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Não que a vida seja uma desgraça.
Sem contrar que quando eu resolvi me dedicar a essa coisa de escrever eu sabia bem que casa na praia e um helicóptero pra evitar o trânsito estavam fora que questão. Não me interessam vampiros, zumbis, mágicos ou auto ajuda. Probabilidade dessa puta vida me fazer célebre ou bem sucedida pros parâmetros que o povo que bate perna na Oscar Freire é remota.
Mas, eu escrevo bem. Eu vivo de escrever.
Eu ainda posso pagar meu whisky.
Odeio, mas admito ter facilidade e ser competente no gerenciamento, planejamento editorial e estratégico em mídias sociais. ODEIO, mas faço um trabalho melhor que a imensa maioria das pessoas que eu vejo acrescentando “especialista em Mídias Sociais”. Acertei uns calos? Sim, mas é verdade. Muito talvez pela generalizada letargia que predomina. Meu TAG, ou meu sangue espanhol, ou minha pressa pra ver meu trabalho dando resultados me impedem de me encostar num barranco.
E tem a coisa do tempo. Não tenho muito mais tempo pela frente pra me estabelecer e ter a segurança que eu julgo ser compatível e necessária pra relaxar. Punho em riste e guarda levantada: o-tempo-todo. Sendo da minha partida ou da partida da quadra ao lado, caiu na minha linha de visão eu rebato com força.
Uma hora parece tudo bem, outra hora parece tudo frágil. E quando eu digo tudo, é tudo. E eu me pego sozinha no mundo: Jack numa mão e iPhone na outra. Infinitas vontades, mensagens, e-mail, telefonemas: espero o Jack fazer efeito e me calar a boca.
Mesmo repetindo que vai ficar tudo bem.
Mesmo tendo muita coisa (e gente) que me faz feliz.
Mesmo não faltando colo, ou sexo, ou beijo, ou garagalhadas nas conversas, ou saldo pra conta do bar.
Mesmo olhando em volta e vendo que no meu lugar quase todos vocês estariam realizados.
Vocês estariam realizados. Vocês se medem pela própria régua, eu me meço pela régua imaginária de gente que não está mais do meu lado deixou pra trás. Nessa régua um metro são quilômetros. Eu me meço pelo ideal que eu imagino terem de mim. Pela Carolina potencial que eu acho que faz com que as pessoas aceitem a Carolina atual.
Então eu fico com essa sensação de estar atrasada na corrida até a ilha de “Deu tudo certo”. Com a impressão que a dieta devia andar mais depressa, que o saldo deveria ser mais alto no banco, que o carro deveria ser mais novo, e que eu deveria saber lidar. E nunca mais ficar morrendo de medo e estragar tudo, e sem saber como agir. Pior, sem saber oq dizer. Eu que sempre fui da retórica.
Merda.
Porque eu sou assim?
Porque a puta da vida não dá certo de uma vez?
Quero colo, sei que não devo pedir. Tô chata, tô fazendo manha, tô sendo ridícula.
É isso.
E os pés gelados, e um dia ruim.
Porque?
Faz melhorar.
Tô chata. Me manda calar a boca e traz um par de meias.
Imagem (essa e dos próximos) da instalação de Neon de Lee Jung
Pode ser TPM. Mas a insônia por aqui tá brilhando, e uma sensação de medo de ter feito merda.
Não sou boa nessa coisa de jogos mentais. No medíocre “Do que as mulheres gostam”, Helen Hunt é adorável justamente por dizer oq pensa, quando tem vontade. Por não tentar manipular ou camuflar aquilo que a maior parte das mulheres represaria. Eu incluída. Represaria se soubesse como, mas não sei. Solução? Shut down.
Personagens de tramas com final feliz: nunca fui uma delas. Pra evitar, levava a letra da música como mantra “Feo, fuerte y formal”.
Aí eu saio da linha e fico aqui, toda trabalhada na insônia.
Culpa da Audrey.
Menos Audrey, mais Carolina.
PFV.
Porque eu de Audrey, acabo assim:
Forte abraço.
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Revista Bula
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SOU MEIO ISSO, MEIO AQUILO. Acho que sou meio tudo. Meio de direita, meio de esquerda. Meio infeliz, meio satisfeito. Meio bofe, meio gay. Até meio feminino. Sou o caminho do meio, a meio caminho do fim. ENTRE EXTREMOS, SOU O MEIO. Meio puta, meio santa. Meio careta, meio maluco. Meio certo, meio errado. Meio a …
Eu gostaria de ser artista como Patti Smith é. Eu gostaria de cantar como Johnny Cash cantava. Eu gostaria de desenhar como Edward Hutchison desenha. Eu gostaria de ler como Maria Bethânia declama suas poesias. Eu gostaria de ser lindo como Clint Eastwood é. Eu gostaria de ter tempo para inventar mais coisas para fazer …
Dizem que o shopping é a praia do paulistano. Eu que sou enlouquecidamente apaixonada por São Paulo, ouço com desconfiança e me irrito bastante. Ok, São Paulo não tem praia, tem um charme gauche, tem trânsito, tem neurose, tem violência, tem tudo isso mesmo que quem não é daqui (ou é) diz. Esses defeitos todos. …
Na lista das palavras sócio-desgraçadas, “estabilidade” deveria estar num top 5. Todo mundo corre atrás de uma sombra, de um chão, de uma garantia que vai conseguir consolidar seu posto de cidadão-alguém nesse mundo. E corre, pula, cria varizes, se acaba nas rotinas desenfreadas do tráfego, dos self-services, elevadores, chefes imbecis te dando bronca, calorias, …
Somos três, sempre fomos assim, desde lá do céu. E um dia, mais cedo ou mais tarde, teríamos que descer. Juliana, a mais inteligente dos três, antes de uma possível expulsão divina, armou uma reunião de cúpula e decretou: procuraremos pais legais para viabilizar o devido deslocamento. Não mega legais, legais já estava b de …
- Facebook, bom dia. - Oi. Por favor, o Mark? - Mark? - Zuckerberg. - Quem gostaria? - É pessoal. - Mas qual seu nome? - Diga que é o Rodrigo. - Rodrigo? - Isso. Rodrigo, do Brasil. - Só um minuto. - Ok. - Senhor? - Pois não? - Ele pediu para o senhor …
Um mundo onde tem crossdresser e tem pastor totalitarista. Não poderia ser um pastor crossdresser? Um mundo onde tem metaleiro e político corrupto. Não poderia ser um político metaleiro? Utopizem mais uma dezena de trocadilhos… Não vai ser assim, vai continuar uma merda. A gente no mundo que pensa. Que pensa que pensa. Um silêncio …
Eu ando pela cidade meio perdido, meio olhando para o céu. Eu ando pela cidade cinza, procurando poesias desenhadas em suas paredes sujas e rabiscadas pelos sprays pretos comprados a vinte reais na loja da esquina. Naquela esquina da loja estranha e feia, com texturas coloridas mais feias e mais estranhas que a loja feia …
Enquanto isso no Call Center Divino: Disque 1 para cristão. 2 para judeu. 3 para hindu. 4 para budista. 5 para muçulmano. 6 para satanista. 7 para espírita. 8 para umbandista. CRISTÃO: Disque 1 para católico ou 2 para evangélico. Discou 1: para absolvição de pecados, reze 6 novenas e retorne depois. Para sistema opus …
quando eu mais quiser, quando você menos precisar. Dance para mim daquele jeito belo e desesperado, com toda a pressa e vontade eterna do segundo mais rápido do mundo. E eu ficarei anos depois para reconstruir esse instante. Anos reconstruindo em minha mente quase doentia os movimentos bobos e aleatórios que você fez, sem querer …
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Observemos (chegou pelo Twitter)
(tempo suportado:38 segundos)
Tirando a óbvia falta de voz e as constantes desafinadas, a moça tá lendo a letra no iPhone.
O moço parece constrangido, deprimido ou entediado.
E O MAIS IMPORTANTE: Não mexe com a Britney.
Fonte:
Tá puxada a vida.
E o povo fica me infernizando no twitter, Facebook, e e-mail pra ver e curtir banda, blog e etc. E quase nunca é algo que preste (minha opinião, que pediram inclusive).
Sim, é complicado atingir sucesso quando vc é bom. Qdo vc é ruim... E tem um ruim que não tem conserto. Inauguro aqui um série de posts sobre artistas que se derem certo, eu deleto esse blog e mudo pra Goiás. Tamo condordando? (Só vale responder quem não é surdo.)
Rimam da letra:
Tempo/bar do centro
Secreto/discreto
Mim/ fim
Delirar/amar/ terminar/apagar/ viciar/encontrar/
Internet/ sete/ promete
(e é isso, só guentei até 1:55)
Quer ver seu clipe aqui nem que seja pra ser trollado? Manda link por e-mail pra carolinaminhafilha@gmail.com
Dizem que o shopping é a praia do paulistano.
Eu que sou enlouquecidamente apaixonada por São Paulo, ouço com desconfiança e me irrito bastante. Ok, São Paulo não tem praia, tem um charme gauche, tem trânsito, tem neurose, tem violência, tem tudo isso mesmo que quem não é daqui (ou é) diz. Esses defeitos todos. Amo do mesmo jeito e talvez por ter defeitos e ainda assim ser linda. Minha SP é linda, mas de fato não tem praia. Nada que amor possa resolver.
Meu pai dizia que se eu tivesse nascido na Suiça, estaria presa. Isso se não embolorasse num cantinho antes e morresse. Porque eu, que já me sinto totalmente equivocada no mundo morando na caótica SP, teria um treco em um lugar hermeticamente lacrado e estéril.
Voltando: Eu amo SP. Se for falar mal, se for reclamar, vai dar briga.
Não gosta? Direito seu. Pode ir embora, SP e eu não fazemos questão.
Acha que praia de paulistano é o shopping? Adeus.
Só que no último sábado... Ah, no último sábado... Um desses dias que me pegam toda trabalhada na certeza as 11 da manhã e me fazem enfiar a certeza no saco de lixo antes das 4 da tarde. Com cara de tacho.
Fui fazer cobertura de uma roda de samba no Bar Pirajá, "A esquina carioca" que eu já frequentava com ressalvas. Contrariada, admito neste momento que me contaminei pela pseudo rivalidade entre cariocas e paulistas. Um troço doido que só me deixa ressabiada em SP. Quando estou no Rio, amo aquilo tudo.
Me sinto Helena de Manoel Carlos, e toca Bossa Nova em loop eterno durante a estadia.
Ou comprovante de depósito.
Ou tire seu nome do CERASA.
Ou bilhete premiado.
Ou 1 milhão de dólares.
Ai gente, que despreparo pra usar a grande rede de computadores interligados.
Enfim: AHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA
Sério. Depois cresce e o resto das meninas têm que lidar com o estrago.
Ô classe desunida.
Mas é ridículo a ponto de valer a postagem. Mais um ponto praqueles que como eu acham que estamos próximos do fim.
(da humanidade como raça soberana)
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Saga Lusa (em andamento)
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Fêmea alfa, insônica, bully, descrente. contato: carolinaminhafilha@gmail.com