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August 27, 04:17 PM

Leitoras e leitores boa noite. Essa publicação é um informe sobre minha falta de responsabilidade, leia apenas se você gosta do site.

Summary: Some categories of the site fell into oblivion. We are going to cut out these categories and sue the responsible people (myself, in this case). And in the next few months a new version of the site will be on air.

Resumo: Algumas categorias do toro estão abandonadas. Nós vamos eliminar essas categorias e processar as pessoas responsáveis (no caso, eu). E nos próximos meses uma nova versão do site estará no ar.

Detalhes: Nós somos um blog do contra. Não queremos fazer coisas mal feitas igual a outros blogs brasileiros. E como não temos rabo preso com nenhuma empresa, nosso conteúdo continuará colaborativo e livre de influencias perversas (terrorismo).

A parte boa: O blog continua funcionando normalmente. Principalmente nossos posts da categoria "música" que estão bons e cheios de downloads.
(update:  paramos de escrever, até que a reforma aconteça)

Ah também cancelamos o contrato com a MTV faz alguns meses. Somos gratos por todo o apoio dos caras mas o contrato novo sufocaria nosso conteúdo ilegal.

Nossa caixa de e-mail está vomitando de tanto conteúdo mas também funciona normalmente eltoron@eltoron.com sugestões serão lidas e respondidas (sempre).

O site novo vai valorizar quem realmente merece: Você! Que teve paciência de ler tudo isso. Nós amamos o que nós fazemos e blablabla podem ficar tranks que estão em boas mãos.

Fotos do colega Gavin Thomas.

July 11, 04:50 AM

Nossa décima sétima mixtape chega nesse fim de sábado chuvoso em São Paulo pra te esquentar para mais tarde. Nessa semana chamamos o chegado Afunkyz para fazer um set daquilo que ele mais ama: batidas quebradas e soulfull. Drum & bass direto, liquidfunk pra bater bonito no som. Uma ótima seleção. Então porque você não vai embaixo e dá play de uma vez?
March 23, 03:19 AM

Se me resta algum espírito jovem, acho que parte dele vem dessa banda. Confesso que no início eu esperava uns garotos mimados subirem no palco, mas a cara de retardado deles me convenceu logo na primeira música que o show seria bom, como de fato realmente foi.

Banda: The Naked and Famous
País: Nova Zelândia
Álbum: Passive Me, Aggressive You (2010)
Show: Cine Joia 16-03-2012







O show começou com a Alisa Xayalith evocando as pessoas. Será que é possível alguém mostrar que é simpático em um show? Ela conseguiu fazer isso.





Esse é o Thom Powers com toda sua irreverência no olhar. Essa foto é uma das poucas que eu consegui tirar da banda quase inteira.





Foi a hora que ela saiu do corpo e nunca mais voltou. Gosto dessa foto, me faz lembrar que o show foi legal.





Eu sou o cara da esquerda. Disputando a baqueta com minha força de touro. Enquanto isso meus amigos tiravam fotos. Valeu galera!



Uma conquista pela metade. A recompensa da luta.



Tinha uma onça no palco. Provavelmente algum tipo de carranca gringa para afastar os brasileiros.



Cuidado você ficará surdo porque está em frente a caixa de som.



Esse é o fotógrafo, no caso eu. Depois da luta, guardei a baqueta no bolso. Por sinal tem uma luz na aguá e minha barriga branca estava aparecendo.



Esse dai é o Alejandro, um cara gente boa que estuda comigo. Ele está me devendo 5 pratas do show.



Encontramos uma amiga sob efeito de narcóticos coloridos.



Mentira.



Foto do gueto da zona norte. Lá tinha dois cachorros gente boa que gostaram da menina da foto.



É proibido proibir brincar com comida.

July 11, 04:49 AM
 Há basicamente duas coisas que você deve ter em mente quando se deparar com filmes feito por negros e para negros: o teor político e sexual é inegável, mas deve se levar em consideração que assim como a safra de filmes de kung fu chineses, há verdadeiros clássicos, mas existe muita porcaria. O seu primeiro filme de blaxploitation - e quando eu digo isso não incluo idas ao cinema ou ao PirateBay com Black Dynamite - é quase ver seu primeiro filme pornô, ou o filme do pelé bancando o policial, ou se deparar com pornochanchada estrelada pelo Nuno Leal Maia.
 É inevitável a comparação com a safra de filmes pornôs brasileiros dos anos 80, principalmente os produzidos pela Boca do Lixo paulistana: a fotografia quase que marginal, os temas pouco abrangentes, cenas explícitas, jogos de câmera experimentais e um teor político social mascarado. Porém enquanto os nossos filmes viajam em temas lúdicos que só serviam de background para o seu vô bater umazinha, o blaxploitation é todo um gênero que pode ser as vezes pura pornochanchada, ou ação, ou comédia romântica, ou terror ou ao mesmo tempo nada disso.
Indo direto ao ponto, começamos pelo dito pontapé do blaxploitation: o nome atende pela alcunha de Sweet Sweetback's Baadasssss Song e basicamente é a história de um moleque que foi acolhido por um prostíbulo e logo no primeiro minuto está mandando ver numa mina. Tudo sairia numa boa se a mulher não aparentasse ter seus 20 e tantos anos e o moleque uns 12 pra 13, no que, na minha cabeça quadrada de anos 90 parecia uma cena de pedofilia. Durante a trepa a mulher denuncia "oh, you have a sweet, sweetback" que trocando para o bom português seria algo como ter uma bunda gostosa de apertar.

 Então esse é o dote do Sweetback. Ter uma bundinha boa e saber trepar bem. E aí passam-se anos e vemos o Sweetback sendo um verdadeiro michê de ótima qualidade mandando ver em morenas, negras, brancas e quem sabe até em animais que estiverem dando bobeira.
Tudo corre perfeitamente até que o nosso herói comedor de periquitas se vê numa cilada policial. E aí saímos do liberalismo sexual e partimos para a grande questã da comunidade negra dos anos 70: o confronto racial. Sweetback na verdade acaba sendo vítima de uma cilada de dois tiras brancos que prendem um outro cara negro e como bons policiais o levam para um lugar inóspito e lhe descem a porrada. Sweetback incorpora o ideal do homem negro e salva o seu "irmão" dos brancos. Em troca disso, nosso protagonista irá passar o filme inteiro correndo pra lá e pra cá para salvar o seu "smart ass" de tiras.
Em tese, o roteiro do filme é bem fraco: apenas um negro salvando outro negro (ambos inocentes) de policiais brancos corruptos e teoricamente se fodendo por causa disso. O jeito não é apelar pra justiça, afinal não há justiça para negros. Usar seus pés e simplesmente fugir pelo país soa como a melhor decisão a ser feita. As sketches não ajudam muito também, e alguns momentos do filme são uma repetição incessante da trilha sonora do Earth, Wind & Fire, sobreposições de 300 ângulos da mesma tomada e aqueles efeitos de negativar a fotografia, coisa que qualquer criança sabe fazer hoje em dia no Photoshop mas que em 1970 devia ser a revolução do momento. Misture a isso uma corrida incessante do ator a uma câmera que treme a todo momento possível e uma frágil tentativa de revolucionar a fotografia dos filmes setentistas e você tem uma fórmula perfeita para enxaquecas.
 Por outro lado, o filme só tem a ganhar. A representação do sentimento da época é perfeito: vemos ali a grande treta que era ser negro de subúrbio nos anos 70. A polícia corrupta lotada de brancos e a velha história de tentar safar alguém pondo a culpa num negro. A linguagem é direta: "O Homem" se refere ao branco, "irmãos e irmãs" dá a idéia de comunidade negra. Logo na entrada vemos um forte registro dessa ligação nada amigável: "Esse filme é para todos os irmãos e irmãs que não aguentam mais o Homem". A questão religiosa, sexual, política, musical. Tudo está ali representado e a imersão é ótima. De qualquer maneira, deve-se levar em consideração que é um gênero imaturo, que atingiu uma popularidade média numa época específica. É o tipo de coisa que faz o Tarantino gozar nas calças, ao mesmo tempo que pode ser uma experiência tremendamente chata. Não aconselhamos começar pelo filme de Melvin Van Peebles pelo seguinte motivo: assim como o seu sobrenome, parece dizer muito, mas não diz nada. É um mergulho raso, que poderia ter afundado em temas mais relevantes, mas que pela falta de apuração teve que sair como é. Mas nem por isso deixa de ser uma boa análise.

 



Por coincidência achei o filme no Youtube:


E o trailer:
March 20, 05:09 PM

Até que ponto nós somos livres para dizer o que nós queremos? O mundo nos policia, a cada esquina, corredor, mural, linha do tempo. Todo tempo!

Eu vi uma nova geração de brasileiros que se preocupam em selecionar o que dizer - Afinal, nós estamos cansados das asneiras que são ditas na rede Globo - Mas qual é a linha que divide o que é selecionar e o que é censura? Censura, essa palavra me é familiar! Familiar! Censura! Brasileiros! Mas será que os brasileiros realmente sabem o que é censura?

Coibir, inibir, induzir uma pessoa a dizer algo. Achar que sua opinião é mais correta do que a opinião do colega ao lado, isso é censura. Espera! E quem é o responsável pelo controle de qualidade? A polícia? Polícia! Quem policia a policia? Outra polícia? Policiais do conhecimento? Quem é capaz de dizer o que eu devo ou não falar por favor atire a primeira pedra, pedregulho, entulho, uma nova opinião, por favor!

Imagens Ludovic Bourdaud.

March 01, 08:24 PM


O projeto novo, apelidado de Tonk´n´Roll é a nova aposta das nossas sextas feiras no Tonk Club e começa amanhã, dia 2/03. A idéia é resgatar as tradicionais festas de rock, e pra isso se juntaram Fernando Tibiriça, Vivi Flaksbaum (On the Rocks na D Edge), figurinhas carimbadas já nas noites da Funhouse, Astronete e Sonique.

A música fica por conta do time de djs residentes, Leandro Pankk apresenta mix de indie rock, new wave e novidades do rock. Felipe Manso agita com clássicos dançantes do rock and roll. na seleção de Dani Buarque há clássicos dos anos 70 e em seguida, parte para modernidades. Rodrigo Mello e Edu Rox representam os anos 80 e 90. Daniel Belleza aposta em rock com pitadas de eletrônico e remixes. Marcelo Gross & Rodolfo, disparando clássicos. Vic Flakbsaum transita entre o indie-rock, clássicos e modernos.

Tudo isso mesclado em cinco noites durante março. Sem contar a própria casa em si: Inspirada nos subúrbios de Nova York e Londres, o Tonk Club conta com lustres e divãs acolchoados para os mais cansados, além de pátios reservados aos amigos fumantes.

Pra quem se animou, amanha, primeira sexta feira do projeto, a Hostess Lekka Glam espera a todos nós a partir das 23h. Nos vemos por lá.

Sextas-feiras, a partir das 23h30
Valores: Mulher R$ 40,00 consumação/ Homem R$ 60,00 consumação



Tonk Club - Av. Brigadeiro Faria Lima, 490 – Próximo ao Instituto Tomie Otake
Telefone: 3814-2229 tonkclub.com.br
February 29, 04:52 PM

we're gonna start to change the bass and change the style

February 24, 08:46 PM
O Borgore sabe como fazer vídeos. O israelita (fala sério) metido a gangsta lançou um clipe há 1 mês atrás que ficou naquele limbo Youtube divulgação de Facebook e blablabla só que depois de assistir ele pelo menos 5 vezes por dia, ficou difícil negar. O produtor preferiu optar por um dubstep mais filthy, cheio de truques com várias camadas de baixo, samples bem coladinhos e umas rimas cheias de vocoder pra preencher os breaks.



Slap her face, fuck her in the butt. Bitches like to know their place and how they need to act. Hands around her neck, grab her by the hair. Girls with any issues just act like you don't care.

 
February 24, 08:50 PM

 

Estamos em 2012. Parece que foi ontem, mas já fazem 6 anos que a música pop simplesmente ficou maluca e tudo que é dj e produtor começou a chupar as bolas de ritmos periféricos como o reggaeton, o funk carioca e o kuduro. Isso tudo claro, culpa de empresários e tremendos filhos da puta que viram num ritmo pequeno a chance de explodir em line up de festas e festivais ao redor do hemisfério norte pra mostrar o "som que faz os guetos pularem" para os brancos dançarem.

Num primeiro momento foi algo lindo de se ver: a Mad Decent dando suporte para o funk brasileiro, o Buraka Som Sistema divulgando o ritmo antes dança angolana, kuduro, ao redor do mundo - mesmo os caras sendo portugueses. E outros milhares de exemplos: quem não lembra de Gasolina do Daddy Yankee ou a Gwen Stefani usando a palavra "afrobeat" para especificar suas influências - mesmo que a coisa mais gueto a qual ela passou por perto deve ter sido uma Crooks and Castles.

Mas aí veio a fama. Olha quem a M.I.A. é hoje em dia, ela não precisa se fazer de garota do gueto. O Diplo não vou nem comentar, o cara sempre levou isso tudo numa brincadeira, acho idiota esperar algo de um cara que toca tecnobrega e dubstep num mesmo set: ele tá ali pra se divertir. Mas todo mundo esqueceu que um dia o Crookers botou a mão no funk, que a Alemanha ouvia o nome da Tati Quebra Barraco e que o Obama subia morro.

Muito diferente não é o kuduro: uma vez que o ritmo parecia ser levado apenas pela dupla Buraka Som Sistema, bastou alguns anos para a internet baratear em países africanos e Portugal pegar gosto pela coisa para a gente perceber que tem muita coisa rolando sobre: produtores, MCs, dançarinas, uma verdadeira avalanche de kuduro tem dominado uma parcela não muito significativa de gente que dá apoio ao gênero.

Então parece que a coisa deslanchou: gente como o Puto Prata deve ter tido uma significância tão grande para os garotos do kuduro quanto o Mr Catra está para o rei do funk carioca. Não precisa afundar muito na internet pra dar de cara com um grupo de 3 ou 4 garotos fazendo rimas espertas sobre o seu bairro e as garotas dele, ou tirando com a cara dos zé roelas que tentaram furar os seus olhos.

Trocando por miúdos: mesmo o Don Omar sendo um tremendo babaca e vendendo uma música escrota como a voz do kuduro, o ritmo não sai daquilo que o fez conhecido, um mix de batucada angolana com beats em torno de 135-145 bpms, com percussão pesada e às vezes uma linha de baixo crua que faz toda a rima com sotaque carregado de português lusitano fazer sentido. O kuduro achou sim seu nicho e conseguiu ficar por ali, obrigado.

O kuduro não morreu, está ali apenas, vivendo. As vezes  algum filho da puta vem e desenterra ele do nada para fazer um som "de marginal" e vendê-lo em canal de gravadora grande no Youtube patrocinado pelos comerciais de margarina Doriana ou de creme dental, mas os garotos levam isso na boa.

Abaixo algumas coisas que eu tirei do canal Hikore, um tipo de UKF do kuduro.


OS INOCENTES "TCHUKU"


DE MASTA FERA & 60 DE LETRA "TOKE DA KOPINHA"


DJ AKA M "BAYEYE"


NOSDE & LATON "FACEBOOK" (SERIÃO)


OS NIRVANAS "YEPI YEPI"
February 24, 07:06 PM
Delícia de parceria entre a banda portuguesa Throes e o duo de kuduro The Shine. A brincadeira foi tão séria que acabou virando um projeto. Não precisa dizer porquê: ah se o rock cedesse essa cara feia e brava de gente que tenta se elitizar por gosto e abraçasse a causa de ritmos novos - como o kuduro - tão pouco enxergados por uma mídia que privilegia o mais do mesmo. BATIDA é  o que os lusos andam chamando de kudurock, uma mescla de gêneros tão distintos que parece uma mistura de cromossomos entre os primos mais novos do Bloc Party e os filhos bastardos do Buraka Som Sistema.

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