Aline Sant´Ana
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Apesar dos “meninos” do Doo Doo Doo já serem um pouco maduros, as batidas e as letras das músicas expressam tudo o que há de mais novo, mais louco e mais incomum, sem compromisso com as classificações. Na letra de “Negócio”, os termos belê e leski ganham a mesma naturalidade do colé quando traduzido para o português formal como qual é. Neste caso, a banda é tão livre, que não coloca a necessidade de informar, para quem não é do Rio, que o belê é a aglutinação da palavra beleza; e o leski, uma mutação da gíria urbana carioca para a palavra moleque (moleque -> lek -> leski).
Não há como negar o perfil mercadológico da banda, que mesmo desapegada aos estereótipos regionais, ainda sustenta sua identidade local. Talvez, isso aconteça por que a busca pelas características culturais determinantes de cada lugar, uma vez encaixadas no formato mercadológico, as tornem ainda mais peculiaridades. Isso faz com que o 3doo´s, como já são chamados pelo fio-da-gema carioca, seja ainda mais único tocando pop alternativo do que um sambão de raiz.
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Não há nada que me deixe mais comovida como ver que o povo brasileiro está, enfim, tomando consciência. Quando falo de consciência uso o termo no geral, para educação, direitos, deveres e até consciência de futuro. Ora, quer coisa mais bonitinha do que um cidadão consciente fazer jus a sua sabedoria esteja ele onde estiver (inclusive na fila do supermercado)??? Obviamente não. Nós, classe baixa, que hoje é gentilmente chamada de classe MÉDIA baixa em desenvolvimento, "nunca antes na história desse país" pudemos nos mobilizar para, se quer, reclamar dentro de um estabelecimento privado - pobrescoitados sem informação.
Havia também o contrário. Nós, da classe baixa, que nos mobilizávamos para lutar na cara dura pelos nossos direitos - pelo menos os nossos direitos de seres humanos - éramos taxados de barraqueiros quando, na exaltação de nossos pedidos, somos um pouco estúpidos (só falamos um pouco alto).
O fato é que agora, só agora, nós, moradores do subúrbio, das baixadas e adjacências, que temos um sacolão no lugar do supermercado, um posto de saúde no lugar de um hospital, um armarinho no lugar de...(tudo o que vende no supermercado, posto de gasolina, farmácia, auto-peças e afins), compreendemos que somos nós que sustentamos esse país.
É bonito pra caramba ver que o teu dinheiro dá pra fazer a compra do mês e ainda, quem sabe, trocar aquela Caloy mais antiga por uma de marchas. É legal poder sair do banco tendo pago todas as suas dívidas de cinco anos no SPC, e perceber que sobrou 5 reais. O mais legal ainda, é quando você ex-pobrecoitado-desinformado-barraqueiro entra numa loja para comprar a tua bicicleta Caloy 3 marchas zero-bala, e tem o seu crédito impedido pelo antigo nome sujo.
Obviamente, que você agora com o poder de dignidade (comprador) chegará ao gerente bunda-mole fiel escudeiro dos empresários exploradores e masoquistas da loja e dirá: "Eu conheço os meus direitos e não vou admitir ser chicoteado mais uma vez!"
Que lindo, senhor brasileiro, você acaba de falar em nome de TODAS as minorias! Com uma só frase, nós, com aquela cara de donos do mundo, falamos por uma geração quem em quatro séculos calou-se para o poder das raças, das religiões, das oligarquias, dos bens, do capital...e de tudo que nos fez inferiores aos outros. Com uma só frase , nós conseguimos atingir, pelo modo racional, tudo o que sempre quiseram nos esconder: nós somos iguais!
E entendemos ainda, que nossas oportunidades não se resumem só aos tempos de vacas de gordas. A nossa dignidade se fará enquanto houver vacas. Cabe a nós continuar sabendo como engordá-las.
Há três anos o meu ano começa do mesmo jeito: minha família fingindo que se ama enquanto se batem por um pedaço da coxa do pernil e ao mesmo tempo se ofendendo pela saída da dieta que um ou outro começara antes do natal. Quando aquela prima mais descolada e com um namorado tatuado vai embora, as tias velhas e que se dizem boazinhas começam a fuxicar sobre a possível gravidez que assola o obelisco espaço extra da barriga da menina. "Menina? que nada!", resmunga uma. "Aquela ali já não é mais menina há tempos!", envenena outra.
Não muito longe dali, está aquele tio que tenta ser simpático e ao mesmo tempo sabichão, ao ponto de discutir sobre a alienação do povo brasileiro, defendendo (evidentemente) o jornalismo da Rede Record e batendo palma pro Cabral. Vale lembrar que sempre (eu disse sempre), vem desse tio aquela BRILHANTE piada do "é pavê ou pra comer" ! Hahaha, engraçadinho.
Com esse tio, completam o círculo familiar superanimado, os seus avós, as irmãs, tias, primas e madrinhas de seus avós (nem imagine o tempo de existência dessas pessoas); seus irmãos, seus meio-irmãos, seus cunhados e adereços, e (não podia faltar) seu vizinho solteirão mais chegado.
E assim, todo mundo junto num pseudo churrasco-feijoada-ceia de natal, fazemos a festa.
Ai ai, o retrato da família carioca brasileira !
Mas dessa vez resolvi não sair nesse retrato.
Assim como de três anos pra cá meu final de ano foi regado de mesmices, de três anos pra cá tomei uma completa abominação por hipocrisia. E assim espero continuar nos meus anos seguintes.
Não quero sair nesse retrato. Quero ser eu a tirar a foto. Pelo menos assim terei a maldade em dizer: "sorriam"!
(Do outro)
A pessoa bem educada é a pessoa boa. Sempre discorro do pensamento de que a boa educação é aquela que nos afasta, enquanto humanos, dos nossos instintos naturais, ou se preferir, instintos primários. Para início de conversa parto da premissa que o homem é um selvagem evoluído vivendo sob a sombra da hipócrita floresta da sociedade. Sociedade, portanto, é uma invenção de vida em que nós homens, acreditamos nos fazer superior aos de quatro patas. Bobagem.
Esta semana aconteceu, em São Borja, a 25ª feira do Livro, mais conhecida como Felivro SB, onde pude “brincar” de jornalista. A experiência foi legal o suficiente para saber qual será o meu futuro como jornalista: eu serei aquela jornalista atrapalhada; aquela que geralmente leva coice da galera.
Pois é, esta não a minha primeira experiência como jornalista, mas é sem dúvida a mais séria e competitiva de todas. Eu me senti literalmente numa redação. Tive dead-line, matéria de última hora, pautas frias, pautas quentes, bafões e até cobertura ao estilo paparazzi. No critério matéria, foi tranquilo. Escrever não é, nem de longe, o meu problema. Quanto a reportagens, digamos que eu fui um tanto quanto imatura ao achar que pelo fato da cidade ser pequena, não haveria concorrência para noticiar determinado fato.
Aprendi que a concorrência não se estima em números, mas em presença. Se tiver uma única pessoa pleiteando a mesma coisa que você, acredite, ela é a sua MAIOR concorrência. Nunca menospreze uma concorrência, sendo ela numerosa ou não, concorrência é concorrência. Devemos sempre estar a um passo na frente , inclusive da nossa sombra.
Quanto às entrevistas, não tive muita surpresa. Digamos que a técnica para entrevistar veio de berço – a simpatia. Você pode não saber nada do que vai perguntar, pode não saber, inclusive, quem é exatamente o entrevistado, mas se você tiver simpatia, meu bem, você já ganha o pão de amanhã. A minha primeira experiência com uma pessoa realmente importante foi um tanto inusitada. Tentei, primeiramente, entrevistar uma escritora muita famosa aqui da região missionária por telefone. A escritora mora em Santa Maria, e eu, aqui de São Borja, liguei inúmeras vezes para marcar a entrevista. A princípio ela não se mostrou muito simpática não, mas a minha insistência a fez ceder aos holofotes do jornal.
Depois desta, entrevistei mais dois escritores famosos. Um, inclusive, marcou a entrevista na casa dele. Ao final do serviço ganhei até um livro, que não aceitei, logicamente. Óssios do ofício. Porém o mais gratificante foi saber que de alguma forma, eu tinha o poder sobre a imagem daqueles que entrevistei. Por um instante senti que as pessoas se preocupam conosco, jornalistas, pelo fato de termos o poder de “modelar” suas imagens para outras pessoas.
E foi exatamente isso que fiz. Na primeira entrevista, tive uma identificação e admiração muito forte com a história da entrevistada, o que resultou numa matéria de capa cujos comentários foram, entre aqueles que não a conheciam, os melhores possíveis: “ nossa que escritora fantástica ! Essa mulher é demais”, diziam alguns. De repente me dei conta de que as pessoas reproduziam a MINHA impressão sobre a mulher. Incrível.
No quesito cobertura do evento, foi a mesma coisa. As reportagens se davam instantaneamente aos acontecimentos, e quanto mais enfática eu falava, mais as pessoas sentiam a emoção do evento: “ eita, a feira hoje está animada”, comentou uma pessoa.
É, realmente me entreguei ao ofício. Nunca pensei que pudesse me enquadrar naquilo que antes considerava terrível – formar opiniões. Hoje, no entanto, percebo que a profissão não é tão endiabrada como a colocam. O jornalismo é, ao contrário, uma das profissões mais dignas que podem existir. É uma profissão que, sem perceber, necesitamos para viver em sociedade. Então, é melhor que o PODER da mídia esteja nas mãos de gente de bem, como eu, do que simplesmente inexistir, pela irrefutável desculpa de ser formadora de opiniões. Me diz ai, você consegue viver sem informação?
Eu sempre fui muito estranha. De fato. Eu nunca concordava com nada. Eu nunca aceitava nada. Eu nunca entendia nada. Na verdade, a principal coisa que me levava a ser a estranha do lar, era o fato de eu nunca entender como este funcionava. Isto é, nas palavras da minha mãe, eu não conseguia entender os papéis de cada um dentro de um lar - vale lembrar, que ela se pautava nos papéis de um lar tradicional; patriarcal.
Veja a matéria completa em http://www.guardian.co.uk/education/2010/aug/02/universities-state-schools-a-levels
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Só por hoje, eu queria o amor do @nycckster e do @_renanguerra. Pode?
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@_renanguerra por estar sem internet, a @_sofiasilva pediu para vc vir aqui ver filme com ela :D
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@nycckster ¬¬
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Esses caras que dependem das mulheres até para fazer piadas, tsc tsc
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@SukitaSoares quando quiser venha pra mais um tea, pq nossa finesse é britânica !
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Meninas, destruimos o @nycckster agora ou agora?
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@SukitaSoares mas que rápida, essa guria. Vem sim :D
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Desculpem repetir, mas por que estão votando por uma coisa que JÁ estava decidida e tem dado CERTO desde 2003? #cotassim
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A hora de sair do "movimento" é quando vc se vê proclamando Che Guevara numa conversa sobre o tempo.
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@SukitaSoares sim. Quer vir aqui agora? Vou tomar banho e num minuto falamos.
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O melhor é que imprensa de esquerda está cagando pra tudo isso. Cotas?? especulação do DEM para otários acreditarem numa democracia branca.
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Que saco essa conversa burguesa de ser contra as cotas.Vão estudar um pouco de "Como Funciona a Sociedade", em Mandell, e depois discutimos.
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Descobriram que eu estou à serviço do governo, OMG.
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Quando vão entender que essa crise ainda NÃO é a do Capital? http://t.co/eOn7w3z5
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Só digo uma coisa, eu conheço aquela barraca de "outros" eventos.
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Posso comentar essa, produção? http://t.co/dwpgk0j9
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A minha vida está mais emocionante que o jogo.
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@nycckster não, não faça isso.
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@nycckster justo quando o assunto é sério, ai ai
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