acholegal.com
um grupo de amigos cheios de idéias vivendo altas aventuras que até deus duvida
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September 02, 06:56 PM
O anúncio do estádio corintiano como palco paulista para abertura e jogos da Copa do Mundo de 2014 é uma derrota política para o São Paulo Futebol Clube. O clube tratava o Morumbi como palco da abertura do Mundial desde que o Brasil foi anunciado o país do torneio, em 2007. A política já havia [...]
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September 02, 06:56 PM
“EU QUERO ‘IBAGENS’”, Datena
José Luiz Datena, 53, apresentador de televisão católico. Acredita em Deus. Pra caramba! E quer “que se lasque quem não acredita em Deus”. “Eu respeito até gente que não acredita em deus e que é gente de bem. Tem gente de bem que não acredita em deus. Que acredita que ele mesmo seja deus. [...] -
September 02, 06:56 PM
95% dos seguidores de Ronaldo no Twitter não são são-paulinos
Em seu perfil oficial, o atacante Ronaldo fez uma rápida pesquisa com seus seguidores para saber qual seria a preferência deles para a partida desta quarta-feira entre Internacional x São Paulo, pela Copa Libertadores da América. E, segundo o próprio jogador, 95% das respostas foram favoráveis ao Colorado. “Estou com uma dúvida. [...] -
September 02, 06:56 PM
Três mãos no futebol, apenas uma “legal”
Henry dominou a bola com a mão, cruzou para trás e PIMBA! Gol da França e Irlanda fora da Copa. Não fosse esse lance, o jogo iria para os pênaltis. O francês foi malandro, mas a falta de visão do árbitro fez o lance seguir. O que você faria, se fosse o avante francês? Admitiria [...] -
September 02, 06:56 PM
FINALMENTE: Toy Story 3
Resumindo: de cortar o coração. A Pixar detonou de novo, óbvio! Não dá pra competir com os produtores de Procurando Nemo, Monstros S.A. e Wall-E. É impossível! Eles dominaram totalmente a forma de fazer filmes que mexam com os sentimentos dos espectadores e, tecnicamente, melhoram a cada ano. E olha que eu assisti em 2D… Não vou [...] -
September 02, 06:56 PM
Dunga em: um dia de fúria
Pretendo que esta seja a última vez que toco no assunto. E hoje vou dar um toque mais bem humorado pra história. O vídeo é antigo (nos padrões internet-140-caracteres-segundo-a-segundo), mas é uma boa paródia com o que aconteceu. Bom para dar umas risadas. Mas antes, queria que você, estimado leitor, querida leitora, pensasse um pouco no [...] -
September 02, 06:56 PM
Cala boca Tadeu Schmidt?
Você, leitor ou leitora informado, que lê jornal, acompanha o noticiário dia-a-dia, já deve ter ouvido falar na história do Cala boca Galvão que apareceu no twitter, ganhou o mundo e foi parar no El País e no New York Times. A brincadeira fez o mundo acreditar que se tratava de uma campanha para [...] -
September 02, 06:56 PM
Nada justifica
Tentei pensar numa situação hipotética para aproximar mais você, leitor, da história dunga versus imprensa. Mas não consegui. Então vou direto ao ponto, mesmo. Nada no mundo justifica o que o treinador fez na coletiva pós-jogo de ontem. Não interessa o que fez Alex Escobar. O repórter podia estar imitando o técnico. Seria uma tremenda infantilidade [...] -
September 02, 06:56 PM
Futebol na Copa 2014 é mero detalhe
O veto ao estádio do Morumbi de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 foi politicagem pura. Mesmo que o São Paulo tenha dado motivo para ter seu projeto contestado e não tenha corrido atrás da maneira como devia para viabilizar o estádio técnica e financeiramente. Há muito se sabe que o presidente da CBF, Ricardo [...] -
September 02, 06:56 PM
Qual propaganda é melhor?
No Brasil, a Brahma (que, apesar das péssimas propagandas ainda é minha marca de cerveja preferida nos botecos da vida) lançou a campanha em favor da seleção brasileira comparando o futebol à guerra. O jogador brasileiro é guerreiro em campo e curte um samba na concentração. BLERGH! Na Argentina, a TyC Sports lançou campanha publicitária destacando [...]
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August 23, 01:30 PM
Support your local team
Um final de semana sem futebol é sempre triste, como todos sabemos. A ausência de um jogo qualquer faz com que os nossos dias fiquem vazios e sem sentido. No futebol inglês, esse final de semana será o dos dias 4 e 5 de setembro. No dia 3, sexta-feira, o English Team entrará em campo para enfrentar a Bulgária em Wembley. É um final de semana das chamadas “Datas Fifa”, aqueles dias que os mandatários do futebol mundial separam para a realização de amistosos entre seleções ou outros eventos esportivos.
Assim, ligas inteligentes (o que exclui o Campeonato Brasileiro) são interrompidas. Na Inglaterra, a interrupção pegará a Premier League e a Championship (Football League One e Two continuarão). Para os amantes do futebol não se sentirem solitários e os dias não ficarem vazios, um grupo de torcedores — liderados por James Doe, adepto do Harrow Borough F.C., da Isthmian League Premier Division, a sétima divisão do futebol inglês — criou o “non-league day“, previsto para o dia 4 de setembro. Com uso inteligente das mídias sociais, esses torcedores criaram um mapa com a ajuda do Google Maps para listar todos os jogos que serão realizados nas “não-ligas”, ou seja, nos campeonatos da quinta divisão para baixo, normalmente formado por times amadores, e também na primeira fase da FA Vase, copa organizada pela Football Associaton para times que não estão em uma das quatro primeiras divisões do futebol inglês.
Através do site, Doe faz um apelo aos torcedores dos clubes grandes ingleses. “Com a Inglaterra jogando na noite anterior e a Premier League e a Championship fazendo uma pausa, eu peço que todos os torcedores dos clubes grandes assistam seus times locais que não estão nas ligas no dia 4 de setembro. Dada a atual conjuntura financeira, clubes fora da Football League precisam de todo o apoio que puderem conseguir, então a sua presença em um jogo será genuinamente apreciada. Com ingressos e bebidas baratas, o que está te impedindo?”, escreveu o idealizador do projeto.
Segundo o autor do “Non-League Day”, os jogos das divisões inferiores representam a “verdadeira alma do futebol”, que não foi corrompido pelo dinheiro que movimenta os times das duas principais divisões do futebol inglês. Concordando ou não com isso, não deixa de ser uma excelente ideia para ajudar os torcedores a encontrarem um bom programa para um triste sábado sem futebol.
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July 15, 01:42 PM
Ingleses e “ingleses” na África
Natal, Ano Novo, o futebol inglês não para.
A Copa do Mundo acabou e os ingleses naufragaram de novo. 4-1, derrota constrangedora para os rivais alemães (que se vingaram não só da Copa de 66 mas deste jogo aqui também) e um conceito tipicamente inglês foi colocado em xeque: a tradição dos jogos em datas próximas ao Natal e Ano Novo, como o Boxing Day, a rodada completa no dia 26 de dezembro. O desempenho pífio do English Team reacendeu a polêmica questão do winter break (período de férias em inter-temporada europeia) ser finalmente adotado para amenizar o desgate de seus jogadores no pós-temporada, e foi o técnico italiano Fabio Capelloi o homem da vez a questionar o calendário entupido local - para comparar, os alemães tem três semanas de folga no fim do ano, os italianos tem duas.
Sven-Göran Eriksson, Kevin Keegan e Steve McLaren, ex-treinadores do English Team, também já bateram nesta tecla. Mas a Premier League tratou de se manter firme e rechaçar quaisquer mudanças na agenda doméstica. Mais do que isso: jogou a culpa no colo da Football Association, a CBF da Ilha Mãe, que supostamente prima por uma agenda lotada justamente para acomodar os cotejos da FA Cup e da Carling Cup – ou seja, as ligas não tem nada a ver com o desgate físico dos selecionáveis. Não mesmo?
A despeito dessa briga, o treinador de seleções mais bem pago do mundo também teve sua porcentagem no fiasco, claro, como ao abrir mão de jogadores como Ashley Young, Adam Johnson, Leighton Baines e Gabriel Agbonlahor para insistir nas velhas peças não-funcionais de sempre, com Emile Heskey despontando como principal xodó do italiano – reserva de Carew no Aston Villa e mais recente jogador aposentado do English Team. Mas uma análise mais profunda não cabe aqui, e sim aos caras do Ortodoxo e Moderno e outros blogs de futebol inglês de primeira linha. No Chuveirinho, o que interessa é saber se o B-side, o outro lado do disco do futebol inglês também fez bom trabalho em esburacados campos sulafricanos.
Jonas foi mais longe
Quando, no começo de junho, as listas finais das seleções do Mundial foram divulgadas, eram 11 os jogadores da Football League Championship, a série B do lado de lá do Canal da Mancha. Pouco? Bem, era mais do que o dobro dos jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro na Copa (5).
Marek Cech, Jay DeMerit, Rory Fallon, Adam Federici, Jonas Gutierrez, Gonzalo Jara, Brad Jones, Chris Killen, Robert Koren, Tommy Smith e Chris Wood foram os solitários segundinos. Com dois australianos (Federici e Brad Jones) no gol e 9 jogadores de linha, o time fictício dos representantes da Championship ficaria escalado assim, no 3-4-2:
Federici (Jones); Jara, DeMerit e Cech; Jonas Gutiérrez, Koren, Killen e Smith; Fallon e Wood
Destes, apenas os arqueiros dos Socceroos permaneceram o tempo todo no banco. Os demais todos entraram, sendo Jonas Gutiérrez, do Newcastle e da Albiceleste, aquele que chegou mais longe no Mundial (quartas-de-final). Mark Schwarzer, experiente goleiro do Fulham, teve a sombra de Federici por perto, mas não a de Jones. Explico. Brad Jones deixou a concentração australiana há exatos 7 dias da estreia dos Socceroos contra a Alemanha porque seu filho foi diagnosticado com suspeita de câncer. Jones imediatamente voou para a França, onde estava sua ex-mulher, e não retornou mais à África do Sul.
Desfalque para o time da Football League Championship, que ficou com 10 atletas (9 em campo). Mas teve quem fizesse bom trabalho também.
Gonzalo Jara, zagueiro do Chile e do West Bromwich Albion: A máxima de que a defesa chilena é uma das mais frágeis das Américas passa pela baixa estatura de todos os zagueiros, que, com exceção de Ponce e o péssimo Fuentes, não ultrapassam 1,80m. Mas Gonzalo Jara confere um ritmo diferente, com agilidade e boas antecipações. Na Copa, porém, foi um pouco irregular. Entrou na segunda etapa contra Honduras, fez jogo mediano com a Suiça e teve sua melhor performance justo no jogo mais difícil da primeira fase, contra a Espanha. Na partida com o Brasil, mostrou-se indeciso e mal posicionado como quase todos os companheiros. Subiu com o WBA para a Premier League na última temporada.
Jay DeMerit, zagueiro dos EUA e do Watford: Jogando no time amarelo do Elton John desde 2004, Jay DeMerit começou a chamar atenção de Bob Bradley apenas no ano passado, quando foi convocado para o elenco vicecampeão da Copa das Confederações. “Presenteado” com a contusão de Bocanegra naquela ocasião, DeMerit entrou no time titular norteamericano e não saiu mais. Quando Bocanegra voltou, foi a vez de Onyewu rodar. O zagueiro do Milan não se recuperou bem de contusão e DeMerit foi titular em todos os jogos na África do Sul com atuações seguras. Pouco teve culpa na eliminação.
Marek Cech, lateral da Eslováquia e do West Bromwich Albion: Ex-lateral do Porto, Cech chegou à Copa credenciado como um dos eslovacos com mais experiência internacional. Mas foi sacado do time a partir do segundo jogo: Kornel Salata, contra o Paraguai, e Radoslav Zabavnik, contra Itália e Holanda, foram seus substitutos; Cech não voltou mais, e, apesar da ótima campanha dos compatriotas, não fez uma boa Copa no geral. Esperava-se mais. Apenas 90 minutos e um mau futebol jogado.
Los Pumas 1x0: Tackle de Jonas sobre Obasi
Jonas Gutiérrez, lateral/ala da Argentina e do Newcastle United: Engraçado. Essa palavra diz muito sobre o que foi Jonas na Copa. Não podia mesmo dar coisa boa um argentino cabeludo de 1,82m e ombros largos jogando improvisado na lateral-direita de uma equipe de notável qualidade técnica – do meio pra frente, claro. “É jogador de rugby?”, perguntavam as pessoas não muito habituados com a figura. Não, Jonas não é da equipe de Los Pumas, e sim titular da Albiceleste. A útlima impressão é a que fica e a sua imagem foi bastante comprometida. O bom e regular Gutiérrez do Mallorca, do Newcastle e do fim das Eliminatórias foi sacrificado por culpa das vaidades de Maradona, que não chamou o expert na posição, Javier Zanetti. O winger dos Magpies fez uma péssima estreia na lateral e um mau segundo jogo com a Coreia. Dali em diante, Otamendi, outro que também não agradou, tomou seu lugar. Chegou às quartas, mais longe do que o resto dos representantes da Championship, mas Koren, DeMerit e Wood fizeram melhor Copa do que ele.
Robert Koren, volante da Eslovênia e do West Bromwich Albion: Desde 2007 no West Brom e com 50 jogos pela seleção eslovena – onde é o capitão -, Koren também pode se gabar de ter sido o solitário representante da Championship a marcar um gol na Copa – mais do que Wayne Rooney fez em duas, veja só você. E não foi um gol qualquer. Quem acordou na manhã de domingo do dia 13 de junho, viu um jogo feio entre Argélia x Eslovênia, mas também assistiu ao tento do capitão esloveno, e um belo frango do goleiro Chaouchi. Atuações seguras contra EUA no primeiro tempo e mediana contra a Inglaterra. Mas o gol foi o suficiente para dar uma boa moral a Koren, que saiu por cima no Mundial. O esloveno se desligou do WBA ao fim da temporada e agora é free agent.
Chris Killen, meia-atacante da Nova Zelândia e do Middlesbrough: Camisa 10 da Nova Zelândia e com responsabilidade grande por jogar no maior dentre todos os times onde atuam seus compatriotas, Killen não fez uma boa Copa. Sumido em todos os confrontos, mais valeu para dar lugar à Wood na estreia. Foi um verdadeiro nota 5 no Mundial. Atacante revelado pelo Manchester City, vale dizer que Killen teve que jogar um pouco recuado, como um ponta-de-lança atrás de Fallon e Smeltz, o que pode ter prejudicado sua atuação. O neozelandês deixa o Boro e está livre para transferência; é mais um free agent na praça.
Tommy Smith, lateral da Nova Zelândia e do Ipswich Town (emprestado ao Brentford): Tommy Smith tinha a concorrência do experiente Tony Lochhead no flanco esquerdo. Por isso, foi deslocado para o lado da zaga, atuando junto do tarimbado capitão Ryan Nelsen (do Blackburn) e de Winston Reid, autor do gol de empate com a Eslováquia. O desempenho foi razoável: Smith, nascido em 1990 na Inglaterra mas desde os 8 anos no país da Oceania, mostrou segurança na posição. Acertou 34 dos 49 passes na estreia com a Eslováquia. E, apesar de ter sido o autor do pênalti em De Rossi no segundo jogo, fez, no geral, uma boa Copa de estreia.
Rory Fallon, atacante da Nova Zelândia e do Plymouth Argyle: Depois de ser o herói dos All Whites e marcar o gol da classificação ao Mundial no ano passado, Fallon viveu um 2010 de altos e baixos: caiu com o Plymouth Argyle para a League One (terceira divisão) mas fez parte do elenco neozelandês que saiu da Copa do Mundo da África como único time invicto. E jogou os 3 jogos. Fallon mais reclamou do juiz (e tomou 1 amarelo) do que efetivamente jogou nesta Copa, mas tudo bem. Seu companheiro de ataque Shane Smeltz assustou muito mais as zagas adversárias e chamou para si a atenção; tudo bem também. A Nova Zelândia foi a única seleção invicta e é isto que interessa.
Jóia rara em Hawthorns, Chris Wood fez uma Copa interessante pelos All Whites
Chris Wood, atacante da Nova Zelândia e do West Bromwich Albion: Terceiro jogador mais jovem da Copa, depois dos nascidos em 1992 Vincent Aboubakar, de Camarões, e Christian Eriksen, da Dinamarca, Chris Wood foi uma das armas neozelandesas para o segundo tempo nesta Copa. O técnico Ricki Herbert lançou mão do jogador nascido em dezembro de 1991 em duas partidas. Numa deles, contra a Itália, Wood, de 1,91m, deu um drible sensacional em ninguém menos do que Fabio Cannavaro e chutou rente ao gol de Marchetti. Participação curta, mas promissora. Pode ser uma boa surpresa na Premier League este ano.
Veja o lance de Chris Wood em Cannavaro a partir do 1\’03\’\’
Faltou alguém
Relembrando os jogadores citados neste post do Chuveirinho, as ausências ficaram por conta dos australianos Rhys Williams e Scott McDonald, que estão representados no Álbum da Copa mas foram cortados da lista final de Pim Verbeek; o cordobês Fabricio Coloccini, pouco aproveitado na reta final da preparação argentina, mas que, ainda assim, tinha alguma chance com Maradona; o argelino Hameur Bouazza, do recém-promovido Blackpool, cortado da lista dos 23 da Argélia mesmo tendo marcado o gol derradeiro na prorrogação contra a Costa do Marfim na Copa das Nações Africanas em janeiro; e, por fim, o marfinense Aboulaye Meité, ex-lateral do Bolton e atualmente no West Bromwich Albion, outro preterido pelo treinador, o sueco Sven-Göran Eriksson.
É bom ressaltar que todos os citados no post de hoje jogaram a temporada 2009-2010. Excluímos, portanto, os atletas dos times novos para 2010-2011, como os dos rebaixados na Premier League Hull City, Burnley e Portsmouth (este com inúmeros jogadores na África), que oficialmente ainda não disputaram a segundona – a temporada só começa dia 6 de agosto, com o jogo Norwich City x Watford, e você terá mais detalhes sobre as divisões inglesas abaixo da Premier League ainda este mês no Chuveirinho.
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April 18, 11:08 AM
United bate novamente o City – e de novo nos acréscimos
Apesar de ser disputado desde 1894 (primeira partida em 3 de novembro de 1894 no antibvo Estádio Hyde Road, antiga casa do City), o derby de Manchester nunca teve tanta importância como a adquirida na atual temporada. O milionário investimento feito pelos Citizens, junto com o sempre em boa fase time de Alex Ferguson, fizeram com que a disputa entre as duas equipes fosse uma atração a parte, como se fosse uma briga dos novos ricos contra o multicampeão dos últimos anos. E, bem… era mais ou menos assim.
O City pode ter começado a temporada sonhando com títulos, mas a ideia foi logo abandonada. Ainda assim, os confrontos com o United tiveram importância fundamental na classificação da Premier League e também na Copa da Liga – os times se enfrentaram na semifinal. Dos quatro duelos, os Red Devils saíram vitoriosos em três. Todos os jogos, aliás, foram exatamente o que se esperava: grandes confrontos e resultados apertados, decididos apenas nos acréscimos.
O primeiro encontro entre United e City na temporada foi no dia 20 de setembro de 2009. Em Old Trafford, Rooney abriu o marcador aos cinco minutos e Barry empatou aos 16. No começo da segunda etapa, Fletcher voltou a colocar os Red Devils em vantagem, mas Bellamy deixou tudo igual quatro minutos depois. Já no fim do jogo, o escocês marcou novamente, mas Bellamy, aos 45 minutos, empatou. O 3 a 3 já era histórico, mas não, mais alguma coisa devia acontecer. E lá foi Michael Owen garantir a vitória aos 51 minutos (isso mesmo). Primeiro confronto entre os dois e primeira vitória do United nos acréscimos. E, acreditem, isso aconteceria de novo.
No City of Manchester, os times se encontraram pela semifinal da Copa da Liga. No primeiro jogo, um show de Tevez garantiu a vitória do City: 2 a 1 (dois do argentino e um de Giggs para o United). Na semana seguinte veio a volta, no Old Trafford. No segundo tempo, Scholes colocou o United em vantagem e Carrick fez o gol que estava garantindo a classificação dos Red Devils. Até Tevez diminuir aos 31, resultado que levava o jogo para a prorrogação. Daí, aos 47 da segunda etapa, Rooney fez o gol que levou o United para a sua segunda final consecutiva da Copa da Liga – que se tornaria também o segundo título seguido dos Red Devils, que bateram o Aston Villa.
Scholes marcou pela sétima vez contra o City em sua carreira e garantiu mais uma vitória nos acréscimos para o United
O quarto jogo era fundamental para os dois times. No City of Manchester, os Citizens precisavam vencer para se manter na quarta posição e continuar a busca por uma vaga na Liga dos Campeões. Já o United precisava da vitória para seguir na cola do líder Chelsea, que estava com quatro pontos de vantagem. Aos 48 da segunda etapa, Paul Scholes, de cabeça, marcou seu sétimo gol contra o City na história e garantiu mais uma importante vitória para o United na temporada, e mais uma vez decidida nos acréscimos.
Já em Londres…
Outro jogo da rodada de fundamental importância para a definição da Premier League foi outro clássico local, em Londres. No White Hart Lane, o Tottenham, que no meio da semana bateu o Arsenal em sua casa por 2 a 1, recebia o líder Chelsea. Os Spurs venceram mais um duelo local e pelo mesmo placar – 2 a 1 (resultado que não reflete o que aconteceu dentro de campo, com um Tottenham bastante superior ao Chelsea) – e esquentaram a briga tanto pelo título da temporada (restando três rodadas, a distância do ainda líder Chelsea para o Manchester United é de apenas um ponto) quanto pela última vaga na Liga dos Campeões (os Spurs passaram o City e agora somam 64 pontos, contra 62 dos Citizens. Ambas as equipes têm quatro jogos para disputar).
O Arsenal… ah, o Arsenal. Arsene Wenger jogou a toalha depois do jogo contra o Tottenham, mas os resultados do sábado devolveram aos Gunners o sonho do título. Aí, contra o Wigan, o Arsenal conseguiu abrir 2 a 0 no marcador fora de casa, mas também assistiu os Latics, que não brigam por nada, virarem no fim do jogo. É isso, o título voltou a ficar distante do Emirates.
A próxima rodada reserva alguns excelentes jogos entre os times de cima. O Tottenham, empolgado após vencer dois rivais locais em casa, viaja para Manchester para enfrentar o United. Já o Arsenal recebe o City em jogo fundamental para os Citizens, mas nem tão importante para os Gunners. O Chelsea, enquanto isso, tem um aparentemente tranquilo duelo contra o Stoke City em Stamford Bridge.
Nessas rodadas finais, o jogo mais interessante será no dia 5 de maio, uma quarta-feira. No City of Manchester, os dois postulantes à quarta vaga na Liga dos Campeões, City e Tottenham, se enfrentarão no penúltimo jogo da temporada. Os Spurs podem garantir o retorno à principal competição europeia nesse dia (a única participação do Tottenham foi na antiga Copa da Europa na temporada 1961-62, sendo eliminado na semifinal pelo Benfica). O City disputou a mesma competição na temporada 1968-69 e foi eliminado logo na primeira fase pelo Fenerbahçe.
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April 05, 10:00 AM
A briga pelo 14º lugar (ou “como ter uma temporada irrelevante”)
Manchester United, Chelsea e Arsenal brigam pelo título; Tottenham, Manchester City, Liverpool e Aston Villa pela quarta vaga na Liga dos Campeões; e West Ham, Burnley e Hull City tentam se manter na primeira divisão. Faltando cinco rodadas para o final da Premier League, a briga é boa nessas três partes da tabela. Mas tem outra disputa que também pode – ou não – chamar a atenção.
Atualmente, o Wolverhampton Wanderers soma 33 pontos e ocupa a 14ª posição, enquanto Bolton, com a mesma pontuação, e Wigan, com 31, aparecem na sequência.. O West Ham, primeiro fora da zona de rebaixamento, tem 28 (o Hull City tem 27 e é o primeiro na zona). O Sunderland, 13º, tem 38. Assim, uma interessante “briga” foi criada entre as três equipes pela 14ª posição, que não significa absolutamente nada no campeonato, mas que pode premiar o menos irregular entre os mais irregulares do certame.
Os três postulantes à 14ª posição têm algo em comum. Primeiro, estão em uma zona relativamente confortável, já que somam quatro ou cinco pontos a mais do que o primeiro no grupo dos rebaixados. Segundo, porque não têm chance nenhuma de ficar muito acima da 14ª posição. E, por último, por causa da irregularidade: foram capazes de bater grandes fora de casa, ser humilhados por outros em seus domínios, empatar jogos fáceis, ganhar difíceis. Tudo pode acontecer quando eles entram em campo e o resultado mais possível pode ser também o mais improvável.
O Wigan tomou 9 a 1 do Tottenham em White Hart Lane. Nove a um. NOVE A UM.
Recém-promovido, os Wolves tiveram um começo ruim, com apenas duas vitórias e dez pontos nas primeiras 14 rodadas da Premiership. As vitórias foram de certa forma inesperadas – na segunda rodada, no DW Stadium, o time de Mick McCarthy bateu o Wigan, e, no Molineux, conquistaram a primeira vitória como mandantes diante do Fulham na sexta rodada.
Depois foram oito jogos sem vitória – coloque aí os primeiros pontos do Portsmouth na competição, conquistados nos domínios dos Wolves na oitava rodada. Na 15ª rodada, finalmente uma nova vítima foi feita. E foi o… Bolton. E, logo depois, o postulante a uma vaga na Liga dos Campeões, Tottenham, foi batido em pleno White Hart Lane. Os Spurs, aliás, não pontuaram contra os Wolves. Na segunda partida, no Molineux, nova vitória da equipe de Mick McCarthy, também por 1 a 0.
No dia 15 de dezembro, Mick McCarthy entrou em uma polêmica ao escalar reservas para um duelo contra o Manchester United. A argumentação do técnico dos Wolves é que a partida era praticamente perdida e o cotejo seguinte, contra o Burnley, era mais importante para a sua equipe que brigava contra o rebaixamento. Resultados: uma derrota esperada por 3 a 0 contra o Manchester United e uma vitória por 2 a 0 contra o Burnley. O time continuou misturando resultados possíveis com inesperados e improváveis ao longo das seguintes rodadas, até o glorioso terceiro mês de 2010.
Sem ser exatamente um destaque, Kevin Doyle é o artilheiro dos Wolves: sete gols na Premier League
O mês de março foi definitivamente o ponto alto da equipe na temporada. Após resistir o máximo para entregar um jogo contra o Manchester United – o único gol da partida, marcado por Paul Scholes, foi feito aos 31 da segunda etapa – o Wolverhampton conseguiu sua maior sequência positiva na temporada, com quatro jogos sem perder – duas vitórias e dois empates. As vitórias foram fundamentais para afastar o time da zona de rebaixamento – contra Burnley e West Ham, e as duas fora de casa. Os empates, contra Aston Villa e Everton, foram conquistados na casa do adversário. Nesta 33ª rodada, a primeira do mês de abril, os Wolves voltaram a complicar para um dos grandes – o Arsenal só foi marcar o gol da vitória no Emirates aos 48 do segundo tempo.
Já a temporada do Bolton pode facilmente ser dividida em dois momentos: a fase Megson e a fase Coyle. A primeira foi sob o comando de Gary Megson, mandado após um improvável empate contra o Hull City na Reebok Arena. Na ocasião, o clube ocupava a 18ª posição. Para seu lugar foi contratado Owen Coyle, que fazia um impressionante trabalho comandando o Burnley, deixando o clube fora da zona de rebaixamento, inclusive.
Com Megson, foram quatro vitórias, seis empates e oito derrotas. O Bolton teve um início terrível com três derrotas logo de cara, até finalmente vencerem o Portsmouth na quarta rodada no Fratton Park. Entre outros improváveis resultados estão uma vitória contra o Birmingham em St. Andrews – que, aliás, foi a última vez que os Blues foram derrotados em seus domínios, e um empate contra o Manchester City na Reebok Arena, segurando um dos candidatos a Liga dos Campeões em um momento em que todos acreditavam em mais uma derrota do Bolton. Após uma sequência de quatro jogos sem perder – três empates e uma vitória fora de casa contra o West Ham, Megson foi demitido, com Coyle sendo contratado para o seu lugar.
A estreia de Coyle não podia ser pior: dois jogos em sequência contra o Arsenal, e duas derrotas logo de cara. Logo depois veio o Burnley e a primeira vitória. Logo após o triunfo, uma nova sequência negativa – cinco jogos sem vencer e nem ao menos marcar um gol. Quando o rebaixamento parecia cada vez mais próximo em Bolton, veio a recuperação – uma vitória contra os Wolves em casa e uma contra o West Ham em Londres, que jogaram os Trotters para a 13ª posição. Desde então, novas sequências improváveis – goleado por 4 a 0 contra o Sunderland e batendo o Wigan pelo mesmo resultado na rodada seguinte, tomando 4 a 0 do Manchester United em casa e, logo depois, contra um Aston Villa que vinha de um humilhante 7 a 1 contra o Chelsea, nova derrota dos Trotters: 1 a 0 para os Villans na Reebok Arena.
Ex-atacante do Bolton, Coyle chegou no meio da temporada e está conseguindo livrar os Trotters do rebaixamento
Mesmo sem encaixar um momento bom, nem mesmo um exatamente péssimo (apesar das três derrotas consecutivas), o Bolton vai conseguindo se manter na Premier League por mais uma temporada, sem chamar a atenção de ninguém. Sem incomodar, mas também sem agradar.
O Wigan fez o seguinte: ganhou do Chelsea e empatou com o City no DW Stadium, ganhou um e perdeu um contra o Liverpool, e, ao mesmo tempo, no placar agregado, levou DOZE A UM do Tottenham (9 a 1 em White Hart Lane, 3 a 0 em Wigan) e DEZ A ZERO contra o Manchester United (5 a 0 em ambas as partidas). Isso, acredito, é o suficiente para resumir a temporada dos Latics – é o time que tem capacidade de parar o Chelsea em casa ao mesmo tempo que é humilhado pelo Tottenham no White Hart Lane.
Com tamanha irregularidade, não é difícil entender porque a temporada dos três times será facilmente esquecida: não há absolutamente nada relevante feito por algum deles. Talvez o Wigan de 2009/10 seja lembrado pela impiedosa goleada por 9 a 1 sofrida contra o Tottenham, ou os Wolves ficarão marcados como um time que conseguiu ficar na Premier League. Tirando isso, não há nada aproveitável que tenha sido feito pelas três equipes, que agora apenas brigam para ver quem será o menos entre os mais irregulares.
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April 02, 01:53 PM
Here come the guests!
Que a Premier League tem uma boa dose de gringos e especialmente extra comunitários, todo mundo sabe. Exemplos não faltam e vão desde o combalido Portsmouth, com seus oito africanos no elenco (até a próxima janela de transferências, claro), até o quase all-foreign time do Arsenal. Mas a surpresa mesmo recai no fato da Coca Cola Championship, a segundona do futebol na terra da Rainha*, também percorrer caminho semelhante. A Football League anunciou nesta quarta-feira, dia 31 de março, os quatro indicados a Melhor Jogador do Mês de Março na divisão imediatamente inferior à Premir League. O vencedor sairá no domingo 4 de Abril e a disputa contabiliza o experiente dinamarquês Peter Løvenkrands, ex-Schalke, hoje no Newcastle; o escocês Graham Dorrans, do West Bromwich Albion; o jovem islandês Gylfi Sigurdsson, do Reading e o marroquino Adel Taarabt, emprestado ao Queens Park Rangers pelo Tottenham. Notou algo?
No clássico galês da Championship, Chris Burke (d) esbraveja com o holandês do Swansea: o Cardiff de Burke tem apenas 7 gringos; o rival tem 15.
A ausência de jogadores da Inglaterra não assustaria se não estivéssemos falando da segunda divisão, a Championship, e não da Premier, onde a dominância dos tipos intrusos já é corriqueira. Dando uma passada pelos nominees das temporadas 2008/2009 e 2009/2010, nenhum mês sequer havia ficado com pelo menos dois atletas da casa entre os quatro indicados a Melhor do Mês. Traçando um raso paralelo com o Brasil, costumamos aceitar de imediato quando Petkovics, Valdivias, D’Alessandros e Tevez logram prêmios e conseguem imenso destaque na elite do futebol nacional em detrimento de jogadores genuinamente da casa. Mas ainda é um tanto inconcebível imaginarmos o mesmo cenário na Série B. Pois na divisão equivalente inglesa, isso já ocorre em larga escala, se é possível dizer.
A questão pôde ser observada com mais facilidade no momento em que um time grande, o Newcastle United, caiu da Premier para a Championship e trouxe consigo dois argentinos que possivelmente aparecerão na Copa do Mundo em junho: Jonas Gutiérrez, ex-Vélez e Mallorca, é peça-chave em La Albiceleste e queridinho de Maradona; Fabrico Coloccini ainda briga por vaga. Parece pouco, mas são dois jogadores de uma seleção favorita ao título mundial que atuam em uma segunda divisão na Europa e contribuem, portanto, com peso nas estatísticas: a Coca Cola Championship nunca esteve tão cosmopolita. São quase 200 estrangeiros na competição hoje, excluindo galeses, escoceses e norte-irlandeses.
O QPR, há três temporadas sob tutela do magnata da F-1 Flavio Briatore, disputa braçada a braçada com Crystal Palace, Scunthorpe, Watford e Sheffield Wednesday a permanência na Championship. Mas, mesmo em difícil situação, não se pode negar que os Rangers são um dos ponteiros no quesito “abertura a estrangeiros”. São 13 forasteiros – 14 se considerarmos o colombiano Angelo Balanta, que cresceu na Ilha e nunca atuou em clubes colombianos na base. Destaque da equipe no último mês, Adel Taarabt, marroquino revelado pelo Lens, estabeleceu-se como principal meio-campista do time de Shepherd’s Bush, no oeste de Londres. Mas a tendência que aponta para a invasão dos estrangeiros é ainda mais aguda: eles começam a ser pincelados ainda muito novos pelos times da segunda divisão (Taarabt e Gylfi Sigurdsson, dois dos candidatos a Melhor de Março, nasceram em 1989). É a receita do sucesso da Premier League sendo copiada nas camadas inferiores do futebol da Casa de Windsor*.
The Sig, como é chamado Sigurdsson, é um dos destaques dos Royals, em campanha de recuperação na Championship
Dois anos mais velho que o islandês e o marroquino, Graham Dorrans foi o Melhor Jogador da Scottish First Division na temporada 2007/2008, campeonato equivalente à segunda divisão na Escócia. O jovem escocês pode levar o prêmio da Football League no domingo, mas sua seleção não vai à Copa. Como consolo, seis dos seus teammates no West Bromwich Albion possivelmente viajarão à África do Sul para representar diferentes países: Robert Koren, pela Eslovênia; Marek Cech, da Eslováquia; Aboulaye Meité, pela Costa do Marfim; Chris Smith, pela Nova Zelândia; o goleiro Scott Carson – correndo por fora graças às poucas opções de que Capello dispõe, e Gonzalo Jara, pelo Chile. Os dois últimos com poucas chances. Como foi recentemente rebaixado e carrega consigo o pejorativo status de time iô-iô, o tradicional Albion, pentacampeão da FA Cup e detentor do título da primeira divisão inglesa na temporada 1919-20, também aposta nos valores de fora para voltar à Premier League.
Mas é o tarimbado dinamarquês Peter Løvenkrands que levanta a bandeira da maioria dos forasteiros. Já na casa dos 30 e com passagens pela seleção que viabilizaram sua chegada ao futebol inglês, Lovenkrands representa o perfil derradeiro da grande maioria dos foreigners na Championship: uma maioria de grandes andarilhos no futebol europeu e inglês. O que dizer, por exemplo, da legião espanhola no Swansea City? São seis ibéricos no time galês que disputa a Championship. Todos com mais de 25 anos e com passagens em mais de três times espanhóis – a maioria deles sem nenhuma representatividade no país da paella.
Uma prova de que o anseio dos segundinos ingleses em emular o espírito empreendedor da Premier League não olha para idade nem país – apostas em jogadores oriundos de países não-usuais têm acontecido muito nos últimos cinco anos. Uma rápida olhada nos gols e no noticiário da Football League e os sobrenomes ingleses típicos já estão dividindo manchete com outros tantos diferentes.
Confira a lista abaixo:
Relação de estrangeiros por time da Coca Cola Championship
(excluindo jogadores da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales)
Legendas: (nacionalidade) {nome do brasileiro} [jogador que estará presente na Copa 2010]
- Reading: 16 (Islândia 4, Irlanda 3, Mali 2, Austrália [Federici], Turquia, Polônia, Rep. Tcheca, Jamaica, Bulgária e Geórgia)
- Ipswich Town: 16 (Irlanda 9, Espanha, Canadá, EUA, Nova Zelândia [Smith], Argentina, Trinidad & Tobago e Bermuda)
- Swansea City: 15 (Espanha 6, Holanda 3, Jamaica, Argentina, Áustria, Canadá, Irlanda e Finlândia)
- West Bromwich Albion: 14 (Holanda 2, Irlanda 2, Eslovênia [Koren], Eslováquia [Čech], Costa do Marfim [Meité], Nova Zelândia [Wood], Chile [Jara], Rep. Tcheca, Suécia, Romênia, Canadá e Rep. Democrática do Congo)
- Queens Park Rangers: 13 (Hungria 2, Letônia 2, Argentina, Itália, Nigéria, Sérvia, Albânia, Irlanda, Jamaica, Rep. Tcheca e Antigua e Barbuda)
- Plymouth Argyle: 11 (Irlanda 2, França, Hungria, Islândia, Nova Zelândia [Fallon], Benin, Togo, EUA, Zimbábue e Rep. Democrática do Congo)
- Middlesbrough: 10 (Austrália 3 [Jones, Willians, McDonald], Nova Zelândia [Killen], Irlanda 2, Holanda, Argentina, França e Áustria)
- Newcastle United: 10 (Argentina 2 [Jonas e Coloccini], França, Espanha, Holanda, Hungria, Eslovênia, Austrália, Irlanda e Dinamarca)
- Barnsley: 10 (Jamaica 2, Brasil {Anderson Silva}, Argentina, Irlanda, Canadá, Portugal, Malta, Islândia e França)
- Crystal Palace: 9 (Irlanda 3, Argentina, Trinidad & Tobago, Austrália, França, Jamaica e Áustria)
- Sheffield United: 9 (Irlanda 4, Jamaica 2, Holanda, Estônia e Senegal)
- Leicester City: 7 (França 2, Irlanda 2, Bulgária, Suiça e Peru)
- Cardiff City: 7 (Nigéria 2, Irlanda 2, Hungria, Finlândia e França)
- Derby County: 6 (Irlanda 3, França 2 e Polônia)
- Sheffield Wednesday: 6 (Irlanda 3, EUA, Jamaica e Holanda)
- Scunthorpe United: 6 (Irlanda 5 e Barbados)
- Blackpool: 6 (Irlanda 3, Argélia [Bouazza], Jamaica e Serra Leoa)
- Coventry City: 6 (Irlanda 4, Grécia e Islândia)
- Preston North End: 5 (Irlanda 3, França e Macedônia)
- Bristol City: 5 (Jamaica, Holanda, Gana, Irlanda e Áustria)
- Peterborough: 4 (Irlanda 2, Rep. Democrática do Congo e Argentina)
- Nottingham Forest: 4 (Irlanda, Nigéria, França e Polônia)
- Watford: 3 (Eslovênia, EUA e Islândia)**
- Doncaster: 1 (Antilhas Holandesas)**
* eufemismos para inglês ou Inglaterra fazem parte do que há de mais chato no jornalismo.
** únicos times sem nenhum jogador da Irlanda.
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March 10, 07:22 PM
Ex-time de Ian Rush e pai de Owen é expulso da quinta divisão
Se na semana passada a vida de Michael Owen não passava por seus melhores momentos – uma lesão sentida durante a final da Copa da Liga, contra o Aston Villa, se mostoru mais grave do que o esperado e tirou oficialmente o antigo Golden Boy da Copa do Mundo na África do Sul -, a notícia recebida hoje pelo atacante do Manchester United não deve ter ajudado a melhorar o humor do rapaz.
O que aconteceu? O Chester City, da quinta divisão, foi obrigado a encerrar suas atividades após anos e anos de uma interminável crise econômica. O clube foi expulso da Football Conference devido a falta de pagamento de impostos.
Ok, talvez não tenha sido tão dramático. O Chester City foi apenas proibido de continuar suas atividades em um primeiro momento. O clube será colocado à venda e, se conseguir um comprador, pode retomar o futebol na próxima temporada. Caso contrário, continuará do jeito que está. E a torcida, pouco confiante de um futuro melhor, já pensa em fundar um novo Chester City e recomeçar tudo lá de baixo.
Em seus 115 anos de história, o Chester City teve pouca relevância para o futebol inglês. Seus momentos mais marcantes incluem nomes mais conhecidos por outras torcidas. Um deles é Ian Rush. Ídolo do Liverpool na década de 1980, Ian Rush iniciou sua carreira no Chester City: ele jogou no clube de 1978 a 1980, e, aos 18 anos, marcou um gol contra o Newcastle em jogo válido pela Copa da Inglaterra daquele ano. O jovem atleta despertou interesse de diversos clubes e acabou sendo contratado pelos Reds para a temporada seguinte. Ele viria a se tornar o maior artilheiro dos Reds anos mais tarde, com 346 gols em 660 jogos.
Outro nome – ou pelo menos sobrenome – conhecido que tem história no Chester City é Owen. Não Michael, atacante do Manchester United, e sim Terry, seu pai. De 1972 a 1977, o atacante Terry Owen defendeu as cores dos Seals. Seu momento mais marcante foi na temporada de 1974-75, quando o então na quarta divisão do futebol inglês Chester alcançou as semifinais da Copa da Liga inglesa, sendo derrotado pelo Aston Villa após duas partidas. No primeiro jogo, 2 a 2 com direito a gol de Owen. No segundo, um 3 a 2 para o Villa que tirou o sonho do Chester de disputar um final relevante.
Pela passagem de seu pai pelo time, e por ter nascido na cidade de Chester, Michael Owen dizia que tinha um sonho: um dia fazer, de alguma forma, parte do Chester City. Infelizmente, devido a trágicas administrações dos últimos anos, o Golden Boy não deve ser capaz de alcançar esse objetivo. Afinal, nem mesmo a sua última tentativa de manter o futebol existente, que seria entrando no Campeonato Galês, foi aceita, forçando o clube a encerrar sua longa, apesar de pouco vitoriosa, história no futebol inglês.
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February 28, 08:55 AM
Duas horas na vida de Ryan Shawcross
Ryan Shawcross, zagueiro do Stoke City, estava aos prantos na noite de sábado quando recebeu uma surpreendente notícia: Fabio Capello, técnico da seleção inglesa, decidiu convocá-lo para o amistoso contra o Egito, que será realizado na quarta-feira, em Wembley.
Ele foi surpreendido não só por ter sido chamado pela primeira vez para o English Team – o zagueiro, de 22 anos, chegou a disputar alguns amistosos com seleções de base, mas, para o time principal, ainda não tinha sido chamado. Horas antes, Shawcross protagonizou um lance que poderia marcá-lo até o fim da sua carreira.
Personagem da rodada na Premier League, Shawcross participou de lance que resultou na contusão de Ramsey e, horas depois, foi convocado para o English Team
Aos 20 minutos do segundo tempo da partida entre Stoke City e Arsenal, o defensor entrou um pouco mais duro do que devia e, ao se chocar com o jovem Aaron Ramsey, dos Gunners, viu a perna do adversário quebrar. E quebrar feio. Ramsey ficou no chão, os jogadores, o árbitro e o próprio Shawcross perceberam a gravidade da lesão e logo os médicos do Arsenal foram chamados e o jogo parado enquanto Ramsey era atendido dentro de campo.
Shawcross foi corretamente expulso, apesar de claramente não ter a intenção de machucar o jovem meia do Arsenal, e deixou o gramado chorando. O que todos pensavam ao ver o lance era na contusão do brasileiro/croata Eduardo da Silva, há dois anos, quando, após uma entrada dura de Martin Taylor, então zagueiro do Birmingham, o atacante dos Gunners sofreu uma fratura que o deixou um ano longe dos gramados.
E foram apenas duas horas para a carreira de Shawcross mudar novamente. Fabio Capello atrasou a divulgação da lista de convocados exatamente por causa do jogador do Stoke City – ele discutia se Shawcross deveria ou não ser convocado após o lance, mas acabou decidindo chamá-lo da mesma maneira.
Formado nas categorias de base do Manchester United, Ryan Shawcross fez apenas duas partidas em 2006 pela Copa da Liga pelos Red Devils, sendo emprestado para o futebol belga em janeiro de 2007. No meio da temporada, trocou Manchester pelos Potters – inicialmente por empréstimo para disputar a Championship, e, na temporada seguinte, foi comprado definitivamente pelo Stoke City.
Shawcross fez uma ótima estreia na Premier League na temporada 2008-09, ajudando os Potters a se manterem na primeira divisão. Ele chegou a ser especulado em outros times, mas preferiu continuar no Stoke e segue se destacando na temporada atual, com o clube novamente se encontrado no glorioso meio da tabela.
A expulsão diante do Arsenal foi a primeira da carreira de Shawcross, mais um indicativo de que o lance com Ramsey foi apenas uma infelicidade, e que o zagueiro não tinha intenção de machucar o adversário. A partida, aliás, estava empatada no lance da fratura de Ramsey, e terminou 3 a 1 para os Gunners, que viraram o jogo com dois gols nos acréscimos e seguem sonhando com o título – a diferença para o Chelsea é de apenas três pontos.
Personagem da rodada na Premier League, Shawcross participou de lance que resultou na contusão de Ramsey e, horas depois, foi convocado para o English Team
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February 19, 01:28 PM
Os ‘outros’ ingleses nas Copas Europeias
Enquanto o mundo comenta a brilhante fase de Wayne Rooney no Manchester United (dois gols contra o Milan em San Siro não é pouco), as presepadas de Fabianski pelo Arsenal (mandou a primeira bola pra dentro e pegou na mão um recuo na segunda – sensacional), ou o mais recente sonolento jogo do Liverpool (1 a 0 chatíssimo contra a superpotência Unirea Urziceni, da Romênia), outros dois clubes ingleses fizeram – e muito bem – sua parte na primeira rodada da fase de mata-mata da Liga Europa.
O Everton, crescendo na temporada, teve um duelo realtivamente simples: o Sporting, da Portugal, atual quarto colocado da fraquíssima liga portuguesa com apenas 28 pontos em 19 jogos – a diferença para o terceiro colocado, Porto, é de 12 pontos.
Em Goodison Park, os Toffes venceram por 2 a 1 – gols de Pienaar e Distin, aos 35 do primeiro tempo e 4 do segundo, respectivamente. Miguel Veloso, de pênalti, aos 42 da segunda etapa, melhorou a situação dos portugueses para o duelo de volta, a ser disputado no próximo dia 25 de fevereiro no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Já o simpático estádio Craven Cottage, em Londres, estava quase cheio (cerca de 22 mil espectadores em um estádio que cabe 25 mil) para o confronto do simpático Fulham com o meio ucraniano, meio brasileiro Shakhtar Donetsk, campeão da última edição da Copa da Uefa (que deu lugar à Liga Europa).
O time de Roy Hodgson – melhor técnico inglês da atualidade. ou pelo menos um dos melhores – é muito forte em casa, e a prova disso são os jogos contra os maiores, quando o time costuma complicar (o Manchester United, por exemplo, voltou de Londres depois de tomar um belo 3 a 0).
Os Cottagers abriram o marcador logo aos três minutos de partida, com o húngaro Zoltán Gera. O brasileiro Luis Adriano empatou aos 32, mas Bobby Zamora salvou o Fulham aos 18 da segunda etapa. A volta será no dia 25 de fevereiro também, no Donbass Arena, em Donetsk.
O resultado é bom para as duas equipes – especialmente o Fulham, que não está enfrentando qualquer coisa, e sim o atual campeão da competição. O gol tomado fora, porém, pode prejudicar, já que um simples 1 a 0 dos anfitriões elimina os ingleses da competição.
Na próxima fase, o Fulham pode ter a dura tarefa de enfrentar a Juventus, da Itália, ou o Ajax, da Holanda (no primeiro jogo, 2 a 1 de virada para os italianos em Amsterdã). Já o Everton não deve ter vida fácil também – pode pegar o Atlético de Madri ou o Galatasaray. No primeiro jogo, em Madri, empate por 1 a 1.
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February 04, 02:01 PM
O mês do Leeds
Três títulos da primeira divisão, uma Copa da Inglaterra, uma Copa da Liga, duas Inter-Cities Fairs Cup (espécie de embrião da Copa da Uefa), uma semifinal de Liga dos Campeõs na temporada 2000-01 e uma vitória em cima do Manchester United em pleno Old Trafford no começo do ano. Com esse histórico – o passado e a conquista mais recente – fica difícil imaginar que, de alguma forma, o Leeds United seria uma zebra na quarta fase da Copa da Inglaterra.
Destaque na temporada, Jermaine Beckford calou Old Trafford e White Hart Lane.
Mas era. Os Peacocks atravessaram uma crise financeira durante a década passada e foram rebaixados até atingirem a terceira divisão, onde estão até hoje. O antigo time poderoso é, agora, apenas um que tenta voltar aos dias de glória do século passado, começando com a tentativa de acesso à Championship, que ficou no quase na temporada passada.
Os dias de glória estiveram perto de ser revividos – pelo menos em parte – em um período de 30 dias, entre o começo de janeiro e o começo de fevereiro. Após eliminar o Manchester United no Old Trafford, os Whites voltariam a enfrentar um time da primeira divisão na fase seguinte da Copa da Inglaterra: o Tottenham. E, assim como contra os Red Devils, a partida seria fora de casa.
E lá foi o Leeds para Londres enfrentar os Spurs. Diante de mais de 35 mil pessoas, o Tottenham abriu o marcador com Peter Crouch no final da primeira etapa. No começo da segunda, Jermaine Beckford empatou, mas Pavlyuchenko colocou os Spurs novamente em vantagem. Nos acréscimos, mais precisamente aos 51 do segundo tempo, o mesmo Beckford, ele, que calou o Old Trafford na fase anterior, marcou de pênalti e garantiu um segundo jogo, a ser disputado no Elland Road, casa dos Peacocks.
Antes de falar sobre a partida em Elland Road, vamos comentar sobre um jogador específico do Tottenham. David Bentley. Destaque do Blackburn na temporada 2007-08, o jovem winger chegou ao White Hart Lane em julho de 2008 após uma negociação que envolveu 15 milhões de libras. Sem conseguir se destacar, Bentley foi perdendo espaço e acabou na reserva de Aaron Lennon. Ele chegou a considerar uma nova transferência – foi cogitado no Aston Villa – mas ficou em White Hart Lane e, com a contusão de Lennon no final de dezembro passado, voltou a ganhar chances.
O jogo em Leeds seria a terceira consecutiva do até outro dia transfer listed winger, que finalmente começava a mostrar nos Spurs o futebol dos tempos de Blackburn. E, contra os Whites, sua atuação foi fundamental para a vitória do Tottenham.
Após quase deixar White Hart Lane, Bentley voltou a apresentar bom futebol e foi fundamental para os Spurs
Foi dos pés de Bentley que saiu a jogava do primeiro gol, marcado por Defoe.O winger partiu pela direita e tocou para o meio da área. Defoe ajeitou e bateu com força para abrir o placar em um momento que o Tottenham dominava a partida.
Mas os 37 mil espectadores não se calavam. Com a força da torcida, o Leeds passou a pressionar os Spurs. Beckford recebeu na área e chutou. Gomes conseguiu espalmar, mas a bola sobrou para o argentino Becchio colocar para dentro, enquanto Beckford comemorava segundos antes da bola entrar. Fim do primeiro tempo. O heróico Leeds, da terceira divisão, chegou a jogar de igual para igual com o poderoso Tottenham, da primeira.
Na segunda etapa, porém, a diferença técnica entre as equipes ficou nítida. O Tottenham pressionava e o Leeds pouco fazia. Gareth Bale partiu pela esquerda e cruzou para a área. Defoe, em posição de impedimento, e Peter Crouch, em posição legal, estavam para finalizar, mas quem mandou para o fundo das redes foi Defoe. Gol corretamente anulado dos Spurs.
Mas Jermain Defoe estava com tudo no jogo. E pouco depois, após mais uma excelente jogada de Bentley, o atacante recebeu o cruzamento e mandou para dentro. Os Spurs, muito superiores na partida, voltavam a ficar à frente no placar. Dessa vez o Leeds estava morto. Poucas foram as tentativas dos Peacocks na sequência até que, nos acréscimos, Jenas deu belo lançamento para Defoe, que tirou o goleiro e tocou para o fundo das redes tranquilamente. Fim de jogo.
Após deixar a vaga escapar em casa nos acréscimos, os Spurs venceram o Leeds em uma bela partida e garantiram a classificação para as oitavas da Copa da Inglaterra. O próximo adversário será o Bolton, e a partida será na Reebok Arena.
Para o Leeds, que voltou a ficar em evidência no cenário mundial durante o mês de janeiro, só resta continuar a excelente campanha na League One para tentar retornar ao segundo escalão do futebol inglês. Parece pouco para quem tem um histórico como os Whites, mas para quem sofreu diversos rebaixamentos até atingir (quase) o fundo do poço, esses 30 dias nas manchetes foram o suficiente para recuperar a auto-estima da torcida, que pôde, novamente, comemorar grandes resultados e grandes partidas contra gigantes do futebol inglês.
Ah, sim. Não sei se deu para perceber, mas Jermain Defoe fez um hat-trick na partida, foi o grande herói dos Spurs e chegou a 23 gols na temporada. Mas isso é o de menos em uma partida com tanta história para ser contada.
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January 29, 05:42 AM
E começam os preparativos para a primeira final do ano
E disse Martin O’Neill sobre seu time: “É o melhor Aston Villa dos últimos 20 anos.”
Talvez não seja exagero do comandante do Villa, que busca o primeiro título após 14 anos – o último troféu foi conquistado em 1996, exatamente a Copa da Liga, vencida em uma partida contra o Leeds United.
O Aston Villa dessa temporada já conquistou um feito histórico: após mais de 26 anos sem vencer em Old Trafford – a última vitória tinha sido no período pré-Alex Ferguson -, os Villans bateram o Manchester United em seus domínios por 1 a 0, gol de Agbonlahor.
Agbonlahor, jovem atacante que já viveu dias melhores na temporada, é apenas um dos destaques do Aston Villa. James Milner, Stewart Downing, Richard Dunne e, especialmente, Ashley Young, dão motivos de sobras para O’Neill defender sua tese.
Agora vem o grande desafio, que pode marcar definitivamente o elenco atual do Villa entre um dos maiores dos últimos 20 anos.
O já citado Manchester United teve uma árdua tarefa na semifinal: enfrentar o rival local e time de maior investimento da temporada, o Manchester City.
No primeiro jogo, um show do ex-Red Devil Tevez deu a vitória e a esperança para os Citizens: 2 a 1. Em Old Trafford, em mais uma partida espetacular, Tevez marcou para o City, mas, nos acréscimos (quando falamos de Manchester United sempre falamos de vitórias nos acréscimos), Rooney selou a vaga do United: 3 a 1 e a oitava final da história do clube na Copa da Liga.
Semifinal épica também teve o Aston Villa, que bateu o Blackburn fora de casa por 1 a 0 (gol de Milner) e, em casa, levou 2 a 0 em 26 minutos. Ainda no primeiro tempo veio o empate, e, em menos de 20 minutos da segunda etapa, o placar apontava 5 a 2 para o Villa. Os donos da casa dormiram e permitiram uma reação do Blackburn, que chegou a fazer 5 a 4, mas que foi vencido definitivamente nos acréscimos, após o gol final de Ashley Young.
Aston Villa e Manchester United, que já fizeram o anteriormente citado jogo histórico na temporada, se enfrentarão em uma final da Copa da Liga pela segunda vez.
Na primeira, em 1994, o Villa levou a melhor e venceu o Manchester United de Steve Bruce, Denis Irwin, Roy Keane, Paul Ince, Ryan Giggs, Eric Cantona e (ufa!) Mark Hughes por 3 a 1 na final. A dupla Dalian Atkinson e Dean Saunders (2x) marcou para o Villa, e Hughes descontou para o United.
No dia 28 de fevereiro, Aston Villa e Manchester se enfrentarão em Wembley para decidir a 50ª Copa da Liga. A equipe de Birmingham busca seu sexto título, enquanto os Red Devils querem o quarto. O Villa, primeiro campeão, lá em 1961 contra o Rotherham United. O United, atual campeão, que bateu o Tottenham nos pênaltis na temporada passada.
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August 13, 10:26 AM
Propaganda não salva o mundo, não
Não possuo essa fé de que a publicidade é só uma força positiva e que impulsiona o mundo para algo melhor.
As marcas vieram pra lucrar e não pra salvar o mundo, e isso pode ser feito de diversas maneiras, é essa a questão. Publicidade e altruísmo? Pura utopia.
O vídeo acompanha a seguinte nota:
“When marketing was born it really was just selling… and that worked then. Then things got sexy. Advertising became the opium. It told us how we should feel; how we could improve; and how we could be popular. Then people figured out that brands weren’t gods… that they were corporations run by guys in suits. So then, marketing went guerrilla…
Agencies told their clients it was all about disruption. That they should ambush their customers with marketing messages. But who wants to be ‘ambushed’ by anyone, let alone someone trying to sell you something?
Today the media is in the hands of the people… sharing information and opinion on brands, publicly and powerfully.
So now, the smart brands talk to people. They keep in touch. They listen. They react. They ask what will make peoples lives just a little bit better…
That might be an app here; a free ticket there; some entertainment over there…
Sure there are companies still telling us we should be this or live that, but that doesn’t bother most of us, because most of us don’t even notice.
Now the smart brands are invited in.
They become incorporated. And, that’s a good thing.”
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July 29, 11:41 AM
Cosméticos tóxicos – como se proteger dessa?
Se você já viu a “Campaign for Safe Cosmetics” do The Story of Stuff Project, deve ter se perguntado: e agora? Como saber quais produtos usar e quais não usar?
Fiquei curiosa, mas só encontrei por aqui listas que indicam quais são os produtos que fazem testes em animais.
Até que encontrei o EWG – Environmental Working Group . Lá achei dicas que são destinadas aos consumidores dos EUA, mas ainda assim de grande utilidade para nós.
A pesquisa resultou na listinha abaixo:
Primeiro – nunca deixe de ler o rótulo de um cosmético.
Segundo – procure a lista de ingredientes e conservantes. Tente evitar:
• Substâncias que terminam em “paraben”;
• A hidantoína DMDM;
• uréia Imidazolidinyl;
• Metilcloroisotiazolinona;
• Metilisotiazolinona;
• Triclosano;
• Triclocarban;
• Trietanolamina;
• Produtos que começam com “PEG” ou contêm o sufixo “eth” (por exemplo, laureth sulfato de sódio).
Não subestime os nomes no centro da lista, leia-os. Você vai encontrar aditivos que podem causar riscos à saúde como perfumes e corantes.
Evite substâncias que levam o nome “[nano]” que são pequenas partículas de conjuntos de átomos, com efeitos ainda pouco conhecidos, mas com segurança contestada pelas associações responsáveis. (por exemplo: dióxido de titânio [nano]).
- Se você está grávida ou tem filhos:
Graças ao seu peso e ao metabolismo ainda incompleto, os bebês e os fetos são muito permeáveis a substâncias tóxicas.
Segue uma lista de sete produtos que recomenda evitar segundo a EWG:
• 2-Bromo-2-nitropropano-1 ,3-diol; BHA;
• Ácido bórico e borato de sódio;
• Dibutil ftalato e tolueno;
• DMDM hidantoína;
• Oxybenzone;
• Triclosano.
Para saber mais – www.cosmeticsdatabase.com.
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July 27, 01:02 PM
Cultura do conformismo
Tô vivona!
Nesses últimos meses fiquei refletindo bastante sobre o propósito desse blog, sobre como abordar as infinitas questões do consumismo e como não ser irresponsável com um tema tão profundo e, ao mesmo tempo, delicado.
Percebi, contudo, que esse pensamento era pretensioso demais. Então para isso gostaria de retomar o “about”:
–
Como defender ou ridicularizar a liberdade de consumo sem entendê-lo?
Qual é o ponto onde a desobediência civil da era da informação ultrapassa seus limites e se torna paternalismo manifesto, uma acusação redundante e falaciosa contra as grandes corporações e marcas?
Pretendo aqui responder essas questões e informar como o consumismo desenfreado vem prejudicando nossa posição na sociedade e, com isso ajudar a entender os nossos desejos e impulsos consumistas não de forma acusadora, mas reflexiva.
–
Parece que não ficou muito claro com alguns e-mails que eu recebi, mas tudo o que eu quero é mostrar a minha opinião sobre as pequenas hipocrisias e contradições que cometemos quando queremos “salvar o mundo de nós mesmos”. Responder dúvidas sobre consumismo não como uma profunda estudiosa do assunto, mas pela minha experiência pessoal e sede de curiosidade.
Quero compartilhar isso com vocês e mais: saber opiniões e vivências também. Acredito em debates e posso dizer que essa é a minha ânsia com esse blog.
Voilà!
Produções suecas são tão, mas tão vanguardistas que são confusas. E foi confusão, clichê, e mesmo assim genial o que eu achei de Surplus, um filme de 2003, dirigido pelo italiano Erik Gandin que utilizou uma linguagem de videoclip e rewrite de imagens para falar sobre a sociedade do consumo. E não sejamos cínicos, é praticamente uma daquelas vinhetas da MTV – pra mim, um toque de perspicácia.
Os regimes capitalista e socialista são tratados como irmãos assustadoramente parecidos: usam-se dos meios de comunicação de massa para manipular e iludir seus povos.
E é com essa estética peculiar, montagens ótimas e tema espinhoso que o filme aborda a teoria de John Zerzan, anarquista norte-amaricano que tem como proposta reestabelecer uma condição favorável ao mundo onde o consumo responsável e viável só seria possível se retornarmos ao primitivismo.
Ou seja, independente do regime que você está não há solução. E bem, uma vez que o cara é anarquista o pensamento dele faz muito sentido.
Até aqui, nenhuma novidade.
A primeira impressão é a abordagem da insatisfação. Os cubanos reclamam da falta de escolha, os norte-americanos ou europeus dos excessos de escolhas que estão exaurindo nosso planeta ou os deixando muito conformados com o mundinho em que vivem.
E a minha impressão até essa hora do filme eu resumiria com a frase da imagem acima: “Eu não posso acreditar que ainda estamos protestando contra essa merda”.
Aí, quando eu já tava ranzinza, o diretor me surpreendeu ao questionar o Zerzan: voltar ao primitivismo?
Para Gandini isso não faz o menor sentido, e para basear sua teoria tira Freud da cartola e reafirma que nós somos seres “fadados à insatisfação”. Depois de tanto bater graveto pra conseguir fogueira, já estaríamos pensando em uma engenhoca que fosse capaz de armazenar o fogo e nos servir.
Depois disso, Surplus acaba sendo um tapa na cara de quem acha que todas essas estruturas de poder são alheias a nós, que fazemos parte delas, e que somos os únicos que podem desestruturá-las.
Fica, ao final, um clima de – “estamos em um mato sem cachorro” e não há o que fazer a respeito – contudo, como romper este ciclo é a questão fundamental e que o filme não responde, mas faz melhor: instiga.
Surplus – Suécia, 2003
Direção Erik Gandini
Música original Gotan Project, David Österberg, Johan Söderberg
Documentário, 50 min.
1/5 da população mundial consome 4/5 dos recursos do planeta e produz 86% de todo desperdício.Enfim, indispensável para falar sobre consumismo.
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January 12, 11:27 AM
Como você é atingido?
Fiquei martelando aqui em como começar esse primeiro post. Geralmente, eles tendem a ser uma explicação sobre o que é o blog e como ele irá se desenvolver. Pulo essa parte; se você tiver interesse pode acessar o “about” ali em cima e encontrar essas informações.
As ideias de textos que apresentarei sobre a cultura do consumismo e do anticonsumismo são tantas que eu pensei “como fazer isso sem deixar todo mundo absolutamente confuso já na primeira leitura?” sendo clara e direta, obviamente.
Mas tem alguém que já fez – de forma brilhante – esse trabalho.
O vídeo The Story of Stuff tem vinte preciosos minutos de explicação sobre como o consumismo tornou-se parte das nossas vidas, como entramos nesse círculo vicioso e porque é tão difícil livrarmo-nos dele.
Apesar de ser um tema denso o vídeo é bem didático e gostoso, e é uma introdução a um dos temas que irei abordar bastante por aqui.
Espero que gostem.
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July 13, 09:28 AM
Meet your type: Livro gratuito sobre tipografia
Sempre evito repetir temas aqui no blog. Porém ontem recebi do twitter da Smashing Magazine a dica sobre o livro Meet Your Type, que a FontShop disponibiliza gratuitamente na parte educacional do seu site. Aí o amor falou mais alto e resolvi fazer mais um post focado em tipografia. Foi inevitável, já que esse livro fala justamente sobre amor e tipografia.
Meet Your Type é um livrinho de 52 páginas que ensina conceitos básicos de tipografia de forma bem humorada, ao comparar situações típicas (ou não) de relacionamentos amorosos com questões que devem ser levadas em consideração no momento de escolha de fontes e tipos para um trabalho, seja impresso ou para uso na internet. Muito bem ilustrado, é uma leitura de meia-hora que pode ensinar o básico para quem quer conhecer sobre esse mundo mas tem vergonha de perguntar para o amigo designer o que é cada coisa nesse mundo confuso da tipografia.
Dividido em quatro capítulos, ele aborda coisas bem legais como: Anatomia de um tipo, medidas, classificação, famílias, seleção, alinhamento, distorção, licenciamento, criação e muito mais! Claro que todos esses assuntos são abordados de maneira um pouco mais rasa, já que o objetivo aqui é mais mostrar que essas coisas existem que nos aprofundarmos nela. Ou seja: se você é um entusiasta da tipografia provavelmente não verá nada muito novo, mas se é novo nesse mundo é uma introdução leve e bem humorada.
Claro que esse livro também é uma propaganda gigante do site Fontshop.com, afinal eles não são nenhuma ONG para ficar disponibilizando livros apenas por "amor a arte". Praticamente todos os tipos que eles usam de exemplo no livro são pagos, mas o importante é que os conceitos que eles ensinam são válidos para qualquer tipo, independente se é um que você vai pagar e comprar no Fontshop.com ou se é um gratuito/donationware que você pegou no Dafont.com (sobre o qual abordarei em detalhes num post futuro).
Meu veredito: gostei de Meet Your Type, é uma agradável leitura de introdução para quem quer conhecer tipografia porém ainda não tem força de vontade o suficiente para enfiar a cara nesse ou nesse livro, por exemplo! E tem uma vantagem sobre esses dois citados anteriormente: é de graça!
Meet Your Type pode ser baixado gratuitamente em www.fontshop.com/education
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July 07, 08:21 AM
5 jogos malucos (e gratuitos) sobre: Tipografia
Das coisas que me interessavam na época em que cursei Design Gráfico, uma das poucas que ainda persistem é a tipografia. Isso até fica evidente pelo layout deste blog, que permite uma customização de títulos dos posts das mais variadas maneiras. Mas resumindo logo de cara para não me desviar do assunto: esse post é sobre um dos usos mais inusitados possíveis para a tipografia: como elemento principal em um jogo! Aliás, não só em um! Abaixo vou listar CINCO opções interessantes (e gratuitas) de jogos com esse tema um tanto quanto incomum.
1. The Font Game
www.ilovetypography.com/fontgame
The Font Game, criado pelo blog I Love Typography tem o objetivo de, digamos, "educar" interessados em decorar diferentes tipos, através de um jogo simples onde ele exibe uma palavra e você deve identificar qual o tipo usado em um menu com 4 opções diferentes. O jogo dá um feedback imediato se você acertou ou errou, e vai gravando a sua pontuação. O jogo via browser possui versões tanto para iPhone quanto para computadores, e a versão para celulares da apple fez tanto sucesso que acabou virando também um aplicativo próprio, que custa $0,99 e tem opções de escolha de dificuldade, além de dar um feedback mais detalhado sobre erros/acertos durante o jogo.
2. Typewar
www.typewar.com
Se você gostou do Font Game mas quer algo mais desafiante, Typewar é uma excelente opção. As regras do jogo são basicamente as mesmas, mas aqui é exibida uma única letra, e o nível de dificuldade vai aumentando conforme você vai avançando. Caso você se cadastre no site o jogo ainda fornece uma série de adicionais, como Achievements, Rankings e Estatísticas detalhadas sobre tipos que os jogadores mais costumam acertar, confundir e etc.
3. Deep Font Challenge
www.deep.co.uk/games/font_game
Criado pela agência londrina Deep, esse jogo faz jus ao nome pois aqui o desafio é alto! Ao contrário dos dois jogos citados acima, aqui o objetivo é contrário: É exibido o nome de um tipo e você tem que ATIRAR na placa que o está exibindo! Conforme você vai avançando no jogo, vai diminuindo o tempo que você tem para atirar na placa correta e também vão aumentando o número de alvos, o que sempre garante uma boa diversão!
4. Cheese or Font
cheeseorfont.mogrify.org
Se você é uma daquelas pessoas que simplesmente acha que não existe lógica nenhuma nos nomes de diferentes tipos, esse jogo é pra você! Nele, o desafio é tentar identificar se o nome que está aparecendo na tela é o nome de um tipo ou o nome de um QUEIJO! Sim, é exatamente isso que eu escrevi! Aparentemente, essa idéia de jogo maluco surgiu no Twitter, e a partir dela se desenvolveram dois jogos diferentes. A versão para Iphone pode ser encontrado na App Store enquanto a versão para computador pode ser encontrada através do site mogrify.org.
5. Crimes Agains Typography - Pseudo Italics
www.papress.com/thinkingwithtype/resources/crimes_italics.htm
Não sei ao certo se esse último item da lista pode ser considerado um jogo, já que devido a baixa dificuldade ele é muito mais uma prova de conceito que um desafio. Mas o fato é que o jogo educacional do site Thinking With Type nos alerta de um dos maiores crimes contra a tipografia: o uso de FALSOS ITÁLICOS! É um absurdo que a ONU ainda não tenha tomado nenhuma atitude mais drástica contra aqueles que praticam esse absurdo!
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July 02, 09:09 AM
Esse Domingo tem show do Todo Mundo e Seu Pai de graça na Casa do Mancha
Este é um post um pouco diferente dos anteriores. Nele vou indicar um evento de uma banda que os membros são os meus amigos! Jabá na cara dura? Estou recebendo milhões para escrever 5 parágrafos num blog que recebe 12 visitas por dia? Nem um nem outro. Estou escrevendo esse post porque a banda é boa. Boa pra caralho!
Sim, eu usei um palavrão. Mas tudo bem, o blog é meu então não serei punido por isso. Mas vamos ao que interessa: Todo Mundo e Seu Pai é uma banda formada por 4 malucos que gostam de ouvir e, principalmente, fazer um ótimo som! Influências são diversas, indo desde pós-rock até um tiquinho de música brasileira. Quer saber como é a música deles? Assista o video abaixo:
Se você gostou, ótimas notícias: esse domingo (4 de julho, dia da independência americana!) as 18 horas haverá o show de lançamento do EP entitulado TMeSP, que acontecerá na Casa do Mancha. Shows lá sempre são legais, é um lugar pequeno mas sempre muito bem frequentado (sim, gostosas). E sabe quanto vai custar para você assistir esse show? Zero reais! Isso mesmo, não vai custar absolutamente nada! Caso você ainda não tenha se convencido a ir, assista esse segundo video com um trecho da minha música preferida da banda:
Outra coisa: o primeiro EP da banda será lançado durante o show! Ainda não sei como funcionará a venda, mas espero que a banda disponibilize pelo menos alguma das músicas na internet, para os que não tiverem a oportunidade de comparecer para garantir um CD.
Enfim, para fechar o post, o resumo da ópera através do flyer que a banda disponibilizou na internet (clique nele para ver o mapa do lado):
Domingo, Casa do Mancha, 18 horas. Presencie a revolução!
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May 20, 04:58 PM
Aproveite! Portal está de graça no Steam!
Sim, hoje, dia 20 de maio completaria 3 meses e 6 dias que eu não escrevo nada novo para o blog! Pois é, aconteceram muitas coisas, tive muita vontade de escrever sobre vários discos/filmes/eventos/jogos, mas ocupações mundanas acabaram empurrando muitos posts para o limbo. Mas PORTAL DE GRAÇA NO STEAM eu não podia deixar passar, afinal é um dos meus jogos preferidos!
Caso você seja um(a) jogador(a) casual provavelmente está se perguntando "Ok, legal, blog voltou, jogo de graça! Mas o que é Portal?"
Existem duas respostas pra essa pergunta, a extremamente simples e a complicada. A simples:
Portal é um jogo sobre resolver puzzles usando portais para tentar comer bolo.
E a complicada:
Portal é um First Person Puzzle onde você usa um sistema gerador de portais para, seguindo as instruções de uma inteligência artificial psicótica, resolver testes que vão ficando mais difíceis gradativamente, na tentativa de comer bolo no final do processo. Ah sim, o jogo já ganhou mais de 40 prêmios internacionais!
Achou a explicação simples complicada? Vou colocar uma imagem abaixo pra facilitar o entendimento então:
Ainda parece complicado? Ok, assista esse video institucional feito especialmente para resolver esse problema:
Agora que você entendeu o que é Portal (se não entendeu ainda mesmo após o vídeo por favor clique aqui!), saiba que a Valve está disponibilizando o jogo gratuitamente em comemoração ao lançamento da sua ferramenta de venda/download de jogos Steam para Mac. E o melhor: não é apenas para Mac que ele está gratuito, quem quiser jogar a versão PC do jogo também poderá baixá-lo sem pagar nada!
Eu considero muito inteligente essa iniciativa da Valve, afinal isso vai gerar muita publicidade gratuita tanto para Portal 2 que será lançado ainda esse ano (afinal, em tese, quanto mais gente jogar o 1, maior o interesse pela continuação), quanto para a versão do Steam para Mac que acabou de ser lançada e com certeza está recebendo muitos downloads de pessoas curiosas para jogar Portal.
Enfim, só para finalizar, jogo recomendadíssimo, não perca essa chance de jogá-lo de graça! Mas corra, pois a promoção termina dia 24 de maio! Mesmo que você não possa baixar o jogo agora, basta se cadastrar no Steam e marcar que deseja baixar Portal que ele será seu de graça PARA SEMPRE!
Para baixar Portal de graça acesse http://store.steampowered.com/freeportal e registre-se no Steam!
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February 14, 09:56 AM
Jogue clássicos do Atari direto pelo Browser
Recentemente a Atari liberou em seu site versões em Flash de alguns de seus principais jogos clássicos da década de 70! A iniciativa é no mínimo inteligente, afinal hoje em dia seria burrice ela tentar combater qualquer forma de pirataria de seus jogos já que eles rodam em praticamente qualquer dispositivo que possua uma tela. No site dedicado aos grandes clássicos dos video-games é possível escolher atualmente entre 2 jogos do console Atari 2600 e 6 dos arcades!
Dentre os jogos disponíveis no site o meu preferido com certeza é Adventure, um jogo que não sei exatamente porque me dava medo quando eu tinha 5 anos de idade! Para os que não conhecem esse grande clássico do Atari 2600, segue abaixo a minha descrição:
Em Adventure você é um QUADRADO que fica andando em telas que mudam de cor tentando achar chaves para abrir castelos, e usando setas para matar FORMAS BIZARRAS VOADORAS PARECIDAS COM UM CIFRÃO ($) MISTURADO COM O NÚMERO 8.
Agora a descrição da Atari sobre o jogo:
Em Adventure você é um CAVALEIRO numa quest onde precisa achar várias chaves e itens mágicos passar por vários castelos enfrentando MONSTROS E DRAGÕES com sua espada.
Vou deixar aqui embaixo uma screenshot do jogo para que vocês decidam qual descrição é a mais sincera e realista:
Pois é, até eu prefiro a descrição da Atari!
Enfim, tirando os gráficos ultra datados, é um jogo bem divertido e desafiante (se achar fácil no modo 1, mude para o modo 3 onde a ordem de fases, itens e inimigos é totalmente randomica!) e que deve ser jogado, pois serviu de base até mesmo para jogos clássicos como The Legend of Zelda e Final Fantasy
Outro grande jogo que está disponível no site da Atari é o Crystal Castles, um dos primeiros jogos de Arcade a usar visão isométrica e que tem uma jogabilidade muito boa (principalmente comparado a outros jogos da época). E são dez níveis com vários tipos de inimigos e diferentes estratégias para passar cada fase!
Além desses 2 jogos ainda tem outros no site, como Asteroids, Gravitar, Yar's Revenge e Battlezone! A Atari prometeu que em breve disponibilizará outros jogos online!
Enfim, deixemos de enrolação! Quer jogar? Basta acessar www.atari.com/arcade
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February 07, 03:42 PM
Classics: 23 grandes obras da literatura de graça no seu iPhone
Sempre tive vontade de ler Alice no País Das Maravilhas. E sempre fui deixando a leitura pra depois. Agora que o filme do Tim Burton está chegando aos cinemas achei que era um bom momento pra resolver esse grande atraso. Então fui atrás de ler o livro de graça, já que não pretendo comprar nenhum livro em 2010. E, em uma feliz coincidência, no dia que a Apple anunciou o iPad fiquei sabendo que um aplicativo que possui esse livro se tornou grátis na App Store. Esse aplicativo é o Classics para iPhone/iPod Touch, do qual falarei mais nesse post
Nesse fantástico aplicativo estão disponíveis para leitura 23 clássicos da literatura mundial, indo desde títulos da antiguidade como A Odisséia e a Ilíada de Homero até coisas mais "recentes", como A Máquina do Tempo de H. G. Wells. Aparentemente está nos planos da desenvolvedora do aplicativo ir disponibilizando outros livros futuramente para quem adquirir o Classics.
Ao entrar no aplicativo, todos os livros aparecem em uma "estante virtual", cada um com uma capa especial para fácil identificação. Ao abrir o livro que se deseja ler, para folhear basta arrastar o dedo para a direita ou a esquerda na tela, e o programa muda de página com uma animação muito legal que simula uma folha de papel virando. Abaixo tem um vídeo que demonstra melhor essa parte estética do aplicativo:
O Classics, que antes custava US$2,99 agora se tornou grátis muito provavelmente devido a forte concorrência que sofrerá no iPad com o aplicativo iBooks, da própria Apple. Aliás, a interface do iBooks parece homenagear (pra não dizer logo COPIAR) bastante a do Classics, desde a forma como os livros são exibidos até a animação na hora de "folhear" o livro virtual. Mas enfim, voltemos ao foco que é falar sobre a experiência de ler Alice no País Das Maravilhas usando o programa:
O grande problema que eu tive para ler no iPhone foi com o tamanho da sua tela. Ela é muito pequena, o que acaba fazendo com que eu não consiga manter o foco na leitura por muito tempo, especialmente quando se está em locais de difícil concentração, como metrô ou ônibus. Então cada sessão de leitura minha acaba durando 10, no máximo 15 minutos. Mais do que isso era praticamente impossível, e não acredito que o problema fosse a questão da tela ser retroiluminada (muita gente reclama disso, mas nunca tive problemas com isso nem com grandes leituras nos computadores), mas acho que era a questão do tamanho da tela mesmo. O iPad nesse aspecto provavelmente será melhor pois com uma área maior para ler provavelmente conseguirei ficar mais concentrado.
Não sei se conseguiria ler algum livro mais extenso no iPhone, mas pra um livro curto como Alice ele até que quebrou um bom galho. Acho que se tentassem fazer um Senhor dos Anéis daria umas 5000 páginas, porque o Alice no Classics são quase 400!
Aproveitem enquanto o Classics está disponível gratuitamente. Clique aqui para baixá-lo na App Store!
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January 30, 07:05 AM
Minik Mondó comemora seus 10 anos na Galeria Olido!
Esse post é uma colaboração especial de Pan Stolen. Valeu! =D
O grupo de dança Minik Mondó comemora seus 10 anos com a montagem Oco, em apresentação até o dia 31 de janeiro na Galeria Olido, e te convida para participar de uma das peças mais receptivas que já tive o prazer de assistir.
Ao chegar no andar onde ficam as salas de dança, com as luzes apagadas, você é convidado a olhar pelo corrimão de uma escada em espiral a apresentação que vai acontecer no térreo - único lugar onde a platéia não pode ficar - podendo porém descer as escadas, sentar nos degraus e mudar de lugar a qualquer hora, competindo espaço às vezes com mesa de som, vídeo e técnicos de iluminação, que podem ter que segurar um spot bem do seu lado para fazer seu trabalho.
Desde o início calmo já dava pra ver que ia ser bom, porque a fluidez dos primeiros movimentos chegava a confundir os olhos de tão natural. De fato, parecia mesmo que algum animal estava alí fazendo uma metamorfose que você por acaso teve a sorte de presenciar.
Mas esse é só o começo.
Para quem está acostumado com dança contemporânea, a interatividade e a mistura de palco de dança com palco de teatro já não são grande novidade. O que diferencia um grupo experiente que se dedica na produção de sua obra do resto é a naturalidade com que os dançarinos/atores levam essa dinânimica para o público. Minik Mondó não impõe com agressividade desnecessária ou desajeitadamente a sua mensagem. O movimento, o cenário, o som; tudo evolui de forma sutil de modo que você mal percebe quando e como a peça a três andares abaixo de você de repente está do seu lado.
Apesar de bem tranqüilo na minha opinião, não deixa de ter o tapa na cara da dança contemporânea, o que fica evidenciado nas palavras do meu namorado e acompanhante no espetáculo, Danilo Milhiorança:
“E é uma experiência muito física e visceral mesmo pra quem está assistindo. Você sente o calor do ambiente, vê de perto os corpos suados, se move para não ficar no trajeto de um deles. E além de tudo isso, há todo o esquema de cores, luzes, cheiros e sons; chega a ser meio desorientador em alguns momentos. É melhor ter estômago pra ver, não porque haja alguma coisa nojenta ou algo do tipo, e sim porque o espetáculo é uma experiência sensorial muito intensa.”O espetáculo Oco estará rolando de graça até 31 de janeiro de 2010, todos os dias até às 20hs na Galeria Olido (Avenida São João, 473)
Você também gostaria de dar alguma dica de evento ou até mesmo escrever um post para o blog? Entre em contato comigo através da página do Facebook ou então por e-mail/twitter
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January 23, 05:35 PM
Dirty Projectors lança single Ascending Melody de graça na internet
Os nova-iorquinos do Dirty Projectors lançaram no começo de janeiro o single "Ascending Melody", composto por duas músicas das sessões de gravação do disco "Bitte Orca" mas que acabaram ficando de fora da versão final. Para quem não conhece o Dirty Projectors, seu som é uma mistureba entre indie pop, eletrônico experimental e um pézinho em afro-beat. Confuso? Bastante. Mas ainda assim funciona e é excelente!
Ascending Melody está disponível para compra em vinil 7'' edição limitada no site da Domino Records, mas a banda resolveu presentear os fãs e também disponibilizar gratuitamente o single na internet. E não apenas isso, as faixas vem em qualidade excelente (MP3 320kbps com artwork em alta resolução! Ouviu isso Vampire Weekend?) e as duas músicas são muito boas mesmo (especialmente Ascending Melody, que o finalzinho não sai da minha cabeça), não devendo em nada em comparação com as que fizeram parte de "Bitte Orca". Segue abaixo a lista das faixas do single:
A. Ascending Melody - 4:41
B. Emblem Of The World - 4:02Para baixar as duas músicas do single Ascending Melody basta clicar no widget abaixo e adicionar o seu e-mail. Depois de alguns minutos você receberá por e-mail o link para baixar os arquivos
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January 20, 07:35 PM
Canabalt: Corra como se não houvesse amanhã!
Existem jogos onde enfrentamos hordas de grandes inimigos em batalhas desafiadoras e envolventes! Existem jogos com histórias cada vez mais complexas, cheias de reviravoltas e subtramas. Existem jogos onde passamos por diversos locais para cumprirmos uma grande jornada. E existem jogos onde tudo isso não importa e a única opção é simplesmente correr para salvar a sua pele! Canabalt se encaixa nessa última categoria! Mas nem por isso deixa de ser fantástico!
Desenvolvido por Adam Atomic e com trilha sonora de Danny B, Canabalt aposta no minimalismo. O jogo, desenvolvido em apenas 5 dias, usa apenas um botão para a sua jogabilidade, e usa uma paleta de apenas 6 cores. O objetivo: corra o máximo que conseguir desviando de caixas e pulando buracos. O jogo é tão minimalista que segundo o criador do mesmo os arquivos de gameplay em sua totalidade não chegam a 100kb, e todo o resto dos mais de 3mb do jogo é apenas da música (diga-se de passagem, ótima!). Quanto a história: História? O máximo de "história" que se consegue captar do jogo é que aparentemente está acontecendo uma invasão e estão destruindo a cidade, já que algumas vezes os prédios no qual você pula simplesmente começam a desmoronar!
O jogo possui um medidor de quantos metros você consegue correr sem cair dos prédios, e é legal pois você pode enviar seu score direto para o Twitter, Digg e outros sites! Existem também várias pessoas que postam vídeos no youtube com seus records. Um dos mais impressionantes é esse com mais de 21000 metros:
www.youtube.com/watch?v=K-A-3HFbgPQ
Enfim, Canabalt não é um daqueles jogos que nos prendem por horas, mas nos minutos que gastamos tentando quebrar records diverte bastante! Dentro de sua proposta de ser um jogo simples e de fácil acesso, está de parabéns!
Canabalt pode ser jogado de graça em http://www.adamatomic.com/canabalt! Existe também uma versão paga do jogo para o iPhone, caso queira adquirir custa $2,99
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January 14, 08:28 PM
Flavors.me – faça uma página com a sua cara!
Sempre gostei dos serviços que se propõem a facilitar nossa vida na hora de criarmos uma página "About", onde podemos colocar nossos principais links e meios de contato. Durante os últimos anos já testei vários e vários serviços, entre eles o MeAdiciona, Google Profiles, Protopage, Magntize, dentre vários outros. Mas nenhum serviu tão bem a esse propósito quanto o Flavors.me!
A primeira coisa genial no Flavors, na minha opinião, é a interface para a criação do perfil. A ferramenta para customização permite uma grande liberdade na escolha e organização dos objetos/fundo/cores do seu perfil. Os programadores estão de parabéns, pois a interface é muito bem construída e ridiculamente fácil de usar. Vou colocar aqui embaixo um vídeo que o próprio criador do Flavors disponibilizou mostrando como é simples (e rápido) criar um perfil com uma aparência excelente:
Fora essa facilidade para criar um visual com a sua cara é bem simples adicionar as redes sociais nas quais você participa, já que ele além de ter suporte as mais populares do momento (Facebook, Twitter, Last.fm, Flickr, Vimeo, Tumblr, Goodreads e Netflix) suporta também qualquer feed RSS! Ou seja, você pode colocar seu blog DENTRO do seu perfil. Ou então mesmo aquele serviço super obscuro que só você usa pode ser exibido no seu perfil caso tenha suporte a RSS
Essa liberdade faz com que existam muitos perfis com visuais completamente diferentes uns dos outros! Caso precise de inspiração, entre no Directory do próprio site para ver o que outros usuários estão aprontando! Alguns perfis que eu ví lá e gostei muito:
Apesar de ser de graça, por enquanto o Flavors.me só funciona através de convites enviados pelo próprio site após a adição de um e-mail na lista de espera. Porém, boas notícias: nos últimos dias os convites estão sendo enviados bem rapidamente (o que pedi recentemente para a home do Acholegal.com chegou em menos de 1 dia!), então vale a pena colocar seu nome na lista!Ah sim, quem quiser ver meu perfil (que é uma versão levemente modificada daquela versão do topo do post), só entrar em flavors.me/rubens
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January 10, 04:57 PM
Amor e Solidariedade: as esculturas de Abelardo Da Hora no Vão do MASP
Fui esse sábado conferir as obras do escultor/pintor/desenhista/poeta Abelardo da Hora que estão expostas no vão livre do MASP, em São Paulo. Primeira surpresa: tinha muita gente lá conferindo a exposição. Pessoas de vários tipos apreciando as obras do artista, que vezes são musas nuas esculpidas em bronze impecavelmente polido, outras vezes são crianças em condições de miséria talhadas em um áspero e impreciso cimento. Ví um grupo de crianças com os seus pais olhando as gravuras coloridas que estão expostas numa grande tenda onde ficam os trabalhos menores (em termos de tamanho físico, não de qualidade) do artista. Ví um idoso acompanhado de alguns jovens (netos talvez?) sentados próximos a um dos trabalhos comentando como deve ser difícil polir as estátuas depois de modeladas. Mas o mais importante: ví gente que normalmente não tem tempo/dinheiro/interesse para ir em museus apreciando obras de arte.
A iniciativa do MASP e do Instituto Abelardo da Hora de Recife é excelente, afinal o vão livre do MASP merece muito mais que ser apenas um espaço vazio onde as pessoas se encontram. As pessoas têm vontade de conhecer mais sobre arte, mas com o ingresso do MASP a 15 reais (entrada grátis só de terça-feira, péssimo dia pra quem trabalha ou estuda durante o dia) esse provavelmente é o único jeito das pessoas terem um contato mais direto com essas obras. Espero que esta não seja a última exposição com esse tipo de estrutura, e que venham muitas outras!
Particularmente a obra de Abelardo da Hora que eu achei mais interessante é a escultura entitulada "Hiroshima", feita em cimento com banho de ácido. As influências de Candido Portinari nessa obra (e mais ainda em "Memorial aos Retirantes) são claras, e não sei porque mas ela transmite em mim um sentimento de perseverança acima de todas as mazelas da vida. A série de ilustrações de brincadeiras infantis também é bem interessante e mostra um lado mais sutil do artista. Outra obra interessante é a entitulada Monumento Ao Frevo, que está exposta bem perto da calçada e serve de chamariz para as pessoas que estão passando na rua e não sabem da exposição. Inicialmente eu achei que era uma escultura feita em madeira devido ao tom de marrom, porém é feita em cimento polido e pintado. A obra é de 2006 e um dos trabalhos mais recentes do artista.
Aqui embaixo tem algumas fotos das obras que mais gostei, mas caso você queira conhecer todas, existe um catálogo da exposição em PDF disponível para download no site do IAH.
A exposição "Amor e Solidariedade" permanecerá no vão do MASP todos os dias até 15 de fevereiro. Eu escreveria que a entrada é grátis, mas na verdade nem entrada tem já que é um espaço aberto né?
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January 05, 06:32 PM
Simples, genial e grátis: Continuity Game
Hoje em dia muitos gamers se contentam apenas com gráficos cada vez mais realistas e ação cada vez mais frenética. Felizmente, para alguns game designers, isso não é tudo o que eles acham que devem oferecer aos jogadores. É o caso de Elias Holmlid, Dmitri Kurteanu, Guy Lima Jr. e Stefan Mikaelsson, criadores do Continuity Game!
Continuity Game aposta em conceitos já existentes em outros jogos, porém os une de um modo único! O jeito mais fácil de classificá-lo seria como um "Puzzle de Plataforma", mas não sei se isso explica bem como é o jogo. Basicamente o seu objetivo ao jogar é coletar chaves e ir com o seu personagem até a porta que o leva ao próximo estágio. Porém, para tal, você deve organizar um puzzle que é a fase em si! Complicado de entender? Assista o video abaixo que facilita bastante:
O jogo possui 32 estágios no total, que começam bem simples e aos poucos vão se tornando incrivelmente complexos! Há uma promessa por parte dos desenvolvedores de mais estágios no futuro. Eu levei aproximadamente 4 horas para terminar o jogo na primeira vez (dividido em várias mini-sessões de jogatina, exceto por um estágio que levei QUARENTA MINUTOS para passar!)
Os gráficos do jogo são bem simples, porém usados de forma bastante inteligente. A trilha sonora, apesar de possuir apenas 2 músicas é sensacional, e também pode ser baixada de graça através do site do compositor Elias Holmlid
O fantástico para essa nova geração de game developers é que agora eles podem pegar suas idéias mais malucas (e muitas vezes nem um pouco comerciais) e nos presentearem com ótimos jogos-conceito. Espero muito que os garotos do Continuity Game peguem algum grande projeto no futuro para vermos todo esse potencial sendo aproveitado
Continuity Game pode ser jogado de graça através do site www.continuitygame.com
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January 04, 10:53 AM
Vampire Weekend libera o disco Contra no MySpace. Alguém é contra?
Hoje os nova-iorquinos do Vampire Weekend surpreenderam a todos ao disponibilizarem na integra através do MySpace o seu segundo disco, entitulado "Contra", que será lançado oficialmente apenas na proxima semana. Todas as faixas podem ser ouvidas por streaming acessando o endereço www.myspace.com/vampireweekend
Bondade da banda em dar música de graça? De certo modo sim
Tentativa de diminuir a pirataria? Talvez
Vai dar certo? Não!
Na minha opinião esse tipo de atitude não é para combater pirataria, e sim para gerar buzz em torno do lançamento do CD. Muito fã da banda não vai se conformar em ouvir apenas via streaming através do MySpace (que tem tanto limitações de qualidade quanto de portabilidade) sendo que já estão circulando na internet versões em MP3 com qualidade igual ou até superior. Eu resolvi ouvir através do MySpace para escrever esse post, e a qualidade algumas vezes deixa bem a desejar (em termos de streaming de som, não a qualidade musical da banda em si).
Não estou querendo crucificar os caras pela atitude de terem lançado apenas no MySpace, já que seria ridículo eu tendo um blog focado em coisas grátis ser contra (hehehe trocadilho inevitável) isso, mas já que eles supostamente querem dar um presente aos fãs poderiam dar mais opções, como por exemplo o download através do Last.fm (onde, aliás, dá pra se notar que tem MUITA gente ouvindo a versão em MP3 do disco), ou mesmo que fosse através do sistema de download "Pague o quanto quiser" que a Illegal Art, o Radiohead e outras bandas estão usando. Enfim, eles tiveram uma boa atitude mas poderiam ter se esforçado mais =P
Quanto ao conteúdo do album em si: dá pra notar uma evolução na banda. Horchata é gostossísima de se ouvir, e Cousins é de uma energia contagiante. Giving Up The Gun traz uma batida totalmente inesperada (e ótima) para o padrão da banda (ou não para quem ouviu o trabalho de Rostam Batmanglij no duo Discovery), Diplomat Son e I Think UR Contra é uma daquelas músicas que você pode dizer de peito cheio que FECHAM UM DISCO.
Enfim, o ano mal começou e já temos um grande disco para curtir! Pena que não na devida qualidade
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January 03, 10:36 AM
Hoje é de Graça: Vik Muniz e Flávio Damm no Museu Oscar Niemeyer
Esse primeiro post de 2010 foge um pouco do que vai ser o padrão do blog, já que geralmente vou focar em eventos em São Paulo. Mas como estive em Curitiba recentemente, aproveitei para visitar o Museu Oscar Niemeyer (também conhecinho como OLHO, ZÓIÃO, OLHÃO, dentre outros! Para entender o nome, basta olhar a foto abaixo por mais de três segundos). E é sobre duas exposições que estão rolando por lá que comentarei nesse post.
A primeira é a exposição VIK, que esteve nos EUA, Canadá, México, São Paulo, Rio e agora está em Curitiba. A exposição traz cerca de 200 fotos mostrando 131 trabalhos realizados nos últimos 20 anos por esse muitos consideram como um dos mais reconhecidos artistas brasileiros da atualidade, tanto nacional quanto internacionalmente. Vik Muniz é conhecido pelo uso de materiais inusitados em suas obras, que variam de pasta de amendoim e diamantes até grandes quantidades de lixo. Parte da interação com o público acaba sendo imaginar qual foi o processo de criação das obras com os inusitados materiais.
Eu já tinha visto os trabalhos dele na exposição que teve no MASP, porém achei muito mais organizada a exposição do MON, talvez pela linearidade que os corredores de lá proporcionam. Não sei, mas saí de lá com a sensação de ter aproveitado mais do que na vez que ví em São Paulo. Sobre as obras em si, eu gosto principalmente pelas maluquices que envolvem o processo de criação.
A segunda exposição que tive oportunidade de conferir durante a minha visita foi a do fotógrafo Flávio Damm, e que reune 80 trabalhos deste fotógrafo que atua há mais de 64 anos e já teve seus trabalhos publicados em revistas como O Cruzeiro, Time e Life. As imagens escolhidas para a mostra foram escolhidas de um arquivo de mais de 60 mil negativos pelo próprio fotógrafo. A primeira (e inevitável) comparação que tive ao ver os trabalhos foi com os do francês Henri-Cartier Bresson, já que ambos usam a fotografia preto e branco e estão em busca de achar algo especial em cenas do cotidiano. Mas isso não desmerece o trabalho de Flávio Damm, muito pelo contrário, afinal ele consegue registrar momentos únicos e sublimes.
A qualidade das impressões das fotos na exposição estava muito boa, porém o que eu não gostei muito foi do local escolhido: a Torre (que é basicamente uma sequencia de pequenos corredores e escadas que dão acesso ao "Olho"). Talvez seja só comigo, mas o fato dos corredores serem estreitos e sempre terminarem em escadas acaba criando um senso de urgência bem grande, o que dá a sensação de que acaba sendo tudo muito apressado. Claro que eu parei para observar bem as fotos que mais gostei, mas me senti inquieto.
Além das duas exposições que comentei nesse post também estão rolando exposições sobre o Burle Marx, Azulejos Portugueses, Joaquim Sorolla, Carlos Alonso e Bernie DeChant. Infelizmente não tive tempo de conferir essas, quem sabe numa próxima né?
Se você estiver em Curitiba e quiser visitar o MON, seguem as informações abaixo:
O Museu Oscar Niemeyer fica aberto de terça a domingo das 10:00 as 18:00. As duas exposições (VIK e Flávio Damm) vão até o dia 28 de fevereiro de 2010. Ponto negativo para o museu pois a entrada é grátis somente no primeiro domingo de cada mês Nos outros dias, R$4,00 e estudante paga meia
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December 27, 01:26 PM
Exposição Graphias: do Papel ao Pixel
Resolvi adiantar um pouco as coisas e não esperar até a primeira semana de janeiro pra começar a fazer reviews de lugares com atrações grátis (afinal, essa semana de férias deve ser aproveitada!). Vou começar falando da exposição "Graphias: do Papel ao Pixel", que está rolando no Memorial da América Latina e que visitei no sábado (26/12).
A exposição, que está instalada na Galeria Marta Traba (um dos prédios do Memorial da América latina com as principais características da arquitetura do Oscar Niemeyer - paredes brancas, janelas pretas e dificuldade para se entrar/sair) traz os trabalhos de vários artistas contemporâneos que o curador Saulo di Tarso aparentemente escolheu em um processo um tanto quanto caótico, mas ainda assim consistente. Não vou entrar em muitos detalhes sobre as obras em si, afinal arte contemporânea é o tipo de coisa que fica naquele limiar onde ao se observar um trabalho uns afirmam que o artista tem QI 180 enquanto outros classificam como QI 1,8. Prefiro me limitar ao mais aberto gosto/não gosto, então vou colocar aqui 3 obras dos 3 artistas que mais me chamaram a atenção (e que não necessariamente vão agradar a todos):
Imagens: 1. Jaime Prades - 2. Agustin Sabella - 3. Daniel Caballero
Quanto a organização do evento, achei que poderia ter sido melhor. As obras estavam bem dispostas porém não estavam todas com a devida descrição com nome do artista e da obra, o que me incomodou um pouco (e até dificultou na hora de conseguir imagens para o post). Outro ponto bem negativo é que no dia que eu fui as salas onde as obras em vídeo deveriam ser exibidas estavam desativadas =(
Quem tiver a fim de visitar a exposição, seguem abaixo as informações:
A Galeria Marta Traba fica aberta de terça a domingo das 09:00 as 18:00. A exposição vai até o dia 31 de janeiro de 2010! A entrada é grátis todos os dias
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December 24, 10:38 PM
Dica especial de natal: Baixe o disco “A Mutated Christmas”
Vocês ainda vão me ouvir falando bastante da Illegal Art (gravadora que publica os discos do Girl Talk, Steinski, entre outros) em posts futuros. Ela é cercada de polêmica e distribui seu catálogo inteiro gratuitamente em formato MP3, além de vendê-lo em FLAC e CD. Mas eu vou entrar em detalhes sobre isso em um post futuro, pois hoje o foco é o disco "A Mutated Christmas"
A Mutated Christmas, lançado pela Illegal Art em 2001, é uma colagem de centenas de músicas de natal, indo desde jingles obscuros até clássicos americanos nas vozes de artistas como Elvis Presley, Frank Sinatra, Jackson 5, Queen e Diana Ross. Sim, esse é um disco de natal que desafia qualquer conceito de copyright possível e imaginável! O principal responsável pelo projeto (e por 4 dos 13 remixes que compoem o disco) é Corporal Blossom, e os outros mixes são feitos por vários DJs e produtores da cena underground.
Enquanto "White Christmas" abre o disco com uma delicadeza e suavidade que podem até fazer com que alguém mais distraído pense que é uma música convencional de natal existem outras faixas do album que partem para algo mais "natal do século XXI", como por exemplo a faixa "Have Yourself A Merry Little Christmas" com suas distorções em vocais clássicos e glitches propositais. Ou ainda a faixa "Do You Hear What I Hear" cheia de repetições e sintetizadores. Mas de longe a minha faixa preferida do disco é versão de "Carol Of The Bells" remixada pelo Brian Siskind (que atende pelo nome de Fognode nesse disco) que é praticamente uma versão trip-hop desse clássico de natal que eu confesso que já tinha ouvido um milhão de vezes mas só descobri o nome ao ouvir essa versão!
Considero que o disco consegue cumprir bem o seu objetivo, que é desconstruir a aparência padrão das trilhas sonoras de natal e criar algo novo usando vários pedaços do que já havia sido produzido antes. Afinal todos dizem que natal é época de celebrar e compartilhar, então as gravadoras não deveriam se incomodar em ceder esses samples!
"A Mutated Christmas" pode ser baixado gratuitamente em versão MP3 320KBPS no SITE OFICIAL DA ILLEGAL ART!
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December 21, 04:56 PM
Livro de Graça – O que importa agora?
2010 está chegando!
Ou seja: um monte de listas de objetivos para o novo ano sendo feitas por aí, com a esperança de serem cumpridas. Esse blog mesmo surgiu com base num desejo meu para 2010.
Pensando nisso, Seth Godin (famoso blogueiro/orador/publicitário/criador do squidoo.com) perguntou a várias pessoas influentes (ou nem tanto) das novas mídias o que elas estão pensando ou pretendem fazer em 2010. O resultado é o eBook gratuito "What Matters Now":
(livro em inglês, clique na capa para baixar em PDF)
O livro tem altos e baixos (afinal, são 70 pessoas diferentes escrevendo cada uma sobre uma coisa diferente), mas no geral aparenta atender bem o objetivo que eu acredito que seja mais levantar questionamentos e mover o leitor a tentar algum tipo de mudança do que mostrar realmente como fazer isso. Gostei especialmente da página Timeless, feita por Mark Rovner, que começa com um bizarro "O que Buda Tweetaria?" e fala sobre como os avanços de comunicação muitas vezes mais atrapalham do que ajudam ao nos afundar em um mar de ruído e informação desnecessária. Outras páginas interessantes que já lí: I'm Sorry (Jason Fried), Focus (Todd Sattersten) e Nobody (Micah Sifry)
Um ponto fraco é que, mesmo sendo um eBook gratuito faltam umas coisas bem básicas que poderiam torná-lo mais interessante, como por exemplo um índice! Tá certo que ele é bem curto e rápido de ler, mas facilitaria bastante numa futura consulta ao material. Uma lista com todos os colaboradores do projeto não cairia nada mal também para podermos conhecer mais facilmente os projetos em que cada um está envolvido. Também não gostei muito do formato paisagem do livro, pois muitas vezes acaba parecendo que estou vendo um PowerPoint e não lendo um livro. Enfim, talvez chamar um designer para o projeto teria feito um bem danado na hora do acabamento.
Como o livro foi disponibilizado no blog do autor em PDF e ele estimulou os leitores a compartilhá-lo nas mais diversas redes sociais, caso você não queira baixar o PDF ainda existem outras diversas opções para visualizá-lo online, como por exemplo através dos sites Scribd ou do Wepapers
Será que o famoso dito popular "Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia" está com os dias contados? Talvez ele tenha que ser mudado para "Se conselhos bons fossem fáceis de achar, o google não existia"
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December 14, 07:20 PM
Introdução
Olá! Se você está lendo esse post em dezembro/2009 esse post vai fazer algum sentido. Porém se estiver lendo ele em, por exemplo, março/2023, existem duas possibilidades:
- Você estava procurando sobre alguma coisa do começo da década passada e os sistemas de busca realmente estão eficientes e conseguindo achar conteúdo relevante mesmo entre coisas bem antigas
- Está procurando uma coisa atual e os sistemas de busca continuam uma merda
...
Enfim, já que o foco foi perdido no PRIMEIRO PARÁGRAFO, vamos voltar a ele:
Esse blog na verdade é uma desculpa para que eu tenha um motivador extra para tentar cumprir uma das minhas principais metas de 2010, que é a redução geral de gastos com praticamente tudo. A grande questão é: será que existem equivalentes gratuitos DE QUALIDADE para praticamente todos os produtos/serviços que jovens da minha idade costumam consumir? Muita gente (como por exemplo o teoricamente manjador Chris Anderson) diz que sim, mas vamos ver o quanto realmente se perde em qualidade de vida ao optarmos por esse caminho.
Vamos lá, e que 2010 nos traga a resposta!
Posts
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August 28, 12:00 PM
Dar no primeiro encontro
Seguindo a linha do se você não gosta de drogas não use se não gosta de aborto não aborte etc se você não gosta de dar no primeiro encontro não dê mas pare de perturbar nossa vida!
Sim, nossa porque eu dei no primeiro encontro já algumas vezes graças adeus, meu namorado que o diga.Agora, amigos, qual é que é a do preconceito? Em primeiro lugar, tem a galera que se reprime, e aí problema deles (nesse tópico) quer segurar a bacurinha, porque quer intimidade, porque é tímida, porque quer stalkear o cara antes, qualquer outro motivo… Que seja, a bacurinha é sua e você segura se quiser.
A parte tensa é sair julgando todo mundo se baseando nisso. Se definem detalhes do caráter e se prevê toda uma vida de relacionamentos exatamente como serão a partir da finalização do primeiro encontro. Deu? vai durar dias, talvez semanas. Não deu? Vai casar na certa e ter filhos. AHAM senta lá.
Isso é um só dos preconceitos, o de quem está olhando de fora. Mas tem o preconceito dos envolvidos, o mano come a garota (não sei bem como é com gays pq nunca ouvi falar que houvesse esse mimimi) e mesmo gostando dela, tendo rolado química etc ele não vai levar a sério porque né “a mina deu pra mim logo de cara, não é pra namorar, de certo da pra todo mundo”. Vítima fácil dessas doidas manipuladoras que não necessariamente rendem boa namorada e que marcam no calendário arbitrariamente uma data pra primeira foda para parecerem desejáveis pra um relacionamento, torturando desnecessariamente a si mesma e o pretendente.
Ou então da própria garota. Ai não vou dar, se eu der ele não vai querer mais nada, se eu não der ele vai ficar atrás, se eu der minhas amigas vão desaprovar etc. Gente, sem querer ser chata mas isso nem lógica tem. SE o cara só quer sexo e vai dar o fora em seguida, ele VAI DAR O FORA EM SEGUIDA mesmo q o sexo seja no terceiro ou enésimo encontro. Ah e se ele quer SÓ SEXO o cudoce faz ele ir embora antes, provavelmente. Amiga, sua boceta não é um anel de compromisso. Tá afim de dar pro cara ele tá afim de te comer rola química ces tem camisinha e local? Corre pro abraço! E não vai parar pelo que terceiros vão pensar ><
Ah mas pan você não disse no começo, se quiser não dar não dê, sim eu disse, mas pq VOCÊ NÃO QUER e não porque alguém não quer por você. A decisão é sua e a opinião das suas amigas e dos amigos dele não deveria ser relevante. É eles que vão arcar com qualquer coisa? Assim como é péssimo julgar os outros por isso, é péssimo se deixar julgar, se deixar reprimir e levar mais a sério outras vozes além da SUA, as decisões sobre fazer ou não fazer sexo com alguém (e com o consentimento desse alguém) são só suas, enfia isso na cabeça e enfia o resto onde for apropriado.
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August 21, 07:00 PM
Menina que anda com camisinha na bolsa: precavida ou pervertida?
Resposta a esse tuit aqui : Precavida pelo menos até certo ponto ela é, se é pervertida ou nao vai depender da sua sorte.
O autor da pergunta não estava falando a sério, com preconceito, escrotizando etc, ele é um cara legal e com cérebro que sempre merece um #FF etc. Mas tem uma CARALHADA de gente de acha que a garota que carrega camisinha é necessariamente pervertida. Em primeiro lugar, a pessoa tem que parar e pensar no que significa pervertido pra ela, e o que significa pervertida no mundo. Em segundo lugar, as coisas NÃO SE EXCLUEM, então a pessoa ou é precavida e “pervertida” ou precavida e “não pervertida” que é precaução andar com camisinha é fato, fica aí com mimimi com a “perversão” dos outros e vem chorar depois que pegar sífilis, hepatite, AIDS, HPV e filhos.
Vamos ao começo, o que é perversão relacionada a sexo? Perverter os valores aceitos? Quais valores aceitos? Os tradicionais cristãos décadas passadas ou os valores maladrops jovens de agora? Perversão seria perverter o sentido original de procriar do sexo? Ir além da POSIÇÃO DO MISSIONÁRIO? Trepar antes do casamento? Porque amigo se for isso então acho que não sobraram muitos não pervertidos por aqui.
Ou perversão é ser perverso, malvado, nojento, machucar sem consentimento, violentar criancinhas, destruir lares? Se for isso é provável que a pessoa nem se preocupe com camisinha pra começo de conversa (e é melhor ficar longe dela). Ou pervertido é o mano que curte sexo? Se for temos um problema, LEVANTA A MÃO AÍ QUEM NÃO CURTE SEXO! alou, tem alguém aí? Talvez pervertida seja a garota que faz um sexo que não é sem graça, que topa uma variedade maior de coisas, que propõe uma variedade maior de coisas, e aí querido, você tá com sorte. A mina quer se proteger, te proteger e vai ter proporcionar AQUELA foda. Ou ela pode ser apenas precavida e ter uma bela performance geladeira na cama. Parabéns.
Quem sabe quem leva camisinha tá achando que sempre pode rolar sexo. E aí seria um significado possível de “precavida e pervertida”. Digo por mim que sair de casa numa vibe de ir pra cama nem sempre dá em cama, pode até rolar uma série de frustrações que camisinha nenhuma muda, então tanto faz. Mas SE ROLASSE você não ia ter que parar no meio por não ter camisinha, né? E ah, claro, ninguém fala nada de menino que anda com camisinha na mochila né? Homem tem que estar a postos pro sexo, ter camisinha e pau duro sempre disponível. É obrigaçao amigos, de qualquer garoto, garota, homem, mulher, travesti e a pqp. Se preservar e principalmente preservar os outros não é questão de curtir muito sexo ou não (e isso não é base pra julgar ninguém) é questão de saúde pública, amor à vida e respeito ao próximo.
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August 14, 09:32 PM
O MEC e o mimimi
Saiu esses dias na Folha e o resto do mundo copiou: MEC envia a escolas públicas livros com cenas de estupro, tortura e assassinato.
Polêmica automática, mas até aí, fazem polêmica pra todo tipo de coisa, relevante ou não.
As afirmações mais frequentes são ou que isso é errado porque incita a violência (inocência) ou que é certo porque o jovem está acostumado E preparado para isso (inocência).
Qual é que é, amigos, o assunto pára aí por acaso?
No Educacionista tem a opinião do Prof Zanchetta, da UNESP, que apesar de fazer uma mistura que eu considero equivocada entre mídia e o resto do mundo (mais sobre isso depois) tem um dos principais pontos:
“Para Zanchetta, o conto pode ser uma boa oportunidade de a escola abordar a violência. ‘Mas, para isso, precisamos de docentes bem preparados, o que é difícil.’ ”
Difícil não, quase impossível.
Eu tive a oportunidade e o desprazer de terminar meus estudos em colégio público de SP e mesmo sendo ele um dos melhores da área, ainda tinha um número ridiculamente pequeno de professores preparados para dar aula praquela gente que pra começo de conversa só lia um livro sob chicotadas, tamanha a dificuldade.
Não só os professores (quase metade deles contratados eternamente como eventuais) não estão preparados, dão cada um sua opinião deixando a ética totalmente de lado, como essas escolas não tem aula de educação sexual nem nada nesse sentido. Falar de estupro vai fazer a pessoa refletir? Bom, depende. Se for numa cena tosca de um livro que uma pessoa que mal lê vai ler por obrigação é BEM difícil, ainda mais uma cena do ponto de vista do agressor o que dificilmente sensibiliza para o que a vítima está sentindo.
Outro ponto é que o fato de que vemos notícias NA MÍDIA sobre acontecimentos do tipo, não nos faz automaticamente entendedores do assunto, ou pessoas acostumadas a refletir sobre a banalização da vida, ou nos torna sensíveis. Pelo contrário, esse bombardeio faz mais deixar nosso cérebro imune a esses sofrimentos para se aguentar vivo, não dá pra sofrer o sofrimento de todo mundo. Além disso, notícias são uma coisa e artes são outra. Uma obra nos faz sentir coisas que a notícia simples objetiva e imparcial não nos faz sentir, a arte se bem feita mexe com a gente, um personagem que conhecemos tem para nós uma dor mais real do que um sujeito x de uma notícia. Então segurem a emoção, educadores, NÃO É a mesma coisa. E galere estar acostumada com casos como o do Bruno só mostra como ainda acreditam na vítima perfeita, já que MUITA GENTE achou o crime compreensível bem num esquema joga pedra na geni.
Educação é ainda outra coisa. Enquanto eu considero arte um troço totalmente livre, não dá pra ter a mesma idéia da educação, escolher um livro comprar milhões de exemplares e mandar como material de apoio didático não é uma decisão artística, é educativa, e se alguém pensa em educar e fazer refletir um adolescente sobre violência, tortura, violência sexual etc, deve pensar em alguma coisa que não seja simplesmente cenas de um livro caindo de para-quedas na vida deles.
Quando estava na escola pública tive que ler capitães de areia, livro muito bonito legal etc. Ninguém abriu a boca sobre a cena de estupro envolvendo o protagonista, uma das várias cenas de sexo do livro e a única que me perturbou.
Resumindo, querem mandar o livro mandem, nem tem mesmo chance de muita gente ler. Causar reflexão sinto muito, mas não vão conseguir “comeu ela duas vezes” nem ao menos soa como violência e a vida de ninguém vai mudar, vão continuar tendo as mesmas idéias tortas e fracas sobre o que seja violência sexual. Quer fazer alguém pensar como é ruim? Bota um Irreversível pro camarada assistir e veremos. Não, nem bota, estômagos de classes inteiras ficarão estragados por um bom tempo, e não vai haver uma boa alma para acalmá-los.
Fazer a pessoa pensar num assunto porque ela é madura o suficiente pra isso… Um tal tropa de elite tentou isso sobre violência, tortura e merdas em geral por parte da polícia e fez muito efeito… FORA DO BRASIL.
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August 11, 08:18 PM
Apresentada proposta de casamento gay no Chile
Pra quem é hetero ou não está acompanhando o assunto do casamento gay (ou simplesmente direitos iguais) isso aqui ainda é novidade:
A oposição do Chile apresentou (no dia 3) projeto como o da Argentina de tirar as palavras homem e mulher da lei fazendo que dois adultos quaisquer possam se casar. Nem o próprio partido tá tranquilo com isso, imaginem o resto, o Chile é um país conservador doido.
MAS Portugal também é conservador e ficaram bem fera legalizando o amor logo no começo do ano, além disso, lugares muito conservadores podem ser imprevisíveis. Quando o fotógrafo Spencer Tunick foi pra lá tirar foto da galera peladona, encontrou o maior número de voluntários DO MUNDO, tem até documentário sobre o caso.
Não to cheia de esperança não, mas só o fato dos parlamentares terem que lidar com isso e o assunto já me anima. Ah, e pra quem não sabe, argentinos e chilenos tem um mimimi mútuo bem mais forte do que o nosso futebolístico, então o argumento hermano latinoamericano não vai funcionar com o povo de lá.
ah sim, notícia aqui
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July 16, 11:08 AM
Dois filmes
Paixão e Sedução – (Better than sex)
Moça e rapaz se conhecem numa festinha (Na Austrália, onde se passa o filme), ele mora em Londres e está de passagem por uns dias só, nada mal para uma trepada casual sem complicações. Eles passam uns dias no ap dela trepando sem parar (nenhuma cena explícita, embora óbvias). Só sexo, sem dramas, até aparecer uma amiga e o jogo de poder entre elas sobre ele cria uma tensão que não tem origem declarada. Mas era só sexo não era? Ela encontra uma foto da ex dele na carteira e, bom, só sexo gente, nada demais. Ele vai voltar pra Inglaterra, quem liga…
É, até parece.
O caso é que eles se dão bem, são legais, desimpedidos, tem química, combinam, e aí como fica? Ouvimos seus pensamentos, eles dizem coisas soltas paralelamente para uma câmera até decidirem o que fazer.
Uma Relação Pornográfica - (Une liaison pornographique)
Mulher anuncia numa revista, quer fazer alguma coisa que não dizem o que é. Homem topa e marcam um encontro. É só realizar uma fantasia, de uma maneria quase burocrática, por um anúncio. Trocam umas palavras, vão para o motel, uma não sabe onde o outro mora nem qual é sua vida, perfeito. Continuam trocando palavras no café, indo pro motel, fazendo sabe deus o que. Um dia no corredor do motel um homem tem piripaque e eles o levam para o hospital. Aquela coisa, sexo casual, sem envolvimento e eventualmente um resgate. Ele quer levá-la de volta para a casa, ela não quer, quebraria todo o sentido da coisa. Um dia eles fazem sexo normal (tenho umas teorias sobre o que faziam antes), olho no olho etc mas, é só sexo, né?
Aham.
O caso é que eles se dão bem, são legais, desimpedidos, tem química, combinam, e aí como fica? Eles dizem coisas soltas depois da época da história para uma câmera e ouvimos seus pensamentos até decidirem o que fazer.
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July 15, 07:29 PM
O exemplo Argentino
Ta aí, mais um país a permitir o casamento gay, e agora AQUI DO LADINHO na América do Sul, nossos vizinhos que só lembramos por birras futebolísticas.
As eleições estão aí, prestem atenção. Grata
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July 08, 01:03 PM
Briga apimenta a relação
E pimenta no cu dos outros é refresco, né?
Já ia pensando em escrever sobre isso quando li essa entrevista aqui, onde Contardo Calligaris fala uma porção de coisas que fazem sentido e uma porção de outras que são opiniões pessoais baseadas em suas experiências e no que dá ou não certo para si mesmo, apenas.
Não vou falar aqui sobre porque alguns casais param de trepar porque é todo um outro assunto, quero tratar desse mito de merda de que sexo é muito melhor se for após uma briga.
Pra começo de conversa, esse mito só é tão famoso porque até um certo ponto e numa analise superficial pra cacete, é válido. Esse é o problemas dos mitos, são sempre minimamente válidos e aí ninguém questiona, só engole.
Tá, pensa num casal que só tem sexo DAQUELES depois que briga. Pensou? Segue-se logicamente que não rola um sexo DAQUELES em paz, em paz é um arroz com feijão sem gracinha. Agora vamos aos fatos químicos: quando brigamos somos afogados em litros de hormônios que nos dão energia e nos fazem menos humanos culturais e mais animais selvagens, pronto para lutar correr matar o que for necessário para manter a vida, os filhotes etc.
Em paz a pessoa que ‘não fode bem em paz’ fica sendo tudo aquilo que foi convencido que deveria ser, faz o que foi convencido que devia fazer e por isso não fode bem. Se fode bem quando tá bravo então é porque sabe como fazê-lo, certo? Ok, já sabemos que essa gente toda é um ótimo fodedor em potencial, que tem o único gatilho da briga para tanto. Agora vamos para a verdade inconveniente.
Não é legal brigar. Não com alguém que você gosta e quer continuar gostando e quer que continue gostando de você. Nunca vi relacionamento terminar por falta de briga, mas vi vários acabarem pelo excesso delas. Quando era por falta de sexo, também tinha briga. Briga desgasta, ofende, cria mágoa, paranóia, falta de respeito e a pqp, se for super frequente pior ainda (tipo sempre que estiver afim de trepar). Não parece um bom preço a se pagar por uma boa foda. Não sentir prazer simplesmente também não é a melhor opção do mundo, E AÍ COMOFAS///
Arranjar outro gatilho para a produção de litros hormônios que tiram seu pudor do caminho!!! (tirar o pudor conscientemente já deixa metade do trabalho sempre feito, mas esse é um passo adiante e mais complicado)
Fazer sexo pelo sexo é uma boa opção. Sexo é excitante em si se você parar de pensar em outras coisas. Jogos sensuais, roupas diferentes, brinquedos etc são uma sugestão. Mas não uma sugestão da caras de como fazer algo novo, “algo novo” só dura uma noite e é forçado. É mais um lance de estar aberto e de se concentrar naquilo, de não ficar na mesmice do arroz com feijão nem ficar na mesmice de brigas hipocritamente inventadas.
Sexo com alguém que já está conquistado não é explosivo porque seu corpo não tem mais a urgência de sair espalhando genes por aí, aquela pessoa já está bem fertilizada (seu corpo entende assim não importa o gênero do parceiro), então sai desse personagem casado. É isso aí fera, para de ser você seja um personagem qualquer que vive para o prazer, sejam ambos (ou todos) personagens que trepam.
Quando Contardo falou que não rola carinho no sexo eu discordei, mas aí é porque tenho uma visão diferente e mais abrangente (na minha vida) sobre o que seja carinho. O carinho que ele falou é o carinho cavalheiro (e cavalheiro não come dama antes do casório), carinho cortejador, carinho materno, carinho de gatinho, carinho de falar você é um lindo, mas aquele lindo pônei e aro-iris, enfim, carinho de quem não trepa.
E aí sim não rola carinho na hora do vamo vê. Isso não quer dizer que você tem que dar uma de escroto e brigar, não precisa ir pro oposto na vida real e estragá-la no longo prazo por uma gozada. Cama é cama, vai lá, inventa, dá uma de Lucélia Santos. No final, no dia seguinte, na outra semana, não vai rolar arrependimento, jogar na cara, pedido de desculpa, drama, desgaste, é só atuação. E não se perde AQUELA trepada.Posts relacionados:
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June 08, 04:39 PM
Como são esquisitas as pessoas que gostam do que gostam
Gente que dá tapa na cara, amarra, venda, chicoteia e/ou humilha, pune, domina. E sente um montão de prazer com isso.
Pode parecer bem doentio assim de primeira vista, e é por isso que contexto é tão bom.
Resumindo bastante existem, no meu entendimento, dois tipos de pessoas que se enquadram no primeiro parágrafo: as que fazem com consentimento da vítima e as que fazem sem o consentimento da vítima.
Curiosamente a maior parte das pessoas convencionais boazinhas que não fazem loucuras na cama tendem a achar mais normal e mais aceitável o segundo tipo, em detrimento do primeiro.
Já vi gente dizer que diz que não entende e que acha problemático quem gosta de bsdm relevar atitudes como: um chefe permanentemente mal-humorado que trata mal ameaça, humilha e desestabiliza seus funcionários, um cliente que está bravo com uma empresa e desconta sua mágoa desrespeitando pessoas que recebem uma esmola para atender telefone, pais que batem em criança… tudo isso tem sempre um ótimo motivo. Só porque a violência é algo que, a princípio, tem o intuito de gerar sofrimento, sempre que rola um sofrimento então algo correto está em andamento.
Visualize agora um casal cheio de amor que fica com altos níveis de tesão, se realiza e é feliz fazendo todo tipo de cena violenta na cama. Bizarro, né? Coisa de gente maluca, como assim gostar disso?
Bem amigos, o como é problema deles, assim como os seus comos são problema seu, o caso aqui é que a pessoa gosta. Ninguém que é humilhado pelo chefe no trabalho gosta e pede pra que ele faça isso. Um “marginal” que a polícia bate e todo mundo aplaude, por incrível que pareça, não pede e não gosta disso.
A pessoa que pede para dominar ou ser dominado por seu parceiro na cama, por outro lado, deseja essa prática e se sente feliz com isso mesmo fazendo cara de dor ou qualquer outra maluquice. Felicidade não é um troço que acontece quando a gente sorri, é algo lá dentro. Nosso rosto não tem a ver com isso, as aparências não tem a ver com isso e, acima de tudo, a opinião de quem te julga não tem a ver com isso.
Agora, você não precisa gostar dessas coisas, cada um tem seu gosto. Basta entender que qualquer coisa, por menos desejável que ela seja pra você, pode ser perfeitamente saudável para alguma outra pessoa se ela fizer de maneira consensual. E eu, pessoalmente, acho difícil julgar como doente um casal que tem em sua relação o nível de confiança necessária para se entregar assim. Pense nisso.
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May 19, 05:11 PM
Relacionamento aberto
Dia desses, num fórum em que participo, um membro iniciou uma discussão sobre relação aberta, questionando se é possível manter uma.
A resposta, caso alguém também tenha dúvida, é sim. Uma porção de coisas é possível, por mais difíceis de compreender que sejam. Não quer dizer, no entanto, que seja possível para todos. Até chocolate não é um gosto unânime, que dirá modelo de relacionamento.
Aquilo que aprendemos na escola e em casa (na maioria delas) é que um casal é aquela dupla formada por um homem e uma mulher que se amam e ficam juntos preferencialmente para sempre e durante todo o tempo de compromisso não beijam na boca nem fazem sexo nem se relacionam romanticamente com mais ninguém. Aprendemos também que fumar dá câncer e tem uma galerona aí, fumando.
O que é desejável para a sociedade não necessariamente é o desejável para nós, e é aí que começam os problemas. Eu conheci uma série de casais que estão dentro desse padrão e nos máximo uns 10% realmente mantiveram a exclusividade sexual do parceiro até o fim. Publicamente e entre si dizem que são fiéis e na vida real não são. Está tudo muito bem enquanto o segundo não descobrir, geralmente bem ruim depois disso e assim segue; uns terminam e outros fazem renovação de votos de nunca mais repetir (geralmente repetem). Ninguém diz logo no começo talvez eu te traia um dia nem dizem depois do fato consumado talvez eu venha a repeti-lo. Bom, alguns dizem.
As criaturas dispostas a serem sinceras com o seu par deixam claro que querem experimentar outros sabores e, se o outro aceitar, temos um relacionamento aberto. Novamente: é possível. A maturidade e a segurança que tem os casais envolvidos dessa forma é grande o suficiente para que a possessividade e o ciúmes, por exemplo, não sejam um problema como acontece muito com aqueles que deveriam estar confiando nos seus namorados exclusivos. Se houver o ciúmes, como disseram no tal fórum, o camarada nem chega a aceitar a proposta, ou aceita se for muito capacho e sofre bastante (ainda bem que os psicanalistas existem).
Se permitirem dar minha opinião, acho mais difícil de entender casais que se matam por uma traição sendo que ambos traem. O tamanho da injustiça em condenar alguém que fez com você o mesmo que você faz com ele é um troço que não entra na minha cabeça. Porém é tão frequente que eu me acostumei e respeito a escolha. Só falta agora aceitarem a escolha de que tem coragem e senso de justiça o suficiente para fazer isso de forma aberta, sem possibilidade de causar grande mágoas. Se você não entende que alguém consegue amar pessoa x mesmo saindo com y e z, pergunte aos seus amigos casados e apaixonados no trabalho, com sorte metade deles saberão te responder – se tiverem coragem de assumir seus hábitos infiéis.
A última pergunta que meu colega fez no tal fórum foi se isso seria uma tendência. O que sei é que manter esse tipo de relacionamento é difícil porque exige muita inteligência emocional, muita segurança e uma personalidade rara, além de ter que haver duas dessas criaturas ao mesmo tempo querendo uma a outra. Pela probabilidade não é tendência, a maior parte das pessoas que não aguentam monogamia preferem ficar no conforto de fazer escondido, algumas a ponto de sentirem que nem elas mesmas sabem o que estão fazendo.
Em tempo, acredito que relações monogâmicas são perfeitamente possíveis e podem dar super certo para os envolvidos. Só não é a única forma de ser feliz e, com certeza, não é tão frequente quanto os números nos dizem.
Peguei a imagem neste excelente post com um “guia” para abrir um relacionamento fechado, vale conferir (em inglês).
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April 13, 09:19 AM
As famigeradas pulseirinhas do sexo
Qualquer dia inventam o pão na chapa do sexo. Você vai na padaria e pede um pao na chapa, quem tiver alí no balcão, pode te comer. Se for com pão de forma, é anal, se for com manteiga, em vez de margarina, é oral.
Tá é meio idiota. Mas até aí, a pulseirinha também é.
Pera, eu disse a pulseirinha? Não, eu quis dizer as pessoas que a culpam e a mídia que a exalta. Perdão, fabricantes de plástico.
Pra quem está em 2013 no pós-apocalipse lendo meus arquivos antigos as “pulseirinhas do sexo” são uma interpretação idiota que foi dada por adolescente inicialmente ao uso de umas várias pulseirinhas de plástico coloridas e bregas que tinham em cada cor o código para um ato sexual.
A tese central da brincadeira é que uma pessoa que arrebentasse a pulseira de cor x da outra, estaria passando a mensagem quero fazer a coisa que a cor x representa. Aí isso virou “você é obrigada a fazer isso”.
A brincadeira, chamada snaping, surgiu na Europa e veio pra cá com o tempo. Foi quando os pais brasileiros souberam o significado lá fora que veio o escarcéu, bem depois de começarem a usar, geralmente sem fazerem a mínima idéia do que os europeus tinham inventado. Rolou meses de mídia gritando pra quem quisesse ouvir detalhes do jogo antes que acontecesse o primeiro estupro. Obrigada, TV.
Do primeiro ao outros, às mortes, às proibições em todas as escolas… durante todo o tempo, as pulseiras foram o pivô do mal.
Os meninos que pegaram a garota na estação, levaram e violentaram, o fizeram porque ela estava levando no braço a mensagem “você tem direito de fazer isso comigo, mesmo que eu negue verbalmente e fisicamente”. Não vi essa interpretação no jogo, nem em ninguém que usasse, mas é assim que todos os noticiários, por todos os tipos de meios falaram. O coro anterior de “VAMOS PROIBIR” que só serviram pra chamar atenção para a temida violência não evitaram que ela ocorresse. Agora o coro aumenta e junto a ele, como para justificá-lo com maior veemência, temos as notícias e os alardes “x meninas foram estupradas por causa das pulseirinhas do sexo”
Pera aí! Por causa das pulseirinhas? Até agora não sei o nome dos meliantes, mas sei bem das pulseirinhas. Também não vi a foto deles no jornal, mas vi fotos de pulseirinhas. A menina não quis, eles continuaram. Foi culpa da pulseira, que tem voz e atitude muito mais forte que a voz de um ser humano, não é mesmo? Se ela estivesse sem a pulseira não teria ocorrido, os estupradores não seriam violentos, teriam se preocupado com o consentimento da garota, certo?
ERRADO
Todo santo dia mais de uma vez por dia os canais de TV passam esses relatos, legitimando, ainda que não totalmente ainda que indiretamente, mas ainda sim legitimando o estupro. Colocam na pulseira – e indiretamente na vítima que a usou – a culpa pelo ato. Pais, adolescentes e crianças vendo várias vezes por dia que “um menino estuprou uma menina pois ela usava pulseiras que davam a ele o direito de fazê-lo.” não dizem com essas palavras, mas simplificando as frases e mantendo a lógica do argumento, é isso. A pulseira dá o direito, o menino estupra, pobre da menina que usou a pulseira do estupro, bem que dissemos que deviam proibir.
Fica na minha cabeça e provavelmente na de muita gente uma imagem flutuando na cabeça. A imagem da menina e da pulseira criminosa. É até difícil a imagem ser contaminada pelo estuprador – ele foi só uma consequência a causa o tempo todo parece ser a pulseira.
E aí vamos perdoando os meninos rapazes e homens que só estupram porque fizeram aquilo que as pulseiras disseram para fazer, na hora de ouvir as suplicas ficaram surdos, mas não são cegos, viram a pulseira, eles não têm culpa.
Têm?
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March 29, 01:18 PM
The new “New Horde”
Aviso: o post a seguir pode ter spoilers pra quem não está acompanhando as últimas notícias sobre o Cataclysm.
Pois bem, todo mundo que acompanha as notícias sobre a nova expansão já sabe, desde o anúncio da mesma, que o Warchief Thrall vai ser promovido ao posto de Guardian of Tirisfal, posto que já foi ocupado por ninguém mais ninguém menos que Medivh. Com esse novo emprego, alguém vai ter que liderar a Horda em seu lugar. E quem será o sucessor de Thrall?
Garrosh Hellscream.
Sim, aquele rapaz emo (que na verdade, não é tão rapaz assim, já que é mais velho que o próprio Thrall), que ficava se sentindo culpado por achar que o pai havia sido o percussor da destruição dos Orcs em Draenor (e do próprio planeta em si), e que depois que soube do que realmente aconteceu, se tornou o orc marrento e furioso que basicamente todos odeiam (tanto players da Horda quanto da Aliança). Sim, ele será o cara que vai sentar no trono em Orgrimmar e que vai nos mandar matar mobs lvl.13 da Burning Blade.
Muita gente se pergunta como a Blizzard poderia mudar o rumo da Horda assim de uma hora pra outra, tirando do comando da mesma um shaman sábio e pacifista, que busca o diálogo com a Aliança acima de tudo, e colocar o esquentadinho do Garrosh. Porém, isso não é tão estranho quando você pensa que o Thrall não é um “orc-médio”, e sim, uma excessão cultural naquela sociedade.
Como foi muito bem apontado por Anne Stickney nesse post do WoW.com, Thrall é um Orc nascido em Azeroth, criado por humanos, que nunca teve contato com nenhum ser igual a ele até a adolescência, e que quando chegou à idade adulta mal sabia falar Orcish.
Ele ter crescido em respeito o suficiente pra se tornar o líder dos Orcs de Azeroth se deve ao fato de ter sido um dos poucos a lutar contra a letargia/depressão epidêmica que tomou conta dos Orcs quando a influência do sangue de Mannoroth foi dissipada de seus corpos, fazendo com que eles tivessem que conviver com as memórias dos inúmeros massacres que cometeram. E também porque Thrall foi o escolhido dos ancestrais espíritos dos Elementais e presenteado com um poder imenso por eles, fato que pode ser comprovado por Thrall, sozinho e munido apenas de sua fúria, ter convocado um terremoto forte o suficiente pra derrubar uma fortaleza inteira em poucos segundos.
Tudo o que Thrall fez pela Horda e pelos Orcs é respeitável sim, mas o orc-comum, o peão, o grunt de Orgrimmar, não liga quer ser pacifista, não quer dialogar; ele deseja, sim, um futuro onde a Horda vai avançar sobre seus inimigos, um futuro onde ele vai morrer uma morte honrada de guerreiro, como seus ancestrais. Ele não aceita dialogar com quem os prendeu em campos de concentração após o término da Segunda Guerra, assim como não vê com bons olhos ter um Warchief que quer tudo, menos “War”. Essa deve ser a principal explicação para a ascenção de Garrosh: quando Thrall largar o osso, vão ser os próprios Orcs a levá-lo pra boca de Garrosh. E vão fazê-lo com felicidade.
Essa nova Nova Horda vai ser belicosa como sempre foi, durante a maior parte da história. Resta saber se o Garrosh vai se tornar um cara mais carismático pelo menos, ou se vai continuar mandando a gente em missões suicidas sem chance nenhuma de sucesso para sermos salvos pelo Chuck Norris Varok Saurfang.
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March 11, 09:13 AM
Porra professor, no banco de novo?!?
Quem joga ou já jogou em guilda conhece essa situação: você chega no dia da raid, todo encantado e gemmado, com flask e food na bag, conhecendo as lutas e todo o resto, e aí… fica de replace! E aí você se pergunta, e pergunta ao raid leader, a deus e o mundo: por que eu? Existem N motivos pra ficar de replace, X maneiras de se tornar um membro integrante das raids e também Y maneiras de encarar isso de uma maneira mais positiva.
Primeiro de tudo: estar numa guilda é um privilégio, e participar das raids é igualmente um privilégio, e não um direito. E esse privilégio vem de duas maneiras: conquistando-o ou sendo requisitado pra um spot vago no setup daquela semana. Eu particularmente não gosto de mentir quando recruto alguém, ou quando me pedem um invite pra minha guild: sou bem sincero dizendo se a pessoa vai ficar de replace ou se vai ter um spot certo. Se ela vem mesmo sabendo que vai ficar de replace, isso é o mínimo que ela pode esperar. Mas existem diversos fatores que podem decidir se um player vai ou não ficar no banco de reservas.
Setup
Sim, o amado setup, a diversidade de classes, a sinergia dos buffs. Nenhum time de futebol usa 10 atacantes e um goleiro; assim como nenhuma raid pode usar 18 rogues 5 priests e 2 warriors pra tankar. Por sinal, raids 25-men precisam E MUITO da sinergia dos buffs que só a diversidade de classes pode trazer.As vezes aqueles 5% de crit da Moonkin Aura são o que separam um boss morto de uma raida morta.
Attendance
Se você é daquele cara que diz que vai aparecer 3 ou 4 dias e aparece só em um ou dois, pode apostar que só vão lhe chamar em último caso. E as vezes vão preferir puggar alguém a te levar. Lugar de turista não é no WoW, é viajando.
Desempenho
Esse é o mais doído de dizer pro player, mas não dá pra carregar as pessoas o tempo todo. Seja por qual motivo for, um baixo desempenho de DPS/Heal/Tank também é motivo pra ficar no banco.
Fatores externos
Conexão ruim, casa pegando fogo, cachorro mordendo o fio do modem, etc, etc, etc. Isso tudo acontece e é previsível, mas se acontece o tempo todo, tem algo errado com você.
Tá, mas aí você se pergunta: COMO conseguir um spot numa raid? Bom, aqui vão algumas sugestões:
O melhor que você pode fazer é demonstrar que está jogando pela guilda, e não só pra conseguir mais uma parte da sua armadura Cavaleiros do Zodíaco; é não se lockar na mesma raid que a guilda faz a progressão (pelo menos nos primeiros dias) pra sempre poder entrar de replace. Contribuir com o site/fórum da guild, conhecer as lutas todas, não se atrasar e nem faltar. Conhecer sua classe detalhadamente e ficar sempre antenado com as mudanças que ocorrem com ela nos patches, pra sempre dar o melhor do seu DPS/Heal/Tanking. E como sempre, manter um bom relacionamento com todos na guilda, e não só com o os officers/raid leaders/GM’s. O que toda a guild quer é gente comprometida com a progressão e com a guild, se você é um player assim, certamente vai eventualmente conseguir seu spot.
É claro que, se nada disso funcionar, procurar uma nova guilda é sempre uma opção. Ficar de olho no [2. Trade], ir em fóruns e pedir indicação daquele seus amigos do jogo são quase sempre garantia de sucesso.
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February 09, 08:33 AM
Add-on: Power Auras Classic
Eu vou falar aqui de um dos add-ons que eu considero essenciais pra jogar WoW: o Power Auras Classic.
O que esse add-on faz é, basicamente, mostrar uma “aura” na sua tela, um símbolo qualquer quando determianda ação ocorre. E a gama de ações é gigantesca: buffs e debuffs, skills que proccam, aviso de aggro, de health baixa, de mana baixa, e por aí vai.
Como usar:
- Baixe o add-on aqui
- Instale
- Quando entrar no jogo, aperte Enter, digite /powa, Enter de novo
- Configure ou importe a aura como quiser.
Como eu também não manjo o suficiente das configurações desse add-on (a maioria que eu acho por aí já são configurações prontas que eu só importo para o meu e que funcionam perfeitamente, deixo um vídeo (em inglês, infelizmente) que mostra o básico de como configurar as auras:
E aqui fica o link pra Power Auras Classic Wiki, onde dá pra encontrar MUITA coisa já feita pra praticamente todas as skills que proccam, buffs e debuffs, etc. E que é atualizada sempre também.
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February 02, 10:26 AM
The Fall of the Lich King (SPOILERS)
Não deve ser novidade pra muita gente, mas vazou ontem o vídeo da cinematic que entra depois da derrota do Arthas. Não preciso nem avisar que é SPOILER né? =)
Pra quem entender bem inglês, os arquivos de áudio da luta também foram compilados no vídeo abaixo:
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January 26, 08:05 AM
Invincible: possível trilha do encontro de Arthas?
Tá gerando o maior burburinho isso. Sexta passada a Blizzard liberou mais uma parte do Battlecry Mosaic e de bônus uma música inédita chamada Invincible. Muita gente especula que essa música está relacionada ao encontro com Arthas no final de ICC, já que Invincible é o nome do antigo cavalo de Arthas, cuja versão “undead” vai ser um drop raro do próprio Lich King. Abaixo a música, é de arrepiar.
Aqui tem o link para o download da mesma. Lembrando que tudo isso é especulação e não há nenhuma informação concreta relacionada a essa música ainda.
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January 18, 07:24 AM
Fazer o melhor ou fazer o que gosta?
Mas por que eu não posso raidar com vocês? Meu Devilsaur é tão legal…
Acredito que muita gente já se viu nessa situação: você ama jogar com aquela classe ou spec, mas graças a algum nerf da Blizzard ou ao infame “bad scaling”, ela fica muito atrás do resto da raid no DPS. Isso já aconteceu com Shadow Priests, Demonolgy Warlocks, Hunters Beastmasters, Frost Mages. E não adianta, por mais que você mude os stats, as rotações, melhore a gear, nada adianta pra fazer o DPS ficar competitivo.
É aí que vem a sombra do reroll (ou respec): largar o seu char ou jeito de jogar favoritos e mudar pra outro, pra não passar vergonha no recount. Eu quase passei por essa situação no patch 3.2, quando Shadow Priests ficaram muito, mas muito atrás nos números em comparação com o resto dos DPS’. Era difícil ouvir “nossa, mas Shadow Priest tá batendo pouco hein?”. Foram meses muito difíceis. Muitas vezes eu pensei em dar um reroll e começar a usar meu DK como main, que com uma gear imensamente inferior conseguiria dar mais DPS do que meu Shadow Priest.
O que me manteve jogando e pegando gear com meu Shadow Priest foi, em primeiro lugar, o meu gosto por jogar com a classe; segundo foi a utilidade pra raid; e em terceiro lugar, a promessa de que a Blizzard ia consertar esse gap de DPS no patch 3.3. Mas, confesso que foi somente esse terceiro item que me impediu de dar o reroll. Por mais que eu gostasse de jogar e soubesse que minha classe era importante, era difícil ver números humilhantes no recount.
Meu conselho é: se você tem alguma dúvida sobre dar ou não o reroll pra outra classe, não dê; faça só se tiver certeza absoluta disso. O tempo que você gastou pra deixar seu main char “no talo” é algo muito precioso pra ser jogado fora assim.
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January 12, 12:10 PM
Icecrown Citadel: Gunship Battle e Deathbringer Saurfang
Pois bem, continuando com as minhas primeiras impressões dos bosses de ICC, vou falar dos dois últimos bosses da primeira wing: a Gunship Battle e o Deathbringer Saurfang. A primeira parte pode ser conferida aqui.
Eu tenho duas palavras sobre a Gunship Battle: FREE LOOT. Acho que o jeito mais fácil de morrer ali é se você errar o alvo e cair pra fora. Os adds que spawnam no seu barco morrem fácil, os gunners do barco inimigo morrem fácil e não dão muito dano, os mísseis que vêm do barco inimigo até causam um certo dano, mas são tão fáceis de desviar (e de saber quando estão chegando) que você só é atingido por eles se estiver jogando e conversando no MSN ao mesmo tempo. A coisa mais “complicada” é tankar o Muradin (ou o Saurfang se você for da Aliança) enquanto os DPS’ matam o Battle Mage que mantem os canhões do seu barco congelados. O Muradin/Saurfang bate FORTE, e bate mais forte ainda conforme o barco dele toma mais dano. É bom soltar um Bloodlust/Heroism quando a luta estiver se aproximando do final, pra facilitar a vida de todo mundo.
Uma dica: se você tiver um druida na raid, peça pra ele equipar a Rocket Pack, virar urso e usá-la. Você vai presenciar a coisa mais legal que a Blizzard já colocou no jogo.
Depois de derrubar a Gunship inimiga, você vai aterrissar numa plataforma. E aí, se você é da Horda, vai ver um dos melhores diálogos do jogo, entre um pai de luto e um filho que passou para “o Lado Negro da Força”. E aí vai enfrentar o boss mais difícil dessa primeira wing, o Deathbringer Saurfang.
O grande segredo dessa luta e não deixar que o Saurfang acumule Blood Power, um buff que stacka até 100, e que a cada stack aumenta o tamanho e o dano do Deathbringer em 1%. Todas as habilidades dele geram Blood Power. Quando o Blood Power alcança 100 stacks, o boss coloca uma Mark of the Fallen Champion em uma pessoa aleatória da raid. Quanto mais marcas a raid tiver, mais difícil de curar as pessoas fica. Quando a vida dele chegar nos 30%, ele entra num soft enrage e começa a usar as habilidades que geram Blood Power mais constantemente, e colocar a marca em mais pessoas também. Essa é a hora de largar o dedo, queimar os coodowns, usar o Bloodlust/Heroism, etc.
As principais habilidade que ele usa são:
- Boiling Blood: aplicado em um alvo na 10-men e em 3 alvos na 25-men. Healado normalmente
- Blood Nova: aplicada em um alvo, tanto na 10 quanto na 25-men, dano em AoE. É a principal habilidade que ele usa pra gerar Blood Power na 25-men
- Rune of Blood: aplicada no tank. Quando o tank pega esse debuff, outro tank tem que assumir o boss e assim por diante.
A cada 40 segundos, o Deathbringer vai summonar 2 Blood Beasts (na 25-men são 5), que aparecem ao redor dele. Essas beasts geram Blood Power nele a cada melee swing que acerte o alvo. Os DPS ranged devem usar matar essas beasts o mais rápido possível, e usar de todo o tipo de slow e snare effect possível. Um druida moonkin usando Typhoon nas beasts pra jogar elas pra trás praticamente reseta o encontro. Traps de hunter e o Earthbind Totem do Shaman também são ótimos pra esse encontro. Não preciso nem dizer que elas devem ser kiteadas né?
Outro ponto de atenção nessa luta, principalmente na 25-men, é tentar manter uma distância de pelo menos 12 yards um do outro. Como isso é praticamente impossível, é bom sempre ficar de olho no DBM pra ver se a pessoa que tomou o Blood Nova está perto de você, e sair o mais rápido possível pro outro lado. Outra coisa que é recomendado é deixar que os dois primeiros que tomarem a Mark of the Fallen Champion morrerem, antes do boss atingir os 30% da life, minimizando o número de marcas quando ele atingir o soft enrage. Abaixo vou colocar os dois vídeos do Tankspot, pra versão 10-men e pra 25-men.
Essa série de posts continua, com os próximos bosses já liberados: Festergut, Rotface e o Professor Putricide. E claro, com os dois “cachorrinhos” que patrulham a sala deles.
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January 05, 12:05 PM
Quando é tudo culpa sua
Dias ruins. Quem nunca teve um no trabalho, no relacionamento com a namorada ou com a família, no futebol do final de semana. E por que não no WoW?
Aqueles dias em que você se distrai e fica em cima do fogo, ou que não consegue acertar o posicionamento. Ou que tá sem sorte e é perseguido por aquele add chato. Não importa, em dias ruins TUDO que pode dar errado com você dá errado. Se você é DPS, isso significa somente uma perda que pode ser reposta pelos outros; agora, se você é healer ou tank, estar num dia ruim significa wipar toda a raid, provavelmente. E acompanhado disso vêm os clássicos “burro!”, “noob!”, “cone!” e o temido “vou dar replace!”.
E não adianta você estar com flask, com food buff, buffar sempre todo mundo certinho, e ter um histórico de performance e uma gear invejáveis. Se você está num dia ruim e nada dá certo, pode ter certeza que para aquelas 24 outras pessoas, pelo menos naquele dia, você é o pior jogador de WoW da face da Terra. E não tem como culpá-las, já que você também já deve ter xingado e xingado vários e vários “noobs” e “cones” durante a sua trajetória no jogo.
E aí, o que fazer nessas horas? Bom, você pode se esforçar mais e melhorar ou largar mão e ir dormir mais cedo. Não importa muito, no final das contas isso é só um jogo mesmo.
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December 16, 11:28 AM
Icecrown Citadel: primeiras impressões
Pois bem, ontem finalmente tive alguma progressão lá em Icecrown Citadel 10 com a minha guilda. Semana passada sofremos um problema sério de core por causa das férias, e que continua essa semana, então dessa vez nem tentamos uma 25. Fechei um core bem mais ou menos (em relação a sinergia de buffs, e não aos players) e fomos pra lá. Depois de uns pulls bastante confusos nos primeiros trashs por causas daquelas armadilhas que acionam os esqueletos gigantes, limpamos o caminho até o primeiro boss.
Lord Marrowgar
Lord Marrowgar é um boss relativamente fácil, mas que pode complicar se as pessoas estiverem desatentas ou vacilarem demais. Inicialmente fizemos com dois healers, mas não conseguimos segurar a onda na hora do Whirlwind. Respequei pra Holy nessa hora e fui ajudar no heal, foi bem tranquilo. O segredo da luta é a hora do Bonestorm mesmo: como ele reseta o threat nessa hora, o tank vai ter um trabalho e tanto pra puxar ele de novo. Coloquei os dois hunters do grupo pra ficarem dando misdirection no tank o tempo todo e atirando no boss pra gerar bastante threat. Se o tank for um DK, ele pode jogar o Death and Decay no boss uns 2 segundos antes do WW (o DBM avisa), assim no momento que ele estiver girando sem perseguir ninguém já começa a gerar threat. É importante também que todo mundo corra pra parede do fundo quando for perseguido por ele, assim não correm o risco de tomar um Saber Lash no meio das fuças quando acabar o WW. Luta ganha na segunda try, bem fácil.
Depois disso fomos até a Lady Deathwhisper. O trash antes dela é complicado, principalmente as duas aranhas. A melhor estratégia é dar o pull nos dois grupos de mobs, um de cada vez, e matar os dois. Aí é hora de puxar a primeira aranha. A coisa complica bastante porque essa aranha joga um debuff chamado Dark Reckoning em alguém da raid, escolhido aleatoriamente, e a pessoa que pegar o debuff tem que se afastar IMEDIATAMENTE da raid e do boss, se não quiser wipar todo mundo. Inclusive os warlocks, mages, hunters e DK’s tem que dar dismiss nos seus pets, pq eles também estão sujeitos a esse debuff. Mortas as duas aranhas, hora de ir pro boss.
Lady Deathwhisper (© MMO Champion)Lady Deathwhisper é uma luta imbecil de tão fácil. Ela começa a primeira fase com uma Mana Barrier e sem fazer absolutamente nada. Só passa pra última fase quando toda a mana dela é drenada pelo dano dado na Mana Barrier. Ela vai chamar uma wave de adds que saem das câmaras da sala. Os melees matam os Cult Adherents (que são imunes a dano mágico) e os casters matam o resto (note que Hunters não dão dano mágico e sim físico, então matam os Adherents também). Quando todos os adds estiverem mortos, todo mundo vai bater na Lady Deathwhisper. Notem que ela randomicamente joga um Death and Decay verde no chão que dá bastante dano em quem fica em cima, então é bom todo mundo ficar atento pra sair de cima na hora.
Esse processe se repete até que a Mana Barrier dela caia, aí um tank pega o aggro e é basicamente um tank spank, só prestanbdo atenção na hora de trocar o tank quando o threat resetar por causa do Touch of Insignificance e também pra cortar os Frost Bolts. A raid também tem que ficar esperta com uns fantasmas que spawnam e que não podem ser mortos, mas que perseguem uma pessoa e explodem se chegam perto dela.
Amanhã vou postar a segunda parte desse post, comentando a Gunship Battle e a luta do Deathbringer Saurfang.
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December 08, 04:41 PM
Shadow Priests: podem parar de rezar
Meu main character é um Shadow Priest, e posso dizer com propriedade que já faz um tempo que nós estamos ficando cada vez mais atrás no DPS, mesmo que a Blizzard ache que o nosso DPS não está tão ruim assim. O principal argumento deles é o de que como nós somos uma classe híbrida e temos umas e outras utilidades dentro da raid além do DPS, ele não precisa ser tão alto. Mas, como explicar o fato de Retribution Paladins ou Druida Moonkins, que estão na mesma categoria da gente, às vezes estarem ocupando as primeiras posições no DPS chart?
Depois de muitas e muitas reclamações, finalmente a gente conseguiu convencer Ghostcrawler e Cia. de que sim, nós precisamos de um buff decente pra continuar competitivos. E, ao que tudo indica, o patch 3.3 vai trazer esse tão esperado buff.
A principal mudança vai ser em Shadowform. Com as mudanças do patch 3.3, esse talento vai fazer com que Vampiric Touch e Devouring Plague se beneficiem de Haste. Ou seja, nossos DoT’s (grande parte do nosso DPS) vão tickar mais rapidamente, o que aumentará o dano consideravelmente. Só isso já alegraria os corações das trevas de vários Shadow Priests absurdamente.
Porém, DoT’s tickando mais rápido = DoT’s tendo que ser recolocados no inimigo mais vezes = mais gasto de Mana. Pra resolver esse problema, o novo Glyph of Mind Flay vai fazer com que essa habilidade restore 1% da nossa mana a cada tick. Como Shadow Word: Pain é constantemente recastada sem custo de mana graças ao talento Pain and Suffering, nossa mana vai ser restorada a uma taxa de 1% a cada 3 segundos. A nova versão desse glyph esquece completamente o antigo bônus de aumento do alcance da habilidade em 10 yards, aumento esse que vai ser colocado no próprio alcance base dela, que vai de 20 para 30 yards.
Pra fechar com chave de ouro, o nosso Tier 10 também vai ter dois bônus muito bons, principalmente obônus de 4 peças. Creio que, ao contrário do nosso Tier 9, esse será Best in Slot pra gente.
Com tudo isso dito, vamos aos números: Paxxz da guilda Inevitable, servidor Feathermoon – US , postou o seguinte vídeo no blog da guilda. Medindo num training dummy, ele conseguiu fazer 5086 DPS, self-buffed, sem comida ou flask.
Porém, training dummies quase sempre são bastante inexatos na hora de medir o DPS. Vou colocar aqui o link postado no fórum ShadowPriest.com, de um teste usando o Simulation Craft, que mostra que nosso DPS fica com uma diferença de apenas 6% em relação ao top DPS, um Hunter Survival. Mais exato, mais real, e ainda assim bastante promissor!
Tudo o que eu posso fazer agora é segurar a emoção e esperar o server voltar pra poder testar as mudanças!
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