E num momento de independência e amor próprio, me peguei ouvindo Patrick Wolf.
Paperman. Walt Disney Studios. 2013
Introducing a groundbreaking technique that seamlessly merges computer-generated and hand-drawn animation techniques, first-time director John Kahrs takes the art of animation in a bold new direction with the Oscar®-nominated short, “Paperman.” Using a minimalist black-and-white style, the short follows the story of a lonely young man in mid-century New York City, whose destiny takes an unexpected turn after a chance meeting with a beautiful woman on his morning commute. Convinced the girl of his dreams is gone forever, he gets a second chance when he spots her in a skyscraper window across the avenue from his office. With only his heart, imagination and a stack of papers to get her attention, his efforts are no match for what the fates have in store for him. Created by a small, innovative team working at Walt Disney Animation Studios, “Paperman” pushes the animation medium in an exciting new direction.
Hora de começar a usar as pessoas.
Tô começando a cansar de tentar.
“You would never call me baby
If you knew me truly
Oh, but I waited so long for your love
I will fight baby not to do wrong”
2012
Finalmente, estou postando a minha playlist de melhores músicas do meu 2012.
Lembrando que essas músicas, muitas, não foram lançadas no ano passado, mas se eu as conheci em 2012, e marcaram o meu ano, entram para a lista. Está por ordem cronológica, e por algumas serem mais importantes que outras pela presença dos asteriscos (aquela que possui dois asteriscos ao invés de um, bom, é a minha favorita do ano)
2012. É, não sei ainda o que achar dele. Eu não sei se entra para o top dos piores anos da minha vida; se ele está em primeiro lugar dessa lista; ou se eu deveria enxergar tudo como um grande aprendizado, o que, vendo por este ponto, faz dele um ano bom. Uma coisa é certa: ele leva consigo o pior dia da minha vida. Mas este também foi um ano que ganhei (achamos na rua, coitada) uma cadelinha, comecei a dirigir (e ganhei um carro!) e comecei a estagiar, meu primeiro contato profissional na vida.
Musicalmente falando, o ano acompanha exatamente o meu humor. No começo, o primeiro terço, meio entediante, insosso. Nada demais, tudo parecia igual aos dois últimos anos. Acho que, por isso, decidi que 2012, com suas mudanças que estariam por ocorrer - principalmente pelo fato da minha irmã e da minha melhor amiga estarem “me abandonando” para sair do Brasil, seria um ano diferente. Eu queria fazer dele meu novo 2009 (musicalmente falando, também)! E foi por isso que no meio do ano, o segundo terço, coisas novas começaram a acontecer, e eu estava pronto para aceitar as mudanças e fazê-las valer pra mim, também.
Mas foram novidades demais. Eu me enganei, eu não estava pronto para elas. Fui levado por essa correnteza de mudanças e acabei me afogando nelas. Isso me levou pro último terço do ano, o mais intenso de todos, seja psicologicamente, seja musicalmente. Foi nessa fase que eu comecei a redescobrir músicas, e prestar mais atenção no que elas diziam. Meu senso para músicas tristes voltou mais apurado que nunca, e eu pensava que eu o havia perdido com o tempo.
Musicalmente falando, pra mim, 2012 foi um ano bom, até. Me apeguei às músicas de uma forma que eu não fazia desde 2009, então, sim, consegui fazer, neste sentido, meu 2012 ser comparável a 2009. Diríamos que 2012 foi o irmão dark de 2009, na minha vida haha
Quanto a escolha da melhor música, eu achei complicada. Estava até hoje com dúvida, mas desde que a ouvi, perto do começo do ano, imaginei que pudesse ter encontrado a música do meu ano. O ano foi passando e eu continuei ouvindo ela. Parei de ouvi-la quase que completamente quando tudo aconteceu, provavelmente por causa da letra, que já não cabia mais no momento (aquela letra eu pensava que nunca caberia em momento nenhum, na verdade) e outras músicas entraram no lugar dela por causa disso. Mas percebi que aquela letra dizia alguma coisa sobre mim, sim, infelizmente. Seja naquele momento do ano, seja agora. Então dei à Marina & the Diamonds o posto da minha música do ano, mesmo sem ela merecer, porque o álbum deste ano, Electra Heart, foi terrível. Terrível, sim, mas Teen Idle, faixa do álbum, foi uma verdadeira obra prima.
E, bom, é isso. Que 2013 seja melhor.
Vocês dois estão construindo um castelo de cartas, porque há, querendo ou não, um elefante na sala.