Bruna Bites
Bites que não é nome artístico – é uma publicitária, que atua com planejamento no maior site de cupons e descontos do Brasil. Anda sempre estudando coisas legais da web, afinal conhecimento nunca é demais e nas horas vagas adora ver filmes, cozinhar e falar de si mesma na 3ª pessoa.
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BERLIM – É sempre um suspense quase hitchcockiano. Como será o cartaz da próxima Berlinale? Ao contrário do Festival de Jazz de Montreux, na linda pequena cidade à beira do Lago Lemán, no páis do chocolate, Berlim resistiu a todas as pressões do mercado e manteve o suspense. Somente no final de dezembro acontece a divulgação do cartaz.
O Festival de Jazz de Montreux não resistiu a presssão da maquinaria marqueteira e cometeu o erro de divulgar o cartaz do ano Y, um dia depois do término da edição do evento X. Não funcionou. Uma ano depois, o cartaz que não era mais novidade alguma estava isento de qualquer impacto.
O Festival de Cinema de Berlim tem uma equipe rigorossíma ente todos os setores. Marketing, Programação, Imprensa, Venda de ingressos. Tudo muito bem organizado, mas tudo muito sistematizado também. Sem brecha para qualquer flexibilidade, para qualquer coisa que seja parecida com um jogo de cintura.
O timing do cartaz é sempre a mesmo. Há uma divulgação à Imprensa juntamente com os jornalistas credenciados pelo Festival. Na nota oficial eles avisam “.. a partir de 15 de Janeiro o cartaz estará pelas redondezas de onde ocorre o festival e, a partir do fim de janeiro, por toda a cidade, para instigar o clima do festival…” .
Depois da divulgação dos respectivos cartazes, é grande o movimento nas redes socias, debates entre quem gostou e quem não gostou. Dessa vez, um twitteiro perguntou: “por que os cartazes do festival de Berlim ficam mais feios a cada ano?”. No ano passado, o cartaz tinha um imenso B no meio e uma técnica gráfica típica dos anos 20. O do ano anterior, pela comemoração dos 60 anos de história do festival, reservava um verdadeiro desafio, mesmo para ao cinéfilo mais apaixonado: em letras minúsculas foram incluídos todos os filmes da mostra Competição exibidos em 6 décadas. A sensação de felicidade quando finalmente descobri onde se escondiam Central do Brasil e Camille Claudel (meu primeiro filme no festival naquele 1988), é inesquecível.
“O Urso da Berlinale é uma marca com alto teor de reconhecimento e ao mesmo tempo um símbolo de alta empatia. As variaçoes dos ursos da Berlinale no cartaz para 2012 espelham muito bem a ecleticidade e a riqueza de facetas do Festival. Com esse caráter magnético do Urso, vamos esquentar o clima para o evento”, justifica a agência BOROS. Entre os clientes dessa renomada agência de publicidade estão os principais museus estatais da cidade de Berlim, o canal de música “Viva”, canais de TV públicos e privados.
Cinéfilos de plantão podem comprar um cartaz no “Berlinale Shop” dentro do Shopping Center “Arkaden”, o mais movimentado do chamado “novo centro de Berlim”, Potsdamer Platz. Vale lembrar que durante a época do muro, toda a localização atual do Festival, incluindo cinema principal “Berlinale Palast” e adjacências era terreno baldio, altamente minado e controlado permanentemente pelo exército da ex-RDA (República Democrática Alemã).
Não importam realmente as opiniões sobre o cartaz. Se tem Urso de cabeça para baixo, louro, moreno ou o tradicional vermelho. Quando começa o festival, todo o resto é secundário. A pergunta que ocupa de fato, tanto o cinéfilo de plantão quanto o cinéfilo domingueiro é: cadê os filmes?
BERLIM – Ao contrário dos concorrentes Cannes e Veneza, o Festival de Cinema de Berlim tem um caráter essencialmente político e popular. A cidade inteira embala na euforia por ser o foco cinematográfico, a janela da Alemanha para o mundo. E o melhor de tudo: num período de aproximadamente dez dias, os berlinenses rabugentos não se atrevem a sair da toca.
Na época da cortina de ferro, o festival era o ápice dos eventos internacionais na cidade cercada pelo muro, um flair de internacionalidade, a alegria de, mesmo por poucos dias, sair da isolação política causada pela Guerra Fria.
As duríssimas disputas por um autógrafo de um Gregory Peck, uma Marlene Dietrich ou uma Claudia Cardinale estão eternizadas no livro “Berlinale” publicado em 2010, em comemoração aos 60 anos do festival. Cenas memoráveis de Sidney Poitier recebendo um Urso de Prata; Claudia Cardinale (uma rotineira do festival), o Urso berlinense de honra Ehrenbär; Romy Schneider em 1956; o inesquecível discurso bem-humorado do adorável diretor Billy Wilder em 1993, ao ser premiado pela sua contribuição ao cinema internacional. A presença de Charlon Helston e Jean-Luc Godard – esse último saiu premiado em 1961 – poucos meses antes da construção do muro de Berlim, no agosto seguinte. Nessa época, o festival acontecia durante o verão europeu.
George Clooney, o mais aguardado representante do sexo masculino, seja nas ruas da cidade ou na coletiva de imprensa, “The sexiest man alive”, não se salva de pedidos de casamento e ofertas grátis de todas as faixas etárias para mostrá-lo a cidade. Depois da virada do século, um dos momentos mais marcantes do festival foi a coletiva de imprensa dos Rolling Stones e da rainha do pop, Madonna, ambas em 2008, numa edição de forte foco musical.
Claudia Cardinale, na edição de 1964 ©Berlinale
Em seus 62 anos de história e influência político-cultural, o Festival de Berlim sempre se mostrou em sintonia com o espírito do tempo, o Zeitgeist. No final dos anos 60, por exemplo, a programação espelhava a rebeldia do movimento estudantil. Um das histórias mais conhecidas desse evento ímpar está descrita no livro “Berlinale, The Festival”, do jornalista britânico Peter Cowie, durante anos, observador atento das diversas facetas do festival.
Ulrich Gregor, ex-diretor da Mostra paralela Forum, foi figura-chave na ousadia em mostrar filmes controversos e subversivos na época da repressão política. Em 1976 ele decidiu exibir o polêmico O Império dos Sentidos, do diretor Nagisa Oshima. A consequência disso foi uma inesperada “visita” da Promotoria Federal no cinema para apreender aquela que constava como a única cópia. Além disso, Gregor foi indiciado por “propagação de material pornográfico”. A sessão do dia seguinte teve que ser adiada. Para a terceira sessão conseguiu-se, quase por acaso, uma cópia do produtor. É desnecessário uma foto para imaginar o que se deu em frente ao cinema nesse dia. A Berlinale também é isso: ver ou não um filme pode e vira, de fato, questão de vida ou morte, de ser ou não ser, toma proporções filosóficas.
Cinéfilos do planeta Terra encontram em Berlim um banquete intelectual envolvendo todos os sentidos, que torna necessidades básicas como comer, dormir, colocar a roupa na máquina de lavar, desaparecerem da consciência. Que se dane o aquecimento global. Que se dane o escândalo há semanas envolvendo do presidente germânico Christian Wulff. O que a gente quer mesmo é ver filmes, encontrar colegas, discutir calorosamente sobre o filme que acabou de ser visto.
A cerimônia de abertura
Não faltam deputados de todos os partidos, ministros, além da presença obrigatória e um tanto enfadonha do prefeito da cidade de Berlim, Klaus Wowereit, que tem a incumbência de abrir oficialmente o festival. O Ministro da Cultura, Bernd Neumann, incentivador financeiro de peso do festival, é sempre presença certa representando o governo alemão.
Dieter Kosslick, o diretor
Dieter Kosslick, diretor do festival, na abertura da edição de 2010
Dieter Kosslick, há dez anos diretor, cabeça e coração do festival, goza de uma popularidade e um grau de empatia de todos os setores da opinião pública com os quais todo político sonha. Natural do sudeste da Alemanha, simpatisíssimo, atrapalhado, muito inconvencional para a função que ocupa, cativa da mesma forma os dinossauros da floresta Hollywood que vêm à Berlim e os produtores de filmes, que têm enorme prazer em exibir pela primeira vez suas obras na capital. Desde 2001 na chefia do Festival, Dieter Kosslick conseguiu o que nenhum chefe de marketing planejava: se tornou a marca Berlinale. O xale vermelho, as piadas nas coletivas e andanças agitadas ao longo do tapete vermelho complementam o “pacote Kosslick”.
Seu antecessor, Moritz de Hadeln, condenou o filme alemão ao total ostracismo, deixando-o regularmente fora da competição. Kosslick é responsável por uma verdadeira renaissancedo cinema alemão contemporâneo e, consequentemente, pela projeção de atores alemães no mercado cinematográfico internacional. Essa arrojada trajetória teve início durante os seus nove anos na chefia da Fundação Cinematográfica da região da Westfalia, a mais robusta patrocinadora e incentivadora de filmes na Alemanha, com um salgado orçamento para a realização de filmes e, nos últimos anos, forte foco em coproduções internacionais.
É também uma proeza de Kosslick a Berlinale se tornar um importantíssimo centro de negócios, alimentando a indústria. Na plataforma Talent Campus, jovens cineastas participam de simpósios, workshops e grupos de trabalho com os dinossauros da área. Na lista dos ilustres palestrantes dessa plataforma estão, entre tantos outros, Wim Wenders; Dennis Hopper; o compositor Hans Zimmer; o diretor de Central do Brasil, Walter Salles, já por duas vezes; José Padilha; Tilda Swinton e, neste ano, Keanu Reeves.
A infraestrutura
Berlinale Palast ©Berlinale
Ingressos com valores acessíveis (entre 19 e 38 reais) e um sistema de vendas antecipadas, também pela internet, permite a todos os setores da população fazerem parte do evento mais querido da cidade. Nenhuma chuva, neve e/ou temperatura polar impede fãs – com ou sem ingressos – de ficarem horas plantados na Praça Marlene Dietrich, onde está localizado o Berlinale Palast, cinema principal do festival.
O Festival de Cinema de Berlim é muito mais do que um evento cinematográfico. A responsabilidade com o meio ambiente faz parte do planejamento e da gerência como os filmes. Dieter Kosslick disse certa vez: não podemos mostrar filmes sobre a poluição do meio ambiente e continuar a imprimir toneladas de papéis, que depois serão jogados fora. Há dois anos o setor de imprensa extinguiu os mapas impressos. Eles são enviados por email e impressos em papel somente quando especialmente solicitado. Esse ano o Festival fez parceria com a Deutsche Bahn (DB), a compania ferroviária federal, possibilitando passagens mais baratas aos visitantes do festival que optarem pelo trem para chegar à capital.
Essas e outras medidas arredondam a concepção de um mega-evento que é a menina dos olhos dos Berlinenses e traz consigo a bandeira: cinema, para todos.
(The Help, EUA, 2011)
Direção: Tate Taylor
Elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Nick Krause, Patricia Hastie, Karen Kuioka Hironaga, Carmen Kaichi, Mary Birdsong, Rob Huebel, Robert Forster, Barbara L. Southern,
Matthew Lillard, Judy Greer
Roteiro: Kathryn Stockett (livro), Tate Taylor
Duração: 146 min.
Nota: 7 7 de 10 estrelas
Não existe nada mais estúpido do que o preconceito. Qualquer que seja ele. Uma pessoa se achar superior a outra porque ela não tem as mesmas características, orientações, tradições ou preferências é algo de difícil explicação, mas muito mais comum do que deveria. O mundo é preconceituoso, talvez hoje menos do que já fora (ou não), e traços discriminatórios podem ser percebidos em quase todos os seus habitantes. Em um círculo vicioso, a ignorância leva à generalização, que leva ao afastamento e este mantém a ignorância.
Na história humana não faltam exemplos absurdos de discriminação contra grupos diferentes de crenças, origens, tradições, gêneros, ou etnias. No século I, Tácito já descrevia em detalhes as atrocidades contra católicos praticadas pelo Império Romano e elas não eram as primeiras, como a Bíblia deixa claro; sem falar nas Cruzadas e as conversões forçadas na Europa; mais de cem mil mulheres acusadas de bruxaria enforcadas ou queimadas vivas; as torturas da Santa Inquisição; a Solução Final dos nazistas, que preconizava o genocídio sistemático de judeus, e tantas e quantas guerras que aconteceram e acontecem até hoje acobertadas pelo manto da religião.
Irracionalmente, estereótipos pejorativos seguem determinando grupos nacionais e regionais e justificam a segregação e atitudes desumanas; assim como, estatisticamente, as mulheres ainda ganham menos e trabalham mais, como aquelas 128 trabalhadoras que morreram trancadas em uma fábrica reivindicando melhorias; ou os homossexuais são agredidos na rua pelo simples fato de respirar o mesmo ar que os homofóbicos que o cercam.
Entre tantos tipos e métodos de preconceito, há a intolerância racial ou etnica, como deveria ser chamada, porque o ser humano tem raça única. Dentre as etnias humanas, os negros e os indígenas talvez tenham sidos os mais castigados pela história. No caso dos negros, escravizados pelos colonizadores do Novo Mundo, por sua cor de pele eram considerados menos capazes intelectualmente e menos humanos, o que justificava um tratamento pior do que o dispensado a qualquer animal irracional. Arrancados de suas terras natais, eram jogados dentro de navios enormes sem nenhuma higiene ou cuidado e comercializados em praças públicas naquelas que seriam a suas pátrias a partir dali, no novo continente.
Outros viram seus países serem tomados por brancos colonizadores e a maioria étnica ser controlada por uma minoria branca, como na África do Sul, onde o Apartheid virou lei, inferiorizou os negros, segregou direitos fundamentais como educação e saúde e, literalmente, tomou do povo a sua cidadania. Absurdo que durou quase 50 anos e só deixou de estar em vigor em 1994, com o primeiro pleito democrático multirracial que elegeu Nelson Mandela presidente, mas ainda guarda alguns resquícios.
Em terras americanas a história não foi muito diferente, principalmente nos Estados Unidos e mais especificamente nos estados do Sul daquele país. Com o fim da escravatura, tentativas frustradas de reintegração social dos negros se sucederam e culminaram na criação de pacotes de leis não menos discriminatórios do que as da África do Sul. Conhecidas como “Leis de Jim Crow” – nome dado pelo artista Thomas Rice a um de seus personagens, um negro perneta e deformado que, em forma de música, se descrevia como bobo e preguiçoso, e que acabou virando apelido para os escravos negros do país – ou “Códigos Negros”, as normas segregacionistas limitavam direitos civis. Na região onde uma organização como a Ku Klux Klan linchava, matava e perseguia para confirmar a inferioridade pelo medo, a discriminação era legitimada pelo Estado.
Havia hospitais e escolas de negros e brancos e o que era destinado a uma das instituições não poderia ser emprestado ou utilizado pelo outro, o casamento interracial era proibido, restaurantes eram exclusivos, o acesso aos locais era separado, assim como os assentos nos transportes públicos e até mesmo os banheiros públicos tinham que ser exclusivos.
É neste contexto que se passa a trama de Histórias Cruzadas, inspirado no romance “A Resposta”, de Kathryn Stockett, sobre as empregadas domésticas negras que trabalhavam em casas de brancos durante os primeiro anos da década de 60. Ambientado em Jackson, Mississipi, o filme conta a história de uma jornalista recém-formada que, após voltar a sua cidade natal e não concordar com as ações discriminatórias, convence duas empregadas a contar suas histórias e expor o seu modo de ver todo o racismo a que são submetidas durante o trabalho.
A sempre ótima Emma Stone (A Mentira) vive a jornalista é Skeeter Phelan, e suas colaboradoras, Aibileen Clark e Minny Jackson, são interpretadas pelas também brilhantes Viola Davis (Dúvida) e Octavia Spencer (Assalto em Dose Dupla), respectivamente. O integrado elenco encabeçado pelas três atrizes ainda conta com Bryce Dallas Howard (A Vila), Ahna O’Reilly (Ressaca de Amor), Allison Janney (Juno), Sissy Spacek (Carrie, a Estranha), uma inspiradíssima Jessica Chastain (A Árvore da Vida) e transpira intimidade e entrega.
Com elenco suficiente para um bom resutado, o roteiro se aproveita da força da(s) história(s) que tem e segue uma linha básica, quadradona, sem invenções e reviravoltas, e chega ao espectador quase de forma didática, mas alcança seus objetivos eficientemente. Ainda que vez ou outra escorregue no melodrama ou se renda a narrações em off.
Como no livro, a história privilegia o ponto de vista feminino (do lado discriminante e discriminado) e explicita a questão da segregação racial através de uma lente menos agressiva e mais “familiar”, diferente de outros títulos mais engajados como o violento Mississipi em Chamas, o tenso No Calor da Noite, o político Uma História Americana ou o biográfico Malcolm X. Um distanciamento que pode incomodar mas, ainda que não seja nenhum Freedon Riders, documentário sobre um grupo interracial de ativistas que percorreu os estados do Sul dos EUA de ônibus, a história consegue levar sua mensagem anti-preconceito.
E é aí que ganha pontos. Ao contar, mesmo de forma colorida, uma parte tão triste da história humana e relembrar um passado tão absurdo, Histórias Cruzadas traz a tona ações e sentimentos tão comuns a esta raça única, como o pré-julgamento, o medo do desconhecido, o desejo de superioridade, e o quanto o homem consegue ser irracional em seus atos.
Um filme funcional, tecnicamente correto e que, fora interpretações fantásticas, não chega a ser nada demais, mas vai muito além do que está sendo projetado na tela. E talvez algo assim seja muito importante nos tempos de hoje, onde a rapidez e anonimato da internet fazem renascer, ou resplandecer, tantas manifestações de ódio, intolerância e falta de respeito com o próximo.
Um Grande Momento
“Sem abraço… sem abraço…”
Links
BERLIM – A coletiva de imprensa do Festival de Berlim acontece religiosamente dez dias antes do início do festival. Os jornalistas que residem na capital aparecem em peso. Num formato de palestra, os diretores das mostras paralelas, ao todo catorze, estão à disposição para perguntas por parte dos jornalistas. Essa é a versão pra inglês, melhor, alemão ver.
O único foco das atenções, é de fato esse senhor meio atrapalhado, que fala um inglês quebrado e que se eternizou nos anais da história do festival com o ditado: “Meu inglês é tão bom, que você o entende até mesmo em alemão”. Essa agilidade e rapidez no discurso de quem sabe exatamente o que a imprensa quer ouvir o traz um alto teor de simpatia com qual políticos desse pais só podem sonhar. Dieter Kosslick, há 10 anos no cargo de diretor do maior evento cultural alemão exerce como ninguém o seu papel de Anfitrião: seja na coletiva perante aos jornalistas, seja no tapete vermelho com as estrelas de Hollywood. Esse jeito informal contagia público, crítica e os dinossauros que desfilam com ele pelo tapete vermelho em frente ao cinema principal do festival, o Berlinale Palast, de endereço de prestígio: Praça Marlene Dietrich.
Desde o início da era Kosslick, a coletiva tem um forte aspecto de público venerando o palestrante, mesmo que da forma eufemistica típica de uma país da europa central. Os diretores das diversas mostras paralelas já se acostumaram com o papel de ponta. Um leve sorriso congelado na face e olhar longíquo da maioria deles ratifica essa impressão.
Hoje pela primeira vez a coletiva durou metade do normal, 60 minutos, e mesmo assim não deixou de ter momentos enfadonhos, repetitivos e longas descrições sobre filmes chineses de temática complexa e três horas e meia de duração, que Kosslick, em tom quase envergonhado, confessou “…serão exibidos bem tarde da noite.” Bastava um só olhar na multidão para constatar que entre cinco ouvintes, só mesmo um estava realmente concentrado nos detalhes sobre os filmes, longa e desnecessariamente delineados pelo diretor, já que o programa distribuído aos jornalistas, antes mesmo do início da coletiva, contém todas as informações detalhadas sobre os filmes à serem exibidos.
Dieter Kosslick, diretor da ©Berlinale
Uma das minhas perguntas foi sobre o paradeiro e a frequência de contato com o diretor iraniano Jafar Panahi impedido de comparecer ao festival no ano passado por estar sob prisão domiciliar. Sobre o apoio diplomático do ministério das relações exteriores alemão ao intuito de trazê-lo para participar do festival, o diretor respondeu lacônico: “nós temos todo o apoio que precisamos, mas às vezes as coisas não deslancham mesmo…”, acrescentou em tom diplomático, enquanto reduzia o volume da voz.
Depois de já 45 minutos de coletiva e a famosa lista de estrêlas ainda não ter sido divulgada, não pude protelar mais a espera. Atrapalhado com fichas fora de ordem escorregando das mãos, Kosslick finalmente revelou o que, de fato todos na sala ansiavam: quem vem?
Êi-los:
Keanu Reeves; Meryl Streep; Antonio Banderas; Angelina Jolie, em sua estreia como diretora no filme The Land of Blood and Honey; Selma Hayek; Javier Bardem; Billy Bob Thornton; Juliette Binoche; Isabelle Huppert; Eric Brockovich, ativista ambientalista, e Marina Abramovic, performista natural da Sérvia residente em N.Y.
O fator Glamour aumenta com o excelente júri da 62ª edição, que tem um “parte do Leão” composta por europeus:
Anton Corbjin, holandês, figura-chave na fotografia pop/musical e diretor; Barbara Sukowa, a musa do diretor Rainer Werner Fassbinder na filmagem do romance de Alfred Döblin, Berlin, Alexanderplatz; François Ozon, um dos melhores diretores europeus contemporâneos por suas obras-primas de ferrenha crítica social; Charlotte Gainsbourg, atriz franco-britânica, recentemente vislumbrada em Melancolia, do rebelde Lars von Trier, e Jake Gyllenhaal, famoso mundialmente por O Segredo de Brokeback Mountain. O diretor britânico Mike Leigh (Simplesmente Feliz, Urso de Prata para Sally Hawkins em 2008), que preside o júri, completa a áurea europeia do júri internacional, que é um dos melhores dos últimos anos, numa dobradinha perfeita entre qualidade e glamour.
Asghar Farhadi, diretor iraniano vencedor do Urso de Ouro em 2001 e indicado ao Oscar de melhor roteiro original e melhor filme estrangeiro por A Separação, e Boualem Sansal, escritor argelino que vive em trânsito entre Paris e Argel, completam a equipe.
Na era Kosslick, a coletiva de imprensa do Festival de Berlim em seu formato de palestra se tornou mais um compromisso para atuantes na área de mídia, mas todos sabem que é mesmo um momento propício para confraternização entre colegas do mesmo ramo, entre os “Escolhidos” de uma turma de elite na ânsia de saciar vaidades pessoais que, no contexto do festival, estão dentro e fora do tapete vermelho.
Acontece, de 31 de janeiro a 16 de fevereiro, na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, a mostra John Waters – O Papa do Trash, em homenagem ao controverso, polêmico e admirado realizador americano.
Considerado um dos precursores do cinema underground da contracultura, Waters apresenta um cinema recheado com a estética camp e o trash, nma combinação inusitada. Depois de romper barreiras, porém, o diretor iniciou uma fase com histórias um pouco mais convencionais, mas mesmo assim, apresentando os excluídos e os maltratados. Aqueles com comportamentos considerados desviantes pela sociedade. Ao mesmo tempo, Waters deu voz aos outsiders e a todos os grupos sexuais que estavam à margem da sociedade.
Atualmente, mesmo com as transformações sociais, os filmes de Waters continuam chocando de alguma forma. Impressiona o fato de seus longas mais polêmicos terem sido lançados no final dos anos 60 e no início dos 70. Cineastas como Jim Jarmusch, Hal Hartley, Pedro Almodóvar, David O. Russell, entre outros, já declararam o quão importante é a filmografia de Waters e como ela influenciou em seus projetos. De como descobriram que existia outras maneiras de se fazer cinema. Assistir aos filmes de John Waters, como também suas outras formas de expressão cultural, é uma maneira de entender um dos capítulos mais interessantes da história da sétima arte.
A programação da reúne todos os longas realizados pelo realizador, curtas surpresas, remakes, filmes da musa Divine e uma série para televisão inédita no Brasil. Documentários que contam com a participação do cineasta de Baltimore também foram selecionados. São filmes que desvendam o cinema underground, a produção independente, o olhar gay e o cinema trash. Ambientes bem característicos de sua filmografia.
Além das projeções, a mostra também conta com uma mesa de debate, com participação dos jornalistas Arnaldo Bloch, Leonardo Luis Ferreira, do ator Fernando Ceylão e mediada pelo curador da mostra, Mario Abade.
Terça, 31 de janeiro
Sala 1
17h – Desperate Living, de John Waters (EUA, 1977). Com Liz Renay, Mink Stole, Susan Lowe, Edith Massey e Mary Vivian Pearce. 90 minutos. 18 anos.
19h – Multiple Maniacs, de John Waters (EUA, 1970). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole, Cookie Mueller e Edith Massey. Comédia. 90 minutos. 18 anos
Sala 2
18h – Problemas Femininos (Female Trouble), de John Waters (EUA, 1974). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole e Edith Massey. Comédia. 92 minutos. 18 anos
20h – Pink Flamingos, de John Waters (EUA, 1972). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole e Edith Massey. Comédia. 93 minutos. 18 anos
Quarta, 01 de fevereiro
Sala 1
18h – Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame), de John Waters (EUA, 2004). Com Tracey Ullman, Johnny Knoxville, Selma Blair, Chris Isaak, Mink Stole e Patricia Hearst. Comédia. 89 minutos. 18 anos
19h45 – Polyester, de John Waters (EUA, 1981). Com Divine, Tab Hunter, Edith Massey, David Samson e Mink Stole.
Comédia. 86 minutos. 18 anos
Sala 2
19h – Divine, de Malcolm Whitehead (EUA, 1983). Com Divine. Musical/Show. 75 minutos. 16 anos
Quinta, 02 de fevereiro
Sala 1
17h – Cry-Baby, de John Waters (EUA, 1990). Com Johnny Depp, Amy Locane, Iggy Pop, Ricki Lake, Traci Lords, Troy Donahue e Mink Stole. Comédia. 91 minutos. 14 anos
19h – Mamãe É de Morte (Serial Mom), de John Waters (EUA, 1994). Com Kathleen Turner, Sam Waterston, Ricki Lake, Matthew Lillard, Mink Stole e Traci Lords. Comédia. 95 minutos. 14 anos
Sala 2
18h – A Louca Corrida do Ouro (Lust in the Dust), de Paul Bartel (EUA, 1985). Com Tab Hunter, Divine, Geoffrey Lewis, Henry Silva e George Romero. Comédia. 84 minutos. 14 anos
Sexta, 03 de fevereiro
Sala 1
19h – Hairspray – Em Busca da Fama (Hairspray), de Adam Shankman (EUA, 2007). Com John Travolta, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken, Amanda Bynes, James Marsden, Queen Latifah, Zac Efron e Nikki Blonsky. Comédia. 117 minutos. livre
Sala 2
17h30 – O Mundo Imundo de John Waters (John Waters: The Filthy World), de Jeff Garlin (EUA, 2006). Com John Waters. Documentário. 86 minutos. 16 anos
19h45 – Mondo Trasho, de John Waters (EUA, 1969). Com Mary Vivian Pearce, Divine, David Lochary, Mink Stole e Pat Moran. Comédia. 95 minutos. 18 anos
Sábado, 04 de fevereiro
Sala 1
19h – Cecil Bem Demente (Cecil B. DeMented), de John Waters (EUA, 2000). Com Melanie Griffith, Stephen Dorff, Alicia Witt, Larry Gilliard Jr., Maggie Gyllenhaal, Ricki Lake e Mink Stole. Comédia. 87 minutos. 18 anos
Sala 2
16h – Fabulous! The Story of Queer Cinema, de Lisa Ades e Lesli Klainberg (EUA, 2006). Com Randy Barbato, Dan Bucatinsky, Alan Cumming, Todd Haynes, Ang Lee, Ian McKellen, John Cameron Mitchell, Gus Van Sant e John Waters.
Documentário. 82 minutos. 16 anos
18h – Hairspray – Éramos Tão Felizes, de John Waters (EUA, 1988). Com Ricki Lake, Divine, Deborah Harry, Sonny Bono, Ruth Brown, Jerry Stiller, Mink Stole, Pia Zadora e Ric Ocasek. Comédia. 92 minutos. 16 anos
20h – O Preço da Fama (Pecker), de John Waters (EUA, 1998). Com Edward Furlong, Christina Ricci, Mink Stole, Lili Palmer, Patricia Hearst e Mary Vivian Pearce. Comédia. 87 minutos. 16 anos
Domingo, 05 de fevereiro
Sala 1
17h – Multiple Maniacs, de John Waters (EUA, 1970). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole, Cookie Mueller e Edith Massey. Comédia. 90 minutos. 18 anos
19h – Desperate Living, de John Waters (EUA, 1977). Com Liz Renay, Mink Stole, Susan Lowe, Edith Massey e Mary Vivian Pearce. Comédia. 90 minutos. 18 anos
Sala 2
18h – Vidas em Conflito, (Trouble in Mind) de Alan Rudolph (EUA, 1985). Com Kris Kristofferson, Keith Carradine, Lori Singer, Geneviève Bujold e Divine. Drama. 111 minutos. 16 anos
Terça, 07 de fevereiro
Sala 1
15h – The Neon Woman, de Tom Eyen, (EUA, 1980). Com Divine. Comédia. 100 minutos. 16 anos
17h – Out of the Dark, de Michael Schroeder (EUA, 1989). Com Cameron Dye, Karen Black, Bud Cort, Divine e Geoffrey Lewis. Comédia/Terror. Último filme de Divine. 89 minutos. 16 anos
19h – Plagues & Pleasures on the Salton Sea, de Chris Metzler e Jeff Springer (EUA, 2004). Com John Waters e Sonny Bono. Documentário. 73 minutos. 16 anos
Sala 2
17h30 – ‘Til Death Do Us Part (episódio 1, 2 e 3), de Jeff Lieberman (EUA, 2006). Com John Waters.
Comédia. Sinopse: John Waters atua como apresentador e narrador, interpretando The Groom Reaper (O Ceifador de Noivos na tradução literal) nesse seriado televisivo com 13 episódios com meia-hora cada. São histórias inspiradas em verdadeiros crimes envolvendo casais cuja felicidade conjugal termina em assassinato. Waters faz o mesmo papel de Alfred Hitchcock no seriado “Alfred Hitchcock Apresenta”. Cada episódio desta série sombria e divertida, tem um final feliz no estilo dos filmes de John Waters, com o cônjuge culpado sendo pego de uma forma inesperada. 44 minutos. 16 anos
19h20 – ‘Til Death Do Us Part (episódio 4 e 5), de Jeff Lieberman (EUA, 2006). Com John Waters.
Comédia. 44 minutos. 16 anos
Quarta, 08 de fevereiro
Sala 1
17h – Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame), de John Waters (EUA, 2004). Com Tracey Ullman, Johnny Knoxville, Selma Blair, Chris Isaak, Mink Stole e Patricia Hearst. Comédia. 89 minutos. 18 anos
19h – Cry-Baby, de John Waters (EUA, 1990). Com Johnny Depp, Amy Locane, Iggy Pop, Ricki Lake, Traci Lords, Troy Donahue e Mink Stole. Comédia. 91 minutos. 14 anos
Sala 2
18h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 6 e 7) 44 minutos
19h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 8 e 9) 44 minutos
Quinta, 09 de fevereiro
Sala 1
17h – Cecil Bem Demente (Cecil B. DeMented), de John Waters (EUA, 2000). Com Melanie Griffith, Stephen Dorff, Alicia Witt, Larry Gilliard Jr., Maggie Gyllenhaal, Ricki Lake e Mink Stole. Comédia. 87 minutos. 18 anos
19h – Debate “O ExcÊntrico Cinema de John Waters, com o curador Mario Abbade, o colunista de O Globo Arnaldo Bloch e os atores Fernando Ceylão e Luís Salém.
Sala 2
18h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 10 e 11) 44 minutos
19h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 12 e 13) 44 minutos
Sexta, 10 de fevereiro
Sala 1
17h – Divine, de Malcom Whitehead (EUA, 1983). Com Divine.
Musical/Show. 75 minutos. 16 anos
19h – Desperate living, de John Waters (EUA, 1977). Com Liz Renay, Mink Stole, Susan Lowe, Edith Massey e Mary Vivian Pearce. Comédia. 90 minutos. 18 anos
Sala 2
16h – Plagues & Pleasures on the Salton Sea, de Chris Metzler e Jeff Springer (EUA, 2004). Com John Waters e Sonny Bono. Documentário. 73 minutos. 16 anos
18h – Fabulous! The Story of Queer Cinema, de Lisa Ades e Lesli Klainberg (EUA, 2006). Com Randy Barbato, Dan Bucatinsky, Alan Cumming, Todd Haynes, Ang Lee, Ian McKellen, John Cameron Mitchell, Gus Van Sant e John Waters.
Documentário. 82 minutos. 16 anos
20h – O Preço da Fama (Pecker), de John Waters (EUA, 1998). Com Edward Furlong, Christina Ricci, Mink Stole, Lili Palmer, Patricia Hearst e Mary Vivian Pearce. Comédia. 87 minutos. 16 anos
Sábado, 11 de fevereiro
Sala 1
19h – Hairspray – Em Busca da Fama (Hairspray), de Adam Shankman (EUA, 2007). Com John Travolta, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken, Amanda Bynes, James Marsden, Queen Latifah, Zac Efron e Nikki Blonsky. Comédia. 117 minutos. livre
Sala 2
16h – Hairspray – Éramos Tão Felizes, de John Waters (EUA, 1988). Com Ricki Lake, Divine, Deborah Harry, Sonny Bono, Ruth Brown, Jerry Stiller, Mink Stole, Pia Zadora e Ric Ocasek. Comédia. 92 minutos. 16 anos
18h – Problemas Femininos (Female Trouble), de John Waters (EUA, 1974). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole e Edith Massey. Comédia. 92 minutos. 18 anos
20h – Pink Flamingos, de John Waters (EUA, 1972). Com Divine, David Lochary, Mary Vivian Pearce, Mink Stole e Edith Massey. Comédia. 93 minutos. 18 anos
Domingo, 12 de fevereiro
Sala 1
15h30 – Out of the Dark, de Michael Schroeder (EUA, 1989). Com Cameron Dye, Karen Black, Bud Cort, Divine e Geoffrey Lewis. Comédia/Terror. 89 minutos. 16 anos
17h30 – Mamãe É de Morte (Serial Mom), de John Waters (EUA, 1994). Com Kathleen Turner, Sam Waterston, Ricki Lake, Matthew Lillard, Mink Stole e Traci Lords. Comédia. 95 minutos. 14 anos
19h20 – Polyester, de John Waters (EUA, 1981). Com Divine, Tab Hunter, Edith Massey, David Samson e Mink Stole.
Comédia. 86 minutos. 18 anos
Sala 2
15h – Midnight Movies – From the Margin to the Mainstream, de Stuart Samuels (EUA, 2005). Com John Waters, David Lynch, Roger Ebert, George Romero, Richard O Brien e Alejandro Jodorowsky. Documentário. 86 minutos. 16 anos
17h – Divine Trash, de Steve Yeager (EUA, 1998). Com John Waters, Steve Buscemi, Mink Stole, Hershell Gordon Lewis,. Jim Jarmusch, Mary Vivian Pearce, Hal Hartley, George Kuchar e Mike Kurchar. Documentário. 97 minutos. 16 anos
19h – O Mundo Imundo de John Waters (John Waters: The Filthy World), de Jeff Garlin (EUA, 2006). Com John Waters.
Documentário. 86 minutos. 16 anos
Terça, 14 de fevereiro
Sala 1
17h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 1, 2 e 3)
18h20 – ‘Til Death Do Us Part (episódio 4 e 5)
Sala 2
18h – Vidas em Conflito (Trouble in Mind), de Alan Rudolph (EUA, 1985). Com Kris Kristofferson, Keith Carradine, Lori Singer, Geneviève Bujold e Divine. Drama. 111 minutos. 16 anos
Quarta, 15 de fevereiro
Sala 1
17h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 6 e 7)
18h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 8 e 9)
Sala 2
18h – A Louca Corrida do Ouro (Lust in the Dust), de Paul Bartel (EUA, 1985). Com Tab Hunter, Divine, Geoffrey Lewis, Henry Silva e George Romero. Comédia. 84 minutos. 14 anos
Quinta, 16 de fevereiro – 5ª feira
Sala 1
15h – Mondo Trasho, de John Waters (EUA, 1969). Com Mary Vivian Pearce, Divine, David Lochary, Mink Stole e Pat Moran. Comédia.. 95 minutos. 18 anos
17h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 10 e 11)
18h – ‘Til Death Do Us Part (episódio 12 e 13)
Sala 2
16h – The Neon Woman (EUA, 1980). Com Divine. Comédia. 100 minutos. 16 anos
18h – Midnight Movies – From the Margin to the Mainstream, de Stuart Samuels (EUA, 2005). Com John Waters, David Lynch, Roger Ebert, George Romero, Richard O Brien e Alejandro Jodorowsky. Documentário. 86 minutos. 16 anos
20h – Divine Trash** de Steve Yeager (EUA, 1998). Com John Waters, Steve Buscemi, Mink Stole, Hershell Gordon Lewis,. Jim Jarmusch, Mary Vivian Pearce, Hal Hartley, George Kuchar e Mike Kurchar. Documentário. 97 minutos. 16 anos
SERVIÇO
John Waters – O Papa do Trash
De 31 de janeiro a 16 de fevereiro de 2012
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro
Horários: sessões às 17h, 18h, 19h e 20h
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) R$ 2,00 (meia, além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia)
Classificação: 18 anos
Mais informações no site do evento
Profile
Summary
Experience
- Jul 2011 - PresentPlanejamento Criativo / Busca Descontos- Manager for the social media planning and campaigns
- Interface creation and improvement for the sites of the group, based on tests and statistics provided by analytics software
- Sazonal sites information architecture, design and development
- Participation in the strategic planning of the company's digital presence - Jan 2008 - PresentMarketing Coordinator / Cenas de CinemaI'm in charge of the website's digital marketing. I'm also responsible for the analisys of the user behavior, social media use and the evaluation of oportunities and projects to support movie related activities.
- Jul 2010 - Jun 2011Gerente de Planejamento / Kingo Labs
- Jun 2009 - Jul 2010Sr. Designer / Kingo Labs
- Jan 2009 - Jun 2009Creative Director / Prommo7
- Apr 2008 - Jan 2009Designer / TV1
- Jun 2007 - Feb 2008Art Director / Agencia Plá
- Jun 2006 - Feb 2007Art Director / Remat Marketing & Propaganda
Education
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2010 - 2010Jump Education
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1997 - 2002Universidade Católica de Brasília
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