Mais um ser jogado em pleno campo de centeio.
Como numa viagem de trem, eu vivia. Dentro do vagão, meu eu e eus de outros viajam, meu eu e eus de outros fugiam. Estranho, mas o nosso trem tinha destino ao Sozinho, um município da Solidão, extremo sul da Angústia, e todos os vagões viajam lotados. Para cada eu que ali viaja, a viagem era difícil, passávamos por estações como Paixão Ardente, Amizade de Infância, Amantes da Noite, Amor Eterno, entre outras que serem foram desconfiadas por nós, depois de tantos desembarques, acreditávamos que o encanto termina após a temporada de férias e ou no próximo verão.
Dentro do vagão todos observavam o passar de cada estação, todas semelhantes: em primeiro plano o áspero, o agressivo com cor de medo, mas logo se via o vermelho suave, carinhoso e convidativo ao fundo, o odor infestante de felicidade que entrava pelas janelas do nosso vagão. Eram poucos os eus que eu via desembarcar em qualquer estação, talvez se explicasse pela longa viajem que já havíamos feito onde muitos desciam, e não era grande o tempo passado antes que esses voltassem. No entanto, outros nunca mais subiram em nosso trem e sempre ao passar na estação onde este havia descido, percebíamos o escuro do medo, cada vez menor, e o odor amarelo entrando com mais intensidade em nosso vagão e talvez isto explicasse a sempre presente tentação ao desembarque.
O medo da falsa eternidade, da ilusão cobria as paredes do vagão onde eu viajei. “O sempre não existe”, estava gravado como um slogan nos bancos do trem. Um dia ao observar a chuva, sempre caindo de cima pra baixo, como tudo que caí, a chuva sempre molhada, e o céu, sempre em cima da minha cabeça, aquele slogan ali na minha frente começou a perder sentido. Vendo alguns eus, conversando sobre suas desilusões, me perguntava qual o sentido daquele eu chegar à Sozinho, se ele não permaneceria sozinho? Outros eus, sozinhos ficavam, mas comecei a acreditar que um dia, perto de outro eu, ele estaria, e se não, de sozinho ficar, cansaria. A tal necessidade da companhia, essa também era como o céu, e a chuva...Sempre é necessário alguém. Sempre é.
E na próxima estação resolvi descer, eu sabia qual era, já havia feito muitas viagens, Amor Eterno, talvez não fosse a escolha mais sensata, ou a mais insensata de todas.. Amor Eterno era a estação mais convidativa, a mais bonita, a mais cheirosa, no entanto, cercada por medo, o escuro infestado por espinhos logo em sua entrada, no final rosas, e um amor. Lá eu desci, lá, eu sofri, lá eu vivo, lá eu amo, eternamente.
*Por, Rafaela Romano.
Um pouco do novo e do velho sem saber se o velho é novo, ou é velho mesmo por dentro.
Não sabemos como passamos, como agimos ou saímos daqui. Só nos encaminhamos a um lugar destinado a nós? Ou, destinamos nosso próprio caminho?
Qual é a essência de tudo isso? Ou a existência de tudo isso?
É do doce da vida, daquela que alimenta,
É do doce da alma, daquela que busca por morte serena.
É do cantar que o corpo chama, que no corpo geme e clama pelo
doce cantar, aonde no belo plena.
Da Alegria dos dois, da vivência de nós pois,
do conjunto dos amadores, faça-nos dançar na calada da noite pelos lindos olhares,
dos mais chegados, no salão daquele setembro de carnaval.
Do mais lindo breve campo soprarei, e ali nas lindas mais filhas,
no chão daquele canteiro, eu irei te encontrar.
Perambulei escadas, andei por estradas e lá foi-se um.
Encontrarei-me na inspiração do teu olhar, ali por lá assim,
Como foi e como sou, eu me achei,
finalmente consegui me encontrar.
A dor da saudade torna-se um sentimento que complementa o vazio daquele que sente-se por sí só, estar sozinho. A dor da saudade é a ausência do bem estar. A dor da saudade é benéfica quando se ama. A dor da saudade é benéfica quando se perde. O sentimento momentâneo até que algo vá de encontro ao que ali dentro, pede calma.Não somos nós que pedimos abrigo, é o nosso sentimento desconhecido.
Quem conhece o negativo e o positivo? Sabemos o que nos deixa bem mas para nós o bem do próximo é o negativo em pessoa. Portanto, o que é bom para todos? É igualitário a um só?
De certezas já vivem os poréns confusos. Das dúvidas já vivem as certezas concretas.
Quem ouve sente?
Sente quem pensa?
Pensa quem tem vontade de escutar?
A saudade é boa, para aqueles que sabem que um dia vão amar.
A saudade é boa para aqueles que do mal querem se curar.
A saudade é boa, quando só é esperar algumas horas, até o seu bem ligar, dizendo que, logo logo ali irá de estar.
A saudade não destrói, ela fortifica.
Só cabe a eu lhê dizer que o que foi, voltará agora.
Não pulamos de universo, muito menos fomos para outro lugar.
Muitos dizem que o que passou passou, e nunca voltará sequer para te abraçar.
Mas e o que foi bom? O que é bom...
O sentimento de amizade e de carinho?
O de afeto e o de paixão?
Não é só porque tu dissestes que todos foram, que nós devemos ir juntos deles também.
Prevejo que assim como nós, muitos também irão ver como 'enxergamos' mentalmente as coisas.
Não sou um visionário, muito menos um Santo, se caso eles existissem mas,
da certeza do sentimento verdadeiro e da conscistência de que o agora é o ontem e o amanhã é maior do que um dia pensamos que ele fosse ser,
Eu sei que estou certo.
Quem errou e viveu, sabe que na proxima jogada, acertará.
Eu errei uma vez.
Eu vivi, logo, eu acertei por errar...
E fevereiro está aí para provar isto.
De que eu estou certo. Certo em achar-te,
Certo em te amar.
..As mesmas razões, os mesmos sentimentos. Aqueles que todos conhecem mas que apenas nós dois sabemos que mudou.
Pegue na aba do vento e deixar ele nos guiar.
Guiar a nossa vida.
Guiar os nossos sentimentos, sem colocar em risco o que pensamos para eles, para nós, ou até mesmo para o mundo inteiro.
De vento em vento eu pulei, para tentar chegar ao topo do topo do vento. Para tentar, enxergar mais alto. Para tentar, sentir mais alto.
Para tentar, parar de tentar e encontrar o que eu realmente fui procurar.
...
Achei o que procurava.
Agora são dois, mais um vento alto grita aqui.
Muitos ventos altos gritaram ali.
E eu ainda estou aqui, mas não por muito tempo.
Tive um sonho nesta noite distante do normal, longe de tudo o que era irreal.
Seria antes por assim dizer alguma liberdade ocultada, reprimida por mim?
Seria algum aviso, algum surto...Alguma paz de espírito? Algum chamado ou canto do que seria real?
Vivo submisso a qual mundo? Vivo em um sonho? Quando irei acordar?
Eu existo?
E estes machucados nos meus joelhos, cicatrizes na minha face e a faca estagnada em minha alma. Porque não sinto a dor?
Eu sinto a dor?
Quero saber, quero acordar. Eu preciso saber,
Preciso me acalmar.
Em questão de segundos, eu estava cego. Cego para a vida, cego para o mundo.
Passei anos vivendo sem saber o que eram as cores. Eu havia perdido o singelo olhar, o singelo manisfesto da dança das folhas.
Pude então, contemplar o mar. Mesmo sem olhar, mesmo sem a minha visão, contemplei-o a partir da audição. Pelo grito da liberdade.
Senti o vento, senti o barulho de uma onda batendo na outra, elas estavam namorando. Pude então, a partir da tranquilidade da alma,ver o azul dos céus, o colorido das folhas, o estouro na minha vida. A razão de tudo aquilo, sem temores. O singelo manifesto do grito de minha perdida alma, o manifesto da libertação do obscuro. O surgimento do meu novo sujeito.
Já não estamos mais correndo por aqueles nossos campos, nosso tempo é outro, nosso campo,
é outro.
Já não estamos mais sozinhos, a realidade tampou-se diante de nós
Já se foi o tudo, agora é o nada..Nem ao menos, o todo.
Nós fugimos, nos libertamos, gritamos e agimos.
Fogem de nós e libertam nossa realidade..Contribuem conosco, como o nosso vagar.
O que um dia tornou-se um, agora só é pó.
Só é paz.
Só.
..
'Sei lá, já ou agora jamais
Apenas sei que o agora é eterno para todos os demais
Desconheço o óbvio,
Jamais conhecera o ópio.
Do medo com o tudo enfim,
sei lá
Apenas sei que, do fim eu sei.
...
Para aonde vou? Não sei, mas sei que vou. Aonde? Alí. Com quem? Com alguém
mas sei que vou.
...
Foi de dois em dois que achei no agora, o sentido do todo.
Foi de dois em dois que achei no agora, o fim que gerará um transtorno.
Transtorno este do qual eu possuo controle. Sobre ele, sobre minha pessoa, sobre todos.
Só sei que achava que soubesse tudo, mas nada sei.
Achei..
Achei..
''Eu chegara em casa com as sacolas. Larguei-as em um canto e abri as janelas de minha cozinha. Por 6 minutos, eu imaginava o nada. Contemplava o nada e o único som que se escutava era o do nada. O João de barro veio até mim, e pediu que eu olhasse o nada, e achasse algo. Mandou eu invadir aquele espaço além da janela, que não era o meu. Estendi meu braço para fora e senti o vento Por 6 minutos, eu fechei os olhos. Por 6 minutos, eu escutei a João, que prometeu uma casa de barro para mim.''
..Nó que destes naquele passinho primeiro, acabei por encontrar alguém para sobrevoar junto a mim aquele milharal / Naquele despertar, ó o ar fez-me descobrir e conhecer a magia dos homens que encantavam aquela ar / Em um simples falar do trovador que canta aquele verso sob os olhos de alguém / Ó alguém este, que, lá do milharal está a observar-te com muita clareza e usa o artifío do som leve do ar para chamar-te / Chamar-te de vento, chamar-te de liberdade.
Acordei no meio da noite procurando uma estrela aonde eu podesse segurar-me mas nada almejei. Procurei, ergui meus braços e nada, simplesmente nada.
Acordei no meio de uma outra qualquer noite procurando obter algum progresso e, quando eu estava quase a desistir, uma mão, leve e serena apanhou meu braço, e guiou-me aos céus que, naquela noite, estavam limpos como um alma que acabará de aqui na terra chegar.
Se era sonho ou não, eu não sei, mas pude voar de olhos fechados e analisar situações e presenciar sentimentos dos quais eu nunca havia visto, ou até mesmo sonhado,
Saí da mesmisse do dia-a-dia, e lá em cima, depois de perder o medo de cair, percebi que seria impossível de acontecer o pior, pois um anjo segurava meu braço e me dizia coisas maravilhosas, e que tudo iria ficar bem. E tudo estava bem.
O vento, vocês não vão acreditar, era como uma suave música que penetrava em meus ouvidos. Eu só tinha a missão de deixar aquele momento transparecer com total normalidade e esquecer de que aquilo, era um sonho. Ou não.
Não sei ao certo o que houve. Pela manhã e em todas as manhãs seguintes, eu acordava no jardim de casa escutando o mesmo som do vento da noite anterior, o mesmo vento, o mesmo suspiro.
Eu estava com 56 anos, e já não sabia mais o que eu ainda poderia presenciar nessa vida ou não. Não sabia mais no que acreditar. Se algo daquilo que havia ocorrido era real ou não, eu não sei, mas algo dizia-me que era para acreditar. Aquela voz, aquele anjo faziam eu acreditar...
Daniel Mossmann (Guitarra e baixo), Gabriel Guedes (Guitarra e Baixo) e Gustavo Telles (Bateria) mostram um trabalho profissional e eficiente desde 2002, quando fundaram a banda chamada Pata de Elefante. Tal eficência, dedicação e comprometimento para com a música pode ser efetivado no ano passado, em 2009, quando receberam o prêmio de melhor banda instrumental do país pela MTV.
A Pata de Elefante é uma banda de rock instrumental do Rio Grande do Sul e vem a cada ano mostrando um som extraordinário, colocando em pauta de que o rock instrumental não parou apenas principalmente nas décadas de 50 / 60. Vão de cidade em cidade, de estado a estado mostrando seu trabalho, fazendo com que ele seja reconhecido e admirado por muitos apreciadores do 'bom e velho rock'.
Pata de Elefante (2004), Um Olho no Fósforo, outro na Fagulha (2006) e Na Cidade(2010) são os discos da banda, que podem ser baixados legalmente pelo site da mesma.
Neste 16 de junho de 2010 será um dia marcante para a banda pois será em Porto Alegre mais especificamente no Bar Opinião que a banda irá realizar o lançamento de seu disco, o 'Na Cidade', a partir das 22:00h. Quem é da cidade ou da região Metropolitana, não poderá perder este evento.
Centralizando mais para o dia 18 deste mês, a banda estará por aqui, na cidade de Pelotas para fazer o lançamento do disco no Bar João Gilberto, às 21h pela produção da Satolep Circus.
Nem um pouco diferente do show que ocorreu por aqui no ano passado, será um grande evento , onde o local da apresentação da banda realmente irá se tornar pequeno, igualmente ao show da Pata de Elefante que ocorreu no ano passado aqui mesmo na cidade de Pelotas.
Abaixo se encontra o link para o site da banda, um vídeo de minha música preferida da banda, e a agenda de shows deste mês de Junho.
SOLTARAM, LÁ VEM A PATA DE ELEFANTE!
16 - Porto Alegre - RS
17 - Bagé - RS
18 - Rio Grande - RS E Pelotas - RS
19 - Caxias - RS
Site da banda: http://www.patadeelefante.com/
Nasci de uma forma estranha, meu corpo era frio e gelatinoso. Com o tempo, fui percebendo que as águas eram por onde eu passaria todo o resto da minha vida e sem saber ao certo quanto tempo duraria esta tal ‘vida’.
Um dia no mar, escutei pelas baleias que um homem velho, havia inventado logo depois de ter-nos criado, pessoas que logo habitariam um mundo acima do nosso, eu obviamente considerei está história um absurdo, mas eu gostaria de presenciar isso mesmo que custasse a minha ‘curta longa’ vida.
Quase na superfície eu sofri um impasse, algo que fez-me decidir algo do qual eu nem ao menos saberia de que se tratava. A ansiedade era tão grande que eu decidi arriscar- me e aceitar a proposta sem ao menos saber o que era. Adormeci. Um dia acordei. Era claro e não se escutava mais o barulho do mar, das águas que iam de encontro às rochas... Não, nada mais. Avisaram-me alguém, sei lá quem, de que aquela teria sido minha escolha e caso eu estivesse arrependido, eu estaria provando de um dos pecados humanos. ‘Tudo bem’ eu disse. Eu estava com um formato agora do qual eu desconhecia completamente, sem saber para onde eu deveria ir, com quem deveria conversar, o que deveria comer e com quem eu deveria me relacionar.
Saí do lugar onde meu novo corpo encontrava-se. Era um quarto com uma espécie de corais em formato quadricular e algo no qual eu sentia um leve conforto. Para a minha sorte, havia um papel escrito assim: ‘Dê um nome a cada um destes objetos que estão no local onde te encontras’. Pois bem, antes de deslocar-me ao mundo afora, decidi nomear aquele vasto conforto que abaixo de mim encontrava-se de colchão. E aquele quadrado - que parecia um objeto repleto de corais - de mesa.
Saí. Havia luz, e como havia. No fundo do mar não se presenciava isso e para a minha sorte, meu corpo novo não se debatia no chão por estar fora do mar, como as minhas amigas baleias haviam me dito caso um dia, eu saísse da minha, agora antiga casa.
Coloquei minhas mãos em uma espécie de bolso e saí a usufruir do meu novo corpo que eu havia recebido. Dentre lá por alguns instantes, pude perceber que este mundo era diferente daquele do qual eu habitava no mar. Não havia outros que nem eu, não havia outros que andavam como eu, era tudo mais diferente e monótono e então, pude sentir uma tristeza da qual no meu habitat anterior eu não sentirá em nenhum momento.
‘Abra-te espaço, que por sobre ti lançar-te-ei alguém com quem possas conversar’. Em alguns instantes, logo depois desta voz da qual até hoje eu não saberia dizer de que ser ela se enquadra, uma jovem fêmea que aparentemente possuía as mesmas formas do que as minhas é claro, com aspectos femininos, caiu literalmente dos céus para o meu mundo que agora, poderia chamá-lo de não mais sombrio.
A voz, imediatamente pediu para que criássemos um mundo. ‘Um mundo’ eu disse. E ela, que transparecia ter mais sabedoria, disse: ‘Sim, um mundo’. De forma rápida e astuta, uma evolução estrondosa pairava diante de meus olhos, era magnífico. O crescimento, as pessoas iguais a nós dois...Enfim, fiquei estupefato. A voz pronunciou-se novamente e propôs a minha pessoa e ao meu corpo novo, outro desafio. Era inacreditável como eu havia mudado meu aspecto, sem saber do tempo, sem saber das horas e só observar o som do vento e a despedida do sol para a aparição da lua e das estrelas.
Já mais astuto, conhecendo alguns dos meus sentimentos, atrevi testar outros dos quais eu sabia da existência e ao mesmo tempo, desconhecia dos seus efeitos. Aceitei o desafio, que eu inacreditavelmente desconhecia-o novamente. Adormeci. Acordei. Tudo agora passava como se estivessem em uma velocidade extrema da qual nem o vento poderia parar tais movimentos. Desta vez eu não possuo braços nem pernas... Nem a mulher da qual aquela voz mandou para meu antigo corpo..Isso deixou-me com um sentimento horrível. Esse era o medo do qual eu escutei pelas minhas amigas baleias. Objetos móveis, outros seres diferentes do meu antigo corpo..Era assim que eu via o mundo agora e não havia nada do que eu havia criado, tudo era mais diferente e sem cor..Sim, a vida no mar era mais tranqüila. Com o tempo, fui sentindo-me ‘’quebrado’’ e pensando instantaneamente: ‘’Que escolha eu fiz, o que sou agora?’’
‘’Passarás por dores jamais sentidos quando fostes do mar, passarás dores das quais nunca sentistes como homem e agora, o que resta-te é escolher o teu último vestido. Só tu irás saber se ele lhe servirá para a vida, ou para a morte’’.
‘’Se é dessa forma, que ao mundo eu virei a ser, um ser nada, eu opto pela última salvação’’
‘’Que assim seja’’. Ele falou. Adormeci. Acordei. Corais, baleias e dragões...Voltei. Ganhei vida e cor. ‘’Será que um dia, eu terei a resposta de tudo o que passei? O que foi tudo o que eu passei?
Provei de sentimentos, presenciei movimentos dos quais desconhecerá e vi seres diferentes dos quais eu pensava que não existiam além do meu.
‘’Experimentarás tudo novamente, com um novo corpo, uma nova vida. Qual a tua vontade?’’
Pensei. Pensei se eu deveria arriscar. E eu arrisquei!
*Músicas escutadas enquanto eu escrevia este conto:
- Bob Dylan - Beyond Here Lies Nothin’;
- Bob Dylan - Hurricane
- Oasis – Champagne Supernova;
- Oasis – Up in the Sky;
- Radiohead – Karma Police;
- Radiohead – My Iron Lung;
- The Kooks - Seaside.
Incompleto insignificante
Sentado sob o leito da morte
De todos aqueles seres voadores redundantes
Deixando-os sangrar até o último risco daquele corte
Deixei-os sangrar sob alimentos petrificados
Mesmo sem uma plena inexistência
Continuei a alimentá-los com muita tristeza
Pois sabia que vida ali não existiria nunca mais
Pássaros a voarem nos céus
Jamais!
A, como é bom voltar a escrever. Sim eu estou voltando a escrever e isso que dizer que tudo o que vocês leram ou fizeram de conta que leram, eram textos meus feitos obviamente pela minha pessoa no ano passado e como eu tenho algumas coisas para dizer, eu resolvi relatar algumas destas coisas aqui e deixar meus textos de lado por enquanto.
Pois bem, eu vou é mais atualizar vocês de como anda minha vida. Tudo isso em forma de tópicos, que legal...Não?! O.õ
- O D.A do Curso tá legal, essa semana teremos uma reunião para colocar alguns assuntos em dia;
- O D.C.E da Ucpel também. Neste último sábado não tivemos reunião, mas agora no próximo terá com toda a certeza. Eu tenho que enviar uma matéria dos projetos do D.A da Filosofia pra eles, porque daqui a algum tempo, sairá o jornal do Diretório Acadêmico, e nós vamos divulgar tanto os D.A's dos cursos da Universidade, como eventos referentes a gestão do D.C.E .
- Agora eu também estou no projeto da televisão da Filosofia..É, vou aparecer ao vivo nesta terça-feira para todos rirem da minha carinha feia, parabéns André --'.
Mas falando sério, vai ser legal ainda mais pra uma pessoa como eu que gosta de estar envolvidos em coisas assim. Terça passado o Professor Jandir esteve lá ''falando'' sobre Sócrates. Nesta Terça eu estarei dissertando sobre Platão. Quem quiser ligue no canal 15 da net ou 10 da Viacabo TV na terça dia 25/05 às 14:30h.
- Estou envolvido em um projeto juntamente a um colega meu em relação a fazer um Média-Metragem, que seria um filme com mais de 15 minutos.
Eu lancei as ideias a ele, falta resolver os esquemas das câmeras (suas posições), a trilha sonora (que é um problema, porque tu não podes pegar nenhuma música de autoria de outra pessoa. Caso pegando-a, a música não pode passar de 30 segundos --') e os personagens. O filme não terá muitas falas pelo visto, mas a história será bem pesada e ousada...Estou bem confiante. Claro que estamos nos baseando em Polansky e no Alfred Hitchcock para fazer este 'curta'..Suponho que ficará muito bom.
As novidades portanto foram estas caros amigos. Uma hora dessas eu venho aqui para reclamar da vida! hahá
Cheers!
*
Nota: desculpem caso haja erros ortográficos, deu preguiça de corrigir! :P
...Era uma noite fria de inverno na cidade de Chicago, quando a policia local se depara com mais uma morte.
Jason S. Hanson, cidadão canadense de 21 anos, residente na cidade de Chicago a cargo de estudos e procura de novas ofertas de trabalho.
Hanson foi visto pela última vez na Rua 237, ao lado de um taxi, que obviamente o levaria direto para sua casa, onde lá, se encontravam seus parentes e amigos.
Há ultima pessoa que viu e “tocou” em Hanson pela “última vez” foi a sua então namorada Janaina, uma brasileira que reside em Chicago há 4 anos, e no terceiro ano de faculdade se apaixonou por Jason, no qual ficaram noivos e pretendiam se casar em breve.
Não era a primeira vez em que o detetive Waters e o delegado da Policia de Las Vegas Worms, notaram que coisas horrendas aconteciam já a algumas noites na cidade de Chicago.
Por isso, logo após o ocorrido com Jason, à busca pelo assassino de sangue-frio, e que mais tarde se tornaria o serial Killer mais procurado e perigoso do mundo, tornou-se extensa.
Uma busca minuciosa e detalhada começou a coagir nos arredores de Chicago.
Foram verificados todos os taxistas que se encontravam nos principais pontos de taxi, como a:
Rua 237, mais conhecida como a Rua Fakeroast.
Jacob P. Smith, cidadão americano de 52 anos de idade, morador da Avenida Washington há exatamente 22 anos, caso de sua mudança de uma casinha no subúrbio para a grande avenida:
Casamento e logo mais pai viúvo de duas crianças, James e Janis.
Era baixo, estatura de 1, 69, tinha uma barba típica de português. Era um homem rígido, mas bem humorado, mas sua vida virou do avesso quando sua mulher Jaquelin morreu pós um estupro dentro de um táxi, o que deixou em depressão, pois além de perder sua mulher, ele, Jacob, trabalhava como taxista, o que fez tirar férias de seu serviço e voltar à patente dois anos depois.
Waters e Worms fizeram uma busca detalhada, acompanhando o trajeto dos taxistas e ouvindo depoimentos de cada um deles.
Charles Wistesrtood foi um dos últimos a serem escutados, já que a dupla não teve muito sucesso com os outros prováveis suspeitos.
Charles levou-os a uma informação que deixaria a cidade de Chicago e todo o resto do planeta sabendo que Jacob S. seria a pessoa mais perigosa e psicopata do mundo.
A tal informação era a seguinte:
Na noite de 21 de agosto às 20h48min mais precisamente -noite em que sua mulher foi violentamente estuprada- Jacob estava mal, doente de ciúmes, pois sua mulher era uma moça muito bonita, além de ser nova e cativar os olhos dos amigos de Smith.
Jacob sai e vai direto para sua casa, é o que ele contou, mas não foi em que Charles acreditou.
Relatos contam que na noite do atentado, ouviram-se gritos e um homem sair correndo por de trás do taxi, com uma toca preta ao redor de sua cabeça e um moletom vermelho.
Até ai “tudo bem”, mas Charles conta que, pós a saída de Jacob, ele, Charles, sai também a caminhar pelas ruas escuras de cidade, e vê exatamente às 20h48min, olha Jacob Smith trocando de roupa atrás de uma cabine telefônica.
As roupas, o horário, tudo coincidia com as informações cedidas por Charles.
Jacob Smith foi preso e mandado a cadeira elétrica por ter matado Jason Hanson e ter estuprado Jaquelin Smith.
O que todos não sabem é que, 20h40min, Hanson rouba um taxi na volta da faculdade, finge ser um taxista e estupra e mata Jaquelin Smith.
Jacob descobre o incidente, arma tudo para Hanson, e o mata.
Jacob saiu do bar naquela noite e foi para casa realmente, mas parece que o verdadeiro assassino e doentio ser humano nunca vai ser descoberto:
Jason Hanson...
A paixão por aqueles que ali estavam era imensas, mas sua sede de manter-se anti-social era maior do que o amor próprio. Nada o abalava você poderia até afirmar que haviam de ser questões relacionadas a problemas familiares, mas não, ele era assim.