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um grupo de amigos cheios de idéias vivendo altas aventuras que até deus duvida

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November 28, 05:28 PM

Café com Rum. Acesse.

A Érika Mader já acessa meu Tumblr. E você, tá esperando o quê?

Outro dia recebi uma mensagem de um serviço que nem sabia que eu tinha assinado me avisando que completavam-se quatro anos da criação da minha conta no Twitter. Não comemorei nem nada, até porque era sexta-feira e eu já ia no bar de qualquer jeito. E mesmo que fosse uma segunda, eu não ia usar de justificativa pra ir beber, porque não sou alcoólatra, mas não preciso de desculpa pra ir ao bar. E não comemoro nem aniversário, por que iria comemorar quatro anos de Twitter?

Enfim, é claro que é tiração de sarro minha dizer que “cheguei a 2007 e criei um Tumblr“. Tenho Twitter desde o final do referido ano, afinal de contas. Mas que seja.

A ideia é manter o blog, mas ele vai ficar cada vez mais abandonado à medida que seu irmão Café com Rum ganha minha atenção. É mais simples de atualizar, já tenho uma ideia de que tipos de posts vou fazer por lá. E é mais rápido. Volto a focar textos mais longos para o Café com Pão. Mais pensados, mais pesquisados, etc.

November 08, 09:13 PM

No último domingo, aproveitei que meu irmão estava viajando e emprestei o carro dele para ir à casa de minha mãe fazer uma visita rápida. Na ida, tudo correu tranquilamente. Mas, na hora de ir embora, o carro não ligava. Era madrugada numa rua deserta do Brooklin, e eu tentava fazer o carro pegar. Minha tia e minha prima, que estavam dentro de casa, perceberam que havia algo errado e foram até o portão ver se precisava de ajuda.

Depois de uns dez minutos, resolvi tentar empurrar o carro. Na hora que saí, outro carro com faróis apagados virou a esquina. Esperei ele passar, com algum receio, para agir. Mas o carro foi parando logo atrás de onde eu estava. Percebi que era uma viatura policial quando já estava a poucos metros de mim. Fiquei apreensivo, mas imaginei que eles poderiam oferecer ajuda.

Levei um susto quando os dois policiais desceram do carro de armas na mão, apontadas diretamente para mim. Mandaram eu colocar as mãos para cima, no momento em que meu outro irmão ia saindo do carro. O policial fez alguma ameaça que não entendi sobre a porta que se abria. Quando me recuperei e entendi o que estava acontecendo, falei calmamente: “Mas o carro é meu!”

Eles baixaram as armas, ficaram levemente constrangidos e começaram a se desculpar. “Tem muito furto de veículo na região”. Minha tia já tinha saído e começou a explicar que o carro não pegava, que íamos empurrar, etc. Depois de alguns minutos, resolvi tentar ligar uma última vez. O carro pegou e fomos embora, não sem antes ouvir mais uma vez os policiais justificarem que “tem muito furto de veículo, temos que ficar atentos”.

Ok, concordo. Mas não concordo com a abordagem que eles fizeram, e sei que eles mesmos sabiam estar errados. Para a sorte de ambos, estava escuro e eu não anotei nenhuma identificação da viatura. Não que fosse servir de algo…

Você não deixaria a PM reprimir uma garota como a Emma Stone. Deixaria?

Em junho, um menino de 14 anos foi morto por um PM em um “disparo acidental”. Não é de se espantar que uma coisa dessas pudesse acontecer, visto o modo como a polícia age, considerando qualquer um suspeito até que se prove o contrário (e não o inverso, como está na Constituição).

Meu irmão, o dono do carro, disse que a abordagem foi certa porque, se eu fosse bandido, poderia estar armado e atirado nos PMs. Eu discordo. Mas não é de se esperar que o brasileiro compreenda o que há de errado nos homens que deveriam nos servir e proteger, mas o que fazem mesmo é punir e reprimir.

“O Brasil segue sendo um dos poucos países do mundo a ter uma polícia MILITAR para garantir a segurança de CIVIS. Parabéns para o Brasil que vê algumas de suas universidades padecerem por falta de luz, mato alto, infraestrutura decadente e, sem resolver a causa, luta contra o sintoma, clamando por por gente armada na confusão de porrete com segurança”, escreveu, no Twitter, Edemilson Paraná, se referindo à ação da tropa de choque hoje, na USP. Mas que serve para a situação que eu vivi (e que só não foi pior porque sou branco).

O que me leva ao caso da invasão à reitoria da USP. Não vou entrar aqui na discussão se os alunos estavam certos ou não. A questão aqui é que porrada e violência não deveriam ser a resposta. Mas, no Brasil – e, especialmente em São Paulo – tem sido cada vez mais comum o uso da truculência para dissipar protestos. E a classe média sofrida aplaude, urra a cada cassetada que o policial acerta no manifestante “vagabundo”.

“Era isso que os moleques tentavam dizer no protesto atual: a maneira como a PM age no campus e os agentes que a comandam não se encaixam no espírito de livre pensar de uma UNIVERSIDADE. O pensamento socrático foi algemado pela truculência do Estado”, observou Marcelo Rubens Paiva, em seu blog, vejam só, no Estadão.

A PM paulista é mal treinada. Não sabe lidar com o cotidiano de uma cidade como São Paulo. E seu comando não ajuda em nada. Mas está tudo bem, está tudo tranquilo. Enquanto Datenas e afins se mantiverem do lado da violência e espalharem a mentalidade do “bandido bom é bandido morto”, pode ter certeza que nada vai mudar.

Já ficou mais do que claro que a classe média paulista, especialmente o lado branco desta, está sempre a favor da truculência policial. Foi assim na Marcha da Maconha (que se tornou Marcha pela Liberdade e acabou em porretada, gás lacrimogênio e perseguição da tropa de choque do Masp até  o centro, com gente ferida, jornalistas agredidos e caralho a quatro), é assim em todo protesto que contrarie a ordem vigente. Mas tudo bem fazer marcha contra a corrupção, desde que se deixe de lado o governo do Estado, tão limpinho e brilhoso.

A sociedade brasileira está doente. A presunção da inocência que se dane. Policial tem que revistar qualquer um que julgar suspeito. “Quem não deve, não teme”. Pensa-se a polícia ainda como se fazia na época da ditadura. É pau em cima de quem desobedecer o Estado.

Nem a Amanda Seyfried tem o direito de abusar que nem a PM paulista!!

Já o digníssimo governador Geraldo Alckmin disse que os alunos precisam “ter aulas de democracia”. Concordo. Mas não são apenas eles, senhor governador. Sobre isso, dou, novamente, a palavra a Marcelo Rubens Paixa: “Venceram a generalização, o debate político raso e o Estado maniqueísta. Perderam a dialética e os movimentos sociais. Perdeu a DEMOCRACIA [o diálogo]“.

Há 20 anos no poder, o PSDB paulista jamais dialogou com manifestantes. É sempre borrachada na galera.

OBS: se você duvida que houve excesso de força policial na ação da USP de hoje, leia esse relato de uma jornalista do Jornal do Campus que presenciou tudo. Antes de abrir o texto com preconceito de “é gente do lado dos vagabundos”, dá uma olhada nesse trecho:

“Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM”.

October 23, 08:17 PM

Eu tenho um Motorola Defy, aquele celular à prova de água, que não risca e superresistente. Ontem, provei a uma pequena plateia e à câmera de um iPhone o quanto este aparelho suporta.

ps: peço desculpas pelo final do vídeo estar de ponta cabeça. É que o cameman Leopoldo é quase tão retardado quanto eu…

October 05, 10:01 PM

Não assisti Capitão América e nem Thor no cinema. Pode ser que algum dia eu assista na televisão, se pegar algum desses filmes no comecinho enquanto dou uma zapeada. O futuro ninguém sabe. Mas o filme dos Vingadores eu pretendo ver, sim. Na telona!

E sabe por quê? Vou listar aqui todos os motivos (e aproveitar pra dar uma levantada na audiência desse blog abandonado):

1) Scarlett Johansson como Viúva Negra

2) Scarlett Johansson de cabelo curto

3) Scarlett Johansson ruiva

4) Scarlett Johansson detonando com roupa justinha

5) Scarlett Johansson está no filme

6) Scarlett Johansson. Fim.

"Tudo isso? Estou lisonjeada..."

BÔNUS STAGE:

Hehehe Thor seu safadão

July 27, 08:52 AM

As vinhetas do Cartoon Network eram geniais no começo da década passada. Não sei como são hoje, raramente assisto o canal (até porque não tenho TV a cabo no meu quarto, além de não ser mais o público-alvo da emissora). Uma delas teve suas falas constantemente repetidas em um grupo de amigos.

Era uma brincadeira do canal com a possibilidade de alguns super-heróis (Falcão Azul, Mulher-Maravilha, Homem-Pássaro, Zandor [dos Herculóides] e Zan [um dos Supergêmeos]) indo ao cinema. As falas deles são bem típicas dos quadrinhos e desenhos animados de super-heróis. “Precisamos de pipocas imediatamente”, diz a Mulher-Maravilha em determinado momento.

O melhor é assistir o vídeo inteiro, que é ainda mais engraçado do que eu lembrava:

Tem ainda a versão com esses mesmos personagens viajando de avião. Não é tão engraçada, mas tamém é bem boa.

Enfim, se quiser dar um adeus definitivo à sua produtividade, dá uma olhada nessa playlist do youtube com várias vinhetas do canal. (AVISO: a primeira delas tem o som MUITO alto)

July 14, 10:14 PM

Ontem, dia 13 de julho, foi o Dia Internacional do Rock. Não acho que o rock precise de um dia específico, mas também não sou radical como algumas pessoas que adoram se rebelar contra tudo e criticam toda santa data comemorativa. Se você gosta de gente criticando datas comemorativas, recomendo que busque algum texto ou vídeo do Felipe Neto reclamando do Carnaval. Nunca fui de reclamar muito das coisas aqui no Café com Pão, e não vou começar agora.

Mas há uma discussão muito intensa sobre a sobrevivência ou não do rock neste século 21. Eu, particularmente, acredito que o rock não morreu e nem está respirando por aparelhos. Tem muita banda fazendo rock bom por aí. E não é porque estão meio afastadas das rádios (especialmente as brasileiras) que elas não existem. O rock, aliás, nunca foi muito “amigo” do “sistema”.

Mas o que é rock, afinal de contas? Como eu sou um maldito preguiçoso de merda, vou usar a definição da Wikipedia: “O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua “forma pura”, o rock “tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante”.”

Então, sem querer entrr na discussão se essas bandas Restart da vida tocam rock ou não, segue uma lista do verdadeiro e puro rock mais épico possível. Sim, são quase todas músicas de mais de sete minutos. Mas todas muito boas. Se você tem um filho/sobrinho/primo pequeno ou só conhece alguma criança ainda inocente, ponha esses sons para ela ouvir. Molda caráter e é bom pro futuro da sociedade. Abraços e curta essa sonzeira:

ps: Descobri sem querer, mas essa versão de I Want You (She’s so Heavy), que diz na lista que é de uma banda chamada Spore, é dos Beatles mesmo.

ps2: Infelizmente, Pink Floyd teve que ficar de fora da lista, já que não tem nada deles no Grooveshark.

June 18, 08:31 PM

E se The Office (uma das melhores séries da televisão na atualidade) tivesse sido feita nos gloriosos anos 80? Essa é a ideia que motivou um internauta criativo, bem-humorado e cheio de tempo livre no vídeo abaixo. Tem as clássicas risadas de fundo e a boa e velha música oitentista numa abertura longa.

Fonte: Trabalho Sujo

June 11, 01:20 PM

“It feels like somebody took my heart and dropped it into a bucket of boiling tears. And, at the same time, somebody else is hitting my soul in the crotch with a frozen sledgehammer. And then a third guy walks in and starts punching me in the grief bone. And I’m crying and nobody can hear me because I am terribly, terribly… terribly alone”

(“Parece que alguém pegou meu coração e jogou em um balde de lágrimas fervendo. E, ao mesmo tempo, outra pessoa está batendo na virilha da minha alma com uma marreta congelada. E então um terceiro cara entra e começa a me socar no osso que está doendo. E eu estou chorando e ninguém pode me ouvir, porque eu estou muito, muito… muito sozinho”)

- Michael Scott, The Office, sobre a perda de seu antigo gerente, Ed Truck

Quem nunca se sentiu assim?

June 02, 01:02 PM

"Falo o que quero, e exijo o direito de só ouvir o que me agradar!"

Ano passado, em plena corrida eleitoral, os jornalões e revistas mensais de grande circulação do país bradavam contra o que chamavam de “perigo à liberdade de expressão”. Paralelamente, a Folha de São Paulo processava o blog FAlha de S. Paulo por “uso indevido da marca”. O blog era uma paródia ao diário paulista.

Ontem, o apresentador do CQC, Marcelo Tas, ameaçou de processo uma blogueira por um texto em que ela o chamava de misógino, devido à reação do programa ao mamaço realizado por algumas mães no Itaú Cultural. Mas como assim? Tas e seus companheiros de programa não são os arautos da liberdade de expressão, defensores do politicamente incorreto? Mas não podem ser criticados?

Compreendo que o CQC não seja um programa para se levar muito a sério. Meu problema com o humorístico são suas piadas carregadas de preconceitos e ideias que não me agradam. E dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade. Mas, afinal de contas, a liberdade de expressão é isso, o cara fala o que quiser, né, por mais imbecil que seja.

Agora, a liberdade de expressão que você tanto quer também vale pros seus críticos e, pasme, pra quem pensa diferente de você. Por mais absurdo que seja alguém discordar de você ou te criticar. Não vale sair processando uma pessoa por isso. Não sabe brincar, não desce pro play.

Pra Rachel Bilson vocês garantem total liberdade de expressão, né, safados?

Enfim, o Brasil é assim mesmo. Só queremos direitos,  não queremos deveres. A nossa opinião é a única que importa, se alguém discorda, melhor discordar em silêncio. Pedir para incendiar o Congresso pode, nos chamar de misógenos, não!

Gostaria apenas de lembrar que a ditadura militar acabou. Há 26 anos!! Vamos evoluir, gente…

May 25, 09:51 PM

Jerry Seinfeld é, provavelmente, o maior gênio da comédia na atualidade. Além de fazer um show de stand-up comedy sensacional, criou e escreveu, ao lado de Larry David (outro grande nome do humor contemporâneo) uma série sobre nada que, na minha opinião, é a mais engraçada da história da televisão. Sem falar no Melhor Livro Sobre Nada.

Em um dos espidódios de Seinfeld, o dentista de Jerry lhe conta que acaba de se converter ao judaísmo. E, assim, passa a contar piadas de judeus, que são adicionadas a um repertório de piadas de católicos. Isso ofende o comediante, que procura um padre católico para “confessar”. “E isso te ofende como um judeu”, pergunta o padre. “Não. Isso me ofende como comediante”, explica Jerry.

Essa cena é um show de humor de qualidade. Nada ofensivo, apenas graça pelo ridículo da situação.

Diferente do humor dos comediantes brasileiros, Jerry Seinfeld não precisa ofender ninguém para fazer graça. A maioria dos seriados americanos fazem piada no ridículo, no absurdo. Mas esse é apenas um dos meios de se fazer comédia, claro.

“Não é o assunto que é o limite. É como você o aborda”, disse Hugo Possolo em uma matéria da Ilustrada, da Folha de S. Paulo. Possolo é criador do grupo teatral Parlapatões, que tem um anão piadista, Hélio Pottes, entre os atores. “[Ele] fez um filme mostrando as dificuldades dele no metrô. Não havia humilhação. Era diferente do “Pedala Robinho” [quadro do "Pânico na TV"]“.

Na mesma matéria, Miguel Falabella lembra do personagem de Sai de Baixo, Caco Antibes, que viva reclamando dos pobres. “A base do humor é o politicamente incorreto. Ao pé da letra, qualquer piada de gay ou de gordo pode ofender. O Caco Antibes vivia reclamando de pobre, só que de uma forma farsesca, que cabia no personagem. O tom influencia o fim da piada”, analisou.

Douglas Adams faz graça, especialmente, com a burocracia britânica. Os vogons são o maior exemplo

Apesar de eu discordar que o politicamente incorreto seja a base do humor, o humorista global foi no ponto quando disse que “o tom influencia o fim da piada”. A ironia e o absurdo precisam andar de mãos dadas com o humor, não o politicamente incorreto ou a humilhação.

Não vi o quadro da “Casa dos Autistas”, então não sei se a intenção era humilhar ou apenas explorar o ridículo da situação. Mas acredito que, se alguém achou graça, é porque foi engraçado. Mas se alguém se ofendeu, é direito dessas pessoas.

O que me incomoda nessa “antipatrulha” do politicamente incorreto é que o pessoal está começando a forçar a barra. Usam isso como bandeira para vomitar um monte de babaquice na TV, nos jornais, na internet…

Isla Fischer. Ela não tem nada a ver com o texto, mas e daí?

Acho melhor buscar uma forma diferente de fazer as pessoas rirem. E, para isso, indico o estudo dos shows, da série e do livro de Jerry Seinfeld, além dos filmes e da série do grupo britânico Monty Python. A série de livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, também tem que fazer parte do repertório. Tudo humor de qualidade, sem ofender ninguém. Porque não precisa.

Não que eu seja a favor da patrulha do politicamente correto. Só não acho necessário ficar batendo de frente com esse pessoal. Se estão reclamando, é melhor procurar outro caminho para fazer piadas. A menos que você não se ache capaz disso…

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August 23, 01:30 PM

Um final de semana sem futebol é sempre triste, como todos sabemos. A ausência de um jogo qualquer faz com que os nossos dias fiquem vazios e sem sentido. No futebol inglês, esse final de semana será o dos dias 4 e 5 de setembro. No dia 3, sexta-feira, o English Team entrará em campo para enfrentar a Bulgária em Wembley. É um final de semana das chamadas “Datas Fifa”, aqueles dias que os mandatários do futebol mundial separam para a realização de amistosos entre seleções ou outros eventos esportivos.

Assim, ligas inteligentes (o que exclui o Campeonato Brasileiro) são interrompidas. Na Inglaterra, a interrupção pegará a Premier League e a Championship (Football League One e Two continuarão). Para os amantes do futebol não se sentirem solitários e os dias não ficarem vazios, um grupo de torcedores — liderados por James Doe, adepto do Harrow Borough F.C., da Isthmian League Premier Division, a sétima divisão do futebol inglês — criou o “non-league day“, previsto para o dia 4 de setembro. Com uso inteligente das mídias sociais, esses torcedores criaram um mapa com a ajuda do Google Maps para listar todos os jogos que serão realizados nas “não-ligas”, ou seja, nos campeonatos da quinta divisão para baixo, normalmente formado por times amadores, e também na primeira fase da FA Vase, copa organizada pela Football Associaton para times que não estão em uma das quatro primeiras divisões do futebol inglês.

Através do site, Doe faz um apelo aos torcedores dos clubes grandes ingleses. “Com a Inglaterra jogando na noite anterior e a Premier League e a Championship fazendo uma pausa, eu peço que todos os torcedores dos clubes grandes assistam seus times locais que não estão nas ligas no dia 4 de setembro. Dada a atual conjuntura financeira, clubes fora da Football League precisam de todo o apoio que puderem conseguir, então a sua presença em um jogo será genuinamente apreciada. Com ingressos e bebidas baratas, o que está te impedindo?”, escreveu o idealizador do projeto.

Segundo o autor do “Non-League Day”, os jogos das divisões inferiores representam a “verdadeira alma do futebol”, que não foi corrompido pelo dinheiro que movimenta os times das duas principais divisões do futebol inglês. Concordando ou não com isso, não deixa de ser uma excelente ideia para ajudar os torcedores a encontrarem um bom programa para um triste sábado sem futebol.

July 15, 01:42 PM

Natal, Ano Novo, o futebol inglês não para.

A Copa do Mundo acabou e os ingleses naufragaram de novo. 4-1, derrota constrangedora para os rivais alemães (que se vingaram não só da Copa de 66 mas deste jogo aqui também) e um conceito tipicamente inglês foi colocado em xeque: a tradição  dos jogos em datas próximas ao Natal e Ano Novo, como o Boxing Day, a rodada completa no dia 26 de dezembro. O desempenho pífio do English Team reacendeu a polêmica questão do winter break (período de férias em inter-temporada europeia) ser finalmente adotado para amenizar o desgate de seus jogadores no pós-temporada, e foi o técnico italiano Fabio Capelloi o homem da vez a questionar o calendário entupido local  - para comparar, os alemães tem três semanas de folga no fim do ano, os italianos tem duas.

Sven-Göran Eriksson, Kevin Keegan e Steve McLaren, ex-treinadores do English Team, também já bateram nesta tecla. Mas a Premier League tratou de se manter firme e rechaçar quaisquer mudanças na agenda doméstica. Mais do que isso: jogou a culpa no colo da Football Association, a CBF da Ilha Mãe, que supostamente prima por uma agenda lotada justamente para acomodar os cotejos da FA Cup e da Carling Cup – ou seja, as ligas não tem nada a ver com o desgate físico dos selecionáveis. Não mesmo?

A despeito dessa briga,  o treinador de seleções mais bem pago do mundo também teve sua porcentagem no fiasco, claro, como ao abrir mão de jogadores como Ashley Young, Adam Johnson, Leighton Baines e Gabriel Agbonlahor para insistir nas velhas peças não-funcionais de sempre, com Emile Heskey despontando como principal xodó do italiano – reserva de Carew no Aston Villa e mais recente jogador aposentado do English Team. Mas uma análise mais profunda não cabe aqui, e sim aos caras do Ortodoxo e Moderno e outros blogs de futebol inglês de primeira linha. No Chuveirinho, o que interessa é saber se o B-side, o outro lado do disco do futebol inglês também fez bom trabalho em esburacados campos sulafricanos.

Jonas foi mais longe

Quando, no começo de junho, as listas finais das seleções do Mundial foram divulgadas, eram 11 os jogadores da Football League Championship, a série B do lado de lá do Canal da Mancha. Pouco? Bem, era mais do que o dobro dos jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro na Copa (5).

Marek Cech, Jay DeMerit, Rory Fallon, Adam Federici, Jonas Gutierrez, Gonzalo Jara, Brad Jones, Chris Killen, Robert Koren, Tommy Smith e Chris Wood foram os solitários segundinos. Com dois australianos (Federici e Brad Jones) no gol e 9 jogadores de linha, o time fictício dos representantes da Championship ficaria escalado assim, no 3-4-2:

Federici (Jones); Jara, DeMerit e Cech; Jonas Gutiérrez, Koren, Killen e Smith;  Fallon e Wood

Destes, apenas os arqueiros dos Socceroos permaneceram o tempo todo no banco. Os demais todos entraram, sendo Jonas Gutiérrez, do Newcastle e da Albiceleste, aquele que chegou mais longe no Mundial (quartas-de-final). Mark Schwarzer, experiente goleiro do Fulham, teve a sombra de Federici por perto, mas não a de Jones. Explico. Brad Jones deixou a concentração australiana há exatos 7 dias da estreia dos Socceroos contra a Alemanha porque seu filho foi diagnosticado com suspeita de câncer. Jones imediatamente voou para a França, onde estava sua ex-mulher, e não retornou mais à África do Sul.

Desfalque para o time da Football League Championship, que ficou com 10 atletas (9 em campo). Mas teve quem fizesse bom trabalho também.

Gonzalo Jara, zagueiro do Chile e do West Bromwich Albion: A máxima de que a defesa chilena é uma das mais frágeis das Américas passa pela baixa estatura de todos os zagueiros, que, com exceção de Ponce e o péssimo Fuentes, não ultrapassam 1,80m. Mas Gonzalo Jara confere um ritmo diferente, com agilidade e boas antecipações. Na Copa, porém, foi um pouco irregular. Entrou na segunda etapa contra Honduras, fez jogo mediano com a Suiça e teve sua melhor performance justo no jogo mais difícil da primeira fase, contra a Espanha. Na partida com o Brasil, mostrou-se indeciso e mal posicionado como quase todos os companheiros. Subiu com o WBA para a Premier League na última temporada.

Jay DeMerit, zagueiro dos EUA e do Watford: Jogando no time amarelo do Elton John desde 2004, Jay DeMerit começou a chamar atenção de Bob Bradley apenas no ano passado, quando foi convocado para o elenco vicecampeão da Copa das Confederações. “Presenteado” com a contusão de Bocanegra naquela ocasião, DeMerit entrou no time titular norteamericano e não saiu mais. Quando Bocanegra voltou, foi a vez de Onyewu rodar. O zagueiro do Milan não se recuperou bem de contusão e DeMerit foi titular em todos os jogos na África do Sul com atuações seguras. Pouco teve culpa na eliminação.

Marek Cech, lateral da Eslováquia e do West Bromwich Albion: Ex-lateral do Porto, Cech chegou à Copa credenciado como um dos eslovacos com mais experiência internacional. Mas foi sacado do time a partir do segundo jogo: Kornel Salata, contra o Paraguai, e Radoslav Zabavnik, contra Itália e Holanda, foram seus substitutos; Cech não voltou mais, e, apesar da ótima campanha dos compatriotas, não fez uma boa Copa no geral. Esperava-se mais. Apenas 90 minutos e um mau futebol jogado.

Los Pumas 1x0: Tackle de Jonas sobre Obasi

Jonas Gutiérrez, lateral/ala da Argentina e do Newcastle United: Engraçado. Essa palavra diz muito sobre o que foi Jonas na Copa. Não podia mesmo dar coisa boa um argentino cabeludo de 1,82m e ombros largos jogando improvisado na lateral-direita de uma equipe de notável qualidade técnica – do meio pra frente, claro. “É jogador de rugby?”, perguntavam as pessoas não muito habituados com a figura. Não, Jonas não é da equipe de Los Pumas, e sim titular da Albiceleste. A útlima impressão é a que fica e a sua imagem foi bastante comprometida. O bom e regular Gutiérrez do Mallorca, do Newcastle e do fim das Eliminatórias foi sacrificado por culpa das vaidades de Maradona, que não chamou o expert na posição, Javier Zanetti. O winger dos Magpies fez uma péssima estreia na lateral e um mau segundo jogo com a Coreia. Dali em diante, Otamendi, outro que também não agradou, tomou seu lugar. Chegou às quartas, mais longe do que o resto dos representantes da Championship, mas Koren, DeMerit e Wood fizeram melhor Copa do que ele.

Robert Koren, volante da Eslovênia e do West Bromwich Albion: Desde 2007 no West Brom e com 50 jogos pela seleção eslovena – onde é o capitão -, Koren também pode se gabar de ter sido o solitário representante da Championship a marcar um gol na Copa – mais do que Wayne Rooney fez em duas, veja só você. E não foi um gol qualquer. Quem acordou na manhã de domingo do dia 13 de junho, viu um jogo feio entre Argélia x Eslovênia, mas também assistiu ao tento do capitão esloveno, e um belo frango do goleiro Chaouchi. Atuações seguras contra EUA no primeiro tempo e mediana contra a Inglaterra. Mas o gol foi o suficiente para dar uma boa moral a Koren, que saiu por cima no Mundial. O esloveno se desligou do WBA ao fim da temporada e agora é free agent.

Chris Killen, meia-atacante da Nova Zelândia e do Middlesbrough: Camisa 10 da Nova Zelândia e com responsabilidade grande por jogar no maior dentre todos os times onde atuam seus compatriotas, Killen não fez uma boa Copa. Sumido em todos os confrontos, mais valeu para dar lugar à Wood na estreia. Foi um verdadeiro nota 5 no Mundial. Atacante revelado pelo Manchester City, vale dizer que Killen teve que jogar um pouco recuado, como um ponta-de-lança atrás de Fallon e Smeltz, o que pode ter prejudicado sua atuação. O neozelandês deixa o Boro e está livre para transferência; é mais um free agent na praça.

Tommy Smith, lateral da Nova Zelândia e do Ipswich Town (emprestado ao Brentford): Tommy Smith tinha a concorrência do experiente Tony Lochhead no flanco esquerdo. Por isso, foi deslocado para o lado da zaga, atuando junto do tarimbado capitão Ryan Nelsen (do Blackburn) e de Winston Reid, autor do gol de empate com a Eslováquia. O desempenho foi razoável: Smith, nascido em 1990 na Inglaterra mas desde os 8 anos no país da Oceania, mostrou segurança na posição. Acertou 34 dos 49 passes na estreia com a Eslováquia. E, apesar de ter sido o autor do pênalti em De Rossi no segundo jogo, fez, no geral, uma boa Copa de estreia.

Rory Fallon, atacante da Nova Zelândia e do Plymouth Argyle: Depois de ser o herói dos All Whites e marcar o gol da classificação ao Mundial no ano passado, Fallon viveu um 2010 de altos e baixos: caiu com o Plymouth Argyle para a League One (terceira divisão) mas fez parte do elenco neozelandês que saiu da Copa do Mundo da África como único time invicto. E jogou os 3 jogos. Fallon mais reclamou do juiz (e tomou 1 amarelo) do que efetivamente jogou nesta Copa, mas tudo bem. Seu companheiro de ataque Shane Smeltz assustou muito mais as zagas adversárias e chamou para si a atenção; tudo bem também. A Nova Zelândia foi a única seleção invicta e é isto que interessa.

Jóia rara em Hawthorns, Chris Wood fez uma Copa interessante pelos All Whites

Chris Wood, atacante da Nova Zelândia e do West Bromwich Albion: Terceiro jogador mais jovem da Copa, depois dos nascidos em 1992 Vincent Aboubakar, de Camarões, e Christian Eriksen, da Dinamarca, Chris Wood foi uma das armas neozelandesas para o segundo tempo nesta Copa. O técnico Ricki Herbert lançou mão do jogador nascido em dezembro de 1991 em duas partidas. Numa deles, contra a Itália, Wood, de 1,91m, deu um drible sensacional em ninguém menos do que Fabio Cannavaro e chutou rente ao gol de Marchetti. Participação curta, mas promissora. Pode ser uma boa surpresa na Premier League este ano.

Veja o lance de Chris Wood em Cannavaro a partir do 1\’03\’\’

Faltou alguém

Relembrando os jogadores citados neste post do Chuveirinho, as ausências ficaram por conta dos australianos Rhys Williams e Scott McDonald, que estão representados no Álbum da Copa mas foram cortados da lista final de Pim Verbeek; o cordobês Fabricio Coloccini, pouco aproveitado na reta final da preparação argentina, mas que, ainda assim, tinha alguma chance com Maradona; o argelino Hameur Bouazza, do recém-promovido Blackpool, cortado da lista  dos 23 da Argélia mesmo tendo marcado o gol derradeiro na prorrogação contra a Costa do Marfim na Copa das Nações Africanas em janeiro; e, por fim, o marfinense Aboulaye Meité, ex-lateral do Bolton e atualmente no West Bromwich Albion, outro preterido pelo treinador, o sueco Sven-Göran Eriksson.

É bom ressaltar que todos os citados no post de hoje jogaram a temporada 2009-2010. Excluímos, portanto, os atletas dos times novos para 2010-2011, como os dos rebaixados na Premier League Hull City, Burnley e Portsmouth (este com inúmeros jogadores na África), que oficialmente ainda não disputaram a segundona – a temporada só começa dia 6 de agosto, com o jogo Norwich City x Watford, e você terá mais detalhes sobre as divisões inglesas abaixo da Premier League ainda este mês no Chuveirinho.

April 18, 11:08 AM

Apesar de ser disputado desde 1894 (primeira partida em 3 de novembro de 1894 no antibvo Estádio Hyde Road, antiga casa do City), o derby de Manchester nunca teve tanta importância como a adquirida na atual temporada. O milionário investimento feito pelos Citizens, junto com o sempre em boa fase time de Alex Ferguson, fizeram com que a disputa entre as duas equipes fosse uma atração a parte, como se fosse uma briga dos novos ricos contra o multicampeão dos últimos anos. E, bem… era mais ou menos assim.

O City pode ter começado a temporada sonhando com títulos, mas a ideia foi logo abandonada. Ainda assim, os confrontos com o United tiveram importância fundamental na classificação da Premier League e também na Copa da Liga – os times se enfrentaram na semifinal. Dos quatro duelos, os Red Devils saíram vitoriosos em três. Todos os jogos, aliás, foram exatamente o que se esperava: grandes confrontos e resultados apertados, decididos apenas nos acréscimos.

O primeiro encontro entre United e City na temporada foi no dia 20 de setembro de 2009. Em Old Trafford, Rooney abriu o marcador aos cinco minutos e Barry empatou aos 16. No começo da segunda etapa, Fletcher voltou a colocar os Red Devils em vantagem, mas Bellamy deixou tudo igual quatro minutos depois. Já no fim do jogo, o escocês marcou novamente, mas Bellamy, aos 45 minutos, empatou. O 3 a 3 já era histórico, mas não, mais alguma coisa devia acontecer. E lá foi Michael Owen garantir a vitória aos 51 minutos (isso mesmo). Primeiro confronto entre os dois e primeira vitória do United nos acréscimos. E, acreditem, isso aconteceria de novo.

No City of Manchester, os times se encontraram pela semifinal da Copa da Liga. No primeiro jogo, um show de Tevez garantiu a vitória do City: 2 a 1 (dois do argentino e um de Giggs para o United). Na semana seguinte veio a volta, no Old Trafford. No segundo tempo, Scholes colocou o United em vantagem e Carrick fez o gol que estava garantindo a classificação dos Red Devils. Até Tevez diminuir aos 31, resultado que levava o jogo para a prorrogação. Daí, aos 47 da segunda etapa, Rooney fez o gol que levou o United para a sua segunda final consecutiva da Copa da Liga – que se tornaria também o segundo título seguido dos Red Devils, que bateram o Aston Villa.

Scholes marcou pela sétima vez contra o City em sua carreira e garantiu mais uma vitória nos acréscimos para o United

O quarto jogo era fundamental para os dois times. No City of Manchester, os Citizens precisavam vencer para se manter na quarta posição e continuar a busca por uma vaga na Liga dos Campeões. Já o United precisava da vitória para seguir na cola do líder Chelsea, que estava com quatro pontos de vantagem. Aos 48 da segunda etapa, Paul Scholes, de cabeça, marcou seu sétimo gol contra o City na história e garantiu mais uma importante vitória para  o United na temporada, e mais uma vez decidida nos acréscimos.

Já em Londres…

Outro jogo da rodada de fundamental importância para a definição da Premier League foi outro clássico local, em Londres. No White Hart Lane, o Tottenham, que no meio da semana bateu o Arsenal em sua casa por 2 a 1, recebia o líder Chelsea. Os Spurs venceram mais um duelo local e pelo mesmo placar – 2 a 1 (resultado que não reflete o que aconteceu dentro de campo, com um Tottenham bastante superior ao Chelsea) – e esquentaram a briga tanto pelo título da temporada (restando três rodadas, a distância do ainda líder Chelsea para o Manchester United é de apenas um ponto) quanto pela última vaga na Liga dos Campeões (os Spurs passaram o City e agora somam 64 pontos, contra 62 dos Citizens. Ambas as equipes têm quatro jogos para disputar).

O Arsenal… ah, o Arsenal. Arsene Wenger jogou a toalha depois do jogo contra o Tottenham, mas os resultados do sábado devolveram aos Gunners o sonho do título. Aí, contra o Wigan, o Arsenal conseguiu abrir 2 a 0 no marcador fora de casa, mas também assistiu os Latics, que não brigam por nada, virarem no fim do jogo. É isso, o título voltou a ficar distante do Emirates.

A próxima rodada reserva alguns excelentes jogos entre os times de cima. O Tottenham, empolgado após vencer dois rivais locais em casa, viaja para Manchester para enfrentar o United. Já o Arsenal recebe o City em jogo fundamental para os Citizens, mas nem tão importante para os Gunners. O Chelsea, enquanto isso, tem um aparentemente tranquilo duelo contra o Stoke City em Stamford Bridge.

Nessas rodadas finais, o jogo mais interessante será no dia 5 de maio, uma quarta-feira. No City of Manchester, os dois postulantes à quarta vaga na Liga dos Campeões, City e Tottenham, se enfrentarão no penúltimo jogo da temporada. Os Spurs podem garantir o retorno à principal competição europeia nesse dia (a única participação do Tottenham foi na antiga Copa da Europa na temporada 1961-62, sendo eliminado na semifinal pelo Benfica). O City disputou a mesma competição na temporada 1968-69 e foi eliminado logo na primeira fase pelo Fenerbahçe.

April 05, 10:00 AM

Manchester United, Chelsea e Arsenal brigam pelo título; Tottenham, Manchester City, Liverpool e Aston Villa pela quarta vaga na Liga dos Campeões; e West Ham, Burnley e Hull City tentam se manter na primeira divisão. Faltando cinco rodadas para o final da Premier League, a briga é boa nessas três partes da tabela. Mas tem outra disputa que também pode – ou não – chamar a atenção.

Atualmente, o Wolverhampton Wanderers soma 33 pontos e ocupa a 14ª posição, enquanto Bolton, com a mesma pontuação, e Wigan, com 31, aparecem na sequência.. O West Ham, primeiro fora da zona de rebaixamento, tem 28 (o Hull City tem 27 e é o primeiro na zona). O Sunderland, 13º, tem 38. Assim, uma interessante “briga” foi criada entre as três equipes pela 14ª posição, que não significa absolutamente nada no campeonato, mas que pode premiar o menos irregular entre os mais irregulares do certame.

Os três postulantes à 14ª posição têm algo em comum. Primeiro, estão em uma zona relativamente confortável, já que somam quatro ou cinco pontos a mais do que o primeiro no grupo dos rebaixados. Segundo, porque não têm chance nenhuma de ficar muito acima da 14ª posição. E, por último, por causa da irregularidade: foram capazes de bater grandes fora de casa, ser humilhados por outros em seus domínios, empatar jogos fáceis, ganhar difíceis. Tudo pode acontecer quando eles entram em campo e o resultado mais possível pode ser também o mais improvável.

O Wigan tomou 9 a 1 do Tottenham em White Hart Lane. Nove a um. NOVE A UM.

Recém-promovido, os Wolves tiveram um começo ruim, com apenas duas vitórias e dez pontos nas primeiras 14 rodadas da Premiership. As vitórias foram de certa forma inesperadas – na segunda rodada, no DW Stadium, o time de Mick McCarthy bateu o Wigan, e, no Molineux, conquistaram a primeira vitória como mandantes diante do Fulham na sexta rodada.

Depois foram oito jogos sem vitória – coloque aí os primeiros pontos do Portsmouth na competição, conquistados nos domínios dos Wolves na oitava rodada. Na 15ª rodada, finalmente uma nova vítima foi feita. E foi o… Bolton. E, logo depois, o postulante a uma vaga na Liga dos Campeões, Tottenham, foi batido em pleno White Hart Lane. Os Spurs, aliás, não pontuaram contra os Wolves. Na segunda partida, no Molineux, nova vitória da equipe de Mick McCarthy, também por 1 a 0.

No dia 15 de dezembro, Mick McCarthy entrou em uma polêmica ao escalar reservas para um duelo contra o Manchester United. A argumentação do técnico dos Wolves é que a partida era praticamente perdida e o cotejo seguinte, contra o Burnley, era mais importante para a sua equipe que brigava contra o rebaixamento. Resultados: uma derrota esperada por 3 a 0 contra o Manchester United e uma vitória por 2 a 0 contra o Burnley. O time continuou misturando resultados possíveis com inesperados e improváveis ao longo das seguintes rodadas, até o glorioso terceiro mês de 2010.

Sem ser exatamente um destaque, Kevin Doyle é o artilheiro dos Wolves: sete gols na Premier League

O mês de março foi definitivamente o ponto alto da equipe na temporada. Após resistir o máximo para entregar um jogo contra o Manchester United – o único gol da partida, marcado por Paul Scholes, foi feito aos 31 da segunda etapa – o Wolverhampton conseguiu sua maior sequência positiva na temporada, com quatro jogos sem perder – duas vitórias e dois empates. As vitórias foram fundamentais para afastar o time da zona de rebaixamento – contra Burnley e West Ham, e as duas fora de casa. Os empates, contra Aston Villa e Everton, foram conquistados na casa do adversário. Nesta 33ª rodada, a primeira do mês de abril, os Wolves voltaram a complicar para um dos grandes – o Arsenal só foi marcar o gol da vitória no Emirates aos 48 do segundo tempo.

Já a temporada do Bolton pode facilmente ser dividida em dois momentos: a fase Megson e a fase Coyle. A primeira foi sob o comando de Gary Megson, mandado após um improvável empate contra o Hull City na Reebok Arena. Na ocasião, o clube ocupava a 18ª posição. Para seu lugar foi contratado Owen Coyle, que fazia um impressionante trabalho comandando o Burnley, deixando o clube fora da zona de rebaixamento, inclusive.

Com Megson, foram quatro vitórias, seis empates e oito derrotas. O Bolton teve um início terrível com três derrotas logo de cara, até finalmente vencerem o Portsmouth na quarta rodada no Fratton Park. Entre outros improváveis resultados estão uma vitória contra o Birmingham em St. Andrews – que, aliás, foi a última vez que os Blues foram derrotados em seus domínios, e um empate contra o Manchester City na Reebok Arena, segurando um dos candidatos a Liga dos Campeões em um momento em que todos acreditavam em mais uma derrota do Bolton. Após uma sequência de quatro jogos sem perder – três empates e uma vitória fora de casa contra o West Ham, Megson foi demitido, com Coyle sendo contratado para o seu lugar.

A estreia de Coyle não podia ser pior: dois jogos em sequência contra o Arsenal, e duas derrotas logo de cara. Logo depois veio o Burnley e a primeira vitória. Logo após o triunfo, uma nova sequência negativa – cinco jogos sem vencer e nem ao menos marcar um gol. Quando o rebaixamento parecia cada vez mais próximo em Bolton, veio a recuperação – uma vitória contra os Wolves em casa e uma contra o West Ham em Londres, que jogaram os Trotters para a 13ª posição. Desde então, novas sequências improváveis – goleado por 4 a 0 contra o Sunderland e batendo o Wigan pelo mesmo resultado na rodada seguinte, tomando 4 a 0 do Manchester United em casa e, logo depois, contra um Aston Villa que vinha de um humilhante 7 a 1 contra o Chelsea, nova derrota dos Trotters: 1 a 0 para os Villans na Reebok Arena.

Ex-atacante do Bolton, Coyle chegou no meio da temporada e está conseguindo livrar os Trotters do rebaixamento

Mesmo sem encaixar um momento bom, nem mesmo um exatamente péssimo (apesar das três derrotas consecutivas), o Bolton vai conseguindo se manter na Premier League por mais uma temporada, sem chamar a atenção de ninguém. Sem incomodar, mas também sem agradar.

O Wigan fez o seguinte: ganhou do Chelsea e empatou com o City no DW Stadium, ganhou um e perdeu um contra o Liverpool, e, ao mesmo tempo, no placar agregado, levou DOZE A UM do Tottenham (9 a 1 em White Hart Lane, 3 a 0 em Wigan) e DEZ A ZERO contra o Manchester United (5 a 0 em ambas as partidas). Isso, acredito, é o suficiente para resumir a temporada dos Latics – é o time que tem capacidade de parar o Chelsea em casa ao mesmo tempo que é humilhado pelo Tottenham no White Hart Lane.

Com tamanha irregularidade, não é difícil entender porque a temporada dos três times será facilmente esquecida: não há absolutamente nada relevante feito por algum deles. Talvez o Wigan de 2009/10 seja lembrado pela impiedosa goleada por 9 a 1 sofrida contra o Tottenham, ou os Wolves ficarão marcados como um time que conseguiu ficar na Premier League. Tirando isso, não há nada aproveitável que tenha sido feito pelas três equipes, que agora apenas brigam para ver quem será o menos entre os mais irregulares.

April 02, 01:53 PM

Que a Premier League tem uma boa dose de gringos e especialmente extra comunitários, todo mundo sabe. Exemplos não faltam e vão desde o combalido Portsmouth, com seus oito africanos no elenco (até a próxima janela de transferências, claro), até o quase all-foreign time do Arsenal. Mas a surpresa mesmo recai no fato da Coca Cola Championship, a segundona do futebol na terra da Rainha*, também percorrer caminho semelhante. A Football League anunciou nesta quarta-feira, dia 31 de março, os quatro indicados a Melhor Jogador do Mês de Março na divisão imediatamente inferior à Premir League. O vencedor sairá no domingo 4 de Abril e a disputa contabiliza o experiente dinamarquês Peter Løvenkrands, ex-Schalke, hoje no Newcastle; o escocês Graham Dorrans, do West Bromwich Albion; o jovem islandês Gylfi Sigurdsson, do Reading e o marroquino Adel Taarabt, emprestado ao Queens Park Rangers pelo Tottenham. Notou algo?

No clássico galês da Championship, Chris Burke (d) esbraveja com o holandês do Swansea: o Cardiff de Burke tem apenas 7 gringos; o rival tem 15.

A ausência de jogadores da Inglaterra não assustaria se não estivéssemos falando da segunda divisão, a Championship, e não da Premier, onde a dominância dos tipos intrusos já é corriqueira. Dando uma passada pelos nominees das temporadas 2008/2009 e 2009/2010, nenhum mês sequer havia ficado com pelo menos dois atletas da casa entre os quatro indicados a Melhor do Mês. Traçando um raso paralelo com o Brasil, costumamos aceitar de imediato quando Petkovics, Valdivias, D’Alessandros e Tevez logram prêmios e conseguem imenso destaque na elite do futebol nacional em detrimento de jogadores genuinamente da casa. Mas ainda é um tanto inconcebível imaginarmos o mesmo cenário na Série B. Pois na divisão equivalente inglesa, isso já ocorre em larga escala, se é possível dizer.

A questão pôde ser observada com mais facilidade no momento em que um time grande, o Newcastle United, caiu da Premier para a Championship e trouxe consigo dois argentinos que possivelmente aparecerão na Copa do Mundo em junho:  Jonas Gutiérrez, ex-Vélez e Mallorca, é peça-chave em La Albiceleste e queridinho de Maradona; Fabrico Coloccini ainda briga por vaga.  Parece pouco, mas são dois jogadores de uma seleção favorita ao título mundial que atuam em uma segunda divisão na Europa e contribuem, portanto, com peso nas estatísticas: a Coca Cola Championship nunca esteve tão cosmopolita. São quase 200 estrangeiros na competição hoje, excluindo galeses, escoceses e norte-irlandeses.

O QPR, há três temporadas sob tutela do magnata da F-1 Flavio Briatore, disputa braçada a braçada com Crystal Palace, Scunthorpe, Watford e Sheffield Wednesday a permanência na Championship. Mas, mesmo em difícil situação, não se pode negar que os Rangers são um dos ponteiros no quesito “abertura a estrangeiros”. São 13 forasteiros – 14 se considerarmos o colombiano Angelo Balanta, que cresceu na Ilha e nunca atuou em clubes colombianos na base. Destaque da equipe no último mês, Adel Taarabt, marroquino revelado pelo Lens, estabeleceu-se como principal meio-campista do time de Shepherd’s Bush, no oeste de Londres. Mas a tendência que aponta para a invasão dos estrangeiros é ainda mais aguda: eles começam a ser pincelados ainda muito novos pelos times da segunda divisão (Taarabt e Gylfi Sigurdsson, dois dos candidatos a Melhor de Março, nasceram em 1989). É a receita do sucesso da Premier League sendo copiada nas camadas inferiores do futebol da Casa de Windsor*.

The Sig, como é chamado Sigurdsson, é um dos destaques dos Royals, em campanha de recuperação na Championship

Dois anos mais velho que o islandês e o marroquino, Graham Dorrans foi o Melhor Jogador da Scottish First Division na temporada 2007/2008, campeonato equivalente à segunda divisão na Escócia.  O jovem escocês pode levar o prêmio da Football League no domingo, mas sua seleção não vai à Copa. Como consolo, seis dos seus teammates no West Bromwich Albion possivelmente viajarão à África do Sul para representar diferentes países:  Robert Koren, pela Eslovênia; Marek Cech, da Eslováquia; Aboulaye Meité, pela Costa do Marfim;  Chris Smith, pela Nova Zelândia; o goleiro Scott Carson – correndo por fora graças às poucas opções de que Capello dispõe, e Gonzalo Jara, pelo Chile. Os dois últimos com poucas chances. Como foi recentemente rebaixado e carrega consigo o pejorativo status de time iô-iô, o tradicional Albion, pentacampeão da FA Cup e detentor do título da primeira divisão inglesa na temporada 1919-20, também aposta nos valores de fora para voltar à Premier League.

Mas é o tarimbado dinamarquês Peter Løvenkrands que levanta a bandeira da maioria dos forasteiros. Já na casa dos 30 e com passagens pela seleção que viabilizaram sua chegada ao futebol inglês, Lovenkrands representa o perfil derradeiro da grande maioria dos foreigners na Championship: uma maioria de  grandes andarilhos no futebol europeu e inglês. O que dizer, por exemplo, da legião espanhola no Swansea City? São seis ibéricos no time galês que disputa a Championship. Todos com mais de 25 anos e com passagens em mais de três times espanhóis – a maioria deles sem nenhuma representatividade no país da paella.

Uma prova de que o anseio dos segundinos ingleses em emular o espírito empreendedor da Premier League não olha para idade nem país – apostas em jogadores oriundos de países não-usuais têm acontecido muito nos últimos cinco anos. Uma rápida olhada nos gols e no noticiário da Football League e os sobrenomes ingleses típicos já estão dividindo manchete com outros tantos diferentes.

Confira a lista abaixo:

Relação de estrangeiros por time da Coca Cola Championship

(excluindo jogadores da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales)

Legendas: (nacionalidade) {nome do brasileiro} [jogador que estará presente na Copa 2010]

  1. Reading:  16 (Islândia 4, Irlanda 3, Mali 2, Austrália [Federici], Turquia, Polônia, Rep. Tcheca, Jamaica, Bulgária e Geórgia)
  2. Ipswich Town:  16 (Irlanda 9, Espanha, Canadá, EUA, Nova Zelândia [Smith], Argentina, Trinidad & Tobago e Bermuda)
  3. Swansea City:  15 (Espanha 6, Holanda 3, Jamaica, Argentina, Áustria, Canadá, Irlanda e Finlândia)
  4. West Bromwich Albion: 14 (Holanda 2, Irlanda 2, Eslovênia [Koren], Eslováquia [Čech], Costa do Marfim [Meité], Nova Zelândia [Wood], Chile [Jara], Rep. Tcheca, Suécia, Romênia, Canadá e Rep. Democrática do Congo)
  5. Queens Park Rangers:  13 (Hungria 2, Letônia 2, Argentina, Itália, Nigéria, Sérvia, Albânia, Irlanda, Jamaica, Rep. Tcheca e Antigua e Barbuda)
  6. Plymouth Argyle:  11 (Irlanda 2, França, Hungria, Islândia, Nova Zelândia [Fallon], Benin, Togo, EUA, Zimbábue e Rep. Democrática do Congo)
  7. Middlesbrough:  10 (Austrália 3 [Jones, Willians, McDonald], Nova Zelândia [Killen],  Irlanda 2, Holanda, Argentina, França e Áustria)
  8. Newcastle United:  10 (Argentina 2 [Jonas e Coloccini], França, Espanha, Holanda, Hungria, Eslovênia, Austrália, Irlanda e Dinamarca)
  9. Barnsley:  10 (Jamaica 2, Brasil {Anderson Silva}, Argentina, Irlanda, Canadá, Portugal, Malta, Islândia e França)
  10. Crystal Palace:  9 (Irlanda 3, Argentina, Trinidad & Tobago, Austrália, França, Jamaica e Áustria)
  11. Sheffield United:  9 (Irlanda 4, Jamaica 2, Holanda, Estônia e Senegal)
  12. Leicester City:  7 (França 2, Irlanda 2, Bulgária, Suiça e Peru)
  13. Cardiff City:  7 (Nigéria 2, Irlanda 2, Hungria, Finlândia e França)
  14. Derby County:  6 (Irlanda 3, França 2 e Polônia)
  15. Sheffield Wednesday:  6 (Irlanda 3, EUA, Jamaica e Holanda)
  16. Scunthorpe United:  6 (Irlanda 5 e Barbados)
  17. Blackpool:  6 (Irlanda 3, Argélia [Bouazza], Jamaica e Serra Leoa)
  18. Coventry City: 6 (Irlanda 4, Grécia e Islândia)
  19. Preston North End:  5 (Irlanda 3, França e Macedônia)
  20. Bristol City:  5 (Jamaica, Holanda, Gana, Irlanda e Áustria)
  21. Peterborough:  4 (Irlanda 2, Rep. Democrática do Congo e Argentina)
  22. Nottingham Forest:  4 (Irlanda, Nigéria, França e Polônia)
  23. Watford:  3 (Eslovênia, EUA e Islândia)**
  24. Doncaster:  1 (Antilhas Holandesas)**

* eufemismos para inglês ou Inglaterra fazem parte do que há de mais chato no jornalismo.

** únicos times sem nenhum jogador da Irlanda.

March 10, 07:22 PM

Se na semana passada a vida de Michael Owen não passava por seus melhores momentos – uma lesão sentida durante a final da Copa da Liga, contra o Aston Villa, se mostoru mais grave do que o esperado e tirou oficialmente o antigo Golden Boy da Copa do Mundo na África do Sul -, a notícia recebida hoje pelo atacante do Manchester United não deve ter ajudado a melhorar o humor do rapaz.

O que aconteceu? O Chester City, da quinta divisão, foi obrigado a encerrar suas atividades após anos e anos de uma interminável crise econômica. O clube foi expulso da Football Conference devido a falta de pagamento de impostos.

Ok, talvez não tenha sido tão dramático. O Chester City foi apenas proibido de continuar suas atividades em um primeiro momento. O clube será colocado à venda e, se conseguir um comprador, pode retomar o futebol na próxima temporada. Caso contrário, continuará do jeito que está. E a torcida, pouco confiante de um futuro melhor, já pensa em fundar um novo Chester City e recomeçar tudo lá de baixo.

Em seus 115 anos de história, o Chester City teve pouca relevância para o futebol inglês. Seus momentos mais marcantes incluem nomes mais conhecidos por outras torcidas. Um deles é Ian Rush. Ídolo do Liverpool na década de 1980, Ian Rush iniciou sua carreira no Chester City: ele jogou no clube de 1978 a 1980, e, aos 18 anos, marcou um gol contra o Newcastle em jogo válido pela Copa da Inglaterra daquele ano. O jovem atleta despertou interesse de diversos clubes e acabou sendo contratado pelos Reds para a temporada seguinte. Ele viria a se tornar o maior artilheiro dos Reds anos mais tarde, com 346 gols em 660 jogos.

Outro nome – ou pelo menos sobrenome – conhecido que tem história no Chester City é Owen. Não Michael, atacante do Manchester United, e sim Terry, seu pai. De 1972 a 1977, o atacante Terry Owen defendeu as cores dos Seals. Seu momento mais marcante foi na temporada de 1974-75, quando o então na quarta divisão do futebol inglês Chester alcançou as semifinais da Copa da Liga inglesa, sendo derrotado pelo Aston Villa após duas partidas. No primeiro jogo, 2 a 2 com direito a gol de Owen. No segundo, um 3 a 2 para o Villa que tirou o sonho do Chester de disputar um final relevante.

Pela passagem de seu pai pelo time, e por ter nascido na cidade de Chester, Michael Owen dizia que tinha um sonho: um dia fazer, de alguma forma, parte do Chester City. Infelizmente, devido a trágicas administrações dos últimos anos, o Golden Boy não deve ser capaz de alcançar esse objetivo. Afinal, nem mesmo a sua última tentativa de manter o futebol existente, que seria entrando no Campeonato Galês, foi aceita, forçando o clube a encerrar sua longa, apesar de pouco vitoriosa, história no futebol inglês.

February 28, 08:55 AM

Ryan Shawcross, zagueiro do Stoke City, estava aos prantos na noite de sábado quando recebeu uma surpreendente notícia: Fabio Capello, técnico da seleção inglesa, decidiu convocá-lo para o amistoso contra o Egito, que será realizado na quarta-feira, em Wembley.

Ele foi surpreendido não só por ter sido chamado pela primeira vez para o English Team – o zagueiro, de 22 anos, chegou a disputar alguns amistosos com seleções de base, mas, para o time principal, ainda não tinha sido chamado. Horas antes, Shawcross protagonizou um lance que poderia marcá-lo até o fim da sua carreira.

Personagem da rodada na Premier League, Shawcross participou de lance que resultou na contusão de Ramsey e, horas depois, foi convocado para o English Team

Aos 20 minutos do segundo tempo da partida entre Stoke City e Arsenal, o defensor entrou um pouco mais duro do que devia e, ao se chocar com o jovem Aaron Ramsey, dos Gunners, viu a perna do adversário quebrar. E quebrar feio. Ramsey ficou no chão, os jogadores, o árbitro e o próprio Shawcross perceberam a gravidade da lesão e logo os médicos do Arsenal foram chamados e o jogo parado enquanto Ramsey era atendido dentro de campo.

Shawcross foi corretamente expulso, apesar de claramente não ter a intenção de machucar o jovem meia do Arsenal, e deixou o gramado chorando. O que todos pensavam ao ver o lance era na contusão do brasileiro/croata Eduardo da Silva, há dois anos, quando, após uma entrada dura de Martin Taylor, então zagueiro do Birmingham, o atacante dos Gunners sofreu uma fratura que o deixou um ano longe dos gramados.

E foram apenas duas horas para a carreira de Shawcross mudar novamente. Fabio Capello atrasou a divulgação da lista de convocados exatamente por causa do jogador do Stoke City – ele discutia se Shawcross deveria ou não ser convocado após o lance, mas acabou decidindo chamá-lo da mesma maneira.

Formado nas categorias de base do Manchester United, Ryan Shawcross fez apenas duas partidas em 2006 pela Copa da Liga pelos Red Devils, sendo emprestado para o futebol belga em janeiro de 2007. No meio da temporada, trocou Manchester pelos Potters – inicialmente por empréstimo para disputar a Championship, e, na temporada seguinte, foi comprado definitivamente pelo Stoke City.

Shawcross fez uma ótima estreia na Premier League na temporada 2008-09, ajudando os Potters a se manterem na primeira divisão. Ele chegou a ser especulado em outros times, mas preferiu continuar no Stoke e segue se destacando na temporada atual, com o clube novamente se encontrado no glorioso meio da tabela.

A expulsão diante do Arsenal foi a primeira da carreira de Shawcross, mais um indicativo de que o lance com Ramsey foi apenas uma infelicidade, e que o zagueiro não tinha intenção de machucar o adversário. A partida, aliás, estava empatada no lance da fratura de Ramsey, e terminou 3 a 1 para os Gunners, que viraram o jogo com dois gols nos acréscimos e seguem sonhando com o título – a diferença para o Chelsea é de apenas três pontos.

Personagem da rodada na Premier League, Shawcross participou de lance que resultou na contusão de Ramsey e, horas depois, foi convocado para o English Team

February 19, 01:28 PM

Enquanto o mundo comenta a brilhante fase de Wayne Rooney no Manchester United (dois gols contra o Milan em San Siro não é pouco), as presepadas de Fabianski pelo Arsenal (mandou a primeira bola pra dentro e pegou na mão um recuo na segunda – sensacional), ou o mais recente sonolento jogo do Liverpool (1 a 0 chatíssimo contra a superpotência Unirea Urziceni, da Romênia), outros dois clubes ingleses fizeram – e muito bem – sua parte na primeira rodada da fase de mata-mata da Liga Europa.

O Everton, crescendo na temporada, teve um duelo realtivamente simples: o Sporting, da Portugal, atual quarto colocado da fraquíssima liga portuguesa com apenas 28 pontos em 19 jogos – a diferença para o terceiro colocado, Porto, é de 12 pontos.

Em Goodison Park, os Toffes venceram por 2 a 1 – gols de Pienaar e Distin, aos 35 do primeiro tempo e 4 do segundo, respectivamente. Miguel Veloso, de pênalti, aos 42 da segunda etapa, melhorou a situação dos portugueses para o duelo de volta, a ser disputado no próximo dia 25 de fevereiro no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Já o simpático estádio Craven Cottage, em Londres, estava quase cheio (cerca de 22 mil espectadores em um estádio que cabe 25 mil) para o confronto do simpático Fulham com o meio ucraniano, meio brasileiro Shakhtar Donetsk, campeão da última edição da Copa da Uefa (que deu lugar à Liga Europa).

O time de Roy Hodgson – melhor técnico inglês da atualidade. ou pelo menos um dos melhores – é muito forte em casa, e a prova disso são os jogos contra os maiores, quando o time costuma complicar (o Manchester United, por exemplo, voltou de Londres depois de tomar um belo 3 a 0).

Os Cottagers abriram o marcador logo aos três minutos de partida, com o húngaro Zoltán Gera. O brasileiro Luis Adriano empatou aos 32, mas Bobby Zamora salvou o Fulham aos 18 da segunda etapa. A volta será no dia 25 de fevereiro também, no Donbass Arena, em Donetsk.

O resultado é bom para as duas equipes – especialmente o Fulham, que não está enfrentando qualquer coisa, e sim o atual campeão da competição. O gol tomado fora, porém, pode prejudicar, já que um simples 1 a 0 dos anfitriões elimina os ingleses da competição.

Na próxima fase, o Fulham pode ter a dura tarefa de enfrentar a Juventus, da Itália, ou o Ajax, da Holanda (no primeiro jogo, 2 a 1 de virada para os italianos em Amsterdã). Já o Everton não deve ter vida fácil também – pode pegar o Atlético de Madri ou o Galatasaray. No primeiro jogo, em Madri, empate por 1 a 1.

February 04, 02:01 PM

Três títulos da primeira divisão, uma Copa da Inglaterra, uma Copa da Liga, duas Inter-Cities Fairs Cup (espécie de embrião da Copa da Uefa), uma semifinal de Liga dos Campeõs na temporada 2000-01 e uma vitória em cima do Manchester United em pleno Old Trafford no começo do ano. Com esse histórico – o passado e a conquista mais recente – fica difícil imaginar que, de alguma forma, o Leeds United seria uma zebra na quarta fase da Copa da Inglaterra.

Destaque na temporada, Jermaine Beckford calou Old Trafford e White Hart Lane.

Mas era. Os Peacocks atravessaram uma crise financeira durante a década passada e foram rebaixados até atingirem a terceira divisão, onde estão até hoje. O antigo time poderoso é, agora, apenas um que tenta voltar aos dias de glória do século passado, começando com a tentativa de acesso à Championship, que ficou no quase na temporada passada.

Os dias de glória estiveram perto de ser revividos – pelo menos em parte – em um período de 30 dias, entre o começo de janeiro e o começo de fevereiro. Após eliminar o Manchester United no Old Trafford, os Whites voltariam a enfrentar um time da primeira divisão na fase seguinte da Copa da Inglaterra: o Tottenham. E, assim como contra os Red Devils, a partida seria fora de casa.

E lá foi o Leeds para Londres enfrentar os Spurs. Diante de mais de 35 mil pessoas, o Tottenham abriu o marcador com Peter Crouch no final da primeira etapa. No começo da segunda, Jermaine Beckford empatou, mas Pavlyuchenko colocou os Spurs novamente em vantagem. Nos acréscimos, mais precisamente aos 51 do segundo tempo, o mesmo Beckford, ele, que calou o Old Trafford na fase anterior, marcou de pênalti e garantiu um segundo jogo, a ser disputado no Elland Road, casa dos Peacocks.

Antes de falar sobre a partida em Elland Road, vamos comentar sobre um jogador específico do Tottenham. David Bentley. Destaque do Blackburn na temporada 2007-08, o jovem winger chegou ao White Hart Lane em julho de 2008 após uma negociação que envolveu 15 milhões de libras. Sem conseguir se destacar, Bentley foi perdendo espaço e acabou na reserva de Aaron Lennon. Ele chegou a considerar uma nova transferência – foi cogitado no Aston Villa – mas ficou em White Hart Lane e, com a contusão de Lennon no final de dezembro passado, voltou a ganhar chances.

O jogo em Leeds seria a terceira consecutiva do até outro dia transfer listed winger, que finalmente começava a mostrar nos Spurs o futebol dos tempos de Blackburn. E, contra os Whites, sua atuação foi fundamental para a vitória do Tottenham.

Após quase deixar White Hart Lane, Bentley voltou a apresentar bom futebol e foi fundamental para os Spurs

Foi dos pés de Bentley que saiu a jogava do primeiro gol, marcado por Defoe.O winger partiu pela direita e tocou para o meio da área. Defoe ajeitou e bateu com força para abrir o placar em um momento que o Tottenham dominava a partida.

Mas os 37 mil espectadores não se calavam. Com a força da torcida, o Leeds passou a pressionar os Spurs. Beckford recebeu na área e chutou. Gomes conseguiu espalmar, mas a bola sobrou para o argentino Becchio colocar para dentro, enquanto Beckford comemorava segundos antes da bola entrar. Fim do primeiro tempo. O heróico Leeds, da terceira divisão, chegou a jogar de igual para igual com o poderoso Tottenham, da primeira.

Na segunda etapa, porém, a diferença técnica entre as equipes ficou nítida. O Tottenham pressionava e o Leeds pouco fazia. Gareth Bale partiu pela esquerda e cruzou para a área. Defoe, em posição de impedimento, e Peter Crouch, em posição legal, estavam para finalizar, mas quem mandou para o fundo das redes foi Defoe. Gol corretamente anulado dos Spurs.

Mas Jermain Defoe estava com tudo no jogo. E pouco depois, após mais uma excelente jogada de Bentley, o atacante recebeu o cruzamento e mandou para dentro. Os Spurs, muito superiores na partida, voltavam a ficar à frente no placar. Dessa vez o Leeds estava morto. Poucas foram as tentativas dos Peacocks na sequência até que, nos acréscimos, Jenas deu belo lançamento para Defoe, que tirou o goleiro e tocou para o fundo das redes tranquilamente. Fim de jogo.

Após deixar a vaga escapar em casa nos acréscimos, os Spurs venceram o Leeds em uma bela partida e garantiram a classificação para as oitavas da Copa da Inglaterra. O próximo adversário será o Bolton, e a partida será na Reebok Arena.

Para o Leeds, que voltou a ficar em evidência no cenário mundial durante o mês de janeiro, só resta continuar a excelente campanha na League One para tentar retornar ao segundo escalão do futebol inglês. Parece pouco para quem tem um histórico como os Whites, mas para quem sofreu diversos rebaixamentos até atingir (quase) o fundo do poço, esses 30 dias nas manchetes foram o suficiente para recuperar a auto-estima da torcida, que pôde, novamente, comemorar grandes resultados e grandes partidas contra gigantes do futebol inglês.

Ah, sim. Não sei se deu para perceber, mas Jermain Defoe fez um hat-trick na partida, foi o grande herói dos Spurs e chegou a 23 gols na temporada. Mas isso é o de menos em uma partida com tanta história para ser contada.

January 29, 05:42 AM

E disse Martin O’Neill sobre seu time: “É o melhor Aston Villa dos últimos 20 anos.”

Talvez não seja exagero do comandante do Villa, que busca o primeiro título após 14 anos – o último troféu foi conquistado em 1996, exatamente a Copa da Liga, vencida em uma partida contra o Leeds United.

O Aston Villa dessa temporada já conquistou um feito histórico: após mais de 26 anos sem vencer em Old Trafford – a última vitória tinha sido no período pré-Alex Ferguson -, os Villans bateram o Manchester United em seus domínios por 1 a 0, gol de Agbonlahor.

Agbonlahor, jovem atacante que já viveu dias melhores na temporada, é apenas um dos destaques do Aston Villa. James Milner, Stewart Downing, Richard Dunne e, especialmente, Ashley Young, dão motivos de sobras para O’Neill defender sua tese.

Agora vem o grande desafio, que pode marcar definitivamente o elenco atual do Villa entre um dos maiores dos últimos 20 anos.

O já citado Manchester United teve uma árdua tarefa na semifinal: enfrentar o rival local e time de maior investimento da temporada, o Manchester City.

No primeiro jogo, um show do ex-Red Devil Tevez deu a vitória e a esperança para os Citizens: 2 a 1. Em Old Trafford, em mais uma partida espetacular, Tevez marcou para o City, mas, nos acréscimos (quando falamos de Manchester United sempre falamos de vitórias nos acréscimos), Rooney selou a vaga do United: 3 a 1 e a oitava final da história do clube na Copa da Liga.

Semifinal épica também teve o Aston Villa, que bateu o Blackburn fora de casa por 1 a 0 (gol de Milner) e, em casa, levou 2 a 0 em 26 minutos. Ainda no primeiro tempo veio o empate, e, em menos de 20 minutos da segunda etapa, o placar apontava 5 a 2 para o Villa. Os donos da casa dormiram e permitiram uma reação do Blackburn, que chegou a fazer 5 a 4, mas que foi vencido definitivamente nos acréscimos, após o gol final de Ashley Young.

Aston Villa e Manchester United, que já fizeram o anteriormente citado jogo histórico na temporada, se enfrentarão em uma final da Copa da Liga pela segunda vez.

Na primeira, em 1994, o Villa levou a melhor e venceu o Manchester United de Steve Bruce, Denis Irwin, Roy Keane, Paul Ince, Ryan Giggs, Eric Cantona e (ufa!) Mark Hughes por 3 a 1 na final. A dupla Dalian Atkinson e Dean Saunders (2x) marcou para o Villa, e Hughes descontou para o United.

No dia 28 de fevereiro, Aston Villa e Manchester se enfrentarão em Wembley para decidir a 50ª Copa da Liga. A equipe de Birmingham busca seu sexto título, enquanto os Red Devils querem o quarto. O Villa, primeiro campeão, lá em 1961 contra o Rotherham United. O United, atual campeão, que bateu o Tottenham nos pênaltis na temporada passada.

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August 13, 10:26 AM

Não possuo essa fé de que a publicidade é só uma força positiva e que impulsiona o mundo para algo melhor.

As marcas vieram pra lucrar e não pra salvar o mundo, e isso pode ser feito de diversas maneiras, é essa a questão.  Publicidade e altruísmo?  Pura utopia.

O vídeo acompanha a seguinte nota:

“When marketing was born it really was just selling… and that worked then. Then things got sexy. Advertising became the opium. It told us how we should feel; how we could improve; and how we could be popular. Then people figured out that brands weren’t gods… that they were corporations run by guys in suits. So then, marketing went guerrilla…

Agencies told their clients it was all about disruption. That they should ambush their customers with marketing messages. But who wants to be ‘ambushed’ by anyone, let alone someone trying to sell you something?

Today the media is in the hands of the people… sharing information and opinion on brands, publicly and powerfully.

So now, the smart brands talk to people. They keep in touch. They listen. They react. They ask what will make peoples lives just a little bit better…

That might be an app here; a free ticket there; some entertainment over there…

Sure there are companies still telling us we should be this or live that, but that doesn’t bother most of us, because most of us don’t even notice.

Now the smart brands are invited in.

They become incorporated. And, that’s a good thing.”

July 29, 11:41 AM

Se você já viu a “Campaign for Safe Cosmetics” do The Story of Stuff Project, deve ter se perguntado: e agora? Como saber quais produtos usar e quais não usar?

Fiquei curiosa, mas só encontrei por aqui listas que indicam quais são os produtos que fazem testes em animais.

Até que encontrei o EWG – Environmental Working Group . Lá achei dicas que são destinadas aos consumidores dos EUA, mas ainda assim de grande utilidade para nós.

A pesquisa resultou na listinha abaixo:

Primeiro – nunca deixe de ler o rótulo de um cosmético.

Segundo – procure a lista de ingredientes e conservantes. Tente evitar:

• Substâncias que terminam em “paraben”;

• A hidantoína DMDM;

• uréia Imidazolidinyl;

• Metilcloroisotiazolinona;

• Metilisotiazolinona;

• Triclosano;

• Triclocarban;

• Trietanolamina;

• Produtos que começam com “PEG” ou contêm o sufixo “eth” (por exemplo, laureth sulfato de sódio).

Não subestime os nomes no centro da lista, leia-os.  Você vai encontrar aditivos que podem causar riscos à saúde como perfumes e corantes.

Evite substâncias que levam o nome “[nano]” que são pequenas partículas de conjuntos de átomos, com efeitos ainda pouco conhecidos, mas com segurança contestada pelas associações responsáveis. (por exemplo: dióxido de titânio [nano]).

- Se você está grávida ou tem filhos:

Graças ao seu peso e ao metabolismo ainda incompleto, os bebês e os fetos são muito permeáveis a substâncias tóxicas.

Segue uma lista de sete produtos que recomenda evitar segundo a EWG:

• 2-Bromo-2-nitropropano-1 ,3-diol; BHA;

• Ácido bórico e borato de sódio;

• Dibutil ftalato e tolueno;

• DMDM hidantoína;

• Oxybenzone;

• Triclosano.

Para saber mais – www.cosmeticsdatabase.com.

July 27, 01:02 PM

Tô vivona!

Nesses últimos meses fiquei refletindo bastante sobre o propósito desse blog, sobre como abordar as infinitas questões do consumismo e como não ser irresponsável com um tema tão profundo e, ao mesmo tempo, delicado.

Percebi, contudo, que esse pensamento era pretensioso demais. Então para isso gostaria de retomar o “about”:

Como defender ou ridicularizar a liberdade de consumo sem entendê-lo?

Qual é o ponto onde a desobediência civil da era da informação ultrapassa seus limites e se torna paternalismo manifesto, uma acusação redundante e falaciosa contra as grandes corporações e marcas?

Pretendo aqui responder essas questões e informar como o consumismo desenfreado vem prejudicando nossa posição na sociedade e, com isso ajudar a entender os nossos desejos e impulsos consumistas não de forma acusadora, mas reflexiva.

Parece que não ficou muito claro com alguns e-mails que eu recebi, mas tudo o que eu quero é mostrar a minha opinião sobre as pequenas hipocrisias e contradições que cometemos quando queremos “salvar o mundo de nós mesmos”. Responder dúvidas sobre consumismo não como uma profunda estudiosa do assunto, mas pela minha experiência pessoal e sede de curiosidade.

Quero compartilhar isso com vocês e mais: saber opiniões e vivências também. Acredito em debates e posso dizer que essa é a minha ânsia com esse blog.

Voilà!

Produções suecas são tão, mas tão vanguardistas que são confusas. E foi confusão, clichê, e mesmo assim genial o que eu achei de Surplus, um filme de 2003, dirigido pelo italiano Erik Gandin que utilizou uma linguagem de videoclip e rewrite de imagens para falar sobre a sociedade do consumo. E não sejamos cínicos, é praticamente uma daquelas vinhetas da MTV – pra mim, um toque de perspicácia.

Os regimes capitalista e socialista são tratados como irmãos assustadoramente parecidos: usam-se dos meios de comunicação de massa para manipular e iludir seus povos.

E é com essa estética peculiar, montagens ótimas e tema espinhoso que o filme aborda a teoria de John Zerzan, anarquista norte-amaricano que tem como proposta reestabelecer uma condição favorável ao mundo onde o consumo responsável e viável só seria possível se retornarmos ao primitivismo.

Ou seja, independente do regime que você está não há solução. E bem, uma vez que o cara é anarquista o pensamento dele faz muito sentido.

Até aqui, nenhuma novidade.

A primeira impressão é a abordagem da insatisfação. Os cubanos reclamam da falta de escolha, os norte-americanos ou europeus dos excessos de escolhas que estão exaurindo nosso planeta ou os deixando muito conformados com o mundinho em que vivem.

E a minha impressão até essa hora do filme eu resumiria com a frase da imagem acima: “Eu não posso acreditar que ainda estamos protestando contra essa merda”.

Aí, quando eu já tava ranzinza, o diretor me surpreendeu ao questionar o Zerzan: voltar ao primitivismo?

Para Gandini isso não faz o menor sentido, e para basear sua teoria tira Freud da cartola e reafirma que nós somos seres “fadados à insatisfação”. Depois de tanto bater graveto pra conseguir fogueira, já estaríamos pensando em uma engenhoca que fosse capaz de armazenar o fogo e nos servir.

Depois disso, Surplus acaba sendo um tapa na cara de quem acha que todas essas estruturas de poder são alheias a nós, que fazemos parte delas, e que somos os únicos que podem desestruturá-las.

Fica, ao final, um clima de – “estamos em um mato sem cachorro” e não há o que fazer a respeito – contudo, como romper este ciclo é a questão fundamental e que o filme não responde, mas faz melhor: instiga.

Surplus – Suécia, 2003

Direção Erik Gandini
Música original Gotan Project, David Österberg, Johan Söderberg
Documentário, 50 min.
1/5 da população mundial consome 4/5 dos recursos do planeta e produz 86% de todo desperdício.

Enfim, indispensável para falar sobre consumismo.

January 12, 11:27 AM

Fiquei martelando aqui em como começar esse primeiro post. Geralmente, eles tendem a ser uma explicação sobre o que é o blog e como ele irá se desenvolver. Pulo essa parte; se você tiver interesse pode acessar o “about” ali em cima e encontrar essas informações.

As ideias de textos que apresentarei sobre a cultura do consumismo e do anticonsumismo são tantas que eu pensei “como fazer isso sem deixar todo mundo absolutamente confuso já na primeira leitura?” sendo clara e direta, obviamente.

Mas tem alguém que já fez – de forma brilhante – esse trabalho.

O vídeo The Story of Stuff tem vinte preciosos minutos de explicação sobre como o consumismo tornou-se parte das nossas vidas, como entramos nesse círculo vicioso e porque é tão difícil livrarmo-nos dele.

Apesar de ser um tema denso o vídeo é bem didático e gostoso, e é uma introdução a um dos temas que irei abordar bastante por aqui.

Espero que gostem.

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December 27, 09:24 AM


Final de ano, época de refletir, perdoar, se divertir e LISTAR O MÁXIMO DE COISAS POSSÍVEIS SOBRE 2011! Pois é, nem esse blog consegue fugir da maldição das temidas listinhas de fim de ano. Porém, para ser breve, esse ano vou apenas fazer a lista de 5 discos que curti muito e que podem ser encontrados gratuitamente na internet (legalmente né, já que na verdade TODO DISCO PODE SER ENCONTRADO NA INTERNET). Não é um Top5 onde o primeiro listado é o melhor, são apenas 5 discos que eu gostei por motivos diferentes.

1. Bon Iver -- Bon Iver


Apesar desse disco não ter sido disponibilizado para download como os outros que vou falar aqui, fica o destaque para o fato da banda do Justin Vernon ter subido TODAS AS MÚSICAS DO DISCO no Youtube agora no final do ano com clipes em vídeo sensacionais acompanhando cada uma delas. Deixo aqui em baixo o de Holocene, que é o meu preferido.

Para ouvir as outras músicas e assistir os clipes clique aqui

2. The Weeknd -- House of Ballons / Thursday / Echoes of Silence



O The Weeknd literalmente surgiu do nada no final de 2010, e as pessoas não sabiam nem quem era o cara, só que ele estava fazendo um som muito promissor. No começo do ano quando saiu a mixtape House of Ballons eu torci o nariz, mesmo sendo a primeira parte de uma trilogia que seria distribuida de graça via download no seu site oficial (sim, algo que encaixa perfeitamente com o conteúdo desse blog!). Mas quando a segunda parte, Thursday, foi lançada em agosto eu não tive como não viciar em The Birds Part 1 & Part 2. E fiz as pazes também com o House of Ballons :) Agora no finalzinho de dezembro ele lançou a terceira e última parte, a mixtape Echoes of Silence. Não gostei tanto quanto da Thursday, mas pode ser que com o tempo eu mude de idéia. Enfim, uma grande promessa para 2012 caso ele continue nesse ritmo de produção :D

Ps: contei 3 discos como se fosse só um hehehehehe

Para baixar as três mixtapes do The Weeknd clique aqui

 3. Sabrepulse -- First Crush EP


Acompanho há muito o Sabrepulse na “cena” do Chiptune (músicas que, como o nome do gênero diz, são feitas com samples e instrumentos baseados em chips de computadores e video-games antigos). Esse ano ele lançou seu mais novo trabalho, o First Crush EP, pelo sistema pague o quanto quiser (ou não pague nada e baixe de graça!). Esse é o primeiro trabalho dele que se distancia mais desse mundo cheio de referências e tenta, ao meu ver, ser algo maior e mais acessível. Aprovadíssimo, foi um dos discos que mais ouvi em 2011 (e apesar de ser um EP tem oito músicas, mais que muito Album por aí!)

Para baixar o disco do Sabrepulse através do Bandcamp clique aqui

4. Dumbo Gets Mad -- Elephants At The Door


Falei bastante sobre esse disco NESSE POST DE FEVEREIRO. É o primeiro disco da banda, foi lançado pelo inovador sistema Pay With a Tweet e durante o ano de 2011 foi crescendo bastante na minha opinião, e pra mim Sleeping Over é atualmente a minha preferida do disco.

Para baixar o disco do Dumbo Gets Mad clique aqui e pague com um tweet

5. Snowmine -- Laminate Pet Animal


Conheci esse quinteto do Brooklyn meio que por acidente há algumas semanas enquanto procurava uma outra banda no Bandcamp, e desde então não consigo parar de ouvir esse disco. O som me lembra muitas coisas que não tem muita ligação entre si, como Vampire Weekend, Phoenix, Postal Service e Dirty Projectors. Mas de um jeito único. Enfim, um belo disco, a última música (Hologram) já foi até parar numa mixtape que montei pra dar de presente :D

Para baixar o disco do Snowmine através do Bandcamp clique aqui

Bom, é isso! Vamos ver se em 2012 eu consigo atualizar mais o blog a ponto de fazer um top10! :D

 

December 20, 02:18 PM


esse final de semana o Notch, o criador do genial Minecraft (caso você não faça idéia do que se trata, saiba que Minecraft foi eleito o Jogo do Ano 2011 segundo a revista Time) resolveu participar do evento Ludum Dare 22, onde diversos programadores e entusiatas tem o desafio de criar sozinho um jogo em apenas 48 horas, baseado em um tema. Nessa vigésima segunda edição o tema era solidão. O resultado do jogo de Notch foi, quem diria, uma digamos versão 8-bit de seu grande sucesso, dessa nomeado de MINICRAFT

Como em Minecraft, o jogo começa sem te dar praticamente nenhuma instrução, te deixando livre para explorar intuitivamente. Com pouco tempo de jogo você acaba aprendendo que ao coletar matérias primas pode produzir ferramentas que vão facilitar a sua vida (e consequentemente acessar outras áreas)


Mesmo sendo um jogo criado em apenas 48 horas Notch conseguiu criar um mundo relativamente complexo e divertido de interagir. No começo eu estava preocupado porque estava desmatando tudo pra pegar madeira, aí percebi que junto com os pedaços de madeira de vez em quando vinha outro item (acorn). Aí tentei usar o mesmo. Resultado: PLANTEI UMA ÁRVORE! Aí depois de um tempinho já tinha mais árvores para eu poder extrair madeira. Reflorestando estilo Faber Castell! hehehehe


Apesar de jogo supostamente ser curto ontem eu joguei mais de 2 horas seguidas e não consegui terminar, e pelo jeito ainda estava longe, já que não tinha conseguido forjar itens mais avançados para o personagem. Aliás, algo que na minha opinião é o único ponto negativo: não tem como você salvar seu jogo! Tá que ele foi feito em menos de 48 horas e foi pensado para o jogador tentar várias vezes para assim ter que se virar em mapas diferentes, mas seria legal ter um jeito de poder jogar partidas em sessões contínuas porém com menor tempo de duração (afinal, não é sempre que dá pra ficar 3 horas na frente do computador curtindo um Minicraftzinho!)

Enfim, Minicraft é uma bela surpresa nesse final de 2011. Jogo recomendadíssimo!

Para jogar Minicraft CLIQUE AQUI! AGORA!

July 12, 10:10 AM


Ontem tive a oportunidade de comparecer a abertura do 6º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo, que acontece no Memorial da América Latina e em diversas salas de cinema de São Paulo entre os dias 12 e 17 de julho. O filme escolhido para a abertura foi o documentário Esse Nosso Matulão, do Phillipe Barcinski, uma homenagem a danças típicas brasileiras através de depoimentos de artistas como Antônio Nóbrega e Carlinhos de Jesus. Achei meio quadrado e um tanto televisivo pra ser o filme de abertura de um festival de cinema, mas ok, talvez tenha sido escolhido por motivos que desconheço já que não sou um profissional do meio.

Agora sobre o que vai rolar ainda no festival: nessa edição serão mais de 100 filmes, em oito salas de exibição diferentes. E TODOS DE GRAÇA \o/

A mostra terá blocos de filmes latinos contemporâneos, uma retrospectiva do novo cinema argentino (segundo a curadoria da mostra tentando fugir dos óbvios que já passaram por aqui anteriormente), uma homenagem ao escritor Gabriel Garcia Marquez (trazendo inclusive a única experiência dele na direção no filme A Lagosta Azul), a mostra “Soy Loca Por Ti, América” (destacando filmes com temas envolvendo diversidade sexual e homoafetividade), entre muitos outros. Entre tantas opções, e com o tempo livre que eu tenho nas férias tá até meio complicado decidir o que vou ver hehehehe

Para conferir toda a programação do festival com sinopses, horários e endereços dos cinemas clique no poster abaixo:

Ps: a imagem desse post é do filme mexicano “Assalto ao Cinema”, que será exibido no Espaço Unibanco domingo, dia 17, as 17 horas. Estarei lá :D

May 13, 11:39 AM


Pra fechar a semana, vou passar rapidinho uma dica especial para quem ainda não tem planos para o final de semana: nesse sábado vai rolar no Parque do Ibirapuera um show beneficente com vários artistas super legais, com o objetivo de arrecadar agasalhos e cobertores para ajudar quem realmente vai precisar nesse inverno. Além disso, também vai rolar arrecadação de dinheiro para ajudar a instituição Casa do Pequeno Cidadão, que cuida de criaças abandonadas. Caso você não conheça o som do TMeSP, confira no video do topo do post e nesse aqui:

Aqui embaixo tem o flyer do evento em dosi sabores: Paint Style informativo com horários e Instagram Style com destaque pro TMeSP! :D

May 11, 11:28 AM


Ok, o título desse post já resumiu 90% do que eu vou escrever aqui, mas vamos lá:

Jerry Seinfeld (se você não o conhece, favor rever seus conceitos sobre TV e cultura do século XX) lançou no dia 6 de maio seu novo site, jerryseinfeld.com, onde vai disponibilizar diariamente 3 videos diferentes da sua extensa biblioteca de apresentações stand-up, participações em talk shows e eventos. Segundo o próprio, serão apenas 3 por dia pois assim ele poderá filtrar o conteúdo para exibir apenas aqueles que ele ainda considera interessantes mesmo após vários anos. Porém, uma coisa diferente de muitos sites do tipo é que os 3 videos realmente vão ficar online apenas por UM DIA, então se você deixar passar e perder um dia, já era (ou não, sempre existe o youtube pra alguém subir ele de volta):

No começo achei essa limitação diária bem estranha, mas vindo de um cara que ficou famoso na TV ela faz muito sentido, pois cria uma sensação de urgência de ter que acessar o site todo dia e assistir os vídeos antes que eles saiam do ar, em vez de apenas entrar quando der vontade e assistir em qualquer ordem e do jeito que quiser. É uma limitação que acaba gerando um certo controle sobre o retorno dos espectadores, e acredito que o material por si só consegue garantir isso. Afinal, quem não quer rir 5 minutos por dia com as tiradas geniais de Seinfeld? Como o grande amigo Piero disse, “ele virou quem ele é sem nunca precisar fazer uma piada sobre mulheres feias estupradas ou órfãos no dia das mães. Ele é melhor que todos os outros fazendo piadas sobre alces sendo resgatados da neve com um helicóptero”. Aliás, tentei achar no youtube o vídeo dessa piada em específico, mas não consegui! Ou seja: talvez Seinfeld esteja certo, e você não deve deixar de acessar o site dele diariamente!

Para acessar os videos diários de Seinfeld, clique no Kramer (ele não tem absolutamente nada a ver com o site, mas tá com um pombo na cabeça!):

May 05, 05:22 PM


Último final de semana tive a oportunidade de assistir no cinema o filme Thor, mais novo lançamento da Marvel nos cinemas. Como as minhas expectativas estavam baixas, gostei do filme, mesmo com um roteiro raso e uma Asgard meio sem sal. Mas antes que eu acabe escrevendo sobre o filme, melhor voltar ao foco: esse post não é sobre o filme e sim sobre um jogo que a Marvel criou e disponibilizou gratuitamente em seu site – Thor: Bring The Thunder!

Usando ótimos sprites 2D no melhor estilo Super Nintendo, esse é um jogo de plataforma que tem um modo campanha com 4 mundos, onde o objetivo é bem simples: derrotar inimigos, coletar itens e achar a saída de cada fase! No final da última fase de cada mundo rola também uma luta com um chefe! Apesar do número pequeno de fases e dos controles no começo se mostrarem um tanto estranhos consegui me divertir bastante jogando. E depois que terminei a campanha também joguei um pouco do modo Survival, que se mostrou muito mais difícil que a campanha principal, mesmo na dificuldade mais básica. Enfim, para um joguinho gratuito de browser, achei bem legal!

Para jogar Thor: Bring The Thunder acesse:

http://marvel.com/games/play/56/thor_bring_the_thunder

April 26, 09:38 AM


Dia 14 de abril começou aqui em São Paulo a exposição “O Mundo Mágico de Escher”, que já tinha passado anteriormente pelo Rio de Janeiro e em Brasília, composta por 95 obras originais além de material interativo e multimídia desse que é um dos maiores artistas do século XX. E como a exposição já estava acontecendo nesse feriado prolongado de Tiradentes/Páscoa, tive a idéia de visitá-la, afinal além de ser feriado o clima estava favorável a uma praia, o que faz com que a cidade normalmente fique mais tranqüila e vazia. Enfim, um plano perfeito. Deu certo? DEFINITIVAMENTE NÃO!

Pois é, felizmente a exposição parece ter sido muito bem divulgada, o que fez com que milhares de pessoas aproveitassem o feriado para dar uma passadinha lá no Centro Cultural Banco do Brasil. Sexta-feira da paixão de tarde e uma fila gigantesca do lado de fora. Ao me aproximar, descobri que ao menos a fila inicial não era para toda a exposição, e sim para uma das obras mais procuradas, a “Sala da Relatividade”, que fica logo na entrada e muita gente se diverte tirando fotos engraçadas onde saem de tamanhos completamente diferentes graças a ilusão de óptica que o piso e as janelas causam:

Enfim, passado esse susto inicial, ví que o acesso aos outros pavimentos da exposição (que ocupa todos os andarem do CCBB) também estavam complicados. Filas menores que a da Sala da Relatividade, mas ainda assim bem grandes e demoradas. Acabei por deixar para outro dia e preferi assistir um dos filmes do festival Cinema Brasileiro, Anos 2000 – 10 questões, que também é de graça e estava bem mais tranquilo de conseguir entrar (porém também praticamente lotou na hora que começou a sessão \o/ )

Segunda tentativa de ver as obras do Escher: domingo de páscoa, NOVE E MEIA DA MANHÃ! Dessa vez, obviamente, entrar foi muito mais tranquilo e não peguei fila alguma. Só depois das dez e meia que começou a ter mais movimento, e quando eu saí ao meio-dia já estava bem cheio. A primeira dica que eu deixo sobre a exposição, portanto, é: Se possível, evite ir nos finais de semana/feriados. Você vai conseguir entrar, porém o lugar lotado cria aquele senso de urgência que faz com que muitos não tenham paciência de ver as obras com mais tranquilidade. E não deixe pra ir perto do final da exposição, lá no Rio de Janeiro mais de VINTE MIL pessoas visitaram a exposição no último dia. Você tem 3 meses pra ir, programe-se e vá antes do tumulto das últimas semanas.

Sobre a exposição em si, como o próprio folder entregue na entrada diz, é a mais completa já realizada no Brasil. Praticamente todos os trabalhos mais conhecidos do artista estão lá, como as escadas de Relatividade e De Cima Para Baixo, a artitetura que causa nó no cérebro de Cascata e a enorme xilogravura Metamorphose II (que pode ser vista em vídeo no começo desse post).

Também gostei que além desses tem outras obras menos conhecidas do artista (ao menos para leigos em arte como eu), como trabalhos religiosos, naturezas mortas e outros. Desses “trabalhos desconhecidos” os que eu mais gostei foram o dragão meio cubista mordendo o próprio rabo e os répteis criando vida a partir de um desenho e voltando para ele em um ciclo quase perfeito:

Vários dos trabalhos mais conceituados do artista são representados também em outros formatos, como quadros 3D no caso de Metamorphose II, animações multimídia, instalações onde o público interage com diferentes efeitos de ilusão e até mesmo um filme 3D onde você anda por dentro de alguns trabalhos do artista como se eles fossem trabalhos arquitetônicos. Aliás, pelo jeito o publico está adorando essa interação que torna muito mais didático o entendimento das técnicas utilizadas pelo artista.

Para fechar esse post, vou deixar aqui um vídeo que mostra Escher preparando uma de suas últimas obras, Snakes, utilizando a técnica de xilogravura. Aliás, técnica essa que além de grande habilidade e talento também exige muita paciência

Quando: De 19 de Abril a 17 de Julho de 2011. De terça a domingo, das 9h às 20h
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo
Quanto: De graça! :D

April 20, 01:26 PM


Ao consultar a programação dessa retrospectiva, estou convencida de que esse papo de preguiça de filme brasileiro devia ter ficado nos anos 90. A mostra está cheia de filmes que dá vontade de assistir de novo ou de ver pela primeira vez, já que muitos deles nem entraram em cartaz ou ficaram só pelos festivais, e os que entraram, sairam rapidinho.

A mostra é uma iniciativa da Revista Cinética e esta acontecendo no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 1 de maio em São Paulo e até o dia 8 de maio no Rio. Ela é composta por 45 longas, “além de alguns curtas, médias e outros materiais audiovisuais” nas palavras dos próprios curadores. Os selecionados não carregam a carga de “os melhores” ou “dos mais importantes” da decada, mas foram escolhidos para discutir 10 questões consideradas pertinentes ao cinema brasileiro nos anos 2000. Todas elas contam com debates que acontecem depois da última sessão de quarta, quinta e sexta.

Achei o debate  muito bacana, a gente está acostumado a chegar nesses encontros e se deparar com pessoas ligadas ao tema, mas que cairam de para-quedas em uma mesa com garrafinhas de agua mineral. O catalogo da mostra já determina que não é por ai, as questões foram bem demarcadas pra se discutir com foco. O debate que fui, “Quais imagens do Brasil lá fora?” foi muito interessante, na mesa estavam Marcus Mello (Cinética, Teorema e Aplauso) e Luis Carlos Merten (Estadão), apesar da curadoria propor Cidade de Deus como título de maior impacto sobre esse ponto de vista, Merten falou de Cinema Aspirinas e Urubus e Mello revelou por meio de uma extensa pesquisa, uma enorme e inesperada adimiração pelos filmes de Jorge Furtado (O Homem que Copiava e Meu Tio Matou um Cara) no exterior.

Todos os debates e filmes têm entrada gratuita, só é necessário chegar com um pouquinho de antecedência porque a sala do CCBB não é lá muito grande  e as sessões têm lotado. O catalogo da mostra pode ser adquirido de graça também, quem assistir ao menos 3 sessões (de filme, debate não conta) tem direito a um. O catalogo e a transcrição dos debates serão disponibilizados no site. E ainda pra completar a simpatia da mostra, quem assistir a pelo menos 7 dos 10 debates têm direito a um certificado.

Minhas recomendações de filmes que ainda vão passar (seguindo a política do blog de não recomendar nada que não se conhece ou que não se pode mais conferir) são:

Pan-cinema Permanente – quarta, dia 20, 19:30. (dir: Carlos Nader)

Documentário sobre o poeta Wally Salomão, quando a gente diz assim parece que não, mas é um dos filmes mais engraçados que assisti nos últimos tempos.

Santiago – sexta, dia 22, 17:30 (dir: João Moreira Salles)

Um documentário sobre um mordomo, sobre o cineasta e a relação entre os dois.

Jogo de Cena – quinta, dia 28, 13:00 (dir: Eduardo Coutinho)

O que é documentário e o que não é documentário… fazer sinopse desse filme estraga um pouco a história.

Apenas o Fim – sábado, dia 30, 12:00 (dir: Matheus de Souza)

Talvez se possa afirmar que é o primeiro filme indie brasileiro. Trata-se de um término de namoro entre dois universitários na Puc do Rio. É uma delicinha de assistir…

April 13, 09:42 AM


Dia 19 de abril finalmente será lançado Portal 2, seqüência de um dos jogos mais divertidos e aclamados da ultima década. E desde o ano passado como parte dos eventos para divulgação/aquecimento a Valve tem feito muita coisa legal com a série, como os ótimos videos Aperture Investment Oportunities e a distribuição gratuita da versão para PC/Mac de Portal 1 durante uma semana. Agora eles deram um passo além e vão mostrar o que aconteceu na história entre os dois jogos através de um webcomic gratuito chamado Portal: Lab Rat!

Cheio de sacadas sarcásticas (como quase tudo da história desse jogo) no fim das contas o webcomic mais levanta perguntas que respostas. Mas é muito bom rever vários elementos importantes da franquia (Companion Cube <3 ) sob um outro ponto de vista. Falando em vista, os desenhos do artista [insira nome do desenhista] ajudam bastante a criar o clima de insanidade que a história demanda (e a piada desse parágrafo só será entendida por quem jogou Portal, provavelmente!)

Alem de poder visualizar a história no site oficial a Valve também disponibilizou uma versão completa do webcomic em PDF para download, além de wallpapers e todas as páginas em alta resolução sem os balões de diálogos. Para aqueles que querem tentar achar possíveis easter eggs essas imagens são um prato cheio! :D

Para ler Portal: Lab Rat basta acessar o site
http://thinkwithportals.com/comic/

April 08, 05:32 PM


Ontem começou aqui em São Paulo uma nova exposição na Cavalera Art Projects chamada Fantasia, do pintor e desenhista Anderson Rezende. Segundo uma rápida pesquisa que fiz essa é a primeira exposição individual dele, e é inspirada principalmente por sonhos e fantasias (como o nome bem diz!). Animais imaginários aliados a frases que levantam questionamentos morais compõem alguns dos trabalhos que estão expostos logo na entrada da galeria.

As obras do artista usam materiais muito variados (indo desde coisas normais como nanquim até maluquices como cloro, cera de abelha e suco de limão!) e as composições misturam muitos desses materiais em um único “desenho”. Achei bem legal o resultado, e talvez por uma semelhança de temas as obras expostas me lembraram bastante os trabalhos do Dave McKean na série Sandman.

A obra que eu mais gostei entre todas foi uma imagem composta através de vários quadros diferentes. Imagino no futuro esses mesmos “pedaços” sendo misturados com outras obras e formando uma composição totalmente nova!

Inaugurada em outubro de 2010, a Cavalera Art Projects tem como proposta mostrar trabalhos de arte contemporânea de artistas brasileiros e internacionais, e geralmente todas as exposições que rolam por lá são gratuitas. Essa foi a primeira exposição deles que eu visitei, e gostei bastante :D

Quando: De 7 de Abril à 31 de Maio de 2011. De terça à sábado, das 12h às 19h
Onde: Cavalera Art Projects – Al. Lorena 1922, Jardins, São Paulo
Quanto: De graça! :D

Posts

January 20, 12:33 AM

Porque alguém tem que falar dessa desgraça

Tenho consciência que tenho o dever moral e que todos esperam que eu diga que devemos sempre usar camisinha, filme plástico, dental dam, luvas e outras paradas chaterrimas  para amar sem risco, mas ninguém aqui está me pagando por um aconselhamento profissional então vou dizer a real: NÃO É FÁCIL nem pra pessoas super informadas  e conscientes fazer uso dessas paradas e ser feliz ao mesmo tempo, quem dirá o resto.

- Acho que meus leitores são grandinhos suficientes para podermos pular a parte do chupar bala com papel, essa expressão é utilizada puramente para ridicularizar quem concorda com ela, como se fosse um absurdo dito por imbecis pouco evoluídos que não sabem lidar com sua própria sexualidade. Let’s get over it.

Sei teoricamente e empiricamente que é possível se obter prazer praticando sexo seguro, tanto que deixei claro no título do post que não estou falando disso. Sexo seguro e gostoso é aquela coisa linda com qual não precisamos nos preocupar porque já está rolando perfeitamente. A dor do sexo seguro sem prazer é que inevitavelmente uma hora os envolvidos tem que escolher entre prazer ou segurança, e nossa cabeça está cheia de hormônios essa hora, afogada num conflito entre o medo de ficar doente/engravidar e a vontade de terminar aquilo que começou, gozar e… e só gozar, é só o que se quer, sentir a pele e gozar. Um conflito de merda, diga-se de passagem, que cria muito problema pra muita gente (e é comum escolher gozar).

Existe sim implicações físicas nos usos de barreiras de proteção que fazem com que o sexo seja menos prazeroso. No geral não são implicações infinitas impossíveis de contornar, o que não quer dizer que vamos querer encarar sempre. Ou conhecemos pouco o parceiro, ou nos conhecemos pouco, ou temos poucos recursos, ou o tesão está muito grande, ou a paixão está muito grande, ou o ego está… enfim, uma porção de coisas podem atrapalhar a decisão consciente e fofa de sempre usar preservativo e foda-se o prazer. Isso sem falar nas pessoas que DE FATO não conseguem. Eu mesma já conheci um par de homens que simplesmente não podem manter uma ereção e uma capa de látex ao mesmo tempo.

O GRANDE LANCE aqui é que a menos que vocês tenho trocado exames, nada te garante que no momento crucial do vai sem camisinha mesmo o fato de confiar na pessoa vai te salvar de uma infecção. E o quanto isso importa pra você? Quanto importa para os envolvidos? Quantas consequências você vai assumir, quantas as outras pessoas estão dispostas a assumir. Meu cu que pensam nisso. Mal se pensa trepando, é raro a coisa rolar com consciência extrema de tudo, saúde é o que interessa e o resto não tem pressa se diz, e o prazer sei lá onde fica. No final você pode querer ser ético, inteligente, protetor mas alguém tem que pensar no seu prazer, e pro bem ou pro mal, um egoísmo que trouxe nossa espécie até aqui pode salvar sua noite. Talvez não sua vida, mas foda-se, sexo é para desfrutar não para frustrar, certo?

Sei lá,  queridos, só queria falar isso. Um dia escrevo sobre o direito de não usar, o que é outro tema, e aí dou detalhes do tipo aula de biologia.

obs .:

—- Ces entenderam a parte do não estou falando de sexo seguro delícia que sei que existe, né? Ah que bom, só pra garantir.

—- e sim, to falando de sexo envolvendo pênis e entre pessoas que acham minimamente necessário em algum momento ter penetração. Sexo entre pessoas que tem vagina é feito sem proteção por motivos diferentes, geralmente bem anteriores ao momento do sexo. Quando possível falarei só disso, prometo (sapas do meu Brasil, me ajudem)

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December 28, 09:00 PM

Pode parece piegas e clichê, mas é real num nível que nem todo mundo está disposto a assumir. E como quase toda coisa piegas e clichê, pouca gente para pra pensar no significado.

Desculpa se pareço romântica mas juro que tô segurando a onda, isso vai ter um objetivo prático (não que isso dê grande valor, mas). Conhecer pessoas, no sentido literal, bíblico, superfícial, qualquer um, é uma oportunidade de conhecer um mundo novo. Esse cara que você conheceu esses dias aí, numa festa, pode ser tão branco esquerdista indie, 1,80m, filho de italianos e estudante de ciências sociais quanto outro cara, de uma outra festa, mês passado que também tem todas essas características, mas é OUTRO MUNDO.

Sérião, caras, saca só: o fato de mais de uma pessoa gostar de 100 discos iguais, não quer dizer que todas sintam a mesma coisa ouvindo cada música, um pode ter ouvido uma quando acabou um namoro e outro numa viagem de ano novo na qual conheceu alguém especial. O primeiro vai ficar triste e o segundo feliz quando ouvirem a mesmíssima canção. Informações sobre as pessoas são só dados e não somos feitos de dados, somos feitos de experiências quase impossíveis de qualificar e mensurar. Dei esse exemplo mínimo porque é fácil de entender e porque vai (eu espero) acabar com as chances de nego vir dizer que vivemos uma massificação cultural que faz todo mundo ser igual. Faz nada, só parece, mermão.

Pra não dizer que não falei de sexo… ficar/namorar/trepar com pessoas também não é igual só porque aparentemente todos tem intenções parecidas, repertórios quase iguais de palavras para cantar ou demonstrar sentimentos, de movimentos, ordem e posições etc… é igual porque você nem ao menos olha pra pessoa e já acha que é. Eu sei que tem muita gente sem graça no mundo que não faz o mínimo esforço para mostrar quem é de verdade, aceitando máscaras fáceis de comportamento e personalidade; mas mesmo essas no final das contas são únicas e isso é genial. Pelo menos é o que faz minha vida valer a pena, sentir essas criaturas únicas e saber que tive o privilégio de conhecê-las.

A parte prática desse texto tem duas partes. A primeira é expressar meu desejo pessoal de que os leitores que ainda não se tocaram disso parem para pensar e passem a aproveitar melhor suas vidas, experimentanto mel de cada florzinha, que nem uma abelha :v (não to dizendo pra trepar com elas, note). É bom e é bom que saibam que vocês também são únicos e que quem apreciar seu todo só vai apreciar esse todo em você, nos outros vai ver só cópias de pedaços (fazendo outros inteiros interessantes, quem sabe). A segunda parte é, como sempre, mandar um monte de gente ir plantar fava (estou gentil hoje) e parar de mirinzagem nos julgamentos e se precipitar menos ao ver e ao expressar as coisas.

Como eu disse no twitter esses dias,  “que tal todo mundo parar de transformar o próprio viés em fato e simplesmente assumir que tem uma experiência que leva a uma opinião???” e “’TODO X é Y’. a menos q essa conclusão seja resultado de ciência criteriosa, significa “todo x que conheci entendi subjetivamente que é y’” O primeiro é a proposta e o segundo é a explicação técnica de gente que ama lógica, mas é tudo a mesma coisa no fim das contas.

Explico: ao ter duas ou mais experiências que compartilhem um mesmo adjetivo, ainda que não seja o único nem o principal, apenas uma simplificação preguiçosa, a pessoa pega alguma característica em comum das pessoas das experiências e afirma que a característica leva necessariamente a experiências que levam o tal adjetivo. EXEMPLO: conheço times de basquete e eventualmente dou pra alguns jogadores, 3, digamos. Todos os três me chupam e nenhum me faz gozar dessa forma por diversos motivos e eu estando puta simplesmente entendo que são todos incapazes. Aí eu digo pras amigas todas que jogador de basquete tem o defeito de não saber chupar direito uma boceta e… GENTE que absurdo é esse? O exemplo é babaca justamente pra quem não se tocou disso ainda poder se tocar. É babaca sempre. SEMPRE. Ainda que a característica em comum seja menos aleatória e aparentemente relacionada com a experiência, como por exemplo “todos os caras divorciados com mais de 40 anos são egocêntricos e tem medo de se relacionar”. O fato de que a afimação é um amontoado de conclusões precipitadas com amostragem ridícula permanece. Btw, a entidadade *todos(as) meus amigos(as)* ainda é amostragem ridícula.

Juntando os pedaços do texto temos que pessoas que simplificam todo mundo e fazem irresponsavelmente afirmações falaciosas tristes, que por sua vez se espalham mais que fogo em mato seco, preparam outras pessoas para simplificarem e fecharem os olhos pras diferenças tão reais que cada indivíduo tem. Aí geral vê essas diferenças considerando-as detalhes sem importância ou mesmo fingimento e consequentemente perde as chances de ver todas as cores lindas que o mundo tem e ter uma vida mais interessante e gostosa. Parem com isso >< por favor.

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November 11, 10:54 PM

O bom de falar de orientação sexual é que todo mundo sabe o basicão. Heterossexual é menino com menina e homossexual é menino com menino (gay) e menina com menina (lésbica). Ou sabe o básico e inclui aí que bissexual é menino ou menina que gosta de menino E menina. Quem é espertinho até consegue sacar que o T de LGBT não é uma orientação e sim uma identidade de gênero, conforme falado aqui nesse post anterior.

Só que como sempre a coisa não é tão simples e encaixotada asism, fácil de classificar, colocar rótulos, data de validade e arrumar a humanidade bonitinha nas prateleiras da sexualidade.

Pra começo de conversa, tem que ver se essa hétero homo ou bissexualidade estão sendo encaradas como opção, genética, identidade culturalmente construída ou sei lá o quê, isso pode ser a diferença entre uma opinião homofóbica e não-homofóbica. Depois ainda tem um critério prático de classificação: se é só sexual, só emocional, se é ambos, se o critério chega a separar emocional de sexual etc. Não acaba aí, temos que ver também se consideramos o gênero do parceiro segundo sua identidade ou seu corpo ou se só consideramos ambos juntos (e consequentemente só consideramos como parceiros possíveis pessoas cisgênero*).

Pra termos desse post aqui que embora pretenda ser informativo está ofogado nas minhas opiniões, vou escolher critérios que considero bons critérios para não excluir ninguém. Considero orientação sexual como não sendo necessariamente genética, nem necessariamente opção, sobrando portanto, chances bem grandes de ser uma identidade. Também considero que é possível separar sexual de emocional em vários níveis e que seja possível alguém ter mais de uma orientação, nos diferentes níveis.

Enquanto alguns consideram homossexual aquele que se atrai por alguém de genitália igual e heterossexual aquele que se atrai por alguém de genitália diferente, considero para dizer o gênero do outro a identidade deste, então nesse caso homem cis = homem trans, por exemplo, ainda que seja opção riscada da lista da MAIOR PARTE das meninas hetero e meninos gays.

refazendo:

heterossexual: pessoa que se atrai emocional e/ou sexualmente por pessoas do gênero oposto, ou seja, menino por menina e menina por menina. Estamos considerando um mundinho binário mas variantes com pessoas transexuais que tenham identidade diametralmente opostas um do outro também podem ser colocados aqui (se sua classificação ignora genitais).

homossexual: pessoa que se atrai emocional e/ou sexualmente por pessoas do mesmo gênero, identitariamente, na minha classificação e por pessoas que tem o mesmo órgão gential que o seu, em outras classificações. Menino com menino, menina com menina.

bissexual: pessoa que se atrai emocional e/ou sexualmente por pessoas de mais de um gênero. Se considerar um mundo binário, por pessoas de ambos os gêneros, então é menino com menino OU menina.

Se quiser parar de ler e ir stalkear seu ex  no face pode ir, se quiser aprofundar mais fica que vai ter bolo.

___________________

Pansexuais e assexuais. Que treta.

Começando pela parte fácil, pansexual é o nome dado por quem quer mandar pra pqp o binarismo de gênero implicado pelo termo bissexual. É aquela galera que gosta de pessoas independente do gênero, mas sem esse ar blasé de quem tem medo de dizer que é bi ou de quem diz apenas “gosto de pessoas”, e sim quem chuta o balde e já diz logo: sou pansexual mesmo. Agora atenção amigos, pan é uma palavrinha grega que significa tudo, mas não é tudo como Serguei no Jô sei lá quantos anos atrás dizendo que trepou com uma árvore, é todos os gêneros em pessoas, ser humano e tal.

Assexuais são pessoas que simplesmente não se interessam. Manjo bem pouco disso porque não conehço ninguém assim e porque os relatos que ouvi de quem conhece são desencontrados, uns dizendo que fazem sexo mas não se interessam em relacionamento nem gênero (tipo uns bissexuais que preferem ficar sozinhos) e outros mais pro lado celibatário por falta de interesse em envolvimento afetivo sexual. Outro ainda considerando só o envolvimento afetivo, sem sexo, uma amizade romântica, sei la. Eu pessoalmente não vou ficar cobrando que se decidam porque odeio monossexual** me pedindo pra me decidir e porque cada indivíduo é um, não preciso de caixinha para entendê-los, só tô explicando pra não entenderam muito errado as existentes.

Então, já que minha manjação do assunto é muito pequena deixo vocês com a gloriosa wikipedia:

Assexualidade é a ideia de orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual. Algumas pessoas acreditam que a assexualidade não é uma orientação sexual mas uma disfunção sexual.

mais aqui

É o que temos pra hoje, amigos, melhor parar antes que reclamem que este está muito grande. Prometo complicar conforme continua a série.

_______________________________

*cisgênero = pessoa cujo gênero biológico está em conformidade com a identidade; pessoa não-transexual.

**monossexual = hétero ou homo, pessoa que gosta de só um gênero, ou seja, que n é assex nem pan nem bi

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  1. Gênero, orientação, corpo, raios e trovões – #Gênero
October 21, 06:11 PM

Ser homem e ser mulher são coisas culturais, não apenas biológicas*****

Calma, eu sei que existem dois gametas diferentes, que a maior parte das pessoas é xy ou xx… Não estou falando só de biologia aqui, estou falando do que a humanidade entende por gênero. Acontece que o que a humanidade entende por gênero é cultural, uma vez que é uma idéia que nós inventamos (não tem uma placa homem e uma mulher no nosso DNA, a gente q escreveu a placa e pendurou lá). Eu não sei explicar isso muito bem, até mesmo entender é difícil, estamos afogados nisso, mas uma imagem pode ajudar.

Saca o Mogli, menino lobo daquelas histórias infantis? Que foi criado por uma loba e virou um selvagenzinho? Pois bem, se você é um camarada informado deve saber que pessoas como Mogli existiram e existem, assim como a lenda de Rômulo e Remo, que foi baseada no mesmo fenômeno. A coisa acontece quando uma criança perdida ou abandonada no mato, às vezes ainda bebê, sobrevive contrariando todas as nossas expectativas ao ser adotada por uma loba ou uma matilha. Como essa nova família não é uma família humana, a carga cultural de SER GENTE não será passada pra essa criaturinha. Essa criança é criada por alguma loba que a amamenta, ensina e protege como se fosse seu filhote. A criança não cresce como um humano, cresce como lobo (corpo desajeitado, sem aqueles pelos todos, sem ser quadrupede, sem caninos poderosos, mas, ainda sim, um lobo).

Pessoas que foram encontradas assim já crescidinhas sempre sofreram na mão de animais aleatórios que a quiseram domesticar, chamados humanos. Na nossa cabeça humana sempre cheia de boas intenções, no entanto, não era domesticar e sim curar uma lobice indesejável. No geral seu corpo pode parecer com o do menino lobo, mas anda nas patas de trás, o que é bizarro, usa roupas, o que é ridículo e faz sons bizarros que não são nem rosnados nem uivos, o que é mais absurdo ainda. A criança lobo não tem por que identificar com alguém de sua espécie, isso é forçar a barra. Ter um cérebro excelente não é suficiente pra que ela pense EPA, sou homem, não lobo, bora adquirir uma cultura aprender uma linguagem, ser racional, educado e voltar pra pobre da minha mãe que morre de saudade.

Os humanos que a capturam sabe que são humanos, mas não descobriram sozinhos. Vivem com seus iguais e aprendem que são como seus iguais e devem agir assim e assado, comer tais coisas, evitar certos animais e lugares, bem como absorvem pedacinhos de conhecimento acumulado pela fala e pela escrita. Criam pensamentos novos, registram, passam adiante, aprendem que são humanos, racionais, podem usar roupa para se proteger do frio etc. Ces entenderam né? Digam que sim.

Assim como pensamos “naturalmente” em palavras e não conseguimos fugir disso ainda que palavras sejam criações COMPLETAMENTE culturais, também nos vemos (a maioria) naturalmente mulheres ou homens, como se ser uma coisa ou outra fosse um fato dado, inexorável, definidor total de nossa expressão e papel no mundo.

Não vou reclamar de quem vê assim. Nossa cultura nos dividiu em dois: humano homem e humano mulher, assim como os lobos se dividiram de uma maneira mais primitiva (porem eficiente) em alfa e o resto. A gente aprende esses dois gêneros como aprendemos a ser humanos, ia ser difícil eu tentar convencê-los de que não são humanos, né?

A idéia de gênero vem em segundo lugar. Enquanto a idéia cultural de ser humano nos une a todos (bem, talvez não esse cara), a idéia de gênero cria um recorte que obriga todos a entrar no time dos meninos e time das meninas (dica: não podemos escolher o time, o médico/parteira que olha nossa genitália e classifica). Essa divisão pode incomodar e pode não fazer sentido. A de ser humano por não ter alternativa não vai ser nenhum processo doloroso, que fira nossa identidade (a menos, novamente, que você seja o guri do link anterior). O gênero fica então numa posição menos certa, mais flexível, até mesmo porque muitos papeis e detalhes comportamentais que tem gente que jura q são naturais e inerentes ao gênero genital são tendências que mudam ao longo dos anos até ficarem quase irreconhecíveis séculos depois, eles são acidentais, não necessarios. E porque nem biologicamente a coisa é tão exata assim.

***

Agora vamos ao que interessa. Não existe só homem e mulher e não existe apenas homem xy e mulher xx. Talvez alguns de vocês saibam que existe, por exemplo, as pessoas transexuais, tanto homens quanto mulheres. Tudo isso ainda está dentro do registro binário de gênero, que não é a melhor coisa do mundo, mas que pode ser salvo da completa inutilidade se abandonarmos a noção gênero-normativa de que a identidade deve acompanhar a forma do corpo.

Dentro desse esquema, as pessoas como eu, que tem identidade de gênero em acordo com o que seu corpo é, com sua genitália, com seu dna, com suas mamas, com o que deseja, com o que a nossa cultura aceita como sendo a combinação corretas desses fatores etc, são chamadas CISGÊNERO.

O termo transexual é a um só tempo um termo específico e um termo guarda-chuva, mais abrangente. No primeiro caso é só FTM e MTF, menino que vira menina e vice-versa incluíndo alguma alteração corporal e no segundo é para qualquer pessoa que ainda estando no registro binário, é qualquer outra coisa que não cisgênero (em outras classificações pode ser, ainda, pessoas não cis mesmo fora do registro binário).

Abaixo falo sobre os nomes que se dá pra cada caso segundo as definições mais usada pelas pessoas que estão alí no meio termo entre acadêmicos manjadores e leigos completos. Estas definições não se esgotam, não são completas, não são absolutas e podem mudar de descrição dependendo da teoria, da pessoa, do movimento, da época etc…

***

Definições rápidas rasteiras e incompletas:

Mulheres trans são mulheres registradas como homem no nascimento, com cromossomos masculinos e tudo, mas não se identificam com o gênero masculino e sim com o feminino e desejam ter corpo de mulher.

As travestis, por outro lado, que se sentem ok mantendo genitália masculina mesmo tendo identidade feminina (ou andrógina).

Do outro lado temos os homens transexuais, pessoas que tem identidade de gênero masculina e cujo registro ao nascer e corpo são femininos.

Homens trans também passam ou podem passar por procedimentos cirúrgicos de alteração de sexo que pode incluir a retirada dos seios e do aparelho reprodutor ou só dos seios. O tratamento hormonal também acompanha e isso para alguns pode levar ao aumento do clítoris, que ficaria como um micro pênis (ou só um clítoris grandão, que seja). Existe a possibilidade de se construir um pênis com carne do corpo da pessoa, mas é um troço super complicado, com poucas garantias e que não é atendido pelo SUS (que recentemente incluiu transição para homens trans).

As siglas FTM e MTF podem ser utilizadas para designar mulheres e homens trans. FTM = female to male = homem trans / MTF = male to female = mulher trans.

Como já foi dito transexual também pode ser um termo guarda-chuva que inclui travestis, transexuais já operadas ou ainda não operadas (pós-op e pré-op) mas que desejam passar por essa transição etc…

*

Outros nomes:

(no último parágrafo, deixa eu divagar primeiro)

Tudo que eu disse até agora (uma pequena exceção talvez para as travestis) está dentro da visão de mundo dividido em homem e mulher, mais ou menos como nossa genética define. Isso porque 1 – é mais didático assim 2 – a maioria esmagadora das pessoas tem que dar um salto muito maior para conseguir sair do registro binário, sair do gênero-normativo genital já ajuda.

Fora desse mundo, existem pessoas que simplesmente não se conformam em ter só esse ou aquele gênero, ou mesmo permanecer no mesmo até o fim da vida, ou em agir conforme o que está prescrito para aquela que é sua identidade, ou ter o corpo totalmente masculino ou totalmente feminino.

E enquanto algumas travestis se consideram mulher, dizendo que são mulher trans, e estão portanto, confortáveis assim, uma parte delas simplesmente não se encaixa nas caixinhas menina/menino, sendo um bom exemplo desses casos. Apenas um exemplo, tem muito mais gente assim, não só quem se denomina (ou é denominado) travesti. Independente do que faça com o corpo ou com as roupas ou com o nome, não se sentir como sendo nem mulher nem homem ou ambos ao mesmo tempo é uma coisa que pode acontecer em qualquer pessoa, com ou sem categoria, com o corpo assim ou assado.

agora sim, nomes:

Andrógino(a) Queer, Questioning, Crossdresser e outras palavrinhas em inglês são utilizadas para definir pessoas cuja identidade de gênero estão além do registro binário homem X mulher ou que não consideram que tem gênero, ou que assumem um mas tem uma vida totalmente alinhada com outro, enfim, tudo que você pode imaginar. A coisa é um mar de guerras semânticas onde todo mundo que, ao invés de brigar, simplesmente aceitar a auto-identificação dos outros ganha

***

Born this way:

“Nasci no corpo errado” é a explicação de muitas pessoas transexuais para sua transexualidade. Pode ser isso, eu que sou cis não vou saber dizer, o problema é que essa é uma daquelas afirmações que conquistam muita gente, são super intuitivas mas não são absolutas. A pessoa não necessariamente precisa se sentir assim desde que se entende como ser sexual (e não é logo que nasce) para que a coisa seja legítima, nem ao menos precisa decidir cedo, ou querer ser o esteriótipo daquele gênero etc. Boa parte das pessoas trans vão dizer isso – e boa parte vai estar sendo sincera – só estou dizendo que essa explicação não se esgota.

***

Doença:

Para que o tratamento hormonal e cirurgia de mudança de sexo sejam feitas em pessoas trans, em hospital público e tudo, no Brasil, a coisa tem que ser doença, uma condição a ser curada. Assim, ainda chamam a transexualidade de transgenitalismo, disforia de gênero ou outros nomes cheios de letras, que estão nas listinhas de enfermidades. Não vou nem discutir isso aqui porque rende muito assunto e estamos resumindo, só vou adiantar que não concordo que seja doença e que  o sistema de saúde bem podia arrumar outra justificativa e continuar fazendo esse trabalho.

_________________

*****AVISO IMPORTANTE:  pessoas, isso é um resumo extremamente resumido, uma ajuda pra nego que não faz idéia do que sejam essas coisas e gostaria de saber um tantinho. Essa é só uma mistura de algumas informações que coletei por aí com pessoas e textos e um monte de opinião minha, não leve tudo isso muito a sério, procure informação você também e esteja aberto a novas idéias.

Acadêmicos, manjadores, trans etc: eu nunca disse que sou ESPECIALISTA no assunto, só estou tentando dar uma luz pra leigos. Eu sei que existem níveis muito mais avançados desse assunto mas meu público não está todo nesse ponto, a ideia é q isso seja apenas um primeiro passo, tudo que outras pessoas mais ou menos fodas que eu disserem bem possivelmente é válido e talvez mais correto, então se quiserem criticar, fiquem avonts, mas levem isso tudo em consideração primeiro

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October 05, 08:32 PM

Esses dias me peguei pensando (de novo, é um troço frequente) em porque eu faço isso. Porque escrevo aqui, o que me faz gostar do assunto sexo, se isso é relevante, se não estou me engando, me iludindo, se terei algo pra oferecer pro mundo no abençoado dia que começar a trabalhar com isso de verdade e pans.

É claro que tem sentido, é claro que é importante, mas tive que ficar matutando para poder me justificar e explicar pro mundo que não estou pensando sexualidade a toa, que sou útil como outras profissões úteis.

Lá vai:

Pra começo de conversa, sexo é a fonte de muitas alegrias e de muito sofrimento, é ferramenta de ambos também, e de poder e controle social e pra ganhar dinheiro e toda sorte de coisas importantes. Ah, tem algo com o amor também, o que é especialmente importante pra mim, podem me chamar de brega.

Sexo dá prazer, sexo pode machucar quando não esta dando prazer e quando esta dando também. Sexo liga as pessoas, une, mistura, gruda e separa se o grude fizer mal para alguém ou para alguma expectativa (de alguém). Sexo é proibido. Não se engane, é bem proibido sim e não estou falando de leis anti sexo oral de estados americanos bizarros, tô falando daqui mesmo. É proibido com pessoa de certa idade, é proibido com gente do mesmo sexo, tem que ser razoavelmente esterilizado, tem que ser escondido, não pode ser entre pessoas que trabalham no mesmo lugar, não pode ter pelos, não pode ter cheiro, não pode antes do casamento, não pode fora do casamento, não pode com parentes, não pode com amigos, não pode com meia…

Quem dizer ei comigo não, isso é relativo… bom, comigo também não, graças a todos os deuses. Não muda o fato de que parte do que eu falei alí em uns lugares é lei, em outros da demissão, em muitos é só mal visto o suficiente para te render um espancamento e quem sabe morte, podem te acusar de destruir lares dependendo da sua modalidade de sexo proibido etc.

Pessoas foram e são mortas por fazerem sexo, pessoas matam fazendo sexo, pessoas são abandonadas por famílias e instituições por fazer sexo. E você ainda acha que sexo não é problema? Bom, não é por culpa própria, é porque temos esse péssimo hábito de sermos humanos, temos cultura e consequentemente regras e punições para quem não se adéqua a elas.

Desculpa falar tanto de morte, é que pra algumas pessoas só a morte convence de que um assunto é digno de nota, estudo, atenção e amor. Tem uma coisa essencial para morte e tudo mais que parte do sexo: vida. Eu estou aqui como consequência direta de um sexo. Você também se não for uma raríssima exceção de proveta ou inseminação. Em todo caso alguém te gozou em algum momento e alguém teve ondas de tesão quando te ovulou, o sexo está em toda parte. Essa coisa faz a gente nascer! Na boa, como dá pra achar que isso é um assunto leve e de fácil manutenção? Todos os problemas e todas as coisas boas pelas quais os humanos passam só acontecem por que existimos, nascemos, estamos aqui sendo a gente nesse planeta e só porque nossos pais biológicos em algum momento treparam, desejando ou não nossa vinda, nossa vida, nossa miséria ou seja lá aquilo que você e o mundo fizeram de si. A coisa é tensa de grande.

Tem anticoncepcional, tem camisinha, tem pílula do dia seguinte… aham, e se tudo isso falhar, o fato de que você não queria ser responsável pela existência de um novo ser humano não vai ser levado em conta em boa parte do mundo, tipo do Brasil. E tem gente que também acha que aborto é assunto irrelevante, coisa de feminista (que eu sou, btw).

Mas pan, sexo é só prazer. É. Não vou precisar comentar sobre estupro e outras atividades não consensuais né? Ah, que bom que já entenderam.

E claro, sexo dá grana. Pra boa parte de vocês inclusive. Move o mundinho, a gente compra uma quantidade infinita de coisas para ficarmos bonitos e raramente isso não tem em algum ponto a intenção de ficarmos desejáveis para alguém com quem eventualmente faremos sexo.

Ter prazer, criar vida, ter poder sobre as pessoas, se tudo isso em algum momento passa por sexo e sempre passou. Faríamos mesmo se não houvesse cultura, e tendo criamos um mar de encanações grandes o suficiente para fazer algo simples e bom se tornar um problema, uma violência, uma regra, uma questão.

É por isso que me importo. E não só me importo, também amo. Amo estudar entender ajudar ouvir e pegar essas pecinhas, juntar, desmontar de novo e ajudar as outras pessoas a montarem também, e tentar tirar as partes ruins, amenizar os problemas grandes ou pequenos. Alguns sofrimentos que levamos a vida toda por causa de uma neurazinha só, ridícula, só acontece por ser alguma coisinha proibida e coisas proibidas ficam escondidas, crescem, apodrecem, corroem a gente por dentro. Outros são grandes e violentos, e nascem de lições sobre proibições e poder e necessidade que aprendemos durante a vida e que podem se transformar em monstruosidades.

Tudo isso pode parecer vago, mas é porque só estou tentando dizer o quão relevante é e por que me sinto responsável por passar pra frente tudo que eu puder de positividade (porque mais regra não ia adiantar para ninguém). Esses pequenos e grandes dramas são as coisas que falo e ainda vou falar no blog, não tem mistério, é só ler, perguntar, me chatear, sei lá. Estou aqui e esse é o melhor de mim, vou fazer com ou se justificativa, mas ai está se mais alguém precisar

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September 19, 05:11 PM

E vai ter população querendo arrancar o couro deles até q estejam bem presos como fazem com casos altamente televisionados de assassinatos de crianças/parentes? sei não

Não sou a favor de copiar e colar coisas e sei que estou um tempo injustificavelmente grande sem escrever, mas li isso e o texto original diz tudo. O original está nesse post do blog do André Forastieri no R7

Uma adolescente de catorze anos foi levada para a cadeia e estuprada.

Quantos dias? Quatro. Quantos homens? Perdi a conta, explicou depois a menina. Foi no Pará, na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Santa Izabel, a cinquenta quilômetros de Belém.

A menina foi resgatada este sábado pelo Conselho Tutelar da cidade. Ela foi aliciada na segunda-feira, doze de agosto, por uma mulher, e levada para a Colônia Agrícola. Lá foi drogada, espancada e estuprada por vários detentos, sempre sem camisinha. Não estava sozinha. Tinha companhia de outras duas garotas, uma de 13 e outra de 17 anos, que foram igualmente abusadas dentro do presídio. Hoje, a menina está passando por exames para comprovar os estupros e ser testada para doenças sexualmente transmissíveis.

A história parece velha? Não, aquela era outra, em 2007. Também foi no Pará que uma menina acusada de furto ficou na mesma cela com um bando de homens, em Abaetetuba, e também judiada. As autoridades que colocaram a garota na cela foram punidas? Aconteceram algumas demissões e não passou disso.

O nome do diretor da prisão de Santa Izabel é André de Albuquerque Nunes. Ele e mais 20 agentes penitenciários que estavam trabalhando nesse período foram exonerados pelo governador do Estado. É menos que pouco, é nada. Pouco seria prisão preventiva. Histórias como essa despertam o que há de mais vingativo e pérfido na mais mansa das criaturas. Na prática, só por uns minutos.

O novo caso está sendo investigado pela Divisão de Atendimento ao Adolescente e corre em segredo de Justiça. Vai dar em nada, porque amanhã esquecemos de tudo, e esquecemos porque não nos importamos. Não são nossas filhas. São umas pobres caboclas, índias, negrinhas, analfabetas, sem pai nem mãe, sem história nem utilidade, e como elas existem mais milhões neste Brasil. Danem-se

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April 13, 03:26 PM

Três níveis, o primeiro nível é o fisiológico.

Ânus é um conjunto de anéis musculares que quase todo animal tem, um dos mais importante e primários buracos deste reino, o contrário da boca, onde todo resto do nosso alimento ganha novamente o mundo. Tem muitas terminações nervosas e muitas opiniões nervosas a seu respeito. É um lugar sensível pra cacete, lugares muito sensíveis dão tanta dor e prazer pra gente que não tinha como passar sem interpretação culturais acaloradas sobre seu uso. Assim como clítoris, glande, nuca, joelho, pulso, virilha, mamilos e outros lugares sensíveis, nosso cu pode nos dar prazer quando tocado, lambido, penetrado etc. Simples assim. É só uma parte do corpo que leva sinais pro cérebro.

Assim como as outras partes do corpo só ser sensível não quer dizer que todos tenham a mesma sensibilidade. Dor, prazer e cócega são sensações que diferentes pessoas podem ter num mesmo local, afinal cada um tem um corpo. Então mesmo que a gente já pare a conversa aqui, já tem gente que não gosta de brincadeiras no cu pela própria forma do cérebro entender estímulos, e gente que gosta.

O segundo nível é a relação ativo/passivo

Idéia primariamente heterossexista que infelizmente muito homo considera relevante, especialmente homens =/

Entender que algum tipo de penetração sempre põe os evolvidos em posição de ativo quem penetra e passivo quem é penetrado já é idiota. Não falo da mecânica, ela está implícita no verbo, e sim da atitude. Como se quem enfia estivesse ativamente enfiando e quem estivesse sendo penetrado estivesse passivamente recebendo isso que lhe acontece, simplesmente deixando, não tomando uma atitude, participando como a pessoa que aceita enquanto a penetrante é a que impõe. Ô preguiça.

Ser, ou melhor, estar passivo ou ativo é questão de atitude e só funciona em contextos onde esse dualismo cabe, nem sempre isso funciona pra começo de conversa. Ativo só da prazer ou só recebe? Quem dita o ritmo? Quem enfia o que onde? Existe ALGUMA penetração na relação em questão? Essas perguntinhas já deixam o conceito frágil, aí é só você lembrar que mesmo quando o sexo tem penetração geralmente NÃO se resume só a isso então pronto, desaquenda, para de achar que a gente nasce e morre em um dos lados dessa moeda ilusória. Até em prática sadomasoquista dá pra relativizar esse assunto de quem está por cima na cena então tenta pensar direitinho esse assunto. Vê se sexo tem que ser sempre assim monolítico, fio na tomada, macho e fêmea. É difícil desconstruir essa parte, mas é gratificante.

O terceiro nível é o gênero.

E, jesus, que tremenda confusão a galera faz. Além de achar que só existe gente passiva e ativa e que são respectivamente exclusivamente o penetrado e o que penetra, rola uma insistência irritante em fazer uma relação disso com gêneros ser obrigatória. Aí fica sendo a mulher a passiva o homem o ativo, o homem gay que dá o passivo o homem gay que come o ativo e lésbicas…. o q não tinha pensando em lésbicas porque sem pau não tem atividade? Tudo bem, algumas delas pensaram e fizeram o favor de se enfiarem nessas caixas absurdas, ouvi dizer de lésbica ativa que só dá prazer (querendo dizer tocar penetrar lamber) e lésbica passiva que só recebe essas coisas. Outras fazem uma terceira caixa chamando-se participativas. Só coisas que ouvi dizer, de algumas, graças a deus não existe consenso quanto a essa bobagem.

Chato é que fica numas idéias sexistas e heterosexistas de homem para ter masculinidade tem que ser ativo, ou seja, penetrar e ter atitude e que a mulher para ter feminilidade tem que ser passiva, ser penetrada e aceitar. Junta o tema anterior e esse, rasga amassa e joga tudo na fogueira. O que sobra é o que você quiser.

Agora é o quarto passo, esquecer todo o resto. Abandonando todas essas normas o espaço fica livre para que se possa construir em cima sua própria sexualidade, sem se moldar às expectativas alheias, vivendo sua própria verdade. No final das contas você pode querer ser só uma coisa ou outra, mas não por regra, não porque te enfiaram nessa caixa, e sim porque você quer. E aí se você, garoto ht que gosta que sua namorada coloque o dedo dela em você, poderá fazer isso sem sentir que está ferindo sua identidade, afinal é só prazer, ou que mais coisas sentimentais você quiser envolver no processo. Você garota ht, pode fazer isso sabendo que o que ele quer é você aí dando prazer pra ele, e não um cara.

E não termina aí. Meninas que não gostam de dar o cu não gostam e só, não é por ser menina que você tem a obrigação de liberar todos os buracos pro namorado. Meninos homo ou bi que também não gostam não precisam fazer só porque é isso que gays fazem, gostar de ser penetrado não é o mesmo que gostar de homem. Garota bi ou lésbica que tem crise porque sua namorada quer que você a penetre com um cinto… o mercado de homem é fácil, se ela quisesse um pênis real alí consiguiria fácil, ela quer você, quer prazer, só.

Desencana, povo ><

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  1. Gênero, orientação, corpo, raios e trovões – #Gênero
February 23, 03:38 PM

Eu, uma porção de amigos, meus familiares e provavelmente vários de vocês tiveram palestras ou aulas de educação sexual na escola quando adolescentes. Elas abordavam os seguintes temas: camisinha, dst, reprodução, pênis, vagina e fotos-horrorosas-de-genitália com sintomas-de-dst-em-estágio-avançado-sem-tratamento. Isso não é educação, isso é política de terror. Educação é falar que a gente tem que deixar a carne bem passada para não sermos comidos por dentro por uma solitária.

Tudo bem, sei que desenho de uma solitária com seus dentinhos presos no nosso intestino também causa horror e que também é um alarme, só fotos e desenhos  de vermes não envolvem muito profundamente a afetividade, identidade, ego e os desejos de uma pessoa. Talvez o cara ame carne mal passada, mas talvez tenha amado bem mais aquela menina que com 15 anos o agarrou na escada do prédio e queria uma penetração alí mesmo, quando o pavor das fotos de cancro mole e crista de galo não fazem efeito nenhum. Afinal ela era linda e cheirosa, cancro mole é coisa de gente que a gente não conhece.

O que se pretende nessas aulas de biologia é ensinar a população boas práticas de higiene que evitam que uma porção de infecções, parasitoses, mortes e gastos com saúde pública e que permitem que todos possam viver mais felizes, produtivos e saudáveis. Quando bem ensinadas e aplicáveis (saneamento básico costuma ajudar nisso) essas informações diminuem a taxa de mortalidade infantil, por exemplo, o que faz um efeito danado.  Só que quando vai chegando o fim do ano, essa mesma aula de biologia começa a ensinar sobre reprodução e da reprodução vamos pro sexo, de sexo vamos pra DST e bora todo mundo lavar o alface, digo, bora todo mundo aprender que se deve colocar a camisinha assim e a camisinha assado e assim ninguém terá nem filho nem aids, só se quiser

Percebe a merda? Se não percebeu dou um exemplo: Na minha rua, onde as pessoas tem escola, comida, carro, tv e internet (nem que seja na lanhouse da esquina) uma porção de meninas da minha idade tem filhos grandinhos. Elas engravidaram ainda em fase escolar, sem intenção e sem inocência e todas sabiam como colocar camisinha e que se deve usar. Será que tinha uma droga na água do meu bairro que fez com que todas elas e todos os pais (não faço idéia de quem sejam) esquecessem das aulas de biologia ou campanhas de carnaval? Não, não tinha. Isso é sexo. Tesão, orgulho, clima, romance, química, cheiro, urgência, macheza, mulherzice, coragem, expectativas (do indivíduo e da sociedade), cobranças (idem), imagens excitantes na cabeça, mais tesão…. um caldeirão de hormônios fervendo. Como uma política de terror maniqueísta que funciona com parasitas vai funcionar com uma complexidade dessas? COMO?

Frente a tudo isso é de se esperar que todos saibam lidar bem com seus sentimentos e desejos e possam pensar racionalmente e friamente sobre suas escolhas como fazem na hora que preparar o almoço? Qual é povo, claro que não.

Até agora só falamos das consequências nas quais o estado eventualmente gastaria, e é bem por isso que rolam campanhas e educação a esse respeito, pelo mesmo motivo que rola a respeito de dengue e solitária. Só que não só não funciona muito bem, como não abarca toda a sexualidade. Não é aula de educação sexual, é aula de reprodução+dsts e só.

Uma educação sexual coxinha além de ajudar pouco não faz quase nada para conscientizar sobre outros temas como consentimento, orientação sexual, estupro, sexismo, cultura, relacionamentos abusivos, auto-estima, imagem corporal, pornografia, expectativas etc. Não fala e não gera discussão, não provoca reflexão nem questionamento, fica tudo no como não pegar doença nem engravidar e só. Além disso geralmente não inclui (ou inclui muito pouco e considerando como um terceiro não presente) as seguintes realidades: homossexuais, transexuais, bis etc, vítimas de abuso, pessoas com deficiência, pessoas em relacionamentos não tradicionais, profissionais do sexo e por aí vai.

Da crítica creio que seja possível tirar uma boa conclusão do que acredito que seja uma boa educação sexual. Isso e qual devia ser o objetivo e o método são coisas nas quais ainda estou pensando e gostaria de saber a opinião dos leitores sobre isso.

Ah sim, peço desculpas por ter ficado longe esse tempo todo e não espero que me perdoem. E agradeço aos puxões de orelha de quem me pediu pra voltar logo, seus lindos.

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  1. Sexo é importante, porra!
December 27, 07:29 PM

Gostoso como a cena do vídeo abaixo, do filme Death Proof que é muito bom e se você ainda não viu está perdendo tempo.

Sei que não valho nada e abandonei vocês, mas em janeiro tô de volta sem falta (até mesmo porque já escrevi algo) e provavelmente mais animada agora que a pior parte da faculdade passou e logo será o último ano e ficarei de bowie e porque arranjei várias boas leituras sobre sexo e ficarei fera com elas.

Aquele abraço!

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  1. Sexo é importante, porra!
November 29, 05:49 PM

Amigos nerds tetudos hetero, essa é pra vocês =D

Tenho lido uns mimimis a respeito da mal falada friendzone e me sinto na obrigação de dar meus dois centavos.

Vamos começar definindo, de forma direta e sem metáforas-piada. Friendzone é a situação na qual um menino tímido (meu cu q você não é) está apaixonado por uma menina, os dois tem uma amizade bonitinha, mas ela não corresponde o sentimento dele.

Aí o mimimi começa quando o camarada passa a achar que a garota está sendo injusta com ele ou, caso ele a ame demais, que deus está sendo injusto, o universo, sei lá, alguém que não ele mesmo. Se o cara é realista (e mesmo assim está tentando) ou se de repente ele cria uma noção das coisas e consegue observar um pouco de fora, ele passa a se achar um idiota. Aí é um mimimi onde a auto-esteima já estragada do maluco piora.

Guess what? Pôr a culpa na cocota, nas amigas da cocota, nos seus amigos, na sua gordura, na sua magreza, em deus, na inexorabilidade da sua solteirice e na sua própria idiotice não vão te fazer chegar a lugar nenhum.

Calma, não vou dar dicas, não vou dizer o que vai te ajudar, isso é imprevisível e é bem que provável que nada. Bora continuar a analise fria e distante.

Uma coisa que rola muito quando você está nessa pindaíba (e por incrível que apreça eu entendo um pouco disso) é mais do que sofrer de sofrimento, a pessoa sofre de dúvida. Algo como meu deus por quê? Por que ela me abraça e diz que me adora e não quer ficar comigo, por que ela me ama como irmão, por que ela liga pra mim quando briga com o namorado, por que me chama pra casa dela quando os pais foram viajar e não dá pra mim, por que ela sorri tão linda e me dá indiretas, por que ela é tão intima comigo e não quer me dar nem um beijinho sequer?

Amigo, não quero ser curta e grossa mas… ela te usa de travesseiro porque você É um travesseiro. Ela bota sua cara lá pra chorar e você devolve sendo super fofinho e passivo. Porra, quem não viciaria nisso? Meninas que curtem ter caras na friendzone curtem isso e é só o gosto delas, gosto não se discute. SE VOCÊ QUER fazer esse papel pra elas não reclame. Eu disse travesseiro? ain, sorry, ela jamais se esfregaria em você até gozar numa noite muito solitária.

Ok, eu entendo que você fica sendo legal porque 1 – você gosta dela e é isso que a gente faz quando gosta 2 – você acha que se ela te tiver em alta conta e tiver uma imagem positiva de você isso melhora suas chances de demonstrar seu carinhos mais hmm… fisicamente.

Então, quando você começa a chorar pela friendzone é porque você já percebeu que não está funcionando, que ser travesseiro não transforma ninguém em banquinho da bicicleta. Tomar consciência é ótimo, mas tem que ser completamente. O time tá perdendo, mexe nele ou então pára de choramingar.

Pera, isso ainda não é uma dica. É só um pare de me encher o saco com seus gemidos, por favor.

Agora vou contar uma coisa: eu escondi uma carta na manga, não citei a dúvida derradeira e você sabe qual é, não sabe? Sabe.

POR QUÊ ELA FICA COM ESSES CARAS CANALHAS CAFAJESTES QUE NÃO TRATAM ELA QUE NEM UMA PRINCESA COMO EU?????

opa!

Já me deparei com variantes dessa várias vezes e acho que só depois de ter me apaixonado por um cara que foi malvado e malandrops comigo quando me conheceu (MAS QUE É UM GENTLEMAN) é que eu entendi como isso poder acontecer e não ser injusto. Porque, né, injusto seria nos casos em que a mina realmente tá com um babaca e não você, pode ser que ela se odeie e precise ser tratada mal de verdade pra se sentir confortável, e aí o problema dela é BEM maior que o seu, desencana.

Enfim, voltando, eu encontrei uma explicação inspirada por muitos depoimentos de caras assim (nerds ou não) e dei uma boa resumida no seguinte diálogo:

Desculpa a falta de acento ^^

Bom, amigos, caso não tenha sido suficiente vou explicar. O cara que é muito legal, é muito legal mesmo e é ótima a presença de pessoas legais. Só que ser legal em si não causa atração, isso faria a gente querer casar com o papai noel. Claro que tem gente que gosta de caras como você, mas se você já tivesse encontrado essa linda nem estaria lendo aqui, então esquece esses casos e vamos em frente com sua eterna amiga. Ser de alguma forma ameaçador, por outro lado, é uma característica desejável para reprodução, um ponto a mais da escolha de conjuntos de gene, o cara que é só legal 100% do tempo vai fazer o que quando um urso entrar na sua caverna? Carinho nele?

Calma eu vou vou ficar só no uga uga darwinista. A impressão que eu tenho (e isso é bem pessoal mesmo) e que eu já tive com depoimentos de outros caras e de mulheres hetero em geral é que se a pessoa é só muito carinhosa ela no mínimo não via conseguir fazer sexo. Ainda que seja um sexo super amoroso daqueles onde a gente nem fala putaria. Sexo e coisas sensuais e conquista é um troço que envolve um quê de violência, de agressão, de conflito.

Segura essa emoção porque eu não disse que gosto de violência e acho que ela jamis se justifica. A violência aqui é aquele jogo romântico/sensual mesmo. A prória coisa de seduzir se parece muito com caçar (aliás, saca esse post e vê se aprende), só que não é ei você nem me viu e já te matei, é mais um saca só como sou perigoso e vou te matar de tanto gozar, GATA. Entende? É uma agressividade no sentindo de o par não ser duas lesmas que nunca vão se atracar porque pedem licença e passam lado a lado ao invés de se empurrarem. E não é só de sexo que tô falando, o próprio amor romanticozinho é uma imposição, é mostrar que você é o macho alí e escolheu ela e ela devia escolher você pra povoarem esse mundo com frutos do seu amor e… enfim, a coisa toda fica bem difícil se você for inerte como uma porra dum travesseiro.

Outra coisa que eu acho válido comentar (e aí pode se ofender o quanto você quiser) é que se você não consegue entender como alguém pode estar numa amizade sem querer namoro, sexo etc é porque você é noobs pra caralho. Sei que tem aquelas frases bestas bem famosas sobre homem não ter amiga etc poruqe homem só tem amizade como homem mas, amigo, você sabe que isso é babaquice, não sabe? Pode ser difícil pra um camarado solitário e punheteiro como você sustentar esse tipo de idéia mas a real é que isso de homem não poder ter amizade com mulher é preconceito puro. E participa de uma suposição retardada de que mulheres hetero vão querer dar pra qualquer camarado que eja seu amigo. Aham. Ela até pode ser sua amiga porque quer ter poder sobre você, seduzir e não ser seduzida e tudo o mais, existe esse tipo de cocota, mas não use isso como desculpa. Amizade existe em qualquer lugar e você insistir numa que você nem ao menos quer prova isso, já que a fulana te aguenta apesar das suas investidas infelizes.

Enfim, acho que deu pra entender, né? Se você já é o amor ambulante com a cocota e está disponível pra ela 24h por dia dificilmente vai ser interessante te namorar, ela não via ganahr nada de novo, seu amor já é arroz de festa, você já fica horas no telefone, que vantagem ela vai ter? Pode ser estranho de uma pessoa amorosa como eu falar, mas segura a emoção, seja menos carinhoso, menos disónível. Se o pedágio pra ter TODINHO for ficar com você aí de repente você se torna atraente

ai, droga, dei uma dica >< não levem muito a sério, plz, não me responsabilizo

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March 29, 01:18 PM

Aviso: o post a seguir pode ter spoilers pra quem não está acompanhando as últimas notícias sobre o Cataclysm.

Pois bem, todo mundo que acompanha as notícias sobre a nova expansão já sabe, desde o anúncio da mesma, que o Warchief Thrall vai ser promovido ao posto de Guardian of Tirisfal, posto que já foi ocupado por ninguém mais ninguém menos que Medivh. Com esse novo emprego, alguém vai ter que liderar a Horda em seu lugar. E quem será o sucessor de Thrall?

Garrosh Hellscream.

Sim, aquele rapaz emo (que na verdade, não é tão rapaz assim, já que é mais velho que o próprio Thrall), que ficava se sentindo culpado por achar que o pai havia sido o percussor da destruição dos Orcs em Draenor (e do próprio planeta em si), e que depois que soube do que realmente aconteceu, se tornou o orc marrento e furioso que basicamente todos odeiam (tanto players da Horda quanto da Aliança). Sim, ele será o cara que vai sentar no trono em Orgrimmar e que vai nos mandar matar mobs lvl.13 da Burning Blade.

Muita gente se pergunta como a Blizzard poderia mudar o rumo da Horda assim de uma hora pra outra, tirando do comando da mesma um shaman sábio e pacifista, que busca o diálogo com a Aliança acima de tudo, e colocar o esquentadinho do Garrosh. Porém, isso não é tão estranho quando você pensa que o Thrall não é um “orc-médio”, e sim, uma excessão cultural naquela sociedade.

Como foi muito bem apontado por Anne Stickney nesse post do WoW.com, Thrall é um Orc nascido em Azeroth, criado por humanos, que nunca teve contato com nenhum ser igual a ele até a adolescência, e que quando chegou à idade adulta mal sabia falar Orcish.

Ele ter crescido em respeito o suficiente pra se tornar o líder dos Orcs de Azeroth se deve ao fato de ter sido um dos poucos a lutar contra a letargia/depressão epidêmica que tomou conta dos Orcs quando a influência do sangue de Mannoroth foi dissipada de seus corpos, fazendo com que eles tivessem que conviver com as memórias dos inúmeros massacres que cometeram. E também porque Thrall foi o escolhido dos ancestrais espíritos dos Elementais e presenteado com um poder imenso por eles, fato que pode ser comprovado por Thrall, sozinho e munido apenas de sua fúria, ter convocado um terremoto forte o suficiente pra derrubar uma fortaleza inteira em poucos segundos.

Tudo o que Thrall fez pela Horda e pelos Orcs é respeitável sim, mas o orc-comum, o peão, o grunt de Orgrimmar, não liga quer ser pacifista, não quer dialogar; ele deseja, sim, um futuro onde a Horda vai avançar sobre seus inimigos, um futuro onde ele vai morrer uma morte honrada de guerreiro, como seus ancestrais. Ele não aceita dialogar com quem os prendeu em campos de concentração após o término da Segunda Guerra, assim como não vê com bons olhos ter um Warchief que quer tudo, menos “War”. Essa deve ser a principal explicação para a ascenção de Garrosh: quando Thrall largar o osso, vão ser os próprios Orcs a levá-lo pra boca de Garrosh. E vão fazê-lo com felicidade.

Essa nova Nova Horda vai ser belicosa como sempre foi, durante a maior parte da história. Resta saber se o Garrosh vai se tornar um cara mais carismático pelo menos, ou se vai continuar mandando a gente em missões suicidas sem chance nenhuma de sucesso para sermos salvos pelo Chuck Norris Varok Saurfang.

March 11, 09:13 AM

Quem joga ou já jogou em guilda conhece essa situação: você chega no dia da raid, todo encantado e gemmado, com flask e food na bag, conhecendo as lutas e todo o resto, e aí… fica de replace! E aí você se pergunta, e pergunta ao raid leader, a deus e o mundo: por que eu? Existem N motivos pra ficar de replace, X maneiras de se tornar um membro integrante das raids e também Y maneiras de encarar isso de uma maneira mais positiva.

Primeiro de tudo: estar numa guilda é um privilégio, e participar das raids é igualmente um privilégio, e não um direito. E esse privilégio vem de duas maneiras: conquistando-o ou sendo requisitado pra um spot vago no setup daquela semana. Eu particularmente não gosto de mentir quando recruto alguém, ou quando me pedem um invite pra minha guild: sou bem sincero dizendo se a pessoa vai ficar de replace ou se vai ter um spot certo. Se ela vem mesmo sabendo que vai ficar de replace, isso é o mínimo que ela pode esperar. Mas existem diversos fatores que podem decidir se um player vai ou não ficar no banco de reservas.

Setup

Sim, o amado setup, a diversidade de classes, a sinergia dos buffs. Nenhum time de futebol usa 10 atacantes e um goleiro; assim como nenhuma raid pode usar 18 rogues 5 priests e 2 warriors pra tankar. Por sinal, raids 25-men precisam E MUITO da sinergia dos buffs que só a diversidade de classes pode trazer.As vezes aqueles 5% de crit da Moonkin Aura são o que separam um boss morto de uma raida morta.

Attendance

Se você é daquele cara que diz que vai aparecer 3 ou 4 dias e aparece só em um ou dois, pode apostar que só vão lhe chamar em último caso. E as vezes vão preferir puggar alguém a te levar. Lugar de turista não é no WoW, é viajando.

Desempenho

Esse é o mais doído de dizer pro player, mas não dá pra carregar as pessoas o tempo todo. Seja por qual motivo for, um baixo desempenho de DPS/Heal/Tank também é motivo pra ficar no banco.

Fatores externos

Conexão ruim, casa pegando fogo, cachorro mordendo o fio do modem, etc, etc, etc. Isso tudo acontece e é previsível, mas se acontece o tempo todo, tem algo errado com você.

Tá, mas aí você se pergunta: COMO conseguir um spot numa raid? Bom, aqui vão algumas sugestões:

O melhor que você pode fazer é demonstrar que está jogando pela guilda, e não só pra conseguir mais uma parte da sua armadura Cavaleiros do Zodíaco; é não se lockar na mesma raid que a guilda faz a progressão (pelo menos nos primeiros dias) pra sempre poder entrar de replace. Contribuir com o site/fórum da guild, conhecer as lutas todas, não se atrasar e nem faltar. Conhecer sua classe detalhadamente e ficar sempre antenado com as mudanças que ocorrem com ela nos patches, pra sempre dar o melhor do seu DPS/Heal/Tanking. E como sempre, manter um bom relacionamento com todos na guilda, e não só com o os  officers/raid leaders/GM’s. O que toda a guild quer é gente comprometida com a progressão e com a guild, se você é um player assim, certamente vai eventualmente conseguir seu spot.

É claro que, se nada disso funcionar, procurar uma nova guilda é sempre uma opção. Ficar de olho no [2. Trade], ir em fóruns e pedir indicação daquele seus amigos do jogo são quase sempre garantia de sucesso.

February 09, 08:33 AM

Eu vou falar aqui de um dos add-ons que eu considero essenciais pra jogar WoW: o Power Auras Classic.

O que esse add-on faz é, basicamente, mostrar uma “aura” na sua tela, um símbolo qualquer quando determianda ação ocorre. E a gama de ações é gigantesca: buffs e debuffs, skills que proccam, aviso de aggro, de health baixa, de mana baixa, e por aí vai.

Como usar:

  1. Baixe o add-on aqui
  2. Instale
  3. Quando entrar no jogo, aperte Enter, digite /powa, Enter de novo
  4. Configure ou importe a aura como quiser.

Como eu também não manjo o suficiente das configurações desse add-on (a maioria que eu acho por aí já são configurações prontas que eu só importo para o meu e que funcionam perfeitamente, deixo um vídeo (em inglês, infelizmente) que mostra o básico de como configurar as auras:

E aqui fica o link pra Power Auras Classic Wiki, onde dá pra encontrar MUITA coisa já feita pra praticamente todas as skills que proccam, buffs e debuffs, etc. E que é atualizada sempre também.

February 02, 10:26 AM

Não deve ser novidade pra muita gente, mas vazou ontem o vídeo da cinematic que entra depois da derrota do Arthas. Não preciso nem avisar que é SPOILER né? =)

Pra quem entender bem inglês, os arquivos de áudio da luta também foram compilados no vídeo abaixo:

January 26, 08:05 AM

Tá gerando o maior burburinho isso. Sexta passada a Blizzard liberou mais uma parte do Battlecry Mosaic e de bônus uma música inédita chamada Invincible. Muita gente especula que essa música está relacionada ao encontro com Arthas no final de ICC, já que Invincible é o nome do antigo cavalo de Arthas, cuja versão “undead” vai ser um drop raro do próprio Lich King.  Abaixo a música, é de arrepiar.

Aqui tem o link para o download da mesma. Lembrando que tudo isso é especulação e não há nenhuma informação concreta relacionada a essa música ainda.

January 18, 07:24 AM

Mas por que eu não posso raidar com vocês? Meu Devilsaur é tão legal…

Acredito que muita gente já se viu nessa situação: você ama jogar com aquela classe ou spec, mas graças a algum nerf da Blizzard ou ao infame “bad scaling”, ela fica muito atrás do resto da raid no DPS. Isso já aconteceu com Shadow Priests, Demonolgy Warlocks, Hunters Beastmasters, Frost Mages. E não adianta, por mais que você mude os stats, as rotações, melhore a gear, nada adianta pra fazer o DPS ficar competitivo.

É aí que vem a sombra do reroll (ou respec): largar o seu char ou jeito de jogar favoritos e mudar pra outro, pra não passar vergonha no recount. Eu quase passei por essa situação no patch 3.2, quando Shadow Priests ficaram muito, mas muito atrás nos números em comparação com o resto dos DPS’. Era difícil ouvir “nossa, mas Shadow Priest tá batendo pouco hein?”. Foram meses muito difíceis. Muitas vezes eu pensei em dar um reroll e começar a usar meu DK como main, que com uma gear imensamente inferior conseguiria dar mais DPS do que meu Shadow Priest.

O que me manteve jogando e pegando gear com meu Shadow Priest foi, em primeiro lugar, o meu gosto por jogar com a classe; segundo foi a utilidade pra raid; e em terceiro lugar, a promessa de que a Blizzard ia consertar esse gap de DPS no patch 3.3. Mas, confesso que foi somente esse terceiro item que me impediu de dar o reroll. Por mais que eu gostasse de jogar e soubesse que minha classe era importante, era difícil ver números humilhantes no recount.

Meu conselho é: se você tem alguma dúvida sobre dar ou não o reroll pra outra classe, não dê; faça só se tiver certeza absoluta disso. O tempo que você gastou pra deixar seu main char “no talo” é algo muito precioso pra ser jogado fora assim.

January 12, 12:10 PM

Pois bem, continuando com as minhas primeiras impressões dos bosses de ICC, vou falar dos dois últimos bosses da primeira wing: a Gunship Battle e o Deathbringer Saurfang.  A primeira parte pode ser conferida aqui.

Eu tenho duas palavras sobre a Gunship Battle: FREE LOOT.  Acho que o jeito mais fácil de morrer ali é se você errar o alvo e cair pra fora. Os adds que spawnam no seu barco morrem fácil, os gunners do barco inimigo morrem fácil e não dão muito dano, os mísseis que vêm do barco inimigo até causam um certo dano, mas são tão fáceis de desviar (e de saber quando estão chegando) que você só é atingido por eles se estiver jogando e conversando no MSN ao mesmo tempo. A coisa mais “complicada” é tankar o Muradin (ou o Saurfang se você for da Aliança) enquanto os DPS’ matam o Battle Mage que mantem os canhões do seu barco congelados. O Muradin/Saurfang bate FORTE, e bate mais forte ainda conforme o barco dele toma mais dano. É bom soltar um Bloodlust/Heroism quando a luta estiver se aproximando do final, pra facilitar a vida de todo mundo.

Uma dica: se você tiver um druida na raid, peça pra ele equipar a Rocket Pack, virar urso e usá-la. Você vai presenciar a coisa mais legal que a Blizzard já colocou no jogo.

Depois de derrubar a Gunship inimiga, você vai aterrissar numa plataforma. E aí, se você é da Horda, vai ver um dos melhores diálogos do jogo, entre um pai de luto e um filho que passou para “o Lado Negro da Força”.  E aí vai enfrentar o boss mais difícil dessa primeira wing, o Deathbringer Saurfang.

O grande segredo dessa luta e não deixar que o Saurfang acumule Blood Power, um buff que stacka até 100, e que a cada stack aumenta o tamanho e o dano do Deathbringer em 1%. Todas as habilidades dele geram Blood Power. Quando o Blood Power alcança 100 stacks, o boss coloca uma Mark of the Fallen Champion em uma pessoa aleatória da raid. Quanto mais marcas a raid tiver, mais difícil de curar as pessoas fica. Quando a vida dele chegar nos 30%, ele entra num soft enrage e começa a usar as habilidades que geram Blood Power mais constantemente, e colocar a marca em mais pessoas também. Essa é a hora de largar o dedo, queimar os coodowns, usar o Bloodlust/Heroism, etc.

As principais habilidade que ele usa são:

  • Boiling Blood: aplicado em um alvo na 10-men e em 3 alvos na 25-men. Healado normalmente
  • Blood Nova:  aplicada em um alvo, tanto na 10 quanto na 25-men, dano em AoE. É a principal habilidade que ele usa pra gerar Blood Power na 25-men
  • Rune of Blood: aplicada no tank. Quando o tank pega esse debuff, outro tank tem que assumir o boss e assim por diante.

A cada 40 segundos, o Deathbringer vai summonar 2 Blood Beasts (na 25-men são 5), que aparecem ao redor dele. Essas beasts geram Blood Power nele a cada melee swing que acerte o alvo. Os DPS ranged devem usar matar essas beasts o mais rápido possível, e usar de todo o tipo de slow e snare effect possível. Um druida moonkin usando Typhoon nas beasts pra jogar elas pra trás praticamente reseta o encontro. Traps de hunter e o Earthbind Totem do Shaman também são ótimos pra esse encontro. Não preciso nem dizer que elas devem ser kiteadas né?

Outro ponto de atenção nessa luta, principalmente na 25-men, é tentar manter uma distância de pelo menos 12 yards um do outro. Como isso é praticamente impossível, é bom sempre ficar de olho no DBM pra ver se a pessoa que tomou o Blood Nova está perto de você, e sair o mais rápido possível pro outro lado. Outra coisa que é recomendado é deixar que os dois primeiros que tomarem a Mark of the Fallen Champion morrerem, antes do boss atingir os 30% da life, minimizando o número de marcas quando ele atingir o soft enrage. Abaixo vou colocar os dois vídeos do Tankspot, pra versão 10-men e pra 25-men.

Essa série de posts continua, com os próximos bosses já liberados: Festergut, Rotface e o Professor Putricide. E claro, com os dois “cachorrinhos” que patrulham a sala deles.

January 05, 12:05 PM

Dias ruins. Quem nunca teve um no trabalho, no relacionamento com a namorada ou com a família, no futebol do final de semana. E por que não no WoW?

Aqueles dias em que você se distrai e fica em cima do fogo, ou que não consegue acertar o posicionamento. Ou que tá sem sorte e é perseguido por aquele add chato. Não importa, em dias ruins TUDO que pode dar errado com você dá errado. Se você é DPS, isso significa somente uma perda que pode ser reposta pelos outros; agora, se você é healer ou tank, estar num dia ruim significa wipar toda a raid, provavelmente. E acompanhado disso vêm os clássicos “burro!”, “noob!”, “cone!” e o temido “vou dar replace!”.

E não adianta você estar com flask, com food buff, buffar sempre todo mundo certinho, e ter um histórico de performance e uma gear invejáveis. Se você está num dia ruim e nada dá certo, pode ter certeza que para aquelas 24 outras pessoas, pelo menos naquele dia, você é o pior jogador de WoW da face da Terra. E não tem como culpá-las, já que você também já deve ter xingado e xingado vários e vários “noobs” e “cones” durante a sua trajetória no jogo.

E aí, o que fazer nessas horas? Bom, você pode se esforçar mais e melhorar ou largar mão e ir dormir mais cedo. Não importa muito, no final das contas isso é só um jogo mesmo.

December 16, 11:28 AM

Pois bem, ontem finalmente tive alguma progressão lá em Icecrown Citadel 10 com a minha guilda. Semana passada sofremos um problema sério de core por causa das férias, e que continua essa semana, então dessa vez nem tentamos uma 25. Fechei um core bem mais ou menos (em relação a sinergia de buffs, e não aos players) e fomos pra lá. Depois de uns pulls bastante confusos nos primeiros trashs por causas daquelas armadilhas que acionam os esqueletos gigantes, limpamos o caminho até o primeiro boss.

Lord Marrowgar

Lord Marrowgar é um boss relativamente fácil, mas que pode complicar se as pessoas estiverem desatentas ou vacilarem demais. Inicialmente fizemos com dois healers, mas não conseguimos segurar a onda na hora do Whirlwind. Respequei pra Holy nessa hora e fui ajudar no heal, foi bem tranquilo. O segredo da luta é a hora do Bonestorm mesmo: como ele reseta o threat nessa hora, o tank vai ter um trabalho e tanto pra puxar ele de novo. Coloquei os dois hunters do grupo pra ficarem dando misdirection no tank o tempo todo e atirando no boss pra gerar bastante threat. Se o tank for um DK, ele pode jogar o Death and Decay no boss uns 2 segundos antes do WW (o DBM avisa), assim no momento que ele estiver girando sem perseguir ninguém já começa a gerar threat. É importante também que todo mundo corra pra parede do fundo quando for perseguido por ele, assim não correm o risco de tomar um Saber Lash no meio das fuças quando acabar o WW. Luta ganha na segunda try, bem fácil.

Depois disso fomos até a Lady Deathwhisper. O trash antes dela é complicado, principalmente as duas aranhas. A melhor estratégia é dar o pull nos dois grupos de mobs, um de cada vez, e matar os dois. Aí é hora de puxar a primeira aranha. A coisa complica bastante porque essa aranha joga um debuff chamado Dark Reckoning em alguém da raid, escolhido aleatoriamente, e a pessoa que pegar o debuff tem que se afastar IMEDIATAMENTE da raid e do boss, se não quiser wipar todo mundo. Inclusive os warlocks, mages, hunters e DK’s tem que dar dismiss nos seus pets, pq eles também estão sujeitos a esse debuff. Mortas as duas aranhas, hora de ir pro boss.


Lady Deathwhisper (© MMO Champion)

Lady Deathwhisper é uma luta imbecil de tão fácil. Ela começa a primeira fase com uma Mana Barrier e sem fazer absolutamente nada. Só passa pra última fase quando toda a mana dela é drenada pelo dano dado na Mana Barrier. Ela vai chamar uma wave de adds que saem das câmaras da sala. Os melees matam os Cult Adherents (que são imunes a dano mágico) e os casters matam o resto (note que Hunters não dão dano mágico e sim físico, então matam os Adherents também).  Quando todos os adds estiverem mortos, todo mundo vai bater na Lady Deathwhisper. Notem que ela randomicamente joga um Death and Decay verde no chão que dá bastante dano em quem fica em cima, então é bom todo mundo ficar atento pra sair de cima na hora.

Esse processe se repete até que a Mana Barrier dela caia, aí um tank pega o aggro e é basicamente um tank spank, só prestanbdo atenção na hora de trocar o tank quando o threat resetar por causa do Touch of Insignificance e também pra cortar os Frost Bolts. A raid também tem que ficar esperta com uns fantasmas que spawnam e que não podem ser mortos, mas que perseguem uma pessoa e explodem se chegam perto dela.

Amanhã vou postar a segunda parte desse post, comentando a Gunship Battle e a luta do Deathbringer Saurfang.

December 08, 04:41 PM

Meu main character é um Shadow Priest, e posso dizer com propriedade que já faz um tempo que nós estamos ficando cada vez mais atrás no DPS, mesmo que a Blizzard ache que o nosso DPS não está tão ruim assim.  O principal argumento deles é o de que como nós somos uma classe híbrida e temos umas e outras utilidades dentro da raid além do DPS, ele não precisa ser tão alto. Mas, como explicar o fato de Retribution Paladins ou Druida Moonkins, que estão na mesma categoria da gente, às vezes estarem ocupando as primeiras posições no DPS chart?

Depois de muitas e muitas reclamações, finalmente a gente conseguiu convencer Ghostcrawler e Cia. de que sim, nós precisamos de um buff decente pra continuar competitivos. E, ao que tudo indica, o patch 3.3 vai trazer esse tão esperado buff.

A principal mudança vai ser em Shadowform. Com as mudanças do patch 3.3, esse talento vai fazer com que Vampiric Touch e Devouring Plague se beneficiem de Haste. Ou seja, nossos DoT’s (grande parte do nosso DPS) vão tickar mais rapidamente, o que aumentará o dano consideravelmente. Só isso já alegraria os corações das trevas de vários Shadow Priests absurdamente.

Porém, DoT’s tickando mais rápido = DoT’s tendo que ser recolocados no inimigo mais vezes = mais gasto de Mana. Pra resolver esse problema, o novo Glyph of Mind Flay vai fazer com que essa habilidade restore 1% da nossa mana a cada tick. Como Shadow Word: Pain é constantemente recastada sem custo de mana graças ao talento Pain and Suffering, nossa mana vai ser restorada a uma taxa de 1% a cada 3 segundos. A nova versão desse glyph esquece completamente o antigo bônus de aumento do alcance da habilidade em 10 yards, aumento esse que vai ser colocado no próprio alcance base dela, que vai de 20 para 30 yards.

Pra fechar com chave de ouro, o nosso Tier 10 também vai ter dois bônus muito bons, principalmente obônus de 4 peças. Creio que, ao contrário do nosso Tier 9, esse será Best in Slot pra gente.

Com tudo isso dito, vamos aos números: Paxxz da guilda Inevitable, servidor Feathermoon – US , postou o seguinte vídeo no blog da guilda. Medindo num training dummy, ele conseguiu fazer 5086 DPS, self-buffed, sem comida ou flask.

Porém, training dummies quase sempre são bastante inexatos na hora de medir o DPS. Vou colocar aqui o link postado no fórum ShadowPriest.com, de um teste usando o Simulation Craft, que mostra que nosso DPS fica com uma diferença de apenas 6% em relação ao top DPS, um Hunter Survival. Mais exato, mais real, e ainda assim bastante promissor!

Tudo o que eu posso fazer agora é segurar a emoção e esperar o server voltar pra poder testar as mudanças!

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