Profile
Summary
Atualmente, estou colocando em prática uma das minhas ideias, com a startup Chaos Theory - lab of ideas. Nosso primeiro produto é a plataforma: http://minhacidade.me
Sou Pós-Graduado em Teorias e Práticas da Comunicação, com foco em mídia digital - "Data-driven journalism", pela Faculdade Cásper Líbero.
A minha atual linha de pesquisa é sobre a possibilidade de uso de algoritmos, datamining e visualização de dados dinâmicos no jornalismo contemporâneo (Jornalismo na Era da Web de Dados Inteligentes).
Link da pesquisa:
http://www.scribd.com/doc/48990066/Jornalismo-na-era-da-Web-de-Dados-Inteligentes
Tenho graduação em Comunicação Social – Jornalismo – e Cursos Técnicos em “Processamento de Dados” e “Produção Digital Web e Multimídia”.
Sou membro do TECCCOG - Grupo de Pesquisa: Tecnologia, Comunicação e Cognição (Universidade Metodista de São Paulo).
Fui membro do grupo de pesquisa TECCRED - Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede, do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, em que desenvolvemos um observatório de mídias digitais conectadas, voltado à visualização dos dados dos fluxos comunicacionais durante o período eleitoral brasileiro de 2010. (http://www.neofluxo.net)
Experience
- Nov 2011 - PresentProduct manager & CMO / minhacidade.mehttp://minhacidade.me I'm responsible for the conception of the idea, business model development, customer development, marketing, and strategies of the web development process (front and back-end, data visualization, data scraping, and data mining steps).
- Sept 2011 - Presentproduct manager / chaos theory - lab of ideasI'm responsible for organize and promote (among my team) innovation around new ideas in tech communication, web design, and tech startups.
- Dec 2009 - PresentContent producer and web/graphic designer / 1984 multimediaI was a web designer & developer, and a multimedia content developer (text, photography, video) responsible for developing projects in digital media. Also, I've done some jobs as a graphic designer (brands, logos, folders, menus, magazines, etc).
- Dec 2009 - Presentdesign thinker and product developer / idealog web solutionsI was responsible for designing and developing a smart system aimed to the transit traffic of Sao Paulo's city, using data mining techniques and data visualization. PS: This project still in development phase.
- Nov 2009 - Presentweb developer/designer / NeoFluxo - TeccredI was responsible for thinking about the state of the art technology, and web design and development (Xhtml, Css, PHP, including concept of brand and logo).
- Aug 2009 - Presentjornalista freelancer / Mix Editores Associados- responsável pela produção fotográfica e pela redação final de reportagens (design de interiores e arquitetura). - responsável pelo desenvolvimento e organização do conteúdo do Book Casamix Especial 2009.
- Aug 2009 - Presentjornalista freelancer / RasSystemresponsável pelo desenvolvimento do plano de comunicação estratégico, referente a um projeto no setor de tecnologias aplicadas à limpeza urbana. (Sistema de rastreamento por geoprocessamento).
- Oct 2008 - Presentjornalista e fotógrafo freelancer / Prime Study and TravelCriação de textos (português e inglês); Fotografias (produção, realização e tratamento); Desenvolvimento de conteúdos digitais para Website e peças de comunicação da empresa. Planejamento de ações e novos produtos; obs: empresa com sede na cidade de Auckland, na Nova Zelândia.
- Jan 2008 - Presentjornalista e fotógrafo freelancer / 1984 multimedia- Fotografias de alimentos, bebidas, peças de moda e projetos arquitetônicos para revistas, jornais, websites, lojas, restaurantes e cafeterias; - Criação de Conteúdos Digitais (textos e reportagens especiais) para sites institucionais; - Gestão de projetos para empresa de criação digital, que atua no ramo de estamparia e acessórios de moda;
- Sept 2005 - Presentjornalista e produtor / Mix Editores Associadosresponsável pela produção fotográfica e pela redação final de reportagens (revista especializada em design de interiores e arquitetura).
Education
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2009 - 2011Faculdade Cásper LíberoPós-graduação Teorias e Práticas da Comunicacão - Digital Media in Data-driven journalism, data visualization, hacker jornalismo, cultura das redesActivities: Grupo de Pesquisa TECCRED - Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede. No momento, trabalhamos no desenvolvimento de um observatório de mídias digitais conectadas, voltado à visualização dos dados dos fluxos comunicacionais durante o período eleitoral brasileiro. http://www.neofluxo.net
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2008 - 2009Taylors College - Embassy CES - Auckland, NZbusiness english
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2007 - 2008SenacTechnician in web design e produção multimídia
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2003 - 2006Universidade de TaubatéGraduação in Comunicação Social, Jornalismo, Cibercultura
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1999 - 2001Instituto de Ensino Santo Antonio - IDESATechnician in Information Technology, Data Processing
Additional Information
Updates
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An introduction to data journalism http://t.co/h2XBi8nW via @guardian
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Bem vindo - Portal Brasileiro de Dados Abertos http://t.co/7rKelhds
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<3 Literatura! http://t.co/06Dzkoyi
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Descafeinado, espresso, ristretto, cappuccino... Com qual você vai comemorar o Dia Nacional do Café? http://t.co/XTkEWfGl
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48 horas para salvar a Amazônia! http://t.co/JZmPzRWn
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Domingão, dia de curso de Lean Startup ;)... http://t.co/bEPT1xDS
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Caraca... Essa é das antigas!!! Ludovic "Você Sempre Terá Alguém A Seus Pés" Meu amor, você ainda me tem a seus... http://t.co/MVpDINuF
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Filme nacional incrível, Intenso, caótico e inteligente! #ficaadica http://t.co/3VVe5MxJ http://t.co/TvWFJKGv
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bem legal o trabalho do G1 mostrando a história do Facebook em uma Timeline:... http://t.co/0GUFdBb8
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Jovem é espancado em danceteria - saopaulo - http://t.co/kGYFFXvH http://t.co/A0B6jo2e
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Amanhã é dia de SP Beta! Nós do minhacidade.me estaremos lá e você? http://t.co/hCJyfn0H http://t.co/mfQVNHaM
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Somos a Transparência Hacker | Canal Ibase http://t.co/nkAwASnM
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Somos a Transparência Hacker | Canal Ibase http://t.co/d3AfiGHV via @foitestado
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ótima dica de leitura para o final de semana: http://t.co/sCLGzAzM http://t.co/b8QmPvj1
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Se você ainda não assistiu, fica a dica! Ótimo filme nacional. http://t.co/25HAVpVB http://t.co/7In5AOZZ
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When I think about killing you I always think I still love you Only I hold things in difficulty And I just want... http://t.co/4w1cQTXd
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FASTER THAN A GUN - SIN AYUDA http://t.co/fxzmNMw9
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Tente imaginar o mundo atual sem a revolução promovida pelos Hackers, durante as décadas de 1980 e 1990. Praticamente impossível, não acha? Afinal, cada vez mais, os aparelhos computacionais estão presentes em nosso dia-a-dia. Seja em casa, no trabalho, dentro do carro, do ônibus, na rua ou, até mesmo, no espaço estamos sempre plugados com o mundo e, sobretudo, com todos. A ousadia destes desbravadores tecnológicos em criar e propor soluções aos diferentes desafios, despertou e, consequentemente, moldou uma nova etapa da sociedade. Microcomputadores, interfaces gráficas, World Wide Web, mobile e games encontram-se entre tantas outras ideias inspiradoras que transformaram a maneira como nos comunicamos, trabalhamos, produzimos etc. Enfim, é inegável o poder que estas tecnologias exercem ou exerceram sobre o nosso passado, presente e futuro. Mas, e o jornalismo? Como podemos nos beneficiar dessas tecnologias para melhorar a nossa prática de trabalho?
As respostas são muitas e a cada segundo novas soluções começam a emergir dentro das redações espalhadas por todos os cantos do planeta. Contudo, muitas dessas transformações são, geralmente, confusas e traumáticas. Afinal, como devemos readaptar o fluxo de trabalho e direcionar a cabeça dos antigos e novos profissionais para estas recentes necessidades? Um dos caminhos, proposto em um artigo do site do Instituto Poynter “How Computational Thinking is Changing Journalism & What’s Next”, escrito por Kim Pearson, é o pensamento computacional. Para a autora, o “Pensar Computacionalmente” significa criar e fazer uso de diferentes níveis de abstração, para entender e resolver problemas com mais eficiência. Significa pensar algoriticamente e com habilidade para aplicar conceitos matemáticos como indução para desenvolver soluções com mais eficiência, justiça e segurança. Significa ainda entender as escalas de conseqüência, não apenas as razões de eficiência, mas também as razões econômicas e sociais envolvidas. Resumidamente, nada além dos princípios básicos e norteadores da prática hacker, que, desde sempre, teve por essência o espírito de invenção, modificação e recombinação das coisas com o objetivo de alcançar resultados diferenciados e, sobretudo, transformadores.
O jornalista do futuro, além de ser um contador de histórias e um produtor de conteúdo multimídia, deverá aliar à sua prática diária essa tal essência hacker e, com o auxílio do seu pensamento computacional, começar a utilizar de forma mais inteligente o infinito oceano informacional disponível na rede. Só assim conseguirá ser relevante e, por consequência, despertará a atenção da sua potencial audiência.
Em um primeiro momento, antes de desenvolver habilidades específicas em softwares e linguagens de programação, o profissional de comunicação deve entender as características peculiares da comunicação em rede e todas as suas potencialidades. Já em uma segunda fase, não muito distante, novas habilidades deverão ser incorporadas ao repertório profissional jornalístico, estreitando cada vez mais o laço entre as ciências da comunicação social e da computação. A multidisciplinaridade poderá ser uma necessidade vital para a sobrevivência do jornalismo. Porém, estes tais “Hackers Jornalistas”, também conhecidos como “Jornalistas Programadores”, poderão possibilitar novos horizontes à comunicação jornalístca? No artigo, “Can Computer Nerds save Journalism?”, publicado no site da revista Time, o autor, Matt Villano, promove uma discussão bastante interessante sobre esta realidade e aponta alguns dos possíveis caminhos, principalmente quanto as novas diretrizes necessárias à formação desses futuros profissionais.
Atualmente, como estamos inseridos em um mundo totalmente Beta, ou melhor, em um cenário de constante evolução e adaptação tecnológica, o jornalismo necessita mais do que nunca de inovação, experimentação e desafios. Prova disso, são as recentes propostas encabeçadas por tradicionais empresas de comunicação, como o britânico The Guardian e o americano The New York Times. Estas corporações, ao abrirem suas Api’s (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicativos) à comunidade de desenvolvedores e também ao realizarem eventos de hackemento (os famosos hack days) dentro das suas estruturas operacionais, apostam na possibilidade de transformação e de readaptação do jornalismo dentro da cultura das redes interconectadas.
Afinal, mais do que apurar e escrever bons textos, para estas empresas, este novo perfil de profissional deverá saber lidar com a grande quantidade de informação proveniente de diferentes bases de dados (sejam públicas, privadas, abertas, fechadas etc), desenvolver e utilizar ferramentas de extração, filtragem, cruzamento e visualização de dados, entre tantas outras atividades computacionais ainda a serem concebidas.
Para tanto, devemos deixar alguns antigos dogmas para trás, quebrando paradigmas e mudando a maneira como hoje enxergamos a prática jornalística. A dromocracia, imposta pelo ciberespaço, pede urgência em mudanças estruturais, sobretudo, na formação dos profissionais do amanhã. Assim, como podemos ver, os desafios são muitos, contudo, as possibilidades também são infinitas. A relevância social, essência do jornalismo, será sempre a mesma, o que mudam são as possibilidades de se trabalhar esta característica. Em prol de um jornalismo mais dinâmico, intuitivo, imersivo e, sobretudo, inteligente, devemos ousar e não termos medo usar a nossa criatividade. Inovar, desconstruir, recriar… Ficar parado, esperando o próximo trem passar, não nos levará a lugar algum. Muito pelo contrário, apenas nos colocará cada vez mais em uma posição de dependência e atraso. Afinal, como diz o ditado, quando dominamos um conhecimento, não ficamos reféns de ninguém, mas sim, passamos a ser senhores da nossa própria transformação. Que o espírito Hacker possa contaminar o jornalismo!
Quando será que o jornalismo brasileiro irá perceber que a mudança necessária não fica restrita aos novos projetos gráficos, colunistas mais jovens e adaptação às novas plataformas e widgets? As transformações que emergem da cultura das redes são superiores a isso. Muito mais conceitual do que prática. Os processos de produção, consumo e distribuição que estão em jogo. É uma necessidade de rever a forma como encaramos o mundo e, sobretudo, os processos comunicacionais dentro dele.
A comunicação humana, inspirada pelas redes, entrou em um patamar de descentralização. Portanto, a centralização da informação (utilizada de maneira super eficiente até alguns anos atrás) perde espaço. O verdadeiro “Jornalismo do Futuro” terá de disputar território em uma nova economia, também conhecida como economia da atenção. Ser relevante! Ser criativo! Ser colaborativo! O NYT e o The Guardian não estão abrindo as suas APIs sem terem os pés no chão.
Muito pelo contrário, eles sabem exatamente onde querem chegar e estão apenas arquitetando o caminho. Por um lado, fico triste de ver como as empresas de comunicação brasileiras ainda pensam pequeno e subestimam a inteligência da nossa população. Mas por outro, fico extremamente feliz por perceber que hoje, eu e muitas outras pessoas antenadas nessas reais transformações podem competir de igual para igual com vocês. Fato impossível até alguns anos atrás.
Confesso, fiquei muito decepcionado ao ver a Folha do futuro essa manhã. Por todo o alarde e por toda a competência e credibilidade que a empresa possui, esperava muito mais. Torcia para acordar e ver o “Futuro do Jornalismo” em minhas mãos. Mas não, vi mais uma vez uma simples maquiagem tentando apagar algumas velhas rugas.
Nada de novo. Nada de ousado. Nada criativo. Uma pena!
Pensem, o que temos de mudar não são apenas plataformas e conteúdo, mas sim a maneira como nós enxergamos o mundo e a comunicação.
Um vídeo bem interessante, produzido pela IBM, sobre a Internet das Coisas e um possível mundo mais inteligente.
a matéria completa está disponível no site da Read Write Web
Interessante este artigo escrito por Peth Cashmore, CEO do Mashable, em sua coluna semanal da CNN. Ele discute conceitos como Social News e Curador de Conteúdo — duas vertentes no futuro do jornalismo.
Achei bastante interessante a maneira como o Digg pretende trabalhar com o conteúdo disponível nas redes sociais, como Twitter, Facebook etc, oferecendo páginas personalizadas para cada usúario, tornando, assim, o conteúdo ainda mais relevante. Será uma tendência para os Social News?
Segue o link do artigo:
http://edition.cnn.com/2010/TECH/03/18/cashmore.digg/index.html
Os homens inventam as ferramentas e as ferramentas reinventam o homem. É a partir deste pensamento desenvolvido pelo canadense Marshall McLuhan, em seu livro “Os meios de comunicação como extensão do homem”, que inicio a minha reflexão sobre o uso de tecnologias em nossa sociedade. Afinal, desde a antiguidade nós, homens, diante dos muitos desafios encontrados em nosso dia-a-dia, buscamos meios e, sobretudo, ferramentas para nos auxiliar a interagir com a realidade. Impulsionados por estas necessidades, acabamos por desenvolver e criar técnicas cada vez mais sofisticadas. Assim, inspirados pela natureza e em constante busca por controle, criamos linguagens, artefatos, utensílios, alfabetos etc. Tudo em prol da utilidade e da simples solução de nossos problemas.
No texto “Entendendo os meios: as extensões de McLuhan”, o pesquisador Vinícius Andrade Pereira aponta que:
“McLuhan compreendia toda evolução tecnológica como um aprimoramento contínuo da capacidade de captação (através da extensão dos sentidos), processamento (através da extensão dos processos intelectuais), produção (através do aumento da potência do sistema humano, dado as duas extensões anteriores), acúmulo (através da extensão da memória) e, principalmente, da partilha (através da extensão do código comum) de informações, de forma cada vez mais rápida”.
Portanto, toda a nossa evolução tecnológica deve ser entendida como um complexo processo em que captamos na realidade um desafio, o processamos em nossa mente, então, produzimos soluções (técnicas), que são acumuladas em nosso arcabouço cognitivo e que, por fim, compartilhamos com nossos semelhantes. Assim, após o nascimento de uma tecnologia, nossas vidas acabam sendo transformadas em função delas. Passamos a moldar nossas ações a partir da segurança (sensação de controle) que estas ferramentas nós garantem em relação à realidade. A tecnologia é feita por homens e para os homens, baseada em uma constante necessidade de aprimoramento e de reconhecimento pessoal. Não existe nada tecnológico que não reproduza a própria ação humana. Aliás, buscamos nas máquinas tecnológicas uma representação de nós mesmos.
Contudo, para o pesquisador Vinícius Andrade Pereira, apesar de ser amplamente aceita a ideia de que as tecnologias são transformadoras da cultura e do humano, ainda não existe um modelo que possa dar conta de como tais transformações são processadas e efetuadas. Para tanto, o pesquisador se apóia no conceito do Darwinismo Neural, mais precisamente no contexto da seleção somática, que refere-se a proposição de que o cérebro humano experimenta ao longo do seu amadurecimento ontogenético, do nascimento de um indivíduo até a sua morte.
“Considerando que o cérebro é um conjunto de processamento de informações, com dezenas de bilhões de células e possibilidades de ligações entre essas células, o quadro geral que se tem é a de um sistema multifuncional, com os seus respectivos grupos de células nervosas, que funcionam como mapas cerebrais. (…) A função destes mapas é deixar o cérebro a par de tudo que está se passando com o corpo, desde alterações fisiológicas até alterações do meio ambiente que afetem diretamente o corpo, permitindo que o sistema nervoso central possa buscar as regulações necessárias. Assim, quando nasce, uma criança já possui uma série de mapas prontos, mas, outros se constituirão a partir das relações diretas que estabeleçam com o meio. Isto é, grupos de células distintos serão selecionados a partir de estímulos ambientais, o que permite a valorização de certos padrões de células em detrimento de outros, especificando as funções cognitivas que se mostrem interessantes para lidar com as exigências do meio, como, por exemplo, para o manuseio de uma dada tecnologia”.
Agora, entrando no campo da comunicação, mais precisamente no contexto das tecnologias da comunicação em rede, podemos perceber que nada disso aconteceu ao acaso. O acúmulo de técnicas inventadas através dos anos permitiu a consolidação da realidade enfrentada por nós na atualidade e nos guiará por novos caminhos em um futuro próximo. Isto fica ainda mais do evidente com os exemplos utilizados na aula sobre os precursores do jornalismo on-line. Quase tudo o que produzimos hoje, não passa de uma mera continuidade de projetos iniciados há algumas décadas. Estamos em constante adaptação aos novos desafios apresentados e buscamos, assim, simplificar e controlar ainda mais a nossa interação com a realidade que nos cerca.
Um dos caminhos para isso é a evolução das nossas interfaces de comunicação. Afinal, desde que o homem olhou com espanto para o seu reflexo projetado sobre as águas calmas de um lago ou um rio, gostou da ideia de se ver retratado em um dispositivo. Assim, criamos inúmeros aparatos tecnológicos capazes de ampliarem este horizonte. Contudo, acabamos encontrando diversas funcionalidades para estes dispositivos e nos apaixonando pelos mesmos. Hoje em dia, além de nos retratar visualmente neles, consumidos e produzimos informações, nos entretemos, trabalhamos etc. Pode até soar pretensioso, mas acredito que a tendência seja que cada vez mais nos dediquemos a estas interfaces digitais, fazendo com que a mesmas se tornem uma extensão humana. Afinal, como discutido em sala de aula, o ideal para uma interface é que ela seja cada vez mais transparente, invisível, natural, intuitiva e prática. Portanto, em um futuro próximo e ideal, elas poderão fazer parte do nosso corpo sem nem percebermos a sua presença. Topa o desafio? Eu já estou dentro!
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Death by {u'mbid': u'5bdb38bd-5c5b-4d0f-8901-8bbe1d7062d8', u'#text': u'White Lies'}3 years ago
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Tente imaginar o mundo atual sem a revolução promovida pelos Hackers, durante as décadas de 1980 e 1990. Praticamente impossível, não acha? Afinal, cada vez mais, os aparelhos computacionais estão presentes em nosso dia-a-dia. Seja em casa, no trabalho, dentro do carro, do ônibus, na rua ou, até mesmo, no espaço estamos sempre plugados com o mundo e, sobretudo, com todos. A ousadia destes desbravadores tecnológicos em criar e propor soluções aos diferentes desafios, despertou e, consequentemente, moldou uma nova etapa da sociedade. Microcomputadores, interfaces gráficas, World Wide Web, mobile e games encontram-se entre tantas outras ideias inspiradoras que transformaram a maneira como nos comunicamos, trabalhamos, produzimos etc. Enfim, é inegável o poder que estas tecnologias exercem ou exerceram sobre o nosso passado, presente e futuro. Mas, e o jornalismo? Como podemos nos beneficiar dessas tecnologias para melhorar a nossa prática de trabalho?
As respostas são muitas e a cada segundo novas soluções começam a emergir dentro das redações espalhadas por todos os cantos do planeta. Contudo, muitas dessas transformações são, geralmente, confusas e traumáticas. Afinal, como devemos readaptar o fluxo de trabalho e direcionar a cabeça dos antigos e novos profissionais para estas recentes necessidades? Um dos caminhos, proposto em um artigo do site do Instituto Poynter “How Computational Thinking is Changing Journalism & What’s Next”, escrito por Kim Pearson, é o pensamento computacional. Para a autora, o “Pensar Computacionalmente” significa criar e fazer uso de diferentes níveis de abstração, para entender e resolver problemas com mais eficiência. Significa pensar algoriticamente e com habilidade para aplicar conceitos matemáticos como indução para desenvolver soluções com mais eficiência, justiça e segurança. Significa ainda entender as escalas de conseqüência, não apenas as razões de eficiência, mas também as razões econômicas e sociais envolvidas. Resumidamente, nada além dos princípios básicos e norteadores da prática hacker, que, desde sempre, teve por essência o espírito de invenção, modificação e recombinação das coisas com o objetivo de alcançar resultados diferenciados e, sobretudo, transformadores.
O jornalista do futuro, além de ser um contador de histórias e um produtor de conteúdo multimídia, deverá aliar à sua prática diária essa tal essência hacker e, com o auxílio do seu pensamento computacional, começar a utilizar de forma mais inteligente o infinito oceano informacional disponível na rede. Só assim conseguirá ser relevante e, por consequência, despertará a atenção da sua potencial audiência.
Em um primeiro momento, antes de desenvolver habilidades específicas em softwares e linguagens de programação, o profissional de comunicação deve entender as características peculiares da comunicação em rede e todas as suas potencialidades. Já em uma segunda fase, não muito distante, novas habilidades deverão ser incorporadas ao repertório profissional jornalístico, estreitando cada vez mais o laço entre as ciências da comunicação social e da computação. A multidisciplinaridade poderá ser uma necessidade vital para a sobrevivência do jornalismo. Porém, estes tais “Hackers Jornalistas”, também conhecidos como “Jornalistas Programadores”, poderão possibilitar novos horizontes à comunicação jornalístca? No artigo, “Can Computer Nerds save Journalism?”, publicado no site da revista Time, o autor, Matt Villano, promove uma discussão bastante interessante sobre esta realidade e aponta alguns dos possíveis caminhos, principalmente quanto as novas diretrizes necessárias à formação desses futuros profissionais.
Atualmente, como estamos inseridos em um mundo totalmente Beta, ou melhor, em um cenário de constante evolução e adaptação tecnológica, o jornalismo necessita mais do que nunca de inovação, experimentação e desafios. Prova disso, são as recentes propostas encabeçadas por tradicionais empresas de comunicação, como o britânico The Guardian e o americano The New York Times. Estas corporações, ao abrirem suas Api’s (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicativos) à comunidade de desenvolvedores e também ao realizarem eventos de hackemento (os famosos hack days) dentro das suas estruturas operacionais, apostam na possibilidade de transformação e de readaptação do jornalismo dentro da cultura das redes interconectadas.
Afinal, mais do que apurar e escrever bons textos, para estas empresas, este novo perfil de profissional deverá saber lidar com a grande quantidade de informação proveniente de diferentes bases de dados (sejam públicas, privadas, abertas, fechadas etc), desenvolver e utilizar ferramentas de extração, filtragem, cruzamento e visualização de dados, entre tantas outras atividades computacionais ainda a serem concebidas.
Para tanto, devemos deixar alguns antigos dogmas para trás, quebrando paradigmas e mudando a maneira como hoje enxergamos a prática jornalística. A dromocracia, imposta pelo ciberespaço, pede urgência em mudanças estruturais, sobretudo, na formação dos profissionais do amanhã. Assim, como podemos ver, os desafios são muitos, contudo, as possibilidades também são infinitas. A relevância social, essência do jornalismo, será sempre a mesma, o que mudam são as possibilidades de se trabalhar esta característica. Em prol de um jornalismo mais dinâmico, intuitivo, imersivo e, sobretudo, inteligente, devemos ousar e não termos medo usar a nossa criatividade. Inovar, desconstruir, recriar… Ficar parado, esperando o próximo trem passar, não nos levará a lugar algum. Muito pelo contrário, apenas nos colocará cada vez mais em uma posição de dependência e atraso. Afinal, como diz o ditado, quando dominamos um conhecimento, não ficamos reféns de ninguém, mas sim, passamos a ser senhores da nossa própria transformação. Que o espírito Hacker possa contaminar o jornalismo!
Cada vez mais fico surpreso com o avanço da tecnologia móvel, sobretudo, com os aplicativos voltados a este segmento. Aqui no Brasil, a primeira experiência de realidade aumentada desenvolvida para o IPhone 3GS foi apresentada pelo Banco Bradesco. O projeto recebeu o nome de “Presença” e tem lançamento previsto para os próximos meses.
Realmente o futuro promete!
Para os mais empolgados, este novo nicho torna-se um ótimo campo de atuação. O que você acha?
Conheça mais sobre a tecnologia, assista ao vídeo:
Um outro exemplo desse tipo de aplicativo, produzido no exterior:
A Internet transformou nossas vidas e nos coloca cada vez mais próximos de pessoas de culturas distintas. Portanto, conhecer outras línguas é fundamental para a nossa sobrevivência nesta nova aldeia global. Pode ser inglês, espanhol, português, chinês, alemão, grego, italiano, russo ou até coreano. Não importa! A informação está espalhada por todos os cantos do Ciberespaço.
Segue uma dica para quem deseja aprender ou ensinar uma língua via Internet.
É o LiveMocha.com
Você já conhece?
Trata-se de uma ferramenta de rede social destinada à troca de informações sobre os mais diferentes idiomas do mundo. O funcionamento é bem simples. Você faz o seu cadastro, edita o seu perfil e escolhe as línguas que deseja aprender e as que tem possibilidade de ensinar. Outras pessoas conectadas à rede fazem o mesmo e a troca de conhecimento faz gerar o processo de ensino/aprendizagem. É uma troca. Enquanto você, que possui o português nativo, ajuda outros estudantes com a sua língua de domínio, eles fazem o mesmo. Além disso, o site possui diversas atividades para que os alunos possam evoluir tanto na escrita, como na leitura e na pronúncia. Estes exercícios são também corrigidos e avaliados por outros usuários, que dão um feedback sobre o desempenho. Muito legal!
Uma ótima ferramenta para aprender línguas, conhecer novas culturas e cultivar novas amizades.
Participe:
Então, hoje surfando pela net descobri uma rede social interessante para nós, estudantes de comunicação. É o site do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Trata-se de um espaço público e aberto, voltado para a formulação e para a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.
Portanto, faça o seu cadastro no site e participe das discussões.
Cultura Digital Brasileira
Acabei de ler um texto interessante escrito por Soraya Coelho, coordenadora de criação e estrategista de conteúdo da TALK:2. O post fala da importância da produção de conteúdo para um projeto de comunicação, principalmente em plataforma on-line. É coleguinhas jornalistas: temos de repensar o nosso papel no mercado, buscar novos caminhos e ampliar nossos horizontes. Ser multimídia, hoje em dia, é mais do que uma obrigação. Afinal, pensar conteúdo para Internet estrapola nossos limites da redação. O texto e a fotografia são apenas duas das muitas ferramentas disponíveis. Aplicativos, como o Flash, irão transformar a maneira como lidamos com a informação. O jornalismo já produz e vai produzir ainda mais web-games, infográficos animados, reportagens multimídia etc. Portanto, esqueça a briga pelo diploma e corra atrás do prejuízo. Ter conhecimento nessa área agregará um grande valor.
Seguem exemplos desses trabalhos:
Crônica de uma catástrofe – Andre Deak
http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/
Ambulantes no Trem
http://www.ambulantesnotrem.com/
O Jogo da Máfia – Revista Superinteressante
http://super.abril.com.br/infograficos/info_420553.shtml
Parace até um pouco assustador, mas esta é uma rede social destinada ao seu futuro, ou melhor, ao seu pós vida. Isso mesmo, imagine só o seu grande amor receber uma mensagem carinhosa e de conforto feita por você mesmo após a sua partida. Ou o seu querido chefe, que recebe um telefonema (promovido pelo próprio site) com suas últimas palavras de amor e tanta admiração. rsrsrs Incrível, mas se a ideia pegar após cada morte muita surpresa pode ser revelada, não é? Segundo a reportagem do Blog do link, o serviço, ainda em inglês, tem previsão de estreia no Brasil (já em português) no mês de outubro. O que você acha? Vai também querer fazer parte dessa novidade?
Caso queira fazer o seu cadastro, segue o link: http://www.futuris.me/
Bom, segue mais uma dica bastante valiosa para quem deseja entender um pouco mais sobre a nossa Internet atual. Este é um livo, sob Licença Creative Commons, organizado por Juliano Spyer. A publicação tem artigos — escritos por diversos pesquisadores, professores e usuários da rede (como: Alex Primo, Ana Brambilla, Raquel Recuero, Marcelo Coutinho, Sergio Amadeu etc) –, que discutem temas variados dentro do contexto tecnológico: pirataria, ecologia digital, jogos eletrônicos, jornalismo colaborativo, cauda longa, beta, cultura do remix, cyberpunk, co-working, viral, blogs entre outros.
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bahh, foram tantas coisas boas, mas vamos ver... Acho que a sensação de tranquilidade e liberdade que aquele lugar nos transmite é incrível. Agora, o pior fica por conta do Barzuca. rs Estive poucas vezes lá, mas quase todas foram deprimentes. rsAsked by Formspring 2 years ago
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não. o submidian parou de tocar há mais ou menos dois anos. Logo menos, voltamos... pelo menos, desejamos isso.Asked by Formspring 2 years ago
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modismo. uma linguagem de expressão socio-cultural pop, mas com os dias contados. vai desaparecer do nosso cotidiano assim da noite para o dia.Asked by Formspring 2 years ago
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saltaria de um avião again... só q agora, sem paraquedas!rsAsked by paloma 2 years ago
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daria a volta ao mundo!Asked by Formspring 2 years ago