoal da Recheio Digital produziu um mini-documentário em duas partes, abordando o tema com foco nos brazucas. Mandaram bem, pessoal!
Confira abaixo os vídeos:
[1/2] Crowdfunding: cultura e coletividade
[2/2] Crowdfunding: cultura e coletividade (continuação)
O que 6 bilhões de pessoas têm em comum, além de habitarem o mesmo planeta? Muita coisa e quase nada!
6 Bilhões de Outros é um projeto que me encantou desde o primeiro momento, a começar pelo nome. Acho que nunca parei pra pensar na imensa quantidade de “outros” que há por aí. Muito menos tinha parado para ouví-los.
O projeto é do fotógrafo francês Yann Arthus Bertrand que, em parceria com os realizadores Sibylle d’Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire, está rodando o mundo em uma exposição itinerante. De 20 de abril a 10 de julho deste ano, passou pelo Brasil, no MASP, em São Paulo.
Durante seis anos, foram filmadas mais de 5500 entrevistas, em 75 países. Pessoas comuns foram entrevistadas e todas elas responderam às mesmas 40 perguntas básicas, e aparentemente simples, sobre o que nos separa e o que nos une. Por exemplo “O que é felicidade?”. As respostas revelam muito da cultura e da essência de cada pessoa.
O fascinante de tudo isso é ver como somos parecidos enquanto seres humanos. Nos encontramos em nossos medos, anseios, desejos e não importa se somos russos, brasileiros, israelenses…. O mais interessante é o cúmulo da diferença de cores, sotaques, idiomas, expressões, sorrisos, hábitos, trejeitos e, ainda assim, reconhecermos um pouco de nós mesmos em tantos outros.
“Quis fazer um retrato da alma humana e mostrar que para viver junto com mais de 6 bilhões na Terra é necessário escutar os outros e suas histórias”, afirmou Yann Arthus Bertrand, idealizador do projeto.
A exposição é composta por fotos dos entrevistados, projeções, instalações em vídeo, enfim… Um mergulho no mundo dos “outros”, com suas cores, rostos e idiomas.
Melhor do que ver o vídeo-teaser acima é a emoção de ter ido à exposição.
Os vídeos podem ser vistos no site www.6milliardsdautres.org ou numa busca rápida pelo YouTube. E ainda estão categorizados: felicidade, sonhos e renúncias, família, etc.
Há conteúdo suficiente pra ficar um dia inteiro pensando sobre o que é essencial para a humanidade: a vida.
A chamada “Era Pós-PC” já começou. Nela, computadores e dispositivos agregados passam por modificações para proporcionar experiências mais ricas, interativas e móveis.
Nesse contexto, touch screen (tela sensível ao toque) é uma das principais tendências globais (tablets, smartphones, etc).
A empresa norte-americana Artefact, de Seattle, especialista em desenvolver pesquisas, conceitos e melhores práticas de design e tecnologia, fortalece o conceito touch com o projeto SWYP: See What You Print (“veja o que você imprime”).
Trata-se de uma impressora com pré-visualização em tela sensível ao toque. Suas fotos transferidas (sem fio) de uma câmera ou armazenadas no computador e nas redes sociais, por exemplo, seriam visualizadas, ajustadas e impressas através da própria impressora. Resultados de cores tornariam-se previsíveis, com uma tela sempre calibrada para a impressora.
Uma maneira radicalmente simples e inovadora de lidar com usabilidade, eliminando o doloroso e lento processo de impressão.
O projeto SWYP desperta a possibilidade de que, num futuro próximo, câmeras fotográficas e celulares possuam por padrão uma impressora integrada. Um avanço no que os japoneses fizeram em 2008. Se teríamos papel diferente, suficiente ou outra matéria-prima para tantas fotos, é outro assunto.
No vídeo abaixo, a SWYP em funcionamento. Na pior das hipóteses, vale refletir sobre o conceito.
Quem nunca jogou paintball que atire receba a primeira bolinha. O jogo é sensacional, principalmente se uma galera esperta tiver a ideia de filmar tudo em super câmera lenta slow motion. Show!
Ao som de Spitfire, de Porter Robinson, assista este vídeo e anime a sua sexta-feira!
Dirigido por Saman Keshavarz.
A InSites Consulting divulgou este mês uma pesquisa com o mapa das redes sociais no mundo. O estudo aponta que 70% da população online do mundo está presente em alguma rede social, ou seja, 1 bilhão de pessoas conectadas.
Diante desse fato, conversei recentemente com alguns amigos sobre a possibilidade de criarmos uma empresa voltada para o mercado social digital. Entre as possibilidades, o objetivo de promover projetos de instituições ligadas ao Terceiro Setor.
O grupo quase unânime gerou ideias. As ideias pediram tempo e os comentários sobre o tempo das ideias eram: não temos tempo!
É estranho perceber que, geralmente, projetos coletivos caem na rotina do individualismo sob o rótulo “não tenho tempo”. Quando as coisas chegam nesse patamar, o único plural possível é “estamos sem tempo“.
Depois de muita discussão (e desânimo), descobri que nossa missão não era pensar uma empresa social digital mas quanto tempo cada um dos envolvidos teria livre entre uma postagem e outra nas redes sociais.
Quando o assunto é uso de redes sociais, não é raro encontrar pessoas multi-conectadas no Twitter, Facebook, entre outros, por mais de quatro horas ao dia. De forma linear, o conteúdo postado está relacionado à vida privada ou atividade empregatícia.
Sabemos que existe uma população online (e gigantesca) no mundo. Fazemos parte dela. Também sabemos que temos tempo-online-ocioso que pode ser usado para divulgação de projetos sociais e causas nobres. Infelizmente, parecemos não saber que podemos utilizar nosso tempo para contribuir com a construção de um mundo bem melhor – na prática.
Para isso, é preciso pensar de forma criativa e colaborativa. Só assim teremos chances reais de transformar a comunidade em que vivemos e caminhar em direção a um projeto maior, no qual esse bilhão de pessoas (somado a outros bilhões) transformarão o mundo a partir de suas ações conectadas.
Fotografamos tudo. Das festas de aniversários até lugares e pessoas incríveis que conhecemos no último período de férias.
Nos últimos anos, uma explosão de câmeras, aplicativos e redes sociais. Juntos trouxeram mais possibilidades e deram mais significado à nossa existência. Cada pessoa passou a ser um documentarista de sua própria vida, com muitos motivos para publicar conteúdo e registrar suas memórias através de fotos compartilhadas no Facebook, Twitter e tantos aplicativos na web.
Mas não foi sempre assim. A fotografia mais antiga de uma pessoa data de 1838. Na foto, o registro de uma movimentada rua de Paris, onde um homem desconhecido engraxa seus sapatos. Devido ao tempo de exposição de mais de 10 minutos, não é possível ver o tráfego, por causa do rápido movimento. A exceção é o homem que permaneceu (lustrando seus sapatos) na mesma posição por tempo suficiente para ser “capturado”.
Graças ao desenvolvimento tecnológico, hoje temos fotos digitais que dispensam o processo de revelação. Para alguns fotógrafos, um lamento. Para a maioria das pessoas, algo essencial. Some a isso a capacidade de mostrar ao mundo inteiro como foi o seu fim de semana e não haverá dúvida de que nossas fotos estão arquivando a vida. Ou será que nossa vida está se escrevendo em fotos?
Os admiradores da Maçã conhecem bem o Instagram, um aplicativo apenas para iPhone lançado há pouco mais de um ano. Seu crescimento incrível está ligado à facilidade de se clicar uma foto, aplicar-lhe um filtro especial e publicá-la nas principais redes sociais. Só pra lembrar: tudo através do dispositivo móvel.
A inovação do Instagram, em relação a aplicativos mais antigos e similares, foi a de levar a fotografia digital para um ambiente de compartilhamento eficiente, compatível com a dinâmica das redes sociais.
Sabendo disso, Daniela Arrais e Luiza Voll criaram o Instamission, um tipo de concurso cultural temático (e semanal) que começou no Instagram e se espalhou pelo Twitter e Facebook. Para reunir o conteúdo, elas e sua turma usam a hashtag #instamission. Com certeza, um exemplo bem legal de projeto colaborativo envolvendo fotografia digital. Para saber mais, a própria Luiza Voll explica neste vídeo:
Em tempo: o Instagram disponibilizou ontem (20/09) a versão 2.0 do aplicativo, que adiciona novos filtros, pré-visualização dos resultados em tempo real, efeitos de “tilt-shift” em tempo real, mais controle sobre as bordas, fotografias em alta resolução e controles de rotação.
Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas no mundo possuem uma câmera digital. A maior parte das milhares de fotos clicadas por essas câmeras estão armazenadas no Facebook. Nada de Flickr ou Picasa.
No gráfico acima a comparação entre os acervos do Facebook, Flickr, Instagram e Biblioteca do Congresso dos EUA. Em resumo, o Facebook já armazena mais de 140 bilhões de fotos. Isso é 10 mil vezes o acervo da Biblioteca do Congresso. 10% de todas as fotos que temos foram clicadas nos últimos 12 meses, sem falar nas fotos antigas que estão perdidas guardadas em álbuns de papel.
Armazenagem é o desafio
Pelo que vejo, um dos grandes desafios para os próximos anos chama-se armazenagem de fotos. Já que “mídia e software se fundiram na nuvem da Internet”, armazenamento é a bola da vez no jogo das redes sociais. Google+ está aí, para tentar derrubar assustar o Facebook.
No “feice”, no “pruis” ou outra rede social, mais importante do que migrar seus dados e contatos, é levar todas as suas fotos da mesma maneira como você organizou – num simples clique toque de tela.
Quem se habilita a fazer algo realmente incrível neste aspecto?! Quem viver, verá.
Com informações de 1000memories.
Imagens: reprodução.
A tradução literal do termo coworking é ‘trabalhar junto, colaborar’.
Coworking é um grupo de pessoas reunidas num mesmo ambiente de trabalho, que têm negócios e atividades independentes e, ao mesmo tempo, compartilham um cotidiano com sinergia, ideias e muitas experiências.
Pelo mundo, profissionais autônomos, pessoas que trabalham em casa (home office) e viajantes executivos têm algo em comum: o isolamento.
Um coworking space (espaço de coworking) é um local de trabalho alternativo aos cafés, escritórios virtuais e home offices. A ideia é simples e comprovada: profissionais independentes, com flexibilidade de local e horário de trabalho funcionam melhor juntos do que sozinhos. Eles dividem as despesas de local, internet, telefone, móveis de escritório, entre outros serviços e interesses coletivos.
Em coworking spaces mais organizados, basta contratar um plano (diário, semanal, mensal ou fixo) e mãos à obra. Sem dúvida, coworking está redefinindo a forma como trabalhamos. E isso é apenas o começo.
Coworking no Brasil
Por aqui, coworking spaces estão surgindo em vários Estados brasileiros. O conceito ainda está em fase embrionária mas cresce forte e ganha adeptos.
No ano passado, a Veja fez uma matéria interessante sobre coworking. A reportagem foi conhecer em São Paulo, um escritório baseado neste modelo. Os coworkers do Pto de Contato disseram se vale ou não a pena essa nova realidade. Confira o vídeo (dica do @borges_marcos):
Nos espaços físicos ou virtuais, no Brasil ou no mundo, o conceito de coworking é uma realidade.
Se pensarmos bem, a maioria dos trabalhos e profissionais existentes não precisam do tradicional local ideal fixo, com batida de ponto, escritório luxuoso decorado, etc. Pelo contrário, o que conta é aquela oportunidade digna de ganhar dinheiro, com bons parceiros, bons clientes e uma relação saudável que favoreça novos negócios. Com tudo isso, qualquer emprego pode ser o melhor do mundo!
Talvez o seu trabalho atual não lhe permita ainda viver o coworking na prática. A boa notícia é que o mundo está mudando rápido, e a gente muda junto com ele.
Você gostaria de trabalhar num coworking space? Use os campos de comentários e vamos trocar ideia.
Falar, falar e falar. Não adianta, até o reles mortal mais quieto do mundo sente aquele alívio danado quando expõe, enfim, o que está lhe apurrinhando ou chamando a atenção. O ser humano tem uma necessidade inerente de expor o que está pensando, o que está lhe afligindo, o que achou interessante.
Não é à toa que vivem dizendo que ninguém nasceu para ser só, afinal, conversar só consigo mesmo por anos a fio não deve ter muita graça, né? Pois bem, nesse cenário de falação, eis que “surgem” as salvadoras (ou destruidoras) da pátria: as redes sociais. E dentro desse contexto, pesquisas comprovam a relevância do uso das redes sociais na internet.
Segundo pesquisa feita por britânicos da Universidade Edinburgh Napier, divulgada pela Revista Galileu, a rede social de Mark Zuckerberg causa estresse. Em outra revista, foi dito que o Facebook causa ansiedade. No primeiro caso, devido ao fato de a rede parecer um informativo sobre nós mesmos, faz com que sintamos necessidade de postar algo interessante a todo tempo. No outro, porque ao vermos postagens de amigos em festas, férias ou afins, sentimos necessidade de fazer ou ter a mesma coisa.
Mas, o que leva as pessoas a postarem conteúdo nas redes sociais e até que ponto isso é bom ou ruim?
Desabafar
Há muitas pessoas que usam as redes como ferramenta de trabalho. Entretanto, outras usam como seu espaço particular para se manterem informadas sobre o que está acontecendo no mundo e na vida dos amigos.
Uma classe grande e crescente de pessoas, utiliza as redes sociais para desabafar. Brigou com o namorado, posta um tuite. Passou raiva no trabalho, “feicibuca”. Está apaixonada, envia uma música romântica.
Quem nunca fez isso, que atire a primeira pedra (no impulso, por favor). Mas usar as redes sociais como um canto de desabafo pode ser uma faca espada de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que você se livra de algo que lhe apurrinha, está não só mostrando suas fraquezas, como dando informações pessoais a estranhos.
Além disso, é bom ter cuidado redobrado quando o caso em questão é trabalho. Pode parecer antigo mas, basta dar uma pesquisada na internet para encontrar vários casos de pessoas que perderam emprego por causa da maneira como utilizaram as redes sociais.
O ego
Algumas pessoas precisam constantemente de uma certa massagem no ego. Todos gostam de prestígio. O ego incita bastante o compartilhamento de conteúdo nas redes sociais.
As pessoas precisam de atenção. Porém, para algumas pessoas a necessidade de sentir-se útil e receber elogio é quase tão vital quanto comer. E são essas pessoas que acabam gerando conteúdo e, muitas vezes, tornando-se “web celebridades”.
Vale a pena? Creio que sim. Basta tomar um pouco de cuidado para não ser egocêntrico demais. Existem mil e um motivos que levam as pessoas a postarem na web. Alguns postam por humor. Outros entram só para participar da conversa. Tem também os que apenas leem, querendo “notar sem serem notados”.
Vale ressaltar que TDI (Transtorno de Dependência da Internet) existe e está à espreita de todos (desconfio seriamente que sofro desse mal). Enfim… o que nos resta, enquanto pessoas físicas ou jurídicas, é tentar encontrar a linha do equilíbrio, que faz com que nossa necessidade de exposição (e a facilidade para isso através das redes sociais) não nos prive das outras coisas boas da vida, como manter um emprego e uma boa conversa olho no olho.
Crédito das fotos: Sean MacEntee e Hannis du Plessis
Publicado originalmente no blog de Netmidia Propaganda. Com informações de Revista Galileu e Comunicação & Tendências.
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