Luis Nabais

I'm a Portuguese Student of Computer Engineering and a part time Web Designer and Developer.

I'm also a strong advocate of Linux and Free and Open Source software.

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February 02, 06:47 PM

Se da ultima vez que fiz isto no rescaldo da temporada de verão já disse que estava a fazer a review tarde e a más horas não sei o que diga desta. A verdade é que a vida real interpôs-se e só agora estou a conseguir algum tempo para dedicar aos meus projectos mas isso não significa que esta pequena rubrica tenha ficado esquecida.

Como tinha mencionado há uns tempos nas redes sociais vou adoptar uma política diferente nestes reports a partir de agora: vou esforçar-me para que sejam mais curtos e concisos para os poder completar com um artigo dedicado a cada uma das séries abordadas. Quem corre por gosto não cansa e é fácil demais alongar-me nas séries que mais gostei tornando os artigos demasiado maçudos e deixando-me sem material para os artigos dedicados a séries individuais.

E posto isto vamos aos bonecos!

Un-Go

Un-Go

Começamos pela série que mais me surpreendeu na temporada: Un-Go foi-nos trazida com mestria pelas mãos da Bones e foi com gosto que esperei semana após semana pelos novos episódios da série, em particular na segunda metade quando a historia atinge o seu pico e o enredo global começa a revelar-se cada vez mais ao invés das pequenas historias semanais do inicio.

Em termos de arte e animação não há grandes defeitos a apontar e a sonorização da série também cumpre sem nunca deslumbrar porém o enredo é particularmente interessante e merece pelo menos uma breve vista de olhos. A série peca no entanto por ter uma parte importantíssima da backstory dos personagens principais contada apenas no episódio 0 que não chegou a ser emitido estando relegado a uma exibição em apenas alguns cinemas nipónicos. Resta então esperar pela edição em DVD/Blu-Ray para ver essa falha colmatada.

 
The iDOLM@STER

Nota importante também para The iDOLM@STER, a adaptação televisiva do popular jogo que coloca o jogador no lugar de um produtor de ídolos japoneses na empresa 765-Pro (lido como Namco-Pro num trocadilho com a editora do jogo).

Entrei nesta série à espera de um simples debitar de fanservice dirigido aos adeptos do jogo mas a A-1 Pictures conseguiu dar a voltar e apresentar não só uma série relativamente competente a explorar o dia a dia das ídolos que a licença lhe confere como também até uma boa dose de drama para completar o ramalhete.

The iDOLM@STER

Com uma equipa recheada de veteranos do meio se calhar foi culpa minha por não ter esperado mais mas a verdade é que fui agradavelmente surpreendido pelo resultado final e pode-se dizer que fiquei altamente tentado em experimentar o jogo (que infelizmente tem uma probabilidade próxima de zero de alguma vez vir a ser exportado).

No campo da arte não há grandes queixas a acrescentar mas já na animação foram notórias as limitações orçamentais, algo mais do que notório no uso de 3D e reciclagem de animações nas já de si pouco frequentes actuações musicais das protagonistas. Já no campo do áudio apenas posso dizer que cumpriu o que se esperava de um jogo focado em cantoras pop japonesas pelo que o desfrutar desse campo da serie dependerá sempre do gosto do espectador pelo género musical em questão.

Working’!!

A segunda temporada de Working! foi uma série que eu antecipava bastante depois da agradável surpresa que a primeira temporada me proporcionou em meados de 2010 no entanto as mudanças em posições tão importantes como o Som e a Direcção. Fiquem no entanto descansados pois as mudanças pouco se fizeram notar e esta segunda temporada é uma digna sucessora do nome que enverga.

Working'!!

Takanashi-kun e demais empregados do restaurante Wagnaria estão de volta para mais aventuras no dia a dia do restaurante e os momentos de comédia voltam a mostrar-se extremamente eficazes. É verdade que a série adoptou tons ligeiramente mais escuros na segunda temporada porém é apenas uma ligeira diferença que depressa passa despercebida. Na realidade a qualidade técnica da adaptação até tende a aumentar nesta segunda temporada.

No entanto o que não passa assim tão despercebido é a falta de um grande fio condutor nesta segunda iteração ao contrario da primeira que alterou ligeiramente a ordem dos eventos do trabalho original para dar um maior foco à relação entre o protagonista e a androfóbica Inami.

Mas mesmo assim e no fim de contas Working´!! não deixa de ser uma das séries mais fortes da temporada mas fica ligeiramente abaixo da sua antecessora. Por mim a série funcionou tão bem que fico ansiosamente à espera de uma terceira temporada.

Tamayura: Hitotose

Se Working’!! cumpriu o que se esperava já Tamayura: Hitotose infelizmente não. Apesar da qualidade dos fundos maioritariamente estáticos esta adaptação ao pequeno ecrã de Tamayura não consegui atingir as expectativas que tinha para ela. O orçamento mostra-se claramente contido e a banda sonora apesar de adequada nunca atinge o brilhantismo exibido por séries como Aria, aquela que é para mim o benchmark do género e também ela fruto da direcção de Satou Jun`ichi.

Tamayura: Hitotose

Podíamos dizer que o parco numero de 13 episódios da temporada não chega para criar uma ligação emocional ás protagonistas mas eu discordo já que a primeira temporada de Aria possui exactamente esse numero de episódios e não deixa de o conseguir. E é mesmo com as personagens que eu tenho mais problemas: a personagem principal é uma rapariga doce e torna-se impossível uma pessoa não deixar de gostar dela porém o mesmo já não pode ser dito de todas as suas companheiras. A personalidade de Okazaki Norie em particular e especialmente o seu constante exagero depressa se tornam mais irritante do que engraçada e as tentativas de colocar a pacata e serena Sakurada Maon num papel de rapariga indecisa nos seus sonhos de futuro não foram, na minha opinião, particularmente bem conseguidas o que prejudica fortemente uma série que se quer suportar apenas nas suas personagens.

Mas o pecado capital e aquele que dita a grande diferença entre Tamayura e Aria para mim é o facto de no ultimo a cidade em si ser a principal personagem ao contrario do que acontece com a primeira. Por muito que eu tenha ficado emocionalmente investido nas historias das raparigas de Aria foi a cidade em si, conforme explorada por Akari-chan em substituição do espectador, que me fez voltar aquele mundo dia após dia. Tamayura tinha tudo para explorar a mesma química mas nunca ou raramente o fez e isso fez com que certas partes da série pudessem facilmente recair em puro aborrecimento.

Tamayura: Hitotose não é uma má série mas podia ser muito mais e como fã do género doí-me chegar a esta conclusão.

Hidamari Sketch X SP

Das mãos da Shaft temos um pequeno conjunto de 2 episódios especiais de Hidamari Sketch para matar as saudades enquanto não é emitida a anunciada quarta temporada.

Não há muito a dizer sobre estes episódios sendo que o segundo está claramente melhor conseguido do que o primeiro que pela primeira vez conseguiu cansar-me durante os seus cerca de 25 minutos do estilo típico do estúdio e do experimentalismo de Shinbou Akiyuki.

No fim de contas é meramente mais Hidamari Sketch com todos os defeitos e qualidades que isso acarreta mas sobre isso falarei mais num futuro artigo dedicado à série em geral.

Carnival Phantasm

Carnival Phantasm

Por fim falta mencionar Carnival Phantasm, a série comemorativa do 10º aniversario do estúdio Type-Moon executada pelas mãos do estúdio de animação Lerche.

Esta série é pura e simplesmente insana. Não a níveis de Excel Saga mas perto. Carnival Phantasm é apenas indicado a fãs das obras do estúdio em questão pois deixará certamente os outros demasiado desenquadrados de várias das piadas e paródias apresentadas no curto espaço de 14 minutos por episódio mas para aqueles que se incluem nesse grupo é uma obra imperdível.

Começando pelas mortes constantes do Lancer referenciado a sua triste sorte e sempre acompanhadas por referencias ao South Park que culminam numa parodia aos filmes Final Destination até às desventuras de Shirou e Shiki ao tentarem conciliar um encontro simultâneo com todas as heroínas das suas respectivas Visual Novels sem esquecer as muitas parodias à guerra do cálice.

Carnival Phantasm é sem sombra de duvidas essencial aos conhecedores da obra da Type-Moon e como tal eu pessoalmente desfrutei bastante mas tenho perfeita noção que é apontado a um nicho e isso é importante deixar aqui realçado.

 
Feitas as contas até foi uma temporada relativamente positiva mas com Fate/Zero e Horizon parados devido à adopção de um formato split-cour que adiou as respectivas conclusões para a temporada Primaveril de 2012 não há mais para dizer.

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January 05, 05:11 PM

Hoje em conversa com um colega meu comecei a descrever a abordagem que tenho tomado quando procuro desenvolver um website em HTML, CSS e Javascript e pensei que se calhar era uma boa ideia partilhar aqui a forma como o faço.

O objectivo é simples: criar pequenos sites que funcionam desde um telemóvel até um Desktop com ou sem Javascript activo e tentando suportar tanto quanto possível browsers ligeiramente mais antigos como o IE8 ou o Firefox 3.6.

No entanto sou o primeiro a admitir que esta abordagem não serve para todos os casos mas na minha modesta opinião é um bom objectivo para quem tem sites mais pequenos e quer dar aquela pequena dedicação extra que permite cobrir sem grande trabalho extra uma grande fatia dos potenciais visitantes.

Se tiverem dicas ou sugestões não se esqueçam de as deixar nos comentários mas antes disso vamos à minha abordagem ao problema.

1. Esqueçam o javascript (por agora)

Começo logo pela parte mais importante: esqueçam o Javascript, esqueçam o AJAX e as APIs catitas do HTML5 como localstorage e afins. Eu sei que há pessoas que discordam deste ponto e estão à vontade para o ignorar mas eu pessoalmente acho que é uma boa política apresentar um website capaz de funcionar com o javascript desligado.

Quantas vezes não vos aconteceu tentarem abrir um link numa tab/janela nova e descobrirem que não conseguem? Depois olham para a barra de endereço, vêm algo como #localização ou javascript:... e mandam uns quantos insultos destinados à mãe do individuo que fez aquele brilhante serviço?

Uma boa forma de garantir isso é trabalharem sempre com o objectivo de colocar tudo a funcionar sem Javascript e só depois irem progressivamente melhorando a experiência com pequenas animações, chamadas AJAX e se forem mesmo porreiros com a nova API do histórico do HTML5 que vos permite alterar a barra de endereço como se de um pedido normal HTTP se tratasse.

A mesma política de melhoramento progressivo aplica-se também a funcionalidades de CSS como transparências ou cantos arredondados. Se desenharmos primeiro sem recurso ás mesmas e mais tarde as adicionarmos com o recurso a ferramentas como o Modernizr (que requer Javascript lembrem-se) garantimos que mesmo browsers mais antigos têm pelo menos uma experiência satisfatória ao visitar o nosso site.

Recomendo no entanto que não se apoiem muito em muletas como o Modernizr e procurem utilizar tanto quanto possível múltiplas declarações explorando o facto de os browsers aplicarem sempre as regras CSS situadas mais tarde na folha de estilos. Um exemplo seria para criar um fundo semi-transparente com uma cor solida de recurso:

#div {
    background: #ff0000;
    background: rgba(255, 0, 0, 0.7);
}

2. Mobile First

Outro muito importante ponto a ter em conta é que os dispositivos moveis com iOS, Android e outros são uma fatia cada vez mais relevante do mercado e que quem já tentou adaptar um site para esses aparelhos sabe que fazer essa adaptação nem sempre é fácil quando a primeira preocupação foi a versão Desktop.

O problema reside no facto de um pixel não ser um pixel o que leva a problemas que podem facilmente ser resolvidos de uma de duas formas: usando a abordagem que defendo aqui e que envolve basear a versão desktop numa evolução da versão móvel com auxilio de media queries ou utilizar um subdomínio com uma versão separada do site e redireccionamento baseado em user agents.

Num mundo ideal a primeira bastava mas por motivos de gestão de custos em sites mais pesados eu pessoalmente acho que compensa utilizar a segunda. Poder-se-iam usar truques como lazy loading the imagens e/ou redimensionamento das mesmas do lado do servidor mas uma depende de termos javascript activo (algo que já mencionei antes não ser esperado) e a outra envolve aumentar ainda que ligeiramente a carga do servidor e/ou o trabalho requerido para publicar o nosso conteúdo.

“Mas porquê começar pelas versões moveis e crescer em vez do oposto?” perguntam agora. Mais uma vez porque um pixel não é um pixel. Se leram o link que coloquei mais atrás (vão ler que eu espero, é importante para quem anda nestas andanças) sabem que os browsers dos telemóveis não nos dão exactamente os pixeis reais mas sim valores predefinidos o que significa que se torna mais previsível usar as media queries para procurar os desktops do que os telemóveis.

Junta-se a isso o facto de alguns telemóveis mais antigos terem comportamentos mais imprevisíveis nessa funcionalidade do CSS3 e vinca-se ainda mais a necessidade de começar pelas versões móveis já que na minha modesta opinião é menos grave em termos de usabilidade oferecer a versão móvel de um site a browsers desktop desactualizados do que oferecer a versão desktop a um dispositivo móvel.

3. Aprender a amar unidades relativas

Outra questão que é importante ter em conta é o evitar o uso de pixeis quando fazem o vosso CSS e usar unidades relativas como percentagens ou em com principal ênfase nesta ultima.

As origens disto remontam aos tempos desse nosso querido amigo Internet Explorer 6 e do facto dos browsers da altura pura e simplesmente não escalarem partes da pagina definidas em pixeis o que levava a problemas para aqueles utilizadores que, por exemplo, sofriam de problemas de visão.

É aqui que entram os em. Para quem não sabe os em são uma unidade de medida relativa ao tamanho do texto de um determinado elemento do documento. Por exemplo: se o texto de uma caixa tiver um tamanho de 12 pixeis e eu definir que a caixa tem uma altura de 2em isso significa que a caixa terá uma altura de 2 x 12 pixeis = 24 pixeis. O efeito secundário de definir todos os tamanhos assim era que não só permitia aos browsers redimensionarem-nos usando as suas funcionalidades normais ou utilizando controlos javascript que ao aplicarem uma classe ao body ou outro elemento da página faziam esse redimensionar usando algo tão simples como font-size: 1.2em.

“Mas o IE6 está finalmente a morrer, tenho mesmo de me preocupar com ele?” é a pergunta desta vez. A resposta na minha opinião é não: que se lixe o sacana do Internet Explorer 6! Mas lembram-se que estamos a trabalhar com telemóveis? E que os tamanhos dos seus ecrãs mudam? Unidades relativas oferecem-nos a mesma flexibilidade do que os web designers do ano 2000 com o bónus de podermos usar media queries para alterar o tamanho do texto conforme o tamanho do dispositivo.

E como bónus podemos ainda utilizar em para nos ajudar a trabalhar com uma grelha (algo que é aparentemente uma boa ideia em design segundo me chegou aos ouvidos). O que eu tenho feito é simples:

body {
    font-size: 10px;
}

Com isto 1em passa a igualar 10 pixeis dando-nos uma bela grelha de 10 pixeis de lado para trabalhar desde que nunca deixemos de nos lembrar que qualquer alteração ao tamanho do texto vai alterar a nossa grelha (basta manterem as mudanças de tamanho limitadas aos elementos de linha tanto quanto possível que ficam bem).

4. Agora sim: Javascript!

Agora que já temos o nosso site todo pronto com versões moveis que crescem para versões desktop e que funciona perfeitamente no mais paranóico dos internautas que teima em desligar o javascript chegou a hora de adicionar javascript.

Se fizeram tudo bem até agora prepararam o vosso servidor para vos devolver os dados de uma página em JSON e/ou XML com uma mudança tão simples como usando um cabeçalho Accepts ou adicionando um parâmetro ao URL pedido permitindo-vos adicionar todas as funcionalidades AJAX que a Web 2.0 nos trouxe mas não se esqueçam de verificar primeiro o que os browsers suportam a funcionalidade usando detecção de objectos.

Se fizeram tudo mesmo bem estão até a usar algo catita como mustache para os vossos templates do lado do servidor e podem simplesmente utilizar os mesmos templates do lado do cliente poupando-vos imenso trabalho e mantendo o vosso website sempre consistente.

E se fizeram tudo mesmo muito bem estão até a usar animações por CSS em vez de animações por Javascript para aproveitarem a aceleração que alguns browsers já oferecem poupando assim os CPUs daqueles tão importantes visitantes em dispositivos móveis (e dos outros também).

Se tiverem estes pontos em mente tenho a certeza que vão conseguir fazer experiências na web que vos vão deixar orgulhosos, que vão querer mostrar aos vossos amigos e quiçá até um dia serem brindados com montes de miúdas giras (ou rapazes giros) por mostrarem ser tão modernos¹.

¹ ok se calhar esta ultima parte é capaz de não ser verdade.

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December 29, 04:25 PM

Depois de um inverno que me deixou totalmente atolado de séries é reconfortante ver que a temporada de inverno não vem para repetir a dose. Com cerca de uma mão cheia de séries, algumas OVA e Filmes e as paragens até à primavera de algumas das séries mais marcantes da temporada transacta tornam estes próximos 3 meses bem mais acessíveis para fãs como eu.

Não quero com isto dizer que não haja uma ou outra série marcante nas estreantes da nova vaga que prometam mas no geral temos uma temporada que promete pouco (o que não quer dizer que não dê em fartura).

Vamos a isto.

Nisemonogatari

Nisemonogatari

Comecemos por aquela que é a série mais antecipada da temporada para mim e quiçá também para a comunidade em geral. Nisemonogatari é a adaptação televisiva dos livros que deram origem àquela que foi para mim a série do ano em 2009: Bakemonogatari.

“Ararararagi-kun” está de volta nesta sequela onde tem de lidar com as suas duas irmãs Tsukihi e Karen enquanto estas se põem a fazer de heroínas a tentar apanhar Kaiki Deishu, um burlão que em tempos enganou Senjogahara Hitagi.

Vindo da mente de Nisio Isin e trazido até nós mais uma vez pelas mãos do irreverente estúdio Shaft e do igualmente incontornável realizador Shinbo Akiyuki Nisemonogatari promete voltar em carga com os muitos trocadilhos e visuais impressionantes que fizeram da primeira temporada líder nos tops de vendas nipónicos.

Pela minha parte vou estar colado ao ecrã todas as semanas para seguir mais uma obra desta combinação bombástica de estúdio, realizador e escritor enquanto espero pelo já anunciado filme da prequela Kizumonogatari.

Amagami SS Plus e Black Rock Shooter

Mas não é só Nisemonogatari que promete deixar os fãs de animação nipónica colados ao ecrã e também Amagami SS está de volta com uma sequela de 12 episódios à muito popular primeira temporada.

Amagami SS Plus promete dar mais 2 episódios a cada uma das heroínas da primeira temporada para explorar mais a fundo a relação com Junichi.

Com a primeira série a mostrar tanta popularidade e a ser um bom exemplo do que de mais competente se faz no género é de antecipar que se torne bastante popular. Resta apenas saber se 2 episódios para cada heroína já anteriormente explorada e usando o mesmo formato “omnibus” será uma aposta vencedora ou se vai acabar por ser demais depois de uma primeira tentativa tão bem recebida.

Black Rock Shooter

Outra série que promete regressar nesta temporada é Black Rock Shooter desta feita com um reset à historia apresentada na anterior OVA deste produto directo da imaginação do Pixiv, um image board japonês.

A série que nasceu a partir de uma ilustração feita por um fã para uma musica dos supercell leva aqui um reset depois da muito popular OVA de 2010. A historia varia de meio para meio com o principal ponto de união a ser a misteriosa rapariga de cabelos pretos e olho com chama azul Black Rock Shooter e nesta iteração a historia promete contar novamente a vida escolar de Kuroi Mato e como esta se justapõe ao mundo misterioso de BRS.

O estúdio Ordet vai também arriscar um pouco e produzir todas as cenas do mundo alternativo da BRS em animação 3D e pelos resultados que têm sido mostrados nos primeiros trailers essa aposta parece prometer vir a ser de sucesso. Dado o risco de usar animação em 3D para um publico como aquele fã de animação japonesa que é habitualmente muito céptico desse tipo de técnicas Black Rock Shooter torna-se automaticamente pelo menos algo a ter em conta nesta temporada.

Rinne no Lagrange

Rinne no Lagrange, Another e Moretsu Pirates

Para terminar há sempre aquelas séries mais pequenitas e com menos promessa que servem para encher a temporada.

Rinne no Lagrange é a aposta da equipa B da Productions I.G. (o estúdio Xebec) e que parece ser uma série sobre mecha e raparigas piloto que já fez alguns lembrar-se de séries como Gunbuster. Pouco se sabe desta série sem ser que envolve 3 raparigas como personagens principais, mecha e lutas contra extraterrestres mas esses são ingredientes suficientes para me chamar à atenção.

Da P.A. Works (True Tears, Angel Beats!) vem Another, uma adaptação televisiva dos livros de mistério/horror de Ayatsuji Yukito. É verdade que a animação japonesa não é propriamente conhecida por fazer bons mistérios acabando quase sempre por recair sobre clichés sobrenaturais, soluções demasiado óbvias ou pelo contrario demasiado inacreditáveis porém a premissa da série e acima de tudo a arte chamaram-me à atenção pelo que vou dar-lhe uma vista de olhos.

Da Satelight temos Moretsu Pirates, uma série onde numa galáxia distante a protagonista descobre subitamente que o herdou do pai o comando de uma nave pirata. Este parece ser simples: uma premissa assumidamente ridícula e tudo indica que corre o risco de ser bom o suficiente para desligar o cérebro e entreter. Uma série pipoca a servir de perfeito contraponto com o esforço que vai ser acompanhar o muito dialogo de Nisemonogatari.

Só para finalizar resta a importante menção da recente estreia cinematográfica do filme de K-On!, a nova adaptação de Berserk que deve surgir algures em Fevereiro e no ramo das OVA Gyo conseguiu captar a minha atenção. Estes três têm todos lançamentos no grande ecrã o que significa que infelizmente não me será impossível desfruta-los até aos lançamentos em DVD/Blu-Ray daqui a uns meses.

E é tudo no que toca a animação japonesa nesta época de inverno. Com as séries como Last Exile: Fam, The Silver Wing ou Mirai Nikki que continuam da temporada anterior os meus serões prometem continuar recheados de animação nipónica e o entretenimento que isso dá.

E vocês? Planeiam pegar em alguma destas séries? Outras? Digam de vossa justiça.

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December 27, 05:06 PM

Agora que estamos na ultima semana do ano e que as promoções natalícias estão aí a dar-nos cabo da carteira achei que seria uma boa altura para olhar para trás e escolher aqueles que foram os jogos que mais gosto me deram jogar e que saíram este ano.

Infelizmente não me foi possível jogar tudo o que queria este ano e de foram tiveram de ficar candidatos inquestionáveis como Deus Ex, Uncharted 3 ou Skyrim mas o tempo e o dinheiro são finitos infelizmente e há que fazer a festa com o que se tem.

Tirando esse pequeno problema vamos lá ver a lista que mesmo assim não deixa de ser relativamente catita (na minha modesta opinião).

Atom Zombie Smasher

  • Plataforma PC
  • Editora Blendo Games
  • Estúdio Blendo Games

Site Oficial

5º – Atom Zombie Smasher

Tal como no ano transacto o meu dinheiro alocado às jogatanas acabou por ir muito para a cena independente. Com o advento de iniciativas como o Humble Indie Bundle e derivados nunca foi tão fácil comprar a preços muito acessíveis estes jogos mais alternativos com o bónus ainda de muitos possuírem versões Linux e não disporem de qualquer DRM.

Um dos jogos mais agradáveis que consegui num desses bundles foi este Atom Zombie Smasher: um jogo de estratégia em tempo real cujo objectivo é limpar uma região de zombies zona a zona.

O jogo processa-se por turnos em que somos pontuados pelo numero de territórios que conquistamos enquanto os zombies vão pontuando pelo numero de territórios que por sua vez eles ocupam. A cada turno os zombies espalham-se ou surgem em novos territórios enquanto a nós nos são dadas algumas horas para entrar numa área com os nossos homens e salvar o máximo numero de civis.

Ao longo do jogo vamos também salvando cientistas do meio da multidão que nos permitem melhorar o equipamento disponível até desbloquearmos coisas simpáticas como canhões orbitais que limpam varias áreas do mapa de uma só vez.

Tudo isto envolto num ambiente muito reminiscente de filmes dos anos 60 e com uma banda sonora a acompanhar.

Atom Zombie Smasher pode não ser perfeito mas é um jogo com o seu charme e é isso que o levou a ocupar o 5º lugar do meu top deste ano.

Sonic Generations

  • Plataforma PS3/360/PC/3DS
  • Editora SEGA
  • Estúdio Sonic Team/Devil’s Details/DiMPS

Site Oficial

4º – Sonic Generations

“To be this good takes AGES” dizia a campanha publicitaria da mítica casa nipónica nos idos anos 90 quando a Mega Drive era rainha e na altura duvido que alguém pensasse que a frase viesse a tornar-se tão literal. O ultimo Sonic em 2D universalmente considerado como bom foi lançado há pouco mais de 17 anos, o ultimo (questionavelmente) bom em 3D há 10 e desde então que a saga tem caído abaixo da mediocridade para se tornar quase numa anedota da industria.

Mas 2011 trouxe algo de diferente. Depois do falhanço que foi o “Sonic 4″ é surpreendente ver que a Sonic Team conseguiu finalmente trazer até nós um Sonic que tem sido consistentemente considerado como bom por quase todos os críticos. Sonic Generations conseguiu unir muito do que de bom tinham os jogos originais para a Mega Drive com o pouco de bom que o 3D trouxe à série para criar algo que consegue ser finalmente divertido de jogar.

O jogo em si divide-se em duas metades: cada zona encontra-se divida em dois actos com o primeiro a ser jogado pelo Sonic clássico visto de lado mas renderizado em 3D à semelhança do infame Sonic 4 enquanto o segundo acto é jogado com o Sonic moderno visto de trás ou de frente e com um foco mais na velocidade em contraponto com as plataformas dos níveis em “2D”. Porém as coisas não são bem lineares e é perfeitamente habitual ver a câmara mexer-se para mostrar melhor o cenário nos níveis “clássicos” ou ver a câmara colocar-se de lado para facilitar o jogo de plataformas nos níveis “modernos”.

Junta-se a isso uma historia mais fina do que a folha de papel em que foi escrita (cuja quase total ausência só ajuda o jogo) e a banda sonora recheada de remixes de velhos títulos da saga que deixam qualquer fã completamente avassalado pela nostalgia.

No fim de contas Sonic Generations não é um mau jogo, bem pelo contrario. Sonic Generations é um regresso do Sonic à forma que nunca devia ter perdido depois da Dreamcast e eu como jogador e antigo fã da saga não podia estar mais contente.

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December 24, 06:52 AM

Passou mais um ano e chegou mais uma quadra natalícia. Passou também mais um Novembro em que eu nada coloquei aqui no blog mas ao menos lá consegui o puff do Codebits.

Apesar de ter estado praticamente 100% dedicado à universidade não deixei de fazer uma ou outra coisa catita mas isso é matéria para outro post.

Mas nada disso importa muito porque hoje é dia de consoada e a malta quer é comer filhós e rabanadas portanto deixo-vos com o já (quase) habitual postal e vou-me já embora:

Boas Festas e que não fiquem demasiado enfardados de doces e outras coisas boas.

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October 25, 05:20 PM

O Campo de Batalha

Tropas, chegou aquela altura do ano novamente. Chegou a hora de organizar as hostes e preparar para o assalto à sala tejo do pavilhão atlântico e este ano o objectivo é simples.

Durante 3 anos consecutivos houve sempre uma questão que nunca ficou totalmente tratada. Projectos foram entregues e apresentados, jogatanas em XBoxes e maquinas arcada feitas por batraquios foram realizadas, apresentações foram observadas e guitar hero/rock band foi jogado (para delirio da audiência). No fundo até as contas foram feitas e um quiz quase ganho mas há uma questão que não se pode tornar a repetir.

COMPANHEIROS, chegou a hora… Chegou o momento da verdade… Chegou aquela altura em que temos de pegar, marchar até aquela sala e colocar em frente a esses batraquios a questão que se impõe…
 
 
 
 
 
 

Y U NO GIMME PUFF?

Pois é tropas, o objectivo do codebits deste ano é simples: conseguir um puff do codebits.

Por Um Puff Do Codebits!

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October 16, 05:31 PM

Mais uma vez isto vem tarde e a más horas mas a culpa não é minha, é do facto de nem sempre ser possível encontrar as séries traduzidas. Há sempre uma qualquer série que acaba por se atrasar de forma ridícula e desta vez não foi excepção.

Mas posto isto vamos lá ver as epopeias que viram o seu final assinalado nesta época veraneante transacta. Ao contrario do que se passou na época primaveril temos boas séries para analisar mesmo que não na quantidade que se desejaria. Felizmente a época de inverno parece estar pronta a arrasar para compensar mas isso é matéria para outra aula, agora vamos mesmo falar dos últimos meses.

Steins;Gate

Steins;Gate

A historia de Steins;Gate decorre em Akihabara e foca-se num grupo de amigos que conseguiram transformar o seu micro-ondas num aparelho que permite enviar mensagens escritas para o passado. À medida que vão realizado as mais variadas experiências, uma organização chamada SERN que tem efectuado a sua propria investigação sobre viagem no tempo encontra-os e força os personagens a encontrar uma forma de evitarem ser capturados.

Começamos logo por aquela que é, na minha modesta opinião, uma das mais fortes candidata a série do ano. Os mais atentos e fieis leitores estarão já a dizer “mas este ano tem sido extremamente fraco, isso não é grande elogio” e há que admitir que isso é verdade, num ano com concorrência mais competente Steins;Gate provavelmente não seria um vencedor tão indiscutível mas enganem-se que ficaria de fora do lote de escolhas: a série é mesmo muito boa.

Trazida até nós pelas mãos do estúdio White Fox responsável por obras como Katanagatari e baseado na visual novel do mesmo nome feito pela 5pb e publicado pela Nitroplus, Steins;Gate conta uma historia de loops temporais e demais alterações ao fluxo espaço-tempo pelas mãos do auto-apelidado cientista louco Hououin Kyouma.

A historia apesar de não ser genuinamente original (há algo que seja hoje em dia?) apresenta-se extremamente bem construida e acima de tudo muitíssimo bem realizada pelo que é uma lufada de ar fresco num tema que apesar de recorrente não deixa de ser pouco explorado em animação japonesa. É mesmo muito importante deixar bem claro o quão bem desenvolvida está a historia, o desenrolar da mesma é lento quanto baste nos momentos iniciais para permitir ao espectador criar laços emocionais com as personagens e depois rápido o suficiente para provocar um sentimento de urgência nos climaxes da historia. E que climaxes meus caros! Há muito tempo que o meu coração não ficava tão apertado ao descobrir o destino inevitável de personagens de ficção.

A única nódoa que se pode encontrar é mesmo o facto de algumas personagens (2 para ser mais concreto) serem praticamente colocadas de lado até verem a sua historia concluída de forma atabalhoada num episódio algum tempo mais tarde. É realmente uma situação desagradável porém perfeitamente compreensível se tivermos em atenção que se trata de uma adaptação de um simulador de encontros tão típico japonês. Há que escolher qual dos caminhos do jogo a focar e os outros são sempre prejudicados. Não é todos os dias que se encontra uma adaptação ao nível de Clannad e esta, mesmo não o sendo, fica lá bem perto.

Esta review não podia estar concluída sem pelo menos deixar uma breve menção ao áudio da série. A banda sonora é extremamente consistente possuindo até alguns focos de brilhantismo na colocação da introdução e dos créditos finais. No entanto nunca chega a elevar-se a um patamar mais alto uma vez que é bem mais comum sermos brindados com silêncios dramáticos do que faixas da banda sonora. São escolhas porém não deixa de causar este impacto na avaliação da banda sonora cujas faixas retiradas na sua grande maioria do jogo são claramente bastante boas.

Uma nota muito importante também para o brilhante trabalho dos actores que fazem o papel de Okabe Rintarou (aka Hououin Kyouma) e Makise Kurisu, o primeiro já um experiente actor com personagens no currículo como Yagami Light (Death Note) e a segunda uma estreante que demonstrou aqui ser uma forte promessa de futuro e me deixou claramente fã. Claro que não devemos menosprezar o excelente trabalho dos demais actores mas sendo estes dois os personagens principais e tendo feito eles um trabalho tão bom era importante menciona-los aqui.

Veredicto: Steins;Gate corre o sério risco de ser a minha série do ano e como tal não podia deixar de a recomendar. Apesar de poder ser considerada leve nesse campo se gostam de ficção cientifica e de animação japonesa têm que ver este Steins;Gate. Mesmo que não sejam fãs do género Steins;Gate vale pelas interacções entre os personagens e pelas relações em que se foca a historia. Altamente recomendado.

  • Imagem: 8/10
  • Som: 8/10
  • História: 9/10
  • Personagens: 9/10
  • Nota Final: 9/10

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September 26, 05:23 AM

Ás vezes as coisas chatas da vida vêm todas ao mesmo tempo.

O meu portátil que já vai em 4 anos e meio começa a mostrar que o seu processador de 1,6GHz e os seus 2gb de RAM (o máximo que o chipset dá) não está por vezes à altura do que lhe peço. Se juntarmos a isso a anémica Intel GMA950 com 32MB de RAM e a igualmente anémica bateria com pouco mais de uma hora de autonomia ficamos com um aparelho que serve o seu propósito de forma cada vez menos aceitável.

Depois temos o PC de casa cujo CPU Core 2 Duo a 2.66GHz começa a mostrar a sua idade também.

Continuando por casa temos também o monitor TFT de 15 polegadas com uns 8 anos que me serve de televisão e que já não tem assim grande definição. A isso junta-se a porcaria da caixa de TV cuja entrada VGA já está pelas ruas da amargura deixando-me a ver o que vem do PC em tons de amarelo (fora a chuva gigantesca dos canais de TV).

Como se não bastasse isto tudo as minhas colunas andam a fazer barulhos (interferência de alguma coisa) pelo que tenho de as desligar de tempos a tempos e o meu telemóvel, um HTC Tattoo com 2 anos, começa a também ele a não estar à altura do que lhe é pedido (se é que alguma vez esteve).

Junta-se a isto o meu Router que apesar de muito tempo de fiel serviço se tem demonstrado incapaz de ir acima dos 28mbps por falta de processador (o contrato é de 30mbps btw) e o meu leitor de MP3 cujo ecrã por vezes decide cintilar tipo pirilampo ou faz desaparecer faixas com nomes que não gosta.

No fundo o que se passou é que todos estes aparelhos estão basicamente a atingir o seu fim de vida e com a crise, o aumento dos impostos e tudo o mais não tenho grandes perspectivas de os substituir em breve.

Resta-me no entanto o conhecimento de que no fundo tudo isto é uma anedota comparando com os demais problemas do mundo pelo que mais vale um leitor de MP3 meio avariado na mão do que 2 a voar.

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September 25, 04:56 PM

Setembro já vai longo e com ele vieram as aulas. Agora chega Outubro e com ele vêm a nova temporada de animação nipónica e digo-vos desde já meus caros que a colheita deste ano prepara-se para me causar pesadelos. A quantidade de séries potencialmente interessantes neste Outono está em níveis nunca antes vistos e só eu arranjei aproximadamente uma dúzia de novas entradas na minha lista de séries a seguir.

Juntando isto ao regresso de séries como How I Met Your Mother, ao elevado numero de lançamentos altamente antecipados nas áreas de videojogos e ás 7 cadeiras que tenho na faculdade temos uma combinação explosiva que me vai forçar a fazer escolhas e a priorizar o meu tempo.

Portanto peguem num copo de qualquer coisa e metam-se confortáveis que isto promete ser longo.

Fate/Zero

Fate/Zero

Vamos já começar a matar com a entrada mais antecipada da minha lista. Fate/Zero é a adaptação ao pequeno ecrã da série de light novels da autoria de Urobuchi Gen (Phantom, Saya no Uta, Puella Magi Madoka Magica) e que serve como prequela à famosa visual novel da Type-Moon: Fate/Stay-Night.

Para quem não conhece o universo de Fate fica aqui a premissa: Todas as gerações 7 magos são escolhidos para lutar naquela que é a guerra do cálice sagrado. O vencedor desta guerra terá como prémio a possibilidade de ver realizado um desejo ao seu gosto. Para os ajudar têm o auxilio de servants, espíritos de guerreiros dos mais diversos pontos da historia que ficam presos por contrato aos magos e que os vão ajudar na busca do cálice. Fate/Zero conta a historia da guerra imediatamente anterior à de Fate/Stay-Night onde vamos poder re-encontrar o padre Kotomine Kirei ou o pai adoptivo de Shirou: Emiya Kiritsugu.

Para quem não compreende o porquê de eu estar tão entusiasmado com esta série recomendo a leitura da minha review de Madoka Magica mas resumindo é tem tudo a ver com o autor (e gestor de composição da série): Urobuchi Gen. O homem é conhecido por destruir personagens e por historias sempre profundamente negras o que é perfeito dado que eu admito ter um fraquinho por historias do género.

A animação chega-nos pelas mãos da UFOtable e a julgar pelos diversos trailers já exibidos parece exibir altíssima qualidade pelo que é certamente um forte concorrente a anime da temporada.

E falando em Type-Moon é sempre bom relembrar que a segunda parte do Carnival Phantasm, um conjunto de OVA para comemorar o 10º aniversario do estúdio, deve ficar disponível também durante esta temporada outonal. Sempre é uma boa forma de desanuviar quando o tom negro do Fate/Zero se tornar demasiado sufocante.

Last Exile: Fam, The Silver Wing

Last Exile: Fam, The Silver Wing
Continuando com as expectativas em alta passamos para Last Exile: Fam, the Silver Wing, uma série que marca o regresso à actividade do estúdio de animação GONZO e uma sequela daquela que é quiçá a mais emblemática obra desse mesmo estúdio.

Fam, The Silver Wing é uma sequela do anime original de 2003 e passa-se vários anos depois dos eventos ocorridos no final da anterior entrada. A historia foca-se no conflito entre os habitantes que sobreviveram ao planeta poluído e aqueles que regressaram no final da série original.

As expectativas são altas não só por parte dos fãs do original que esperam um sucessor digno de uma série marcante no meio como também por parte de todos os que esperam ver a GONZO regressar em força depois dos problemas financeiras que levaram o estúdio à beira da falência.

Quanto a mim estou apreensivo: não tenho grande esperança desta sequela depois de ver o ultimo trabalho do estúdio (Shangri-La) e ficar seriamente desapontado com a qualidade do enredo. No entanto este é o estúdio que nos deu o original Last Exile e o visualmente marcante Gankutsuou pelo que existe ainda uma boa parte de mim que espera ser agradavelmente surpreendido por esta obra.

Guilty Crown

Kyoukai Senjou no Horizon, Guilty Crown, Un-Go e Mirai Nikki
E continuando em alta passamos para mais duas entradas que me parecem muito promissoras. Das mãos das Productions I.G. (Ghost in the Shell, Eden of the East, etc) temos Guilty Crown onde um japão do futuro próximo foi controlado por uma empresa multi-nacional enquanto que das mãos da Sunrise (Gundam, Cowboy Bebop, etc) temos Kyoukai Senjou no Horizon onde num futuro próximo a terra ficou praticamente inabitável tirando um pequeno pedaço de terra.

Eu entro nestas duas séries de forma praticamente cega pois conheço muito pouco delas tirando os estúdios envolvidos e as pequenas premissas porém o interesse na comunidade tem sido elevado pelo que rapidamente entraram na minha lista de séries a estudar.

Também de forma cega entro em Un-Go, um anime sobre dois personagens que procuram resolver mistérios num futuro próximo e que nos é trazido pelas mãos da Bones (Fullmetal Alchemist, Eureka Seven, etc) no bloco NoitaminA.

E é preciso ainda mencionar Mirai Nikki que ganhou agora uma adaptação televisiva pelas mãos Asread (Ga-Rei: Zero) depois da OVA do inverno passado que me cativou pela sua premissa colocando-a na lista de séries a dar uma vista de olhos.

Tamayura: Hitotose

Hidamari Sketch X SP, Tamayura: Hitotose e Working’!!

No fim algo que vai dar comigo em louco por bons motivos. Working, Tamayura e Hidamari Sketch estão os 3 de volta ao mesmo tempo pelo que no que toca a comédias leves e slice-of-life estou mais do que tratado.

Working´!! conta a historia de um restaurante familiar em Hokaido cujos seus empregados de normal pouco têm desde a sub-gestora que prefere comer a trabalhar até ao personagem principal que se auto-apelida de mini-con (alguém que gosta de coisas pequenas). Working! foi uma das séries que mais agradavelmente me surpreendeu no ano passado e agora a A-1 Pictures está de volta para repetir a dose. É verdade que existem mudanças na equipa no som e direcção mas o primeiro episódio, apesar de possuir um estilo ligeiramente diferente da série anterior, mostrou que pouco mudou e que o resultado deve ser de qualidade idêntica ou até superior ao que vimos na primeira temporada.

Tamayura, para aqueles que não leram a minha review da OVA, é o mais recente trabalho do director de Aria que vê agora uma continuação no formato de série de TV. Se por um lado é verdade que a historia de fundo ficou basicamente concluída nos curtos 4 episódios da OVA também é verdade que o director Satou Jun`ichi é um mestre na arte do slice-of-life onde o importante não é tanto a historia mas sim os eventos que decorrem, como o nome indica, no dia a dia. Aria foi das séries mais emotivas e comoventes que já tive o prazer de experimentar e a OVA de Tamayura conseguiu chegar muito próximo pelo que espero um resultado igualmente bom desta nova adaptação televisiva.

Por fim temos Hidamari Sketch, a série que conjuga slice-of-life com o estilo moderno e irreverente da Shaft e mais concretamente de Shinbou Akiyuki. Praticamente tudo o que disse sobre Tamayura aplica-se a também a esta série e a minha única safa é que se trata apenas de umas OVA para preparar a quarta temporada mais tarde senão o meu tempo ia certamente desaparecer para uma qualquer dimensão desconhecida.

Gundam AGE

Persona 4, Hunter x Hunter, Gundam AGE, etc

Como se não bastasse tudo ainda podemos esperar a adaptação televisiva do jogo da Atlus para a Playstation 2: Persona 4. Este RPG que combina elementos de dating sim situa-se num mundo onde algumas pessoas conseguem manifestar poderes sobrenaturais através de personas. Em Persona 4 a historia foca-se em Seta Souji, um rapaz não muito amigável que se muda para a casa do seu tio no campo e que, em conjunto com alguns poucos amigos que consegue fazer na sua nova escola, vai procurar desvendar o mistério relacionado com uma série de assassinatos na zona.

Considerando que comecei recentemente a jogar Persona 3 e gostei bastante do que vi até agora não podia deixar de passar esta ocasião.

Gundam também está de volta com um novo universo alternativo. Mobile Suit Gundam AGE é o nome da nova série que se foca na “guerra dos cem anos” onde 3 gerações de protagonistas vão lutar a bordo do Gundam AGE-1 contra um inimigo desconhecido que ataca o nosso planeta.

Por fim é também importante mencionar o remake de Hunter x Hunter bem como a continuação de Bakuman ou o segundo filme de Mardock Scramble.

Como podem ver esta é uma temporada de pesadelo pelas melhores razões. O difícil vai ser mesmo arranjar tempo para tudo ou conseguir efectuar a complicada decisão de deixar séries para mais tarde ou até mesmo pelo caminho. Depois de algumas temporadas mais fracas e de uma lei que fez tremer os fãs é bom ver uma temporada cheia de promessas a dar inicio a mais uma década.

E vocês? Têm alguma coisa em mente para a próxima temporada?

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September 16, 07:26 PM

Heavy Rain

  • Plataforma PS3
  • Editora Sony Computer Entertainment
  • Estúdio Quantic Dream

Site Oficial

Em Fevereiro de 2010 a Playstation 3 foi brindada com um dos mais curiosos jogos desta geração. Heavy Rain é o segundo jogo dos franceses da Quantic Dreams e sem sombra de duvidas um membro do crescente clube de exclusivos que têm encontrado a sua casa na plataforma da Sony. Por muitos descrito como um filme ligeiramente interactivo Heavy Rain mostra que é possível utilizar os videojogos para contar uma historia poderosa e bem argumentada com personagens cativantes e um enredo que nos mantém cativados do inicio ao fim. Mas no melhor pano caí a nódoa e existem alguns pequenos pormenores que por vezes ameaçam arruinar a experiência.

Em Heavy Rain acompanhamos a historia do rapto de uma criança por um assassino em série apelidado de “Assassino do Origami” pelo facto das suas vitimas serem sempre encontradas com um Origami na mão. Pelo caminho vamos conhecer Ethan Mars, um arquitecto cujo filho é a mais recente vitima raptada pelo assassino e que procura desesperadamente salvar o filho; Norman Jayden, um agente do FBI encarregue de desvendar o caso; Scott Shelby, um detective privado que procura também ele desvendar o caso e por fim Madison Paige, a foto-jornalista que se vê envolvida no caso o que por sua vez a leva também ela a tentar descortinar a identidade do assassino.

Ethan

O jogo apresenta-se com um estilo muito cinematográfico que faz lembrar por vezes algo de saído de Hollywood e a elevada qualidade das texturas e modelos do jogo deixam qualquer pessoa de boca aberta com a fidelidade que os personagens apresentam. No entanto no melhor pano caí a nódoa e nem tudo é perfeito no que toca ás animações. Apesar dos personagens estarem maravilhosamente modelados com texturas, efeitos de luz e demais detalhes faciais que roçam a qualidade de um Final Fantasy: Spirits Within, as animações por sua vez deixam muito a desejar com as expressões faciais a serem geralmente muito pouco expressivas (para não dizer inexistentes).

É sem sombra de duvida uma pena que a tecnologia de animação facial não ter estado à altura do resto do jogo pois praticamente todos os outros pontos estão absolutamente fantásticos incluindo o tradicional ponto fraco que são as actuações dos actores de voz. [NOTA: a minha cópia do jogo possui apenas a língua inglesa apesar de o jogo estar totalmente dobrado e legendado em Português se comprarem por terras lusitanas]

A banda sonora do jogo está também muito bem conseguida acompanhando sempre com mestria os eventos do jogo e o mesmo se pode dizer dos demais sons. Um ponto mais debatível no entanto são os controlos.

Lauren & Scotty

Durante o jogo controlamos os mais diversos personagens e temos de interrogar outras pessoas ou ultrapassar os mais diversos obstáculos para prosseguir com o enredo e resolver o caso. Para isso, e com o objectivo de oferecer uma experiência profundamente cinematográfica, os developers da Quantic Dreams socorreram-se de acções contextuais durante cutscenes durante uma grande parte do jogo. Acções contextuais é claramente um eufemismo para Quick Time Events, essa ferramenta do arsenal do designer de videojogos que muitos jogadores consideram um dos problemas dos videojogos modernos. Porém Heavy Rain suplanta os típicos problemas deste tipo de sistemas ao abraça-lo plenamente tornando-o parte integral do jogo e reduzindo substancialmente a frustração que estes sistemas costumam provocar.

Não existe no jogo qualquer situação de game over porém existem consequências para os falhanços que em casos extremos podem levar à morte de personagens. Portanto se o personagem não conseguir escapar a um carro que vem na sua direcção o mais provável é no mínimo ser atirado para uma cama de hospital. O jogo torna-se ainda mais acessível pelo facto de muitas vezes ser perfeitamente aceitável falhar uma ou outra das acções contextuais. Não há grande problema em levar um soco se a seguir conseguirmos levantarmos-nos e isso funciona de forma excepcional para acentuar o sentimento de realismo em relação aos eventos que se passam no ecrã.

Os controlos usam também praticamente todas as potencialidades do comando da Playstation 3 incluindo o sensor de movimentos. No inicio pode ser um pouco estranho mas passado pouco tempo vamos estar a agitar o comando como se fosse um bomerangue para atirar coisas ou a abanar carregar em combinações estranhas de teclas para conseguir saltar entre dois telhados.

Norman Jayden

No entanto nem tudo é um mar de rosas e se só o simples facto de o jogo ser em grande parte dominado por QTE ser por si só um contra muito forte para alguns jogadores muito mais desconcertante é o sistema de movimento durante as partes de exploração mais livres. Para movimentar o personagem é preciso carregar no botão R2 e enquanto este estiver pressionado o personagem move-se para a frente enquanto o analógico esquerdo controla a direcção. É um sistema que até funciona depois de passado o choque inicial mas que nunca me fez sentir à vontade com o mesmo e reduz bastante a capacidade de controlo de movimentos que em certos níveis mais exigentes seria bem vinda. No entanto a alta qualidade do enredo rapidamente faz esquecer estes pequenos problemas.

No fim de contas Heavy Rain só peca praticamente por terminar. Algo que com 8 a 12 horas de jogo é certamente compreensível porém no final desse tempo ficamos com a sensação de que nem um minuto foi desperdiçado. Não existem mini-jogos ou outras mecânicas com o propósito de estender artificialmente o tempo de jogo e o ritmo da historia é quase sempre frenético como se espera de algo com a urgência de fundo que a historia de Heavy Rain nos indica. Existem obviamente pontos calmos e climaxes (até cenas de sexo) como seria de esperar de um bom thriller mas o sentimento de urgência está sempre presente e há que salvar aquela criança.

Resumindo e baralhando: Heavy Rain é sem sombra de duvidas uma das melhores experiências que tive o prazer de experimentar nas consolas de actual geração e não me importaria nada de no futuro repeti-la com outras historias. No entanto é difícil classificar Heavy Rain como um jogo sendo possivelmente mais justo coloca-lo numa categoria mais abrangente de historias interactivas, o que não é de todo um mandar abaixo do fantástico trabalho da Quantic Dreams.

Veredicto: É indispensável jogar este jogo para quem é possuidor de uma Playstation 3 porém se devem ou não compra-lo em vez de alugar/pedir emprestado depende de cada um pois como qualquer boa historia esta perde um pouco de interesse depois dos seus mistérios serem revelados (mesmo que Heavy Rain ofereça múltiplos finais ligeiramente diferentes).

Classificação: 4.8/5 Nonsenses

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Profile

Student at ISCTE-IUL
Computer Software | Lisbon Area, Portugal, PT

Experience

  • Sept 2009 - Mar 2011
    Colaborador / JUNITEC - Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico
    Project management, web design and web development using PHP, MySQL and Wordpress
  • Oct 2008 - Jul 2009
    Packager / Caixa Mágica Software
    Packager and support for the Linux software distributed by the company.

Education

  • 2007 - 2012
    Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
    BSc in Computer Software
  • 2002 - 2006
    Escola Secundária Dona Filipa de Lencastre

Additional Information

Interests:
Web Design, Accessibility

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