Sou um brasileiro interessado em design. Só não tenho muita certeza do que quero fazer da minha vida. / An Brazilian guy interested in design. I'm not sure of what I do with my life. (Also, I'm not sure if this English sentences are correct) Se quiser, entre em contato por e-mail / Feel free to drop me a line: lorenz.bruno@gmail.com
Cadeira que tem tudo pra ser afudê, ainda mais nessa vibe EXPERIMENTAÇÃO GRÁFICA SUPREMATISTA que ando.
Primeiro, listou-se quatro características da pessoa criativa:
1. Flexibilidade: criar coisas, possuir idéias das mais diferentes naturezas. Lidar com os apostos, desviar dos caminhos.
2. Fluência: maior número de idéias em um curto período de tempo. Repertório.
3. Originalidade: encontrar soluções não pensadas até o momento.
4. Nomadismo/Abertura: estar aberto para o novo, mas sem ingenuidade. Transitar por diferentes caminhos, mesmo com medo e com dor. Não se manter confortável. Aceitar idéias e tentar entender idéias contrárias, mesmo que tu não as aceite.
Enfim. Acredito que existam tantas outros características que podem descrever um espírito criativo, mas acho que é um bom ponto de partida.
Em seguida, iniciamos uma tarefa, dividida em três partes.
Parte 1: Associação
Recebemos quatro palavras (1. Saco / 2. Unha / 3. Prato / 4. Chuva) e a partir daí, tínhamos três minutos para escrever palavras relacionadas. Gostei desse exercício pois, num pequeno período de tempo, pensei em certas situações que saíam um pouco da casinha normal que estou acostumado a me manter (unhas tristes por serem daltônicas e não poderem aproveitar as belezas de um esmalte colorido, por exemplo).
Parte 2: O que eu faria se...
Aqui, recebíamos situações e deveríamos reagir a elas de alguma forma, também com três minutos para adicionar o máximo de idéias possíveis ao papel. Os desafios foram (1....tivesse perdido os dois braços / 2. ...minha urina tivesse gosto e cheiro de frutas / 3. ...não anoitecesse mais / 4....eu trocasse de sexo a cada seis meses / 5....descobrisse que eu era fruto de um estupro). Acredito que não me dei muito bem nesse, principalmente pelas barreiras MORAIS, principalmente na quinta pergunta, onde não pensei coisas que fugissem do óbvio.
Parte 3: Perfil criativo.
Foi mais um teste, onde eram dadas afirmações do tipo: "Não aceito que interfiram em minhas idéias" ou "Prefiro discutir minhas idéias com o grupo" e marcava-se Concordo ou Discordo.
Gostei bastante do primeiro exercício, pois ele me forçou a pensar e pensar sem limitações, se aquilo era bom ou ruim, já pensado ou não. Gosto bastante de ler sobre criatividade e métodos criativos, mas nas vezes que me defrontei com o momento de criar, de pirar livremente, mantive os mesmo hábitos anteriores, de tentar logo ter uma idéia boa, o que acaba prejudicando o processo de ter boas e diferentes idéias.
Primeira tarefa da disciplina: modelar uma cadeira. A escolha do modelo era livre.
Escolhi uma DSW dos Eames, com os pés de madeira. Coisa linda do deus do design.
Com relação à modelagem, ela me pareceu equilibrada: nem tão fácil como a Red/Blue do Rietveld, nem tão difícil quanto, seilá, uma cadeira bizonha qualquer de bichinhos de pelúcia dos Campana.
Mas modelagem é bem mais complicado que eu imaginei. Ainda mais no Blender, um software que não tem cara de que faz grandes amigos em seilá, uma FESTA de SOFTWARES, onde o Cinema 4D seria o cara legal, de fácil acesso; o Sketchup seria o mais fácil de lidar, mas ainda meio crianção e com uns rompantes de birra adolescente e o próprio Blender ficaria lá no canto, tomando uma Coca, com cara de emburrado e rabiscando BÁSKARA num guardanapo.Enfim.
No fim das contas, fiz malemal UMA PERNA da cadeira. Só não posto aqui porque ainda não aprendi nem a renderizar a droga da minha imagem nesse programa.
Ê lele.
Fomos de cabeça para a primeira atividade dessa cadeira: lixar um cubo de poliuretano. Na modelagem de protótipos o PU serve como a base, uma espécie de enchimento, para dar peso e estruturação pro objeto. Os cubos desse material se assemelham a uma espécie de espuma, só que um pouco mais rígida.
Tipo isso ^ (crédito da foto)O cubo tinha dimensões variáveis - entre 90mm e 100mm cada face. Tínhamos de lixar até a forma ficar em 80x80x80mm. E dá-lhe movimentos circulares em cima da lixa pra diminuir o bicho. No início foi dificil pois, com a pressão que a mão exercia sobre um lado da peça, deixava a peça totalmente fora de esquadro. Depois, percebi que a cada movimento circular em cima da lixa eu deveria girar o cubo (no seu próprio eixo) em 90º, usando a pressão da minha mão da mesma maneira em todos os lados da face. Assim ficaria tudo reto sem necessidade de ajuste posterior.
Usando o paquímetro analógico, podemos nos certificar que todas as medidas foram respeitadas.
Paquímetro ^ (crédito da foto)
Usando o paquímetro analógico, podemos nos certificar que todas as medidas foram respeitadas.
Após conferidas as medidas e feitos os ajustes, passamos para o próximo passo: revestir o cubo com papel timbó. Não sei dizer qual é a gramatura desse papel, mas ele se assemelha com uma lâmina de madeira. É bem resistente.
(sinal)
Trabalho que fiz na cadeira de Metodologia do Projeto, analisando a embalagem sachê de Nescau.
Dessa vez, saiu uma penca de foto bacana. Todas foram batidas NO FEELING, sem ajuda do fotograma (que tava sem pilha para funcionar)
Taí a lista de todos os filmes que assisti em 2010.
Foram, no total, 47 filmes. Quase um por semana. Até o meio do ano, tava registrando os eps. das séries que eu assistia (com o objetivo de ver quantas horas passava por ano na frente do pc consumindo esse conteúdo). Mas era um trabalho bem purgantezinho, aí parei e fiquei só com as PELÍCULAS mesmo.
Ei-as. (clique aqui pra ver maior)
É interessante notar que as notas dependiam de diversas VARIANTES: meu humor, a companhia, do que tinha acontecido durante o dia, onde eu assisti (dificilmente choraria em AVATAR, por exemplo, se estivesse vendo-o em casa)...etc. Assim, quando fui montar tudo nesse gráfico bonitinho, fiquei me questionando o porque de diversos filmes estarem onde estão agora. Se eu tivesse que ajustar a lista pelo que lembro deles atualmente, "Despicable Me" ficaria com nota 8 (SOOOO FLUFFY YARRRR), Tá Chovendo Hamburguer cairia pra 8 ou até 7 (seilá o motivo do 9), o HP iria pra 9 (beirando o 10 por fatores EXTRA CAMPO) e The Box receberia uns -49, de tão ruim que é essa droga.
E já que tou DE FÉRIAS MESMO, vou fazer uns comentários sobre cada um dos grupos.
"...": O grande vencedor do ano não é nem um longa metragem. 2081 é um quase-média-metragem (mal chega a ter 30 minutos), baseado em um conto do Kurt Vonnegut. O Vonne é meu escritor preferido e foi uma baita surpresa saber que um conto de um dos livros que mais curto dele tinha sido adaptado pra tela, e ainda mais de forma tão magistral. Ele só recebeu essa nota, claro, por causa de todo o BACKGROUND que o torna tão especial pra minha pessoa.
Bá, meu: Dos nove desse grupo, os que correm por fora, meio de zebra, é o Tá Chovendo Hamburguer (que, repito, nem lembro porque taí. Antes tivesse visto em 3D pra ganhar uns pontinhos, mas nem isso) e o ESTONIANO "Klass", que narra a história de dois garotos que sofrem bullying e depois revidam e saem em busca de vingança e aquele papinho todo. É um Columbine BÁLTICO. Recomendo. Me fez lembrar do tempo que eu era top babaca e fazia coisas do tipo com outros coleguinhas. Me admiro que ninguém PEGOU EM ARMAS naqueles tempos. =(
No grupo ainda tem o DeCaprio aparecendo duas vezes - com Inception (melhor filme do ano, depois de 2081) e The Departed - e aquele outro alemãozinho que faz Invictus e The Departed também.
Tri Afú: Lista essa recheada de clássicos que eu nunca tinha visto: Duro de Matar, que eu queria MUITO ter visto quando criança pra brincar com a gurizada de terrorista/herói solitário; Ghost In The Shell, que eu tenho quase impressão de que dormi e que achei meio mala (ou seja, não sei porque taí aksjdhlakj); Coração Valente, com sua música de partir o coração de bárbaros de saiotes e caras azuis; Sociedade dos Poetas Mortos que sofreu pela minha alta expectativa (mais ainda assim achei bom); e De Volta para o Futuro, outro filme que faltou na minha formação de CARÁTER na infância. Destaque também pro Facing Ali (filmes de esporte são a fraqueza da minha alma), pro HP7, que me fez FUNGAR E SOLUÇAR como uma menininha que perde seu estojinho de maquiagem no POTREIRO DA VÓ, quando o Dobby morre; e Nick and Norah's Infinite Playlist que, não sei porque pindarolas, assisti umas quatro vezes e ouvi a trilha sonora cheio de indiezada marota mais umas 56x. Sou uma afronta ao mundo másculo e viril.
Massa: Despicable Me foi injustiçado. Aquelas pílulas de polenta falantes e a gana da guriazinha com o ursinho novo valeriam mais aguns pontos, mas enfim. Vai entender esse eu do passado. Precious eu fui com expectativa alta e depois achei meio sacal. E DORMI em Predador - desculpe-me mestre Schwarza =(
Uhn, Ok.: The Longest Yard EXTREMAMENTE injustiçado. É um filme que passa direto na Globo e que, sempre que tá passando, acompanho até o final. Acho que dei nota baixa numa vibe do tipo "ahhh, não. Nota 7 ou 8 ia desvalorizar os outros filmes e bliblibli" ou algum papinho intelectualóide do gênero. Mas né. Temos que conviver com nossas babaquices de ontem. A decepção aqui foi Alice, com certeza. Tá certo que a experiência do 3D deveria ser uma lisergia do carilho, mas não iria mudar a chatisse do filme. Por mais cheia de Johnny Deepisse que tenha a película, eu dormi.
Naquelas: Elephant só serviu pra reforçar a idéia de que sempre tem gente pra dar dinheiro pro seu filme, por mais sem sentido que seja o Diretor e o roteiro do projeto. Sério, se você tiver a mãnha - como o Gus Van Sant parece ter - é capaz de levantar uns milhões até pra dramatizar o Casamento da Roça da tua turma de escola. E Saw, nem me pergunte. Não entendo MESMO porque ainda assisti essa droga. No cinco o negócio já tava ruim. Mas os produtores já sabiam a tempo que é só colocar o nome "SAW" no início da película que, independente do que tiver depois de filmagem, essa droga invariavelmente vai dar lucro. No último filme, o negócio é tão tosco que as pessoas que morrem parecem feitas de, seilá, PLÁSTICO BOLHA, de tão fake. Enfim. Bem feito pela minha insitência.
Tacafogo: Os dois dessa categoria me dão um frio no estômago só de lembrar. Les Herbes Folles é um filme francês que...bom, que não tem história, a personalidade das personagens não é definida, as situações não tem ligação uma com a outra, a edição é uma doença e...bá, nem sei. É um negócio ruim demais. E só fica ainda pior quando tu vai ler umas críticas onde os caras ficam numa vibe de "UMA OBRA CHEIA DE IRONIA E SURREALISMO RETRÔ, COM DIÁLOGOS DADAÍSTAS E CORES QUE INDICAM A PERSONALIDADE ESTÓICA DO DIRETOR."
Ok.
E The Box é exatamente a mesma porcaria sem sentido nenhum. Multiplicado por 17.
Atenção: esse texto não fui eu que escrevi. Além disso, é só um trecho (o completo pode ser lido aqui).
Quinze minutos* é um bom tempo para um discurso vazio. Mas é muito pouco se você quer trazer um ponto de vista relevante, original e provocador. Por isso, muitas vezes no TED, você assiste as palestras, acha superlegal, mas tem que ver uma segunda vez para absorver o conteúdo. É denso para quem ouve. E é tenso para quem fala.
Pensando nisso, resolvi fazer um complemento à minha palestra. O vídeo, sozinho, talvez não consiga explicar tudo o que eu queria. O texto, sozinho, talvez fique incompleto. O legal é ver os dois e, aí sim: tirar as suas próprias conclusões. Concordando, discordando, não importa.
***
No último dia 13, em vez de falar de criatividade, que é um tema que geraria muito mais engajamento, eu decidi falar de educação. Em vez de trazer novas teorias sobre os comportamentos digitais, ou de vez de trazer histórias subversivas da Perestroika, eu decidi me transformar num vetor de mudança do nosso sistema de ensino.
É bem menos glamouroso? É. Mas o TED não é um concurso de beleza. O TED é um local para que as pessoas espalhem ideias que valem ser divididas com o mundo. E eu acho que, se queremos que o Brasil vire um potência mundial, precisamos de bem mais do que enfrentar tsunamis como se fossem marolinhas. Precisamos bem mais do que Obama dizendo que somos o cara. Precisamos de um sistema de educação que olhe para frente, para o mundo que a revolução digital está construindo.
Minha visão sobre o novo papel da educação é questionadora, talvez polêmica. Mas tem gerado bastante interesse e debates superconstrutivos com grandes nomes do meio. E, pelo menos até agora, tem funcionado para a Perestroika.
Num primeiro momento, gera uma certa resistência, principalmente com as pessoas mais antigas. Por outro lado, têm gerado uma simpatia muito grande do grupo que é quem realmente importa: a nova geração.
Essa galera costuma ouvir o discurso, balançando a cabeça positivamente, e resmungando um É isso aí.
Eu gosto de aceitar o fato que essa galera chegou, tomou conta e está mudando o mundo de forma irreversível. A gente pode brigar com esse fato. E se fizer isso, vai continuar acreditando que o atual modelo de escola está adequado para os caras que nascem com um Iphone na mão. Ou pode aceitar o fato e se adaptar à nova realidade. É mais ou menos por aí que eu penso.
Evidente que não existe verdade absoluta. Nenhuma teoria põe por terra as anteriores. Não acho que tem que pegar tudo o que foi dito até hoje e jogar no lixo. O legal é a complementariedade.
Concluindo: se eu não tivesse quinze minutos, mas duas horas para falar sobre o que eu acredito, provavelmente teria me aprofundado em alguns dos seguintes pontos:
1. Na nova educação, inspirar > transmitir conteúdo
Imagine você que os detentores do conhecimento sempre estiveram no poder. A História confirma: a dominação sempre veio pela sabedoria de uns e pela ignorância da maioria.
Agora, pare e pense no mundo de hoje. Praticamente todo o conteúdo da escola tradicional está disponível, free. O Google tem como missão organizar toda a informação do mundo e torná-la universal. A lógica open source e a inteligência coletiva cada vez ganham mais força. O modelo freemium é o modelo que está transformando a nova economia.
Além disso, lembre a internet tem uma “polícia do Bem”, que controla os baderneiros. Então, quem decide editar um wiki com informações falsas e incompletas, é automaticamente repreendido pela comunidade virtual e banido do sistema.
Sendo assim, deter o conteúdo não é mais o diferencial. Qualquer um, com um clique, com as curadorias ...
Continua lendo aqui: http://goo.gl/ofhJt
Vale muito a pena e, assim que baixar a poeira da faculdade, quero escrever sobre tudo isso.
A história do homem que inventou a máquina do tempo e ficou rico envelhecendo uísque.
“I’m generally not interested in creating lasting art pieces, as I believe that our world is over-saturated with man-made products,” she says, “I like to unfold my work into large experiences, however I prefer work that lives on in its documentation only, and—hopefully—in the memories of my audiences.”