Estudante de administração e estagiário da área de recursos humanos (RH). Desenvolve atividades de suporte à gestão e relacionadas.
Quando você diz que a ama mais que o universo; que daria até mesmo a lua por ela ou que não pode viver um segundo distante, na verdade fala de grandezas tão subjetivas e fabulosas que sequer seriam solicitadas dado o nível de absurdo.
O verdadeiro amor declara, ainda que com algum pesar:
Esse amor é grande de fato, porque além da galáxia, desafia o nosso conforto - uma força assustadora.
Pode acontecer de um diálogo inesperado, de repente cruzar sua rotina. Normalmente quando isso acontece, meio que mecanicamente a gente começa a executar uma série de seqüências neurológicas a fim de evitá-lo, “sair pela tangente”. Essa é uma alternativa; a outra é ouvir.
Todo início de diálogo passa por testes de relógio, paciência e desculpas, e há diversos critérios para escolher ou não um papo, mas respeite quem conversa com brilho nos olhos, seja quem for. Pra mim esse é um dos sinais de que possivelmente essa conversa pode marcar profundamente sua construção.
Pode acontecer de que no decorrer do papo você sinta a necessidade de colocar algumas palavras. Fale com o coração. Se não sentir essa necessidade, não fale. Pelo menos, não verbalmente.
E então quando se menos espera, pode acontecer de você perceber que a experiência se tornou de fato especial, e se ver agradecendo por não ter saído antes. Se isso ocorrer, escute. O que vier a seguir pode reprogramar sua rota.
Se o que você ouvir, abalar suas estruturas de conceitos e pré-conceitos ou até mesmo agredir seu ego, valorize. Porque isso é mesmo diferente e a pessoa não tem medo de você.
E então, como dádiva divina, pode ser que um simples papo se transforme em um detalhado feedback de quem enxergou além dos seus limites, porque não é comum ao seu círculo. Quando isso acontecer, sinta-se especial, porque provavelmente qualquer reunião oficial não retornaria um terço.
Você vai entender que algumas pessoas tem muito a dizer. Sobre você, sobre si mesmas e sobre seu público alvo. E você vai descobrir que precisa se aprofundar, que certas obviedades só se enxergam por olhos imperfeitos. E nesse aspecto, um mentor não faz tanta falta.
Ao fim do diálogo, pode ser que você tenha se dado conta de que o que foi compartilhado é único e só você tenha atribuído o valor devido. Supreendentemente você pode descobrir que se foi o alvo dessas informações, é porque alguém acredita que só você tenha potencial para transformá-las em ações. E, pode acontecer de que essa pessoa esteja certa.
Agradeça. Esse tipo de contribuição é imensurável.
Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.
Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou de outras palavras equivalentes? Não se pensa in vácuo. A própria clareza das ideias (se é que as temos sem palavras) está intimamente relacionada com a clareza e a precisão das expressões que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz.
É um círculo vicioso, sem dúvida: “… nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos nossos hábitos físicos e mentais normais, tais como a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De forma que um vocabulário escasso e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir.
“Não se diz nenhuma novidade ao afirmar que as palavras, ao mesmo tempo que veiculam o pensamento, lhe condicionam a formação. Há século e meio, Herder já proclamava que um povo não podia ter uma ideia sem que para ela possuísse uma palavra”, testemunha Paulo Rónai em artigo publicado no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, e mais tarde transcrito na 2ª edição de Enriqueça o seu vocabulário (Rio, Civilização Brasileira, 1965), de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido, do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e … dos irracionais.
GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna. 8 ed. Rio de Janeiro, Editora da FGV, 1980. p. 155-6
É desagradável o namoro engessado, de barreiras imaginárias. Adoro conversas abertas, carinho e romantismo. Sou essencialmente romântico e nunca limitei demonstrações de afeto: cartas, poesias, presentes. Já cantei, fiz surpresas, dançamos a sós e etc.
Esse cenário de “ode ao amor”, no entanto, não é tudo.Você consegue decifrar o amor? Eu também não. Obviamente que a ciência vai relacionar os estímulos sensoriais e psicológicos, mostrar um estudo de fenômenos e mapear o juízo (ou a falta dele) do indivíduo, mas na medida em que não sou um rato de laboratório, meu olhar sobre o que sinto é único e não pode ser plenamente compreendido por quem quer que seja. Então pra quem sente, o amor é intangível.
Já quando se trata de relacionamento amoroso a coisa muda. Isso porque não se pode esquecer que relacionamentos acontecem dentro de uma sociedade - predominantemente cristã, no nosso caso, ainda que extremamente plural. Namoro, noivado e casamento são, nesse campo, instituições que refletem diretamente os conceitos dessa sociedade.
E, mesmo que você e a pessoa com quem se relaciona decidam viver em uma sociedade alternativa, ainda assim, essa relação vai necessitar de meios reguladores; de um lugar comum que prevaleça sobre a vontade individual. Isso porque, sentimentos, ainda que intangíveis, precisam de uma estrutura institucional, racional e previsível para transpor a esfera platônica. Mesmo relacionamentos alternativos, como os casuais ou “abertos” necessitam de regras. Ainda que a falta de regra seja a regra. Entendeu? :-S
Pessoas desejam viver um grande amor, mas sem deixar de viver em sociedade. Um relacionamento afetivo requer honestidade, lucidez, paciência, renúncia e uma baita dose de coragem pra superar diferenças ideológicas e cargas (culturais e morais) de mundos distintos. Nesse contexto, não é raro que alguém rejeite um grande amor que vive em seu “mundinho” próprio e escolha se unir a um par que saiba compartilhar a vida com decência, ainda que essa decisão cause alguma dor e leve algum tempo de superação.
Considere o sexo como um exemplo prático. Alguns decidem iniciar a vida sexual dentro de uma relação sólida (que geralmente se traduz em casamento), outros optam por uma dinâmica mais casual. E ainda há aqueles que levam o “casual” bastante a sério. Honestamente, não há um cenário real de relacionamento onde essa diferença conviva pacificamente. Isso pra citar um fator evidente. Casais se separam por menos.
Viver uma relação plena requer, ao menos, a convergência de áreas essenciais dos indivíduos e honestidade quanto a visão de cada um sobre o próprio envolvimento.
Não significa, entretanto, que se relacionar por conveniência social seja a saída. Suportar o peso do tempo, diferenças diversas, influência de terceiros e ainda ter que lidar com os próprios conflitos internos é penoso e vazio sem amor.
Amar é encontrar abrigo, sentido e plenitude.
Notas:
Um texto interessante que brinca com essa coisa de “papel social” é “O Nariz” de Luís Fernando Veríssimo.
Uma das tendências do mundo globalizado, e que não é exceção no Brasil, é o desapego das tarefas manuais, gradativamente substituídas por processos automatizados. Não é novidade pra ninguém: o tempo tornou-se escasso. Então, o que era feito de modo quase que artesanal, acaba sendo acelerado ao máximo.
Nossos hábitos, mesmo os mais simples, refletem esse conceito. Vivemos do pré-cozido, do pré-montado, do produto final.
Para uma parcela considerável da população, já virou luxo sentar-se à mesa e almoçar tranquilamente, ou fazer a própria comida por exemplo. Você já pensou nisso? O homem pós-moderno não faz a própria comida.
Nossa forma de se relacionar também muda. Não dá tempo de conversar pessoalmente, então temos as redes sociais e os comunicadores instantâneos - onde se fica invisível quando é comodo. E com isso diminui-se o contato visual, as expressões, o toque, a voz e tudo o que não pode ser substituído por um conjunto de códigos.Contudo, é a relação do indivíduo com o trabalho, que talvez represente melhor esse cenário. O perfil do profissional de hoje mudou essencialmente. A passos largos, aquele que antes se ocupava em apenas uma etapa da produção precisa hoje conhecer todo o processo. Ser dinâmico e versátil, ter visão holística.
Com o tempo, o leiteiro, a costureira, o padeiro e o sapateiro vão cedendo lugar ao webdesigner, ao operador de telemarketing, ao técnico de petróleo e gás e se tornam um tipo de profissional em extinção. Ou você já ouviu, na geração atual, alguém dizer que tem vocação pra sapateiro? Até porque se a roupa rasgou ou o sapato quebrou a gente compra um novo.
Vai fazer falta o profissional que carregava em si uma alta carga moral: do trabalho que torna o homem digno; que trabalhava por vocação, ainda que vocação pra sapateiro.
Vai fazer falta a geração que almoçava em família; que cultivava plantas e conhecia pássaros; que sabia que um rato era só um rato; que pegava a fruta do pé; que costurava para os filhos e que passava mais tempo com eles; que ainda tinha heróis e referências.
Mas apesar do homem pós-moderno não saber sequer diferenciar uma banana prata de uma banana-d’água, cabe a ele, digo, a nós, os desafios da herança consumista: tornar real a sustentabilidade, mudar o modelo de consumo e dizer pra onde vai o lixo do planeta.
Para tanto, não basta apenas ter tecnologia. Precisamos resgatar dos nossos avós: a paixão, o caráter e a vocação pelo que se faz.
Notas:
Publicado também no IChTUS Gate e no Foco em Gerações.
Tenho um sério problema com janelas. Não, não se trata de uma nova fobia social. As janelas a que me refiro são aquelas dos sistemas operacionais, dos softwares que usamos habitualmente no computador.
Conheço pessoas que tem quase que uma relação afetiva com o micro. Não chego a esse ponto, mas gosto de configurar um fundo de tela harmonioso que estimule a produtividade, poucos ícones na área de trabalho e janelas em tamanho adequado.
Acontece que meu micro é utilizado pelos membros da família e vez por outra encontro, dentre outras coisas, alguns arquivos (geralmente imagens da internet) soltos no desktop e o que mais me incomoda: a janela do internet messenger completamente maximizada no meu monitor de 19”. Isso é recorrente.
Pra você entender melhor, pense na situação hipotética de um quadro que você arruma na parede e que sempre aparece torto no dia seguinte. Captou? Isso têm me irritado tanto ultimamente que resolvi analisar o fenômeno.
Meu comportamento perfeccionista marca meu cenário, minha aparência, minhas coisas. Enfim, é usual exprimir a individualidade em roupas, acessórios, objetos e, obviamente, no computador pessoal. Sinceramente, esse é um aspecto da minha personalidade que não posso mudar simplesmente porque eu não quero mudar. Gosto de analisar, consertar, buscar melhores alternativas e quase que a totalidade dos meus méritos advém disso.
Exagero se irritar por conta de janelas? Eles também acham…
Então, ter acessos de raiva porque mexeram na sua bolsa ou bagunçaram seu carro é justificável, mas quando acontece no PC é exagero?
Individualidade é exagero? As pessoas escrevem diários a milênios e isso sempre funcionou como um importante instrumento contra a ausência de diálogo e a favor da percepção da própria identidade. E, nesse nosso contexto pós-moderno, esses aspectos só se acentuam pela boa utilização do micro e da internet (seja através dos buscadores, blogs ou redes sociais).
A internet, inclusive, contribui e muito para o auto-diálogo, com a vantagem de que sua voz não é um fim em si mesmo, não é um eco vazio. Ela gera reações, impactos. E a gente troca experiências, desenvolve relacionamentos, recebe críticas e elogios, descobre que tem uma mania muito sem noção.
É altamente enriquecedor e altamente pessoal.
Apesar do caráter público de muitas das nossas informações na internet, nada diferencia o microcomputador do diário no que diz respeito ao “toque pessoal”.
E se é pecado mortal violar o diário de alguém, por favor, respeitem minhas janelas.
Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim
Serve-se morto.
(Reinaldo Ferreira em “Portos de Passagem” - João Wanderley Geraldi, São Paulo: Martins Fontes, 1991)
“Pro Dia Nascer Feliz” é o segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário “Janela da Alma” que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. […]”
(via Globo Filmes - GF FILME - Pro Dia Nascer Feliz)
Meu comentário
O longa traz à tona um dos temas que precisam ser urgentemente discutidos: o impacto e a relevância da educação através da instituição escola na sociedade.
A disparidade socio-econômica entre as escolas é impressionante. Se em Duque de Caxias (Baixada Fluminense do Rio) o problema é o desinteresse e a influência do tráfico; em zona nobre de São Paulo, os alunos vivem conflitos relacionados à carga intensa de estudo e o nível elevado da instituição. Outros problemas, entretanto, são comuns aos diversos cenários como a falta de apoio e estabilidade familiar.
Apesar da idade, o longa tem importância no cenário da educação brasileira. Pessoalmente, o fato de Duque de Caxias (minha cidade de nascimento) ter sido documentada e fielmente exposta aumentaram ainda mais meu interesse.
Outras escolas de São Paulo e do interior do Maranhão são exibidas.
Suporta o peso do mundo,
E resiste.
Protesta na praça.
Contesta.
Explode em aplausos.
Escreve recados nos muros do tempo.
E assina.
Compete
no jogo incerto da vida.
Existe.
Helena Kolody - Viagem no Espelho (1985)
Critérios
Se nas nossas relações, alguém se comunicasse de modo precário; esquecesse de datas importantes; não cumprisse as promessas; estivesse ao nosso lado claramente por interesse e pra completar, nos culpasse por suas tragédias e crises; teríamos critérios suficientes para excluí-lo do nosso círculo e de certo o faríamos.
É pensando nisso que agradeço a Deus diariamente por ter critérios diferentes.
Documentário - Onde a coruja dorme.
O cantor Bezerra da Silva tornou-se uma estrela nacional nos anos 80 durante a chamada “explosão do pagode”. Classificado inicialmente pela crítica como sambandido, sua música encantou o público brasileiro com crônicas cáusticas e extremamente bem humoradas sobre o cotidiano das favelas cariocas e da Baixada Fluminense. Poucos sabem o segredo do sucesso de Bezerra da Silva: sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Sambistas genuínos escolhidos a dedo por Bezerra. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca.
Via TvZero
O Grito (no original Skrik) é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol.O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.
Photo via www.ibiblio.org
Site-referência para consulta quanto às dúvidas e curiosidades da língua portuguesa.
Reconhecer em si mesmo um grandessíssimo ignorante a despeito da sugestão do próprio ego é o princípio para uma vida menos medíocre (e uma alma mais humana).
Estudante de administração e estagiário da área de recursos humanos (RH). Desenvolve atividades de suporte à gestão e relacionadas.
Possui sólidos conhecimentos em informática e experiência na área como instrutor.
Atuação no Apoio à Gestão.
Acompanhamento dos processos relacionados com a carteira de atribuições do representante da Gestão na Escola Técnica das Carreiras de Nível Médio da Universidade Petrobrás - UP.
Acompanhamento de processos relacionados a:
- Planejamento;
- Formação Inicial dos Empregados;
- Gerenciamento de Projetos;
- Sistema de Gestão da Qualidade da UP;
- Monitoramento de informações estratégicas relacionadas (indicadores e planilhas de controle);
- Outros processos relacionados à área.