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É incrível para quem ama o mundo da Coquetelaria, saber que até hoje, um bar aberto em 1931 seja referência em qualidade de serviço, bons coquetéis e acima de tudo preserva as mesmas características da data de sua inauguração.
Pesquisando, encontrei uma matéria que narra a história de maneira muito poética, mas talvez esse seja o grande segredo do sucesso do Harrýs Bar, então vou tentar reproduzi-la de forma romântica.
A criação do bar é antes de mais nada, um elo de amizade, confiança e esperança!
Corria o ano de 1930 e o Hotel Europa Britannia acabava de abrir suas portas e seu bar. No balcão, via-se a figura de Giuseppe Cipriani sempre sorridente, pronto para servir e ouvir.
No dia de sua inauguração um grupo de americanos adentrou o bar logo pela manhã, e entre eles estava Harry Pickering. Como bons bebedores, ficaram o dia todo no bar, e esse ritual foi repetido religiosamente durante dois meses pela turma, até que uma briga separou Harry de seus amigos e estes, deixando-o sozinho sem dinheiro e com uma conta gigante no bar.
Cipriani, comovido com a situação do rapaz emprestou a ele 10 mil liras, todo o dinheiro que possuia na época, para que ele pagasse a conta do Hotel e regressasse aos EUA em segurança. Harry prometeu ao amigo que voltaria, e que ele aguardasse no mesmo local, preparando seus drinques e sonhando com seu próprio bar.
Meses se passaram sem notícias do jovem, e Cipriani já era motivo de chacota por seus amigos.
Em Fevereiro de 1931, Harry entrou no Hotel entusiasmado e gritou para Cipriani: “Obrigada pela ajuda! Eis aqui o dinheiro que me emprestou, e mais um pouco para que comecemos um bar. Ele vai se chamar Harry’s Bar, e você será meu sócio!!!
Durante alguns anos foram sócios, mas o jovem não tinha vocação para o comércio, além de ser o seu melhor cliente! Vendeu sua parte à Cipriani e quando visitava Veneza, sentava-se no balcão do seu antigo bar por muitas vezes.
O Harry’s Bar foi inaugurada em Maio de 1931 e virou uma lenda. Lá foram criados clássicos como o Belinni (que homenageia o pintor preferido de Cipriani, Giovanni Belinni), o Bloody Mary (em homenagem a uma garçonete de nome MARY de um bar concorrente chamado BUCKET BLOOD).
O Belinni criado no Harry’s é talvez o mais caro do mundo! Custa 13 euros, e no verão são vendidos em média 600 drinques por dia!!!
Ao contrários de seus concorrentes, o Harry’s Bar não possui instalações luxuosas, continuando com tecido na parede e piso de madeira, tudo para deixar o cliente bem à vontade segundo Ciprinani. Outra coisa que tem a mão dele é a iluminação que não é nem baixa nem exagerada, mas no ponto para se divertir em um aconchegante lugar.
Em 1960 um segundo andar foi acoplado, cabendo mais 70 pessoas, já que o térreo comportava 60 originalmente.Os clientes mais tradicionais jamais sobem, considerando apenas o térreo como ” a lenda”.Essas são apenas algumas das muito boas histórias que encontrei sobre esse bar que já na década de 60, foi considerado um dos melhores bares do mundo.
Aos que puderem visitar, aqui vai o endereço do bar:
Harry’s Bar
Calle Vallaresso, 1323, 30124 Venezia, Itália
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Somente na segunda metade do século XVIII, o cocktail aparece na história das bebidas. Afirma-se que apareceu na América durante a independência, mas em circunstâncias ainda misteriosas.
Diz a lenda que tudo começou em 1779 quando um irlandês de sobrenome Flanagan abriu uma taverna em Georgetown, uma pequena cidade da Virgínia. Flanagan e sua filha Betsy serviam aos seus clientes bebidas misturadas as quais chamavam de “Bracers” o que significa estimulante. Neste tempo Flanagan estava de más relações com o seu vizinho, dono de um batalhão de galos de que muito se orgulhava.
A velha rixa entre os dois piorava a cada dia. O inglês, vizinho de Flanagan, queixava-se do barulho que os ilustres clientes da taverna faziam até altas horas da manhã. Flanagan, por sua vez, queixava-se por ser acordado pelos galos do inglês, e ameaçava torcer o pescoço dos galos. Um dia, em um jantar surpresa servido aos seus hóspedes, Flanagan e sua filha decidiram sacrificar os galos de seu vizinho.
Depois de terminada as refeições foram servidas as bebidas. Betsy tinha prometido uma surpresa para esta noite, e serviu os famosos “Bracers” em copos decorados com as plumas dos galos imolados. Esta surpresa de Betsy mereceu as melhores felicitações dos seus clientes que durante toda a noite clamavam por mais “Cocktails” (caudas de galo). A partir daí os “Bracers” passaram a serem pedidos apenas por “cocktails”.
Claro que são diversas as versões sobre a origem dos Cocktails. Esta é uma versão tão verdadeira quanto qualquer outra. Mas se a lenda do aparecimento dos Cocktails se perde na bruma dos tempos, estes aqui estão para encantar todos os apreciadores de bebidas.
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Assim como outras bebidas, em especial o vinho, devemos fazer uma análise cuidadosa de cada aspecto da bebida, o cocktail perfeito é composto de um conjunto de fatores bem sucedidos. As análises devem ser feitas a partir das características como visão, tato, olfato, paladar e audição:
Moldura
Para cada tipo de coquetel existe uma taça adequada, seja pela sua estética, mas principalmente pela sua funcionalidade e cultura, por exemplo, ao criar coquetéis com frutas maceradas, gelo e açúcar, esse coquetel da família das caipiroskas terá a conveniência de ser servida na taça Old Fashioned (caipirinha/caipiroska), uma taça de cristal fina e elegante dá mais prazer quando entra em contato com a boca na degustação, é sempre bom lembrar que a maioria dos modelos de taças têm tamanhos variados, por isso é necessário avaliar a quantidade que será colocada na taça. Lembrem-se, a taça é a moldura do cocktail escolha a sua após ter feito a pintura.
Pintura
Uma cor diferente ou a mistura de cores divididas certinhas na taça ou mesmo um dégradé devem ter cores harmonizadas entre si e a cor das frutas utilizadas na borda da taça para decorar. Para a harmonização visual de cores devemos escolher ingredientes que ao mesmo tempo que harmoniza a cor, harmoniza o sabor também que é o mais importante. Se temos um cocktail de cor vermelha, podemos escolher uma decoração de cor verde, só assim ela se destaca, se tiver um cocktail de cor vermelha e colocar uma cereja por exemplo, a cereja mal será vista e o cocktail ficará com excesso dessa cor. No caso do dégradé as cores são hamonizadas dentro da taça, no caso da tequila sunrise a bebida é amarela por causa do suco de laranja e leva um lance de xarope de groselha (ou grenadine) que desce para o fundo da taça dando uma idéia de pôr-do-sol. Lembrem-se, defina sua pintura como se fosse um artista plástico.
Decoração
Para decorar não basta pensar só há harmonização de cores, sim isso é importante, mas além disso devemos analisar que:
-As frutas da decoração tem haver com os ingredientes dos cocktails, se o meu cocktail é de banana e não tem nenhum ingrediente de maçã, não tem lógica colocar uma maçã para decorar. Para quem não conhece o cocktail a decoração ficará como dica para que ele saiba quais são os ingredientes que compõe o drink.
-Quando as frutas que são utilizadas na decoração são frescas, ficará na consciência de quem está apreciando o cocktail que as frutas utilizadas no ingredientes também são frescas. Utilize sempre as melhores para decorar.
-Não cometa exageros como fazem com as Piña Coladas e suas decorações de abacaxis enormes na borda da taça cheia de “firulas”. A beleza não está na quantidade, mas na qualidade, uma boa idéia é o que importa não o tamanho, já vi decorações fantásticas menores que uma cereja.
Paladar
Colocar mais de 5 ingredientes pode deixar o sabor do cocktail confuso, inclusive alguns ingredientes podem desaparecer tornando-o desnecessário, isso não deve ser uma regra. Uma boa idéia pode ser a união de apenas dois ingredientes, basta harmonizar.
Aroma
Os aromas e sabores não são necessariamente os mesmos, no caso no dry martini por exemplo, quando fazemos o zest de limão (zest: torcer a casca do limão sobre o drink), o aroma cítrico é bastante presente, porém na degustação se percebe bem menos. Assim como os vinhos, alguns coquetéis têm aromas maravilhosos e o gosto não tão bom assim e vice e versa.
Tato
Uma taça fina de cristal em contato com a mão e com a boca agrada bem mais que os outros.
Audição
Um TIM TIM e uma boa música regada de boas companias e conversas tornam o cocktail ainda melhor.
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Sua origem é peruana, mas também é produzido na Argentina e raramente no Chile. Os peruanos o denominam como aguardante, pois é feito de variedades de uva, e seu mosto é a matéria-prima para a fermentação da bebida. Desde meados do século XVI, os espanhóis começaram a utilizar o Pisco quando os monges da costa intensificaram a produção do aguardente de uva peruano, produto que rápidamente se converteu numa bebida popular por suas características muito particulares como o fato de ser incolor e de ter um alto grau alcóolico.
Uma outra variedade de Pisco produzida no Chile, possue componentes e grau alcóolico édiferente, não correspondendo à qualidade do pisco produzido no Peru. A grande diferença fica por quanto dos tipos de uva utilizadas na matéria-prima, o que reflete na qualidade final do produto.
O pisco do Peru as variedades de uvas utilizadas são as denominadas Quebranta, Uvina, Mollar e Negra para os piscos “não aromáticos”, enquanto que Albilla, Itália, Moscatel e Torontel são para os piscos “aromáticos”.
No exemplo do pisco chileno, a uva usada é a moscatel, em variedades diversas.
Para homenagear esse drink tão consumido na nossa festa e esquecido por muitos admiradores dos clássicos, aqui vai a receita do Pisco Sour:
60 ml de pisco
30ml de suco de limão
1colher de açúcar de clara de ovo
1 gota de Angustura Bitter
Bata todos os ingredientes em uma coqueteleira com muito gelo e transfira para uma taça Martini.
Provem, tenho certeza que vocês não vão se arrepender!
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A gastronomia assim como o design tem pontos muito semelhantes quanto ao conceito. A forma de expressar uma cultura através de um prato e seus ingredientes regionais, ou o material utilizado para fazer um objeto dependem muito de estudos e dos fatores locais/sociais.
Não há melhor forma para expressar o design relacionado à gastronomia como na seguinte frase.
“O design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos, que atendam concretamente às necessidades humanas.”
(Projeto de Lei nº 1.965, de 1996, que visa regulamentar a profissão no Brasil)
Mas a questão do “drink design” vai além de criar um coquetel esteticamente agradável. Além das características organolépticas (cor, sabor, textura e principalmente aroma) serem analisadas de acordo com a percepção de uma cultura, também é necessário perceber e estimular a criação a partir de uma cultura própria, individual. Aproveito pra falar também no conceito de coquetel de criação como conceito de arte, mas não vamos confundir, design não é arte e nem nunca será, não faz parte do mesmo conceito da arte. Os aspectos visuais são mas ligados ao design, a arte permite outras possibilidades que atingem o psíquico. O aroma de algo que te leva a lembranças antigas e/ou momentos específicos mexem como a sua mente, seu corpo e todas as sensações e percepções de um ambiente.
O coquetel como estética, cultura e função pode ser considerado DESIGN e o coquetel como criação e intuição pode ser considerado ARTE.
O melhor exemplo para entender esse conceito é conhecendo o trabalho do Chef Michel Brás que comanda junto com o filho o restaurante Laguiole, aprendeu a cozinhar com a mãe, na frança e nunca foi conhecido por títulos acadêmicos. O local de trabalho é uma paisagem, com animais soltos pelos grandes jardins e belas árvores, o que inspira o Chef a reproduzir efeitos de sombra e luz nos seus pratos. Conhecido também por trabalhar com ingredientes regionais e tentar reproduzir sabores de outras culturas do mundo para que o comensal viaje através de sabor e aroma. Michel cria seus pratos de forma intuitiva, cultiva flores e frutos em uma paisagem harmônica e acha importante sentir os aromas dos preparos cortados na hora.
Um artista intuitivo… Um designer gastronômico
Autor: Victor Quaranta
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“Quebra de protocolos. Insensatez das texturas. O inimaginável se tornando realidade, criando arte.Arte é reconstrução. Desmontar os padrões com intuito de revelar o novo. Tudo se transforma em algo não criado. Cada um é um repertório interpretativo: um sabor, uma cor, uma densidade…uma verdade. Gastronomia Modernista é alimentação holística. Administração de homeopatia de sentimentos que fortalece o físico. A bomba arcaica que tinha o importante alimento, veste-se da roupa das inovadoras formas combustíveis.” Eduardo Mello
Era uma vez…
…um lavador de pratos. Com notas não muito boas na escola, segundo grau incompleto e poucas perspectivas de futuro. Depois de aprender com o Chef do restaurante no qual trabalhava os fundamentos da cozinha espanhola tradicional, foi convocado para servir no exército, onde trabalhou como cozinheiro. Em 1984, aos 22 anos foi aceito em um restaurante de inspiração francesa na região da Costa Brava. Dezoito meses depois, tornou-se o Chef executivo do estabelecimento. Sob seu comando o restaurante ganhou sua segunda, e logo depois, sua terceira estrela Michelin. Duas décadas depois este mesmo Chef e seu restaurante, o El Bulli viriam a ser considerados os melhores do mundo. Por cinco anos consecutivos!Estamos falando de Ferran Adriá, o pai da revolução modernista na gastronomia.
A revolução
A revolução que culminou no que hoje se conhece por Cozinha Modernista (que abrange a gastronomia molecular, mas nela não se encerra) surgiu a partir de uma pergunta simples: qual o papel da criatividade na gastronomia? A genialidade de Adriá foi perceber que embora quase todos os ramos da arte, da cultura e do conhecimento humano já tivessem passado pelo seu movimento modernista (a maior parte deles a partir do século XIX), a gastronomia que se praticava até então ainda era formulária, obscura e aprisionante em termos criativos.
Regras de serviço, regras de cocção, regras de apresentação, regras, regras e mais regras. Mas por que? É certo que o esforço de Escoffier para organizar, codificar e atualizar todos os métodos e técnicas da cozinha francesa tradicional no seu “Le Guide Culinaire“, de 1903, foi algo louvável e que revolucionou a cozinha de seu tempo. Mas às vésperas da virada do milênio, era evidente que os frutos dessa conquista já haviam sido colhidos há muito tempo.O movimento da “Nouvelle Cuisine“, surgido na década de 70, trouxe importantes contribuições à gastronomia, dentre as quais se destaca o envolvimento de outros sentidos na experiência gastronômica (especialmente a visão, com uma maior ênfase à apresentação dos pratos), a simplificação dos preparos, a importância do frescor e da qualidade dos ingredientes, a valorização de pratos e ingredientes regionais em detrimento de preparações clássicas, a atenção às necessidades dietéticas e o estímulo a novas combinações de ingredientes. Aos poucos, entretanto, os valores que inspiraram este movimento também foram transformados em regras e incorporados à alta gastronomia, de modo que não mais se percebia neles nada de novo.Uma das origens da cozinha modernista foi a utilização do conceito conhecido por “desconstrução”. A partir de pratos tradicionais (tome-se como exemplo a “tortilha de patatas” espanhola), extraem-se seus ingredientes básicos (no caso da tortilha a batata, os ovos e a cebola) para criar um novo prato que incorpora os mesmos sabores do original mas com novas texturas e uma apresentação completamente inovadora (a receita “desconstruída” de Adriá é formada por cebolas carameladas no fundo de uma taça de martini envoltas em um creme de ovos salgado que é coberto por uma camada de espuma de batata).
Na busca por novas formas de “desconstruir” pratos, surgiu a necessidade de conhecer melhor as propriedades de cada ingrediente em seu nível molecular (daí o surgimento do termo gastronomia molecular). Na mesma esteira veio a busca por novos ingredientes, técnicas e equipamentos que pudessem ser incorporados aos pratos da alta gastronomia. O supreendente é que muitos deles já eram utilizados há muito tempo e em larga escala pela indústria alimentícia, mas, até Adriá, nenhum outro Chef havia ousado incorporá-los à alta gastronomia.
Por que é que o McDonalds pode usar transglutaminase para colar sobras de frango e fazer um “Chicken McNugget” mas um restaurante de alta gastronomia não pode utilizar esse mesmo método com ingredientes nobres para criar pratos inusitados, surpreendentes e deliciosos? Por que a Kibon pode usar nitrogênio líquido para recobrir seus picolés com chocolate e essa mesma técnica não pode ser incorporada aos métodos culinários atualmente utilizados nos restaurantes e até mesmo na sua casa? Se a indústria farmacêutica pode utilizar extratos de algas marinhas para encapsular medicamentos, por que não utilizá-los para criar efeitos visuais e gustativos únicos nas preparações?Esse foi o tipo de pergunta que os Chefs modernistas passaram a se fazer e a partir da qual foi incorporada uma série de inovações ao mundo da alta gastronomia, tais como os hidrocolóides, os espessantes, os transformadores de textura, a esferificação, a liofilização, a gelificação, a defumação, a criogenia, os termocirculadores, os sifões, as embaladoras à vácuo, as centrífugas, os desidratadores, os liofilizadores, os evaporadores rotativos e por aí vai.
Chá quente e gelado. Retirada a barreira, a viscosidade do gel mantém a divisão.
Mas a cozinha modernista vai muito além destes ingredientes, técnicas e equipamentos ultramodernos. Ao trazer a ciência para a mesa, é possível compreender com exatidão as transformações e os fenômenos químicos, físicos e biológicos que ocorrem ao se preparar um alimento. Isso permite olhar para alimentos rotineiros sob uma perspectiva totalmente nova. É possível estudar um único ingrediente à exaustão para entender todas as suas possibilidades (que tal caviar de sementes de quiabo?). Explorar uma técnica corriqueira de forma absolutamente inovadora (será que dá pra fritar sorvete?). Ou utilizar um equipamento simples para criar texturas incríveis (com uma seringa e uma mangueirinha e os ingredientes certos é possível fazer espaguete de doce de leite).Aqui não há mais espaço para “segredinho” ou “pulo do gato”. A cozinha modernista é científica. O controle dos ingredientes se faz em gramas ou miligramas. O da temperatura em décimos de grau. Todos os fenômenos que ocorrem dentro de um forno ou em uma fritadeira de óleo fervente são desvendados e dissecados até se obter uma compreensão exata da transformação gerada no alimento.
Também deixam de ser cultuadas as “receitas misteriosas” passadas de geração em geração. Abandona-se o conceito do restaurante que vive de um único e eterno cardápio, ou de pratos-assinatura. Exige-se o novo. Exige-se um processo criativo constante. A qualidade de um chef não está mais apenas na perfeição com que executa uma receita, mas também na criatividade com que concebe seus pratos e renova seu menu. “Desvendada” uma receita, não basta reproduzi-la com maestria. Deve-se elaborar sobre ela para criar um prato ainda mais delicioso, ainda mais surpreendente, melhor em todos os aspectos. E quando isso for alcançado, é hora de seguir em frente, buscando novos pratos, novas combinações, novos ingredientes, novas técnicas.A elevação do processo criativo a níveis tão extremos expandiu ainda mais os objetivos da gastronomia. Não basta satisfazer o apetite e estimular o paladar. A experiência gastronômica deve envolver todos os sentidos. Olfato, tato, visão e audição também entram na roda. E mais: o Chef modernista não se contenta apenas em estimular os sentidos. Busca atingir também o plano das emoções. Supresa, saudade, estranhamento, conforto, dúvida, alegria, excitação, tudo isso faz parte da experiência gastronômica modernista.
“Sound of the sea”, de Heston Blumenthal, acompanha ipod com sons do mar.
Para tanto, desconstroem-se os conceitos mais básicos e até então intocados do mundo da gastronomia. Por que comer com talheres? O que é um talher? E o que pode ser? A mesma atitude questionadora e criativa é estendida a todos os aspectos do restraurante: o ambiente, a mesa, o serviço, a música. A elevação da experiência gastronômica à enésima potência. O que era antes um simples jantar passa a ser algo muito parecido com visitar uma galeria de arte, ouvir um concerto musical ou assistir uma peça de teatro. Um verdadeiro espetáculo que proporciona momentos únicos e transformadores, e que ficam gravados em nossas mentes para sempre. Mas afinal, depois desta digressão, ainda é preciso responder à pergunta que deu início a todo esse processo: o que é criatividade? Essa resposta, como toda boa resposta, é de uma simplicidade fascinante: criatividade é a arte de não copiar. E na esteira de Adrià, surge nos dias atuais uma verdadeira legião de Chefs dedicados a essa arte. Abaixo, indico alguns deles e seus restaurantes.
Onde está o novo?
Em Brasília
Simon Lau, do Aquavit: para mim, o melhor restaurante da capital. O cardápio é renovado mensalmente. O Chef é dedicado à (re)descoberta de ingredientes regionais – como a incrível baunilha do cerrado – que são incorporados ao menu com muita criatividade. O restaurante já utiliza há algum tempo a cocção no “sous vide” e faz uso equilibrado de novos ingredientes da gastronomia molecular para criar pratos deliciosos. Recomendadíssimo!
No Brasil
Alex Atala, do D.O.M. (São Paulo): o grande embaixador da cozinha brasileira. O D.O.M. ocupa atualmente o 4º lugar mundial na classificação da revista “Restaurants”.
Rodrigo Oliveira, do Mocotó (São Paulo)
Helena Rizzo, do Maní Manioca (São Paulo)
Felipe Bronze, do ORO (Rio de Janeiro)
Roberta Sudbrack (Rio de Janeiro)
Maia van Velthem, do Quadrucci (Rio de Janeiro)
Natacha Fink, do Espirito Santa (Rio de Janeiro)
Fábio Mattos, do Poco Tapas (Joinville)
No mundo
Ferran Adrià, El bulli (Roses, Espanha – atualmente fechado)
Os irmãos Joan, Josep e Jordi Roca, do El Celler de Can Roca (Girona, Espanha)
Andoni Aduriz, do Mugaritz (Errenteria/Astigarraga, Espanha)
René Redzepi, do Noma (Copenhagen, Dinamarca)
Heston Blumenthal, do The Fat Duck (Londres, UK)
Paul Pairet, do Ultraviolet (Xangai, China)Thomas Keller, do The French Laundry (Yountville, EUA)Wyllie Dufresne, do WD~50 (New York, EUA)Grant Achatz, Alinea (Chicago, EUA)
Via: A Cozinha Modernista
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Vamos aproveitar a sexta e trazer uma boa dica para por em prática hoje!!!
É com grande satisfação que eu entro nesse assunto, não por puro nacionalismo radical, mas por entender e não concordar com preconceitos em relação a uma bebida tão fantástica como a cachaça, por não antecipar uma opinião devido a história desde o século XVI até este momento em que escrevo esse texto, mas por antes de tudo, entrar em um momento onde não há lembranças do passado, como o momento da degustação fosse o único existente em alguns poucos segundos, sem mídia ou outra opinião me tirando a oportunidade de uma opinião própria, reavalie conceitos, tenha conceitos, esquecendo da pompa ou preconceito lançado sobre qualquer outra bebida, lance o luxo no que você mesmo acredita que mereça e valorize o seu jardim lembrando que o vizinho também acredita que o seu é o mais verde. Viva a cachaça! E seu aroma, sabor e folclore, já escrito pelo especialista câmara cascudo, com livros publicados á décadas associando a bebidas a poetas, cantores, artistas e rimadores.
“…o folclore de todos os povos é rico em exteriorizações as bebidas alcoólicas…”
Prof. Silva Neto
Para degustar uma cachaça deve seguir os seguintes itens:
• Ser límpida, transparente e sem resíduos;
• Cheirar a cachaça, o aroma deve ser agradável dando vontade de continuar cheirando e saborear imediatamente;
• Deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente, o cálice deve ser liso, transparente e boca larga, queima agradavelmente na boca ou seja desce bem suave;
• Após alguns segundos em contato com a língua exibe maciez e equilíbrio alcoólico, quando você começa a aprender a degustar você define o paladar adocicado, ácido, amargo e salgado do destilado.
• No processo de degustação de várias cachaças de gradação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa, comer pedaços de pão puro.
• A doçura é um fator positivo quando proporcionada por compostos doces do próprio produto como em aguardentes envelhecidas, que possuem certos açúcares provenientes da madeira em que foram armazenadas. Mas pode ser negativo quando vier da sacarose que pode ser adicionada em até 3% de acordo com a Lei, e assim “mascarar” os sabores ruins.
• A cachaça de alambique normalmente é mais saborosa que a industrial porque a destilação em alambique é mais lenta e feita em alambiques de cobre, favorecendo a formação de compostos voláteis que vão formar o sabor agradável. A cachaça industrial é obtida por um processo mais rápido, em destiladores contínuos, geralmente de outro material – aço inoxidável -, o que não permite que tais compostos favoráveis sejam formados.
Como vimos a pouco, sempre ao consumir qualquer bebida, é necessário fazer uma ligeira análise sensorial, para que possamos desfrutar de todo o prazer proporcionado pela bebida, e para esta análise, utilizamos todos os sentidos.
Toda bebida alcoólica destilada não deve ter nem um corpo estranho em seu interior. Qualquer fosqueamento ou sólido em suspensão é defeito e deve ser restringido o consumo, exceto os licores cremosos, que se caracterizam desta forma.
Todo destilado , quando vinda do alambique é transparente, límpido. A tonalidade dourada é obtida através da armazenagem ou envelhecimento em recipientes de madeira. Quando a bebida tiver coloração intensa e às vezes um pouco avermelhada, pode ter sido colorida com caramelo. O envelhecimento se caracteriza pela formação do “bouchet” e quando colorido com caramelo não ocorre.
Observamos três grandes grupos de aromas.
Primeiramente, verificamos a presença de componentes alcoólicos problemáticos, tais como metanol e os acetaldeidos, que se caracterizam por agredir a mucosa nasal. A bebida deixa a sensação de calor. Quando provoca ardência, nossa sugestão é tomar menos.
Outro grupo de aromas que devemos atentar são os aromas resinosos, rançoso, lembram o cheiro de água suja, o qual relaciona com o cheiro do álcool industrial. Estes componentes alcoólicos que produzem este cheiro são pesados, tais como óleo fusel, álcool amílico, ésteres e aldeídos pesados, que são de difícil digestão e contribuem com a ressaca. Sujiro, neste caso, tomar menos.
Não havendo os defeitos citados, iremos apreciar os aromas da cana de açúcar e o bouchet formado pelo envelhecimento, o qual lembra mel, amêndoa, baunilha, chocolate, tabaco, que são complementados com os aromas característicos das madeiras utilizadas no envelhecimento. Seu prazer estará garantido.
Na boca, os aromas serão identificados via retro nasal, com características idênticas ao olfato.
Identificamos se há o doce na ponta da língua, mais atrás e ao centro há salgado, há ácido nas bordas da língua, inclusive um aumento na salivação e se há amargo ao fundo.
O retro gosto precisa ser agradável e duradouro, pelo menos 10 segundos, quando se trata de bebidas encorpadas de qualidade.
Ao consumir, a cachaça de qualidade deixa uma sensação de calor, nunca de queimação, exceto se o consumidor esteja com problemas digestivos.
Observando estes fatores, você saberá quando poderás relaxar e tomar aquela dose adicional. Na dúvida, tomar menos.
Autor: Victor Quaranta
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Hoje, inspirado na aula prática de coquetelaria internacional resolvi escrever um pouco sobre algumas poéticas da coquetelaria internacional. Para a criação de um coquetel seria adequado incluir o assunto do título mencionado. Antes de tudo vou colocar algumas perspectivas da palavra HARMONIA.
Pela Wikipédia – A harmonia é um conceito clássico que se relaciona às idéias de beleza, proporção e ordem. Quanto ao design, podemos definir harmonia como efeito da composição de formas, não de maneira aleatória, mas de modo que contornos e enchimentos sejam bem definidos, variando segundo um grau de importância pré-estabelecido e se relacionando com o esquema geral da organização do objeto. Esse objeto pode ser um quadro, um site, enfim, qualquer entidade que esteja sendo composta por partes (engrenagens) menores.
Pelo dicionário – Aquilo que possui “disposição bem ordenada das partes de um todo” ou “proporção, ordem, simetria”.
Outra palavra interessante é EQUILÍBRIO que no conceito de Paulo Roberto de Almeida significa: Equilíbrio é o estado de permanência de uma situação, uma espécie de status que, no qual as diferentes partes de um sistema podem conviver harmoniosamente na medida em que seus interesses sejam contemplados de maneira relativamente equânime.
O coquetel perfeito consiste na harmonização dos ingredientes e equilíbrio nas dosagens. Equilíbrio entre as cores, harmonia entre cor sabor e aroma.
O resultado da harmonia e equilíbrio deve ser buscado em coisas simples. O máximo com o mínimo, como um arroz com feijão, goiabada com queijo ou um gim, vermouth e sumo de limão (Dry Martini). Não é necessário utilizar as mais exóticas frutas e os ingredientes mais caros. Uma grande idéia pode partir de um detalhe minucioso.
O Bartender criador deve estar com a cabeça aberta não devendo acreditar no absurdo. Unir ingredientes que aparentemente nào tem nada haver, pode resultar em um coquetel fantástico como por exemplo o Blood Mary (vodka, suco de limão, pimenta tabasco, pimenta do reino, sal, molho inglês e suco de tomate), observando os ingredientes, pareçe uma pizza líquida… uma boa oportunidade para degustar e quebrar preconceitos…
O que é absurdo? Qual é o limite do criador? (se há limite), o que um criador precisa vivenciar? devemos gostar de arte? devemos gostar de gastronomia? devemos gostar de simbolismo?
A todos, uma boa degustação!
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Hoje vamos ensinar como fazer o melhor Mousse de Chocolate do mundo!
Ingredientes:
250g de Chocolate meio amargo ou amargo (raspado)
250g de Manteiga
100g de Açúcar
5 Ovos
Canela em rama Bombay
Whisky e Essência natural de Baunilha Bombay
Sal (1 pitada)
Modo de preparo:
Colocar em uma panela, o chocolate, a manteiga e dois pedacinhos de canela.
Deixe em banho maria.
Separar as gemas das claras em duas tigelas.
Bater as gemas com o açúcar ate ficar branca, acrescente a dose de whisky ou a essência de baunilha
Bater as claras com uma pitadinha de sal.
Quando a o chocolate estiver todo derretido, misturar as gemas,sem parar de mexer.
Misturar o chocolate com as claras e mexer fazendo movimentos de cima para baixo com a colher.
Deixar na geladeira por no mínino 4h antes de servir.
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“Hasta la vista, baby!”
Quem já viu a sequência final de “Exteminador do Futuro 2” certamente deve se lembrar da cena em que o ciborgue vivido por Schwartznegger submete o seu oponente T-1000 a um banho de nitrogênio líquido e logo depois o espatifa em milhares de pedaços.
Vai dizer que nunca teve vontade de fazer isso? Pois agora você pode! Na sua própria cozinha! Com alguns cuidados básicos, similares aos que você tem ao lidar com uma frigideira de óleo quente, é possível incorporar o nitrogênio líquido à sua cozinha para fazer desde sorvetes instantâneos até preparações mais elaboradas, como uma releitura bem interessante do tradicionalíssimo Crème Brûlée (foto acima, receita ao final deste post).
Cuidados com o nitrogênio líquido
MUITO IMPORTANTE: a compra, o armazenamento, o transporte e a utilização do nitrogênio líquido requerem alguns cuidados básicos para que se evite acidentes. Se manuseado de forma errada e em ambientess confinados, o nitrogênio pode causar acidentes graves e até mesmo provocar a morte por asfixia! Portanto, procure se informar sobre tais riscos antes de utilizar a criogenia na sua cozinha e utilize o produto sob sua inteira responsabilidade.
Para começar a usar nitrogênio líquido (chamado de azoto em Portugal), é importante primeiro, bem… conseguir nitrogênio líquido! Para quem é de Brasília, a dica é comprar na Nitro-Gene, que funciona na comercial da 315 norte (Bloco D, Salas 201 a 206, Fone 3274-4088). Quem não é daqui pode tentar adquirir pequenas quantidades de nitrogênio líquido em clínicas de dermatologia (que o utilizam para “cauterizar” sinais indesejados na pele) ou em lojas veterinárias especializadas em inseminação artificial (nas quais é usado para conservar o sémen).
Para aqueles que, como eu, não possuem (ainda!) um frasco de Dewar, sugiro transportar o nitrogênio líquido em garrafas térmicas que utilizem ampola de vidro. Esse tipo de armazenamento serve apenas para utilização em poucas horas, pois o nitrogênio líquido evapora com bastante rapidez nesses recipientes (em 24 horas o líquido terá evaporado quase completamente).
Durante o transporte e o armazenamento o produto deve ser mantido em locais arejados, pois, ao evaporar, o nitrogênio reduz a concentração de oxigênio do ambiente. O armazenamento em ambientes confinados é muito arriscado e pode até mesmo provocar a morte por asfixia. Também não se deve em hipótese alguma vedar completamente o recipiente contendo nitrogênio líquido, pois a pressão produzida pela evaporação do gás pode causar explosões semelhantes às causadas pelo entupimento de panelas de pressão.
Para o manuseio, é recomendável a utilização de óculos de proteção, para evitar que eventuais respingos atinjam os olhos. A utilização de luvas é bastante controvertida e, em geral, desaconselhada. É que a diferença entre a temperatura corporal (36,5 °C) e a temperatura de ebulição do nitrogênio (-196 °C) é tão elevada que os próprios gases resultantes da evaporação rápida do nitrogênio criam uma barreira protetora de gás entre a pele e o líquido. Este fenômeno é conhecido como Efeito de Leidenfrost. A utilização de luvas impede que esse efeito ocorra e pode até mesmo funcionar como uma esponja, mantendo o nitrogênio em contato com a pele por mais tempo e causando queimaduras graves.
Nitrogênio líquido sendo usado para fazer sorvete instantâneo
É o mesmo que ocorre quando você joga um pouco de água sobre uma frigideira muito quente. As gotículas de água ficam “flutuando” sobre uma camada de vapor durante algum tempo antes de evaporarem completamente.
Em razão do Efeito de Leidenfrost (embora eu veementemente desaconselhe você a tentar isto em casa) é possível até mesmo submergir ingralmente a sua mão no nitrogênio líquido por alguns décimos de segundo sem sofrer queimaduras. Mas atenção: o Efeito de Leidenfrost só protege o contato por curtíssimos períodos de tempo e apenas para o nitrogênio em estado líquido. Qualquer sólido congelado que tenha sido removido do nitrogênio líquido causará queimaduras graves se colocado em contato direto com a pele.
Por isso, antes de se aventurar, procure se informar sobre os riscos e faça uso responsável deste produto.
Usos culinários da criogenia
A utilização mais óbvia do nitrogênio líquido é a fabricação de sorvetes instantâneos, como o da foto anterior. O uso do nitrogênio líquido pela indústria de sorvetes e picolés já é adotado há muitos anos. É essa técnica que permite recobrir picolés com uma camada de chocolate, por exemplo, ou fabricar aqueles sorvetes em formato de pequenas bolinhas. Atualmente, já começaram a surgir por aí algumas sorveterias que fabricam o sorvete na hora utilizando nitrogênio líquido.
O sorvete feito com nitrogênio líquido oferece diversas vantagens sobre o sorvete convencional. Em primeiro lugar, a sua fabricação é instantânea. Além disso, como o resfriamento com nitrogênio ocorre muito rapidamente, não se formam os cristais de gelo, que dão uma consistência granulada ao sorvete. Com isso, tem-se uma textura bem mais aveludada do que nos sorvetes convencionais. Por fim, é possível congelar elementos que não poderiam ser congelados nos freezers convencionais, como bebidas com elevado teor alcoólico.
Sorvetes de Limoncello (receita caseira da família Vedana) e de Whisky
Outros usos da criogenia incluem o estilhaçamento de carnes, legumes e frutas (à la Schwaznegger). No caso das carnes, o estilhaçamento pode ser usado para fazer tartares e ceviches com uma textura toda especial. Os legumes podem ser estilhaçados após o cozimento, para criar um efeito visual diferenciado.
O salmão estilhaçado com nitrogênio produz um tartare com a textura perfeita
Também é possível utilizar o estilhaçamento com nitrogênio líquido para separar os gomos ou lóbulos de frutas delicadas, como no exemplo da tangerina da foto abaixo. O mesmo se aplica a amoras e framboesas, que podem ser transformadas em um “caviar” de frutas pela separação de seus gomos com criogenia.
Os pequenos gomos desta tangerina foram separados por criogenia.
O nitrogênio também pode ser usado para “esferificar” cremes ou patês, criando “sorvetes” com interior ainda líquido ou cremoso, como o “bombom” de doce de leite da foto abaixo. Essa técnica, se utilizada com líquidos ainda quentes, permite criar esferas ou bombons com duas temperaturas, congelados por fora, mas com o líquido ainda quente em seu interior. Imagine a surpresa que isso vai causar nos seus convidados!
Bombom de doce de leite: textura de sorvete por fora com interior cremoso
Por último, mas não menos importante, é possível utilizar a criogenia para congelar espumas (ver post sobre espumas), utilizando a técnica chamada “cryopoaching”. Na prática, é quase como fritar um pastel: a espuma feita com o sifão ou batedeira é cuidadosamente transferida para o “banho” de nitrogênio líquido. Com o auxílio de uma escumadeira, a espuma é virada cuidadosamente para que seja congelada por completo. O resultado é incrívelmente leve e crocante.
A mesma técnica pode ser usada para recobrir espumas com caldas de chocolate ou de caramelo, o que nos leva à receita desta semana!
Crème Brûlée no palito
Para ilustrar o uso da criogenia, resolvi fazer uma releitura modernista desta que é uma das mais tradicionais sobremesas da culinária francesa e presença obrigatória em quase todas as “brasseries” parisienses. Segue a lista dos ingredientes:
Para o creme
40 g de açúcar
4 gemas
1 vagem de baunilha
375 ml de Creme de Leite (creme fraiche)
125ml de leite
5g de Agar-Agar
Para a calda de caramelo
150g de açúcar
100g de água
Modo de preparo:
Misture o açúcar com as gemas e a baunilha em uma tigela. Misture o leite e o creme de leite e dissolva nessa mistura o Agar e as sementes da vagem de baunilha, com o auxílio de um mixer de mão. Acrescente a vagem inteira e leve a mistura de leite ao ponto de fervura durante 1 minuto. Retire do fogo. Incorpore pouco a pouco a mistura de leite ainda quente à mistura de gemas com o auxílio de um fouet, preferencialmente em uma vasilha de vidro ou metal. Resfrie a mistura rapidamente colocando a vasilha sobre uma cuba de gelo fundente. Depois que a mistura tiver solidificado (ficará com a consistência de pudim) bata novamente com um mixer para criar um gel fluido. Coloque o gel no sifão e carregue com N2O (uma carga para sifões de 500 ml, duas para sifões de 1l). Se não for servir na hora, guarde o sifão na geladeira.
Prepare a calda dissolvendo o açúcar na água e aquecendo em fogo baixo. Desligue o fogo quando começar a amarelar o açúcar. Mantenha a calda aquecida em banho maria para evitar que solidifique.
Para a finalização, despeje 1 litro de nitrogênio líquido em um recipiente de metal ou de vidro (se não possuir um recipiente com paredes isoladas, utilize um recipiente menor dentro de outro maior para evitar queimaduras causadas pelo contato acidental com as paredes externas daquele que contém o nitrogênio).
Retire o sifão da geladeira e agite vigorosamente. Com o sifão de cabeça para baixo, produza um “suspiro” de espuma sobre uma espátula e transfira cuidadosamente para o banho de nitrogênio. Espete um palito na ponta do suspiro e vá pressionando lentamente até sentir que o palito se fixou ao suspiro. Retire a espuma de creme congelada do banho de nitrogênio, mergulhe-a rapidamente na calda de açúcar e retorne para o banho de nitrogênio por 1 minuto para solidificar a calda. Deixe repousar por 5 minutos antes de servir para que o creme volte à temperatura ambiente.
A tradicional crosta crocante de açúcar é formada pelo congelamento da calda
Como sugestão de apresentação, sirva o Crème Brûlèe em uma base que o mantenha na posição vertical. Pode-se até mesmo utilizar um vaso, servindo vários espetos ao mesmo tempo aos convidados, como se fossem um buquê. O resultado, além de visualmente surpreendente, é simplesmente delicioso!
O interior cremoso e aerado é recoberto pela crosta crocante de caramelo
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O Homem de Aço, novo filme do maior herói da Terra, ganhou um novo trailer, completamente diferente dos anteriores, desta vez totalmente focado nos vilões Zod e Faora, e na ação. Veja abaixo.
O filme estréia em 12 de julho de 2013 no Brasil.
Enquanto Bill Murray não sabe se topa ou não voltar ao set de Os Caça-Fantasmas, Dan Aykroyd deu uma entrevista ao famoso apresentador americano Larry King revelando um pouco de como será o enredo do terceiro filme.
Uma das primeiras coisas que Aykroyd disse foi que eles precisam de quatro novos caçadores de fantasmas, o que não é novidade para ninguém. ”Nós teremos que escalar um novo elenco. Nós precisamos de quatro caça-fantasmas. Quatro novos estudantes da universidade de Columbia”revelou o produtor.
“A história se baseia em uma nova pesquisa sobre a física de partículas realizada por jovens homens e mulheres na Universidade de Columbia. Basicamente, existe uma pesquisa sendo feita… Eu quero dizer que o mundo ou a dimensão em que nós vivemos, nossos quatro planos de existência, largura, altura, profundidade e tempo, será ameaçado por esta pesquisa que está sendo realizada. E os caça-fantasmas, os novos caça-fantasmas terão que vir e resolver o problema” completou.
Além disso, Aykroyd disse que apesar de Bill Murray não querer participar deste novo filme como um dos tutores a ensinar os novos caça-fantasmas, revelou que sempre haverá um espaço no roteiro para se, por acaso, ele mudar de ideia.
Os Caça-Fantasmas 3 (Ghostbuster 3) tem planos para ser lançado em 2014 no aniversário de 30 anos do primeiro filme, mas por enquanto nada ainda foi oficializado.
Confira o novo trailer que tem a participação de Famke Jansen como Jean Grey.
Aproveitem a semana!
2 MAIS 2 (Dos Más Dos)
Direção: Diego Kaplan
Elenco: Adrián Suar, Carla Peterson, Julieta Díaz,Juan Minujín, Alfredo Casero, Tomás Wicz,Micaela Cuccaresi.
Duração: 108 min
Sinopse: Dois casais, amigos de toda a vida chegam aos 40 anos. Diego (Adrián Suar) e Emília (Julieta Díaz) têm um filho de 14 anos e uma vida familiar organizada. Já Richard (Juan Minujín) e Betina (Carla Peterson) não têm filhos e aproveitam a vida de forma diferente. Durante uma conversa, o segundo casal, que é praticante de swing, sugere que eles façam uma troca de parceiros.
CONFISSÕES DE UM JOVEM APAIXONADO (Confession of a Child of the Century)
Direção: Sylvie Verheyde
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Pete Doherty, August Diehl, Lily Cole, Volker Bruch, Guillaume Gallienne.
Duração: 120 min
Sinopse: Durante as guerras napoleônicas, em 1830, Octave (Pete Doherty) namora Elise (Lily Cole), até testemunhar sua infidelidade. O desespero o conduz à decadência e à depravação. Com a morte do pai, ele conhece Brigitte (Charlotte Gainsbourg), a viúva dez anos mais velha. Octave apaixona-se por ela, mas terá coragem de acreditar nisso novamente?
FINALMENTE 18 (21 and Over)
Direção: Jon Lucas, Scott Moore
Elenco: Skylar Astin, Miles Teller, Sarah Wright,Justin Chon, Jonathan Keltz, François Chau,Bonnie Bentley.
Duração: 93 min
Sinopse: Na noite anterior a uma importante prova na faculdade de medicina, Jeff Chang sai para celebrar seu aniversário de 21 anos com seus dois melhores amigos. O que era para ser uma comemoração rápida, torna-se uma noite sem precedentes.
GIOVANNI IMPROTTA
Direção: José Wilker
Elenco: José Wilker, Andrea Beltrão, Thelmo Fernandes, André Mattos, Gillray Coutinho, Julia Gorman.
Duração: 101 min
Sinopse: Giovanni Improtta (José Wilker) é um contraventor que sonha com a ascensão social. Ao saber que a lei dos cassinos está sendo negociada nos bastidores, ele resolve entrar para o ramo. Para limpar sua imagem recorre ao vereador evangélico Franklin (Thelmo Fernandes), seu velho amigo, que lhe consegue o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro. Apesar de ser casado com Marilene (Andréa Beltrão), Giovanni mantém um caso tórrido com Patrícia, filha de um figurão. Como o pai dela não gosta do romance, Giovanni decide agradá-lo comprando um rim, já que sofre de problemas renais. Porém, o que ele não esperava era ser acusado de tráfico de órgãos e, para piorar, que o promotor do caso fosse assassinado. Giovanni logo se torna o suspeito número um do crime e agora precisa encontrar um meio de provar sua inocência.
O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3D – A LENDA CONTINUA (Texas Chainsaw 3D)
Direção: John Luessenhop
Elenco: Alexandra Daddario, Scott Eastwood, Tania Raymonde, Bill Moseley, Richard Riehle, Shaun Sipos.
Duração: 92 min
Sinopse: Uma jovem viaja para o Texas para receber uma herança, sem saber que um encontro com um assassino da motosserra faz parte da recompensa.
RAÇA
Direção: Joel Zito Araújo, Megan Mylan
Duração: 106 min
Sinopse: A história de três pessoas na linha de frente da batalha contemporânea pela igualdade em um país que se orgulha de ser exemplo de democracia racial. Um famoso cantor negro lança uma emissora de TV. O único senador negro luta pelo Estatuto da Igualdade Racial. E uma neta de africanos escravizados defende os direitos de sua terra ancestral.
REINO ESCONDIDO (Epic)
Direção: Chris Wedge
Vozes originais de: Josh Hutcherson, Amanda Seyfried, Colin Farrell, Jason Sudeikis, Christoph Waltz, Aziz Ansari.
Duração: 104 min
Sinopse: A adolescente Mary Katherine (Amanda Seyfried) é magicamente transportada para um universo secreto e vai precisar contar com a ajuda dos seres fantásticos que o habitam para conseguir salvar o mundo dos humanos e este novo reino descoberto de uma força maligna, que ameaça destruir a Terra.
TERAPIA DE RISCO (Side Effects)
Direção: Steven Soderbergh
Elenco: Channing Tatum, Rooney Mara, Jude Law, Catherine Zeta-Jones, Mamie Gummer, Vinessa Shaw.
Duração: 114 min
Sinopse: Emily (Rooney Mara) e Martin (Channing Tatum) formam um bem-sucedido casal de Nova York, cuja vida sofre um revés quando ele é preso por revelar informações privilegiadas da companhia onde trabalha. Quando está prestes a sair da cadeia, quatro anos depois, Emily é acometida por uma crise de ansiedade e é tratada pelo psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law), sob supervisão da Dra. Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones), com um novo medicamento, chamado Ablixa. Durante o tratamento, uma morte acontece e a situação sai de controle.
O Hobbit possui uma sutil diferença comparado ao O Senhor dos Anéis, não é por ser melhor ou pior, mas por ser diferente. Eu explico, ele na verdade foi o início, tendo como finalidade uma história sobre um Hobbit atrás de aventuras.
O escritor obteve um sucesso tão grande que em sua segunda edição adaptou alguns fato e mudanças sutis, sem alterar nada significativamente. A sequência disso não foi necessariamente O Senhor dos anéis, mas sim Silmarilion, que foi descartada pelos editores que queriam mais sobre hobbits, dando assim origem a Trilogia que amamos.
Fechando este momento retrospectiva, voltarei ao filme em si. Muitos que acompanharam os filmes ficarão nostálgicos com o cenário, com personagens que reaparecem (ou neste caso cronológico, apareceriam pela “primeira vez”) e a origem de tudo. Para quem leu o livro, sabe sobre as situações decorrentes, mas para aqueles que não leram eu digo: assistam com a mesma expectativa pela magia do que já viram. O filme é diferente com um toque de “mais do mesmo”, inicialmente nesta primeira parte, não veremos personagens históricos e sim referências, como a espada do Gandalf, a espada do Bilbo que na sociedade do anel é passada ao Frodo, como o Um Anel veio ao alcance do Bilbo, entre outras coisas que se continuar citando posso tirar um pouco da magia da descoberta.
O cenário continua surpreendendo em sua beleza, o filme te prende tanto pela história quanto pela ação e te faz ficar na expectativa de mais fatos sobre a história. É um filme que eu recomendo a todos, não importa se você leu ou não, o filme se encarrega disso porque, diferente dos demais, ele foi feito para contar a história no livro em sua mais perfeita fidelidade, por isso dividido em 3 partes. Se você ao assistir sentir um sentimento de nostalgia, não fique surpreso, assim como eu, você se deixou levar pela fantasia.
Publicado originalmente em cinema de buteco
A FRANQUIA O MASSACRE DA SERRA-ELÉTRICA VEM ARRANCANDO GRITOS DOS CINÉFILOS E ADMIRADORES DO GÊNERO HORROR DESDE 1974, quando Tobe Hooper dirigiu o primeiro longa-metragem da série. A crítica costuma afirmar que é o melhor filme da franquia até hoje, e ela não está errada quando observamos que o cineasta conseguiu criar uma atmosfera interessante e um verdadeiro clássico do estilo. De qualquer maneira, devo confessar que conheci a séria através do remake estrelado por Jessica Biel, em 2003, e que tem um lugar especial no meu coração etílico. E considerando meu fraco por produtos mais recentes, não tenho vergonha de dizer que O Massacre da Serra-Elétrica 3D é fodinha.
A trama ignora todos os filmes anteriores, exceto o original. Na verdade, a obra estrelada por Alexandra Daddario, Tania Raymonde (da série Lost) e Scott Eastwood (sim, ele é filho do nosso querido Clint Eastwood) é uma continuação direta dos eventos apresentados no filme de 1974. Para melhor compreensão da história é aconselhável ver (ou rever, espero) o original, mas sabe como Hollywood é e a introdução faz um “melhores momentos” (leia: assassinatos dos heróis do filme de Hooper) de tudo que havia acontecido até a uma conclusão bem chulé.
Heather (Daddario) recebe uma carta revelando que ela herdou uma mansão. Acompanhada do namorado, da amiga, e de dois sujeitos aleatórios, a bonitinha descobre que tirou a sorte grande e que virou madame da noite para o dia. Porém, como nada que vem fácil e de graça costuma significar boa coisa, junto da mansão e do dinheiro, Heather também herda o maior presente de grego da história: o carniceiro da serra-elétrica Leatherface, que é seu primo carente e necessitado de amor e atenção.
Quando digo que O Massacre da Serra Elétrica 3D é foda, espero que entendam que é apenas o meu lado sádico cegando qualquer vestígio de bom senso esperado de uma crítica de cinema. Em mais de uma oportunidade, o roteiro me fez engasgar com as caipirinhas que havia separado para dar a nota final, e me deixou especialmente chateado o fato de Heather ignorar o pedido insistente do advogado para ler a cartinha da sua familiar falecida. Esta geração atual só quer saber de Twitter, Facebook e SMS. São incapazes de saber como se abre uma carta escrita a mão. A preguiça e procrastinação adolescente custou muito caro para a jovem e seus amigos.
A conveniente falta de atitude dos personagens secundários também foi outro fator frustrante da releitura da franquia. O xerife é um comedor compulsivo de donuts que só sabe reclamar e ser reprimido pelo prefeito tão sádico quanto o coitado do Leatherface. O gigante que gosta de usar rostos humanos como decoração no seu próprio rosto é um sequelado infeliz e vítima das circunstâncias (é, povo dos direitos humanos. Eu aprendi a defender os psicopatas do cinema com vocês), enquanto o prefeito é um homem que segue os ensinamentos do “bom livro” e costuma resolver os problemas queimando, torturando, atirando ou matando os responsáveis.
Não irei comentar sobre a transformação repentina de Heather nos momentos finais da obra. Imagino que descobrir que a família que ela nunca chegou a conhecer morreu queimada foi um choque muito maior do que ver os seus amigos próximos, incluindo o namorado, serem partidos ao meio por um sujeito enorme e incompreendido portanto uma moto-serra. Todas essas pérolas do roteiro são fruto de um trabalho que envolveu mais de seis profissionais. Para quem não sabe, uma dica: a quantidade de roteiristas envolvidos em um projeto é inversamente proporcional a qualidade do mesmo.
Se o roteiro é fraco, as atuações medíocres, a (quase) ausência de nudez ultrajante para as raízes do gênero, fica a grande dúvida sobre as qualidades do filme. Numa época em que o assassino serial cinematográfico mais conhecido atende pelo nome de Jigsaw (Jogos Mortais), é sempre bom relembrar personagens que marcaram a história do cinema independente de serem mal aproveitados em obras cuja única pretensão é arrastar adolescentes para as salas de cinema. O diretor John Luessenhop (Ladrões) até tentou manter a fidelidade ao original (como as cenas em que a câmera segue os passos da protagonista usando um ângulo bem favorável, digamos assim), mas sem sucesso ou qualidade para fazer um bom trabalho. Pelo menos foi o suficiente para garantir a alegria momentânea de quem aprecia o personagem Leatherface e ainda com direito a alguns bons sustos.
O Massacre da Serra-Elétrica 3D brinca com nossa inteligência e a gente brinca de gastar dinheiro da cerveja para ter uma desculpa para ir ao cinema assistir a um filme ruim, mas que teremos o maior prazer em ignorar os avisos em nome da diversão. E da vontade incontrolável de ficar puto depois da sessão e acusar o amigo/namorado(a) de não ter escolhido Homem de Ferro 3 ou qualquer que fosse a outra opção.
Ps: Existe uma cena pós-créditos hilária (e completamente descartável)
Ps2: O 3D é desnecessário e só é usado em uma ou outra cena.
Há algumas semanas, a Warner Bros. soltou na rede um vídeo de Círculo de Fogo (Pacific Rim) que só havia sido exibido em um evento americano de histórias em quadrinhos.
Desta vez a empresa soltou um outro vídeo intitulado “o trailer principal de Círculo de Fogo” com novas cenas da produção.
O novo filme de Guillermo Del Toro mistura a batalha entre monstros gigantes saídos do fundo do mar e robôs enormes controlados por humanos. As referências aos quadrinhos e desenhos japoneses são evidentes, assista e tire suas conclusões.
Círculo de Fogo chega aos cinemas brasileiros em 9 de agosto.
A Universal Pictures acaba de lançar o primeiro trailer de Riddick, filme que fecha a saga iniciado em 2000 com Eclipse Mortal (Pitch Black) e em 2004 com A Batalha de Riddick (The Chronicles of Riddick). O novo filme reune novamente o diretor e roteirista David Twohy e o ator Vin Diesel que reprisa seu papel de Riddick, um perigoso presidiário caçado por todos na galáxia.
Riddick foi abandonado em um planeta aparentemente sem vida. No entanto ele logo se vê lutando contra uma força alienígena muito mais letal do que qualquer humano que já tenha encontrado. A única maneira de escapar é ativar um farol de emergência e alertar todos os mercenários na galáxia de que ele está vivo.
O filme será lançado em IMAX e em 2D no dia 6 de setembro de 2013
Para preparar os fãs para o lançamento de Homem de Aço nos Estados Unidos que acontece em 14 de junho, a Warner Bros. colocou em seu canal no Youtube mais dois comerciais de tv do filme que revela novas cenas da superprodução.
Além disso, a Norton colocou no ar três pequenos clipes com entrevistas em que os atores comentam os super poderes do herói. Compilamos tudo e você pode assistir abaixo.
Homem de Aço estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de julho.
Comercial de TV 4
Comercial de TV 5
Entrevistas:
Super Velocidade
Super Força
Poder de voar
Boa sessão!
AMOR PROFUNDO (The Deep Blue Sea)
Direção: Terence Davies
Elenco: Ann Mitchell, Jolyon Coy, Karl Johnson, Rachel Weisz, Simon Russell Beale, Tom Hiddleston.
Duração: 100 min
Sinopse: Hester Collyer (Rachel Weisz) é a esposa do influente juiz do Estado William Collyer (Simon Russell Beale). Seu casamento tem afeto, mas é morno. Hester envolve-se com um piloto aéreo (Tom Hiddleston) perturbado por suas experiências durante a guerra, em uma relação bem mais excitante. Quando os dois são descobertos, e após uma tentativa de suicídio, Hester começa a questionar se todas as suas escolhas foram corretas.
CORES
Direção: Francisco Garcia
Elenco: Acauã Sol, Pedro di Pietro, Simone Iliescu, Tônico Pereira, Guilherme Leme, Maria Célia Camargo.
Duração: 95 min
Sinopse: A história de amizade e desilusão entre três jovens amigos em uma grande metrópole. Luca (31) é um tatuador e mora com sua avó. Ele mantém seu estúdio de tatuagem nos fundos da casa, em um bairro periférico da cidade. Luiz (29) mora em uma pensão no centro da cidade, faz bicos com sua moto e trabalha em uma drogaria. Luara (30), sua namorada, é uma garota que reside em um apartamento na frente do aeroporto e deposita todo seu tempo no trabalho em uma loja de peixes ornamentais para espantar a solidão e conseguir financiar uma viagem. A vida dos três amigos é marcada por uma rotina ordinária e pela alienação impregnada pela sociedade de consumo, na qual a falta de perspectiva prevalece.
ELENA
Direção: Petra Costa
Duração: 82 min
Sinopse: Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar. Deixa Petra, a irmã de sete anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas. Filmes caseiros, recortes de jornal, um diário. Cartas. Em todo momento, Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos e acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. A mãe pressente. Petra decifra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir.
O QUE SE MOVE
Direção: Caetano Gotardo
Elenco: Cida Moreira, Dagoberto Feliz, Wandré Gouveia, Ane Rodrigues, Marina Corazza, Andrea Marquee, Rômulo Braga.
Duração: 97 min
Sinopse: Três famílias distintas estão tendo de lidar com a chegada – ou perda – de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Cada núcleo irá lidar com as dores e alegrias à própria maneira, mas o amor sempre irá falar mais alto por meio da figura da mãe, mesmo que isso se expresse nas pequenas coisas do dia-a-dia.
O QUE TRAZ BOAS NOVAS (Monsieur Lazhar)
Direção: Philippe Falardeau
Elenco: Mohamed Fellag, Sophie Nélisse, Émilien Néron, Danielle Proulx, Brigitte Poupart, Jules Philip.
Duração: 94 min
Sinopse: Bachir Lazhar (Mohamed Fellag), imigrante argelino, é contratado para substituir um professor do ensino fundamental, que morreu tragicamente. Enquanto a classe passa por um processo de superação da perda, ninguém desconfia o drama pelo qual passa o novo professor, que corre o risco de ser deportado a qualquer momento.
O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE 2 (The Last Exorcism 2: The Beginning of the End)
Direção: Ed Gass-Donnelly
Elenco: Ashley Bell, Andrew Sensenig, Spencer Treat Clark, Judd Lormand, Raeden Greer, Julia Garner.
Duração: 92 min
Sinopse: Continuando exatamente de onde o primeiro filme parou, a adolescente Nell Sweetzer (Ashley Bell) é encontrada suja e aterrorizada na floresta, depois de escapar do ritual no qual um culto a ajudou a dar à luz um bebê demoníaco. Confusa, Nell é examinada por uma equipe médica, mas não se lembra de muita coisa dos meses anteriores, a não ser que sua família está morta. Ela se muda para uma cidadezinha chamada Davreaux, onde começa a namorar Chris e até arruma um trabalho em um hotel local. É hora de tentar recomeçar. Mas algo não está certo. Ela começa a ser perseguida pelo mesmo demônio de antes. Só que o seu objetivo é bem diferente desta vez.
UMA LADRA SEM LIMITES (Identity Thief)
Direção: Seth Gordon
Elenco: Jason Bateman, Amanda Peet, Jon Favreau, Melissa McCarthy, John Cho, Robert Patrick.
Duração: 111 min
Sinopse: Sandy Patterson (Jason Bateman) é um homem bem-sucedido nos negócios tem sua identidade roubada por uma mulher (Melissa McCarthy) aparentemente inocente.