Duanny Lima, 18 anos, nascida em um 1º de novembro prefere dormir com letras nas pontas dos dedos ao invés de senti-las no teto do quarto, fugindo de contos, crônicas e receitas de bolo. Estudante de Publicidade, diz que quer ser redatora, mas acha que entende de marketing e outras coisas.
Sente uma fascinação inexplicável por leite com achocolatado e fotografias antigas onde se pode fingir que um dia esteve lá e se lembra de como é sair em uma dia de sol de luvas brancas e rendas em um vestido rodado. Sorri por besteiras e sopros cretinos, e se derrete toda por amores quentes. Adepta a psicologia da cafeína é quase PHD em drama domiciliar.
Escorpiana que fala de mais, tem três cachorros, um gato, uma tartaruga e um blog.
Ainda ta fácil.
Já passei mais longe tempo de vocês, mas naquele tempo era bom, quer dizer naquele tempo havia a certeza de que passado algumas semanas eu desceria as escadas e entraria na sala dois olhando pra todos vocês, com aqueles rostos impacientes pedindo mais férias, mais tempo livre,e bom… Agora temos.
Agora só ficou doloroso porque é o fim, mas não é uma dor ruim, pelo contrário, é muito boa, tem um gosto de nostalgia, tem cheiro de otimismo e se assemelha muito a um adeus definitivo, mas não é e sabemos disso, a questão é que nós não fomos feitos para o “e se” para “um dia a gente se fala” não sabemos manter todas as pessoas que amamos juntos de nós ao mesmo tempo e pra sempre, não dá… e quando nos pegamos assim, parece que vai ser pra sempre, parece não iremos nos acostumar. Então isso dói, o verdadeiro problema é a lembrança de que as coisas boas sempre vão embora. Sempre.
E eu não vou querer que vocês se lembrem de nossos momentos e me contem como a tarde de vocês vai ficar fazia e tediosa sem uma ida a rua Francisco Coimbra, não… não vou lembra-los porque a minha própria condição de ver TV, ficar na internet e ainda tem tempo pra qualquer outra coisa me faz pensar que eu poderia estar rindo de alguma piada saída em um tarde bonita na penha, eu poderia estar amaldiçoando algum professor ou reclamando de que “oh, como eu quero tempo livre”. Vocês ainda vão me amar se eu falar que sim, tenho o que ando pedindo há algum tempo mas ele me parece estranhamente incomum sem vocês? Ainda vão me amar se eu disse que to gostando de ver TV, mas parece sem graça sem alguém pra me fazer rir?
Mas olha só, passou… agora a gente faz o que fazemos de melhor, nos acostumamos. Vou lembrar de cada um de vocês, vou encontrar por aí cada um de vocês e vou rir e dizer que “meu Deus, como éramos jovens e ingratos” e ainda vou amar vocês meu carinho e minhas lembranças vão estar exatamente onde pararam, no dia 18/02/2012.
Agora? Bom agora quero que todos tenham sorte, quero que todos amem muito, que se divirtam, aprendam, cresçam, quero sonhos realizados e quero também que me paguem uma cerveja e que sorriam pra mim e me digam como eu mudei e logo em seguida me lembrem de como a gente passava nossas tardes na sala dois, desejando o que temos agora: tempo livre, e de que sim valeu a pena os 17 meses que passamos juntos.
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SenacPub01. Número um, não se esqueçam.
Você me dá maliciosamente um sorriso, uma canção, rasga os botões da minha blusa e eu te dou meu coração. Prova concisa de que não sei definir prioridades e que minha noção do perigo ficou totalmente desconcertada quando você começou a sorrir daquele jeito.
Me perdi, querido e você foi embora deixando um rastro de malicias que você roubou de mim.
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Me olhou com a alma, e me sorriu com doçura. Não me apeguei muito aos detalhes, mas eu estava curiosa sobre o baralho que viva em suas mãos, e ele não parava.
- O que você quer saber?
- Tudo.
E eu queria mesmo, sempre soube de minhas deficiências de definir prioridades, ela começou com o que eu já duvidava “Período de dúvidas e incertezas. Cuidado com egoísmo. Seja corajosa e confiante. Você é muito talentosa e corajosa. Precisa acreditar!”
Ok, vou tentar. E meu coração disparava.
“Mostra uma aparente insensibilidade para se proteger. Você é mandona demais às vezes. Não demonstra sentimentos, e às vezes você é fria demais.”
Sorri com a verdade.
“Cuidado com mentiras!
Porque tanta insegurança?
Tudo que quiser conquistar basta lutar!
Abandone sonhos fúteis.”
Quais são fúteis? E porque mentiriam pra mim?
Não seja tão materialista.
Nada de ser prepotente.
Cuidado com pessoas falsas! Perigo de brigas.
E quando você imaginava que sairia de lá do jeito que entrará, ela te diz com a mesma doçura, de bochechas coradas:
“No amor, falsas esperanças. Sem futuro. Muita mentira.”
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E agora?
Assim, declaro aberto a temporada de versos manchados e doloridos.
Hoje eu vi o sol pela janela e pela primeira vez não corri lá pra fora, optei por molhar meu cabelo e procurar minhas meias, me escondi em uma camisa de flanela e fiz um chá, acordei doce hoje.
Fiquei observando os balaustres sob o sol daqui de dentro, você pode não acreditar, mas fazia frio, meu cabelo secou e eu tinha as unhas pintadas, assisti a um filme argentino, comi legumes, li algumas páginas de um promissor Best-seller, como se ele realmente fosse importante, escrevi sobre o liberalismo e decidi que preciso de canetas que realmente sejam minhas.
Roubei duas almofadas, e não me olhe assim, tecnicamente elas já eram minhas. Já te disse que ando com inveja de uma garota que sai cantando por aí que consegue correr por aí com o coração pegando fogo? Eu sei, mas senti inveja porque ainda sinto frio e sol continua lá, sob com os balaustres em um feriado que não se estende mais que o comprimento do meu cabelo castanho.
To dizendo as coisas desse jeito porque tenho os joelhos gelados e os pés quentes, to dizendo as coisas assim porque não importa muito sua compreensão, já que você deixou de ser um individuo definido e passou a ser qualquer um que me leia e que consiga tolerar meu silêncio em dias como esse.
A questão é que eu gosto disso, do tempo, da flanela, dos downloads de 2h, de deixar as coisas pra daqui a pouco, de ouvir pandeiro com os fones de ouvido, de dormir durante o dia, fazer café com ansiedade e ficar esperando pra ver se acho versos bons e limpos no fundo da caneca. O coração poderia estar pegando fogo, mas você continua a ser o individuo indefinido que vai ter que se acostumar com a minha desordem e minhas precipitações para amar.
Penso em coisas de mais e ando bebendo muito chá ultimamente, as vezes penso no que seria aquele tragar prazeroso de um cigarro entre meus lábios, resolvi que não importa. Comprei um novo par de botas e iniciei um ritual de beleza na vida, não sei. Mas acordei doce hoje.
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Pra sentir seu desejo na boca com sangue e saliva me deixei ser assim, cretina. Sorri de mais é verdade, perdi meu foco, deixei tudo pra mais tarde, amarrotei minhas saias e deixei meus desenhos serem cobertos por poeira, igual a minha vontade de fazer rimas.
Essa sou eu, sim. Com o sorriso na cara mostrando dentes pequenos, sem batom nos lábios e com versos transbordando por todos os lados, consegue ver? Só desejava desejar, com sangue e saliva.
Aí que no fim, todos queremos falar de amor, como foi bom, quente, quente de mais, depois de como doeu e vão querer saber como eu fui acabar no chão da cozinha, limpa. Mas já disse, amarrotei minhas saias e deixei tudo pra mais tarde.
O tempo demora muito nessas situações, veja bem, to com a boca cheia de palavrões e com o peito cheio de histórias e todas como eu, cretinas. To sorrindo pouco dessa vez quero manter o foco, to desejando, percebe? Mas uso vírgulas de mais, acho que quero que você prossiga tropeçando nas minhas frases. Não tenho certeza da sua atenção sobre meu vocabulário.
Ainda é cedo, e você não sabe o que é o amanhecer quando se esta dentro d’agua. Não deixei de sorrir, sorrio menos já disse isso, já escrevi isso, já falei da minha saia amarrotada e da minha falta de batom. Então vá lá, mas volta rápido, fiquei tempo de mais olhando pro céu me perguntando como é que faz pra escrever bonito. Daí que ta tudo aqui nas pontas dos dedos, já voltou? Ótimo… minhas garrafas estão todas vazias e o peito da cheio, não falei de amor, mas vou falar com sangue e saliva, com suor e sussurros.
Versos limpos, pra você e pra mim. Já é tempo da gente se odiar.
Tira isso da boca. O que? O Cigarro. Pensei que você não se importasse com cigarros. Não me importo, mas tira isso da boca. Isso o que? O Cigarro. Porque você ta brava? Não to, para de rir.Não to rindo. Ta sim. Isso daqui é um sorriso e é pra você. Lindo, agora tira o cigarro da boca. Eu acabei de acender. Tira o cigarro na boca! Porque mulheres fazem isso?Isso o que?Isso aí que você ta fazendo. Eu não estou fazendo nada. Ta sim olha aí. O que? Sua sobrancelha direita levantou. E o que isso quer dizer? Que você esta irritada e terrivelmente apaixonante. Tira isso da boca, por favor!Melhor? Não, mas obrigada. Não?Não. Então vou acender outro cigarro. Vou levantar minha sobrancelha de novo. Aí eu posso me apaixonar. Para de sorri assim. Assim como? Com essa cara de predador. HAHAHAH. É serio. Não sou um predador. Mas sorri como um. Talvez eu seja só bonito e charmoso. Aé? Uhum. Acho que você devia ascender outro cigarro. Acha? É você fala pouca besteira com a boca ocupada. Eu poderia ocupar minha boca com outra coisa. O que? É só fogo. E pra que? Pra te esquentar. Não to com frio. Mas ta com vontade de me amar. Quem disse? Sua sobrancelha direita. Ela ta falando que você é inconveniente. Isso é porque sou fumante. Não só por isso. Sua sobrancelha levanta e você cruza as pernas porque me quer. Você é ridículo. Você não tem senso de humor. Meu Deus para de rir. Nunca. O que você quer? Quero você. E se você conseguir? Aí vou tentar amar, mas não prometo nada. Não promete? Ta sorrindo por quê? Você é bom em furtar as coisas. Sabia que você ia perceber. Agora é tarde. Por isso acendi esse cigarro. Sério? O que você ta fazendo? Fumando. O cigarro é meu. Não Mais. Tira isso da boca. O que? O cigarro. Pense que você não se importasse com cigarros. Vai ficar mesmo com esse sorriso? Vai ficar mesmo com o meu coração? Vou. Então o cigarro é meu. Então abaixa a sobrancelha e me ama de volta. Isso nunca foi negociável. Gostou do cigarro? Toma. Não quer mais? Quero. Você é estranha. E você me ama. Amo. Então você que é estranho. Talvez. Larga isso! Isso o que? Minha mão. Nunca. Promete? Prometo.
Duanny Lima, 18 anos, nascida em um 1º de novembro prefere dormir com letras nas pontas dos dedos ao invés de senti-las no teto do quarto, fugindo de contos, crônicas e receitas de bolo. Estudante de Publicidade, diz que quer ser redatora, mas acha que entende de marketing e outras coisas.
Sente uma fascinação inexplicável por leite com achocolatado e fotografias antigas onde se pode fingir que um dia esteve lá e se lembra de como é sair em uma dia de sol de luvas brancas e rendas em um vestido rodado. Sorri por besteiras e sopros cretinos, e se derrete toda por amores quentes. Adepta a psicologia da cafeína é quase PHD em drama domiciliar.
Escorpiana que fala de mais, tem três cachorros, um gato, uma tartaruga e um blog.
viaDuanny.
Chorei com a boca amarrada, quando tentaram arrancar meus segredos com pedaços de papel sulfite em branco.
Ninguém sabe, mas eu preferi mentir para meu senso crítico quando engoli meu segredo a seco no meio de uma imensidão de revelações alheias.
Dói menos, quando se evita olhar para o próprio sangue
Esse meu sorriso bobo, esse meu coração disparado e enlouquecido. Minhas mãos suadas e essa minha vontade desvairada de te ter até depois do por sol, é culpa sua. Toda e completamente, sua culpa. Conforme-se, me bem.
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