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Profile
Summary
Paranaense, é graduado em Comunicação Social - Publicidade & Propaganda, com MBA em Marketing e especialização em Marketing Direto pela ABEMD.
Experience
- Jul 2011 - PresentDiretor de Planejamento / Sunset Comunicação
- Jan 2011 - PresentProfessor / TrespontosPlanning Lab: construindo marcas com propósito cultural.
- Jul 2010 - PresentColunista / CHMKT.com.brOutside: coisas que podem inspirar a propaganda, de fora da propaganda.
- Aug 2010 - PresentSr Planner / e|ou Marketing de Relacionamento e Publicidade
- Jul 2007 - PresentPlanner / Jump! Comunicação
- Jan 2007 - PresentSócio-fundador / Time Comunicação
- May 2005 - PresentAssistente de Marketing / Sistema PreverDiretor de Arte, planejador de mídia, produção eletrônica e gráfica
Education
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2011 - 2011ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto)Especialização in Marketing Direto
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2009 - 2010Instituto Paranaense de EnsinoMBA in MarketingActivities: Desenvolvimento do artigo: "Redes Sociais, e a sua influência na vida das pessoas".
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2004 - 2007Centro Universitário de MaringáSuperior in Publicidade & PropagandaActivities: Trabalho de Conclusão de Curso sobre o PAM - Plano de Saúde.
Additional Information
Posts
Eu conheci um mundo de diversas opções de buscadores, com particularidades para satisfazer todo tipo de freguês. Existia o Cadê, o Achei, Aonde, Altavista e até o Yahoo. E eis que surgiu um definitivo. Sem erros, demoras, mais preciso, ágil. Não precisaríamos mais de outro, pois havia chegado o Google.
Semana passada, quando soltei o assunto sobre o prazo de validade do Facebook, provoquei todos aqueles que gostam de ver a evolução acontecer, as mudanças. Eu respeito isso, afinal, também faço parte desse bolo. Curto (sem ironia) muito ver as coisas se movimentarem, é fato. Mas o que quis dizer, quando afirmei que o Facebook era a rede social definitiva, tem mais a ver com uma categoria do que com o próprio ciclo de vida da marca.
Na categoria “rede social”, como definimos hoje, na minha opinião, o Facebook encerra a curva de experiências. Todos os testes possíveis foram feito até chegar nele. O saudoso ICQ, o mIRC, chat da UOL, passando pelo Fotolog, MSN, My Space, Youtube, Flickr, Orkut, LinkedIn, Twitter, enfim. Já usufrui de tudo isso, e pra mim, ele é o ponto final, o pote de ouro, a obra finalizada. Depois dele, só se a categoria mudar o formato, o jeito de navegar, a experiência. Assim como o Google veio e se solidificou, o Facebook fez e está fazendo o mesmo. Não tem porque ter algo a mais que isso. Acabou a transição. Como nos buscadores. E as coisas vão ficar mais claras com o passar do tempo, quando todas as pessoas que conhecemos, irem para lá – como o Orkut.
Ou não?
Alguns dias atrás, vimos a apresentação do QWiki. Uma ferramenta de busca capaz de organizar visualmente uma resposta rápida e precisa sobre qualquer coisa. Segundo eles, essa será a revolução dos buscadores. Mas, você acha que o Google não está preparado pra essa mudança? Eu duvido. O Google e o Facebook estão tão bem estruturados, e tão preocupados com o que vai acontecer daqui pra frente, que os rivais não conseguem mais acompanhar esse crescimento, essa solidez. Enquanto o Orkut ainda capenga pra funcionar no browser, o Facebook já funciona em mobile há muito tempo. Games? Não preciso nem comentar. Espaço publicitário? Quem sabe lidar com os anúncios melhor que o Facebook e o Google?
Ok, eu sei que falar de definição é uma coisa séria. Que com a velocidade tecnológica (palavrinha retrô), as coisas, mudam rápido. Mas é algo para pensarmos. Será que o Facebook irá se adaptar às novas plataformas, mudanças na interatividade, movimentos culturais, ou ficará perdido e às moscas e defasado – como o Orkut.
Como serão as coisas daqui 5, 10, 20 anos? Lembra de Wall-E? Quando todo mundo aparece obeso, aquele monte de coisas acontecendo, pessoas preguiçosas, pesadas, sedentárias. Ou então, a interatividade misturada à experiência de Gamer? Podemos até imaginar o futuro numa realidade virtual mais sensorial experimentada por Surrogates, Avatar, Matrix? Esses, pra mim, serão acontecimentos não muito distantes da nossa realidade. A definição dos games, da transição de Kinect, Wii, PS3, e tudo mais que ainda vão lançar até lá. Imagine entrar no jogo e sentir tudo que está acontecendo, o vento bater no seu rosto, enquanto voa pela cidade, enfim. Só um exemplo da viagem.
Como diria Mestre Yoda: “o futuro em movimento sempre está”. Cabe a nós imaginarmos se a coisa vai para o lado negro da força, ou se os Jedis nos salvarão do império do sedentarismo, destruição mental e uso obcessivo das máquinas.
Crédito das conversas futuristas com o astro pop, @Pernah. Haha!
As imagens vieram desse link, desse e este aqui.
Facebook me! /arthurcesar
Eu sei que falar do Facebook é chover no molhado. Está na moda. Tem até o filme, né? Mas a influência é tanta, a importância dele é tamanha, que vale soltar mais alguns pensamentos aqui. Questionamentos sobre a sua vida útil.
Lendo um artigo da Fast Company, estava tentando imaginar se o Facebook é somente mais uma transição das redes sociais ou se é a conclusão de todas elas, a definição. Seria o Facebook um equívoco popular? Mais um hype social internetês? Uma bolha para os investidores? Modinha temporária? Vivemos tantas mudanças que não conseguimos mais distinguir o que será definitivo e o que é temporário. Como o quase fim do Delicious, tão importante na minha vida.
Alguns especialistas acham que sim, que o Facebook é passageiro. Latanya Sweeney, cientista da computação e especialista em segurança de dados, acredita que, a partir do momento em que as pessoas começarem a perceber a importância de proteger seus dados e o valor que isso tem para as outras empresas (marcas), suas atitudes no sentido de partilhar essas informações vão mudar.
A matéria ainda questiona: “Se aparecer uma rede social com as mesmas funcionalidades do Facebook e ainda te pagar pelo compartilhamento dos dados, você pula do barco?”
Vale refletir a respeito.
Mas tenho que concordar com a conclusão do artigo. O mais relevante do Facebook é que seu valor não é criado pelo próprio Facebook. Mas pelas pessoas. O que é importante pra nós. É lá onde nossos amigos estão, onde ficamos sabendo de tudo o que acontece com eles, é o nosso álbum de fotos, onde marcamos encontros online ou offline, nosso parque de diversões digital, o nosso lar digital. “E quando as pessoas encontram uma casa, elas relutam para mudar” – como tão bem foi citado no artigo.
Pra mim, o Facebook é a rede social definitiva. É o fim da transição.
E pra você?
Leia a matéria completa.
Créditos visuais: aqui, aqui e aqui.
Facebook me! /arthurcesar
Há algum tempo , decidi aceitar um desafio interessante que é trabalhar com marketing direto, relacionamento, digital. Paralelo à extrema mudança que foi sair do interior do Paraná e vir para a grande São Paulo, essa transformação veio também na transição em me afastar um pouco das campanhas tradicionais de propaganda e me especializar na arte de customizar as conversas, estratégias, ações, mensagens, campanhas.
Mas aí vem a grande pergunta do título, que provavelmente, trouxe você até aqui. Quanto é que dá pra personalizar a comunicação? O que dá pra ser feito? Como botar em prática toda essa customização? E o que já está acontecendo nesse sentido?
Claro que não vou conseguir responder a todas essas perguntas agora, mas o propósito é dar um start e iniciar essa conversa, estimular sua próxima pesquisa, aguçar a curiosidade. Como ainda sou um padawan da comunicação individual, essa história já me fez começar a olhar pra as coisas de um jeito diferente e sentir a importância de começar a planejar mais nesse sentido.
É possível sim, personalizar conversas. E o maior exemplo que vemos hoje de organização de mensagens, dados, informações, anúncios personalizados, relacionamentos, é o Facebook. Sim, esse site que cresce absurdamente mês a mês no Brasil. Um mar de mídia, de entretenimento, games, comportamentos saltitantes, conversas, de interações pra diferentes gostos e estilos. Essa grande plataforma social oferece possibilidades gigantescas de aprofundar em personalização de estímulos, anúncios, “curtir” as coisas. Se é que você me entende.
Além de ter que observar mais de perto o que acontece nessa ferramenta social, e participar dela, a gente pode personalizar de várias formas: engajando, chamando os consumidores pra participar, comentar, fazer, escolher, customizar, entreter. Podemos definir tribos para dividir as conversas, escolher pessoas por comportamentos, tipos de consumo, trabalhar diversas abordagens, canais (mala-direta, anúncios no Facebook, estimulo da opinião de blogueiros de determinado nicho, sms, ações mobile, e por aí vai…). As oportunidades são inúmeras, cabe a nós abandonar os antigos formatos e nos debruçar nas informações em busca de diferentes tribos, perfis, segmentos – ou como queiram chamar – de consumidores para cada produto/serviço que vendemos. Nem vou nem começar a falar de mensuração disso tudo, que quando personalizado fica até mais fácil de ser realizada.
E sim também. Já podemos ver algumas experiências interessantes nesse sentido. Como o Nike iD que personaliza produtos a partir de fotos e cores que o consumidor determina pelo site ou por aplicativo de iPhone. Tem ainda processos de serviço ainda menos complexos como o Subway Delivery, que você acessa o site, customiza seu lanche e ainda dá nome a ele (o meu último foi “Rapidão”, eu estava com muita fome). Por outro lado tem também a Rider explorando a tendência geosocial. Mais recente, ações já consagradas, como o TwelpForce da Best Buy, onde o consumidor ganhava através do Twitter um atendimento pessoal e logisticamente incrível; a última grande ação da Old Spice, quando o protagonista respondia tuítes através de vídeos da campanha; e o já premiado (e brazuca) Whopper Face – completamente offline.
Acredito que a comunicação tende a ser cada vez mais múltipla, mutante, orgânica, invisível e personalizada, cheia de ramificações, complexidade e acima de tudo, relevância para o seu público. Louco né? Mas eu já entrei nessa brincadeira.
Quem (ainda) não viu a nova campanha da Nike, cliquem aqui embaixo.
O que essa propaganda tem de tão interessante, que merece um post? Tão simples? Quase besta, nem parece a Nike. Psicologia cognitiva. Mensagens curtas, mas marcantes, expressivos, geniais.
Mas o que é isso? Como assim?
Vamos à explicação:
O Wikipédia diz: Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.
Não sou especialista em psicologia, apesar de ser um curioso e interessado em aprender sempre. Pelo que entendi: cognição é um conhecimento rápido, adquirido através de uma experiência que estimula um aprendizado pela percepção.
Participei ano passado de uma palestra do Ulisses Zamboni – atual presidente do GP, sobre linguagem não-verbal. Alguns de vocês já devem ter visto pessoalmente, ou só o PPT. E que fala exatamente sobre esses assuntos: psicologia cognitiva, linguagem não-verbal. Ví a nova campanha da Nike – que sempre foi vanguarda em novos formatos de comunicação – daí liguei rapidamente os pontos e decidi compartilhar por aqui com vocês esse pensamento. Pois já havia visto em ações como do T-Mobile (no show da Oprah), mas acabei me deparando com essa linguagem aplicada na mensagem principal dessa nova campanha da Wieden.
De um modo geral, nossa propaganda é formada de um formato behaviorista, que através de uma promessa, oferece uma recompensa para então trazer a resposta desejada (ex: Omo lava mais branco / mulher faz o teste com concorrentes e mostra que é verdade / vem então a assinatura confirmado tudo isso). Vem então a ideia do não-verbal, o lado B das marcas, mais despojada, menos certinha. Como Ronaldo falando mal da Claro em pleno Twitter @ClaroRonaldo. Tudo muito lindo, aceitável, moderno, 2.0.
O ponto que venho discutir, ou como o próprio Uli diz, provocar, é: será que a comunicação tende a ser mais simples e estimulando expressões curtas que ficam no inconsciente do consumidor – tão poluído pela quantidade de mídia/dia – e mexe com a imaginação e percepção do público? Seria este o modo mais eficaz de propagar uma mensagem? Particularmente eu gosto e admiro aquele que consegue vender uma comunicação que fuja do behaviorismo, que é tão difundido e estabelecido na comunicação mundial (e nos departamentos de marketing – vulgo cliente). Conversas mais despojadas, simples, desprendidas de formatos clássicos – mesmo ainda acreditando na sua eficácia. Afinal, não podemos ser tão extremos também, nunca. Equilibrados sempre.
Ok, chega de hipocrisia. Se você reclama do excesso de cores do Restart e achou estranho eles levarem tudo no VMB, pode se acostumar, porque essa nova geração (que nem sei mais como chamar) adora tudo isso e estamos entrando nessa também. Duvida?
Como já previa a Box 1824 nesse estudo (aqui abaixo), o mundo está ficando cada vez mais colorido, segundo o trendwatching: insano.
A questão em voga não são nem as cores, mas sim a necessidade de diferenciação. Como nos tornamos depósitos de conteúdo ambulantes, consumidores desses alimentos em excesso, queremos ser parecidos com as pessoas da nossa tribo e ao mesmo tempo nos diferenciar deles – é maluco, não? Exatamente. Temos tanta coisa pra escolher que acabamos querendo experimentar tudo, marcas, produtos, serviços, bares (né, Foursquare?), até as cores. E nessa revolução contra a caretisse e os carros monocromáticos das grandes metrópoles, surgem os Novos Unos, iPods Nano, os Nike iDs, as M.I.A.s, Lady Gagas, e é claro, as calças coloridas da família Restart. Comece a observar a mídia e verá a MTV na Rua, MariMoon e a antenada Capricho, Glee, Kick-Ass – preciso ainda falar como são os óculos e relógios do momento? Personalizados, mas iguais; coloridos, insanos.
Mais curioso ainda, é observar como pensamos global, sendo local. Somos metrópole, adoramos shows, grandes festas, SWU, mas acabamos conversando sempre com as mesmas pessoas no Facebook, Twitter, Orkut (?). Vivemos confundindo aquilo que é real do virtual, cruzando tudo e complicando ainda mais. E pra essa galera nova, não existe esse papo de online e offline; a propósito, pare de usar esses termos, é bobagem, ultrapassado, misture tudo. Andy Warhol já sabia, tudo isso se tornou muito natural, e colorido.
Você deve estar lendo esse título e pensando: como assim? ficou louco? o que Batman – The Dark Knight está fazendo aqui? Pois bem, essa é a ideia. Quero brincar um pouco com a ficção pra compartilhar um pensamento sobre um jeito interessante de fazer as coisas. Vamos lá!
Imagine você, numa sala de reunião, fazendo brainstorm com o Coringa…
…sim, aquele psicopata do filme, o clássico vilão, disposto a matar todos por questões que nem ele deve saber – por prazer, talvez. Foi isso que pensei quando assisti (mais uma vez) o filme há alguns dias atrás. Todos os diálogos onde se envolve o Joker são ótimos, e sempre me chamaram muito a atenção – como naquele momento onde é torturado pelo Batman, cena fantástica; mas gosto principalmente da conversa que ele tem com Harvey Dent – conversa que pra nós planners, pode ser no mínimo interessante.
Depois de arrebentar com tudo, destruir a cara do promotor espertão, matar a noiva dele e e ainda mexer com o humor do Batman; Coringa diz pra Dent que não planejou nada, que ele só faz, faz, faz, com o propósito de criar e disseminar o caos entre as pessoas e o poder público, utilizando o medo como forma de persuasão. Ameaçou assassinar o prefeito, matar inocentes caso o cavaleiro das trevas não fosse desmascarado, enfim, a história todos já conhecem. Ele criava tumulto, provocava a desordem – essa era a ideia principal.
Trazendo um pouco para o nosso mundo, o assunto levantado por ele me lembra um pouco a palestra de Chuck Porter (CEO da CP+B) num evento do CCSP ano passado. Lá ele diz que tinha sorte na profissão, e que assim como artistas, músicos, físicos, ele não tinha matemática certa para o que fazem lá, eles simplesmente fazem, deixam rolar, e fazem bastante. Até dar certo. O vídeo é longo (3 partes), mas vale cada minuto.
Mas e o brainstorm com o Coringa? Não sei se demoraria muito esse debate, afinal o ideal do vilão sempre foi muito claro, e a promessa de provocar o medo ainda mais.
Estou indo contra o pensamento estratégico? Não. Nenhum pouco. Só apontando outras formas, caminhos que talvez funcionem tanto quanto pensar demais numa mesma coisa. Agir pelo impulso, intuição, instinto, aliado a um forte propósito com uma forte ferramenta de persuasão, é difícil não funcionar. Me simpatizo demais com o formato desse palhaço em ser simples e tão interessante. E você?
O post de hoje veio da indicação da @carolmore, e vem de encontro com um antigo sonho, que tenho que admitir: já quis ser ilustrador, artista, desenhista. Sempre me interessei por expressar esse tipo de arte, mas faltou competência – talvez. Até pensei em comprar aquelas tablets pra rabiscar, fazer grafismos, novas texturas, patterns, essas coisas. Enfim, ainda bem que as coisas foram caminhando para um outro lado e voltei pra minha realidade de planejar, pensar, entender o comportamento das pessoas, do mercado, etc.
Mas uma coisa que aprendi com o tempo foi que dava pra unir o útil ao hobby, ou se quiser, ao agradável. E deram até nome pra isso: visual thinking, ou aportuguesando a expressão, pensar visualmente.
Desde então, coleciono diversos jpegs, baixados de diferentes lugares, de agregadores especializados a blogs, tumblrs, ffffounds da vida, flickr, entre outros lugares – que até produzem pra gente. E venho buscando formas – à partir da minha falta de talento natural – de encontrar melhores jeitos de expressar aquilo que penso em desenhos simples, sintéticos, lindos e reveladores.
Um dos precursores desse movimento foi David Armano, que hoje é SVP da Edelman Digital. Começou com simples esquemas visuais, no seu blog Logic+Emotion, hoje coleciona lindos gráficos dos mais diversos temas. A revista Super Interessante também é pioneira no assunto, mas hoje vemos muitos deles. Os infográficos expressam lindos desenhos que organizam todo tipo de informação, um sonho sintético para todo planner – talvez tão interessante quanto os storrytellings soltos por aí.
Fiquei sabendo (através do próprio @chmkt), que existe um curso na ESPM que vai falar sobre isso, não fiz ainda, mas estou pensando a respeito. Mas sei lá, acho que vou arriscar mais uns rabiscos antes de passar vergonha no curso. Ferramentas? Não gosto de usar PPT (engessado), tenho aversão a Corel (sim, estou cuspindo em prato que comi), Keynote é melhor pra desenhar, tratar, mas recomendo mesmo o Illustrator – liberdade de desenhos, traços, estabilidade, textura, etc; mas comecem pelo papel mesmo, sempre fundamental.
Se quiser compartilhar mais alguns, mande os links nos comentários!
E valeu pela participação @carolmore, ótima sugestão. :)
Não costumo me pautar por sazonalidades, acho que foge um pouco do propósito da coluna (Outside). Mas hoje vou comentar um pouco sobre um assunto interessante que vale um pouco de atenção e observação da nossa parte.
Cada dia mais valorizamos ações extras, extensões daquilo que gostamos, somos fãs, adeptos, devotos, ou como queiram chamar. Star Wars é o exemplo mais recente.
Nem estou falando de making offs, confesso que nem perco muito tempo neles; mas, sejam 30 segudos a mais ou 10, 20 minutos, 3 horas. Incrível como esse plus faz a gente desejar ainda mais aquilo que tanto gostam, sejam seriados, filmes, músicas, marcas. Aquele epílogo pra explicar um pedaço da história, a cena de sexo que não foi ao cinema, as horas extras daquele filme épico que ainda tinha muita coisa pra contar, a cena cortada do grande clássico dos filmes. Existem vários exemplos.
Essa surpresa é sempre especial, pode ser entregue logo após o último capítulo ou com mais de 30 anos depois da sua aparição. Pequenos pedaços, simples fragmentos de história, que nos faz assistir, recomendar, comentar, curtir – e como essas coisas tem interessado às marcas, não é mesmo?
Você lembra do mIRC? Windows 3.11? já jogou Top Gear? assistiu a estreia do Matrix? ficou louco com o (não) final de Caverna do Dragão? jogou RPG? leu todos Os Senhor dos Anéis? sabe o que significa 4-8-15-16-23-42? curte Weezer? lê quadrinhos? é louco por animes? Óculos fundo de garrafa, vício em produtos culturais, camisa xadrez enfiada na calça justa, tímidos, introvertidos, inocentes; eles não tinham muitos amigos, viviam trancados em casa fazendo coisas estranhas, jogos difíceis. Dá uma olhadinha nas redes sociais dessa galera agora. Anti-sociais?
Outrora excluídos, os nerds estão no poder. E a maior prova disso é parar um pouco e observar algumas das pessoas mais influentes do mercado, como Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckemberg, Michael Cera, JJ Abrams, Marcelo Tas, até o atual presidente americano – Obama – é nerd (ou você conhece algum outro político que leu TODOS os livros de Harry Potter?). Aquela tribo nada social, que mal conseguia trocar algumas palavras, desenvolveu uma capacidade intelectual e uma influência natural que vem guiando as pessoas a trilhar os caminhos para essa frenética revolução tecnológica. Quer saber como funcionam as redes sociais? Eles tiram de letra. Configurar IP, formatar o computador, problemas com o gadget? É moleza. Baixar músicas, filmes, games…? Só pode estar brincando. Tá com dúvidas aí, n00b? Fale com um nerd então.
Esses gurus contemporâneos e curadores tecnológicos usam óculos (ou não), estão na moda, fazem a moda, influenciam as pessoas, a cultura, agora, eles são os produtos da cultura.
Antes negativamente esteriotipados, passaram a ser admirados, reverenciados, e servem de inspiração para campanhas publicitárias, filmes, livros, música, séries, blogs, camisetas, moda, games, lojas, tecnologia (?), instants, faltou alguma coisa?
Losers? Nenhum pouco.
Fotografias saturadas, com luzes brilhantes, espontâneas, com movimento, bastante expressão, “sombras internas”, tiradas na altura do quadril, que transmitem situações inusitadas do cotidiano. Despretensiosas porém reveladoras. Analógicas, mas completamente ao avesso dos grandes passos tecnológicos que tentamos acompanhar. Uma fuga desse futurismo atual, tentando resgatar o ponto de vista nostálgico das belezas diárias.
Essas são algumas das características da Lomografia, uma técnica, um movimento artístico, uma cultura urbana, que através da utilização de câmera Lomo, produzem verdadeiros “voyeurs do cotidiano”.
- Existem 10 regras básicas para essa interessante tribo…
1. Leve sua Lomo aonde você for
2. Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite
3. A Lomografia não interfere na sua vida, ela é parte dela
4. Aproxime-se o mais possível do objeto a ser fotografado
5. Não pense
6. Seja rápido
7. Você não precisa saber antes o que fotografou
8. Nem depois
9. Não fotografe com os olhos
10. Não se preocupe com as regras
Tudo começou na União Soviética, em 1982, quando um general da época (Igor Petrowski Kornitzky), ordenou a criação de uma câmeras simples e baratas, para ser enviadas à todas as casas do país, com a ideia de registrar através da sua população, cenas do cotidiano – ajudando na divulgação do estilo de vida socialista ao mundo. Uma estratégia inovadora, não? Mas como disse lá em cima, aconteceu há quase 30 anos atrás.
Esse movimento está crescendo no Brasil, ganhando muitos adeptos, encontros, novos ensaios, exposições, comunidades, e é claro, lojas especializadas. Além disso, parece ser uma ótima ferramenta para nós, observadores de comportamento, experimentistas, produtores de novas conversas e expressões culturais. Que precisamos entender essa filosofia urbana e o lado poético das coisas. Já pensou brincar com elas em análises etnográficas, pesquisas de campo, pontos de venda, ou numa simples observação comportamental? – daria um toque artístico aos nossos registros, não é mesmo? Eu já me empolguei com a ideia.
Posso pedir a minha ?
PS:
- as fotos e outras informações vieram das comunidades Lomography.com e Lomography Brasil – dê um pulo lá, vale a pena!
- a ideia da coluna veio da leitora, amiga, ex-colega de trabalho e futura planner Mayara (@mazynha_), que comprou sua Lomo e anda se divertindo por aí. Tks Mazynha! :*
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Take a picture of a picture from the past in the present. It’s Dear Photograph– and it’s totally beautiful.
Mais contadores de história, menos publicitários.
Essa semana estava fazendo umas análises das gerações. Millennials, baby boomers, essas coisas que a Box 1824 falou com propriedade neste estudo. Mas me aprofundei um pouco mais nessa galera nova, os nativos digitais. Como são, vivem, pensam. E aí me deparei com isso aqui:
Você já parou pra observar como a gente interage com as novas tecnologias? Seja por games, celular, notebooks, conversa nas redes sociais, iPad. Isso faz parte da nossa vida, é até reduntante falar isso. Mas rolou uma exposição em Florença que através de experimentos sociais misturadas com pesquisas científicas produziram uma série de criações temáticas de arte contemporânea.
A exposição em questão, teve como tema Identidades Virtuais. Os artistas investigaram na cultura digital e como ela está redefinindo as características da nossa sociedade, tanto pessoal quanto coletiva. Um retrato da relação dos homens com as tecnologias digitais.
Robbie Cooper exibiu esse vídeo, que mostra como esses nativos digitais interagem aos jogos. Eles colocaram câmeras dentro do monitor pra filmar as expressões. Dá uma olhada. Com ele, buscou captar as emoções fortes no rosto das crianças. Observe como esse experimento causa dois feedbacks: a reação dos jovens ao jogo, e a sua, reagindo com nossos próprios sentimentos assistindo eles. Louco, não?
Evan Baden, Lila com o Nintendo DS, 2007.
Evan Baden, Katie com o LG Chocolate, 2007.
Outro experimento legal foi este, onde Evan Baden brinca com essa troca do gadget com o usuário. Essa série mostra a expressão facial dos jovens com a atenção dada aos dispositivos digitais. O rosto deles é iluminado com a luz do aparelho, e explora a intimidade do aparelho com os jovens. Show! Aqui tem mais alguns exemplos da exposição, que foi bem interessante. Vale dar uma conferida.
Pedaços de relações das pessoas com produtos. Meio publicitário, né? Quem sabe isso pode ajudar a gente a olhar de perspectivas diferentes para a relação dos consumidores com as marcas e produtos que atendemos. Podem nos render belos insights.
@arthurcesar
via http://memebase.com/category/pedobear-3/page/2/
faved by pearhead
“10 milhões de Monstros! Estou sem palavras, nós conseguimos! É uma doença como eu amo vocês. Saindo de Londres, sorrindo.” Foi assim que a mãe monstra do Pop comemorou sua humilde marca no Twitter. Claro, mais uma vez, a primeira a bater esse número. - e um detalhe: no Facebook dela já são 34 milhões.
Lady Gaga não só assusta nos números, como assusta nas aparições. Seja num evento, nos clipes, shows ou até no próprio Twitter. Ela causa. Mas causa o quê? Você deve estar se perguntando. Tensões culturais. Ela provoca as pessoas, cutuca os bons costumes, vai na contramão da etiqueta, engaja seus fãs, controverte a religião, movimenta o mercado pop.
Lançamento de clipe da Lady Monster não é só um lançamento de clipe, mas sim um evento. É criada uma expectativa, que ela alimenta pela mídia, redes sociais, fãs clubes, blogs, influenciadores, líderes das tribos (não é, Seth Godin?). Num movimento tão natural que se torna irresistível não querer participar desse momento. E após o evento, rolam diversas ações para divulgar o fato. Mídia, redes sociais, fãs clubes, blogs, influenciadores, etc - PR Stunt. Gaga lança música, lança clipe, divulga clipe, vende música, e assim a história se repete.
Ela entendeu como funciona a nova indústria musical. Faixa por faixa, nada de lançar CD e entregar o ouro de uma só vez. Como a Apple e suas várias versões de iPhone, iPad, iPod, pra nos deixar querendo mais a todo momento. Drops de desejo de consumo. A mecânica de venda perfeita. Uma verdadeira aula de ativação, fidelização, promoção, construção de marca, e principalmente, venda efetiva de produto - as músicas, no iTunes, pelo Facebook (ou direto na loja da Apple mesmo).
Uma recente, mas poderosa Lovemark.
E engraçado como alguns exemplos recentes da propaganda brasileira, mostram que as estratégia de tensionar a cultura tem dado ótimos resultados: os Novos Unos, Biro-biro x Maradona, Sandy Devassa e agora a cerveja Proibida.
E assim Lady Gaga, vai se transformando em mais um daqueles ícones imortais, que continuaremos a ouvir por muito tempo. Salve, Gaga.
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Essa é a apresentação do meu artigo sobre o comportamento das pessoas nas Redes Sociais. Foi apresentado no dia 15 de março, 2010.
(2/10) Essa é a segunda de 10 aulas sobre Planejamento de Comunicação.
(1/10) Essa é a primeira de 10 aulas sobre Planejamento de Comunicação.
Palestra realizada com a turma de 4o ano de Publicidade & Propaganda do CESUMAR, no dia 23 de junho de 2009.
Essa é a primeira parte da aula que dei sobre Propaganda, para alunos do curso de Pós Graduação em Comunicação Empresarial. Foi uma experiência bem interessante, que rendeu muita conversa na aula.
planner. nasci em Camboriú-Sc, mas sou maringaense desde criancinha. agora, me tornei um perdido em SP. :) contato? me@arthurcesar.com