Artista gráfico,
Diga-me o que compartilhas e eu te direi quem és.
A definição de 2009 do STF que transformou o diploma de jornalismo em embrulho de peixe transformou cada usuário do facebook em um jornalista em potencial. Mas a despeito do que pensa a casta dos magistrados (aliás, já que mencionei a turma da toga, sei de alguns juristas que tornam o diploma de direito bem mais inútil do que o de jornalista) essa realidade das redes sociais só deixa mais evidente o tamanho do perigo que a precarização do ofício jornalismo.
Meses atrás, a campanha Stop Kony/Kony 2012 da ONG Invisible Children abarrotou as timelines brasileiras com seu viral, tomando de assalto cada coração inquieto que soubesse ler as legendas. Não demorou muito e descobriu-se que Kony e a LRA praticamente não operavam mais em Uganda há tempos, que apenas endossamos o envio de tropas americanas à um país que acabara de descobrir uma grande quantidade de petróleo, que a ONG Invisible Children teve suas finanças questionadas e que outros tantos países da África que sofrem com a praga de outras organizações paramilitares com o mesmo modus operandi continuam fora do nosso “mapa da salvação”.
Esta tarde, alguns amigos começaram a circular o seguinte panfleto virtual:
Não que eu não ache a situação perfeitmente possível (provavel até) mas, reparem nas nuances. Prestou bem a atenção?
Lula e Cachoeira. Lula e Cachoeira? Porque o não Cachoeira e Roberto Civita (o proprietário da revista Veja, a publicação semanal de maior circulação do país – e estopim do escândalo – na qual o contraventor Carlinhos Cachoeira afirmou em gravação mandar e desmandar)? Ou Cachoeira e Demóstenes Torres (Senador de Goiás então filiado ao DEM implicado diretamente nas gravações como consultor jurídico pessoal de Cachoeira e lobbysta a serviço do bicheiro no seio do legislativo)? A distração revelada nada mais foi do que a montaria pra uma outra distração? Propaganda de um determinado grupo político em forma de clamor por justiça?
Semanas atrás, me recordo de ter reproduzido uma informação bem porca sobre o consumo da soja para endossar meu argumento de que mesmo um vegetariano tem cota razoável na culpa pelo desmatamento – Estava furioso com o fato de estar sendo bombardeado em meu próprio perfil com panfletos instigando a “caça aos carnívoros”. Uma amiga me corrigiu, dei sumiço no ato-falho e o assunto morreu ali. (Mais tarde, assumi minha parcela de culpa na indústria da carne e assumi também que, mesmo assim, continuaria comendo meu bifinho. )
Moral da história: Independente de o quão ‘letrado’, ‘correto’ e ‘politizado’ você seja, independente do quão bem informado você se julgue, qualquer um é passível de reproduzir uma ideia falsa construída a partir de um caco de informação como uma verdade absoluta.
Então, antes se apertar o maldito botão “compartilhar”, recomendo que avalie se o mundo é tão simples e maniqueísta quanto as redes sociais fazem parecer, se a informação que você está repassando não está distorcida ou pela metade e se a fonte – se não tem o diploma de jornalista – tem pelo menos alguma responsabilidade sobre o que escreve.
É isso ou ser mais um dos ratinhos gentilmente conduzidos pelo doce som da flauta pra fora de Hamelin (que nos dias de hoje pode ser um jingle publicitário, um vídeo viral ou um cartaz bem porquinho na sua timeline).
PS: Recomendo inclusive verificar as informações contidas nesse post nas mais diferentes fontes e juntar os cacos você mesmo. Afinal, eu posso ser mal-informado ou mal-intencionado..
Tem gente que é contra, mas ouvir música no trabalho evita aquele silencio mortal e depressivo e, quando feito de forma coletiva, isto é, sem fones de ouvido, ai que o negócio fica divertido. (Desde que não haja fãs do Luan Santana no seu trabalho.)
Na gringa o pessoal da agência Republic desenvolveu um sistema bem interessante e barato de dar aquela descontraída no ambiente e não irritar a galera quando toca Lady Gaga, basta jogar algo no poster da parede que o sistema, integrado ao Spotify, troca o som.
Foda, né?
Jamais confunda grafiteiro com pichador; enquanto um é ARTISTA, o outro, suja a cidade e tenta se expressar por meio de alguns atos de depredação a sociedade urbana ou natural, pixando desde prédio até arvores. Tudo para um bem próprio para demarcar território ou para falar que passou por ali.
E essa ideia genial é para o primeiro grupo e para todos que curtem o grafite (que eu chamo de ARTE Urbana) que estas bolsas foram feitas. Prática, rápida e um design pra lá de invejado. Rústica, vem organizadamente com bolsos internos para separar as latinhas e deixar muito mais organizado e prático o seu momento de Arte pura.