Felipe Arruda
Posts
Dentro da Land Rover, ironicamente branca, o motorista não apenas parecia fisicamente com Whiteman, personagem de Robert Crumb, como também agia de maneira assustadoramente semelhante. Bastou o pedinte — que possuía uma deformação facial terrível — se aproximar da janela para que o carro arrancasse imediatamente, mesmo com o sinal fechado, invadindo a faixa de pedestre e deixando pedinte, deformidade e qualquer outro tipo de ameaça para trás.
*****
Bônus: desabapho poético
“São Paulo (…), o trânsito e a polícia já não me assusta como o preço do pingado. Dez aqui, vinte ali…” — Miró
Olá. Como sabem, estou me mudando. Por isso, estou me livrando de algumas coisas. Sendo assim, aqui vai uma pequena venda de garagem virtual. Antes, algumas regras:
- não posso enviar coisas pelo correio;
- entrego pessoalmente em Curitiba;
- se você puder esperar até o dia 7 de abril, entrego pessoalmente em São Paulo. Nesse caso, você tem que me encontrar, porque eu vou estar bem apurado de tempo;
- pagamento na retirada ou via depósito bancário; e
- não envio o telescópio para fora de Curitiba. Como não dirijo, quem quiser o grandão, infelizmente, vai ter que retirá-lo aqui em casa.
Telescópio newtoniano 200 mm
Antes de tudo, aviso: a moto não é minha e, portanto, não está à venda. Já o telescópio foi fabricado por astrônomos amadores de Curitiba, membros do Grupo Nevoeiro. Possui espelho primário de 200 mm e acompanham duas oculares, de 9,5 mm e 32 mm. A pintura está um pouco avariada e ele precisa de uma regulagem. Tentei fazer isso às cegas e até que ficou razoavelmente bom. Mas aconselho o/a comprador/a a participar do Nevoeiro, tanto para pegar dicas quanto para participar das saídas do grupo.
Preço: R$ 550,00
Nokia N810
VENDIDO!
Internet Tablet da Nokia, equipado com Maemo 4.1. Na Wikipedia estão as configurações completas, mas tem CPU de 400 MHZ (TI OMAP 2420), 128 MB RAM, tela sensível ao toque (resistiva) de 4,13″, resolução de 800 x 480, Wi-Fi, Bluetooth, teclado QWERTY e câmera VGA (640 x 480). Acompanha cabo USB para transferência de dados, suporte para carro, fone de ouvido e uma “canetinha” (stylus) extra. Possui um risco na tela, mas está bem conservado.
Ah, se você tiver espírito aventureiro, pode instalar o Android 2.2 nele.
Preço: R$ 81,00 (aguardando resposta de uma pessoa)
Raquete de tênis Wilson (vermelha/branca/preta)
Comprei em 2007 e usei pouquíssimo. Menos de 10 vezes, eu diria. Desde então, está parada. Nunca aprendi a jogar direito. Bônus: bolinhas de tênis.
Preço: R$ 50
DVDs diversos
Lista está na web. Os títulos riscados já foram vendidos. Preço: R$ 10 cada
Acho que é isso. Se eu encontrar mais coisas, atualizo o post. :-)
Hoje começa minha penúltima semana em Curitiba. Como milhares de outras pessoas deste país, resolvi que devo tentar a vida em São Paulo. As razões são muitas, mas acho que podem ser resumidas em duas: a) quero uma cidade que me ofereça mais opções; e b) preciso acabar com a minha paz para tentar ficar em paz. Parece confuso, mas eu juro que faz sentido. Sendo assim, parto no dia 7. E que dê tudo certo.
Como o homem instalado tem ódio de quem se move, de quem não tem residência fixa, emprego permanente e os cambaus, perseguem, espancam, expulsam dos lugares os que se atrevem a passar. Simplesmente passar. Puta que os pariu! Homens-pregos. A gente da viagem traz alegria, emoção, poesia, sonho… Porém (e sempre tem um porém), é justamente o que o homem instalado teme. Isso tudo perturba os hábitos seguros da sua rotina, o imobilismo do seu dia-a-dia. Um bando de vagabundos passando. Só por passar perturba a vidinha da comunidade. Provoca estremecimentos. A buceta da mulherada fica molhada, o caralho mole dos homens fica arrepiado… É por aí. Com certeza é por aí que se abalam as estruturas dos acomodados. Eles se defendem da liberdade com organizações, constituintes, leis, Estado, polícia, tudo o que fortalece um sistema político fixo de poder. E de repente um bando de vagabundo… são culpados. Culpados. Culpados. As inquietações… as velhas esperanças… as imaginações… essas coisas afloram. Ódio aos culpados…
O assassinato do anão do caralho grande — Plínio Marcos
Passei os últimos dias lendo mais um livro da L&PM. Desta vez, um volume da série Encyclopædia sobre os animais que dominaram o nosso planeta até 65 milhões de anos atrás.
Eu nunca havia me dado ao trabalho de procurar algo um pouco mais sério sobre paleontologia. Confesso que achei a experiência tão confortante quanto ler sobre o universo: qualquer problema pessoal (e da condição humana) se torna insignificante perante a natureza (ou o cosmo), que simplesmente não se importa comigo, com você ou com qualquer espécime de Homo sapiens.
De certa forma, isso pode ser encarado como uma constatação desmotivadora. Mas o fato é que, apesar de tudo, nossa espécie tem lá sua importância. Surgimos há cerca de 500 mil anos e, desde então, tentamos entender o mundo em que vivemos. A tarefa é complicada e deve se prolongar por mais alguns milhões de anos, antes da nossa extinção. Mesmo assim, já fizemos descobertas incríveis e algumas delas dizem respeito aos antigos habitantes de nosso planeta.
O nascimento dos dinossauros
Iguanodons do Palácio de Cristal, em Londres (Fonte: Wikipedia)
Faz menos de 200 anos que começamos a colecionar e analisar fósseis de “dinossauros”, termo criado em 1841 pelo britânico Richard Owen para se referir ao grupo recém-descoberto de “répteis” extintos. Desde então, muita coisa mudou. O próprio Owen foi capaz de presenciar seus estudos serem refutados e, ainda hoje, um modelo completamente errôneo de iguanodon está exposto no Palácio de Cristal, em Londres. Mais do que uma escultura, aquele “lagartão” pode ser encarado como uma homenagem permanente ao esforço humano empregado para entender algo até então desconhecido.
E o iguanodon é fundamental nos primeiros capítulos do livro, já que é por meio do estudo sistemático dos fósseis desse animal que a paleontologia começa a surgir. Vale a pena comparar os esboços do animal propostos por Owen (e de seu rival Gideon Mantell) com o de Louis Dollo, cientista de Bruxelas que pode contar com novos fósseis e mais criatividade do que seus antecessores, já que reconstruiu o esqueleto do animal baseando-se em espécimes modernos de crocodilos e pássaros. Para isso, Dollo também levou em consideração os estudos de outro britânico famoso da época: Charles Darwin, nome que dispensa link para artigo de apresentação na Wikipedia.
Sherlock Holmes seria um ótimo paleobiologista
Sinosaureopteryx: note a penugem ao longo da coluna (Fonte: Wikipedia)
Norman chega a citar o morador da Baker Street duas ou três vezes ao longo do livro e, de fato, há muita semelhança entre o trabalho do consultor investigativo e de cientistas que estudam fósseis de dinossauros. Basicamente, ambos precisam reconstruir cenários a partir de uma cena encontrada: com a análise dos restos de esqueletos milagrosamente conservados por milhões de anos, pesquisadores tentam descobrir como a criatura se locomovia, qual era a sua dieta, se o espécime era macho ou fêmea e até quão aguçados eram o olfato, visão e audição daquele animal.
E o estudo não se limita aos fósseis. Cientistas também analisam pegadas de dinossauros preservadas ao longo das eras e, com base nelas, é possível deduzir se o animal subia ou descia o morro, se estava correndo ou caminhando lentamente, qual era o tamanho de seus passos etc. Até mesmo cocô fossilizado é objeto de estudo. Dentro dos chamados cropólitos é possível encontrar restos de ossos de pequenos animais e plantas, que ajudam a desvendar mistérios sobre a alimentação dos dinos.
Fóssil de protoceratops e velociraptor lutando (Fonte: The Dinosaur Toy Blog)
Foi com essa linha de pensamento e com a descoberta de novas espécies, como o Deinonychus e o Archaeopteryx, que os dinossauros foram finalmente posicionados na escala evolutiva, ocupando um lugar entre os répteis e as aves. Mais tarde essa hipótese foi confirmada com fósseis ainda mais incríveis, que conseguiram preservar as marcas de penas e outros tipos de cobertura corpórea, como o do Sinosauropteryx.
O registro fossilizado desse dinossauro “chinês” é fantástico, mas não chama tanto a atenção quanto o da imagem acima: um protoceratops e um velociraptor que morreram simultaneamente, durante um combate. A descoberta é tão famosa que rendeu até brinquedo, devidamente catalogado pelo The Dinosaur Toy Blog.
Mais e mais curiosidades
Representação de um hadrossauro pintada por Heinrich Harder, em 1916
Ao longo do livro, que custa menos que R$ 15, é possível encontrar exemplos de diversos registros como esses, além de dados curiosos que podem ajudar a impressionar alguém durante um encontro romântico. Experimente, por exemplo, contar para a “vítima” que os temíveis tiranossauros sofriam de gota, doença que também atinge muitas pessoas. Ou então que a dieta dos hadrossauros tornava-os mais propensos a terem câncer.
Se isso não trouxer a pessoa amada para os seus braços, pelo menos a leitura servirá como semente aleatória para a sua criatividade, principalmente se o assunto não estiver relacionado com o dia a dia. Na pior das hipóteses você acaba escrevendo um post besta para o seu blog.
Faz pouco tempo que tive contato com o perfil de Marisa Lobo, psicóloga formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, moradora de Curitiba e, principalmente, defensora da família brasileira. Já tive, inclusive, a oportunidade de trocar alguns tweets com ela, que se demonstrou muito disposta a responder não só a mim, mas a outras dezenas de pessoas que participam da rede de microblogues.
Navegando pelas páginas que Marisa mantém na internet, encontrei mensagens e posts escritos por ela e que parecem dignos de algum comentário, mesmo que breve. Sendo assim, chega de blablabla e vamos ao que interessa: correr o risco de ser apenas mais um escarnecedor do mundão.
1. Homofobia é medo do igual: não existe
De todos os argumentos que tentam invalidar o preconceito contra não heteros, esse é, de longe, o mais fraco de todos. De acordo com a psicóloga cristã, se “homo” quer dizer “igual” e “fobia” significa “medo”, homofobia não existe, pois ninguém tem “medo do igual” ou “do comum”. Parece tolo que alguém acredite nisso, mas o fato é que já vi a mesma ofensa à inteligência alheia sendo repetida por outras pessoas.
Por isso, nunca é demais lembrar da polissemia, ou seja, a capacidade de uma palavra ou expressão ter mais de um significado. Se o argumento de Marisa Lobo estivesse correto, por exemplo, os dicionários seriam ainda mais grossos. Quer um exemplo? Teríamos que mudar o nome do pé de manga ou do tubo de borracha usado para regar plantas, pois a palavra “mangueira” não poderia ser usado em dois contextos diferentes.
Resumindo, não importa o que a palavra queria dizer originalmente, mas sim os muitos significados que ela ganhou ao longo ano. A língua vive.
2. Darwin se arrependeu antes de morrer
Mais uma afirmação equivocada. Antes, porém, um adendo: como Marisa não especifica o que diz a respeito de Darwin, assumo que ela esteja se referindo ao mito de que o naturalista britânico tenha se arrependido em seu leito de morte e se convertido ao cristianismo.
Pois aqui vai, doutora: Darwin era religioso e chegou até mesmo a estudar a teologia anglicana. Conhecia a bíblia muito bem. O que o afastou do cristianismo não foram, simplesmente, os estudos científicos ou a morte de sua filha Annie. O próprio naturalista assume que a perda de sua fé foi um processo gradual e complexo.
De qualquer forma, Darwin não se dizia ateu, mas agnóstico. E sobre o arrependimento em seu leito de morte, não passa de lorota. O filho do cientista, Sir Francis Darwin, já desmentiu a história em 1918.
3. Homossexualidade é disfuncional
A homossexualidade é disfuncional, já que não cumpre a função de procriação. Fiquei muito triste com esse tweet. E digo mais: foi pelos meus pais. Eles foram casados durante 30 anos e só tiveram dois filhos. Já que o sexo heterossexual serve para procriar, como argumenta Marisa em seu blogue, imagino que meus pais tenham transado apenas duas vezes nesse período. O que talvez explique o gosto deles por telenovelas e programas de auditório.
Problemas familiares à parte, fico preocupado com a formação científica ou percepção de mundo da psicóloga. Para começar, acho que é impossível contar o número de gays, lésbicas e bissexuais com filhos que existem no mundo. Pasmem: não heteros também procriam. Além disso, a homossexualidade não é um comportamento exclusivo do ser humano e está presente em mais de 400 espécies de animais, que vão de bisões a pinguins. Por isso, é muito provável que a homossexualidade tenha, sim, uma função. Se é que isso importa para fins de convívio social e direitos civis.
4. Verbete não catalogado: homofobia
O trecho a seguir foi copiado — com os devidos desvios gramaticais e ortográficos — de um post do blogue da psicóloga autora de três livros:
Não eu, não sou homo fóbica, na verdade nem sei direito o que esta palavra, que não existe em nosso dicionário, significa. Banalizaram a mesma. Se for analisar como se lê, homofobia é violência contra homens, não necessariamente homens gays, mulheres lésbicas.
Bom, o verbete se encontra no “pai dos burros” de bolso que tenho aqui (Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 3ª edição). E, por sinal, a palavra está definida como:
ho.mo.fo.bi.a: s.f aversão à homossexualidade e a homossexual
Sendo assim, se o problema for só a falta de um bom dicionário, coloco o meu à disposição da psicóloga. Inclusive, posso enviar pelo correio sem custo algum. Que tal?
Eu poderia continuar a rebater bobagens, principalmente quando ela replica argumentos completamente esquisitos a respeito de supostos “privilégios” que a comunidade LGBT tem tentado conquistar. Mas como meu senso de humor tem limite, fiquemos com apenas mais uma indignaçãozinha: PORRA, DILMA! NÃO QUEIMA O FILME, COMPA!
Bando de Vacantia campi em seu habitat natural
Ameaçadas de extinção, as vagas de estacionamento público (Vacantia campi) têm como habitat natural os centros urbanos, locais onde quase não têm sido mais avistadas. Em regiões menos movimentadas, como bairros domiciliares e zonas rurais, ainda é possível observá-las com mais frequência, embora essa situação também esteja mudando.
A domesticalização de automóveis (Veiculum potissimum) e motocicletas (Duabus rotis) está diretamente ligada à diminuição da vaga, já que, dentro da cadeia alimentar das grandes cidades, essas criaturas se comportam como predadores vorazes da espécie ameaçada. Entre os problemas relacionados com essa atividade predatória desigual está, por exemplo, o impacto ambiental e mental causado pela diminuição do espaço público.
O desequilíbrio causado pelo extermínio da Vacantia campi também é preocupante. Como a diminuição da espécie está relacionada com a superpopulação de Veiculum potissimum e Duabus rotis, não demorará muito para que o ecossistema entre em colapso e os predadores passem a competir entre si, levando a uma drástica redução da própria comunidade.
Infelizmente, essa parece ser a única solução para o reaparecimento de bandos de Vacantia campi nas capitais brasileiras. Pesquisadores e cientistas ainda não conseguiram encontrar uma forma de favorecer o equilíbrio entre essas espécies, mas estudos avançados indicam que a inserção de um agente externo — a Birota urbana, conhecida popularmente como bicicleta — pode colaborar para o desenvolvimento positivo do ecossistema.
Outras maneiras de combater a extinção da vaga seria a criação, preservação e inserção de Automatum publica (pop.: transporte público) no mesmo habitat da espécie, além, é claro, do investimento em educação ambiental, que pode ajudar as próximas gerações de humanos a conviverem harmoniosamente com outras criaturas.
Enquanto isso, uma nova espécie (Vacantia captivitatis) tem sido criada em cativeiros apelidados de estacionamentos. Ao atingirem certo grau de maturidade, essas criaturas são alugadas temporariamente por donos de Veiculum potissimum e Duabus rotis. Tal atividade tem ajudado a suprir a ausência de Vacantia campi nos centros das cidades, mas o combate à extinção da vaga está apenas começando.
É famoso o apreço que o povo de Curitiba tem pela província, chegando a defender as pretensas virtudes da urbe a um nível praticamente agressivo. E, como é de conhecimento de todos, há muita sexualidade na agressão. É por isso, por exemplo, que pessoas disfarçam as próprias perversões com violência, afastando para longe de si o foco das atenções.
Mas apesar das tentativas de disfarce, todos sabem que a mais europeia das capitais possui, por debaixo dos panos, a sexualidade outrora desencanada dos índios brasileiros. Na Rua Cruz Machado, por exemplo, funciona uma espécie de Red Light District e, sob as copas das árvores da Getúlio Vargas, atuam travestis do tipo exportação. No Passeio Público, enquanto as crianças se encantam com os bichos enjaulados, os senhores pais cortejam cortesãs nos bancos do minizoo.
Obviamente, é preciso lutar contra a repressão da sexualidade do povo de Curitiba. O que se propõe, então, é uma exploração dessa situação de maneira positiva, de forma que seja possível guiar a cidade a uma sensualidade mais liberal. E já que o mercado de produtoras pornográficas ainda é muito fraco na capital, há grandes chances de que, com um pouco de investimento, a indústria ganhe sua forma e a cidade venha a ter os seus próprios “jeremys” e “saints”.
A priori, “Leite Quente” parece ser o melhor título para o primeiro pornô legitimamente curitibano. Além de ambiguamente jocosa no contexto sensual, a frase que melhor descreve o tal sotaque dos pinherais também pode ser usada como bordão durante as transas: “Quer leite quente, guria?”. Tudo phalado, é claro, da forma como se escreve.
Outros regionalismos também podem ser explorados. Caso a produtora decida investir no pornô desviante, por exemplo, pode usar como figura de linguagem o “pão com duas vinas”, um dos lanches preferidos das bandas de cá. E se uma cena acontecer dentro do ambiente escolar, é aconselhável que se faça repetidas menções à palavra “penal”.
Ainda pensando na linguagem empregada pela produção, é necessário que o roteirista seja capaz de reconhecer e de traduzir, com muita destreza, a brevidade ou ausência de diálogos entre desconhecidos. Porém, a representação da (falta de) cordialidade curitibana não deve ser tão fiel, ou corre-se o risco de arruinar o “clima” necessário para as cenas de sexo.
A filmagem de transas casuais em elevadores, por exemplo, deve ser evitada a todo custo. É de conhecimento geral que moradores e moradoras da capital paranaense não dispensam simpatias em ambiente tão hostil. Também devem ser cortadas expressões como “bom dia”, “obrigado” e “por favor: quanto mais seco o diálogo, melhor. Sempre sem arruinar o clima, claro.
O “efeito cebola” também pode ser aproveitado em longas cenas de striptease. As muitas camadas de roupas devem ser retiradas aos poucos, à medida que a situação começar a esquentar, como uma clara referência às bruscas mudanças climáticas que enchem o povo de blusas, japonas e botas.
O maior problema que essa nova indústria poderia encontrar — além do tempo ruim que impediria filmagens externas — é a temida autofagia curitibana. Por mais que alguns aleguem que esse seja um empecilho já superado, a verdade é que o sucesso do vizinho ainda é visto com desconfiança entre os cidadãos daqui.
Sendo assim, o processo de divulgação de um pornô legitimamente curitibano passará, necessariamente, por duas etapas: primeiramente, a obra venderá como água. Afinal, além do sexo, o filme também aborda o maior fetiche da cidade, que é a própria cidade. Depois, quando o público perceber que a produção é curitibana e que ela começa a ganhar o eixo RJ-SP, passará a desdenhá-la.
Infelizmente, a produção terá que contornar essa situação de alguma forma. Não será fácil, mas com perseverança e dedicação, a produtora voltará a ter o prestígio que merece na capital, principalmente depois do terceiro ou quarto lançamento bem recebido pela imprensa nacional ou estrangeira.
Entre trancos e barrancos, venceremos: já passou da hora de mostrar para o mundo que Curitiba também pode ser quente!
Cartazes promocionais do livro de V.M. Rabolú
Quem vive em Curitiba já deve ter visto, pelas bancas do centro, cartazes sobre “Hercólubus ou Planeta Vermelho”, livro de V.M. Rabolú que alerta sobre a ameaça de um planeta-cometa que há de se chocar contra nós.
Dia desses, Raquel me emprestou a cópia dela e prometi que faria uma resenha. Contudo, não sei se darei conta do trabalho. Essa obra, apesar de pequena, pode ser analisada sob tantos pontos de vistas que, por mais que eu me esforce, sei que estou fadado a falhar.
Sendo assim, gostaria de pedir para o estimado leitor e a querida leitora que, indiferentemente do meu texto, se dê ao trabalho de solicitar uma cópia do livro e tirar suas próprias conclusões. O envio é gratuito.
O ser interno do autor
V. M. Rabolú
A página da Wikipedia sobre o autor do livro é pequena e possui poucas informações. Mas a partir dela descobrimos que V.M. Rabolú é o “pseudônimo” de Joaquin Enrique Amortegui Valbuena: agricultor e ocultista colombiano.
Note que eu não gosto de usar aspas desnecessariamente. Aquelas, do parágrafo anterior, foram muito bem pensadas. Explico: Rabolú era discípulo de Samael Aun Weor, fundador do gnosticismo samaelino. Mas Weor é, na verdade, o nome do ser interno de Victor Manuel Gómez Rodríguez.
Me falta conhecimento ocultista para poder falar mais sobre essa particularidade. Talvez por isso eu tenha achado o detalhe tão artístico, assemelhando-se muito aos seres internos que habitavam Fernando Pessoa, por exemplo, poeta notavelmente e paradoxalmente místico e cético.
Paradoxal, inclusive, pode ser um dos adjetivos que permeiam o texto de Rabolú. Em alguns trechos, o autor — ou o seu ser interno — se contradiz em questão de poucas palavras, chegando inclusive a expor um pouco de ódio nessa mensagem de paz.
É possível traçar mais detalhes da característica psicológica do autor, mas temo ser leviano ao considerar essas suposições como componentes reais e não recursos estilísticos de um escritor que, porventura, queira apenas explorar o limite tênuo que há entre ficção e realidade, sendo que essa última é moldada de maneira ficcional por nosso cérebro real.
Narração febril e concisa
Em Rabolú, "choque de civilizações" ganha novo sentido
Nas poucas palavras que compõem a introdução da obra, Rabolú explica que escreveu o livro enquanto estava “deitado numa cama sem poder levantar nem sentar-me”. Mesmo assim, venceu a doença ou indisposição que o acometia e redigiu, com muito esforço, a mensagem que compõem esse livro, dedicando-a à Humanidade, sempre com H maiúsculo.
O tom inicial é de extrema desolação. Rabolú anuncia a existência de Hercólubus, planeta com tamanho de 5 a 6 vezes maior do que Júpiter. Depois, o autor fala sobre o descaso que cientistas e terrícolas fazem do astro que vem em direção ao nosso lar.
É impossível não se lembrar de Melancholia, último filme de Lars von Trier. Mas basta comparar as datas de lançamentos de ambas as obras para saber quem foi que inspirou a quem: a primeira edição de Hercólubus foi lançada em 1998 e a película de Trier chegou aos cinemas apenas neste ano (2011).
O narrador, que ataca de maneira peçonhenta a ciência e as potências mundiais terrícolas, chega a detalhar passos do processo de aproximação do astro invasor em nossos Sistema Solar. Faz, contudo, não com o propósito de aterrorizar, mas de prevenir, já que sofre de angústia pela “pobre Humanidade”.
Teria Trier se inspirado no livro de Rabolú?
No geral, a narração é concisa e sem detalhes técnicos que possam explicar ou aprovar a veracidade dos fatos. Rabolú se atém ao alarme e, de maneira quase desordenada, febril, interrompe o assunto sobre o planeta vermelho e passa a descrever a vida e a sociedade de Vênus e Marte, seguindo depois para algumas reflexões sobre a morte e as técnicas de desdobramento astral.
Não fica clara a forma como esses temas se interligam, mas é possível deduzir que o desdobramento é uma das maneiras de se preparar para o inevitável choque de Hercólubus contra a Terra.
Vênus e Marte: sociedades bolsonaristas
Vênus e Marte, nossos vizinhos
Graças a esse desdobramento astral, Rabolú mantém contato com seres extraterrestres, tendo já visitado as sociedades de nossos vizinhos: Vênus e Marte. O escritor diz não ter “palavras para descrever a sabedoria, a cultura e a vida angélica que levam esses seres”.
Porém, ainda perturbado pela incerteza que divide realidade e ficção, me sinto um pouco preocupado com esses povos. Logo no início de sua descrição, Rabolú faz questão de ressaltar que em Vênus não existem “barrigudos”, emendando logo em seguida que também não se vê “pessoas desfiguradas”.
Como se não bastasse, o narrador faz questão de dizer que em tal planeta também não há “fornicação como aqui, pois os terrícolas são piores do que as bestas”. Nesse ponto, notei uma espécie de reminiscência da culpa cristã em relação ao sexo, que se confirma quando Rabolú afirma não existir ”degenaração sexual como há aqui, que já até os senhores padres estão casando homossexuais, porque o homossexualismo neles não existe. São homens verdadeiros e mulheres verdadeiras”.
Cupido, Marte e Vênus, por Paolo Veronese
É claro que não podemos usar o termo “homossexual” — criado pela medicina terrícola para definir supostos desvios de conduta — em uma sociedade tão alienígena. Mas me preocupo pelo ponto de vista de Rabolú.
A vida em Marte é muito parecida com a de Vênus, segundo o autor. Em ambas, a terra é um bem comum e lá não existe o conceito de posse, de “eu tenho algo”. Também não são necessários passaportes e permissões para fazer algo ou ir a algum lugar do planeta. Se em Vênus os habitantes usam uniformes, em Marte usam também escudos e capacetes: mas não praticam a guerra entre eles, apenas contra o mal. Infelizemnte, Rabolú não define, em momento algum, o que é o mal.
A morte e o desdobramento astral
De acordo com o autor, quem sonha faz um desdobramento astral involuntário
O capítulo sobre a morte é bastante confuso. Temo não ter a devida formação ou conhecimento para falar a respeito dele. O conceito de alma é traduzido aqui como “Chispa Divina” e o ser humano é comparado a uma árvore. A partir daí, a febrilidade do narrador se torna hermética demais. Resta em minha mente apenas o apelo que se deve fazer quando algum defeito se manifestar por meio da mente, do coração ou do sexo: “Minha Mãe, tira-me este defeito e desintegra-o com a tua lança”.
Para a prática do desdobramento astral, Rabolú recomenda a entoação de alguns mantrans, como LA RA S e FARAON. É possível conferir o cantar correto no site da Associação Alcione.
Conclusão metalinguística
Terminei a leitura com a sensação de que li uma obra carregada de referências a si própria, sendo inclinado a considerá-la como um exercício de ficção ou escrita criativa, cujo tema principal é o humor.
Não digo isso como quem quer ridicularizar o livro e seus seguidores, mas me baseando em um detalhe que pode acabar passando despercebido por alguns. Na última capa, V.M. Rabolú escreve:
O que afirmo neste livro é uma profecia a muito curto prazo, porque me consta o final do planeta, conheço-o. Não estou assustando, senão prevenindo, porque tenho angústia por esta pobre Humanidade, já que os fatos não se fazem esperar e não há tempo a perder em coisas ilusórias.
São as últimas palavras que, ao meu ver, denunciam o inteligente teor humorístico da obra. É como se Rabolú, para nos ensinar que não devemos perder tempo com “coisas ilusórias”, tivesse nos apresentado uma profecia que é, por si só, totalmente ilusória. A graciosidade dessa metapiada é o que torna o livro tão singular.
No álbum acima você encontra as 12 poses do filme de 120 mm, ISO 200, que usei com a Holga 120N durante o mês de setembro. Não há nada que se aproveite realmente, mas pode servir de referência para saber como se parecem as fotos tiradas com essa câmera. O triste mesmo continua sendo a hora de pagar: revelação, copião e digitalização custaram quase R$ 40.
Posts
Em julho de 2010, a Companhia das Letras lançou seus primeiros doze e-books. Foi o início de um projeto que hoje engloba 200 títulos e mostra estar ganhando força. Segundo a editora, o número de livros digitais vendidos em 2011 cresceu 1.200% na comparação com o ano anterior. — Publishnews
Essa é, sem dúvida uma boa notícia para o mercado editorial brasileiro. Porém, vale a pena notar que, apesar de a editora não revelar a quantidade exata de e-books vendidos, o diretor executivo Matinas Suzuki afirma que a quantidade não ultrapassa o volume de livros físicos vendidos durante a Bienal de São Paulo. Porém, levando em conta que os leitores de livros digitais ainda não são populares no Brasil, é de se espantar o crescimento.
Quanto aos títulos vendido, a matéria revela que a biografia de Steve Jobs, lançada em outubro do ano passado, já conquistou o título de e-book mais vendido no Brasil. Confira a lista dos dez livros digitais mais vendidos pela Cia. das Letras, que também conta com Jô Soares e Chico Buarque
1) Steve Jobs, a biografia, de Walter Isaacson2) As esganadas, de Jô Soares3) Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson4) Não há silêncio que não termine, de Ingrid Betancourt5) Caim, de José Saramago6) O príncipe, de Maquiavel7) A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson8) A rainha do castelo de ar, de Stieg Larsson9) Leite derramado, de Chico Buarque10) Os últimos soldados da guerra fria, de Fernando Moraes
Uma das vantagens de ter um e-reader é a possibilidade de carregar dezenas de livros por aí, sem precisar fazer muita força e acabar com problemas na coluna. Porém, engana-se quem acha que o livro digital não pesa. De acordo com artigo publicado pelo The New York Times, o e-reader cheio pesa um atograma a mais do que o dispositivo vazio, ou seja, cerca de 10–18 gramas, valor impossível de ser medido por balanças comuns.
A Amazon acabou de lançar o comercial acima, sobre o Kindle Fire. Na internet, muitas pessoas estranharam o fato de a atriz usar o tablet em plena luz do dia, algo que o display LCD do produto não deve permitir tão bem, diferentemente da tela do iPad.
Dois livros pelo preço de um: com e sem zumbis
A releitura de clássicos com um toque de horror ou de ficção científica já virou mania. Chega a atingir até escritores brasileiros consagrados, como Machado de Assis. E agora, o livro de Seth Grahame-Smith, Orgulho e Preconceito e Zumbis, fica ainda mais moderno e chega em versão interativa para iPhone, iPod e iPad.
Além de muitas ilustrações, fundo musical e animações sangrentas, o e-book traz uma funcionalidade muito bacana. Segurando o tablet normalmente, na vertical, é possível ler o texto repleto de mortos-vivos. Mas ao girar o iPad de cabeça para baixo, o leitor pode se deleitar com o romance original de Jane Austen. Caso o aparelho seja segurando na horizontal, ou seja, rotacionado a 90 graus, as duas versões do texto são exibidas lado a lado.
Por enquanto, o livro-aplicativo está disponível apenas em inglês e custa US$ 4,99. Confira!
Uma possível falha de segurança permite que qualquer pessoa desbloqueie, em poucos segundos, um iPad 2 protegido por senha. Para saber como, basta assistir ao vídeo acima. Se não tiver paciência, aqui vão os passos que você deve seguir:
- bloqueie a tela de um iPad 2 protegido por senha;
- mantenha pressionado o botão de power até que a slider de desligamento do tablet seja ativado;
- feche a Smart Cover;
- abra Smart Cover;
- clique no botão “Cancel”; e
- comemore! iPad desbloqueado!
De acordo com o 9to5Mac, a falha pode ser temporariamente corrigida ao desabilitar a função de desbloqueio por Smart Cover nas configurações do sistema.
Convenhamos, o navegador web do Kindle não é lá aquelas coisas. Entretanto, apesar da lentidão, até que quebra um galho na hora de acessar a versão mobile de alguns sites. Mas agora existe um portal com conteúdo e design desenvolvidos especialmente para esse browser. Ao acessar o E Read Plus, o usuário encontra alguns aplicativos online muito úteis, como calculadora, calendário, tradutor e thesaurus, além de uma tabela de fusos horários, conversor de moedas e medidas e uma série de bookmarks para outros sites “compatíveis”. A melhor parte é a página não ser baseada em cliques, mas em teclas de atalho. Portanto, use a tecla Enter.
A Panarea Digital divulgou um infográfico simples, mas bastante curioso sobre a publicação de livros eletrônicos no Brasil. Foram entrevistadas 45 editoras e o resultado é o que já esperávamos: o mercado de e-books ainda não está bem estabelecido nas terras tupiniquim. Apenas 1/3 das editoras brasileiras publicam livros no formato eletrônico. Além disso, 13% delas lançam e-books infantis, 33% possuem foco no mercado para adultos e 54% englobam as duas audiências.
60% das 30 empresas que ainda não publicam e-books não pretendem investir tão cedo nesse mercado. Se os rumores estiverem certo e a Amazon abrir mesmo uma Kindle Store brasileira, as chances são grandes de que ela possa se estabelecer como líder.
(via Panarea Digital)
Adobe Reader agora está disponível para iOS
Quem estava relutante em pagar quase US$ 5 pelo Goodreader, já pode comemorar! A Adobe liberou, no último dia 17, a versão para iOS do seu consagrado leitor de PDF, o Adobe Reader. Um dos principais diferenciais em relação aos concorrentes é o fato de o Reader lidar bem com arquivos protegidos por senha ou com DRM. Instale já!
A empresa de pesquisas de marketing Harris Interactive concluiu, recentemente, uma pesquisa sobre os hábitos de leitura dos norte-americanos. Foram entrevistadas 2.183 pessoas e, comparando com os resultados do ano passado, é possível perceber um crescimento significativo na adoção de plataformas eletrônicas. De acordo com o relatório, cerca de 15% dos americanos já possuem um leitor de livros digitais, enquanto outros 15% pretendem comprar um nos próximos seis meses.
A pesquisa também mostra que os donos de e-readers costumam comprar mais livros do que os leitores tradicionais, além de lerem mais. 16% dos americanos leem de 11 a 20 livros por ano e 20% leem mais de 21 livros no mesmo período. Porém, entre os donos de e-reader, os números sobem para 32% e 27%, respectivamente.
O relatório completo pode ser consultado no site da empresa.
É sempre bacana comprar um gadget novo e explorar suas funcionalidades. Mas que tal construir o seu próprio dispositivo eletrônico? O Microtouch, kit de construção desenvolvido pela Rossum, não tem poder suficiente para tocar MP3, mas é capaz de ler e-books, visualizar imagens e até rodar uma versão de Pac-Man. Tudo isso com uma configuração de hardware muito modesta, mas funcional:
- CPU de 16MHz;
- 2,5 KB de RAM;
- 32 KB de memória Flash;
- slot para cartão microSD;
- acelerômetro de 3 eixos;
- tela LCD de 2,5″ (320×240);
- touchscreen resistivo;
- bateria recarregável;
- controle de backlight;
- porta USB; e
- botões de power e reset.
O kit é vendido no melhor espírito Open Source, o que significa que o usuário pode desenvolver suas próprias aplicações e modificar o hardware como quiser.
Microtouch como leitor de e-books
Recentemente, a Rossum liberou um aplicativo para quem deseja transformar o dispositivo em um leitor de livros eletrônicos. Com um processador de 16 MHz e 2,5 KB de RAM, não foi possível ler textos no formato ePub. Mas a empresa criou um conversor para o formato EPB, capaz de manter uma estrutura similar a do arquivo original e de trabalhar com imagens e hyperlinks. A ferramenta para conversão também é distribuida livremente pela Rossum. Assista ao vídeo acima para ver o aplicativo em ação.
Profile
Summary
Experience
- Aug 2010 - PresentWeb writer / No Zebra NetworkWrite texts about computing, science and technology.
- Sept 2009 - PresentLinux/Internet Teacher / Solar dos GuimarãesIntroducing public school students to the use of Linux and Internet in a public educational project that aims to form them as bloggers, DJs or photographers.
- Nov 2009 - PresentFreelancer / MandrivaTranslating Mandriva's website into Brazilian Portuguese.
- Feb 2009 - PresentFreelancer / Mandriva ConectivaUpdating Mandriva training books.
- Jul 2005 - PresentTechnical writer/translator / MandrivaWrote and translated Linux related training books and user guides from English into Brazilian Portuguese; worked on software localization (l10n) translating software's interface from English into Brazilian Portuguese; worked as a consultant for the Ministry of Science and Technology of Angola, Africa, during five weeks in Luanda.
- May 2005 - PresentSystem administrator / Stefanini IT SolutionsManaged a Linux-based SMS system used by Brasil Telecom, the current major telco company in Brazil
- Jun 2001 - PresentTechnical writer and technical editor / ConectivaWorked as a trainee during june/2001 to december/2003, writing and proofreading technical documentation and user manual, writing technical articles about Open Source Software (OSS) for Revista do Linux, a magazine about Linux and OSS published by Conectiva S.A.; Hired as an Editor for Revista do Linux after the trainee period, during january/2003 to march/2004, writing, proofreading articles and later managing the magazine's staff.
Education
-
2004 - 2004Universidade Federal do Paranálato sensu in Open Source Software
-
2000 - 2003Faculdades Regionais Santa CruzCollege in Data Processing
Additional Information
Recent tracks
-
Sunny Side of the Street by {u'mbid': u'dd77d24b-036e-4dab-90be-e4d883c98ef5', u'#text': u'Pokey LaFarge and the South City Three'}32 hours ago
-
Head to Toe by {u'mbid': u'dd77d24b-036e-4dab-90be-e4d883c98ef5', u'#text': u'Pokey LaFarge and the South City Three'}32 hours ago
-
Ain't the Same by {u'mbid': u'dd77d24b-036e-4dab-90be-e4d883c98ef5', u'#text': u'Pokey LaFarge and the South City Three'}32 hours ago
-
So Long Honeybee, Goodbye by {u'mbid': u'dd77d24b-036e-4dab-90be-e4d883c98ef5', u'#text': u'Pokey LaFarge and the South City Three'}32 hours ago
-
Franklyn & Susie by {u'mbid': u'70d45a57-2aa4-4ee4-8883-ddbcdd585423', u'#text': u'Gary Floyd'}33 hours ago
-
Spirit on the Wind by {u'mbid': u'70d45a57-2aa4-4ee4-8883-ddbcdd585423', u'#text': u'Gary Floyd'}33 hours ago
-
The Ocean by {u'mbid': u'a66ebddc-ff04-46b8-820a-15c63e80dba1', u'#text': u'Against Me!'}33 hours ago
-
The River by {u'mbid': u'dd91eb4b-6d08-4c14-9eb2-197a02a35f6c', u'#text': u'Manchester Orchestra'}33 hours ago
-
Everything To Nothing by {u'mbid': u'dd91eb4b-6d08-4c14-9eb2-197a02a35f6c', u'#text': u'Manchester Orchestra'}33 hours ago
-
Tony The Tiger by {u'mbid': u'dd91eb4b-6d08-4c14-9eb2-197a02a35f6c', u'#text': u'Manchester Orchestra'}33 hours ago
Top artists
Top tracks
-
78 plays
-
72 plays
-
69 plays
-
66 plays
-
65 plays
-
62 plays
-
61 plays
-
60 plays
-
60 plays
-
60 plays
-
59 plays
-
57 plays
-
56 plays
-
55 plays
-
55 plays
-
55 plays
-
54 plays
-
54 plays
-
53 plays
-
53 plays
-
53 plays
-
53 plays
-
52 plays
-
52 plays
-
52 plays
-
52 plays
-
51 plays
-
51 plays
-
51 plays
-
50 plays
-
49 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
48 plays
-
47 plays
-
47 plays
-
47 plays
-
46 plays
-
46 plays
-
46 plays
-
45 plays
-
44 plays
-
44 plays
-
44 plays
-
44 plays
-
Prizefighter by Eels44 plays
Redator interessado por literatura, ciência, tecnologia e arte. Meu e-mail para contato é felipe@felipearruda.com.