Dia destes, no metrô, pude finalmente ver ao vivo um Kindle que não o meu, nas mãos de um sujeito que se sentou a meu lado. Foi a oportunidade de eliminar minhas dúvidas sobre a propalada "tela que imita papel"
Após vários olhares disfarçados em direção ao Kindle de meu vizinho de banco, pude constatar minhas suspeitas: a tela de meu aparelho não está com defeito, e o tom cinzento é mesmo o máximo de alvura que o equipamento oferece em ambientes internos.
Pena. Mas pelo menos fico contente de não ter gastado tempo e dinheiro com devoluções à Amazon. E, da próxima vez, vou apllicar um belo desconto a tudo que ouvir de fanboys.
O Kindle — devido às limitações da tela monocromática e, principalmente, do inadequado teclado — não é a plataforma ideal para joguinhos. Apesar disso, várias empresas produzem jogos feitos exclusivamente para o equipamento, com destaque para as versões de Banco Imobiliário, Scrabble, Xadrez, Damas e Pôquer.
A má notícia? Esses produtos são inacessíveis a contas de usuários com endereço no Brasil.
A boa? Bem, a boa não é tão boa assim, mas é melhor que nada: seu Kindle já vem com dois jogos embutidos, acessíveis apenas por uma daquelas obscuras combinações de teclado características do equipamento.
Para iniciá-los, siga os passos abaixo:
Após um ou dois segundos, você já estará na tela inicial do Campo Minado (sim, aquele mesmo que vem de fábrica no Windows há quase 20 anos):
A forma de jogar é bem simples:
Se quiser acessar o segundo jogo embutido, tecle G:
GoMoku é praticamente igual ao jogo da velha. O objetivo é completar uma fileira horizontal, vertical ou diagonal de cinco marcas (não apenas três) antes do adversário (no caso, o Kindle). Os comandos para jogar são fáceis como os do Campo Minado:
Como se viu, não são jogos particularmente excitantes, mas são curtos e facinhos de jogar, ideais para espraiar a cabeça nas maratonas de leituras pesadas.
O site The Ebook Reader traz um bom comparativo entre o Kindle 3 e o Nook Simple Touch Reader, incluindo um vídeo cotejando os equipamentos lado a lado. Ótima oportunidade para ver em funcionamento o recém-lançado leitor da Barnes & Noble e conhecer seus prós e contras em relação ao popular aparelho da Amazon.
Outra boa resenha do Nook Touch está no blog Dear Author. A escritora convidada Bettie Sharpe traz seu relato sobre "George", o Nook Touch de estimação que veio substituir seu aposentado Sony PRS 700. Boa análise, exposta em um belo texto.
Conor Friedersdorf, editor da revista The Atlantic, publicou recentemente sua compilação anual com cerca de 100 ótimos exemplos de jornalismo. A lista é dividida em seções como "A Arte da Narrativa", "Ciência, Religião e Natureza Humana" e "Perfis".
Friedersdorf também dirige The Best of Journalism, um mailing semanal com sugestões de leitura.
A lista de 100 boas reportagens de 2010 é uma ótima oportunidade para você testar o serviço Klip.me, do qual falei ontem.
(Via Desculpe a Poeira)
Quantas vezes, ao ler uma matéria longa e interessante na Internet, você não ponderou que, em vez de lê-la às pressas diante do computador, seria muito mais confortável degustá-la tranqüilamente no Kindle, sentado em sua cadeira do papai ou enrolado em seu cobertor mais quentinho?
Verdade é que soluções para isso já existem embutidas no aparelho há tempos, embora nem todas muito satisfatórias. Você pode, por exemplo, ler a matéria no navegador experimental do Kindle. (Estou brincando. É claro que não pode!! Sério. A experiência é tão ruim que eu nem devia ter cogitado essa hipótese.) Você também pode fazer a assinatura de blogs e jornais, mas isso custa dinheiro e não contempla todas as fontes de conteúdo bacana que existem na Web.
Por sorte, hoje há disponíveis alguns serviços que resolvem esse problema de forma bem satisfatória. Dentre todos, o Klip.me é um dos melhores, se não o melhor.
Klip.me é um serviço que redireciona páginas de Web para leitura posterior, semelhantemente ao Instapaper ou o ReadItLater. A página, devidamente processada, é enviada ao e-mail do usuário ou à sua conta do Instapaper ou Evernote. Mas o melhor mesmo é o recurso de transmitir páginas diretamente para o Kindle, por meio de botões no navegador do micro.
Tudo é feito de forma muito simples. Para ter uma idéia, as funções básicas do Klip.me não exigem preenchimento de ficha, nem mesmo criação de login/senha. Recursos avançados, como agendamento de envios, requerem apenas uma autenticação básica via Google.
A instalação dos botões de envio também é rapidinha. Você pode optar por uma extensão de Safari, uma extensão de Google Chrome ou um bookmarklet (botão de favorito) que funciona nesses dois navegadores e também no Firefox, no Internet Explorer 9 e no Opera.
A foto abaixo mostra como instalar o bookmarklet:
Facinho, né?
Agora só falta cadastrar os endereços de e-mail necessários à operação, afinal o Klip.me precisa saber para qual Kindle enviar a página, e a Amazon exige que os remetentes de e-mail sejam incluídos na página de configurações do Kindle. As instruções para isso tudo estão na página de opções do Klip.me, acessível de duas maneiras:
(Há ainda uma terceira forma de abrir a página de opções do Klip.me, mas ela só funciona depois que tudo estiver configurado; não a descreverei aqui, até porque você a verá facilmente quando estiver usando o serviço.)
Pronto! Cadastrados os endereços de e-mail, é só usar a ferramenta. Quando quiser mandar uma página de Web para seu Kindle, basta clicar no botão de favorito ou no botão da extensão. A página, remodelada, aparecerá em nova janela do navegador e você poderá decidir se a envia ou não para o aparelho.
Tenha em mente que a página original é simplificada para exibição no Kindle. Banners, anúncios e quadros laterais, por exemplo, são eliminados. A tipologia também é padronizada de forma a garantir melhor leitura no equipamento. Imagens podem ou não ser incluídas (há uma opção para isso na página de configurações do Klip.me; mas, mesmo que você tenha optado por incluí-las, o sistema pode omiti-las para manter o documento dentro de um limite de tamanho). Vale lembrar ainda que, como o serviço envia para o Kindle apenas o texto principal da página, comentários de usuários são extirpados (o que, convenhamos, na maioria das vezes é uma bênção).
(Atualizado em 10 de junho. Acabei de notar que o Klip.me tem dificuldade de processar páginas em idiomas que não o inglês, apresentando uma mensagem de erro quando se tenta enviar para o Kindle algumas páginas, digamos, em português. Felizmente, nem tudo está perdido: a própria janela de erro sugere que usemos o cursor para selecionar o trecho desejado e cliquemos novamente no botão de favorito. Por um lado isso é ruim, já que o texto selecionado pode conter elementos indesejados, como anúncios. Por outro lado, esse método permite que enviemos para o Kindle apenas trechos de uma página, o que pode ser interessante em determinadas ocasiões.)
O recebimento do arquivo no aparelho leva no máximo dois minutos, e a Amazon envia uma notificação por e-mail.
Como se viu, tanto a instalação quanto a utilização do serviço são de uma surpreendente simplicidade. Com tanta facilidade, o que não vai mais faltar em seu Kindle é conteúdo para ler.
Se você comprou um best-seller de Kindle recentemente, deve ter notado que alguns trechos aparecem sublinhados e acompanhados da indicação numérica “xx highlighters”, como na foto abaixo:
O que significa isso?
Para entender, é necessário lembrar como funciona a sincronização de livros eletrônicos da Amazon.
Digamos, por exemplo, que você está lendo um volume em seu Kindle e pára de lê-lo na página 52. Mais tarde, você resolve retomar a leitura, mas desta vez no iPhone. Ao abrir o livro, perceberá que ele já se encontra na mesmíssima página 52 em que você tinha parado no Kindle. Analogamente, ao parar a leitura no iPhone na página 70, será nessa página que o livro se abrirá em seu aparelho Kindle ou em qualquer outro aplicativo Kindle que você utilize em equipamentos móveis ou computadores.
Essa sincronia automática não se limita à última página lida. Todos os seus marcadores de páginas (Bookmarks), suas anotações (Notes) e suas marcações (Highlights) são sincronizados entre todos os “kindles” que você possuir. Por meio de uma rede denominada WhisperNet, cada uma dessas ações e seus conteúdos são transferidos para os servidores da Amazon, de lá retornando cada vez que o livro é aberto em outro dispositivo.
Pois bem. Acontece que, no caso específico das marcações de trechos (Highlights), o armazenamento no servidor da Amazon não serve apenas para nossa sincronia pessoal. Esses dados são usados também para alimentar as estatísticas de “Popular Highlights”, ou marcações populares. A Amazon tem até uma página dedicada a exibir os campeões de sublinhados. Nela vemos que as 4 mil marcações de uma frase de Orgulho e Preconceito dão uma surra nas 38 marcações (aquele “38 highlighters” que aparece na foto) de meu exemplar de The Selfish Gene.
Agora que você já sabe o que são os sublinhados e o indicador numérico, resta saber como desativá-los caso os ache incômodos. Se quiser apenas sumir com o indicador numérico, não precisa nem usar menus. Como se vê na foto, no pé dá página está a instrução de que basta pressionar a tecla “setinha para a esquerda”. Já o sublinhado é um pouco mais complicado, exigindo até mesmo que se feche o livro em questão:
Encerrando o assunto, vale lembrar que os sublinhados “populares” e os sublinhados pessoais são visualmente diferentes, como se vê na foto abaixo:
Mal acabou de ser lançado e o Nook Simple Touch já conta com diversas resenhas na rede. Todas positivas.
Algumas delas têm abordagens bem específicas. Enquanto o blog This Is My Next... apresenta o aparelho sob o ponto de vista de quem não tem muita convivência (nem tolerância) com leitores de tinta eletrônica, o blog Marco.org faz um comparativo do leitor da Barnes & Noble com o Kindle 3. Para falar a verdade, não gostei de nenhuma das duas. Pelo menos, a de Marco Arment serviu para confirmar minha desconfiança de que os botões de mudança de página do novo Nook são mais desconfortáveis que os do Kindle.
Duas outras resenhas — do Gizmodo e da CNET —, impessoais até burocráticas, acabaram me agradando mais.
Em todas elas, uma constatação em comum: a interface por toque é muito superior à propiciada por botões físicos. Como afirmou Marco Arment, a Amazon não tem mais desculpas para não incluir o recurso em seu novo Kindle.
Que tal receber em seu Kindle textos de ótima qualidade sem sequer precisar procurá-los? Pois essa é a proposta do serviço Delivereads. Basta incluir o e-mail deles em sua página de configurações do Kindle e cadastrar o e-mail exclusivo de seu aparelho na página do Delivereads. Semanalmente, quatro ou cinco artigos selecionados são enviados diretamente para seu equipamento.
Para quem sabe ler em inglês e curte leituras um pouco mais extensas que o habitual da Web, é uma excelente pedida.
Durante meu recesso no blog, adicionei alguns protetores de tela para Kindle em minha galeria do Flickr. As instruções para personalização estão neste post.
As novas imagens são relativas a outro tema de meu interesse: videogames. Se você também é fã de jogos eletrônicos, dê uma passada para ver se alguma imagem lhe interessa.
Ainda estou tentando montar um protetor baseado num dos melhores jogos já produzidos: Shadow of the Colossus. O problema é que as imagens disponíveis replicam a estética do jogo, com tons pastéis e baixo contraste — duas características que não dão bom resultado na tela de 16 tons de cinza do Kindle. O jeito vai ser arrumar alguma ilustração estilizada. O que não posso é deixar de homenagear um jogo tão maravilhoso.
Noble anunciaram seus novos leitores de e-book com tela eletrnica ambos com caractersticas bem parecidas, a principal delas sendo a tela de toque.